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  • 1. Brancos, Pretos e Pardos no Mercado de Trabalho no Brasil Um Estudo sobre Desigualdades1 Ana Lucia Saboia João Saboia21. IntroduçãoAs evidências empíricas trazidas pelos indicadores sociais oficiais do país têmdemonstrado que as desigualdades entre os indivíduos de cor branca e de cor preta eparda no Brasil podem ser denominadas como “duráveis”. Segundo Tilly (1998), asdesigualdades significativas entre os seres humanos correspondem, principalmente, adiferenças de categorias como preto/branco, masculino/feminino, cidadão/estrangeiroou mulçumano/judeu mais do que as diferenças em termos de atributos, propensões ouperformances. Tais desigualdades são duráveis, pois embutem a idéia de que são elasque passam de uma sociedade para outra, persistindo ao longo dos tempos.É importante esclarecer que as informações sobre cor da população brasileira têm sidoobjeto de pesquisa do IBGE desde os primeiros recenseamentos nacionais, ou seja, osrealizados em 1872 (onde inclusive figura a discriminação do contingente de populaçãoescrava) e em 1890. No século 20, os Censos Demográficos de 1940, 1950, 1960, 1980e 1991 incluíram em seus questionários o “quesito cor”.No final da década de 70, a discussão sobre a situação racial no Brasil apresentavanovos contornos, principalmente, após a realização e divulgação dos resultados doSuplemento Mobilidade Social e Cor da PNAD 1976. Os desdobramentos dasdiscussões então surgidas favoreceram a re-inclusão do quesito cor no Censo de 1980,restabelecendo a série que havia sido interrompida no planejamento do Censo de 1970,por razões políticas.A partir de 1987, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio/PNAD passou aincluir em seu corpo básico a investigação obrigatória sobre a cor/raça da população nosseus levantamentos anuais. Até então se dispunha, em alguns anos, de suplementos quetratavam dessa questão. Nesse caso, dispõe-se de uma série completa sobre este assuntonas PNADs dos anos 90 e, também, para todos os anos da presente década.O IBGE privilegia a classificação por cor, embora esteja subentendido, sobretudo nosenso comum, que tal classificação estaria representando uma visão de raça. Nainvestigação, a população se auto-declara de acordo com as seguintes categorias:branca, preta, parda, amarela e indígena. No teste realizado em 1998, tal quesito foiaplicado de duas formas: a usual (pré-codificada) e a aberta. Os resultados foramanalisados por Petruccelli (2000), que conclui da seguinte forma: “A multiplicidade de1 Este estudo foi elaborado para servir de subsídios a discussão sobre ação afirmativa no Brasil na 2ndInternational Conference of the Affirmative Action Studies Network a ser realizada no Rio de Janeiro,nos dias 22 e 23 de setembro de 2006.2 Ana Lucia Saboia é a responsável pelos Indicadores Sociais do IBGE e João Saboia é professor titulardo Instituto de Economia da UFRJ. Os autores agradecem a Fabio Roitman, Julia Torracca, LauraBeraldo e Renata Alvim pelo processamento dos microdados da PNAD e preparação das tabelas egráficos utilizados neste artigo.
  • 2. termos da cor aparece, contemporaneamente, como reflexo do caráter primariamentesubjetivo dessa identificação, evidenciando ao mesmo tempo, a defasagem entre ocampo dos atores sociais e o campo dos estudiosos desta problemática. Mas, ascategorias de cor só parecem se tornar significativas no contexto de uma ordemhierárquica se constituindo, de fato, numa marca de origem. Dessa maneira, no âmbitobrasileiro a questão da cor se encontra no entrecruzamento dos mitos fundadores daidentidade nacional com as práticas sociais de discriminação e preconceito racial.”Em termos regionais, Petruccelli (2000) aponta para uma diversidade de padrões derespostas cuja multiplicidade de significados é evidente nas respostas de identificaçãoda cor dos indivíduos. Entretanto, a categoria preta parece seguir um padrão bastantesimilar de adequação entre a pergunta pré-codificada e a aberta nas regiõesmetropolitanas onde a pesquisa foi feita.Ainda sobre a classificação utilizada pelo IBGE, Araújo (1987) assinala que a mesma“reflete um conhecimento científico cristalizado (a velha relação entre raça econtinentes geográficos e a ideologia de classificação social com base na raça). Nasociedade brasileira cor é a metáfora, a categoria mais frequentemente acionada parademarcar diferenças e desigualdades com base na raça, aqui concebida como um fatosocial.”Por último, convém lembrar que, embora neste estudo estejam englobadas as pessoasque se auto-classificaram como pretas e como pardas em uma única categoria(preta/parda), deve-se ter claro que a população parda não é constituída somente pordescendentes de população de origem africana, incluindo também os chamadoscaboclos e outros tipos étnicos derivados da população indígena.Cabe dizer ainda que o presente estudo compartilha da visão de que aatribuição/percepção de uma determinada cor a um indivíduo é feita conceitualmente deforma relacional, não constituindo uma característica nem natural, nem inerente aomesmo (Teixeira, 1987).O principal objetivo deste artigo é enfocar a questão da desigualdade entre brancos epretos/pardos do ponto de vista do mercado de trabalho, especialmente no caso daspessoas ocupadas com nível de escolaridade de terceiro grau.Com essa finalidade, serão utilizadas duas fontes de dados – a Pesquisa Mensal deEmprego/PME e a PNAD. A primeira cobre seis regiões metropolitanas – Rio deJaneiro; São Paulo; Porto Alegre; Belo Horizonte; Salvador e Recife – enquanto asegunda cobre todo o Brasil. Ambas são pesquisas amostrais.O ano selecionado para a análise é 2004, último para o qual havia informaçõesdisponíveis para a PNAD3 por ocasião da preparação deste texto. Por outro lado,naquele ano, a PME divulgou informações relativas ao mês de março sobre a cor dostrabalhadores, não divulgada regularmente, que serão utilizadas neste trabalho. Portanto,os dados analisados refletem a situação relativamente recente encontrada no país.3 Os dados da PNAD referem-se à situação levantada em setembro de cada ano. 2
  • 3. Enquanto os dados da PME serão utilizados para se obter uma caracterização geral daposição mais precária dos trabalhadores pretos e pardos relativamente aos brancos, osdados da PNAD estarão concentrados na comparação entre os trabalhadores com nívelsuperior completo segundo a cor, confirmando que entre eles também a situação depretos e pardos é usualmente inferior à dos brancos. 3
  • 4. 2. Características Gerais do Mercado de Trabalho Metropolitano segundo a CorConforme informado na introdução, esta seção está baseada em dados da PME de marçode 2004, refletindo, portanto, a situação encontrada nas principais regiõesmetropolitanas do país naquele ano. Os resultados serão informados apenas em seuconjunto, não sendo destacada a situação específica da cada RM. 4As informações da PME sobre a população em idade ativa com 10 anos ou mais (PIA)mostram que ela é majoritariamente branca (56,5%), seguindo-se pardos (33,9%) epretos (8,5%). Amarelos e indígenas representam um percentual mínimo. A distribuiçãoda PEA é muito semelhante à da PIA com 56,8% de brancos e 42,0% de pretos/pardos.Quando consideradas as pessoas ocupadas, entretanto, nota-se que os brancos elevamsua participação para 58,0%, enquanto pretos/pardos caem para 40,8%, indicando umasituação mais favorável para os primeiros. Esse dado é confirmado pela distribuição dosdesocupados onde pretos/pardos são majoritários (50,4%).As diferenças entre as taxas de atividade de brancos (57,5%) e pretos/pardos (56,5%)são relativamente pequenas, significando que a pressão pelo lado da oferta de mão-de-obra sobre o mercado de trabalho é relativamente equilibrada entre os dois grupos.Portanto, a maior incidência de pretos/pardos (50,4%) entre os desocupados éprincipalmente resultante de uma menor demanda por estes trabalhadores e não por umaoferta exagerada destes no mercado de trabalho.A conseqüência desse desequilíbrio pode ser vista na taxa de desocupação depretos/pardos (15,3%), sensivelmente superior à dos brancos (11,1%). Distribuição Percentual das pessoas com 10 anos ou mais de idade, segundo cor ou raça - março 2004 Indígena 0,1 Parda 33,9 Branca 56,5 Amarela 1,0 Preta 8,5 Fonte: PME4 Informações detalhadas de cada RM podem ser encontradas em IBGE (2004). 4
  • 5. Pessoas de 10 anos ou mais de idade, segundo cor ou raça e condição na atividade - março 2004 (%) 56,8 58,0 57,5 56,5 56,5 56,0 49,2 50,4 42,5 42,0 43,1 40,8 15,3 11,1 PIA PEA Ocupados Desocupados PNEA Taxa de Taxa de atividade desocupação Fonte: PME Branca Preta/PardaQuando considerada a distribuição da PIA segundo a cor, nota-se uma situação bemmais favorável para os brancos em termos de escolaridade. Enquanto 42,9% dos brancospossuem 11 anos de estudo ou mais, apenas 24,9% dos pretos/pardos têm o mesmonível de estudo. Em contrapartida, a concentração de pretos/pardos nos baixos níveis deescolaridade é bem mais elevada que a de brancos.O nível médio de escolaridade dos dois grupos na PEA confirma a situação maisfavorável dos brancos, tanto entre os ocupados quanto entre os desocupados. No casodos ocupados o número médio de anos de estudo é 9,8 para os brancos e 7,7 para ospretos/pardos. Entre os desocupados, 9,5 e 8,0, respectivamente. Curiosamente, o nívelde escolaridade dos pretos/pardos desocupados é maior do que o dos ocupados. Estefato pode ser atribuído a maior concentração de pessoas jovens entre os trabalhadoresdesocupados. Conforme é sabido, a escolaridade vem crescendo no país nos últimosanos, resultando em níveis mais altos de escolaridade para os trabalhadores mais jovens.Um dado complementar que confirma as melhores condições de entrada e permanênciados brancos no mercado de trabalho é o fato de 14,7% terem passado por um curso dequalificação profissional, percentual superior ao encontrado no caso de pretos/pardos(11,7%). 5
  • 6. Média de anos de estudo, segundo cor ou raça e condição na atividade - março 2004 9,8 9,5 8,0 7,7 OCUPADOS DESOCUPADOS Branca Preta/Parda Fonte: PME Distribuição Percentual das pessoas com 10 anos ou mais de idade, segundo cor ou raça e escolaridade - março 2004Sem instr. e c/ menos de 1 3,7 (%) ano estudo 6,7 6,7 Com 1 a 3 anos estudo 11,4 28,1 Com 4 a 7 anos estudo 36,4 18,5 Com 8 a 10 anos estudo 20,4 42,9 Com 11 anos ou mais de estudo 24,9 Branca Preta/Parda Fonte: PME 6
  • 7. A posição na ocupação dos trabalhadores confirma a pior inserção dos pretos/pardos nomercado de trabalho. Enquanto os brancos são majoritários no emprego com carteiraassinada, os pretos pardos predominam em postos de trabalho típicos do setor informal– serviço doméstico, emprego sem carteira assinada e trabalho por conta própria. Distribuição Percentual das pessoas ocupadas, segundo cor ou raça e posição na ocupação - março 2004 (%) 41,0 37,5 22,2 20,1 16,4 14,5 11,2 5,4 Trabalhadores Domésticos Conta própria Empregados sem carteira Empregados com carteira setor privado setor privado Fonte: PME Branca Preta/PardaEm termos setoriais, os brancos estão mais concentrados na indústria, nos serviçosprestados às empresas e na área de saúde, educação, segurança e administração pública.Quanto aos pretos/pardos, além do serviço doméstico, predominam também naconstrução civil. Sabidamente, são dois segmentos da economia caracterizados porbaixos níveis de remuneração. No comércio há certo equilíbrio entre os dois grupos. Distribuição Percentual das pessoas ocupadas, segundo cor ou raça e grupamento de atividade - março 2004 (%) 20,3 20,7 18,7 17,7 17,9 16,4 14,9 15,0 13,0 11,2 11,2 10,3 5,9 5,4 Indústria Construção Comércio Serv. prestados Saúde, Serviços Outros Serviços às empresas educação, Domésticos segurança, adm. pública Fonte: PME Branca Preta/Parda 7
  • 8. Duas informações fornecidas pela PME mostram dificuldades adicionais existentes nomercado de trabalho metropolitanos que atingem principalmente pretos/pardos. Emtermos de sub-remuneração, 18,2% de pretos/pardos ocupados recebem menos que osalário mínimo horário, mais que o dobro do percentual encontrado para os brancos(7,5%). No caso da sub-ocupação, 5,4% dos pretos/pardos informam trabalhar menos de40 horas semanais embora desejem e estejam disponíveis para aumentar sua jornada detrabalho. Para os brancos, o valor encontrado é um pouco mais baixo (4,3%). Distrubição Percentual das pessoas ocupadas em condições desfavoráveis, segundo cor ou raça - março 2004 18,2 (%) 7,5 5,4 4,3 % pessoas subocupadas por insuficiêcia de horas % pessoas com redimento habitual por hora trabalhada trabalhadas inferior ao SM horário Fonte: PME Branca Preta/ PardaÉ fato bastante conhecido que os homens ganham mais que as mulheres no mercado detrabalho. Isso é válido tanto para os brancos quanto para os pretos/pardos. Enquanto oshomens brancos recebem R$ 7,16, os pretos/pardos recebem menos da metade(R$3,45). No caso das mulheres os valores são R$ 5, 69 e R$ 2, 78, respectivamente.Em outras palavras, apresar dos diferenciais entre os rendimentos de homens emulheres, as mulheres brancas possuem rendimentos mais de 60% superiores aos dehomens pretos/pardos.A distribuição dos rendimentos do trabalho segundo a cor reflete de certa forma osdiferenciais de escolaridade entre os dois grupos. Há um nítido deslocamento da curvade rendimentos dos brancos para a direita e dos pretos/pardos para a esquerda.Exemplificando, enquanto 39,2% dos brancos recebem até 2 SM, 63,9% dospretos/pardos estão na mesma faixa de rendimentos. Em contrapartida, apenas 5,9% dospretos/pardos recebem mais de 5 SM, percentual quase quatro vezes menor que os22,3% de brancos em situação similar de rendimentos.Os diferenciais de remuneração média entre brancos e pretos/pardos são generalizados.Para o total de pessoas ocupadas os valores são R$ 1096 e R$ 535, respectivamente.Tais desníveis repetem-se para todos os tipos de trabalhadores – empregados com ousem carteira; conta própria; e domésticos -, confirmando a situação bem maisdesfavorável de pretos/pardos relativamente aos brancos no mercado de trabalho noBrasil. 8
  • 9. Rendimento médio habitualmente recebido por hora trabalhada pelas pessoas ocupadas, segundo sexo e cor ou raça março 2004 7,2 (R$) 5,7 3,5 2,8 Homem Mulher Branca Preta/Parda Fonte: PME Distribuição Percentual das pessoas ocupadas, segundo classes de rendimento e cor ou raça - março 2004 37,2 (%) 26,7 27,2 20,1 19,1 18,412,0 11,7 11,1 10,6 4,2 1,7até 1 SM 1 a 2 SM 2 a 3 SM 3 a 5 SM 5 a 10 SM mais de 10 SM Branca Preta/Parda Fonte:PME 9
  • 10. Rendimento médio habitualmente recebido, segundo cor ou raça e posição na ocupação - março de 2004 (R$) 1096 Pessoas Ocupadas 535 Empregados com carteira 1094 Setor Privado 597 Empregados sem carteira 654 Setor Privado 399 917 Conta Própria 418 320Trabalhadores Domésticos 276 Branca Preta/Parda Fonte: PME 10
  • 11. 3. A Inserção das Pessoas em Ocupações Universitárias segundo a CorNesta seção são apresentadas informações levantadas a partir dos microdados da PNAD2004. A idéia foi selecionar ocupações típicas de pessoas com o terceiro grau completopara verificar até que ponto pessoas semelhantes em termos de escolaridade/profissãoseriam diferenciadas no mercado de trabalho segundo sua cor.Sem dúvida, a análise das informações sobre as ocupações poderia ser mais abrangentese levasse em conta alguns aspectos como a posição na ocupação e o setor da atividadeonde estão inseridas. A hierarquia sócio-ocupacional, ou seja, o status socioeconômicodas ocupações brasileiras é um elemento fundamental para se conhecer a estruturaocupacional do mercado de trabalho em estudos sobre estratificação socioeconômica emobilidade social no país. Nessa medida, alguns estudos importantes com metodologiasespecíficas de classificação em categorias sócio-ocupacionais merecem ser destacadostais como Ribeiro e Lago (2000), Jannuzzi (2001), Silva (1985) Jorge et al (1985).A primeira etapa foi selecionar as ocupações a serem utilizadas. Para isso, verificou-se alista completa de ocupações definida pelo IBGE, destacando aquelas típicas comformação universitária. Em seguida, foi feita uma agregação de ocupações com certaproximidade, obtendo-se dez grupos ocupacionais. Ribeiro e Lago, ao classificarem ascategorias sócio-ocupacionais consideram que os profissionais de nível superior aquiestudados constituem o segundo grupo na hierarquia da estrutura ocupacional domercado de trabalho no Brasil, atrás apenas dos dirigentes e grandes empregadores.A lista completa das ocupações selecionadas está apresentada no apêndice, enquanto osdez grupos ocupacionais estão listados na tabela abaixo.Tabela - Grupos de ocupações universitárias selecionadas e seus respectivos códigos Código Grupos Ocupacionais2142/2143/2145/2021/2141/ Arquitetos, engenheiros, agrônomos e afins2144/2146/2147/2148/2149/ 2011/2221 2123/2124 Analista de sistemas e especialistas em informática2111/2112/2131/2132/2133/ Profissionais das ciências biológicas, matemáticas e da natureza 2134/2211 2231/2232/2233/2234 Profissionais da Saúde 2515 Psicólogos e psicanalistas 2340 Professores do ensino superior 2511/2512/2513/2514 Profissionais das ciências sociais e humanas 2412/2421/2410/2422 Profissionais das ciências jurídicas 2522 Contadores e auditores 2516 Assistentes sociais e economistas domésticosFonte: IBGENa seleção dos grupos ocupacionais, além de se procurar a agregação de ocupaçõesafins, levou-se em consideração o número de pessoas levantadas pela PNAD em cada 11
  • 12. grupo, de modo que nenhum tivesse um número muito reduzido de pessoas,inviabilizando a obtenção de estimativas com alguma confiabilidade. 5As ocupações selecionadas representam pouco mais de 2 milhões de pessoas ou 2,5%da população ocupada em 2004. O grupo mais numeroso é constituído pelosprofissionais da saúde (médicos, dentistas e veterinários) seguindo-se os profissionaisda ciência jurídica (advogados, juízes, procuradores etc) e os engenheiros, arquitetos eagrônomos. Seguem-se os professores do ensino superior, os contadores e auditores e osanalistas de sistemas. Os menores grupos são constituídos por assistentes sociais,psicólogos e psicanalistas, profissionais das ciências sociais e humanas, e profissionaisdas ciências biológicas, da matemática e da natureza.Tabela - Pessoas ocupadas em ocupações de nível superior por cor - Brasil 2004 Pessoas de cor Pessoas de cor Códigos Ocupação % % Total % branca preta e parda2142/2143/2145/2021/2141/2144/21 Arquitetos, engenheiros, agrônomos e afins 316.721 85 55.189 15 371.910 100 46/2147/2148/2149/2011/2221 2123/2124 Analista de sistemas e especialista em informática 114.013 81 27.396 19 141.409 1002111/2112/2131/2132/2133/2134/22 Profissionais das ciências biológicas, matemáticas e da natureza 34.118 84 6.591 16 40.709 100 11 2231/2232/2233/2234 Profissionais da Saúde 384.722 87 59.034 13 443.756 100 2515 Psicólogos e psicanalistas 75.766 84 13.971 16 89.737 100 2340 Professores do ensino superior 173.045 81 40.367 19 213.412 100 2511/2512/2513/2514 Profissionais das ciências sociais e humanas 51.543 83 10.371 17 61.914 100 2412/2421/2410/2422 Profissionais das ciências jurídicas 350.733 82 78.841 18 429.574 100 2522 Contadores e auditores 147.137 73 55.794 27 202.931 100 2516 Assistentes sociais e economistas domésticos 64.687 67 31.848 33 96.535 100 Sub-total 1.712.485 82 379.402 18 2.091.887 100 Outras ocupações 42.560.473 52 39.357.952 48 81.918.425 100 Sem declaração 37.108 68 17.850 32 54.958 100 Total 44.310.066 53 39.755.204 47 84.065.270 100Fonte:IBGE/PNAD 2004Um dos resultados mais notáveis é o desnível existente entre brancos e pretos /pardosno interior dos diversos grupos ocupacionais. Enquanto os pretos/pardos representam47% no conjunto das pessoas ocupadas não passam de 18% no interior das ocupaçõesuniversitárias.O gráfico abaixo apresenta uma melhor visualização dos desníveis existentes. O maiordesequilíbrio é encontrado entre os profissionais da saúde onde apenas 13% sãopretos/pardos. Mesmo entre os assistentes sociais, onde a situação é mais equilibrada,dois terços são pessoas brancas.5 Como a PNAD é uma pesquisa amostral, suas estimativas têm um determinado nível de precisão quedepende do tamanho da estimativa. Quanto maior o valor estimado maior tende a ser a precisão.Ilustrando, enquanto em uma estimativa de 10 mil pessoas o coeficiente de variação é de 25,5%, em outrade 50 mil pessoas, baixa para12%. Se a estimativa for de 100 mil pessoas, o coeficiente de variação nãopassa de 8,7% e se atingir 500 mil pessoas cai para apenas 4,1%. Portanto, os valores informados depessoas brancas e pretas/pardas nos diferentes grupos ocupacionais devem ser interpretados comoestimativas mais ou menos precisas. Isso é especialmente importante em alguns grupos de profissionaispretos/pardos cujos totais estimados são relativamente pequenos como será visto a seguir. 12
  • 13. Percentual das pessoas ocupadas em ocupações de nível superior por cor - Brasil 2004 Profissionais da Saúde 87 13 Arquitetos, engenheiros, agrônomos e afins 85 15 Psicólogos e psicanalistas 84 16 Profissionais das ciências biológicas, matemáticas e da natureza 84 16 Profissionais das ciências sociais e humanas 83 17 Profissionais das ciências jurídicas 82 18 Professores do ensino superior 81 19 Analista de sistemas e especialista em informática 81 19 Contadores e auditores 73 27 Assistentes sociais e economistas domésticos 67 33 Fonte: IBGE/PNAD 2004 Brancos Pretos/PardosAlém de estarem bem menos representados entre os profissionais universitários, aspessoas pretas/pardas possuem uma outra desvantagem. A regra geral é receberemmenores níveis de rendimento. Enquanto o rendimento médio dos brancos nos dezgrupos ocupacionais atingia R$ 3.427, no caso dos pretos/pardos não passava de R$2.965. Embora o diferencial seja bem menor que o obtido para o conjunto da populaçãoocupada, mesmo entre as profissões universitárias há uma diferença favorável aosbrancos da ordem de 15%.6Os níveis salariais nas diferentes profissões universitárias são grandes. A situação maisfavorável ocorre com os profissionais da saúde com rendimento médio de R$ 4.591.Seguem-se os profissionais da ciência jurídica (R$ 3.560) e os professores de nívelsuperior (R$ 3.499). Os menores rendimentos são recebidos pelos assistentes sociais(R$ 1.333).Os diferenciais entre os rendimentos de brancos e pretos/pardos no interior de cadagrupo ocupacional são relativamente grandes e favoráveis aos primeiros. Há apenas umcaso em que os rendimentos de pretos/pardos são ligeiramente superiores. Trata-se dosprofissionais da saúde onde os rendimentos de pretos/pardos atinge R$ 4.717, trêspontos percentuais acima do recebido pelos brancos (R$ 4.571). Curiosamente, é ogrupo ocupacional com menor incidência de trabalhadores pretos/pardos (apenas 13%).Há ainda certo equilíbrio na remuneração média dos profissionais das ciências jurídicas.6 Segundo a PNAD, o rendimento médio para todas as pessoas brancas ocupadas foi R$ 977, enquantopara as pretas/pardas não passou de R$ 511. Há, portanto, um diferencial de mais de 90% favorável aosprimeiros. 13
  • 14. Rendimento médio das pessoas ocupadas em ocupações de nível superior por cor - Brasil 2004 Arquitetos, engenheiros, agrônomos e 2.566 afins 3.086 Analista de sistemas e especialista em 2.125 informática 2.670 Profissionais das ciências biológicas, 2.130 matemáticas e da natureza 2.712 Profissionais da Saúde 4.717 4.572 Psicólogos e psicanalistas 1.826 2.485 Professores do ensino superior 3.305 3.544 Profissionais das ciências sociais e 3.011 humanas 3.236 Profissionais das ciências jurídicas 3.542 3.564 Contadores e auditores 2.447 2.868 Assistentes sociais e economistas 1.063 domésticos 1.470 Fonte: IBGE/PNAD 2004 Pretos/Pardos BrancosAs maiores diferenças nos rendimentos médios ocorrem entre os assistentes sociais e ospsicólogos/psicanalistas onde os brancos ganham respectivamente 38% e 36% a maisque os pretos/pardos. Também entre engenheiros, arquitetos, agrônomos, analistas desistemas e profissionais das ciências geológicas, matemáticas e da natureza osdiferenciais são elevados (acima de 20%).Na medida em que os rendimentos médios podem estar distorcidos por valoresextremos, eventualmente encontrados na PNAD, foram também estimados osrendimentos medianos que não dependem dos extremos da distribuição de rendimentos.Os resultados são semelhantes e favoráveis aos trabalhadores brancos. Para o conjuntodas ocupações selecionadas, a mediana da remuneração dos brancos atingiu R$ 2.500,enquanto a dos pretos/pardos ficou em R$ 2.000.7Apenas entre os psicólogos/psicanalistas a mediana apresenta um resultado ligeiramentefavorável aos profissionais pretos/pardos.8 No caso dos profissionais da saúde asmedianas são iguais para os dois grupos. Nas demais ocupações a situação é sempremais favorável para os brancos. Os maiores diferenciais ocorrem entre os assistentessociais e o profissionais das ciências geológicas, matemáticas e da natureza,confirmando em parte os resultados encontrados com as remunerações médias.7 Para o conjunto da população ocupada os valores da mediana foram, respectivamente, R$ 500 e R$ 320.8 Os resultados das médias e medianas encontrados para psicólogos/psicanalistas parecem incongruentes,mas são perfeitamente compatíveis. As médias e medianas dependem muito dos valores extremos dadistribuição dos rendimentos, especialmente aqueles muito elevados que deslocam a média para a direita.Portanto, a média pode ser mais elevada para os brancos, enquanto a mediana é mais alta para ospretos/pardos. 14
  • 15. Rendimento mediano das pessoas ocupadas em ocupações de nível superior por cor - Brasil 2004Arquitetos, engenheiros, agrônomos e 2.000 afins 2.500Analista de sistemas e especialista em 2.000 informática 2.200 Profissionais das ciências biológicas, 1.600 matemáticas e da natureza 2.300 Profissionais da Saúde 3.500 3.500 Psicólogos e psicanalistas 1.600 1.500 Professores do ensino superior 2.700 3.000 Profissionais das ciências sociais e 2.000 humanas 2.500 Profissionais das ciências jurídicas 2.000 2.200 Contadores e auditores 1.760 2.200 Assistentes sociais e economistas 750 domésticos 1.100 Fonte: IBGE/PNAD 2004 Pretos/Pardos Brancos 15
  • 16. 4. ConclusãoEste estudo mostrou com bastante clareza a situação mais desfavorável dospretos/pardos relativamente aos brancos no mercado de trabalho no país. Em geral, osprimeiros possuem menores níveis de escolaridade e, portanto, assumem as pioresocupações, recebendo os menores rendimentos.Apesar de haver certo equilíbrio na distribuição de brancos e pretos/pardos napopulação ocupada, correspondendo aproximadamente à distribuição da populaçãobrasileira segundo a cor, quando analisadas apenas as ocupações universitárias,verificou-se que a participação de pretos/pardos é muito inferior a de brancos,configurando um perfil de desigualdade no interior da sociedade.A situação mais equilibrada na distribuição dos profissionais de nível superior ocorreentre os assistentes sociais que representa a ocupação com menores níveis deremuneração. Mesmo nesse caso, de cada três trabalhadores encontrados apenas um épreto/pardo.Os desníveis em termos de remuneração entre brancos e pretos/pardos no interior dosdiversos grupos ocupacionais universitários permanecem desfavoráveis aospretos/pardos, porém em intensidade bem menor que a encontrada no conjunto dapopulação ocupada. Este resultado era esperado, na medida em que a populaçãoocupada branca possui um nível de escolaridade bem mais elevado que os preto/pardosocupados, enquanto na comparação entre trabalhadores universitários estão sendoconsideradas pessoas homogêneas em termos de escolaridade.Se por um lado no conjunto da população ocupada os trabalhadores brancos recebemcerca do dobro dos rendimentos de pretos/pardos, quando considerados apenas ostrabalhadores universitários o diferencial de remunerações cai para apenas 15%. Nessamedida, pode-se inferir que uma vez atingido o nível universitário, pretos/pardosconseguem rendimentos comparáveis aos recebidos pelos profissionais brancos comterceiro grau.Embora a diferença de remuneração entre brancos e pretos/pardos universitários possaestar associada a outros fatores como o sexo dos trabalhadores, sua faixa etária, posiçãona ocupação, nível de especialização na carreira escolhida, região em que vivem eoutras, o resultado sistematicamente favorável aos brancos (com pouquíssimasexceções), sugere que algum nível de discriminação no mercado de trabalho existe,mesmo entre os trabalhadores universitários. Tal resultado corrobora outros estudos queidentificam nos diferenciais de escolaridade a principal razão para os desníveis derendimento encontrados no país e, que, também, apontam para a discriminação comouma das causas, porém com efeito reduzido frente aos resultantes dos desníveis daescolaridade.99 Ver, por exemplo, Ramos e Vieira (2001). 16
  • 17. BibliografiaJorge, Ângela Filgueiras et al – “Categorias Sócio-Ocupacionais: uma perspectiva paraanálise da força de trabalho e da distribuição de rendimento no Brasil”, Anais do IVEncontro Nacional da ABEP, v. 1, Outubro de 1984.Pesquisa Mensal de Emprego – “Características da População em Idade Ativa Segundoa Cor ou Raça nas Seis Regiões Metropolitanas”- IBGE, Março de 2004.Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2004 – Microdados. IBGE, 2005, CD-ROM.Petruccelli, José Luis - “A Cor Denominada: Um Estudo das Informações daPME/1998”, Texto para Discussão n. 3, Diretoria de Pesquisa, IBGE, Rio de Janeiro,Outubro de 2000.Petruccelli, José Luis – Mapa do Ensino Superior – Série Ensaios e Pesquisas n. 1-UERJ – Rio de Janeiro, Setembro de 2004.Ramos, Lauro e Vieira, Maria Lucia – “Desigualdade de Rendimentos no Brasil nasDécadas de 80 e 90: Evolução dos Principais Determinantes”, Texto para Discussão, n.803, IPEA, Rio de Janeiro, Junho de 2001.Ribeiro, L C e Lago, Luciana C – “O Espaço Social das Grandes MetrópolesBrasileiras”, Estudos Urbanos e Regionais, n. 3, Rio de Janeiro, Novembro de 2000.Saboia, Ana e Cobo, Barbara – “Um panorama recente da desigualdade no Brasil apartir dos dados da PNAD 2002” – Texto para Discussão, nº 16, Diretoria de Pesquisas,IBGE, Rio de Janeiro, 2004.Saboia, Ana e Oliveira, Luiz A. – “Perfil Sócio-Econômico da População Negra noBrasil: diferenças estaduais” – texto para Seminário Preparatório para a ConferênciaMundial Contra o Racismo, Discriminação Racial, Xenofobia e Intolerância, Salvador,Bahia, Novembro de 2000.Silva, Nelson do V. – “Uma Classificação Ocupacional para o Estudo da Mobilidade eda Situação do Mercado de Trabalho no Brasil”, s.d. (mimeo).Síntese de Indicadores Sociais 2005 – IBGE, Série Estudos e Pesquisas: InformaçãoDemográfica e socioeconômica, n.17, Rio de Janeiro, 2006.Teixeira, Moema de Poli, “A questão da cor nas relações de um grupo de baixa renda”,Cadernos Cândido Mendes, estudos Afro-Asiáticos, n. 14, Setembro de 1987.Tilly, Charles – “Durable Inequality” Berkeley: University of California Press, 1998. 17
  • 18. Anexo – Ocupações e Códigos Ocupacionais Código Ocupações2011/2021/2141/2142/2143/2144/2145/2146/ Arquitetos, engenheiros, agrônomos e afins2147/2148/2149/2221 2011 Bioengenheiro, biotecnologista, Engenheiro geneticista 2021 Engenheiro mecatrônico 2141 Engenheiro arquiteto, paisagista, urbanista, auxiliar de arquitetura 2142 Analista de: concreto, tráfego 2142 Calculista orçamentário de obras 2142 Engenheiro de operação (no transporte rodoviário) 2142 Engenheiro de: solos, tráfego, transportes 2142 Engenheiro encarregado da movimentação de materiais 2142 Engenheiro: calculista, civil, manut. de obras, hidráulico, rodoviário, sanitarista 2142 Tecnólogo em: engenharia civil, saneamento 2143 Engenheiro de manutenção: elétrica, eletrônica 2143 Engenheiro de operação: eletrônica, eletrotécnica 2143 Engenheiro de projetos: elétricos, eletrônicos 2143 Engenheiro de: instrumentação, telecomunicações, telefonia 2143 Engenheiro eletrônico de: máquinas de processamento de dados, vídeo e áudio 2143 Engenheiro eletrônico projetista, pesquisador de telecomunicações 2143 Engenheiro: eletricista, eletrônico, eletrotécnico de projetos 2143 Projetista de redes de distribuição de energia 2143 Tecnólogo de: eletricidade, eletrônica, telecomunicações 2144 Engenheiro de controle de reparação mecânica 2144 Engenheiro de controle de: manutenção mecânica, de veículos 2144 Engenheiro de: aparelhos e dispositivos didáticos, construção naval, produção 2144 Engenheiro de: manutenção, operação mecânica 2144 Engenheiro mecânico especialista (em armamentos) 2144 Engenheiro mecânico: industrial, de instalações 2144 Engenheiro projetista de: ferramentas, motores 2144 Engenheiro: aeronáutico, termomecânico 2144 Especialista (em engenharia de: compressores, motores geradores) 2144 Projetista de: ferramentas de corte e repuxo, máquinas, equipamentos, motores 2144 Projetista de: refrigeração, veículos 2144 Projetista: aeronáutico, eletromecânico, mecânico, naval 2144 Tecnólogo de mecânica 2145 Engenheiro de: celulose e papel, operação têxtil 2145 Engenheiro de: processamento, desenvolvimento químico 2145 Engenheiro tecnólogo de alimentos e bebidas 2145 Engenheiro: químico, têxtil 2145 Enologista, enólogo 2145 Tecnólogo de: alimentos e bebidas, borracha, carburantes, fibras artificiais e sintéticas 2145 Tecnólogo de: materiais plásticos, papel 2145 Tecnólogo: têxtil, em petroquímica 2146 Engenheiro de operação metalúrgica 2146 Engenheiro: metalúrgico, siderúrgico 2146 Tecnólogo em: processos de produção e usinagem, soldagem 2147 Engenheiro de: minas, perfuração 2147 Espeleologista, mineralogista, minerógrafo, minerólogo, metalista (engenheiro de minas) 2147 Pesquisador, prospector de: jazidas, minérios 2148 Engenheiro: agrimensor, cartográfico, cartógrafo, medidor 2149 Engenheiro de planejamento industrial, planejador de controle de qualidade 2149 Engenheiro de segurança: do trabalho, industrial 2149 Engenheiro de: controle de qualidade, custos, normas e especificações 2149 Engenheiro de: organização e métodos, planejamento e controle 2149 Engenheiro de: organização industrial, tempos e movimentos 2149 Engenheiro: orçamentista, pesquisador 2149 Especialista (em controle de qualidade e planejamento) 2221 Agrônomo, reflorestador 18
  • 19. 2410/2412/2421/2422 Profissionais das ciências jurídicas 2410 Advogado: auxiliar, contencioso, criminalista, de cobrança, provisionado 2410 Assistente, consultor, orientador jurídico, causídico, criminalista, jurisconsulto, jurista 2412 Adjunto, subprocurador, procurador (na justiça) 2412 Procurador: autárquico, comercial, da fazenda nacional, de empr., distrital, geral, regional 2421 Desembargador, magistrado, corregedor (juiz) 2421 Juiz de: direito, paz, trabalho 2421 Juiz: eleitoral, estadual, federal, militar - incl. substituto 2422 Defensor, promotor público - incl. adjunto 2123/2124 Analista de sistemas e especialistas em informática 2123 Webmaster, administrador de: banco de dados, rede, sistema computacional 2124 Analista de sistema em: planejamento e controle, engenharia de produção 2124 Analista de sistemas de: computacionais, computador, suporte - incl. auxiliar, tecnólogo 2124 Analista de: computador, microcomputador, processamento de dados, rede 2124 Chefe de: operador de computação, seção de processamento de dados2111/2112/2131/2132/ Profissionais das ciências biológicas, matemáticas e da natureza 2133/2134/2211 2111 Atuário, geômetra, matemático - incl. auxiliar 2111 Especialista (em pesquisa operacional) 2112 Analista de métodos quantitativos, assistente de seção de estatística, bioestatístico 2112 Demógrafo, estatístico: analista, matemático 2131 Biofísico, piezometrista, preparador de ensaios físicos 2131 Físico: nuclear, instrumentador, químico, magnéticos - incl. auxiliar 2131 Inspetor de ensaios: físicos, magnéticos 2132 Analista: de gases, em laboratório, químico industrial - incl. auxiliar 2132 Assistente de departamento químico - incl. chefe 2132 Especialista (em tratamento de água), estequiometrista 2132 Industrial (na fabricação de produtos químicos) - conta própria 2132 Perfumista (químico industrial) 2132 Químico de laboratório de: controle, solos 2132 Químico de: departamento de controle de qualidade, fabricação, planta, processos 2132 Químico: agrícola, analista, assistente, bacteriologista, consultor - incl. auxiliar 2132 Químico: galvanoplasta, industrial 2133 Analista de tempo, anemógrafo, anemólogo, astrofísico, astrônomo 2133 Meteorologista, auxiliar de meteorologia, físico de astrofísica 2134 Estratígrafo, geofísico, geólogo, geoquímico, oceanógrafo, petrógrafo 2211 Agrostiógrafo, agrostiólogo, agrostólogo, algologista, analista de micróbios, anatomista 2211 Auxiliar bacteriologista 2211 Auxiliar de controle bacteriológico 2211 Bacteriologista, bacteriólogo, biologista, biólogo, biomédico, bioterista, botânico 2211 Biólogo de pesquisas, briologista, carcinologista, carcinólogo, citotecário, ecologista 2211 Ecólogo, entomologista, entomólogo, fenologista, ficologista, fitógrafo, geneticista 2211 Fisiologista - excl. médico 2211 Helmintologista, herpetógrafo, herpetologista, herpetólogo, hidrobiologista, histologista 2211 Ictiógrafo, ictiólogo, insetologista, lepidopterologista, litologista, litólogo, microbiologista 2211 Naturalista, ofiologista, ornitólogo, paleobotânico, paleofitólogo, paleontologista 2211 Paleontólogo, paleozoologista, pesquisador botânico, zoologista, zoólogo 19
  • 20. 2231/2232/2233/2234 Profissionais da Saúde 2231 Chefe de clínica médica, obstetriz, plantonista de ambulatório 2231 Clinico: geral, patologista, psicólogo 2231 Médico de: família, medicina esportiva, perícias médicas, saúde pública 2231 Médico do trabalho 2231 Médico: acupunturista, alergista, alergologista, alienista, alopata, anatomopatologista 2231 Médico: anestesista, anestesiologista, angiologista, cancerologista, cardiologista, clinico 2231 Médico: cirurgião, dermatologista, embriologista, endocrinologista, endoscopista 2231 Médico: epidemiologista, facultativo, fisiatra, fisiologista, foniatra, gastroenterologista 2231 Médico: geneticista, geriatra, gerontologista, ginecologista, hansenólogo, hematologista 2231 Médico: hemoterapeuta, higienista, histologista, homeopata, Interno de hospital 2231 Médico: laboratorista, laringologista, legista, litotomista, metabolista, metabologista 2231 Médico: militar, nefrologista, neuroanatomista, neurocirurgião, neurologista, neuropediatra 2231 Médico: neuropsiquiatra, obstetra, oculista, oftalmologista, oftalmotorrinolaringologista 2231 Médico: oncologista, ortopedista, otorrino, otorrinolaringologista, parteiro, patologista 2231 Médico: pediatra, pneumologista, pneumotisiologista, proctologista, psiquiatra, radiologista 2231 Médico: radioterapeuta, reumatologista, roentgenologista, sanitarista, sexologista 2231 Médico: tisiologista, traumatologista, traumato-ortopedista, urologista, visitador 2232 Chefe de clínica dentaria, cirurgião dentista, prático 2232 Endodontólogo, odontologista, odontólogo protesista, odontopediatra, odontoradiologista 2232 Ortodontista, ortodontólogo, periodontista 2233 Dono, empresário, proprietário de serviços veterinários - conta própria 2233 Médico, chefe de clínica, cirurgião, patologista (em medicina veterinária) 2233 Veterinário - incl. Sanitarista 2234 Auxiliar de cosmetologia 2234 Bioquímico, boticário, farmacologista, farmacotécnico, hemobioquímico, sorologista 2234 Dono, empresário, sócio proprietário(na fabr. de produtos farmacêuticos) - conta própria 2234 Farmacêutico (diplomado) 2234 Farmacêutico: bioquímico, bromatologista, cosmetólogo, cosmiatra, hospitalar, de alim. 2234 Farmacêutico: imunologista, industrial, sanitarista, toxicologista Toxicólogo 2234 Industrial (na fabricação de produtos farmacêuticos) - conta própria 2340 Professores do ensino superior 2340 Lente, livre docente, mestre 2340 Mestre, professor de amostragem estatística 2340 Mestre, professor de análise estrutural 2340 Mestre, professor de análise: macroeconômica, microeconômica 2340 Mestre, professor de clínica: cirúrgica, médica 2340 Mestre, professor de construções metálicas e de concreto 2340 Mestre, professor de direito: administrativo, comercial, constitucional 2340 Mestre, professor de direito: financeiro e tributário, penal, civil 2340 Mestre, professor de ensino: de pós-graduação, do 3º grau, superior 2340 Mestre, professor de fundamentos específicos da comunicação 2340 Mestre, professor de literatura da língua: francesa, inglesa, portuguesa 2340 Mestre, professor de matemática - incl. financeira 2340 Mestre, professor de materiais de construção (engenharia e arquitetura) 2340 Mestre, professor de mecânica dos solos (engenharia e arquitetura) 2340 Mestre, professor de metodologia da educação física e dos desportos 2340 Mestre, professor de orientação educacional 2340 Mestre, professor de pesquisa: econômica, educacional, operacional 2340 Mestre, professor de planejamento de arquitetura 2340 Mestre, professor de planejamento urbanístico (engenharia e arquitetura) 2340 Mestre, professor de química: inorgânica, orgânica 2340 Mestre, professor de religião, sociologia, topografia 2340 Mestre, professor de resistência dos materiais (engenharia e arquitetura) 2340 Mestre, professor de tecnologia especializada (engenharia e arquitetura) 2340 Mestre, professor de teoria: econômica matemática de sistemas 2340 Mestre, professor de: administração, álgebra linear, anatomia 2340 Mestre, professor de: antropologia, astronomia, biologia geral 2340 Mestre, professor de: cálculo numérico, ciências políticas 2340 Mestre, professor de: circuitos elétricos e eletrônicos, contabilidade 2340 Mestre, professor de: demografia, desenho técnico, didática 2340 Mestre, professor de: economia, enfermagem, engenharia rural 2340 Mestre, professor de: estatística, farmacologia, filosofia, física 2340 Mestre, professor de: fisiologia, fisioterapia, francês, geografia 2340 Mestre, professor de: geologia geral, história, inglês, lingüística 2340 Mestre, professor de: medicina do trabalho, meteorologia 2340 Mestre, professor de: metalografia, mineração e petrografia (engenharia) 2340 Mestre, professor de: plástica, português, prática de ensino, psicologia 2340 Mestre, professor de: siderurgia, tratamento de minérios (engenharia) 2340 Mestre, professor: pesquisador, universitário 20
  • 21. 2511/2512/2513/2514 Profissionais das ciências sociais e humanas 2511 Antropologista, antropólogo, arqueólogo, paleetnólogo, sociólogo 2512 Analista (em economia), assistente econômico-financeiro 2512 Analista de processamento: bolsa, de investimentos, open, ouro 2512 Analista de: controle orçamentário, custo e orçamento, economia, finanças, investimento 2512 Analista de: estudos econ., mercado de produtos e serviços, mercadologia, orçamentos 2512 Analista de: previsão financeira, promoção de investimento, underwriting 2512 Analista: econômico, financeiro 2512 Assistente de estatística e análise econômico-financeira 2512 Economista - incl. Auxiliar 2512 Economista: em mercadologia, em programação econômico-financeira, budget, rural 2512 Especialista (em: planejamento econômico e social, setor financeiro) 2512 Financista 2513 Genealogista, geógrafo, historiador, historiógrafo 2514 Cientista político, filósofo, politicólogo 2514 Especialista em ciências políticas 2516 Assistentes sociais e economistas domésticos 2516 Adjunto de serviços assistenciais 2516 Agente, assistente, atendente de serviço social 2516 Auxiliar de: assistente, previdência, serviço social 2516 Auxiliar, visitador social 2516 Economista doméstico 2522 Contadores e auditores 2522 Administrador de contadoria e registros fiscais 2522 Analista de: balanço, contabilidade, contas a pagar, custos, documentos fiscais, escrita 2522 Analista, especialista, inspetor contábil 2522 Auditor: contábil, fiscal, financeiro, geral, interno, de contabilidade e orçamentos 2522 Chefe de contabilidade: comercial, de custo, de importação, financeira 2522 Chefe de: contas, controle contábil, escritório de contabilidade 2522 Contabilista, contador, subcontador (com formação superior) 2522 Inspetor de: auditoria, escrita fiscal, finanças 2522 Perito: contador, de balanço, liquidador 2515 Psicólogos e psicanalistas 2515 Praxiterapeuta, psicanalista, Técnico de seleção de pessoal (psicólogo) 2515 Psicólogo: clínico, de esporte, de trânsito, do trabalho, educacional, industrial, jurídico 2515 Psicólogo: social, selecionador 21

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