Radiação dos alimentos 02

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  • 1. IRRADIAÇÃO DE ALIMENTOSO USO DE ALIMENTOS IRRADIADOS NO TRATAMENTO DE PACIENTES COM BAIXA IMUNIDADE Brasília-DF, setembro de 2007
  • 2. O USO DE ALIMENTOS IRRADIADOS NO TRATAMENTO DE PACIENTES COM BAIXA IMUNIDADE Autores: MARCÍLIO ANTONIO ALVES DA ROCHA Estudante do Curso Superior RADIOLOGIA MÉDICA - UNIP QUÉREN-HAPUQUE FERREIRA DE SOUSA Estudante do Curso Superior RADIOLOGIA MÉDICA - UNIP Orientador: MÁRCIO VIEWEGER VASQUESCoordenador e Professor Adjunto do Curso Superior de Radiologia Médica - UNIP Co-orientadora: PATRÍCIA DE FÁTIMA PIRES DE ALCÂNTARA, MSC. Professora de Biologia do Curso Superior RADIOLOGIA MÉDICA - UNIP Mestre em Biotecnologia Genômica Brasília-DF, setembro de 2007
  • 3. RESUMO O uso de alimentos irradiados no tratamento de pacientes com deficiênciano sistema imune pode revolucionar o campo da medicina no que diz respeito aconservação da saúde, diminuição dos riscos de contaminação, melhora naeficiência dos tratamentos e redução do tempo e custos de internação. Podem serusados nos casos de pacientes que, pelas conseqüências da própria doença oupela ação de elementos químicos, tem o sistema imunológico e seus organismosde defesa prejudicados. Citamos os casos de pacientes oncológicos, portadoresdo HIV em estágio avançado da doença, e pacientes internados em UTI’s. O emprego de radiações ionizantes pode contribuir muito para a otimizaçãodo tempo de vida útil desses alimentos e para a diminuição de microorganismos.Trata-se de raios com alta freqüência de onda que podem atingir o interior damatéria, ou até mesmo atravessá-la, o que permite a eliminação demicroorganismos patógenos, tais como alguns tipos de vírus, bactérias e parasitospresentes no interior dos alimentos. As técnicas de tratamento dos alimentosutilizadas atualmente nos hospitais não são eficientes e expõem os pacientes ariscos que podem prolongar ou até mesmo agravar o estado de saúde. O processo de esterilização com o uso de radiação pode proporcionar umadieta livre de agentes patológicos presentes na superfície ou no interior dosalimentos devido a má higienização ou pelo processo natural de decomposição.Isso pode ser explicado pelo fenômeno físico que ocorre com toda matéria viva,que ao ter o ciclo de vida interrompido, ou seja, ao cessar a fonte geradora oumantenedora, começa a ocorrer a deterioração das células, o que propicia osurgimento de microorganismos que podem ser nocivos aos pacientes com baixaimunidade. O uso de alimentos esterilizados por radiação pode contribuir muito para aotimização dos resultados durante o tratamento e recuperação dos pacientes comdoenças crônicas. Com o aperfeiçoamento dessa forma de esterilização, essatécnica pode se tornar a mais eficiente e a menos danosa, pois não é intrusiva enão deixa resíduos.
  • 4. Irradiação de Alimentos Consiste num método preventivo de segurança alimentar. A sua utilizaçãoadapta-se à necessidade de melhorar a confiabilidade da gestão das unidades desaúde que incluam no seu serviço o fornecimento de alimentos, principalmentenos hospitais, onde o público-alvo é particularmente susceptível. Com o descobrimento e desenvolvimento de técnicas utilizando materialradioativo muitos setores foram beneficiados, um deles foi o setor alimentício queatravés de radiações ionizantes conseguiu obter resultados que podem amenizare até mesmo evitar uma série de problemas quanto as enfermidades de origemalimentar. Somados a esses objetivos temos também o aumento da lucratividadesobre os produtos, onde é possível proporcionar o aumento da durabilidade e aperecibilidade dos produtos. A Irradiação consiste em um processo em que o alimento já embalado ou a granel (figura 1) é submetido a uma quantidade controlada de radiação visando a Inibição de brotamentos; retardo na Figura 1: Irradiador Japonês maturação; redução da carga microbiana; Fonte: Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo eliminação de microorganismospatogênicos; esterilização; desinfecção de grãos, cereais, frutas e especiarias. Asradiações ionizantes usadas são os raios gama, obtidos por meio de fontesradioativas como o Cobalto 60 e o Césio 137, e aparelhos especiais como oirradiador Japonês ilustrado na figura 1.
  • 5. Muitas pessoas ainda tem certo receio no consumo de alimentos irradiadostemendo que a radiação a que o alimento é submetido lhe seja passada. Oprocesso radioativo não pode aumentar o nível de radioatividade normal dosalimentos, ou seja, após a exposição á radiação gama, os alimentos não ficamradiantes, independentemente do tempo de exposição ou da dose absorvida, enão fazem mal algum á saúde, estando prontos para consumo. Classificação A irradiação de alimentos pode ser subdividida em três categoriasclassificadas pela quantidade de radiação aplicada: Radurização, Radiciação eRadapertização. Radurização É um processo pelo qual o alimento é submetido a doses baixas deradiação (<1kGy). Aplicações: 1) Inibir brotamentos em cebolas, batatas e alhos. (figuras 2 e 3). Figura 2: Figura 3 Fonte: Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Fonte: CENA/USP Universidade de São Paulo
  • 6. 2) Retardar o processo de maturação e deteriorização em frutas e hortaliças além de agir contra insetos infestadores de cereais e leguminosas. Figura 4 Figura 4 Fonte: CENA USP Radiciação Radiciação ou radiopasteurização é o tratamento do alimento com umadose intermediária de energia ionizante (1kGy - 10kGy) suficiente para que ocorraa redução de bactérias e fungos presentes na superfície ou no interior dosalimentos Figura 5 : Língua de Boi contaminada Fonte:: Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo Por ocorrer uma redução parcial dos microorganismos os produtos radiciados como peixes e carnes ainda assim necessitam de refrigeração.
  • 7. Radapertização Produz um efeito semelhante ao da esterilização comercial. Consiste naaplicação de uma dose mais alta de radiação (10kGy – 45 kGy) que permite adestruição de populações de microrganismos que promovem estrago dealimentos, destruição de patógenos. Esse processo é utilizado na conservação decarnes, dietas e outros produtos. Na foto abaixo essa técnica foi utilizada em produtos cárneos (filés defrango e peito de peru) eles fora produzidos pela NASA (EUA) e não tem prazo devalidade mesmo em temperatura ambiente desde que a embalagem seja mantidaintacta. Figura 6: Frango irradiado Fonte: CNEN Vantagens da Irradiação de alimentos Além de aumentar a durabilidade dos alimentos, promove a eliminaçãoparcial ou total de microrganismos patogênicos ou parasitos presentes naestrutura física dos alimentos, evitando suas ações espoliativas, tóxicas,mecânicas, traumáticas, inflamatórias e enzimáticas, de modo a melhorar aeficiência nos tratamentos de doentes crônicos, proporcionando ainda a reduçãode tempo de internação e custos hospitalares. A irradiação de alimentos é uma técnica que viabiliza o controle e a redução dediversos problemas. Como alguns abaixo sitados:
  • 8.  Devido ao seu poder de penetração nos substratos, exercem sobre os alimentos, atividade bactericida.  Exterminam os insetos, atuando sobre suas células.  Em alguns casos os alimentos irradiados em temperatura de armazenamento ideal e em embalagens a vácuo durarão mais e manterão por mais tempo sua textura original, sabor e valor nutritivo se comparadas com aqueles termicamente pasteurizados, esterilizados ou enlatados;  Ocorre a diminuição do tempo de cozimento de alguns alimentos principalmente os desidratados;  Fornece uma alternativa ao uso de formigantes e substâncias químicas que deixam resíduos nos alimentos;  No caso de produtos avícolas, garante ao consumidor proteção contra doenças transmitidas por alimentos, principalmente salmonelose e campilobacteriose, por atingir organismos (ovos e larvas de insetos, vermes, etc) dentro dos alimentos;  Estima-se que 25% da produção mundial de alimentos é perdida pela ação de insetos, bactérias e roedores. Acredita-se que o uso da técnica de radiação seria útil para diminuir este desperdício. Efeitos da Radiação em alguns alimentos DOSE TIPO DE ALIMENTO EFEITO (kGy) Esterilização. Os produtosCARNE, FRANGO, PEIXE, MARISCO, ALGUNS 20 a 70 tratados podem ser armazenados. VEGETAIS, ALIMENTOS PREPARADOS (~ temperatura ambiente) Reduz o número de ESPECIARIAS E OUTROS TEMPEROS 8 a 30 microorganismos e destrói insetos.
  • 9. Substitui produtos químicos. Retarda a deterioração. Mata CARNE, FRANGO, PEIXE 1 a 10 alguns tipos de bactérias patogênicas (Salmonela). MORANGOS E OUTRAS FRUTAS Aumenta o tempo de prateleira, 1a4 retarda o aparecimento de mofo. Mata insetos ou evita sua GRÃOS, FRUTAS E VEGETAIS 0,1 a 1 reprodução. Pode substituir, parcialmente, os fumigantes.BANANAS, ABACATE, MANGA, MAMÃO E 0,25 a 0,35 Retarda a maturação. OUTRAS FRUTAS NÃO CÍTRICAS CARNE DE PORCO 0,08 a 0,15 Inativa a Trinchinela. BATATA, CEBOLA, ALHO 0,05 a 0,15 Inibe o brotamento. http://www.cena.usp.br/irradiacao/efeitos.htm Desvantagens da Irradiação de alimentos A irradiação pode causar algumas alterações nos alimentos.  Os radicais livres fazem com que o alimento adquira sabor desagradável, característico de alimentos irradiados. Alterações de cor também podem ser observadas em carnes e peixes.  As proteínas, o amido e a celulose podem ser quebrados por ação das radiações sofrendo modificações benéficas, como o amolecimento de carnes, ou maléficas com a perda do nutriente.
  • 10.  As vitaminas C, Tiamina e K sofrem alterações semelhantes às observadas no processamento térmico. Os radicais livres produzidos com as radiações provocam oxidação das gorduras do alimento, um processo que é responsável pelo sabor rançoso em produtos gordurosos. GESTÃO DE ALIMENTOS IRRADIADOS A ação dos alimentos, abrangente e complexa, é de grande relevância nointercâmbio entre os meios ambiente e orgânico. Sua principal função é a de carrear para o interior do corpo humano omaterial nutriente de que este necessita; essa missão transportadora pode, porém,tornar-se negativa, quando, em casos especiais, os alimentos também veiculamagentes nocivos. As técnicas de esterilização com o emprego de radiação apresentamalternativas que colaboram para a redução ou até mesmo a eliminação totaldesses problemas. Consiste num método preventivo de segurança alimentar. SELEÇÃO E LIMPEZA DOS PRODUTOS ANTES E DEPOIS DA IRRADIAÇÃO Antes da sua irradiação e com o intuito de resguardar suas qualidades, osalimentos devem ser protegidos, através de cuidadosa seleção, limpeza etratamento térmico prévio (segundo o caso); após a irradiação, os alimentostambém devem ser submetidos a cuidados especiais quanto as condições dearmazenamento. SAÚDE - Entendendo a importância do uso de alimentos confiáveis: A falta de cuidados com a higiene na limpeza de alimentos para consumoou em sua conservação pode levar à ingestão de alimentos contaminados. Comisso, quadros de verminoses e gastrenterites, que podem manifestar-se,
  • 11. apresentando como diarréia de variados graus, ou quadros mais graves quepodem agravar o estado de saúde dos pacientes. Para ilustrar a importância do uso de alimentos confiáveis durante otratamento de pacientes imunodepressivos, explanamos sobre as conseqüênciasda desnutrição nos hospitais. O objetivo é a conscientizar sobre os riscos e conseqüências da diminuiçãoda função digestiva causada pela ingestão de alimentos portadores de patógenos(bactérias, vírus, parasitos e outros agentes biológicos prejudiciais á saúde) quepodem piorar o quadro clínico dos pacientes, prolongando o tempo de tratamentoe aumentando os custos de internação. DESNUTRIÇÃO NOS HOSPITAIS Os pacientes hospitalizados podem sofrer influências de muitas variáveis derisco para desenvolvimento de desnutrição, inerentes a própria doença e ahospitalização. Acreditamos que boa parte desses casos ocorrem devido acontaminação alimentar. Por muitos anos, acreditou-se que a principal causa de perda de peso emdoentes internados fosse o aumento do gasto energético e do catabolismoassociados ao estresse metabólico. Em geral, pacientes que demandam cuidadosem unidade de terapia intensiva (UTI). Diversos fenômenos orgânicos ocorrem como conseqüência dadesnutrição, afetando praticamente todos os sistemas. Um dos mais afetados é otrato gastrointestinal, que, além da sua função na digestão e na absorção denutrientes, é considerado importante órgão imunológico ao atuar como barreira aentrada de microorganismos. Os componentes da barreira intestinal são a própria mucosa intestinal, amucina, a microflora simbiótica, os anticorpos secretórios específicos, osmacrófagos e outras células imunológicas da lâmina própria do intestino e doslinfonodos mesentéricos. Todos esses componentes dependem de nutriçãoadequada para a sua preservação. Assim sendo, a ausência de nutrientes, a
  • 12. diminuição do fluxo circulatório e fenômenos hormonais podem interferirdiretamente na capacidade de regeneração da mucosa intestinal. A desnutrição é fator de risco para resposta imunológica diminuída, isso,provavelmente, incorre na incidência aumentada de complicações infecciosas. Durante os últimos 20 anos, vários estudos têm demonstrado, em todo omundo, as consequências da desnutrição para os pacientes hospitalizados. A Sociedade Brasileira de Nutrição Pareneteral e Enteral (SBNPE), com oobjetivo de investigar o índice de desnutrição hospitalar no Brasil, coletou dadosde hospitais da rede pública do País, atingindo 12 Estados mais o Distrito Federal. De acordo com o IBRANUTRI - Inquérito Brasileiro de Avaliação NutricionalHospitalar, que avaliou 4.000 doentes adultos, internados pelo SUS - SistemaÚnico de Saúde, em hospitais gerais, quase metade (48,1%) dos pacientesinternados na rede pública de nosso País apresentam algum grau de desnutrição.Entre estes pacientes desnutridos, 12,6% eram pacientes desnutridos graves e35,5% eram desnutridos moderados, como mostra o gráfico 1. Pacientes hospitalizados desnutridos apresentaram chances decomplicações na sua evolução clínica entre 2 e 20 vezes maiores, quandocomparados com enfermos nutridos. Pacientes com desnutrição grave tiveramíndices de complicações de 42%, enquanto aqueles com desnutrição moderadaapresentaram 9%.
  • 13. Evidenciou também, que pacientes desnutridos apresentaram incidência decomplicações significativamente aumentada quando comparados com os nutridos(27% versus 16,8%). O tempo de internação hospitalar foi maior no grupo depacientes desnutridos (16,7 dias versus 10,1 dias) e a mortalidade também foisuperior em pacientes desnutridos (12,4,% versus 4,7%). A desnutrição influencia negativamente a evolução dos pacientes, comoconcomitante aumento de tempo de internação e custos. PREJUÍZOS CAUSADOS PELA CONTAMINAÇÃO POR ALIMENTOS. Os riscos podem ir desde uma simples diarréia a dores de cabeça, vômitos,mal-estar geral, até estados mais graves, como a infecção intestinal, paralisiamuscular, problemas respiratórios, convulsões e até mesmo a morte. Tudo isso,depende muito da qualidade ou da quantidade de mircrorganismos e toxinas que apessoa ingeriu através dos alimentos. Dependerá do poder inerente aosmicrorganismos em causar doenças e fazer mal a saúde e também da resistênciada pessoa afetada. Um alimento contaminado, porém, causa danos não só a saúde do serhumano, como também á sociedade como um todo. Um alimento assim pode alastrar sua contaminação para toneladas etoneladas de alimentos, preparados ou não, sendo boa parte destinados ao lixo.Quando isso ocorre, o prejuízo não agrega a perda somente aos produtos, mastambém para parte do trabalho do agricultor durante a plantação, colheita etransporte. Podendo prejudicar a empresa e, consequentemente, parte de seucapital. Para a sociedade, hoje, sufocada por contínuas épocas de crisesfinanceiras, jogar fora alimentos é desperdiçar energia rara e agravar umasituação, sem deixarmos de mencionar que é nos países subdesenvolvidos ou emdesenvolvimento que reside a maior carência de saneamento básico e,consequentemente, maior índice de doenças, maior quantidade demicrorganismos patogênicos, resultando em maior incidência de alimentos
  • 14. contaminados. O quadro descrito acima demonstra claramente as consequências vividasatualmente e as problemáticas enfrentadas pelos responsáveis / gestores de(unidades de terapia intensiva) que tratam de pacientes imunodepressivos, que,se não bastassem todas as dificuldades na tentativa de cura (ou reversão) doquadro clínico dos doentes, ainda convivem com todos esses agravantes econdicionais de risco. NOSSOS OBJETIVOS Iniciamos, a partir deste trabalho, uma jornada rumo aos estudos epesquisas, com o objetivo de popularizar a técnica de Irradiação de alimentos, demodo a oferecer novas alternativas no fornecimento de alimentos, visto anecessidade de se utilizar alimentos confiáveis durante o tratamento de pacientesimunodepressivos (com imunidade baixa). Diante desta situação, nós, tecnólogos, pesquisadores, estamos incluídosneste contexto, não apenas como espectadores, mas como participantesresponsáveis pelas mudanças na área tecnológica. Devemos atuar efetivamente,e assumir nossos postos, vistos os novos rumos a caminho desta revolução naárea de alimentos. Sugerimos que algumas atitudes devam ser tomadas: a) Melhorar o conhecimento da comunidade científica, médicos e populaçãosobre os benefícios dos alimentos irradiados. b) Realizar investimentos e incentivar pesquisas e estudos na área deirradiação de alimentos, de modo a aumentar a eficácia da ação esterilizante ereduzir os efeitos indesejáveis. c) Estimular a consciência dos profissionais de saúde sobre o uso dealimentos irradiados, de modo a melhorar a eficiência nos tratamentos de doentescrônicos, proporcionando ainda a redução de tempo de internação e custoshospitalares.
  • 15. CONCLUSÃO Visto as necessidades de otimizar os resultados no tratamento de alimentospara consumo dos pacientes nas unidades hospitalares, concluímos que oemprego de radiações pode, além de aumentar a durabilidade dos alimentos,promover a eliminação parcial ou total de microrganismos patogênicos ouparasitos presentes na estrutura física dos alimentos, evitando suas açõesespoliativas, tóxicas, mecânicas, traumáticas, inflamatórias e enzimáticas, demodo a reduzir os riscos a saúde dos pacientes, reduzir custos hospitalares e otempo de internação. O objetivo principal é direcionar a aplicação das técnicas radiológicasexistentes para melhorar a eficácia da higienização dos alimentos utilizados nasunidades de saúde que incluam no seu serviço o fornecimento de alimentos. Este trabalho visa também despertar a comunidade científica sobre aimportância do desenvolvimento de pesquisas para otimização dos resultados daaplicação das radiações ionizantes sobre os alimentos, visando á extinçãocompleta dos efeitos inconvenientes ou, quando não, ao seu abrandamento.
  • 16. BIBLIOGRAFIALivrosNutrição Clínica, Faustino Teixeira NetoEditora Guanabara KooganTecnologia de Alimentos, José EvangelistaEditora Atheneu 2ª ediçãoManual de Controle Higiênico-Sanitário em Serviços de Alimentação, Dr EneoAlves da Silva., PhD.Editora e livraria Varela 6ª ediçãoSiteswww.cnen.gov.brwww.hgb.rj.saude.gov.br/ciencia/nutri/nut01.aspwww.anvisa.gov.brwww.conter.gov.brwww.fcf.usp.brwww.engalimentos.com.br