SANTANA, RODRIGO DE JESUSA ideia de umassaltoÀs vezes o passado pode teencontrar e trazer a tona umfuturo tenebroso.GRUTAR...
Página 2 de 67Apresentação      Como a corrupção no Brasil sempre foi palco degrandes histórias, livros, filmes, seriados ...
Página 3 de 67       Dentro desta narrativa descrita neste Livro,foram incluídos fatos históricos reais e nome delugares r...
Página 4 de 67SUMÁRIO01    - UM DIA PARA SER COMUM ................... 702    - OS CONVIDADOS ........................... ...
Página 5 de 67                 MEUS AGRADECIMETNOS       Senhora Hilza Santana e ao senhor RenatoOliveira, meus Pais.     ...
Página 6 de 67mente bem férteis: Rosan Santana, Renato Santana,Divina Santana, Halla Santana, Murillo Santana,Corina Santa...
Página 7 de 67       ...”Quando eu acho que entendi o Teu jeito de agir,Quando eu acho que alcancei os teus pensamentos, o...
Página 8 de 67UM DIA PARA SER COMUM      Como de costume, era por volta das seis horasda manhã, o mesmo cidadão passando e...
Página 9 de 67colocar os lençóis na maquina de lavar. Enquanto amaquina batia a roupa, eu voltava ao meu quarto parapoder ...
Página 10 de 67       Ainda perplexo com os fatos, a primeira Torredo Norte cair. Que sena traumática! Uma loucura!Todos e...
Página 11 de 67panelas, vasilhas, tudo mesmo, sujo a mais     de 90dias.       Infelizmente, o dia estava quase acabandoqu...
Página 12 de 67       Hesitei em abrir a porta, mas sabia que algode extraordinário vinha com ele!      Como nunca fui de ...
Página 13 de 67       -Tenho uma proposta para fazer-te e sei quevocê é a única pessoa no mercado que pode executartal ser...
Página 14 de 67para de encontrar em um mercado tão concorrido      -Concluiu.      Foi neste momento que me veio à memória...
Página 15 de 67da divisão de anfíbios, especialistas em comunicaçãoe em minas e armas. Completou o Sgt. Rubem.       Fique...
Página 16 de 67       Mas respondi – Claro que sim! E sei que vocêsnão estiveram por aqui e que nunca ouve a nossaconversa...
Página 17 de 67       - Santana! Não confie em ninguém. Só sereporte a mim, sem telefones celulares apenas rádios,gostaria...
Página 18 de 67       Por volta das 02h00min da madrugada do dia 12de setembro, tinha terminado a arrumação da minhacasa. ...
Página 19 de 67mercado do Barreto, o mesmo ficava a uns 200mt daminha casa. Ao sair da minha casa, como sempre asimpática ...
Página 20 de 67subliminar, desta forma, mesmo que este materialfosse extraviado teríamos como inutilizar o arquivo,pois é ...
Página 21 de 67projeto para o próximo dia e procurei queimar todosos dados que continha alguma prova que me ligasse aqualq...
Página 22 de 67       Fui   correndo   falar   com   a   minha   maravilhosaMãe.       Maravilhosa porque ela fez o que a ...
Página 23 de 67Belém, ficavam a uns 30 minutos de vans da minhacasa. Era bom demais pra ser verdade, ira ser umsoldado e m...
Página 24 de 67meses e meio para a minha prova. O primeiro. O únicono local. O mais franzino. O mais feio e ousado.       ...
Página 25 de 67       Não pude me conter e cheguei às lagrimas. Peloque me lembro, esta foi à única vez que eu chorava emp...
Página 26 de 67cumprimentos ele mesmo me levou ao meu alojamento eme apresentou a toda a companhia que estava lá nodia.   ...
Página 27 de 67pensei duas vexes e me predispus a pagar pelos seusquitutes.       Ela relutou e não aceitou, eu fui enfáti...
Página 28 de 67deixando tão nervosa assim? Ela sem pestanejarrespondeu, - o dinheiro que eu estava te devendo,tinha coloca...
Página 29 de 67repousasse nos próximos 4 dias, tempo suficiente paramim ir ao show com a minha encantada Flávia.       Par...
Página 30 de 67       Bem como marcado, as 17h00min horas do sábadoliguei pra ela, sem muitas esperanças ela atendeu otele...
Página 31 de 67A PRIMEIRA PARTE       Após analisar a carta logo pela manhã do dia13 de setembro, fui analisar também onde...
Página 32 de 67estaria em regime de confinamento. Não poderia usarmeus celulares e nem meus emails, agora era tudo ounada!...
Página 33 de 67       Assim que entrei no hangar fui tomado pelasurpresa em ver vários contêineres lacrados e os queestava...
Página 34 de 67       - Por outro lado, continuei, o AK-47 é maissimples de operar, mais fácil de montar, desmontar efabri...
Página 35 de 67       - sim, é verdade. Respondi desmontando cadauma delas.       Logo  após   aquela  pequena   apresenta...
Página 36 de 67da Mongólia    com a China, guerra essa que mudou osrumos da 2ª    grande Guerra Mundial, conhecida como a“...
Página 37 de 67       Ao meu lado direito, uma amiga de longa data,Senhora Lissá Alves, Arquiteta e ex-oficial daAeronáuti...
Página 38 de 67A MISSÃO       Como expectativa de uma partida de final decopa do mundo, ou ate mesmo uma partida de futebo...
Página 39 de 67ir logo   ao   assunto?   Já   esta   me   entediando   esserodeio!       Seguido de uma gargalhada, Lissá ...
Página 40 de 67cofre, as paredes são dobradas e com uma placa dechumbo de espessura de 10 mm, mas não compõessegurança, po...
Página 41 de 67       A Lissá dirigiu a mim as palavras com os olhosfindados em meus olhos, após uns cinco segundos,votou ...
Página 42 de 67       - Logo serão acionadas todas as unidadeslocais para lá. É neste momento que deixamos o locale vamos ...
Página 43 de 67abrindo o seu laptop informando ao seu gerente de umaretirada alta de sua conta.A REAÇÃO       Percebi naqu...
Página 44 de 67uma entrada de terra passando pelo rio que noslevariam a uma ilha chamada de Otero. Mas o ruim dolocal é qu...
Página 45 de 67- bem, não posso obrigá-los a ficarem aqui, mas peçoque tenham prudência por onde vocês vão andar e noque v...
Página 46 de 67tomava essa cerveja ele acabava em um sanitário, elaprovoca em meu pai uma rebelião no seu estomago quenem ...
Página 47 de 67       - Boa noite? Pergunte sem deixar brecha e fuijá colocando as coisas de forma bem natural.      - Não...
Página 48 de 67identifiquei como Oficial da Marinha e que estavaquerendo tirar uma foto da orla por cima. Inventeique iria...
Página 49 de 67sabia a onde eu estava. Procurei arrumar as minhascoisas e encontrar com a turma.       Em cima das minhas ...
Página 50 de 67ardentemente como se quisesse   me   falar   algo,   masalguma coisa a impedia.      Nossa que manhã aquela...
Página 51 de 67aos senhores. Alguém aqui quer voltar agora? Sair eesquecer   que   aqui  esteve?  Esta  é   a  ultimaoport...
Página 52 de 67       As 15hs   começamos   a   executar   o   serviçocombinado.UM DIA ANTES       Com ar de preocupação, ...
Página 53 de 67       - pronto! Ta resolvido. Vou colocar a suadisposição uma moto (descrição da moto), mas peço quetome c...
Página 54 de 67contudo, precisávamos confiar um nos outros para quea missão tivesse êxito.       Quando o relógio marcou à...
Página 55 de 67ambulantes no meio da rua. A data em especial é diade feira de peixe e outras iguarias da região. Parase te...
Página 56 de 67Áustria declara guerra a Sérvia seguidas de váriosoutros conflitos que vieram a desencadeia a grandeguerra....
Página 57 de 67Entre eles o Sub. Thiago. Ao ser liberado para irbuscar a “prova” da qual eu tinha informado,verifiquei à “...
Página 58 de 67       A precisão foi tanto que o impacto foi diretona região do Prócero, causando lesões na Hipófise,atrav...
Página 59 de 67       Logo após o abatimento do alvo, os telefonesdas unidades mais próximas começam a tocar e asinformaçõ...
Página 60 de 6707hs05mim já fora do perímetro comecei a observar asatividades dentro da delegacia. O Sub. Ten. Thiago játi...
Página 61 de 67físicas, índices que a SSP do Estado do PA sofria comconstantes problemas, foram resolvidos com umademonstr...
Página 62 de 67       Não sabíamos as consequências das nossasações. Todo planejamento elaborado tiveram doisfundamentos p...
Página 63 de 67       Sabíamos que muitos de nosso grupo iriamdeixar para traz um rastro de migalhas que poderiamlevar ao ...
Página 64 de 67Uma bela peça! Um sonho de consumo para qualquervivente.       Com a chegada de toda a equipe e com umapont...
Página 65 de 67percorri correndo a minha mão direita por cima daminha pistola e subitamente como um modo de defesa,busquei...
Página 66 de 67providenciei a minha colocação ao lado deles. E Assimfoi feito.       Logo na descida, uma relação de nomes...
Página 67 de 67Com os circuitos interligados a uma placa de celular,busquei imediatamente retirar a peça e coloca-ladentro...
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A ideia-de-um-assalto

  1. 1. SANTANA, RODRIGO DE JESUSA ideia de umassaltoÀs vezes o passado pode teencontrar e trazer a tona umfuturo tenebroso.GRUTAR – GRUPAMENTO TÁTICORESGATE 12 1
  2. 2. Página 2 de 67Apresentação Como a corrupção no Brasil sempre foi palco degrandes histórias, livros, filmes, seriados decidimoscriar e elaborar este livro. O autor, um professor voluntário, de 28 anos,iniciou sua escrita trabalhando para projetossociais. Por conviver com muitas desigualdadessociais, decidiu colocar a imaginação das pessoaspara andarem na frente. Do mesmo criador do livro uma “Uma chance pravida” aonde o autor nos encantou com uma historiafantástica sobre uma experiência de um de seusalunos, também nos encantamos com esse livro deficção dentro de nosso território nacional. Esperamos que gostem deste livro e que como umbom critico de política social, possamos entender quemesmo a ficção sendo quase que real, entendemos que,temos um limite e que o único local a onde não sepode determinar qualquer tipo de barreira, é a mentehumana. Pelo Editor.
  3. 3. Página 3 de 67 Dentro desta narrativa descrita neste Livro,foram incluídos fatos históricos reais e nome delugares reais. Contudo os fatos que geraram essetrabalho não passam de uma ficção policial, oconteúdo e a aplicação da história descrita nestelivro, por mais real que pareça, não tem nenhumafonte real. Por ser um Livro de Ficção Policial, eletende muito a elevar nossas mentes ao mundo dacritica e do questionamento, sendo essa a nossa metainicial, o restante, esperamos ir a Lua. Todos os fatos históricos contidos aqui sãoreais, tirados de Livros de História do Brasil,História Geral e outros livros. O Autor Agradecemos.
  4. 4. Página 4 de 67SUMÁRIO01 - UM DIA PARA SER COMUM ................... 702 - OS CONVIDADOS ........................... 1303 - A PROPOSTA .............................. 1404 - A ARRUMAÇÂO ............................. 1605 - OUTRO DIA ............................... 1706 - A CARTA ................................. 1907 - A FAMILIA ............................... 2008 - A PRIMEIRA PARTE ....................... 3009 - O CONFINAMENTO .......................... 3010 - APRESENTANDO A EQUIPE ................... 3511 - A MISSÃO ................................ 3712 - UM DIA QUASE QUE COMUM .................. 4313 - A HORA DA VERDADE ....................... 5314 - A AÇÃO .................................. 5515 - O MEU MEDO ............................. 6116 – CONTINIDADE ............................. 6217 - A SAÍDA ................................. 6218 - O TRABALHO .............................. 6319 - O JANTAR ................................ 66
  5. 5. Página 5 de 67 MEUS AGRADECIMETNOS Senhora Hilza Santana e ao senhor RenatoOliveira, meus Pais. Se todas as vezes que a educação que ossenhores me deram, e da forma que me deram, fosse vira ser questionada, eu tenho certeza absoluta que oseu filho não teria chegado a 1% do caminho que eletrilhou. Não foi fácil, eu sei, mas que graça teria aminha vida se eu não visse que percorrer todas asminhas trilhas e chegar aqui? Que graça teria de nãopoder entregar nas mãos do meu Pai um Livro escritopor seu filho que sempre teve problemas comrelacionamento dentro de casa por conta das minhasopiniões. Agradecer aos senhores, para mim, é a base deum novo caminho, de uma nova história, de uma missãocumprida. Aos meus dois filhos, João Pedro Santana eJefferson Bispo Santana, hoje papai sabe o que éralar pra ser um exemplo para os filhos. Amo vocês. Aos meus amigos, começando pelo inesquecívelGenivaldo “zele”, Raniely “Rany” te esquecer é umtormento em minha vida! Aos inseparáveis amigos eirmãos, Major Gilvan Pernnet “Maj. Gilvan” Cap.Antônio Santana, Cap. Hélio Miranda, a pessoa quetenho como minha serenidade Cap. Edsandra Matos, aohomem mais aguerrido que já conheci em minha vidaJosé Cordeiro, ou simplesmente “Careca”. Em especial,ao Saudoso Tenente Luis. A onde estejas AMIGO, vocêfaz muita falta. Meus irmãos, sem eles, nada disso seriapossível, foram muitas brigas que mim deixaram de
  6. 6. Página 6 de 67mente bem férteis: Rosan Santana, Renato Santana,Divina Santana, Halla Santana, Murillo Santana,Corina Santana “minha Zabelê”, Jairo Pereira, JaimePereira. A todos que não foram citados nessas linhas,eu também me lembrei de você, seu nome pouco importa,mas sua presença é eterna.
  7. 7. Página 7 de 67 ...”Quando eu acho que entendi o Teu jeito de agir,Quando eu acho que alcancei os teus pensamentos, outra vezme fazes entender quão limitado sou me mostrando que Tu és -O Deus que surpreende, e mim ensina sempre, que eu precisoconfiar, mesmo sem compreender. Um Deus que surpreende, umdia após o outro e faz o sol brilhar pra mim inédito outravez!”... Davi Sacer – O Deus que surpreende
  8. 8. Página 8 de 67UM DIA PARA SER COMUM Como de costume, era por volta das seis horasda manhã, o mesmo cidadão passando em frente a minhacasa e aquele som do celular ligando me acordava. Dedomingo a domingo, era sempre a mesma coisa. Mas neste dia, 11 de setembro de 2001, dentremuitas coisas que eu tinha a fazer, existia algo queprecisava ser feito a muito tempo dentro da minhacasa. Arruma – lá. Já era por volta das 07h00 quandome levantei, fui a frente da minha casa para ver se ojornal já estava lá.Infalível! Comentei. Sempre pontual, um “fantasma” deixava o meujornal diário em frente a minha casa. Por mais que eutentasse acordar cedo para ver o misteriosoentregador, mas era algo estranho, nunca vi o “ditocujo” entregador. Mas vamos lá! Peguei o meu jornal, fui escovaros dentes e preparar algo para o desjejum. Como decostume, cucus com ovo. Um prato fabuloso, que atehoje me deixa com água na boca! Tudo naquele dia caminhava para ser mais umdia comum. Eu estava convicto e determinado emarrumar a minha casa, coisa que eu já tinha 3 mesessem nem lavar um copo. Comecei pelo meu quarto,arrumando alguns livros que estavam espalhados pelochão ao redor da cama. Não foram poucos não. Secontasse chegaria à casa dos trinta exemplares.Matemática, Português, história, mitologia,engenharia, segurança no trabalho, contos e muitosoutros. Logo depois arrumei a minha cama e fui
  9. 9. Página 9 de 67colocar os lençóis na maquina de lavar. Enquanto amaquina batia a roupa, eu voltava ao meu quarto parapoder terminar a arrumação. Lá dentro, levei cerca de5 horas até ele ficar parecendo uma suítepresidencial. Neste tempo em que me encontrava dentro datentativa de arrumar o quarto, eu comecei a ver unsgritos na rua, isso era por volta das 9h50min. Acheiestranho, peguei uma arma que estava embaixo do meucolchão e me dirigi à porta, com cautela, tomandocuidado, os gritos continuavam a anunciar umatragédia bem na rua em que eu residia. Quando euolhei, percebi que os gritos vinham de varias casas.Sem questionar nada ou saber o que era, me dirigi atea casa ao lado da minha vizinha e perguntei o queestava acontecendo, foi neste momento que me depareicom uma certeza, aquele dia iria sim ficar nahistória e na minha mente. Os EUA estavam sob ataque maciço deterroristas, as 09h45min, horário de Brasília, umjato 767 tinha se chocado contra a primeira torreSul, eu fiquei parado observando, ainda perplexo comas imagens quando 18 minutos após a primeira aeronavese chocar com a torre do sul, outra aeronave se chocacom a torre do norte, tudo sendo transmitido ao vivo.Era o maior atentado terrorista depois do praticadopelos EUA contra o Japão em agosto do ano de 1945, acomando do então Presidente americano Harry Trumanquando os EUA usavam uma arma de destruição em massa– BOMBA ATÔMICA – matando 250 mil civis inocentes. Eu fiquei indignado com tantas mortes, ateaquele momento mais de 400 pessoas já tinham sidasassassinadas com aqueles atentados as torres gêmeas.
  10. 10. Página 10 de 67 Ainda perplexo com os fatos, a primeira Torredo Norte cair. Que sena traumática! Uma loucura!Todos em todo o bairro gritavam e choravam. Meu Deus!Que loucura. Tudo aquilo por nada! As 10h25min a segunda Torre desaba, a Torre doSul. Eu nunca vi um país sofrer tanto em um desastrecomo o nosso Brasil e tudo aquilo acorria em frenteaos nossos olhos ao vivo pela TV. A muito tempo eu não ficava tão indignadodaquela forma. As lagrimas começaram a correr em meurosto. Naquele exato momento eu entendia o porquê dosgritos, e como se não bastasse, eu ali parado semreação, outra tragédia, pessoas correndo, morrendo,poeira vistas a centenas de metros. Antes de a primeira Torre cair, as pessoascomeçavam a se jogar do edifício e as senas eramconstantes, me fez recordar o incêndio do edifícioJoelma em fevereiro de 1974 que provocou a morte de187 pessoas, mas aquelas imagens conseguiram ser maisfortes, e as coisas estava se encaminhado para setornarem ainda maiores. O onze de Setembro de 2001 foi umas das datasmais marcantes da minha vida, contudo a minha vidacontinuava e precisava terminar a minha guerrapessoal dentro da minha casa. Despedir-me dos vizinhos e voltei para minhacasa. Com muita coragem, fui para a cozinha. A coisapor lá não tava muito boa não. Todos os pratos daminha casa estavam sujos, os talheres, copos, pratos,
  11. 11. Página 11 de 67panelas, vasilhas, tudo mesmo, sujo a mais de 90dias. Infelizmente, o dia estava quase acabandoquando eu consegui terminar a arrumação da cozinha.Dei continuidade e fui para a sala. Nem as minhasfotos na mesa davam para ver com tanta porcariaespalhadas! Comecei a limpa a sala era por volta das17 horas. As 17h20min alguém em frente a minha casa seanuncia. Sem saber quem era, e achando muitoestranho, pois ninguém foi me visitar nos últimos 4meses por conta da minha saída da Forças Armadas. Fuiaté a porta identifiquei o visitante.Foi nesta hora que o meu dia definitivamente estariapara se tornar uma data única, meu dia agoracomeçaria a mudar. O visitante era um velho conhecido meu. Seunome era Silvio Cezar. Conhecemo-nos em uma dasminhas viajem ao norte do Brasil, precisamente nacidade de Belém do Pará no ano de 1996 quando fuidesignado a uma missão na Capital do Paranaense. O Sr Silvio Cezar era na época um ¹Intermediário Local. Foi ele que conseguiu todo onosso equipamento de filmagem e também alguns carrosclonados para podermos transitar na cidade semlevantar suspeitas. Quando o vi em frente a minha casa, lembrei nahora da minha estadia no Estado do Pará, e como nãobastasse desta vez ele estava com a companhia de maisduas pessoas que eu nunca havia visto na vida.
  12. 12. Página 12 de 67 Hesitei em abrir a porta, mas sabia que algode extraordinário vinha com ele! Como nunca fui de hesitar uma briga, decidiabrir a porta e convidá-los a entrar.Com um tom de surpresa e ironia, comentei: - É esses anos não passaram para você meunobre! - Posso acentuar o mesmo. – comentou o SrSilvio. Em um comentário quase que irônico, eleobservando a minha sala, deixou escapar – “mas o queaconteceu nesta casa? O que foi que ouve aqui? Umaguerra?”. Logo veio e abraçou-me com fraternidade. Sem perder a esportiva os deixei bem à vontadee sem esperar por mais tempo, ofereci uma cerveja eágua e já fui perguntando o que eles estavam fazendoou procurando pela Bahia e no que eu poderia ajudá-los. Silvio olhando bem para mim solicitou que eusentasse um pouco para que ele pudesse explicar tudo. - lembro-me do dia em que te vi! Era dos 5 omais gaiato e aberto, tenho que confessar que nãogostei do seu jeito, contudo, tinha que garantir aestadias dos meus visitantes. Continuou: Meu amigo, como você esta de dinheiro?Perguntou-me. -“Vivo pra sobreviver“ respondi.
  13. 13. Página 13 de 67 -Tenho uma proposta para fazer-te e sei quevocê é a única pessoa no mercado que pode executartal serviço! Concluiu com um ar de certeza eafirmação que só tinha visto com o meu pai. - Que tipo de serviço está falando? Perguntei. - Antes de falar no serviço, vou falar dodinheiro. Para você três milhões de reais! Para os dasua equipe, um milhão para cada. Continuou. - Apenas peço que seja discreto ao analisar anossa proposta, pois sei que posso confiar em você evocê é o único profissional que eu posso contar pararealizar esse serviço. Percebi naquele exato momento que eu iriaentrar em um caminho que não iria ter mais volta. Maso prazer de estar novamente no circuito da adrenalinafalava mais alto. Contudo, eu não poderia deixar deobservar aqueles dois caras ao lado do Silvio. Aprimeira analise achei engraçado, pois com as mesmasroupas pareciam ter saído de uma liquidação de terno.Mas sempre serenos e observadores. Nunca deram umapalavra, só observavam. Passei então a observar os gestos deles, poispara eu ficar seguro em minha casa com doisestranhos, precisava primeiro saber quem eram os doisoutros convidados. - E os amigos calados ai, quem são? Perguntei. - Apenas alguns amigos de velha guarda comovocê. Continuou - Serviram na mesma unidade em quevocê fizeram parte do 34º Distrito Naval,especialistas em explosivos e minas. Uma peças raras
  14. 14. Página 14 de 67para de encontrar em um mercado tão concorrido -Concluiu. Foi neste momento que me veio à memória deonde eu os conhecia.OS CONVIDADOS Em 1995, logo após eu ter terminado o curso deformação de soldado fuzileiro no 34º DN, fuiencaminhado a falar com um Sargento de sobrenomeSantos, Sgt. Santos. Isso se deu no dia 28 de janeirode 1995 por volta das 18h00min horas local em Belém –PA. Chegando ao Pavilhão 3 fui recebido com muitahostilidade por parte dos oficiais e soldado decarreira que estava lá dentro. Não agradava muito por ser baiano e terpassado pelo curso com conceito “A” em todos osrequisitos. Mas dentre todos, estavam lá ao fundo umadupla de soldados quietos. Enquanto um estava lendo,o outro estava esquematizando algo. Foi à penúltimavez que iria ver aqueles homens. Quando fui apresentado ao pelotão, os únicosque não vieram a nos cumprimentar foram os doisestranhos que estavam no fundo do alojamento. Masdepois daquele falatório todo, eles saíram e mecumprimentaram com bastante educação. - Não se engane com os bonzinhos, muitosabraços e também a possibilidade de lhe prejudicar naprimeira oportunidade que eles tiverem. Completou coma sua apresentação – Sou o Sargento Rubem e esse émeus olhos aqui dentro o Sub. Tenente Thiago. Somos
  15. 15. Página 15 de 67da divisão de anfíbios, especialistas em comunicaçãoe em minas e armas. Completou o Sgt. Rubem. Fiquei um tanto assustado com tanta recepção,mas já me preparando para possíveis artimanhas dosmeus colegas. Foi de onde me recordará dos meus hospedes ede onde aquele ar de que sempre tinha algo praacontecer era perceptível naquele momento em minhasala. A PROPOSTA Voltado a minha realidade atual, pois aindatinha uma sala para cuidar, e olha que não era poucotrabalho não, mas primeiro precisa dar atenção aosmeus hospedes. Sem pondera muito o meu nobre e ilustrevisitante foi direto ao assunto. - Você já sabe quanto vai ganhar, mas aindanão sabe qual é o trabalho, mas pergunto-te, podemosdar continuidade ao nosso papo? Mas agora de formaprofissional, pode ser? Não podia conter a curiosidade em saber qualera o serviço que meu nobre colega tinha pra mim, nãoconseguia tirar do pensamento o porquê eu e o porquêse deslocar mais de 2.500km para contratar um ex-oficial da Marinha de Guerra se em menos de 200kmdali na Cidade de São Luiz do Maranhão - MA sepoderia ter vários profissionais e por um preço bemmais em conta.
  16. 16. Página 16 de 67 Mas respondi – Claro que sim! E sei que vocêsnão estiveram por aqui e que nunca ouve a nossaconversa! - Sendo assim – continuou. - Temos uma unidade para tomarmos de assalto,fica a cerca de 356 km da Capital (Belém – PA),chegada simples mas perigosa. Cerca de 30profissionais de segurança em todo o perímetro dacidade. - Precisamos treinar uma turma de 20 homens edeixá-los aptos para recuperar um material na área demaior segurança da cidade, a delegacia. Este artefatotem muito valor pessoal para mim. - Aparentemente uma ação rápida sem vitimas.Continuou - tomada pelos flancos direito da cidade euma equipe na retaguarda na entrada e na saída dacidade. Percebi que seria fácil, mas precisava de maisdetalhes. Questionei – qual o tipo de armamento dessesprofissionais de segurança, calibre e formação decada um? - Bem, são 5 viaturas de ronda na cidade,todos com uma Pamper calibre 12, Taurus c380,Pistolas c765 e duas unidades moveis com umasparticulares de 9mm. - É sem problema com armas de fogo. Calibresbaixos com médio risco. Conclui. - Tem mais alguma coisa que preciso saber?Perguntei.
  17. 17. Página 17 de 67 - Santana! Não confie em ninguém. Só sereporte a mim, sem telefones celulares apenas rádios,gostaria também de colocar esses nossos amigos aquina equipe, assim você já reduz a equipe - completou onobre amigo. Logo após as colocações fui me encaminhandoate a porta para acompanhar os meus colegas, mas logopercebi que tinha alguma coisa errada lá fora. Volteie fui em direção a gaveta de uma pequena cômoda nasala e peguei uma arma. Uma pistola Taurus 9mm e medirigi ate a frente da minha casa para despedir – medos colegas. Assim que abri a porta observei um carroao fundo da rua debaixo da umas arvores. Dava pra verque o carro tava no local a menos de dez minutos. Não fiz alarme, mas observei a saída de meuscolegas fingindo estar ao celular só para observar osmovimentos que poderia ter na rua. Assim que o carrode meus colegas sai, 2 minutos depois, o carro quechamava a minha atenção sai em direção ao primeirocarro, mas com cautela sem levantar suspeitas. Outra coincidência ou já haviam vazadoinformações? Ou já havia investigações em cima demeus nobres colegas? Varias perguntas que a prevençãoseria a coisa mais segura naquele momento. Bem! Voltei ao meu serviço, limpar a minhasala de visita.A ARRUMAÇÂO Nunca se viu uma casa tão bagunçada quanto aminha. Ate hoje eu não entendo como consegui vivernaquele antro de lixo e podridão.
  18. 18. Página 18 de 67 Por volta das 02h00min da madrugada do dia 12de setembro, tinha terminado a arrumação da minhacasa. Nesta oportunidade eu consegui observa e acharcoisas que há muito tempo já considerava perdido,como por exemplo, um chaveiro que meu pai havia mepresenteado no ano de 1995, um livro de poesias de umgênio chamado Magdiel Bastos, o jovem Magdiel ésimplesmente fabuloso com a arte de pegar poucaspalavras e transforma-las em poemas e poesias. As 02h30min fui tomar um banho, acabado decansado. Preferia ter ido á uma guerra que terpassado por toda aquela arrumação. Ao me deitar por volta das 03h45min do dia12/09, nem me passava mais pela cabeça que aquelaminha vida pacata iria mudar radicalmente. Noentanto, cai na cama e desmaiei.OUTRO DIA Ao acordar na tarde do dia 12/09, com muitafome, agora morando em um palácio, não mais em umlixão, fui providenciar algo para comer. Para minhasurpresa, lembrei-me de limpar toda a casa, mas nãome lembrei de encher a dispensa. Encontrei algunsrestos de biscoitos e uns pães estragados. Um queijoque já estava vencido a mais de 4 meses e uma galinhana geladeira que estava cortada em pedaços, mas eladeveria estar lá com uma data de aproximadamente umano . Começava novamente a minha rotina de limpeza,mas desta vez para poder limpar a minha dispensa. Após pegar todo aquele entulho de comidasvelhas, fui correndo jogar no lixo. Logo após, fui ao
  19. 19. Página 19 de 67mercado do Barreto, o mesmo ficava a uns 200mt daminha casa. Ao sair da minha casa, como sempre asimpática senhora Milza (que descanse em paz) estavaà frente de sua casa, se descontraindo com outrapessoa maravilhosa, a Dona Bia, todas de umareputação e carisma único. Dei uma boa tarde a todas e fui ao mercado.Comprei tudo o que precisava, sempre fui bom nisto,em fazer listas de compras, nada me escapava. Quando retornei a minha residência, tinhaobservado que embaixo da minha porta de entrada tinhaum comunicado, do tipo emitido pelos Correios. Não achei aquilo normal, pois o carteiro, queé amigo de toda a vizinhança só passava até as14h00min e já me marcava no relógio 18h37min. Peguei o envelope, abri a porta, coloquei asminhas compras na sala para depois ir coloca-ladentro da cozinha. Mas fui focado em terminar minhaarrumação, coloque o envelope em cima da parede quedividia a minha cozinha, um modelo americano.Consegui arrumar toda a compra efetuada em minhadispensa e fui preparar um macarrão com bolinhos decarne, uma das minhas especialidades na cozinha! Enquanto a água do macarrão estava no fogo, eufui preparar o molho da carne, mas a minha cabeça emeus olhos já se voltavam para o envelope encimadaquela pedra. Sem hesitar, peguei-o e logo que abri percebido que se tratava, era a primeira parte dasinformações que os nobres colegas já havia meencaminhado. Toda a mensagem estava em texto
  20. 20. Página 20 de 67subliminar, desta forma, mesmo que este materialfosse extraviado teríamos como inutilizar o arquivo,pois é uma linguagem que apenas alguns dos militaresconhecem. Precisava decifrar a carta, mas a fome falavamais alto. Fui terminar o meu jantar.A CARTA Quando acabei de jantar, peguei o meu laptop ecomecei a editar a carta no computador, ela estavaescrita em símbolos e números. Em uma das frasesestava escrita assim:“”. Se for apenas para observar arelação sem a presença de algo para servir como base,não teria sentido algum, mas para a nossa tradução osignificado é o seguinte: “Todas as armas estão disponíveis em nossogalpão no mesmo local do ultimo encontro, seu contatota nos números, reporte-se somente a mim e maisninguém.” Ainda tinha que desvendar os números, que foio mais fácil, estando escrito o nome do nosso contatoque era: FERNANDO. Pronto, agora já sabia o nome domeu contato para iniciar a apresentação do projeto. Na carta também nos dava informação para ostelefones de contatos das pessoas. Tudo foi passando em minha mente, sem quererdar continuidade a isso, relutei para deixar o
  21. 21. Página 21 de 67projeto para o próximo dia e procurei queimar todosos dados que continha alguma prova que me ligasse aqualquer daqueles nomes citados.A FAMILIA. Procurei dormir e tentar descansar um poucodepois de tanto trabalho. Eu naquele dia soube darvalor a minha ex-esposa que não aguentou ficar casadacomigo por muito tempo. Foram três anos deconvivência e muitas queixas, eu era um caraimpulsivo, fazia tudo o que vinha em minha cabeça. A minha maior falha no casamento foi a“mentira”, acostumado em ter que usar a mentira emmeu trabalho, acabava levando ela para dentro daminha casa. Coisas simples como – “para onde euestava indo?” ou “com quem você vai sair?”, “quemestar ao telefone?”, sempre tinha uma mentira acontar, e foi o que fez o meu casamento com a Fláviaacabar. Tenho dois filhos deste relacionamento. Omais velho – Pedro e o mais novo Eduardo. Agora é que percebi que cuidar de um homemproblemático e dois filhos, e ainda ter que trabalhare cuidar da nossa casa não era nada fácil. Nãoentendo como ela conseguia fazer tudo isso sozinha esem ajuda. É ela era uma guerreira! Eu conheci a Flávia em uma de minhas viagenspara a Bahia. Mesmo sendo baiano, eu sempre passeimuito tempo fora, sai da Bahia com 16 anos e fui meescrever para o curso de formação de Fuzileiro Naval.Tinha acabado de ver uma daquelas propagandas quealguns soldados pulavam dos helicópteros e rolavam aochão, ainda tinha aquelas armas e os uniformes,aquilo me encantou e muito a primeira vista.
  22. 22. Página 22 de 67 Fui correndo falar com a minha maravilhosaMãe. Maravilhosa porque ela fez o que a Fláviafazia, mas com sete filhos e o meu Pai na épocaestava desempregado. Ela trabalhava em casa defamília e recebia uma quantia de R$:60,00 (sessenta)reais por mês e ainda dava a alguns de meus irmãopresente e mesada. Como? eu não sei! Mais aindasobrava pra alguma emergência. Após comentar com minha Mãe sobre a minhaideia de ir ser um soldado ela me falou queconcordava, mas não tinha dinheiro pra me ajudar, erainício de mês e ela só tinha dinheiro no fim. Masiria me apoiar sim, coisa que o meu Pai falou queaquilo era coisa de vagabundo, entrar pra pior forçado país e se tornar um “bicho” eu não tinha o apoiodele não. Fui correr atrás de me escrever. O valor erade R$: 15,00 (quinze) reais. Fui lavar carros,capinar frente de casas e terrenos e consegui juntarR$: 10,00 (dez) reais em 10 (dez) dias. Restava aindaR$: 5,00 (cinco) reais para a minha inscrição e 4(quatro) dias para o termino das inscrições. Fuifalar com a minha Avó por parte de meu Pai, ela medeu R$: 3,00 (três) reais e a minha Mãe me deu osoutros R$ 2,00 (dois) reais. Fui correndo ao Correios fazer minhainscrição. Na ficha tinha vários locais no Brasilpara me inscrever a umas daquelas unidades. Chamou-meatenção um nome “Belém”. Falei logo. É esse! Fui emarquei o nome Belém porque próximo a minha cidade denascimento, sempre fui a um vilarejo chamado de
  23. 23. Página 23 de 67Belém, ficavam a uns 30 minutos de vans da minhacasa. Era bom demais pra ser verdade, ira ser umsoldado e morando ao lado da minha casa.Sonho de menino! Pois o Belém que eu tinha marcadoera a Capital do Pará – Belém. Quase morro do coração ao ver a carta em minhacasa. No campo descrição e informativo descrevia olocal onde eu teria que realizar a prova. “LOCAL:Centro de Instrução Almirante Braz de Aguiar - CIABA– Cidade: Belém - Estado: Pará.” E agora o que fazer? Como vou para uma cidadeque fica a mais de 2.900km da minha casa? Bateu-me um desespero e falei, - não vou não!Mas perder os R$: 15,00 (quinze) reais, isso nunca! Informei a minha Mãe o que estava ocorrendo eme preparei pra viajar três meses antes da prova. Sem dinheiro, sem conhecimento, sem nenhumaforma de orientação eu me mandei em rumo ao CIABA.Fui procurar algumas caronas ainda em minha cidade,em uma dessas tentativas, conheci o senhor Davi, ummotorista que estava se preparando para ir ate Belémlevar poupa de frutas de uma empresa local. Ele foimui receptivo, me tratou hiper bem e falou que euiria com ele sim e que ele me deixaria em frente aoCIABA, pois para onde ele Iria era o mesmo bairro daminha prova o “Marex”. Sem cogita eu me mandei praBelém, sete dias após eu iniciar a minha busca de umalgum “anjo salvador”. Fui a Belém, fiquei três semanas na estrada enunca tinha comido tanto biscoito de coco e sucoartificial em minha vida, mas cheguei faltando dois
  24. 24. Página 24 de 67meses e meio para a minha prova. O primeiro. O únicono local. O mais franzino. O mais feio e ousado. Bem, eu passei fome, frio, sede, medos,arrependimentos, desânimos, ameaças, coações e muitosoutras tentavas de desistir, mas fiz minha prova,passei, servi ao meu País e hoje estou aqui contandoo principio de tudo. Mas temos que voltar como foique eu conheci a Flávia. Fui designado por meu oficial superior a terque vir a Bahia realizar um treinamento junto ao 22ºDistrito Naval que fica na cidade de Salvador. Assim que cheguei a Salvador, por volta das08hs da manhã no Aeroporto Luiz Eduardo Magalhães,estava a minha espera uma viatura do 22º Distrito comdois Sargentos a minha espera, um chamava-se Sgt.Abreu e o outro Sgt. Lopes. Fui ao encontro deles eme apresentei. - Bom dia! Sou o Soldado Santana, fuiencaminhado pelo Comando Geral do 4º Distrito para arealização de um treinamento junto ao 22º Distrito. Com boa recepção, como é de perfil de todos osNordestinos, ele se apresentaram e me encaminharamaté a Base Naval em Salvador na Cidade Baixa. Ao chegar à frente, já estava a minha esperaalguns de meus parentes e amigos que eu haviainformados sobre a minha vinda à Bahia. Uma festa!Foi o que ocorreu em frente ao 22º Distrito. Tudoisso por conta dos meus três anos sem vir a minhaterra maravilhosa.
  25. 25. Página 25 de 67 Não pude me conter e cheguei às lagrimas. Peloque me lembro, esta foi à única vez que eu chorava empúblico. Sem muitas demoras fui logo a apresentar-me aoComandante da unidade o Coronel Silveira.Aparentemente um homem rude, sem sentimentos,arrogante e sem poucas palavras. - Cmt. Silveira! Soldado Santana, membro daCorporação dos anfíbios da Cidade de Belém do 34ºDistrito Naval Senhor! Em tom de bravura. Sem muitas cerimônias, o Cmt, me deu um forteaperto de mão e solicitou que os dois Sgts que mimacompanhavam saíssem da sala e nos deixassem a sós. - Que fique entre nós, mas poucos sabem que eutambém sou daqui da Bahia e para mim é satisfatóriosaber que tem mais um baiano se saindo muito bem aquidentro desta latrina cheia de merda! Confesso que tomei um susto daqueles, por maisque eu pensasse em uma boa recepção, não esperavaalguém me tratar daquele jeito. Todos os meuspensamentos anteriores foram desfeitos imediatamentedaquele homem. Ele relatou 10% de tudo o que ele passou emsua carreira militar, que não foram poucas as coisas,mas me incentivou a dar continuidade e me fez deimediato me inscrever para o curso de Oficiais daMarinha. Ousado como sempre fui não pensei duas vezese confirmei naquele exato momento. – Comandante!Tenha certeza que da próxima vez que eu vir a nossaterra, não será mais o Soldado Santana aqui com oSenhor, mas sim o Tenente Santana! Após os
  26. 26. Página 26 de 67cumprimentos ele mesmo me levou ao meu alojamento eme apresentou a toda a companhia que estava lá nodia. Logo após fui liberado para curtir a minhafamília e amigos. Uma festa foi o que fizemos no Mercado Modelonaquele dia. Depois formos ate a marina e locamos umbarco e formos para a ilha de Itaparica. Ate ali estava tudo as mil maravilhas. Porvolta das 05h00min da manhã, eu fui tomar um banho demar na ilha de Itaparica e me preparar para irmosembora. Pegamos o nosso barco e fizemos a travessiapara Salvador. Assim que chegamos pegamos umacondução e nos dirigimos à rodoviária de Salvador,que fica no Bairro do Iguatemi. Chegando narodoviária, uma sede infernal me assolava, fuicorrendo providenciar água para tomar. Como decostume, tudo na Bahia é fila! Fila no supermercado,na farmácia, no açougue, pra pegar um taxi, pracomprar uma água, um ônibus, e fim, fila pra tudo. Foi em uma dessas filas, a de pegar água queeu conhecia a Flávia. Nossa que mulher linda! Nãodirigi a palavra a ela, mas ela já havia percebidoque eu já a tinha consumido com os meus olhos. Elaestava bem à minha frente, entre ela e eu só tinhauma pessoa, um senhor por nome de José. Uma pessoa deuma simplicidade fabulosa que tem que estar nesterelato. Após ele solicita o seu pedido na quitanda darodoviária, a Flávia ainda estava procurando odinheiro para poder pagar os seus quitutes. Não
  27. 27. Página 27 de 67pensei duas vexes e me predispus a pagar pelos seusquitutes. Ela relutou e não aceitou, eu fui enfático epergunte. - Me perdoe à curiosidade, mas para onde asenhora estar indo? - Estou indo a Feira de Santana! Respondeu. - Ótimo! Continuei. Você me deixa pagar essesquitutes para você dentro do ônibus você procura comcalma o dinheiro e me dar, ok!? - Ok, mas eu vou te pagar certo! Falou com umtom de desafio. Concordei e paguei o pedido dela e formosjuntos ao ônibus. Ela ficou intrigada com a alegria dos meusamigos ao me verem com comida para todos, elescorreram e me abraçaram novamente, gritavam, faziamuma festa por tudo. Foi um dos momentos marcantes daminha vida, isso eu tenho certeza! A Flávia não se conteve de curiosidade e meperguntou. – Você veio de Marte foi? Em um tom deironia comigo. – “Quase isso”. Respondi. Senteijuntos aos meus amigos e meus irmãos enquantoestávamos dentro do ônibus, a Flávia estava em umapoltrona ao lado da minha, mas não tocamos em assuntonenhum. Procurei deixar ela à vontade, pois sabia queela estava constrangida referente ao dinheiro que elaestava procurando. Sem esperar ela falou. – Achei essa merda!Virei pra ela e falei, - Nossa! O que esta te
  28. 28. Página 28 de 67deixando tão nervosa assim? Ela sem pestanejarrespondeu, - o dinheiro que eu estava te devendo,tinha colocado dentro da maquiagem, achei agora, aquiesta, como no prometido! Apaixonei-me por ela naquele momento, foi semduvida o momento que eu descobri a minha futuraesposa! Aproveitei e comecei afazer perguntas sobre avida dela, nome do pai, da mãe, irmão, gato,cachorro, rato, coelho, papagaio, local a ondemorava, a onde ela trabalhava, se estudava ou não, setinha namorado ou era noiva ou se ela era casada,fiscalizei tudo em uma hora e meia de viagem, esquecide meus amigos e meus dois irmãos. Só queria acharuma brecha. Ela falou que era evangélica e que no próximofim de semana iria ocorrer um show na cidade e queela estava pensando em ir, e seria bom se eu pudesseestar presente. Não pensei duas vezes e confirmei comela e trocamos os números de celulares. Eu só tinhaesquecido uma coisa, estava de plantão neste dia queira ocorrer o evento na cidade. Não sabia o quefazer, mas não podia perder a oportunidade de estarcom aquela mulher mais uma vez. Procurei um amigo na cidade o Gean Paulo, ummédico amigo de infância e fui solicitar a ele umconsulta, alegava desgastes físicos e muitas dores nocorpo. Ele me receitou 5 dias de descanso apenas ealgumas vitaminas para repor o desgastes. Toda a dore o cansaço era mentira, precisava de alguma coisapara poder me desligar esse fim de semana da unidade.E fui logo a Salvador me apresentar ao Comando e fuiao departamento médico e eles vendo a prescriçãomédica das vitaminas e também solicitou que eu
  29. 29. Página 29 de 67repousasse nos próximos 4 dias, tempo suficiente paramim ir ao show com a minha encantada Flávia. Para não deixar duvidas, solicitei ficar naenfermaria, pois poderia ser uma gripe e colocar osmeus colegas em riscos também, e não seria nada bomuma unidade em peso gripada faltando 5 dias para oinicio do curso de especialização. A decisão do Comando foi rápida e eficiente. –“Manda ele pra casa, lá ele fica bom em 4 dias, queroele aqui vivo ou morto no dia 4 ate as 16Hs.” Isso me veio como uma luva. Agora podia irpara o encontro daquela mulher que estava me tirandoo sono. O que eu fiz nesta época, forjando uma doençae solicitando um atestado, eu nunca tinha feito e emtoda a minha história dentro das Forças Armadas,coisa que não se repetiu. Eu fui diversas vezes parao campo de treinamento e em missões com febre, de malestar e ate cuspindo sangue depois de uma maláriaviolenta que eu tinha contraído em Manaus bem no meioda Selva amazônica. Foi a primeira e ultima vez quefiz isso, mas que fique bem claro, eu não mearrependo de nada. No dia marcado, um sábado estava na cidadeesperando a hora para me encontrar com aquelaencantada mulher. Nunca me sentir tão empolgado,recordo-me de cada sensação daquele dia. Lembro-me denão parar de olhar o relógio, de não almoçar, deevitar ate beber com os amigos só para me encontrarcom ela.
  30. 30. Página 30 de 67 Bem como marcado, as 17h00min horas do sábadoliguei pra ela, sem muitas esperanças ela atendeu otelefone em um tom de frieza, quase me descartandotinha comentado que talvez não fosse por algunsmotivos pessoais. Mas por muitas insistências daminha parte ela falou que iria e que não tinhahorário. Bem! Eu acreditei me desfaleci todo e fui aoshow. Por volta da 21h00min o meu celular tocou, eraela informando que estava à frente do clube. Por tervário amigos na cidade, um dos seguranças era meuamigo de infância, comentei com ele que teria umacompanhia aquela noite e que ele iria me ajudar. Fuipega-lá. Foi uma noite incrível, há muito tempo nãome divertia daquela forma. Acredito que foi aprimeira e ultima vez que eu me diverti, mas meupapel tinha se cumprido. Depois do show, fui levá-lapara casa e ali rolou uns beijos. Depois nosencontramos algumas vezes e depois de três meses denamoro a pedi em namoro. Após cinco meses, ocasamento, após dois anos de casados, meu filho, apósoito anos, a minha separação. Meu casamento durou oito anos, meu filho veiodepois dos 2 anos de casados. Tivemos algumastentativas de retorno, mas não deu certo. Acredito que foi a experiência mais fabulosaque vivi e que desejo a todos os meus amigos. Quepena o meu casamento não deu certo. Sei que foi porminha causa. Fui muito prepotente, mas enfim, aquiestou eu tentando viver esse presente.
  31. 31. Página 31 de 67A PRIMEIRA PARTE Após analisar a carta logo pela manhã do dia13 de setembro, fui analisar também onde eu estava meenfiando. Quais eram as minhas chances de não me darmal nesta jogada. As minhas conclusões não foram dasmelhores, mas decidi arriscar. Na realidade não sabia o que fazer deimediato, quem procurar e o que coordenar. Estava bemperdido, mas sabendo que tinha que criar logo uma 3ªopção de estratégia para caso o plano saísse errado. Para mim a primeira parte foi criar esse 3ºplano. Nossa que complicado! Não entendia como, poisnão sabia nada do plano original ainda e nem quemestava envolvido. Mas como eu sabia qual era asituação em que eu estava me metendo, eu decidivasculhar a vida de alguns funcionários do local quetinham passado informação para a nossa equipe.Comecei bem, e fui logo em cima da peça fundamental. Providenciei uma viagem relâmpago a cidade deBelém, fui orquestrar algumas saídas de emergência,caso alguma coisa pudesse sair errado eu tinha queestar preparado. Após dois dias em Belém, providenciei voltarda viagem sem deixar suspeitas retornei da viajem eesperei os meus colegas entrarem em contato comigo.O CONFINAMENTO Após quinze dias de espera, 30 de setembro,fui acordado as 09h00min por duas mulheres com carrosOficiais do Estado da Bahia, solicitando que euarrumasse os meus pertences e que a parti daquelemomento, eu estaria sobre a guarda da equipe e que
  32. 32. Página 32 de 67estaria em regime de confinamento. Não poderia usarmeus celulares e nem meus emails, agora era tudo ounada! Fui levado a um complexo industrial ainda nasdependências da Bahia. Cheguei a conhecer o local,mas não tinha certeza da localização. Tudo indicavaque estávamos na cidade de Canudos, Sertão baiano.Foram 1h25mim de voo ate o local. Chegando ao localas 12h05min. O nobre amigo Silvio estava a me esperar napista. - nem dormir aguardando você chegar – comentou – venha que tenho algo para te mostrar. - que bom que estava ansioso, pois esses 18dias foram bem angustiantes – conclui. Assim que entrei no complexo, fui observando aquantidade de câmeras infravermelhas de logo alcancemonitoradas via GPRS com comunicação instantânea comqualquer pessoa no mundo que tenha acesso ao sistema.Observei também os seguranças no local, todos comroupas camufladas, portando fuzis 762-FAL e pistolasC–9mm com 5 carregadores e mais cerca de 40 muniçãoembutidas no colete. Lanternas infravermelhas para anoite e cães pastores alemães por todas as guaritas. - estamos em um presídio? Perguntei. - (risos), não meu caro, apenas uma de nossas20 células pelo Brasil. Completou o Silvio dando maisuma gargalhada.
  33. 33. Página 33 de 67 Assim que entrei no hangar fui tomado pelasurpresa em ver vários contêineres lacrados e os queestavam abertos, cheios de palhas pelo chão. Normalmente as palhas são usados com o cafépara poder despistar cães farejadores nos portos eaeroportos de todo o mundo. Toda aquela carga chegoupor meio da nossa costa e nenhuma atitude foi tomada. Em uma mesa com aproximadamente 20mt decomprimento, minha visão ficou ofuscada. Um arsenalcom armas que poucos sabem definir e manusear aqui noBrasil, entre elas estavam a Armalite Modelo 15 oumais conhecida como AR – 15, fabricada pela empresaNorte Americana Colt. Ainda pude me deparar com duasarmas que para serem usadas tínhamos que estar emterrenos diferentes como a M16 e a AK-47. Logo de cara fui questionado pelo armeirosobre as armas que estavam em cima da mesa sobre suafunção e poder de comparação em relação com cada umaque estava ali. Sem esperar muito já fui falando das duasprimeiras que estavam à frente. - A M16 não é o fuzil de assalto maisconhecido do mundo, já que esse titulo pode seratribuído ao Russo AK-47, mas é um concorrente diretodele. Os defensores do M16 afirmam que ele é maismoderno e refinado que o rústico AK-47, e, emboraseja maior, é mais leve que os fuzis de assalto russoalem de ser muito mais ergonômico que seu grandeconcorrente proporcionando mais conforto para portá-lo e dispará-lo. - Nossa! Comentou o armeiro. Prossiga!
  34. 34. Página 34 de 67 - Por outro lado, continuei, o AK-47 é maissimples de operar, mais fácil de montar, desmontar efabricar. Alem disso, quase não da trabalho parafazer sua manutenção. Assim apresenta menos defeito.Ou seja, é mais prático e serve para qualquerutilidade. Não bastante tudo isso, o AK-47 é maiseficaz, possui maior poder de parada. Porem o AK – 47têm lá suas baixas, destaco entre elas o peso e porser mais barulhenta que a M16 quando disparado, menospreciso do que quase todos os fuzis do mercado. No entanto, este fuzil de assalto norte-americano não é à prova de areia e umidade como o AK-47. O M16 não é confiável sem manutenção e limpezaregulares. Ele necessita ser limpo diariamente, umcostume e um dever e para os militares, mas não paraos civis e agentes de segurança, totalmente o opostoda tradição russa. Resumindo, o AK-47 é maisconfiável, mas o M16 é mais preciso. Todas aquelas armas só essas me chamaram aatenção em fazer uma pequena descrição, mas em cimada mesa ainda tinha algumas beldades como os modelosM16A1, M16A2, M16A3, M4 e M16A4, sem falar nas XM15-62S da Bushmaster, Colt AR-15 SP1 e a Colt AR-15 A2Spolter II, um verdadeiro arsenal! - Meu nobre amigo, onde vai ser esta guerra?Perguntei. Seguido de uma risada que todos do hangarpararam para observar, o Silvio respondeu: - é melhor se prevenir e sei que você é um dospoucos que sabe lidar com todas essas belezas, não éverdade?
  35. 35. Página 35 de 67 - sim, é verdade. Respondi desmontando cadauma delas. Logo após aquela pequena apresentação edemonstração de conhecimento bélico, fui levado a umareunião para ser apresentado à equipe. Em uma salacom pouca luminosidade e com um cheiro impregnado nasparedes de cigarro e cerveja. Um ventilador comapenas uma das pás girando, vários sacos plásticospelo chão, uma mesa quadrada velha de maçaranduba bemtrabalhada com umas 15 cadeiras posicionadas, muitasujeira em cima da mesa. Todo o local estava como queum antro mesmo de sujeiras. Presentes a sala, osdois colegas que foram a minha residência com oSilvio, o Sgt. Rubem e o Sub. Ten. Thiago, todos comosempre calados e observando a todos. Ao lado esquerdo da mesa alguém me chamouatenção, uma mulher morena de olhos escuros, cabeloslisos tratados, uma postura bem atraente, umarelatora do nosso projeto. Não observei à maisninguém, fiquei com os olhos findado nela. - É percebi que já observou a nossa peça chaveda operação, a minha querida arquiteta Lissá!Fabulosa não é meu amigo? Comentou Silvio, observandoos meus olhos atentos àquela morena única. - É meu nobre, realmente uma mulherencantadora! Comentei retirando de lado o meus olhare observando uma caixa que estava próxima a porta coma descrição de “EXPLOSIVOS”, algo me alertava que nãoera apenas uma missão para pegar algo de valor, massim, uma invasão do tipo da ocorrida em 1939, quandoem 11 de maio a 16 de setembro de 1939, 57 milsoviéticos enfrentaram 75 mil japoneses na fronteira
  36. 36. Página 36 de 67da Mongólia com a China, guerra essa que mudou osrumos da 2ª grande Guerra Mundial, conhecida como a“Batalha dos tanques” ou “batalha de Khalkhin Gol”, omaior duelo de tanques da humanidade já visto econhecido. Todo aquele aparato bélico só me dizia que euiria transformas uma cidade metrópole em uma cidadedesértica. Como se não bastasse, tínhamos um helicópteroesquilo de transporte de passageiro, mas equipado comalgumas brincadeiras do tipo duas sub. Metralhadora.30mm e vários lança morteiros Russos acoplado asasas.APRESENTANDO A EQUIPE O Silvio sempre foi direto em tudo o que fez,nunca buscou rodeios e nem meias palavras, e semdemorar muito deu inicio a sua apresentação. - Caro amigos, é com muita alegria queapresento aos senhores a maior oportunidade das suasvidas. Mas antes gostaria de agradecer as presençasdos amigos presente, o 1º Ten. Do 34º DN. RodrigoSantana, especialista em armas e estratégia militarde invasão. Nos anos de Marinha de Guerra, nunca vitamanha destreza e sabedoria, um homem frio e serenoem suas decisões. Ao Sgt. Do 4º DN Rubem Santos,especialista em minas e dispositivos de acionamentode explosivos. Esse é o homem que vai acordar todo oEstado do Pará. Ao Sub. Ten. Do 4º DN ThiagoOliveira. Também especialista em minas e explosivos.Quando falamos em irmandade e companheirismo nãopodemos deixá-los de fora, uma amizade forte e única.
  37. 37. Página 37 de 67 Ao meu lado direito, uma amiga de longa data,Senhora Lissá Alves, Arquiteta e ex-oficial daAeronáutica. Especialista em engenharia de tráfego. Aúnica do mercado. É bom não se aproximarem dela, játivemos fontes seguras que os seus relacionamentosnão mais que cinco noites, depois as famílias dossenhores terão que enterrá-los por conta de algumacidente. Neste galpão meus nobres, vocês encontrarãotudo o que vocês irão precisar para a nossa missão. Não custa nada informar mais uma vez que oscelulares e computadores dos senhores, suas roupas,desde a cobertura ate a vossas meias terão que serentregues. Aqui estão as suas novas roupas! Uns macacões verdes bem escuros, com coturnolongo bem leve e cuecas brancas, camisas cinza,cobertura verde escuro.Deu continuidade. - Os alojamentos ficam ao fundo, temos doisbanheiros e uma dispensa com uma cozinha, lá vocêsvão encontrar tudo de acordo com o gosto dossenhores. - Gostaria de lembrá-los também que duranteesse nosso regime e atividade não será permitidanenhuma forma de afinidade com relacionamento sexual.Querem ficar vivo? Então deixem essa parte da vida ede desejos aqui dentro dessas malas com todos osvossos pertences.
  38. 38. Página 38 de 67A MISSÃO Como expectativa de uma partida de final decopa do mundo, ou ate mesmo uma partida de futebol emque um dos times precisa ganhar a partida para nãoser rebaixado a 2ª divisão do campeonato, assim euestava para saber na integra da missão. Recordo-me deter ficado assim apenas uma vez que foi quando o meutime de coração jogava contra o flamengo precisandoganhar e após uma verdadeira batalha de gladiadores omeu time de coração ganhou por 1x0 e não foirebaixado. Não estava mais aguentando a expectativaquando a Lissá abril um envelope e colocou por cimada mesa fotos, mapas de plantas baixas de 4 edifíciose mapas de rotas de fuga já todo definido e traçadopara a excursão do serviço. - Antes de continuar, preciso fazer a ultimapergunta aos senhores. Comentou o Silvio. - Alguém tem o desejo de sair antes de ficarciente do nosso objetivo? Se tiver pode levantaragora e irem embora, garanto que nada ira acontecercom os senhores, mas após ficarem sabendo do nossoplano, só terão duas opções, a primeira é sair de lácom 100% de êxito e a segunda é morrendo! Qual delasvocês vão preferir? Para evitar que aquele papo continuasse, fizuma colocação. - Meu caro amigo! Se fosse para irmos emboranão estaríamos aqui, agradecemos a sua preocupação,mas estamos aqui é pelo dinheiro, será que poderíamos
  39. 39. Página 39 de 67ir logo ao assunto? Já esta me entediando esserodeio! Seguido de uma gargalhada, Lissá deu inicio aapresentação do projeto. - Bem senhores têm um uma delegacia na regiãonorte de Belém do Pará com um material apreendido porum delegado chamado Bastos. Essa delegacia éconhecida como a 16ª DRFR – Delegacia de Repreensão aFurtos e Roubos. As 07h00min cerca de 80 policiaistrocam plantão. Continuou - Da posição da delegacia a Leste,cerca de 2km de distancia, sete minutos de carro,podendo oscilar esse tempo em 07min e 15seg ou 015mime 30seg, um Batalhão da 9ª CIPM – CompanhiaIndependente da Policia Militar. Nesta unidade seencontra cerca de 50 homens atuando. Também as07h00min a troca de plantão. Você ainda tem a sete KMuma unidade da Marinha de Guerra em um bairro chamadoMarex, ficando ao Leste da Delegacia, tendo 15° delongitude do ponto Sul, com cerca de aproximadamente60 fuzileiros, acredito que vocês senhores sabem bemdo que estou falando, em minha pesquisa vocês trêsserviram no 34° DN na mesma região. - Bem conheceram os nossos pontos depossíveis confrontos, mas isso não importa, essaparte é fácil, vamos ao que nos interessa! - Dentro da delegacia, em posição de 12 horas,na posição de 45° cerca de sete metros a esquerda,temos uma sala com porta de madeira e com chave nasala do delegado. Dentro desta sala, na posição de 8°temos mais uma porta com um cofre dentro dela. Nestasala que compõe esse guarda corpo para segurar o
  40. 40. Página 40 de 67cofre, as paredes são dobradas e com uma placa dechumbo de espessura de 10 mm, mas não compõessegurança, pois a porta não tem segurança alguma,como mostra essas fotos. - Teremos cerca de 15 minutos para entrar esair sem levantar suspeitas. Não podem falar comninguém na entrada e na saída, qualquer distração, onosso plano pode dar errado o ter alguns imprevistos,para que isso não ocorra vou passar cada atribuiçãopor membro agora. Continuou - Sub. Ten. Thiago, sua missão éentrar um dia antes com solicitação da SSP do estadoe danificar a maioria das armas de dentro dadelegacia, após isso colocar explosivos nos fundos dadelegacia em um eixo de 35 metros, lembre na suasaída essas explosões tem que tirar a atenção detodos. Sua entrada é às 16 horas e a sua saída seráàs 07 horas da manhã, na troca do plantão. - Sgt. Rubem. Preciso de um perímetro de 90°de segurança livre. Nesta rua – apontando para umarua que dar inicio ao bairro de Icoaraci (Rua 5 deMaio). Continuou - temos um prédio, essa é a planta. A planta mostrava uma residência comercial desete andares, com um ângulo já definido para um bomatirador, daquele ponto, é possível ver quem chega equem sai a uma distancia de 5 km. Quem ultrapassasseaquele perímetro estaria em uma má situação com oRubem. - Senhor Santana.
  41. 41. Página 41 de 67 A Lissá dirigiu a mim as palavras com os olhosfindados em meus olhos, após uns cinco segundos,votou sua atenção a sua apresentação e continuou. - O senhor entrará na sala as 06hs45mim esaíra de lá as 06hs55mim, o senhor terá no Maximo 10minutos para sair de lá. O Delegado entrará na salaas 07hs para guardar as apreensões da noite, antes desair do seu plantão. - Seu objetivo é uma pasta na cor preta, comum código em chave inglesa de doze sequencias. Asenha os senhores não precisam saber. O senhor pegaráa pasta e colocará nesta mochila. Um modelo bem compacto, bem usada entre ospoliciais locais, simples, mas bem compacta.Continuou. - Não pode entrar nem antes e nem depois destehorário, não pode antes por conta do movimento dasala de armas em que o Sr Thiago vai estatrabalhando, recebendo as armas de quem ta saindo edando as armas de quem esta chegando. Neste exatomomento o Delegado vai estar comigo passando asinstruções a sua equipe de dia. Vou deixá-lo as06h53min. - Sg. Rubem, a sul da sua posição, a exato 23°terá uma entrega de uma encomenda. Com um total de 3km o senhor terá um alvo móvel. Um traficante quepegará de mão de agentes nosso uma encomenda. O carrodele é um Escort Hert 96/97, 2p preto. O senhor sópoderá dar um tiro. Esse tiro terá que sair da ColtAR-15 A2 Spolter II. Lembre-se, um tiro apenas! E eleocorrera as 07hs02mim. Continuou
  42. 42. Página 42 de 67 - Logo serão acionadas todas as unidadeslocais para lá. É neste momento que deixamos o locale vamos em sentido ao aeroclube. Nosso voo estaprevisto para as 07h30mim, tempo suficiente parachegarmos e partirmos sem saberem o que aconteceu. - Sub Thiago, quando todos souberem quem foibaleado, a delegacia ficará quase que vazia, comapenas 15% do efetivo, após a saída do Ten. Santana,preciso de uma pontualidade única para que sejamdetonadas as paredes do fundo da delegacia. Teremoscinco minutos de ação entre a eliminação do alvo,explosão da delegacia, deixada do local e segurançado perímetro. Lembre-se, temos que sair junto comtodos no momento em que chegar a informação daeliminação do nosso alvo. - Ten. Santana, estarei no carro lheaguardando onde entregará para mim a maleta edirigirá o carro até o ponto em que o Sgt. Rubemestará nos aguardando. Todos nós estávamos observando bem aexplanação do projeto. Contudo precisávamos saber oque é que continha naquela pasta. - Nobre amigo Silvio, sabe que podes contarcomigo, mas preciso saber de uma coisa! - Todo o conteúdo da encomenda esta em altosigilo. Comentou a senhora Lissá sem deixar que euterminasse minha colocação. - Gostaria que os senhores me passassem osnúmeros da conta bancaria dos senhores parapagamentos dos 50% do combinado. Falou o Silvio já
  43. 43. Página 43 de 67abrindo o seu laptop informando ao seu gerente de umaretirada alta de sua conta.A REAÇÃO Percebi naquele momento que ou as coisas iriamsair como planejadas ou então a coisa iria ficar bemfeia lá. Não imaginava que as coisas seriam tão cheiade regras assim não. Mas como poderia se formar umaequipe daquela para um objeto de estimação? Foi nestemomento que comecei a planejar o plano “B”. Não queria saber o porquê de tanta segurançapara uma simples mala, mas queria salvar a minhapele. As coisas iriam esquentar e muito. Não sabia se poderia contar com os meuscolegas, mas precisava do Sgt. Rubem para poderelaborar o plano “B”. Na posição em que nós iríamos ficar somenteele poderia me dar cobertura para sair de lá. Caso aencomenda já estivesse entregue e que eu ou o Sub.Ten. Thiago fossem deixados para traz, teríamos queter cobertura para sairmos de lá. Após analisar todas aquelas plantas de entradae saída. Observei que pelos fundos da delegacia tinhaum rio que possuía varias saída. Uma opção bem melhorque ir aventurar uma arriscada saída pelas estradas,já que a policia local não tinha e frota para guardaas costas internas da região essa era a melhor opçãoem caso de falha no plano “A”. Observei que a leste de nossa posição, dooutro lado do rio que banhava a costa do bairro tinha
  44. 44. Página 44 de 67uma entrada de terra passando pelo rio que noslevariam a uma ilha chamada de Otero. Mas o ruim dolocal é que lá só tinha uma entrada e uma saída porterra. Era a minha única opção. Foi lá queconcentrei as minhas estratégias de fuga. Com um perímetro seguro pelo Sgt. Rubem porapenas 7 minutos, teríamos chances de sairmos de láem segurança caso o confronto não fosse possívelevitar. Tínhamos que observar todos os prós dasituação para que nada desse errado. Já tínhamos emnossa mão a metade da grana do acordo, mas isso nãogarantia que iríamos usufruir daquela grana toda.Precisaríamos de um milagre como o ocorrido em 2 deoutubro de 1918 quando o batalhão do exercitoamericano se perdeu e foi cercado por alemães. Umpombo francês chamado Cher Ami foi solto com umpedido de socorro. Cruzando as linhas alemãs, o pombofoi alvejado com um tiro no peito, perdeu um olho eteve uma perna ferida e mesmo assim levou a suamensagem. Os alemães foram repelidos e os 194sobreviventes foram resgatados, mas é claro que nãoteríamos essa dramatização toda. É o que esperávamos.UM DIA QUASE QUE COMUM Bem, depois de tentar montar o plano “B”, fuitentar relaxar. Já conhecia bem o local. Havia moradona cidade á alguns anos atrás e conhecia os melhoreslocais para poder comer uma boa comida e relaxar umpouco. - Caro amigo Silvio. Vou poder ir relaxar umpouco ou teremos que ficar aqui presos ate a execuçãodo plano? Comentei.
  45. 45. Página 45 de 67- bem, não posso obrigá-los a ficarem aqui, mas peçoque tenham prudência por onde vocês vão andar e noque vocês vão falar! Concluiu sem mais demoras. Pensei então no que eu poderia ir fazer.Lembrei-me do local mais maravilhoso do Estado doPará! Não pensei duas vexes. Coloquei alguns trocadosno bolso e pensei em convidar a Lissá a ir comigo,mas não sabia ate onde ela estava metida na história. Sem pensar muito aonde ir, me recordei de umbar de um amigo “O bar do baiano”. Será lá o meureencontro com o Belém do Pará. O bar do Baiano ficabem em frente à praia do Cruzeiro, um local bemdivertido, tem uma das carnes do sol mais perfeita doBrasil, eu estando na mesma cidade que o meu amigo,não poderia deixar de ir lá apreciar tal especiaria. Antes de sair, fui à famosa 6° rua, local noqual eu morei um bom tempo em minha primeira estadiano Belém, uma rua calma que só era movimentada mesmono mês de outubro quando ocorre os festejo do Síriode Nazaré. Uma confraternização religiosa que atraicerca de mais de 4 milhões de pessoas por toda acidade de Belém, é quando o Círio de Nazaré passapela localidade de Icoaraci a coisa fica feia. Eles têm uma tradição de percorrer as ruas deBelém grudados em uma corda que quando acaba aprocissão nem tem mais nem um toquinho de cordas. Éalgo incrível! Mas bem, fui ao bar do amigo baiano esolicitei uma cerveja local a “CERPA” cerveja forte,de gosto único. Meu pai não tem boas recordaçõesdesta cerveja e vale aqui deixar registrado um dosfatos que ele me narrou que todas as vezes que ele
  46. 46. Página 46 de 67tomava essa cerveja ele acabava em um sanitário, elaprovoca em meu pai uma rebelião no seu estomago quenem ele mesmo sabe explicar. Acredito que seja a emoção de tomar a cervejasempre que ele vem ao Pará. Mas para mim não, umacerveja e tanta. Bem forte, concentrada, leve nabarriga. Nossa só em falar, me da uma vontade loucade voltar a morar aqui no Pará. Assim que cheguei e fui me sentando, o baianolembrou-se de mim e veio cheio de saudações. - “meu nobre amigo, quanto tempo! Por ondeandavas? Porque sumiu assim, sem deixar noticias?Falou sem mim deixar responder. O que trás o meu amigo Oficial a boa terraparaense? Vamos tomar uma Cerpa para você me contartudo. Não Sabia que as perguntas seriam tantas, masdepois um bom abraço e uma cerveja começamos a nosfalar e contar peripécias da nossas vidas. Apóslongas 4 horas de bate-papo, solicitei um taxi e fuiandar pela orla da praia do Cruzeiro. Desci próximo as lojas de artigos locais e fuicomprar uma lembrança. Lá chegando me deparei com aLissá, me surpreendi. Ela esta de costa para a ruaolhando o mar. A maré estava enchendo provocando uma visãoúnica da noite, pois a lua nova refletia no rio etrazia consigo um ar de saudade e paixão.Não consegui me conter e fui ate ela.
  47. 47. Página 47 de 67 - Boa noite? Pergunte sem deixar brecha e fuijá colocando as coisas de forma bem natural. - Não bebe nada pra relaxar? - Boa noite! Respondeu. - Não obrigada, estou procurando um pouco dear puro. - É então veio ao lugar certo. Vou deixá-la àvontade e vou continuar o meu passeio. Terminei saído sem a deixar falar que sim nemque não, apenas sai e fui rondar os meus pontos defuga. Ao passar por aquelas ruas de Icoaraci, acabeime pegando em recordações dos tempos em que morava noEstado. Era uma loucura! Muitas festas, baladas,trabalhos e treinamentos. O tempo em que servi no 34°DN deu para viver uns 50 anos de história. Tempo esseque se passava naquele momento em minha mente comofleches que me faziam sentir saudades de muitascoisas e que também me faziam recuar de muitas coisastambém. Andando pela avenida principal que liga a orlaa uma farmácia local que é conhecida como 7° rua,observei uma coisa que me havia passado despercebido.Uma torre de comunicação que foi construída em 2004,anos que eu já não estava mais na cidade, mas que játinha avistado quando voltei à cidade em 2006. A torre possuía cerca de 90 metros de altura.Perfeita! Peguei o meu celular comecei a gravar etirar fotos do local. Desci do carro e fui ate aentrada. Lá havia um segurança por nome Marcos que me
  48. 48. Página 48 de 67identifiquei como Oficial da Marinha e que estavaquerendo tirar uma foto da orla por cima. Inventeique iria ser transferido na manhã seguinte. Dei onumero de telefone para que ele ligasse e pudessetirar qualquer dúvida, coisa que o segurança não fez.Ele liberou a minha entrada e falou que eu teria 30minutos para subir e descer a partir daquele momento.Não me recordo, mas gastei uns 5 minutos para subiros degraus. Observei todo o perímetro. Uma visão linda danoite. Mas também uma visão perfeita dos pontos queiríamos abortar. Com meu celular que não era dosmelhores iniciei a minha jornada de fotos. Comeceitirando fotos dos locais que eu poderia usar parasair como fuga caso fosse preciso usar o meu plano“B”. Depois fui tirando fotos das saídas da cidade edas duas delegacias, a da Policia Militar a daPolicia Civil. Desci logo antes que o vigilante achasse queeu tinha pulado de lá de cima. Agradecendo aogeneroso Marcos, fui imediatamente procurar o Sgt.Rubem e o Sub. Ten. Thiago para expor as minhasimagens. Encontrando eles em um bar da orla, explaneitodas as minhas ideias e questionamento. Não sabíamosquando iríamos agir e nem quem estaria por de traz detoda aquela operação, só sabíamos que não era apenasum objeto de estimação. Isso era certeza! Logo após aquela reunião em plena madrugada,fui procurar dormir. No dia seguinte, dia 01 de outubro, acordeipor volta das 10 horas da manha, com um ar de queestava em minha casa, uma tranquilidade incomum, mas
  49. 49. Página 49 de 67sabia a onde eu estava. Procurei arrumar as minhascoisas e encontrar com a turma. Em cima das minhas roupas estava um envelopecomum lacrado da cor laranja. Dentro continha algumasinformação. Essas informações indicavam os rumos doprojeto para mim. O nobre amigo Silvio Cesar tinhacolocado cada um em um determinado local. A partirdaquele dia teríamos horas marcadas para tudo, atepara sair à noite e voltarmos para casa. Mesmo assimcontinuei tranquilo e com uma paz estranha em meucoração, não sabia o porquê aquele sentimento rondavaminha mente. Após uma semana de espera, no dia 08 deoutubro, fui visitado pela linda Lissá. Nossa elatava linda, mas falo linda mesmo! - Bom dia Tenente? Perguntou. - Bom dia minha linda! Não consegui e acabei achamando de linda, foi muito mais forte do que eu. - Ao que devo a honra de vê-la logo pelamanhã? Perguntei. - Saber se o senhor estar bem e informar queiremos agir na próxima quinta feira dia 13 deoutubro. O senhor Silvio informou que quer o senhorpronto. Neste mesmo momento, aquele espetáculo demulher tinha me impulsionado a fazer uma enormebesteira. Eu a beijei! Mas beijei-a de tal forma quepude sentir o doce do seu corpo em minha boca. Nãopude me conter, a segurei com força e não deixe queela se largasse das minhas mão, mas o que percebinaquele momento foi que ela me retribuía o beijo
  50. 50. Página 50 de 67ardentemente como se quisesse me falar algo, masalguma coisa a impedia. Nossa que manhã aquela viu! Há muito tempo nãorecebia um beijo como aquele. Logo que nos separamos, eu fiquei a olhando,sem falar uma palavra se quer apenas nos olhando. - Não esqueça Tenente, na próxima quinta! Elasaio da minha frente sem olhar para traz, algo muitoestranho, mas sabia que ela era profissional mas quetambém era uma linda mulher.ULTIMA REUNIÃO No dia 12 de outubro de 2001 fui apresentadoao restante da equipe. Foram inclusos no projeto mais15 pessoas de personalidades e hábitos totalmentediferenciados. Foram relacionados os nomes, mas não convémcitá-los aqui. Contudo vale a pena informar que alemde atiradores ainda tínhamos dois engenheiros, doisarquitetos, dois mecânicos, dois monstros dacomputação, dois profissionais de eletrônicas, emfim, uma mistura infernal de profissionais que quaseme confundo e perco a minha função, mas conseguimosdefinir todas as função e fazer com que a integraçãoe a confiança fossem estabelecidas. Não tínhamos certeza de nada, mas pelo projetoe o tempo decorrido ate agora, sabíamos epressentíamos que tudo iria mudar. Foi justamentenisto que começou a nossa palestra. - Senhores como sabem os todos estão aquipresentes para uma missão. Temos uma ultima pergunta
  51. 51. Página 51 de 67aos senhores. Alguém aqui quer voltar agora? Sair eesquecer que aqui esteve? Esta é a ultimaoportunidade dos senhores! Um silêncio tomou conta do recinto e semesperar, alguém lá no fundo comentou: - Senhora Líssa, se o Ten. Santana estápresente e não saio ainda correndo é porque a coisatem que ser feita por profissionais e sendo assim,daqui ninguém mim tira!Uma ressoada de sons de risos tomou conta da sala. - Gostaria de não estar presente soldado, mascomo missão dada é missão cumprida, aqui estamos.Comentei deixando a caráter de todos a sua própriaresponsabilidade de continuar a missão. Como esperado, todos aceitaram e nãodesistiram do projeto inicial de acabar com suaspróprias vidas em segundos por míseros reais, contudoeu tinha minha própria missão, viver ou morrernaquela experiência. No dia 12 de outubro, por volta das 14hs, eu ea minha equipe começamos a se posicionar para cumprircom o nosso contrato. Não sabia o que iria acontecer. O porquê detantos profissionais por tão pouco? Porque eu teriaque estar presente e treinar tais atiradores, eporque eu teria que entrar e sair de lá com aquelamercadoria? Porque não foi colocado outroprofissional nesta posição? Nossa! Quantas perguntase nenhuma resposta. Mas de tudo apenas uma certeza,eu fui chamado porque sou bom no que eu faço.
  52. 52. Página 52 de 67 As 15hs começamos a executar o serviçocombinado.UM DIA ANTES Com ar de preocupação, o Sgt. Rubem veio ate amim e comentou algo: - Comando! Não estou gostando da forma comovamos sair daqui. E continuou. - Se quando eu deflagrar contra o meu alvo as06hs45mim, teremos 15 minutos para terminar oserviço, certo? - Certo! Confirmei. - contudo Ten. Continuou. A posição do carrode fuga em relação ao Sub. e ao Senhor não bate! Temalgo errado! Observe a relação do tempo, por favor. - com a sua saída as 07hs e com o meu alvoalcançado as 07hs02mim, como o Sub. vai sair, detonare vir ao nosso encontro sem um carro que esteja oaguardando? Como isso Vai acontecer? E tem mais umacoisa! Sem meu parceiro, eu não entro no seu carrocom a morena. Eu não entro não e ta dito! Fui observar e ele tinha razão, então chamei oSub Ten. Thiago e coloquei a situação à ele. Mas jádei uma opção para resolvermos o problema. - Ten. Como já observou, temos esse problemaque precisamos arrumar agora. O senhor sabe pilotarmoto? Perguntei. - Sim senhor! Eu sei sim. Confirmou o Sub Ten.
  53. 53. Página 53 de 67 - pronto! Ta resolvido. Vou colocar a suadisposição uma moto (descrição da moto), mas peço quetome cuidado com ela, é o meu brinquedo predileto! - Não me espere Ten. vá embora para o hangarque as 07h25mim já estaremos por lá! - Como falei Comando, sem meu amigo não entrono seu carro com a morena! Comentou o Sgt Rubem. - Bem Sgt, o que posso fazer e pedir pro Ten.ir te buscar, assim vocês veem juntos paraembarcamos, o que me diz? - Por mim tudo bem. Falou o Sub. Ten. Thiago. - confirmado! Vamos fazer assim, meu amigo mepega e nós nos encontramos no hangar para darmos ofora desta cidade. - Mais uma coisa Comando. Comentou o Sgt.Rubem. O Senhor poderia da uma olhada e regular amira do meu Rifle? A Colt AR-15 A2 Spolter II! - Sem problema meu nobre, quer que eu te dê asmanhas de como se faz? - Claro! Comentou o Sgt sem perder tempo evindo sentar-se ao meu lado. Enquanto estávamos sentados, toda a equipe jáestava posicionada para a execução do plano. Eu nãoconsegui ver mais a Líssa e nem o Sgt Silvio, os doistinham evaporados! Após as manutenções de todo o armamento e dachecagem dos detalhes do plano “A” foi feito a mesmacoisa com o plano “B”. Não sabíamos o que iriaacontecer e nem quando iríamos nos ver novamente,
  54. 54. Página 54 de 67contudo, precisávamos confiar um nos outros para quea missão tivesse êxito. Quando o relógio marcou às 15hs do dia 12, oSub. Ten. Thiago, se despediu de mim e do seu amigo oSgt. Rubem e se encaminhou para a sua missão. Com um abraço fraternal, nos despedimos e nosdamos boa sorte.A HORA DA VERDADE O Sgt. Rubem se dirigiu a sua posição inicialpor volta das 06hs, horário também que eu, e a Líssanos encontramos já dentro da delegacia. Surpresa em mim ver La dentro, ela se fez dedesinteressada e apenas me cumprimentou com umsaudoso bem dia. Com toda a educação possível eu retribui aspalavras. Por volta das 06hs20mim o Sub. Ten. Thiagopassa por mim. Nossa! Comentei. Como vamos sair daquicom tanta gente juntas? O meu questionamento se dava porque eu aindanão tinha ido fazer o conhecimento do campoprincipal. Ao analisar de perto, observei aquantidade de falhas que o projeto tinha. O maisgrave deles era sobra a nossa própria segurança. Aentrada da delegacia e a saída da rua 5 de maio,local que precisaríamos percorrer para chegar naMarginal que nos ligaria ao aeroclube tinha cerca de700mt. Para percorrer esse tempo em uma manha, numprazo de 5 minutos era impossível! Isso por conta dos
  55. 55. Página 55 de 67ambulantes no meio da rua. A data em especial é diade feira de peixe e outras iguarias da região. Parase ter uma ideia, tinha no mínimo cerca de 50 milpessoas transitando no local e nem era 07 horas damanhã ainda! Fiquei preocupado, contudo mantive a calma esai da delegacia sem que os outros percebessem e fuiver os locais de fuga mais prováveis para chegar aoinicio da marginal e pegar o carro. Ao sair da delegacia, meu celular toca. Era oSgt. Rubem. - Aconteceu alguma coisa Ten.? Perguntou. - Não Sgt. Por quê? - estou observando o senhor sair da delegaciae não tem um ar de coisa boa nisso não! - Tenha calma Sgt. Estamos fazendo a coisaandar como planejamos, eu já estou voltando, só voutomar um caldo de cana. Tinha que inventar algo, pois a coisa podiasim sair do nosso controle a qualquer hora! O meu maior medo era de que toda aquelaestratégia poderia sair pela culatra. Foi quando mepeguei a lembrar das estratégias para evitar aPrimeira Grande Guerra Mundial, e por algum motivoque a união entre a Tríplice Entente (Inglaterra,Rússia e a França) e que por algum motivo para quererganhar a sua ampliação territorial, A Alemanha comseus aliados, manda matar a o herdeiro do tronoAustro-Húngaro que se chamava Francisco Ferdinando,na cidade de Sarajevo, na Bósnia, assim logo a
  56. 56. Página 56 de 67Áustria declara guerra a Sérvia seguidas de váriosoutros conflitos que vieram a desencadeia a grandeguerra. Fiquei penando no que poderia ocorrer se oSgt. Rubem errasse aquele tiro, não teríamos outrachance!A AÇÃO As 06hs toda a equipe estava de plantão, logotodos estavam em suas posições. O Sgt. Rubem foi oprimeiro a assumir sua posição. O Sub. Ten. Thiago jáestava dentro da delegacia e as 06hs40mim já estavasaindo do da delegacia para tomar um café. Em minhachegada, as 06hs43mim estava dentro da delegacia. Naminha entrada à delegacia, encontrei o Sub. Ten.Thiago sem nem olhar para mim, confirmava que a partedele no projeto tinha sido completo com êxito. Ao ingressar dentro da delegacia, no meurelógio contava pontualmente 06h45mim. Em minhascostas estava uma mochila preta, modelo comum usadaentre militares. Tendo caminho livre, fui direto paraa sala de segurança onde já encontrei a sala entreaberta com a presença de dois policiais no interior epara a minha surpresa, me deparei com a presença doSub. Ten. Thiago. - Mas como ele chegou aqui se eu não o vipassando por mim? Que coisa estranha! Apresentei-me e informei que tinha anecessidade de apresentar e periciar uma arma doplantão anterior. Sem questionar, os dois agentes,providenciaram a troca e a verificação do material.
  57. 57. Página 57 de 67Entre eles o Sub. Thiago. Ao ser liberado para irbuscar a “prova” da qual eu tinha informado,verifiquei à “pasta preta” lacrada com um nº de ordemde identificação e que logo providenciei trocar amala com um modelo que estava dentro da minhamochila. A troca ocorreu as 06hs55mim, minha saída coma minha assinatura no livro de entrada e saída demercadoria ocorreu as 06hs57mim. As 07hs00 eu jáestava na porta da delegacia saindo em direção aoportão principal. No mesmo instante, o delegadoestava entrando na sala de provas para apresentartodas as apreensões feitas no seu plantão. Quando eu observei já na saída da delegacia, auns 13 metros a frente da entrada principal, a Líssaestava falando algo com alguém, que logo em segui sedirigia para dentro da delegacia e a Líssa saia emdireção a Rua 13 de Maio em sentido Av. AugustoMontenegro. As 07hs o delegado entra na Sala. Enquanto o delegado apresenta as provasnoturnas, o Sgt Rubem, com a sua Spolter II da inicioao nosso plano. Um dos contratados pela equipe do SilvioCesar, encontra o carro Escort Hert e dentro umtraficante começa a entregar a estimada encomenda. Pontual como um Inglês, o Sgt Rubem deflagraum tiro com precisão afetando em cheio a região dacabeça do traficante, que mesmo dentro do carro, oSgt conseguiu um belo tiro.
  58. 58. Página 58 de 67 A precisão foi tanto que o impacto foi diretona região do Prócero, causando lesões na Hipófise,atravessando o Cérebro e saindo logo depois dedestocar o Cerebelo. O Traficante vai com a cabeça ao volante edepois volta em movimento para a porta esquerda. Naquele momento me veio à minha mente a cenado Francesco Possenti padroeiro dos atiradores, porsua façanha em 1860, após a batalha de Castelfidardo,na Itália, o então galanteado, exímio atirador e umfuturo padre, enquanto descansava, viu a sua cidadeser tomada por mercenários renegados que vieramaterrorizar sua cidade, o Francesco, com apenas duasarmas nas mão, dois revólveres calibre .32 com 5cartuchos consegue colocar eles para correr dacidade. Foi pensando neste rapaz que veio a morrerbem sedo com apenas 24 anos. Tendo sua canonizaçãoocorrida no ano de 1920 pelo o então Papa Benedito XVe ficando conhecido como São Gabriel Possenti daMadre Dolosa. Nunca pedi tanta proteção para um santo quantopara esse rapaz naquele dia. Não foram poucos os pensamentos, tentandocontrolar meus ânimos e não colocar a missão aperder, comecei a analisar como e quando viriam osproblemas. Não sei que acontece nessas horas em queestamos prestes a se envolver em algo. Como poderemosexplicar essas sensações de angustia em nosso peito?Quem poderia explicar em palavras esse atordoamentoque nos envolve, com misto de medo, anseio, dor,valentia, desespero? Como explicar?
  59. 59. Página 59 de 67 Logo após o abatimento do alvo, os telefonesdas unidades mais próximas começam a tocar e asinformações de que o maior traficante do Estado doPará estava morto e que o “arrego” a “propina” tinhasido reduzido a duvidas começaram a chegar em todo oEstado. O local ficou tomado por policiais eassessores de políticos, pois todos precisavam vercom os próprios olhos aquela história. Foi uma loucura total na cidade. Em poucosminutos a cidade de Belém estava mais louca que Romaquando foi posta as chamas por Nero. A morte daquele traficante, não representavaapenas mais um homicídio na região, representava umaporta aberta para o comando do trafico de drogas emtodo o Norte do Brasil. De uma forma direta, eleconseguia movimentar cerca de cento e cinquentamilhões de reais por mês em drogas e tráficos dearmas e animais, sem falar nos assaltos a bancos, acargas, mansões e a grandes empresas. Perdia-se noestado a maior ramificação do cartel colombiano emterritório no Brasil. Até então, sabíamos que o maiortraficante de armas e drogas da America Latina era obrasileiro Fernandinho Beira Mar, que foi preso noano de 2002 e o Juan Carlos Ramires Abadia, o seubraço direito, um dos traficantes mais procurados dosEUA que veio a ser preso no ano de 2007 na Cidade SãoPaulo. Não entendíamos o porque só se falava nessesdois traficante e não se falava deste mega empresáriodo crime paraense nos meios políticos e policiais. Na minha saída, observo que o carro da Líssanão estava mais nas dependências da delegacia, as
  60. 60. Página 60 de 6707hs05mim já fora do perímetro comecei a observar asatividades dentro da delegacia. O Sub. Ten. Thiago játinha recebido e dado baixa em todas as provas que odelegado o apresentara e foi iniciado a aplicação dasegunda parte do plano. Vistas as aparências, o Sgt. Rubem davacobertura a todos com seu rifle de assalto. Eu medesloquei em direção a Av. Augusto Montenegroenquanto toda a região e todas as saídas de Icoaraciestavam cercadas e com todas as equipes de prontidão,abordando a todos os pedestres, gatos, cachorros,pássaros, carros. Um inferno total! - Como passar por esses cães de guardas e nãodespertar suspeitas? Indaguei sem me recordar daoutra parte do plano. Com o abatimento do alvo, toda a cidade ficoudoida, todos os policiais estavam atordoados e semsaber o que fazer. Todo o alto escalão da PoliciaMilitar do Estado e da Secretaria de SegurançaPública do Estado do Pará estavam com um grandeproblema nas mãos. Teriam que informar e conter umaretaliação por parte dos traficantes que faziam parteda maior organização criminosa do Estado e que essealvo era o comandante do cartel nacional do tráfico eque o mesmo era considerado como um deus nas favelasem que ele mantinha os pontos de vendas e consumo dedrogas. Esse alvo tinha sua reputação de ter acabadocom os índices de violências nos bairros em que elemantinha uma “Boca de Fumo – Ponto de Coleta” local aonde se vende drogas. Nessas localidades, furtos decarros, assaltos, estrupos, homicídios, agressões
  61. 61. Página 61 de 67físicas, índices que a SSP do Estado do PA sofria comconstantes problemas, foram resolvidos com umademonstração de autoridade e poder, coisa que aprópria policia não tinha. Como ficaria agora o controle dessas áreas?Quem iria substituir o comando dessas áreas? Muitasperguntas para uma certeza à coisa iriam ficar feias! As 07hs12mim se escutam um estrondo quase queassustador! Ate-me assustei com a explosãoperguntando de onde vinha esse estrondo. O Sub Ten. detonou as paredes do fundo dadelegacia, causando a fuga de vários presos.Imediatamente todo o efetivo volta para a delegacia eo foco agora é conter a fuga em massa dos detentos. O Sub. Tenente Thiago, sai da delegacia 2minutos antes da explosão e já inicia a sua ida parao Aeroclube para sairmos da cidade de Belém. Nestemomento, eu já estou ao encontro da Líssa. Entrego amochila a ela e assumo a direção de um carro modeloMarea, motor 2.4. Uma maquina! O Sgt. Rubem já estava a beira do edifícioaguardando o Sub Ten. Thiago, onde os dois semnenhuma alteração em suas conclusões de tarefas saemsentido ao aeroclube. Com uma sequencia de explosões, o Sub. Ten.Thiago, sem avisar a ninguém, tinha programado outrasexplosões em algumas outras unidades da cidade, umadelas foi à própria companhia da Policia Militar. Não sabemos se ouve vitimas ou não, apenasembarcamos em nosso carro e todos se encaminharampara o aeroclube para iniciarmos a nossa fuga.
  62. 62. Página 62 de 67 Não sabíamos as consequências das nossasações. Todo planejamento elaborado tiveram doisfundamentos para mim, resolver nossa missão foi anossa primeira missão, acabar com o narcotráfico ecom a corrupção foi à segunda missão. Acabar com o narcotráfico, isso seria umautopia, mas podemos dizer que foi uma possibilidadeiniciada com a morte do maior traficante de drogas earmas do Norte do Brasil. O Governo do Estado estava enfiado ate opescoço em todos os tipos de envolvimento com drogas,armas e uma rede de prostituição que envolviamulheres, jovens e crianças.O MEU MEDO Visualizando todo o processo dosacontecimentos, comecei temer o que poderia vir logoapós os nossos ataques. Mim veio à memória uma passagem da historiaque chamamos de Revanchismo francês que começou com aderrota da França na guerra contra a Alemanha, em queno ano de 1870, os franceses foram obrigados a cederaos alemães os territórios da Alsácia-Lorena, cujaregião era rica em minérios de ferro e em carvão. Apartir dessa guerra, desenvolveu-se na França ummovimento de cunho nacionalista-revanchista, quevisava desforrar a derrota sofrida contra a Alemanhae recuperar os territórios perdidos. Foi esse o meu medo, dos políticos do Estadoirem atrás de todos os envolvidos.
  63. 63. Página 63 de 67 Sabíamos que muitos de nosso grupo iriamdeixar para traz um rastro de migalhas que poderiamlevar ao encontro de cada um de nós. Mas o que é que tinha naquela mala? Que“documento” é esse que acabamos com um sistema queestava funcionando a mais de 30 anos? Como iríamossair dessa sem deixar rastros? Muitas perguntas e poucas respostas.CONTINIDADE Nem deu tempo pra poder pensar mais. Já emminha frente o aeroclube. Dois homens de terno preto com dois cãespastor alemão, sendo guiados por uma coleira, abrem oportão, que rolando lateralmente, dar passagem diretapara a Pista AF3 de voo. Chegamos ao hangar as 07hs20mim. Faltavam 5minutos para as 07hs30mim é quando o Sgt Rubem apontano portão com o Sub. Ten. Thiago Uma calmaria chegou ao meu coração ao ver osmeus colegas chegando ao portão do hangar. Sementender o que acontecia comigo, um misto de alegria,descanso e tensão, ver aqueles colegas, que porincrível que pareça, sem vinculo algum com aqueleshomens, mas, com uma tensão destinada em alegria porver aquelas pessoas.A SAÍDA Quando chegamos ao Hangar, o avião do tipoCESSNA CITATION EXCEL 560XL S/N 560XL-5371 PR-OURcontratada pela a equipe já estava a nossa espera.
  64. 64. Página 64 de 67Uma bela peça! Um sonho de consumo para qualquervivente. Com a chegada de toda a equipe e com umapontualidade invejável, fomos encaminhados paradentro da aeronave e sem darmos uma palavra de nossaatuação, iniciamos a nossa saída da cidade de Belém,mas não sabíamos para aonde iríamos, contudo,sabíamos que nossa parte estava feita. Por algum motivo especial, tínhamos a sensaçãode que algo de muito ruim iria ou estaria por vir,não sabíamos o que era, mas, sabíamos que poderiaocorrer algo. O Cessna levantou o seu voo pontualmente as08hs. Todos os membros da equipe estavam presentes.Já com a equipe no ar, a minha duvida do que continhadentro daquela maleta não me deixava descansa amente. Não sabíamos o que continha nem o valor doproduto. Com uma calmaria repentina, decidi apenasdescer daquele avião e esquecer aquele dia.O TRABALHO Não sei explicar o que aconteceu dentro doperíodo de 3 horas em que estive dentro do avião.Desde as 08hs ate as 11hs, eu simplesmente apaguei naminha poltrona de numeração 7. Lembro-me antes de apagar, ter colocado osinto de segurança. Após esse período, eu não estava mais em minhaconsciência. Só acordei com o toque dos pneus em soloainda brasileiro, sem saber o que estava acontecendo,
  65. 65. Página 65 de 67percorri correndo a minha mão direita por cima daminha pistola e subitamente como um modo de defesa,busquei ver o que o quem poderia tentar contra aminha vida. Após visualizar que todos estavam aindasentados em suas poltronas e que tudo estavaaparentemente bem, dei uma boa respirada, e comecei asentir algo estranho, o meu coração estavadesacelerando de forma súbita. Um frio na espinhatomou conta da minha coluna cervical, os meus pulmõesressecaram e minhas cordas vocais travaram que,acabei mim engasgando com a minha própria salivadescendo rasgando minha garganta. Passei a observar em minha janela a onde euestava. Com o avião já em solo, ainda correndo pelapista de pouso particular em algum lugar do Estado doMato Grosso, a aeronave se desloca para a direita aofim da pista. Nesse momento, observo a uma distancia de uns300 metros, 5 vans de modelo importadas, de marca deuma empresa de consultoria “KRONNOS” não entendia oporque daqueles carros. Ainda observando, tinha a esquerda de umgalpão uma aeronave de asas rotativas particular, comcapacidade para 7 pessoas. Ao lado da aeronave, mais5 carros de cores branca, preto, prata, vermelho eazul, todos de motores 2.4, com 4 portas.Assim que o avião parou, a Líssa, o Silvio Cesar, eSgt. Rubem e o Sub. Ten. Thiago já estavam prontos.Em fila indiana, prontos para descer, enquanto todosos outros aguardavam a saída deles para sua posteriordescida. Assim que observei a colocação deles,
  66. 66. Página 66 de 67providenciei a minha colocação ao lado deles. E Assimfoi feito. Logo na descida, uma relação de nomes foramlidas, buscando colocar cada um em seus respectivoslocais. Alguns com passagens de voos nacionais einternacionais. Quando terminou a lista, observei queo Sgt, o Sub. Tenente, a Líssa e o Silvio Cesar,acompanhado com mais dois tripulante, foram emdireção à aeronave. Com uma equipe de 20 pessoas, 4 estavam indoem direção ao avião, o restante foram locados noscarros, restando apenas eu para embarque. Foi ai que pensei: Porque irei com eles?Preciso desaparecer sem deixar vias de rastros!Assim, opinei por ir a uma das vans, coloquei minhamochila nas costas e fui em direção ao carro. Algo estava errado naquela sena. Não sabia oque era e nem imaginava o que estava por vir. Olhandopara todos os lados, comecei a observar os carros esenti que os problemas estavam neles. Ficaria muito fácil eliminar cada um comapenas um toque de celular e detonar todos eles comexplosivos. Assim que observei o que poderia ocorrer,decidi pegar o carro destinado a mim. Após todosaírem, as 13h23min, eu providenciei analisar todo ocarro. Para a minha surpresa, ligado na parteinferior do motor, 1kg de explosivo c4, ligados a umdispositivo que continha um sistema simples dedecodificação, mas com a determinação de ativação pormeio de 4 barramentos de fios, sendo eles 2 vermelhoe 2 fios amarelos.
  67. 67. Página 67 de 67Com os circuitos interligados a uma placa de celular,busquei imediatamente retirar a peça e coloca-ladentro da minha mochila, ficou fácil informar a minhaposição inicial assim que o detonador identificasseminha localização. Por meio de um rastreador, todos os carrosestavam com um sistema de rastreamento, modelo queusavam o sistema GPSR de localização, por meio de umchip de operadora de celular. Alterei a codificação e coloquei o GPS nomesmo pacote na van. Fiquei parado pensando na armadilha, contudo,entrei no carro e procurei sair daquele local.O JANTAR Não entendia o porquê de tanto barulho por umamala, contudo, depois de ter comprido com o meuacordo, procurei ver o saldo de minha conta. Meu dinheiro ainda estava lá. A minha casa que foi o pivô de tudo isso, eualuguei e coloquei o valor destinado ao meu filho. Fui morar ainda na Bahia, mas desta vez naCidade de Porto Seguro. Comprei uma pequena terra, com cachorros,gatos e muitos frangos e uma bela piscina. Por aquela situação, acredito que não tereimais outra oportunidade. Sabia também que não iriabuscar. FIM.

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