(Alefrazzo) Guia Pioneiro - Estágio Introdutório
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    (Alefrazzo) Guia Pioneiro - Estágio Introdutório (Alefrazzo) Guia Pioneiro - Estágio Introdutório Document Transcript

    • Guia PioneiroEstágio Introdutório Edição 1.0 - 24/07/2009
    • Chefe Alefrazzo alefrazzo@yahoo.com.br Este Guia pertence a:Nome:Grupo Escoteiro: N°.: Patrulha:Endereço: Bairro:Cidade: UF: CEP: Fone:E-mail: MSN:Nome do Mestre: Fone:E-mail: MSN:Nome do Monitor: Fone:E-mail: MSN:Nome do Sub-Monitor: Fone:E-mail: MSN:Nome dos outros membros do Clã Pioneiro:Nome: Fone:E-mail: MSN:Nome: Fone:E-mail: MSN:Nome: Fone:E-mail: MSN:Nome: Fone:E-mail: MSN:Nome: Fone:E-mail: MSN:Nome: Fone:E-mail: MSN:Guia Pioneiro - Estágio Introdutório 01
    • Chefe Alefrazzo alefrazzo@yahoo.com.br Mensagem do Fundador Se vocês conhecem a estória de “Peter Pan”, vão se lembrar que o chefe dos piratasestava sempre fazendo o seu discurso, com medo de morrer sem ter tido tempo para dizer suasúltimas palavras. O mesmo passa comigo e, embora não esteja morrendo neste momento, isto iráacontecer qualquer dia destes, assim, desejo mandar a vocês uma última palavra de despedida. Lembrem-se que é a última coisa que vocês ouvirem de mim e, portanto, prestem bematenção e meditem sobre isto. Tive uma vida muito feliz e espero que cada um de vocês tenha. Acredito que Deus nos pôs neste mundo alegre para sermos felizes e gozarmos a vida. A felicidade não vem da riqueza e nem do sucesso profissional, muito menos da autoindulgência. Um passo para a felicidade é tornar-se sadio e forte na juventude para poder ser útil eaproveitar a vida na maturidade. O estudo da natureza lhes mostrará como Deus fez o mundo cheio de coisas belas emaravilhosas para serem desfrutadas por nós. Contentem-se com o que possuem. Vejam as coisaspelo lado e nunca pelo lado mau. Mas a verdadeira maneira de alcançar a felicidade é proporcionando-a aos outros.Procurem deixar o mundo um pouco melhor do que o encontraram e, quando chegar a sua vez demorrer, poderão morrer fazê-lo satisfeitos, com o sentimento de que não desperdiçaram o seu tempoe que procuraram fazer o melhor possível, deste modo, estejam sempre alertas para viverem emorrerem felizes. Mantenham-se sempre fiéis a Promessa Escoteira, mesmo quando tiveremdeixado de serem meninos. E que Deus os ajude a procederem assim, do amigoGuia Pioneiro - Estágio Introdutório 02
    • Chefe Alefrazzo alefrazzo@yahoo.com.br Estágio Introdutório O Pioneiro(a) que não tiver sido Sênior/Guia deverá conquistar o Distintivo dePromessa atendendo às seguintes etapas:1.1 - Escotismo Avaliada por Dataa) Demonstrar conhecimento sobre a História do Escotismo e avida de Baden Powell - pg. 04b) Conhecer estrutura do Escotismo no Brasil - pg. 10c) Demonstrar conhecer o uniforme e o traje Escoteiro - pg. 12d) Conhecer os distintivos utilizados no Ramo Pioneiro - pg. 12e) Conhecer o Sinal Escoteiro, o Aperto de Mão, lema, Saudação- pg. 13f) Conhecer os sinais manuais de formação - pg. 14g) Conhecer a Carta Pioneira do seu Clã - pg. 161.2 - Ar Livre Avaliada por Dataa) Saber armar e orientar uma barraca - pg. 17b) Demonstrar que sabe utilizar um lampião, um fogareiro, facãoe machadinha e as normas de segurança para o seu uso - pg. 19c) Demonstrar que sabe aplicar os seguintes nós: direito, escota,escota alceado, volta do fiel, volta da ribeira, nó de correr e laisde guia - pg. 24d) Saber arrumar uma mochila - pg. 251.3 - Cidadania Avaliada por Dataa) Saber Cantar o Hino Nacional - pg. 26b) Conhecer as cerimônias de bandeira e saber executá-la - pg. 28c) Conhecer a lei que regulamenta o uso dos Símbolos Nacionais- pg. 311.4 - Valores Avaliada por Datab) Compreender, aceitar, cumprir a Lei e Promessa Escoteira -pg. 38 Data da Promessa: _____/_____/_________Guia Pioneiro - Estágio Introdutório 03
    • Chefe Alefrazzo alefrazzo@yahoo.com.br1.1.a - Demonstrar conhecimento sobre a História do Escotismo e a vida de Baden Powell A História do Escotismo e a vida de seu fundador Em 22 de fevereiro de 1857, nascia em Londres ROBERT STEPHENSON SMITHBADEN-POWELL (B-P). Filho de pastor e professor, B-P ficou órfão de pai aos 3 anos, ficandosua mãe Henriette Smith com a árdua tarefa de criar 7 filhos, tendo o mais velho 13 anos e o maisnovo apenas um mês. Além disto, ela tinha ainda a seu encargo criar três filhos do casamentoanterior, sendo que o mais velho tinha 22 anos de idade. Foi graças aesta extraordinária mulher que B-P pode, nos seus primeiros anos,vivenciar uma sadia educação que certamente se refletiu positivamenteno Movimento que mais tarde concretizou. Suas primeiras liçõesforam ensinadas por sua mãe que se inspirou nos métodos adotadospelo finado marido na educação dos filhos mais velhos. O Professor Baden-Powell habitualmente ensinava seusfilhos usando para tal plantas, animais, a natureza enfim. Aoretornarem ao lar, franqueavam-lhes sua biblioteca para quepesquisassem, e discutissem com ele as dúvidas porventura surgidas.Sempre, por mais ocupado que estivesse, estava aberto ao diálogo.Isso fez com que os jovens se motivassem de forma científica para ahistória natural. B-P cresceu num berço sadio e mais tarde ao ingressar no Colégio Charterhouse, nãofoi um aluno brilhante e nem mesmo um grande atleta, no entanto, era por todos querido e tomavaparte em todas as atividades colegiais tais como teatro, música e futebol. Foi no colégio quedesenvolveu seus dotes teatrais, reconhecendo mais tarde o grande valor educacional destasatividades. Foi no bosque junto ao colégio que B-P iniciou suas atividades de explorador, rastreandoanimais e descobrindo por si mesmo maravilhosos elementos da natureza. Com seus irmãos, maistarde tomou gosto pelas atividades de mar, viajando num barco feito de tonéis, o “kon-i-noor”,chegando até a costa da Noruega. Passaram-se os anos e B-P, em um concurso para Cavalaria, foi classificado em 2°lugar entre 700 candidatos. Como militar, em 1876, foi designado ao 13° Regimento de Hussardosque estava aquartelado em Dumbalm, Índia. Naquela época, o soldado era considerado mais umautônomo do que um homem, sendo a cantina o único divertimento, merecendo inclusive respeito asua própria personalidade. Assim, jamais Considerou um soldado como uma máquina, mas umindivíduo em constante evolução que devia permanentemente desenvolver suas capacidades. Durante os 2 anos que passou na Índia, nos tempos livres, desenhava em seu bangalô eisto atraia os filhos dos oficiais e com os quais brincava nos momentos de lazer, ensinando-lhescanções e jogos. Após este tempo, B-P adoece e foi mandado de volta a Inglaterra em licença paratratamento de saúde. Logo que se restabeleceu retornou à seu regimento na Índiaque tinha se transferido para a fronteira noroeste, na famosa marcha de 300 milhasde Kabul a Kandahar. Por seu talento demonstrado nesta marcha foi promovido aCapitão aos 26 anos de idade. Em 1884, quando de retorno a Inglaterra seu regimento foirepentinamente enviado à África do Sul. B-P foi destacado para exploração e fazerreconhecimento desta área para eles desconhecida. Trabalhou disfarçado nãosendo identificado nem pelos próprios companheiros. Na África OrientalPortuguesa B-P aprendeu muitos macetes da vida mateira que mais tarde utilizouno Escotismo. Finalmente, após 21 anos de serviço nos Hussardos, foi promovidoa Coronel, passando a ter comando próprio, o 5° Batalhão de Dragões da Índia. Em 1899 foi novamente enviado a África do Sul onde sua maiorglória militar constou na defesa de Mafeking, onde, com 1.213 militares resistiudurante 217 dias ao cerco de 6.000 “Boers”. Nesta ocasião B-P teve aoportunidade de idealizar com os jovens tarefas não guerrilheiras. mas necessáriasà vida da cidade, tornando-se o embrião principal do Escotismo. Os jovens foramGuia Pioneiro - Estágio Introdutório 04
    • Chefe Alefrazzo alefrazzo@yahoo.com.brempregados nas seguintes tarefas: carteiros, sinaleiros, enfermeiros. etc. Estas experiências tiveramtanto êxito, que B-P escreveu o livro “Aids to Scout” com a finalidade de transmitir estes fatos aoutros oficiais. De regresso à Inglaterra, terminada a guerra africana, B-P se interessou pela formação da juventude para a vida cívica. Para isto, se obrigou a um estudo intenso sobre métodos de ensino utilizados na Inglaterra e em outros países. Depois de discutir suas idéias com alguns amigos em um acampamento experimental com 20 jovens escolhidos de escolas periféricas mais humildes de Londres e alguns rapazes da “Boys Brigade”, este acontecimento teve lugar na Ilha de Brownsea, em Harbour, em agosto de 1907 que serviu também de teste para o livro que estava escrevendo, “Scouting for Boys” ( Escotismo para Rapazes). O sucesso foi retumbante sendo que no mesmo ano publicou em três fascículos, quinzenais, suas conclusões desta atividade. Em 1908 foi editado pela primeira vez o “Scouting for Boys”. A VIDA DE BADEN-POWELL 1857 - 22 Fev., nasce em Londres ROBERT STEPHENSON SMYTH BADEN-POWELL, carinhosamente apelidado de “B-P” que por coincidência é a abreviação do lemaescoteiro em inglês “Be Prepared”. Seu pai era o reverendo H.G. Baden·Powell, respeitado professor e cientista daUniversidade de Oxford. Sua mãe era filha de outro cientista, Almirante William Smyth,aventureiro elizabetano. 1869 - Ingressou com uma bolsa de estudos, na Escola de Charterhouse. Não era umestudante destacado, porém era um dos mais dinâmicos. Estava sempre metido em tudo queacontecia no pátio da escola. Todos apreciavam sua habilidade como ator e músico. Sua habilidadepara desenhar surgiu mais tarde. 1878 - Nos oito meses iniciais na Índia, não se descuidou de sua vida militar.Participou de um curso intensivo militar onde passou em primeiro lugar com certificado dedistinção. Após dois anos de serviço foi enviado de volta a Londres para tratar de um problema desaúde e ainda aproveitou a oportunidade para participar de um curso de armas, onde obtevenovamente o primeiro lugar. 1880 - Retornou à Índia quando seu regimento foi enviado à fronteira noroeste cujodeslocamento foi feito em marcha de 300 milhas (480 km) de Kabul a Kandahar (no hojeAfeganistão) que ficou famosa. Nesta marcha seu conhecimento de observação valeu grandebenefício. Foi nesta época da sua vida militar que B-P solidificou suas experiências que futuramenteaplicaria no Escotismo. Foi a etapa decisiva, sem que ele se desse conta, para o Escotismo. 1884 - 1ª Expedição à África. Seu regimento foi enviado à África do Sul para resolver os combates entre “Boers” eIngleses. Os Boers eram africanos de descendência Holandesa. Foi designado a explorar a região a fim de facilitar o deslocamento da tropa semgrandes perigos. 1885 / 1886 - De volta à Inglaterra passou este período em tarefas rotineiras de licença,que na maioria das vezes eram atividades de espionagem na Rússia, Alemanha, Bélgica e França. 1887 - 2ª Expedição à África Foi convidado por seu tio, General Henry Smyth (veterano da Guerra da Criméia}, aacompanhá-lo para auxiliar na administração local na África do Sul. 1888 - Foi designado a ir a campo capturar: Chefe Dinizulú. Nesta campanha, adquiriuas três mais importantes coisas para a sua vida como ser humano: • 1° O Grande Colar recebido do Chefe Dinizulú pelo tratamento que B-P dispensouGuia Pioneiro - Estágio Introdutório 05
    • Chefe Alefrazzo alefrazzo@yahoo.com.brquando este fora seu prisioneiro de guerra. • 2° Canção Zulú “EEN-GOYAMA”. • 3° Experiência em humildade pelo contato íntimo que teve com a cultura local. 1889 - Promovido a Major aos 38 anos de idade e designado como oficial do ServiçoSecreto no Mediterrâneo na ilha de Malta. 1895 - 3ª Expedição à África Combater os ferozes Ashantis na Costa do Ouro (Ghana). Por ser muito temido dos nativos, o apelidaram de “Impisa”, o lobo que nunca dorme,em razão da sua coragem, habilidade como explorador e capacidade de seguir pistas e tocaiar. 1896 - Promovido a Tenente-Coronel e designado como Chefe do Estado Maior doMajor-General Sir Frederick Carrington, na campanha dos Matabeles, na Rodésia, hoje Zimbabwe. 1897 - Designado Comandanle do 5° Regimento dos Dragões de Guarda/Índia. Lançouseu livro “A Campanha de Matabeles”. 1899 - Publicou seu outro livro “Ajudas à Exploração Militar”. Enviado novamente àÁfrica do Sul para combater os Boers da República do Transvaal, na cidade de Mafeking, nóferroviário de importância estratégica no domínio da África do Sul. Tomou-se herói inglês na vitóriado sítio em que se viu encerrado, conseguindo deter o avanço dos Boers por 217 dias entre as datasde 11/10/99 a 17/05/1900. As forças em combate tinham a seguinte composição: INGLESES • 1.213 militares • 1.800 população branca • 7.500 população negra BOERS • 6.000 militares 1900 - Promovido a Major General aos 43 anos. O mais jovem oficial naquele posto noExército inglês. Foi nesta campanha que B-P teve, por necessidade da guerra, usar jovens para asdiversas tarefas, criando o Corpo de Jovens Cadetes de Mafeking, como mensageiros, socorristas,abastecedores e auxiliares a realizar despistes, induzindo o inimigo a acreditar que o numero desoldados eram maiores que imaginavam no início. O desempenho destes rapazes impressionou muito B-P, que repassou este ensinamentoao Escotismo. 1903 - Também em razão direta desta guerra, Mafeking recebeu dois Sinônimos:Mafik e Mafikation como “celebração tumultuosa”. Designado Inspetor Geral de Cavalaria. Presidiu a demonstração da Brigada de Rapazes no Albert Hall que não foi do seugrado, pela postura militar que os jovens eram obrigados. Ia contra seu conceito de educar. 1906 - Preparou o plano esquemático de treinamento Escoteiro para rapazes, a pedidodo fundador da Brigada de Rapazes, William Thompson, que já contava com 40.000 jovens.Já nesta época B-P era a favor da formação de cidadãos íntegros através de autodesenvolvimento ede libertação do jovem da formação militar. Algumas linhas filosóficas-educacionais já começavam a surgir, como o suíçoClaperede. Na ecologia, o norte-americano Ernest Thompson Seton surgia como um dos primeiroecologistas dos tempos modernos. B-P teve autorização para republicar em seu futuro livro, os jogospara jovens, realizados pelos indígenas americanos. Antes da publicação do livro “Escotismo para Rapazes”, B-P resolveu fazer um testeda “mercadoria” e da reação do “consumidor”. 1907 - Foi na Ilha de Brownsea que realizou seu acampamento experimental. Levou como ajudante seu amigo Kenneth Maclaren e 20 jovens, alguns da Brigada deRapazes, filhos de amigos, porém a maioria eram alunos carentes dos subúrbios de Londres daEscola Harrow e outras. O acampamento foi um sucesso absoluto. Esta data foi considerada como o marco histórico do início do Movimento Escoteiro. 1908 - É publicado o “Escotismo para Rapazes”, de janeiro a março. Começa tambéma publicação de “O Escoteiro”, um semanário para rapazes.Guia Pioneiro - Estágio Introdutório 06
    • Chefe Alefrazzo alefrazzo@yahoo.com.br 1909 - 04 Set., primeira reunião nacional em face do retumbante e desorganizadosucesso do Movimento. Esta aconteceu no “Crystal Palace” onde se reuniram 10.000 participantes. Nesta reunião, iniciou-se, em caráter de registro provisório, as “Girls Scout”. 1910 - Criação da Modalidade do Mar. Criação das “Girls Guides” (Bandeirantes) tendo como presidente a irmã de B-P,Agnes. Iniciado o Escotismo no Brasil (Centro de Boys Scout do Brasil) no Rio de Janeiro. 1911 - Rei Jorge V passa em revista os Escoteiros em Windsor. B-P é nomeado Coronel Honorário do 13° Regimento de Hussardos. 1912 - Viagem pelas Índias Ocidentais, Nova Zelândia, África do Sul, EUA, Japão,China, Hong Kong, Nova Guiné, Filipinas e Austrália, de janeiro a abril durante 233 dias. Realizou 132 conferências. Nesta Viagem, conheceu Miss Olave St. Clair Soamers com quem se casou nestemesmo ano. É outorgada a Cana Real de Organização à Associação de Escoteiros da Inglaterra(Boys Scouts Association). 1913 - Verão europeu: 1° Acampamento Escoteiro Internacional em Birmigham com30.000 participantes. Em Outubro inicia o Escotismo no Rio Grande do Sul, trazido pelo . Professor deGinastica Georg Black quando esteve na Alemanha reavaliando seu diploma de professor. 1914 - Mobilização dos Escoteiros Ingleses como guarda-costas e outras tarefas na IGuerra Mundial. 1914 - Criação do Ramo Lobinho, baseado no livro da Jângal, de Rudyard Kipling,com a publicação das normas provisórias. 1916 - Lançamento do Livro “O MANUAL DO LOBINHO”, que oficializou a iníciodo Lobismo. 1914 / 1916 - Primeira Guerra Mundial conforme László Nagy em seu livro “250milhões de Esco1eiros”...“pode ter Visto o fim dos anos heróicos da história do Escotismo, mas aprópria magnitude daquele trágico conflito iria dar ao Movimento não apenas novo modo de vida,mas também uma nove dimensão”. Na véspera de 1914 existiam 152.333 registrados. No outono de 1918 aumentou para 193.731 registrados. 1918 - Criado por B-P o “Centro de Treinamento de Chefes Escoteiros, em Gilwell”. Esta área foi localizada por escoteiros, adquirida e doada ao Movimento por W. deBois Mac1aren, após intensa procura nos arredores de Londres, na Floresta de Epping. 1919 - 25 jul., inaugurada o “Gilwell Park”. Primeiro Chefe de Campo do Parque foiFrancis Sidney. I ° Curso da Insígnia da Madeira em Gilwell. 1920 - 1° JAMBOREE MUNDIAL Olímpia - Inglaterra. 8.000 participantes de 34paises. B-P foi aclamado “CHEFE ESCOTEIRO MUNDIAL” Os dirigentes durante este Jamboree,em reunião decidiram: Considerar como 1ª Conferência Mundial; Realizar uma Conferência Mundial a cada dois anos; Eleger um comitê para este período; Criar um “Bureau Internacional”; Criar a primeira sede em Londres. 1° Curso da Insígnia da Madeira Ramo Lobinho no Gilwell Park. 1921 - Viagem pela Índia. Elevado a Baronete. 1922 - Publicado o “Caminho para o Sucesso”. 2ª Conferência Mundial Paris Sorbonne. Concretizado o Escritório Internacional Escoteiro. População Escoteira Mundial: 1.334.360 registrados. 1923 - Visitou os EUA e o Canadá. Recebeu a Grã Cruz Victoriana.Guia Pioneiro - Estágio Introdutório 07
    • Chefe Alefrazzo alefrazzo@yahoo.com.br Adquiriu as terras e o Chalé Suíço em Kandersteg em Interlaken/Suíça, graças a Walerde Bonstetten, figura líder do Escotismo Suíço e Internacional. 1924 - Jamboree Imperial em Wembley. 2° Jamboree Mundial em Ermelunden/Copenhagen - Dinamarca. 4.549 participantes de 34 países, inclusive o Brasil. 3ª Conferência Mundial. 1926 - 4ª Conferência Mundial em Kandersteg/Suíça. Inaugurado o Chalé como Centro de treinamento, lazer e acampamentos. B-P viajoupela África do Sul. 1929 - 3° Jamboree Mundial Birkenhead - Inglaterra (Arrowe Park). 50.000 Participantes de 69 países. “JAMBORRE da MAIORIDADE”. 5ª Conferência Mundial com 33 países presentes. Trecho do livro “250 milhões de Escoteiros”, de László Nagy, sobre a Maioridade doEscotismo: O Escotismo tinha chegado a sua maioridade de 21 anos. A data exata do aniversário foiponto de debate. Para alguns, o acampamento na Ilha de Brownsea, em 1907, foi quando iniciou oMovimento. Para outros, ele surgiu com a publicação do “Scouting for Boys” (Escotismo paraRapazes), 1908. B-P estava disposto a aceitar qualquer das datas e considerou o assunto como umdetalhe acadêmico. Em 1928, ele comemorou com os participantes do Acampamento de Brownsea o21° Aniversário da grande aventura deles. E, em1929, concordou em comemorar, novamente, amesma entrada na maioridade, do Movimento. O Duque de Cannaught, membro dafamília real e presidente da Associação Britânica,fixou a distinção no Jamboree quando declarou suaabertura, no dia 29 de julho. O historiador futuro acrescentará onome do Fundador do Escotismo como um dosreformadores do mundo. Poucos homens prestarammaiores serviços à causa da humanidade do queRobert Baden-Powell, e ninguém merece um postono mais elevado Templo da Fama e no apreço doscompanheiros. O tributo não pareceu excessivo naépoca. Entretanto, mais estava por vir. Em Birkenhead, uma cidade provinciana inglesa, umaverdadeira rede de tendas foi armada para 50.000 Escoteiros de todas as partes do mundo, queestavam prestes a viver a aventura de suas vindas. Para B-P, era o triunfo de um causa à qual tinha dedicado 21 anos de sua vida. Comotão freqüentemente acontece nas grandes reuniões, choveu a cântaros, encharcando o herói daocasião, que afirmou, com seu senso de humor característico. “Qualquer burro imbecil pode ser Escoteiro, com bom tempo”. A lição real daquele Jamboree, para o presente, foi que o Escotismo tinha se tornadouma realidade mundial. Entretanto, os rapazes passaram horas agradáveis, inconscientes dosignificado real daquela ocasião. Havia a impressão de que algo pairava no ar, e isso foi confirmado quando o príncipede Gales, usando o uniforme escoteiro, anunciou que sua Majestade tinha elevado B-P a um patriatohereditário. Em linha com a tradição britânica, era essencial que B-P escolhesse uma localidade paraacompanhar seu novo título. Ele escolheu, para ser conhecido, o título de Lord Baden-Powell ofGilwell, demonstrando, assim, que aquele título honorífico tinha sido conferido ao Escotismo e nãoexatamente a si mesmo. 1930 - Lançado no Canadá o livro “Padrões de Acampamento”. Lady Olave Baden-Powell é nomeada Guia-Chefe Mundial. 1931 - Lançado o famoso livreto “Padrões de Acampamento” Londres. Este livreto foiutilizado como guia padrão para promulgação da lei de Saúde Pública em 1936 na Grã-Bretanha,Guia Pioneiro - Estágio Introdutório 08
    • Chefe Alefrazzo alefrazzo@yahoo.com.bronde cita as exigências mínimas para acampamentos de qualquer natureza. 6ª Conferência Mundial - Bade-bei-Wein/Áustria. 1° Rover Moot Mundial - Kandersteg/Suíça. 1933 - 4° Jamboree Mundial - Godollo/Hungria 25.792 participantes. 7° Conferência Mundial - Godollo/Hungria. 1935 - 8° Conferência Mundial - Estocolmo/Suécia B-P realiza viagem pelo Canadá. 1936 - 5° Jamboree Mundial - Vogelensang/Holanda. 25.750 participantes de 44 paises. 9° Conferência Mundial - The Hague-Haia/Holanda. B-P, com 80 anos de idade, participou do seu último Jamboree e da sua últimaConferência. 25° Aniversário de casamento do casal B-P. Compraram nas imediações de Nyeri / Quênia uma modesta casa e neste ano passaramai 7 meses do inverno europeu. 1938 - Outubro 27, o casal B-P se retira para o Quênia de onde B-P nunca maisretornou. 1939 - 10ª Conferência Mundial - Edimburgo/Escócia. Censo de junho revelou impressionante número de registrados 3.305.147 jovens em 47países. 3° Rover Moot Mundial - Monzie Crieff/Escócia. 1940 / 1947- II Guerra Mundial - isolamento das Associações Escoteiras. 1941 - 08 jan., B-P parte para o “Grande Acampamento” após longa agonia. Escotismo no Brasil Na mesma ocasião em que Baden-Powell levantava a ideia da instituição do Escotismona Velha Albion, achavam-se lá diversos suboficiais da Marinha de Guerra do Brasil, quesimpatizaram com a grande causa. Entre eles, Amélio de Azevedo Marques, Bernardino Corrêa, já falecidos, Drumond eoutros que fundaram o “Centro dos Boys Scouts” destinado a funcionar no Brasil como,efetivamente, funcionou de 1910 à 1913 mais ou menos, quando o encouraçado “Minas Gerais”regressou da Inglaterra. Os iniciadores da grande ideia desanimaram por falta de recursosmateriais e de tempo, com as constantes saídas da esquadra para o exercíciofora da barra. Por ocasião de sua fundação, os promotores do empreendimentoadquiriram perto de 30 libras de fardamento e acessórios em Londres, parainicio dos exercícios. Inscreveram-se imediatamente os Boys Aurélio de AzevedoMarques, Otávio Republicano Drumond, aquele já falecido e este hojecomerciante no Rio de Janeiro. Por muito tempo o “Quartel” funcionou no número 169, na Praiado Caju, residência do velho e entusiasta Drumond. Um dos fatores que muito contribuíram para o fracasso da primeira tentativa foi a faltade conhecimento dos pais sobre o grande alcance desta nova instituição. Sem este apoio não foipossível manter a disciplina no comparecimento dos meninos aos exercícios que, muitas vezes,Guia Pioneiro - Estágio Introdutório 09
    • Chefe Alefrazzo alefrazzo@yahoo.com.brdeixaram de o fazer por proibição dos pais que ocupavam as crianças em outros afazeres. As fotografias ainda existentes atestam eloquentemente que foi por intermédio deelementos humildes de nossa gloriosa “Marinha de Guerra”, que o solo brasileiro foi pisado pelosprimeiros “Scouts” também brasileiros, Aurélio de Azevedo Marques e Otávio RepublicanoDrumond, tendo como mestre-scout a Drumond. O Pioneirismo e o Movimento Escoteiro O Pioneirismo, dentro do Movimento Escoteiro, representa um lugar de passagem e deaprendizagem. Ele procura, de um lado, fazer com que cada indivíduo se conheça melhor, medindosuas forças, suas ambições, seus pontos fracos e fortes, testando-os na vida prática e, deoutro lado. fazer com que seus membros se conheçam melhor entre si. Ele permite quecada um possa desenvolver suas tendências e orientar sua vida de maneira consciente eresponsável. O Pioneirismo representa a última etapa da educação escoteiro, no sentidoda formação do caráter e integração do indivíduo à comunidade; ele se ajusta aoMovimento Escoteiro porque oportuniza a continuação do aperfeiçoamento doindivíduo em níveis físico, intelectual, social, afetivo, espiritual e principalmente docaráter. É oportuno lembrar João Ribeiro dos Santos, quando diz, em “Educaçãosem Mistério”: “É no Pioneirismo, onde o pioneiro termina sua auto-educação, comofuturo esposo(a) e pai (mãe) na sua profissão ou negócio, ou como líder de outroshomens. Todo o Escotismo não é mais que um longo caminho para o sucesso”. Mas,sucesso, diz ,Baden-Powell, não é riqueza, nemposição, nem poder. O único e a felicidade que se alcança, quando a proporcionamos aoutros. Convivência e união, amizade e fraternidade, boa ação, serviço ao próximo e àcomunidade: que é isso senão aplicação prática do pensamento social de nossos dias?Que é tudo isto, senão o caminho da auto-realização?. Tudo isto se ajusta ao Pioneirismo que procura preparar o “Homem Novo”,comunitário, consciente e responsável.1.1.b - Conhecer estrutura do Escotismo no Brasil UEB - Nível Nacional Assembléia Nacional Diretoria Executiva Conselho de Comissão Fiscal Nacional Nacional Administração Nacional Escritório NacionalGuia Pioneiro - Estágio Introdutório 10
    • Chefe Alefrazzo alefrazzo@yahoo.com.br UEB - Nível Regional Assembléia Regional Diretoria Regional Comissão Fiscal Regional Escritório Regional UEB - Nível Local Assembléia de Grupo Diretoria de Grupo Comissão Fiscal de Grupo SeçõesGuia Pioneiro - Estágio Introdutório 11
    • Chefe Alefrazzo alefrazzo@yahoo.com.br1.1.c - Demonstrar conhecer o uniforme e o traje Escoteiro1.1.d - Conhecer os distintivos utilizados no Ramo Pioneiro Listel do Brasil Promessa Distintivo Anual Estrela de Atividade NumeralGuia Pioneiro - Estágio Introdutório 12
    • Chefe Alefrazzo alefrazzo@yahoo.com.br Distintivo Regional Flor de Lis Mundial Pioneiro Investido Insígnia Pioneira Insígnia de Cidadania Insígnia de BP1.1.e - Conhecer o Sinal Escoteiro, o Aperto de Mão, lema, SaudaçãoO Lema O Lema do Sênior é Sempre Alerta!. Isto quer dizer que o Sênior está sempre atentoao que acontece à sua volta. Que ele não perde oportunidade, para ajudar alguém, para aumentar suacultura e sua capacidade física ou intelectual. Sinal Escoteiro O sinal escoteiro é feito com os dedos indicador, médio e anular estendidos e unidos, permanecendo o polegar sobre o dedo mínimo. Os três dedos estendidos representam as três partes da Promessa Escoteira. Os outros dedos se apoiam, o maior sobre o menor, simbolizando que mesmo os escoteiros mais distantes são unidos e que o forte defende o mais fraco.Saudação Escoteira A saudação é usada para cumprimentar outroEscoteiro quando o vemos pela primeira vez ao dia. O primeiro aver o outro a saudar, independente do cargo, graduação ouclasse. Os escoteiros fazem, também, a saudação paracumprimentar autoridade e durante as cerimônias dehasteamento e arriamento da Bandeira Nacional. Quando o HinoNacional é tocado e não cantado, também, fazemos a saudaçãoGuia Pioneiro - Estágio Introdutório 13
    • Chefe Alefrazzo alefrazzo@yahoo.com.brescoteira. Quando é tocado e cantado, ficamos somente em posição firmes. Na saudação, a posição dos dedos é igual ao sinal de escoteiro, mas a mão tocaligeiramente a fronte do lado direito.O Aperto de Mão Parece estranho que os escoteiros se cumprimentem com a mão esquerda, não é? Noentanto, o significado é que um escoteiro confia no outro escoteiro. Isto se deve a uma passagem davida de BP: certa vez, ao estender a mão direita para um chefe de uma tribo africana surpreendeu-se, quando o indígena estendeu a esquerda para cumprimenta- lo. Depois o chefe deu a BP a seguinte explicação: aqui os grandes guerreiros se cumprimentam com a mão esquerda, largando para isso o escudo. Assim deixam claro a sua coragem e confiança que depositaram no outro, mesmo que este seja o adversário. Entre nós, os guerreiros são homens de honra e os homens honrados são sempre leais.Sinal de Promessa O Sinal de promessa é feito elevando-se à altura do ombro,com o antebraço dobrado e a mão direita formando o Sinal Escoteiro. O Sinal de Promessa é usado apenas na cerimônia depromessa.Saudação da UEB O grito de saudação da UEB é a exclamação “Anrê! Anrê! Anrê!” repetida três vezes,levando a cobertura ou a mão direita com o punho cerrado a cada palavra pronunciada, em respostaa três comandos por apito (a letra “A”, em código Morse), ou às palavras “Pró-Brasil”.1.1.f - Conhecer os sinais manuais de formação Você irá observar que o Chefe Escoteiro e seus assistentes não dirigem as formaturasda Tropa por vozes de comando, ou toques de apito, mas silenciosamente, eles fazem os sinaismanuais e, como os escoteiros estão sempre alertas, imediatamente, seguem o significado dessesinais. Isto facilita muito a vida da Tropa, pois não se perde tempo e, consequentemente, oocupamos com outras atividades. Dê uma olhada nas seguintes dicas: - A Patrulha sempre segue o Monitor, o Submonitor comanda o cobrir e o descansar;Guia Pioneiro - Estágio Introdutório 14
    • Chefe Alefrazzo alefrazzo@yahoo.com.br - Numa ferradura ou círculo a Patrulha fica à esquerda do Monitor, é só lembrar que o bastão não deve ficar atrapalhando nenhum elemento da sua patrulha; - Na formação por Patrulha a Tropa forma metade à direita do Chefe e metade à sua esquerda; - A formação deve iniciar a três passos do chefe; - Cada elemento deve ter o seu lugar na Patrulha (1, 6, 5, 4, 3, 2) (1=Monitor, 2=Submonitor).A - Atenção ou Alerta Utiliza-se quando se deseja obter a atenção ou o silêncio da Tropa.Normalmente também é dito o comando “ALERTA”, para reforçar a atenção. Portanto, sempre que este sinal for feito, procure ficar em silêncio e, senecessário, peça aos seus companheiros para também atenderem ao sinal.B - Firme ou Descansar Logo após o sinal de ATENÇÃO, utiliza-se esse sinal manual para colocar a Tropa em uma posição adequada ao trabalho a ser executado. Seguindo o sinal, você deve ficar na posição firme ou descansar.C - Fila Indiana Utiliza-se para formar uma única fila. Este sinal é utilizadopelo Monitor para formar a Patrulha. Quando usado pelo Chefe, significa que toda a Tropa deveformar uma única fila. D - Por Patrulhas É um dos sinais manuais mais utilizados. As patrulhas ficam formadas em filas à frente do chefe, duas à sua esquerda e duas à sua direita.E - Em Linha ou Coluna Ombro a Ombro Outra formação bastante utilizada. Como o próprio nome diz, os escoteiros ficam formadosum ao lado do outro. F - Círculo É formado um círculo em torno do Chefe. Os monitores devem conduzir suas patrulhas, sempre no sentido anti-horário, por uma volta ou uma volta e meia em redor doGuia Pioneiro - Estágio Introdutório 15
    • Chefe Alefrazzo alefrazzo@yahoo.com.brchefe, até alcançar o círculo desejado.G - Ferradura Formação bastante utilizada nas cerimônias(hasteamento, arreamento, promessa, ascensão a outro ramo, entregade distintivos). Facilita que a chefia observe toda a Tropa sem realizarqualquer deslocamento.H - Coluna Fechada Sinal de formação utilizado em espaços pequenos, pois apresenta características pouco desejáveis: o chefe não pode ver toda a Seção e nem ao menos todos os monitores. Porém essa formação será usada quando a Tropa estiver em recintos fechados ou com muito público, pois será muito útil para passar informações sem recorrer a voz muito alta.I - Debandar Indica o encerramento da atividade que está sendo realizada.Normalmente utilizado no final da reunião. São feitos 3 movimentos rápidos e seguros, dizendo-se então olema, realizando uma vigorosa saudação.Sinais Sonoros de Chamadaa) 1 apito Corresponde à uma chamada de intendentes, se estiver em acampamento ou atenção seestiver fora do acampamento.b) 2 apitos Trata-se da chamada de Monitores. Peça para os demais afastarem-se.c) 3 apitos Trata-se de uma chamada geral. Todos devem procurar a sua patrulha imediatamentepara se formarem junto ao chefe que apitou, obedecendo ao seu sinal manual.1.1.g - Conhecer a Carta Pioneira do seu Clã A carta Pioneira irá regulamentar o funcionamento e a filosofia de trabalho do seu clã. Ela é o resultado das sugestões, debates e aprovação dos Pioneiros. Deve-se sempre lembrar que a Carta Pioneira é subordinada ao Estatuto da UEB, POR,Resoluções da Diretoria Nacional e Regional e Regulamento de Grupo. Sempre que achar-se necessário, ela deve ser revista e, se for o caso, feitas asmodificações que acharem-se necessárias.Guia Pioneiro - Estágio Introdutório 16
    • Chefe Alefrazzo alefrazzo@yahoo.com.br2.1.a - Saber armar e orientar uma barraca A barraca será a habitação do escoteiro durante o período de acampamento. Deve,portanto, oferecer o máximo conforto e muita segurança para proteção contra o vento, a chuva, ofrio, o sol e os insetos. Sua aquisição deve ser muito criteriosa, já que se trata de um equipamentocaro e que deve ter a aplicação especifica para seu uso. Basicamente, são três as categorias de barraca: - Próprias para campismo: Normalmente grandes, espaçosas, do tipo “europeus”, que se assemelha a uma “casa” ou “chalé”. Existem vários modelos e tamanhos para atender a todas as exigências de conforto, assim como quartos separados, varandas, cozinhas, etc. Como são usadas para campismo e normalmente transportadas de carro, não existe preocupação com relação ao volume e peso. - Para acampamentos de um modo geral: São mais leves do que as anteriores, muito confortáveis e resistentes, geralmente no formato “canadense”. Espaçosas, abrigam cerca de três a quatro pessoas e não pesam tanto quanto as primeiras. - Para montanhismo: Esta atividade exige um equipamento mais especializado, leve e de eficiência comprovada. Nos últimos anos, as barracas para montanha têm sofrido muitas modificações, a partir dos nossos materiais que estão sendo utilizados na sua fabricação. Isso tem permitido que elas se tornem cada vez mais leves, compactas e resistentes. Diferentes tipos de náilon, duralumínio e a fibra de vidro vieram ocupar o lugar da lona, do emborrachado, dos tubos de ferro, etc. Dos diversos modelos disponíveis no mercado, com formas e aplicações variadas, sãoindicadas as mais leves (cerca de 2 a 4 quilos0 nos estilos “canadense”, “iglu” ou “tubular”, paraduas ou três pessoas. Modelos Canadense - Mais conhecida como “barraca de escoteiro” tem a forma de um “v”invertido. É simples de armar, já que a sustentação normalmente é formata por dois pólos ou“mastros” verticais, algumas com “cumeeira”. Teto e sobreteto descem inclinados até o chão. Asmais modernas possuem pólos em “v” externos. Podem ser acrescidas também de uma extensão dosobreteto chamada avanço, para servir de cozinha ou proteger melhor os ocupantes da chuva. Trata-se do modelo mais simples para montar e desmontar. Pode abrigar de duas a cinco pessoas. Europeu - Possui uma estrutura metálica tubular e divisões internas em quartos, queproporcionam maior mobilidade aos seus ocupantes. Sua montagem, desta forma, é mais complexaque as demais. Dependendo do tipo, podem abrigar de quatro a oito pessoas. Iglu - Seu formato se assemelha a um iglu esquimó, com uma estrutura externa depólos em forma de arco. São resistentes aos ventos fortes e muito confortáveis, com um ótimoaproveitamento do espaço interno. Podem abrigar de duas a quatro pessoas. Tubular - Como as barracas “iglu”, possuem uma estrutura externa de pólos em formade arco, porém formando um meio “tubo”. São excelentes para locais onde se dispõe de poucoespaço e más condições de terreno. Podem abrigar de uma a três pessoas. Atenção: dependendo do fabricante, modelo ou aplicação, as barracas podem serconstruídas com dois tetos ou apenas um. As de teto simples - que deve ser obviamenteimpermeabilizado - apesar da vantagem de serem mais leves, não possuem um isolamento térmicoeficiente além de condensar internamente, no tecido, a umidade da transpiração dos ocupantes. Nabarraca de dois tetos, só o primeiro é impermeável entre ele e o sobreteto mantém-se uma camadaGuia Pioneiro - Estágio Introdutório 17
    • Chefe Alefrazzo alefrazzo@yahoo.com.brde ar isotérmica de aproximadamente 10 centímetros. Características de uma boa barraca - Ter armação interna ou preferencialmente externa, com pólos bem construídos, leves e resistentes, de duralumínio anodizado ou fibra de vidro resinada. - Ter costuras duplas, transpassadas e impermeabilizadas. - Ser fácil de montar e desmontar. - O tecido do chão deve ser espesso, impermeável e resistente, preferivelmente de náilon impermeabilizado ou tecido vulcanizado. - Portas ou janelas com mosquiteiros de tela para a circulação do ar sem permitir a entrada de insetos. - Altura preferencialmente não superior a 1,5 metro, especialmente quando se tratar de acampamentos nas montanhas. - Observe-a quando armada: deve ser firme, aerodinâmica, sem franzidos ou dobras. - O sobreteto deve ser mantido afastado do teto, aproximadamente 10 centímetros, e suas bordas devem quase tocar o solo. - Os espeques devem ser de alumínio ou plástico, com um desenho que os tome resistentes à tração. Cuidados com a barraca Ao armar e desarmar a barraca não pise calçado em cima do tecido. Ao desarmá-la, procure limpar e secar seu interior e exterior. Se estiver molhada deágua da chuva, não se esqueça de providenciar a secagem assim que puder. Se for água do mar,lave-a antes com água doce e segue-a em seguida. Observe periodicamente as costuras. Sempre que recosturar ou remendar,reimpermeabilize o local com selante de silicone, cuidando para deixar apenas uma fina camada. Não a mantenha embalada por um longo tempo. Periodicamente estenda-a por algunsminutos num local arejado e com sol para preveni-la do mofo. Não cozinhe no seu interior. A maioria das barracas modernas possui um avançopróprio para isso. Dificilmente uma barraca precisará serlavada. Caso seja necessário, passe apenas um pano úmidocuidando para não encharcá-la, colocando em risco a suaimpermeabilidade. Evite cores como o vermelho ou laranja, queatraem certos insetos e espantam os pássaros. Ao acampar nas praias, em vez de fincar osespeques, enterre-os na areia. Ao invés de usar espeques,um galho seco, caído, também enterrado funcionarámelhor. Recorte, de uma câmara-de-ar de automóvel, anéis para serem usados como esticadoresentre as espias e os espeques. Essa medida manterá sua barraca mais segura e sempre esticada,mesmo durante uma ventania. Lembre-se de que várias substâncias químicas causam danos tanto aos tecidos, comoaos impermeabilizantes, assim como os óleos de qualquer tipo: detergentes, repelentes de insetos,combustíveis etc. Como armar uma barraca Geralmente os fabricantes fornecem um folheto explicativo com um croqui sobre aforma de montagem. É importante que, antes de sair para uma estreia, seja ensaiada a montagem dabarraca para tirar dúvidas e conferir se todos os acessórios constam da embalagem. A partir daí só aprática e a experiência contam na rapidez e eficiência da montagem. Observe as seguintes dicas: - Antes de armá-la, observe se o chão está livre de pedrinhas, raízes etc. Em seguida,Guia Pioneiro - Estágio Introdutório 18
    • Chefe Alefrazzo alefrazzo@yahoo.com.br forre-o com uma camada de jornal e/ou um filme plástico que ocupe toda a área do fundo da barraca. Embora não seja indispensável, esse procedimento protege contra a umidade, sujeira e ainda funciona como isolante térmico. - Tire a barraca da embalagem e estenda-a no chão, separando suas partes: corpo, pólos, espeques e sobreteto. - Coloque o corpo estendido sobre o plástico e fixe-o no solo cuidando para que fique esticado o necessário, sem dobras no tecido e com todos os zíperes fechados. Encaixe os pólos e estique as espias frontais, traseiras e laterais de forma alinhada. - Cubra a barraca com o sobreteto (se possuir), fixando-o com outros espeques ou nos mesmos que prenderam o fundo, de acordo com cada modelo de barraca. - Observe se o corpo e o sobreteto estão bem esticados. - Lembre-se de que eles não devem se tocar: mantenha-os afastados a uma distância de aproximadamente 10 centímetros um do outro. Atenção: toda substância tóxica ou inflamável deve ser mantida do lado de fora da barraca. Como desarmar uma barraca - Retire todo o equipamento do seu interior e limpe-a completamente, passando até um pano úmido, se necessário. - Desarme-a seguindo o processo inverso da armação. Solte os espeques e o sobreteto, dobrando-o em seguida. - Mantenha as espias soltas, preferivelmente sem nós, somente com os esticadores, caso o possua. - Retire os pólos com cuidado, guardando-os na sua embalagem ou unindo-os com elástico. - Solte os espeques que fixam o chão da barraca, e dobre-a na forma original, certificando-se de que todos os zíperes estão fechados. - Limpe os espeques, se necessário, com água. Guarde-os junto à barraca, porém de forma a não forçar o tecido (em embalagem própria, por exemplo).2.1.b - Demonstrar que sabe utilizar um lampião, um fogareiro, facão e machadinha e asnormas de segurança para o seu uso São dois os tipos de lampiões mais usados pelos Escoteiros: a gás e a querosene. Olampião a gás devido a facilidade de uso, limpeza e menor risco de acidente, deve ser o preferido.Para o uso de qualquer tipo de lampião, é muito importante observar as seguintes regras: Antes de usar Verificar na sede as condições do lampião: Conforme o tipo de lampião, observe oseguinte: a) Lampião simples a querosene - Tamanho do pavio ou mecha; - Quantidade de combustível (dependendo do transporte às vezes é melhor levar vazio, para não derramar); - Estado do vidro (leve reserva). b) Lampião de pressão a querosene - Estado da “camisa” (tenha sempre algumas de reserva); - Quantidade de querosene (dependendo do transporte as vezes é melhor levar vazio,para não derramar); - Quantidade de agulhas; - Reserva de álcool, para acender; - Estado do vidro (leve reserva). c) Lampião a gás - Estado da “camisa” (leve reserva); - Quantidade de gás no bujão; - Se a rosca do lampião se adapta ao bujão disponível; - Estado do “filtro” ou “vaporizador”;Guia Pioneiro - Estágio Introdutório 19
    • Chefe Alefrazzo alefrazzo@yahoo.com.br - Estado do vidro (leve reserva); - Estado dos anéis de borracha de vedação (se estiverem ressecados, com rachaduras, troque). - Coloque sempre o lampião em lugar firme e plano; - Se pendurar, verifique antes se a pioneiria ou galho suporta realmente o peso; - Não coloque onde possa apanhar chuva ou orvalho, deixe-o sob o toldo da cozinha, na barraca de intendência ou cubra-o com um plástico depois que esfriar; - Jamais deixe qualquer lampião apagado dentro da barraca ou no local em que você estiver dormindo! Há perigo de vazamento, e acidente mortal. - Transporte com cuidado, evitando choques ou pancadas. Se o lampião estiver aceso ou se foi apagado há pouco, cuidado com onde põe as mãos, pois pode queimar-se gravemente. Acendimento A maneira de acender um lampião, varia de acordo com o tipo, mas sempre tome asseguintes precauções: - Que o lampião esteja firme, sem risco de tombar; - Que não haja nada de inflamável por perto (álcool, querosene, gasolina, plástico, etc); - Que haja combustível, que a “camisa” ou mecha esteja em perfeito estado; - Que o lampião esteja bem fixado ao bujão de combustível. Vamos ver agora como se acende cada tipo de lampião. Querosene simples Levanta-s vidro pressionando a alavanca que existe para esse fim, normalmentepróximo a base do vidro. Suspenso o vidro, aproxima-se a chama do fósforo ao pavio. Quandoacender, baixa-se o vidro, e regula-se a chama, para que não escureça o vidro. Para apagar, bastasuspender o vidro e soprar. Querosene a pressão O processo para acender esse tipo de lampião, varia de acordo com o seu fabricante.Portanto o melhor é consultar alguém que possua um lampião igual e que já tenha prática em seumanejo. A gás Se a “camisa” estiver em perfeito estado, abra um pouquinho a torneira de gás eaproxime a chama do fósforo (pela abertura existente) da “camisa” sem tocá-la. O lampião estáaceso. Aumente o fluxo de gás, torcendo o botão da torneira e terá maior claridade. Para apagar é sófechar a torneira. Trocar a “camisa” Remova a parte superior e retire o vidro. Tire a camisa danificada e amarre no mesmolocal uma nova. Aperte o barbante com cuidado para não romper, recoloque todas as peças no lugare fixe a tampa com o parafuso. Para acender com a “camisa” nova, depois do lampião montado acenda a “camisa” semligar o gás nem tocá-la com o fósforo. Quando ela estiver queimada, abra um pouquinho a torneira eacenda o lampião conforme já foi explicado. Limpeza Qualquer equipamento dura mais e presta melhores serviços, se for bem cuidado.Portanto mantenha o seu lampião sempre em boa ordem, livre de sujeira e ferrugem. Verifiquesempre o seu estado antes e depois de cada atividade, reparando ou trocando alguma peça sempreque houver necessidade.Guia Pioneiro - Estágio Introdutório 20
    • Chefe Alefrazzo alefrazzo@yahoo.com.br Lembre-se que observar essas regras pode evitar acidentes desagradáveis. Uso de fogareiros Os fogareiros que podem ser usados são a gás e o de querosene a pressão. As regras de segurança As regras de segurança são idênticas as que já foram explicadas para uso do lampião.Vamos apenas lembrar uma das mais importantes: - Em nenhuma hipótese durma próximo a um fogareiro, mesmo apagado. Para que os fogareiros possam prestar bons serviços, é indispensável que sejammantidos limpos e em ordem. O que foi falado sobre limpeza de lampiões, também vale parafogareiros. Assim antes de usá-los verifique sempre o seguinte: Fogareiro a querosene (pressão) - Quantidade de combustível; - Quantidade de agulhas; - Álcool para acender. Fogareiro a gás - Quantidade de combustível; - Se a rosca se adapta ao bujão disponível; - Estado das borrachas de vedação (troque se estiverem ressecadas, com rachaduras). Acendimento Para acender cada tipo de fogareiro e só ler com atenção as instruções abaixo: Fogareiro a querosene (pressão) - Abra a saída de ar; - coloque o álcool no queimador e acenda; - Quando o álcool estiver no final, feche a saída de ar e bombeie. Pronto, está aceso! Se houver algum problema com a chama pode ser entupimento, usea agulha. Para apagar e só abrir a saída de ar. Fogareiro a gás - Fixe muito bem no bujão (se houver vazamento é porque os anéis de borracha da vedação estão velhos. Troque-os) Abra a torneira do gás e aproxime o fósforo aceso do queimador; - Se a chama não estiver satisfatória, gire o anel da entrada de ar; - Para apagar é só torcer a torneira em sentido contrário.Guia Pioneiro - Estágio Introdutório 21
    • Chefe Alefrazzo alefrazzo@yahoo.com.br Uso de ferramentas de corte As ferramentas de corte, como a faca, o canivete, o serrote, o facão e a machadinha,são instrumentos muito úteis para se usar no mato. É no acampamento, ou dentro do mato, que sepode andar de faca, facão ou machadinha na cintura, quando eles são necessários. Em atividades nacidade, nunca os use na cintura, no máximo um canivete. Além de ser proibido por lei, é perigosopara você e para as pessoas ao seu redor. Apesar de servirem para cortar, as ferramentas não devem ser usadasindiscriminadamente, ou seja, não podemos esquecer que um escoteiro não machuca uma árvore.Caso necessite de lenha, deverá procurar a que estiver caída no chão. Se não achar, poderá cortargalhos já mortos. Se precisar de madeira ou bambu para pioneiria, só cortará com permissão. Nemtodos agem como escoteiros, pois existe gente que assim que se vê com uma faca na mão, começa adar facadas nas árvores sem nenhum objetivo. Eles não se dão conta que a casca da árvore é comonossa pele. A árvore perde seiva pelo corte e pode até morrer, ou então várias doenças podem entrarpelo corte e chegam a matar a árvore. Todas as ferramentas de corte requerem cuidados especiais: 1. Mantenha-se sempre limpas, secas e afiadas; 2. Se elas ficam pelo chão, ou enterradas no solo, a umidade e a sujeira acabam com elas; 3. Se ficam esquecidas à noite, a chuva e o orvalho podem enferrujá-las, além de que alguém pode se machucar nelas; 4. Se ficam perto do fogo, o calor destempera o aço, tornando a lâmina imprestável; 5. Quando terminar o trabalho, coloque a ferramenta limpa e afiada na bainha ou estojo; 6. Limpe bem a lâmina antes de guardar na bainha ou estojo, porque depois de sujar a bainha por dentro, ela é que suja a ferramenta. Sempre que a ferramenta não estiver em uso, deixe-a na bainha; 7. Não use a faca, ou canivete, para abrir latas, pois isto estraga a lâmina e pode causar acidentes; 8. Não martele as ferramentas. Se você não está conseguindo cortar, talvez seja porque não está sendo usada a ferramenta adequada. Parece mentira, mas quanto mais afiada está uma ferramenta de corte, menos perigosaela é. A faca sem fio escapa em vez de cortar e dá bem mais trabalho. Além destas questões de segurança, cuida da manutenção das ferramentas tambémsignifica economia, pois assim elas podem durar bem mais tempo e prestar bons serviços a você. Faca: Para afiar sua faca ou canivete use uma pedra de amolar. Esfregue o fio de ladocontra a pedra, como se quisesse tirar uma lasca da pedra. Repita de um lado para o outro, até estarGuia Pioneiro - Estágio Introdutório 22
    • Chefe Alefrazzo alefrazzo@yahoo.com.brbem afiado. Limpe bem a lâmina e pronto. Quando estiver usando a faca ou canivete, corte sempre do seu corpo para fora, poisassim evitará acidentes. Esfiapar gravetos para começar um fogo é bom para treinar. Segure umgraveto numa ponta e vá cortando lascas, como se quisesse fazer uma ponta, mas deixe as lascas nograveto até ele ficar parecendo um pinheirinho. Três ou mais destes gravetos já nos ajudam a iniciarum fogo. Facão e machadinha A machadinha é um machado de pequenas dimensões, que é adequada para cortar a lenha que precisamos para a cozinha. O facão é indicado para abrir uma trilha no mato, que fechou por falta de uso; limpar de pequenos arbustos o local que você vai montar seu acampamento; e realizar trabalhos leves, substituindo a machadinha, como por exemplo, fazer entalhes para encaixar peças de pioneirias, fazer ponta em vara de pequeno diâmetro, etc. Para usá-los, siga estas regras de segurança: 1. Trabalhe afastado dos demais, de preferência a uns 3 metros de distância da pessoa mais próxima; 2. Trabalhe de preferência no “canto do lenhador”, ou seja, aquela área cercada onde apenas a pessoa da patrulha encarregada de cortar lenha dever entrar. Neste canto também há um tronco seco e grosso, também chamado de cepo, que serve para apoiar o que está sendo cortado; 3. Quando golpear, faça-o sempre para fora de seu corpo. Observe que se o facão ou machadinha errar o alvo, não atinja nenhuma parte de seu corpo; 4. Não fique andando de um lado para o outro com a ferramenta na mão; 5. Terminado o trabalho, limpe a ferramenta e passe um óleo ou graxa para evitar que enferruje; 6. Não use a machadinha como martelo ou marreta; 7. Preste muita atenção quando passar a ferramenta para outra pessoa. Tenha certeza que ela está firmemente segurando a ferramenta. Observe com atenção os desenhos abaixo que mostram como deve se proceder para amolar a machadinha.Guia Pioneiro - Estágio Introdutório 23
    • Chefe Alefrazzo alefrazzo@yahoo.com.br2.1.c - Demonstrar que sabe aplicar os seguintes nós: direito, escota, escota alceado, volta dofiel, volta da ribeira, nó de correr e lais de guia Nó Direito: serve para unir cabos de mesma espessura.Nó de Escota: serve para unir cabos de espessuras diferentes. Nó de Escota Alceado: mesma utilidade do escota, só que mais fácil de desatar. É muito utilizado para prender bandeiras na adriça.Volta do Fiel: Nó inicial ou final de amarras. Não correlateralmente e suporta bem a tensão. Permite amarrar a corda aum ponto fixo. Volta da Ribeira: Utilizado para prender uma corda a um bastão (tronco, galhos, etc.) depois mantê-la sob tensão.Nó de Correr: serve para fazer uma alça corrediça em uma corda.Lais de guia: É empregado especialmente nasegurança durante a transposição de obstáculos e noresgate de feridos.Guia Pioneiro - Estágio Introdutório 24
    • Chefe Alefrazzo alefrazzo@yahoo.com.br2.1.d - Saber arrumar uma mochila A estrutura do nosso corpo foi "projetada" para suportar o nosso peso. A mochila é,portanto, uma carga extra. Graças à nossa capacidade de adaptação, podemos até nos habituar a usá-la durante longos períodos, mas devemos respeitar certos limites. A carga máxima recomendada éde até 1/3 do peso de quem a transporta. Mais do que isso poderá ocasionar problemas de coluna. A boa arrumação do interior da mochila é muito importante. O equilíbrio e oposicionamento do peso maior na altura das espáduas se constituem na forma ideal de se transportá-la.Observe o desenho no qual estão apontadas as áreas e a distribuição de peso correspondentes. Dicas - Espalhe no chão todo o material a ser transportado e vá colocando na mochila um porum ou em grupos. - As roupas e agasalhos podem ir juntos às costas, prevenindo qualquer desconforto deobjetos rígidos ou pontiagudos que possam incomodar. - Observe que o centro de gravidade de uma mochila deve ser alto, portanto guarde sempre osequipamentos mais pesados junto às costas e na parte alta da mochila. - Confira a lista de checagem e separe o material em partes, embalando-as em sacosplásticos, assim como: 1. Alimentos para as refeições; 2. Alimentos para comer durante a caminhada; 3. Roupas de dormir ou mudas; 4. Agasalho leve para a caminhada; 5. Abrigo de chuva ou anoraque; 6. Barraca ou a parte dela que lhe cabe. Lembre-se de que não há necessidade de transportá-la da forma como ela se apresenta acondicionada. Os pólos podem ir na lateral, ao longo do corpo, e o sobreteto e o corpo podem ir dobrados da melhor forma, junto com o jornal e o filme plástico; 7. Panelas, fogareiro e talheres podem ir acondicionadas no interior de uma delas; 8. Cantil e lanterna; 9. Máquina fotográfica (bem protegida) e estojo de primeiros socorros; 10. Saco de dormir/saco de bivaque.Atenção: Todo material que corre risco de se molhar com uma chuva imprevista deve seracondicionado em sacos plásticos.Lista de checagemMochila Fogareiro c/combustívelSaco de dormir Fósforo ou isqueiroEstojo de primeiros socorros Prato, caneca e talheresLanterna, pilhas e lâmpada reserva Sacos plásticos extrasCantil Estojo de limpeza (cozinha)Canivete Embalagens recicláveisRelógio Escova de dentes/pastaXerox dos documentos e dinheiro AlimentosToalha pequena Sabonete, xampuPente/escova CeroulasBarbeador SuéteresPapel higiênico Botas/tênisAbsorvente intimo Colete de lãGorro/boné AnoraqueLenço Roupa de banhoChinelos BarracaChinelos de borracha TarpeGuia Pioneiro - Estágio Introdutório 25
    • Chefe Alefrazzo alefrazzo@yahoo.com.brCachecol Saco de bivaqueÓculos escuros Filme plásticoCalça comprida ou 3/4 JornalBermudas ou shorts PanelasRoupas de baixo BinóculoMeias Bússola e croquiCamisetas de manga curta Lamparina de carburetoCamisetas de manga comprida Estojo de limpeza fotográficoCamisetas Máquina fotográfica c/filmeLuvas Bloco de anotações Certamente, com o tempo e a experiência, novos itens se incluirão nesta lista.Mantenha-a afixada em um local visível onde você guarda o seu equipamento. Quando for preparar umaexcursão, é só consultá-la. Com a prática, você descobrirá os cantinhos exatos para cada coisa e conseguirá arrumar suamochila de forma a parecer um pacote bem fechado, sem espaços vazios, e com as costas macias.Ajustes As mochilas, quando equipadas com barrigueiras, permitem distribuir o peso entre osombros e os quadris, e não somente sobre os ombros e as costas. Assim sendo, podemos transportar pesos de20 quilos, ou mais, ao longo de vários dias, sem que isso se transforme num esforço fatigante. No entanto,dependemos de um ajuste correto das alças e da altura da barrigueira, para que cheguemos a umbom termo.As alças devem ser ajustadas de tal forma que a barrigueira se posicione na altura dosquadris (bacia). Quando o peso está bem distribuído entre as duas partes (alças ebarrigueira), o peso nos ombros é direcionado mais para trás do que para baixo.3.1.a - Saber Cantar o Hino Nacional É dever de todo o cidadão brasileiro, saber cantar, corretamente, o Hino de sua Pátria. Quando você cantar o Hino Nacional, permaneça na posição de firme. Letra: Joaquim Osório Duque Estrada Música: Francisco Manuel da SilvaGuia Pioneiro - Estágio Introdutório 26
    • Chefe Alefrazzo alefrazzo@yahoo.com.brOuviram do Ipiranga as margens plácidas Deitado eternamente em berço esplêndido,De um povo heróico o brado retumbante. Ao som do mar e à luz do céu profundo,E o sol da Liberdade, em raios fúlgidos, Fulguras, ó Brasil, florão da América,Brilhou no céu da Pátria nesse instante. Iluminado ao sol do Novo Mundo!Se o penhor dessa igualdade Do que a terra mais garridaConseguimos conquistar com braço forte, Teus risonhos, lindos campos têm mais flores;Em teu seio, ó Liberdade, “Nossos bosques têm mais vida”,Desafia o nosso peito a própria morte! “Nossa vida” no teu seio “mais Amores”.Ó Pátria amada, Idolatrada, Ó Pátria amada, Idolatrada,Salve! Salve! Salve! Salve!Brasil, um sonho intenso, um raio vívido Brasil, de amor eterno seja símboloDe amor e de esperança à terra desce, O lábaro que ostentas estrelado.Se em teu formoso céu, risonho e límpido, E diga o verde-louro desta flâmulaA imagem do Cruzeiro resplandece. - Paz no futuro e glória no passado.Gigante pela própria natureza, Mas, se ergues da justiça a clava forte,És belo, és forte, impávido colosso, Verás que um filho teu não foge à luta,E o teu futuro espelha essa grandeza. Nem teme, quem te adora, a própria morte.Terra adorada, Entre outras mil, Terra adorada Entre outras mil,És tu, Brasil, Ó Pátria amada! És tu, Brasil, Ó Pátria amada!Dos filhos deste solo és mãe gentil, Dos filhos deste solo és mãe gentil,Pátria amada, Brasil! Pátria amada, Brasil. Compreendendo o Hino NacionalOuviram do Ipiranga as margens plácidas Deitado eternamente em berço esplêndido,De um povo heróico o brado retumbante. Ao som do mar e à luz do céu profundo,E o sol da Liberdade, em raios fúlgidos, Fulguras, ó Brasil, florão da América,Brilhou no céu da Pátria nesse instante. Iluminado ao sol do Novo Mundo!Plácido significa calmo. As margens calmas do Fulgurar é brilhar. Florão é um decoraçãorio Ipiranga ouviram o grito estrondoso de um bonita e grande em forma de flor. A geográficaherói (Dom Pedro I), que representava todo o do Brasil é mesmo muito privilegiada: aspovo brasileiro. montanhas, as matas, os rios, toda a natureza,Fúlgido significa brilhante. temos um litoral vasto com belíssimas praias, ensolarado. Brasil, tu possuis uma localizaçãoSe o penhor dessa igualdade espetacular, com uma natureza rica, muito marConseguimos conquistar com braço forte, e sol. Por isso, entre outras nações da AméricaEm teu seio, ó Liberdade, (Novo Mundo), tu te destacas como um florão.Desafia o nosso peito a própria morte! Do que a terra mais garridaPenhor equivale a garantia, segurança, ou Teus risonhos, lindos campos têm mais flores;seja, daquele momento em diante, Portugal e “Nossos bosques têm mais vida”,Brasil eram nações iguais, sem que uma fosse “Nossa vida” no teu seio “mais Amores”.superior à outra. Através de nossa coragemconquistamos uma igualdade de condição com Garrida é colorida. Ou seja, nossa natureza équem antes era nosso colonizador e, para mais colorida e bela que a de outras terras.manter esta situação de liberdade, estamos Nós, brasileiros, por vivermos no Brasil, somosprontos a sacrificar a própria vida. mais capazes de amar. A parte com aspas são dos versos do poetaÓ Pátria amada, Idolatrada, Gonçalves Dias em “Canção do Exílio”.Salve! Salve!Guia Pioneiro - Estágio Introdutório 27
    • Chefe Alefrazzo alefrazzo@yahoo.com.br Ó Pátria amada, Idolatrada,Idolatrada é transformar algo ou alguém em Salve! Salve!ídolo, como se costuma fazer com artistas demodo geral. Salve equivale a uma saudação. Brasil, de amor eterno seja símboloOriginalmente se dizia; “Deus te salve!” O lábaro que ostentas estrelado. E diga o verde-louro desta flâmulaBrasil, um sonho intenso, um raio vívido - Paz no futuro e glória no passado.De amor e de esperança à terra desce,Se em teu formoso céu, risonho e límpido, Ostentar é mostrar com orgulho. Um lábaroA imagem do Cruzeiro resplandece. era um estandarte muito usado pelos romanos e aqui está representado por nossa bandeira,Aqui o poeta compra o Brasil a um sonho repleta de estrelas. Tomara que as estrelas daintenso, porque ainda tem muito a realizar. tua bandeira sejam símbolo de amor eterno.O Brasil é como um sonho intenso e em nosso Flâmula, aqui, é sinônimo de bandeira. Océu límpido o Brasil está sob o ampara e a louro é uma planta. Com seus galhos e folhasproteção de Cristo. os imperadores romanos eram coroados.Gigante pela própria natureza, Mas, se ergues da justiça a clava forte,És belo, és forte, impávido colosso, Verás que um filho teu não foge à luta,E o teu futuro espelha essa grandeza. Nem teme, quem te adora, a própria morte.Se você olhar o mapa mundial, vai notar que o Clava é um pedaço de pau pesado que eraBrasil é o quinto maior país do mundo (depois usado como arma. Se o país tiver de lutarde Rússia, Canadá, Estados Unidos e China). contra a injustiça, verás que um brasileiro nãoImpávido significa sem medo. foge à luta e não teme seus inimigos.Terra adorada, Entre outras mil, Terra adorada Entre outras mil,És tu, Brasil, Ó Pátria amada! És tu, Brasil, Ó Pátria amada!Dos filhos deste solo és mãe gentil, Dos filhos deste solo és mãe gentil,Pátria amada, Brasil! Pátria amada, Brasil.3.1.b - Conhecer as cerimônias de bandeira e saber executá-la Hasteamento A patrulha ou matilha de serviço fixa previamente a bandeira no mastro, pronta paraser içada. Os lobinhos, escoteiros, seniores e pioneiros formam em ferradura. Quando a Alcatéiaestiver sozinha ele forma em círculo de parada. Quando o Chefe, ou quem estedesignar, der a ordem de proceder, dois elementosda patrulha ou matilha encarregada dohasteamento avançam até o mastro. A três passosde distância param e tiram a cobertura e o colocamno chão, avançando até o mastro. O escoteiro ou lobinho que irá puxara adriça fica paralelo ao mastro, de costas para omesmo e o que está com a bandeira põe-se emposição de maneira que a adriça forme umtriângulo retângulo. Quando a bandeira estiver pronta, ojovem que vai puxar a adriça diz em voz alta:“Bandeira Nacional pronta”. O Chefe ordena:“Grupo (ou tropa ou alcatéia) alerta!”, “a bandeiraem saudação!”, “Iça”.Guia Pioneiro - Estágio Introdutório 28
    • Chefe Alefrazzo alefrazzo@yahoo.com.br Todos fazem a saudação e a bandeira sobe rapidamente. Ao atingir o tope, a ordem é“Grupo, alerta!”. Neste momento todos estão firmes. Os rapazes amarram a adriça no mastro,recuam, colocam a cobertura, saúdam a bandeira, dão meia volta e regressam a seu lugar naformação. Nesta altura é dada a ordem de “Grupo, descansar”. Arriamento A formação é a mesma do hasteamento. A Patrulha ou matilha encarregada do arriamento designa os elementos necessários, osquais avançam até três passos do mastro, saúdam a bandeira, colocam a cobertura no chão edesamarram a adriça. Após terem formado com a adriça o triângulo, o rapaz que for puxar a adriça diz emvoz alta: “Bandeira Nacional pronta”. O Chefe, ou quem esta designar, ordena: “Grupo, alerta!”, “Arria!”; todos fazem asaudação e a bandeira desce lentamente. Quando a bandeira descer totalmente, ordena-se: “Grupo, alerta!”, os jovens retiram osnós, dobram a bandeira, colocam a cobertura e entregam a bandeira ao Chefe, voltando aos seuslugares, quando se dirá: “Grupo, descansar!”. Nos acampamentos o arriamento pode ficar a cargo da patrulha de serviço, a qual,corretamente uniformizada, adota o mesmo procedimento, formada em linha e sob os ordens domonitor ou de um chefe. Quando a bandeira estiver pronta para ser hasteada ou arriada, oGuia Pioneiro - Estágio Introdutório 29
    • Chefe Alefrazzo alefrazzo@yahoo.com.brresponsável dará quatro toques com o apito. Todos os demais acampantes abandonarão o que estiverfazendo e olhando em direção ao mastro ficarão em posição de “alerta”, fazendo saudação. Quandoa bandeira descer totalmente, serão dados novos 4 toques, findos o quais todos voltarão às suasocupações enquanto a patrulha de serviço termina a cerimônia. Observações: - Se houver mais de uma bandeira, a nacional deverá ser içada acima das demais,exceto de outros países, que serão içadas na mesma altura, em mastro separado. - No içamento da bandeira, a bandeira nacional atinge o topo antes que as demais,enquanto que no arriamento será a última a descer. - Especial cuidado deve ser tomado para que as bandeiras não toquem no solo. - Em acampamentos maiores poderão ser adotadas outras formações para a cerimôniade bandeira, de acordo com o número de participantes e as condições do terreno. Durante o hasteamento e arriamento todos os participantes deverão olhar para abandeira. Condução de Bandeiras Bandeira em marcha: Bandeira ao ombro, inclinado sobre o ombro direito, bandeirarecolhido no mão direita, braço esquerdo em movimento natural de marcho. Bandeira perfilada: Bandeira em frente ao corpo, em posição vertical, braço direitosegurando o bandeira e o braço esquerdo ao longo do corpo. A bandeira está recolhida. Bandeira em posição de alerta: Mesma posição anterior, mas com o bandeira solto. Observação A bandeira ao ombro é o método normal de conduzir o bandeira, A bandeira perfiladaé a saudação no momento de passar o ponto de saudação, iniciando três possas antes e terminandotrês passos após. Deve ser usado com moderação, pois é muito cansativa. Bandeira em posição de descanso. A bandeira deve ser mantida em posição vertical aolado direito, mastro apoiado no chão e a bandeira recolhida. O uso da Bandeira Nacional de acordo com a Lei: Quando à Bandeira Nacional, vale destacar que ela deve ser hasteada de sol a sol,sendo permitido o seu uso à noite, desde que se ache convenientemente iluminada. Normalmente, ohasteamento será feito às 8 horas e o arriamento às 18 horas. A propósito, a lei determina que: 1) Quando hasteada em janela, porta, sacada ou balcão, ficará: ao centro, se isolada; àdireita, se houver bandeira de outra nação; ao centro, se figurarem diversas bandeiras, perfazendonúmero ímpar; em posição que mais se aproxime do centro e à direita deste, se figurando diversasbandeiras, a soma delas for número par; 2) Quando em préstito ou procissão, não será conduzida em posição horizontal e irá aocentro da testa da coluna, se isolada; à direita da testa da coluna, se houver outra bandeira; à frente eao centro da testa da coluna, dois metros adiante da linha pelas demais formadas, se concorrem trêsou mais bandeiras;Guia Pioneiro - Estágio Introdutório 30
    • Chefe Alefrazzo alefrazzo@yahoo.com.br 3) Quando aparecer em sala ousalão, por motivo de reuniões, conferências ousolenidades, ficará estendida ao longo daparede, por detrás da cadeira da presidência oudo local da tribuna, sempre acima da cabeça dorespectivo ocupante; 4) Quando em florão, sobre escudoou outra qualquer peça, que agrupe diversasbandeiras, ocupará o centro, não podendo sermenor que as outras, nem colocada abaixodelas; 5) Quando em funeral: para o hasteamento será levada a tope, antes de baixar a meio mastro; subirá de novo ao tope, antes do arriamento; sempre que for conduzida em marcha será o luto indicado por um lenço de crepe preto, atado junto à lança; 6) Quando distendida sobre o ataúde, no enterro de cidadão que tenha direito a esta homenagem, ficará a tralha do lado da cabeça do morto e a estrela isolada à direita, devendo ser retirada por ocasião do sepultamento; 7) Somente por determinação do Presidente da República será a bandeira nacional hasteada em funeral, não o podendo, contudo, nos feriados. O hasteamento poderá ser feito a meio mastro, de acordo com as disposições relativas a honrasfúnebres dos cerimoniais das forças armadas ou conforme o uso internacional; 8) Em ocasião em que deva ser efetuado outro hasteamento, o da Bandeira Nacionalserá feito em primeiro lugar; o seu arriamento, neste caso será feito por último; 9) Para homenagem a nações estrangeiras e a autoridades nacionais ou estrangeiras,assim como na ornamentação de praças, jardins ou via públicas, é facultado o uso da BandeiraNacional, juntamente com as outras nações, podendo serem colocadas em mastros ou postes,escudos ornamentais ao redor dos quais se disponham as bandeiras, dando-se sempre à BandeiraNacional a situação descrita no número 1 e a mesma altura das estrangeiras.3.1.c - Conhecer a lei que regulamenta o uso dos Símbolos Nacionais Lei 5700/71 Legislação vigente que dispões sobre a forma e apresentação dos símbolos nacionais edá outras providências. * Lei nº. 5.700, de 1º de setembro de 1971, com as alterações do Decreto-Lei nº. 5.812,de 13 de outubro de 1972 da Lei nº. 6.003, de 27 de maio de 1981 e da Lei nº. 8.421, de 11 de maiode 1992. Capítulo I Disposição Preliminar Art. 1º São Símbolos Nacionais: I - A Bandeira Nacional; II - O Hino Nacional; III - As Armas Nacionais; IV - O Selo Nacional. Capítulo II Da forma dos Símbolos Nacionais Seção I Art. 2º Os anexos 1, 2, 8 e 9, que acompanham a Lei nº. 5.700, de 1º de setembro deGuia Pioneiro - Estágio Introdutório 31
    • Chefe Alefrazzo alefrazzo@yahoo.com.br1971, ficam substituídos pelos Anexos desta Lei, com igual numeração. Seção II Da Bandeira Nacional Art. 3° A Bandeira Nacional, adotada pelo Decreto n° 4, de 19 de novembro de 1889,com as modificações da Lei n° 5.443, de 28 de maio de 1968, fica alterada na forma do Anexo Idesta lei, devendo ser atualizada sempre que ocorrer a criação ou a extinção de Estados. § 1° As constelações que figuram na Bandeira Nacional correspondem ao aspecto docéu, na cidade do Rio de Janeiro, às 8 horas e 30 minutos do dia 15 de novembro de 1889 (dozehoras siderais) e devem ser consideradas como vistas por um observador situado fora da esferaceleste. § 2° Os novos Estados da Federação serão representados por estrelas que compõem oaspecto celeste referido no parágrafo anterior, de modo a permitir-lhes a inclusão no círculo azul daBandeira Nacional sem afetar a disposição estética original constante do desenho proposto peloDecreto n° 4, de 19 de novembro de 1889. § 3° Serão suprimidas da Bandeira Nacional as estrelas correspondentes aos Estadosextintos, permanecendo a designada para representar o novo Estado, resultante de fusão, observado,em qualquer caso, o disposto na parte final do parágrafo anterior. Art. 4º A Bandeira Nacional em tecido, para as repartições públicas em geral, federais,estaduais, e municipais, para quartéis e escolas públicas e particulares, será executada em um dosseguintes tipos: - tipo 1, com um pano de 45 centímetros de largura; - tipo 2, com dois panos de largura; - tipo 3, três panos de largura; - tipo 4 quatro panos de largura; - tipo 5, cinco panos de largura; - tipo 6, seis panos de largura; - tipo 7, sete panos de largura. Parágrafo único. Os tipos enumerados neste artigo são os normais. Poderão ser fabricados tipos extraordinários de dimensões maiores, menores ou intermediárias, conforme as condições de uso, mantidas, entretanto, as devidas proporções. Art. 5º A feitura da Bandeira Nacional obedecerá às seguintes regras (Anexo nº 2): I - Para cálculo das dimensões, tomar-se-á por base a largura desejada, dividindo-seesta em 14 (quatorze) partes iguais. Cada uma das partes será considerada uma medida ou módulo. II - O comprimento será de vinte módulos (20M). III - A distância dos vértices do losango amarelo ao quadro externo será de um móduloe sete décimos (1,7M). IV - O círculo azul no meio do losango amarelo terá o raio de três módulos e meio(3,5M). V - O centro dos arcos da faixa branca estará dois módulos (2M) à esquerda do pontodo encontro do prolongamento do diâmetro vertical do círculo com a base do quadro externo (pontoC indicado no Anexo nº 2). VI - O raio do arco inferior da faixa branca será de oito módulos (8M); o raio do arcosuperior da faixa branca será de oito módulos e meio (8,5M). VII - A largura da faixa branca será de meio módulo (0,5M). VIII - As letras da legenda Ordem e Progresso serão escritas em cor verde. Serãocolocadas no meio da faixa branca, ficando, para cima e para baixo, um espaço igual em branco. A letra P ficará sobre o diâmetro vertical do círculo. A distribuição das demais letras far-se-á conforme a indicação do Anexo nº 2. As letras da palavra Ordem e da palavra Progresso terão um terço de módulo (0,33M)Guia Pioneiro - Estágio Introdutório 32
    • Chefe Alefrazzo alefrazzo@yahoo.com.brde altura. A largura dessas letras será de três décimos de módulo (0,30M). A altura da letra da conjunção E será de três décimos de módulo (0,30M). A largura dessa letra será de um quarto de módulo (0,25M). IX - As estrelas serão de 5 (cinco) dimensões: de primeira, segunda, terceira, quarta equinta grandezas. Devem ser traçadas dentro de círculos cujos diâmetros são: de três décimos de módulo(0,30M) para as de primeira grandeza; de um quarto de módulo (0,25M) para as de segundagrandeza; de um quinto de módulo (0,20M) para as de terceira grandeza; de um sétimo de módulo(0,14M) para as de quarta grandeza; e de um décimo de módulo (0,10M) para a de quinta grandeza.X - As duas faces devem ser exatamente iguais, com a faixa branca inclinada da esquerda para adireita (do observador que olha a faixa de frente), sendo vedado fazer uma face como avesso daoutra. Seção III Do Hino Nacional Art. 6º O Hino Nacional é composto da música de Francisco Manoel da Silva e dopoema de Joaquim Osório Duque Estrada, de acordo com o que dispõem os Decretos nº 171, de 20de janeiro de 1890, e nº 15.671, de 6 de setembro de 1922, conforme consta dos Anexos números 3,4, 5, 6, e 7. Parágrafo único. A marcha batida, de autoria do mestre de música Antão Fernandes,integrará as instrumentações de orquestra e banda, nos casos de execução do Hino Nacional,mencionados no inciso I do art. 25 desta lei, devendo ser mantida e adotada a adaptação vocal, emfá maior, do maestro Alberto Nepomuceno. Seção IV Das Armas Nacionais Art. 7º As Armas Nacionais são as instituídas pelo Decreto nº 4 de 19 de novembro de1889 com a alteração feita pela Lei nº 5.443, de 28 de maio de 1968 (Anexo nº 8). Art. 8º A feitura das Armas Nacionais deve obedecer à proporção de 15 (quinze) dealtura por 14 (quatorze) de largura, e atender às seguintes disposições:I - O escudo redondo será constituído em campo azul-celeste, contendo cinco estrelas de prata,dispostas na forma da constelação do Cruzeiro do Sul, com a bordadura do campo perfilada de ouro,carregada de vinte e duas estrelas de prata em número igual ao das estrelas existente na BandeiraNacional; II - O escudo ficará pousado numa estrela partida-gironada, de 10 (dez) peças desinopla e ouro, bordada de 2 (duas) tiras, a interior de goles e a exterior de ouro. III - O todo brocante sobre uma espada, em pala, empunhada de ouro, guardas de blau,salvo a parte do centro, que é de goles e contendo uma estrela de prata, figurará sobre uma coroaformada de um ramo de café frutificado, à destra, e de outro de fumo florido, à sinistra, ambos daprópria cor, atados de blau, ficando o conjunto sobre um resplendor de ouro, cujos contornosformam uma estrela de 20 (vinte) pontas. IV - Em listel de blau, brocante sobre os punhos da espada, inscrever-se-á, em ouro, alegenda República Federativa do Brasil, no centro, e ainda as expressões "15 de novembro", naextremidade destra, e as expressões "de 1889", na sinistra. Seção V Do Selo Nacional Art. 9º O Selo Nacional será constituído, de conformidade com o Anexo nº 9, por umcírculo representando uma esfera celeste, igual ao que se acha no centro da Bandeira Nacional,tendo em volta as palavras República Federativa do Brasil. Para a feitura do Selo Nacionalobservar-se-á o seguinte: I - Desenham-se 2 (duas) circunferências concêntricas, havendo entre os seus raios aproporção de 3 (três) para 4 (quatro).Guia Pioneiro - Estágio Introdutório 33
    • Chefe Alefrazzo alefrazzo@yahoo.com.br II - A colocação das estrelas, da faixa e da legenda Ordem e Progresso no círculoinferior obedecerá as mesmas regras estabelecidas para a feitura da Bandeira Nacional. III - As letras das palavras República Federativa do Brasil terão de altura um sexto doraio do círculo inferior, e, de largura, um sétimo do mesmo raio. Capítulo III Da Apresentação dos Símbolos Nacionais Seção I Da Bandeira Nacional Art. 10. A Bandeira Nacional pode ser usada em todas as manifestações do sentimentopatriótico dos brasileiros, de caráter oficial ou particular. Art. 11. A Bandeira Nacional pode ser apresentada: I - Hasteada em mastro ou adriças, nos edifícios públicos ou particulares, templos,campos de esporte, escritórios, salas de aula, auditórios, embarcações, ruas e praças, e em qualquerlugar em que lhe seja assegurado o devido respeito; II - Distendida e sem mastro, conduzida por aeronaves ou balões, aplicada sobre paredeou presa a um cabo horizontal ligando edifícios, árvores, postes ou mastro; III - Reproduzida sobre paredes, tetos, vidraças, veículos e aeronaves; IV - Compondo, com outras bandeiras, panóplias, escudos ou peças semelhantes; V - Conduzida em formaturas, desfiles, ou mesmo individualmente; VI - Distendida sobre ataúdes, até a ocasião do sepultamento. Art. 12. A Bandeira Nacional estará permanentemente no topo de um mastro especialplantado na Praça dos Três Poderes de Brasília, no Distrito Federal, como símbolo perene da Pátriae sob a guarda do povo brasileiro. § 1º A substituição dessa Bandeira será feita com solenidades especiais no 1º domingode cada mês, devendo o novo exemplar atingir o topo do mastro antes que o exemplar substituídocomece a ser arriado. § 2º Na base do mastro especial estarão inscritos exclusivamente os seguintes dizeres:Sob a guarda do povo brasileiro, nesta Praça dos Três Poderes, a Bandeira sempre no alto - visãopermanente da Pátria. Art. 13. Hasteia-se diariamente a Bandeira Nacional: I - No Palácio da Presidência da República e na residência do Presidente da República; II - Nos edifícios-sede dos Ministérios; III - Nas Casas do Congresso Nacional; IV - No Supremo Tribunal Federal, nos Tribunais Superiores e nos Tribunais Federaisde Recursos; V - Nos edifícios-sede dos poderes executivo, legislativo e judiciário dos Estados,Territórios e Distrito Federal; VI - Nas Prefeituras e Câmaras Municipais; VII - Nas repartições federais, estaduais e municipais situadas na faixa de fronteira; VIII - Nas Missões Diplomáticas, Delegações junto a Organismo Internacionais eRepartições Consulares de carreira respeitados os usos locais dos países em que tiverem sede. IX - Nas unidades da Marinha Mercante, de acordo com as Leis e Regulamentos danavegação, polícia naval e praxes internacionais. Art. 14. Hasteia-se, obrigatoriamente, a Bandeira Nacional, nos dias de festa ou de lutonacional, em todas as repartições públicas, nos estabelecimentos de ensino e sindicatos. Parágrafo único. Nas escolas públicas ou particulares, é obrigatório o hasteamentosolene da Bandeira Nacional, durante o ano letivo, pelo menos uma vez por semana. Art. 15. A Bandeira Nacional pode ser hasteada e arriada a qualquer hora do dia ou danoite.Guia Pioneiro - Estágio Introdutório 34
    • Chefe Alefrazzo alefrazzo@yahoo.com.br § 1º Normalmente faz-se o hasteamento às 8 horas e o arriamento às 18 horas. § 2º No dia 19 de novembro, Dia da Bandeira, o hasteamento é realizado às 12 horas,com solenidades especiais. § 3º Durante a noite a Bandeira deve estar devidamente iluminada. Art. 16. Quando várias bandeiras são hasteadas ou arriadas simultaneamente, aBandeira Nacional é a primeira a atingir o tope e a ultima a dele descer. Art. 17. Quando em funeral, a Bandeira fica a meio-mastro ou a meia-adriça. Nessecaso, no hasteamento ou arriamento, deve ser levada inicialmente até o tope.Parágrafo único. Quando conduzida em marcha, indica-se o luto por um laço de crepe atado junto àlança. Art. 18. Hasteia-se a Bandeira Nacional em funeral nas seguintes situações, desde quenão coincidam com os dias de festa nacional: I - Em todo o País, quando o Presidente da República decretar luto oficial; II - Nos edifícios-sede dos poderes legislativos federais, estaduais ou municipais,quando determinado pelos respectivos presidentes, por motivo de falecimento de um de seusmembros; III - No Supremo Tribunal Federal, nos Tribunais Superiores, nos Tribunais Federaisde Recursos e nos Tribunais de Justiça estaduais, quando determinado pelos respectivos presidentes,pelo falecimento de um de seus ministros ou desembargadores; IV - Nos edifícios-sede dos Governos dos Estados, Territórios, Distrito Federal eMunicípios, por motivo do falecimento do Governador ou Prefeito, quando determinado luto oficialpela autoridade que o substituir; V - Nas sedes de Missões Diplomáticas, segundo as normas e usos do país em queestão situadas. Art. 19. A Bandeira Nacional, em todas as apresentações no território nacional, ocupalugar de honra, compreendido como uma posição: I - Central ou a mais próxima do centro e à direita deste, quando com outras bandeiras,pavilhões ou estandartes, em linha de mastros, panóplias, escudos ou peças semelhantes; II - Destacada à frente de outras bandeiras, quando conduzida em formaturas oudesfiles; III - A direita de tribunas, púlpitos, mesas de reunião ou de trabalho. Parágrafo único. Considera-se direita de um dispositivo de bandeiras a direita de umapessoa colocada junto a ele e voltada para a rua, para a platéia ou de modo geral, para o público queobserva o dispositivo. Art. 20. A Bandeira Nacional, quando não estiver em uso, deve ser guardada em localdigno. Art. 21. Nas repartições públicas e organizações militares, quando a Bandeira éhasteada em mastro colocado no solo, sua largura não deve ser maior que 1/5 (um quinto) nemmenor que 1/7 (um sétimo) da altura do respectivo mastro. Art. 22. Quando distendida e sem mastro, coloca-se a Bandeira de modo que o ladomaior fique na horizontal e a estrela isolada em cima, não podendo ser ocultada, mesmoparcialmente, por pessoas sentadas em suas imediações. Art. 23. A Bandeira Nacional nunca se abate em continência. Seção II Do Hino Nacional Art. 24. A execução do Hino Nacional obedecerá às seguintes prescrições:Guia Pioneiro - Estágio Introdutório 35
    • Chefe Alefrazzo alefrazzo@yahoo.com.br I - Será sempre executado em andamento metronômico de uma semínima igual a 120(cento e vinte); II - É obrigatória a tonalidade de si bemol para a execução instrumental simples; III - Far-se-á o canto sempre em uníssono; IV - Nos casos de simples execução instrumental tocar-se-á a música integralmente,mas sem repetição; nos casos de execução vocal, serão sempre cantadas as duas partes do poema; V - Nas continências ao Presidente da República, para fins exclusivos do CerimonialMilitar, serão executados apenas a introdução e os acordes finais, conforme a regulamentaçãoespecífica. Art. 25. Será o Hino Nacional executado: I - Em continência à Bandeira Nacional e ao Presidente da República, ao CongressoNacional e ao Supremo Tribunal Federal, quando incorporados; e nos demais casos expressamentedeterminados pelos regulamentos de continência ou cerimônias de cortesia internacional; II - Na ocasião do hasteamento da Bandeira Nacional, previsto no parágrafo único doart. 14. § 1º A execução será instrumental ou vocal de acordo com o cerimonial previsto emcada caso. § 2º É vedada a execução do Hino Nacional, em continência, fora dos casos previstosno presente artigo. § 3º Será facultativa a execução do Hino Nacional na abertura de sessões cívicas, nascerimônias religiosas a que se associe sentido patriótico, no início ou no encerramento dastransmissões diárias das emissoras de rádio e televisão, bem assim para exprimir regozijo públicoem ocasiões festivas. § 4º Nas cerimônias em que se tenha de executar um Hino Nacional Estrangeiro, estedeve, por cortesia, preceder o Hino Nacional Brasileiro. Seção III Das Armas Nacionais Art. 26. É obrigatório o uso das Armas Nacionais; I - No Palácio da Presidência da República e na residência do Presidente da República; II - Nos edifícios-sede dos Ministérios; III - Nas Casas do Congresso Nacional; IV - No Supremo Tribunal Federal, nos Tribunais Superiores e nos Tribunais Federaisde Recursos; V - Nos edifícios-sede dos poderes executivo, legislativo e judiciário dos Estados,Territórios e Distrito Federal; VI - Nas Prefeituras e Câmaras Municipais; VII - Na frontaria dos edifícios das repartições públicas federais; VIII - Nos quartéis das fôrças federais de terra, mar e ar e das Polícias Militares, nosseus armamentos e bem assim nas fortalezas e nos navios de guerra; IX - Na frontaria ou no salão principal das escolas públicas; X - Nos papéis de expediente, nos convites e nas publicações oficiais de nível federal. Seção IV Do Selo Nacional Art. 27. O Selo Nacional será usado para autenticar os atos de governo e bem assim osdiplomas e certificados expedidos pelos estabelecimentos de ensino oficiais ou reconhecidos. Capítulo IV Das Cores Nacionais Art. 28. Consideram-se cores nacionais o verde e o amarelo. Art. 29. As Cores nacionais podem ser usadas sem quaisquer restrições, inclusiveassociadas a azul e branco.Guia Pioneiro - Estágio Introdutório 36
    • Chefe Alefrazzo alefrazzo@yahoo.com.br Capítulo V Do respeito devido à Bandeira Nacional e ao Hino Nacional Art. 30. Nas cerimônias de hasteamento ou arriamento, nas ocasiões em que a Bandeirase apresentar em marcha ou cortejo, assim como durante a execução do Hino Nacional, todos devemtomar atitude de respeito, de pé e em silêncio, o civis do sexo masculino com a cabeça descoberta eos militares em continência, segundo os regulamentos das respectivas corporações. Parágrafo único. É vedada qualquer outra forma de saudação. Art. 31. São consideradas manifestações de desrespeito à Bandeira Nacional, eportanto proibidas: I - Apresentá-la em mau estado de conservação. II - Mudar-lhe a forma, as cores, as proporções, o dístico ou acrescentar-lhe outrasinscrições; III - Usá-la como roupagem, reposteiro, pano de boca, guarnição de mesa, revestimentode tribuna, ou como cobertura de placas, retratos, painéis ou monumentos a inaugurar; IV - Reproduzí-la em rótulos ou invólucros de produtos expostos à venda. Art. 32. As Bandeiras em mau estado de conservação devem ser entregues a qualquerUnidade Militar, para que sejam incineradas no Dia da Bandeira, segundo o cerimonial peculiar. Art. 33. Nenhuma bandeira de outra nação pode ser usada no País sem que esteja aoseu lado direito, de igual tamanho e em posição de realce, a Bandeira Nacional, salvo nas sedes dasrepresentações diplomáticas ou consulares. Art. 34. É vedada a execução de quaisquer arranjos vocais do Hino Nacional, a não sero de Alberto Nepomuceno; igualmente não será permitida a execução de arranjos artísticosinstrumentais do Hino Nacional que não sejam autorizados pelo Presidente da República, ouvido oMinistério da Educação e Cultura. Capítulo VI Das Penalidades (*)"Art. 35 - A violação de qualquer disposição desta Lei, excluídos os casos previstosno art. 44 do Decreto-lei nº 898, de 29 de setembro de 1969, é considerada contravenção, sujeito oinfrator à pena de multa de uma a quatro vezes o maior valor de referência vigente no País, elevadaao dobro nos casos de reincidência. (*)Art. 36 - O processo das infrações a que alude o artigo anterior obedecerá ao ritoprevisto para as contravenções penais em geral." Capítulo VII Disposições Gerais Art. 37. Haverá nos Quartéis-Generais das Fôrças Armadas, na Casa da Moeda, naEscola Nacional de Música, nas embaixadas, legações e consulados do Brasil, nos museus históricosoficiais, nos comandos de unidades de terra, mar e ar, capitanias de portos e alfândegas, e nasprefeituras municipais, uma coleção de exemplares-padrão dos Símbolos Nacionais, a fim deservirem de modelos obrigatórios para a respectiva feitura, constituindo o instrumento de confrontopara a aprovação dos exemplares destinados à apresentação, procedam ou não da iniciativaparticular. Art. 38. Os exemplares da Bandeira Nacional e das Armas Nacionais não podem serpostos à venda, nem distribuídos gratuitamente sem que tragam na tralha do primeiro e no reversodo segundo a marca e o endereço do fabricante ou editor, bem como a data de sua feitura. Art. 39. É obrigatório o ensino do desenho e do significado da Bandeira Nacional, bemcomo do canto e da interpretação da letra do Hino Nacional em todos os estabelecimentos deGuia Pioneiro - Estágio Introdutório 37
    • Chefe Alefrazzo alefrazzo@yahoo.com.brensino, públicos ou particulares, do primeiro e segundo graus. Art. 40. Ninguém poderá ser admitido no serviço público sem que demonstreconhecimento do Hino Nacional. Art. 41. O Ministério da Educação e Cultura fará a edição oficial definitiva de todas aspartituras do Hino Nacional e bem assim promoverá a gravação em discos de sua execuçãoinstrumental e vocal, bem como de sua letra declamada. Art. 42. Incumbe ainda ao Ministério da Educação e Cultura organizar concursos entreautores nacionais para a redução das partituras de orquestras do Hino Nacional para orquestrasrestritas. Art. 43. O Poder Executivo regulará os pormenores de cerimonial referentes aosSímbolos Nacionais. Art. 44. O uso da Bandeira Nacional nas Fôrças Armadas obedece as normas dosrespectivos regulamentos, no que não colidir com a presente Lei. (*) Nova redação dada pela Lei nº. 6.013, de 27 de maio de 1981. * A Lei nº. 8.421, de 11 de maio de 1992, revogou a de nº 5.389, de 22 de fevereiro de1968, a de nº 5.443, de 28 de maio de 1968, a de nº. 5.700, de 1º de setembro de 1971, e demaisdisposições em contrário.4.1.a - Compreender, aceitar, cumprir a Lei e Promessa Escoteira Os artigos da Lei Escoteira São os seguintes: 1°) O Escoteiro tem uma só palavra; sua honra vale mais que sua própria vida Se um Escoteiro da sua palavra de que fará alguma coisa, significa que ele realmentefará, tal como houvesse feito o mais solene dos juramentos. Isto quer dizer que o Escoteiro éhonrado e digno de toda a confiança. 2°) O Escoteiro é leal Espera-se de um Escoteiro a máxima lealdade com todas as pessoas com que ele teráque lidar. Há deveres, para diversas situações se sua vida: em casa, para com sua família; na escola,para com seus mestres e colegas; na rua, para com os amigos e vizinhos; no Grupo Escoteiro, paracom os Chefes e Escoteiro; na religião, para com Deus; e na vida civil para com a Pátria. A cada um destes deveres corresponde uma atitude de sua parte; lealdade no seucumprimento. Todos aqueles a quem você se acha ligado por um dever tem o direito de exigir quese cumpra lealmente. 3°) O Escoteiro está sempre alerta para ajudar o próximo e prática diariamenteuma boa ação Se você prestar atenção - estiver alerta! - poderá notar se alguém precisa de ajuda. Boaação não é ajudar em casa nem fazer a lição. Isto são obrigações. Boa ação é, por exemplo, ajudar um cego a subir no ônibus, juntar cacos de vidro numacalçada,... O tipo de ajuda não interessa. A boa ação é grátis (se não for é trabalho). As vezes,alguém se afoga, uma casa pega fogo. Se você sabe o que fazer, vá firme. Caso não saiba, busqueajuda rapidamente. O Escoteiro não e covarde, mas também não atrapalha, caso não possa ajudar. 4°) O Escoteiro é amigo de todos e irmão dos demais escoteiros Seria maravilhoso se as pessoas se esforçassem para compreender e conviver melhorGuia Pioneiro - Estágio Introdutório 38
    • Chefe Alefrazzo alefrazzo@yahoo.com.brcom as outras. Você pode conseguir melhorar o relacionamento com qualquer pessoa, tomandosempre uma atitude simpática e amistosa. O fato de nos sentirmos tratados com boa vontade atençãofaz com que sintomas o impulso para uma maior aproximação com as outras pessoas e daí iniciam-se amizades. Em qualquer lugar do mundo a que você vá, ao encontrar um Escoteiro, você tem aimpressão de que já são amigos há muito tempo. Esta capacidade do Escotismo de aproximarpessoas é, realmente, uma característica marcante do nosso movimento – são todos irmãos, porquefizeram a mesma Promessa. 5°) O Escoteiro é cortês A cortesia é uma característica de pessoa educada. Poucas coisas são maisdesagradáveis do que lidar com uma pessoa grosseira, que dirige aos outros palavras irônicas, que,em cinco palavras que diga, três são palavrões. O Escoteiro conhece os palavrões, porem, evita usa-los, pois sebe que para ser umhomem não é necessário ser grosseiro. O Escoteiro após pedir um favor, agradece, sorri. O Escoteiro não aceita recompensa por ter sido educado. 6°) O Escoteiro é bom para os animais e as plantas Os índios do Brasil se consideram parte da natureza e não superiores a ela. Elesmatavam e pescavam só o necessário para comer. Tinham todos os animais e plantas, e sempresuficiente. Hoje em dia, o homem se encarregou de acabar com vários animais: destruindo asflorestas, caçando por mero prazer, ou por interesses comerciais. Muitas industrias, na ânsia deganhar dinheiro, despejam os ácidos e outros venenos nos rios e também soltam fumaça pelaschaminés, poluindo o ar. O Escoteiro protege a natureza, não só evitando a sua destruição, mas tambémaprendendo a praticar a conservação dos solos, das florestas, dos campos e da vida selvagem. 7°) O Escoteiro é obediente e disciplinado O Escoteiro não só obedece porque tem de obedecer, mas porque sabe que para viverem comunidade é necessário ser obediente. Você já imaginou o que seria uma partida de futebol secada um resolvesse por si? Seria uma baderna geral e todos sairiam aborrecidos. Quando se conviveem grupos é necessário ter leis que se forem obedecidas, todos terão seus direitos respeitados epoderão viver em tranquilidade. Ser disciplinado é saber se controlar, evitando excessos. Todomundo gosta de uma brincadeira, porém, quando for a hora de pegar firme no trabalho, para eninguém deixa o serviço por terminar. Sendo obediente e disciplinado você terá oportunidade defazer muitas atividades e se divertir bastante com elas, pois seus chefes confiarão em você. 8°) O Escoteiro é alegre e sorri nas dificuldades Quando você esta numa excursão com o dia ensolarado, bem alimentado e sabendo orumo que está seguindo, não tem nenhuma vantagem estar alegre! No entanto, quando você estiversob um tremendo temporal, com fome e perdido, aí sim, é que você terá que manter a calma eprocurar uma solução. Nas horas difíceis é que se conhece um Escoteiro. “Enfrentar um problemacom alegria, é meio problema resolvido”. 9°) O Escoteiro é econômico e respeita o bem alheio A economia que nunca deve ser confundida com avareza, é um habito que deve sercultivado. Como já vimos anteriormente, economia não é apenas guardar dinheiro. É tambémcuidar do que custa dinheiro, ou esforço: roupas, livros, móveis. Sempre que você tiver que utilizaralgo que não lhe pertença, além de pedir autorização do proprietário, você devera ter mais cuidadodo que teria com os seus próprios bens.Guia Pioneiro - Estágio Introdutório 39
    • Chefe Alefrazzo alefrazzo@yahoo.com.br 10º) O Escoteiro é limpo de corpo e alma A limpeza faz parte da higiene. Lembre-se, também, de que a boa aparência é muitoimportante no convívio social. O escoteiro, também, é limpo de pensamento, palavras e ações. Apesar de você nãoprecisar ser um santinho, temos a certeza de que saberá que todas as coisas têm limites e sempreevitará excessos. PROMESSA “PROMETO PELA MINHA HONRA FAZER O MELHOR POSSÍVEL PARA: CUMPRIR MEUS DEVERES PARA COM DEUS E À MINHA PÁTRIA; AJUDAR O PRÓXIMO EM TODA E QUALQUER OCASIÃO; OBEDECER À LEI DO ESCOTEIRO.” É esta a promessa que você faz pela sua honra, ao ingressar definitivamente nomovimento escoteiro. Isto quer dizer que você é uma pessoa honrada. O que vem a ser isto? Uma pessoa é honrada, quando se pode crer em sua honestidade, quando demonstraatravés do que diz e principalmente do que faz, que é digno de confiança e age com lealdade. Quando você faz a promessa, promete fazer o MELHOR POSSIVEL. Isto quer dizer que você se esforçará o melhor que puder para cumprir o que estaprometido. Deveres para com Deus Seja qual for sua crença, ela é naturalmente voltada para o bem, visando ligar o homema um ser superior - Deus - e também desenvolver a sua personalidade de forma a beneficiar a vocêmesmo e ao próximo. Praticar sua religião, conscientemente, servir ao próximo, procurar seconhecer melhor e se aperfeiçoar é cumprir seus deveres para com Deus. Deveres para com a Pátria Cada um tem o dever de ser útil à Pátria. Ser útil é participar, ativamente, corrigindo oque esta errado e ajudando no que esta certo. Evidentemente, poderá ajudar melhor aquele queestiver melhor preparado, portanto, você deve aproveitar seu tempo, enquanto é jovem e estudar.Estudar e aprender bastante. Mais tarde, você terá mais capacidade, não só para trabalhar, comotambém para pensar. Procure, também, estudar a História do Brasil, principalmente os fatos maisrecentes para você poder acompanhar o que está acontecendo no momento. Participe ativamente, de sua comunidade, auxiliando as pessoas, prestando serviços,ajudando a conservar o meio ambiente... Não se esqueça também, de que todo o cidadão conhece e respeita os símbolos daPátria: O Hino, a Bandeira, o Selo e as Armas Nacionais. Deveres para com o Próximo O Escoteiro deve estar “Sempre Alerta” para ajudar o próximo. Praticar as boas ações.O Escoteiro que cumpre as leis, cumpre os deveres para com Deus e a Pátria, também, estaráemprestando importantes serviços a seus semelhantes, à comunidade, assim mantendo-sefisicamente forte, moralmente reto e mentalmente disposto. A LEI ESCOTEIRA A Lei é para o Escoteiro um código de conduta que assume espontaneamente aoingressar no Escotismo. Cumprir os seus artigos é por vezes um desafio muito difícil, mas, semduvida, compensador. A Lei será a bússola que você usa para se orientar num terreno difícil e quelhe mostra sempre a direção a tomar, o caminho a seguir. Lembre-se de que o caminho certo nemsempre é o mais fácil e que para chegar seguro a final, às vezes, é necessário coragem, pois ninguémaprende a caminhar sem cair e levantar-se de novo.Guia Pioneiro - Estágio Introdutório 40