Transformação Global das Indústrias até 2025: como mapear tendências e captar oportunidades
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Transformação Global das Indústrias até 2025: como mapear tendências e captar oportunidades

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O artigo tem como objetivo introduzir as três etapas da metodologia Mapeamento Estratégica de Transformações 2025, com exemplos do projeto-piloto da indústria automotiva.

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  • 1. Transformação global das indústrias até 2025 Como mapear tendências e captar oportunidades por J ü r g e n P a u l u s e A l d e m i r Dr u m m o n d Um dos grandes desafios estratégicos das Com o desenvolvimento de uma metodo- organizações nos mercados interligados e hiperdi- logia própria de Mapeamento Estratégico de nâmicos de hoje é captar e entender as principais Transformações 2025, o projeto focaliza três obje- mudanças do futuro para o negócio, a fim de tivos principais (Figura 1): garantir um retorno de longo prazo aos acionistas. • Identificar o ecossistema de transformações Nessa visão estratégica de longo prazo, podemos e as macrotendências até 2025; questionar, por exemplo: “como o investimento • Identificar os multiplicadores e as barreiras das empresas chinesas nas plantas de soja na de mudanças-chave até 2025; Argentina mudaria o posicionamento das empre- • Identificar as oportunidades e riscos de tran- sas na cadeia de agronegócio no Brasil?” ou “O sições e transformações no ecossistema até 2025. carro eletrônico da Europa e da China vai exigir um reposicionamento dos carros com tecnologia O objetivo deste artigo é dar uma introdu- biocombustível (gasolina e/ou álcool)? Até 2025 ção às três etapas da metodologia Mapeamento teremos desenvolvido uma nova rede de postos, Estratégica de Transformações 2025, com exem- com o carregamento rápido para carros elétricos?”. plos do projeto-piloto da indústria automotiva. Nesse contexto, o Núcleo de Estratégia e Gestão Empresarial da Fundação Dom Cabral Etapa 1 – Identificar o ecossistema de está desenvolvendo um projeto que resultará transformações e as macrotendências numa metodologia de mapeamento estratégico globais até 2025 Qualquer análise quantitativa para compreender as transformações de longo e qualitativa sistêmica precisa de uma base refe- prazo em determinados setores da economia – o rencial dos elementos e níveis de análise selecio- Transformação Global das Indústrias 2025 ou TGI. nados e definidos. Assim, a primeira etapa busca Nos próximos dois anos, o projeto-piloto vai focali- definir e analisar um ecossistema em três níveis zar a transformação da cadeia global da indústria distintos: análise do macroambiente nas dimensões automotiva, analisando e pesquisando as mudan- STEER (Socioculturais, Tecnológicas, Econômicas, ças na cadeia de valor que ocorrem em países Ecológicas e Regulatórias); análise da cadeia de valor desenvolvidos e emergentes chaves. industrial (indústrias de insumos básicos, indústrias36 DOM
  • 2. de autopeças, indústrias de desenvolvimento, manu- de 55/60 milhões de carros) do volume total defatura, venda, entrega e reciclagem); análise do con- 140/150 milhões de carros produzidos mundial-teúdo do produto/ serviço, desde materiais básicos mente. Comparando com o total aproximado de(cobre, alumínio, nióbio, borracha, resinas e etc.) 70 milhões de carros, produzidos mundialmentee de autopeças (motor, carroceria, câmbio, sistema em 2010, teremos um aumento de 100%. Aselétrico, etc.) até as tecnologias de desenvolvimento, Américas produzirão entre 22-27 milhões de car-manufatura e reciclagem dos carros. ros e a Europa entre 28-32 milhões de carros. O piloto TGI-Indústria Automotiva mostra • Governos com padrões rigorosos de consumovárias dimensões de crescimento e de mudanças e de emissão C02: a proposta da União Europeiasistêmicas. Destacamos, aqui, uma mostra seletiva especifica que, a partir de 2012, cada fabricantedos resultados gerados: de veículos deve alcançar um limite médio de • China e Índia como mercados futuros da emissões de CO2. Isso corresponde a 130 g/kmindústria automotiva: em 2025, China e Índia (cerca de 4 litros de gasolina ou 3,6 litros deestarão contribuindo com cerca de 40% (perto consumo por 100 km) para todos os automóveisfigura 1 | Mapeamento estratégico de transformações industriais globais até 2025 1 2 3 Ecossistema e Multiplicadores Cenários de Megatendências e barreiras transição e globais/regionais das mudanças transformação até 2025 até 2025 até 2025 1. Nível Macro + - 2. Cadeia de Valor + - 3. Produto / Serviço + - Analisar os elementos e Analisar os Simular e testar cenários as tendências-chave do multiplicadores-chave, de realidades futuras do sistema as barreiras-chave e os ecossistema detectando Objetivo macroeconômico-social, atores-chave das oportunidades e riscos por etapa da cadeia de valor mudanças possíveis da de transição e transfor- industrial, e do sistema cadeia de valor, do mação do ecossistema produto/tecnologias ambiente macrossocial e produto/tecnologias Fonte: autor do estudo DOM 37
  • 3. de passageiros registrados na União Europeia, macro dos mercados ou ao longo da cadeia de valor com o risco de enfrentarem pesadas multas. Para geram grande complexidade e interdependência. o ano de 2020 o limite médio de emissões de Por isso a segunda etapa da nossa metodologia CO2 planejado será de 95 g/km. O mesmo ocorre investe na compreensão do comportamento dinâ- nos Estados Unidos: os padrões CAFE (Corporate mico dos três níveis: quais elementos no ecossiste- Average Fuel Economy) são medidos em milhas por ma dos três níveis são direcionadores de mudanças galão (mpg). O limite alvo para 2025 está plane- e quais multiplicadores ou barreiras-chave exis- jado entre 41 e 64 milhas por galão, dependendo tem, em relação às possíveis mudanças dentro da do tamanho do carro. cadeia de valor, do ambiente macro e do ambiente • Após 2020 os motores híbridos e elétricos material/ tecnológico. puros crescerão significativamente nos merca- • O crescimento da classe média nos mer- dos globais: os cálculos do TGI mostram, para o cados emergentes como direcionador básico das período de 2020 até 2025, um crescimento de mudanças sistêmicas/transformações das indús- 15-18% até 35-40% de contribuição ao mercado trias globais: sob a ótica atual, os países denomi- global. Pelo menos 30% dos carros terão tecnolo- nados BRICs (Brasil, China, Índia, China) ocupam gia de energia alternativa (híbrido com combustão mais de um quarto da área terrestre e concentram de gasolina/elétrico e elétrico puro). Estamos pro- mais de 40% da população mundial. Segundo esti- jetando ainda, para o mercado mundial automoti- mativas do Wolfensohn Center for Development de vo, uma liderança de motores a gasolina/diesel de Washington, em 2015, pela primeira vez em 300 60% em 2020. anos, o número de asiáticos consumidores da clas- • O volume de Micro, Mini e Pequenos Carros se média vai se igualar ao da Europa e América do de 500cc até 1600cc cilindradas crescerá mais de Norte. Nesse passo, em 2021 poderá haver mais 200% nos próximos 15 anos: em 2010 foram pro- de dois bilhões de asiáticos em famílias de classe duzidos 33 milhões de carros com a cilindragem média. Só a China poderá ter mais de 670 milhões de até 1600cc. Em 2025 as montadoras produ- de consumidores de classe média (hoje são 150 zirão entre 70-83 milhões de carros para o seg- milhões). O apetite desses consumidores será por mento de Micro, Mini e Pequenos carros, ou seja, itens com tecnologia avançada, desde produtos mais da metade dos carros produzidos no mundo eletrônicos ou eletrodomésticos, até alimentação serão pequenos, com menos de 1600 cilindradas. e, sobretudo, mobilidade motorizada individual. Evidentemente, a contribuição da Índia e da China Aparentemente, essas serão as novas necessidades nas megacidades direcionará essa mudança. naturais seguindo a lógica de Maslow. • Aumento da competição em matérias-primas • A urbanização como um direcionador global para carros: segundo o instituto de veículos (IKA) para a transformação dos modelos (mentais e reais) da Alemanha, entre 2000 e 2010 o peso médio de de mobilidade: segundo previsões da ONU, até um carro do segmento midsize (tamanho médio) 2030, 60% da população mundial, cerca de 8.2 baixou cerca 18%, de 1.400 para 1.150kg. O bilhões de pessoas, estarão vivendo em cidades. que chama mais atenção é que a composição das Teremos 27 megacidades (com população acima matérias primas utilizadas em autopeças mudou de 10 milhões de habitantes). Cidades como significativamente: entre 2000 e 2010 o consumo Londres, Estocolmo, Pequim ou Xangai já estão de magnésio aumentou 300%, chegando a 23 expandindo o conceito das zonas de baixa emissão, kg; o de alumínio 36% até 138 kg; o de plásticos com a introdução de taxas de congestionamento. 19% até 178 kg. A participação do aço e do ferro Em Pequim, por exemplo, as autoridades esperam reduziu de 10% para 610 kg, devido à aplicação que as medidas incentivem as pessoas a usarem o de ligas de aços. transporte público e, ao mesmo tempo, encorajem os moradores a comprar carros de energia alterna- Etapa 2 – Identificar os multiplicadores e as tiva, como os elétricos. Em paralelo, essas megaci- barreiras de mudanças-chave até 2025 Mesmo dades estão começando a investir em infraestrutura com essa pequena amostra das análises do proje- de equipamentos elétricos, como estações públicas to TGI, ficou evidente que as mudanças no nível de carregamento para veículos elétricos.38 DOM
  • 4. • Mobilidade verde em Xangai: na mesma as mudanças no nível macrolinha de raciocínio, a megacidade de Xangai querpromover o conceito de car-sharing pra reduzir dos mercados ou ao longoo congestionamento e a poluição numa cidade da cadeia de valor geramque tem mais de 850 mil carros particulares.Esse conceito representa um ponto crucial na grande complexidade etransformação da ideia de posse e propriedade do interdependênciacarro: ao invés de comprar um veículo, as pessoaspoderão usufruir de um sistema de compartilha-mento de carros. Nascido em Zurique, na Suíça,o sistema on-line permite a reserva e aluguel de • China como um dos líderes globais de carrosveículos 24 horas, seja por minuto, hora ou dia. elétricos: de acordo com os requisitos do governoRegistrado no sistema, o usuário não paga taxas chinês, para instalar uma nova fábrica de modelosde combustível, seguro ou estacionamento, pois híbridos, a BMW deverá criar uma nova marca,essas despesas são cobertas pela empresa de car- em cooperação com a empresa chinesa Brilliance.-sharing. Além disso, recebe uma conta mensal Num projeto ecológico-social inovador, chamadobem menor do que o custo de manutenção de um “Vizinhanças sustentáveis”, a BMW analisou emveículo. Calcula-se que, em média, um carro com- várias megacidades quais as melhores condiçõespartilhado pode substituir de quatro a seis carros para o desenho do novo veículo, atendendo necessi-particulares. É bom lembrar que Xangai também dades como um transporte integrado, serviços, vida,já adotou (em 2011) a cobrança de altas taxas, trabalho, desenho e a fábrica urbana. Já a Daimlercom o objetivo de diminuir o número de veículos está planejando uma parceria com a empresa BYDnas cidades. (Build Your Dream), líder entre as empresas chi- • O tripé da sustentabilidade (pessoas, pla- nesas no setor de modelos ecológicos híbridos ouneta, lucro/profit) avança como um conceito dire- elétricos. A Volkswagen planeja uma joint-venturecionador para transformações globais ao longo da com a FAW para a introdução de um veiculo elétricocadeia industrial da indústria automotiva: os estu- puro, com a marca Kai Li, em 2013, na China.dos práticos do TGI mostram que as montadoras, • Governos na busca da liderança tecnológica:fornecedoras de autopeças, matéria-prima e tecno- o imperativo é pilotar o futuro das grandes e mega-logias de veículos buscam, em conjunto, soluções cidades com uma nova frota de automóveis, eco-tecnológicas inovadoras, como carros de motor nomicamente inteligente e inovadora. A Secretariaelétrico e carrocerias recicláveis e mais seguras. de Energia dos Estados Unidos recentemente • Novas cooperações econômico-ecológicas lançou o programa USA Drive, uma iniciativa parasociais na indústria automotiva em 2025: a bus- promover a cooperações entre montadoras (Ford,ca de economia de escala, sinergias ao longo da Chrysler, General Motors, Tesla Motors), empresascadeia de valor, superioridade tecnológica com de energia (BP America, Chevron Corporation,materiais e serviços mais competitivos, em todos ExxonMobil Corporation, Shell Oil Products) eos ambientes de mercados nacionais, regionais empresas da indústria/distribuição de energiae globais, está também conectada à procura de (DTE Energy, Southern California Edison, Electricnovos padrões de “mobilidade verde da indústria Power Research Institute), para acelerar o desen-automotiva”. Empresas montadoras e de autope- volvimento de tecnologias de eficiência energéticaças desenvolvem hoje novas parcerias para promo- para automóveis e caminhões leves, em escalaver um sistema de mobilidade verde nas grandes e nacional, suportado pela infraestrutura energética.megacidades – empresas de infraestrutura energé-tica; empresas de carregamento público ou parti- Etapa 3 - Identificar as oportunidades e riscoscular de carros elétricos; empresas de car leasing de transições e transformações no ecossiste-nas cidades; empresas de matéria prima como lítio ma até 2025 Nessa terceira etapa, a aplicação deou nióbio; empresas de planejamento de trânsito modelos quantitativos e qualitativos é substancial,urbano, tecnologia e telemática. para balancear os resultados matemáticos com DOM 39
  • 5. figura 2 | Análise quantitativa multifatorial - Exemplo Matriz de Decisão Brasil - PIB - Transporte PIB Macro - Renda econômica - Renda per capita - Preço de aço - Preço de petróleo - Preço de magnésio - Preço de eletricidade Materiais - Preço de lítio Banco Produção básicos - Preço de açúcar de dados de carros do carro - Preço de alumínio - Preço de carbono - Preço de nióbio Demanda de - Vendas de automotivos carros (carros e caminhões) - Vendas de automotivos Dados (segmentos) Função objetiva Mobilidade - Mobilidade urbana (modal) Restrições urbana - Tipos de automotivos - Dados demofráficos Países de BRICKs (Brasil, Rússia, Índia, China, Coréia) Países desenvolvidos (Alemanha, EUA, Japão) Fonte: projeto tgi (transformação global de industriais) da fdc previsões validadas por especialistas das áreas Uma equação analisada mostra as consequên- relevantes (ciência/engenharia de materiais e tec- cias e incertezas energéticas e de infraestrutura do nologias, indústria, politica e cultura). Atualmente, possível crescimento extremo de carros per capita na o projeto TGI está aplicando uma matriz de decisão China e Índia: como prospectamos, a China passará simples, para simular as macrotendências-chave de 15 milhões de carros (12 carros por 1.000 pesso- em vários cenários. Estamos simulando três para- as) em 2010, para cerca de 40 milhões de carros em digmas principais como referência para cada país 2025 (31 carros por 1.000 pessoas). Uma previsão relevante dentro do estudo. ainda conservadora, se comparada à densidade de No primeiro paradigma - “Mundo Automotivo carros por população como a da Alemanha, de 600 1 - oportunidades e riscos numa visão macroeco- carros por 1.000 pessoas, ou dos Estados Unidos, nômico-energética 2025” – estamos comparando de 800 carros por 1.000 pessoas. O ponto principal mecanismos de crescimento e reestruturação entre dessa equação mostra a energia que será necessária economias emergentes, para filtrar as correlações para produzir esses carros (elétricos) e o petróleo/ críticas de variáveis macroeconômicas com a diesel/biodiesel para alimentar uma frota de aproxi- infraestrutura energética. Por exemplo, simulando madamente 350 a 400 milhões de carros, em 2025, os impactos do crescimento mais balanceado da na China, comparada com a frota de 600 milhões de China (foco no mercado interno, tendências de carros no mundo inteiro. custos mais elevados, risco de inflação) na matriz Num paradigma “Mundo Automotivo 2 - energética da China e na competitividade da Inovação e crescimento das indústrias e clusters indústria automotiva (demanda por petróleo, ener- nacionais e regionais 2025” estamos simulando gia nuclear, crescimento da demanda por carros). a competitividade relativa das indústrias com40 DOM
  • 6. países competitivos. Por exemplo, analisando acompetição acirrada entre os clusters industriais CONCLUSãoda China, Alemanha/Europa e Estados Unidos pelaliderança das novas gerações de carros elétricos e/ Transformação da indústria automotivaou carros futuros com baixo impacto de carbono. 2025 na busca de soluções para as ques-Quais serão os futuros centros ou clusters globais e tões ecológico-econômicas-sociaisregionais de excelência global em compras, manu-fatura, desenvolvimento e reciclagem dos carros O projeto TGI (Transformação Globale materiais? Uma pergunta interessante sobre a das Indústrias), cooperação do Núcleotransformação das atividades de valor menos/mais de Estratégia e Gestão Empresarialagregado da cadeia será: “Quais atividades ao da Fundação Dom Cabral e da CBMMlongo da cadeia de valor serão transferidas para (Companhia Brasileira de Metalurgia emercados emergentes da segunda/terceira geração, Mineração) revela uma dependência cadadepois dos BRICs, como a África, por exemplo?”. vez mais evidente entre as economias Num paradigma “Mundo Automotivo 3 – emergentes e desenvolvidas. De um lado, osPrioridades industriais e de infraestrutura no con- governos e principais empresas da indústriaceito de tripé de sustentabilidade 2025” estamos automotiva buscam estabelecer uma posi-simulando a probabilidade de mudanças constantes ção de liderança nacional na cadeia indus-e disruptivas no ecossistema da indústria automoti- trial de valor, para sustentar as fábricas eva, extrapolando modelos atuais de inovação e com- empregos com tecnologias globais próprias.parando os países em desenvolvimento e desenvol- De outro, essas empresas buscam aliançasvidos. Essas simulações serão mais robustas após globais com os melhores players na cadeiaos estudos dos mercados da China, Índia, Japão, de valor, para viabilizar os altos investimen-Coréia, Rússia, Estados Unidos, Alemanha e Brasil. tos – por exemplo, motores elétricos com Uma equação econômica/ecológica nesse baterias de lítio –, começando com forne-cenário focaliza análises comparativas de materiais cedores mais inovadores de matéria-primainovadores, como ligas de aço, alumínio e fibra de até empresas mais inovadoras no segmentocarbono. Como exemplo podemos citar a utilização de infraestrutura energética.do Nióbio em aços automotivos, onde consegue- O projeto TGI está sendo realizado para-se uma redução de 20% do peso da carroceria e a indústria automobilística, com possibi-até 10% na suspensão, reduzindo o consumo em lidade de extensão a outros setores. Ele0,5 litros/100 km, contribuindo com a redução de permite à empresa participante uma refle-emissões e, consequentemente, melhoria do meio xão aprofundada sobre as tendências deambiente. Cálculos da associação World AutoSteel transformação globais em seu setor e pos-avaliaram uma redução de cerca 6% do consumo síveis impactos na cadeia de valor. Dessatotal de petróleo ao longo da vida do carro, equi- maneira, vislumbram-se caminhos para avalente a uma redução de 2,2 toneladas de CO2. atuação da empresa nos próximos anos, como construtora do seu futuro.Jürgen Paulus é professor associado e lidera o projeto TGI Os professores e pesquisadores do(Transformação Global das Indústrias) do Núcleo Estratégia e GestãoEmpresarial da Fundação Dom Cabral. PhD pela Universidade de St. Núcleo de Estratégia e Gestão EmpresarialGallen (Suíça) e mestre em Filosofia pela Universidade de Mannheim(Alemanha), é sócio-diretor da Amrop-Panelli Motta Cabrera e presidente da FDC, juntamente com professores edo Conselho da Business Transformation Group Ltda. pesquisadores de escolas parceiras nos países do BRIC e em países desenvolvidos,Aldemir Drummond é professor e coordenador do Núcleo de Estratégia e formam uma rede de conhecimento queGestão Empresarial da Fundação Dom Cabral (que tem o apoio da Cemig).PhD em Administração pela Universidade de Cambridge (Inglaterra) e viabiliza o desenvolvimento desses proje-economista pela Universidade Federal de Minas Gerais. tos, construindo modelos e metodologiasOs autores agradecem a colaboração de Hugo Ferreira Braga Tadeu que que auxiliam as estratégias de empresasatuou como pesquisador nesta etapa do projeto TGI. com atuação global. DOM 41