Relatório - Projeto Inovações Ambientais. Reunião com Pró-reitores e NITs das universidades e centros de pesquisa de Minas Gerais
Upcoming SlideShare
Loading in...5
×
 

Relatório - Projeto Inovações Ambientais. Reunião com Pró-reitores e NITs das universidades e centros de pesquisa de Minas Gerais

on

  • 1,015 views

No dia 16 de novembro de 2011 foi realizada na Fundação Dom Cabral uma reunião com os pró-reitores de pesquisa e gestores dos NITs das universidades e centros de pesquisa de Minas Gerais.

No dia 16 de novembro de 2011 foi realizada na Fundação Dom Cabral uma reunião com os pró-reitores de pesquisa e gestores dos NITs das universidades e centros de pesquisa de Minas Gerais.

A reunião está inserida no contexto projeto Inovações Ambientais, que vem sendo desenvolvido pelo Núcleo de Inovação da FDC e ocorreu ainda em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG).

Statistics

Views

Total Views
1,015
Views on SlideShare
1,015
Embed Views
0

Actions

Likes
0
Downloads
3
Comments
0

0 Embeds 0

No embeds

Accessibility

Categories

Upload Details

Uploaded via as Adobe PDF

Usage Rights

© All Rights Reserved

Report content

Flagged as inappropriate Flag as inappropriate
Flag as inappropriate

Select your reason for flagging this presentation as inappropriate.

Cancel
  • Full Name Full Name Comment goes here.
    Are you sure you want to
    Your message goes here
    Processing…
Post Comment
Edit your comment

Relatório - Projeto Inovações Ambientais. Reunião com Pró-reitores e NITs das universidades e centros de pesquisa de Minas Gerais Relatório - Projeto Inovações Ambientais. Reunião com Pró-reitores e NITs das universidades e centros de pesquisa de Minas Gerais Document Transcript

  • Fundação Dom Cabral Reunião 16/11/2011 – quarta-feira Projeto Inovações Ambientais Reunião com Pró-reitores e NITs das universidades e centros de pesquisa de Minas Gerais No dia 16 de novembro de 2011 foi realizada na Fundação Dom Cabral uma reunião com os pró-reitores de pesquisa e gestores dos NITs das universidades e centros de pesquisa de Minas Gerais. A reuniãoestá inserida no contexto projeto Inovações Ambientais, que vem sendo desenvolvido pelo Núcleo deInovação da FDC e ocorreu ainda em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de MinasGerais (FAPEMIG). Manhã A reunião foi iniciada com a apresentação da Fundação Dom Cabral e do projeto InovaçõesAmbientais pelo seu coordenador Prof. Carlos Arruda. Logo em seguida a Professora Elza Fernandes Araújoda FAPEMIG apresentou a alguns pontos importantes da instituição, bem como a Assessoria Adjunta deInovação. A professora ressaltou que a Fapemig está empenhada em trabalhar para que se promova cada vezmais a inovação em Minas Gerais, nesse sentido uma ação conjunta mostra-se fundamental, inclusive comnovos parceiros. A professora entende que para gerar inovação é necessário buscarmos institucionalizar aquestão dentro das mais diversas esferas que isso possa ocorrer (governo, órgãos de fomento, universidades ecentros de pesquisa, com empresas e afins), gerando assim toda uma política de inovação. Nesse sentidoapontou a necessidade de que assumamos o compromisso de nos questionar onde podemos agir dentro dasrespectivas instituições e quais estratégias desenvolver. Ressaltou ainda que um dos gargalos para a geração de maiores inovações não passa por questõesfinanceiras, mas sim pela necessidade de uma maior objetividade, direcionamento e convergência daspesquisas. A professora salientou também que é necessária uma maior interação das ICTs com empresas, asquais levam à inserção de novas tecnologias no mercado, maior competitividade e contribua assim para odesenvolvimento econômico e social do país. Em seguida houve a apresentação institucional dos participantes, na qual se buscou expor as ações einiciativa existentes voltadas para a área de inovação ambiental. (Lista de presença no Anexo 1). Estiverampresentes as seguintes instituições:
  • Tabela 1: Instituições Presentes CEFET-MG Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais FUNED Fundação Ezequiel Dias UEMG Universidade do Estado de Minas Gerais UFJF Universidade Federal de Juiz de Fora UFMG Universidade Federal de Minas Gerais UFOP Universidade Federal de Ouro Preto UFSJ Universidade Federal de São João del-Rei UFTM Universidade Federal do Triângulo Mineiro UFU Universidade Federal de Uberlândia UFV Universidade Federal de Viçosa UFVJM Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri Unifal-MG Universidade Federal de Alfenas UNIFEI Universidade Federal de Itajubá UNIMONTES Universidade Estadual de Montes Claros Neste momento ressaltou-se que há algumas décadas no Brasil a interação da universidade com osetor privado era considerada como “prostituição” da pesquisa, tratada como uma questão absurda. Para ospresentes felizmente esta concepção vem mudando e dando lugar a uma visão de que a colaboração e a buscapor maior aplicabilidade das pesquisas é necessária e vital para o desenvolvimento do país e transformaçãode nossa realidade. Nesse sentido foi salientada a importância de se ampliar o olhar das universidades e centros depesquisa, os quais focam bastante na consolidação dos centros, mas se esquecem de se preocupar com aprofissionalização de seus entes. Um dos desafios passa em encontrar meios de estimular os pesquisadoresligados à publicação de pesquisa básica a investir parte do seu tempo para a geração de inovações. Nesteponto mostra-se necessário encontrar formas de se incentivar e premiar ações na área de inovação. Outro gargalo está dentro das empresas, as quais importam mais do que investem em tecnologias eprojetos nacionais. Não se mostram muito pré-dispostas a um desenvolvimento conjunto, geralmente buscampor inovações prontas no mercado, as quais apenas implementam e incorporam. Ao final da manhã o professor Carlos Arruda apontou algumas provocações de discussão para atarde: A primeira referente à formação de um grupo composto pelas instituições de pesquisa presentes edemais interessadas voltado para práticas e discussão de problemas comuns na área de inovação (análogo aoCentro de Referência em Inovação – CRI – que já vem sendo desenvolvido pela FDC). Numa segunda provocação ressaltou que atualmente existem dois relatórios mundiais relevantes decompetitividade, ambos de instituições suíças. A saber: - World Competitiveness Yearbook, elaborado pelo IMD (International Institute for Management Development) página oficial do WCY 2011:
  • http://www.imd.org/research/publications/wcy/index.cfm - Global Competitiveness Report, elaborado pelo WEF (World Economic Forum) – página oficial do WEF: http://www.weforum.org/issues/global-competitiveness De acordo com estes documentos a capacidade de crescimento do longo prazo de um país estáassociada à inovação, que por sua vez é baseado na cadeia de transformação da inovação. Para que a empresaconsiga inovar ela deve ancorar em alguns pontos: base tecnologia, por sua vez ligada à base científica, quese baseia na educação Dentro da dinâmica mundial ligada à inovação existem três tipos de ações: (1) existem paísesgeradores de conhecimento; (2) países usuários do conhecimento e que auferem ganhos financeiros comestes conhecimentos; (3) e aqueles mais excluídos que não geram nem fazem uso dos conhecimentos. NoBrasil esta dinâmica se repete com a parte sul e sudeste como geradora de conhecimento e a norte/nordestecomo usuária. O Brasil situa-se como o 13° país na produção de artigos de relevância internacional, porém emtermos de educação não se encontra tão bem colocado, o que prejudica a disponibilidade de recursoshumanos para participar da cadeia de inovação. Apenas 16% dos graduandos estão em cursos de engenhariae ciência e tecnologia, uma vez que este percentual no Japão, por exemplo, salta para 60%. Deste modo opaís está perdendo em termos de competitividade e educação, em ter pessoas em capazes de sustentar aprodução, gerar maior produtividade e novos conhecimentos. O Professor também ressaltou que a produção de conhecimento e tecnologia dentro das universidadesvoltada para a inovação necessita mover-se mais orientada pela demanda, por solução de problemas práticosapontados pelas empresas. Propõe-se assim um abandono da postura apenas de ofertante de tecnologias,patentes e afins e voltar-se mais para uma solução conjunta de problemas. Tarde No período da tarde buscou-se discutir os problemas e principalmente ações possíveis para que possamosaumentar as inovações, principalmente na área ambiental. As discussões serão, no presente relatório,organizadas por tópicos afins. Mapeamento e busca por competências: Inicialmente foi retomado um ponto salientado ainda namanhã referente à necessidade de um mapeamento mais completo das competências de cada universidade naárea de inovação (desde pesquisa básica até depósitos de patentes). Mas ao mesmo tempo foi questionado asformas dês se dar uma resposta ao que as empresas buscam, apontar onde ela pode encontrar as soluções queprocura? Assim um mapeamento ou outra forma de síntese deve também acobertar este objetivo. Para tal énecessário conhecer a universidade, organizar informações e identificar potenciais de sinergias entre áreas.
  • Neste ponto foi também apontado a possibilidade de se realizar fóruns para que as instituiçõespossam trocar informações sobre os mapeamentos, ou ainda um sistema que permita este intercâmbioconstante e sempre atualizado. Plataforma Lattes: A plataforma Lattes é uma boa fonte de informação, porém na prática não é umcaminho que as empresas utilizam, por tem um grande volume de informações que os professores epesquisadores colocam em seus currículos, o que dificulta e torna a busca mais cansativa. Pode-se tambémpensar meios de facilitar a busca. Sugere-se ainda inserir no currículo Lattes uma forma de premiar a participação de pesquisadores empesquisas com empresa, como mais uma forma de incentivo. Workshops entre empresas (por setor e áreas específicas) e NITs: Foi sugerido também reunirempresas por áreas ou setores específicos ou sindicatos juntamente com NITs, para que estes possam apontarprogramas e projetos nas áreas correlacionadas aos problemas apontadas pelas empresas. Observa-seatualmente que a maioria das interações entre universidades e empresa tem sido empreendida viaprofessores, isoladamente, o que esbarra em aptidões de negociação, que nem todos possuem. Neste pontouma possível solução passa por um órgão específico que pudesse fazer esta ponte.Qual tem sido a dificuldade das universidades? A moeda que tem é a publicação, que instrumentos que aFapemig pode fornecer para os pesquisadores para voltar a atenção para a pesquisa básica para a inovação. Odepósito de patentes não inviabiliza suas publicações. Incentivar publicações conjuntas com empresas – não apenas por financiamento de órgãos defomento (como Fapemig e CNPq): Deve-se também trabalhar o professor que busca pesquisas apenas viafinanciamentos dos órgãos de fomento como Fapemig e CNPq. Este professor deve ser trabalhado eincentivado a buscar outras formas de interação para viabilizar suas pesquisas. Neste ponto retoma-se a questão levantada pela manhã das formas de incentivo a serem pensadasque levem o pesquisador a interagir mais com as empresas e deixar de ter o foco principal na publicação depapers, e tornar-se também mais interessado em tecnologias que vão gerar negócios. Efeito demonstração positivo: É interessante também aumentar a cultura de cooperação para ainovação através da valorização e divulgação de casos de sucesso de interação, viabilizando assim um efeitodemonstração positivo. Mudanças no marco regulatório e regimentos: É também necessário repensar e modificar asresoluções das universidades para que permitam que o professor trabalhe em empresas e em parcerias comelas e receba a remuneração correspondente. Busca-se assim minimizar problemas legais e morais no que dizrespeito às interações, bem como deixar as regras mais claras. Diferenciar prestação de serviço de inovação em parceria com empresas: É necessário tambémpautar corretamente as diferenças entre serviço prestado e inovação em conjunto.
  • Gerar uma cultura de inovação / envolver as instituições: Foi consenso da maioria presente que oBrasil e Minas Gerais ainda não tem uma cultura de inovação. Nesse sentido as dificuldades não estãoapenas nas questões da parceria, mas passa também por outras questões e, sobretudo pelas demaisinstituições envolvidas. Volta-se também a um ponto discutido na manhã da necessidade de seinstitucionalizar a importância e busca contínua pela inovação e poder envolver e gerar ações convergentes esinergias entre as instituições envolvidas (como CNI, FIEMG, Finep, entre outras). Empresas encubadas e de base tecnológica: Outra forma possível pode passar também pelasuniversidades como geradoras de empresas de base tecnológica. As inovações mais robustas resultam emstartups, porém geralmente estas empresas não apresentam um plano de negócios bem formulado e assimperdem um pouco a noção de sua perspectiva de vida, de crescimento. Neste ponto enxerga-se ser válidoinvestigar formas de fornecer auxílios mais estratégicos do que financeiros. Surgiu ainda o questionamento dos NITs atuarem como apoiadores no processo de criação destasempresas. A universidade entraria um pouco mais na dinâmica da empresa nascente. Até então se têm apenascasos isolados, ainda não institucionalizados. Pode ser interessante assim buscar formas de se aumentar aescala das ações. Fapemig: A FAPEMIG como fomentadora e indutora de pesquisas e inovações em Minas Geraispode ainda procurar alguns meios de premiar pesquisadores que mostrarem uma maior interação comempresas, orientada para a inovação. Bem como incluir na analise de concessão de recursos para pesquisasalguns quesitos que levem em conta tais cooperações. Mostra-se também interessante manter e ampliar apolítica de editais induzidos. Inserir a temática da inovação nos cursos ministrados pelas instituições: Mediante aosurgimento de novos cursos nas universidades pode ser também uma boa ação inserir na estrutura curricularalgum tópico juntamente às disciplinas chave relacionado à questão da inovação. É possível assim dar umdirecionamento que forneça a noção de inovação nas mais diversas áreas e que não fique apenas confinado àsciências sociais e administrativas como tem sido observado. É assim uma ação de longo prazo. Por fim ressaltou-se que a realidade da pesquisa no Brasil é um pouco diferente, o financiamento éfeito majoritariamente pelo Estado e quem avalia a produtividade e qualidade das pesquisas é também oEstado. Neste sentido um grande peso é dado na avaliação para publicações e publicações de alto impacto. Deste modo faz necessário os presentes encontrarem meios para reinventarem ou contornarem estemodelo básico e deixar de encarar a universidade como uma instituição dissociada da dinâmica privada dasociedade.
  • Nesse sentido propôs-se como um começo a redação de uma carta de manifestação, propondooutras possibilidades para que se possa compatibilizar os diferentes interesses e manifestando ocomprometimento e entendimento das universidades em relação a esta questão. Na área ambiental foi sugerido os NITs realizarem um mapeamento do que está sendo produzido nasuniversidades. Manter por um tempo maior o diretor do NIT: Um dos gargalos apontados foi também a latarotatividade dos membros em em alguns NITs, o que dificulta a continuidade de alguns projetos, sobretudoos de médio e longo prazo. Deve-se assim buscar meios de perenizar um pouco mais tais cargos. Uma dassaídas apontadas foi a abertura de concurso. Aumentar a prioridade da inovação dentro das pró-reitorias de pesquisa: Outro gargalo foiainda o pouco espaço que a inovação tem nas pró-reitorias de pesquisa. Uma das sugestões para se minimizaro problema foi incluir já no nome das mesmas o termo inovação como uma forma de institucionalizar maisainda a questão e a manter sempre na pauta. Estrutura física voltada para a inovação: Foi sugerido também criar-se estruturas físicas voltadaspara a inovação, como edificações que abrigariam os órgãos que atuam no tema nas universidades, empresasde base tecnológica e startups, entre outros. Ação esta que dá visibilidade para a inovação e gera tambémuma maior institucionalização.ANEXO 1 - ParticipantesNome Instituição Email TelefoneNilton S. Maia CEFET-MG niltonmaia@civil.cefetmg.br 31-92789960Cynthia Mendonça Barbosa FAPEMIG dpi@fapemig.br 31-32802104Elza Araújo FAPEMIG elzaaraujo@fapemig.br 31-32802161Heber Neves FAPEMIG heberneves@fapemig.br 31-32802104Mônica Vilela Martins FAPEMIG 31-32802104Patrícia de Lourdes Santos FAPEMIG patriciasantos@fapemig.br 35-91212479Paulo Kleber FAPEMIG paulokleber@fapemig.brRenata Freire FAPEMIG 31-32802104 Ana Caroline Xavier FUNED ana.vilasboas@funed.mg.gov.br 31-33144767Cristina Abijaode UEMG cristina.uemg@gmail.com 31-87592122Terezinha Abreu Gontijo UEMG terezinha.gontijo@uemg.br 31-92066754Luiz Carlos Tonelli UFJF luiz.tonelli@ufjf.edu.br 32-99773726Maria Cristina Andreolli Lopes UFJF cristina.lopes@ufjf.edu.br 32-88432815
  • Marisa Mancini UFMG mcmancini@ufmg.br 31-34094031Renato de Lima Santos UFMG rsantosufmg@gmail.com 31-34094031Ado Jorio de Vasconcelos UFMG adojorio@fisica.ufmg.br 31-34094033Tanus Jorge Nagem UFOP tanus@ufop.br 31-35591367Izabel Cristina da Silva UFOP izabel.nit@prupp.ufop.br 31-35591369Antônio Luiz Assunção UFSJ assuncao@ufsj.edu.br 32-33792447Júlio César de Souza Inácio Gonçalves UFTM julio@icte.uftm.edu.br 34-91470988Fábio de Oliveira UFU foliveira@umuarama.ufu.brEduardo S. G. Mizubuti UFV pr.ppg@ufv.br 31-38992147Rodrigo Gava UFV rgava@ufv.br 31-38991421Leonardo Morais da Silva UFVJM lsilvamorais@hotmail.comWesley Dias Maciel UFVJM wesleydiasmaciel@gmail.com 31-84642501Antonio Carlos Doriguetto Unifal-MG posgrad@unifal-mg.edu.br 35-32991067Luciana Maria Baiocco Ikegaki Unifal-MG nipi@unifal-mg.edu.br 35-32991403Fred Leite Siqueira Campos UNIFEI fredlsc@unifei.edu.br 35-36291497Vicente Ribeiro Rocha Júnior UNIMONTES vicente.rocha@unimontes.br 38-32298181Dario Oliveira UNIMONTES dario.oliveira@unimontes.br 38-32298156