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D. pimpão saramacotão, o macaco sem rabo

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  • 1. Dom Pimpão Saramacotão, o macaco sem rabo Era uma vez um macaco chamado D. Pimpão Saramacotão que tinha um rabo muito grande. Certo dia, começaram a gozar com ele. Ficou tão triste que chegou ao barbeiro e pediu: - Levantai-vos e vinde cortar o meu real rabiosque. E lá ficou ele sem rabiosque real! Quando chegou ao palácio reparou que além da falta de rabo, lhe faltava mais qualquer coisa e pensou, pensou... era um criado e foi procurá-lo... Entrou numa floresta e viu uma cabana feita de bananas, entrou e encontrou uma peixeira a vender sardinhas que lhe perguntou: - Meu real príncipe, porque veio vossa excelência até à floresta? - Procuro um criado. Quereis vir comigo? - Não, primus interpares, obrigado, mas não! - respondeu a vendedora de sardinhas. - Então, levo uma das suas sardinhas para fazer de rabo que sinto muita falta do meu! - ripostou o macaco Pimpão. Mais tarde descobriu um guripano, sabem o que é? Nem
  • 2. nós, mas achamos graça. Bem, encontrou um guripano e achou-o talentoso para criado e começou a falar com ele. - Bom dia caro amigo! - cumprimentou ele. - Bom dia, em que posso ser-lhe útil? - Ora pois bem, preciso de um criado, pagar-lhe-ei muito bem que ganância não me falta! Terá apenas de aceitar o nome de Pimpim Saramacotim e por cada vez que se dirigir a mim, tratar-me por primus interpares. Apesar de não perceber muito bem o que o macaco dizia, o facto de ganhar muito bem agradou-lhe e aceitou. Com o passar do tempo, o guripano Pimpim, habituou-se às lides do palácio e ao palavreado complicado do seu primus interpares... vejam só que além do significado de ganância, que é riqueza, aprendeu que água era abundância, entre outras coisas e, até começou a falar como ele. Mas, um dia, já cansado de tanta palermice vocabular e uma vez que era o único criado do palácio, para ser despedido, ateou fogo ao rabo de um gato que correu por ali fora e incendiou tudo. Começou então a gritar: - Abundância primus interpares, abundância que o papa ratuns tem fogo no caule e lá se vai a sua ganância desta para melhor! Mas o macaco Pimpão não estava. Pegou na sardinha que tinha guardada no fresco e foi dá-la ao padeiro, depois quis
  • 3. recuperá-la mas levou-lhe a farinha, esta deu-a a uma professora que com ela fez bolos, como lhe comeram os bolos, levou uma menina, como a menina berrava, entregou-a aos pais, e com tanto dá e tira, passou o tempo e de regresso ao palácio percebeu que com tanta insatisfação e tanto palavreado caro, lá se tinha perdido a ganância de uma vida. Texto baseado nos contos O macaco de rabo cortado e D. Pimpão Saramacotão e o seu criado Pimpim, de António Torrado, elaborado pelos alunos da turma de 3º e 4º anos, turma 3T, EB1 nº2 de Queluz, janeiro de 2014.

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