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Uma real queda

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Uma história escrita coletivamente por um grupo de alunos do 10ºA, da Escola Secundária Inês de Castro.

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  • 1. Uma real queda Era uma vez um rei que vivia num reino muito distante. Este rei era calmo e sereno, o que o levava a resolver qualquer tipo de problema sem violência. No entanto, a sua filha, a princesa Inês, que gostava de quebrar as regras estabelecidas, criava frequentemente conflitos. Um dia, o rei promoveu um baile e convidou as pessoas mais importantes, entre as quais o monarca do país vizinho. Enquanto os servos se preparavam para limpar o salão, a princesa pôs na água um produto escorregadio. No dia seguinte, às oito em ponto, começaram a chegar os primeiros convidados, elegantemente vestidos. O borborinho crescente sugeria a chegada do último convidado, aquele cuja presença era mais relevante e mais aguardada: o monarca do país vizinho que se fazia acompanhar pela esposa e pelo filho mais velho. Estava tudo pronto para que o baile começasse. O salão estava um encanto: os tetos altos exibiam pinturas magníficas e o brilho dos mármores projetava luz. O monarca do país vizinho, a convite do seu homólogo, inauguraria a dança com a sua esposa. Começou a ouvir-se uma bela melodia que ecoava por todo o salão, transmitindo um ambiente de tranquilidade e de festa. De repente, o inesperado aconteceu: o monarca e a sua esposa escorregaram e caíram no chão, o que provocou o riso geral dos convidados. O anfitrião, perante a humilhação dos visitantes, correu em seu auxílio, acabando por cair também. Se o anfitrião acha graça ao acidente, o seu homólogo sente-se ofendido e exige explicações para o acontecimento. Aquele, observando a reação do seu convidado, tenta descobrir o culpado para aquela situação. Num primeiro momento, desconfia dos servos que tinham feito a limpeza do salão. Mas como o rei sabia do que a sua filha era capaz, e vendo-a tão divertida com o acidente, também não a deixou de fora. Para desvendar o enigma, inventa uma estratégia. Partindo do princípio de que alguém tinha posto um produto viscoso no chão, o rei ordenou aos seus conselheiros para investigarem o castelo.
  • 2. A certa altura, foi encontrada a substância provável nos aposentos dos servos. Supostamente o vilão estava entre eles. Quando o rei pega no produto para o observar, repara que lhe deixa um prurido na mão. Eis a pista para descobrir o responsável. Depois de examinar as mãos de todos os servos e de verificar que todas estavam impecáveis, lembra-se do seu segundo suspeito: a filha. Posto isto, ordena a sua vinda à sua presença e pede-lhe que retire as luvas e lhe mostre as mãos. Num primeiro momento, a jovem sente-se ofendida pela desconfiança do seu próprio pai. Todavia, impedida de desobedecer às suas ordens, vai-se despojando, devagar, das luvas, na esperança de que a alergia, já se tenha dissipado. Uma vez que as mãos da princesa denunciavam claramente a utilização do produto, o rei descobre que ela era a verdadeira culpada e obriga-a a pedir desculpa a todos os convidados. Depois de se ter penitenciado perante os convidados, chegou-se à conclusão de que a princesa tinha que ser castigada para aprender a lição e não voltar a criar problemas. O monarca do país vizinho, visivelmente irritado, sugeriu ao seu homólogo que a sua filha ficasse responsável pela limpeza do castelo durante um mês e que lhe fossem retirados os seus vestidos e outros pertences próprios da realeza. O pai da princesa, observando a reação da filha que se encontrava desesperada em consequência do castigo sugerido, decidiu aplicar uma pena menos severa. Revelando a serenidade do seu perfil, optou apenas por proibir a jovem de participar nas festas reais durante dois meses. Quanto às limpezas, responsabilizou-a por elas durante uma semana. Obrigada a obedecer à decisão paterna, a princesa aprendeu a nunca mais quebrar as regras, tornando-se mais responsável e sensata. Um grupo de alunos do 10ºA.