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Matrix - Um breve olhar sobre a história do ponto de vista filosófico
 

Matrix - Um breve olhar sobre a história do ponto de vista filosófico

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Uma síntese do conteúdo filosófico do filme Matrix, elaborado por um grupo de alunos do 10ºA, da Escola Secundária Inês de Castro.

Uma síntese do conteúdo filosófico do filme Matrix, elaborado por um grupo de alunos do 10ºA, da Escola Secundária Inês de Castro.

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    Matrix - Um breve olhar sobre a história do ponto de vista filosófico Matrix - Um breve olhar sobre a história do ponto de vista filosófico Document Transcript

    • MATRIX - Guião 1. O que é o conhecimento? Qual o valor dos conhecimentos que possuímos? Desde o início do filme, Neo ambiciona saber o que é Matrix. O facto de descobrir que esta é pura ilusão, faz com que este “nasça” e comece a caminhar para a verdade. Assim, o conhecimento possuído por Neo influencia as suas atitudes e comportamentos. 2. O que é a realidade? Será que confundimos aparência com realidade? Estas questões são abordadas por Morfeus, após o “nascimento de Neo”, quando ambos se encontram na ilusão criada por aqueles que acreditam na verdade. Neo questiona-se se aquilo tudo é real. Morfeus pergunta então: “O que é a realidade?”. 3. O que é o ser humano? Será que nos conhecemos verdadeiramente? Será que vivemos adormecidos julgando estar acordados? Estes problemas são refletidos quando Morfeus e Neo se encontram na ilusão caminhando por entre as pessoas adormecidas. Morfeus reflete que estas nem sabem que se encontram desligadas da realidade, julgando que se encontram acordadas, “vivendo” na ilusão. 4. Porque valores devemos orientar a nossa vida? O que é a liberdade? São os seres humanos livres? Estas perguntas são analisadas quando Neo e o Morfeus se encontram pela primeira vez. Morfeus explica-lhe que tudo aquilo que ele conhecia era apenas uma ilusão. Ele, assim como todos os outros adormecidos, são escravos, numa prisão que não se pode ver nem sentir, “uma prisão para a mente”. Faz-lhe, assim, uma proposta: continuar a viver na ilusão (Matrix), tomando o comprido azul, ou começar a caminhar para a verdade, tomando o comprido vermelho. Deste modo, está a conceder-lhe a liberdade de escolher entre continuar a ser um escravo não podendo agir por si próprio ou poder tomar as suas próprias decisões, ser livre. 5. Qual o sentido da existência? Esta questão é colocada ao longo de todo o filme. Um dos principais momentos do filme em que se coloca a questão é quando Neo visita o Oráculo e o rapaz de trajes budistas, com a colher, lhe diz que em vez de tentar dobrar a colher ele deve tentar perceber a verdade: não existe nenhuma colher.
    • B No filme são colocadas questões filosóficas como, por exemplo, “O que é a realidade?”, “Será que vivemos adormecidos julgando estar acordados?”, “São os seres humanos livres?”, etc. Estas têm como função suscitar nos seres humanos a dúvida, inquirindo, deste modo, aquilo que os rodeia. Permite fazê-los enxergar a verdade e, posteriormente, “renascer” (maiêutica): sair do mundo ilusório (Matrix) e encarar a realidade, a verdade. Assim, a filosofia é responsável pela perceção da existência de um mundo real, e de que vivemos na ilusão, fazendo-nos refletir sobre o nosso dia-a-dia. Por isso, as questões colocadas ao longo do filme são caraterísticas de questionar aquilo que conhecemos: “Será que o que conhecemos é real?”. Todos podem ser filósofos questionando o mundo em que se encontram, uma vez que possuem o Logos (capacidade racional). No entanto nem todos o fazem por se encontrarem adormecidos. C Influenciado pela filosofia de Sócrates e de Platão, o filme passa uma mensagem final sobre a utilidade da filosofia. Refere-a e explica-a por palavras tuas. A filosofia de Sócrates regia-se por duas fases: a ironia e a maiêutica. Relacionando estas duas fases com o filme, a ironia é caraterística da perceção, pela parte dos adormecidos, que vivem na ilusão, que não comandam a sua vida; a maiêutica corresponde ao “renascimento”, quando deixam a Matrix para encararem a realidade. Platão falou sobre a Alegoria da Caverna. Esta baseia-se numa caverna escura, na qual moram muitos prisioneiros que aí nasceram mas que não sabem da existência de um mundo para além desse. Nessa caverna, entrava um pequeno feixe de luz formando sobras no seu interior, mas aqueles que aí viviam nunca se questionavam acerca disso. Um dia, um homem saiu da caverna, indo para o mundo exterior, ficando, no início cego pela luz, por não estar habituado à claridade. Tenta voltar para a caverna mas não consegue, pois não tem forças. No entanto, vai-se acostumando à luz e fica deslumbrado com o mundo, desejando, assim, não ter que voltar mais para a caverna. Todavia, volta para a caverna, mais tarde, para convencer os outros “adormecidos” a saírem também. Mas estes não acreditam nele e continuam adormecidos. Podemos, então, estabelecer uma comparação entre a caverna e o Matrix, sendo ambos um mundo de ilusão, “uma prisão para a mente”, que não permite àqueles que aí “vivem” despertar e conhecer a realidade. Neo é aquele prisioneiro que se libertou e que quer fazer os outros acordar também, lutando contra a ilusão. A luz estabelece uma comparação com a realidade, a verdade. Assim, no filme a filosofia tem um papel fundamental. Esta pode ser relacionada como uma procura pela verdade, ou seja, aqueles que vivem na ilusão vão ser alertados, pelos que já acordaram, da existência da ilusão em que vivem e que existe o mundo real para o qual, se quiserem podem ir, mas é preciso reconhecer que vivem na ilusão
    • e começar a caminhar para a verdade, sabendo, no entanto, que este é um caminho muito difícil a percorrer, mas que compensará pois nele os seres humanos podem ser livres e comandar a sua própria vida. Grupo (10ºA): Fábio Nº13; Flávia Nº14; Pedro Nº20; Sónia Nº24.