Cão

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Uma análise ao poema "Cão" de Alexandre O'Neill.
Para a disciplina de Português.

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Cão

  1. 1. 8ºB Cláudia Nº7 Flávia Nº12 Mafalda Nº18 Sara Nº22 Ano letivo 2011/2012 Escola Básica de Canidelo Disciplina: Língua Portuguesa Alexandre O'Neill
  2. 2. Nome: Alexandre Manuel Vahía de Castro O’Neill. Data de nascimento: 19 de Dezembro de 1924, em Lisboa. Data da sua morte: 21 de Agosto de 1986, em Lisboa. Nacionalidade: Portuguesa. Descendência: Irlandesa. Biografia de Alexandre O’Neill
  3. 3. Autodidata, O’Neill foi um dos fundadores do Movimento Surrealista de Lisboa. As influências surrealistas permanecem bem visíveis nas suas obras. Iniciou a sua carreira as 17 anos quando escreveu os primeiros versos num jornal de Amarante “ Flor do Tâmega”. Biografia de Alexandre O’Neill
  4. 4. Algumas das suas obras são: • “A Ampola Miraculosa” (1948); • “No Reino da Dinamarca” (1958); • “Entre a Cortina e a Vidraça” (1972); • “Tempo de Fantasmas” (1951); • “Abandono Vigiado” (1960); • “Poemas com Endereço” (1962); • “Feira Cabisbaixa” (1965); • “Jovens, Nova Fronteira” (1971); • “Dezanove Poemas” (1983); • Etc. Biografia de Alexandre O’Neill
  5. 5. Escolhemos o texto “Cão” de Alexandre O'Neill em vez do texto “Velha fábula em Bossa Nova” porque achamos o título e o conteúdo em si muito curioso e interessante já que não há muitos poemas com este tema. Justificação da escolha do poema “Cão”
  6. 6. Cão passageiro, cão estrito cão rasteiro cor de luva amarela, apara-lápis, fraldiqueiro, cão liquefeito, cão estafado, cão de gravata pendente, cão de orelhas engomadas, de remexido rabo ausente, cão ululante, cão coruscante, cão magro, tétrico, maldito, a desfazer-se num ganido, a refazer-se num latido, cão disparado, cão aqui, cão além, e sempre cão. “Cão” (esta e a próxima parte do poema estão contidas na mesma estrofe)
  7. 7. Cão amarrado, preso por um fio de cheiro, cão a esburgar um osso, essencial do dia-a-dia, cão estouvado de alegria, cão formal da poesia, cão soneto de ão-ão bem martelado, cão moído de pancada e condoído do dono cão: esfera do sono cão de pura invenção, cão prefabricado, cão espelho, cão cinzento, cão botija, cão de olhos que afligem, cão-problema… Sai depressa, ó cão, deste poema! “Cão”
  8. 8. Estrito – Restrito; rigoroso; Severo; exato. Fraldiqueiro - cães pequenos que andam sempre ao colo, acostumados ao aconchego ; que anda sempre metido com mulheres; mulherengo; femeeiro. Liquefeito - Que se tornou líquido; derretido. Ulular – soltar gritos lamentosos; uivar; ganir ;queixar- se aflitivamente (animais). Coruscante - Que brilha muito. Palavras difíceis
  9. 9. Trético - Triste; Medonho; Tenebroso; escuro; carrancudo. Esburgar - Limpar (a carne) dos ossos; Deixar sem carne; Descascar. Estouvado - Que ou quem pensa pouco nas consequências ; Que ou quem esquece levianamente as suas obrigações; Que ou quem só pensa em diversão. Condoído - compadecido; apiedado; que tem pena dos outros. Palavras difíceis
  10. 10. Interpretação da história “Cão”
  11. 11. Acerca deste poema, o grupo interpretou-o de duas formas diferentes: • Este poema baseia-se nas caraterísticas que o sujeito poético atribui ao cão. Pelo seu sentido, apercebemo- nos de que no lugar da palavra “cão” deveria estar a palavra “homem”, ou seja, o sujeito poético está a comparar o homem ao cão. Mas as suas comparações são todas negativas, chegando ao ponto de dizer no último verso: “Sai depressa, ó cão, deste poema”, que significa para o homem deixar de ser assim como é caraterizado. Interpretação do poema “Cão”
  12. 12. Acerca deste poema, o grupo interpretou-o de duas formas diferentes: • Este texto quer nos falar do melhor amigo do homem e que da maneira que o tratamos ele vai agir diferente. Por exemplo, através de umas expressões do poema, chegamos à conclusão que os cães estando na rua abandonados procuram sempre arranjar comida e um lugar seguro para sobreviverem no dia-a-dia mas também refere que os cães muito bem tratados costumam ter muitas capacidades para coisas que cães vadios e cães que não foram treinados não conseguem fazer. Interpretação do poema “Cão”
  13. 13. Também diz-nos que há cães que apesar de serem maltratados pelos donos continuam a gostar deles e nunca os abandonam porque sentem pena e são sempre fiéis. Interpretação do poema “Cão”
  14. 14. Das linhas 1 à 7:
  15. 15. As seguintes expressões (retiradas do poema) têm o seguinte significado: • “Cão ululante” – um cão ulula quando está triste e está a sofrer. O escritor compara o homem a um “cão ululante” na medida em quando este se lamenta (que corresponde ao ganir do cão) está triste e a sofrer. • “Cão coruscante” – um cão coruscante é um cão que está bem tratado, que é bonito, ou seja, que tem boa aparência. O escritor compara-o ao homem, pois este é coruscante se tem boa aparência, ou seja, se se veste bem, se se trata, se anda bem arranjado, … Das linhas 8 à 14:
  16. 16. As seguintes expressões (retiradas do poema) têm o seguinte significado: • “Cão magro” – um cão é magro quando não come. O mesmo acontece com o homem, este é magro quando não come. Esta comparação pode também estabelecer uma correspondência entre magro e pobre, pois um homem magro é, geralmente, aquele que não tem que comer e se não tem comida é porque não tem dinheiro para a comprar. Das linhas 8 à 14:
  17. 17. As seguintes expressões (retiradas do poema) têm o seguinte significado: • “tétrico, maldito” – um cão é tétrico e maldito quando morde uma pessoa ou fere outro animal. Já o homem tem essas caraterísticas quando maltrata e prejudica os outros. Mas há uma diferença entre o homem e o cão. O cão magoa os outros para se defender ou defender alguém. O homem muitas vezes maltrata e prejudica os outros para tirar proveito próprio, para sair beneficiado. Das linhas 8 à 14:
  18. 18. As seguintes expressões (retiradas do poema) têm o seguinte significado: • “a desfazer-se num ganido” – um cão quando gane, está ferido, magoado, triste. A este assemelha-se o homem que se lamenta constantemente, que nunca está contente com a sua vida que por isso se encontra infeliz, ou seja, o ganido do cão corresponde às lamúrias do homem. Das linhas 8 à 14:
  19. 19. As seguintes expressões (retiradas do poema) têm o seguinte significado: • “a refazer-se num latido” – quando late o estado de espírito do cão melhora. O mesmo acontece com o homem, quando este desabafa sente-se melhor pois ao dizer o que sente e o que pensa, expulsa a raiva e outras emoções que estão dentro de si, sentindo-se mais confiante de si mesmo e ao mesmo tempo mais feliz. Das linhas 8 à 14:
  20. 20. As seguintes expressões (retiradas do poema) têm o seguinte significado: • “Cão disparado” – quando o cão vê um gato ou comida ou outra coisa que lhe capte a atenção, não pensa e vai atrás disso. O homem em muitas situações do seu dia-a-dia é precipitado e age muitas vezes sem pensar, não reflete que consequências podem ter as suas ações. Das linhas 8 à 14:
  21. 21. As seguintes expressões (retiradas do poema) têm o seguinte significado: • “Cão aqui, cão além, e sempre cão” – O cão esteja em que lugar esteja tem sempre as mesmas atitudes, nunca muda. Com o homem é igual, este aonde quer que esteja age sempre da mesma maneira, nunca vai mudar. Das linhas 8 à 14:
  22. 22. As seguintes expressões (retiradas do poema) têm o seguinte significado: • “Cão amarrado, preso por um fio de cheiro” – Quando o sujeito poético fala em preso por um fio de cheiro, pretende mostrar que se deixa prender por coisas insignificantes. O homem muitas vezes prende-se na sua vida a coisas insignificantes e contenta-se com pouco. Este não é ambicioso nem lutador, não se esforça para alcançar mais, não luta por nada melhor. Das linhas 8 à 14:
  23. 23. O cão para sobreviver no dia-a-dia tem que se sujeitar àquilo que lhe aparece e que mesmo não sendo o melhor terá de aproveitar pois senão não consegue viver. Diz-nos também que um cão pode ser alegre e especial conseguindo fazer muitas coisas que cães normais não conseguirão fazer. Por fim há cães que são maltratados pelos donos e que mesmo assim continuam a ter pena deles e nunca os abandonam acima de tudo, ou seja, continuam a ser leais. Das linhas 15 à 21:
  24. 24. Das linhas 22 à 26:
  25. 25. Análise da forma do poema “Cão”
  26. 26. O texto “Cão” trata-se de um texto poético pois está presente uma revelação do sujeito poético ao mundo interior, dos sentimentos e das emoções. Trata-se de um discurso da 1ª pessoa, através do qual o sujeito poético exprime a sua visão. A poesia distingue-se visualmente dos outros tipos de texto pois está organizado em versos e estrofes. “Cão” como texto poético
  27. 27. 1ª estrofe É uma estrofe com 26 versos, ou seja, uma estrofe irregular. 2ªestrofe É um monóstico. Forma do texto poético
  28. 28. 1ª estrofe Versos soltos - linhas 1, 2, 3, 4, 6, 8, 9, 12, 13, 14, 15, 20, 24 e 25. Rimas cruzadas - linhas 5 e 7. Rimas emparelhadas - linhas 10, 11, 16, 17, 18, 21, 22 e 26. Rimas interpoladas - linhas 19 e 23. 2ªestrofe Rima emparelhada. Forma do texto poético
  29. 29. • Anáfora – “ Cão (…)/ Cão (…)” • Adjetivação – “Cão passageiro, cão estrito (…)” • Onomatopeia – “Cão-soneto de ão-ão bem martelado(…)” • Metáfora – “ Cão espelho, cão cinzeiro, cão botija (…)” Recursos Expressivos presentes no poema
  30. 30. Neste texto poético encontram-se mais adjetivações devido à caraterização do cão (as mesmas serão referidas num exercício mais à frente). Ao mesmo tempo, o poema é todo (exceto o último verso) uma enumeração pois o sujeito poético está a enumerar as caraterísticas do cão. Recursos Expressivos presentes no poema
  31. 31. Exercícios acerca da história “Cão”
  32. 32. 4) Verso 1 : “ Cão passageiro, cão estrito,” Verso 2: “ (…) cão rasteiro cor de luva amarela ( …)” Verso 3 : “ (…) apara-lápis, fraldiqueiro (…)” Verso 4: “ (…) cão liquefeito, cão estafado (…)” Verso 5: “(…) cão de gravata pendente,(…)” Verso 6: “(…)cão de orelhas engomadas(…)” Verso 7: “(…)de remexido rabo ausente(…)” Verso 8: “(…)cão ululante, cão coruscante(…)” Verso 9: “(…)cão magro, tétrico, maldito,…)” Verso 12: “(…)cão disparado: cão aqui(…)” Exercício Descobrir o Vocabulário (pág. 183)
  33. 33. 4) Verso 14: “(…)Cão marrado, preso a um fio de cheiro(…)” Verso 16 “(…)essencial do dia a dia(…)” Verso 17: “(…)cão estouvado de alegria(…)” Verso 18: “(…)cão formal da poesia(…)” Verso 19: “(…)cão-soneto de ão-ão bem martelado(…)” Verso 20: “(…)cão moído de pancada(…)” Verso 21: “(…)e condoído do dono(…)” Verso 23: “(…)cão de pura invenção, cão pré-fabricado(…)” Exercício Descobrir o Vocabulário (pág. 183)
  34. 34. 5.1) As ideias contidas neste verso é que o cão come todos os restos que os ossos contêm para poder sobreviver no dia-a-dia e que se não fosse isso ele acabava por morrer à fome. Podemos entender também que ele é muito desenrascado e que consegue sobreviver sozinho, apenas com os ossos que apanha. Exercício Compreender o texto(pág. 183)
  35. 35. 6) “cão-soneto de ão-ão bem martelado”. O poeta usou esta onomatopeia para mostrar que o cão é diferente dos outros, que é um cão poeta e muito consciente do que diz, muito certo nas palavras que expressa. Exercício Compreender o texto(pág. 183)
  36. 36. Na minha opinião, o motivo que terá levado o poeta a dedicar esta atenção particular aos animais é para reforçar que estes têm os mesmos direitos que o homem e devem ser tratados como iguais, ou seja, devem ser tratados com respeito, carinho, … Também usou o cão neste poema por este ser o melhor amigo do homem, por lhe ser um companheiro fiel que deve ser interpretado como alguém igual a nós. Exercício Dar a Opinião (página 183)

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