• Share
  • Email
  • Embed
  • Like
  • Save
  • Private Content
Waldomiro vergueiro
 

Waldomiro vergueiro

on

  • 6,709 views

 

Statistics

Views

Total Views
6,709
Views on SlideShare
6,702
Embed Views
7

Actions

Likes
3
Downloads
133
Comments
0

2 Embeds 7

http://moodle.stoa.usp.br 6
http://www.slideshare.net 1

Accessibility

Categories

Upload Details

Uploaded via as Microsoft Word

Usage Rights

© All Rights Reserved

Report content

Flagged as inappropriate Flag as inappropriate
Flag as inappropriate

Select your reason for flagging this presentation as inappropriate.

Cancel
  • Full Name Full Name Comment goes here.
    Are you sure you want to
    Your message goes here
    Processing…
Post Comment
Edit your comment

    Waldomiro vergueiro Waldomiro vergueiro Document Transcript

    • UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - Escola de Comunicações e Artes Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação Área: Interfaces Sociais da Comunicação Linha: Educomunicação Disciplina: Educomunicação – Fundamentos, Áreas e Metodologias Prof. Dr. Ismar de Oliveira Soares Waldomiro Vergueiro e as interfaces da Comunicação / Educação Autoras Luci Ferraz de Mello Maria Izabel Leão 1. Introdução: Formação Acadêmica / Experiência Profissional..................2 2. Atuação e Contribuições no Campo de Interfaces da Comunicação/Educação...................................................................3 2.1 História dos HQ´s: como surgiram..............................................3 2.2 HQ´s, Ciências da Comunicação e Estudos Culturais.......................5 2.3 Renovação da linguagem das HQ’s..............................................8 2.4 HQ´s e Indústria Cultural de Massas...........................................8 2.5 Contribuindo com a inter-relação da comunicação e educação.........9 2.6 Núcleo de HQ’s, Educação e Comunicação...................................11 2.7 HQ´s: as vantagens de se adotar como ferramenta didática..........12 3. Sujeito receptor e o processo de mediações nas HQs........................14 4. Gestão de Conhecimento e o Profissional da área de Informação........15 5. Perfil do profissional da informação...............................................15 6. Mudanças desse perfil.................................................................15 7. Publicações................................................................................16 8. Bibliografia consultada para elaboração deste trabalho.....................17 9. Orientações...............................................................................18 10. Produção literária de Waldomiro Vergueiro...................................20 1
    • 11. Anexo 1 - Entrevista com Wladomiro Vergueiro.............................32 “Uma imagem fala mais do que mil palavras.” (Anônimo1) 1) INTRODUÇÃO: FORMAÇÃO ACADÊMICA/EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL O Professor Doutor Waldomiro Vergueiro possui graduação em Biblioteconomia e Documentação pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (1977), mestrado em Ciências da Comunicação pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (1985), doutorado em Ciências da Comunicação pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (1990), pós-doutorado pela Loughborough University Of Technology (1995) e pós-doutorado pela Universidad Carlos III de Madrid (2004). Atualmente é professor titular do Departamento de Biblioteconomia da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo e Membro do Comitê Editorial y Científico da Universidad de Antioquia. Atua principalmente nos seguintes temas: Serviços de Informação - Qualidade. Depois de se graduar em Biblioteconomia, Vergueiro fez mestrado em Comunicação na área de HQ’s, estudando o seu papel na indústria da comunicação de massa. Após o curso, foi contratado como professor da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, quando decidiu seguir a carreira acadêmica, sempre trabalhando os dois eixos. Ou seja, na área de serviços de informação no departamento de Biblioteconomia e HQ na área de Comunicação. E, então, atendeu ao doutorado, quando estudou a temática das coleções e a forma como essas são trabalhadas nas bibliotecas públicas, estas últimas vistas como centro de cultura e elemento de informação para todas as camadas sociais. E seus pós-doutorados, na Inglaterra e na Espanha, foram sobre a questão da qualidade no serviço de informação, apesar de continuar trabalhando paralelamente a questão dos HQ´s na área de comunicação. 1 VERGUEIRO, Waldomiro et al. Como usar as histórias em quadrinhos na sala de aula. 3a. ed. São Paulo: Contexto, 2006, pg. 09. 2
    • Em 1990, criou o Núcleo de Estudos de Histórias em Quadrinhos da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. Trata-se de um centro de pesquisas sobre o tema a partir de diversas linhas de pesquisa das HQ’s, sendo que um deles é especificamente sobre HQ´s e sua utilização na Educação. 2) ATUAÇÃO E CONTRIBUIÇÕES NO CAMPO DE INTERFACES DA COMUNICAÇÃO/EDUCAÇÃO 2.1 História dos HQ´s: como surgiram Vergueiro se interessa pela leitura de Histórias em Quadrinhos desde pequeno, sendo que atualmente possui uma coleção particular de HQ’s, formada por cerca de 20 mil histórias. Ressalta que não possui predileção especial por nenhum tema, comprando e lendo de tudo. De fato, ainda brinca dizendo que, ao ter dedicado sua carreira ao estudo da comunicação nessa área, pode até se dar ao luxo de dizer que está trabalhando. Falar sobre a origem das Histórias em Quadrinhos é, como diz Vergueiro, incorrer no risco de desagradar algum dos grupos que as estuda. Isso porque há aqueles que defendem o seu surgimento no final do século XIX e outros que as consideram apenas como se apresentam hoje. Vergueiro reflete que as HQ’s vão de encontro às necessidades humanas, uma vez que utilizam a imagem gráfica, um elemento de comunicação que sempre esteve presente na história da humanidade. Lembra os desenhos do homem primitivo nas paredes das cavernas, com os registros de seu dia-a-dia como caçadas, animais selvagens existentes, indicação de seu paradeiro, entre outras informações. Pondera que, ao se fazer um exercício, imaginando esses relatos enquadrados, obtém-se algo muito similar às HQ’s atuais. O surgimento das HQ’s como meio de comunicação de massa se deu com a evolução da indústria tipográfica e o aparecimento das grandes cadeias jornalísticas, esses embasados em consistente tradição iconográfica, no final do século XIX. Apesar de sua presença em diversos países, observa-se que seu grande florescimento foi nos Estados Unidos da América, uma vez que todos os elementos sociais e tecnológicos ali já se haviam consolidado, fortalecendo o processo de transformação das HQ´s em um produto de consumo massivo. 3
    • Iniciou nas páginas dominicais dos jornais voltados às populações de migrantes, apresentando temáticas predominantemente cômicas, “com desenhos satíricos e personagens caricaturais”2. Evoluiu às célebres “tiras” e diversificaram os conteúdos, discorrendo sobre protagonistas femininas, núcleos familiares e animais antropomorfizados, porém, ainda com abordagem mais cômica. Vergueiro destaca a interessante disseminação da cultura norte-americana através da disseminação desse meio de comunicação massivo, destacando que as HQ’s eram levadas “a todo mundo pelos syndicates, grandes organizações distribuidoras de notícias e material de entretenimento para jornais de todo o planeta, colaborando, conjuntamente com o cinema, para a globalização e cultura daquele país” 3. Ao final da década de 1920 observa-se uma nova tendência – a naturalista -, onde os desenhos passam a adotar uma apresentação mais fiel de pessoas e objetos, o que resultou na ampliação do impacto junto ao público. São os conhecidos “comic books”, nos EUA, ou “gibis”, no Brasil. A Segunda Grande Guerra também influencia diretamente os enredos das HQ´s, sendo que é nessa época que surgem as histórias dos super-heróis nos conflitos armamentistas, e seu consumo massivo se estende para os adolescentes norte-americanos principalmente. Vergueiro aponta Fredric Wertham, psiquiatra alemão radicado nos EUA, como grande responsável pela disseminação do ambiente de preconceito e desconfiança quanto aos efeitos que as HQ’s poderiam surtir nas crianças e adolescentes em seu processo de aprendizagem. Wertham chegou a publicar um livro, “A sedução dos inocentes”, onde apontava para os quadrinhos como os grandes responsáveis pelo surgimento de anomalias de comportamentos sociais desses públicos. Essas críticas foram seguidas de outras em vários países da Europa e mesmo no Brasil, especialmente por representantes das áreas cultural, educacional e científica. Esse movimento fez surgir algumas legislações restritivas quanto aos temas e forma de abordagem dos quadrinhos, que resultou na elaboração de um Código de Ética dos Quadrinhos nos EUA. Em entrevista a Eloyr Pacheco4, Vergueiro destaca que, nos EUA, o Código de Ética tem restringido os temas e a forma de abordagem dos quadrinhos. Especificamente no 2 VERGUEIRO, Waldomiro et al. Como usar as Histórias em Quadrinhos em Sala de Aula. 3a. ed. São Paulo: Contexto: 2006, pg. 10. 3 VERGUEIRO, Waldomiro et al. Como usar as Histórias em Quadrinhos em Sala de Aula. 3a. ed. São Paulo: Contexto: 2006, pg. 10. 4 PACHECO, Eloyr. Entrevista com Waldomiro Vergueiro, realizada em 18/11/2004 e publicada no site “O Bigorna”, em 03/07/2005. 4
    • Brasil, seguindo a tendência dos grandes países industrializados, houve também a publicação de um Código de Ética para Quadrinhos, voltado a regular as atividades do setor. Ele destaca, porém, que o mesmo foi desenvolvido com tópicos expressos de maneira mais ampla. E observa que “talvez em virtude das próprias características da sociedade brasileira, bem menos vigilante em relação à norte-americana”, não há grande preocupação por parte dos autores e editores em respeitá-lo. Pondera que a produção nacional de quadrinhos parece ter sido muito mais afetada pela invasão de material do exterior e pelas condições de produção para manter o mercado frente a tal fluxo. 2.2 HQ´s, Ciências da Comunicação e Estudos Culturais Vergueiro lembra que as últimas décadas do século XX trouxeram maiores esclarecimentos sobre os meios de comunicação, com análises de qualidade sobre sua especificidade e seu impacto sobre a cultura da sociedade. Destaca que isso ocorreu com todos eles, como cinema, rádio, televisão, jornais, entre outros. E atingiu também as HQ’s, que passaram a receber melhor atenção das elites intelectuais e a serem aceitas como “um elemento de destaque do sistema global de comunicação e como uma forma de manifestação artística com características próprias”5. Vergueiro6 ressalta que essa nova visão em relação aos quadrinhos trouxe uma renovação da sua imagem junto à sociedade como um todo, na medida que é a partir dessa nova abordagem que eles passam a ser encarados com especificidade narrativa, analisados sob uma ótica própria e mais positiva (v, 2006, pg 17). E que isso resultou no início da aceitação das HQ´s como elemento integrante de algumas práticas pedagógicas. Vergueiro lembra que esse processo foi lento em seu início, mas que esse já era um aspecto conhecido: “... a percepção de que as histórias em quadrinhos podiam ser utilizadas de forma eficiente para a transmissão de conhecimentos específicos, ou seja, desempenhando uma função utilitária e não apenas de entretenimento, já era corrente no meio “quadrinhístico” desde muito antes de seu “descobrimento” pelos estudiosos de comunicação. As primeiras revistas de quadrinhos de caráter educacional publicadas nos Estados Unidos, ..., editadas durante a 5 VERGUEIRO, Waldomiro et al. Como usar as Histórias em Quadrinhos em Sala de Aula. 3a. ed. São Paulo: Contexto: 2006, pág. 17. 6 VERGUEIRO, Waldomiro et al. Como usar as Histórias em Quadrinhos em Sala de Aula. 3a. ed. São Paulo: Contexto: 2006, 5
    • década de 1940, traziam antologias de histórias em quadrinhos sobre personagens famosos da histórias, figuras, literárias e eventos históricos”.7 Os manuais foram uma das mais fortes utilizações das HQ’s. De fato, Vergueiro destaca que os quadrinhos são realmente muito didáticos para esse fim. Na época da Segunda Grande Guerra eles foram amplamente utilizados na elaboração de manuais para ensinar os soldados sobre como montar e desmontar metralhadoras, por exemplo. Já nesse período se constatara que a utilização de apenas um texto escrito não obtinha tanto sucesso em termos didáticos quanto a 2-3 páginas em quadrinhos conseguiam. Elas propiciam um entendimento muito mais rápido do processo. Daí ser até hoje utilizado na elaboração de manuais das mais variadas áreas de estudo. Importante esclarecer que os quadrinhos se utilizam de dois códigos distintos de transmissão de mensagem, o lingüístico e o pictórico. O lingüístico é aquele “presente nas palavras utilizadas nos elementos narrativos, na expressão dos diversos personagens e na representação de diversos sons”8. Já o pictórico é “constituído pela representação de pessoas objetos, meio ambiente, idéias abstratas e/ou esotéricas, etc”9. E Vergueiro complementa dizendo que: “além desses dois códigos, as histórias em quadrinhos desenvolveram também diversos elementos que lhes são hoje característicos e constituem elementos característicos de sua linguagem, como o balão, as onomatopéias, as parábolas visuais etc, todos eles concorrendo para a expressar uma narrativa, por mais breve que esta seja”10. Outro fato interessante que Vergueiro comenta refere-se exatamente ao uso que os próprios governos faziam das HQ's para educar o povo sobre as novas diretrizes do governo, como foi o caso, por exemplo do governo de Mao Tse-Tung, na China dos anos 50, que se utilizava deles para retratar o dia-a-dia de um soldado que trabalhava em defesa e apoio à sociedade chinesa. 7 VERGUEIRO, Waldomiro et al. Como usar as Histórias em Quadrinhos em Sala de Aula. 3a. ed. São Paulo: Contexto: 2006, pg. 17. 8 SARACENI, Mario. The language of comics. London and New York: Routledge, 2003, in VERGUEIRO, Waldomiro. Histórias em Quadrinhos e o serviço de informação: um relacionamento em fase de definição. DataGramaZero: Revista de Ciência da Informação. v.6, n.2, abr., São Paulo, v. 1, p. 12 - 14, 03 abr. 2005. 9 SARACENI, Mario. The language of comics. London and New York: Routledge, 2003, in VERGUEIRO, Waldomiro. Histórias em Quadrinhos e o serviço de informação: um relacionamento em fase de definição. DataGramaZero: Revista de Ciência da Informação. v.6, n.2, abr., São Paulo, v. 1, p. 12 - 14, 03 abr. 2005. 10 VERGUEIRO, Waldomiro. Histórias em Quadrinhos e o serviço de informação: um relacionamento em fase de definição. DataGramaZero: Revista de Ciência da Informação. v.6, n.2, abr., São Paulo, v. 1, p. 12 - 14, 03 abr. 2005. 6
    • Ainda sobre essa renovação das HQ’s, Vergueiro11 esclarece que eles: “ Resistiram aos novos meios de comunicação, utilizando a indústria em seu benefício, viraram filmes, desenhos animados, programas de rádio, jogos de videogames, RPG’s, romances, brinquedos, etc. Aos poucos, deixaram o mundo do entretenimento e invadiram as escolas, driblando os preconceitos de pais e educadores. Hoje, com a internet e os meios de comunicação eletrônicos, tentam se adaptar a uma situação ainda indefinida”. Além disso, com as modificações ocorridas nos últimos anos junto ao mercado editorial, inclusive com a abertura das chamadas “Grandes Livrarias / MegaStores” que apresentam diversos departamentos, elas já são aceitas e comercializadas com locais de destaque. De fato, algumas delas oferecem as HQ´s como coleções para públicos bem específicos. Antes disso, o local de venda das HQ´s eram as bancas de jornais, enquanto as livrarias eram voltadas a um material dito mais erudito. No Brasil é um fenômeno mais recente, com cerca de menos de dez anos, mas nos EUA e Europa já ocorre há mais tempo. Em seu texto sobre HQ´s e os serviços de informação 12, Vergueiro destaca a montagem da Gibiteca de Curitiba como um importante iniciativa para essa mudança, ainda que envolta por todo o estigma de ser uma leitura dita muitas vezes de menor valor: “A Gibiteca de Curitiba constituiu, durante um bom tempo, uma iniciativa isolada, fruto do interesse de um grupo de idealistas e amantes das histórias em quadrinhos. Embora ela jamais tenha estado inserida no âmbito de um serviço de informação tradicional e nem tenha contado com um profissional de informação para gerenciá-la, uma situação que ainda persiste, isso não impediu que se tornasse o ponto central de uma intensa atividade relacionada às histórias em quadrinhos, indo muito além de uma coleção especializada”13. Esses novos espaços de vendas fizeram com que surgisse uma produção específica para esse circuito, mais cuidada, a qual utiliza a linguagem trabalhada de forma mais 11 VERGUEIRO, Waldomiro. Caminho das Pedras: a vida adulta das HQs. Publicado em 26/10/2004 na edição especial do site do jornal Folha de S.Paulo. 12 VERGUEIRO, Waldomiro. Histórias em Quadrinhos e o serviço de informação: um relacionamento em fase de definição. DataGramaZero: Revista de Ciência da Informação. v.6, n.2, abr., São Paulo, v. 1, p. 12 - 14, 03 abr. 2005. 13 VERGUEIRO, Waldomiro. Histórias em Quadrinhos e o serviço de informação: um relacionamento em fase de definição. DataGramaZero: Revista de Ciência da Informação. v.6, n.2, abr., São Paulo, v. 1, p. 12 - 14, 03 abr. 2005. 7
    • inteligente e um material mais crítico em relação à sociedade e aos seus vários costumes sociais. Elas trazem uma visão de mundo mais contestadora e, exatamente por isso, as HQ´s passam a ser vistas de outra forma. Complementarmente a esse aumento de pontos de vendas das HQ´s, há o investimento significativo na divulgação do tema em feiras, workshops e outros eventos, como a Bienal do Livro de Fortaleza de 2006, onde Vergueiro ministrou inclusive algumas oficinas sobre a utilização das HQ´s em sala de aula. 2.3 Renovação da linguagem das HQ’s Ao aprofundar um pouco mais suas reflexões sobre a renovação da linguagem das HQ’s, Vergueiro concorda que houve uma renovação muito grande, destacando que os últimos dez anos foram muito importantes em termos de avanço. Passa-se a ter uma produção mais ambiciosa, com muito mais visibilidade, no sentido de se atingir o público. Vergueiro não mais as vê como meio de comunicação de massa, como ocorre com a televisão, por exemplo. Ele vê o seu futuro a partir de uma produção segmentada e não mais em grandes tiragens. Ou seja, HQ’s para adultos, HQ’s para mulher, HQ’s para trabalhador. Parecido com o que existe no Japão. Haverá poucas HQ’s voltadas ao grande público, muito provavelmente sendo algumas delas relacionadas com super- heróis. Talvez os super-heróis continuem por muito tempo buscando o grande público. Poderá haver também a produção infantil, como a “Mônica” do Maurício de Souza, mas sempre em paralelo a uma boa parcela da produção voltada para públicos específicos. Um exemplo atual é a “Maitena”, publicada na Argentina, que são HQ’s voltadas especificamente ao público feminino, apesar de haver homens que a lêem. Há histórias específicas, com fundo histórico e, inclusive, uma produção específica para educação. Vergueiro destaca que já existem vários trabalhos que são produzidos em quadrinhos, pensando na aplicação na educação formal. Como foi o caso da publicação recente de “Os Lusíadas” em quadrinhos, já pensando em uma utilização em educação. 2.4 HQ´s e Indústria Cultural de Massas Um outro campo que tem incentivado o mercado das HQ´s é exatamente o setor do cinema. As HQ’s fazem parte de um grande sistema de comunicação. Atualmente não se pode pensar nos meios de comunicação de forma isolada, sendo que Vergueiro defende que se trata de um grande sistema que abarca várias formas de manifestação e que pensam os produtos de uma forma aditiva. 8
    • Especificamente no caso das HQ’s, ele destaca que elas são pensadas no contexto da comunicação de massas dessa indústria como no seu potencial para extrapolar o produto quadrinhístico. Ela precisa ser pensada dentro desse contexto mais complexo, como um futuro desenho animado, jogo de videogame ou mesmo série, para depois retornar aos quadrinhos e se realimentar. Ou seja, atualmente não dá para se pensar em HQ’s por ela mesma, pois elas já não se sustentam por si só. Seu produtor, ao criá-la, tem que fazê-lo pensando em todo um modelo industrial já considerando todo o seu potencial de replicação para outras mídias. Ele observa que pensar um personagem novo sem considerar todo esse potencial, é trabalhar em algo que muito rapidamente vai se exaurir. É fundamental para o ciclo de vida do personagem que ele possa se transformar num brinquedo, num jogo, ir para o desenho animado, que possa se transformar em vários outros produtos. Pelo menos potencialmente. 2.5 Contribuindo com a inter-relação da comunicação e educação Vergueiro comenta que há muito tempo reflete sobre a inter-relação das HQ’s como veículo de Comunicação e a Educação. Esclarece que foi a partir da criação no seu departamento de uma linha de pesquisa específica em Comunicação junto à área de Biblioteconomia – a área chamada Comunicação, Informação e Educação – que efetuou a ligação da informação com a educação. Ou seja, essa área trabalha essa aproximação a partir da Biblioteconomia enquanto ciência da informação e estuda como a informação se coloca a serviço da educação, e como essas duas questões se interligam. E, dentro desse enfoque, Vergueiro, como coordenador do núcleo, escolheu como elemento de trabalho as HQ’s, em função da grande familiaridade que tem com o tema. Vergueiro lembra que há cerca de 4-5 anos apresentou uma disciplina a ser ministrada no curso de pós-graduação sob o nome “HQ, Comunicação e Educação”, ainda como ciência da comunicação, mas na área de concentração de biblioteconomia e documentação. Nessa disciplina Vergueiro trabalhava exatamente esse aspecto de reflexão das HQ’s dentro do processo educativo. Ou seja, como as HQ’s afetavam o processo didático e como poderia contribuir, entre outros aspectos. Lembra que foi durante a sua segunda ou terceira turma que surgiu a idéia de preparar um material específico, pois se aperceberam da falta de um material que fosse instrumento para a atuação dos professores. Vergueiro, então, juntou-se com seus alunos para 9
    • desenvolver o livro “Como usar as histórias em quadrinhos em sala de aula”14, o qual já está em sua terceira edição. Vergueiro enfatiza que sua aproximação com o tema é no sentido de refletir sobre formas de aplicar as HQ’s em sala de aula. Vergueiro defende que não há nenhum tema que não possa ser trabalhado através das HQ’s. Em função da sua abordagem lúdica, considera sua utilização muito apropriada em campanhas de educação popular, especialmente aquelas que visam a conscientização de um público mais simples, sem muita formação educacional, como campanhas de prevenção de AIDS , drogas, eleição e cidadania, entre outros temas. Sua maior vantagem é o baixo custo de produção em função da editoração eletrônica, frente aos demais veículos e formatos. Discorrendo especificamente sobre a área educacional, Vergueiro enfatiza que as HQ’s podem ser aplicadas em qualquer uma das disciplinas das áreas de exatas, humanas e biomédicas. E esclarece que o maior desafio é fazer com que o educador encontre e identifique as histórias em quadrinhos que se encaixem à área temática que deseja trabalhar: Filosofia, Ciências, Física, Geografia, História, entre outras. A utilização das HQ´s em qualquer dessas áreas amplia o imaginário e faz com que o processo didático se torne algo diferente, muito mais vivo e com uma maior participação dos alunos. Vergueiro lembra que o reconhecimento e aceitação formal da sua utilização como um objeto que pode contribuir para a educação formal, como material didático ou pára- didático, ocorreu com a liberação e incentivo ao seu uso em sala de aula pelos PCN´s, da Lei 9.394, de Diretrizes e Bases, promulgada em 199615. Por isso, Vergueiro considera que este é um momento muito apropriado para trabalha-las na área de Educação. Por outro lado, complementa ainda que através das pesquisas sobre essa interface entre as HQ’s e a Educação realizadas pelo NPHQ da ECA-USP, observa-se que não há resistência quanto a esse uso por parte dos educadores. Há, de um lado, muita curiosidade e vontade de utilizar e, de outro lado, muita indecisão e incerteza sobre como faze-lo. É em função dessa demanda que Vergueiro e seu grupo de pesquisadores do Núcleo estão organizando e ministrando oficinas, palestras e outros eventos, todos voltados ao esclarecimento sobre como fazer uso desse meio de comunicação em sala de aula. Foi com o objetivo de orientar esses educadores das mais diversas áreas que Vergueiro 14 VERGUEIRO, Waldomiro et al. Como usar as Histórias em Quadrinhos em Sala de Aula. 3a. ed. São Paulo: Contexto: 2006. 15 Lei 9.394, de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, promulgada em 20/12/1996. 10
    • e um grupo de pesquisadores publicou a obra “Como usar as Histórias em Quadrinhos em sala de aula”, a qual já está em sua terceira edição. Vergueiro lembra que é fundamental que trace uma estratégia para essa utilização. E destaca que as HQ’s devem ser inseridas dentro do contexto de aula enquanto uma das ferramentas de aprendizagem a serem utilizadas. Ressalta que os educadores não devem passar a impressão de que se trata de um mero passatempo ou mesmo fazer com que toda sua didática se baseie exclusivamente nas HQ’s. Isso pode fazer com que o aluno desconfie da ferramenta e do meio, deixando de interagir com o meio de comunicação, o que resultaria no não atingimento de seu objetivo didático16. 2.6 Núcleo de HQ’s, Educação e Comunicação Vergueiro esclarece que o Núcleo de Pesquisas sobre HQ’s tem vários aspectos relacionados com a área de educação. Lembra que boa parte de seus membros são professores que trabalham nos diversos níveis de ensino e que já se utilizam das HQ’s em aula. Ele mesmo e vários de seus orientandos – mais de mestrado do que de doutorado – já desenvolveram e aplicaram HQ’s em sala de aula, sendo esta a linha de discussão. Vergueiro e seus colegas autores do livro17 pretendem ampliar o enfoque que foi feito no mesmo. Em suas primeiras edições já publicadas, as HQ’s são trabalhadas primeiro a partir de uma visão geral de suas aplicações. E numa segunda parte é que se faz a ligação de seu uso com áreas específicas como Geografia, Língua Portuguesa, História e Artes, entre outras. Para a próxima edição, pensam em acrescentar outros capítulos específicos. Com relação aos estudos desenvolvidos pelo Núcleo, Vergueiro destaca ainda aqueles que trabalham a questão das temáticas tratadas em várias das HQ’s voltadas ao consumo massivo e suas ligações com o conteúdo cultural ali inserido. Revela que trabalha muito essa área de estudo a partir de teóricos como Stuart Hall e Raymond Williams, demonstrando a forte influência inglesa que tem em suas pesquisas. De fato, ao discorrer sobre os aspectos culturais na atual sociedade da informação, Williams18 destaca as mudanças que estão ocorrendo, pois não só o nível de consumo cultural está bastante ampliado, apresentando uma mudança qualitativa quando 16 VERGUEIRO, Waldomiro et al. 2006 17 VERGUEIRO, Waldomiro et al. Como usar as histórias em quadrinhos em sala de aula. 18 WILLIAMS, Raymond. Cultura. 2a. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2000. 11
    • comparada com formas anteriores mais limitadas e mais ocasionais, como também se observa essa transformação ao nível de formas de produção e distribuição cultural. Quanto a Hall19, ele aponta que as velhas identidades que simbolizaram a estabilidade do mundo social por tanto tempo estão em declínio. E ressalta o surgimento de novas identidades, as quais estão tornando o indivíduo, antes voltado ao consumo massivo, fragmentado. Ele observa que a “crise da modernidade” está inserida num processo mais amplo de mudança, o qual está provocando o deslocamento das estruturas e processos centrais das sociedades modernas e, conseqüentemente, abalando os quadros referenciais que propiciavam ao homem uma referência, uma ancoragem estável no mundo social. Um trabalho muito interessante desenvolvido recentemente sobre a utilização dos quadrinhos como reflexo dos aspectos culturais e suas mudanças na pós-modernidade foi a monografia da estudante Agda Dias Baeta, sob o título Disney Pós-Moderna – A presença do discurso pós-moderno nas histórias em quadrinhos da personagem Margarida. Seu trabalho trata da personagem Margarida, da Disney e a mudança cultural de seu personagem ocorrida a partir dos anos 60, com o movimento da emancipação feminina. A personagem abandona a imagem de dona-de-casa e assume um papel de jornalista, juntamente com o Donald e Peninha, sendo que, em alguns episódios dos HQ´s, é considerada a melhor profissional do jornal onde os três trabalham. Ela passa a assumir a postura / imagem de uma “patinha / mulher” independente, que tem sua vida, seu dinheiro, e ainda opta por ter um namorado com quem se encontra regularmente, o Donald. Sempre mantendo sua feminilidade e independência. Vergueiro aponta que a percepção dos elementos culturais e conseqüente absorção de várias manifestações humanas surge já na década de 1950, sendo que a preocupação com a continuidade desses estudos continua plenamente atual. Esses dois autores parecem ter uma percepção da mídia e de sua contribuição social junto aos aspectos culturais da sociedade muito mais avançada que em outras áreas. É exatamente a partir dessa abordagem que Vergueiro trabalha a questão da cultura. 2.7 HQ´s: as vantagens de se adotar como ferramenta didática Vergueiro comenta sobre as vantagens da utilização das HQ’s e o quais os aspectos que mais atraem seu público leitor. Destaca que elas fazem parte do cotidiano das 19 HALL, Stuart. 7a. ed. Rio de Janeiro: DP&A, 2003. 12
    • crianças e adolescentes, o que faz com que não agrida a realidade do aluno. Ou seja, é algo com que ele já está familiarizado. Vergueiro destaca como exemplo o cinema. Ou seja, nem todos os alunos têm familiaridade com o cinema, especialmente aqueles que vivem nas pequenas cidades ou mesmo na periferia dos grandes centros urbanos. Elas não vão ao cinema com freqüência. Já no caso das HQ’s, o cenário é diferente. Elas estão muito mais presentes já que podem ser encontradas em diferentes locais, como bancas de jornal. Ele esclarece que mesmo as famílias mais humildes acabam tendo contato com os quadrinhos. O encontro se dá até por acaso, na rua, no barbeiro, no médico, ou seja, em qualquer lugar. É nesse sentido que Vergueiro defende que não agridem o leitor, uma vez que fazem parte do seu cotidiano por serem muito fáceis de localizar e serem transportadas. Não é algo estranho que está entrando forçosamente em seu universo. Uma outra vantagem é seu custo de aquisição que é muito baixo, comparado com outras coisas, como entretenimentos e até meios de comunicação. Além disso, tem a questão da imagem desenhada associada à linguagem escrita, que propiciam uma série de benefícios, como o estímulo à criatividade e ampliação da compreensão do conteúdo a ser transmitido, entre outros aspectos cognitivos. E falar de um meio de comunicação que desenvolva todas essas capacidades num país que apresenta uma população com altos índices de analfabetismo, aliado a grande dificuldade de compreensão da palavra escrita, é algo para ser analisado com carinho e atenção. As HQ’s conseguem efetivamente levar a mensagem de uma maneira muito mais efetiva. Ao compara-la com alguns outros meios de comunicação, observa-se que sua linguagem é bastante simples de ser compreendida, pois seus principais códigos ou símbolos já são familiares a seus leitores. Qualquer criança sabe o que é um balão de pensamento e um balão de fala, sabe ler uma história, sabe a ordem de como os quadrinhos são lidos (da esquerda para a direita e de cima para baixo, nos países ocidentais, por exemplo). Ou seja, são coisas que a criança facilmente desenvolve e, conseqüentemente, são coisas que o educador pode desenvolver em sala de aula. Há várias opções para se trabalhar com os quadrinhos. Tanto se pode utilizar aqueles já produzidos no mercado, buscando em jornais velhos, revistas ou mesmo comprando, dependendo do poder aquisitivo, como pode desenvolver com os alunos determinados temas utilizando a própria linguagem dos quadrinhos. Vergueiro aponta 13
    • que há algumas iniciativas muito bem sucedidas nesse sentido, sendo que os alunos até pediram para fazer determinada descrição. Lembra do caso de uma aluna sua que levou os próprios alunos ao zoológico e, ao final, pediu a eles que fizessem uma redação sobre a visita. E, para sua surpresa, vários deles pediram para montar HQ’s, narrando o passeio ao zoológico. Ele esclarece que, nesse caso, a preocupação estava na narrativa aliada à lógica dos desenhos e não no desenvolvimento de uma obra de arte. Ou seja, as HQ’s como linguagem se apresentam como um meio muito efetivo de informação e comunicação. Elas ajudam os educadores no processo educativo. Finalizando, Vergueiro resume como principais vantagens de sua utilização os tópicos que seguem: - os estudantes querem ler os quadrinhos; - palavras e imagens, juntos, ensinam de forma mais eficiente; - existe um alto nível de informação nos quadrinhos; - as possibilidades de comunicação são enriquecidas pela familiaridade com as histórias em quadrinhos; - os quadrinhos auxiliam no desenvolvimento do hábito de leitura; - eles enriquecem o vocabulário dos estudantes; - o caráter elíptico da linguagem quadrinhística obriga o leitor a pensar e imaginar; - têm um caráter globalizador; - podem ser utilizados em qualquer nível escolar e com qualquer tema.20 3) Sujeito receptor e o processo de mediações nas HQs Ao tratar da questão do sujeito receptor e do processo de mediações nas HQ’s, Vergueiro aponta que há uma rede de consumidores que se interessam por HQ’s, sendo que esse universo de leitores se concentra basicamente num período específico do desenvolvimento da pessoa. A princípio, o grande grupo de leitores de HQ’s se concentra entre o início da adolescência até o começo da idade adulta, ou seja, entre os 11 e 25 anos. É o público dessa faixa etária que movimenta o mercado. E ressalta que, contudo, observa-se atualmente um interesse geral da própria sociedade, do mercado, dos editores, dos produtores, em ampliar esse público, sendo que, 20 VERGUEIRO, Waldomiro. Pgs 21-25. 14
    • conseqüentemente, há uma produção bastante grande de quadrinhos voltada a outros perfis de faixa etária. Ele complementa dizendo que o desenvolvimento de novos mercados de HQ’s passa necessariamente pelo conteúdo das mesmas, pela qualidade dos desenhos apresentados e pelo perfil dos heróis representados, qualidade impressão e acabamento da peça, entre outros aspectos pertinentes. Portanto, há que se pensar e analisar exatamente no perfil do público com o qual se deseja falar para se desenvolver HQ’s específicas para eles. 4) Gestão de Conhecimento e o Profissional da área de Informação A gestão do conhecimento é uma teoria que tem crescido muito na área de ciências da informação. Na verdade, ela vai surgir na administração, e depois vai ser apropriada pela ciência da informação. Ou seja, a idéia da gestão do conhecimento é trabalhar a administração das questões de informação antes delas se tornarem explícitas. Parte-se do pressuposto que o conhecimento existe nas organizações de uma forma explícita, ou seja, transcrito em documentos, estabelecido em manuais, em livros, em todas as manifestações físicas, existindo também de forma tática, na cabeça das pessoas que estão atuando nessas organizações. A gestão do conhecimento vai se preocupar exatamente com o gerenciamento do conhecimento tático/prático e do conhecimento explícito. E o trabalho que Vergueiro tem feito na área da informação é exatamente no sentido de que o profissional da informação tenha uma contribuição a dar nessa área. Porque a técnica de gerenciamento do conhecimento já é dominada e pode contribuir bastante nesse sentido. Atualmente a empresa bem-sucedida é aquela que sabe administrar bem o seu capital intelectual, o conhecimento dos funcionários. Isso dá rapidez de resposta, habilidade de analisar corretamente as tendências de mercado, e tudo mais. Também faz com que os trabalhadores se sintam motivados pela organização. Segundo Vergueiro, esse tema tem sido trabalhado pelos pesquisadores na área de ciências da informação. 5) Perfil do profissional da informação Para Vergueiro o profissional da informação com boa formação para trabalhar na gestão da informação pode ser um bibliotecário, um administrador de um centro de informações, um administrador de um museu, de um arquivo. São pessoas que têm conhecimento e informação para administrar toda a produção registrada. Tanto é o bibliotecário tradicional que está trabalhando na biblioteca pública, na biblioteca 15
    • escolar como é o gerente de informações de uma empresa que está trabalhando num serviço de informação de ponta, apenas identificando novos produtos, novas estratégias, novas linhas de atuação dos concorrentes das empresas. É o que se chama de datamind, por exemplo. 6) Mudanças desse perfil Vergueiro destaca que o perfil do profissional de informação está mudando muito. Ele tem que ter o domínio das tecnologias, ser muito mais pró-ativo, ir além daquilo que se espera dele. Antes se pensava esse profissional deveria ser um educador no sentido de educar os usuários a utilizar os meios de comunicação, os produtos de informação, as fontes de referência e tudo mais. Hoje em dia o cliente corporativo não tem tempo para aprender. Ele busca um profissional que já traga as respostas. É nesse sentido que o profissional tem que ser muito mais do que um fornecedor de informação, mais que um sintetizador do que existe no mercado e trazer a informação mastigada, trabalhada e analisada, para que o dono da empresa, o político, o administrador tome a decisão com as informações já bem definidas. Não se pode perder tempo. Vergueiro reconhece que, apesar de muitos esforços, a ECA-USP ainda está longe de conseguir formar profissionais com esse perfil para o mercado. Esclarece que a própria rotina universitária toma uma boa parte do tempo dos coordenadores como ele, sendo que a formulação do programa de pós-graduação nessa área levou alguns anos. E que o objetivo agora é investir na graduação para atender melhor esse mercado. Como isso ainda deverá levar mais algum tempo, orienta que, atualmente, os profissionais que têm interesse em investir em uma formação específica na área devem buscar os cursos de especialização que atualmente são ofertados por várias instituições educacionais. E esclarece que, pelo fato do acesso à internet e aos meios de comunicação eletrônica ter ficado muito fácil, desenvolveu-se uma idéia de que exercer o papel de mediador nessa área é algo fácil e simples de se realizar. Porém, trata-se de uma idéia errônea. Esse profissional precisa desenvolver determinadas habilidades e conhecimentos específicos que só se recebe sistematicamente no ambiente acadêmico. Vergueiro enfatiza que o fato de não haver hoje a oferta de um curso de graduação que municie o aluno com o conhecimento sobre essas características, ele pode buscar um curso de especialização ou mesmo um mestrado profissionalizante. 16
    • 7) Publicações Além da obra sobre HQ´s anteriormente citada, Vergueiro publicou também um livro sobre o centenário da Revista Tico-Tico, completado no final do ano passado. Tem mais dois livros no prelo que tratam sobre HQ´s, os quais já foram entregues aos editores. Um deles fala especificamente sobre os quadrinhos no Brasil, o qual foi desenvolvido numa parceria entre alguns pesquisadores do núcleo de quadrinhos e o Vergueiro. Esclarece que vários dos capítulos desses livros já foram publicados no exterior, inclusive na revista Latino-Americana de Estúdios da la storia, em Cuba. Então, o grupo de autores decidiu traduzi-los para o português, acrescentar mais algum conteúdo e publicar o livro, o qual já está na editora. E acrescenta que publicou também 4 livros na área de ciências da informação, sobre os seguintes tópicos: coleções, seleção, aquisição e qualidade em serviços da informação. Isso sem falar das dezenas de artigos publicados em revistas científicas e algumas centenas na internet. 8) BIBLIOGRAFIA CONSULTADA PARA ELABORAÇÃO DESTE TRABALHO: BAETA, Agda Dias. Disney Pós-Moderna – A presença do discurso pós-moderno nas histórias em quadrinhos da personagem Margarida. Monografia de curso de Especialização em Gestão Estratégica em Comunicação Organizacional e relações públicas. Orientador: Mauro Wilton de Sousa. CASTELLS, Manuel. A Sociedade em Rede.7a. Ed. São Paulo: Paz e Terra, 2003. EISNER, Will. Quadrinhos e Arte Seqüencial. 3a. Ed. São Paulo: Martins Fontes, 1999. HALL, Stuart. A Identidade Cultural na Pós-Modernidade. 7a. Ed. Rio de Janeiro: Editora DP&A, 2003. HUERGO, Jorge. Comunicación/Educación: itinerários transversales. In VALDERRAMA, Carlos. Comunicación & Educación. Bogotá: Universidade Central, 2000, pg. 3-25. KAPLÚN, Mario. Processos educativos e canais de comunicação, in Comunicação e Educação, jan/abr, 1999, pg. 68-75. LÉVY, Pierre. As Tecnologias da Inteligência – O futuro do pensamento na era da informática. 15a. ed. São Paulo: Editora 34, 2006, pág. 131. 17
    • MARTIN-BARBERO, Jesús. Ensanchando territórios en comunicación/educación. In VALDERRAMA, Carlos. Comunicación & Educación, Bogotá: Universidad Central, 2000, pg. 101-113. MARTIN-BARBERO, Jesús. Dos Meios às Mediações – Comunicação, cultura e hegemonia. 2a. Ed. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 2003. SOARES, Ismar de Oliveira. Comunicação/Educação, a emergência de um novo campo e o perfil de seus profissionais, in Contato, Brasília, Ano I, N.I, jan/mar, 1999, pg. 19-74. VERGUEIRO, Waldomiro; BARBOSA, Alexandre; RAMA, Angela; VILELA, Tulio. Como usar as Histórias em Quadrinhos na Sala de Aula. 1a. Ed. São Paulo: Contexto, 2004. VERGUEIRO, Waldomiro. Histórias em Quadrinhos e o serviço de informação: um relacionamento em fase de definição. DataGramaZero: Revista de Ciência da Informação. v.6, n.2, abr., São Paulo, v. 1, p. 12 - 14, 03 abr. 2005. WILLIAMS, Raymond. Cultura. 2a. Ed. São Paulo: Paz e Terraz, 2000. 9) ORIENTAÇÕES Orientações em andamento Teses de Doutorado Claudio Marcondes de Castro Filho. Interação nas Bibliotecas de Pós-raduação Stricto Sensu nos Cursos de Biblioteconomia e Ciência da Informação.. Início: 2003. Tese (Doutorado em Ciências da Comunicação) - Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. (Orientador). Valéria Aparecida Bari. O potencial das histórias em quadrinhos na formação de leitores: busca de um contraponto entre os panoramas culturais brasileiro e europeu. Início: 2003. Tese (Doutorado em Ciências da Comunicação) - Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. (Orientador). Gazy Andraus. As histórias em quadrinhos autorais adultas como veículo artístico- comunicacional-científico de apoio educacional à universidade. Início: 2002. Tese (Doutorado em Ciências da Comunicação) - Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. (Orientador). Orientações concluídas Teses de Mestrado Lucimar Ribeiro Mutarelli. Os quadrinhos autorais como meio de cultura e informação: um enfoque em sua utilização educacional e como fonte de leitura. 2004. Dissertação 18
    • (Mestrado em Ciências da Comunicação) - Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, . Orientador: Waldomiro de Castro Santos Vergueiro. Carmem Verônica Abdala. Critérios de qualidade do serviço de fornecimento de documentos científicos sob a percepção do usuário final. 2003. Dissertação (Mestrado em Ciências da Comunicação) - Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, . Orientador: Waldomiro de Castro Santos Vergueiro. Mery Piedad Z. Igami. A avaliação de desempenho na gestão das bibliotecas especializadas nos institutos públicos de pesquisa. 2003. Dissertação (Mestrado em Ciências da Comunicação) - Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, . Orientador: Waldomiro de Castro Santos Vergueiro. Cláudio Marcondes de Castro Filho. Biblioteca no ensino e aprendizagem da língua inglesa. 2003. Dissertação (Mestrado em Ciências da Comunicação) - Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, . Orientador: Waldomiro de Castro Santos Vergueiro. Maria Alice Romano Caputo. Histórias em Quadrinhos: Um potencial de informação inexplorado. 2003. Dissertação (Mestrado em Ciências da Comunicação) - Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, . Orientador: Waldomiro de Castro Santos Vergueiro. Antonio Marcos Amorim. A globalização do mercado de periódicos científicos eletrônicos e os consórcios de bibliotecas universitárias brasileiras: desafios à democratização do conhecimento científico. 2002. Dissertação (Mestrado em Ciências da Comunicação) - Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, . Orientador: Waldomiro de Castro Santos Vergueiro. Eliane Falcão Tuler Xavier. Qualidade nos serviços ao cliente: Um estudo de caso em bibliotecas universitárias da área odontológica. 2001. Dissertação (Mestrado em Ciências da Comunicação) - Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, . Orientador: Waldomiro de Castro Santos Vergueiro. Nádia Maria dos Santos Hommerding. O profissional da informação e a gestão do conhecimento nas empresas: Um novo espaço para atuação, com ênfase no processo de mapeamento do conhecimento e disponibilização por meio da intranet. 2001. Dissertação (Mestrado em Ciências da Comunicação) - Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, . Orientador: Waldomiro de Castro Santos Vergueiro. Raquel Naschenveng Mattes. Informatização de bibliotecas iniversitárias: Parâmetros para planejamento e avaliação. 1999. 0 f. Dissertação (Mestrado em Departamento de Biblioteconomia e Documentação) - Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, . Orientador: Waldomiro de Castro Santos Vergueiro. Mary Julce Cornelsen. Gerência da Informação como Recurso Estratégico nas Empresas: O caso Eliane Paraná. 1999. 0 f. Dissertação (Mestrado em Departamento de Biblioteconomia e Documentação) - Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, . Orientador: Waldomiro de Castro Santos Vergueiro. Valéria Martim Valls. O profissional da informação no sistema da qualidade nas empresas: Um novo espaço para atuação com ênfase no controle de documentos . 1998. 0 f. Dissertação (Mestrado em Ciências da Comunicação) - Escola de 19
    • Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, . Orientador: Waldomiro de Castro Santos Vergueiro. Elisa Campos Machado. Um estudo sobre as bibliotecas da Universidade de São Paulo. 1998. 0 f. Dissertação (Mestrado em Departamento de Biblioteconomia e Documentação) - Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, . Orientador: Waldomiro de Castro Santos Vergueiro. Teses de doutorado Valéria Martim Valls. Gestão da qualidade em serviços de informação no Brasil: estabelecimento de um modelo de referência baseado nas diretrizes da NBR ISO 9001. 2005. 247 f. Tese (Doutorado em Ciências da Comunicação) - Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, . Orientador: Waldomiro de Castro Santos Vergueiro. Nora Alicia Delgado Torres. Motivação no Trabalho e Clima Organizacional: Estudo nas Bibliotecas Universitárias Brasileiras e Colombianas. 2004. 185 f. Tese (Doutorado em Ciências da Comunicação) - Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. Orientador: Waldomiro de Castro Santos Vergueiro. Márcia Silveira Kroeff. A pós-graduação em educação física no Brasil: Estudo das características e tendências da produção científica dos professores doutores. 2000. 0 f. Tese (Doutorado em Ciências da Comunicação) - Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. Orientador: Waldomiro de Castro Santos Vergueiro. 10)PRODUÇÃO LITERÁRIA DE WALDOMIRO VERGUEIRO Artigos publicados em periódicos VERGUEIRO, W. C. S. . A pesquisa em quadrinhos no Brasil: a contribuição da universidade.. Cultura Pop Japonesa, São Paulo, v. 1, p. 15-26, 2005. VERGUEIRO, W. C. S. ; IGAMI, Mery P Zamudio ; SAMPAIO, Maria Immaculada Cardoso . El uso del Servqual en la verificacion de la calidad de los servicios de unidades de información: el caso de la biblioteca del IPEN.. Revista Interamericana de Bibliotecologia, v. 28, n. 2, p. 177-191, 2005. VERGUEIRO, W. C. S. . The Brazilian X-Men: How Brazilian Artists Have Created Stories That Stan Lee Does Not Know About. International Journal Of Comic Art, v. 6, n. 1, p. 221-235, 2004. VERGUEIRO, W. C. S. ; LONGO, Rose Mary Juliano . Gestão da qualidade em serviços de informação do setor público: características e dificuldades para sua implantação. Revista Digital de Bibloteconomia e Ciência da Informação, Campinas, v. 1, n. 1, p. 39-59, 2003. VERGUEIRO, W. C. S. . Perfil de la lectora brasileña de historieta: Una investigación participativa. Revista Latinoamericana de Estudios Sobre La Historieta, v. 3, n. 9, p. 41-60, 2003. 20
    • VERGUEIRO, W. C. S. ; CARVALHO, Telma de . Programas de Calidad en las bibliotecas brasileñas: panorama y perspectivas. Scire, ZARAGOZA, v. 9, p. 75-83, 2003. VERGUEIRO, W. C. S. ; SANTOS, Thais Aparecida . Gerenciamento de informações para universidades corporativas. Perspectivas em Ciência da Informação, Belo Horizonte, v. 7, n. 1, p. 79-91, 2002. VERGUEIRO, W. C. S. ; BRITO, G. F. . As Learning Organizations e os profissionais da informação. Perspectivas em Ciência da Informação, Belo Horizonte, v. 6, n. 2, p. 249-260, 2001. VERGUEIRO, W. C. S. . Brazilian pornographic comics: A view on the eroticism of a Latin American culture in the work of artist Carlos Zéfiro. International Journal of Comic Art, Drexel Hill, v. 3, n. 2, p. 70-78, 2001. VERGUEIRO, W. C. S. . Em defesa das HQs: O Núcleo de Pesquisas de Histórias em Quadrinhos da ECA-USP. Quadreca, São Paulo, n. 12, p. 61-63, 2001. VERGUEIRO, W. C. S. . Desarrollo y perspectivas de la historieta infantil brasileña: las incógnitas de um nuevo siglo. Revista Latinoamericana de Estúdios sobre la Historieta, La Habana, v. 1, n. 1, p. 3-14, 2001. VERGUEIRO, W. C. S. . Una visión del erotismo en la cultura latinoamericana en las obras del artista Carlos Zéfiro. Revista Latinoamericana de Estúdios sobre la Historieta, La Habana, v. 1, n. 3, p. 139-146, 2001. VERGUEIRO, W. C. S. ; CARVALHO, Telma de . Definição de indicadores de qualidade: A visão dos administradores e clientes de bibliotecas universitárias. Perspectivas em Ciência da Informação, Belo Horizonte, v. 6, n. 1, p. 27-40, 2001. VERGUEIRO, W. C. S. . Editorial. Agaquê, São Paulo, v. 3, n. 1, 2001. VERGUEIRO, W. C. S. . Editorial. Agaquê, São Paulo, v. 3, n. 2, 2001. VERGUEIRO, W. C. S. . Editorial. Agaquê, São Paulo, v. 3, n. 3, 2001. LEITÃO, B. J. ; VERGUEIRO, W. C. S. . Using the focus group approch for evaluating customer's opinions: the experience of a Brazilian academic library. New Library World, Drexel Hill, v. 101, n. 1154, p. 60-65, 2000. VERGUEIRO, W. C. S. . Brazilian superheroes in search of their own identities. International Journal Of Comic Art, v. 101, n. 1154, p. 60-65, 2000. VERGUEIRO, W. C. S. . Reféns do virtual: o anonimato na Internert. Informativo Jr, São Paulo, v. 2, n. 7, 2000. VERGUEIRO, W. C. S. . Editorial. Agaquê, v. 2, n. 3, 2000. VERGUEIRO, W. C. S. . Editorial. Agaquê, v. 2, n. 4, 2000. 21
    • VERGUEIRO, W. C. S. . Reféns do virtual: o anonimato na Internet. Espiral: Revsita eletrônica do Núcleo José Reis de Divukgação Cientíca. Espiral Revista Eletrônica do Núcleo José Reis de Divulgação Científica, v. 1, n. 3, 2000. VERGUEIRO, W. C. S. ; LEITÃO, B. J. . A utilização do grupo de foco para a avaliação da opinião dos clientes: a experiência do Serviço de Biblioteca e DOcumentação da ECA/USP.. Informação & Informação, Londrina, v. 4, n. 2, p. 95-104, 1999. VERGUEIRO, W. C. S. . Children's comics in Brazil: From Chiquinho to Mônica, a difficult journey. International Journal Of Comic Art, Drexell Hill, n. 1, p. 171-186, 1999. VERGUEIRO, W. C. S. . A odisséia dos quadrinhos infantins brasileiros: Parte 1:. Agaquê, v. 2, n. 1, 1999. VERGUEIRO, W. C. S. . A odisséia dos quadrinhos infantis brasileiros. Agaquê, v. 2, n. 2, 1999. VERGUEIRO, W. C. S. . Editorial. Agaquê, São Paulo, v. 1, n. 3, 1999. VERGUEIRO, W. C. S. . Editorial. Agaquê, São Paulo, v. 1, n. 4, 1999. VERGUEIRO, W. C. S. . Editorial. Agaquê, São Paulo, v. 2, n. 1, 1999. VERGUEIRO, W. C. S. . Editorial. Agaquê, São Paulo, v. 2, n. 2, 1999. VERGUEIRO, W. C. S. . Information and technology transfer in Brazil: evolution and perspectives.. New Library World, London, v. 99, n. 1141, p. 112-117, 1998. VERGUEIRO, W. C. S. . A gestão da qualidade em serviços de informação no Brasil: uma revisão da literatura. . Perspectiva Em Ciência da Informação, Belo Horizonte, v. 3, n. 1, p. 47-59, 1998. VERGUEIRO, W. C. S. . As bibliotecas, os centros de informação e o consumidor (ou vá se queixar ao bispo antes que eu me esqueça!).. Palavra Chave, São Paulo., n. 10, p. 3-7, 1998. VERGUEIRO, W. C. S. . Seleccion de recursos de informacion en Internet: el desafio para bibliotecas y bibliotecarios de paises en desarrollo.. Boletin de La Asociación de Bibliotecarios Profesionais de Rosario, Rosario., n. 9, p. 21-30, 1998. VERGUEIRO, W. C. S. . Alguns aspectos da sociedade e da cultura brasileiras nas histórias em quadrinhos. Agaquê, v. 1, n. 1, 1998. VERGUEIRO, W. C. S. . Editorial. Agaquê, v. 1, n. 1, 1998. VERGUEIRO, W. C. S. . Editorial. Agaquê, São Paulo, v. 1, n. 2, 1998. VERGUEIRO, W. C. S. . Editorial. Agaquê, São Paulo, v. 1, n. 1, 1998. VERGUEIRO, W. C. S. . Bibliographic database quality improvement of a Brazilian University's library system.. New Library World, Londres, n. 98, p. 98-105, 1997. 22
    • VERGUEIRO, W. C. S. . Collection development in Brazilian public libraries: evolution, perspectives and difficulties for a systematic approach.. Collection Building, London, v. 16, n. 1, p. 4-11, 1997. VERGUEIRO, W. C. S. . O fortalecimento do cliente: alternativa para a valorização das bibliotecas públicas em um ambiente de informação eletrônica.. Informação e Informação, Londrina, 1997. VERGUEIRO, W. C. S. . O futuro das bibliotecas e o desenvolvimento de coleções: pespectivas de atuação para uma realidade em efervescência.. Perpectivas Em Ciências da Informação, Rio de Janeiro., v. 2, n. 1, p. 93-101, 1997. VERGUEIRO, W. C. S. . Quality Management: The Way To Improve Latin American Public Libraries?. LIBRARY MANAGEMENT, v. 17, n. 1, p. 25-32, 1996. VERGUEIRO, W. C. S. . Collection Development In Academic Libraries: A Brazilian Library'S Experience. NEW LIBRARY WORLD, v. 97, n. 1128, p. 15-24, 1996. VERGUEIRO, W. C. S. . Implicações éticas nos serviços de aquisição: algumas reflexões a partir da realidade brasileira.. Cadernos de Biblioteconomia Arquivística e Documentação, Lisboa, n. 1, p. 85-94, 1996. VERGUEIRO, W. C. S. . Perspectives For Information Services In Developing Countries. NEW LIBRARY WORLD, v. 96, n. 1118, p. 23-29, 1995. VERGUEIRO, W. C. S. . Comic Book Collection In Brazilian Public Libraries: The Gibitecas. NEW LIBRARY WORLD, v. 95, n. 1117, p. 14-18, 1994. VERGUEIRO, W. C. S. . Etica Profissional Versus Etica Social: Uma Abordagem Sobre Os Mitos da Biblioteconomia. PALAVRA-CHAVE, n. 8, p. 8-11, 1994. POBLACION, D. A. ; VERGUEIRO, W. C. S. . El Agente de La Informacion En Brasil: Perspectivas de Actuacion Para Asociaciones Profesionales. CIENCIAS DE LA INFORMACION, CUBA, v. 24, n. 3, p. 147-153, 1993. VERGUEIRO, W. C. S. . Desenvolvimento de Colecoes: Uma Nova Visao Para O Planejamento de Recursos Informacionais. CIENCIA DA INFORMACAO, v. 22, n. 1, p. 13-21, 1993. VERGUEIRO, W. C. S. . Brazilian Comic Artists In The United States. BRAZILIAN COMMUNICATION RESEARCH YEARBOOK, v. 2, p. 99-106, 1993. VERGUEIRO, W. C. S. . A Eca e As Historias Em Quadrinhos. COMUNICACOES E ARTES, v. 16, n. 27, 1992. VERGUEIRO, W. C. S. . Bibliotecas Publicas e Mudanca Social: Algumas Reflexoes. ANUARIO DE INOVACOES EM COMUNICACOES E ARTES, v. 2, p. 72-88, 1991. VERGUEIRO, W. C. S. . Historias Em Quadrinhos e Identidade Nacional: O Caso Perere. COMUNICACOES E ARTES, São Paulo, v. 15, n. 24, p. 21-26, 1990. MARTUCCI, E. M. ; SACCHI JR, N. ; ALMEIDA JR, O. F. ; VERGUEIRO, W. C. S. . Educacao Continua do Bibliotecario: Diagnostico das Necessidades de Informacao do 23
    • Bibliotecario Paulista. REVISTA DA ESCOLA ADE BIBLIOTECONOMIA DA UFMG, v. 19, n. 1, p. 94-134, 1990. VERGUEIRO, W. C. S. . Gibitecas: estrutura, organização e acervo.. Informação Cultural, n. 10, p. 2-10, 1990. VERGUEIRO, W. C. S. . A função social do Bibliotecário: uma questão nunca suficientemente discutida.. Informação Cultural, v. 6, 1990. VERGUEIRO, W. C. S. . Bibliotecário e mudança social: por um bibliotecário ao lado do povo.. Revista de Biblioteconomia de Brasília, Brasília, v. 16, n. 2, p. 207-215, 1988. VERGUEIRO, W. C. S. . Estudos de usuários como instrumentos para diminuição da incerteza bibliográfica. Revista da Escola de Biblioteconomia da Ufmg, Belo Horizonte, v. 17, n. 12, p. 104-118, 1988. POBLACIÓN, Dinah Aguiar ; CUNHA, I. M. F. ; KOBASHI, Nair Yumiko ; VERGUEIRO, W. C. S. . O processo de implantação do currículo de Biblioteconomia na ECA-USP: Uma experiência democrática. Cadenos de Biblioteconomia, n. 10, p. 106-114, 1988. VERGUEIRO, W. C. S. . Censura e seleção de materiais em bibliotecas: o despreparo dos bibliotecários brasileiros. Ciência da Informação, São Paulo, v. 16, n. 1, p. 21-26, 1987. VERGUEIRO, W. C. S. . Estabelecimento de políticas para o desenvolvimento de coleções. Revista de Biblioteconomai de Brasília, Brasília, v. 15, n. 2, p. 193-202, 1987. VERGUEIRO, W. C. S. . Os bibliotecários, as bibliotecas e a censura. Boletim da Associação Paulista de Bibliotecários, São Paulo, v. 3, n. 2, p. 2-3, 1986. Principais livros publicados/ organizados ou edições VERGUEIRO, W. C. S. (Org.) ; RAMA, Angela (Org.) . Como usar as histórias em quadrinhos na sala de aula. 3. ed. São Paulo: Contexto, 2006. v. 1. 155 p. VERGUEIRO, W. C. S. (Org.) . Como usar as histórias em quadrinhos na sala de aula. 2. ed. São Paulo: Contexto, 2005. v. 1. 157 p. VERGUEIRO, W. C. S. (Org.) ; SANTOS, Roberto Elísio dos (Org.) . O Tico-Tico: 100 anos da primeira revista de quadrinhos brasileira.. São Paulo: Opera Graphica Editora, 2005. v. 1. 153 p. VERGUEIRO, W. C. S. . Meu Brasil Mio. 1. ed. La Habana: Pablo de La Torriente, 2005. v. 1. 50 p. VERGUEIRO, W. C. S. (Org.) ; RAMA, Ângela (Org.) . Como usar as histórias em quadrinhos em sala de aula.. 1. ed. São Paulo: Contexto, 2004. v. 1. 157 p. VERGUEIRO, W. C. S. . Qualidade em serviços de informação. São Paulo: Arte e Cultura, 2002. v. 1. 113 p. 24
    • VERGUEIRO, W. C. S. . Seleção de materiais de informação. 2. ed. Brasília: Lemos Informação e Comunicação, 1997. v. 1. 118 p. ANDRADE, D. ; VERGUEIRO, W. C. S. . Aquisição de Materiais de Informação. , 1996. VERGUEIRO, W. C. S. . Seleção de Materiais de Informação: Princípios e Técnicas. , 1995. VERGUEIRO, W. C. S. . Desenvolvimento de Coleções. São Paulo: Associação Paulista de Bibliotecários, 1989. v. 1. 106 p. Capítulos de livros publicados VERGUEIRO, W. C. S. ; RAMA, Angela . Uso das HQS no ensino. In: Waldomiro Vergueiro. (Org.). Como usar as histórias em quadrinhos na sala de aula.. 3 ed. São Paulo: Contexto, 2006, v. 1, p. 7-29. VERGUEIRO, W. C. S. ; RAMA, Angela . A linguagem dos quadrinhos: uma alfabetização necessária. In: Waldomiro Vergueiro. (Org.). Como Usar as Histórias em Quadrinhos na sala de aula. 3 ed. São Paulo: Contexto, 2006, v. 1, p. 31-64. VERGUEIRO, W. C. S. . Uso das HQs no ensino. In: Angela Rama; Waldomiro Vergueiro. (Org.). Como usar as histórias em quadrinhos na sala de aula. 2 ed. São Paulo: Contexto, 2005, v. , p. 7-29. VERGUEIRO, W. C. S. . A linguagem dos quadrinhos:uma alfabetização necessária. In: Angela Rama; Waldomiro Vergueiro. (Org.). Como usar as histórias em quadrinhos em sala de aula. 2 ed. São Paulo: Contexto, 2005, v. , p. 31-64. VERGUEIRO, W. C. S. ; ROSA, Franco de . O Almanaque do Tico-Tico.. In: Waldomiro Vergueiro; Roberto Elísio dos Santos. (Org.). O Tico-Tico: 100 anos da primeira revista de quadrinhos brasileira.. 1 ed. São Paulo: Opera Graphica Editora, 2005, v. 1, p. 185-204. VERGUEIRO, W. C. S. . A dimensão lúdica d'O Tico-Tico.. In: Waldomiro Vergueiro; Roberto Elísio dos Santos;. (Org.). O Tico-Tico: 100 anos da primeira revista de quadrinhos brasileira.. São Paulo: Opera Graphica Editora, 2005, v. 1, p. 161-168. VERGUEIRO, W. C. S. ; SANTOS, Roberto Elísio dos . As dimensões educativa e moral de O Tico-Tico.. In: Waldomiro Vergueiro; Roberto Elísio dos Santos. (Org.). O Tico- Tico: 100 anos da primeira revista de quadrinhos brasileira.. 1 ed. São Paulo: Opera Graphica Editora, 2005, v. 1, p. 113-120. VERGUEIRO, W. C. S. . O papel da mulher em O Tico-Tico.. In: Waldomiro Vergueiro; Roberto Elísio dos Santos;. (Org.). O Tico-Tico: 100 anos da primeira revista de quadrinhos brasileira.. São Paulo: Opera Graphica Editora, 2005, v. 1, p. 175-180. VERGUEIRO, W. C. S. . A publicidade em O Tico-Tico.. In: Waldomiro Vergueiro; Roberto Elísio dos Santos. (Org.). O Tico-Tico: 100 anos da primeira revista de quadrinhos brasileira.. 1 ed. São Paulo: Opera-Graphica, 2005, v. 1, p. 131-140. 25
    • VERGUEIRO, W. C. S. . O Tico-Tico e a expansão do escotismo no Brasil.. In: Wladomiro Vergueiro; Roberto Elísio dos Santos. (Org.). O Tico-Tico: 100 anos da primeira revista de quadrinhos brasileira.. São Paulo: Opera Graphica Editora, 2005, v. 1, p. 181-184. VERGUEIRO, W. C. S. ; SOUZA, Worney Almeida de . O declínio da revista O Tico- Tico.. In: Waldomiro Vergueiro; Roberto Elísio dos Santos;. (Org.). O Tico-Tico: 100 anos da primeira revista de quadrinhos brasileira.. São Paulo: Opera Graphica Editora, 2005, v. 1, p. 205-212. VERGUEIRO, W. C. S. ; SANTOS, Roberto Elísio dos . O Tico-Tico: uma avaliação crítica.. In: Waldomiro Vergueiro; Roberto Elísio dos Santos. (Org.). O Tico-Tico: 100 anos da primeira revista de quadrinhos brasileira.. São Paulo: Opera Graphica Editora, 2005, v. 1, p. 213-219. VERGUEIRO, W. C. S. ; SANTOS, Roberto Elísio dos . Introdução. In: Waldomiro Vergueiro; Roberto Elísio dos Santos. (Org.). O Tico-Tico: 100 anos da primeira revista de quadrinhos brasileira.. São Paulo: Opera Graphica Editora, 2005, v. 1, p. 13-17. VERGUEIRO, W. C. S. . Uso das HQs no ensino. In: Angela Rama; Waldomiro Vergueiro. (Org.). Como usar as histórias em quadrinhos na sala de aula. 1 ed. São Paulo: Contexto, 2004, v. , p. 7-29. VERGUEIRO, W. C. S. . A linguagem dos quadrinhos: uma alfabetização necessária. In: Angela Rama; Waldomiro Vergueiro. (Org.). Como usar as histórias em quadrinhos na sala de aula. 1 ed. São Paulo: Contexto, 2004, v. , p. 31-64. VERGUEIRO, W. C. S. ; CARVALHO, Telma de . Building customer-library relationship.. In: Dinesh K. Gupta; Ashok Jambhekar. (Org.). An integrated approach to services marketing:. : , 2003, v. , p. 109-123. VERGUEIRO, W. C. S. ; MORAES, Fábio . Jayme Cortez. In: Fernando Lemos; Rui Moreira Leite. (Org.). A missão portuguesa: rotas entrecruzadas.. Editora UNESP; Bauru: EDUSC, 2003, v. , p. -. VERGUEIRO, W. C. S. . South América. In: Paul Sturges; John Feather. (Org.). International encyclopedia of information and library science,. 2 ed. revised and updated.. : , 2003, v. , p. -. VERGUEIRO, W. C. S. . Amérique Centrale et Amérique du Sud, bibliothèques. In: Pascal Fouché; Daniel Péchoin; Philippe Schuwer. (Org.). Dictionnaire encyclopédique du livre. Paris: Electre - Editions du Cercle de La Libraire, 2002, v. 1, p. 75-76. VERGUEIRO, W. C. S. . Divulgação científica e histórias em quadrinhos. In: Glória Kreinz; Clodowaldo Pavan. (Org.). Ética e divulgação científica: os desafios no novo século. São Paulo: Núcleo José Reis de Divulgação Científica, 2002, v. , p. 69-81. VERGUEIRO, W. C. S. ; CARVALHO, Telma de . Quality indicators and marketing: the convergence between the providers and the customers point of views in Brazilian university libraries. In: Rejean Savard. (Org.). Education and research for marketing and quality management in libraries. Munchen: K. G. Saur, 2002, v. , p. -. VERGUEIRO, W. C. S. . Publicações governamentais. In: CAMPELLO, Bernadete Santos; CEDÓN, Beatriz Valadares; KREMER, Jeannette Margueritte. (Org.). Fontes de 26
    • informações para pesquisadores e profissionais. Belo Horizonte: Editora da UFMG, 2000, v. , p. 110-119. VERGUEIRO, W. C. S. . Ciência e quadrinhos. In: AJZENBERG, Elza. (Org.). Arte e ciência. São Paulo: ECA/USP, 1999, v. , p. 107-108. VERGUEIRO, W. C. S. . Histórias em Quadrinhos. In: CAMPELLO, Bernadete; CALDEIRA, Paulo da Terra; MACEDO, Vera Amália Amarante. (Org.). Formas e expressões do Conhecimento: introdução às fontes de informação. Belo Horizonte: , 1998, v. , p. 117-149. VERGUEIRO, W. C. S. . South America. In: John Feather; Paul Sturges. (Org.). International Encyclopedia of Information and Library Science. 1 ed. London: Routledge, 1997, v. , p. 196-f197. POBLACION, D. A. ; VERGUEIRO, W. C. S. . El Agente de La Informacion En Brasil: Perspectivas de Actuacion Para Asociaciones Multiprofesionales. In: IDICT. (Org.). Ciencias de la Información. La Habana: Instituto de Documentación en Información en Ciencia y Tecnologia, 1995, v. , p. 61-67. VERGUEIRO, W. C. S. . Disciplinas Componentes da Materia Formacao e Desenvolvimento de Colecoes Nas Escolas do Estado de Sao Paulo: Algumas Observacoes. In: Población, Dinah Aguiar. (Org.). Ensino de graduação em biblioteconomia no Estado de São Paulo. 1 ed. São Paulo: Escola de Comunicações e Artes, 1992, v. 1, p. 76-80. Textos em jornais e revistas VERGUEIRO, W. C. S. ; AMORIM, Antonio Marcos . Consórcio de bibliotecas: um desafio à democretização do conhecimento.. Perspectivas em Ciência da Informação, Belo Horizonte, v. 11, p. 32 - 47, 21 maio 2006. VERGUEIRO, W. C. S. ; VALLS, Valéria Martin . A gestão da qualidade em serviços de informação no Brasil: uma nova revisão de literatura, de 1997 a 2006.. Perspectiva em Ciência da Informação, Belo Horizonte, v. 11, p. 118 - 137, 21 maio 2006. VERGUEIRO, W. C. S. . Histórias em Quadrinhos, uma apostila acadêmica?. Canal da Imprensa, São Paulo, v. 0, p. 1 - 1, 18 maio 2006. VERGUEIRO, W. C. S. . Sugestão de aula: ensino fundamental Histórias em Quadrinhos.. Jornal da Tarde, São Paulo, v. 0, p. 16A - 16A, 14 maio 2006. VERGUEIRO, W. C. S. . Arte Sequencial - A Imaginação toma forma no papel. JUSTIÇA ETERNA, Vera Cruz - SP, v. 7, p. 9 - 10, 25 nov. 2005. VERGUEIRO, W. C. S. . Quadrinhos viáveis.. Amae Educando, Belo Horizonte, v. 336, p. 06 - 07, 01 nov. 2005. VERGUEIRO, W. C. S. . Arte Sequencial - Uma Viagem Visual. JUSTIÇA ETERNA, Vera Cruz - SP, v. 7, p. 1 - 2, 17 jun. 2005. VERGUEIRO, W. C. S. . Ao 'mestle'com 'calinho'. Revista Kalunga ano 32 n.168, São Paulo, p. 22 - 24, 05 abr. 2005. 27
    • VERGUEIRO, W. C. S. . Leitura dinâmica.. Revista Kalunga, ano 32, n.171, p. 130 - 132, 03 abr. 2005. VERGUEIRO, W. C. S. . Histórias em quadrinhos e serviços de informação: um relacionamento em fase de definição.. DataGramaZero: Revista de Ciência da Informação. v.6, n.2, abr., São Paulo, v. 1, p. 12 - 14, 03 abr. 2005. VERGUEIRO, W. C. S. . Aos 87 anos morre Will Einer, pai de 'Spirit'.. Folha de São Paulo, 5 de jan.2005. Caderno mundo, p.A11., São Paulo, p. 08 - 11, 04 jan. 2005. VERGUEIRO, W. C. S. . A Nona Arte: pesquisas, arquivo, livro e tese. Pesquisa FAPESP, N. 110, p. 86 - 89, 01 jan. 2005. VERGUEIRO, W. C. S. . Origen, desarrollo y tendencias de las historietas brasileñas.. Revista Lationamericana de Estudios sobre la Historieta., v. 4, p. 193 - 214, 10 set. 2004. VERGUEIRO, W. C. S. . La historieta en la educación popular en Brasil.. Revista Latinoamericana de Estudios sobre la Historieta, v. 4, p. 169 - 180, 01 set. 2004. SEKKEL, M. C. ; VERGUEIRO, W. C. S. . Qualidade na educação infantil. Isto é Coseas, São Paulo, 28 ago. 1999. VERGUEIRO, W. C. S. . George Herriman. HQ Express, São Paulo, v. 2, p. 46 - 48, 17 ago. 1999. VERGUEIRO, W. C. S. . Nos confins de Brejo Seco. HQ Express, São Paulo, v. 2, p. 46 - 48, 02 ago. 1999. VERGUEIRO, W. C. S. . Winsor McCay e Little Nemo in Slumberland. HQ Express, São Paulo, v. 4, p. 28 - 29, 09 jul. 1999. VERGUEIRO, W. C. S. . Milton Caniff, o autor de Terry e os Piratas. HQ Express, São Paulo, v. 1, p. 48 - 50, 04 jun. 1999. VERGUEIRO, W. C. S. . Os Shmoos e a realidade brasileira. Quadreca, São Paulo, v. 10, p. 13 - 14, 07 mar. 1999. VERGUEIRO, W. C. S. . A universidade e as histórias em quadrinhos. Como fazer Passo a Passo: Curso prático de Desenho, São Paulo, v. 3, p. 50 - 51, 13 nov. 1998. VERGUEIRO, W. C. S. . Paper Woman. Bad Girls, São Paulo, v. 1, p. 40 - 41, 06 set. 1997. VERGUEIRO, W. C. S. . Quem Veio primeiro. Showmix, São Paulo, v. 3, p. 42 - 43, 04 jun. 1997. VERGUEIRO, W. C. S. . Uma viagem visual. Showmix, São Paulo, v. 1, p. 36 - 37, 07 abr. 1997. VERGUEIRO, W. C. S. . A imaginação toma forma no papel. Showmix, São Paulo, v. 2, p. 36 - 37, 01 abr. 1997. 28
    • VERGUEIRO, W. C. S. . E o Brasil descobriu os quadrinhos!. Top Comics, São Paulo, v. 1, p. 36 - 37, 07 jan. 1997. VERGUEIRO, W. C. S. . O ano de 89 e os quadrinhos brasileiros. Folha de Pernambuco, Recife, 08 fev. 1990. VERGUEIRO, W. C. S. . Os quadrinhos quase catárticos. O Campo Grande, São Paulo, 01 fev. 1990. VERGUEIRO, W. C. S. . Histórias em Quadrinhos no Brasil. Jornal de Hoje, São Luís, p. 2 - 24, 24 set. 1989. VERGUEIRO, W. C. S. . HQ: Culpada ou inocente?. A Tarde, Salvador, 01 set. 1989. VERGUEIRO, W. C. S. . Arte ou mass media?. A Tarde, Salvador, p. 2 - 2, 01 set. 1989. VERGUEIRO, W. C. S. . Expansão dos quadrinhos no Brasil. A Tarde, Salvador, 01 set. 1989. VERGUEIRO, W. C. S. . Os quadrinhos, quase catárticos. A Tribuna, Santos, p. 2 - 12, 12 ago. 1989. VERGUEIRO, W. C. S. . Jaspionmania invade o universo infantil. Isto é Senhor, São Paulo, n.1040, p.50-2, ago. 1989, São Paulo. VERGUEIRO, W. C. S. . Célebre personagem Batman aterrisou na Universidade de São Paulo. Veja em São Paulo, São Paulo. VERGUEIRO, W. C. S. . Visões do fim do mundo. Visão, v. 38, n. 45, p. 32-4, nov. 1989, São Paulo. VERGUEIRO, W. C. S. . Na biblioteca, a informação de cada um.. Dirigente Municipal, Rio de Janeiro,, Rio de Janeiro, v. 19, p. 28 - 31. VERGUEIRO, W. C. S. . HQs viram pesquisa e pós na ECA.. Jornal do Campus, N. 104, P.6, São Paulo. VERGUEIRO, W. C. S. . Asociación Latinoamericana.. A União p. 10, 27 fev., João Pessoa. VERGUEIRO, W. C. S. . O fascínio de crianças e adultos de todas as gerações. Nova Escola, Ano 6, n.47, p.24-28. VERGUEIRO, W. C. S. . Linguagen dos gibis invade os currículos escolares.. Folha de São Paulo, caderno 7: Folhateen, p 3, 27 de maio, São Paulo. VERGUEIRO, W. C. S. . Waldomiro: el caso Brasil.. El Muñe, n. 5, p. 8-9, maio, Havana. VERGUEIRO, W. C. S. . USP cria primeira pós em quadrinhos do país. Folha de São Paulo, Caderno D: Educação, p.10, 25 novembro, São Paulo. 29
    • VERGUEIRO, W. C. S. . Universidade de São Paulo cria curso de pós-graduação em história em quadrinhos. Notícias da Bahia, p.10, julho, Feira de Santana. VERGUEIRO, W. C. S. . Historietas cubanas en Brasil.. Gramma, 21 de novembro, La Habana. VERGUEIRO, W. C. S. . Publicarán historietas cubanas en Brasil. Gramma Internacional, 5 abril, La Habana. VERGUEIRO, W. C. S. . Era da informação desafia o Brasil. O liberal, 8 de fevereiro, Belém. VERGUEIRO, W. C. S. . As bibliotecas. Unama Comunicado, n.16, 14 fevereiro, Belém. VERGUEIRO, W. C. S. . Sobraram vagas para alunos de Biblioteconomia.. O Estado de São Paulo, Caderno de Empregos, p.1-3, São Paulo. VERGUEIRO, W. C. S. . Arte en los jeroglíficos encuadrados.. Gramma, 26 de fevereiro, La Habana. VERGUEIRO, W. C. S. . Quadreca será relançada em 99.. Jornal do Campus, n.205, 29 de outubro, p. 7, São Paulo. VERGUEIRO, W. C. S. . HQs negócio de gente grande. Editor, Ano2, n. 4, fev/mar, p.41-6.. VERGUEIRO, W. C. S. . Quadrinhos ganham nova vida com a informática.. Diário Popular, Ano115, n. 38201, 28 de setembro de 1999, Caderno Informática, p.8., São Paulo. VERGUEIRO, W. C. S. . Aulas que estão no Gibi.. Nova Escola, Ano 15, n.130, março, Caderno de Atividade, p. 2-4.. VERGUEIRO, W. C. S. . Cidade pode virar pólo de produçao de HQs.. A Tribuna, 26 de março, Caderno Cidades, p.5, São Vicente. VERGUEIRO, W. C. S. . Empresa quijotesca: Heroes que defienden su lugar en el mundo.. Bohemia, p.b56-b57, abril., La Habana. VERGUEIRO, W. C. S. . As histórias em quadrinhos apresentaram uma evolução inegável nos últimos vinte anos.. Recriando, Ano 0, n.1 janeiro, p. 6., Aracaju. VERGUEIRO, W. C. S. . Bibliotecário invade web. Galileu, Ano 10, n.120, p. 79, jul., São Paulo. VERGUEIRO, W. C. S. . Gestores da Informação. Diário Popular, 02 set, Cursos e Concursos, p.3, São Paulo. VERGUEIRO, W. C. S. . Gibis virtuais. Diário Popular, 27 mar, Informática, p.4., São Paulo. VERGUEIRO, W. C. S. . Adultos, em: eu quero ler gibi! . Claro! Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo p. 5 junho, São Paulo. 30
    • VERGUEIRO, W. C. S. . Coisa de gente grande.. Claro! Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, p. 2. junho., São Paulo. VERGUEIRO, W. C. S. . Um herói (quase) como a gente. Superinteressante, n. 177, p. 36-42, junho., São Paulo. VERGUEIRO, W. C. S. . Histórias em quadrinhos da Universidade. . Jornal do Campus, Ano 20, n. 264, 21 de novembro., São Paulo. VERGUEIRO, W. C. S. . HQs: retraro de uma época. . Claro! Escola de Comunicações e a Artes da Universidade de São Paulo, junho p.3, São Paulo. VERGUEIRO, W. C. S. . Pesquisadores da USP organizam acervo de quadrinhos no Brasil.. O Estado de São Paulo Ano 17, n. 5.488, 16 de maio, Caderno 2, p. 1, São Paulo. VERGUEIRO, W. C. S. . Proibido para maiores.. Claro! Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, junho, p. 4, São Paulo. VERGUEIRO, W. C. S. . Santa ignorância, Batman!. Educação Ano 6, n. 256, p. 54-57., São Paulo. VERGUEIRO, W. C. S. . Todas as HQs em um só endereço.. Jornal da USP, Ano 17, n. 601, 17 1 23 junho, p. 14., São Paulo. VERGUEIRO, W. C. S. . Classicos em quadrinhos. . Educação. Ano 7, n. 264, p. 12., São Paulo. VERGUEIRO, W. C. S. . Gerenciar a Informação é também missão do 'pastor'do livro.. Folha de São Paulo, Guia das Profissões, p. 16, 14 de setembro., São Paulo. VERGUEIRO, W. C. S. . Doses Diárias de Humor. Claro! Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, p. 6., São Paulo. VERGUEIRO, W. C. S. . Pais ou heróis: no mundo das histórias em quadrinhos é possível conciliar a família com uma vida de aventuras.. Isto é São Paulo. Edição Especial Dia dos Pais. p.44-45, agosto., São Paulo. VERGUEIRO, W. C. S. . O que você vai ser quando. . . o mercado crescer?. Folha de São Paulo, n.10, p. 10-15, 29 abril., São Paulo. VERGUEIRO, W. C. S. . Sujar os dedos pode compensar.. Folha de São Paulo, Caderno acontece, p.1 26 de janeiro., Rio de Janeiro. VERGUEIRO, W. C. S. . Urbanoautoctonia.. Jornal do Campus, Ano 21, n. 274, p. 8, 21 agosto a 10 de setembro., São Paulo. VERGUEIRO, W. C. S. . Aulas em quadrinhos: HQs ganham professores e mestres árduos defensores. . Agitação, Ano 11, n. 55, p. 59-6, jan/fev, São Paulo. VERGUEIRO, W. C. S. . Da estante ao excel: a modernização afeta a biblioteconomia e abre novos campos de trabalho.. Galileu, n. 152, p. 65, março., São Paulo. 31
    • VERGUEIRO, W. C. S. . Gibis nas mesas universitárias. Jornal do Commércio, Caderno C, Recife, 20 de janeiro., Recife. VERGUEIRO, W. C. S. . La vida en quadritos.. La Jiribilla: revista digital da cultura cubana, Ano 3, n. 145, 14-21 de Janeiro., La Habana. VERGUEIRO, W. C. S. . HQs revelam amadurecimento. Folha de São Paulo, 14 de abril, Especial Sinapse, p.8., São Paulo. VERGUEIRO, W. C. S. . Nas HQs, a história conta outra história.. Folha de São Paulo, 22 setembro, folhateen, p. 12., São Paulo. VERGUEIRO, W. C. S. . Além de diversão, HQ é fonte de informação. Folha de São Paulo, 6 de outubro, folhateen, p. 12., São Paulo. VERGUEIRO, W. C. S. . As HQs e seus gêneros. Argh, Editora Gráfica Arins Ltda., v. 0, p. 06 - 07. VERGUEIRO, W. C. S. . Adeus às estantes.. Folha de São Paulo. Revista Folha, ano 13 n. 621, p. 26-28, 23 de maio.. VERGUEIRO, W. C. S. . Hiatorieta: Hasta Cuándo La princesa será cenicienta?. El Caiman Barbudo. Ano 37, edición 321, mar/abr.. VERGUEIRO, W. C. S. . Núcleo de Quadrinhos realiza reuniões mensais na USP.. En Foca: Jornal Laboratório do Curso de Jornalismo da FIZO, Osasco, Faculdade Integração Zona Oeste, Ano 2 n. 12, p. 3, abr/maio. VERGUEIRO, W. C. S. . Salvar o planeta e divertir: o que as ciências do mundo real têm a dizer sobre os fantásticos poderes dos heróis dos e do cinema.. Galileu, n. 156, p. 42-47, jun. 2004., Ed. Globo. VERGUEIRO, W. C. S. . Divulgação científica e histórias em quadrinhos.. Informativo JR, São Paulo, Núcleo José Reis de Divulgação Científica, n.50, p. 11, jul./ago. VERGUEIRO, W. C. S. . Educação também nos quadrinhos. Folha Dirigida/Suplemento do Professor. VERGUEIRO, W. C. S. . Caminho das Pedras: a vida adulta das HQs.. Folha de São Paulo, 26 out. Caderno Sinapse, n. 28, p. 12-13. 11)ANEXO 1: Íntegra da entrevista com o Prof. Dr. Waldmiro Vergueiro, realizada por Maria Izabel Leão, em Junho/2006. Entrevista com Prof. Waldomiro Vergueiro. Prof, o senhor me falar um pouco da sua trajetória acadêmica...quando o senhor começou e qual a linha que o senhor seguiu nessa trajetória? 32
    • Eu me formei em biblioteconomia, mas sempre me interessei muito por histórias em quadrinhos.... e depois que eu me formei na biblioteconomia e vim para a Eca para fazer uma especialização na área de Comunicação mais especificamente em HQ. Eu fiz o mestrado em HQ e depois deu certo de eu poder trabalhar na escola como professor. Eu fui contratado como professor e daí que eu segui a carreira acadêmica. Sempre trabalhando nos dois eixos, não? Na parte de informação no departamento de biblioteconomia e especificamente com HQ na área de comunicação. Daí eu fiz o meu mestrado sobre um aspecto da área de Biblioteconomia que me chamou muito a atenção.é a questão das coleções e o aspecto das bibliotecas públicas, né! Destacando o aspecto das bibliotecas públicas como centro de cultura, como um elemento de informação para todas as camadas sociais. Depois fiz o meu pós-doutorado trabalhando a questão da qualidade no serviço de informação e paralelo com isso eu continuei sempre trabalhando com hq na área de comunicação. Então em 1990 eu criei o Núcleo de Estudos de HQ, que é um centro de pesquisas, o qual eu estou coordenando até os dias de hoje. E dentro desses núcleo de pesquisas nós criamos várias linahs de pesquisa das hq, sendo que um deles é especificamente hq e educação. Ai agora recentemente com a mudança da pós graduação na ECA eu estou atuando na pós-graduação. Tanto no programa de biblioteconomia, em ciências da informação, como no programa de comunicação, trabalhando com histórias em quadrinhos. Contribuindo com essa inter-relação da comunicação e educação Eu tenho pensado nisso já há algum tempo. E a partir da criação do departamento de uma linha de pesquisa em comunicação – e isso eu estou falando especificamente junto à área de bibliotecononmia, nós criamos uma área que se chamava comunicação, informação e educação, eu comecei a fazer essa ligação da informação com a educação. Trabalhando dentro da biblioteconomia, dentro da ciência da informação essa aproximação, como que a informação se coloca a serviço da educação. Como que as 2 questões se interligam e dentro desse enfoque, eu escolhi como elemento de trabalho as HQ, que foi a forma com a qual eu já tinha bastante familiaridade. Então, na Pós-graduação, ainda como ciência da comunicação mas na área de concentração de biblioteconomia e documentação, eu apresentei uma disciplina há uns 4-5 anos atrás que era “HQ, Comunicação e Educação”. E dentro dessa disciplina eu trabalhava exatamente esse aspecto da reflexão das HQ dentro do processo educativo: como que ela afetava, como poderia contribuir, e tudo mais. E numa dessas disciplinas, eu acho que foi na 2a ou 3a vez que eu apresentei, surgiu a idéia de preparar um material específico. A gente, analisando a realidade, vimos a falta de um material que pudesse ser instrumento para a atuação dos professores e junto com meus alunos, nós desenvolvemos um livro que se chama “Como usar as HQ em sala de aula” com os meus alunos. Ele foi publicado em 2004 e hoje já está em sua 2 a edição. Acho que até o final do ano deve ir para 3a edição. Então minha aproximação é nesse sentido: numa reflexão sobre formas de aplicar as hq em sala de aula. Núcleo de HQ, Educação e Comunicação 33
    • Sim, tem coisas relacionadas com educação. Tem várias. Uma boa parte dos membros do núcleo são proefessores, né. E que trabalham nos vários níveis de ensino e que utilizam hq em aula. Eu mesmo, vários dos meus orientandos, mais de mestrado do que de doutorado, já desenvolveram e aplicaram hq em salas de aula. A discussão vai sempre nesse nível. E a gente continua trabalhando. Até na próxima edição do livro, nós pretendemos ampliar o espectro, o enfoque que foi feito. Na realidade nós trabalhamos as hq primeiro numa visão geral sobre essa aplicação das hq e depois pensando em áreas específicas: Geografia, língua portuguesa, história, artes, né...E agora no futuro a gente pretende ampliar mais o livro acrescentando outros capítulos específicos. É fazendo uma coisa mais específica, não! Sujeito receptor e processos de mediações nas HQs Na realidade vc tem uma rede de consumidores, uma rede de pessoas que se interessam por hq e que seria um universo leitor que se concentra basicamente num período específico do desenvolvimento da pessoa. Ou seja, o grande grupo leitor de hq, ele vai estar no início da adolescência até o começo da idade adulta. Entre os 11 e 25 anos. Ou seja, esse é o grande grupo leitor. É o que basicamente movimenta o mercado. Mas hoje em dia a gente vê que há um interesse geral da própria sociedade, do mercado, dos editores dos produtores de ampliar esse público. Então há uma produção bastante grande de quadrinhos que está se dirigindo para públicos em outras faixas etárias. Cinema e HQs O cinema está usando muito e a HQ estão sendo aceitas e comercializadas em livrarias, que é uma cosia recente no Brasil. Você coloca aí uns 3 anos apenas que elas começaram a ser vendida em livrarias. Antes o local de vendas das hq eram as bancas de jornais. As livrarias eram um espaço de um material mais erudito, não?! Então, vc tem uma produção para esse circuito, uma produção mais cuidada, utilizando a linguagem de uma maneira mais inteligente produzindo um material mais crítico em relação à sociedade em relação aos vários costumes sociais, com uma visão de mundo mais contestadora, e isso faz com que as HQ sema vistas de outra forma. Tem até um status um pouco diferenciado. Isso também em função da quebra de alguns preconceitos contras as hq... principalmente que as hq eram coisas para crianças. E a aceitação formal das hq como um objeto que pode contribuir para a educação formal. Como material didático. Ou para-didático. O reconhecimento pelos PCN´s, pela Lei de diretrizes e Bases da possibilidade da utilização das hq e inclusive o incentivo para que isso seja feito. Esse é um momento bastante apropriado para trabalhar as hq na educação. E nós sentimos, em nosso trabalho com os quadrinhos, nós sentimos que não há, por parte dos educadores, resistência à utilização das hq em sala de aula. O que há, pelo contrário, é muita curiosidade, muita vontade de utilizar, e muita indecisão , muita incerteza sobre como fazer isso. Então é nesse sentido que nós temos trabalhado dando oficinas, com livro, palestras e tudo mais. Divulgação dos HQs 34
    • Sim, temos investido. Inclusive agora em agosto eu estou indo para a Bienal do Livro de Fortaleza para falar sobre o livro, já demos oficinas sobre como utilizar. E dentro dessa questão ainda das HQ o senhor acha que o conteúdo das hq pode contribuir para a construção e desenvolvimento do imaginário dos seus leitores? Por exemplo, dá para se trabalhar valores ? Eu pessoalmente acho que não existe nenhum tema que as hq não possam trabalhar. Não existe uma área do ensino que a HQ não possam ser aplicadas. Acredito que elas podem ser aplicadas em qualquer área. Depende do professor encontrar a HQ, dele identificar a hq que responde às necessidades dele e saber aplicar. TEr uma estratégia para utilização em sala de aula. Eu nãov ejo limites para a utilização das Hq. Pode utilizar em filosófica, ciências, física, geografia, história... em todas as áreas, eu não vejo limites...e ampliando o imaginário e fazendo com que o processo didático seja algo diferente, muito mais vivo e com uma participação muito maior. Como surgiram os HQs: buscar informações sobre este tema Vantagens da utilização do HQ: o que mais atrai Na realidade as hq têm várias vantagens para serem utilizadas. Primeiro, fazem parte do cotidiano. Então não é uma coisa que agride a realidade do aluno. Então, não é algo qu está sendo trazido de fora com que o aluno não tem familiaridade, Isso pode acontecer, por exemplo com um filme. Ou seja, o aluno não tem familiaridade com o cinema. Se você pensar em periferia, as crianças não vão ao cinema com freqüência, é algo que foge à realidade deles. Muitas vezes as hq estão muito mais presentes porque você encontra em qualquer canto pois tem em bancas de jornal. Mesmo as famílias mais humildes acabam tendo contato com hq. Seja na rua por acaso, seja no barbeiro, no médico, em qualquer lugar. Então você encontra, elas fazem parte do cotidiano porque é algo muito fácil de ser localizado e de ser trazido. Então, não agride o leitor nesse sentido. Não é algo estranho que está entrando em seu universo que está sendo forçado. Então, ela tem essa grande vantagem. Tem a vantagem do custo, que é muito baixo, comparado com outras coisas. E tem todas essa questão a imagem...principalmente num país onde a gente tem índices de analfabetismo tão altos com grande dificuldade de compreensão d a palavra escrita. Então, as Hq conseguem levar a mensagem de uma maneira muito mais efetiva. E se você comparar com alguns outros meios, é uma linguagem bastante simples de ser compreendida porque os principais códigos ou símbolos dos quadrinhos já são familiares. Então qualquer criança sabe o que é um balão. A diferença entre um balão de pensamento e um balão de fala. Sabe ler uma história. Sabe a ordem de como os quadrinhos são lidos, da esquerda para direita,d e cima para baixo. Então, são cosias que facilmente a criança desenvolve, que na sala de aula você pode desenvolver. E os quadrinhos vc pode trabalhar tanto com eles já produzidos que existem no mercado, buscando em jornais velhos em revistas ou comprando, dependendo do poder aquisitivo...como vc pode desenvolver a própria linguagem dos quadrinhos, desenvolver determinados temas utilizando a linguagem dos quadrinhos. A gente de algumas iniciativas nesse sentido que foram muito bem sucedidas. E que os alunos pediram até para fazer determinada descrição. Teve oc aso de uma aluna minha que levou os alunos ao zoológico e depois ao final queria que os alunos cada um fizesse uma redação sobre como tinha sido o passeio no zoológico. E vários alunos pediram para ela: podemos fazer essa redação por meio das hqs? E saiu um resultado muito 35
    • bom com eles desenhando, colocando ...lógico, sem a preocupação com uma obra de arte Ou seja, as hq como linguagem são um meio muito efetivo de informação, de comunicação. Ele dá uma força para as professoras no processo educativo. HQ´s e Indústria Cultural de Massas Ela faz parte de um grande sistema de comunicação. Então, hoje em dia a gente não pode pensar mais nos meios de comunicação de forma isolada. Eu acho que é um grande sistema que abarca várias formas de manifestação. E que pensam os produtos de uma forma aditiva. A hq é pesnada no contexto da comunicação de massas dessa indústria como, no seu potencial , para extrapolar o produto quadrinhístico. Ela tem que ser pensada dentro desse contexto como uma futuro desenho animado, um futuro jogo de vídeo game, um futuro filme, uma futura série, e depois retornar novamente ao quadrinho e realimentar. Ou seja, no sistema atual, não dá mais para pensar uma hq por ela mesma. O produtor já tem que, quando cria a hq, pensando no modelo industrial já ter em vista o seu potencial par aoutras mídias. A hq não se sustenta mais por si só. Ela tem que ser pensada para todas as mídias. Então, você pensa num personagem novo que não tem potencial para se transformar num brinquedo, ele provavalemente vai se exaurir em poucos anos. Não vai ter permanência. Agora se você pensar num personagem quepode se transformar num brinquedo, que pode se transformar num jogo, que pode ir para o desenho animado, que pode ser vários outros produtos, que ode ir para merchandising e tudo mais , ele tem uma longa carreira pela frente. Pelo menos potencialmente. Autores que norteiam o pensamento com relação à questão da educação e comunicação para HQ e biblioteconomia Eu trabalho muito com os teóricos do estudos culturais. Trabalho muito com Stuart Hall, Raymond Williams, eu me considero na linha de estudo dos autores culturais ingleses. Influência dos Estudos Culturais nas 2 áreas Eu acho que eles têm uma percepção da mídia e da contribuição social da mídia muito mais avançada do que outras áreas. Eu acho que a percepção dos elementos, da cultura que é já absorvendo todas as manifestações humanas, ele vai surgir com eles já na década de 50 – 6-... e parece que a preocupação dos estudos culturais continuam plenamente atuais. É onde eu tenho trabalhado mais e vejo meu pensamento muito alinhado com o desses teóricos. Barbero, não? Um pouco, muito pouco. Conheço muito pouco o Barbero mas eu tenho trabalhado mais é com os ingleses mesmo. Gestão do conhecimento e o profissional da área de informação A gestão do conhecimento é uma teoria que tem crescido muito na área de ciências da informação. Na verdade, ela vai surgir na administração, e depois vai ser apropriada pela ciência da informação. Ou seja, a idéia da gestão do conhecimento é você trabalhar a administração das questões de informação antes delas se tornarem explícitas. Então, você parte do pressuposto que o conhecimento existe nas organizações de uma forma explícita, ou seja, transcrito em documentos, estabelecido 36
    • em manuais, em livros, em todas as manifestações físicas e ele existe também de forma tática, não...ou seja, na cabeça das pessoas que estão atuando nessas organizações ... e é importante você gerenciar esse conhecimento tático. E a gestão do conhecimento vai se preocupar exatamente com o gerenciamento, a gestão desse conhecimento de uma forma ampla do conhecimento tático/prático e do conhecimento explícito. E o trabalho que eu tenho feito na área da informação é exatamente esse... no sentido de que o profissional da informação tenha uma contribuição a dar nessa área. Porque nós já dominamos as técnicas de gerenciamento do conhecimento e podemos contribuir bastante nesse sentido. E hoje em dia a organização, a empresa vitoriosa é aquele que sabe administrar bem os eu capital intelectual. Que é aquilo que os seus funcionários possuem de conhecimento. Então a empresa que sabe trabalhar e gerenciar bem esse capital é aquela que está conseguindo se manter no mercado porque isso dá agilidade, isso dá rapidez de resposta, isso dá habilidade de analisar corretamente as tendências de mercado, e tudo mais. E faz com que os trabalhadores se sintam motivados pela organização. Isso é o que nós temos trabalhado na área de ciências da informação. Perfil do profissional da informação Na realidade a gente vê esse profissional da informação como aquele que tem uma formação para trabalhar na estão da informação. Então pode ser um bibliotecário, pode ser um administrador de um centro de informação, pode ser um administrador de um museu, de um arquivo... são aqueles que têm um conhecimento e a informação para administrar toda a produção registrada de conhecimento. Então, tanto é o bibliotecário tradicional que está trabalhando na biblioteca pública, na biblioteca escolar como é o gerente de informações de uma empresa que está trabalhando num serviço de informação de ponta, apenas identificando novos produtos, novas estratégias, novas linhas de atuação dos concorrentes das empresas. É o que chamamos de datamind, por exemplo. Mudanças desse perfil Está mudando muito. Ele tem que ter o domínio dessas tecnologias, tem que ser muito mais pró-ativo, tem que ir além daquilo que se espera dele, tem que se colocar num ...durante muito tempo a gente achava que o profissional da informação... e a gente pensava basicamente o bibliotecário... ele tinha que ser um educador no sentido de educar os usuários a utilizar os meios de , os produtos de informação, as fontes de referência e tudo mais... hoje em dia a gente acha que não.. a gente acha que ele tem que ir muito além...porque o cliente... principalmente o cliente corporativo ele não tem tempo para aprender isso... ele vai querer que o profissional já traga para ele as respostas... ele não precisa de fontes para ele achar as respostas...ele já quer as respostas ...então, é nesse sentido que o nosso profissional tem que ser muito mais do que um fornecedor de informação, ele tem que ser um sintetizador do que existe no mercado e já trazer essa informação mastigada já trabalhada já analisada...para que o dono da empresa, o político o administrador tome a decisão com as informações já bem definidas e trabalhadas para ele não perder tempo. Porque o administrador não pode perder tempo. Formação desse profissional nesse perfil: ela está se dando na universidade ou não? Ele tem que procurar outro tipo de formação? A gente está tentando conseguir isso mas ainda estamos longe. 37
    • Mas e o profissional que não tem oportunidade de conseguir isso pela universidade, o que ele tem que fazer? Ele pode buscar os cursos de especialização ... tem vários que estão surgindo por aí...que tentam capacitar o profissional de outras áreas nesse trabalho com a informação. A idéia geral que tem na sociedade, na medida em que o acesso à internet, aos meios de comunicação eletrônica praticamente ficou muito fácil... então, qualquer um acha que pode exercer o papel de mediador nesse sentido. Quando você precisa na verdade de determinadas habilidades, determinados conhecimentos que só se recebe sistematicamente pelo ambiente acadêmico. Então, os cursos de especialização podem ser uma saída. Porque eu acho que a universidade em termos de graduação não tem condições de abastecer o mercado. Ele vai precisar trabalhar também nos outros níveis. Então pode ser uma especialização, pode ser um mestrado profissionalizante, A USP consegue atender a esse mercado? Tem cursos profissionalizantes, por exemplo? Não, não temos conseguido. No fim, o dia-a-dia, a rotina universitária nos toma uma boa parte do tempo e a gente levou ai alguns anos para nós podermos formular o programa de pós graduação. Então... eu estive quatro anos na chefia do departamento tentando exatamente mudar isso.Ou seja, o que a gente conseguiu nesses 4 anos foi mudar a pós graduação. Então eu acho que aproxima etapa é exatamente investir na graduação para tentar atender melhor esse mercado. E eu queria que o senhor falasse um pouco mais das suas publicações, o que o senhor já publicou, além daquele a HQ em sala de aula... Eu publiquei também um livro sobre a Revista tico-Tico, sobre o centenário da Revista Tico-Tico que foi no final do ano passado. No ano passado ela fez 100 anos então eu organizei um livro. Tenho mais 2 livros organizados que estão no prelo. Eles já foram entregues aos editores e tratam ambos de hq. Então, um é sobre hq no Brasil. Nós fizemos o núcleo e com os pesquisadores nós fizemos um livro específico sobre hq no Brasil. Já vários dos capítulos desses livros já foram publicados no exterior. Na revista latino-americana de estúdios da la storia em cuba e nós resolvemos traduzir para o português, acrescentar mais alguma coisa e fazer um livro. Já está na editora. E tem um outro livro meu que é uma coletânea dos meus artigos na internet, uma parte dos artigos na internet, que também está com o editor. E tenho 5 livros na área de ciências da informação. Um de coleções, um de seleção, um aquisição e um de qualidade em serviços da informação . Na verdade são 4 livros. E algumas dezenas de artigos em revistas científicas e talvez algumas centenas de artigos na internet. Origem do interesse por HQ Desde pequeno...Foi uma predileção especial de leitura... Sempre gostei muito desde pequeno .Eu tenho uma coleção grande de hq. Perto de 20 mil revistas. Sem preferência. Eu compro e leio de tudo. Não tenho nenhum preconceito. O que cai na minha mão, eu leio. Posso até me dar a esse luxo de dizer que estou trabalhando, eu tenho essa vantagem. Renovação da linguagem do HQ 38
    • Ah, com certeza sim. Houve uma renovação muito grande nos últimos anos. Os últimos 10 anos forma muito importantes em termos de avanço da linguagem. Vocè passa a ter um produção mais ambiciosa, com muito mais visibilidade, em termos de atingir o público. Eu não vejo mais as hq como meio de comunicação de massa, como a televisão, por exemplo. Então, eu vejo o futuro das hq nos mercado segmentados. Ou seja, hq para adultos, hq para mulher, para criança, para trabalhador. Parecido com o que existe no Japão. Eu acho que o futuro está ai. Nesse tipo de uma produção segmentada. Não mais grandes tiragens. Você vai ter poucas histórias em quadrinhos voltadas para o grande público. Então, vai ter alguma relacionada com super heróis. Talvez os super heróis continuem por muito tempo buscando o grande público. Ou a produção infantil, tipo Mônica, mas em paralelo uma boa parcela da produção voltada para públicos específicos. Voltada para mulher. Hoje por exemplo, você tem a Maitena, a Argentina que faz um quadrinho específico para mulher. O homem também lê, mas o público dela é o feminino. Você tem histórias específicas...no aspecto jornalístico com Palestina... e vários outros trabalhados... hq com fundo histórico...eu acho que é essa segmentação que eu vejo.E inclusive uma produção específica para educação. Tem vários trabalhos que já são produzidos em quadrinhos pensando na aplicação na educação formal. Agora recentemente foi publicado “Os Lusíadas” em hq, né. Então, já pensando em uma utilização em educação. Manuais de Orientação e a Linguagem do HQ Os hq são utilizados desde a época da guerra. Já se utilizava os hq para manual. São muito didáticos para isso. Você consegue achar um manual para montar e desmontar uma metralhadora, por exemplo. Caso você queira utilizar apenas o texto escrito, talvez não consiga passar as informações que 2-3 páginas em hq conseguem passar imediatamente. O leitor consegue entender muito mais rapidamente. É muito utilizado nessa área de manuais. Eu acho que os quadrinhos tb são muito apropriados para educação popular, principalmente para conscientização, para campanhas educativas, do tipo campanhas de prevenção da AIDS, Drogas... conscientização para votar...essas coisas ...eles são muito apropriados para isso... e são baratos... o que é sua grande vantagem em relação aos demais veículos e formatos. Hoje em dia ficaram ainda muito mais baratos em termos de produção em função da editoração eletrônica. 39