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A mulher ideal_em_1948

  1. 1. A mulher ideal em 1948<br />(retirado da Revista Menina e Moça, Nº 9, Janeiro 1948, A Mulher Ideal)<br />“Há homens que desejariam casar-se, mas hesitam, têm medo… (…) Ouçamos um, que vai dizer-nos os defeitos que teme e as qualidades que sonha na companheira da sua vida (…)<br />Desejaria uma mulher capaz de dirigir um bom jantar ou até de o fazer (…) Mas que não me massacrasse com queixas por causa do racionamento e dificuldades do mercado: (…) o preço das batatas. Nem me contasse indetermináveis histórias domésticas: a criada que namora um polícia (…)<br />Uma mulher que me deixasse ler o jornal em paz, sem me interromper (…) ou ficando amuada porque não lhe presto atenção…<br />Uma mulher que quando eu estivesse a trabalhar soubesse fazer silêncio à minha roda (…) <br />Uma mulher que não olhasse para a minha mãe com olhos de nora ciumenta (…)<br />Uma mulher que não me esgotasse a paciência fazendo-me esperar… Que estivesse pronta a tempo (…)<br />Uma mulher que não me desequilibrasse o orçamento com contas da modista (…)<br />Uma mulher sincera e leal (…)<br />Uma mulher que não fizesse questão de tudo, mal humorada e agressiva como um gato assanhado…<br />Uma mulher capaz de compreender a doce sujeição que a esposa deve ao marido (…)<br />Uma mulher que não continuasse a flirtar depois de casada (…)<br />Uma mulher que não fosse desconfiada como um detective amador que revista os bolsos, cheira a roupa (…)<br />Uma mulher que não fosse inquisitorial com as suas perguntas: “Onde estiveste? Com quem falaste? Que fizeste? Porque te demoraste?” <br />Uma mulher que não fosse uma máquina falante, tagarelando sem descanso (…)<br />Uma mulher que não me fizesse sair para a rua marcado como um palhaço quando à saída de casa me desse um beijo de despedida…<br />Por conseguinte, a mulher ideal deverá ser boa dona de casa (…) compreensiva (…) afectuosa para a família do marido, pontual (…) económica, sincera e leal, com bom génio, dócil, séria, confiante, pouco tagarela e sem usar “baton”. Será alguma de vós ó melro branco?!...”<br />

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