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X I   S I T R A E R                                                                                         DIVULGAÇÃO SBT...
Infraestrutura executiva - Receita depende de outro modelo -  Fabiana Mello
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A TRAER traz o artigo da advogada Fabiana Mello no qual discute o modelo de receita dos aeroportos executivos e da aviação geral.

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  1. 1. W W W.T R A E R . C O M . B R Nº 02 | ANO 01 NOVEMBRO 2012 A REVISTA DO TRANSPORTE AÉREOAVIAÇÃO EXECUTIVAPEDE PASSAGEMINICIATIVA PRIVADA PODE E QUER CONTRIBUIRPARA ALIVIAR O SISTEMA. MAS O QUE AINDAFALTA PARA A LIVRE DECOLAGEM?EM OBRAS BRASÍLIA AeroportosOs investimentos dos Senado debate a aviação Um guia para autorização econsórcios para 2014 brasileira homologação
  2. 2. EMBARQUENA TRAER. W W W . T R A E R . C O M . B RO debate sobre aviação acaba de se ampliar da Rede PARA ANUNCIAR PARA SUGESTÃO DE PAUTASSBTA para todo Brasil, por meio de uma revista [11] 3258 4895 redacao@traer.com.brtrimestral e com foco exclusivo na informação e comercial@traer.com.branálise dos principais assuntos relacionados aoTransporte Aéreo.Contando com a participação dos maiores gestores eespecialistas do setor, a Revista Traer avalia e discutetendências, soluções e casos, além de conectarpersonalidades e organizações da aviação em todas asdimensões. Sempre de forma isenta e aberta aos maisvariados posicionamentos.Apareça para quem entende do assunto e faz adiferença nos negócios da aviação. Anuncie na Traer.
  3. 3. NOVEMBRO 2012 XI SITRAER Pesquisadores e iniciativa privada debatem o transporte aéreo 18 EXECUTIVA PEDE PASSAGEM A iniciativa privada se antecipa e anuncia empreendimentos exclusivos para a aviação executiva. Ao mesmo tempo, a nova regulamentação de exploração pública pode mudar o panorama da infraestrutura, e a expectativa é de trazer “alívio” ao sistema. TRAER traz as principais questões sobre esse novo passo no cenário da infraestrutura aeroportuária.EM OBRAS EM DEBATE 24Os consórcios e os Senado discute osinvestimentos para principais problemas da2014 aviação brasileira6 14LEITE PASSO A PASSODERRAMADO As etapas paraConsórcio de Viracopos autorização e POP STAR CJ ALVESanuncia compra de homologação de Pilotos fazem sucesso A ópera bufa das trocasrecovery kit aeroportos na rede virtual de portões9 34 36 38 REVISTA DO TRANSPORTE AÉREO 3
  4. 4. E D I T O R I A L UM INSTIGANTE NOVO MUNDO A REVISTA DO TRANSPORTE AÉREO Revista Traer é uma publicação da editora Miríade Brasil, em parceria com a Sociedade Brasileira de Pesquisa em Transporte Aéreo (SBTA). Conselho Editorial Eno Siewerdt, Dorieldo Luiz dos Prazeres, Bemildo por PAULO CELESTINO Ferreira, José Alexandre Fregnani, José Luiz Ares, João Batista Camargo Jr. Colaboradores José Alexandre Fregnani, Fabiana Mello, ClaúdioG Jorge Pinto Alves igante por homologação de um aeropor- FABIO CANDEIAS Jornalista responsável natureza, o to são destrinchadas pelo Paulo Celestino da Costa, filho (Mtb 998/RN) Brasil vive em especialista em Regulação Direção de arte berço esplêndido. Mas ao Dorieldo Luiz dos Prazeres Fabio Candeias | www.folks.cc acordar, percebe-se que que produziu um artigo Edição, entrevistas, redação e revisão está ficando pequeno. exclusivo sobre a constru- Equipe Traer Temos a segunda maior ção dos aeroportos. Além Capa frota executiva do mundo, de material de pesquisa, 123rf.com o segundo maior número esperamos que possa servir Publicidade & Comercialização de aeródromos do mundo, como um primeiro passo Ibrügger Objects & Projects mas ao mesmo tempo para quem se interesse na Louise Ibrügger, Luís Paulo Marcondes, enfrentamos condições de serviços des- proposição de novas infraestruturas. Márcia Kumai sincronizadas com seu potencial. Com isto acima relacionado e muito +55 11 3258 4895 / 3258 8338 /2925 4895 www.ibruggerobjects.com Diante disto, e sem poder esperar, a mais, é com muita satisfação que chega- aviação executiva pede passagem e se mos ao nosso segundo número. E, como Contatos antecipa na construção de uma infraes- não poderia deixar de ser, queremos agra- www.traer.com.br | [11] 9 8331 4255 trutura adequada a um mercado exigente decer ao apoio e reconhecimento dessa Sugestões de pautas é responsável por fomentar uma boa parte nossa iniciativa, seja por meio de parce- redacao@traer.com.br do Produto Interno Bruto Brasileiro (PIB), rias, como em dicas e sugestões para fazer ao se movimentar de forma globalizada em uma revista TRAER cada vez melhor. Fi- busca de novos negócios ou acompanhar camos muito contentes de também ser um de perto aqueles que já existem. iniciante em um momento em que muito Sem representar um “carro na frente do que está planejado para os próximos 20 dos bois”, as iniciativas de construção de ou 30 anos também começa agora. É, sem www.sbta.org.br | sbta@sbta.org.br aeroportos executivos vêm acompanhadas dúvidas, um começo instigante! SBTA Gestão 2011-2012 da expectativa de uma nova regulamen- Presidente tação proporcionando a tão esperada Erivelton Guedes segurança jurídica para os investidores. Vice-Presidente Sem querer ser redundante, para poderem Li Weigang investir mais. Já a possibilidade de exploração Conselheiros Alexandre Gomes de Barros, Giovani V. Meinerz, pública é vista como uma alternativa para Ítalo Romani, Jorge Eduardo Leal Medeiros, inclusive fomentar um novo paradigma na Dorieldo Luiz dos Prazeres construção e operação dos aeroportos, ser- Editor JBATS vindo como alívio ao atual gargalo. Muitas João Batista Camargo Jr. são as questões desse “novo mundo”. A TRAER buscou trazer algumas delas. Entre elas, requisita-se um novo modelo Os conteúdos publicados podem não refletir a posição da SBTA, sendo de responsabilidade de de obtenção da receita financeira dos seus autores. aeroportos voltados para a aviação geral e executiva. Essa discussão é muito bem apresentada pela advogada especializada PARA ANUNCIAR em Direito Aeronáutico Fabiana Mello. Entre em contato pelo e-mail Seguindo ainda o tema de perto, as comercial@traer.com.br etapas e caminhos para a autorização e ou ligue: [11] 3258 48954 ANO 01 | Nº 02
  5. 5. A R T I G OO mundo passa peloBrasil. E as soluçõestambém devem passara pesquisa em transporte aéreo terá de contribuirCOM soluções cada vez mais globaispor ERIVELTON GUEDESE ESTÚDIO GROVORE m recente previsão Seguindo essa lógica, as trazendo inovação ao mercado a partir de produzida e buscas são por tornar muito seus produtos. divulgada pelo mais eficientes os processos Certamente muitas das soluções en-ACI – Airport Council desde a fabricação até a contradas aqui também serão aptas a se-International – sobre operação final. A pesquisa na rem incorporadas nos cenários similares,a demanda futura do indústria do transporte aero- como Índia, Rússia e China. E vice-versa.tráfego de passageiros náutico terá um lugar certo Temos a tranquilidade em afirmar que onos próximos 20 anos, nesta missão, em meio a ce- mundo passa hoje pelo Brasil. E a ciênciaa América Latina e o nários cada vez mais “inóspi- brasileira deve cada vez mais tambémBrasil são destaques. tos” de redução da produção contribuir com esse novo e admirávelO crescimento da Erivelton Guedes é presidente de carbono, da redução das mundo que estamos por se deparar.região, definiu a própria da Sociedade Brasileira de reservas fósseis e aumento A SBTA vem nestes últimos 11 anosconsultoria, será robusto Pesquisa em Transporte dos custos, falta de água, em contribuindo e investindo na potenciali- Aéreo – SBTA.em uma média de 5,2% suma, toda a chamada pega- dade da pesquisa em transporte aéreo noao ano correspondendo a cerca de da ecológica. Será a partir da ciência que Brasil, ajudando dessa forma a discutir29% do mercado mundial em 2031. E o poderemos prever esses cenários e tornar e buscar soluções para muitas dessasBrasil será o carro-chefe desse aumento reais e consolidar as soluções. questões. É preciso trabalhar agora parasendo responsável por praticamente Se a América Latina e Brasil serão este novo momento no qual tanto a avia-metade dessa demanda, e mais do que tão demandados, também cabe por ção brasileira quanto nossa pesquisa setriplicando a sua demanda interna. honra e necessidade contribuir para globalizam rapidamente, trazendo novos e As apostas são de que, nos próximos também criarmos as soluções e melhorias instigantes desafios.20 anos, as condições econômicas nas de muitos novos“bandas de cá” continuem a melhorar, fa- produtos e serviços DIÓGENES RODRIGUESzendo com que cada vez mais os brasilei- que possam trazerros e latino-americanos possam voar pela mais eficiência eprimeira vez. Situação similar se dará em inovação. O Brasil,parte da Ásia e do Leste Europeu. sabemos, já deu sua Diante desse cenário, os desafios, contribuição comapontam ainda os responsáveis pela as pesquisas depesquisa, serão muitos e se espalham por combustíveis não-toda a cadeia da indústria aeronáutica. fósseis resultando noSerão necessárias mais aeronaves, mais álcool combustível.infraestrutura, melhor qualidade dos Em solo brasileiroserviços, maior capacidade do controle de também está atráfego das aeronaves etc. E, certamente, terceira maiormuito mais conhecimento para alavancar produtora mundialtudo isto na medida exigida. de aviões, que vem REVISTA DO TRANSPORTE AÉREO 5
  6. 6. Check-in Doméstico Consórcios em obras GRU Canteiros de obras do Terminal 3 (T3) As concessionárias dos aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Brasília apresentaram os seus planos diretores de desenvolvimento da infraestrutura e, mais imediatamente, os projetos de ampliação até a Copa de 2014. Essas obras são exigências contratuais para ampliar a capacidade para dar conta da demanda esperada durante os grandes eventos. As concessionárias disseram já ter começado as obras e prometem BSB a finalização até o início do evento esportivo. Promessa de sala vip no terceiro piso Divulgação | Inframérica BSB Investimento até 2014 R$ 750 milhões Capacidade novo terminal 6 milhões pax/ano (terminal + pier) Tamanho do novo terminal 20 mil m 2(10 mil m2 para cada Pier) Novas posições fixas 15 Novas posições remotas 21 Novas vagas/estacionamento + 1.500 (total: 3 mil) 6 ANO 01 | Nº 02
  7. 7. GuarulhosDivulgação | Invepar-Acsa Terminal T3 aumentará capacidade GRU do aeroporto em 12 milhões de Investimento até 2014 Novas posições fixas passageiros e contará com hotel R$ 3 bilhões 22 interno. Pista 09L-27R ganhará RESA Capacidade novo terminal Novas posições remotas 12 milhões pax/ano 36 e readequação para receber o A380 (terminal + pier) Novas vagas/estacionamento Tamanho do novo terminal 10 mil (total) 192 mil m 2 C om um investimento estimado de R$ 3 bilhões até 2014 e obras já iniciadas, o Terminal 3 (T3) de Guarulhos visa ampliar a capacidade em 12 milhões de passageiros/ano. Entre as novidades, está a criação de um hotel com 50 quartos para os passageiros em conexão. O hotel ficará localizado antes da imigração permitindo o livre acesso pela área e sua administração deve ser transferida a uma rede de hotéis ainda a ser definida. Os terminais 1 e 2 e o T3 serão Brasília interligados por esteiras de locomoção. O novo terminal deve contar com sistema de automatização do check-in e despacho Construção de dois novos píeres de bagagens. O estacionamento deve oferecem mais 15 novas posições ganhar um edifício-garagem com 2.386 vagas, além da revitalização das áreas de fixas para aviões a partir de estacionamentos existentes e criação de investimento de R$ 750 milhões novas áreas para táxis e ônibus, elevando as vagas disponíveis para cerca 10 mil carros. C om investimento de R$ 750 milhões -cerca de 110 milhões a mais do que O consórcio Invepar-ACSA anunciou o previsto inicialmente-, o consórcio Inframérica anunciou reformas e ainda o início da reforma dos terminais T1 ampliações nos terminais já existentes. As obras já foram iniciadas e e T2 após março de 2013, com o aumen- também estão prometidas para serem entregues até a Copa de 2014. to das áreas de liberação de bagagem, As reformas visam aumentar a capacidade do aeroporto inicialmente em controle de passageiros, raio X e amplia- cerca de 6 milhões pax/ano. Com a ampliação, o aeroporto ganhará mais 15 ção das áreas comerciais e de serviços. posições fixas, divididas em dois píeres, passando de 13 para um total de As reformas também devem ficar prontas 28 pontes de embarque, além de outras 21 posições de embarque remoto. O para a Copa. terminal-satélite será ampliado com cinco novas posições. Já o novo terminal No lado Ar, a pista 09L/27R ganhará será construído na direção do acesso da nova pista, à direita do Terminal 1, com adequação para a categoria F (do A380), 10 posições fixas. além das pistas de táxi que também serão As reformas também se darão na entrada do aeroporto, que ganhará uma fai- adequadas e ganharão novos acessos. xa adicional para passagem de veículos tanto no piso superior quanto no inferior, As áreas de RESA serão implantadas nas e a cobertura será estendida. O estacionamento também será ampliado e passará cabeceiras. O pátio do novo terminal aco- para 3 mil vagas, o dobro do atual. modará 34 aeronaves categoria C. Entre as novidades, o terceiro piso do Terminal 1 será fechado e climatizado O consórcio prevê chegar até 2022 para a implantação de uma sala vip. O conceito, disseram os responsáveis, ainda com 60 milhões de pax, contando ainda é inédito do Brasil e será considerada a maior da América Latina. O consórcio com 20 mil vagas de estacionamento. Para Inframérica informou ainda que as reformas se darão em três frentes simultâ- 2031, a projeção de demanda é de 57 mi- neas, com as reformas internas, as obras de ampliação e do pátio de aeronaves. lhões pax/ano e processamento de 735.500 Até a fase final do contrato de 25 anos, a capacidade total será ampliada para 41 toneladas de carga. O investimento pro- milhões de passageiros com um investimento previsto de R$ 2,8 bilhões. gramado total é de 6,3 bilhões de reais. REVISTA DO TRANSPORTE AÉREO 7
  8. 8. Check-in Doméstico VCPCampinas Divulgação | Aeroportos Brasil Investimento até 2014 R$ 2,06 bilhõesNovo terminal visa aumentar a capacidade em Capacidade novo terminal 14 milhões pax/ano14 milhões de passageiros e consórcio conta (terminal + pier)com consultoria estrangeira. Terminal atual Tamanho do novo terminaltambém será revitalizado 30 mil m 2 Novas posições fixas 28 Novas posições remotas 7 Novas vagas/estacionamento + 4 mil (total: 6.010)C om investimento de cerca especializada em projetos de ae- de R$ 2,06 bilhão -cerca de roportos, entre eles o do aeroporto R$ 600 milhões a mais do de Schipol (Amsterdã). A conces- que a previsão inicial-, o consórcio sionária informa ainda que contou Aeroportos Brasil também com consultoria da Flughafen anunciou o início das obras do München GmBH (FMG), operadora novo terminal de Viracopos cuja do aeroporto de Munique. previsão é aumentar a capacidade Com a localização modificada em 14 milhões de passageiros/ano. em relação ao projeto inicial, o O consórcio também promete a novo terminal ficará próximo à entrega até maio de 2014. cabeceira 15 da pista. O consórcio A estrutura do novo terminal Aeroportos Brasil também anun- será composta em aço e vidro, ciou obras de revitalização do atual privilegiando a visão dos pátios das terminal de passageiros a partir de de taxiamento de aeronaves. A VCP aeronaves. O terminal contará com investimentos de R$ 69 milhões, construção da segunda pista está Arquitetura irá 28 pontes de embarque, com mais já foram iniciadas e devem ser prevista para o segundo ciclo da privilegiar visão sete posições remotas de estacio- concluídas no primeiro trimestre concessão, com o início em 2018, das áreas externas namento, e será integrado a um de 2013. Uma das prioridades são mas o consórcio vem discutindo edifício-garagem com mais 4 mil as áreas para os banheiros, com a antecipar a operação já para vagas de estacionamento. Nele, se- construção de novas unidades e 2017. Ao final de todos os ciclos rão instalados lojas e restaurantes, e modernização das já existentes. do Plano Diretor (cinco ao todo), serviços de aluguel de carros, além As áreas de embarque também o consórcio espera contar com de escritórios federais. A estrutura estão para ser ampliadas em 142%. quatro pistas, duas delas com prevê ampliação futura vertical para Outros R$ 31 milhões também operação simultânea, processan- a instalação de um hotel. foram anunciados para readequa- do até 80 milhões de pax/ano. O O projeto do novo terminal é ções do terminal de cargas. investimento total estimado é de desenvolvido em parceria com No lado Ar, o consórcio prevê 8,4 bilhões de reais ao longo dos a holandesa NACO, empresa a ampliação das novas pistas 30 anos de concessão.8 ANO 01 | Nº 02
  9. 9. MAIS VCPViracopos vai adquirirrecovery kitO consórcio do aeroporto ADRIANO BARRETO Viracopos em Campinas anunciou a compra do“recovery kit”, o equipamentoutilizado na retirada de aeronavesquebradas da pista. Ainda nãofoi especificado qual o modelo,mas o consórcio AeroportosBrasil informou que a ordemde compra já havia sido dadae os fornecedores estavam emavaliação. O equipamento já deveser apropriado para as aeronavescategoria F, no qual se insere osA380. A chegada do equipamentodeve ficar para o início de 2013. Um MD-11 da cargueiraCenturion Cargo vindo de Miamiquebrou o trem de pouso durante aaterrissagem na noite do dia 13 deoutubro, resultando na paralisaçãode Viracopos por cerca de 46 ho-ras. Uma das maiores prejudicadas somente poderia ser reaberta com na pista de táxi desde 1982. O MD-11com a ocorrência foi a Azul Linhas segurança após a saída completa decreto compõe inclusive o Rotaer,Aéreas, que tem Campinas como do cargueiro. documento de planejamento de Reabertura da pista precisou dabase. Na ocasião, o ‘recovery kit’ A SAC disse que priorizou voos da Aeronáutica. remoção completafoi alugado da TAM e trazido da a segurança das pessoas e que Porém, as informações são de do aviãodacidade de São Carlos (SP). Segundo continuaria na monitoração dos que a avaliação da Azul, ao iniciar Centurion Cargoa própria companhia, o prejuízo da eventos subsequentes à retirada a operação em 2008 em Campinas,paralisação das operações foi es- da aeronave, também reavaliando detectou que a pista de táxi setimado em mais de R$ 20 milhões os planos de contingência. “O go- encontrava deteriorada. A Infraeroem 470 voos cancelados e mais de verno revisará os procedimentos tinha planos de construir uma25 mil passageiros afetados. e as normas operacionais do se- nova pista de táxi, e reformaria a Em matéria da Folha de S. tor, e julgará quais as medidas ou antiga de forma a operar como pis-Paulo, o diretor de comunicação e revisões legais serão necessárias ta auxiliar da pista principal. Estamarketing da Azul, Gianfranco Be- para aperfeiçoar as estratégias então entraria em reforma. Maisting, disse que a pista não deveria listadas nos planos de contin- tarde, com a iminência da con-ter sido fechada completamente e gência desse segmento”, disse a cessão, as propostas de reformasque a companhia havia solicitado SAC na nota. Tanto a Secretaria teriam ficado pelo caminho.a liberação parcial da pista sem como a Anac estavam avaliando Ainda segundo a SAC, osobter resposta da Infraero. Segun- as aplicações de multas, em uma prejuízos materiais decorrentesdo cálculos da empresa a partir estimativa inicial de cerca de R$ da interdição do aeroporto eramda especificações da Embraer 6 milhões. estimados inicialmente na ordempara o E-190, seria possível utilizar de R$ 3 milhões. E a Secretariaos 1.700 metros de pista e ainda Reformas anunciou que preparava açãosobrariam 500 metros de pista Como apontou o blog da TRAER, indenizatória contra a Centurion.para escape. Segundo a SAC, em a pista de Viracopos é uma das A Anac também preparava multanota para a imprensa, os órgãos poucas das 66 dos aeroportos da em um levantamento inicial deenvolvidos na operação de retirada rede Infraero a dispor de autori- R$ 2,8 milhões pelos transtornosda aeronave julgaram que a pista zação para pousos e decolagens causados. REVISTA DO TRANSPORTE AÉREO 9
  10. 10. Check-in Internacional Frankfurt começa a operar novo pier Divulgação | Lufthansa e Fraport Com o custo de 700 milhões de euros, a ampliação do Terminal 1 do aeroporto de Frankfurt permite receber até quatro A380 simultâneos PIER A-PLUS (TERMINAL 1) CAPACIDADE Até 6 milhões pax/ano Área Cerca de 185.400 m² Extensão 790 m O Largura Aeroporto de Frankfurt (FRA) começou a operar o novo Pier A-Plus, uma extensão do Terminal 1 com quase 800 metros de comprimento, que será 28 m utilizada exclusivamente pela Lufthansa e seus parceiros da Star Alliance. O Pontes fixas novo pier deve ser responsável por processar um tráfego de 6 milhões de passageiros 18 (pax) por ano, elevando a capacidade do aeroporto para 65 milhões pax/ano. Portões Segundo a administradora do aeroporto, as obras do novo pier custaram 700 mi- 27 (incluindo cinco posições lhões de euros, e já está preparado para o recebimento das grandes aeronaves como remotas) o Airbus A380 e o Boeing 747. São aproximadamente 185 mil metros quadrados úteis Lounges (algo como 25 campos de futebol). A obra foi concluída dentro do prazo determinado, dentro de uma programação de cerca de quatro anos de construção. O Pier A-Plus é 5 a maior construção térrea no aeroporto de Frankfurt desde a abertura do Terminal 2 Fonte: Fraport e Lufthansa em 1994.10 ANO 01 | Nº 02
  11. 11. América Latinase destaca por resultadose previsão de crescimentoregião deve apresentar um crescimento‘robusto’ nos próximos 20 anos, aponta 123rf.comprevisão. E o Brasil será o impulsor aomais do que triplicar a sua demandaN Nos próximos 20 anos, a demanda de passageiros no O estudo aposta na melhoria das condições econômicas da transporte aéreo deve mais do que dobrar o volume região, possibilitando aumento de renda e permitindo assim a ultrapassando a marca de 12 bilhões. A aposta é da ACI um maior número de pessoas viajar de avião. Um cenário similar– Airports Council International – divulgada no relatório Outlook é apontado também em países da Ásia e Leste Europeu. “Isto2031 de previsão do crescimento do tráfego aéreo publicado em significa que um maior número de cidadãos, pela primeira vez,parceria com a consultoria DKMA, especializada na indústria terão condições financeiras de voar”, explica.aeronáutica. Já a IATA também destacou os bons resultados da Com isto, os produtores do relatório preveem que o aqueci-região da América Latina em 2012, e reforça a necessidade de mento da demanda deve dar continuidade à expansão das [com-colocar a segurança de voo e infraestrutura como prioridades panhias] de baixo custo, resultando em tarifas mais competiti-para a região. vas, ao passo de uma competição limitada por outros modais de Segundo a IATA, as companhias aéreas da América Latina e transporte e vastos territórios pouco servidos favorecendo assimCaribe vão acumular em 2012 um lucro coletivo de 400 milhões ao transporte aéreo.de dólares, cerca de 100 milhões de dólares a mais do que em2011. O tráfego de passageiros também foi de 10,1% nos primeiros Retomadanove meses deste ano, apenas atrás do tráfego registrado nas O relatório aponta uma certa melhora do crescimento da deman-companhias do Oriente Médio, com a taxa de 16,1%. “A região da da mundial de passageiros no início de 2012, com uma médiaAmérica Latina está se mostrando como uma grande promessa, de 4,6% entre os meses janeiro e junho, porém com uma queda re-mas isto também significa desafios”, disse o diretor geral e CEO gistrada para 2,2% em julho. E a expectativa é de que, no cenárioda IATA, Tony Tyler. ainda de crise, a demanda desacelere mais um pouco em 2013. Ainda segundo o relatório da ACI, a região da América Latina Mas a retomada deve se dar a partir de 2014.desponta como uma das mais potenciais no crescimento de tráfe- A América do Norte e Europa representarão o menor cresci-go de passageiros, tendo o Brasil como um catalisador da região. mento em relação à média mundial nas estimativas dos próxi-A consultoria define a tendência de crescimento da região como mos 20 anos. A pesquisa reforça que a demanda por transporte“robusta” e acima de média mundial do crescimento econômico aéreo continuará ainda altamente dependente das economias(esperado em 3,5% por ano), atingindo um média projetada de em crescimento, da continuidade da liberalização, e aumento dacrescimento de 5,2% por ano, e correspondendo a 29% do merca- competição, porém encontrará desafios em todos os segmentosdo mundial em 2031. da indústria, seja nos seus aeroportos, companhias ou controle de A partir disto, o Brasil dever se tornar um dos mercados em tráfego, que terão todos de adicionar capacidade para dar contacrescimento mais rápidos no mundo, mais do que triplicando de demanda. “O crescimento da importância das economiasem tamanho e apontando para ter quase metade dos passagei- emergentes/em desenvolvimento mudará fundamentalmente oros da região em 2031. A consultoria cita os grandes eventos horizonte da indústria”, registram.esportivos como fatores de incremento da economia do país edas viagens aéreas. REVISTA DO TRANSPORTE AÉREO 11
  12. 12. Check-in Jogo Aéreo Brasil mais perto do A380 A fabricante europeia Airbus divulgou a expectativa de demanda de aeronaves na Améri- ca Latina (AL) e Brasil. As companhias aéreas da região devem necessitar cerca de 2.100 aviões nos próximos 10 anos, sendo 1.660 de corredor único, 420 de corredor duplo e 40 de grande porte. Ao todo, o valor estimado de mercado é de US$ 242,7 bilhões. O BrasilDIVULGAÇÃO AIRBUS corresponde à metade da demanda, com 1.100 aviões, com valor de negócios estimado de 160,7 bilhões. Segundo a análise do vice-presidente executivo da Airbus para AL e Caribe, Rafael Alonso, o Brasil torna-se, a cada dia que passa, um forte candidato para as operações com o A380 em função do crescimento da demanda. Segundo a Airbus, um terço do tráfego de longo curso para a AL chega ou transita pelo Brasil, que já se configura como o quarto maior tráfego do mundo. “A aeronave deverá ser a clara escolha para as linhas aéreas que operam no país, especialmente em vista da proximidade da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos”, disse Alonso. Os dados do Airbus Global Market Forecast (GMF) estão disponíveis em aplicativo de iPhone na AppStore e a partir do site da Airbus: www. airbus.com. DE OLHO EM GIG LOGÍSTICA TV AO VIVO Tá com tudo Aerotechnicolor Sinceridade bra- Os interessados nas concessões A criação da Empresa de Projetos Logís- A Azul em parceria com a Sky já iniciou sileiras só têm olhos para o Aeroporto ticos (EPL), que tem como presidente o a transmissão de programação de TV ao Internacional Tom Jobim (GIG). Todos os Bernardo Figueiredo, causou uma boa im- vivo a partir de satélite a bordo de suas representantes das potenciais empresas pressão no mercado. O banco de investi- aeronaves. e consórcios sempre colocam o carioca mentos GoldMan Sachs realizou encontro como prioridade e alvo atrativo em um com Figueiredo no início do segundo DELTA novo processo de concessões dos aeropor- semestre e destacou em seu boletim que tos brasileiros. Já declaram interesse aber- “os medos foram superados” em relação às concessões logísticas. De mala e cuia to a CCR, Invepar, Triunfo, Fraport e Egis. Ainda nas declarações, Confins fica a se A empresa Delta Air Lines muda a sede pensar. No geral, avaliam o processo como RNP comercial voltada para os negócios da bem-sucedido, apesar dos altos ágios e a América Latina e Caribe da cidade crítica principal é o mínimo de 5 milhões No apagar das de Atlanta para São Paulo. Segundo a de passageiros como critério. O Governo luzes empresa, a receita na América Latina (AL) e Caribe cresceu 20%, e a mudança deve ouvir a grita geral e aumentar o re- quisito mínimo de operação no portfólio. visa focar as ações na região. Para isto, A Trip Linhas Aéreas, protagonista de o vice-presidente Nicolas Ferri chega de uma das notícias surpresas do ano ao se mudança no dia 1o de janeiro de 2013. A TARIFAS fundir com a Azul no primeiro semes- tre, teve anunciada auditoria da Anac a companhia, que tem 3% do capital da Gol Linhas Aéreas, vem estendendo sua atua- Bye, bye, até a partir de denúncia anônima sobre o uso ção na AL com parcerias na Aeroméxico e próxima! de procedimentos de aproximação não code-share na Aerolineas Argentina. Co- autorizados. As empresas já compartilham bre 43 destinos na região em mais de mil Com o fim da Webjet decretado pela os voos desde outubro, mas a marca voos semanais entre os Estados Unidos e Gol, as últimas baixas tarifas do Trip deixará de existir após América Latina. mercado sumiram do mapa. a autorização definitiva da fusão. A empresa já devolveu os E-190 utilizados e leva somente DIVULGAÇÃO DELTA os ATR-42 para a Azul. 12 ANO 01 | Nº 02
  13. 13. PARA PARTICIPAR, ENVIE UM E-MAIL PARA sbta-lista-owner@yahoogroups.com.brPesquisa busca estabelecerníveis de serviço para áreas deRESTITUIÇÃO DE bagagemP esquisa de pós-graduação do Instituto Tecnológico de Bagagens Aeronáutica (ITA) teve comoobjetivo avaliar e propor padrões Pesquisa tambémde níveis de serviço nas áreas de serviu para produção derecebimento de bagagens em três manual paragrandes aeroportos brasileiros da Infraerorede Infraero (Congonhas, Campi-nas e Fortaleza). Foram monitoradose pesquisados 425 passageiros em ATRS 20132011 e os dados obtidos foram com- contribuir para atingir outras metas comoparados com um aeroporto da América do a própria qualidade do serviço, satisfaçãoNorte, o de Calgary, no Canadá. Análisecom regressão linear foi usada para con- dos passageiros, market share e vantagens competitivas. já recebefirmar a existência de uma relação causalentre o tempo de espera pela bagagem A pesquisa de mestrado teve apoio da Fapesp e da Infraero foi apresentada trabalhose a opinião dos passageiros definidos durante a conferência 2012 da Air Trans- As submissões de resumos e papers para aem termos de notas (de 1 a 5). Contraria- port Research Society (ATRS) realizada conferência 2013 da Air Transport Resear-mente ao “senso comum”, os resultados em Taiwan. Participaram as mestrandas ch Society (ATRS) estão abertas até o diaindicam que os passageiros domésticos Viviane Adriano Falcão, Nara Bianca 31 de janeiro de 2013. As inscrições onlinenos aeroportos brasileiros são levemente Zimmerman, e a doutoranda Giovanna Bo- para participação serão abertas a partir demais “exigentes” do que os passageiros rille, sob a orientação do professor doutor fevereiro e organização indica que os des-canadenses. Anderson Ribeiro Correia. contos de inscrição antecipada se darão até Os dados serviram ainda para balizar O resumo do trabalho pode ser 15 de maio de 2013. A conferência anual daa produção de um manual de níveis de ser- acessado em http://www.bv.fapesp.br/pt/ ATRS será realizada em Bergamo, na Itália,viço para a Infraero visando a melhoria dos projetos-regulares/27418/desenvolvimento- entre os dias 26 e 29 de junho de 2013. Osmesmo índices, podendo assim também -padroes-nivel-servico-recomendacoes/ resumos podem ser enviados para confe- rence@atrs2013.org e mais informaçõesSegundas Pistas Tempo dos freios podem ser obtidas em www.atrs2013.org.O incidente com o MD-11 da Centurion Car- As condições e tempo de uso dos freios, Outros temas:go no aeroporto Viracopos, em Campinas, além de toda a engenharia por trás do usolevantou a sondagem da situação das pistas deles nas decolagens abortadas, foi tema ƒƒICAO muda os mínimos de combustível e de emergênciaauxiliares nos demais aeroportos brasileiros. de ampla discussão técnica.Os pilotos participantes da lista comenta- ƒƒRelatório do pouso na taxiway emram o uso da segunda pista em aeroportoscomo Natal, Florianópolis, Belém, Salvador e Quatro pistas Guarulhos ƒƒAnac investiga incursão de pista doCuritiba. Segundo os relatos, ou a operação O masterplan do aeroporto de Campinas governador Cid Gomesestá desativada, restrita à situações espe- também foi assunto dentro da rede. A ne- ƒƒTorre remota controla diversosciais ou relegada à aviação geral e operação cessidade da 2a. Pista e o próprio projeto, aeroportos de um único lugarmilitar como é o caso de Natal. E que não com a proposta de quatro pistas ao fim do ƒƒCumbica: trem ficará longe devenha outro MD-11 nesses aeroportos. ciclo final, entraram em debate. terminais REVISTA DO TRANSPORTE AÉREO 13
  14. 14. R A D A R B R A S Í L I A futuro da aviação BRASILEIRA EM DEBATE POR PAULO CELESTINO E GABRIELA SERTO Representantes dos principais segmentos da aviação brasileira vêm expondo os problemas e necessidades em subcomissão do Senado Federal D iscutir as diretrizes para ção Aeroportuária (INFRAERO); sidência permaneceu o Senador políticas públicas para Centro de Investigação de Preven- Flexa Ribeiro (PSDB-PA), e para a a aviação brasileira, e ção de Acidentes Aeronáuticos relatoria o Senador Vital do Rêgo elaborar um relatório final que (PMDB-PB). (CENIPA); entidades da aviação contribuirá para a composição geral como a Associação Brasileira Ao assumir, Costa disse que de projetos de lei e medidas de Aviação Geral (Abag) e APPA - vai dar continuidade aos trabalhos provisórias são os principais Associação Brasileiro de Pilotos e da Cistac. A Subcomissão já apro- objetivos da Subcomissão Proprietários de Aeronaves; Táxis vou a realização de uma audiência Temporária de Aviação (Cistac), aéreos; Indústria das linhas aéreas pública para discutir a minuta do instalada no Senado Federal e (visão internacional) – IATA; relatório final, o que deve reunir que ao longo do ano ouviu os Sindicato Nacional dos Aeronautas novamente os principais represen- representantes dos diversos e Associações; Manutenção de tantes. A Cistac tem vigência até segmentos da aviação brasileira. aeronaves; Formação de recursos fevereiro de 2012, mas se houver Os resultados dos encontros humanos; Concessões de aeropor- necessidade, pode ser renovada da Cistac com seus convidados tos; entre outros. por, pelo menos, mais um ano. específicos e a comunidade aero- As preocupações são muitas e O documento abordará os prin- Comando náutica servirão como base para em um encontro exclusivo um ofício, que será enviado à com a revista TRAER, o Senador Vicentinho presidente Dilma Roussef, como SENADOR VICENTINHO ALVES: então presidente da Cistac Alves se licencia, Vicentinho Alves enfatizava forma de contribuição para a composição de projetos de lei e “O Brasil vive que “detectava sobretudo mas trabalhos continuam medidas provisórias. uma crise de Senado Federal | Divulgação A Cistac foi uma solicitação do senador Vicentinho Alves crescimento” (PR-TO) tendo sido aprovada pela Comissão de Infraestrutura do Senado, a qual está ligada à cipais pontos que afligem a subcomissão. Mas a presidência todos os setores envolvidos terminou passando por mudanças na aviação no país: Agência em outubro, quando Alves pediu o Nacional de Aviação Civil licenciamento do cargo. O senador (ANAC); Secretaria de Avia- João Costa (PPL-TO) assumiu em ção Civil (SAC); Departa- seu lugar e foi eleito, por unani- mento de Controle do Espaço midade, como novo presidente Aéreo (DECEA); Empresa da Subcomissão. Para a vice-pre- Brasileira de Administra-14 ANO 01 | Nº 02
  15. 15. a necessidade em atualizar os rados e mesmo construídos novos crescimento e o empenho demarcos regulatórios do Setor, pois aeroportos, e temos demonstrado verbas para a consecução dessastanto a Lei 7565/86, o Código constantemente para as autori- obras o grande desafio do País”.Brasileiro de Aeronáutica (CBA), dades do setor. Integrar um país Ainda é cedo para afirmar como o Brasil quais mudanças efetivas serão ne-O PAÍS enfrenta as tem sido seu maior desafio cessárias, mas já se pode concluir pelos debates com os representan-consequências de uma ao longo de tes dos principais órgãos e entida-demanda vertiginosa que sua história, sendo que a des ligadas à aviação nacional que o Brasil enfrenta as consequênciascompreende todos os aviação é o de uma demanda vertiginosa instrumento que vai além da construção desegmentos da aviação eficaz para aeroportos como resposta, mas fazer isso com compreende todos os segmentoscomo a Lei 7.183/84, que regula- rapidez e segurança. Podemos do transporte aéreo, de logística ementa a atividade dos aeronautas, considerar o planejamento desse mobilidade urbana.são anteriores à CF/88. E o mais Debate Senado Federal | Marcos Oliveiraimportante, precisamos formularuma nova política pública que tra- Representanteste da aviação como um todo, com dos segmentos e entidadesum desenho industrial e globaliza- participam dedo, que insira e contemple todos sessão no Senadoos seus setores”. O Senador Alves destacouainda que o Brasil passa por ummomento que muitos chamam de“crise de crescimento”, sendo quea necessidade de se investir emtodos os setores da infraestruturanacional transformou-se em umaquestão considerada prioritária.“É claro que nossos aeroportosprecisam ser ampliados e melho-Primeiras impressõesVeja outros pontos observados nos debates a partir do relatórioparcial da Subcomissão de Aviação Civil (Cistac). A aviação regional possui problemas em comum nais em seus quadros, e que sejam da área, prin- com a aviação regular, tais como a necessidade cipalmente para atuar em setores de certificação de implementar a malha aeroportuária e de de projetos e aeronaves, bem como para fiscalizar complementá-la a outros modais de transporte, todas as atividades afetas. Por exemplo, os táxis preço dos combustíveis, formação e qualificação aéreos reclamam da falta de fiscalização para de mão de obra, e problemas específicos, como coibir o transporte aéreo clandestino. a situação de vários aeroportos que comportam A infraestrutura aeroportuária vai além da voos regulares de menor porte, mas que não construção de aeroportos, pois compreende a podem recebê-los por condições pontuais como a formação de profissionais, ampliação do controle falta de carros de bombeiro. do tráfego aéreo, e acima de tudo, sua correlação A aviação executiva e os táxis aéreos precisam de com outros setores responsáveis pela logística e uma regulamentação que contemplem especifica- mobilidade urbana. mente suas atividades. É necessária uma política mais clara para nortear A ANAC tem exposto uma necessidade de imple- as diretrizes e o rumo do setor em relação à mentar seu quadro de pessoal, pois está sendo formação e qualificação de mão de obra. incisivamente cobrada por parte dos usuários no A indústria fabricante de aeronaves no Brasil pas- sentido de reabrir suas unidades regionais, bem sou de 40 empresas para apenas seis nos últimos como para padronizar seus procedimentos. anos. A preocupação é com a própria manutenção Uma queixa constante por parte dos usuários e sobreviviência da cadeia da indústria aeronáuti- tem sido que a ANAC necessita de mais profissio- ca voltada para a aviação geral no Brasil. REVISTA DO TRANSPORTE AÉREO 15
  16. 16. R A D A R B R A S Í L I A Paulo Celestino | TRAER Decea se diz preparado para aumento do tráfego O tráfego aéreo não deve gerar gargalos na expansão do transporte aéreo no Brasil, garantiu o diretor-geral do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), tenente-brigadeiro-do-ar Marco Aurélio Gonçalves Mendes. Na apresenta- ção durante uma das sessões da Cistac, no Senado Federal, em Brasília, o diretor apontou as obrigações e os desafios a serem enfrentados pelo órgão destacando a expansão em pelo menos o dobro⅔do atual “Sistema está no tráfego brasileiro nos próximos anos. Porém, ainda segundo Mendes, mesmo com dimensionado em o aumento da demanda, o novo conceito de gerenciamento de tráfego CNS/ATM–com quase o dobro do premissas globais de navegação, vigilânciatráfego existente” e comunicação, inclusive por satélite– deve acompanhar as necessidades em áreas ter- minais (TMA) mais movimentadas como São Paulo e Rio de Janeiro. “O atual sistema está dimensionado em quase o dobro do tráfego existente hoje. Podemos garantir que a expansão aérea não encontra ba- tente no espaço aéreo, mas muito mais na atual infraestrutura disponível”, avaliou. Mendes também justificou o atraso do novo sistema de navegação e aproxima- ção por satélite no Brasil, o GBAS (do acrônimo em inglês Ground Based Augmen- ted System) devido aos estudos de influência da Ionosfera na faixa geográfica próxima ao Equador. “Precisamos ter certeza dos limites e quais os riscos que isso pode impor ao sistema, e como corrigimos isso a tempo de tornar operacional, garantindo a eficiência e segurança do serviço para as aeronaves”, explicou. 16 ANO 01 | Nº 02
  17. 17. PreocupaçãoAviação gerale a questãoda formaçãoestão entre asmaiores lacunasdetectadas Paulo Celestino | TRAER Os temas quentes da Cistac A Cistac mantém em seus encontros o debate sobre as principais questões do setor no país. Seu funcionamento operacional foi determinado em forma de audiências públicas dentro de uma agenda específica para discutir as políticas públicas para a aviação civil brasileira. A CISTAC ouviu até o momento praticamente todos os nichos da aviação. Por isso, pode detectar que diversas lacunas e gargalos que precisam de atenção no curto e no médio prazo. A TRAER lista abaixo alguns pontos “quentes” dos debates que já passaram pelos trabalhos da Subcomissão ao longo de 2012: PREÇO DOS Preocupação com a COMBUSTÍVEIS aviação geral Durante a sessão na qual foi debatida a questão Um dos temas recorrentes dentro da Cistac é a situ- dos combustíveis de aviação, o representante do ação da aviação geral no Brasil, desde a infraestru- Ministério das Minas e Energias (MME), Claúdio tura disponível, passando pelos preços de combus- Ishihara, explicou que o Brasil havia voltado tíveis, até a formação de quadros de funcionários à dependência de importações dos produtos tantos de pilotos como de manutenção. As lacunas derivados de petróleo. A grande expectativa para e, consequentemente, a necessidade de uma retomar o patamar de 2006, quando havia sido atuação mais ampla da SAC e Anac indo além das declarada a autossuficiência em pétroleo pelo questões da aviação comercial foram reclamadas presidente Lula, são os resultados do pré-sal. pelo consultor e professor da Universidade Federal O próprio senador Vicentinho Alves reclamou do Rio de Janeiro (UFRJ), Respício do Espírito Santo. O dos preços dos combustíveis de aviação no Brasil, professor elencou o próprio estatuto da SAC, no qual que segundo cálculos de especialistas chegam uma de suas proposições é: “Acompanhar o desen- a custar 60% acima das cotações internacionais. volvimento do Sistema de Aviação Civil por meio da E também apontou a dificuldade das aéreas e avaliação e divulgação permanente de indicadores”. empresas de táxi aéreo operarem na região Norte, “[Mas] Não tem indicador da aviação agrícola, onde abastecer pode sair três mais caro que em não tem indicador da aviação aerodesportiva, não outras regiões. tem indicação da aviação experimental, não tem A justificativa do representante do MME é de indicação para nada. Só tem indicador de perfor- que a necessidade de importação de combustível mance e desemprego para a TAM, para a Gol, para o se deve ao aumento da demanda. E abordou ainda novo concessionário, porque são eles que desfilam que a formação de preços de combustíveis no no tapete vermelho do Oscar. Os outros devem ser Brasil é livre, porém ressaltou que a precificação todos considerados ‘patinhos feios’, porque não tem inclui variáveis como tributos estaduais, federais e indicador para nada”, rebateu Respício durante sua custos com transporte. participação na Comissão. REVISTA DO TRANSPORTE AÉREO 17
  18. 18. X I S I T R A E R Capacidade e índices de serviços na pauta do transporte aéreo brasileiro O XI Sitraer propiciou o debate sobre as principais questões do transporte aéreo no Brasil, também agregando as recentes pesquisas do campo realizadas em centros brasileiros e internacionais A s perspectivas atuais e futuras discussão no Simpósio. Dentro disto, hou- tecnologia Atech, da G&E, e da Smiths do transporte aéreo brasileiro ve o debate sobre a implantação dos novos Detection. foram debatidas durante a XI sistemas de navegação a partir do conceito Nesta edição, as presenças interna- primeira edição do Simpósio de Pesqui- PBN (do acrônimo em inglês de Perfor- cionais ficaram por conta do professor sa em Transporte Aéreo (Sitraer). Após mance Based Navigation) e também foram John-Paul Clarke, da GeorgiaTech, que as primeiras concessões, a preocupação apresentadas as tecnologias e os esforços participou também pela primeira vez do agora é com a criação de instrumentos de de pesquisa de tecnologia da informação Sitraer. Ele apresentou sua última pesqui- controle e acompanhamento dos serviços (TI) voltadas para o ATFM (da sigla em sa voltada para a otimização das opera- nos aeroportos brasileiros. O assunto atra- inglês Air Traffic Flow Management). ções de seqüenciamento e agendamento vessou alguns trabalhos e painéis durante O XI Sitraer reuniu participantes em um ambiente de incerteza. o evento. da Secretaria de Aviação Civil (SAC), O aumento da capacidade aeroportuá- da Agência Nacional de Aviação Civil Perspectivas ria continua na pauta, e os representantes (Anac), profissionais do segmento, e dos O evento de abertura contou com a parti- da Secretaria de Aviação Civil (SAC) e da pesquisadores dos principais centros de cipacão do diretor presidente do Instituto Agência Nacional de Aviação Civil(Anac) pesquisa em transporte aéreo brasileiro. O de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), apresentaram seus estudos e propostas evento foi realizado em Brasília, de 20 a 22 Marcelo Neri, do diretor da concessionária para o investimento na infraestrutura de novembro, na sede da Abetar/CNT. CCR, Ricardo Castanheira, e do professor regional além da autorização para constru- O Simpósio também contou com a ção e operação dos aeroportos executivos. participação de representantes da inicia- As novas tecnologias de auxílio à tiva privada, entre eles, da concessionária navegação e os estudos de otimização das CCR, da empresa de recovery kit ResQtec, operações foram outros temas de ampla da Lufthansa Consulting, da empresa de18 ANO 01 | Nº 02
  19. 19. JOÃO VIANA | IPEA no Brasil. Neri lembra da situação de pleno emprego que o Brasil vive no momento, “também um problema bom”, definiu ele. “A boa notícia é de que engenheiros estão nos primeiros lugares do ranking, Vocês têm os melhores salários, maiores taxas de ocupação, as maiores taxas de formalidade, mas também são os que tem uma maior jornada de trabalho, o que indica escassez de mão de obra”, afirmou. Além das pesquisas de formação recursos hu- manos, o presidente anunciou ainda a realização da pesquisa de Origens e Destinos e transporte de cargas. “É uma MARCELO NERI: área em que o Ipea pode prover A combinação de conhecimentos relevantes. É uma área de fronteira impor- brasileiros voando tante, que começa a mudar e pela primeira vez acontecer no Brasil a partir da aviação regional”, anunciou. Abertura da Universidade de Calgary é muito especial e Já o professor AlexandreDa esq. para e ex-diretor da Anac, Ale- Gomes de Barros se mostroudir: Erivelton xandre Gomes de Barros. reflete o momento preocupado com as questõesGuedes (SBTA), LiWeigang (UnB), Eles avaliaram o atual mo- mento do transporte aéreo brasileiro de sustentabilidade do setor no Brasil, e ao seu ver, giram emMarcelo Neri(Ipea) e Ricardo no Brasil e suas perspec- torno da concorrência e da ex-Castanheira (CCR) tivas, ressaltando as principais ações e questões em pansão e manutenção da infraestrutura aeroportuária. cada campo de ação. “As duas são correlatas”, expressou. Para o ex-diretor O diretor do Ipea, Marcelo Neri, ressaltou o impac- da Anac, é necessário que o Brasil crie um ambiente to do crescimento econômico brasileiro no segmento que incentive o surgimento de novos serviços e que, de transporte aéreo, a partir das pesquisas correla- por meio da concorrência, se possa ter uma melhor tas à aviação realizada pelas equipes do Instituto. qualidade dos serviços. Ele destacou que muitos brasileiros estão voando Sobre a infraestrutura, Barros colocou que não pela primeira vez nos últimos anos, o que resulta em é nenhuma novidade a limitação dos aeroportos um grande desafio para as empresas e instituições brasileiros, mas apontou os riscos relacionados à ligadas ao setor. “Essa combinação dos brasileiros vo- escassez da infra. A partir disto, defendeu uma maior arem pela primeira vez é muito especial e reflete esse participação da iniciativa privada para contribuir com momento brasileiro de aumento de emprego formal. O o sistema. “É evidente que sem a expansão da infra transporte aéreo tem se tornado essencial”, disse. estaremos limitando severamente o crescimento da Ao mesmo tempo, o presidente do Ipea mencionou aviação. E ao se limitar o crescimento da demanda, que infraestrutura aeroportuária é um segmento crí- começamos a ter problema de crescimento de custos tico por oferece a primeira impressão a quem visita o e de preços”, relacionou. Brasil pela primeira vez. “Os aeroportos são a porta de “Temos evidências de que esses problemas já PBN entrada, o cartão de visitas. Estamos no processo de se espalham rapidamente além de São Paulo, e já superação deste problema logístico e, neste aspecto, afetam Belo Horizonte, Brasília e Rio, e outros devemAs novastecnologias é um problema sério mas é um ‘bom’ problema pois se entrar neste rol em curto espaço de tempo. É evidentede navegação necessita de investimentos para superá-lo”, ressaltou. que precisamos de investimentos na infraestruturaentraram em Neri ainda relacionou a pesquisa sobre a formação aeroportuária e não há motivo para não se utilizar dadebate em painel de recursos humanos e a capacidades de empregos iniciativa privada para isto”, ressalta Barros.especial Em sua participação, o diretor da CCR Ricar- do Castanheira fez uma avaliação ampla e aberta DIVULGAÇÃO SBTA dos desafios a serem enfrentados pelo segmento de transporte aéreo, principalmente no que diz respeito à participação da iniciativa privada e a relação com o governo. Castanheira aponta que os desafios são mui- tos e que não podem ser vistos de forma individual e apenas com soluções de curto prazo. Por isso, o diretor da CCR cobrou uma melhor definição das atuações dos órgãos hoje existentes ligados ou envolvidos à aviação- Anac, SAC, passando pela Casa Civil, Ministério da Defesa e até o Conac. “Existe todo um entorno, são áreas do governo que REVISTA DO TRANSPORTE AÉREO 19
  20. 20. X I S I T R A E R DIVULGAÇÃO SBTA fazem parte também dessas definições. E vemos que a as obras podem não ser iniciativa privada também pode contribuir para ajudar suficientes. “Estamos ao governo para que se tenha um melhor foco na sua querendo contar uma gestão aeroportuária como um todo”, disse. rede adequada, aeropor- Castanheira também foi instado a falar sobre os tos compatíveis com a processos de concessão dos aeroportos, do qual a CCR demanda, com níveis de participou. Ele reconheceu a transparência e lisura do serviços convenientes, processo, mas apontou que é outro momento no qual uma operação coorde- se evidencia a falta de definições do governo sobre o nada e monitorada, a transporte aéreo. Ele relaciona à questão da partici- partir de uma regulação pação da Infraero como sócia das concessionárias. moderna e consistente”, “Uma hora ela é sócia minoritária, outra hora se quer apontou Alves como os um sócio minoritário para ela, outra hora não se está principais eixos a serem satisfeito e não se queria nada disso. Mas essa dis- buscados. cussão faz parte e precisamos estar dentro dela para participar também”, defendeu. O diretor aponta que o primeiro desafio das con- LIÉGE EMMERZ: cessionárias é de integração da gestão, mas acha que as empresas e a Infraero serão muito bem sucedidas “O sucesso dos Concessões neste aspecto. A preocupação é com a inovação de gestão, de busca por apresentar novos serviços, além aeroportos Liége Emmerz e Ingo Lüschen, do pagamento das outorgas. Ao seu ver, o pagamento concedidos no mundo consultores ficará bem complicado. “Mas não tem ninguém que associados não saiba fazer conta lá dentro. Eles estão vendo algo dependeram dos da Lufthansa Consulting que não vimos, e é tanto que perdemos. Mas vejo que o governo também vai ter de participar em algum controles rígidos dos momento, ajudar no que for preciso sem alterar ou níveis de serviço” quebrar o contrato”, prevê. Os resultados das concessões também não virão no curto prazo, acredita o executivo. Para ele, os Os representantes da Lufthansa Consulting, Liége primeiros resultados só serão percebidos após os Emmerz e Ingo Lüschen, abordaram as experiências primeiros três anos. “Não se consegue potencializar de outros aeroportos privatizados ou concessiona- de tal ordem a gestão de um aeroporto ao ponto de se dos no mundo. Para Emmerz, o Brasil precisa definir notar grandes mudanças em tão curto prazo. Portanto, seus objetivos de longo prazo, e também reforçou a até lá, as concessionárias passarão por muito sufoco, necessidade da criação de índices para acompanhar chegarão aos trancos e barrancos, mas passarão”, as concessões dos aeroportos. “Isso deve garantir que avalia Castanheira. os serviços serão prestados adequadamente, e que os aeroportos atingirão os níveis desejados e estarão Índices também à altura de outros aeroportos no mundo no A questão da capacidade aeroportuária foi debatida a momento em que forem devolvidos ao governo”, disse. partir da participação do professor Claúdio Jorge Pinto “O sucesso dos aeroportos concedidos no mundo Alves, do ITA. O ponto de partida foi o questiona- dependeram dos controles rígidos dos indicadores de mento se o Brasil está no caminho certo após alguns níveis de serviço, além de incentivos. Eles realmente investimentos e também com as primeiras conces- investiram em avaliar e medir a concessão dos seus sões dos aeroportos para a iniciativa privada. Alves aeroportos”, completou Emmerz. apresentou os problemas em pátios, pistas e saguões, Ainda segundo a consultora, apesar dos esforços também falando sobre as obras já em curso. da Anac e SAC, há uma dificuldade no Brasil de se Para o pesquisador, ainda é cedo para responder planejar quais são as metas para os próximos 20 anos. se o caminho está correto, mas aponta que somen- “Sobretudo, é uma questão de planejamento. E temos te as obras não suficientes para dar conta de uma de ter um controlador forte para se ter estratégias a percepção- muitas vezes de ordem subjetiva por parte longo prazo”, disse. dos usuários-, de serviços que vão além da própria Ao se encerrar mais uma edição do Sitraer, ficou o disponibilidade de capacidade. Para ele, a definição sentimento de que os participantes trouxeram muita dos níveis de serviço serão importantes para definir qualidade como sempre para o debate, ampliando referências e possam ser comparados com os aeropor- os pontos de vista do transporte aéreo brasileiro e tos do mundo inteiro. também aproveitando as vivências internacionais. Com O professor explica que as percepções dos passa- mais uma celebração e congraçamento entre os pes- geiros estão ligadas a diversos fatores que vão da exis- quisadores e especialistas do transporte aéreo, agora é tência de lojas a um bom ar-condicionado ou serviços aguardar mais um ano para o próximo Sitraer, que deve disponíveis como acesso a internet. Portanto, somente voltar à Minas Gerais, na capital Belo Horizonte.20 ANO 01 | Nº 02

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