• Share
  • Email
  • Embed
  • Like
  • Save
  • Private Content
Panorama Brasil/Argentina - Dez/ 2012
 

Panorama Brasil/Argentina - Dez/ 2012

on

  • 592 views

Panorama Brasil/Argentina

Panorama Brasil/Argentina
Dezembro/2012

Statistics

Views

Total Views
592
Views on SlideShare
592
Embed Views
0

Actions

Likes
0
Downloads
0
Comments
0

0 Embeds 0

No embeds

Accessibility

Categories

Upload Details

Uploaded via as Adobe PDF

Usage Rights

© All Rights Reserved

Report content

Flagged as inappropriate Flag as inappropriate
Flag as inappropriate

Select your reason for flagging this presentation as inappropriate.

Cancel
  • Full Name Full Name Comment goes here.
    Are you sure you want to
    Your message goes here
    Processing…
Post Comment
Edit your comment

    Panorama Brasil/Argentina - Dez/ 2012 Panorama Brasil/Argentina - Dez/ 2012 Document Transcript

    • 1Dezembro | 2012Perspectivas econômicas da Argentina: com umsuperávit anual de US$ 11.527 milhões acumulado atéoutubro, a Argentina ultrapassa a meta esperada para oano de 2012. [pág. 02-03]Panorama Político: em mês marcado pela eclosão degreve geral, ocorreu a 18ª Conferência IndustrialArgentina. No evento foi destacada a importância daintegração das cadeias produtivas entre os dois países.[pág. 03]Comércio bilateral em números: em outubro, observou-se redução de 18,5% das exportações brasileiras àArgentina, e aumento de 8,8% das importações oriundasdo país vizinho. No mesmo mês, a Argentina logrou seuprimeiro superávit em relação ao Brasil desde junho de2009. [pág. 03-05]Aumento temporário do imposto de importação: sob oamparo de Decisão do Mercosul, o governo argentino temrealizado consultas com o setor privado para a formulaçãode sua lista de aumento temporário do imposto deimportação para 200 produtos. [pág. 05]Desvio de comércio: entre janeiro e setembro, o Brasilperdeu participação nas importações realizadas pelaArgentina em pelo menos 14 setores. Simultaneamente,foi observado aumento da participação das exportaçõeschinesas para a Argentina em 9 setores. [pág. 05]Restrições comerciais: consulta realizada pela FIESPindica o aumento no acúmulo de DJAIs e licenças nãoautomáticas pendentes relacionadas a diversos setoresexportadores brasileiros. Em alguns casos, registram-seatrasos superiores a, respectivamente, 240 e 780 dias.Destaca-se também a extinção do regime de licençasautomáticas de importação na Argentina. [pág. 06-07]
    • 2Panorama Econômico da Argentina• A Argentina alcançou, entre janeiro e outubro, superávit de US$ 11.527 milhões, segundo oInstituto Nacional de Estatística e Censos (INDEC) argentino. Esse valor, que representa umaumento de 24% em relação ao mesmo período de 2011, já ultrapassa a meta esperada para 2012(US$ 10 bilhões).• Em outubro de 2012, o saldo comercial argentino foi de US$ 0,6 bi (redução de 50% em relaçãoao mesmo mês de 2011, quando o superávit total do país atingiu US$ 1,1 bi).Fonte: INDEC• No período de janeiro a outubro de 2012, a Argentina registrou um déficit comercial de US$ 2.781milhões no setor de combustível, energia e lubrificantes (4% inferior aos US$ 2.904 milhões,correspondentes ao mesmo período de 2011).• Segundo relatório da Associação Argentina de Orçamento (ASAP), divulgado em outubro, ossubsídios argentinos à economia atingiram, entre janeiro de setembro de 2012, o montante de60.589 milhões de pesos (superando em 16% o mesmo período de 2011). Os subsídiosdestinados ao setor energético e ao setor de transportes, por exemplo, cresceram, respectivamente,11,4% e 19,7%, em relação aos primeiros nove meses de 2011.Fonte: ASAP/Abeceb365 1.0521.5703.0574.7675.806 6.4637.2638.1629.3235501.8912.9684.7956.3127.3368.40310.03110.942 11.5270%10%20%30%40%50%60%70%80%90%100%02.0004.0006.0008.00010.00012.00014.000Evolução do saldo comercial argentino acumulado no ano(2011 - 2012)2011 2012 % a.a.11,4%19,7%64,9%-42,6%-26,2%-6,9%-60%-40%-20%0%20%40%60%80%SetorEnergéticoSetorTransporteOutrasEmpresasPúblicasSetoragroalimentícioSetor Rural eForestalSetor industrialSubsídios a setores econômicosVar % a.a. (Jan-Set 12)
    • 3Dados Macroeconômicos - ArgentinaTaxa de câmbio (peso/US$) (Nov/12) 4,80Risco país* (Nov/12) 1187Reservas (Out/12) US$ 45,364 bilhõesDívida Total (dez/11) US$ 182,7 bilhõesDívida Interna (dez/11) US$ 120,6 bilhõesDívida Externa (dez/11) US$ 62,1 bilhõesPreços ao Consumidor** (Abeceb – Out/12) 24,11%Preços ao Consumidor (Indec - Out/12) 10,24%Desemprego (set/12) 7,60%* Medido pelo índice EMBI+** Índice Geral de InflaçãoFonte: Abeceb.comPanorama Político• Protesto ocorrido na Argentina em novembro envolveu a realização de greve geral e bloqueiosque paralisaram pontos de estradas e avenidas do país. Além disso, no início do mês, milhares deargentinos protestaram contra as altas taxas de inflação do país.• A União Industrial Argentina (UIA) promoveu, nos dias 27 e 28 de setembro, a 18ª ConferênciaIndustrial Argentina. Na ocasião, discutiram-se questões relativas, por exemplo, à integração dascadeias produtivas entre os dois países e à “primarização” da indústria.• Em sintonia com o posicionamento da FIESP, o governo brasileiro, em participação naConferência, destacou a importância da cooperação entre as economias brasileira e argentina.Alertou, ainda, para o impacto das restrições administrativas sobre os fluxos de comércio, jáprejudicados pela recessão global.Panorama do Comércio Bilateral* Até outubro.Fonte: AliceWeb• Em outubro de 2012, o fluxo comercial bilateral apresentou queda de 6,6% em relação aomesmo mês de 2011, com aumento de 8,8% das exportações argentinas (que atingiram o valorde US$ 1.665 milhões) e redução de 18,5% das importações argentinas originárias do Brasil(atingindo o valor de US$ 1.623 milhões). No mesmo período, o Brasil teve um déficit de US$ 42milhões (variação de 109% em relação a outubro de 2011, quando o país logrou um superávit de-0,6-1,2-2,4-0,11,83,7 3,7 4,0 4,31,54,15,81,82000200120022003200420052006200720082009201020112012*Balança Comercial Brasil - Argentina US$ Bilhões
    • 4US$ 462 milhões). É a primeira vez, desde junho de 2009, que o saldo comercial com o Brasilfoi superavitário à Argentina.• O déficit bilateral argentino acumulado no período de janeiro a outubro é de aproximadamenteUS$ 1,83 bilhão (redução de 63% em relação ao mesmo período de 2011). No mesmo período, asexportações argentinas ao Brasil totalizaram US$ 13,2 bilhões (contração de 4,7% em relação a2011), enquanto as exportações brasileiras à Argentina alcançaram o montante de US$ 15,1bilhões (queda de 20% em relação a 2011).Balança Comercial Brasil - Argentina (US$ Bilhões)Exportação Importação Corrente Saldojan/12 1,4 1,3 2,7 0,1fev/12 1,7 0,9 2,6 0,8mar/12 1,4 1,3 2,7 0,1abr/12 1,4 1,4 2,7 0,0mai/12 1,6 1,4 3,0 0,2jun/12 1,3 1,0 2,3 0,3jul/12 1,5 1,3 2,8 0,2ago/12 1,7 1,6 3,3 0,1set/12 1,5 1,3 2,8 0,2out/12 1,6 1,7 3,3 - 0,1Fonte: AliceWeb/MDICFonte: Aliceweb/MDIC/ BACEN Elaboração: DEREX/FIESPFonte: Aliceweb/MDIC Elaboração: DEREX/FIESP0,80%0,85%0,90%0,95%dez/10mar/11jun/11set/11dez/11mar/12jun/12set/12Exportações para a Argentina em relaçãoao PIB (acumulado 12M)6,0%7,0%8,0%9,0%10,0%set-11out-11nov-11dez-11jan-12fev-12mar-12abr-12mai-12jun-12jul-12ago-12set-12Participação das exportações brasileiraspara a Argentina sobre as exportaçõestotais-20%-10%0%10%20%30%40%0,05,010,015,020,025,0set-11out-11nov-11dez-11jan-12fev-12mar-12abr-12mai-12jun-12jul-12ago-12set-12Exportações brasileirasUS$ bilhões Acumulado no ano (% a.a.)-30%-20%-10%0%10%20%30%40%0,00,51,01,52,02,5set-11out-11nov-11dez-11jan-12fev-12mar-12abr-12mai-12jun-12jul-12ago-12set-12Exportações brasileiras para a ArgentinaUS$ bilhões Acumulado no ano (% a.a.)
    • 5• Em outubro, segundo o INDEC, a participação dos setores de bens de capital, bensintermediários e bens de consumo brasileiros sofreram variação nas exportações para aArgentina de, respectivamente, -8%, -14% e +9%, em relação a 2011. No acumulado dosprimeiros dez meses de 2012, estes setores lograram diminuição de, respectivamente, -28%, -16% e -20% nas exportações para a Argentina.Elaboração da lista argentina de aumento temporário do imposto de importação• Por força da Decisão CMC nº 25/12, o mecanismo que permite o aumento temporário daalíquota do imposto de importação, inicialmente previsto para até 100 produtos, foi ampliado. Coma alteração, os sócios do bloco poderão elaborar uma lista de até 200 produtos (NCMs) cujasalíquotas serão transitoriamente elevadas para países de origem extrazona. Lista Argentina• Há indícios de que o governo argentino tem realizado consultas com seus empresários, com ointuito de que estes indiquem os produtos que desejam integrar à lista. Até o momento, todavia, alista ainda não foi definida.• Empresas brasileiras produtoras instaladas na Argentina também estão habilitadas asolicitarem a inclusão de seus produtos na lista de aumento temporário do imposto deimportação. Porém, é importante considerar que os critérios de seleção utilizados pelo governoargentino para a composição da lista são desconhecidos. Lista Brasileira• Em outubro, o Brasil aprovou uma lista de 100 produtos que tiveram o imposto de importaçãotemporariamente elevados. Aguarda-se a aprovação de uma segunda lista que abrigará outros100 produtos.• Em relação à lista formulada pelo Brasil, a Argentina tem um alto potencial exportador para 66destes produtos; destes, 24 tem inserção no mercado brasileiro inferior a 50%.• Dentre esses 24 produtos, destacam-se armários, bancadas, placas de polímeros, válvulasesféricas, produtos planos de ferro, tubos e perfis de ferro ou aço, bombas volumétricas e fiosde aço.Desvio de comércio favorável à China• As importações totais da Argentina contraíram 8% até setembro deste ano. No mesmo período,as importações originárias do Brasil apresentaram queda de 19,2%, enquanto as provenientes daChina reduziram apenas 8,5%.• As exportações brasileiras para a Argentina perderam participação em 14 setores. Em 9setores, dentre os quais químico, autopeças, calçados e bens de capital, isso ocorreu paralelamenteao aumento das importações originárias da China. Os 14 setores mencionados respondem poruma contração de 67% das importações argentinas originárias do Brasil, nos 9 primeiros meses de2012.• No mesmo período, o Brasil teve aumento de participação nas importações argentinas em 7setores, incluindo madeira, material de transporte, maquinaria agrícola e bens para informática etelecomunicações.
    • 6Restrições ComerciaisIMPORTAÇÕES ARGENTINASJANEIRO A OUTUBRO - 2011 E 2012ZONAS ECONÔMICAS E PAÍSESSELECIONADOSMILHÕES DE US$VARIAÇÃOPERCENTUAL%2011 (até out) 2012 (até out)Todas as origens 61.719 57.222 -7Brasil 18.882 15.098 -20Mercosul (inclusive Venezuela) 19.318 15.843 -18Resto ALADI(exclusive Venezuela)944 1.689 79China* 8.673 8.095 -7NAFTA 9.034 9.428 4União Europeia 9.618 10.412 8* Inclui Hong Kong e MacauFonte: INDEC/AliceWeb• Embora o governo argentino esteja provido de mais tranquilidade, por conta do cumprimento dosuperávit comercial para 2012, há expectativa de que o controle às importações mantenha-semais flexível nos próximos meses, ainda que com certo grau de restrição. Um sensívelafrouxamento das travas deve ocorrer, todavia, no segundo semestre de 2013, diante do ingressode dólares (a partir de maio com a venda das colheitas) e do cenário que precederá as eleiçõeslegislativas. Declaração Jurada Antecipada de Importação (DJAI)• Desde fevereiro, a Receita Federal da Argentina (AFIP) está exigindo informações prévias sobrea totalidade das importações.• Consulta realizada pela FIESP indica atrasos significativos na aprovação da DJAI paraautopeças, têxteis, alimentos, pneus de bicicleta, dentre outros.• Em alguns casos, registram-se atrasos superiores a 240 dias. Licenças não automáticas• Desde o início do novo mandato, tem-se observado o aumento no prazo para a liberação delicenças não automáticas de importação.• Consulta realizada pela FIESP indica atrasos significativos na liberação de licenças paraautopeças, calçados, têxteis, parafusos, dentre outros produtos.• Em alguns casos, registram-se atrasos superiores a 780 dias. Licenças automáticas• Por meio de uma Resolução Geral publicada em setembro, o Ministro de Economia e FinançasPúblicas, Hernán G. Lorenzino, determinou a eliminação do regime de Licenças Automáticas deImportação.
    • 7• A extinção do mecanismo, cuja finalidade relacionava-se ao registro antecipado das informaçõescorrespondentes a importações futuras, deve-se à sua obsolescência diante da implantação dasDJAI, que, dentre outras funções, passou a desempenhar o papel de ministrar as informaçõesestatísticas de bens importados destinados ao consumo.EQUIPE TÉCNICAFederação das Indústrias do Estado de São Paulo – FIESPDepartamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior – DEREXDiretor Titular: Roberto Giannetti da Fonseca Gerente: Frederico Arana MeiraÁrea de Defesa ComercialDiretor: Eduardo RibeiroCoordenadora: Jacqueline Spolador Lopes Consultor: Domingos MoscaEquipe: Ana Carolina Meira, Carolina Cover e Beatriz Stevens Estagiário: Bruno Alves de LimaEndereço: Av. Paulista, 1313, 4º andar – São Paulo/SP – 01311-923 Telefones: (11) 3549- 4761 Fax: (11) 3549-4730