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  • 1. COMPORTAMENTO DA PRESSÃO ARTERIAL E DO VO2 Max INDIRETO EM IDOSOS HIPERTENSOS APÓS EXERCÍCIOS RESISTIDOS Behavior blood of pressure and indirect vo2 max in elderly hypertensive resistance exercise. CINTIA TEIXEIRA ROSSATO MORA [a], JONE FABIANA PESSATTO DOS SANTOS [b] VANDA ALVES DE SOUZA SAITO [c][a] Professora do curso de Fisioterapia da Faculdade Anglo Americano de Foz do Iguaçu(FAAFI), Foz do Iguaçu – PR, Brasil, e-mail: cintiatr.mora@gmail.com[b] Graduanda em Fisioterapia na Faculdade Anglo Americano de Foz do Iguaçu (FAAFI), Fozdo Iguaçu – PR, Brasil, e-mail: fabipessatto@hotmail.com[c] Graduanda em Fisioterapia na Faculdade Anglo Americano de Foz do Iguaçu (FAAFI), Fozdo Iguaçu – PR, Brasil, e-mail: vanda_alvessouza@hotmail.comResumoIntrodução: Os idosos constituem a parcela da população que mais cresce em todo omundo, e o próprio envelhecimento pode estar relacionado ao maior desenvolvimentoda hipertensão arterial. Objetivo: Avaliar os efeitos de exercícios resistidos em idososhipertensos, em relação à pressão arterial, consumo máximo de oxigênio (VO2 máx) e distânciapercorrida através do teste de caminhada de seis minutos (TC6). Materiais e Métodos: Foramselecionados 29 idosos de ambos os sexos, com média de idade de 68,17 (±5,52) anos,participantes de atividade física, sendo estes, divididos em 2 grupos, um grupo experimental(G1) com 17 indivíduos e outro grupo controle (G2) com 12 indivíduos, onde o G1 foisubmetido a um protocolo de exercícios resistidos com carga de 50% de 10 RM, associados àprática da atividade física. Os idosos foram avaliados antes e depois do programa de exercícios,que teve duração de 4 semanas, por 30 minutos, três vezes por semana. Resultados: Houvemelhora significante da pressão arterial sistólica (p=0,0137) e diastólica (p= 0,0003), VO2 máx(p=0,0185) e da distância percorrida (p=0,0151) entre pré e pós período de aplicação no grupoexperimental. Na comparação entre os grupos também houve melhora significativa no VO2máx (p=0,0010) pressão arterial sistólica (p=0,0021) e diastólica (p=0,0247) e a distânciapercorrida (p=0,0001). Conclusão: Os exercícios resistidos com 50% de 10 RMproporcionaram uma melhora da pressão arterial, do VO2 máx e da distância percorrida nosidosos hipertensos.[P]Palavras-chave: Hipertensão. Idoso. Exercício. Consumo de oxigênio.
  • 2. AbstractIntroduction: The elderly constitute the portion of the fastest growing population worldwide,making it more prone to developing hypertension that are characteristic of aging. Objective: Toevaluate the effects of resistance training in elderly hypertensive patients in relation to bloodpressure and maximal oxygen uptake (VO2max) and distance traveled through the test of six-minute walk test (6MWT). Materials and Methods: We selected 29 patients of both sexes with amean age of 68.17 (± 5.52) years, participating in physical activity, the latter being divided intotwo groups, one experimental group (G1) with 17 individuals and one control group (G2) with12 individuals, where the G1 was subjected to a resistance exercise protocol with a load of 50%of 10 RM, associated with physical activity. The elderly were assessed before and after theexercise program, which lasted 4 weeks, 30 minutes, three times a week. Results: There wassignificant improvement in systolic blood pressure (p = 0.0137) and diastolic (p = 0.0003), VO2max (p = 0.0185) and distance traveled (p = 0.0151) between pre and post application periodin the experimental group. In the comparison between groups was also significant improvementin VO2 max (p = 0.0010), systolic blood pressure (p = 0.0021) and diastolic (p = 0.0247) anddistance (p = 0.0001). Conclusion: Resistance exercises with 50% of 10 RM provided animprovement in blood pressure, VO2 max and distance covered in the elderly hypertensive.Keywords: Hypertension. Elderly. Task Oxygen consumption.INTRODUÇÃO Os idosos constituem a parcela da população que mais cresce em todo o mundo.No Brasil, o envelhecimento populacional tem ocorrido de forma rápida e acentuada,segundo projeções, chegará ao ano 2020 com mais de 26,3 milhões, representandoquase 12,9% da população total (1). As alterações próprias do envelhecimento tornam o indivíduo mais propenso aodesenvolvimento de hipertensão arterial sistêmica (HAS), sendo essa a principal doençacrônica dessa população. Estima-se que a hipertensão arterial acometa 50% das pessoascom 60 anos ou mais (2), e aproximadamente 22% da população brasileira acima devinte anos, sendo responsável por 80% dos casos de acidente cérebro vascular, 60% doscasos de infarto agudo do miocárdio e 40% das aposentadorias precoces, além designificar um custo de 475 milhões de reais gastos com 1,1 milhões de internações porano (3), assim, logo percebe-se a gravidade desta doença silenciosa. Uma das estratégias para a redução da pressão arterial de repouso é a práticaregular de atividades físicas. Diversos estudos têm comprovado um efeito benéfico dotreinamento físico, tanto aeróbio quanto de força sobre os níveis de pressão arterial (PA)de repouso. Esses efeitos podem ocorrer como uma adaptação crônica ao treinamento
  • 3. ou como uma redução dos níveis pressóricos depois de uma sessão de exercícios,denominada hipotensão pós-exercícios (4). A hipotensão pós-exercícios já foi amplamente relatada após sessões deexercícios aeróbicos. Mas recentemente, surgiram estudos procurando demonstrar esseefeito após exercícios resistidos, sendo, entretanto, contraditórios os resultados emnormotensos, parecendo, então, que sujeitos hipertensos são mais suscetíveis àocorrência de hipotensão pós-exercícios (5). O teste de caminhada de seis minutos (TC6) é um teste submáximo consagradomundialmente, ocorrendo uma correlação linear entre a distância total percorrida e oconsumo máximo de oxigênio (VO2 máx), obtido no teste. O TC6 apresenta-se comouma opção de baixo custo e bem tolerado, além de possibilitar ao paciente determinara velocidade e a necessidade de realizar pausas, o que é uma vantagem adicional emidosos (6). Este teste avalia a distância máxima que um participante caminha duranteseis minutos, ao longo de um percurso. Ao sinal indicativo, o participante caminha amaior distância possível, sem correr, em volta do percurso, quantas vezes ele conseguir,dentro do limite de tempo de 6 minutos (7). A análise destas variáveis, busca proporcionar uma associação dos exercíciosaeróbicos com exercícios musculares resistidos, podendo atuar não somente nahipertensão arterial, mas na capacidade funcional no que se refere à potencialidade paradesempenhar as atividades de vida diária (AVDs). O presente estudo tem por objetivo geral, verificar através do TC6 ocomportamento do VO2 máx, e avaliar os valores da pressão arterial antes e após oprograma de exercícios resistidos em idosos hipertensos.MATERIAIS E MÉTODOS Amostra Faziam parte desta amostra indivíduos idosos encaminhados por médicos comdiagnóstico de hipertensão arterial, que participavam de atividade física, na faixa etáriade 60 anos ou mais, de ambos os gêneros. Foram excluídos os voluntários queapresentaram hipertensão ainda não controlada, e que não apresentavam condições derealizar o TC6, por alterações ortopédicas ou neurológicas. Todos os indivíduos foram esclarecidos e orientados quanto à natureza e aosignificado do estudo proposto e assinaram o termo de Consentimento Livre e
  • 4. Esclarecido, aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos daFaculdade Assis Gurgacz, sob Protocolo 143/2010. Este estudo foi realizado no CentroEscola Bairro Professor Pedro Zanatta, na cidade de Foz do Iguaçu. Os participantes foram divididos de acordo com o horário que praticavamatividades físicas, em dois grupos, sendo o G1 o grupo experimental e o G2 controle. Ogrupo experimental foi acompanhado por 4 semanas, no período de 27 de outubro a 26de novembro, três vezes por semana em dias alternados, com duração de 30 minutoscada atendimento, que ocorria sempre após 30 minutos de atividades físicas comeducador físico. O grupo controle manteve as atividades físicas com o educador físico duranteuma hora, três vezes por semana. Avaliação Através de uma ficha foram coletados os dados dos participantes, tais como,nome completo, idade, sexo, tempo de pratica de atividade física, a fim de analisar operfil dos grupos, além desta avaliação inicial, foi realizado o TC6, antes e após operíodo de intervenção. O TC6 foi realizado da seguinte forma: dois avaliadores devidamente treinadosorientaram cada idoso, a percorrer a maior distância possível em um corredor de 30metros sinalizado com cone, um avaliador acompanhou o idoso durante o teste, aolongo de 6 minutos. Durante o teste foi verificada, a freqüência cardíaca (FC), saturaçãoperiférica de oxigênio (SpO2) e escala de Borg no 2º, 4º e no 6º minuto de caminhada eapós o 1º, 3º e 6º minutos de repouso. No TC6 a instrução foi caminhar o mais rápidopossível e o indivíduo determinou a velocidade da caminhada. A PA, FC, SpO2 e escalade Borg foram mensurados no início do teste (após 5 minutos de repouso sentado) elogo ao final do teste. Para a coleta de dados referente às variáveis FC, SpO2 foiutilizado oxímetro de dedo da marca registrada Onyx e para aferir a PA foi utilizadoestetoscópio e esfigmomanômetro marca registrada Premium. Neste trabalho foramutilizadas as equações de referência propostas por Enright & Sherrill (8,9). O TC6 foi realizado 48 horas antes de iniciar as atividades e 48 horas após afinalização do período de intervenções em ambos os grupos, para a verificação do VO2indireto foi utilizada a seguinte fórmula baseada no TC6 (velocidade x 0,1+3,5).
  • 5. Os exercícios realizados pelo grupo G1 foram feitos com uma carga determinadaatravés do teste de 10 RM, utilizando 50% desta carga. Para a determinação de 10repetições máximas, foram realizados deslocamentos de um peso por toda a extensão domovimento articular por 10 vezes, sem que este pudesse realizar a 11º repetição. Os participantes foram instruídos quanto aos tipos de exercícios realizados etiveram acompanhamento durante estas atividades pelos pesquisadores, sendoorientados a não realizarem manobra de valsalva durante os exercícios, e sim arespiração diafragmática. Para maior segurança dos pacientes, a PA foi monitoradoantes e após os exercícios.Protocolo de Atendimento O protocolo de atendimento foi elaborado baseando-se em exercícios de fácilexecução e nos princípios do método Kabat (10), com movimentos em diagonal, a fimde favorecer a funcionalidade durante os exercícios. A resistência utilizada foi 50% doteste de 10 RM. Todos os exercícios foram realizados em duas séries de 15 repetições, em ambosos membros. (Figura 01)1) Exercícios em diagonais de Kabath de membros superiores: paciente ira ter uma tornozeleira adaptada no punho, saído de uma adução, flexão e rotação interna para uma abdução, extensão e rotação externa, bilateral (ADLER, BECKERS e BUCK, 1999).2) Abdução e adução horizontal de membro superior.3) Extensão de joelhos com uma tornozeleira, com o paciente sentado em uma cadeira com as costas bem apoiadas realizando extensão de joelho, utilizando toda a amplitude possível. Retornando até formar um ângulo de 90º nas articulações dos joelhos.4) Abdução e adução dos MMII com tornozeleira: paciente em pé, apoiando-se numa barra de apoio com uma tornozeleira realizando abdução e adução.5) Extensão do quadril com uma tornozeleira: paciente em pé, apoiando-se numa barra de apoio com uma tornozeleira, realizando extensão do quadril.6) Marcha estacionaria 5 minutos, com tornozeleira.
  • 6. Figura 01. Protocolo de atendimento Análise estatística Os dados obtidos foram analisados por meio de comparações de seus percentuaispor categoria ou pelo cálculo de suas médias, e desvios-padrões. As variáveis entre osgrupos por meio do teste de Wilcoxon Matched Pairs test. As comparações dasvariáveis com distribuição não paramétricas foram feitas por meio do teste Mann-Whitney test, para descrever a relação entre as variáveis antes e após a intervenção. Ostestes estatísticos foram considerados significantes para um erro alfa de 5% (p < 0,05).Os cálculos foram realizados no software Statistica® (versão 3.2, 32 – bit for Windows)(Versão Created July 10 2009).
  • 7. RESULTADOS Foram acompanhados 29 indivíduos, sendo que destes, 17 participaram do grupoexperimental (G1), e 12 do grupo controle (G2). Os grupos G1 e G2 apresentarammédia de idade de 68±5, 68±4 anos, índice de massa corporal (IMC) de 27±4, 26±2Kg/m2 e tempo de atividade de 10±11, 12±7 meses, respectivamente (Tabela 01). Osparticipantes apresentavam perfil de não tabagistas, tendo 3 participantes do G1 quehaviam tido acidente vascular encefálico a 3 meses. Em relação ao perfil observa-se queos grupos estudados foram homogêneos, sem diferença estatística entre os gruposquanto à idade, altura, peso, IMC e tempo de atividade física. Tabela 01. Perfil dos grupos em médias e desvio padrão Características G1 (n=17) G2 (n=12) Idade (anos) 68,5±5 68±4 Sexo, H/M 5/12 4/8 Altura (m) 1,59±0,7 1,58±0,10 Peso (Kg) 69±13 66±6 IMC (Kg/m2) 27±4 26±2,5 Tempo de atividade física (meses) 10±11 12±7 IMC: índice de massa corporal. Na avaliação inicial, o G1 apresentou resultado do TC6 uma distância percorridade 417± 64,07 m e na avaliação final foi de 480±63 m, sendo que a média do predito dadistância foi de 425±58 m e o G2 caminhou 436,5± 57,86 m antes e na avaliação finalcaminhou 395±38 m com o predito de 461±66 m, em relação a metragem inicial e finaldo G2 observou que teve uma diminuição e um aumento no G1. A diferença pré e pósdo VO2 máx do G1 foi de 1,23±0,08 e do G2 de -0,66±0,94. Havendo uma diferençasignificativa estatística entre os grupos. Em relação à PA, observa-se que o grupo controle apresentava valores inferioresque o grupo experimental, após o treinamento a PAS do G1 diminuiu enquanto que a doG2 apresentou um pequeno aumento, já em relação à PAD houve uma diminuição emambos os grupos. Os valores após o treinamento do G1 apresentaram melhora no desempenho doTC6, aumento do VO2 máx indireto, e diminuição da PAS e PAD, já o grupo controledemonstrou uma diminuição da distância percorrida, piora do VO2 máx e ainda umaumento da pressão arterial.
  • 8. Ao relacionar os valores pré e pós-intervenção, observou-se diferença estatisticamente significativa em relação aos valores do TC6, VO2 máx, PAS e PAD no G1, quando comparados estas variáreis entre o grupo experimental e o controle também foi observado significância estatística (Tabela 02). Tabela 02. Variáveis avaliadas pré e pós intervenção em médias e desvio padrão Diferença entre Diferença Pré e Pós G1 entre Pré e G1 (n=17) G2 (n=12) Pós G2 Pré Pós Pré Pós TC6 (m) 417,2±64,07 480±63,91* 59,29 + 36,58* 436,5±57,86 395,8±38,33 -47+ 65,42* VO2 máx(ml/kg/min) 10,23±0,94 11,35±1,08* -1,23 ± 0,08* 10,58±0,75 10,16± 0,68 0,66± 0, 94 PAS (mmHg) 143,5±10,26 130±17,49* -14,70 +14,90* 125,8±8,62 127,5±10,10 2,50 +10,10 PAD (mmHg) 96,5±9,04 81,8±9,84* -15,88 + 14,57* 88,3±8,97 85,8± 8,62 1,66 +9,86 TC6: Teste de caminhada de seis minutos; VO2: consumo de oxigênio; Pré: antes do tratamento; Pós: depois do tratamento; PAS: pressão arterial sistólica; PAD: pressão arterial diastólica; *p < 0,05 quando comparados pré e pós intra grupo; Na PAS o G1 apresentou uma média de 143,5±10,26mmhg antes e depois 130±17,49mmhg, e no G2 125,8±8,62mmhg antes e 127,5± 10,10mmhg depois, e na PAD G1 teve resultado 96,5±9,04mmhg antes e 81,8±9,84mmhg depois, o G2 antes 88,3±8,97mmhg e depois 85,8± 8,62mmhg apresentando diferenças significantes estatisticamente entre os grupos pré e pós-intervenções. DISCUSSÃO * Idosos que realizam atividades físicas periodicamente têm melhor independência funcional e melhor qualidade de vida do que aqueles sedentários, modificações no estilo de vida têm o potencial de prevenir a hipertensão (11,12). Neste estudo os voluntários eram praticantes de atividades físicas sendo que apresentavam média de IMC de 27±4 kg/m2, estando eutróficos, segundo Cervi, (13), que utiliza valores recomendados para adultos e idosos. Para avaliar a capacidade funcional destes idosos foi utilizado o TC6 que foi bem tolerado por eles. Como durante o TC6 não houve intercorrências, nos parâmetros avaliados antes e pós-teste, apesar de apresentarem variação significativa estatisticamente, não trouxeram grande variação que pudessem trazer riscos para os idosos, sendo esse um método de avaliação seguro (14, 15,16).
  • 9. Na avaliação inicial, o G1 apresentou resultado do TC6 uma distância percorridade 417± 64,07 m e na avaliação final foi de 480±63 m sendo que o predito foi 425±58m observando que no início estava abaixo do predito e no final acima, e o G2 de436,5± 57,86 e na avaliação final de 395±38 com o predito de 461±66 m, em relação ametragem inicial e final do G2 observou que teve uma diminuição significativa isto,podendo estar relacionado, ao não controle de suas presença as atividades pelaspesquisadoras. Baseado nos resultados encontrados, o teste de caminhada de seis minutos éum teste reprodutível e sensível ao avaliar a capacidade funcional de sedentários dediferentes faixas etárias (17). A distância obtida no TC6 apresenta forte correlação com o VO2 max (18),sendo este em média do G1 de 10,23±0,94 no início e no final 1,35±1,08 havendo umadiferença estatística, e do G2 no início foi de 10,58±0,75 e no final de 10,16± 0,68 ondenão teve diferença. Na comparação entre os grupos à diferença foi significativa, G11,23±0,08 e no G2 foi 0,66±0,94, sendo valor de p=0,0010. A inclusão de exercícios resistidos em idosos hipertensos atuou de forma acomplementar a atividade física já realizada. Confirmando o posicionamento oficial, doAmerican College of Sports Medicine, que ressalta a importância de incluir otreinamento resistido em um programa de prevenção, tratamento e controle dahipertensão arterial (HA) (19, 20), ainda a prática regular de atividades físicas é parteprimordial das condutas não medicamentosas de prevenção e tratamento da HÁ (21). Para a determinação da carga ideal de treinamento, foi utilizado o teste de 10RM e utilizado a carga de 50 a 60% de 10 RM, indo de encontro com as VI DiretrizesBrasileiras de Hipertensão Arterial, que recomendam que os exercícios resistidos“sejam realizados entre 2 e 3 vezes por semana, por meio de 1 a 3 séries de 8 a 15repetições (22)”. Sendo seguidas estas recomendações para a realização desta pesquisa. Os exercícios resistidos de intensidade leve (40% a 60% da carga voluntáriamáxima), com um número maior de repetições também parecem ter efeito benéfico naPA, além dos benefícios comprovados sobre o sistema osteomuscular, podem, portanto,ser prescritos para o hipertenso desde que estejam associados aos exercícios aeróbios(23). A carga utilizada para os exercícios foi de 50% do teste de 10 RM, indo deencontro a um estudo que demonstrou que a realização de exercícios resistidos a umaintensidade de 80% da carga voluntaria máxima (CVM) promoveu aumento da PAS emanutenção da PAD; porém, quando a mesma atividade foi realizada a 50% da CVM, a
  • 10. PAS não se alterou pós exercícios, mas foi seguida de diminuição da PAD pós exercício(24, 25). Os resultados obtidos entre os grupos demonstram a diminuição estatisticamentesignificativa da PAS (P=0,0021) e PAD (P=0,0247) no grupo experimental maior queno grupo controle, após a execução do protocolo de exercícios resistidos durante 12atendimentos. Tais resultados corroboram com os dados encontrados por outro autor(26), em uma revisão mais recente, com estudos sobre o efeito do exercício (aeróbio eresistido, principalmente dinâmico) na PA em pacientes hipertensos, sugerindo que otreinamento resistido (TR), de moderada intensidade, é capaz de reduzir a PA. Vários estudos e metanálises recentes mostram importante redução nos níveis depressão arterial clínica em pacientes hipertensos após um período de treinamento físico,sendo observada redução pressórica de até 11 mmhg para a pressão sistólica e 8 mmhgpara a pressão diastólica (19,26,27). O exercício resistido tem se inseridoprogressivamente em programas de prevenção e reabilitação cardiovascular (28). Em relação ao grupo controle não foi encontrado a mesma correlação, podendoestar também associada à falta de controle da freqüência das atividades supervisionadas,o que ocorreu com o grupo tratado, com o incentivo das pesquisadoras. Desse modo o treinamento resistido é um exemplo de exercício físico de baixocusto, que traz efeitos benéficos ao praticante, com resultados fisiológicos que reduzemos malefícios dos efeitos deletérios advindos com a idade, otimizando a qualidade devida (29, 30).CONCLUSÃO A prática das atividades físicas associadas aos exercícios resistidos em pacientesidosos hipertensos promoveu uma diminuição significativamente estatística da pressãoarterial, aumento da distância percorrida associada à melhora do consumo de oxigêniono teste de caminhada de seis minutos, e demonstrou-se segura para os pacientesestudados.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS1. Miranda, R D et al. Hipertensão arterial no idoso: peculiaridades na fisiopatologia,no diagnóstico e no tratamento. Rev Bras Hipertensão. [acesso em 20 de abr. 2010].Disponível em: http://www.acemfc.org.br/modelo1/down/hipertensao_arterial.pdf
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