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Impulsionados pelo amor

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A obra trata da realidade da reversão homossexual.

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  • 1. IMPULSIONADOS PELO AMORRelatos de restauração Sexual
  • 2. Este material foi idealizado e editado por Closet Full e parceiros.Apoiamos e incentivamos SUA reprodução, utilização e distribuição.Nossa intenção ao lançar o material em arquivo “pdf” é alcançar omaior número de pessoas GRATUITAMENTE.É PROIBIDO COMERCIALIZAR OU ALTERAR ESTE ARQUIVO.Caso deseje maiores informações ou conhecer outros materiais,escreva para:closetbook@hotmail.com http://closetfullbr.blogspot.com 2
  • 3. AgradecimentosÀ Deus, em primeiro lugar, o Autor e Consumador da nossa Fé.Para Ele seja toda glória e honra. Deus, o personagem principal,não só de cada relato, mas deste trabalho.Para cada autor que, além de acreditar nesse projeto, dedicou oseu tempo e coragem para tornar possível este trabalho, o nossomuito obrigado por aceitar não só o convite, mas o desafio.Um agradecimento especial para Dionísio, Paulo e Marcus porcederem seus talentos para este projeto.Ao Juliano Son e Livres para Adorar por permitirem a utilizaçãoda letra da canção “Vai Valer a Pena”. EQUIPE CLOSET FULL 3
  • 4. SumárioIntrodução..................................................05Cláudio.......................................................06Marcus.......................................................10Thiago........................................................16Eduardo......................................................21Vanessa......................................................25Félix...........................................................34Anderson....................................................41Leonardo....................................................46Saulo..........................................................49Gabriela.....................................................59Conclusão .................................................61Vai Valer a Pena........................................64 4
  • 5. IntroduçãoO objetivo deste material não é apresentar a homossexualidadecomo boa ou ruim, muito menos entrar no mérito de causa eefeito homossexual.Este material foi realizado respeitando tanto quem vive na práticahomossexual como quem optou por abandonar, escrevendo assimuma nova história.Cada autor é responsável pelo conteúdo de seus relatos emensagens, que foram entregues entre o período denovembro/2010 e janeiro/2011.Ficou a critério de cada autor a divulgação ou não de seu e-mailpara contato.Uma boa Leitura. 5
  • 6. Cláudio A história da minha vida é uma mistura de sofrimento e dor, aliada agrandes mudanças e alegria intensa. Desde a minha infância até o dia dehoje eu tenho experimentado grandes transformações, as quais mepermitem dizer que a vida é maravilhosa e deve ser vivida com prazer egozo. Eu experimentei o sofrimento bem cedo na minha vida. Ainda aos 7ou 8 anos de idade fui introduzido às experiências sexuais com garotos daminha vizinhança. Um desses meninos tinha uns 17 anos e outros dois eramaproximadamente dois anos mais velhos que eu. O rapaz de 17 anos me atraía para os fundos da sua casa e mostrava-me um pênis de borracha. Com o passar do tempo, ele passou a mostrar opróprio pênis e pedia que eu o masturbasse. Isso desenvolveu em mim umaforte e irresistível atração pelo mesmo sexo. Com os outros dois meninos as "brincadeiras sexuais" eram maisintensas e chegavam a níveis mais práticos. Essas brincadeiras seestenderam até que eu completasse 10 anos de idade, ocasião em que mudeipara outro bairro e fiquei livre do assédio e abusos daqueles dois garotos. O novo bairro em que fui morar era povoado com muitos meninosmenores de idade e que passavam o dia (e parte da noite) na rua, longe dosolhos dos seus pais ou irmãos mais velhos. Nessa vizinhança, conheci eexperimentei níveis de envolvimento sexual ainda mais intensos efrequentes. Todas as tardes e noites havia "brincadeiras" entre os garotos. Afaixa etária da meninada era de 8 a 18 anos. Até os 16 anos eu sentia muito prazer com as brincadeiras sexuaisque fazia com os colegas da minha idade. Tudo parecia tão natural eprevisível. Eu não sentia nenhum remorso ou vergonha, afinal, todos osmeninos faziam ou já haviam feito o mesmo. Não havia motivo paratraumas, complexos e dilemas... Só diversão. Apesar disso, entre os 16 e 19 anos, dei-me conta de que tudo aquilojá estava fazendo parte do meu próprio jeito de ser, sentir, pensar e agir. 6
  • 7. Comecei a entender que o desejo sexual por garotos estava completamenteimpregnado em mim e não estava associado apenas a brincadeiras com osoutros meninos. Tudo isso trouxe a mim uma constatação inequívoca: euera "diferente"! Entre 16 e 19 anos permaneci celibatário, porém, entregue àsfantasias homossexuais e à masturbação compulsiva. Ainda aos 19 anos,conheci um rapaz de 25 com o qual dormi uma única noite, o que foisuficiente para que a partir disso eu me entregasse completamente aocomportamento homossexual e assumisse o estilo de vida gay. Seguiram-se anos de casos, encontros e aventuras que acabaram porcriar em mim uma forte convicção: eu era gay e devia me acostumar com aidéia e o modo de viver da comunidade homossexual! Apesar de tudo isso, aos 22 anos eu questionei o que eu havia vividodesde a infância e comecei a indagar por respostas quanto às origens dosmeus sentimentos e desejos. Eu não duvidava da intensidade dos meusdesejos e sentia-me confortável com o prazer que os atos e afetoshomossexuais me proporcionavam. A única dúvida que persistia em minhamente estava relacionada ao fato de não saber o porquê disso acontecercomigo. Eu não lamentava o fato, mas queria saber a finalidade, opropósito de haver nascido homem, porém com uma mente e um desejosexual voltado para os outros homens. Na verdade, eu queria mesmo erasaber se Deus existia e se realmente estava por trás de tudo isso! Mesmo tendo aquele tipo de dúvida, eu não buscava por nenhumaresposta em Deus ou na religião. Ao mesmo tempo, eu lia quase tudo queaparecesse em minha frente e que estivesse relacionado ao tema dahomossexualidade. Apesar de não estar à procura de uma resposta em Deus, na noite dodia 30 de março de 1997, sem que eu estivesse planejando nenhumamudança em minha vida, acabei por ouvir "por acaso" uma mensagem deum pastor evangélico, na qual ele fazia um desafio para que os presentesbuscassem conhecer uma tal "vontade de Deus". Segundo aquele pastor,essa seria a única forma para que um homem soubesse o quanto o seucomportamento agrada ou desagrada o seu Criador. Achei o argumento do pastor ligeiramente lógico e aceitei o desafiode conhecer aquela tal "vontade de Deus". Ainda assim, deixei claro aopróprio Deus (caso ele existisse) que eu NÃO acreditava em nada que os 7
  • 8. crentes diziam e que eu achava a igreja um poço de hipocrisia e enganação.Apesar disso eu me propus a seguir os ensinos contidos na Bíblia, casoJesus realmente mudasse minha forma de pensar, andar e falar. Eu tinhauma mente inquieta, a qual estava constantemente fixada em homens esexo. Meu andar já estava ligeiramente afetado e os que passavam por mimpercebiam claramente que eu tinha trejeitos femininos. Minha voz deixavaclaro o tipo de desejo sexual existia em mim. Aquela noite de verão foi o início de uma jornada emocionante.Comecei imediatamente a estudar a Bíblia e a procurar conhecer cada vezmais a vontade de Deus expressa nas Escrituras e me apaixonei aocompreender o grande amor que o Criador tem por suas criaturas. O meu relacionamento com o Deus apresentado pela Bíblia supriutodas as minhas necessidades intelectuais, emocionais e afetivas. Passei ame sentir um homem completo e, conforme eu conhecia mais do amor deDeus por cada um de nós, sentia-me mais forte, confiante e decidido aseguir a Verdade por toda a minha vida. Já se passaram mais de dez anos e durante todo esse tempo nãohouve recaídas ou indecisões. Eu compreendi que a atração pelo mesmosexo decorre de um erro na nossa percepção psicossexual e que resulta emum comportamento inadequado à nossa estrutura física e emocional.Também entendi que não é possível realizar-se completamente em umarelação com alguém do mesmo sexo. Há sérias restrições e conseqüênciasbiológicas, psicológicas e sociais inerentes à homossexualidade.Compreendi que é antinatural e contraproducente entregar-se a umadisposição mental homoerótica e aos relacionamentos homoafetivos. Casei-me há seis anos e tenho uma esposa maravilhosa, a qual enchea minha vida de significado, alegria e prazer, muito prazer. Sinto-mecompletamente realizado ao lado da minha companheira que, além de sermaravilhosamente bela, demonstra uma fé inabalável no nosso Deus, oCriador dos Céus e da Terra. A fé que vejo em minha esposa reforça aquelaque há em mim mesmo, na qual eu vejo que tudo que Deus faz duraráeternamente! Nosso casamento tem as mesmas dificuldades de todos os casais quese mantêm unidos nessa Terra. Temos diferenças, às vezes não ascompreendemos. Ainda assim, o amor que há em nós tem vencido todas asnossas divergências e nos faz entender que Deus é amor e está ao lado dosque se esforçam para manter os votos nupciais. Nosso lar é cheio de amor e 8
  • 9. paz e temos a certeza de que não seremos abalados por nada nessa vida,pois estamos alicerçados numa rocha que não se deixa abalar. O fato de experimentarmos e vencermos as dificuldades em nossocasamento nos dá ainda mais certeza de que o meu passado nãodesempenha nenhum papel no meu presente, exceto na condição deferramenta para testemunho e aconselhamento para aqueles que desejam selivrar da homossexualidade. Há dois anos comecei a pesquisar o que de fato aconteceu em minhamente e que me levou a uma mudança tão radical. Fiz descobertasfantásticas sobre o funcionamento da mente e o comportamento humano.Atualmente, compartilho com outros homens a minha experiência e aspesquisas que realizo sobre esse tema. Compreendi que Deus fez o homemde um modo magnífico e deu a cada um de nós uma mente para ser usadaadequadamente. Hoje sei que não importa o quanto tenhamos sofrido pordesconhecermos o plano de Deus para nossa, podemos recomeçar a jornadae estabelecer uma sólida caminhada rumo a uma vida plena, com prazer epropósitos. Muitos homens já se beneficiaram do meu testemunho e doaconselhamento que lhes ofereço. Há maridos que estão reestruturandoseus casamentos e rapazes que estão vivendo felizes com suas namoradas,livres do tormento que a atração pelo mesmo sexo lhes causava e aptos asonharem com um matrimônio tradicional, em homem e mulher se unempara gerar filhos e ser uma família. Caso você ou alguém que você conhece tenha interesse em sabermais sobre o assunto, basta mandar uma mensagem por e-mail e poderemosconversar melhor sobre todo o processo de mudança que eu tenhoexperimentado nesses maravilhosos dez anos. Meu e-mail éluzesal@gmail.com Aceite o desafio e conheça o que pode mudar sua vida radicalmente:a Verdade!Um cordial abraço. 9
  • 10. Marcus Já ouvi muitos relatos de pessoas que se envolveram nahomossexualidade e que resolveram contar sobre sua libertação. Já ouvicasos de pessoas que afirmaram não terem passado por um processo detransformação, mas vivenciaram uma mudança instantânea. O fato é que,desde que comecei a procurar informações sobre este assunto, foram muitashistórias que apareceram – histórias interessantes, com grandes vitórias ealgumas nem um pouco bem sucedidas. Identifiquei-me com alguns relatos,mas alguns pontos importantes presentes em minha vida nunca foramrelatados. Dessa forma considerei oportuno escrever um pouco sobre minhacaminhada com Deus. Nasci num lar cristão. Meu pai era evangelista e sempre trabalhouativamente na igreja. Minha mãe também sempre esteve à frente de algunstrabalhos. Cresci, então, aprendendo a viver em Cristo, ouvindo a Palavrade Deus e me envolvendo nas atividades da igreja. Estava entrando naadolescência quando meu pai foi consagrado a pastor. Achei muitointeressante isso no início, até porque ele sempre fez o trabalho de umpastor, mesmo quando era evangelista. Depois de um tempo, comecei a nãogostar tanto da idéia – quem é filho de pastor sabe que as coisas não são tãofáceis para nós. Hoje, no entanto, glorifico a Deus por ter sido criado emuma família como a minha e por ter sido filho de pastor, pois tudo isso fazparte da minha constituição como parte integrante do Corpo de Cristo. Eu e meu pai tínhamos uma grande diferença de idade. Como eletinha um trabalho secular e a igreja para pastorear, seu tempo em casa erabastante escasso. Assim, tivemos um relacionamento bem distante. Tiveuma infância tranqüila, mas já me sentia diferente dos demais garotos. Nãosabia o que seria essa diferença, mas eu não me via como sendo igual aeles. Fui crescendo e na escola, por vezes, ouvia alguns insultos doscolegas, pelo fato de não jogar futebol como eles e por andar muito com asmeninas da classe. De certa forma, tudo isso me incomodava, embora eunão soubesse o que havia de errado comigo. 10
  • 11. Chegou então à puberdade e, com ela, várias descobertas, incluindo amasturbação. Lembro-me de que já ouvira meus colegas falarem sobre essaprática e um dia, por curiosidade, comecei a me masturbar. Semprepensando nas minhas colegas, fui descobrindo o prazer que vinha desse ato,imaginando como seria uma relação sexual com as mulheres. Até essemomento, não pensava nos garotos. Certo dia, minha mãe e minha cunhada estavam conversando e derepente começaram a falar sobre sexo. No meio da conversa, surgiu algumareferência à masturbação e minha mãe falou que era pecado, pois o homemficava pensando em alguma mulher para sentir prazer. Aquelas palavrasficaram ecoando em minha mente, num misto de temor, confusão edecepção pelo fato de algo tão bom e aparentemente tão inocente serpecado. Pouco tempo depois, vem à minha mente um pensamento: “Umhomem se masturbar pensando em uma mulher é pecado; e se ele pensarem outro homem será isso pecado também?”. Após esse pensamento, veioa ideia de experimentar essa nova “modalidade” e ver se o prazer seria omesmo. Percebi que isso também trazia uma satisfação e então comecei ame estimular freqüentemente dessa forma, ou seja, pensando em homens. Na época eu não tinha noção do que estava fazendo comigo mesmo edas conseqüências desse padrão de pensamento. Deixei então de pensar nasminhas amigas e imaginava algumas intimidades com meus colegas. Emminhas fantasias, nunca imaginava uma relação sexual; eu não tinha noçãode como seria isso. Melhor dizendo, não passava pela minha cabeça queum homem poderia fazer sexo com outro homem. Parece estranho dizer,mas durante toda minha adolescência essa prática era acompanhada decerta ingenuidade no que se refere ao sexo. Somente muito tempo depoisfui perceber que, em todos aqueles anos alimentando tais fantasias, foi-seconstruindo um padrão de pensamento e meu corpo foi-se condicionando aresponder a esses estímulos até que não conseguia mais me excitarpensando em uma mulher. E assim foram os anos se passando e já nem tinha curiosidade emrelação ao corpo de uma mulher. Tive alguns poucos contatos compornografia, quando trabalhava em uma loja e vi algumas revistas Playboy.Mas eu sempre tinha um medo muito grande de pecar; então via as revistasrapidamente, mas nada daquilo entrava em meu coração. 11
  • 12. Durante muitos anos, meus colegas na igreja me procuravam parafalar sobre as dificuldades que enfrentavam em relação à pornografia e eusempre os aconselhava. Não entendia, no entanto, por que aquilo os prendiatanto, visto que das poucas vezes que eu vi não me senti preso a essepecado. Apenas olhei como se olha um catálogo de produtos. Por todosesses aconselhamentos e pelo meu comportamento e envolvimento naigreja eu era visto como um rapaz exemplar e de muita confiança. Todosolhavam para mim como um modelo a ser seguido, mas somente eu e Deussabíamos o tanto que eu sofria por sentir atração por outros homens. Nesse meio tempo, tentei por diversas vezes deixar o vício damasturbação – sim, eu era viciado nisso. Depois de muitas tentativas, aos21 anos Deus me libertou dessa prática. Fiquei vários anos sem memasturbar, mas ainda havia muitos sinais de impureza sexual em minhavida. Para mim, no entanto, tudo isso já era um grande avanço, uma vezque estava livre da masturbação. O que eu não compreendia era que apureza sexual envolve outras renúncias e que “pequenos” sinais deimpureza podem levar ao vício sexual. Somente fui ter um envolvimento com pornografia bem mais tarde,por volta dos 25 ou 26 anos, quando vi um link na internet e surgiu umacuriosidade que me levou a acessar um site pornográfico. Na verdade eusabia que aquele link levaria a uma página de conteúdo adulto, mas eufiquei curioso para ver quem seria aquela mulher. Para minha surpresa, pelaprimeira vez a pornografia iria me prender. Fiquei extremamente excitadoao ver aquela mulher e ao mesmo tempo confuso e feliz por saber quesentia prazer diante da nudez feminina. Em meio àquelaconfusão/excitação, procurei outros sites com outras mulheres. Inicialmente, eu via apenas fotos. Com o tempo comecei a ver vídeosde sexo e de repente me vi viciado em masturbação – que era algo que jáhavia vencido – e pornografia. Foram muitas lutas, muito choro para melibertar de tudo isso. Nessa época eu era muito amigo de um pastor comquem pude me abrir sobre esse problema (pornografia e masturbaçãoapenas; não falei sobre a atração por homens). Aprendi muito nesse períodoe pude ver e entender o que meus colegas passavam. Vi que não era tãosimples assim. Que somente saber os versículos certos e saber que erapecado não me afastava de tais atos. Depois desse envolvimento, de tempos em tempos eu me via presonovamente a esse pecado. Certo dia, resolvi ver fotos de homens. Comeceivendo apenas fotos sensuais e até que me vi assistindo a vídeos de sexogay. Estava espiritualmente frio e não conseguia abandonar aquele pecado. 12
  • 13. Foi necessário muito quebrantamento para que eu abandonasse esse vício.Depois disso, esse passou a ser um pecado que sempre me assediava e porvezes eu me rendia a curtos momentos de prazer para, então, me arrependere me quebrantar novamente. A jornada para a restauração sexual é árdua e quando caminhamossozinhos, o fardo parece mais pesado. Durante muitos anos eu luteisozinho, até que um dia, assistindo a um programa na TV, vi umaentrevista de um pessoal que desenvolvia um trabalho interessante em queabordavam todas as questões que envolvem a pureza sexual. Resolviprocurar nas redes sociais algum grupo ou comunidade que discutisse sobrerestauração sexual e encontrei algumas pessoas que passavam pela mesmaluta que eu. Conheci diversos irmãos que estão em processo detransformação e que me ajudaram a entender muitos aspectos envolvidosnessa caminhada. Pude me abrir com várias pessoas e, principalmente, trazer à luz algoque estava escondido dentro de mim. Nesses relacionamentos, temosencontrado cura e identificado questões emocionais a serem trabalhadas. Hoje, ao olhar para trás, vejo o quanto Deus me guardou em toda aminha vida de uma maneira especial. Até chegar à vida adulta, eupraticamente não tive nenhum contato com homossexuais (não que eusoubesse). Costumo dizer que Deus me deixou “ilhado”, totalmenteafastado desse meio. Aprendi que estamos em uma jornada e que, em Cristo, hárestauração para a sexualidade. Aprendi que Cristo e o Espírito Santo estão trabalhando em minhavida e que o objetivo final é que eu me torne mais parecido com Jesus.Nesse processo em que Deus me molda à imagem de seu filho, asexualidade representa apenas um aspecto que está sendo transformado. Háoutras áreas em que Deus está trabalhando e não posso me esquecer disso. Aprendi que relacionamento com Deus é a chave para a restauraçãoda identidade e que, em segundo lugar, vêm os demais relacionamentos. Ascuras emocionais não se dão na reclusão e sim nas relações saudáveis comhomens e com mulheres. 13
  • 14. Aprendi quem em Cristo está o verdadeiro modelo de masculinidadeque deve ser perseguido por todos os homens que estão no caminho dasantidade. Com todas as pessoas com quem conversei, todos os relatos que ouvie a cada dia que passa, tenho plena convicção do que eu quero e do que eunão quero para mim. Tenho uma convicção que é maior do que qualquertentação ou desejo que eu possa sentir. Aprendi que o padrão de pureza sexual de Deus é muito elevado,mas que isso não é motivo para não buscá-lo. Pelo contrário, deve-seconfiar apenas na graça e na misericórdia de Cristo. Mesmo com todaminha impureza, sei que a obra redentora de Cristo é suficiente. Aprendi que não é por que eu nunca me envolvi sexualmente que eusou puro ou especial, mas que é por causa do sacrifício completo de Cristoque eu sou aceito por Deus. Aprendi que ser homem é muito bom, mas melhor ainda é ser umhomem segundo o coração de Deus. Aprendi que em Cristo somos livres para escolher o que fazemoscom nossos desejos impróprios. Aprendi a me importar com o dia de HOJE. HOJE eu quero sersanto. HOJE eu quero ser puro. Aprendi que quando Cristo é a resposta para meus anseios, entãotudo termina bem. Aprendi que não importam as dificuldades ou tempestades; CRISTOé quem “nos leva ao porto desejado” (Salmos 107: 30b) Com este breve relato, quero encorajar a todos que lutam contrasentimentos por pessoas do mesmo sexo. Se você nunca se envolveu,agradeça a Cristo por te guardar e saiba que você não precisa experimentaro estilo de vida gay para ter certeza de que não nasceu para isso. Saiba queDeus te ama, te entende e Ele sabe quem você é; portanto, não importa oque os outros dizem, nem o que os seus sentimentos querem dizer a você.Suas tentações não determinam quem você é. Somente Deus pode te dizersobre sua verdadeira identidade. E essa identidade você somente conhecerá 14
  • 15. quando você conhecer a Deus. À medida que você conhecer a Deus e a suaPalavra, então você conhecerá a si mesmo. Você é amado por Deus. Ele caminha com você nessa jornada. Porisso: NUNCA PARE DE LUTAR!novacriatura2008@yahoo.com.br 15
  • 16. Thiago Sábado à noite e eu aqui escrevendo a minha história. Se fosse numpassado não muito distante seria uma oportunidade para me aventurar numbate-papo da internet ou então acessar pornografia. Estranho começar assim, não é? Mas quis fugir do comum aodetalhar a minha experiência pra você. Na verdade, espero quecompartilhá-la possa ajudar em algo. Vamos lá: Chamo-me Thiago, atualmente com 23 anos (estouescrevendo em 11/12/2010), solteiro, virgem, cristão, um cara normal.Assim como muitos, enfrento problemas na área da sexualidade, entre ostais: vício sexual, impureza e desejos homossexuais. Espera... Mas eu disseque sou virgem, como posso ser um viciado sexual? Calma, irei explicarmais à frente. Nasci num lar composto por pai, mãe e cinco filhos, sendo eu o maisnovo e o único homem. Minha mãe, quando nasci, já era cristã e o meu pai,apesar de conhecer o Evangelho, não tinha nenhum vínculo com a igreja.Por certo, sempre meu pai foi ausente na minha criação e entendo que, pornão haver um referencial masculino para me espelhar, acabeidesenvolvendo atração por pessoas do mesmo sexo. Minha mãe, pelaausência do meu pai, por um lado tentou suprir essa falta, pois eu não possoreclamar de amor, carinho e aceitação da parte dela e de minhas irmãs. Porser o único homem e o filho mais novo, minha mãe sempre foi muito zelosacomigo, me protegendo e me prendendo também. Lembro que eu nãoficava muito na rua e sempre, sempre, informava aonde ia, com quem e etc. Minha infância foi normal: comecei a estudar com cinco anos, pois jásabia ler e escrever (de acordo com a idade, né?). Na escola eu não mesentia diferente dos demais e à medida que ia me destacando, com o passardos anos, alguns meninos acabavam por colocar apelidos pejorativos e deconotação sexual em mim, do tipo: “fresco, viadinho” e etc. Não brincavamuito na rua e ficava boa parte do tempo com as minhas irmãs, cujoscomportamentos eu observava, e desenhava principalmente vestidos de 16
  • 17. noiva e sereia. Mas logo depois, passei a ir para a rua, onde brincava comos demais meninos normalmente. Nunca fui exatamente igual a eles,sempre tinha algo diferente, mas eu buscava interagir e sempre fui bemaceito. Na escola comecei a observar as meninas; achava algumas bonitas,fazia aqueles corações com iniciais... Coisas comuns. Não me passava pelacabeça que eu gostava de homens. Na infância tive o meu primeiro contatocom material pornográfico, pois quando ia com meus colegas a uma quadrade esportes na escola do bairro, os adultos mostravam para nós tal material.Outra vez fui surpreendido pela mãe de um amigo enquanto eu e elevíamos uma revista na casa de um outro, sendo que era um quadrinhoerótico. Morri de vergonha, mas continuava pensando nisso. Na 4ª série, com 10 anos, eu gostava muito de uma menina, que nãome deu bola. Mudei de escola e na 5ª série é quando começa a puberdadepara a maioria, época de conhecer as meninas, de ficar, enfim... Aconteceque as meninas não queriam me conhecer, tão pouco ficar comigo.Continuava sendo o mais inteligente da sala, mas inacessível pras meninas,exceto as feinhas que me queriam, mas eu, orgulhoso, não queria. Nocaminho da escola havia uma banca de revistas e eu ficava olhando ascapas das revistas – todas pornográficas. Morria de vontade de compraruma, mas temia, pois o que minha mãe pensaria caso encontrasse? Aocaminhar pelo bairro, às vezes eu encontrava materiais pornográficos elevava pra casa, onde, após ver, jogava fora, me sentindo culpado e o maisindigno entre os homens. Entre 11 e 12 anos, minha mãe me proibiu de pular o muro da escolapara jogar bola e, com isso, fui ficando em casa. Não mantinha mais aquelecontato com os outros rapazes, exceto na hora da aula. Na escola aindacontinuava ainda sendo o nerd, o primeiro em notas, mas o último emrelacionamentos. Tinha alguns colegas, mas não eram amigos e começava asofrer com a solidão e por me sentir diferente, quiçá rejeitado. Em casacomeçava-se a perguntar se eu já tinha beijado na boca, falava-se sobre osoutros meninos que já estavam ficando e eu sempre falava que já tinha.Para o pessoal da escola falava que já tinha beijado na igreja e na igreja eem casa, falava que tinha beijado na escola. Hormônios a mil, tive uma puberdade meio que precoce comparadacom a dos vizinhos de mesma idade. Mas com quem falar sobre isso? Oúnico adulto com quem eu tinha mais contato era meu pai! Os desejossexuais começaram a aparecer, e o meu único acesso a pornografia serestringia àquela famosa sessão de filmes numa rede de TV aberta, mas eu 17
  • 18. comecei a notar que as mulheres não me chamavam a atenção. Quando elasapareciam sozinhas, não era legal. Com o isolamento, me dedicava aos estudos e sempre me destaquei;com isso começava novamente a onda de falarem algo acerca de mim, queeu não pegava ninguém, que não gostava de mulher e assim por diante. Issome entristecia, mas ficava quieto. Aprendi que era só fingir que não eracomigo... Passavam-se os anos e o desejo por mulheres foi sumindo,inversamente proporcional ao desejo por homens. Não pensava em namorare casar com um cara, mas ao ver as revistas, o sexo entre homens emulheres me era muito interessante, vindo depois o sexo bissexual e, porúltimo, o sexo gay. Não há como não mencionar o problema que enfrento com apornografia, aliás, vício. Foi me acompanhando desde a puberdade e meaprisionando também. Pois bem, sem aceitação, sem amigos e sem relaçõessaudáveis, meu escape era a pornografia. Primeiro as revistas, depois filmese, por fim, a internet. Eu não tinha nem ficado com uma menina, muito menos com umhomem, afinal, eu ainda era cristão. Por conta da pornografia eu cheguei aroubar uma revista numa banca no centro da minha cidade, roubei algumasdos meus colegas no meu primeiro emprego e aluguei filmes na conta daminha irmã. Mas, uma hora isso perdeu a graça, foi quando conheci oschats. Inicialmente entrava, fazia hora com os gays e ia tocando a minhavida. O lance era entrar, seduzir e depois dizer que eu não era o da foto, quenão ia rolar porque eu não podia fazer isso, que não era gay e etc. Por essemotivo, eu só teclava com pessoas de fora do Espírito Santo. Mas, um belodia adicionei um cara da minha cidade e ele sugeriu um encontro.Marcamos no shopping; fui lá, mas como eu não era o da foto, vi a cara dosujeito e liguei dizendo que não dava pra eu ir; ele sacou a mentira e disseque poderíamos nos ver outro dia. Expliquei a situação, pedi desculpas emarquei novamente. Fui ao encontro dele e levei um cd para “reparar” meuerro. Fui a uma loja pagar uma fatura, depois fomos a outra loja e medespedi, sem nenhum contato. Ele entrou no MSN e me disse que era gratopelo cd, pois o fez lembrar do tempo que era líder de jovens, mas que, nãosuportou as tentações e saiu da igreja. Disse mais, que eu era homossexuale que não tinha pra onde fugir, estava estampado na minha cara isso e quenão conseguiria lutar, pois ele mesmo não conseguiu. Caso eu quisesse, elepoderia arrumar uma pessoa para me iniciar na vida gay e daí eu poderiaseguir minha vida. 18
  • 19. Fiquei muito mal com a descoberta sobre o cara e também pelo queme propôs. Senti o peso e as conseqüências dos meus atos. Mas apesardisso, eu continuei entrando nos chats, fazendo vítimas, me arrependendo evendo pornografia. Era um círculo vicioso. Praticamente sendo um Dom Juan virtual, o tempo foi passado egraças a Deus conheci um amigo, também pela internet, com o qualdesabafei e abri o jogo. Ele me ajudou a ver meu problema, me indicouajuda e me direcionou para um relacionamento com Deus. A partir daí mebatizei e me dediquei mais a Obra de Deus. Ótimo? Não! Eu acabeifugindo dos meus desejos executando tarefas na igreja. Eu fazia de tudo, dedecoração a programação de cultos e até mesmo pregações. Mesmo assim,a visita a chats e sites pornô não cessavam, pelo contrário, o que me traziaculpa, vergonha e raramente arrependimento, apesar do remorso. Mais um tempo se passou e comecei a fazer aconselhamento cristãocom uma conselheira. Contei-lhe toda a minha história, fizemos algumastarefas que me ajudaram muito. Hoje reconheço a importância dela e daintervenção de Deus através dessa pessoa na minha vida. Passei a entendero que acontece, o que aconteceu e o que pode acontecer, que vai variar deacordo com meu posicionamento. Tive acesso a materiais muito bons que me fizeram saber que muitospassam pelo mesmo, sendo que alguns conseguiram renunciar àhomossexualidade, tendo vivido-a por um tempo ou não. Descobri queDeus me ama independente do que eu faça, e que, à medida que souobediente à Sua Palavra, me torno o mais parecido com Jesus e isso nãotem preço. Aliás, vale a pena pagar o preço. Hoje, continuo não tendo beijado nenhuma garota e também nenhumgaroto. Não tive oportunidades? Lógico que tive. Não tive vontade? Digoque muito mais de fazer sexo do que beijar, dormir junto e etc., mas eu souresponsável pelas minhas escolhas e elas me trazem conseqüências. Ahomossexualidade não gera vida. Só uma pessoa é o Caminho, Verdade eVida. E a Bíblia é bem clara quando diz que é pra escolhermos a Vida(Deuteronômio 30:19) Sei que Deus tem o melhor pra mim e entendo que pornografia,relacionamento gay e impureza sexual, além do vício, não se comparamcom o que Ele tem e quer pra mim. 19
  • 20. As lutas são constantes, diárias e há momentos que penso que nãovou conseguir, mas lembro de uma das falas da minha conselheira: “Ventosfortes vêm, mas também vão. Não se esqueça.” Mas se eu confio no Homem a quem o vento e o mar obedeceram,quando o vento forte vier, o que eu preciso fazer? Se eu pude escrever este relato para que você o lesse, não é méritomeu, mas sim da Graça de Deus, através de Jesus. Se você teve aoportunidade de ler e escolher o que fará daqui por diante com sua vida eescolhas, é também pela Graça de Deus. Renda-se a ela! Deus te abençoe! ancorados@gmail.com 20
  • 21. Eduardo Quando me convidaram para escrever um relato sobre o que tinhaacontecido em minha vida para este projeto, não sabia por onde começar.Li alguns dos relatos dos garotos que enviaram o texto para a publicação eentrei em desespero. Minha história é diferente das deles. Algo maissimples e ao mesmo tempo mais complexo. Tentei escrever de uma formaque consiga ajudar aqueles que lerem, espero que consiga. Antes decomeçar, já peço desculpas pelas expressões que sei que terei de usar,porém retratam a realidade. Sempre fui tímido e extrovertido ao mesmo tempo. Tímido commulheres, mas extrovertido com todos. Para conseguir um relacionamento éalgo extremamente difícil, mas para conquistar um amigo (a), consigo comfacilidade. E, acredito eu, foi este o meu problema. Minha timidez com o sexo foi crescendo. Com 18 anos não tinhanem sequer beijado ninguém. Não via revistas pornográficas, não assistia afilmes deste tipo e nem acessava a internet com esse intuito. Tentavainvestir em mulheres, mas elas não caíam em meus desajeitados galanteios. Na internet conseguia me soltar mais. Conhecia muitas pessoas e,dentre elas, algumas que conquistavam pela internet. Certo dia meu amigofalou que na sala de sexo de um portal de internet ele conseguia se“divertir” com mulheres. Resolvi arriscar e lá fui eu. Sempre recatado e tímido, não sabia por onde começar. Tenteialgumas vezes, cheguei a adicionar as meninas, mas não conseguia darandamento à conversa, pois ficava tímido de ficar mais a vontade na webpara me masturbar enquanto eu as via. Resolvi conversar com os homens daquela mesma sala, para vercomo eles tinham coragem disso. Precisava de um amigo para falar queisso era normal ou algo assim. Porém não podia contar a ninguém o queestava acontecendo e os homens da sala não me respondiam. E aí, de formaidiota, me surgiu uma idéia: entrar na sala gay, pois lá os caras meresponderiam, porque eles têm interesse em conversar com homens. 21
  • 22. Encontrei um cara simpático que me falou sobre as experiênciasdele. Falou-me que era para ficar tranqüilo que daria tudo certo. Ele pediumeu MSN para continuarmos a conversa e por lá ele passou a dar em cimade mim. Sob o pretexto de me ensinar a me soltar, ele ligou a webcam dele.E eu aceitei. Não sabia que ele ia chegar a fazer o ato. Porém ele se masturboupara mim, com a “desculpa” de me ensinar o que fazer. Eu, do outro lado,fiquei totalmente abismado com o que ele estava fazendo, sem acreditarque ele faria algo assim. Fiquei em choque. Desliguei o MSN e por umbom tempo não procurei mais, afinal fiquei com receio do que tinhaacontecido, já que eu havia ficado excitado ao assisti-lo. A partir deste momento me surgiu uma dúvida: todos os homensfaziam esse tipo de coisa? Comentei com um amigo e juntos ficamosabobados pensando no fato. Decidimos adicionar alguns amigos emcomum em um MSN falso, com nome de mulher, para ver se conseguíamosfazer as pessoas ligaram a cam. Não queríamos ver nossos amigos semasturbando, mas sim ver até onde eles chegavam. Em casa, sozinho, coloquei o plano em prática e três amigosadicionados, os três caíram na brincadeira. No mesmo dia, passei a ficarcom receio do que tinha ocorrido, sentindo-me mal. Neste tempo o mesmo rapaz do chat apareceu no MSN e perguntoucomo eu estava. Contei o que havia ocorrido, com o envolvimento virtualde meus amigos, e ele disse que isso era mais normal que eu imaginava.Sobre eu ter ficado excitado, ele me afirmou que isso era normal e nãoqueria dizer que eu era gay por sentir algo por outro homem, apenas estavacurtindo o momento. Naquele dia, liguei a cam com ele. No momento me sentidesconfortável, depois gostei e por fim me entreguei. Assim que terminei,me senti o pior ser da face da terra. Desliguei o MSN e demorei semanaspara voltar a acessar. Daí em diante sempre acessava o bate papo e conversava com opessoal na sala gay. Quando dava por mim, já estava na cam com alguém eme sentindo mal ao terminar. Com o tempo eu percebi que o que me fazia mal era me envolverdemais com rapazes. Então passei a simular algumas coisas, me exibindo 22
  • 23. na webcam e desligando em seguida. Eu via, gostava, ficava animado e nãome sentia mal. Depois da exibição, ia para o banheiro e terminava sozinhoo “serviço”. Por muitas vezes me olhava no espelho, me perguntava quemera eu e sentia nojo de mim mesmo. Tentei me convencer de que era algo normal, que todo mundo fazia enão tinha nada de errado eu querer me sentir amado pelas pessoas. Eu nãotinha namorada, não conseguia nem sequer beijar uma menina e sentia oshormônios à flor da pele. Com a ajuda do “amigo do chat” passei a acreditar cada vez maisque isso era algo normal e que não tinha nada errado comigo, já que eu nãoera gay. Afinal de constas, pensava em beijar um cara e sentia nojo.Convidaram-me por diversas vezes para encontros reais, mas nunca aceitei. Além do meu MSN como homem, ainda tinha o MSN falso comomulher. Então eu conseguia ver tanto os gays quanto os heterossexuais nawebcam. O desafio era o mais empolgante. Conseguir convencer umhomem a ligar a câmera e se mostrar, mesmo sem ver o outro lado, erademais. Mas mesmo assim me sentia estranho e ruim. Sabia que aquele nãoera eu e que não queria isso para o meu futuro. Prometi à Deus que pararia com isso e pedi Sua ajuda. Consegui medesfazer do MSN de mulher e prometi que jamais voltaria a fazer. E Graçasa Ele nunca mais voltei. Quanto ao meu outro MSN, até pouco tempo aindapersistia. Ao buscar ajuda – na verdade a ajuda veio até mim como um anjoenviado por Deus no bate papo – recebi diversos materiais sobre religiãofalando sobre estes assuntos. Interessei-me e me aprofundei na maioriadeles. Não concordei com aqueles que falaram que isso iria me jogar aosfogos do inferno e me fazer pagar pelo resto da vida, ou que era amanifestação do demônio em meu corpo, porque pedia ajuda a Deus e Elesabia que eu estava tentando. Não tinha medo dEle me julgar, pois sabiaque Ele me entenderia. Com força e muita dificuldade, confesso, consegui aos poucos irsaindo desse meio. Minha vida melhorou muito quando parei de entrar paraesses devidos fins no MSN. Se não fosse a força dos céus que me ajudarame a paciência também – já que eu mesmo impunha dias para eu parar, meprometia que não iria mais ligar e me traía, fazendo exatamente aquilo queeu disse que jamais faria – eu não conseguiria. 23
  • 24. Certa noite, após mais uma quebra de promessa a mim mesmo sobreparar, fiquei pensando e refletindo e pedi que me ajudasse a parar no diaseguinte, pois estava me tornando algo que eu não queria. Apenas entravana internet para isso, pensava o dia inteiro nisso e esperava a hora paraconseguir fazer. No dia seguinte, ao pedir ajuda, eu entrei no MSN, recebidiversos convites para ligar a cam, mas, inexplicavelmente, não os aceitei enão me senti tentado a fazê-lo. Após tudo isso minha vida melhorou. Sinto-me livre como jamais fui desde que comecei com essa história, através deuma brincadeira inocente que tomou conta de minha vida. Graças a Deus. Espero que você que esteja lendo tenha força de vontade e conte coma ajuda dEle, pois sei que irá conseguir. Por pior que pareça a sua situaçãoagora, não desanime e sempre confie, pois um dia tudo isso irá terminar;seu sofrimento irá passar e você poderá se livrar de tudo que o aflige. 24
  • 25. Vanessa Entrega o teu caminho ao Senhor, confia Nele, e o mais Ele fará. Salmos 37:5 Entre novembro e dezembro de 2007 aproximadamente, eu estavaem casa, era madrugada e eu estava sem sono, estava desempregada. Minhamãe e meu padrasto, a quem considero como pai, estavam para se separar eo ambiente dentro de casa estava péssimo. Desde os meus 17 anos eumorava sozinha, mas justamente naquela época (já com 22 anos) eu estavana casa dos meus pais, acompanhando diariamente um cenário infernal debrigas e ofensas que os dois estavam travando. Com meus 19 anos, no trabalho eu fiz amizade com um rapaz gay;justamente nesse período eu comecei a identificar algo que eu de certaforma já tinha percebido antes em mim, mas negava: os impulsoshomossexuais. Dessa vez, por mais que eu não quisesse enxergar, a cadadia que passava ficava mais claro que eu estava apaixonada por uma garota.Eu não queria assumir esse sentimento, não porque eu me preocupasse coma pecaminosidade disso, até porque eu não sabia que a prática dahomossexualidade é pecaminosa. Não conhecia a palavra do Senhor, nãofreqüentava igreja; a única coisa que eu fazia era orar a Deus todas asnoites, desde criança, e na época em que esses conflitos afloraram, eu oreimuito ao Senhor para que ele tirasse de mim tais sentimentos. Na minha força, comecei a sair com as minhas amigas e sempre queaparecia uma oportunidade de ficar com um garoto eu ficava e depoisvoltava para casa me sentindo prostituída. Tentei me envolver maisintimamente com homens nessa época, o que piorou minha situação; atentativa de relações sexuais com homem para afirmar a minhafeminilidade foi um fracasso. Eu estava cansada, triste, perdida e muitodeprimida, comecei a me afastar das pessoas, a me isolar, até que um diaresolvi desabafar com o meu colega de trabalho, gay, o que eu estavapassando. Ele me acolheu, falou dos conflitos que ele enfrentou e disse que 25
  • 26. eu precisava experimentar ficar com uma mulher para saber o que eusentia. Ele começou a insistir para que fôssemos a uma balada GLS. Entãoeu fui; a princípio odiei o lugar e não me senti à vontade, mas a disposiçãodo meu amigo em me “ajudar” era tremenda e ele não desistiu; levou-me aoutro lugar e eu gostei da música, o ambiente era mais leve, havia várioscasais heterossexuais e naquela noite eu conheci um homem e não deuoutra: para afirmar para o meu amigo que ele estava enganado, eu investiem mais um engano e fiquei com um homem. O meu amigo me sondou ecom o tempo viu que foi uma atitude de desespero; novamente meconvidou para ir a essa balada e eu neguei o convite porque decidi ficarsozinha com o meu conflito. Pouco tempo depois, Carlos, um amigo gay da pessoa por quem eume apaixonara, veio morar na mesma cidade; até ele se instalar, foi precisoque ficasse uns dias morando na mesma casa em que eu e a minha amigamorávamos (ela dividia apartamento comigo). Com o tempo e a presençado Carlos, a minha resistência aos convites para as baladas GLSdiminuíram e aos poucos eu passei a frequentar esses ambientes e a meacostumar com eles. No inicio eu só saia, dançava, conversava, ria evoltava para casa. Pablo e Carlos começaram a me cobrar, querendo saberquando eu iria ficar com uma mulher. Eu os enrolava, arrumava desculpase saía sem dar resposta; na verdade eu já não estava tão resistente a beijaruma mulher, pois frequentando esses lugares, quando menos se esperapassa-se a ver isso como algo normal, e o desejo reprimido vai tomandouma proporção cada vez maior na medida em que se vê diante dos olhosaquilo que se tem vontade de fazer. Certa noite eu cedi à pressão dos meus amigos e fiquei com umagarota; depois de ter ficado, acreditei ser esse o caminho que eu passaria atrilhar. Pouco tempo depois namorei e me apaixonei profundamente poruma garota. Todas as noites eu agradecia a Deus, porque acreditava quetudo que eu estava vivendo na época era fruto das minhas orações, daspetições que eu fazia, já que eu tinha esquecido a minha amiga e agoraestava vivendo um sentimento em que havia “reciprocidade”. Três mesesdepois, quando esse namoro terminou por eu ter sido traída, pensei emvoltar atrás e me envolver com homens, mas meus amigos meconvenceram a não fazer isso. Então arrumei outra namorada. No final do ano de 2007 eu enfrentava o desemprego e a baixa auto-estima por não conseguir encontrar algo que atendesse às minhasexpectativas. Certo dia, desempregada, triste, com a família desestruturada,comecei a refletir e então me perguntei: “onde foi que essa bagunçacomeçou? Quando essa falta de paz tomou conta mim?” E então lembrei 26
  • 27. que quando criança eu orava ao Senhor, imaginava que Ele me levava paraescola (porque eu tinha que ir sozinha) e Ele ia comigo; eu fazia todopercurso falando com Ele. Recapitulei cada momento e cada sensação queessa intimidade com Deus trazia e o que isso gerava em mim; lembrei-medas orações intensas que fiz para esquecer o sentimento que eu tinha pelaminha amiga e notei que depois disso a intimidade foi se perdendo, acabouse tornando algo mecânico, e em alguns momentos nem se quer erarealizado. Ao fazer essa análise, eu senti que precisava voltar para perto deDeus. Creio que era o Espírito Santo; eu estava na sala, saí de lá, fui para omeu quarto e quando me ajoelhei para orar senti muito medo, senti umaopressão espiritual terrível e comecei a orar de olhos abertos. Aos poucos,na medida em que eu abria o meu coração para Deus, os meus olhos sefechavam, eu chorava e sentia um alívio enorme. Pedi perdão por ter meafastado e disse que dali em diante eu voltaria a orar todos os dias e que sefosse preciso eu freqüentaria uma igreja. Disse para Deus que eu não sabiao que fazer quanto a isso, porque existem tantas religiões; então pedi queEle me levasse àquela que me levasse a Ele; que Ele não desistisse de mime, se por acaso alguns dias depois vacilasse, que se Ele insistisse em mim ena minha família e eu entregaria a minha vida para Ele. Naquele momentoeu estava entregando a minha a Ele e pedi que Ele me orientasse e assimEle fez. Poucos dias depois visitei uma amiga e ela me disse que tinha seconvertido. Ela tinha um brilho no olhar, estava muito feliz, falou comigosobre Jesus e me convidou para ir à igreja e lá ela me apresentou a umagarota que sabia de uma oportunidade de emprego temporário. Graças aDeus consegui essa vaga; os meus pais se separaram e a minha mãe nãotinha renda o suficiente para sustentar a si mesma e a minha irmã. A nossacasa foi vendida e como estava em construção, o dinheiro foi dividido entrea minha mãe e o meu padrasto; a quantia não foi suficiente para cada umadquirir a sua casa. Então eu a minha mãe e a minha irmã fomos morar emdois cômodos. Depois disso, veio um tempo de muitas providências e milagres doSenhor. Experiências maravilhosas com Deus começaram a fazer parte daminha vida e a gerar em mim um amor maior pelo Senhor. Comecei a medesenvolver no trabalho, recebi aumento de salário e fui promovida; minhamãe e meu padrasto não voltaram, mas os dois passaram a buscar a Deus.Deus tocou no meu coração para buscar encontrar o meu pai biológico e eu 27
  • 28. sentia que o Senhor me pedia para procurá-lo para liberar o perdão para ele,mas eu não tinha a menor idéia de onde procurá-lo, pois não tinha contatocom nenhum parente dele. Um dia o irmão de minha mãe disse que haviaencontrado uma pessoa da família do meu pai. Entrei em contato com ela epedi o telefone dele. Tanto ele quanto os outros familiares ficaramsurpresos e muito felizes por termos conversado e por estarmos nosencontrando. Naquele ano passamos juntos o Natal e assim as coisasestavam acontecendo, não pelo meu esforço, mas pela mão poderosa doSenhor, não pelo meu merecimento, mas por sua abundância emmisericórdia. Os problemas financeiros cessaram, minha família estava buscando aDeus e cada dia que passava eu me sentia mais feliz com o meu namoro,até escutar que isso é pecado. Eu não podia acreditar; no meuentendimento, pecado seria imoralidade sexual e eu não via o que eu faziacomo imoral. Nessa época, eu já tinha até cortado as relações sexuais com agarota que eu namorava. Então pedi que Deus me revelasse, que Ele meconvencesse, e eu largaria a homossexualidade. Lembro-me de quecomecei a ler o livro de Romanos e, ao chegar ao versículo 24 do primeirocapítulo, que diz: “Por isso, Deus entregou tais homens à imundícia, pelasconcupiscências de seu próprio coração, para desonrarem o seu corpo entresi”, me lembrei da palavra que diz em Jeremias 17:9 – “Enganoso é ocoração, mais do que todas as coisas, e perverso, quem o conhecerá?”. Noversículo 25 de Romanos 1 diz: “Pois eles mudaram a verdade de Deus emmentira”, então ficou claro: a homossexualidade é um engano do meucoração, existem desejos imundos no meu coração criados através dascircunstancias e da leitura que eu faço de tais circunstâncias. Certasexperiências de vida e as interpretações que fazemos delas dão origem aostraumas e a uma diversidade de problemas na nossa área emocional. Comodiz a palavra, o coração é enganoso, portanto os nossos traumas, as nossasnecessidades, serão preenchidas através da mentira, do engano, quando naverdade só Deus pode nos curar e nos suprir dentro desses traumas. Pude ver, também, que eu não amava, que o sentimento que eu tinhase chamava paixão e não amor; por mais intenso que fosse, não era amor esim uma paixão, então procurei o significado de paixão: Significado 1: Sentimento excessivo; afeto violento; entusiasmo;cólera; grande mágoa; vício dominador; alucinação. Significado 2: Movimento violento, impetuoso, do ser para o que eledeseja. Atração muito viva que se sente por alguma coisa. Objeto dessa 28
  • 29. afeição. Predisposição para ou contra. Arrebatamento, cólera. Afeiçãomuito forte, aflição da alma. Esses conceitos são encontrados em qualquer dicionário secular eestão de acordo com a palavra do Senhor. Analisando, lendo e entendendocada palavra citada nesses significados eu vi que era exatamente isso queeu sentia; fui em 1 Coríntios 13 e li que o amor é o dom supremo. Analiseicada palavra que Paulo cita em relação ao amor e vi que eu precisavaaprender a amar Como eu tinha me comprometido com Deus a abandonar ahomossexualidade quando descobrisse a verdade, assim eu fiz, ou melhor,tentei fazer: no dia seguinte fui visitar a garota que eu namorava. Aos olhoscarnais o nosso relacionamento estava indo muito bem, os meussentimentos por ela estavam mais intensos do que antes, estávamos háquase três anos juntas, fazíamos planos, tínhamos sonhos e naquele dia euvi que precisava abrir mão de tudo isso, eu não sabia o que dizer pra ela,não queria que ela ficasse com raiva da igreja, da Palavra ou de Deus. Deus estava me dando a oportunidade de amar realmente aquela vidae por amor à minha vida e à vida dela, precisávamos nos separar paravivermos dentro dos propósitos que Deus estabeleceu. Então conversei comela e disse que não me sentia mais à vontade me relacionando com eladaquela forma. Após questionar se tudo era por causa da igreja, ela propôs queapenas continuássemos juntas, sem sexo, sem namoro, ao que eu respondique, se não agüentássemos, eu iria terminar. Assim ficamos juntas sem ternada e ela me ajudava, não me tentava e dizia que não queria queacontecesse algo porque sabia que do contrário iríamos terminar, e assimeu fui “levando”. Dentro de poucos meses eu me batizei e estava em paz com Deus,afinal, no meu entendimento eu não estava praticando a homossexualidade.Pouco tempo depois essa situação começou a gerar em mim algunssentimentos; vi que eu estava vivendo uma dependência emocional e queesse estilo de vida não era sadio. Deus começou a falar comigo e me disseque aquilo era pouco, que Ele tinha mais para a minha vida, só que euprecisava dar liberdade para o Espírito Santo trabalhar em mim. Mais uma vez através do primeiro capítulo de Romanos, entendi quea minha mente estava cativa a uma disposição mental reprovável por Deus, 29
  • 30. mas Deus queria me dar uma mente nova, um novo coração, para que eupudesse experimentar dos seus bons e vivos pensamentos e sentimentos e,quem sabe um dia, provar da alegria de ser mãe, de gerar uma vida,construir uma família, amar e ser amada com liberdade em Deus. Entãodecidi dar espaço para Deus trabalhar e resolvi terminar com a garota queeu namorava. Foi um período difícil, pois ela não entendia o que teríamosque terminar, uma vez que já não tínhamos envolvimento físico. Esse tempo foi terrível porque eu tinha fortes sentimentos por ela.Fiquei mal, tinha dores de cabeça muito fortes, enjôo, chorava o dia todo,escondida pelos cantos para ninguém ver, enquanto trabalhava; algumasvezes passei tanto mal que fui para o hospital. Nunca me vi tão vulnerável,nas minhas orações eu agradecia a Deus por todas as vitórias, por todas asconquistas, mas dizia: “Pai, olha pra mim, olho pro meu estado, do jeitoque eu estou, eu não vou ter condições de sustentar as tuas bênçãos naminha vida, eu estou sem ânimo, sem disposição para trabalhar”. Eu tinhapesadelos terríveis à noite, não estava conseguindo me alimentar, estavafraca, deprimida e, aos poucos, comecei a ficar chateada com Deus. Eu nãoentendia, eu já tinha terminado o namoro, feito cura e libertação, orava,jejuava e os sentimentos homossexuais estavam cada vez mais vivos dentrode mim e apesar de todo esforço que eu fazia, eu me sentia mais distante deDeus. Cria que Deus podia reverter aquela situação, mas não entendiaporque Ele não agia. Eu já tinha feito tudo para poder experimentar a cura ea libertação e não via nada novo na área emocional; pelo contrário, eu mesentia cada vez pior. Comecei a perder o prazer de estar na igreja, mas mesmo assimcontinuei indo, não perdia um culto e não conseguia me imaginar voltandoaos velhos hábitos. Eu já conhecia a Deus e não poderia retroceder e fingirque nada tinha acontecido na minha vida. Depois de muito questionar aDeus sobre os motivos pelos quais Ele permitiu que eu passasse por tudoisso, pude começar a entender o que a Palavra nos diz em Isaías 55: 8 e 9: “Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos, os meus caminhos, diz o Senhor, porque, assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos, mais altos do que os vossos pensamentos.” Os meus pensamentos e o meu entendimento em relação àmanifestação das obras de Deus em minha vida eram extremamentelimitados. Hoje, depois de provar da manifestação das obras maravilhosas 30
  • 31. de Deus e de diversas experiências íntimas com o Senhor, eu sinceramenteagradeço a Ele pela minha tendência homossexual. Por muito tempo meprostrei diante dessa tendência, mas através dela aprendi a me prostrar aospés do Senhor e vivo na prática o que o apóstolo Paulo diz: “A minha graçate basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois,mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder deCristo.”. Depois de muito ter aprendido com o Senhor e sua Palavra, veio aprimeira queda. Um dia em que eu ia viajar, comecei a sentir mal e nãoconsegui falar com minha mãe. Então entrei em contato com minha ex-namorada, que me comprou remédios e me levou para sua casa. Naquelanoite, recebendo toda aquela atenção e carinho, não resisti e me envolvicom ela. Logo que me recuperei, fui viajar e estava sob acusação, meperguntando como eu tivera coragem para fazer tais coisas, uma vez que euconhecia a Palavra de Deus. Quando cheguei à minha cidade natal, fui ver meus parentes e quislogo ir dormir. Disse que estava cansada da viagem e naquela noite tive umsonho. Sonhei que eu via Jesus de costas orando e eu estava do lado deleorando também; de repente, ele parou de orar, me abraçou e falou no meuouvido: “você está perdoada!”. Eu acordei no meio da noite com a sensaçãode ter recebido um abraço, aquela sensação e o sonho me levaram àsnuvens, maravilhada. Quando voltei de viagem, minha ex-namorada passou a me cobraruma posição quanto a voltarmos a namorar. Eu tentei resistir, masinfelizmente acabei cedendo e combinamos que voltaríamos a namorarcomo antes, sem contato físico. A sensação que eu tinha é que esse dilemanão teria fim. Aquele relacionamento não me fazia bem e também não faziabem para ela, mas eu não conseguia terminar. Então eu passei a trabalhar aminha fé em Deus e a visar à mudança daquela situação; passei a orar maise a não lutar na minha força, não criar situações no meio físico para a nossaseparação através de desentendimentos, mas sim, a criar situações nomundo espiritual. Certo dia eu disse ao Senhor: “Pai, eu reconheço que estou cativanessa situação, mas assim como o Senhor tirou o teu povo que estavadebaixo do jugo de escravidão do Egito, o Senhor há de me libertar, porqueaquele povo não tinha condições de sair daquela terra sozinho, assim comoeu não tenho condições de sair dessa situação sozinha. O máximo queconsigo fazer eu já o fiz, que é evitar contato físico, mas evitar os meussentimentos é impossível pra mim, no entanto é possível com a sua ajuda.”. 31
  • 32. E comecei a clamar a Deus para que ele fizesse um milagre para nosafastarmos, comecei a crer que aconteceria algo, mais cedo ou mais tarde, eque seria pela mão de Deus. E assim aconteceu. Pouco tempo depois ela precisou voltar a morar na cidade natal delae assim nos afastamos. Ela tentou me convencer a namorar a distância, maseu vi que tudo que estava acontecendo era o milagre por que eu tantoclamava para nos afastar. A distância auxiliou muito no processo e aospoucos eu consegui esquecê-la e a sentir a sensação de liberdade que eutanto esperava. “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereislivres.” (João 8:36) Depois do término desse namoro, mesmo firme com Deus, passei porvárias situações que instigaram em mim os desejos homossexuais. Senti-meatraída por umas garotas, me apaixonei por outras, mas a cada lutasuperada eu me sentia mais forte e mais próxima de Deus, porque a Palavradiz: “Por isso, não desanimamos; pelo contrario, mesmo que o nosso homem exterior se corrompa, contudo, o nosso homem interior se renova de dia em dia. Porque a nossa leve a momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação, não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas coisas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas.” (2 Coríntios 4: 16 ao 18) Então eu vi que, buscando a Deus, esses sentimentos nãopermaneciam e na minha busca para me libertar de tais desejos eu adquiriamais conhecimento do propósito de Deus para a minha vida e passava a terexperiências tão maravilhosas e enriquecedoras com Deus que, de fato,eram acima de toda comparação ao sofrimento momentâneo por que euestava passava. Hoje eu sei o que são as obras de Deus sendo manifestas em minhavida e vejo o quanto valeu e vale a pena cada esforço para resistir aopecado. Hoje eu conheço mais da minha natureza, mais de Deus e conheçoos desejos imundos que em alguns momentos levo no coração, mas essesdesejos não me afastam de Deus, pelo contrário me aproximam ainda maisDele, porque fica evidente o quanto eu sou necessitada do Senhor para sertransformada diariamente. Hoje me sinto atraída por homens, sentimentoque antes eu não tinha, tenho o desejo de um dia me casar, ter filhos, 32
  • 33. construir uma família e me sinto liberta da homossexualidade, porque hojeeu entendo o que é liberdade. Cristo nos chama para sermos livres e, sesomos livres, temos liberdade para escolhermos em qual caminhoqueremos andar. Ser livre é maravilhoso e eu agradeço a Deus por essaoportunidade de provar dessa liberdade e da abundância de vida que Elenos concede, de provar de sentimentos de valor, de emoções erelacionamentos edificantes e de descansar nas delícias das suas promessasporque a minha vida está entregue a Deus e Ele de fato é o mais habilitadopara dirigi-la. Sou muito feliz e não me sinto enrustida, as coisas velhas sepassaram e o meu desejo é a cada dia que passa provar mais da novidade devida que o Senhor tem para mim. Eu nunca imaginei que eu fosse ser tãofeliz em toda a minha vida, ainda mais abdicando de algo que eu tinhacomo essencial para a minha felicidade. Realmente somos limitados e nãotemos noção do tamanho e da beleza do amor de Deus por nós e da obramaravilhosa que Ele tem para as nossas vidas. Hoje faço das palavras de Jóas minhas: Então respondeu Jó ao Senhor: Bem sei que tudo podes, e nenhum dos teus planos pode ser frustrado. Quem é aquele como disseste, que sem conhecimento encobre o conselho? Na verdade, falei do que não entendia; coisas maravilhosas demais para mim, coisas que eu não conhecia. Escuta-me, pois, havias dito, e eu falarei; eu te perguntarei e tu me ensinarás. Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te vêem. Por isso, me abomino e me arrependo no pó e na cinza”. Jó 42: 01-06Que Deus abençoe a todos e os fortaleça para continuarem lutando a fim deconhecerem a Deus não apenas de ouvir, mas de contemplar com os seusolhos e com o seu coração a beleza da santidade do Senhor se manifestandoem suas próprias vidas, em nome de Jesus!vanessaludtke@hotmail.com 33
  • 34. Félix Já quando era criança, eu sabia que tinha "algo estranho" ao ficarvendo revistas pornôs com coleguinhas de classe. Eu sabia que esse “algoestranho” era que eu gostava de garotos e não de garotas. Quando era adolescente me converti, por influência da minhafamília, mas nunca tive a homossexualidade como um problema, encaravaisso de uma maneira bem tranqüila.Tive uma vida de adolescente comum,tinha minhas escapulidas sexuais mesmo sendo menor de idade e isto semcontar a pornografia. A questão sexual nunca tinha me incomodado até então. Mas depoisde um tempo na igreja onde desempenhava várias funções, um dia o pastorme chamou e disse que estava sendo incomodado por Deus para me dizeralgo, por mais que isso não tivesse muito sentido. Ele me contou a história dele e seu envolvimento quando criançacom homossexualidade (apesar dele nunca ter praticado por ter nascido emlar cristão) e como superou isso. De imediato, acabei ignorando. Não ia meabrir com meu pastor porque tinha medo de perder minhas funções e coisasassim, mas após um período de conversa e confiança, resolvi me abrir. Ele é um cara adorável e sei que fez o melhor que pode por mim,mas ele não tinha muita informação na época e me prometeu umatransformação em que eu acreditei e aceitei. Depois de um tempo ele já nãosabia o que fazer comigo, já que as coisas não estavam funcionando comoo esperado. Então me encaminhou para grupos de auxílio cristão gays, ondeme ensinaram a ter paciência e esperar que os sentimentos passassem. Gosto muito do pastor em questão, agradeço suas orações e asemente que ele plantou no meu coração, assim como o carinho eensinamento que recebi onde fui procurar ajuda; porém, isso não estavaresolvendo muita coisa na época. Nesse tempo, tínhamos conversas e fazíamos orações diárias, assimcomo confissão pecados e outras práticas e nessa mesma época tive acessoa um livro de Helminiak, que acabei levando e entregando ao meu pastor. 34
  • 35. Foi a primeira vez que tinha ouvido falar em “teologia inclusiva” eigrejas cristãs dirigidas e direcionadas ao público gay. É claro que isso medeixou muito confuso e, ao procurar o meu pastor, descobri que ele nãotinha uma resposta para todas essas ideologias. Resolvi aderir à teologia inclusiva e caminhar em paz com Deus ecom minha sexualidade; acabei arrumando um namorado na época eseguíamos bem. Estudando um pouco mais a teologia inclusiva de uma maneiraimparcial, comecei a ver algumas “coisas estranhas”, parecia que nem tudofazia sentido, nem tudo era apenas um lindo arco-íris. Achava tudo muitofantástico e queria muito que fosse real, seria perfeito pra mim. Mas vi quehavia mais algumas coisas a serem consideradas além de Helminiak e seusbelos estudos. Comecei a conhecer outros escritores e textos e, com ajudade tradutores online, dava pra ler algumas coisas, já que no Brasil nemhavia tanta coisa na época. Enfim, vi algumas divergências em sua teologia e não conseguiaceitar como algo firme. Vale a pena ressaltar que isso era uma visãominha já que tinha largado a igreja na época que comecei a namorar. Nãoengoli a teologia inclusiva e acabei me afastando da igreja. Eu tinha quase 18 anos, a idade já é confusa por natureza e, com tudoisso na cabeça, acabei me afundando aos poucos. Não me sentia amado enem aceito por Deus; então, continuei tentando mudar de todas as maneiraspossíveis e imagináveis. Não obtendo resultado, cheguei até a tentativas desuicídio, já que eu realmente me odiava com todas as forças. Será que Deus queria isso? Claro que não. É por isso defendo tanto oamor de Deus; sei o quão ruim é não se sentir amado por Deus por umaquestão sexual. Caí em depressão, larguei trabalho e escola. Fiquei um tempo presoem meu quarto, já não tinha mais amigos e nem familiares; contei praminha família, e meu irmão, que era pastor, na época, começou umacampanha de exorcismo e outras práticas que também não fizeram muitoefeito. Na época eu pensava: “já que Deus virou as costas pra mim porqueeu sou gay, irei virar as costas pra Ele também e seguir minha vida.”. A maneira que achei para resolver o sentimento de culpa foi “matarDeus” dentro de mim; não tinha uma vida legal e nem grandes experiências 35
  • 36. com Deus, visto que nem seu amor incondicional eu aceitava. Acabei meenvolvendo com ocultismo, a começar por Wicca, Satanismo e terminandoem Satanismo Moderno, do qual participei por um curto período. Graças aDeus tudo isso não durou muito tempo. Foi um momento mesmo apenaspara me afastar de vez de Deus. Para quem conhece o Satanismo, sabe que o Satanismo Moderno émuito próximo do ateísmo. Assim sendo, para manter as aparências, meidentificava como ateu, filosofia que acabei aceitando um tempo depois.Realmente não acreditava em Deus, “matei Deus” em mim e assim resolviminha vida sexual e meu sentimento de culpa. Nos anos seguintes experimentei a homossexualidade de umamaneira maior, mantive bons relacionamentos estáveis, o que me levou asair de casa para construir algo ao lado do meu namorado na época. Emgeral, as pessoas associam homossexualidade à promiscuidade, drogas,doenças e orgias e esse lado realmente existe (assim como naheterossexualidade), mas não foi a vida pela qual optei. Eu vivi o que chamam hoje de “homoafetividade”, tive bonsnamorados e estava bem e feliz com esses relacionamentos. Se eu falar queamei todos os meus parceiros, estarei mentindo, mas tive sim ótimosrelacionamentos baseados em amor e alguns desses namoros se tornaramgrandes amizades. Nesse tempo minha vida melhorou muito. Estava com uma vidafinanceira estável, em paz comigo mesmo, com família e amigos, não tinhanenhum motivo para querer ou pensar em uma mudança; parecia mesmoque toda aquela fase confusa tinha ficado para trás. Certo dia, comecei a ser incomodado por algo que só mais tarde fuidescobrir que era Deus. Eu ouvia algo me dizendo que “estava na hora" etinha um sentimento muito forte como se eu realmente estivesse “perdendoalgo”, não sei explicar muito bem. Era como se lembrar de que tem algopara fazer, mas não se lembrar exatamente do quê. Algo estava realmenteme incomodando, mas não de uma forma ruim, porém insistente. Chegueiinclusive a ouvir este “Está na hora” de uma maneira muito clara. Paramuitos, ouvir vozes é loucura, mas pra mim foi o começo de uma novahistória. 36
  • 37. Apesar de não crer em Deus na época, tinha um lado místico quesimpatizava com algumas ideologias, apesar de não acreditar e nem praticarnada. Esse “Algo” começou a ficar cada dia mais forte, então eu achei quesó poderia ser algo espiritual, um convite, alguma coisa assim. Resolviconferir se era mesmo algo espiritual. Não fiz nenhuma oração ou algo dogênero, apenas soltei ao vento algo parecido com isso: “Não sei o que estáacontecendo, mas se for um convite espiritual, então pare, e eu ireiresponder esse convite.”. Deu certo. Comecei a não mais ser “incomodado” e tinha umapromessa a cumprir, procurar algum plano espiritual. Não sabia o quefazer, por mais que fosse adepto de diversas filosofias sem acreditarverdadeiramente em nenhuma; então resolvi ir numa igreja cristã, pelomenos era o que mais fazia sentido. Ao chegar à igreja, não pretendia fazer orações e muito menosprestar atenção; estava indo apenas pra me livrar disso, porém, foi incrívelo derramar do amor de Deus sobre a minha vida. Naquele dia que aindaestá na memória, recebi o amor de Deus de uma maneira muito forte eincondicional. Resolvi que iria novamente caminhar com Deus, pois ele meamava independente de qualquer coisa. A principio, arrumei encrenca com meu namorado, morávamosjuntos há alguns anos na época e partilhávamos de uma boa relação combase em amor e fidelidade. Ele acabou indo visitar a igreja, rendeu-se aCristo e começamos uma caminhada com Deus; fazíamos algumas coisasjuntos, como, por exemplo, orar, ler a Bíblia, assistir aos cultos, participarde eventos na igreja e etc. Estava bem comigo, estava bem com Deus, estava bem com o meuparceiro, não queria abrir mão disso, não queria nenhum tipo desofrimento, não queria abrir mão de nada, simplesmente estava bem econfortável assim. Então Deus foi restaurando várias coisas na minha vidae deixando a sexualidade guardada. Não me sentia incomodado com minhasexualidade como anteriormente, visto que sabia do amor incondicional deDeus por mim. Um dia tive a seguinte visão: “Havia um ninho com vários ratos eum pássaro no meio deles, mas o pássaro parecia um rato, agia e viviacomo um rato, e Deus me dizia que eu era um pássaro que aprendeu a ser 37
  • 38. rato, mas que Ele tinha asas para que eu pudesse voar, Ele queria meensinar a ser um pássaro.” Logo associei a ilustração com minha sexualidade, apesar de sermuito cético em relação a uma mudança, afinal de contas já tinha tentadode tudo, com todas minhas forças e nada tinha dado certo. Acabei deixandoessa ideia sobre mudança de lado e segui em frente. Conforme ia me aproximando de Deus fui conhecendo mais sobreEle, experimentando mais do Seu Amor. Estava cada vez mais apaixonadopor Deus e queria responder a esse amor com uma vida santa, não só emquestão sexual, eu queria realmente uma vida em santidade. Optei maisuma vez em dizer não para a homossexualidade e, com muito sofrimento edor, acabei me separando. Apesar de ter tido algumas idas e voltas, fui mefirmando e sustentando a minha posição. Retomei estudos, o domínio de vontades, fui buscar ajuda eparticipar de atividades relacionadas com o tema. Caí novamente emdepressão e mais uma vez o pensamento de suicídio estava em minhamente. Diante do fracasso, vi que estava muito infeliz e sabia que isso nãoera o que Deus queria pra mim, ou, se era, pelo menos não deveria serdaquela maneira. Nesse meio tempo fui aconselhado a me afastar de todos os meusamigos gays, uma pena porque acabei perdendo contato de verdade comalgumas pessoas. O que eu tinha esquecido é que não tinha outros amigos,senão aqueles. Por causa disso fiquei muito carente, o que se tornou umaótima válvula para sexo sem compromisso. Costumo dizer que tive uma boa vida e não tive problemas comhomossexualidade, os problemas vieram depois, quando optei por dizernão. Fui a uma igreja inclusiva em SP na companhia de um rapaz queconheci na igreja que frequentava e fiquei seriamente confuso no dia; nãofazia sentido. Era outra realidade que pra mim parecia boa. Resolvi aderi,então, à teologia inclusiva (mais uma vez), mesmo sem mudar de igreja, jáque não tinha problemas onde congregava. Resolvi estudar um pouco melhor a teologia inclusiva, afinal, não ésimplesmente porque igrejas ou pessoas dizem que algo é verdadeiro que 38
  • 39. devemos aceitar como tal. Não gosto de ser manipulado, prefiro pensar pormim, prefiro ter as minhas próprias conclusões. Mais uma vez encontrei uma manipulação de informações para usopróprio, o que me fez voltar mais uma vez para o mesmo lugar: anecessidade de mudança. Tentei uma troca com Deus, por mais que nãoconsiderasse isso uma barganha. Eu deixaria o pecado em troca de umamudança de vida, coisa que não aconteceu, pois eu larguei o pecado, masnão obtive uma mudança. Estava frustrado, decepcionado com Deus,parecia que o Deus Fiel tinha quebrado a sua aliança comigo, fiz a minhaparte, estava dizendo não para a homossexualidade com todas as minhasforças, mas não via mudanças. Pensei mais uma vez em largar tudo isso, largar minha vida comDeus, afinal era muito “bem resolvido” antes de toda essa loucura econfusão, mas dessa vez era diferente. Eu tinha experimentado do SeuAmor, sabia que Ele me amava e o quanto isso era bom, não conseguiamais ignorar tão grande Amor. Não queria abandonar Deus. Eu O amava,mas mesmo assim como não via "esperança” para mim. Grande dilema! Resolvi então não me preocupar mais com mudança. O Amor deDeus me completava de verdade, ainda que fosse ficar só pelo resto davida. Tudo bem, não me importava mais a mudança, mas viver com Ele.Essa realidade mudou meu foco e me deu uma nova motivação e uma novaatitude, já não me preocupava mais com o meu futuro; estava bem em umpresente com Deus. Acabei desistindo de buscar mudanças e optei pelo celibato, nesseperíodo aprendi boas virtudes em ser solteiro. Fui fazendo novas amizadese aprendendo novas formas de estar de bem comigo mesmo. O que euesperava de mim? Morrer velho e solteiro com desejos homossexuaiscontrolados e muito feliz. Mas muita coisa começou a mudar, Deus foi tratando de diversasáreas na minha vida. Foi trabalhando meu relacionamento com Ele, comfamília e amigos, comigo mesmo, estar em paz comigo e com minhaautoimagem, entre diversas outras coisas. Houve um tempo que na área sexual era apenas Eu e Deus no Divã, egaranto que aprendi muito com isso. 39
  • 40. Depois de um tempo, sem uma explicação que eu possa dar,começou a despertar em mim um interesse físico por mulheres, coisa quenão tinha e nem imaginava ter. Comecei a perceber algumas diferenças namaneira de me relacionar e viver. Ao mesmo tempo, fui resolvendo meusproblemas com pornografia, apesar da vontade na época, já não via mais anecessidade de praticar, e aos poucos foi passando o vício e a vontade. Como estava resolvendo meu lado afetivo e físico por mulheres,comecei a achar que o celibato já não era mais a única opção pra mim.Apesar de ter resolvido o problemas com quedas, ainda não estava muitoseguro e preferi não me envolver, não era justo machucar alguém. Não meachava pronto e não me sentia capaz de satisfazer uma companheira. Fui trabalhando os buracos na minha masculinidade e aos poucosvendo grandes mudanças. Para fechar a história, hoje (final de 2010) estoume preparando para o casamento com uma garota que amo muito e mecompleta. Não quero com esse relato passar a impressão que restauração sexualé algo lindo, fácil e maravilhoso, mas sim que é algo possível e acessível.Não quero com esse relato incentivar pessoas a tal prática e nem manipularideias; que cada um resolva a sua situação sexual com Deus, o Criador dasexualidade. Muitos criticam meu futuro, como se fosse incerto e costumo dizerque quem tem medo do futuro, não está bem resolvido no presente e nãoaprendeu com os erros do passado. Não me preocupo com a incerteza dofuturo, sei que nada me separa do Seu Amor. Cada pessoa tem sua história, tem sua vida, essa é um pedaço daminha e, até aqui, valeu muito a pena dizer sim para o chamado de Deus. closetfull@hotmail.com 40
  • 41. Anderson Era uma vez um casal que planejou ter uma criança, e esse seria oprimeiro sobrinho, o primeiro neto, o primeiro orgulho da família, masacontecimentos mudariam a rota dessa história. Seria esse o começo deuma história de ficção, mas disso só tem o “era uma vez”. Nasci nessa família com grande ligação religiosa, fui criado para terfé, para considerar a Deus e ao próximo, porém até certo ponto sozinho, jáque era filho único. Convivi bastante com adultos, meu pai trabalhavamuito e minha mãe me levava para todos os lugares, mas lembro que umfato em si mudou drasticamente a maneira que eu encararia a vida. Aos 4para 5 anos de idade mais ou menos, fui convidado por um familiar, nãomuito mais velho que eu, para uma “brincadeira” num lugar, só soube doque se tratava quando cheguei a esse lugar. Fui violado digamos assim, semrequintes de violência, aquela “brincadeira” pareceu ser algo interessantede se acontecer, era algo novo. Ele me pediu segredo sobre o assunto, massem ameaças. Aquela “brincadeira” se repetiu inúmeras vezes, até queoutras crianças também eram iniciadas naquilo ali. Depois daquele dia,nunca mais vi os meninos da mesma forma, chegando até mesmo emalguns momentos rejeitar ter nascido homem, pois se eu fosse menina,poderia ter aquele sentimento naturalmente. Parece definitivo falar que umacriança de 5 anos pensasse dessa forma, mas era o que eu tenho memóriaplena de como era o meu pensamento naquela época. Um dia, minha mãe e tia, me chamaram para conversar, pois haviaum surto de crianças abusadas naquela época, e temerosas, resolveram mealertar para que não deixasse que alguém fizesse algo que era feio,descabido e fora de propósito. Enquanto falavam, vi que a tal “brincadeira”era algo errado, e me calei, não disse nada a ambas sobre o fato de já estarpassando por aquela situação, afinal era errado e também o meu segredoparticular. 41
  • 42. Os anos foram passando, e essas experiências sexuais duraram até os10 para 11 anos quando as mudanças do meu corpo aconteceram, e osentimento de que aquilo deveria parar aumentando e que Deus poderia mecastigar por aquilo tudo como havia aprendido. Porém, as fantasias comoutros garotos e romantizações sempre permaneciam. Apaixonei-me poruma menina na escola que estudava, era um namorico de adolescentes, quenão deu muito certo. Logo me vi apaixonado por um garoto da minha sala,foi um martírio, dias de choro, de sofrimento, isso durou mais de dois anos.Depois houve outro garoto e mais outro. Nesse pano de fundo, meus pais falavam em divórcio, tudo aquiloera aterrorizador para mim, então com a fé que tinha aprendido e atéensinava outras crianças num curso daquela linha de fé, fazia orações paraque eles não se divorciassem, pois eu seria a única criança sem os paisjuntos já que todo mundo tinha os tinham do meu círculo de amizades. Nãoadiantou nada, eles se divorciaram e nossas dificuldades financeirascomeçaram, pois meu pai tinha outra família. Eu, minha mãe e meu irmãomais novo agora estávamos sós. Uma tristeza imensa tomou conta de mime desejava morrer todos os dias. Todo dia acordar era um sofrimentoanunciado, me xingava em frente ao espelho, odiava tudo em mim, a morterealmente seria a solução para as minhas angústias. Até que conhecirealmente aquele que eu tinha ouvido falar, mas era uma figura tão apagadapra mim, Jesus. Ganhei uma nova vida, a vontade de morrer desapareceu, aatração pelo mesmo sexo ficou ali soterrada, nem lembrava que existia isso.Tinha agora uma turma na igreja, mais ou menos a minha idade, agora simtinha chegado ao meu lugar, em contato direto com o Criador do Universo.As guerras interiores, as angústias, estavam enfim sendo submetidas aoespelho de Deus, me enxerguei realmente na imagem que ele me mostrou. Mas, tudo que não é encarado, não desaparece, uma hora vem á tonae com mais intensidade ainda. Comecei a ser rondado e sondado pelaserpente igual à Eva, tinha certezas como ela, mas a proposta da serpentepareceu bem interessante, e as certezas de Deus em mim, não eram tãocertas assim. Reencontrei uma pessoa que fez parte da minha infância naigreja, fiquei sabendo de coisas que pareciam surreais. Lugares,relacionamento entre pessoas do mesmo sexo que eram totalmente fora dasminhas até então fantasias, fora de tudo que eu conhecia. Um mundorealmente novo, o mundo GLS. Não demorou muito para que eu fizesse uma escolha, me dar umachance para um relacionamento com outro homem. Já que tinha orado,jejuado, feito campanhas e eu achava que tudo aquilo já tinha finalizado, vique realmente era algo que poderia viver, não tinha escolhido aquele 42
  • 43. sentimento, mas o que eu queria naquele momento era colocá-lo para fora.Começou a peregrinação das buscas de um relacionamento estável,tranqüilo e fiel. Afinal eu tinha preceitos cristãos e não queria sexo porsexo, apesar de poucas vezes ter me submetido a isso. Eu queria algo mais,e por que não? A balada não era o ponto principal, era só um lugar para ver pessoasque de semelhantes só o mesmo sentimento, fora isso via uma euforia no artravestida de alegria. Alegria mesmo era ali com Deus, na igreja, que vinhado interior, aquilo tudo ali era euforia, mas estar ali era até interessante. Omundo virtual era um lugar até certo ponto seguro para conhecer pessoas,mais do que em baladas. Horas e horas de buscas, de conversas, deseleções, de namoros virtuais, de encontros reais. Algumas surpresas,outras decepções. O namoro não passava de tentativas, logo as reaisintenções das pessoas apareciam. Passado um tempo, em meio a essa busca do príncipe encantado,recebi uma boa proposta de emprego, pois Deus permanecia o mesmoapesar de eu não. Então parei com toda aquela prática, para digamos honraro que Deus estava me dando. Fiquei dois anos sem ir às baladas, sem meenvolver com alguém, mas tudo de novo somente soterrado, nada encarado.Minha vida espiritual parecia ir muito bem, sempre gostei de ler a palavrade Deus (Bíblia), passar horas lendo e meditando. Ia aos cultos, pareciatudo muito bem mesmo. Até que um dia, me senti carente, e voltei a entrarnos chats com a desculpa, que já tinha passado tanto tempo, e o ciclo depessoas passaram por ali, será que não tem alguém de verdade para mim? A resposta não demorou muito. Conheci um rapaz que era de outroestado então seria inviável algum relacionamento, apesar de acreditar queexistia algum tipo de namoro virtual (aliás, acreditei várias vezes nisso).Mas um dia, chegou um rapaz. Eu não estava tão disposto assim, já que jávinha machucado demais para tentar. Não acreditava mais no que diziam, etinha levantado barricadas para me proteger de um novo relacionamento.Mas ele disse a coisa certa na hora certa. Encontramo-nos, parecia tudoperfeito, até a página dois. Uma traição atingiu ali e tudo que era umacerteza naquele relacionamento caiu. Naufragou mais uma vez o pseudoenvolvimento que tinha. Sentei com o Senhor e perguntei o que estavaerrado. Não sabia gostar diferente, sentir diferente, mas e o que eu sabiasobre a palavra de Deus no quesito homossexualidade era bem claro. Deusme mostrou por que aqueles relacionamentos não davam certo, era que olugar que eu queria colocar alguém, já tinha alguém ali há alguns anos. Erao lugar de Jesus Cristo. 43
  • 44. Eu tinha muitas saudades da presença de Deus, não conseguia orarestando naquela situação, naquela prática. Já tinha ouvido tantas coisassobre homossexualidade, acreditado em tantas coisas, no abracadabraevangélico. Eu queria minha alegria intensa de volta. Queria meurelacionamento íntimo com Jesus de volta. Mas como fazer diferente?Como sentir diferente? Contar á alguém não era uma opção, já tinha vistodesastres acontecerem dentro e fora da igreja por alguém mencionar aatração pelo mesmo sexo. Parei e conversei com Deus sobre tudo, foi a primeira vez que aoinvés de pedir para tirar um sentimento, falei com ele sobre tudo aquilo alide uma forma nova, sem aquele palavrório que eu sempre usava e achavaque estava tendo uma comunicação com Deus. “Eu não sei sentir de outraforma Jesus, eu não sei enxergar de outra forma, tu sabes mais do quequalquer um, mas me ensina como eu posso sair disso, como enxergar doseu jeito, pois do meu jeito não dá mais”. Pensei e senti que agora eu tinha que cortar o que alimenta oufavorece essa situação. Limpei minha conta de MSN, outra numa redesocial para que eu começasse agora do jeito de Deus. Livrar-se damasturbação e pornografia foi um desafio. Não era viciado, mas era algorecorrente, um tema estava ligado á outro. Até que comecei a trabalhar emDeus qual era a raiz da situação que levava á masturbação. Comecei aenxergar como ridículo ter que olhar um cara na tela do computador ou napágina da revista que não estava nem ai para mim e eu o desejando muito eele não sabia da minha existência. Fora que sabia como eram feitos algunsdaqueles vídeos, as montagens e mentiras por detrás de tudo. Ali não estavaexpressa a verdadeira relação entre duas pessoas e sim a expressão doinstinto apenas. Relação sexual não era aquilo ali. Destruí o que eu conhecia de Deus para reconstruir de um jeito novo,diferente. Não foi uma situação fácil, confortável, mas de imenso prazer.Muitas vezes eu tive que me contrariar, para fazer do jeito de Deus, que é omelhor. O marco da minha jornada de transformação (prefiro usar esse termoque cura, pois não é uma doença) foi que Deus me mostrou um texto queeu já tinha lido, mas não tinha percebido o teor dele, que fez tantosignificado para mim. “nem tampouco diga o eunuco: Eis que sou uma árvore seca. Porque assim diz o SENHOR a respeito dos eunucos, que 44
  • 45. guardam os meus sábados, e escolhem aquilo em que eu me agrado, e abraçam a minha aliança: Também lhes darei na minha casa e dentro dos meus muros um lugar e um nome, melhor do que o de filhos e filhas; um nome eterno darei a cada um deles, que nunca se apagará.” Isaías 56:3 a 5 Sei que eunuco não é sinônimo de homossexual, mas ele tambémalgumas vezes não tinha escolha, outros escolheram para ele o que passariaa viver dali pra frente. Mas esse texto foi um bálsamo no meu interior quemarcou o começo da minha jornada de transformação. Aprendi que era um caminho, uma jornada a ser seguida e não umpasse de mágicas. Não me preocupando com o tamanho do caminho, nemcom o tempo, mas me preocupando sim que jamais falte a ligação que eureconstrui com Jesus Cristo. Agora as rédeas voltaram para minhas mãos, e comecei a ter o queDeus idealizou ali na criação e planejou para o ser humano, a dominaçãosobre as coisas. Não era mais dominado por um sentimento, mas agorapoderia fazer escolhas conscientes, sabendo de todas as implicações, e amelhor escolha tem sido andar como Jesus tem me direcionado. Todo dia é um novo dia, todo dia é dia de escolhas, todo dia é dia deenxergar diferente. De ser transformado como filho, como amigo, comoservo de Deus, como profissional. Transformação tem impacto brutal nascaracterísticas básicas do ser humano. Agora sim, tenho uma sexualidadesadia e sem culpa pela ótica de Jesus.deduda00@hotmail.com 45
  • 46. Leonardo "O relato a seguir não expressa nenhum tipo de preconceito oudiscriminação. Respeito a opinião e as escolhas de cada ser humano e o queestarei narrando, transmite aquilo que eu sentia, o que eu vivia e a situaçãoem que me encontrava." O passado deixou em meu ser profundas marcas e tristes lembranças.Um passado que quando lembro me faz sentir nojo, mal estar e confessoque chego a ficar decepcionado comigo mesmo. Fui aprisionado no horrível mundo da homossexualidade e possodizer que para mim essa prática foi uma horrível escravidão que meentristeceu, machucou, humilhou e atormentou. Afinal, acho que todos osindivíduos envolvidos com a homossexualidade ficam sem a certeza denada, num estado de medo e solidão. O homossexual é discriminado e rejeitado tanto pela sociedade comopelos familiares. Ele é desrespeitado, sofre violência e sempre é vitima dopreconceito. Meu tormento começou após ter sofrido um abuso sexual pelo meupróprio primo quando eu tinha apenas 10 anos e ele, bem mais velho doque eu, com seus 18 anos. Ele que era um verme, um monstro que,enquanto meus pais trabalhavam, ficava dentro de minha casa destruindominha vida e roubando meus sonhos e identidade. Passei três anos sendo abusado por esse monstro e minhas noiteseram de tormento, de humilhações, noites de trevas sem fim. Eu era aindapequeno, minha cabeça ficava confusa, revoltado, com dor e nojo. Aquelasituação foi aos poucos me destruindo e roubando minha identidade;quando dei por conta, já estava tento desejos alucinados por sexo comprostitutas, homossexuais, homens etc. Era algo horrível! Minha identidade e sonhos haviam sido roubados e logo com 16 anosjá me considerava homossexual, freqüentava boates, baladas e motéis.Acorrentado e algemado pela lascívia, pelas orgias, pelo sexo compulsivo,pela homossexualidade, pela prostituição. Minha vida era vivida na 46
  • 47. autodestruição, minha vida era regada de muito sexo... sexo... sexo...bebidae música. Vivia uma vida de engano, sempre no meio de centenas de pessoas etrazendo dentro de mim um enorme vazio, uma imensa solidão. Comeceicasos sérios com até três pessoas de uma vez e dizia estar namorando sério,mas no fundo eu sentia que tinha algo de errado comigo. Eu não eraverdadeiramente feliz. O absurdo era tanto que por diversas noites transava,com meus próprios primos até menores do que eu. Quando a noite passavae chegava o amanhecer, vinha a tristeza em meu coração e uma acusaçãogigante tomava minha mente. Certo dia, com uma tremenda ilusão em minha mente, conheci umrapaz que me convenceu a usar drogas. Perdendo totalmente a cabeça, euresolvi sair de casa e morar com ele. Fiquei totalmente perdido e não sabiao que estava fazendo, mas para mim tudo era normal. Eu via minha famíliasofrendo com tudo isso e minha mãe, evangélica, não deixou de orar pormim. Ela me aconselhava, mas eu estava cego, acreditando que era amor eachando que estava me divertindo; passava por cima de tudo e de todospara estar envolvido nesse mundo, até que cheguei aos 18 anos e foiquando numa noite me bateu uma vontade diferente. Quando já não mais tinha esperança, envergonhado e cansado deesconder da minha família aquela situação, tentei suicídio, mas algo foimais forte. Tinha uma vida financeira razoável, mas tinha uma vidasentimental e amorosa destruída. Até que um dia resolvi mudar, dar umbasta naquela situação; já cansado de enganar a mim mesmo e aos meusamigos e familiares, tomei uma atitude.Tentei diversos tipos de ajuda, psicólogos, terapias individual e em grupos.Comecei a buscar ajuda em Deus e a visitar uma igreja que ficava próximaa casa em que eu morava com uma pessoa que supostamente eu amava.Visitava a igreja e todos, mesmo sabendo de que mundo eu era, mereceberam com muito carinho. Isto foi muito importante para mim porqueeu pensava que ninguém se importava comigo. Comecei a me interessar por um grupo de oração em que todospregavam muito sobre libertação e eu ainda ímpio, duvidava de tudo queera falado, mas algo no fundo me fazia frequentar todos os dias de culto,mesmo não acreditando que algo em mim iria mudar. 47
  • 48. Com o passar do tempo as coisas foram piorando cada vez mais ecomecei a clamar por socorro e misericórdia. Depois comecei a acreditarnas promessas de Deus que eram ditas na igreja e então foi que surgiu umaluz no fundo do túnel. Descobri algo que estava dentro de mim, que era umelemento de grande poder, que mudaria minha vida e todo meu ser: a fé. Através da fé alcancei a cura, a libertação e a transformação. Mudeide volta para a casa de minha família, terminei o que eu chamava derelacionamento e comecei a reconstruir minha vida e saí de lá do fundo dopoço onde não tinha nada e não era ninguém. Apenas minha família, quenunca me abandonou, acreditava em mim e o que me importava era aatenção daqueles a quem magoei tanto. Houve muito sofrimento e perseguição porque muitos não aceitavamminha decisão de mudar e me humilhavam. Mas hoje estou casado comuma serva de Deus que amo muito, que me deu muito apoio e muita ajuda.Uma pessoa que Deus colocou em meu caminho, uma mulher a quemposso dizer, com todas as letras, que amo de verdade. Tenho um filho que é a razão de meu viver, tenho minha profissão,casa, carro etc. Muitos sonhos que eu vi perdidos foram resgatados econcretizados. Hoje tenho minha verdadeira identidade, um homemverdadeiro. Feliz. Agradeço muito a Deus e agradeço muito àqueles que entenderamminha situação e acreditaram na minha a mudança. Jesus cristo mudou meu viver e continua mudando o viver de pessoasque, assim como eu, dão crédito à palavra dEle.papai_leo@hotmail.com 48
  • 49. Saulo (Hebreus 4:12,13) "Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais penetrante do que uma espada de dois gumes, e penetra até à divisão da alma, e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração. E não há criatura alguma encoberta diante dEle; antes, todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele com quem temos de tratar." Todo ser humano precisa de Deus, até mesmo aquele que se diz ateu,que muitas vezes tenta provar através da ciência como o homem surgiu,proclamando para o mundo que Deus não tem nada a ver com isto. Emcerto momento da vida, estes que se dizem incrédulos olham para o céu eprocuram por Ele. Como é maravilhoso e agradável saber que existe umDeus que fez todas as coisas, que deixou a sua Palavra para podermos hojeviver pela fé. Jesus bateu à minha porta através da Palavra de Deus, fez-me umconvite para recebê-lo como único Senhor e Salvador, o caminho certo queleva a Deus, e, através do livre arbítrio, pude escolher entre continuar noengano em que vivia ou acertar minha vida através das verdades que seencontram na sua Palavra que está na Bíblia, que liberta, que modela nossocaráter e nos coloca em um caminho reto. "E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.” (João 8:32 ) Claro que aceitei Jesus em minha vida e passei a ter todas aspromessas que Ele tem para mim. Esse ato de aceitar Jesus como únicocaminho que leva a Deus, como meu Senhor e Salvador, não tirou de minhavida as dificuldades. Através da sua Palavra e do Espírito Santo, tenhoarmas para lutar contra os problemas e aflições que surgem pela frente. Ireicompartilhar com você como eu vivia, mas também irei compartilhar domais importante, da vitória que tenho alcançado a cada dia, do homem queverdadeiramente sou, da certeza de onde vim e para onde irei. 49
  • 50. Nasci em Contagem, no Estado de Minas Gerais. Minha infância foitímida, introvertida e insegura. Imagine o que as situações da vida podemfazer em uma criança com essas características. Procure visualizar como oinimigo pode agir nessa criança tão vulnerável às mentiras do mundo.Lembrando que “o ladrão não vem senão a roubar, a matar e a destruir”.Pais, esse ladrão está matando, roubando e destruindo, por causa da nossafalta de conhecimento da Palavra de Deus. É de grande importâncialembrar que Deus nos promete vida abundante através de Jesus. Durante minha infância sentia falta do meu pai. Não que ele estivesselonge ou morto, ele estava vivo e perto. Tento lembrar-me de um abraço,de um beijo, de ter sido carregado no colo por ele, de sentir sua presençapaterna, em que pudesse ter um referencial de comportamento masculinopara me espelhar, e não lembro. Lembro-me de uma novela que tinha umamúsica tema chamada "Pai", e na abertura diária desta novela aparecia umquebra-cabeça sendo montado e no final da montagem surgia a figura deum menino caminhando em um parque de mãos dadas com seu pai. Detalheimportante: a figura do pai não foi preenchida, estava em branco, era assimque eu me sentia. Por ser tímido e introvertido, não conseguindo me comunicar com asoutras crianças, escutei muitas palavras de maldição. Quantas palavras queentristeceram meu coração, quantas atitudes erradas para comigo. Por nãogostar de jogar bola, corrida de Fórmula 1, escutei muitos comentáriosmaldosos, que por mais que ignorasse, ficaram guardados comigo. Muitasvezes, ao fazer algo errado, ou ter um comportamento tímido, fui chamadode "chorão, débil mental, veado, bicha, mulherzinha". Fui até mesmovestido de menina, por uma pessoa próxima da minha família. Não entendoo porquê deste ato, mas lembro-me exatamente da situação em que ela mefez passar, e as pessoas que viram esta cena riam e faziam seuscomentários. Quando descobri do que realmente estavam comentando ameu respeito, algo se quebrou dentro de mim. Há poder em nossaspalavras; se não sair benção de sua boca, cale-se, porque uma palavramaldita pode mudar o rumo de uma vida. Morei em Belo Horizonte até os 14 anos de idade. Devido aodesemprego de meu pai, viemos para Curitiba. Aqui voltei à rotina deestudos e a refazer o círculo de colegas, o que para um tímido é muitodifícil. Tive minha primeira namorada, e com este namoro surgiramquestionamentos. Como não tive um pai próximo para me espelhar em seucomportamento masculino, por falta de informação sexual, por falta deestrutura na comunicação familiar, eu não levava esses relacionamentosamorosos adiante. A base do mundo é a família, fundamentada na palavra 50
  • 51. de Deus. A distância que o homem vem tendo de Deus está abrindo brechaspara o desequilíbrio da família, trazendo dificuldades nos relacionamentos,separação e falta de comunicação entre pais e filhos, levando a um desviode comportamento. Eu não sabia lidar com as intimidades que surgiam no namoro, e umanamorada vendo que eu não queria acariciá-la de modo mais íntimo disseao meu ouvido: "às vezes acho que você não é homem". O que já haviasido quebrado na infância veio a se quebrar ainda mais. Decidi ficarsozinho e enfrentar a vergonha de não saber namorar e me expressar. Emcasa não havia diálogo. Aos 20 anos de idade, conheci um amigo que maistarde se declarou homossexual e, devido ao seu comportamento de risco,era portador do vírus HIV. Conheci então, através de seus convites, aspráticas homossexuais. Aquelas palavras de maldição que escutei nainfância e na adolescência causaram um efeito neste momento da minhavida, em que meus caminhos ficaram tortos através de minhas atitudes.Escolhi uma estrada que parecia fácil, que mais tarde quase me levou àmorte espiritual, sendo que para a física faltava pouco também. Passei 12 anos na prática da homossexualidade, sem contar os anosdecorridos da infância até a adolescência, em que pensava que eradiferente, que algo estava errado comigo. Pensei que havia descoberto averdade, e que tudo que havia escutado de maldição se resolvia naquelemundo que descobri. Conheci pessoas de bom coração, mas para Deus nãobasta ser bom. Passei a ter amigos e amigas homossexuais, conviver comefeminados, travestis, Drag Queen´s, muita festa, muita risada, muitamaquiagem. Quando a cortina se fechava, o vazio e a insatisfação daquelavida, por mais agitada que fosse, aparecia por trás dos bastidores. A palavrafamília se resumiu em duas pessoas apenas: "eu e ele", "ele e eu", bemlonge do que podemos chamar de família. Comecei a frequentar bares,boates e ter relacionamentos homossexuais; demonstrava para as pessoasque era um comportamento normal e aceitável, pois assim eu viveriamelhor, que era a resposta para tudo que sentia até então. Passei a atenderas minhas necessidades físicas e emocionais desta forma, mesmo assim,essa descoberta não supriu as necessidades do meu coração, da minha alma. Saí da casa de meus pais para viver com um rapaz, um "amigo". Alifiquei por quase cinco anos. A Palavra de Deus nos diz em Gênesis 2:24:"Portanto deixará o homem a seu pai e sua mãe, e apegar-se-á à sua mulhere ambos serão uma só carne." Mas não foi o que fiz. Deixei meus pais paraviver com outro homem como se fosse com mulher. Simplesmente ignoreimais uma promessa de Deus para minha vida, porque dei crédito a umamentira, achando que havia nascido assim, que não tinha culpa, que 51
  • 52. morreria assim. Este era mais um dos infinitos relacionamentoshomossexuais que viria a ter. Mas pela misericórdia de Deus para comigo,conheci sua verdade e fui colocado sobre uma Rocha firme e segura. Jesusé fiel! "Tirou-me de um lago horrível de um charco de lodo, pôs os meuspés sobre uma rocha e firmou os meus passos." ( Salmo 40:2 ) Quantas vezes! Quantas vezes fechei as portas para Jesus. Eu sabiaque minha vida homossexual não era aceitável diante de Deus, tanto quenão lia os textos bíblicos que falavam do pecado em que vivia e raramentequando os lia, era somente para criticá-los, dizendo que a Bíblia precisavade uma revisão, mas eu não, que foi escrita por homens. Desta formatentava justificar minha prática homossexual com as necessidades e desejosque sentia. Agindo assim eu na verdade estava dizendo para Deus que eudirigia minha vida. Mas Jesus insistiu educadamente, continuou batendo; eu estavaperdido, cego, andando por meus próprios caminhos e decisões, dono daminha vida. Tinha dentro da minha carteira um documento chamadoidentidade, mas no coração não havia identidade nenhuma. Lá no fundo daminha alma, escondido de todos, eu pensava: “ah! Se eu pudesse deixaresta prática que limita minha vida”. Nesses 12 anos que passei na homossexualidade, foram poucos osmomentos em que me senti seguro. Pelo contrário, vivia na insegurança ena busca de amor, que jamais encontraria nos rapazes com quem estive;eles não poderiam preencher o vazio do meu coração, homem nenhumpoderia. Saiba que alguém que está na prática da homossexualidade terá ummomento na sua vida em que questionará se o que vive está correto, teráum momento de insatisfação e neste momento aquela palavra evangelísticaque você lançou surtirá efeito e esta pessoa se lembrará que existe umcaminho verdadeiro, se lembrará de Jesus. Falo isto porque todos os rapazes com quem estive alimentam no seuíntimo, bem lá no "esconderijo" do coração, o desejo de um dia terem umavida diferente, fora das práticas homossexuais. Eles podem dizer que sãofelizes, mas desejam secretamente ter uma oportunidade para mudar.Podem bater o pé e negar com suas atitudes e palavras, mas no coraçãodesejam mudança. A pessoa que está na prática da homossexualidade (seja 52
  • 53. efeminado, travesti, Drag Queen, transformista, michê) pode alterar estecaminho amando Jesus e tomando uma posição definida do tipo: "Nãoquero viver praticando a homossexualidade, então não quero mais".Quando tomei essa decisão, depois de um tempo, percebi que eu nãocontinuei homossexual. Sabe por quê? Porque a minha essência sempre foiheterossexual, e esta essência surgiu naturalmente. Saí da casa daquele rapaz, com quem vivi por quase cinco anos, nãosuportei tanta incerteza, tanta mentira e infidelidade. Nesta casa em quemorava com ele, sempre havia mudança, ora havia uma parede, ora haviauma janela nesta parede, uma porta, derrubava-se outra parede. Volta emeia a casa recebia uma mudança em pouco espaço de tempo; possocompreender hoje que estas mudanças refletiam a insatisfação não com acasa em que vivíamos, mas uma insatisfação interior de nós mesmos. Haviauma necessidade de "trocar" objetos, móveis, e também pessoas. Ouaceitava viver com ele e a sujeira que estava entrando mais uma vez norelacionamento ou saía. Mas, como sair se estava preso àquela vida? Enfimforam 12 anos na prática da homossexualidade. Sabia que precisava mudar,mas não sabia como. Pude então perceber que realmente havia umainversão na minha forma de amar. Eu precisava não só mudar radicalmente,mas manter-me nesta mudança, e isto encontrei nas verdades que estão naBíblia com a ajuda do Espírito Santo de Deus e da comunhão com meusirmãos em Cristo. Mudança radical. Voltei para casa de minha mãe, meu pai já havia morrido. Entrei emdepressão, passei um ano em depressão, emagreci muito, lutando contrasolidão e angústia. Neste momento Deus moveu pessoas para serem usadasem minha restauração de vida. Encontrei o verdadeiro amor, e o nome deleé Jesus. Recebi um convite de um colega de trabalho, que via o meudesespero, para ir até sua casa participar de uma reunião e nem pergunteido que se tratava, se era disso ou daquilo, simplesmente precisava de ajuda. Busquei no início livrar-me da depressão e angústia, mas Deus jáestava movendo tudo para me receber e restaurar todas as áreas da minhavida. Lá, conheci pessoas de uma igreja evangélica, que me receberam commuito amor, um amor sem preconceitos e isto eu preciso dizer com todas asletras: não enfrentei nenhum tipo de preconceito da parte deles. Eu sim, fuicheio de barreiras, armado, e com preconceito. Passei a ter amigos cristãose reconheci que precisava de amizades sadias. Nessa igreja tive apoio de todos. O Pastor me recebeu com amor ecarinho, vale também falar aqui da importância que o grupo de jovens teveneste momento. Foi necessário criar uma nova rotina e compromissos para 53
  • 54. minha vida mais importantes do que os compromissos anteriores. Notei quea pessoa que mais teria que lutar pela minha mudança de comportamentoseria eu mesmo. Procurei manter-me sempre próximo dos amigos que aliarranjei e esforcei-me ao máximo para ignorar as propostas que meusantigos amigos faziam. Precisava entender tudo que tinha vivido até então,o que me levou a praticar a homossexualidade e através do Evangelho deCristo acertar meus caminhos, pois ele endireita os caminhos tortos. Euainda questionava Deus. "Deus, se eu deixar a homossexualidade, vousofrer muito. Como lidar com meus sentimentos e emoções, meus desejos evontades?". E na sua Palavra encontrava as respostas para tudo. "Não temas pois sou contigo, não te assombres porque sou o teuDeus, eu te esforço, eu te ajudo e te sustento com a destra da minhajustiça." ( Isaías 41:10 ) Uma vez aceitei um convite de um antigo amigo; o risco de regredirfoi altíssimo. Fui a um lugar que já havia frequentado e, pela primeira vez,pude perceber como eu havia vivido. Aquele bar parecia um açougue, ondebastava olhar para o lado e tinha um pedaço de carne para se relacionarcomigo. Pude perceber como aquelas pessoas buscavam se identificar comalguém, como procuravam no outro o que faltou receber do seu pai e da suamãe. Aqui eu poderia ter conhecido mais um amor, e ter voltado a praticara homossexualidade, mas estaria deixando para trás todas as promessas queJesus tem para mim. Estaria deixando para trás os rios de águas cristalinasque experimentei na presença de Jesus. Durante muito tempo continuei recebendo ligações maldosas, reluteipara não aceitar os convites para ir a bares e boates para homossexuais.Mas neste momento Deus providenciou uma mudança em meu viver. Eleolhou para mim, não gostou do que viu, e começou a trabalhar na minhavolta. Da depressão, que já durava um ano, Deus me libertou. Estava emuma rodovia –BR 116 – comprei um maço de cigarros e dirigindo meucarro comecei a clamar ao Senhor: "Senhor Deus, em nome do seu FilhoJesus, eu levanto um clamor a ti, quando olho para trás não gosto do quevejo, não quero mais viver na homossexualidade, mas quando olho para odia de hoje, não suportando mais esta angústia, esta tristeza, eu não vejosaída. Ouça o meu clamor, mostra o caminho para minha libertação. Eudesejo viver contigo, me ajude". E Ele ouviu meu clamor, não tive maisdepressão. Meus caminhos estavam sendo endireitados. Afastei-me de tudoe de todos do meio antigo, precisava buscar alimento para sobreviver e,depois de estar firmado na Rocha, levar este alimento para os que ficaram.O que antes era escuridão em minha vida passou a ser luz. 54
  • 55. Filipenses 2:10-11: "para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dosque estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra. E toda língua confesseque Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai" ( Filipenses 2:10-11 ) Entendi que conheceria a verdade, e, se iria conhecer a verdade, oque eu vivia era mentira, era falso, ilusão, armadilha do inimigo. Estaverdade me libertou do cativeiro no qual me encontrava. Hoje sou livre esirvo a um Deus que muda o caminho errado e incerto de uma prostituta, deum dependente químico, adúltero, mentiroso, homossexual, travesti, ladrão,idólatra e de quem Ele quiser, e Ele quer que todos se salvem. Aquele queperder a sua vida por amor a Jesus encontrá-la-á. Lembremo-nos que Ele éo nosso Senhor, devemos nos curvar diante dEle. Ele nos dá o livre arbítriopara escolher entre a vida e a morte. Hoje falo da verdade que descobri através da Palavra de Deus,verdade que me libertou e me tornou livre de toda confusão que envolviaminha vida. Para você que se acha livre, que faz o que quer, cuidado, vocêestá mais preso do que possa imaginar. A minha liberdade enquanto nahomossexualidade acabou se tornando minha prisão. Há esperança paraquem está nesta prática e deseja sair. Não é uma vitória fácil, mas épossível. Enquanto não reconhecermos que estamos vivendo na escuridão,não teremos como conhecer o verdadeiro e valioso brilho que vem da luz,que vem de Jesus. Em vez de se arrependerem de seus erros, muitos estãodesejosos de ver que sua conduta errada, seu pecado, seja tirado dacategoria de pecado. Desta forma a morte e ressurreição de Jesus nãoteriam servido de nada. Precisamos amar estas pessoas, mas não o erro queestão praticando. O pecado é condenado, enquanto ao pecador são oferecidos perdão ereconciliação. Nossas igrejas devem estar preparadas para ajudar pessoasque queiram deixar esta prática. Digo pessoas preparadas porque estãoquerendo expulsar demônios de homossexuais sendo que nem todos estãopossessos, cada caso é um caso a ser analisado e tratado, muitas vezestratando as feridas da alma. A luz da Palavra de Deus trouxe a verdade, caindo toda mentira. Ovazio que havia em meu coração foi preenchido pelo amor de Deus. Hojefalo da verdade que encontrei na palavra de Deus. Conforme ia aprendendoa viver com Jesus, as mentiras iam sendo descobertas. Posicionei-me comtodas as armas oferecidas na sua Palavra para resistir às imposições domundo. 55
  • 56. Eu e o rapaz que vivia comigo, tínhamos uma Bíblia aberta nacabeceira da cama de casal, aberta em algum Salmo que não falava dopecado em que vivíamos, claro. Só líamos o que nos era conveniente, émais fácil. É mais fácil dizer que a Bíblia precisa ser revista do que mudar.Assim como é mais fácil seguir uma igreja que aceita o erro, onde nãoprecisa haver mudança. Por um tempo lembrava-me das festas, do falso brilho, muita risada,gente bonita em suas roupas de marca, barriga cheia de comida e umespírito vazio, mas ao raiar do dia... ao raiar do dia, o falso brilho começavaa se apagar e aí sim, vinha o vazio daquela vida. Não, não aceito mais istoem minha vida, hoje a luz que brilha em meu coração vem de Jesus.Descobri que Deus me amava, mas não ao erro que cometia. Ao mesmotempo em que Ele me dizia para abandonar a homossexualidade, Eletambém dizia para que não temesse mal algum. Deus não condenaria estaprática sem antes oferecer uma saída. A saída está na sua Palavra, que éviva e eficaz, e no amor de Jesus. Através do Espírito Santo fui convencidodo erro em que vivia. Somente o Espírito Santo pode nos convencer doerro, da justiça e do juízo. Compreendi e aceitei como verdade textos naBíblia que até então eu não aceitava como tal. Sabia que os textos estavamali, mas achava que era somente para aquela época. Então fui convencidopelo Espírito Santo de Deus. Basta olhar para o meu corpo masculino eperceber tudo o que nele há. As leis que hoje existem em países liberais, que asseguram orelacionamento homossexual, cirurgias para troca de órgão genital, segurode vida, podem aliviar o preconceito a sua volta, facilitar o seu dia-a-dia,mas não podem assegurar e te proteger do vazio que fica dentro de você. Há poder na Palavra de Deus, poder que pode transformar vidas,desde que aceitem a verdade. Buscando cura para as feridas da alma etransformação no seu caráter, desabituando-se desta vida de confusão evivendo da maneira correta como prega Jesus. Você já se perguntou: Comodeixar de ser drogado? Parando de se drogar! Como deixar de serprostituta? Parando de se prostituir! Como deixar de ser mentiroso?Parando de mentir. Uma prostituta quando deixa de se prostituir nãocontinua prostituta. Quando deixei as práticas homossexuais não continueihomossexual, deixei tratar do meu caráter, mente, emoções, corpo e alma, eamei Jesus de todo o coração, de toda minha alma e de todo oentendimento. Você pode se perguntar: mas e os desejos e vontades que sentia, quenasci assim e não tinha jeito? Com o passar do tempo, já fora da 56
  • 57. homossexualidade, a minha essência heterossexual, que nunca perdi,começou a vir à tona, naturalmente. Fiz um propósito com Deus, emminhas orações eu pedia para que Ele me desse a certeza da minhaheterossexualidade, e Ele me deu esta certeza, sabe como? Reencontreiuma moça que há tempos não via, e neste reencontro a surpresa, ela haviase convertido ao Senhor Jesus também. Houve um interesse de ambas aspartes em se conhecer melhor. Fizemos uma viagem para a cidade deFlorianópolis, em Santa Catarina. Lá ficamos hospedados na casa defamiliares e irmãos em Cristo, dentro da direção de Deus houve aconfirmação do meu propósito. Você pode se perguntar: “Mas como, o queaconteceu? Que exemplo de relacionamento cristão é esse?” Deus éperfeito em tudo o que faz. Estávamos conversando, já era tarde da noite, eadormecemos. Senti um leve toque em meu pé, era a mão dela querepousou ali, no meu pé. Através deste toque sutil, senti em meu corpo, aconfirmação de Deus em minha vida mais uma vez. Uma lágrima defelicidade escorreu pelo meu rosto e glorifiquei a Deus. Então percebi quebasta permanecer no caminho de Jesus que tudo mais Ele fará. Os planos eos sonhos de Deus para nós jamais se frustrarão. No início da minha caminhada com Jesus, eu duvidava que pudessedeixar as práticas homossexuais. Minha mente estava impregnada,acostumada, habituada com a condição homossexual em que meencontrava. Ao permitir o trabalhar do Espírito Santo de Deus em minhavida, pude ver mudanças em minha forma de pensar e comecei a entendermeu real papel masculino. Agradeço a Deus por ter usado pessoas em minha caminhada derestauração para que pudesse me relacionar adequadamente com umamulher. Não há necessidade alguma de fazer o que eu fazia. A vida quelevo com minha esposa é gratificante em todos os sentidos. Tenhoalcançado saúde emocional e através disto tenho me tornado um homemmelhor, um cristão melhor. As feridas na alma que carreguei por cincoanos, após entrar num processo, dificultavam minha caminhada comocristão. Quando aceitei a Cristo em minha vida tive a convicção de queestava salvo, mas também sabia que precisaria tratar as feridas que estavamna minha alma. Deus também nos oferece saúde emocional. Paz é o quesinto hoje. Realmente a vontade de Deus para os que o amam é boa,perfeita e agradável. Casei-me porque não queria viver só, mas não é ocasamento que irá dizer que uma pessoa deixou a homossexualidade. Hoje sou livre para falar da libertação que a Palavra de Deus trouxepara minha vida. Livre para dizer: a luta continua, no mundo terei aflições,mas também tenho a verdade de Deus no meu coração para prosseguir a 57
  • 58. caminhada. Antes eu era espírita, acendia vela, místico, praticante dahomossexualidade, vivendo em bares e boates, coração em carne moída.Hoje, lavado e remido pelo Sangue derramado na cruz, Sangue que medeixou branco como a neve, como a branca lã e me fez acreditar naspromessas de Deus para minha vida. Muitos me chamam de louco, por ir contra o padrão deste mundo.Mas Deus escolhe as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias.Escolhe os pequenos para confundir os grandes. Faz aquele que se deleitaem sua própria sabedoria parecer ignorante.afontedejaco@gmail.com 58
  • 59. Gabriela Somos todos modernos! Eu sou moderna! Pensava eu isso. Bem, deixa eu me apresentar: meu nome é Gabriela, tenho 24 anos,sendo que desde os seis últimos, tenho vivido de maneira diferente. Pararesumir, sou daquelas que se acha toda moderninha, gosta de livros, artes eroupas modernas. Idéias também! Cresci com uma enorme aceitação às idéias livres e nãoconvencionais. Nunca gostei de títulos, nem rótulos, nem estereótipos(apesar de no princípio aceitar o de “moderninha”). Sexo para mim eraliberdade, prazer total, não importava como; sendo bom não importavamesmo como o faziam. Confesso que nunca me arrisquei em grandesempreitadas sexuais, mas sexo era tudo! Durante minha pré-adolescênciative minha primeira experiência homossexual. Única. Anos mais tardeassumi uma vida totalmente heterossexual e cheia de fetiches. Um deles eraa pornografia virtual que me prendeu por anos e anos em uma gaiola sexualirreal e vazia. Estranho para uma menina, né? Mas nunca me importei comisso. Mesmo após minha entrega total a Jesus Cristo, me metia emsemanas regadas a todo tipo de pornografia;, eu ia à igreja em busca de umalimento que preenchesse a alma, que me deixasse satisfeita por muitotempo, mas ainda não tinha conseguido encontrar. Embora o sentimento devazio que me levava a querer sempre mais daquele prazer permanecesse,me sentia incomodada, pois toda vez que ia novamente ao computadoraquela paz que estava sentindo me abandonava. Depois de algum tempo passei a perceber inúmeras demonstraçõesdo amor de Deus, pois por mais que eu me enfiasse naquela podridão, elesempre me proporcionava coisas boas e me aceitava mesmo numa condição“ruim” como aquela. Mais à frente comecei a perceber que aquele tipo deprática não era apenas um pecado, mas era um insulto a outro ser humano.Comecei a compreender o quão terrível era submeter o outroperversamente à satisfação de meus desejos e aos desejos daqueles que 59
  • 60. praticavam o sexo exposto naqueles vídeos. Comecei a imaginar e a sentirDeus como um pai que planeja com muito carinho ter uma filha, e quandoacontece, a vê decidindo por seus próprios caminhos se direcionando apráticas que não a consideram como uma pessoa, mas como um simplesobjeto de prazer. Na realidade, quando assumi um compromisso com Deus deixandode lado o sentimento de não merecer tê-lo em minha vida, passei a amá-lotanto que fazer algo contrário ao que ele queria me magoava também. E acada dia me percebia mais amada e mais confiante para conhecer quem eurealmente era e o que realmente queria. Entendi que minha buscadesenfreada por prazer se resumia em uma fome muito grande de Deus e deajudar outras pessoas. De repente aquela pessoa tão fria que se importavaapenas consigo mesma, passou a olhar para quem estava à volta não maiscomo objetos, mas como PESSOAS. Quantas vezes você quis obter somente sexo e percebeu que ficoufrustrado por que se sentiu vazio, usado, um objeto? Eu me senti assimvárias vezes, mas posso hoje dizer que continuo muito moderninha. Amo aCristo e, sigo sua palavra, mas também AMO SEXO e sei que ele foi umpresente de Deus para me unir ao meu parceiro eterno e fazer de mim umapessoa feliz. Não tenho medo de dizer que entendi através do que o meuCriador disse, que a melhor maneira de se viver é tendo o sexo como umatroca com quem se ama a ponto de assumir um compromisso eterno. Espero que todos possam um dia perceber da mesma maneira que eu!closet_girls@hotmail.com 60
  • 61. ConclusãoNosso objetivo em realizar este ousado projeto não é dizer quemestá certo, quem teve a melhor conquista ou a maior vitória.Dez pessoas, dez relatos, mas todos com um ponto em comum. Seisso não te levar a refletir no Grande Amor, teremos perdidonossos esforços e fracassado em nosso alvo.Com Deus, não se muda para ser aceito, não se muda para seramado. Ele, com Seu infinito amor, nos amou primeiro.Ilude-se quem pensa em conquistar este Amor com boas ações, ese engana quem acha que pode perdê-lo.Ele simplesmente é o que é.Como traduzir em palavras um Amor sem limites, que não vêbarreiras ou diferenças? Para Ele, somos todos iguais, semclasses, gêneros ou qualidades. Todos iguais.O assunto de restauração sexual geralmente tem duas visõeserradas. Uma ligada ao “ódio divino” que só aceita e ama pessoassantas e uma outra que nos indica um amor inclusivo, esquecendoque inclusão também é correção. Deus corrige a quem ama.Qual então o ponto de equilíbrio desses dois extremos?Em Mateus cap. 13:44 – 46, Jesus nos conta o seguinte: “Também o reino dos céus é semelhante a um tesouro escondido num campo, que um homem achou e 61
  • 62. escondeu; e, pelo gozo dele, vai, vende tudo quanto tem, e compra aquele campo. Outrossim, o reino dos céus é semelhante ao homem, negociante, que busca boas pérolas; E, encontrando uma pérola de grande valor, foi, vendeu tudo quanto tinha, e comprou-a.”Muitas pessoas resumem o “reino dos céus” a uma moradacelestial pós-morte. Mas Eis que é chegado o reino dos céus (Mt10.7), aqui, agora, na Terra, o reino de Deus está acessível atodos. Isso é Graça, isso é Amor. Ele estende o seu reino a nósque não o merecemos.O que motiva alguém a renunciar a sua sexualidade? Achar umgrande tesouro. Esse mesmo tesouro que motiva pessoasespalhadas pelo mundo que, mesmo sendo perseguidas, correndorisco de serem presas, ou até mesmo morrer, encontram forçaspara dizer: “Eu quero este tesouro! Por Ele se for preciso, morro.”O “tesouro do campo”, que é Seu Amor, nos motiva e dá forçapara vendermos tudo o que temos. Mais ainda, nos impulsiona anegar e renunciar o que for preciso para estarmos com Ele.“Todas as riquezas e prazeres desse mundo, não são nada,comparado ao Seu Amor.” – Isso é achar um tesouro no campo.Não é apenas saber que o tesouro existe, mas ser impulsionado aabrir mão de tudo se preciso for para tê-Lo.Para quem encontrou o real tesouro, santidade não passa a seruma opressão, uma obrigação ou um fardo pesado, mas uma forçaque nos impulsiona a estar mais perto dEle.Por isso somos “IMPULSIONADOS PELO AMOR”. 62
  • 63. Aqui temos histórias de pessoas que não mudaram para conseguirum tesouro, mas mudaram porque o encontraram.Se você ainda não encontrou esse tesouro, saiba que ele estádisponível para você. Deus te ama e não há nada que O façadesistir de te amar. Basta você aceitar Seu Amor.Se você já encontrou o verdadeiro tesouro e está em umacaminhada de restauração sexual, esperamos que tenhaencontrado neste material ainda mais força e ânimo.Se você também foi impulsionado pelo Amor de Deus e escreveuuma nova história, gostaríamos muito de conhecer e publicar emnossos próximos volumes.Deus AbençoeQue diariamente possamos viver e espalhar o Seu Amor. EQUIPE CLOSET FULL 63
  • 64. Vai Valer a Pena (Livres para adorar)Não compreendo os Teus caminhosMas Te darei a minha cançãoDoces palavras Te dareiMe sustentas em minha dorE isso me leva mais perto de TiMais perto dos Teus caminhosE ao redor de cada esquina, em cima de cada montanhaEu não procuro por coroas, ou pelas águas das fontesDesesperado eu Te buscoFrenético acreditoQue a visão da Tua faceÉ tudo o que eu preciso, eu Te direiQue vai valer a penaVai valer a penaVai valer a pena, mesmoNão compreendo os teus caminhosMas te darei a minha cançãoDoces palavras te darei, te darei, te dareiMe sustentas em minha dorE isso me leva mais perto de TiMais perto dos Teus caminhosE ao redor de cada esquinaEm cima de cada montanhaEu não procuro por coroasOu pelas águas das fontesDesesperado eu te buscoFrenético acreditoQue a visão da tua faceÉ tudo, tudo, tudo o que eu precisoE o grande dia haverá de chegarQuando eu e você, nos encontraremos com Ele, naquele diaE eu e você, cantaremos em uma só voz a EleSenhor valeu a penaSenhor valeu a penaSenhor valeu, valeu, valeu, valeuEu haverei de cantar ao meu SenhorQuando o grande dia chegarQuando o grande dia chegar, e ele vemQuando o grande dia chegarEu cantarei, eu cantarei, eu cantarei,JESUS, sim, sim, simJesus, valeu, valeu... 64

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