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Guia prático de vacinas

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Guia prático de vacinas Guia prático de vacinas Document Transcript

  • Guia Prático de Vacinas 2013
  • Apresentação3 Calendário Básico de Vacinação do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde (PNI/MS) 6 Calendário Básico de Vacinação 2012/201310 Calendário de Vacinação para Adolescentes e Adultos Calendário Vacinal da Mulher dos 10 aos 49 anos Vacinas e Gravidez Calendário Ocupacional Avaliação da Situação Vacinal da Mulher a partir de 50 anos 20 26 32 36 30 Vacinação do Viajante Calendário do Idoso Vacinas em Situações Especiais Informações Gerais 42 46 50 53 21. Vacina meningocócica conjugada A, C, W135 e Y 22. Vacina hepatite A 23. Vacina combinada hepatite A e B 27. Vacina papilomavírus humano (HPV) - GSK 28. Vacina quadrivalente – HPV (MSD) 33. Vacina dupla tipo adulto (difteria e tétano) e tétano (toxoide tetânico) 37. Definições 38. Vacina hepatite B 39. Vacina influenza inativada (gripe) 43. Vacina febre tifoide 44. Vacina febre amarela 47. Vacina pneumocócica polivalente (polissacarídica 23 valente) 51. Vacina Haemophilus influenzae B 7. Vacina tuberculose [BCG ID] 8. Vacina tríplice viral [Vacina sarampo, caxumba e rubéola] ÍndiceGuia Prático de Vacinas 2013 2 11. Vacinas combinadas pentavalente e hexavalente [difteria, tétano, coqueluche, hemófilos, poliomielite e hepatite B] 12. Vacina meningocócica conjugada C 13. Vacina combinada DTPa e dTpa-IPV [difteria, tétano, coqueluche e poliomielite] 14. Vacina varicela 15. Vacina sarampo, caxumba, rubéola e varicela 16. Vacina rotavírus pentavalente - MSD 17. Vacina pneumocócica 13-valente conjugada
  • Responsável Técnica Dra. Marilene Lucinda Silva - CRMMG 32785. Inscrição CRM 356-MG. APRESENTAÇÃO 3
  • Este guia tem a finalidade de fornecer um instrumento de consulta rápida, objetivando o acesso de prescritores e profissionais de sala de vacina. Ao final, apresentamos bibliografias específicas recomendadas para os que se interessarem em estender ou aprofundar seus conhecimentos em vacinação. Apresentamos o calendário básico de imunização do Sistema Único de Saúde (SUS) e listamos as vacinas disponíveis nos serviços privados de vacinação, com as principais características, indicações, esquemas de aplicação, contraindicações e eventos adversos dessas vacinas recomendadas pela Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim) e pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). Algumas informações importantes de intervalo mínimo entre vacinas e doses, vias e locais de aplicação são fornecidas no final deste guia. Devemos estar atentos às constantes atualizações de esquemas vacinais e calendários, pois a área de imunização é dinâmica. Para este ano, estão previstas modificações no calendário do SUS, com introdução das vacinas Varicela e Hepatite A. Conforme normas governamentais vigentes, não colocaremos nomes fantasia, sendo citados em cada um dos produtos os nomes dos fabricantes das vacinas. Neste guia, criamos grupos conforme os calendários vigentes: crianças, adolescentes, adultos, idosos, mulheres, gestantes, viajantes e saúde ocupacional, respeitando as peculiaridades de cada grupo. Outras informações podem ser adquiridas via Central de Relacionamento com Clientes (CRC) pelo telefone (31) 3228-6200 ou pelo e-mail marilene.silva@hermespardini.com.br. 4
  • Idades Vacinas Dose Ao nascer BCG - ID Vacina hepatite B (recombinante) Dose única Dose única (monovalente) 2 meses Vacina pentavalente (DTP/Hib/HB)* Vacina inativada poliomielite** Vacina oral de rotavírus humano Vacina pneumocócica 10 (conjugada) 1ª dose 3 meses Vacina meningocócica C (conjugada) 1ª dose 4 meses Vacina pentavalente (DTP/Hib/HB)* Vacina inativada poliomielite** Vacina oral de rotavírus humano Vacina pneumocócica 10 (conjugada) 2ª dose 5 meses Vacina meningocócica C (conjugada) 2ª dose 6 meses Vacina pentavalente (DTP/Hib/HB)* Vacina oral poliomielite** Vacina pneumocócica 10 (conjugada) 3ª dose 9 meses Vacina febre amarela (atenuada) Dose inicial 12 meses Vacina tríplice viral (SCR) Vacina pneumocócica 10 (conjugada) 1ª dose Reforço 15 meses Vacina tríplice bacteriana (DTP) Vacina oral poliomielite** Vacina meningocócica C (conjugada) 1º reforço Reforço 4 anos Vacina tríplice bacteriana (DTP) Vacina tríplice viral (SCR) 2º reforço 2ª dose 10 anos Vacina febre amarela (atenuada) Uma dose a cada 10 anos Campanhas nacionais de vacinação para as crianças Menores de 5 anos Vacina contra a poliomielite / atualização do esquema vacinal De 6 meses a menores de 2 anos Vacinação contra a Influenza (gripe) * Substituindo a formulação tetra (DTP / Hib) ** Vacinas poliomielite esquema sequencial (VIP / VOP). Duas primeiras doses com a VIP, terceira dose e reforço com VOP. BÁSICO PNI/MS 6 Calendário Básico de Vacinação do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde (PNI/MS)
  • Guia Prático de Vacinas 2013 7 Indicação Proteção contra formas graves da tuberculose, principalmente nos primeiros cinco anos de vida. Composição Bacilos atenuados do Mycobacterium bovis. Fabricante Fundação Ataulpho de Paiva. Via de administração Intradérmica, no braço direito, inserção inferior do músculo deltoide. Esquema de aplicação A partir do nascimento. A primovacinação acima de 5 anos de idade não deve ser realizada rotineiramente, devendo ser feita avaliação médica do risco/benefício. Não se aplica segunda dose, salvo em contatos de hanseníase. Menor de cinco anos de idade que recebeu BCG há mais de 6 meses e não tem cicatriz vacinal deve ser revacinada, sem indicação de avaliação de PPD. Comunicantes de hanseníase devem receber duas doses de BCG, com intervalo mínimo de seis meses (considerar a presença de cicatriz vacinal como primeira dose). Evolução habitual da cicatriz vacinal 2 semanas, pequena elevação avermelhada e dolorosa de 5 a 15mm; 3-4 semanas, pequena bolha com pus, evoluindo à crosta; 4-5 semanas, úlcera de 4 a 10mm de diâmetro; 6-12 semanas, cicatriz de 4 a 7mm. Algunscasosevoluemmaislentamente e podem ser mais brandos, podendo demorar até 6 meses para a formação da cicatriz vacinal. Enfartamento ganglionar axilar ou supraclavicular podem ocorrer e desaparecer espontaneamente após 1 a 3 meses. Eventos adversos Ocorrem em 0,04% dos vacinados úlceras maiores que 10mm que não cicatrizam; abscessos frios subcutâneos; abscessos quentes subcutâneos; linfoadenite; queloide; e reação lupoide. Contraindicações Peso menor que 2000g; lesão de pele no local de aplicação; HIV positivo (consultar equipe técnica); imunodepressão; tratamento com quimioterapia ou radioterapia; uso de corticoide oral ou parenteral por mais de duas semanas (>2mg/kg/ dia ou 20mg/dia de prednisona); febre; gravidez. Pode ser aplicada simultaneamente ou a qualquer intervalo de outras vacinas. Conservação Entre +2ºC e +8ºC. Não congelar. Inativada pela luz solar direta (não pela artificial). Vacina tuberculose [BCG ID]
  • Guia Prático de Vacinas 2013 8 Indicação Proteção contra rubéola, sarampo e caxumba. Composição Cepas de vírus atenuados da rubéola, sarampo e caxumba. Contém traços de neomicina e gelatina. Eficácia em torno de 95% para sarampo e rubéola e inferior para a caxumba. Fabricantes GlaxoSmithKline/MSD. Via de administração Subcutânea. Esquema de aplicação Aplicada a partir de 12 meses de idade; está recomendada uma segunda dose a partir dos 15 meses de idade. O SUS este ano colocou a segunda dose aos 15 meses e a SBIM/SBP ainda não alterou seu calendário e mantém a recomendação para entre 2 anos e 4 anos de idade. Adolescentes e adultos que nasceram após 1962 devem receber duas doses. Se já receberam uma dose na infância, completa-se com mais uma dose; se nunca foram vacinados, receberão duas doses com intervalo mínimo de 30 dias. Adultos nascidos antes 1962 dose única. Eventos adversos Em geral, entre 3 e 12 dias após a vacinação podem ocorrer dor e edema locais, febre, manchas vermelhas, edema, vermelhidão e calor nas articulações. Raramente: encefalite, pancreatite, orquite, púrpura e parotidite. Contraindicações Anafilaxia aos componentes da vacina (inclusive neomicina e gelatina); gestação; imunodeprimidos; uso de corticosteroides por via oral ou parenteral por mais de duas semanas em doses correspondentes a 2mg/ kg/dia ou 20mg/dia de prednisona; doenças febris agudas; pessoas submetidas a tratamento com derivados do sangue (consultar equipe técnica); quimioterapia e radioterapia nos últimos 3 meses. Após transplante de medula óssea, deve-se aguardar de 1 a 2 anos para aplicação da vacina. É recomendado evitar-se gestação por 30 dias após a aplicação. História clínica de sarampo, caxumba ou rubéola não é contraindicação à vacina. A vacinação no mesmo dia com a vacina contra a febre amarela deve ser evitada, intervalando no mínimo 30 dias. Se não for aplicada no mesmo dia que a vacina contra varicela, deve-se respeitar 30 dias de intervalo entre as mesmas. Pode ser aplicada simultaneamente à qualquer outra vacina. Conservação Entre +2ºC e +8ºC. Inativada pela luz solar direta (não pela artificial). Vacina tríplice viral [Vacina sarampo, caxumba e rubéola]
  • CALENDÁRIO BÁSICO DE VACINAÇÃO 2012/2013 (BASEADO NO CALENDÁRIO DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE IMUNIZAÇÕES - SBIM) BÁSICO SBP/SBIM Observações 1) Crianças menores de 5 anos de idade devem receber a vacina oral contra a Poliomielite nos Dias Nacionais de Vaci- nação após terem recebido duas doses da vacina inativada. Recomenda-se o total de 5 doses da vacina Poliomielite, somando-se inativada e oral atenuada. 2) Respeitando-se a sazonalidade da vacina e da doença, a partir dos seis meses de idade. 3) Em crianças vacinadas pela primeira vez após 4 anos idade, devem ser aplicadas duas doses com intervalo de 3 meses. 10 Idades Vacinas Ao nascer BCG + Hepatite B 2 meses Hepatite B + DTPa + Hemófilos B + Poliomielite inativada (HEXA) + Pneumo 13-valente conjugada + Rotavírus 3 meses Meningocócica C conjugada 4 meses DTPa + Hemófilos B + Poliomielite inativada (PENTA) + Pneumo 13-valente conjugada + Rotavírus 5 meses Meningocócica C conjugada 6 meses Hepatite B+ DTPa + Hemófilos B + Poliomielite inativada (HEXA)1 + Pneumo 13-valente conjugada + Gripe2 + Rotavírus 7 meses Gripe 9 meses Febre Amarela 12 meses Hepatite A + Tríplice Viral + Varicela+ Meningocócica C conjugada 15 meses DTPa + Hemófilos B + Poliomielite inativada (PENTA) + Pneumo 13-valente conjugada 18 meses Hepatite A 2 a 4 anos Tríplice viral + Varicela3 4 a 6 anos DTPa ou dTpa + Poliomielite + Meningocócica C conjugada 10 anos Febre amarela 11 anos HPV + Meningocócica conjugada A, C, Y, W135 15 anos dTpa-R (Tríplice Bacteriana Acelular Adulto)
  • Guia Prático de Vacinas 2013 11 Indicação Vacina pentavalente: proteção contra difteria, tétano, coqueluche, Haemophilus influenza B e poliomielite. Vacina hexavalente: proteção contra difteria, tétano, coqueluche, Haemophilus influenza B, poliomielite e Hepatite B na forma de vacina combinada. Fabricante GlaxoSmithKline (penta e hexa) e Sa- nofi Pasteur (penta). Recomenda-se que as três primeiras doses da vacina sejam do mesmo fabricante. Via de administração Intramuscular. Não aplicar na região glútea. Composição Três ou dois antígenos purificados de pertussis (acelular); toxoides tetânico e diftérico; 3 tipos de vírus de poli- omielite inativados; polissacarídeos do hemófilo conjugado ao toxoide tetâni- co; na hexavalente, HBsAg purificado produzido por recombinação gené- tica em célula de levedura. Contém alumínio e neomicina. Eficácia com- parável às apresentações isoladas com menor incidência de eventos adversos. Esquema de aplicação 2, 4 e 6 meses de vida. Podem ser in- tercambiadas, avaliando-se as doses anteriores de hepatite B. Observações: - Deve-se respeitar intervalo mínimo entre as doses da vacina hepatite B. - Respeitar intervalo mínimo de 6 meses da terceira dose para a dose de reforço. Eventos adversos Podem ocorrer febre baixa, dor, calor e inchaço local. Ocasionalmente, forma- se nódulo subcutâneo. Raramente po- dem ocorrer irritabilidade, sonolência, convulsões febris, febre alta e evento hipotônico hiporresponsivo. Contraindicações Doença febril aguda; história de reação grave após administração anterior de vacinas DTPa, dT, tétano, pólio inati- vada, hemófilos ou hepatite B; ana- filaxia à neomicina; maiores de 7 anos de idade; encefalopatia até 7 dias após vacinação com vacina contendo com- ponente pertussis. Pode ser aplicada simultaneamente ou a qualquer inter- valo e outras vacinas. Conservação Entre +2ºC e +8ºC. Não pode ser con- gelada. Vacinas combinadas Pentavalente e Hexavalente [difteria, tétano, coqueluche, hemófilos, poliomielite e hepatite B]
  • Guia Prático de Vacinas 2013 12 Indicação Proteção para crianças acima de 2 meses, adolescentes e adultos contra o meningococo do sorogrupo C. Composição Polissacarídeos capsulares do meningococo C conjugados a toxina diftérica modificada (Pfizer e Novartis) ou ao toxoide tetânico (Baxter). Contém Alumínio. Eficácia aproximada de 92%. Fabricantes Pfizer, Baxter, Novartis. Via de administração Intramuscular. Esquema de aplicação Entre 2 e 12 meses de idade: duas doses com intervalo de 2 meses entre as doses. Reforço após um ano de idade. Se a vacinação for iniciada entre 10 e 11 meses, não fazer reforço no segundo ano de vida. Maiores de 12 meses de idade: dose única. Recomendado pela SBIm segundo reforço após 5 anos da primovacinação. Adolescentes devem receber um reforço com a vacina conjugada quadrivalente aos 11 anos de idade ou 5 anos após a dose anterior. Eventos adversos Podem ocorrer eritema e dor local, febre, irritabilidade. Diarreia, vômitos e anorexia foram associados temporalmente. Ocasionalmente, forma-se nódulo subcutâneo. Contraindicações Passado de reação alérgica intensa à dose anterior da vacina; doença febril aguda; gravidez (dependendo da situação epidemiológica). Pode ser aplicada simultaneamente ou a qualquer intervalo de outras vacinas. Conservação Entre +2ºC e +8ºC. Não congelar. Vacina meningocócica conjugada C
  • Guia Prático de Vacinas 2013 13 Indicação DTPa proteção contra difteria, tétano e coqueluche para menores de sete anos de idade. dTpa-IPV vacinação de reforço contra difteria, tétano, coqueluche e poliomielite a partir de 3 anos de idade. Composição Três ou dois antígenos purificados de pertussis (acelular); toxoides tetânico e diftérico inativados; e na dTpa-IPV 3 sorotipos do vírus da pólio inativados. O adjuvante é o hidróxido de alumínio. Fabricante GlaxoSmithKline e Sanofi Pasteur. Via de administração Intramuscular. Esquema de aplicação DTPa 2, 4, 6 e 15 meses de vida. Reforço entre 4 e 6 anos de idade. Manter reforço de 10/10 anos com dT (Dupla tipo adulto) ou, idealmente, com dTpa-R (Tríplice bacteriana acelular de reforço). Entre a terceira dose e o primeiro reforço, deve-se respeitar intervalo de 6 meses. dTpa-IPV reforço a partir dos 3 anos de idade. Ideal quando há necessidade de umreforçodavacinatríplicebacteriana e um reforço contra a poliomielite e para viajantes em áreas endêmicas de poliomielite. Eventos adversos Podem ocorrer febre baixa, dor, calor e inchaço local. Ocasionalmente, forma- se nódulo subcutâneo. Raramente podem ocorrer irritabilidade, sonolência,convulsõesfebris,febrealta e evento hipotônico hiporresponsivo. Contraindicações Doença febril aguda; história de reação grave após administração anterior de vacinas dTpa ou poliomielite; encefalopatia por até 7 dias após vacinação com componente pertussis; Pode ser aplicada simultaneamente ou a qualquer intervalo de outras vacinas. Reações com a vacina de células inteiras (tetravalente/pentavalente do serviço público) não contraindicam a vacinação com a vacina acelular, com exceção das reações neurológicas graves. Conservação Entre +2ºC e +8ºC. Não congelar. Vacina combinada DTPa e dTpa-IPV [difteria, tétano, coqueluche e poliomielite]
  • Guia Prático de Vacinas 2013 14 Indicação Protege contra a “catapora” (causada pelo vírus da Varicela-zoster). Composição Vacina de vírus vivos atenuados, Cepa OKA. Contém traços de neomicina, kanamicina ou eritromicina, dependendo do fabricante. Eficácia de 82% a 95%. Fabricantes GlaxoSmithKline/ MSD /Sanofi Pasteur. Via de administração Subcutânea. Esquema de aplicação Aplicada a partir de 12 meses de idade. A vacina do fabricante GSK pode ser aplicada em crianças a partir de 9 mesesdeidade,soborientaçãomédica, entretanto, esta criança deve receber uma segunda dose da vacina aos 12 meses de idade mais o reforço. A SBIm e a SBP indicam um reforço entre 2 e 4 anos de idade, devido às falhas vacinais nessa faixa etária. Nas crianças que se deseja antecipar a segunda dose, o reforço deve ser administrado três meses após a dose anterior. A partir de 13 anos de idade, são aplicadas duas doses com intervalo mínimo de um mês. Até 72 horas após contato com portador do vírus (para alguns até cinco dias), a vacina pode evitar a doença. Eventos adversos Dor, vermelhidão e inchaço no local. Ocasionalmente, forma-se nódulo subcutâneo. Após 5 a 7 dias, podem ocorrer: febre baixa, por 2 a 3 dias, e manchas vermelhas (2% dos casos). Cerca de 3% dos vacinados podem apresentar algumas vesículas, principalmente próximas ao local de aplicação. Contraindicações Anafilaxia aos componentes; gestação; imunodeprimidos; uso de corticoide oral ou injetável por mais de 15 dias (>2mg/kg/dia ou 20mg/ dia de prednisona); doenças febris agudas; tratamento com derivados do sangue (consultar equipe técnica); quimioterapia e radioterapia nos últimos 3 meses. Deve-se evitar gestação por 30 dias e uso de ácido acetilsalicílico (AAS) por 6 semanas após a vacinação. Pode ser aplicada simultaneamente a qualquer vacina. Caso não sejam aplicadas no mesmo dia, intervalar 30 dias da vacina contra febre amarela e tríplice viral. Conservação Entre +2ºC e +8ºC. Vacina varicela
  • Guia Prático de Vacinas 2013 15 Indicação Proteção contra rubéola, sarampo, caxumba e varicela. Composição Cepas de vírus atenuados da rubéola, sarampo, caxumba e varicela. Contém traços de neomicina. Eficácia de 95% para sarampo e rubéola e inferior para a caxumba; para a varicela 85% para todas as formas e 95% para formas graves, com uma dose. Fabricante GlaxoSmithKline. Via de administração Subcutânea. Esquema de aplicação Aplicada a partir de 12 meses de idade; uma segunda dose deve ser aplicada entre 2 e 4 anos de idade, o intervalo mínimo entre as doses é de 3 meses. Se solicitada pelo médico, também pode ser feita a partir de 9 meses de idade, devendo-se repetir a dose aos 12 meses e fazer o reforço. Indicada apenas para menores de treze anos incompletos de idade. Eventos adversos Em geral, entre 3 e 12 dias após a vacinação. Podem ocorrer dor e edema local, febre, manchas vermelhas e calor nas articulações. Raramente: encefalite, pancreatite, orquite, púrpura e parotidite. Cerca de 3% dos vacinados podem apresentar algumas vesículas, principalmente próximas ao local da aplicação. Casos de febre alta e convulsão febril foram observados em pequeno número de casos na primeira dose. Contraindicações Anafilaxia aos componentes da vacina (inclusive neomicina e gelatina); gestação; imunodeprimidos; uso de corticosteroides por vias oral ou parenteral por mais de duas semanas em doses correspondentes a 2 mg/ kg/dia ou 20mg/dia de prednisona; doenças febris agudas; pessoas submetidas a tratamento com derivados de sangue (consultar equipe técnica); quimioterapia e radioterapia nos últimos 3 meses. Após transplante de medula óssea, deve- se aguardar 2 anos para aplicação de vacina. Deve-se evitar gestação por 30 dias e uso de ácido acetilsalicílico (AAS) por 6 semanas após vacinação. História clínica de sarampo, caxumba ou rubéola não é contra indicação a vacina. A vacinação no mesmo dia com a vacina contra febre amarela deve ser evitada, intervalando-se 30 dias de uma vacinação para outra. Pode ser aplicada simultaneamente a qualquer outra vacina. Conservação Entre +2°C e +8°C. Inativada pela luz solar direta (não pela artificial). Vacina sarampo, caxumba, rubéola e varicela
  • Guia Prático de Vacinas 2013 16 Indicação Indicada para prevenção de gastroenterites (formas graves de diarreia) causadas por rotavírus. Composição Vacina pentavalente de vírus atenuado derivados de cepa bovina com modificação genética expressando G1, G2, G3, G4 e P1A. Eficácia para gastroenterite grave por rotavírus já demonstrada contra rotavírus G1, G2, G3, G4, G9 e P1A, em média, 90%. Fabricante MSD. Via de administração Oral. Esquema de aplicação Três doses com intervalo de dois meses (desejável), podendo ser aplicada com no mínimo 30 dias entre as doses. ATENÇÃO: limite de idade para a primeira dose: 6 a 15 semanas (1 mês e 15 dias a 3 meses e 15 dias). Última dose até 8 meses de idade. Eventos adversos Foram relatados irritabilidade, perda deapetite,diarreia,vômitos,flatulência, dor abdominal, regurgitação de alimentos, febre branda, e fadiga. Não houve ocorrência de eventos adversos quando comparada a placebo. No entanto, é uma nova vacina e merece grande atenção neste aspecto. IMPORTANTE Caso a criança regurgite NÃO se repete a dose. Pode ser aplicada simultaneamente e a qualquer intervalo com outras vacinas. Contraindicações Hipersensibilidade conhecida à administração prévia da vacina ou a qualquer componente da vacina. Crianças com doenças intestinais crônicas, incluindo malformação congênita do trato gastrointestinal, e crianças com conhecida imunodeficiência primária ou secundária. Observação Não se deve intercambiar com a vacina rotavírus GSK, salvo não havendo alternativa. Conservação Entre +2ºC e +8ºC. Não congelar. Vacina rotavírus pentavalente - MSD
  • Guia Prático de Vacinas 2013 17 Indicação Crianças a partir de 2 meses de idade até 6 anos de idade incompletos; para proteção contra formas graves da infecção pneumocócica. Em pacientes especiais,comprescriçãomédica,pode serutilizadaaté18anosdeidade,assim como em maiores de 50 anos de idade. Composição Polissacarídeos dos sorotipos 1, 3, 4, 5, 6A, 6B, 7, 9V, 14, 18C, 19A, 19F, 23F; conjugados ao CRM197 (proteína diftérica). Contém látex e alumínio. Eficácia de 92% a 99% para os tipos incluídos na vacina. Fabricante Pfizer. Via de administração Intramuscular. Esquema de aplicação Deacordocomaidadedeiníciodevacinação: • Início de vacinação abaixo de 7 meses: 4 doses, as 3 primeiras doses com intervalo de 2 meses e a última dose na idade de 15 meses (pode ser aplicada a partir de 12 meses, desde que tenha 2 meses de intervalodaúltimadose). • Início de vacinação entre 7 e 11 meses de idade: 3 doses, as duas primeiras com intervalo de 2 meses e a última na idade de 15 meses (pode ser aplicada a partir de 12 meses, desde que tenha 2 meses de intervalodaúltimadose). • Início de vacinação de 12 a 23 meses de idade:2dosescomintervalode2meses. • Início de vacinação acima de 24 meses: doseúnica. OBS.: crianças previamente vacinadas com outras vacinas conjugadas (Prevenar/ pneumocócica 10 - valente) devem receber uma dose suplementar de Pneumo 13 - valente. • Crianças que iniciaram esquema com Prevenar/ Pneumo 10 - valente podem continuar o esquema com a Pneumo 13 - valente. Nota: crianças e adolescente com risco para doença invasiva podem receber a Pneumo 13 - valente até os 18 anos de idade e, nesses casos, também a vacina Pneumo 23 valente, com intervalo de dois mesesentreelas. A vacina foi licenciada pelo FDA para maiores de 50 anos e o CDC recomenda para esta faixa etária, portanto, nos casos identificados como de maior risco para a doença, com prescrição médica, ela pode seraplicada. Eventos adversos Podem ocorrer febre, calor e inchaço no local da aplicação. Teoricamente, pode estar associada à convulsão febril. Ocasionalmente, forma-se nódulo subcutâneo. Contraindicações Anafilaxia aos componentes da vacina (inclusive ao látex e proteína diftérica); doença febril aguda. Pode ser aplicada simultaneamente ou a qualquer inter- valo de outras vacinas. Conservação Entre +2°C e +8°C. Não pode ser congelada. Vacina pneumocócica 13-valente conjugada
  • Guia Prático de Vacinas 2013 18
  • CALENDÁRIO DE VACINAÇÃO PARA ADOLESCENTES E ADULTOS (BASEADO NO CALENDÁRIO DA SBIm) ADOLESCENTES EADULTOS 20 Vacinas Passado vacinal Conduta Hepatite B1 Não vacinado Menos de três doses Três doses Três doses Completar três doses Considerar vacinado Hepatite A1 Não vacinado ou ignorado Uma dose Duas doses Duas doses Uma dose Considerar vacinado dTpa Três doses ou mais de toxoide tetânico Duas doses Uma dose Não vacinado ou ignorado Reforço, se a última dose foi há mais de 10 anos Uma dose de dTpa Uma dTpa + uma dT Uma dTpa + Duas dT Tríplice viral Nenhuma Uma Duas doses Duas doses Uma dose Considerar vacinado Febre amarela Nenhuma dose nos últimos 10 anos Uma dose Varicela Não vacinado e história negativa para doença Duas doses Meningo conjugada ACWY Não vacinado Vacinado com C Uma dose Uma dose HPV2 Não vacinado Uma ou duas doses Três doses Completar três doses 1. Em não vacinados pode-se optar pela Hepatite A e B combinadas. 2. A vacina MSD está licenciada para homens entre 9 e 26 anos. A critério médico, pode ser considerada acima da faixa etária definida em bula.
  • Guia Prático de Vacinas 2013 21 Indicação Proteção para adolescentes e adultos, acima de 11 anos, com risco de exposição ao meningococo dos sorogrupos A, C, W135 e Y, para prevenir doença invasiva. Em alguns países, a vacina está licenciada a partir dos dois anos de idades pode ser considerada a critério médico, de acordo com epidemiologia local. Composição Oligossacarídeos meningocócicos A, C, W135 e Y conjugados a proteína CRM197 de C. diphtheriae. Fabricante Novartis. Via de administração Intramuscular. Esquema de aplicação Dose única de 0,5 ml. Crianças que receberam a vacinação com meningo C conjugada devem receber uma dose a partir de 11 anos de idade ou 5 anos após a dose anterior. Eventos adversos Podem ocorrer eritema, dor local, prurido, mal-estar e febre. Contraindicações Hipersensibilidade a qualquer componente da vacina, incluindo toxoide diftérico, doença febril aguda, gravidez, menores de 11 anos. Pode ser aplicada simultaneamente ou a qualquer intervalo de outras vacinas. Conservação Entre +2°C e +8°C. Não congelar. Vacina meningocócica conjugada A, C, W135 e Y
  • Guia Prático de Vacinas 2013 22 Indicação Proteção contra hepatite A. Vacina combinada hepatite A e B também está disponível. Composição Vírus cultivados em células diploides humanas e inativados em formaldeído. Contém alumínio. Eficácia de 95% a 100%. Fabricantes GlaxoSmithKline/ Sanofi Pasteur/ MSD /Cristália. Via de administração Intramuscular. Não aplicar na região glútea. Esquema de aplicação Apresentação infantil: 1 a 18 anos de idade; duas doses com intervalos de 6 meses. Apresentação adulta: a partir 19 anos de idade; duas doses com intervalos de 6 meses. Eventos adversos Foram associados temporalmente: mal-estar, vômitos, náuseas, perda de apetite, neuropatia e eritema multiforme. Febre, dor, vermelhidão e inchaço local, podem ocorrer. Ocasionalmente, forma-se nódulo subcutâneo. Contraindicações Anafilaxia aos componentes da vacina; doenças febris agudas; gravidez (por ausênciadeestudos).Podeseraplicada simultaneamente ou a qualquer intervalo de outras vacinas. Conservação Entre +2ºC e +8ºC. Não pode ser congelada. Vacina hepatite A
  • Guia Prático de Vacinas 2013 23 Indicação Proteção contra hepatite A e B, podendo consequentemente evitar a hepatite D. Composição Vírus da hepatite A cultivados em células diploides humanas, inativados em formaldeído e combinados ao HBsAg produzido por células de leveduras. Contém alumínio e neomicina. Eficácia superior a 95%. Fabricante GlaxoSmithKline. Via de administração Intramuscular. Não aplicar na região glútea. Esquema de aplicação 1,0 ml de suspensão contém 20 mcg de HBsAg e 720 U.EL VHA. • 1 a 15 anos de idade: 2 doses (0 e 6 meses). • A partir 16 anos de idade: 3 doses (0, 1, 6 meses). Eventos adversos Foram associados temporalmente: mal-estar, vômitos, náuseas, perda do apetite, neuropatia e eritema multiforme. Febre, dor, vermelhidão e inchaço local podem ocorrer. Ocasionalmente, forma-se nódulo subcutâneo. Contraindicações Alergia grave aos componentes da vacina; doenças febris agudas; gestantes (por ausência de estudos). Pode ser aplicada simultaneamente ou a qualquer intervalo de outras vacinas. Conservação Entre +2ºC e +8ºC. Não pode ser congelada. Vacina combinada hepatite A e B
  • Guia Prático de Vacinas 2013 24
  • CALENDÁRIO VACINAL DA MULHER DOS 10 AOS 49 ANOS (BASEADO NO CALENDÁRIO DA SBIm) MULHERDOS 10AOS49ANOS 1. Em caso de gravidez, não aplicar no primeiro trimestre. 2. Em não vacinados, pode-se optar pela Hepatite A e B combinadas. 3. Deve ser adiada na mulher que esta amamentando criança de até 6 meses de idade, salvo situação de grande risco epidemiológico, interrompendo-se, então, a amamentação por 15 dias. 4. Não é usada rotineiramente na gravidez, embora não contraindicada. 5. Contraindicada na gravidez. 6. dTpa na gestante está recomendada após 20ª semana, uma dose em todas as gestações independente do passado vacinal. 7. Considerar dTpa+IPV para mulheres que pretendem viajar para áreas de risco para poliomielite. 8. A vacina meningocócica conjugada ACWY é considerada a melhor opção. 9. Se positivar após uma dose, considerar vacinado, se não positivar completar o esquema. Vacinas Passado vacinal Conduta Hepatite B1,2 Não vacinada Passado vacinal ignorado 3 doses 1 dose e dosar Anti-Hbs em 30 a 60 dias9 Menos de 3 doses Completar 3 doses 3 doses Considerar vacinada Dupla adulto (dT)6,7 3 doses ou mais de toxoide tetânico Reforço, se a última dose foi há mais de 10 anos Menos de 3 doses Completar 3 doses Nãovacinadaouignorado 3 doses A vacina tríplice acelular do adulto é a melhor opção para as doses de reforço (dTpa). Tríplice viral5 Uma ou nenhuma dose Uma dose (para adolescentes, ideal duas doses) Duas doses Considerar vacinada Febre amarela3,5 Nenhuma dose nos últimos 10 anos Uma dose, nas regiões onde é indica- da (inclui o Estado de Minas Gerais). Varicela5 Não vacinada e história negativa para doença Duas doses Hepatite A2,4 Duas doses Considerar vacinada Uma dose Completar duas Nãovacinadaouignorado Duas doses Meningocócica conjugada 4,8 Vacinada infância ou a mais de 5 anos Não vacinada Uma dose Uma dose HPV5 Três doses Considerar vacinada Uma ou duas doses Completar três Não vacinada Três doses 26
  • Guia Prático de Vacinas 2013 27 Indicação Indicada para mulheres entre 10 e 25 anos de idade. Oferece proteção contra cânceres do colo do útero causados pelos tipos 16 e 18 do HPV. Proteção cruzada para outros HPVs, inclusive tipo 45. Proteção em torno de 100% para os tipos contidos na vacina. Composição Subunidades dos tipos de HPV 16 e 18, produzidas em culturas de células de mosquitosporrecombinaçãogenética. Contém adjuvante AS04. Fabricante GlaxoSmithKline. Via de administração Intramuscular profunda na região do deltoide. Esquema vacinal Três doses. O intervalo mínimo entre a primeira e segunda dose é de um mês, e de três meses entre a segunda e a terceira. Eventos adversos Dor, vermelhidão e inchaço no local de aplicação. Foram associados temporalmente: febre, desmaio e vômitos. Há possibilidade de ocorrerem reações alérgicas imediatas mais graves, mas o risco conhecido é pequeno. Vacina de reatogenicidade comparável com a vacina hepatite B. Contraindicações Pessoas do sexo masculino; mulheres com menos de 10 anos de idade; mulheres que tenham apresentado reação grave com dose anterior dessa vacina; gestantes; doença febril aguda. Observações • Pode ser aplicada no mesmo dia com outras vacinas. • A vacinação não possui efeito terapêutico. IMPORTANTE A vacinação não diminui a importância dos exames ginecológicos periódicos (papanicolau/citologia). Conservação Entre +2ºC e +8ºC. Não congelar. Vacina papilomavírus humano (HPV) - GSK
  • Guia Prático de Vacinas 2013 28 Indicação Indicada para mulheres e homens entre 9 e 26 anos de idade. Oferece proteção contra cânceres do colo do útero causados pelos tipos 16 e 18 do HPV e protege de verrugas anogenitais causadas por tipos 6 e 11. Proteção cruzada para outros HPVs. Composição Subunidades dos tipos de HPV 6, 11, 16 e 18, produzidas em culturas de S. cerevisiae, por recombinação genética. Contém adjuvante hidroxidofosfato de alumínio. Proteção em torno de 100% para os tipos contidos na vacina. Fabricantes MSD. Via de administração Intramuscular profunda na região do Deltoide. Esquema vacinal Três doses (0, 60, 180 dias). O intervalo mínimo entre a primeira e segunda dose é de um mês e de três meses entre a segunda e a terceira. Eventos adversos Dor, vermelhidão e inchaço no local de aplicação. Foram associados temporalmente: febre, desmaio e vômitos. Como em toda vacina, há possibilidades de reações alérgicas imediatas mais graves, mas o risco conhecido é pequeno. Vacina de reatogenicidade comparável com a vacina contra a hepatite B. Contraindicações Menores de 9 anos de idade; pessoas que tenham apresentado reação grave com dose anterior desta vacina; gestantes; doença febril aguda. Observações Pode ser aplicada no mesmo dia com outras vacinas; a vacina não possui efeito terapêutico. Importante A vacinação não diminui a importância dos exames ginecológicos periódicos (papanicolau/citologia). Conservação Entre +2ºC e +8ºC. Não congelar. Vacina quadrivalente – HPV (MSD)
  • AVALIAÇÃO DA SITUAÇÃO VACINAL DA MULHER A PARTIR DE 50 ANOS (BASEADO NO CALENDÁRIO DA SBIm) MULHER +50 1. Em não vacinados pode-se optar pela hepatite A e B combinadas. 2. A vacina pneumocócica 13 valente deve ser considerada para as mulheres de maior risco para doença pneumocócica. 3. A vacina meningocócica conjugada ACWY é considerada a melhor opção. Vacinas Passado vacinal Conduta Hepatite B 1 Não vacinada 3 doses Menos de 3 doses Completar 3 doses 3 doses Considerar vacinada Hepatite A1 Duas doses Considerar vacinada Uma dose Completar duas Não vacinada ou ignorado Duas doses Dupla adulto (dT) 3 doses ou mais de toxoi- de tetânico Reforço, se a última dose foi há mais de 10 anos Menos de 3 doses Completar 3 doses Não vacinada ou ignorado 3 doses A vacina tríplice acelular do adulto é a melhor opção para as doses de reforço (dTpa). Febre amarela Nenhuma dose nos últi- mos 10 anos Uma dose, nas regiões onde é indicada (inclui o Estado de Minas Gerais). Pneumo 23 2 Uma ou mais doses Considerar vacinada Não vacinada ou ignorado Uma dose Meningocócica conjugada 3 Não vacinada Dose única Influenza (gripe) Qualquer Uma dose anual 30
  • VACINAS E GRAVIDEZ GESTANTE 1. Após a 20ª semana. Vacinas Passado vacinal Conduta Dupla adulto (dT), dTpa1 ou tetano Três doses ou mais de toxoide tetânico Reforço com dTpa, em toda gestação Menos de três doses Completar 3 doses, sendo uma com dTpa Não vacinado ou ignorado 3 doses, sendo uma com dTpa Influenza (gripe) Nenhuma dose no ano Aplicar uma dose se o 3º trimestre coincidir com a época de maior incidência da doença Pneumo 23 Não vacinada ou ignorado Aplicar somente em situações especiais Hepatite A Duas doses no passado Considerar vacinada Uma ou zero dose no passado Aplicar somente em situações especiais Hepatite B Três doses no passado Duas ou uma dose no passado Não vacinada Considerar vacinada Completar o esquema a partir do 2º semestre Iniciar o esquema a partir do 2º semestre Dupla viral ou tríplice viral Qualquer Contraindicada Febre amarela Qualquer Contraindicada (excep- cionalmente aplicada em casos de epidemia) Varicela Qualquer Contraindicada Meningocócica conjugada Uma dose, há menos cinco anos Não vacinada ou vacinada há mais de cinco anos Considerar vacinada Aplicar somente em situações especiais HPV Qualquer Contraindicada 32
  • Guia Prático de Vacinas 2013 33 Indicação Proteção contra difteria e tétano a partir dos 7 anos de idade. A vacina tríplice bacteriana acelular (dTpa) é uma alternativa que deve ser considerada a partir dos 3 anos de idade. A vacinação de gestantes previne o tétano neonatal. Composição Toxoides diftérico e tetânico. Contém alumínio e timerosal. Apresenta menor concentração de toxoide diftérico que a DTP. Fabricante Sanofi Pasteur, Novartis e Butantan. Via de administração Intramuscular. Esquema de aplicação A partir de 7 anos de idade para pessoas que não receberam doses de tríplice bacteriana ou dupla infantil ou que não completaram o esquema básico. É empregada como reforço de DTP e DT após 7 anos de idade. Esquema inicial Três doses (Inicial + 1 mês + 6 meses). Esquema para reforço De 10 em 10 anos. Grávidas não vacinadas pre- viamente ou com histórico duvidoso Caso história vacinal seja desconhecida ou incerta, considera-se como não vacinada previamente. Dois esquemas sãopossíveis,devendoaúltimadoseser aplicada preferencialmente até 20 dias antes do parto. O primeiro esquema é composto de três doses durante a gravidez com intervalos de 30 a 60 dias entre as doses, uma dose deve ser de dTpa. No segundo esquema, aplica-se duas doses durante a gravidez, sendo que uma dose deve ser de dTpa, com intervalo mínimo de 30 dias, e reforço 6 meses após dose inicial. Grávidas com esquema com- pleto prévio Uma dose de dTpa durante a gravidez, em toda gestação. Grávidas com uma ou duas doses anteriormente Completar três doses durante a gravidez atual com dTpa. Eventos adversos Podem ocorrer febre, calor, inchaço e dor local. Ocasionalmente, forma-se nódulo subcutâneo. Contraindicações Anafilaxia aos componentes da vacina; doença febril aguda; quadro neurológico (síndrome Guillain- Barré) após vacinação anterior. Pode ser aplicada simultaneamente ou a qualquer intervalo de outras vacinas. Conservação Entre +2ºC e +8ºC. Não congelar. Vacina dupla tipo adulto (difteria e tétano) e tétano (toxoide tetânico)
  • Guia Prático de Vacinas 2013 34
  • CALENDÁRIO OCUPACIONAL (BASEADO na sociedade brasileira de imunizações) OCUPACIONAL Vacinas Saúde Alimentosebebidas Policiais,militarese bombeiros Dejetoseáguas contaminados Crianças Animais Profissionaisdosexo Administrativa Aviação Queviajammuito Manicuresepedicures Coletoresdelixo Tríplice viral X X X X X X X X X X X X Hepatite A X X X X X X X X X Hepatite B* X X X X X X X X HPV X Difteria, Tétano e Coqueluche X X X X X X X X X X Varicela X X X X Influenza (Gripe) X X X X X X X X X X X X Meningocócica conjugada X X X X Febre amarela X X X X Raiva (3 doses) X X Poliomielite ina- tivada X X 36
  • Guia Prático de Vacinas 2013 37 Profissionais da saúde Médicos, enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, patologis- tas e técnicos de patologia, dentistas, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, pes- soal de apoio, manutenção e limpeza de ambientes hospitalares, maqueiros, motoristas de ambulância, técnicos de radiologia e outros profissionais que frequentam assiduamente os serviços de saúde, tais como representantes da indústria farmacêutica. Profissionais que lidam com alimentos e bebidas Profissionais lotados em empresas de alimentos e bebidas, cozinheiros, gar- çons, atendentes, pessoal de apoio, manutenção e limpeza, entre outros. Profissionais que lidam com dejetos e/ou águas poten- cialmente contaminadas Mergulhadores, salva-vidas, guardiões de piscinas, manipuladores de lixo, es- gotos e águas fluviais e profissionais da construção civil. Profissionais que trabalham com crianças Professores e outros profissionais lota- dos em escolas, creches e orfanatos. Profissionais que lidam com animais Veterinários e outros profissionais que lidam com animais e também os fre- quentadores e visitantes de cavernas. Profissionais administrativos Que trabalham em escritórios, fábricas e outros ambientes geralmente fecha- dos. Profissionais que viajam muito Aqueles que por viajarem muito para o exterior se colocam em risco para doenças infeciosas não controladas em outros países. Observações Devem ser respeitadas as contra- indicações individuais. A vacinação combinada contra as hepatites A e B é preferível à vacinação isolada contra as hepatites A e B. DarpreferênciaavacinaMeningocócica conjugada ACWY. Definições
  • Guia Prático de Vacinas 2013 38 Indicação Proteção contra hepatite B e consequentemente hepatite D. Vacina combinada contra hepatites A e B também está disponível. Composição Vacina consiste de subunidades do vírus da hepatite B (HBsAg) produzidas em células de fungo (S. cerevisiae) por recombinação genética. Contém alumínio. Eficácia aproximada de 95%. Fabricante GlaxoSmithKline/MSD /Sanofi Pasteur. Via de administração Intramuscular. Não aplicar na região glútea. Esquema de aplicação Três doses (0, 30 e 180 dias). A 1ª dose deve ser aplicada no recém-nascido nas primeiras 12 horas de vida. A 3ª dose não deve ser aplicada antes dos 6 meses de vida. Apresentação infantil: 0,5ml de suspensão; 0 a 19 anos de idade. Apresentação adulto: 1,0 ml de suspensão; a partir de 20 anos de idade. Esquema em atrasos Devem-se avaliar as datas das doses anteriores e observar intervalos mínimos entre as doses: • Entre 1ª e 2ª dose: 30 dias • Entre 1ª e 3ª dose: 180 dias (6 meses) • Se já passaram 6 meses entre a 1ª e 2ª dose, o intervalo entre 2ª e 3ª dose será de 60 dias (2 meses). Observações A dosagem de anti-HBs (>10mUI/ml) permite avaliação da imunidade e deve ser realizada 30 a 60 dias após a terceira dose. Pessoas com esquema completo, mas com anti-HBs <10mUI/ ml podem receber uma dose da vacina e realizar a dosagem do anti-HBs um mês após para avaliação da imunidade. Não é necessário repetir o esquema completo. A repetição do esquema completo, no caso da não positivação do anti-HBs, não deve ser realizado mais de uma vez. Para pacientes renais crônicos e imunocomprometidos, aplicar esquema de 4 doses (0, 1, 2, 6-12 meses) com dosagem dobrada para a idade. Caso a primeira dose tenha sido aplicada em menores de 2 kg de peso (no primeiro mês de vida), aplica-se uma quarta dose (0, 1, 2 e 6 meses). Eventos adversos Dor, vermelhidão, formação de nódulo e inchaço local. Ocasionalmente, forma-se nódulo subcutâneo. Fadiga, febre baixa, náuseas e cefaleia podem ocorrer, mas em geral trata-se de coincidência temporal. Contraindicações Alergia grave ao S. cerevisiae ou ao alumínio; doenças febris agudas. Pode ser aplicada simultaneamente ou a qualquer intervalo de outras vacinas. Conservação Entre +2ºC e +8ºC. Não congelar. Vacina hepatite B
  • Guia Prático de Vacinas 2013 39 Indicação Protege contra infecção pelos tipos de vírus Influenza contidos na vacina. In- dicada prioritariamente para adultos maiores de 50 anos; crianças maiores de 6 meses e menores de 5 anos de idade; pessoas de 2 a 50 anos de idade que tenham contato com idosos ou portadores de doenças cardíacas, pul- monares, diabetes, disfunção renal, hemoglobinopatias ou imunossu- pressão; trabalhadores da saúde; grávi- das que estarão no segundo ou tercei- ro trimestre de gestação na temporada de Influenza; indivíduos que queiram diminuir o risco de Influenza; viajantes para áreas de alta incidência. Intradér- mica: Vacina Trivalente. Indicada a par- tir de 18 anos de idade (de 18 a 59 anos e 11 meses). Composição Vírus cultivados em ovos embrionados, inativados e fracionados. É produzida anualmente com as cepas dos vírus recomendadas pela Organização Mun- dial de Saúde para o Hemisfério Sul. Contémtraçosdeneomicina,dependen- do do fabricante. Eficácia de 70% a 90%. Fabricante GlaxoSmithKline, Sanofi Pasteur, Ab- bott, Novartis, Meizler. Via de administração Intramuscular (preferencialmente) ou subcutânea. Intradérmica (apenas a vacina IDFLU®). Esquema de aplicação Apresentação infantil (0,25 ml): 6 a 35 meses de idade; no primeiro ano de vacinação devem ser aplicadas duas doses com intervalos de 30 dias en- tre cada dose. Após primeiro ano de vacinação, somente uma dose por ano. Caso a criança tenha recebido apenas uma dose no primeiro ano, deve rece- ber duas doses no segundo. A apre- sentação infantil pode ser substituída por metade da dose da apresentação adulto. Apresentação adulto (0,5 ml): 3 a 8 anos de idade; no primeiro ano de vacinação devem ser aplicadas duas doses com intervalos de 30 dias. Após primeiro ano, uma dose por ano. Caso a criança tenha recebido apenas uma dose no primeiro ano, deve receber duas doses no segundo. Maiores de 9 anos: apenas uma dose a cada ano. Intradérmica: seringa preenchida con- tendo 0,1ml. Esquema de aplicação: Dose única anual. Eventos adversos Dor localizada, vermelhidão e inchaço no local. Podem ocorrer febre baixa e cansaço muscular. É rara a ocorrência de febre alta, já tendo sido registrada convulsão febril com relação temporal à aplicação da vacina. Contraindicações Anafilaxia aos componentes da vacina (inclusive ovo); doenças febris agudas. Pode ser aplicada simultaneamente ou a qualquer intervalo de outras vacinas. Conservação Entre+2ºCe+8ºC.Nãopodesercongelada. Vacina influenza inativada (gripe)
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  • VACINAÇÃO DO VIAJANTE VIAJANTE Difteria, tétano e coqueluche Reforço com a vacina dT ou dTpa a cada 10 anos. Disponível na vacina combinada dTpa+IPV (combinada à vacina Poliomielite inativada). Poliomielite Indicada para os que se têm como destino regiões onde há casos sel- vagens da doença, como alguns países na Ásia e África, pois a doença pode acometer também adultos. A transmissão é fecal-oral, sobretudo em regiões com condições inadequadas de higiene. Disponível na vacina combinada dTpa+IPV. Febre amarela Está indicada a todos que residem em Minas Gerais ou que vão viajar para regiões com casos da doença. Aplica-se uma dose a cada 10 anos. É exigida do brasileiro para entrada em vários países, sendo nesse caso necessária a apresentação do“Cartão Internacional de Vacinação”. Hepatite B Está indicada a todos que desejam se proteger contra este tipo de he- patite. São necessárias três doses. O esquema mais utilizado é realizado dentro de seis meses. Existem regiões que possuem maior incidência da doença. É possível“vacinação acelerada”em situações de maior risco (0, 7 dias, 21 dias e 12 meses após a primeira dose). Hepatite A Está indicada a todos que desejam se proteger contra este tipo de hepatite. Transmitida por alimentos e água contaminados, é a doença que pode ser prevenida por vacina que mais comumente acomete os viajantes. Normalmente, a infecção é branda, mas em taxas variáveis com a idade pode ser fulminante. A primeira dose já é altamente prote- tora, sendo a segunda aplicada após 6 meses. Existe vacina combinada contra as hepatites A e B, permitindo uma única aplicação. Catapora (Varicela) A vacina contra a varicela está indicada a todos que desejam se prote- ger contra a doença e que ainda não apresentaram tal infecção. Tríplice viral A alta transmissiblildade do sarampo levou a ocorrência de surtos recentes na Europa. Indivíduos que não receberam duas doses contra rubéola, sarampo ou caxumba devem ser vacinados com a vacina Tríplice Viral. Meningocócica conjugada A vacina está indicada a todos que desejam se proteger contra me- ningite meningocócica, principalmente os que se dirigem para o “cinturão”de meningite da África e para Índia. A vacina é aplicada em dose única para maiores de 1 ano de idade. Recomenda-se a vacina A, C, W, Y para todos os maiores de 11 anos de idade. Febre tifoide A vacina é recomendada para viajantes que se dirigem a regiões de alta ocorrência da doença. Medidas de higiene, como consumo de água tratada e o consumo de alimentos preparados adequadamente, são a melhor forma de prevenção. 42
  • Guia Prático de Vacinas 2013 43 Indicação Proteção contra febre tifoide para viajantes a áreas de risco e algumas atividades profissionais. Composição Polissacarídeo capsular Vi purificado de Salmonella typhi (cepa Ty2), fenol, cloreto de sódio, fosfato dissódico diidratado, fosfato monossódico e água para injeção. Fabricante Sanofi Pasteur. Via de administração Intramuscular. Utilizar via subcutânea para portadores de distúrbios da coagulação. Esquema de vacinação Aplicada a partir de 2 anos de idade em dose única. Pode ser feita revacinação após 3 anos, se a indicação persistir. Eventos adversos Principalmente locais (dor, edema, hiperemia). Eventos sistêmicos e alérgicos são raros. Contraindicações Menores de 2 anos de idade. Reação alérgica grave anterior com algum componente da vacina. Conservação Entre +2ºC e +8ºC. Não pode ser congelada. Vacina febre tifOide
  • Guia Prático de Vacinas 2013 44 Indicação Proteção contra febre amarela para residentes em áreas de risco (inclui Minas Gerais) e viajantes. Composição Vacina de vírus vivo atenuado Cepa 17D-204. Imunogenicidade superior a 95%. A proteção se inicia de sete a dez dias após a vacinação. Fabricantes Sanofi Pasteur. Via de administração Subcutânea. Esquema de aplicação Aplicada a partir de 9 meses de idade, embora seja mais imunogênica a partir de um ano de idade. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda a revacinação após dez anos. Eventos adversos Cercade5%dosvacinadosapresentam um quadro de febre e dor no corpo, geralmente iniciando-se no quarto dia após a vacinação. Reações fatais já ocorreram, simulando a doença. Encefalite pelo vírus vacinal é rara após 1 ano de idade. Contraindicações Anafilaxia aos componentes; gestação; imunodeprimidos; uso de corticoides oral ou parenteral por mais de 15 dias (>2mg/kg/dia ou 20mg/dia de prednisona); doenças febris agudas; tratamento com derivados do sangue (consultar equipe técnica); quimioterapia e radioterapia nos últimos três meses; alergia grave a ovo; doenças autoimunes, doenças do timo; mulheres amamentando crianças menores de seis meses de idade. Dependendo da situação epidemiológica, é aplicada em gestantes e HIV positivos sem imunodeficiência, com autorização das autoridades de vigilância epidemiológica. Não aplicar em pessoas que tenham acima de 60 anos de idade se não preencher as recomendações epidemiológicas do Ministério da Saúde (ver www.saude. gov.br/svs). Pode ser aplicada simultaneamente a qualquer vacina, evitando-se a vacina contra sarampo, caxumba e rubéola (tríplice viral) em crianças pela possibilidade de interferência, intervalar 30 dias. Pode ser aplicada no mesmo dia da vacina varicela; caso não o seja, recomenda-se intervalo de 30 dias. Conservação Entre +2ºC e +8ºC. Inativada pela luz solar direta (não pela artificial). Vacina febre amarela
  • CALENDÁRIO DO IDOSO (BASEADO na sociedade brasileira de imunizações) IDOSO Vacinas Esquema e Comentários Sarampo, caxumba e rubéola (Triviral)1 Dose única para indivíduos com mais de 60 anos. Hepatite A 2 Duas doses, a segunda dose 6 meses após a pri- meira Hepatite B3 Três doses, esquema especial (4 doses) para re- nais crônicos imunocomprometidos, e alguns outros pacientes de alto risco Difteria, tétano e coqueluche Reforço a cada 10 anos (dTpa, preferencialmen- te, ou dT) Para adultos não vacinados ou com história va- cinal desconhecida, iniciar esquema com três doses (dTpa + dT + dT) Influenza (gripe) Dose única anual Pneumocócica polivalente (Pneumo 23)4 Dose única para maiores de 60 anos e reforço após 5 anos Para pacientes entre 2 e 60 anos, é indicada em casos especiais Meningocócica conjugada 5 Dose única Febre amarela Uma dose a cada 10 anos. Contraindicada para imunocomprometidos e gestantes 1. Não deve ser rotina, considerar risco (como surtos e viagens). 2. Após avaliação sorológica ou situação de exposição ou surtos. 3. Deve-se preferir a vacina combinada contra hepatite A e B, quando indicado ambas. 4. Considerar a vacina Pneumo 13-valente para os de maior risco de doença pneumocócica. 5. Em situações de epidemia, preferencialmente ACWY. 46
  • Guia Prático de Vacinas 2013 47 Indicação Proteção contra infecções invasivas pelo pneumococo para maiores de 2 anos de idade. Para menores de 2 anos de idade, vide vacina conjugada pneumocócica. Composição Polissacarídeos purificados, não conjugados, de 23 sorotipos de pneumococos. Contém fenol e timerosal. Eficácia de 60% a 77%. Fabricante Sanofi Pasteur/MSD. Via de administração Subcutânea ou intramuscular. Dose de 0,5ml. Esquema de aplicação Dose única em maiores de 2 anos de idade. Aplicar uma segunda dose, 5 anos após a primeira, especialmente em imunocomprometidos ou acima de 60 anos de idade, quando vacinados com uma dose antes dessa faixa etária. Não está indicada para crianças e adultos com menos de 60 anos rotineiramente. Indicada para adultos com idade maior ou igual a 60 anos; pessoas entre 2 e 60 anos portadoras de doenças crônicas (cardiopatas, DPOC, hepatopatias, diabéticos); etilistas; portadores de fístulas liquóricas; esplenectomizados; aspleniafuncional;hemoglobinopatias; HIV positivos; síndrome nefrótica; leucemias; linfomas; neoplasias malignas; e imunodepressão, incluindo usuários de corticoides. Crianças e adolescentes com risco para doença invasiva podem receber a vacina pneumocócica 13-valente até os 18 anos e, com intervalo de 2 meses, a pneumo 23. Em caso de esplenectomia, deve ser aplicada duas semanas antes da cirurgia. Aplicação em pessoas entre 2 a 59 anos de idade somente com retenção da receita médica. Eventos adversos Calor,inchaço,eritemaedorlocal,febre e mialgia. Ocasionalmente, forma-se nódulo subcutâneo. Efeitos adversos locais são mais comuns e intensos na revacinação. Contraindicações Anafilaxia à dose anterior ou ao timerosal; menores de 2 anos de idade; intervalo menor que três anos da dose anterior (exceto transplantados de medula óssea); doença febril; gravidez. Pode ser aplicada simultaneamente ou a qualquer intervalo de outras vacinas. Conservação Entre +2ºC e +8ºC. Não pode ser congelada. Vacina pneumocócica polivalente (polissacarídica 23 valente)
  • Guia Prático de Vacinas 2013 48
  • VACINAS EM SITUAÇÕES ESPECIAIS SITUAÇÕES ESPECIAIS 50
  • Guia Prático de Vacinas 2013 51 Indicação Proteção contra o Haemophilus influenzae B em menores de 5 anos de idade. Acima desta idade, em pacientes especiais, principalmente esplenectomizados. Disponível nas vacinascombinadas(videpentavalente e hexavalente). Composição Polissacarídeo capsular do hemófilos (PRP) conjugado à proteína carreadora. Eficácia de 88% a 97%. Fabricante GlaxoSmithKline/Sanofi Pasteur. Via de administração Intramuscular. Esquema de aplicação Varia de acordo com a idade de início da vacinação. Início a partir de 2 meses de idade (4 doses): três doses com intervalo de 2 meses e um reforço aos 15 meses de idade. Início de 6 a 12 meses de idade (3 doses): duas doses com intervalos de 2 meses e um reforço após 12 meses de idade. A partir de 1 ano de idade: dose única. Segunda dose indicada em imunocomprometidos, com intervalo de 2 meses. Eventos adversos Podem ocorrer febre baixa, sonolência, dor, vermelhidão e inchaço local. Ocasionalmente, forma-se nódulo subcutâneo. Contraindicações Anafilaxia aos componentes da vacina (inclusive ao toxoide tetânico); doença febril aguda; grávidas. Pode ser aplicada simultaneamente ou a qualquer intervalo de outras vacinas. Conservação Entre +2ºC e +8ºC. Não pode ser congelada. Vacina Haemophilus influenzae B
  • Guia Prático de Vacinas 2013 52
  • INFORMAÇÕES GERAIS 53 Guia Prático de Vacinas 2013 Injetáveis Orais Rubéola, sarampo, caxumba, varicela (triviral/ SCR e tetraviral) e febre amarela. Poliomielite e rotavírus Vacinas Vírus Vivos Atenuados Intervalo Mínimo Necessário entre Vacinas Diferentes Vacinas Intervalo mínimo entre vacinas Entre 2 inativadas NENHUM Entre 1 inativada e 1 viva atenuada NENHUM Entre 2 vivas atenuadas injetáveis 30 dias (alguns autores admitem 15 dias) Entre 2 vivas atenuadas por via oral NENHUM (exceção: entre polio oral e rotavírus, desejável esperar 15 dias, aten- tando para a idade máxima limite para a aplicação).
  • Intervalo Mínimo Necessário entre Vacinas Diferentes OBS.: Caso o paciente retorne posteriormente à data prevista para a aplicação, não é necessária a repetição de qualquer dose. Vacina Intervalo Mínimo entre Doses DTPa/Hexa/Penta 1 mês entre as 3 primeiras; 6 meses entre a 3ª e o 1º reforço. Poliomielite 1 mês Hepatite B Entre 1ª e 2ª dose: 1 mês Entre 2ª e 3ª dose: 2 meses Entre 1ª e 3ª dose: 6 meses (já admiti-se 4 meses) Hepatite A 6 meses Hepatite A+B combinada Entre 1ª e 2ª dose: 4 semanas/ 1 mês Entre 2ª e 3ª dose: 20 semanas/ 5 meses Entre 1ª e 3ª dose: 24 semanas/ 6 meses Tríplice Viral 1 mês Varicela < 13 anos 3 meses Varicela > 13 anos 1 mês Meningo C conju- gada 1 mês Pneumo 13 conju- gada No 1º ano de vida: 6 semanas. A partir de 1 ano de vida: 8 semanas HPV Entre 1ª e 2ª dose: 1 mês Entre 2ª e 3ª dose: 3 meses Entre 1ª e 3ª dose: 6 meses (já admiti-se 4 meses) Rotavírus 1 mês 55
  • 55 SC = subcutânea; IM = intramuscular; ID = intradérmica; VO = oral Vacinas Vias < 2 anos > 2 anos BCG ID Deltoide direito Deltoide direito Febre tifoide IM - Deltoide/Glúteo Hepatite A IM Vasto lateral coxa Deltoide Hepatite B IM Vasto lateral coxa Deltoide Hepatite A + B IM Vasto lateral coxa Deltoide DTPa IM Vasto lateral coxa/Glúteo Deltoide/Glúteo Tétano IM Vasto lateral coxa Deltoide/Glúteo Tríplice bacteriana adulto IM - Deltoide/Glúteo Pentavalente IM Vasto lateral coxa/Glúteo Deltoide/Glúteo Hexavalente IM Vasto lateral coxa Deltoide Hemófilos IM Vasto lateral coxa/Glúteo Deltoide/Glúteo Tríplice viral (SCR) SC Vasto lateral coxa/Glúteo Deltoide/Glúteo Pneumo Polivalente IM Vasto lateral coxa Deltoide/Glúteo Pneumo Conjugada IM Vasto lateral coxa Deltoide Meningo C conjugada IM Vasto lateral coxa Deltoide Meningo quadrivalente ACWY IM - Deltoide Influenza (Gripe) IM/SC Vasto lateral coxa/Glúteo Deltoide/Glúteo Influenza (IDFLU) ID - Deltoide/Glúteo Varicela (Catapora) SC Vasto lateral coxa/Glúteo Deltoide/Glúteo Rotavírus VO Oral - dTpa+IPV IM - Deltoide/Glúteo HPV (ambas) IM - Deltoide Vias e Locais de Aplicação
  • VACINAÇÃO SIMULTÂNEA Consiste  na administração de duas ou mais vacinas ao mesmo tempo, em diferentes locais ou vias sem que isso interfira na resposta imunológica, mantendo uma distância razoável, 2,5 a 5 cm entre elas, após avaliação do músculo. Em crianças, o local preferencialmente utilizado para aplicações múltiplas é o músculo vasto lateral da coxa. O fator limitante é somente o desconforto pessoal do cliente, não há restrições ao número de aplicações. MÉTODOS PARA ALÍVIO E CONTROLE DA DOR A amamentação, imediatamente após a vacinação, é um potente“analgésico”para os lactentes e deve ser estimulada. O uso de solução de glicose ou sacarose, 12% a 50%, administrada via oral após o procedimento, mostrou-se eficaz para diminuir a dor em neonatos e bebês até 6 meses. Oposicionamentodocliente,paramelhorrelaxamentodomúsculo,éextremamente importante. Aplicações no músculo vasto lateral da coxa devem ser feitas com o joelho ligeiramente fletido, no deltoide, fazer flexão do cotovelo com o braço e o antebraço junto ao tórax, no glúteo, manter a rotação interna do fêmur. Bebês e crianças podem relaxar melhor quando colocados no colo da mãe. Adolescentes e adultos devem ser vacinados sentados. O uso tópico da associação de prilocaína-lidocaína por cerca de 60 minutos antes promove anestesia superficial e diminuição da dor no momento da aplicação de vacinas. Existem estudos demonstrando que o uso desse produto não interfere na resposta imune da maioria das vacinas. 57
  • 57 Bibliografia Brasil. Ministério da Saúde. Coordenação do Programa Nacional de Imunizações. Manual de normas de vacinação. 3a ed. Brasília, 2001. 68 p. Brasil. Ministério de Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância Epidemiológica. Programa Nacional de Imunizações. Manual dos centros de referência de imunobiológicos especiais. 3a ed. Brasília, 2006. 155 p. Brasil. Ministério da Saúde. Fundação Nacional de Saúde. Manual de vigilância epidemiológica dos eventos adversos pós-vacinais. 1a ed. Brasília, 1998. 102 p. Rodrigues, L.C. et al. Effect of BCG revaccination on incidence of tuberculosis in school-aged children in Brazil: the BCG-REVAC cluster-randomised trial. Lancet. Oct 8 2005; v366 i9493 p.1290(6). AMERICAN ACADEMY OF PEDIATRICS. Red Book: report of the committee on infectious diseases. 27a ed. Elk Grove Village, 2009. 863 p. Plotkin, A.S.; Orenstein, W. A. & Offit, P. A. Vaccines. 5a ed. Philadelphia: Saunders, 2008: 1725 p. Tavares, E.C.; Ribeiro, J.G.; Oliveira, L.A. Imunização ativa e passiva do prematuro extremo. J. Pediatr, 2005; 81 (1 Supl.): 589-94. FARHAT,C.K.;Weckx,L.Y.;Carvalho,L.H.F.R.;Succi,R.C.M.Imunizações:fundamentos e prática. 5a ed. São Paulo: Atheneu, 2008.
  • 59 Vasconcelos, P. F. da C. Febre amarela. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, 2003; 36(2): 275-93. Ruiz-Palacios, G. M.; Pérez-Schael, M.; Vélazquez, F. R. et al. Safety and efficacy of an attenuated vaccine against severe rotavirus gastroenteritis. N Engl J Med, 2006; 354: 1: 11-22. Oliveira, M.T. C.; Caiaffa,W.T. Resurgimiento de la epidemia de sarampión: situación de Minas Gerais, Brasil. Rev. Panam. Salud Publica / Pan American Journal of Public Health, v. 4, n. 4, p. 252- 257. 1998. Martins, R. M. e cols. Incidência de episódios hipotônicos-hiporresponsivos associados à vacina combinada DTP/Hib usada no Programa Nacional de Imunizações. J. Pediatr (Rio J.). 2007; 83(6): 523-528. Cunha, J.; Krebs, L. S.; Barros, E. et al. Vacinas e imunoglobulinas: consulta rápida. Porto Alegre: Artmed, 2009. 608 p. Neto, V. A.; Ballalai, I.; Bricks, L. F. et al. Atualizações, orientações e sugestões sobre Imunizações. São Paulo: Segmento Farma, 2011. 594 p. WHOWorldHealthOrganization.Internationaltravelandhealth.Geneva,2011.254p.