Fratura de vértebra

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Fratura de vértebra

  1. 1. Fratura de vértebra A fratura em compressão é o tipo mais comum que atinge a coluna. Esta fratura pro- voca um colapso na altura da vértebra. Elas são frequentemente encontradas nos casos de osteoporose. Nos Estados Unidos ocorrem cerca de 700.000 fraturas em compressão por ano, devido à osteoporose. Pequenos traumas, e mesmo atividades normais podem causar fratura em compressão nos pacientes com osteoporose. As metástases de câncer de outras partes do corpo também podem atingir a coluna causando fraturas em compressão. Outra causa importante são os traumas como cair de nádegas, ou uma pressão sobre a cabeça. As fraturas em compressão ocasionadas por trauma podem invadir o canal espinhal, e comprimir o tecido nervoso causando paralisia. Anatomia • Ossos e articulações: A coluna vertebral é formada por 24 ossos móveis chamados vértebras. As vértebras estão empilhadas umas sobre as outras formando a coluna vertebral, que é o principal suporte do corpo humano na posição ereta. Quando observada de lado, a coluna tem 3 curvas. No pescoço ela é chamada de coluna cervical e a curva é para dentro, chamada de lordose cervical. Na parte torácica a curva é para fora, chamada de cifose torácica. Na parte de baixo ela é chamada de coluna lombar, e a curva também é para dentro, chamada de lordose lombar. A coluna torácica é formada por 12 vértebras conhecidas como T1 à T12. A maior saliên- cia que sentimos na base do pescoço é a última vértebra cervical chamada de C7. Esta vértebra se conecta com a primeira vértebra torácica (T1). A última vértebra torácica (T12) se conecta com a primeira vértebra lombar (L1). Esta é a região da coluna mais acometida pelas fraturas. As vértebras têm o mesmo formato. Na parte anterior encontramos um bloco de osso chamado corpo vertebral. Na parte posterior temos um anel ósseo, que forma um canal por onde passa a medula espinhal. Este anel se liga ao corpo por dois ossos chamados de pedículos. Estes pedículos se continuam como as lâminas, que ligam na parte poste- rior da coluna. Dás lâminas se projeta para trás a apófise espinhosa, que é a saliência óssea que sentimos nas costas. Também temos projeções ósseas laterais conhecidas como processos transversos.
  2. 2. O canal formado pelos anéis vertebrais é conhecido como canal espinhal. Por este canal passa a medula com seus feixes nervosos levando informações sensitivas para o cérebro, e trazendo comandos motores do cérebro para os músculos efetuarem os movimentos. Entre as vértebras de cada segmento espinhal encontramos duas articulações face- tárias, localizadas na parte posterior da coluna. Há duas articulações entre cada par de vértebras, ou seja, uma de cada lado da coluna. Estas articulações mantêm a coluna alinhada, e permitem os movimentos para frente, para trás e para os lados. As superfícies destas juntas facetárias são recobertas por cartilagem articular. A carti- lagem é formada de um material emborrachado, que permite que os ossos se mexam entre si, sem atrito. De cada lado das vértebras também encontramos um pequeno túnel conhecido como forâmen neural. Por este túnel os nervos espinhais saem da coluna para inervar o corpo. • Nervos: Como já dissemos, dentro do canal espinhal encontramos a medula. De cada segmento medular sai dois nervos espinhais, à direita e a esquerda, que passam pelos foramens neurais e vão inervar os músculos e órgãos do tórax e abdômen. • Tecido conjuntivo: Chamamos de tecido conjuntivo uma rede de fibras que mantém juntas as células do nosso corpo. Os ligamentos são formados por um resistente tecido conjuntivo que co- necta um osso ao outro. Encontramos vários ligamentos tanto na frente como atrás da coluna conectando as várias vértebras. O ligamento longitudinal anterior esta na frente dos corpos vertebrais. O ligamento longitudinal posterior esta atrás dos corpos vertebrais. O ligamento amarelo é um liga- mento elástico que conecta as lâminas das vértebras. Também encontramos ligamen- tos ligando os processos transversos das vértebras as costelas. O disco intervertebral também é feito de um tecido conjuntivo chamado colágeno. Ele tem uma parte central chamada de núcleo pulposo, que é um colágeno gelatinoso, e um anel fibroso, formado por fibras colágenas mais resistentes. Sua função é absorver choques e participar da estabilidade e mobilidade da coluna. Eles estão localizados en- tre dois corpos vertebrais. • Músculos: O arranjo muscular da coluna torácica é feito por camadas. São vários músculos dis- tribuídos em camadas superficial, média e profunda. Eles conectam as vértebras entre
  3. 3. si, as vértebras com o ombro, com as costelas, e com os ossos da bacia. • Segmento espinhal: Chamamos de segmento espinhal a formação de duas vértebras separadas pelo disco intervertebral, os nervos espinhais que saem por estas vértebras, e as facetas articula- res que ligam estas vértebras. Causas Quando os ossos são saudáveis e fortes, eles conseguem suportar as forças e tensões das atividades normais. As fraturas em compressão ocorrem quando as forças são mui- to grandes, ou se os ossos não são suficientemente fortes, ocasionando uma rachadura no corpo vertebral. As fraturas por trauma tendem a comprometer mais a parte posterior do corpo verte- bral, enquanto as fraturas por osteoporose ocorrem mais na parte anterior do corpo. A osteoporose é uma doença que enfraquece o osso, e pode ocasionar fraturas espe- cialmente da coluna aos mínimos esforços e mesmo espontaneamente. Além da dor temos um aumento do ângulo da coluna para frente causando uma aparência de cor- cunda, chamada de cifose. Os distúrbios da glândula paratireóide também enfraquecem os ossos. Esta glândula que se localiza atrás da tireóide, no pescoço, produz um hormônio chamado paratir- eoídeo que regula a quantidade de cálcio no sangue. Quando este hormônio esta au- mentado, ele retira muito cálcio do osso, que fica enfraquecido. Esta doença é chamada de hiperparatireoidismo, e geralmente é causada por um adenoma. Vários tipos de câncer também podem se espalhar para a coluna. Chamamos esta situação de metástase. Também ocorre um enfraquecimento do corpo vertebral, que se fratura. Os traumas de várias origens também podem ocasionar fratura em compressão. Estas fraturas são de intensidade variável. Sintomas Geralmente ocorre dor na altura da vértebra fraturada. Como ocorre um colapso da vé- rtebra, o paciente pode apresentar uma aparência de corcunda. No local encontramos espasmo muscular e redução da mobilidade. Dependendo da intensidade da fratura podemos encontrar fragmentos ósseos dentro do canal espinhal. Estes fragmentos podem comprimir os nervos causando déficit mo- tor e sensitivo.
  4. 4. As fraturas também podem ocasionar uma instabilidade da coluna com aumento do quadro doloroso e intensificação de deformidades. Diagnóstico O diagnóstico começa com a história clínica e o exame físico completo. São analisados a dor, os movimentos da coluna, a força muscular, os reflexos e a sensibilidade. O RX simples e a tomografia computadorizada são muito úteis para estudarmos a es- trutura óssea. A ressonância magnética também pode ser solicitada para análise dos tecidos moles, que frequentemente também são lesados nas fraturas. O mapeamento ósseo e a densitometria óssea são utilizados na suspeita de osteoporose e metástase do câncer. Tratamento Boa parte dos pacientes é tratada com medicamentos para controle da dor, e imobiliza- ção por coletes externos. Estes coletes especiais são chamados de órteses, e desenha- dos para imobilizar a coluna com o máximo conforto possível. Os procedimentos cirúrgicos a céu aberto estão indicados nos pacientes com instabili- dade da coluna e com invasão do canal espinhal. Um novo procedimento chamado vertebroplastia esta sendo muito utilizado nas fratu- ras em geral, e em especial na osteoporose. Trata-se da injeção percutânea de um ci- mento ósseo chamado polimetilmetacrilato (PMMA) no corpo vertebral fraturado. Este cimento fixa o osso melhorando substancialmente a dor. Um outro procedimento chamado cifoplastia também esta sendo usado. Na verdade é uma variante da vertebroplastia, com o emprego de balões que insuflam a vértebra, que logo em seguida também é cimentada. Reabilitação A reabilitação é demorada e deve ser feita por um bom programa de fisioterapia. A fratura modifica a biodinâmica da coluna, de tal forma que é preciso combater a dor, dar estabilidade e fortalecer a musculatura. É necessário aprender a se mover e fazer atividades com novos hábitos.

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