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O chefe à sua mesa
 

O chefe à sua mesa

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    O chefe à sua mesa O chefe à sua mesa Document Transcript

    • O CHEFE à sua MESA Convidar o seu chefe para jantar lá em casa não tem de ser uma dor de cabeça. Basta tratá-lo como convidado de honra que é e preparar tudo com antecedência Por Cíntia Sakellarides Convidar o seu chefe para jantar em sua casa não tem de ser um quebra-cabeças. Afinal, só o irá fazer caso tenha alguma intimidade com ele. O conselho é de Isabel Amaral, consultora de protocolo empresarial e autora de Imagem e Sucesso: Guia de Protocolo para Empresas: «Se o convida para ir a sua casa, está a colocá-lo contra a parede: pode não lhe interessar fazer essa distinção em relação aos outros colaboradores, mas ele também não quer dizer que não.» Se pretende falar de negócios, o melhor mesmo é convidá-lo para um restaurante. Se porventura andou com ele na universidade ou têm amigos comuns e está decidida a ir com a ideia para a frente, comece por fazer uma lista de convidados. Mas atenção: não convide outras pessoas da empresa. «Assim ele vai sentir-se sempre como chefe», explica Isabel Amaral. Convide antes amigos comuns ou pessoas que integrem o mesmo grupo profissional e previna-se contra potenciais incompatibilidades. Já lá vai o tempo em que se convidava o chefe com vista a uma promoção. Hoje este tipo de «graxa» até pode parecer mal. Se o que pretende é apenas que o seu chefe conheça a sua família, o melhor é aguardar que ele tome a iniciativa, dizendo, por exemplo: «Gostava de conhecer a sua família.» Agora que já sabe quem vai convidar, está na hora de partilhá-lo com as pessoas em questão. Faça-o com, pelos menos, uma semana de antecedência, para dar tempo às pessoas para se organizarem. Isabel Amaral aconselha convites escritos para um jantar com mais de 12 pessoas. De outra forma basta um telefonema. Maria Amélia Oliveira Martins, que tem uma empresa de relações públicas, a Relacionar, costumava receber uma vez por mês. Para os seus jantares, que raramente ultrapassavam 20 pessoas, optava por fazer os convites por telefone. Sonde sempre o seu chefe, que deve ser convidado pessoalmente, antes, para que tenha a certeza de que ele não tem nenhum compromisso importante marcado para esse dia. Isabel Amaral lembra que no protocolo «é tudo uma questão de bom senso, bom gosto e boa educação. Se vamos fazer tudo tão bem feito que as pessoas ficam intimidadas, então não vale a pena». Refere-se, por exemplo, a enviar convites impressos para uma pessoa jovem e pouco formal. O seu convidado de honra é o seu chefe e, como tal, ele deve ser sempre o último a chegar. Deste modo, peça aos outros convidados para chegarem um pouco mais cedo. Ao estabelecer horas, conte sempre com pelo menos meia hora para os aperitivos e esteja pronta outra meia hora antes da hora marcada. A pontualidade é um caso sério no nosso país. O que fazer quando o convidado de honra está uma hora atrasado e o resto dos presentes está quase a desmaiar de fome? «Se o convidado de honra fizer esperar mais de uma hora, o melhor é telefonar para o seu telemóvel, para ver o que se passa, e depois sentar-se à mesa», responde a consultora. Com os restantes convidados é-se menos benevolente. «Se o convidado de honra já tiver chegado, então acaba-se por dizer para passar para a mesa», diz Isabel Amaral. «Espero sempre, a não ser que telefonem a dizer que estão muito atrasados», explica Amélia Oliveira Martins, enfatizando o facto dos seus jantares não serem muito cerimoniosos. Mas a pequena empresária não espera eternamente: «Mais ou menos três quartos de hora.» É usual os convidados trazerem algo para a dona da casa, como flores ou chocolates. No caso das flores, deve pô-las logo numa jarra e colocá-las bem à vista, na sala. «Mesmo que tenha tido o cuidado de decorar a sala com flores de outra cor», aconselha Isabel Amaral. Os chocolates, por seu lado, devem ser servidos com o café. Se lhe tiverem oferecido vinho, este só deve ser aberto se chegar para todos. «Pode dizer que já tinha o vinho a respirar e agradecer, dizendo que o beberá noutra ocasião.» Amélia Oliveira Martins costumava dar de comer mais cedo aos seus filhos, que seguiam depois para a cama ou para a sala da televisão. Se as suas crianças já forem grandinhas, assegure-se de que elas não irão fazer um sacrifício tão grande que quase adormecem à mesa. «Mas», adverte Isabel Amaral, «eles devem sempre vir cumprimentar os convidados à sala.» Se o seu chefe tiver filhos, não os convide, a menos que tenha muita intimidade com ele ou se tiver possibilidades de os convidar para a sua casa de campo.
    • Não faça dos seus convidados cobaias Lembra-se daquela óptima receita que viu na televisão a semana passada e que está mortinha para experimentar? Esqueça. Não é a melhor altura para fazer experiências, se não quer ter de recorrer aos serviços de entrega de pizzas ao domicílio. Amélia Oliveira Martins nunca dispensa a ajuda de pessoas, tanto na cozinha como a servir os convidados. «De outra forma estaria tão cansada que não conseguiria desfrutar da companhia dos meus convidados», diz, chamando a atenção para o facto de hoje haver ajuda para todas as bolsas. Se tem alguém ou não a ajudá-la vai determinar também o tipo de jantar que vai organizar. No caso de ter uma pessoa a assisti-la, pode dar um jantar sentado, mas, se não, adopte outra solução: «Mais vale ter um carrinho com os pratos e as pessoas vão-se servindo, ou então as pessoas levantam-se e vão-se servir a uma mesa.» Isabel Amaral sugere, assim, que coma sentado a sopa e depois peça aos convidados para se levantarem e irem-se servindo. «Diz à mulher do chefe para se ir servir, juntamente com a senhora ; a seguir vão o resto das senhoras e a depois os homens», explica Isabel Amaral. «É uma maneira simples de fazer um jantar requintado.» O único problema neste tipo de jantares é que continuará a ter de ser você a levantar os pratos, o que requer alguns cuidados, como recolhê-los dois a dois, sem os empilhar todos. Por isso, mesmo que seja só para fazer este serviço, tenha alguém a ajudá-la. Se a dona de casa estiver sempre num rodopio acaba por deixar os convidados nervosos. Não se esqueça que em sua casa prevalece o protocolo social e não o empresarial e que sempre que se levantar todos os homens terão de se levantar. E você não quer arranjar uma dor de pernas ao seu chefe. Se, como Amélia Oliveira Martins, tem por hábito apontar os pratos que serve nos jantares que dá, então não corre o risco de servir pela décima vez o mesmo prato de bacalhau. É também aconselhável anotar no seu livro de receitas alguns comentários sobre os pratos. Assim na próxima vez já saberá que aquele lombo de porco com ameixas é uma delícia. Amélia Oliveira Martins desvenda um truque: «Procuro servir um prato mais leve e outro mais elaborado. Se o prato de carne fosse rosbife, por exemplo, escolhia para o peixe algo como um pudim de salmão.» Conversas interditas Durante o jantar deve-se evitar assuntos polémicos, como a política, o sexo, a religião e o futebol. As conversas indesejadas podem aqui ser evitadas se procedeu a todas as apresentações. Isabel Amaral já esteve no meio de uma situação bastante embaraçosa: «Não apresentei duas pessoas que pensei já se conhecerem. Durante a refeição uma não sabia que a outra era ministro e disse alguma coisa desagradável sobre o Governo.» Nestes casos, é seu dever, como dona de casa, disfarçar e desviar o rumo da conversa. Se bem que não seja caso para ter um ataque de ansiedade, dar um jantar em casa requer alguma preparação. Considere ter alguma coisa rápida à mão para fazer no caso de um imprevisto, como aquele que surpreendeu Amélia Oliveira Martins. Num dos seus jantares, quando ia cortar a carne assada, ela não estava lá. «Só encontrei uma mancha no chão», recorda. Pois é: a sua cadela encontrara a porta da cozinha aberta e havia feito um grande banquete. Os convidados tiveram de elogiar uns ovos mexidos com salsicha feitos à pressa e Amélia Oliveira Martins nunca mais esqueceu o episódio mais embaraçoso da sua carreira de anfitriã.