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  • 1. RELAÇÃO E SINOPSE DOS LIVROS DA BIBLIOTECA FERNANDO TUDE DE SOUZA (2009) A - Livros sobre rádio e sobre programas de rádio B - Manuais C - Revistas D - Comunicação E - Música popular brasileira F - Música clássica G - Jazz e adjacências H - Homens públicos / História I - Radioteatro/ Teatro/ Ficção J - Fitas k7 Rádio L - Scripts Rádio M - Monografias e teses N - CDs O - Vídeos A A1 - Tempo vida poesia (confissões no rádio), por Carlos Drummond de Andrade. O livro reúne a transcrição de oito programas dominicais realizados na década de 50, na antiga PRA-2, Rádio Ministério da Educação (hoje Rádio MEC), em que o poeta rememora fatos de sua vida literária, com ajuda de Lya Cavalcanti, jornalista famosa por sua luta em defesa dos animais. . A2 - Quadrante 1 - seleção de 70 crônicas, 10 de cada autor, escritas por Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meireles, Dinah Silveira de Queiroz, Fernando Sabino, Manuel Bandeira, Paulo Mendes Campos e Rubem Braga, para o programa do mesmo nome, que ia ao ar na Rádio MEC, na década de 60. 186 páginas e informações bio-bibliográficas dos autores. A3 - Quadrante 2 - seleção de 70 crônicas, 10 de cada autor, escritas por Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meireles, Dinah Silveira de Queiroz, Fernando Sabino, Manuel
  • 2. Bandeira, Paulo Mendes Campos e Rubem Braga, para o programa do mesmo nome, que ia ao ar na Rádio MEC, na década de 60. 208 páginas e informações bio-bibliográficas dos autores, no final. A4 - Teleducação ou educação a distância - fundamentos e métodos, por Juan E. Diaz Bordenave Neste livro, publicado em 1987, pela Vozes, o especialista paraguaio traça um pequeno histórico da educação à distância ( do texto escrito até o Rádio e a TV ), enuncia as características da teleeducação e dos métodos radiofônicos mais utilizados, bem como as muitas aplicações da teleeducação . Faz referências ao MEB ( Movimento de Educação de Base ), à ALER ( Associação Latino- Americana de Educação Radiofônica ), à Universidade Aberta de Londres e à UNED ( espanhola ). Relata também experiências na China, Venezuela, México, Costa Rica, e Argentina. De particular interesse é o capítulo 5 sobre a Teleeducação no Brasil, com uma breve história, incluindo o Projeto Minerva. 77 páginas A5 - Rádio - inspiração, transpiração e emoção, por Ciro César Com 116 páginas e 30 fotografias com má definição, o livro é pouco profundo. Nele o autor procura passar sua experiência profissional de locutor com algumas noções de " fonoaudiologia" e técnica de locução, bem como do funcionamento de um estudo radiofônico, uma breve e superficial história do veículo, um capítulo sobre os tipos de profissionais do rádio, e dicas para produção de programas A6 - A Rádio, por Yves Lavoinne Com 116 páginas e 30 fotografias com má definição, o livro é pouco profundo. Nele o autor procura passar sua experiência profissional de locutor com algumas noções de " fonoaudiologia" e técnica de locução, bem como do funcionamento de um estudo radiofônico, uma breve e superficial história do veículo, um capítulo sobre os tipos de profissionais do rádio, e dicas para produção de programas A7 - Jovem PAN, 50 anos , por Álvaro Alves de Faria, 322 páginas. Com quadro cronológico no início, apêndice central com mais de 50 fotos dos principais contratados da emissora, e transcrição de alguns documentos, como a Ata de constituição da rádio e o decreto concedendo permissão de funcionamento. A tônica, no entanto, são os depoimentos, tanto de pessoas que participaram da inauguração como das que eram veteranas, na época da realização do livro. Dias Gomes, Mário Lago, Oduvaldo Vianna, Randal Juliano, Hebe Camargo e Julio Cosi são alguns deles. Uma curiosidade adicional, para estes tempos de enxugamento de quadros e demissões, é a relação, no final do livro, dos 316 contratados, na época (1994). A8 - História da Comunicação (Rádio e TV no Brasil), por Maria Elvira Bonavita Federico, 166 páginas. Este livro, de 1982, apesar de conter muitas informações superadas (dados sobre programação e audiência, por exemplo), é bastante completo no que diz respeito à história do rádio e da televisão, pois se reporta à conformação inicial e ao surgimento dos veículos de comunicação no país, de forma cronológica, dando uma visão panorâmica das características que eles foram ganhando ao longo do tempo. Nele, podemos encontrar dados a respeito dos diversos sistemas nacionais de
  • 3. radiodifusão (Europa, África e EUA), e informações detalhadas sobre a estrutura do Sistema de Radiodifusão Brasileiro, na época. A9- Rádio Educativo no Brasil, um estudo (1976), 167 páginas. Trabalho elaborado por equipe do Centro Nacional de Recursos Humanos do IPEA/IPLAN, com a finalidade de realizar um diagnóstico da utilização do rádio-educativo no Brasil, durante os anos de 1970 e 1971, contendo dezenas de tabelas. São analisados aspectos teóricos e práticos do Rádio Educativo e as características das entidades envolvidas (Movimento de Educação de Base - MEB; Fundação Educacional Padre Landell de Moura - FEPLAM; Fundação Padre Anchieta; Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia - IRDEB; e Projeto Minerva). O livro também aborda as atividades desenvolvidas pelo sistema de rádio educativo brasileiro e apresenta conclusões e recomendações baseadas nos dados que foram examinados. A10 – Gênero e Comunicação - o masculino e o feminino em programas populares de rádio, por Maria Inês Detsi de Andrade Santos. Tese de doutorado da autora, este livro, de 176 páginas, analisa o universo de programas radiofônicos cearenses que dramatizam a violência e a sexualidade, bem como a participação do público desses programas, através do telefone, por cartas ou pela própria presença nos estúdios de gravação, dando opiniões ou relatando casos. A11 – Rádios Livres, a reforma agrária no ar, por Arlindo Machado, Caio Magri e Marcelo Masagão Com 184 páginas, ilustrações, prefácio de Felix Guattari e bibliografia sumária no final, este livro, apesar de datado (1987), ainda é o melhor a respeito do tema, com um bom apanhado histórico sobre as rádios livres européias e latino-americanas. Além da defesa desse tipo de radiofonia, o livro contém cópias de manifestos de várias emissoras piratas (Rádio Teresa, Rádio Totó, Rádio Ítaca, Rádio Trip, etc.), e roteiros de três intervenções radiofônicas da Rádio Xilik. A12 – No Ar o Sucesso da Cidade, por Fernando Mansur Trata-se de um trabalho escolar do autor, quando aluno de Comunicação da UFRJ, transformado em livro, em 1983. Com apenas 83 páginas ( não teria 50 se excetuássemos as ilustrações, a apresentação e o prefácio), o livro, bastante auto-referente, é superficial e só está no acervo da Biblioteca porque seu objetivo é a reunião de tudo que foi publicado sobre o assunto rádio, no país, independentemente da qualidade do conteúdo. A13 – Senhores ouvintes, no ar... a cidade e o rádio, por Fábio Martins Com 140 páginas e cerca de 20 ilustrações, o livro, editado em 1999, enfoca a formação e profissionalização do autor (que foi locutor e radiorepórter ), e o meio cultural de Belo Horizonte a partir dos anos 20. Fica, portanto, entre o memorialismo e a história. Seu mérito maior é o de ser o único livro, até agora, a narrar a chegada do rádio nas alterosas, e a esboçar a história das quatro emissoras mais relevantes da capital de Minas: as rádios Mineira, Guarani, Inconfidência de Minas
  • 4. e Itatiaia. Há um relato do trânsito de Noel Rosa pela cidade, durante seu tratamento de saúde, e uma relação dos principais radialistas mineiros. A14 – Rádio e Pânico A Guerra dos Mundos, 60 anos depois, Organizado por Eduardo Meditsch. Com 237 páginas, 3 ilustrações (sendo 2 no estúdio da CBS), a íntegra do script original, traduzido, e um CD com a versão brasileira do programa que, em 1938, provocou pânico e até tentativas de suicídio entre os ouvintes que confundiram a ficção com a realidade. Sessenta anos depois, a Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares de Comunicação reuniu, para analisar esse importante fenômeno de comunicação de massa, varios radialistas e pesquisadores de renome, como Luiz Carlos Saroldi, Gisela Ortriwano, Sônia Maria Vieira e outros, que escreveram a respeito dos recursos técnicos utilizados, o poder do rádio e o imaginário dos ouvintes americanos, trazendo novas explicações para o fenômeno. A15 – A Onda Maldita - Como nasceu a Fluminense FM, por Luiz Antônio Mello. Em 228 páginas ( oito delas com fotos). O livro descreve, em detalhes, o nascimento da Rádio Fluminense FM, a "Maldita", uma das primeiras estações segmentadas do Brasil, especializada em música pop e rock (foi a primeira a dar destaque ao rock tupiniquim), sendo responsável pelo surgimento de vários novos talentos. Escrito pelo próprio idealizador da emissora, o livro, por sua característica confessional, traça também, paralelamente, o perfil de um radical aficionado pelo rádio ( o autor), seu trajeto profissional e suas experiências em outras emissoras. A16 – O Rádio no Brasil , por Sônia Virgínia Moreira. Com 80 páginas (as oito finais ocupadas por vasta bibliografia), o livro está dividido em duas partes: o rádio desde os primórdios até a década de 70, e o perído seguinte, até 1991 (data da publicação). Na primeira parte, a autora consegue fazer, em apenas 15 páginas, um resumo abrangente da história do rádio brasileiro. Digno de leitura, também, é o capítulo sobre o modelo do radiojornalismo da época (página 46). A17 – Bastidores do Rádio, por Renato Murce. Escrito por um dos mais famosos radialistas brasileiros, que durante 50 anos trabalhou nas mais importantes estações do Rio de Janeiro, criou inúmeros programas e lançou diversos artistas, este livro, com 165 páginas e 20 ilustrações (com pouca definição), conta a história do rádio brasileiro desde o seu nascimento (o autor era amigo de Roquette-Pinto) e também traça um esboço da vida brasileira desde a década de 20. De excepcional interesse é o apêndice com biografias ou depoimentos de quase 70 dos grandes nomes que fizeram o nosso rádio. A18 – A informação no rádio - os grupos de poder e a determinação dos conteúdos, por Gisela Swetlana Ortriwano. Com 117 páginas e cerca de 30 quadros demonstrativos (de audiência, de distribuição de emissoras pelo país, etc.), este pequeno livro - que teve origem na dissertação de mestrado da autora - é um dos melhores até hoje escritos sobre o tema. Publicado em 1986, ainda é de grande utilidade para os profissionais e estudantes de comunicação. Enfocando inicialmente a história do rádio, a autora consegue resumir com objetividade os principais momentos de nossa saga radiofônica. Imperdível é o capítulo que trata dos aspectos essenciais das Leis de Informação. Mas o ponto alto do trabalho é,
  • 5. realmente, o trato da informação jornalística, com uma análise aprofundada das duas naturezas dos informativos audiovisuais ( TV e rádio), e a apresentação de um quadro que permite considerar os fatores e os grupos que interferem na determinação dos conteúdos dos programas informativos. A19 – Rádio, produção - realização - estética, por Fernando Curado Ribeiro. Com 234 páginas, este livro, editado em Portugal, em 1964, embora defasado quanto à abordagem técnica, continua atual no que toca à parte conceitual. Os conceitos emitidos no capítulo "Rádio e Cultura", por exemplo, continuam na ordem do dia. O autor dedica todo um capítulo ao estudo e apreciação do ouvinte, tecendo considerações e detalhando as conclusões da famosa pesquisa realizada na França, em 1951, que caracterizou os principais tipos de ouvintes, seus hábitos e preferências. Importante também é o longo capítulo dedicado ao radioteatro, contendo inclusive o script do radiodrama "Maremoto". O livro contém várias ilustrações, com destaque para a série de sinais manuais de comunicação entre os técnicos e demais participantes. A20 – Seis décadas de técnicas e criatividade do rádio brasileiro (antes e depois da TV) , por Rogério Morais. Um título grande para este pequeno livro de 113 páginas (conseguidas às custas do velho expediente de apor folhas em branco separando capítulos e uma vintena de fotos pouco expressivas). Fruto de uma monografia premiada em concurso da antiga FUNTEVÊ, o livro repisa informações gerais sobre o início do rádio, a fase de ouro, os humoristas, etc., com a curiosidade de mostrar a repercussão de certos programas e anúncios no Ceará (terra do autor), como o caso da propaganda dos "reguladores" femininos. De interesse real, no entanto, é a transcrição, na página 91, do Código de Ética da Radiodifusão (de setembro de 1980). A21 – Grandeurs et faiblesses de la rádio. Escrito por Jean Tardieu, com a colaboração de Chérif Khaznadar e contendo textos de 5 outros especialistas de diferentes países, este livro, editado em francês pela Unesco, em 1969, trata da evolução e da função criativa da radiofonia na sociedade contemporânea, examinando, paralelamente, o impacto das novas técnicas de expressão sobre a criatividade artística e as possibilidades de comunicação que elas oferecem ao grande público. Tomando partido na velha querela a respeito de o rádio ser ou não ser arte, o autor, o poeta e dramaturgo Jean Tardieu, não hesita em afirmar que o rádio "é uma arte pelo fato de possuir uma linguagem, uma técnica e meios que lhe são próprios" . Capítulos importantes: "Literatura e rádio", "Poesia e rádio" e "Por um museu do som e da imagem". A22 – Cruelândia. Brochura de 149 páginas publicada pelo Instituto Goethe, com o texto bilíngüe (alemão-português) da peça de Hubert Wiedfeld "Crueland". Não deixe de ler o prefácio de Paul Schultes, questionando a atualidade da peça radiofônica e lançando luz sobre as trajetória do gênero na Alemanha, desde os anos 50, quando o radioteatro ocupou o lugar mais destacado na produção literária alemã. A peça, em si, detentora do prêmio Itália 1972, explora as possibilidades do som estéreo e é escrita em duas colunas, com o objetivo de localizar, na página, as falas e os efeitos que serão ouvidos à direita ou à esquerda.
  • 6. No final, como apêndice, um protocolo da produção da versão brasileira da peça, com fotografias e um mapa da colocação dos microfones utilizados. Não possuímos, infelizmente, tal gravação. A23 – La radio et l'éducation de base (dans les régions insuffisamment développées) , par J. Grenfell Williams. Coleção de estudos publicada pela UNESCO sobre problemas de comunicação de massa. Este volume, editado em francês, em 1950, tem 163 páginas e está dividido em duas partes. Na primeira, aborda as experiências que estavam sendo realizadas naquela época, em vários países subdesenvolvidos; e, na segunda parte, trata das técnicas radiofônicas a serviço da educação de base. Nesta parte, encontramos scripts de diversas transmissões, equipes e custos. Vale conferir o artigo a respeito da experiência brasileira, assinado por Fernando Tude de Souza. A24 – Histórias que o rádio não contou, por Reynaldo C.Tavares. Contendo 309 páginas, centenas de ilustrações e acompanhado de 2 CDs com trechos de transmissões significativas (Roquette-Pinto, Casé, etc), este livro, publicado em 1999 e informando, na capa, que pretende desvendar a radiodifusão no Brasil e no mundo, este livro tem altos e baixos. O principal problema reside talvez no fato de que, apesar de respeitar a cronologia e focalizar os principais responsáveis pelo surgimento e evolução do veículo, o autor não é um historiógrafo. Vale a consulta, no entanto, pelas diversas listas que contém: das rádios implantadas no país (de 1930 a 1960), de cantores, cronistas, comentaristas, radiorreporteres (sic) e outros profissionais do rádio. Mas a lista mais curiosa é a dos 36 profissionais da Rádio Nacional demitidos pelo Gal. Castelo Branco. Há outros documentos importantes, como a cópia da patente do transmissor de ondas inventado pelo padre Landell de Moura (que o autor sustenta ser o verdadeiro inventor do rádio), e a ata de fundação da ABERT. A25 – Rádio Nova, Constelações da radiofonia contemporânea. Publicada pelo curso de Rádio e TV da ECO - Escola de Comunicação da UFRJ, esta brochura, organizada por Líliam Zaremba e Ivana Bentes, agrupa, nas suas 169 páginas, ensaios sobre o som e o rádio, assinados por artistas do porte de Bill Viola e Arthur Omar, e especialistas como a própria Líliam Zaremba. Além disso, na parte final do livro, encontramos a tradução de Guerra dos Mundos e, também, uma coletânea de opiniões sobre áudio e rádio. A26 – Rádio Nova, Constelações da radiofonia contemporânea. Publicada pelo curso de Rádio e TV da ECO - Escola de Comunicação da UFRJ, e organizada por Ivana Bentes e Liliam Zaremba, este volume, com 175 páginas, vem com textos selecionados com o objetivo de divulgar novas perspectivas em rádio, som e imagem. Um exemplo é o artigo de Regina Porto que, após um levantamento histórico no campo do som e da acústica, descreve uma série de novos possíveis campos, como os da dramaturgia sonora, do design sonoro e dos eletroclipes. Outro texto que merece ser lido é o de Murray Schafer, "O ouvido pensante", onde ele analisa a mitologia do som e da voz na cultura ocidental. A27 – Rádio Nova, Constelações da radiofonia contemporânea.
  • 7. Com 205 páginas, o 3º volume da série, organizada por Liliam Zaremba e Ivana Bentes, vem com textos sobre radioarte, sociedade da imagem, rádio na Internet, rádio digital, hipermídia, narrativa radiofônica, entre outros. Vale a pena conferir os artigos "O narrador no rádio", de Luis Carlos Saroldi; e "Glossolalias", de Sergio Penna e Wilson Sukorski. A28 – No ar: PRK-30!, por Paulo Perdigão Editado em 2003, o livro conta a história do mais famoso programa de humor do rádio brasileiro, desenhando também as biografias de seus dois principais comediantes: Lauro Borges e Castro Barbosa. O capítulo intitulado "Uma arte invisível" é notável pela análise do tipo de humor da dupla em comparação com o Gordo e o Magro. Apêndice com 7 scripts originais (que não obedecem ao formato padrão da lauda radiofõnica), além de discografia e filmografia dos dois comediantes. Com 204 páginas, e fartamente ilustrado, o livro vem com dois CDs contendo trechos selecionados de programas. A29 – Liberdade de imprensa , de Carlos Rizzini. Publicado para as comemorações do centenário do jornalista, o livro reúne, em suas 102 páginas, artigos do autor em defesa da liberdade da imprensa. Está cadastrado em nossa biblioteca porque Rizzini foi diretor da Rádio Ministério da Educação, no início da década de 50, fato que não foi consignado na pequena biografia que abre o volume. Os interessados em saber mais sobre o jornalista, podem consultar o número 28 do informativo, O AMIGO OUVINTE, em nossa Biblioteca. A30 – Medio siglo de radio Huesca - recuerdos de una emisora, por Gabriel E.Monterde. Escrito em espanhol, com 134 páginas e dezenas de ilustrações, o livro conta a história dos primeiros 50 anos desta rádio espanhola, fundada em 1933. A31 – O programa Gil Gomes - A justiça em ondas médias, por Maria Tereza P. da Costa. Com 156 páginas, este livro analisa o programa radiofônico Gil Gomes, gênero policial, abordando os temas "industria cultural" e "violência urbana". Pesquisando os arquivos do programa e debruçando-se sobre uma correspondência de 3000 cartas, a autora consegue discutir e relativizar algumas idéias preconcebidas sobre a passividade dos ouvintes frente às mensagens do programa. Há vários casos transcritos tal como estão nos roteiros do apresentador. Vale uma leitura. A32 – O Sucesso Continua, por Fernando Mansur Um livro que só está em nosso acervo porque a proposta da Biblioteca Tude de Souza é a de reunir tudo que foi escrito sobre rádio, sem considerações qualitativas. Trata-se de mais um trabalho escolar do conhecido locutor, quando era aluno de Comunicação da UFRJ, com o objetivo, ao que parece, de contar pontos nas provas de títulos. Para ser transformado em livro, o texto recebeu acréscimo de dedicatória, epígrafes, prefácio, apresentação, introdução, ilustrações, citações e uma conclusão final, além do recurso das meias-páginas em branco, para conseguir somar 103 páginas e permitir uma lombada razoável. Quem quiser conferir a qualidade pode ler, por exemplo o primeiro capítulo, na página 19, em que o autor vai de Platão a Belchior em poucas frases, ou, ainda, o bestialógico contido na página 21.
  • 8. A33 – Educação a distância - a tecnologia da esperança, por Arnaldo Niskier. Editado em 1999, o livro é um dos mais atualizados sobre o tema, traçando um panorama da EAD no país e no mundo, mostrando de que maneira ela se insere na legislação brasileira, e especulando a respeito do seu futuro em relação às novas tecnologias (computador, Internet, etc.). Das suas 416 páginas, 14 são destinadas à experiência do Projeto Minerva, gerado principalmente pela Rádio MEC dos anos setenta. A34 – Rádio no Brasil, tendências e perspectivas. Sob a organização de Sônia Virgínia Moreira e Nélia R. Del Bianco, que também comparecem com dois dos treze ensaios selecionados - uma abordando as inovações tecnológicas no Rádio e, outra, a radiofonia na Internet -, o volume, editado em 1999, cobre várias lacunas de conhecimento em relação a fatos e fases do rádio brasileiro. Entre os outros textos, todos de interesse, há dois de muita importância para os historiadores, pois tratam do Rádio em Blumenau e em Santa Catarina. 232 páginas. A35 – A bola no ar e o rádio esportivo em São Paulo, por Edileusa Soares. Com 116 páginas, o livro trata da estreita relação que existe, desde 1931, entre o rádio e o futebol, em nosso país. Partindo das primeiras narrações de jogos, feitas em São Paulo, a autora traça um panorama da história do rádio esportivo brasileiro, valendo-se de entrevistas com veteranos radialistas, e faz uma comparação entre os diversos estilos de narração, desde Nicolau Tuma, o primeiro locutor, até os tempos atuais. A36 – Rádio, o veículo, a história e a técnica, por Luiz Artur Ferraretto. Com 376 páginas, incluindo vasta bibliografia além de outras fontes consultadas, como arquivos de som e imagem e endereços corporativos, este livro, publicado em 2000, é um dos mais abrangentes estudos já feitos sobre o tema. Além de contar a história da radiodifusão, o autor descreve o funcionamento de uma emissora, analisa os formatos radiofônicos e detalha as técnicas de redação, edição, reportagem, entrevista, produção, apresentação e locução. Além disso, oferece um guia de utilização da Língua Portuguesa, e descreve as categorias trabalhistas dos profissionais do rádio, com suas respectivas funções. A37 – O rádio no Brasil há meio século. O título é equivocado pois, na verdade, esta edição especial da revista Antenna foi feita para comemorar os 50 anos da própria revista (1926 a 1976). Não obstante, a publicação tem muito valor, por rememorar, ano a ano, o desenvolvimento técnico do veículo e registrar a inauguração de várias emissoras. De especial interêsse para a biblioteca é o resumo, provavelmente escrito por Roquette-Pinto, sobre os três primeiros anos de funcionamento da Rádio Sociedade do Rio de Janeiro. 184 páginas. A38 – Radiodifusão hoje, por Saint-Clair Lopes. Em 154 páginas, sem ilustrações, o veterano radialista desfia a história da radiodifusão, os progressos técnicos, a política da radiodifusão e o desenvolvimento da jusrisprudência firmada a respeito. O livro padece de problemas de revisão: a errata, ao final, relaciona quase cinquenta erros.
  • 9. A39 – Rádio Nacional, o Brasil em sintonia, por Luiz Carlos Saroldi e Sonia Virginia Moreira. O melhor trabalho feito sobre a PRE 8, com 37 reproduções fotográficas, vários gráficos (sobre atuação dos principais produtores e músicos, sobre a distribuição da programação semanal, organograma da emissora, etc.), e vários anexos (sobre o acervo em poder da própria rádio e o que está sob a guarda do Museu da Imagem e do Som, etc.), bibliografia e índice onomástico. A39a – Rádio Nacional, o Brasil em sintonia, por Luiz Carlos Saroldi e Sonia Virginia Moreira. Terceira edição, revista e aumentada, contendo o triplo das ilustrações e quase o dobro de páginas (224) da edição original. Além dos capítulos revistos e que receberam novos títulos, o livro ganhou novo capítulo, no início (s0bre a urbanização e as primeiras emissoras) e o capítulo final foi acrescido de informações a respeito da reforma e inauguração das novas instalações da emissora, em 2004. A40 – A radiodifusão educativa no Brasil, por Álvaro Salgado. Livro raro, que pertenceu ao antigo Museu da PRA-2, resgatado no depósito da Penha pela SOARMEC. Com 120 páginas e prefaciado por Fernando Tude de Souza, o livro contém um preâmbulo sobre comunicação em geral, a invenção do Rádio, e mais 11 capítulos sobre: os primórdios da radiodifusão brasileira; cópias de documentos da Rádio Sociedade; o movimento onicial em prol do rádio educativo; a Rádio Escola Municipal; o SER; o DIP; a Universidade do Ar; e o rádio educativo nos estados de São Paulo, Pernambuco e Rio de Janeiro. A41 – Rádio em transição, por Sonia Virgínia Moreira Publicado em 2002, este livro - originalmente tese de doutorado da autora, defendida na USP-São Paulo, em 1999 - aborda as tecnologias e leis da radiodifusão, nos EUA e no Brasil. Partindo da pré-história da radiofonia e das leis pioneiras que o veículo tornou necessárias, Sonia Virginia chega até a década de 90, sempre intercalando, historiografia e jurisprudência. Merece atenção as 22 páginas de referência bibliográficas e os anexos contendo o Projeto da Lei de Comunicação Eletrônica de Massa. A42 – Rádio palanque, por Sonia Virginia Moreira Publicado em 1998, este livro historia, em suas 172 paginas, a relação entre a radiofonia e a política, desde o advento do rádio até o final do século, mostrando a trajetória veículo em momentos distintos da história nacional, tentando mostrar como foram eleitos muitos políticos que hoje atuam no ramo da radiodifusão. A43 – Como falar e escrever certo, por Otacílio Rainho O autor, responsável pelas aulas do Curso Prático de Português do "Colégio do Ar" (programa educativo que ia ao ar de março a dezembro, pela PRA-2), era professor de Português e de Francês,
  • 10. e médico, também. Escreveu vários livros didáticos. Este, reune 40 scripts do programa acima citado. A44 – Desafios do rádio no século XXI, organizado por Sonia Virginia Moreira e Nélia Del Bianco Possivelmente o primeiro livro sobre as perspectivas do veículo, no século XXI. Com 16 textos de diferentes autores, abordando tecnologia, legislação, rádio digital, radiojornalismo em tempo de internet, rádios comunitárias no novo milênio, etc. 250 páginas. A45 – Jornalismo de rádio, por Mauro Felice. Editado em 1981, este pequeno livro (142 páginas) é eminentemente prático, contendo regras, critérios, dicas e "manhas" profissionais, úteis mesmo aos que não são iniciantes no ofício, como é o caso do capítulo sobre locução, emissão e colocação da voz. Além de abordar também o jornalismo esportivo, o autor ensaia uma pequena história dos grandes informativos do nosso rádio e elabora um apêndice com 34 pequenas biografias de radiojornalistas brasileiros. Nota: nosso exemplar contém uma errata colada na primeira página. A46 – La radiocomunicación al servicio de la educación de adultos, por Ignacy Waniewicz. Editado em 1972, pela UNESCO, com o objetivo de orientar o emprego do rádio e da TV na educação de adultos. Voltado para os produtores de rádio e para os pedagogos encarregados e elaborar planos de estudo e metodologia docente, o livro interessa, principalmente, aos que estão dando os primeiros passos na utilização do rádio como veículo para educar adultos. Possibilidades e limitações educacionais do veículo, métodos e enfoques pedagógicos e dados sobre a reação do público-alvo, são alguns dos capítulos. Nas páginas 22 a 26, há relatos breves sobre as "escolas do ar" do Japão, da Alemanha, do Brasil e da Inglaterra. Escrito em espanhol. A47 – Radiojornalismo no Brasil – dez estudos regionais, por Gisela Swetlana Ortriwano(Org.). Gisela Ortriwano foi uma das primeiras pesquisadoras a desenvolver estudos acadêmicos sobre o rádio. Este livro é fruto de um projeto desenvolvido, na década de 80, pelo Departamento de Jornalismo e Editoração da Escola de Comunicação e Artes da USP. Em 1986, com o apoio da CAPES, pela primeira vez se reuniu professores, profissionais e pesquisador de oito estados brasileiros para repensar o rádio. As monografias resultantes desse encontro geraram este livro. 138 páginas. A48 – Radiodifusão, meio século a serviço da integração nacional (1922-1972), por Saint Clair Lopes. Considerando que o início da radiodifusão brasileira começa em 7 de setembro de 1922, este pequeno livro editado para ABERT contém um dos melhores relatos das primeira irradiação feita no Brasil, durante as comemorações do centenário da independência. O autor também discorre sobre as primeiras emissoras internacionais, os pioneiros no Brasil, o início da Televisão, os organismos internacionais e nacionais, bem como a genealogia e funcionamento da própria ABERT. 54 páginas e 3 ilustrações. A49 – Franceses, nós cremos em vós (programas da PRA-2)
  • 11. Com o objetivo de levantar a moral dos franceses que aqui moraram ou se refugiaram durante a 2ª Guerra Mundial, o programa Franceses, nós cremos em vós foi transmitido de setembro de 1943 até pouco depois da libertação (outubro de 1944), num total de 52 audições. Produzido por Beatrix Reynal, poetisa francesa, o programa era dividido em partes, uma dedicada às artes em geral, outra à música francesa (com críticas quase sempre feitas por Eurico Nogueira França) e de uma parte literária, justamente a que compões este volume. Há textos assinados por Roquette-Pinto, por seu filho Paulo, por Jorge de Lima, e Austregésilo de Athayde, entre outros. 203 páginas. A50 – Na rolança do tempo, por Mario Lago Com 295 páginas, o primeiro volume de memórias do autor, publicado em 1979, aborda os fatos vividos e presenciados pelo longevo artista carioca, desde sua infância e criação no centro da cidade até as primeiras parcerias musicais e primeiros papéis no teatro, como ator e autor, no início dos anos 40. Escrito de modo coloquial e espontâneo, o livro é, ao mesmo tempo, um passeio pelo Rio antigo, uma crônica de seus costumes e um panorama de acontecimentos ligados à cultura popular e ao fazer artístico daquela época. A continuação do volume é Bagaço de beira-estrada, resenhado a seguir. A51 – Bagaço de beira-estrada, por Mario Lago Este segundo volumes de memórias aborda a riquíssima experiência do autor como profissional de rádio, especialmente no período em que trabalhou na Rádio Nacional. Por suas 240 páginas desfilam quase todos os grandes radialistas da época de ouro do rádio brasileiro, juntos com as situações cômicas ou comoventes que personificaram. No final, Mário Lago, além de relatar as demissões e cassações ocorridas em 64, transcreve trechos essenciais do relatório do sr.Mario Neiva Filho – nomeado diretor da rádio, no dia seguinte ao golpe – que relaciona, um por um, os 3 delatores e as dezenas de profissionais por eles delatados, no que constituiu um dos mais injustos e vergonhosos episódios pós-golpe. A52 – História da Radiodifusão Espírita, por Eduardo Carvalho Monteiro (Editora Madras São Paulo 2004) O livro é resultado de uma vasta pesquisa em matérias de jornal, documentos e cartas sobre o desenvolvimento da radiodifusão espírita no Brasil. O autor, porém, não trabalha nenhuma tese específica e se limita a apresentar compilações dos documentos pesquisados. Há um breve capítulo sobre o surgimento do rádio no mundo e no Brasil, que antecede os capítulos sobre a radiodifusão espírita no Rio de Janeiro e em outros estados do Brasil e países no mundo. Os documentos e fotos (muitas) contam histórias sobre o preconceito e restrições sofridos pelos pioneiros do radialismo espírita. Apesar do livro ser quase que apenas uma compilação de documentos, o trabalho de pesquisa documental é cuidadoso. A53 – Vargas, agosto de 54 - a história contada pelas ondas do rádio, por Baum, Ana (organização) - Editora Garamond Ltda. - Rio de Janeiro 2004 O livro, em 13 artigos, procura dar conta do papel e importância da mídia rádio no trágico episódio do suicídio do Presidente Vargas, trazendo também artigos com foco na relação entre Vargas e o veículo e outros ainda com um caráter de contextualização histórica. Uma de suas qualidades é conter trabalhos de professores universitários de várias partes do Brasil — Rio de Janeiro, São
  • 12. Paulo, Rio Grande do Sul, Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso. Um dos frutos dos Núcleos de Pesquisa da Intercom, o livro é também resultado do trabalho da professora Ana Baum como coordenadora do Grupo de Trabalho sobre História da Mídia Sonora da Rede Alfredo de Carvalho (Rede Alcar). Acompanham o livro dois CDs contendo documentários e áudios originais de discursos, boletins de rádio e depoimentos. Alguns artigos estão também disponíveis no sítio eletrônico da rede Alcar www.jornalismo.ufsc.br/redealcar ou www.metodista.br/unesco/redealcar. A54 – Uma história social da mídia, por Asa Briggs & Peter Burke. Com 377 páginas e 30 ilustrações, o livro, que focaliza apenas o hemisfério norte, contém uma análise histórica dos meios de comunicação, desde a invenção da imprensa até a moderna internet. Apesar de obrigatóriamente sucinta, em função da envergadura do assunto, a abordagem é bastante completa, cuidando de situar os contextos sociais e culturais em que as invenções aconteceram e o poder de transformação por elas operados. O capítulo sobre o rádio, “A era da difusão”, além de situar o trabalho do lendário John Reith (há uma caricatura dele, entre as ilustrações), distingue bem as visões monopolística e economicista da Inglaterra e dos EUA. No final, além de uma vasta cronologia de inventos, há uma bibliografia bastante completa sobre os vários assuntos. De lamentar, no entanto, é a qualidade da tradução. A55 – Radio Comunitária não é crime, Direito de Antena: o espectro eletromagnético como bem difuso, por Armando Coelho Neto. Livro que esclarece e defende a questão das mais de dez mil rádios comunitárias que funcionam no país (2004). Seu autor é o delegado Armando Coelho Neto, advogado, jornalista e, na época, presidente da Federação Nacional dos Delegados de Polícia Federal. O assunto é desenvolvido de maneira contundente e engajada, substanciado por leis e por princípios éticos bem definidos, e resulta numa espécie de libelo capaz de nos convidar à batalha em prol das rádios comunitárias. A56 – A era do rádio, por Lia Calabre Opúsculo da coleção Descobrindo o Brasil, com 56 páginas de texto e 4 páginas de ilustrações, recapitulando superficialmente a história do rádio até 1964, quando a Rádio Mayrink Veiga foi fechada. Sintomático da abordagem ligeira é o fato de, no epílogo, não haver referência à Rádio Globo, que passou a operar no canal da extinta MV. A57 – Programa do Casé, o rádio começou aqui, por Rafael Casé Com 94 páginas e 12 ilustrações com pouca qualidade, este livrinho, embora bastante sucinto, é o único a focalizar o grande radialista, que, começando de zero, criou o programa que seria uma verdadeira escola de rádio, responsável pelo lançamento de inúmeros radialistas e artistas. A58 – O Rádio educativo no Brasil, por Fábio Pimentel Com 92 páginas e ilustrado com 16 fotografias, o livro acompanha, passo a passo, a origem e o desenvolvimento da educação pelo rádio, em nosso país, tomando contato com os principais projetos realizados nessa área e os seus resultados. A59 – Letras vivas, os poetas no rádio, por Paulo Galvão e Mariza Villas-Boas.
  • 13. Com 98 páginas, o livro contém 4 roteiros do programa Letras Vivas, que era transmitido pela Roquette-Pinto AM, na década de 80, e destinava-se a divulgar poetas inéditos ou pouco conhecidos. Os quatro roteiros referem-se a programas especiais que representariam uma antologia dos melhores poemas ali apresentados. Embora a intenção seja louvável, o livro permite tecer algumas críticas, como o fato de que todos os poemas são oralizados com música em BG, e o clima de animada falação antes e depois dos poemas, bem como as duvidosas opiniões emitidas e os discutíveis temas musicais empregados, principalmente a insistência naquele verso idiota de Fernando Brant que diz que "o artista tem de ir aonde o povo está". A60 - Jornalismo de Rádio, por Milton Jung Este livro, lançado em 2004, foi escrito para jornalistas, estudantes de comunicação e pessoas que desejam ingressar na área. Contendo 156 páginas Milton Jung (âncora dos programas CBN São Paulo, na Rádio CBN e do Jornal Terra, no Portal Terra) fornece orientações práticas expondo o dia-a-dia em uma grande emissora, suas "lendas" e histórias verídicas que circulam nos bastidores desse poderoso veículo de comunicação. A61 - Raízes do Riso, por Elias Thomé Saliba Com 366 páginas e fartamente ilustrado, a obra focaliza o humor na história do Brasil, da Belle Époque aos primeiros tempos do rádio. Versão ampliada da tese de livre-docência apresentada pelo autor à USP, o livro contém farta profusão de notas remissivas para cada capítulo, além de índice onomástico e extensa bibliografia. A62- Crônicas do Rádio - nos tempos áureos da Mayrinck Veiga, por Luís Antônio Pimentel. Org: Aníbal Bragança Crônicas do jornalista Luís Pimentel publicadas no jornal carioca Gazeta de Notícias, entre 1935 e 1937. Os textos remetem ao surgimento de novas rádios, eventos do mundo radiofônico, intrigas, desafetos, conselhos do cronista aos diretores de rádio, percalços enfrentados por compositores e outros assuntos que diziam respeito ao universo do brodcasting carioca e fluminense da década de 30. Introdução de Sônia Virgínia Moreira. A63- Gêneros Radiofônicos - os formatos e os programas em áudio, por André Barbosa Filho O autor examina gêneros e formatos de programas de rádio, apontando suas funções específicas. O livro tem uma primeira parte voltada à teoria da comunicação, aborda brevemente a história do rádio no Brasil e faz uma detalhada discussão a respeito do que se entende por gênero radiofônico e suas classificações. A64 - Rádio: oralidade mediatizada. O Spot e os elementos da linguagem radiofônica, por Júlia Lúcia de Oliveira Albano da Silva. O livro, com apresentação de Heródoto Barbeiro, aborda aspectos históricos e teóricos da publicidade no rádio, mas não se detém apenas nos spots publicitários, e inclui um aprofundado estudo sobre a linguagem radiofônica e seus elementos: tradição oral, sonoplastia, performance da voz, etc. O livro é acompanhado por um CD contendo 48 spots publicitários analisados pela autora.
  • 14. A65 - O rádio na era da informação, por Eduardo Meditsch. Livro excepcional. Resultado de uma tese de doutorado defendida pelo autor em Portugal, cujo objetivo principal é delimitar a especificidade do rádio informativo enquanto forma de produção de conhecimento sobre a realidade, aborda e analisa detalhada e exaustivamente aspectos nunca dantes focalizados por outros autores, como, por exemplo, a questão da aparente oralidade do rádio e características idiossincráticas da profissão. 302 páginas e ampla bibliografia. A66 - A rádio e a sociedade de informação, por Rui de Melo. Publicado em 2001, em Portugal, o livro trata das novas tecnologias a serviço do rádio, como os satélites, a fibra ótica, o laser, o rádio digital, etc. Ao final de suas 154 páginas, há um interessante glossário de abreviaturas, uma bibliografia e um cadastro de endereços na internet. A67 - Tecnologia educacional, Revista Brasileira de Tecnologia Educacional, nº163/166 Dos 19 artigos que ocupam as 184 páginas desta publicação, apenas o primeiro, ao discorrer sobre a educação a distância no Brasil, refere-se ao rádio como veículo da educação a distância, os outros abordam a nova visão desta modalidade educativa, que pensa o computador como o veículo e a sala de aula virtual como a tendência definitiva dos novos tempos. A68 - La Tribuna Radiofonica Rural del Canadá, por John Nicol, Albert A. Shea e G.J.P. Simmins, coordenação de R. Alex Sim O estudo publicado em 1954 trata do trabalho realizado pela Tribuna Radiofônica Rural Nacional do Canadá (organismo formado por múltiplos grupos de discussão constituídos entre a população rural do Canadá), com a intenção de ser uma ajuda para países que pretendem fazer do rádio um instrumento educativo para os alunos. Dividido em três partes, cada qual com o seu autor, a dissertação coloca o leitor em contato com os obstáculos em que a Tribuna tropeçou e as modificações que constantemente foram introduzidas. A primeira parte trata da história e organização da Tribuna Radiofônica Rural Nacional do Canadá; a segunda parte fala sobre os processos de informação entre os distintos organismos da Tribuna Radiofônica Rural Nacional do Canadá; por fim, a terceira parte é um estudo analítico de uma coletividade: o Condado de Halton. A69 - Radio in War Time, Sherman H. Dryer Livro escrito pelo diretor de produção radiofônica da Universidade de Chicago com o intuito de incrementar o debate crítico sobre o meio rádio. O autor chama a atenção para a importância dessa avaliação, principalmente em tempos de guerra, quando o veículo ganha outras responsabilidades e demandas. O livro trata dessas questões em nove capítulos, sete deles com comentários posteriores de especialistas no assunto abordado. O autor aborda diversos temas, entre eles: a relação das emissoras com as agências de notícias governamentais; censura; clareza e informação nos programas; patrocínios; interesses públicos e de massa; moral democrática versus moral totalitarista; vantagens do rádio sobre o jornal impresso; popularidade de novos programas; programas governamentais; programas de debate e a utilização da ficção como ferramenta de informação e formação de opinião. Há a transcrição de uma mesa redonda realizada pela Universidade de Chicago, e também de scripts de séries feitas especialmente para a guerra.
  • 15. A70 - Radio Research 1942-1943, organização de Paul Lazarsfeld e Frank Stanton. Coletânea de estudos sobre rádio desenvolvidos entre 1942 e 1943. A coletânea faz parte de uma série iniciada em 1941 pelo Office of Radio Research da Universidade de Columbia. Está dividida em cinco partes: Séries diárias (com artigos tratando dos ouvintes das séries diárias, de suas fórmulas e problemas específicos e de seus apelos escritos por Herta Herzog, Rudolf Arnheim e Helen Kaufman); Rádio em tempo de guerra (com artigos sobre o rádio americano em tempo de guerra, pesquisa de audiência no rádio britânico e propaganda de rádio alemã, por Charles Siepmann, Robert Silvey, Ernst Kris e Howard White, Hans Speier e Margaret Otis, hans Herma); Rádio em ação (artigos sobre métodos de averiguação da opinião dos ouvintes de rádio e sobre música popular no rádio, por Tore Hollonquist e Edward Suchman, e John Gray Peatman); Progressos nas pesquisas de audiência ( artigos sobre comportamento dos ouvintes, questionários, análises e efeitos de programas sobre a audiência, por Sidney Fisher e Sidney Roslow, Boyd McCandless, Charles Smith, Alfred Udow e Rena Ross, e Ernest Dichter); Boa Vizinhança (com artigos sobre outros meios, uma análise de dois filmes educativos e uma análise de biografias em uma revista popular, por Adolf Sturmthal e Alberta Curtis, e Leo Lowenthal). Destaque para o artigo de Rudolf Arnheim. 599 páginas contando com apêndice e índice. A71 - O rádio, a TV e o futebol do meu tempo, por José Cunha. Livro muito fraco, que só está em nosso cadastro porque a Biblioteca Tude de Souza tem como proposta acervar tudo que foi publicado sobre o veículo rádio, independentemente da qualidade. São 292 páginas repletas de memórias do autor, escritas em mal traçadas linhas e de pouquíssimo interêsse, repletas de auto-elogios despudorados e elogios vaselinados a figuras altamente duvidosas como Wilton Franco, Agnaldo Timóteo e outras representantes do sub-mundo da comunicação eletrônica tupiniquim. A72 - Best Broadcasts of 1939-1940, Max Wylie (org.) Seleção de melhores scripts norte-americanos dos anos 1939 e 1940, feita pelo diretor de scripts e continuidade da Columbia Broadcast System. Roteiros de scripts de ficção, comédias, shows de variedades, programas educativos, séries diárias, westerns, programas musicais, reportagens e discurso. Max Wylie em sua apresentação, chama atenção para as diferenças entre o rádio americano, o inglês e o alemão. Para ele o rádio inglês seria um professor, o alemão um instrutor e o americano o pupilo dos ouvintes. Depois discorre sobre a falta de críticos de rádio, concluindo que o rádio é seu próprio crítico desde que se tornou um negócio. 368 páginas. A73 - A língua envergonhada e outros escritos sobre comunicação, Lago Burnett Coletânea de artigos do autor, escritor, jornalista e acerbo defensor da língua portuguesa, comentando deslizes idiomáticos praticados nos jornais e na televisão. A crônica "Quem tem medo do sub-lead" é considerada uma pequena obra-prima, com sua análise hilária do Hino Nacional. Livro de interesse para todos os que fazem jornalismo ou têm interesse em escrever bem. 154 páginas. A74 - Rádio Fluminense FM, Maria Estrella
  • 16. A autora Maria Estrella parte da premissa de contar de forma honesta a história da Rádio Fluminense, a Maldita, dando voz a todos que participaram da sua fundação e de seus primeiros anos, aqui datados de 1982 até 1985 (respinga alguma coisa em 1986 e 1989). A publicação na verdade é a íntegra da monografia que Estrella apresentou na conclusão do curso de especialização em Jornalismo Cultural. Histórias de bandas, eventos e algumas desavenças entre os fundadores estão presentes na obra, que ainda é acompanhada de um cd que apresenta as vinhetas da emissora assim como nove faixas de bandas (três de cada) que se destacaram com o apoio da Fluminense. São elas Bacamarte (que lançou, ora veja, Jane Duboc), Rumo e Dorsal Atlântica. Vale a leitura! A75 - Rádio Club do Brasil, por Gustavo Lisboa Braga Livro singelo, de 196 páginas e muitas lacunas, escrito por um não especialista – capaz, por exemplo, de confundir a Rádio MEC com a Roquette-Pinto (página 106) –, mas que revela um pouco da história ainda não escrita da PRA-3, a segunda estação de rádio brasileira. Baseado nos documentos e fotos dos arquivos de Orlando Forin, que foi diretor comercial da PRA-3 durante toda sua vida de radialista e era sogro do autor, o livro, com impressão sofrível, vem fartamente ilustrado com anúncios, fotografias e, raridade!, uma reprodução fac-símile, da capa à contracapa, do segundo número da revista da PRA-3, contendo anúncios e descrições de programas. Outra curiosidade é a anedótica narrativa da pioneira transmissão da luta entre Joe Louis e Max Schmelling, A76 - Scripts de uma vida, por Dylmo Elias Com 128 páginas e dezenas de ilustrações fotográficas, o livro acompanha a trajetória do radioator Dylmo Elias desde 1920, quando nasceu, narrando a expansão da cidade maravilhosa, as comemorações do Centenário da Independência, a chegada do Rádio, a criação da Rádio Sociedade do Rio de Janeiro e o seu ingresso na Rádio MEC. Descreve também a sua estréia como “Pedrinho”, personagem do Sítio de Picapau Amarelo, de Monteiro Lobato; e fala dos colegas com quem conviveu: alguns artistas já consagrados e outros que viriam a despontar. Fala também do apogeu da novela radiofônica, na década de 50; da programação das Rádios Nacional, Mayrink Veiga, Tupi, Globo, Tamoio; e do seu trabalho como Diretor de Elenco da Rádio MEC. Na parte final, Dylmo trata só de Teatro, relembrando os maiores ícones da cena teatral e a sua trajetória nessa arte. A77 - Maria Muniz: a Sherazade do rádio, por Ricardo Cravo Albin, Luiz Antonio Aguiar e Mayra Juca. Com 141 páginas, algumas fotos (com baixa qualidade de impressão) e vários depoimentos da própria Maria Muniz, o livro publicado em comemoração aos 100 anos da focalizada, dá uma idéia pálida mas suficiente da existência secular desta mulher que marcou o seu tempo, tanto por sua contribuição cultural foi produtora, atriz e apresentadora radiofônica, quanto comportamental, pois Maria foi uma mulher à frente de sua época e muito influiu nas mudanças e conquistas femininas ocorridas ao longo do século XX. Sua trajetória no Rádio trabalhou na Rádio MEC (onde foi diretora de broadcasting nos anos 70), na Tamoio e na Jornal do Brasil é paralela ou antecede às de outras famosas radialistas como Edna Savaget e Helena Sandirard, e, sob esse aspecto, o livro também merece ser consultado. Há várias referências a Roquette-Pinto, Capanema, Carlos Drummond de Andrade e à Rádio MEC.
  • 17. A78 - PRA-9 Rádio Mayrink Veiga / Um lapso de memória na história do rádio brasileiro, por Marcio Nascimento Mais uma dissertação de mestrado que virou livro e que padece dos defeitos de quase todos os trabalhos desse tipo: erudição explícita e enchimento de linguiça. Assim é que, para chegar ao assunto do livro, que tem 148 páginas e quer contribuir para a recuperação da memória da emissora, o leitor tem que passar por 63 páginas que tratam da importância de memória, segundo vários autores; a importância do veículo rádio e sua história, desde a Rádio Sociedade. No entanto, garimpando nos poucos documentos remanescentes, que estão no Arquivo Nacional, o autor consegue fazer um significativo levantamento da história da Rádio, e afirmações quentes, como: a subestimada importância da década de trinta, na radiofonia; a polarização entre a Rádio Sociedade, que era elitista, e a Mayrink Veiga, que investiu na programação popular; e os diversos pioneirismos da emissora, como o do radioteatro, o da vinheta musical encerrando a programação, e a importância da estação na divulgação da música popular. E há outras informações úteis, como um quadro com a cronologia das quarenta primeiras emissoras criadas no país, e listagem dos principais programas fixos da Mayrink, na década de 40; bem como o seu cast de cantores, nos anos 30. O livro, com poucas fotos, em suas páginas finais trata do fechamento da emissora, pela ditadura militar, em 1965. Observação: a Biblioteca Tude de Souza possui vários números da raríssima Revista PRA9. A79 - Nas ondas do rádio - Histórias sentimentais de mulheres e homens do Brasil, por Bety Orsini A autora produzia e conduzia o quadro Como vai você, que tinha característica de consultório sentimental e foi ao ar de 2003 a 2005, como parte do programa Boa tarde globo. Com 203 páginas, o livro é uma compilação de 26 casos, alguns bastante picantes, contados pelos ouvintes à radialista. A80 - Introdução à peça radiofônica, George Bernard Sperber (organizador) Volume básico sobre o assunto, publicado pela Editora Pedagógica em 1980 e só agregado ao nosso acervo em 2007, reunindo, em suas 250 páginas, 3 ensaios selecionados e comentados por Sperber., e duas peças radiofônicas. Os ensaios são: 1) Elementos da peça radiofônica, por Werner Klippert; 2) Para uma teoria da peça radiofônica , de Horst Scheffner; e 3) Perspectivas, por Klaus Schöning. Vale registrar o oportuno prefácio do ator Fernando Peixoto, que estudou radioteatro na Alemanha, e o quadro sinótico comparando teatro e radioteatro, na página 123. A81 - La nueva cara de Rádio Educación (2001-2006), revista da Radio Educação. Revista institucional da octogenária emissora educativa mexicana, relatando suas principais atividades radiofônicas no quinquênio. Com 24 páginas e dezenas de ilustrações coloridas. A82 - Teorias do Rádio, textos e contextos, organizador Eduardo Meditsch. Um dos mais importantes volumes de nossa biblioteca, reunindo em suas 366 páginas, 15 ensaios comentados, incluindo os imprescindíveis textos escritos por Rudolf Arnheim (O elogio da cegueira), Bertold Brecht (Teoria do rádio), e Werner Klippert (Elementos da peça radiofônica).
  • 18. A83 - Pensei que meu pai fosse Deus - e outras histórias verdadeiras da vida americana, organização e introdução de Paul Auster. 124 pequenas histórias reunidas em livro pelo romancista que, ao ser convidado para fazer um programa radiofônico, pediu que os ouvintes escrevessem relatos que seriam lidos por ele, no ar. O resultado é um colorido retrato da vida americana, pois os textos foram escritos por pessoas de todas as idades e classes sociais. A84 - Rádio Guerrilha, rock e resistência em Belgrado, Mathew Collin. Tendo como pano de fundo a história da Rádio B92, o livro narra os acontecimentos políticos da Sérvia sob a égide de Slobodan Milosevic. Trata-se de um excelente relato de um episódio recente e marcante da história política mundial, pontuado e temperado pelas narrativas de ouvintes, DJs e jornalistas da Rádio B92. A rádio é personagem dessa história, e o livro nos conta como ela surgiu, os debates sobre sua linha editorial, que tipo de música tocavam, sua dificuldade em se manter no ar, estratégias de sobrevivência e condutas. A 85 – O mito no rádio ─ a voz e os signos de renovação periódica, por Mônica Rebecca Ferrari Nunes. Dissertação de mestrado da autora, que busca demonstrar as novas formas de narrativas míticas existentes no rádio paulistano, no período de 89 a 92, como, por exemplo, os ritos sacrificiais, que são celebrados em programas religiosos ou policiais; ou os ritos de reminiscência, em programas de flash-back, por locutôres que seriam os xamâs do nosso tempo. Esbanjando erudição e citações que se esperam encontrar em teses acadêmicas, a autora , apesar de tudo, consegue bons enfoques. Destaque para os textos de programas que exemplificam as questões colocadas. 154 páginas. A 86 – Pioneiros do rádio e da TV no Brasil (nº 1), organizado por David José Lessa Mattos. Primeiro volume da série, contendo 7 entrevistas: Álvaro de Moya, Cesar Monteclaro, Dias Gomes, José Bonifácio Sobrinho (Boni), Lima Duarte, Marcos Rey e Walter Avancini. Quase todos são conhecidos como homens de televisão, mas começaram no rádio, havendo várias referências ao rádio em suas entrevistas. 176 páginas, com ilustrações dos entrevistados no início de cada capítulo. A 87 – Histórias... que a história não contou, organização Carlos Coraúcci. Memórias de Paulo Machado de Carvalho Filho, o Paulinho, que viveu a época de ouro do rádio brasileiro como herdeiro e diretor das rádios Record e Panamericana e foi um dos pioneiros da televisão. Com 200 páginas e com muitas ilustrações de boa qualidade. A 88 – Muitos dedos: enredos, por Francisco Marques (Chico dos Brinquedos). Livro-disco, com nove histórias infantis escritas e interpretadas pelo premiado educador, com efeitos sonoros a cargo de Estevão Marques. Acompanha CD catalogado sob o número?????? A 89 – Rádio no Rio Grande do Sul (anos 20,30,40), por Luiz Artur Ferraretto. Com 256 páginas e dezenas de ilustrações (infelizmente com baixa
  • 19. qualidade de impressão), o livro cobre os primeiros 30 anos do rádio no Rio Grande do Sul, desde a introdução do veículo pelos pioneiros, na forma de entidades associativas, até a constituição das emissoras como empresas voltadas para o lucro. A 90 – Prezados Ouvintes – histórias do rádio e do Pop Rock , por Mauro Borba. Coletânea de textos curtos do radialista gaúcho, abordando o início de sua carreira e acontecimentos dos seus vinte anos de radialista, como o surgimento da Bandeirantes FM e da Ipanema FM, ambas no RGS. 142 páginas e algumas fotos com pouca definição. A 91 – CBN, a rádio que toca notícia , organizado por Mariza Tavares e Giovanni Faria. Com 152 páginas e esplendidamente paginado, o livro conta a história de 15 anos da "rádio que toda notícia", a formação da rede, a construção da marca, com exemplos das principais inovações e coberturas mais importantes. Apresentado por Alberto Dines, contém artigos de Franklin Martins, Miriam Leitão, Juca Kfouri, entre outros. Há um apêndice, no final, com dicas para jornalistas de rádio. A 92 – CBN, mundo corporativo, por Heródoto Barbeiro. Reunião de entrevistas realizadas pelo autor, que é gerente de jornalismo da CBN, envolvendo, entre outras, as áreas de marketing, administração, tecnologia, ética nos negócios, patrocínio, gerenciamento de talento, empreendedorismo. 175 páginas. A 93 – A história da rádio FM no Rio de Janeiro - Volume I: a Rádio Cidade, por Nicolau Maranini. Trabalho de mestrado do autor, transformado em livro, que aborda com ligeireza o surgimento da FM, a publicidade e a evolução da mídia FM, tendo como referência a Rádio Cidade. A 94 – Rádio, a mídia da emoção, por Cyro César. Terceiro título do autor em nosso acervo, este livro relata fatos importantes da história do rádio, experiências pessoais do autor, a evolução tecnológica do veículo, as mudanças ocorridas na vida do radialista e aborda temas como técnica de locução,exercícios para falar ao microfone, formas de eliminar tensões e analisa erros comuns no desenvolvimento da voz. 230 páginas e ilustrado com pequenas fotos de baixa resolução. A 95 – Dança macabra - o fenômeno do horror no cinema, na literatura e na televisão dissecado pelo mestre do gênero, por Stephen King. A despeito do sub-título, o livro contém um breve e ótimo capítulo, o quinto, dedicado ao rádio, com agudos comentários sobre as virtudes e limitações do veículo na exploração desse gênero de drama radiofônico. 258 páginas. A 96 – A hora do clique - Análise do programa de rádio "Voz do Brasil, por Lilian Maria F.de Lima Perosa. Uma pesquisa detalhada, com profundo levantamento de dados, somados aos anos de experiência da autora como jornalista da EBN, deu origem a esta ampla análise histórica do programa , desde o seu início, no Estado Novo, até o Governo de Fernando Collor. Outro mérito do livro, de 202 páginas, é traçar um panorama da
  • 20. história do país, mostrando de que maneira e com a concordância passiva de seus realizadores, a auto-censura se instalou na produção deste programa chapa-branca, que sempre espelhou os pontos- de-vista dos governantes de ocasião. A 97 – Cor, profissão e mobilidade / O negro e o rádio em São Paulo, por João Baptista Borges Pereira. Segunda edição do livro lançado inicialmente em 1967, e que teve origem na tese de doutoramento do autor, baseada em pesquisas efetuadas entre 1958 e 1961,constatando que, apesar de alguns ganhos econômicos e de uma mobilidade relativa obtida pelos raros negros que ingressaram na estrutura radiofônica de São Paulo, como cantores ou radialistas, o racismo à brasileira continuou a atuar, independentemente do diploma e da formação escolar que esses negros pudessem apresentar. No final do trabalho há uma série de nove tabelas com dados estatísticos e comparativos. 280 páginas. A 98 – Caros Ouvintes/ Os 60 anos de rádio em Florianópolis, por Antunes Severo e Ricardo Medeiros. De 1943, quando surge a pioneira Rádio Guarujá, até 2004, o livro esboça a história do rádio na capital de Santa Catarina, focalizando as estações comerciais e a única representante das emissoras educativas na região: a Rádio Udesc FM. 176 páginas e várias fotografias. A 99 – Mídia radical / Rebeldia nas comunicações e movimentos sociais, por John D.H.Downing. Segunda edição do volumoso trabalho de Downing, com 544 páginas, onde ele expõe os conceitos de mídia radical, analisa os seus modelos de organização, e traça um panorama da suas diversas manifestações, incluindo, entre outros, o discurso público, as anedotas, o grafiti, o vestuário, o teatro de rua, os cartazes e os murais. Entre as mídias consagradas, o autor dá bastante atenção ao rádio, destacando a experiência da KPFA, primeira emissora independente dos EUA; as rádios argelinas durante o levante contra o colonialismo francês; a Rádio Popolare, de Milão; e a Controradio, de Florença. É importante ressaltar que o autor, além de contar a história dessas emissoras, trata também da história administrativa de cada uma, relatando os problemas que surgem nas emissoras auto-geridas, que incluem questões financeiras, choque de opiniões internas e investidas do poder constituído. A 100 – Técnicas de comunicação pelo rádio, por Miguel A. Ortiz e Jesús Marchamalo. Manual bastante objetivo e prático, com 140páginas e várias ilustrações, sobre o fazer radiofônico. Seus ensinamentos vão desde aparatos técnicos à construção de textos e condução de programas. De maneira didática e clara, os autores descrevem os tipos de programas existentes e suas denominações: do jornalístico ao (tão grosseiramente denominado) docudrama. Contém ainda orientações de como se conduzir externas, característica do estúdio e até dos tipos de equipamento. A 101 – Alô, Alô, Amazônia / A linguagem da floresta no rádio, por Benedito Rostan Martins. Versão em livro da tese de mestrado do autor, que, analisando a repercussão de um tradicional programa da Rádio Difusora de Macapá, o "Alô,alô, Amazônia", faz um aprofundado estudo das relações entre oralidade, escrita e a mediação rádiofônica, revelando que, naquela região, principalmente entre a população ribeirinha, as pessoas falam, conversam e trocam informações e recados pelo o rádio, que é usado como carta, telefone e também e-mail, ou seja, na região norte do país, o rádio não é veículo de transmissão de informação
  • 21. no sentido que normalmente atribuímos a esta mídia. Ilustrado com fotos do autor e contendo fac- símiles de vários bilhetes e avisos irradiados pelo programa, o livro traça, ainda, um panorama da cultura amazonense, das suas tradições e folclore. 160 páginas. A 102 – Batalha sonora/ O rádio e a Segunda Guerra Mundial, organizado por Cida Golin e João Batista de Abreu, o livro reúne nove ensaios e um texto memorialístico, abordando o uso da propaganda pelo rádio na preparação e no convencimento das pessoas, às vésperas e durante a Segunda Guerra. Os artigos são resultados de pesquisas rigorosamente amparadas em documentos arquivísticos, discutem o papel do rádio, um veículo ainda novo, na época, e sua utilização pelos governos direta ou indiretamente envolvidos no conflito. Assim é que, junto com artigos sobre a BBC (por Irineu Guernini JR), a Voz da América (por Sonia Virgínia Moreira), e o ministro da propaganda nazista (por Sandra de Deus), o leitor encontra outros sobre o rádio brasileiro, como o Repórter Esso (por Luciano Klöckner), a radionovela (de Lia Calabre) e o rádio no Recife (por Luiz Maranhão). 192 páginas. A 103 – Herança de Ódio, por Oduvaldo Viana, coordenação e edição de texto: Laura do Carmo. Soberbo volume, contendo o roteiro integral desta radionovela em 25 capítulos, de 1951, precedida pelos textos: Lendo o rádio, assinado pela organizadora do volume; Sonhos sonoros, por Lia Calabre; A trajetória artística de Oduvaldo Viana, por Jeanette Ferreira da Costa; e O rádio e sua técnica, de autoria do próprio Oduvaldo. 576 páginas e duas fotos: uma de OV e outra de Lia de Aguiar & César Monteclaro, dois protagonistas da novela. A 104 – O Rádio sem onda – convergência digital e novos desafios na radiodifusão, por Marcelo Kischinhevsky. Livro resultante da dissertação de mestrado do autor. Apesar da ênfase do título nas mudanças tecnológicas do veículo rádio, o livro aborda não só as últimas inovações da técnica para o veículo mas também aspectos históricos do rádio, principalmente no Brasil, e traz ótimas análises do mercado de rádio, apresentando dados de publicidade e audiência e discutindo a segmentação da programação. A 105 – Almanaque da Rádio Nacional, por Ronaldo Conde Aguiar. Capas da Revista do Rádio, anúncios, curiosidades sobre os artistas que passaram pela Nacional e muito mais há nesse Almanaque, que, segundo o próprio autor, não se pretende um ensaio sobre a famosa emissora, mas sim uma reminiscência compartilhada. Com 184 páginas fartamente ilustradas. Acompanha dois CDs com trechos de programas da Nacional ( N? N?) A 106 – Rádio e Política – tempos de Vargas e Perón, por Doria Fagundes Haussen. Tese de doutorado da autora, que faz um ensaio comparativo do uso do poder do rádio por dois líderes políticos. Interessante reflexão sobre o uso que o aparelho estatal fez do veículo. Vale destacar o capítulo 3, Perón e o rádio, onde encontramos raras informações sobre as emissoras argentinas. 152 páginas. A 107 – Great American Broadcast – a celebration of Radio´s Golden Age, por Leonard Maltin. Obviamente, não só em terras brasileiras se considera que o rádio teve uma era de ouro. Este livro trata dos principais personagens e
  • 22. programas do radio norte-americano até 1950, quando, por lá, chegou a TV. O autor , considerado uma autoridade em assuntos televisivos e cinematográficos, baseou este livro em centenas de entrevistas realizadas com quem protagonizou este período do rádio nos Estados Unidos. O livro contém 125 fotografias e ilustrações raras, distribuídas em mais de 300 páginas. B B1 e B2 – Introdução à eloquência, por Charles L. Brown Publicada no Brasil em 1961, esta obra em dois volumes (620 páginas) focaliza as disciplinas tradicionais ligadas ao ensino da arte da oratória, examinando-a sobre seus principais aspectos, como, entre outros, o estudo da voz, defeitos e correção; a importância da oratória na vida social e p0-rofissional; a técnica da composição dos discursos tendo vista a variedade de objetivos e auditórios; e as situações difíceis que o orador deve aprender a dominar. Vários desses capítulos vêm com sugestões de exercícios. B3 – Curso prático de rádio (para principiantes) , por Omar Nathan Martins. Livro técnico destinado aos leigos e com o objetivo de proporcionar conhecimentos práticos sobre os receptores de rádio. Faz parte de uma coleção de 6 volumes, bastante popular. Os outros são: Curso Técnico de rádio, Curso de montagem, Curso de rádio-reparações, Novo manual de circuitos e Curso de televisão. Nossa edição data de 1969, mas o livro é anterior e, ao que parece, nunca foi revisto, estando, portanto, defasado. Não trata dos transistores, por exemplo. B4 – Manual de voz e dicção, por Lilia Nunes Com 186 páginas, este maravilhoso trabalho didático, publicado em 1971 na série Cartilhas de teatro, é uma das raridades de nosso acervo. Lilia foi uma das mais competentes professoras da matéria, e este livro, fruto de sua experiência, contém uma série de exercícios detalhados, além de informações gerais sobre anatomia e fisiologia. Leitura obrigatória para locutores, atores, cantores e oradores. B5 – A palavra (Uma introdução ao estudo da oratória) , por Nereu Corrêa. Editado em 1972, com 146 páginas e dividido em duas partes, o livro aborda o tema detalhadamente, com muitas33 notas de rodapé, cobrindo praticamente todos os aspectos importantes do assunto, em capítulos como "A matéria prima do orador", "O artesanato do orador" e a "A arte do orador". A segunda parte contém 10 entrevistas com alguns dos principais oradores
  • 23. brasileiros, como Afonso Arinhos, Pedro Calmon, Prado Kelly e Plinio Salgado. Não há propostas de exercícios práticos. B6 – Circuitos, dispositivos e sistemas, por Ralph J.Smith. Fartamente ilustrado com diagramas e desenhos, tendo, ao fim de cada capítulo, uma bateria de perguntas para revisão do que foi abordado e sugestões de exercícios práticos. A obra, de introdução à engenharia elétrica, é uma dos mais completas, no gênero, principalmente a sua 2ª edição, publicada em 1975. Nossa biblioteca, por enquanto, dispõe apenas do 2º volume. B7 – Radio, a guide to broadcasting techniques, por Elwyn Evans. Editado em 1977, este é um dos melhores manuais até hoje escritos sobre técnicas de produção radiofônica. Conciso e claro, consegue tratar, em suas 176 páginas, de todos os aspectos do assunto, muitas vezes com informações não encontradas em nenhum outro manual, como é o caso, por exemplo, do capítulo destinado aos microfones. Em inglês. B8 – The use of microphones, por Alec Nisbett. Da série "Media Manual", com 192 páginas e um glossário de termos úteis, este livro é extremamente bem ilustrado, abordando com detalhes os diversos tipos de microfones e sua utilização. Importantíssimo é o capítulo a respeito do posicionamento do (s) microfone (s) face a instrumentos e conjuntos musicais. Em inglês. B9 – Writing for television and radio, by Robert L. Hilliard Publicado em 1967, este livro (320 páginas e poucas ilustrações) se ocupa das técnicas de redação para rádio e TV, com vários exemplos de laudas de programas para os dois veículos (musicais, dramaturgicos, esportivos, publicitários, etc.), e também trata, embora sucintamente, dos diversos elementos necessários a uma produção radiofônica ou televisiva e sua terminologia, quais sejam, no caso do rádio, o microfone, o estúdio, a técnica, os efeitos sonoros e a música. Em inglês. B10 – Sound recording practice , organizado por John Borwick Editado em 1996, com 616 páginas e muitas fotos e diagramas, o livro é bastante didático, com os capítulos agrupados em seqüência lógica e assinados, cada um deles, por especialistas. No capítulo específico sobre o rádio, há apenas uma leve referência ao rádio digital (desenvolvido após a publicação do livro), mas há capítulos inteiros dedicados à teoria do som digital e ao uso dos gravadores digitais. Em inglês. B11 – Trabalhando a voz , organizado por Léslie Piccolotto Ferreira Editado em 1987, este livro reúne, em suas 152 páginas, diversos textos de fonoaudiólogos, mostrando o que estava sendo feito nessa área pelos profissionais brasileiros. Há capítulos sobre fisiologia da voz, prevenção e tratamento de diversos distúrbios da fala, além do uso da voz no teatro e no rádio. B12 – Manual de radiojornalismo (Jovem PAN) , por Maria Elisa Porchat. Trata~se do mais completo guia de jornalismo radiofônico já publicado entre nós, sendo de interesse fundamental para todos os que trabalham em rádio ou falem ao microfone, pois analisa em profundidade a linguagem específica do veículo. O livro tem 206 páginas e, a partir da
  • 24. página 82, trata da linguagem radiofônica propriamente dita, abordando os erros mais frequentes cometido ao microfone, incluindo tabela com a pronúncia correta de palavras nacionais e estrangeiras. As última 50 páginas são destinadas a um vocabulário com mais de 500 palavras, nomes, siglas, termos técnicos e expressões usadas no quotidiano da comunicação radiofônica. B13 – Como falar no rádio (prática de locução AM e FM) , por Cyro Cesar. Livro ligeiro, que aborda vários aspectos do tema sem aprofundar nenhum. Há alguns exercícios vocais e dicas breves sobre comportamento ao microfone, que podem ser úteis a quem não dispõe de nada melhor. Com 124 páginas, sendo que 30 são ocupadas por prefácio, apresentação e comentários, e outras tantas ocupadas por cerca de 20 fotografias (quase todas sem importância e quase todas de página inteira), com o nítido propósito de encher linguiça. É mais um livro que está em nosso catálogo porque o objetivo da biblioteca é o de acervar tudo que foi publicado sobre o rádio, em nossa língua. B14 – Reflexões sobre direito autoral. Reunindo palestras de vários autores, como Hildebrando Pontes Neto, Henrique Gandelman e José Carlos Costa Neto, apresentadas em seminários organizados pelo Departamento Nacional do Livro, este livro oferece um atualizado painel (foi editado em 1997) dos múltiplos aspectos e problemas do direito autoral no Brasil. B15 - No reino da fala (A linguagem e seus sons), por Eleonora Motta Maia. Livro sobre fonética e fonologia, que propõe um método de ensino dessas disciplinas, desenvolvido pela PUC de São Paulo, visando conduzir o leitor a uma viagem imaginária, onde questões sobre os aspectos físicos, psicológicos e sociais da fala emergem de indagações mais gerais sobre o homem e a linguagem. Com 126 páginas e um apêndice com mais de 200 termos utilizados nas duas disciplinas. B16 – The technique of radio production , por Robert McLeish. Em inglês, com 250 páginas, este é um dos mais completos manuais sobre produção radiofônica. Muito bem ilustrado, nele podemos encontrar plantas de estúdios, incluindo uma planta bastante detalhada de um estúdio de radioteatro, de um auditório radiofônico, de viaturas para reportagens e transmissões externas, e de esquemas de diversos tipos de gravações instrumentais. Seus capítulos abordam todos os aspectos da produção radiofônica, de maneira direta e didática, mas, no que talvez seja sua única falha, não se ocupa do rádio educativo. O livro tem ainda um glossário com mais de trezentos termos utilizados no rádio inglês, e uma bibliografia bastante abrangente, também em Inglês, sobre o assunto. Possuímos a edição traduzida (ver B 43) B17 – As tramas da comunicação. Um dos manuais sobre comunicação editado por Edições Paulinas. Em quadrinhos e com linguagem bastante acessível, o livrinho foi editado em 1983 com o propósito de esclarecer da população a respeito do jogo de interesses que existe por trás mídia, visando estimular o sentido crítico do leitor e colocá-lo a par das ações da igreja no sentido de obter mais verdade e justiça nos meios de comunicação.
  • 25. B18, B19, B20, B21, B22 – Manuais de comunicação da ALER-Brasil . Série de manuais de capacitação, produzidos pela Asociación Latinoamericana de Educacion Radiofónica, e editados, aqui, pela ALER-Brasil , juntamente com as Edições Paulinas. Com cerca de 50 páginas, cada um, os manuais são Escritos em linguagem simples e fartamente ilustrados. A biblioteca possui os números 1 (A entrevista), 3 (Rádio revista de educação popular), 4 (Áudio-debate e disco-debate), 5 (A entrevista coletiva), e 7 (Rádio revista de educação popular II). B23 – Estrutura da Informação Radiofônica, por Emílio Prado. Com 98 páginas, o volume foi escrito para complementar a formação dos estudantes de comunicação, especificamente na área do jornalismo radiofônico. Buscando diferenciar esse tipo de jornalismo dos demais, o autor discorre sobre as características do rádio e dá dicas a respeito de entrevistas, reportagens e debates radiofônicos. B24 – Dicionário radiotécnico brasileiro, por N.Goldberger. Editado em 1959, o volume contém quase mil termos técnicos, muitos ilustrados ou acompanhados de diagramas, além de um apêndice com a tradução dos termos técnicos ingleses mais usados. B25 – Handbook of broadcasting, por Waldo Abbot. Em inglês, este é o mais antigo manual do nosso acervo. Com 422 páginas, e várias ilustrações e diagramas, o livro contém praticamente todo o conhecimento existente a respeito do assunto, na época, quando o rádio era sempre ao vivo ( não existiam gravadores). Esta é a 2ª edição, de 1941, que abre com um capítulo sobre os fundamentos do rádio, onde, na parte reservada aos comentários sobre os microfones, só se faz menção aos do tipo cristal (fora de uso) e dinâmicos, mas não se fala dos microfones condensadores, não inventados naquela época. A defasagem, no entanto, acontece apenas no tocante aos aspectos técnicos. Quanto ao resto, o livro pode ser lido com grande proveito. Vale a pena consultar o capítulo 3, que contém um modelo para a realização de um dicionário de dificuldades fonéticas, com auxílio de rimas. B25-a – Handbook of broadcasting, por Waldo Abbot. Quarta edição, de 1957, revista e aumentada, com 532 páginas, muitas ilustrações diferentes e abordando o broadcastig televisivo também. B26 – Manual de redação e estilo (O Estado de São Paulo) por Eduardo Martins. O manual é mais que um guia para jornalistas, mostrando como evitar os erros mais comuns, explicando as principais regras da gramática e ensinando a preparar um texto com simplicidade e correção, dentro dos preceitos de redação adotado por aquele jornal paulista. 352 páginas, sendo 45 delas destinadas ao apêndice "Escreva certo", com cerca de 800 temos de uso freqüente. B27 – A ciência em nossas vidas, por Ritchie Calder. Livro de divulgação cientìfica. Está em nosso acervo por conter, nas páginas 71 a 73, um capítulo sobre o Rádio, o elemento radioativo descoberto por Madame Curie e, en passant, um comentário sobre a descoberta,
  • 26. pelo marido dela, Pierre Curie, do fenômeno que tornou possível a utilização de cristais de quartzo como reguladores das ondas de rádio. 204 páginas, sem ilustrações. B28 – Curso de locução, por Mônica Sampaio. Manual importante dirigido a todas as profissões que de alguma forma dependem da comunicação oral, com 190 páginas e algumas ilustrações. Utilizando uma linguagem simples, a autora faz incursões em diversas áreas do conhecimento, como a fonoaudiologia e a gramática – extraindo delas, respectivamente, aspectos fisiológicos da fala e destacando pontos importantes para o estudo da articulação de fonemas, encontros vocálicos e prosódia. No capítulo dedicado à linguagem corporal, a autora destaca aspectos como postura, gesticulação e expressão fisionômica; e, em breve passeio pela psicologia, a autora utiliza a Teoria da Inteligência Emocional para dar dicas contra inibição e o descontrole emocional. Didático, o livro contém várias exercícios de inflexão, de interpretação e de técnicas de relaxamento e inflexão. B29 – Manual de Radiojornalismo, por Heródoto Barbeiro e Paulo Rodolfo de Lima Os autores discriminam as principais funções e encargos do radiojornalismo. Abordando o leitor de forma direta e objetiva. Pontuando de maneira simples e fundamentalmente ética as condutas necessárias a cada um daqueles encargos para a profissão do jornalista de rádio. O livro inclui códigos de ética, apêndice, cinco pequenos dicionários específicos e bibliografia. Possui 185 páginas. Esse manual possui também um capítulo destinado a pronúncia, com normas exemplificadas, somando um dicionário de cento e noventa e sete palavras. B30 – Manual do radialista que cobre educação, coordenação de Gilberto Costa e Pedro Noleto. Pequeno volume didático, publicado em parceria pelo Projeto Nordeste do MEC e o Unicef, com o objetivos de orientar profissionais das emissoras de rádio e dos serviços de alto-falante. O manual, em apenas 50 páginas, conta a história do rádio, dá dicas para redatores e locutores e ensina a mediar debates. B31 – The Speaker's notebook, por William G. Hoffman Dicas sobre falar em público, desde a construção do discurso até a pronúncia. Dividido em duas partes, na primeira o autor sugere diversas técnicas para desenvolver a habilidade de falar em público: examina trechos de discursos, diferencia o falar no rádio do falar em púlpitos, indica a pronúncia correta de uma série de palavras e traz exercícios para a voz e dicção. Na segunda parte o autor se detém em discursos famosos, transcrevendo trechos e fazendo análises de sua construção. Publicado em 1943. 334 páginas. B32 – Arte de falar, Waldomiro Otávio O autor pode dominar a arte de falar, mas não a de escrever, pois escreveu um livro aborrecidamente didático. Não obstante, contém informações básicas sobre os gêneros e figuras de retórica, distinção entre retórica, eloquência, oratória; bem como um apêndice contendo alguns discursos célebre. Há um capítulo (pag.114) sobre retórica no rádio e na TV. B33 – Radiojornalismo, de Paul Chantler & Sim Harris (1998) Com 192 páginas, uma vintena de ilustrações de aparelhagens e situações de estúdio, e um glossário de termos afins no final. O livro refere-se ao rádio na Inglaterra e trata mais especificamente das
  • 27. rádios locais, que são controladas pela BBC ( 38 delas), ou são comerciais (180 ao todo) e regulamentadas pela Radio Authority. É bastante didático (aborda os vários gêneros radiojornalísticos) e incentiva o surgimento de novos profissionais, sendo bastante otimista com relação ao futuro do radiojornalismo. B34 – Manual de redação da Folha de São Paulo. Obra escrita em 4 capítulos e 12 anexos. Nos primeiros quatro capítulos, encontramos o projeto editorial do jornal, as diretrizes desse projeto, as recomendações para a elaboração dos textos e a história do jornal. Nos anexos, encontramos instruções gramaticais, relação dos principais estrangeirismos, transliteração de nomes estrangeiros, siglas, e principais termos jurídicos, militares, religiosos, médicos, mate- máticos, econômicos e geográficos. Para esse último tópico há mapas ilustrativos. 390 páginas. B35 – Manual de redação e estilo de O Globo, organizado por Luiz Garcia. 29ª edição deste manual, contendo 4 capítulos e 5 apêndices. Os capítulos tratam de atitude e comportamento do jornalista; estilo; padrões e convenções; questões éticas; e dicas gramaticais. Os apêndices, estruturados com base em levantamento feito pelo autos dos principais erros jornalísticos, focalizam: palavras perigosas, acidentes de texto, palavras de outras línguas; expressões jurídicas, e termos de psicanálise e psiquiatria. B36 – Manual prático de acústica, por Solon do Vale. Ao longo de 374 páginas, repletas de ilustrações, tabelas e equações, mas sempre tentando explicar os fenômenos físicos através da música, o autor produziu um livro didático e detalhado que vai desde as definições fundamentais e os conceitos básicos de áudio, passando pelos tipos e funcionamentos dos microfones e indo até as gravações digitais e, em parceria com o especialista Tomaz Pereira, a noções de como projetar o sistema de ar condicionados dos estúdios. B37 – Microfones, por Solon do Vale. Em segunda edição, com 122 páginas e fartamente ilustrado, com fotos e diagramas, o livro viaja pelo mundo dos microfones, explicando sua essência, seus tipos e suas aplicações práticas, incluindo a gravação dos principais instrumentos musicais. B38 – Dicionário de áudio e tecnologia musical, por Miguel Ratton. Com dezenas de verbetes que incluem a terminologia utilizada por técnicos e engenheiros de som e, também, uma variedade de termos sobre sintetizadores, áudio digital, estúdios, acústica e outras áreas tecnológicas que se relacionam com a música. 156 páginas e algumas ilustrações. Infelizmente, essa primeira edição saiu com um erro, pois os verbetes começados por Te U foram omitidos. A errata está colada ao final do volume. B39 – Dicionário de comunicação, por Carlos Alberto Rabaça & Gustavo Barbosa..Segunda edição, datada de 1995, revista e aumentada, com 638 páginas e dezenas de ilustrações, desse dicionário lançado originalmente na década de setenta. B40 – Understanding Radio, por Andrew Crisell. .Segunda edição, datada de 1994, deste manual lançado em 1986. Em suas 242 páginas, sem ilustrações, o autor fala das
  • 28. características e da história do veículo, e dedica capítulos a assuntos como: Conversação e música no rádio; radio jornalismo; eventos externos; radiodrama, etc. Em inglês. B41 – Basic Radio Journalism, por Paul Chantler & Peter Stewart Lançado em 2003, este é o segundo livro sobre radiojornalismo co-assinado por Paul Chantler (ver B33, Radiojornalismo, editado em 1998). Com 267 páginas, e diversas ilustrações de aparelhagens e situações de gravação em estúdio e externas, o volume aborda a estrutura radiofônica inglesa, e abre capítulo para tecer comparações entre radio, livro e TV; técnica de escrever noticias radiofônicas; técnica de entrevista, de boletins e de apresentação. Há um glossário de termos radiofônicos no final. Em inglês. B42 – Radio, sete textos sobre o meio que completou 80 anos de Brasil. Este número do livro-revista, publicado semestralmente pela Universidade Federal de Santa Catarina, focaliza o rádio e trás sete textos sobre o veículo: 1) O tempo do radiojornalismo: reflexão em um contexto digital; 2) A presença do radiojornalismo na Internet: os nsite da Jovem Pan e da Bandeirantes; 3) As transformações da notícia de rádio na fase pós-televisão; 4) O gênero Debate e o mito da superficialidade no rádio; 5)Entre a política e a religião: fazendo rádio no sul da Bahia; 6) Na hora das estrelas: as ondas do rádio invadem a solidão dos ouvintes; e, 7) Deus no céu e o radio na terra: papel do rádio junto às mulheres rurais de Pitanga, Paraná. B43 – Produção de rádio/ um guia abrangente, por Robert McLeish. Tradução do famoso manual – nossa biblioteca possui o original, publicado em 1999 e catalogado em B16. Muito bem ilustrado, nele podemos encontrar plantas de estúdios, incluindo uma planta bastante detalhada de um estúdio de radioteatro, de um auditório radiofônico, de viaturas para reportagens e transmissões externas, e de esquemas de diversos tipos de gravações instrumentais. Seus capítulos abordam todos os aspectos da produção radiofônica, de maneira direta e didática, mas, no que talvez seja sua única falha, não se ocupa do rádio educativo. O livro tem ainda um glossário com mais de trezentos termos utilizados no rádio inglês, e uma bibliografia bastante abrangente, também em Inglês, sobre o assunto. B 44 – Rádio: 24 horas de jornalismo, por Marcelo Parada. Pequeno manual de jornalismo, com 140 páginas, onde o autor alinhava informações superficiais a respeito de notícias, reportagem radiofônica, texto e edições, treinamento, pauta, funcionamento de uma emissora, etc., incluindo um curioso questionário sobre como conseguir emprego em uma rádio. B 45 – A dimensão sonora da linguagem audiovisual, por Ángel Rodrigues. Embora voltado, como o próprio título afirma, para a linguagem visual, este livro pode ser lido com proveito pelo profissional de rádio, pois contém informações teóricas importantes a respeito de acústica, como os fundamentos da percepção sonora, as formas do som, conceito de espaço sonoro, psicoacustica etc. 344 páginas, com gráficos e tabelas.
  • 29. CC1 e C2 – Revistas PRANOVE , Coleção incompleta do raríssimo informativo oficial da antiga Rádio Mayrink Veiga, cujo editor-responsável era Raul Bruce (Gramury). Possuímos os números de 8 a 25 e também o 27, cobrindo o período que vai de janeiro de 1939 a agosto de 1940. Em suas páginas podemos encontrar artigos de Gilson e Genolino Amado (colaboradores regulares), correspondência respondida por Cesar Ladeira, seções regulares como a "Biblioteca no Ar" , e matérias sobre o milionário "cast" da emissora, que contava com Silvio' Caldas, Carmem Miranda, Aracy de Almeida, Moreira da Silva, Ciro Monteiro e outros. Dorival Caymmi, por exemplo, cujo primeiro contrato foi com a PRA9, aparece na capa do número 21 e os números seguintes permitem que tenhamos uma idéia de como se deu sua afirmação como compositor e cantor. C3 - Rádio Nacional. Publicação rara, de 1956, comemorativa dos primeiros 20 anos da mais famosa emissora brasileira, com cerca de 90 páginas e profusamente ilustrada. Sob a direção e redação geral de Heron Domingues, o livro faz um levantamento do percurso da Emissora e traça uma panorâmica detalhada do seu funcionamento na década de 50, quando sua hegemonia ainda não estava ameaçada pela televisão. Há uma relação de todo o gigantesco "cast", e fotos preciosas de equipamentos e estúdios da época, incluindo o revolucionário estúdio de rádioteatro e os trabalhos dos contra-regras e sonofonistas. C4 - Revista da Rádio Ministério da Educação e Cultura. Cópia xerox, encadernada, da raríssima publicação de 1956, feita sob a direção de Pascoal Longo, que também assina a redação, e com a colaboração de Alberto Dines, na produção gráfica. A revista é nitidamente influenciada pela da Rádio Nacional (veja C 2 ). Com 32 páginas recheadas de fotografias de Manoel Ribeiro, a publicação é uma continuação dos Boletins Informativos que eram editados desde 1951, e presta contas do que foi feito pela Emissora, até aquela data,em termos de programação educativa e cultural, com sinopses dos principais programas ( na página 28, há uma grade semanal dos programas educativos da emissora, à época). C5 - Revista da Rádio Nacional. Temos os números 3 (outubro de 1950), 5 (dezembro de 1950) e 6 (janeiro de 1951) desta publicação. C6 - The art of Radio Times , compilado por David Driver. Com 252 páginas e reproduções de alta qualidade, o livro faz um histórico das ilustrações dos primeiros 60 anos da revista Radio Times, mostrando os trabalhos dos artistas que lá trabalharam desde o primeiro número. Publicada pela BBC Publications, a revista era semanal e destinava-se a dar notícia detalhadas da programação da BBC rádio e, depois, televisão. O livro é dividido em
  • 30. décadas, com cada uma delas introduzida por comentários de Bryan Gearing, editor da revista a partir de 1980. C7 - Embratel 18 anos. Publicação institucional com 190 páginas, para comemorar os 18 anos de realizações da empresa. Há um histórico pré-Embratel, com um panorama das comunicações no país, antes da criação da mega-empresa, bem como organogramas e cronograma,de realizações, ano a ano, ou seja, tudo que costuma ser tratado em trabalhos de natureza institucional. O valor da publicação, hoje, no entanto, é o de confrontar a linguagem ufanista daquela antiga idéia estatizante, com a retórica privatista da orientação neo-liberal de hoje, 2001, quando a Embratel já não mais pertence ao Estado. C8 - Registro sonoro por meios mecânicos no Brasil, por Humberto M. Franceschi. Com 136 páginas recheadas de ilustrações de alta qualidade, o livro conta a historia das gravações comerciais feitas no pais, desde 1900, quando foi criada a Casa Edison, até 1929. O autor reconstitui essa história, passo a passo, conseguindo localizar os primeiros discos gravados em rolos de cera, os primeiros discos planos, de carnaúba, e todos os equipamentos utilizados para gravá-los e tocá-los. De importância, também, as revelações sobre os esforços de regulamentação dos direitos autorais, como as de Chiquinha Gonzaga e Catulo da Paixão Cearense. C9 - Revista propaganda SP. Cópia xerox da edição, com 178 páginas, poucas ilustrações e sem índice, sobre os 60 anos de rádio no Brasil (1923 a 83). Além de uma pequena história (onde a Rádio Ministério da Educação não é mencionada), a publicação traça um panorama do presente e aponta as perspectivas futuras do veículo, de acordo com a época em que foi feito (1984). Ao longo do livro há 39 entrevistas e 47 depoimento de antigos expoentes do rádio, como César de Alencar, Floriano Faissal, Raul Brunini e Sagramor Scuvero. C10 - 60 anos de rádio. Publicação da RDP (Radiodifusão Portuguesa), de 1986, com 38 páginas e fartamente ilustrada, comemorativa das seis décadas da radiofonia portuguesa. C11 - Rádio X, o seu jornal do rádio. Encadernação dos dois únicos números desta revista, publicados em março e maio de 1989. De interesse, hoje, nesta frustrada tentativa editorial, é a relação das rádios e de suas programações, na época. C12 - The '60s America portrayed through advertisements. Seleção de anúncio publicitários publicados na imprensa americana, na década de 60. Na página 36 há um curioso utilitário caseiro que de um lado é rádio e do outro, relógio. C13 - A pictorial history of radio, por Irving Settel. Com 192 páginas e quase mil ilustrações de ótima qualidade, o livro conta a história da radiofonia nos Estados Unidos, desde os primórdios até a década de 60. Trabalho de referência para quem quiser contar a história da Rádio MEC.
  • 31. C14 - Radios by hallicrafters , por Chick Dachis. Catálogo, com 224 páginas e centenas de ilustrações, dos produtos da Hallicrafters (rádios, TVs, osciloscópios, etc.), com listas de preços, e também símbolos, displays e peças promocionais. Há uma pequena história da fábrica, no início do livro. C15 - Radio art, por Robert Hawes. O título refere-se à arte industrial de fazer receptores de rádio, o aparelho doméstico que, segundo o autor, foi o que com mais forma diferentes foi produzido. Com 128 páginas e cerca de 200 reproduções coloridas desde os primórdios até os anos 70. O livro contém, também, uma breve história do rádio. C16 - Rádio (revista quinzenal, órgão oficial da Rádio Sociedade do Rio de Janeiro e, a partir do 13º número, também da Rádio Club de Pernambuco). É a primeira revista publicada no país, sobre o assunto. Dispomos dos números 13 a 24, publicados no ano de 1924. O conteúdo é bem variado, indo desde um artigo do diretor da Rádio e Presidente da Academia de Ciências, Henrique Morize, sobre astronomia (nº 15, página 7), a noções de radiotelefonia e radiotelegrafia, passando por notícias, como a da primeira audição de música educativa na Rádio Sociedade (nº23, página 31). Há várias fotografias ainda em bom estado, como o das instalações da Rádio Club de Pernambuco (nº22, páginas 26,27 e 28), e da própria Rádio Sociedade (nº16, página 40), além de publicidade da época. Atenção: como o volume é muito antigo, só poderá ser consultado na presença de um responsável pela Biblioteca. C17 - Revista Careta, números 1989, 2029 e 2238 . Ao que parece, para a tradicional revista política, o rádio, mesmo em seu período áureo, não é assunto. No número 2238, de 1951, página oito, há a vinheta "Gente do rádio", com caricatura de Théo. É possível que o desenhista tenha feito caricaturas de Roquette, Tude, e outros. C18 - Revista Careta, números 2247, 2265 e 2273. Vinhetas "Gente do rádio", na página 8, com caricaturas de Adelaide Chiozzo, Francisco Carlos, Heleninha Costa e Vicente Celestino. C19 - Revista Careta, números 2291, 2312 e 2435. Vinhetas "Gente do rádio", sempre na página 8, com caricaturas de Adelaide Chiozzo. Na de nº 2312, nas páginas centrais, uma reportagem sobre o enterro de Francisco Alves, na de nº 2435, há uma matéria sobre a rainha do rádio de 1955 (página 14) e uma seção "Fora da Onda", sobre rádio e TV, na página 30. C20 - Eu sei tudo, almanaque de 1923. No ano de fundação da Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, o almanaque não noticia o fato. Sobre rádio há uma foto curiosa, na página 59, sobre as últimas novidades em radiotelefonia. 123 páginas ilustradas, algumas a cores.
  • 32. C21 - Comoedia nº 5, Revista cultural dedicada ao teatro e à música, com matérias também sobre cinema, moda, e, às vezes, nas últimas páginas, como neste número de 1947, alguma coisa sobre rádio. C22 - Comoedia nº 6, Neste número há uma entrevista de Borelli Filho sobre o humorista Silva Araújo, e uma reportagem fotográfica sobre radialistas da época. Na página 77, uma rara foto de Fernando Tude de Souza no estúdio de uma emisssora norte americana. C23 - Comoedia nº 10, Neste número, de 1948, há uma raríssima matéria, assinada por Villa-Lobos, sobre Lorenzo Fernandez, recentemente falecido (página 67). C24 - Comoedia nº de natal de 1949, A principal matéria, dentro do campo de interêsse de nossa biblioteca, é sobre Chopin, com várias ilustrações. C25 - Histórias da nossa história, por José Pimentel Pinto. Este sexto volume da série está em nosso acervo por conter uma página (a 43) a respeito da fundação da Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, com ilustrações Gustavo Pires da Silva. C 26 - Revista "O Correio da UNESCO". Este nº 4, de abril de 1997, é inteiramente dedicado à radiofonia, com cronologia dos principais momentos do veículo, e artigos sobre o rádio em vários países, como Russia e Filipinas. 42 páginas profusamente ilustradas. C27 - Vertente Socialista, ano III, número 6 - Publicação do gabinete do senador Roberto Saturnino, com transcrições de seus discursos no Senado, incluindo o pronunciamento feito em defesa da Rádio MEC, em 29 de agosto de 2000. C28 - Vertente Socialista, ano III, número 7 - Publicação do gabinete do senador Roberto Saturnino, com transcrições de seus discursos no Senado, incluindo o pronunciamento feito em 2 de fevereiro de 2000, apoiando a indicação de Fernando Barbosa Lima à presidência da ACERP. C29 - Radioteca, a revista. O primeiro e único número da revista de divulgação do programa infantil "Radioteca", produzida por Zé Zuca e equipe, em 1997. 24 páginas. C 30 e 31 - Revista "Veredas". Os números 28 e 35 desta publicação do Centro Cultural Banco do Brasil, estão em nosso acervo por conterem, respectivamente, um artigo de Eliezer Moreira, sobre a SOARMEC; e um ensaio de Joel Birman sobre a ausência de cultura na televisão brasileira. C 32 - História da indústria de telecomunicações no Brasil, organizado por Henry British Lins de Barros. Editado em 1900, o livro começa abordando o surgimento da industria no país, desde o período colonial até a década de 30, quando o
  • 33. país ingressa para valer no processo de industrialização, o que vai provocar a necessidade de desenvolver seu sistema de comunicações. Há capítulos sobre a história da industria de equipamentos, a Zona Franca de Manaus, a presença militar na indústria e a autonomia tecnicológica, entre outros, além de depoimentos e históris de algumas empresas e industrias. 361 páginas, com gráficos e diversas fotografias, além de apêndice com relação das principais indústrias do país, na época. C 34 - Fundação Roquette-Pinto Revista especial dos 60 anos da Rádio MEC. Diferentemente do que diz o título, a revista, com 42 páginas, dedica apenas a metade delas à Rádio. Produzida por gente de publicidade, a publicação ostenta o indefectível tom institucional e ufanista, e trata superficialmente do tema. Mesmo o bem escrito texto de Ruy Castro, sobre Roquette-Pinto, nada acrescenta ao que já foi dito do focalizado. C 35 - Álbum do Rádio nº 2 - 1951. Editado anualmente pela Revista do Rádio, este álbum, de 130 páginas e índice alfabético ao final, contém 126 fotografias de página inteira, legendadas com informações gerais sobre os fotografados. De interesse especial para a nossa biblioteca, o fato de que vários profissionais da Rádio MEC, como Telmo de Avellar, Babi de Oliveira, Décio Luiz, Ghiarone e Oswaldo Diniz Magalhães, aparecem em suas páginas. C 36 - Álbum do Rádio nº 6 - 1955. Também com 130 páginas índice alfabético ao final, este álbum, tal como o anterior, contem 126 fotografias de página inteira, mas as legendas são burocráticas, com indicações do dia de aniversário, estado civil, naturalidade, peso, etc. Oswaldo Diniz Magalhães aparece em foto diferente da do album nº2. C 37 - Rádio Nacional – folhetos de programação. Folheto de 12 páginas, editado pela divisão de divulgação, contendo as grades de programação AM de 15 a 21 de outubro de 1944, com indicações dos programas que eram transmitidos, simultaneamente, em ondas curtas, e também a programação diárias em OC, bem como correspondência de 5 ouvintes desta frequência; e folheto do Jubileu da Rádio nacional (1961), com um breve histórico sobre a Rádio, fotos e projeção de ações futuras. C 38 – Som e audição, por S.S. Stevens e Fred Warshofsky. Com 208 páginas e fartamente ilustrado, este livro - um dos volumes da conhecida Biblioteca Científica LIFE - contém oito ensaios de divulgação científica que explicam, de maneira objetiva e em linguagem simples, quais os caminhos do som e da audição. C 39 – Acústica em foco, nº 3 Órgão oficial de divulgação dos anais do 1º simpósio brasileiro de acústica, esta revista, publicada em 1976, era, ao que parece, a única publicação brasileira voltada para este assunto e, principalmente, a pioneira na denúncia dos males da poluição sonora. Com 34 páginas e adequadamente ilustrado com mapas, tabelas e fotos, este número contém trabalhos apresentados no simpósio, sobre os seguintes assuntos: tratamento acústico de auditório; trauma sonoro, insalubridade por ruido, perda auditiva e um informe sobre um dispositivo inventado por um brasileiro, capaz de bloquear, de acordo com a velocidade, o barulho das buzinas.
  • 34. C 40 – Fala mulher Revista comemorativa dos 10 anos do programa, que estreou em 1988, conquistou vários prêmios e provocou a fundação da ONG CEMINA e da Rede de Mulheres no Rádio. A revista contém vários depoimentos de colaboradoras e vem acompanhada de um CD com trechos de entrevistas de várias colaboradoras, entre elas Vany Bayon, que pertenceu à primeira diretoria da SOARMEC. C 41 – Revistas Eletron, nº 3 e 20 – publicação bimensal da Rádio Sociedade do Rio de Janeiro Editada em março de 1926, a revista tinha redação situada no Pavilhão Tchecolosvaco, onde estava instalada a emissora. O nº 3 editado sob responsabilidade de seu fundador Roquette-Pinto, contém uma seção de notícias curtas e curiosidades; a programação da primeira quinzena do mês de março, e uma longa seção de novidades tecnológicas, além de vários anúncios da época. O nº 20 já é editado por Amador Cisneiros e, apesar de manter o mesmo tipo de assuntos, declara-se na assinatura, órgão oficial da rádio Mayrink Veiga. C 42 – A Casa Edson e seu tempo, por Humberto Franceschi Com 312 páginas, fartamente ilustrado e acondicionando 5 CD-Roms contendo partituras e doumentos, e 4 CDs com uma centena de músicas ilustrativas (todos doados à Discoteca da Rádio), este livro narra a história e o tempo da primeira gravadora de discos do país e pode ser visto como uma edição revista e aumentada de “Registro sonoro por meios mecânicos no Brasil”, do mesmo autor (veja resenha mais acima). C43 – Musée de Radio France. Com 64 páginas e dezenas de fotos coloridas de ótima qualidade, este catálogo, editado pela Rádio France, mostra algumas das mais representativas peças do museu, cobrindo desde os primórdios da TSF até o início da televisão. Em francês. C43a – Musée de Radio France. Este opúsculo ilustrado, a cores e escrito em francês, que complementa o catálogo anterior, dedica 12 de suas 24 páginas aos primórdios da radiofonia e sua evolução até a idade do transistor, e as páginas restantes ao advento da televisão francesa. C44 – BBC Year Book - 1946. Em inglês, com 152 páginas e dezenas fotografias do cast da emissora, convidados e atrações, logo após o término da 2ª Grande Guerra. O livro está dividido em três partes. A primeira parte contém capítulos sobre programação religiosa, chegada da televisão, desenvolvimento da tecnologia durante a guerra, novas tendências no gosto do ouvinte, e um longo panorama da programação do ano anterior. A segunda parte trata do serviço de além-mar, e a terceira, das trasmissões para a Europa, dando uma visão geral do alcance imperial da BBC. No final, um transparente balanço da contabilidade da emissora. C45 – Revista Comunicação e Artes, ano14, nº22 Entre os vários artigos desse número, editado em 1989, há um de especial interesse para a nossa biblioteca: "A tomada da Bastilha e do Rádio por Walter Benjamim". Escrito por Celso José Loge, o artigo aborda a
  • 35. atividade radiofônica do escritor, entre 1929 e 1932, e traz a íntegra da palestra radiofônica para o público infantil, escrita pelo próprio Benjamim (páginas 17 a 26) C46 – Retrato do Brasil, nº1 Volume encadernado com os primeiros 10 fascículos da famosa publicação dos anos 1980. O fascículo nº 4 (páginas 43 a 46) aborda a história do rádio brasileiro, com fotos e tabelas. C47 – Corredor Cultural – Manual publicado pela prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, com 82 páginas, fartamente ilustrado com fotos, plantas, mapas e desenhos, explicando o que é o "Corredor cultural" e como deve-se proceder para recuperar, reformar ou construir imóveis situados naquela área. De interêsse para a nossa bibliteca porque o prédio da Rádio MEC encontra- se dentro do Corredor Cultural. C48 – A Rádio Nacional, Alguns dos momentos que contribuíram para o sucesso da rádio nacional, organização de Cláudia Pinheiro Lançado em 2005 pela Editora Nova Fronteira, esta publicação marcada por uma rica iconografia, traz a história da rádio que, a partir do momento que foi integrada ao patrimônio da União em 1940, redimensionou a história da radiodifusão no país, lançando intérpretes, compositores, grupos musicais, um radiojornal de grande credibilidade chamado Repórter Esso, transmissões esportivas, programas humorísticos e as radionovelas, que seriam o molde para o fenômeno das telenovelas brasileiras. A edição mostra também a decadência da rádio, passa pelos turbulentos anos da ditadura militar e chega a revitalização da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, agora patrimônio cultural da nação. Um ótimo passeio pela história não só da Nacional, mas como por quase um século de Brasil. Porém, o leitor que quiser se aprofundar pelos personagens aqui presentes terá que fazer outras buscas. 276 páginas. C49 – Rádio Escola - Rádio Roquette-Pinto. Boletim do professor. Boletins da rádio, de abril e junho de 1954 (ano II números 2 e 4), distribuídos para as escolas do município do Rio de Janeiro, contendo horários, temas e séries (do pré-primário à Quinta série) indicadas para os programas irradiados, bem como resumo temático de cada programa. C 50 – O silêncio – Revista O Correio da UNESCO, nº 7. 42 páginas com ilustrações, abordando o silêncio e seus significados em várias culturas. C51 – Catálogo da Exposição Roquette-Pinto, Um Brasiliano. Revista que reúne parte do acervo presente na exposição organizada pela Casa de Oswaldo Cruz (Fiocruz) e textos sobre a contribuição do mesmo nas áreas da antropologia e da comunicação. Apesar das legendas serem bem pequenas, a publicação apresenta um projeto gráfico deveras interessante e um texto que, mesmo não se aprofundando, pontua bem os trabalhos de Roquette- Pinto.
  • 36. C52 – A Rádio Nacional em 1955 Folheto de divulgação das realizações da Rádio em 1955. No final do texto da apresentação há o anúncio de que a Rádio terá mais transmissores de ondas curtas e uma TV. Além do texto de apresentação, o folheto tem as seguintes rubricas: televisão; estúdio; programações; imprensa; correspondência; lançamentos e contratos. C53 – Rádio Quito - informativos Coleção de informativos da Rádio Quito, fundada em 1940, afiliada à cadeia das Américas da rede CBS, de Nova York. A coleção vai de 1943 a 1945, e contém do número 1 ao 10. Publicação com a finalidade de divulgação dos artistas, novidades e programação da Rádio. No primeiro número há uma foto do estúdio A da Rádio, com palco e platéia; foto dos transmissores e receptores da Rádio; foto da sala de produção; uma biografia de Beethoven; horários de emissão da CBS; um roteiro de radio-teatro; fotos e notas sobre cantores e atores funcionários da Rádio; foto e nota sobre o Presidente do Equador e foto do estúdio B. A partir do segundo número, o informativo ganha o nome de "La Voz da capital" . A partir do 6º número publicam a grade de programação detalhada da Rádio, semana a semana. C54 – Zenith Radio, the early years (1919-1935), por Harold N. Cones e John Bryant. Com 224 páginas e fartamente ilustrado, o livro resenha a história da fábrica Zenith, cobrindo os primeiros 26 anos da sua existência. Há fotos dos primeiros aparelhos, das diversas etapas da fábrica e de seus setores, com operários trabalhando, os primeiros modelos, algumas transmissões pioneiras em que aparelhos da marca foram utilizados, anúncios de propaganda daquela época e um apêndice com listas de preços, no final. Uma das sessões do livro, a segunda, tem 30 páginas com ilustrações a cores dos receptores de madeira – quase todos consoles ─ do período. C55 – Zenith Radio, the glory years (1936-1945), por Harold N. Cones e John Bryant. Catálogo ilustrado, com fotografias e ilustrações em preto e branco, dos modelos fabricados pela marca e de anúncios de propaganda. Apêndice com listas de preços no final. 224 páginas. C56 – L'écho du siècle, por Jean-Noël Jeanneney. Monumental dicionário histórico do rádio e da televisão francesa, com 608 páginas, apendice cronológico e índice remissivo. Entre as poucas ilustrações, há uma do antigo estúdio da Rádio France.
  • 37. D D1 - Cibernética e sociedade , por Norbert Wiener. Livro clássico, cujo título original "O uso humano de seres humanos" tornou-se subtítulo da edição brasileira. Nele, o criador da Cibernética torna acessível ao grande público os conceitos fundamentais da disciplina, bem como suas principais implicações sociais e filosóficas, ao mesmo tempo em que procura dissipar certos mal-entendidos, como o de considerar a Cibernética uma agente da desumanização do homem. Com didatismo, o autor esclarece o significado e o alcance de conceitos e termos cibernéticos, tais com entropia, feedback, comunicação, e outros. 190 páginas. D2 - Os meios de comunicação como extensões do homem (Understanding media), Publicado em 1964, este livro é um dos mais famosos até hoje escritos sobre comunicação, tendo provocado antagonismos radicais entre seus leitores. Em suas 406 páginas, seu autor, cognominado "filósofo da media eletrônica" passa em revista as tecnologias, considerando-as extensões do corpo e da inteligência do Homem, e mostra como elas estão nos levando do mundo linear e mecânico da Primeira Revolução Industrial, para o mundo áudio-táctil e tribalizado da Segunda Revolução Industrial: a Era Eletrônica, em cujo limiar estamos. D3 - Understanding media, por Marshall Mcluhan. Original em inglês, edição de bolso, do livro comentado em D2. D4 - Informação, linguagem, comunicação, por Décio Pgnatari. Publicado em 1968, este é o primeiro livro brasileiro a tratar desse tipo de assunto, oferecendo em suas 144 páginas (com algumas ilustrações) uma consistente introdução à Teoria da Comunicação e à Semiótica (ou teoria dos signos), passando por verbetes indispensáveis para a compreensão da matéria, como "entropia", "redundância", etc. Há uma sucinta bibliografia ao final de cada capítulo. D5 - Teoria da informação e percepção estética, por Abraham Moles. Clássico, este livro apresenta a teoria citada, tal como depreendida dos trabalhos feitos pelos especialistas da comunicação, na época (1969), utilizando-se de numerosos exemplos, quase sempre tirados dos domínios da mensagem sonora e da mensagem visual. No final, além de ampla bibliografia e de um cuidadoso índice analítico, há uma discografia comentada que é um presente para os melômamos de plantão. 306 páginas. D6 – Guerra e paz na aldeia global, por Marshall Mcluhan e Quentin Fiore. Publicado em 1971, numa típica jogada editorial para aproveitar o sucesso de "Understanding media", este livro, coalhado de citações, é uma colagem apressada de informações moderninhas. Ao
  • 38. longo de 192 páginas e 192 ilustrações, assuntos sérios como a guerra, a droga e a mecanização, são tratados superficialmente. D7 – Comunicação de massa, por Samuel Pfromm Netto. Com 170 páginas e extensa lista de referências bibliográficas ao final, este livro, eminentemente teórico, contém conceitos básicos para o compreensão do moderno fenômeno da comunicação de massa. Além de analisar as características e funções da comunicação de massa na sociedade, o autor passa em revista as principais contribuições da literatura científica, e descreve os modelos mais significativos que os cientistas criaram para esse tipo de estudo. D8 – Civilização industrial e cultura de massas, vários autores. Com 172 páginas e publicado em 1969, o volume 5 da série "Novas perspectivas em comunicação", vem com ensaios de, entre outros, Abraham Moles, Leo Bogard e André Glucksmann, que examinam, respectivamente, "O equipamento Cultural na Sociedade Urbana", "O controle dos Mass Media" e "A metacensura". D9 – Linguagem da cultura de massas , vários autores. Publicado em 1967, este 6º volume da série "Novas perspectivas em comunicação" contém ensaios de Abraham Moles, A.Glucksmann, Georges Friedmann e Edgar Morin. De interesse especial para o radialista são o texto do primeiro e os dois escritos por Morin, intitulados, respectivamente, "O rádio e a TV a serviço da promoção Sócio-Cultural", "A entrevista nas ciencias sociais" e "Não se conhece a canção". D10 – Os meios de comunicação nos Estados Unidos, por R.Burbage, J.Cazemanjou e A. Kaspi. Com 306 páginas e vários gráficos e tabelas, este livro contém um dos mais completos estudos feitos sobre a mídia americana, tornando visível o complexo mecanismo que configuram o seu funcionamento. Embora privilegie a imprensa escrita - cuja abordagem ocupa dois terços do volume, com levantamento historiográfico de todas as revistas e periódicos existentes até a época da publicação (1970) - o trabalho também contempla o rádio e a televisão. São 14 capítulos (todos terminando com indicações de leituras complementares) e mais 50 páginas com transcrições de documentos importantes, como o Código das Estações de Rádio. Há também, no final, uma cronologia das comunicações nos EUA, desde a transmissão lendária de Samuel Morse, em 1844. D 11 – Rumos de uma cultura tecnológica , por Abraham Moles. Série de 10 ensaios, publicados em 1973, onde o autor chama atenção para a necessidade de uma nova atitude frente à inovação tecnológica e suas consequências sobre a mudança dos valores. Entre os temas abordados, figuram: a Teoria da Informação, ou seja, a aplicação da teoria estruturalista à Estética; os sistemas complexos das sociedades humanas e das regras de seu funcionamento; e a Teoria do Objeto, que estuda nossas relações com eles, e se pergunta se os objetos não constituem um universo independente dos seres que lhes deram origem. 250 páginas. D 12 – Marketing, uma ferramenta para o desenvolvimento, por José Maria C.Manzo. Com 188 páginas e editado em 1974, o livro procura demonstrar a relação entre o ensino de mercadologia (marketing) e a prática na resolução dos problemas
  • 39. mercadológicos com que se defrontam diariamente os profissionais de propaganda, de vendas e da pesquisa de mercado. D 13 – Sociologia da Cultura, por Karl Mannheim. Com 208 páginas, o livro contém três ensaios do sociólogo alemão, pai da Sociologia do Conhecimento (que se aplica a compreender os intrincados mecanismos entre pensamento e situação social, e da qual a Sociologia da Cultura vem a ser uma extensão). O primeiro ensaio discute enfoques alternativos para o estudo do processo cultural; o segundo examina detalhadamente a emergência da intelligentsia como estrato social; e o terceiro analisa o efeito da democratização e do igualitarismo na criatividade cultural contemporânea. D 14 – Canção de massa, as condições de produção, por Othon Jambeiro. Com 154 páginas, o livro examina as condições comerciais, industriais e legais da produção da canção popular, mostrando como são criados os idolos e o quanto esta arte depende da indústria. Apesar de datado, por foi publicado em 1975 e muita coisa aconteceu de lá para cá, o livro funciona como referência comparativa com a situação atual. Há curiosidades, como listas de mais tocadas naquela década e vários contratos de editoras e arrecadadoras. D15 – Roteiros de comunicação e expressão, por Sérgio Waldeck e Luiz de Souza. Publicado em 1975, este livro procura, de forma didática, facilitar a utilização dos recursos de expressão oral e escrita. Na primeira parte, os autores dimensionam o estudo da língua numa perspectiva lingüística; e, na segunda, examina principalmente o problema da redação, explicando ao leitor a respeito dos diversos mecanismos de concatenação de idéias e expressão do pensamento. Embora privilegie o texto, o trabalho também leva em consideração a questão da fala, abordando, da página 85 em diante, questões como características e problemas da exposição oral. 176 páginas. D16 – Vade mécum da comunicação, por Reinaldo Santos. Anterior à Constituição de 88 e a outras modificações na legislação, o livro, mesmo defasado em vários capítulos, conserva interesse porque engloba quase toda as leis, códigos, decretos e decretos leis da época, referentes à comunicação. No apêndice, há diversos documentos de interesse, como a Instrução Pastoral Communio et progressio, sobre os meios de comunicação social, ou a Convenção de Berna, sobre proteção de obras literárias e artísticas. 438 páginas. D17 – Guia alfabético das comunicações de massas, direção de Jean Cazeneuve. Este guia, de 290 páginas, contém 64 verbetes preparados por uma equipe de sociólogos e professores da Sorbonne, Editado em 1976, está obviamente defasado (não existe o verbete "marketing" o verbete "disco", por exemplo, não faz menção ao CD). Não obstante, os verbetes nele contidos ( que vão de "Agências noticiosas" a "Violência") e a extensa bibliografia de 20 páginas, valem a consulta. D18 – Elementos para uma teoria dos meios de comunicação, por Hans Magnus Enzensberger. Neste livro de 148 páginas, seu autor, o famoso poeta, romancista, radialista e teórico alemão, examina as possibilidades dos meios de comunicação e busca assumir uma posição frente ao. Sempre polêmico, Enzensberger comete erros e acertos ao girar sua metralhadora giratória contra o que ele chama de "indústria da consciência". No capítulo
  • 40. 15, por exemplo, critica as teorias de McLuhan com evidente exagero, enxergando fascismo em tudo. D19 – O paraíso via Embratel, por Luiz Augusto Milanesi. A origem do livro, editado em 1978, é uma tese de mestrado em que o autor examina o processo de integração de uma cidade do interior paulista na sociedade de consumo. O objeto do estudo é a cidade de Ibitinga - à qual, até o final da década de 50, a TV ainda não havia chegado. Apresentando um detalhado panorama cultural da cidade antes e depois das transmissões regulares de TV, o autor consegue fazer uma radiografia de todo o processo de padronização e massificação em que vivemos. 224 páginas. D20 – Ideologia e técnica da notícia, por Nilson Lage. Dissertação de mestrado, feita em 1979, que vai da apresentação do objeto jornal e da revolução do jornal-empresa, até o exame das formas tradicionais de notícias e à discussão do conceito de verdade jornalística. 116 páginas. D21 – Comunicação de massa sem massa, por Sérgio Caparelli. Editado em 1986, este livro discute a relação dos fenômenos culturais, ideológicos e econômicos, de uma lado; e os meios de comunicação, do outro; evidenciando a dicotomia que existe entre os conteúdos dos meios de comunicação e a realidade, e demonstrando que o bloqueio da palavra indica um bloqueio muito mais amplo: o bloqueio dos setores oprimidos da sociedade. 126 páginas D22 – Além dos meios e mensagens, por Juan E.Diaz Bordenave. Publicado em 1983, com 112 páginas e diversas ilustrações, o livro é uma introdução à comunicação como processo, tecnologia, sistema e ciência; e um apelo à democratização dos meios de comunicação. D23 – Deontologia da comunicação social, por Mário Erbolato. Escrito em linguagem pedagógica, para atender ao currículo do MEC (em 1982), o livro analisa a importância da atuação dos comunicadores nas diversas áreas, defendendo a liberdade de informar e chamando atenção para a responsabilidade dos veículos de comunicação frente ao público. O que o torna uma fonte importante de consultas, é o fato do autor haver compilado uma enorme coleção de códigos e projetos, como é o caso, por exemplo, do Código Internacional de Propaganda, do Código de Ética dos Institutos de Pesquisa do Mercado, etc. 236 páginas. D24 – Conselho Nacional de Direito Autoral - legislação e normas, publicado pelo Ministério da Cultura (1985). Terceira edição, revista e ampliada, das leis, decretos, portarias e resoluções que regulamentam os direitos autorais, acrescida com a inclusão das convenções às quais o Brasil aderiu. 396 páginas. D25 – Tio Sam chega ao Brasil, por Gerson Moura. Volume de bolso da série "Tudo é história", abordando em o processo de penetração cultural dos EUA, em nosso país, a partir da década de 40, a partir da política de boa vizinhança, e os resultados que se fizeram notar na sociedade brasileira, a qual se convenceu, muito rapidamente, da "modernidade" dos valores, costumes, atitudes dos americanos do norte. 92 páginas.
  • 41. D26 e D27 – Cultura de massas no século XX, por Edgar Morin. Primeiro e segundo volumes da obra do pensador, intitulados, respectivamente, "Neurose" e "Necrose", cada um com 206 páginas. O 1º, reformulado pelo autor, abrange os anos 1960 a 65, analisa as consequências sociais, psicológicas e espirituais do fenômeno da cultura de massa, focallizando os mitos que, produzidos industrialmente, condicionam os valores existenciais do público consumidor. O 2] volume desenvolve os temas apresentados no 1º, através do exame das perturbações e crises que estouraram nos anos 1965 a 75. D28 – A comunicação alternativa na América Latina, organizado por Máximo Simpson Grinberg. Editado em 1987, o volume reúne 6 textos de diferentes autores, cada um tratando de um aspecto da comunicação alternativa na América Latina, em nosso país e no Uruguai (cassete-foro), México (operação bucaneiro), Repúbliica Dominicana (rádio para mulheres camponesas) e Bolívia (rádios mineiras). 128 páginas. D29 – Le bruit - nuisance, message, musique, par Lison Méric. Publicado em 1994 pela Sociedade Suíça de Proteção do Ambiente, este volume traça uma panorâmica do assunto, desde a descrição física do fenômeno e dos mecanismos de audição, até o desenvolvimento das diferentes fontes sonoras e os efeitos do ruído em nossa saúde. Em francês, 124 páginas. D30 – Encontro com a imprensa (o rádio lido), organizado por Clarice Abdalla. Transcrição de entrevistas realizadas na década de 80, durante o célebre programa da Rádio JB, com 20 das mais representativas personalidades brasileiras (Tom, Prestes, Chico Mendes, Veríssimo, e outras) discorrendo sobre uma vasta gama de assuntos: psicanálise, política, economia, humor, música, literatura e teatro. 198 páginas. D31 – Comunicação & educação, nº 3. Este terceiro número da revista publicada pela USP, na década de 90, vem com artigos sobre ensino à distância, educação e cidadania, telenovela, ficção e história. De interesse mais imediato para o leitor de nossa biblioteca, são os artigos "Raio X das telecomunicações", onde Elvira Lobato apresenta o quadro (à época) da concentração dos meios de radiodifusão no país, e o artigo "Ensino a distância: experiências e inovações", de Robert A. White. 108 páginas. D32 – Ética e códigos da comunicação social, organização de Alberto André. Publicado em 1979, o livro reproduz documentos que devem ser conhecidos por todos que trabalham em comunicação, e mesmo os que apenas usufruem dela. 84 páginas. D33 – A comunicação do grotesco, por Muniz Sodré. Neste pequeno ensaio (84 páginas), o autor examina a cultura de massa no Brasil à luz da moderna Teoria da Comunicação. Na primeira parte, ele procura indicar as motivações políticas e mitológicas dessa cultura, e, na segunda parte, faz a análise das revistas e da televisão, mostrando a progressiva destruição de nossas raízes culturais.
  • 42. D34 – Acervo nº 3. Edição especial da revista, publicada em 1998, em comemoração ao centenário de nascimento de Carlos Rizzini, ex-diretor da Rádio MEC (no início dos anos 50). Com 96 páginas de texto e um anexo com 10 reproduções fotográficas de boa qualidade, o volume traça uma biografia do jornalista, escritor, político e homem de rádio, mas não faz menção de sua passagem pela Rádio MEC. Aborda, apenas, sua profícua gestão à frente da Rádio Tupi do Rio de Janeiro (páginas 24 e 25). D35 – Cadernos de Jornalismo e Comunicação, nº 23. Com 84 páginas, esta publicação do Jornal do Brasil, vem com diversos artigos sobre jornalismo, incluindo o que justifica sua inclusão em nossa biblioteca: a conferência de Saint-Clair Lopes, na página 65, intitulada "O jornal radiofônico - sua concepção e sua força comunicadora" D36 – O silêncio primordial, por Santiago Kovadloff. A SOARMEC adquiriu este livro porque seu tema – o silêncio – é bastante caro aos interessados em rádio, e também porque, além das resenhas favoráveis, contém, na orelha, o elogio ilustre de Ernesto Sábato. No entanto, o texto é frustrante, pois o autor, que pretendia examinar o silêncio nas artes, na matemática, na religião e na psicanálise, consegue apenas produzir uma filosofice barulhenta e tagarela. Com dezenas de citações bem pinçadas – que devem ocupar, somadas, quase a metade das suas 184 páginas –, o livro só figura em nosso acervo por exemplificar, com perfeição, o discurso intelectual estéril. Melhor teria sido ficar em silêncio. D37 – Vida, o filme, por Neal Gabler. Esclarecedor trabalho, escrito na esteira do seminal The Image: a Guide to Pseudo-Events in America, onde o autor, o historiador Daniel Boorstin, afirma que os americanos estavam vivendo cada vez mais num mundo onde a fantasia é mais real que a realidade. Explorando esse filão, Gabler mostra em 293 páginas (com apêndice contendo notas detalhadas, índice remissivo e bibliografia) como a distância entre a ficção e a realidade foi sendo abolida, e como o entretenimento e contaminou as artes e os meios de comunicação, a ponto de a própria vida ter se tornado uma espécie de espetáculo Essencial. D38 – A sociedade do espetáculo & Comentários sobre a sociedade do espetáculo, por Guy Debord. Dois opúsculos em um só, ambos escritos na forma de mozaicos de pensamentos, o primeiro, que teve várias edições mundiais, contém 221 considerações em 141 páginas; e o segundo, contém 33 comentários distribuídos ao longo de 92 páginas, ou seja, uma colagem de pensamentos bem no estilo dos filósofos franceses da segunda metade do século passado. Como ele é inteligente, como a posição política dele é consistente, e como o livro é chato. D39 – Comunicação de Massa: O impasse Brasileiro, por Eduardo Diatahy Bezerra de Menezes, Nelly de Camargo, Antonio Fausto Neto, Maria Nazareth Ferreira, Luiz Gonzaga Figueiredo Motta, Antônio Houaiss e organização de R.A. Amaral Vieira. Conjunto de ensaios que refletem as preocupações com o futuro da comunicação no Brasil. Apesar de todos os capítulos serem bem escritos, vale ressaltar que os textos foram elaborados em plena ditadura militar e numa época em que a televisão brasileira produzia bem menos e exportava bem mais, o que para o leitor mais novo pode gerar uma confusão, caso o mesmo não se situe neste contexto. O destaque fica por conta dos ensaios de Nilson Lage, Antônio Fausto Neto e R. A. Amaral Vieira.
  • 43. E E01 – Panorama da música popular brasileira na belle époque, por Ary Vasconcelos. Livro de referência, reportando o período 1870 a 1919, com um tesouro de dados sobre os músicos da época. Por suas 456 páginas desfilam dezenas de biografias de cantores, compositores, letristas, etc. , com discografias (no caso de terem sido gravados discos) e fontes bibliográficas para consulta. Há dezenas de fotos, poucas com boa qualidade gráfica. E02 – O cantor da Vila, por Jacy Pacheco. Editado em 1958, é um dos primeiros livros a respeito do compositor. 164 páginas e algumas reproduções sem qualidade gráfica. E03 – Aspectos da Música Brasileira, por Mário de Andrade. O livro reune textos sobre 4 ensaios sobre: Evolução social da música no Brasil; Os compositores e a língua nacional; A pronúncia cantada e o problema do nasal brasileiro através do discos; O samba rural paulista; e o texto de sua oração de paraninfo dos alunos do Conservatório de Música de São Paulo. E04 – Ensaio sobre a música brasileira, por Mário de Andrade. O famoso livro em que Mario chama atenção para a riqueza da nossa música popular, argumentando e comprovando seus argumentos com a apresentação de mais de 100 trechos transcritos da música popular cantada no início do século (pregões, acalantos, etc.) 190 páginas. E05 – Música, doce música, por Mário de Andrade. O livro reúne conferências, memórias e artigos, escritos nas década de 20 e 30, sobre assuntos tão diversos quanto "O amor em Beethoven e em Dante", "O berimbau", "O fado", etc. De interesse especial para o radialista, o 4 artigos escritos em 1931, protestando contra a nova orientação artística da PRA-E. 418 páginas. E06 – Poesia de Luiz Peixoto. O volume teria um titulo mais apropriado se fizesse referência às letras do teatrólogo, pois, em suas 122 páginas, reune, na verdade, as letras de dezenas de canções feitas em parceria com Ary Barroso, Hekel Tavares, Henrique Vogeler, e outros compositores importantes. No início há uma série de caricaturas do poeta, com boa resolução gráfica. E07 – Música popular, um tema em debate. Por José Ramos Tinhorão. Edição revista e ampliada, do polêmico livro em que o autor faz uma apreciação sociológica da cultura brasileira, e dirige sua artilharia crítica contra a bossa-nova. Além disso, há estudos paralelos sobre a música dos chorões, dos barbeiros, etc. 164 páginas.
  • 44. E08 – O som do Pasquim. Compilação de 13 entrevistas, publicadas no semanário, com compositores e cantores da música popular brasileira. 202 páginas, com fotos e caricaturas. E12 – A canção brasileira (da modinha à canção de câmara), por Maria Sylvia Pinto. Livro endereçado ao aspirante a cantor, mas que os leigos podem ler com proveito. Com tratamento leve e sucinto, a autora faz um levantamento da canção popular, desde sua origem, e depois aborda a modinha e a canção de câmara. Há várias dicas e conselhos sobre respiração, pronúncia, higiene do cantor, e até uma curiosa lista intitulada "As oito beatitudes do cantor". 126 páginas, diversas ilustrações musicais e bibliografia sobre o tema. E13 – Meninos, eu vi, por Jota Efegê. Seleção de textos escritos para o jornal O Globo, entre 73 e 78, que, no dizer de seu prefaciador, Carlos Drummond de Andrade, nos permite conhecer muitos babados e milongas dos velhos tempos. 266 páginas. E14 – Mixagem, o ouvido musical do Brasil, por Paulo Neves. Opúsculo de 88 páginas, contendo uma pesquisa para a FUNARTE (53 páginas), e uma coletânea de poemas irregulares. A primeira parte merece atenção dos interessados em assuntos radiofônicos, pois contém referências a conceitos interessantes, retirados de autores indicados na bibliografia. E15 – Orlando Silva, o cantor das multidões, por Jonas Vieira. A monografia premiada e editada pela Funarte, com a história do cantor. 236 páginas, sendo 147 de texto e o restante com a discografia completa do cantor, algumas fotos com má resolução gráfica e índice onomástico. E16 – O cantor das multidões, por José M. M. Mangia e Otto Alexandre de Castro. Com 174 páginas e mais 20 com fotografias sem nitidez gráfica, o livro, que concorreu ao concurso de monografias da FUNARTE, conta a história do cantor, do ponto de vista de fãs confessos que os autores são, a ponto de omitirem um dado fundamental para a compreensão da trajetória do ídolo: seu problema com as drogas. E17 – Capiba é frevo meu bem, por Renato da Câmara e Aldo Barreto. Monografia do compositor, premiada e editada pela Funarte, com 140 páginas, pequena discografia e 7 reproduções fotográficas com pouca qualidade gráfica. E18 – Nara Leão, uma biografia, por Sérgio Cabral. Com páginas e fartamente ilustrado, o livro, bem ao estilo de seu autor, além de contar a vida da cantora, contém saborosas histórias da música, do teatro e do cinema brasileiros. E19 – Yes, nós temos Braguinha, por Jayro Severiano. Monografia sobre o compositor, com 172 páginas, sendo 99 de texto biográfico e o restante de discografia do autor e índice onomástico.
  • 45. E20 – O canto do pagé, por Hermínio Bello de Carvalho. Com o subtítulo "Villa-Lobos e a música popular brasileira, o volume memórias, depoimentos de músicos populares (Donga, Radamés, etc.) e palestras do autor sobre o compositor. 186 páginas e mais nove com ilustrações, incluindo rara caricatura de Villa por Nássara. E21 – Cantores do Rádio - A Trajetória de Nora Ney & Jorge Goulart e o Meio Artístico de seu Tempo (1995), por Alcir Lenharo. Com 306 páginas, apêndice com 34 reproduções fotográficas (pouca definição) e bibliografia ao final. Apesar de grande, o título e os subtítulos não cobrem todos os assuntos abordados neste importante livro, imperdível para os interessados no assunto. Tomando os dois cantores como eixo da narrativa, o autor examina o panorama sócio-cultural da cidade, desde os anos 30, deixando bastante claro quando são os artistas que estão falando ou quanto é ele, e sua pesquisa, que fala. A introdução, muito boa!, focaliza a velha Lapa com sua lendária boêmia, traçando um retrato sucinto e bastante elucidativo, entremeado de revelações raramente encontradas. Ali se desmente, por exemplo, que Madame Satã matou Geraldo Pereira e se revela preferências sexuais e tóxicas dos artistas. Ao longo do livro, enquanto acompanhamos as vidas dos dois cantores, tomamos conhecimento das "mumunhas" do direito autoral, das parcerias compradas, da importância do circo como trampolim e início de carreira artística, do perfil típico do repertório dos anos 50, do panorama da transformação dos suportes discográficos (78, compacto e LP), da psicologia dos fãs, da Revista do Rádio e sua estratégia editorial, e da tríplice decadência do carnaval, das chanchadas e do teatro de revista. E22 – Noel Rosa, uma biografia, por João Máximo e Carlos Didier. A biografia definitiva do compositor, fartamente ilustrada e documentada, com biografia e discografia completa e índice onomástico. 534 páginas. E23 – No tempo de Almirante, uma história do rádio e da MPB, por Sérgio Cabral. A melhor biografia de Almirante, com 16 páginas de fotos com boa qualidade gráfica, discografia e fac-simile do curioso curriculum vitae do radialista-cantor- compositor. Livro obrigatório para os interessados na história do rádio brasileiro. 400 páginas. E24 – Luiz Gonzaga, o matuto que conquistou o mundo, Gildson Oliveira. Biografia do grande compositor, com discografia completa mas sem relação de todas as músicas. 231 páginas de texto e 25 lâminas fotograficas com boa resolução gráfica. E25 – Cartas cariocas para Mário de Andrade, por Hermínio Bello de Carvalho. Em cartas fictícias a Mário, Hermínio desfila cenas de autobiografia e depoimentos sobre pessoas e fatos ligados à nossa cultura. Na carta da página 63, refere-se ao tempo em que trabalhou na Rádio MEC, a convite de Mozart de Araújo. 116 páginas e várias ilustrações.
  • 46. E28 – Antonio Carlos Jobim, uma biografia, por Sérgio Cabral. A melhor biografia de Tom, com 546 páginas, diversas fotos e ilustrações, discografia completa e diversos "causos" pitorescos narrados pelo autor, que era amigo do biografado. E29 – Antonio Carlos Jobim, um homem iluminado, por Helena Jobim. Biografia escrita pela irmã do compositor, prejudicada pelo tom excessivamente laudatório. 442 páginas, profusão de reproduções fotográficas e discografia completa. E30 – As Escolas de Samba do Rio de Janeiro, por Sérgio Cabral. A história das escolas de samba, desde o tempo em que os sambistas eram perseguidos pela polícia até 1996, quando o desfile das escolas já estava consagrado. Na segunda parte, os principais sambistas são entrevistados pelo autor, e, no final, há uma relação dos resultados de todos os desfiles (de 1932 a 96). E31 – A MPB na era do rádio, por Sérgio Cabral. O livro conta a história da música popular brasileira, desde a gravação do primeiro disco brasileiro até o final da Era do Rádio (anos 60), abordando os grandes cantores, compositores e instrumentistas do período, bem como os acontecimentos políticos que influíram na evolução de nossa música. 112 páginas e diversas reproduções de fotos e ilustrações com pouca qualidade técnica. E32 – Caminhos cruzados, a vida e a música de Newton Mendonça, por Marcelo Câmara, Jorge Mello e Rogério Guimarães. Um livro que veio muito tarde (40 anos após a morte do biografado), para lançar luz sobre o grande compositor cuja contribuição foi decisiva para o advento da bossa-nova. Com 156 páginas, duas dezenas de ilustrações fotográficas (Newton foi pouco fotografado), comentários de várias personalidades, discografia e partituras de 30 canções (5 inéditas), o livro, em suas 74 páginas de texto corrido lança, finalmente, alguma luz sobre a parceria Tom & Newton (como o fato de que o Samba de uma nota só ser principalmente do Newton) coisa que o genial Tom Jobim sempre evitou esclarecer. Curiosidade: na página 67, uma referência a programa da Rádio MEC, que cita todos os parceiros de Tom e omite o nome de Newton. E33 – A canção no tempo, por Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello. Este primeiro volume (de uma obra prevista para ter três) relaciona, classifica e analisa as canções que o povo consagrou através dos anos, de 1901 até 1957, oferecendo uma visão de toda essa época. 368 páginas, várias ilustrações e índice remissivo. E34 – A canção no tempo, por Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello. Segundo volume da obra, abrangendo o período que vai de 1958 a 1985. 368 páginas, várias ilustrações e índice remissivo. E35 – Dolores Duran, por Maria Izilda Santos de Matos. Com o subtítulo "Experiências boêmias em Copacabana nos anos 50", o livro conta a história da cantora- compositora, utilizando, como contraponto, as letras de suas canções e citações dos outros personagens, notadamente Antonio Maria (um dos seus depoimentos, o da página 42, é justamente sobre o declínio do rádio). 160 páginas.
  • 47. E36 – Elisete Cardoso, uma vida, por Sérgio Cabral. A intérprete, que enfrentou muitas dificuldades para se firmar, mereceu do autor, um craque do gênero, uma emocionante biografia. 402 páginas e diversas reproduções fotográficas sem qualidade técnica. E37 – Pixinguinha, vida e obra, por Sérgio Cabral. Com 286 páginas e diversas reproduções fotográficas, esta biografia do genial compositor é uma versão revista e ampliada da monografia premiada pela Funarte. Contém ainda reproduções de partituras e documentos do compositor. Termina com uma discografia completa do gênio. E38 – Radamés Gnattali, o eterno experimentador, por Vadinha Barbosa e Anne Marie Devos. 366 páginas, sendo 71 delas de texto narrativo sobre o compositor e maestro, entremeadas de depoimentos e trechos de artigos. O restante é ocupado por musicografia erudita e popular bastante detalhada, discografia e lista de centenas de arranjos feitos para programas de rádio. Há 24 reproduções fotográficas de boa qualidade, incluindo retrato do músico por Portinari. E42 – Capitão Furtado, viola caipira ou sertaneja?, por J.L.Ferrete. Monografia premiada pela Funarte, sobre a vida e a obra do compositor e cantor Ariovaldo Pires, o "Capitão Furtado". 132 páginas e 6 lâminas com reproduções fotográficas. E43 – Oswaldo de Souza, o canto do Nordeste, por Claudio Augusto P.Galvão. Monografia premiada sobre o compositor e musicista, com musicografia completa e 6 lâminas com reproduções fotográficas (entre elas, uma foto de Alma Cunha de Miranda, que além de ser intérprete do compositor, foi a organizadora do dilapidado Museu da Voz, que reunia gravações e scripts de programas da Rádio MEC dos anos 50, 60 e 70. 126 páginas. E44 – Wilson Batista e sua época, por Bruno Ferreira Gomes. Monografia, premiada pela Funarte, sobre a obra do compositor, com índice onomástico e 'discografia completa. 150 páginas e 4 ilustrações fotográficas de boa qualidade. E45 – Fotografei você na minha rolleyflex, por Joyce. Em texto autobiográfico a cantora e compositora conta acontecimentos do passado recente da música popular brasileira. 188 páginas e cerca de 20 ilustrações fotográficas de boa qualidade. E46 – Pernoite (crônicas), por Antonio Maria. Seleção de 50 crônicas do jornalista e compositor, incluindo a intitulada "Pobre Rádio" (que faz um balanço do veículo no início dos anos 60) e uma entrevista post-mortem feita por Vinicius de Moraes. 110 páginas de texto, e oito com reproduções fotográficas sem qualidade técnica. E47 – Aracy Cortes, linda flor, por Roberto Ruiz. Biografia da artista, com 286 páginas, encarte com reproduções fotográficas, musicografia completa e índice onomástico. E48 – São Ismael do Estácio, o sambista que foi rei, por Maria Thereza M.Soares. Biografia do compositor Ismael Silva, com 122 páginas, 24 ilustrações fotográficas incluindo caricatura de Mendez, discografia completa e índice onomástico.
  • 48. E49 – Carinhoso etc (história e inventário do choro), por Ary Vasconcelos. Com sua meticulosidade, o pesquisador aborda 6 gerações do choro (de 1870 a 1984), e estabelece o repertório e a discografia completa do período. 272 páginas, sem ilustrações. E50 – A nova música da república velha, por Ary Vasconcelos. 276 páginas sobre a música feita no país, de 1889 a 1907, com introdução históriográfica e dezenas de pequenas biografias dos principais músicos e suas discografias. Índice onomástico ao final. E54 – Recordações de Ary Barroso, por Mário de Moraes. Construído a partir de entrevistas concedidas pelo compositor, nos seus últimos meses de vida, o livro, sem ser uma biografia completa, conta passagens da vida do compositor que, até a época, eram desconhecidas. 128 páginas, 16 reproduções fotográficas de pouca qualidade e discografia completa, ao final. E55 – Mostra de Capas de disco no Brasil, os primeiros anos: 1951 a 1958, por Egeu Laus. Opúsculo de 36 páginas, com reproduções de 50 capas de discos LP de 10 polegadas. E56 – Vinicius de Moraes, o poeta da paixão, por José Castelo. Carinhosa biografia do "Poetinha", editada em 1994 e construída em 10 grandes partes subdivididas em cerca de 30 capítulos, ao longo de 452 folhas. Muitas ilustrações e índice remissivo ao final. E57 – Dorival Caymmi, o mar e o tempo, por Stella Caymmi. Escrito num estilo simples, o livro conquista o leitor pela maneira como mostra e explica o biografado. A biógrafa, que é neta de Caymmi, baseou-se em dezenas de horas gravadas com as recordações do próprio compositor, além de entrevistas com outros membros da família e muitos amigos, como Millor Fernandes, Braguinha, Mario Lago, Caetano, etc. Com 642 páginas, e dezenas de fotografias, algumas a cores, como as reproduções de 13 de suas pinturas, e apêndice com musicografia, discografia essencial, bibliografia e indice onomástico, o livro é um dos mais volumosos já dedicados a um compositor popular brasileiro. E58 – Radamés Gnattali , por Aluisio Didier. Caixa com livro e vídeo. Com 103 páginas, o livro - fartamente ilustrado com fotos e caricaturas do músico - contém uma monografia e uma espécie glossário, em ordem alfabética, contendo as opiniões de Radamés sobre músicos e assuntos musicais. E59 – Sambistas e chorões – aspectos e figuras da música popular brasileira, por Lúcio Rangel. Com 182 páginas e algumas poucas ilustrações, este famoso livro reune 13 textos escolhidos entre os muitos artigos, entrevistas e reportagens que o autor publicou na grande imprensa, focalizando grandes personagens como Noel e Pixinguinha; ou examinando temas como literatura de cordel e o samba carioca. Atuando como formador de gosto, o autor acrescenta ao final do livro, um apendice de 45 páginas, contendo uma discografia escolhida intitulada “Discoteca mínima da música popular brasileira”.
  • 49. E60 – Joaquim Callado, o pai dos chorões, por André Diniz. Folheto referente à caixa de CDs que foram doados pela SOARMEC à Discoteca da Rádio MEC, com 112 páginas e diversas ilustrações, contendo biografia e análise da obra e da influência do autor de “Flor Amorosa” , além de discografia completa, cronologia da vida de Callado e índice onomástico. E61 – A canção, eficácia e encanto, por Luiz Tatit. Ensaio filosófico sobre a canção. Onde o autor busca definir o gênero canções, e aborda, em 66 páginas, utilizando gráficos ao que parece inventados por ele, para medir a eficácia das canções sob quatro pontos de vista: a persuasão figurativa, a persuasão passional, decantatória, e suas decorrências. E62 – ABC do Sérgio Cabral - um desfile de craques da MPB, por Sérgio Cabral. Reunião de crônicas e entrevistas realizadas pelo autor e publicadas em diversos jornais e revistas. De A a Z, há uma desfile de boas histórias da música brasileira. Apenas três verbetes são exceções ao mundo da música: O, de ouvindo o poeta, com uma entrevista construída por fragmentos de depoimentos de Carlos Drummond de Andrade; S, de Sérgio Porto, em entrevista póstuma (usando o mesmo expediente que usou com Drummond); e V, de Vasco da Gama, time do coração do autor. O livro é apresentado na contra-capa por Roberto Moura, tem orelha de Jaguar e prefácio de Ferreira Gullar. E63 - 54 Anos de Música Popular Brasileira - O que fiz o que vi. Pedro Caetano. Compositor popular com mais de 400 canções gravadas e editadas, Pedro Caetano é testemunha ocular e personagem de muitos episódios da música brasileira. Neste livro ele narra alguns. O ponto de partida para a maioria das histórias são suas composições, como nasceram, o destino que tiveram. Fala também de seus parceiros, como Claudionor Cruz e de ilustres colaboradores, como Pixinguinha, que fazia arranjos para suas músicas gratuitamente. O livro conta com prefácio de José Ramos Tinhorão. E64 – O Mistério do Samba, por Hermano Vianna. Com 193 páginas e prefaciado por Sérgio Cabral, este livro (publicação da tese de doutorado do autor) toma como ponto de partida o encontro de bar em que Gilberto Freire, levado por Prudente de Moraes Neto e Sérgio Buarque de Holanda, conheceu e ouvir tocar Pixinguinha, Donga e Patrício Teixeira, para investigar de que maneira o samba, antes discriminado e reprimido pela polícia, passa, a partir de 1920, a ser admitido, até se transformar em um dos símbolos culturais da nação. O autor examina, também, como os brasileiros pensavam o seu país, e enumera os principais conceitos que contribuíram para a nacionalização do samba, como a idéia do povo mestiço e a relação entre a elite e cultura popular. Observação necessária: Hermano Vianna afirma, na página 63, que "foi Gilberto Freire quem conseguiu executar a façanha teórica de dar caráter positivo ao mestiço", mas dá pouca ênfase ao trabalho científico e pioneiro de Roquette-Pinto, citado "en passant" na página 71.
  • 50. E65 – Três canções de Tom Jobim. Disco-livro publicado aos 10 anos da morte do compositor, com as canções Sabiá, Águas de março e Gabriela, comentadas, respectivamente, por Lorenzo Mammi, Arthur Nestrovski e Luiz Tatit. O disco, que não está à altura dos comentários, contém as três canções interpretadas por Ná Ozetti, acompanhada pelo pianista André Mehmari, e serve como exemplo de como é possível fazer uma gravação equivocada (os dois não pulsam juntos e o piano cobre o canto, em vários momentos, principalmente em Aguas de março) mesmo contando com uma grande cantora e um grande pianista. E66 – De banda para a lua, por Aloysio de Oliveira. Livro de memórias em que o autor aborda a primeira metade de sua vida, desde a infância até a ida para os EUA com Carmem Miranda, até o falecimento da cantora.176 páginas e 30 ilustrações preto e branco. E67 – Dupla exposição: Stanislaw Sérgio Ponte Porto Preta, por Renato Sérgio. Belíssimo trabalho abarcando a vida, a obra e o tempo do mais carioca dos cronistas, recheados de textos de suas crônicas, seleta de tiradas humorísticas do biografado, depoimentos e pequenas biografias de amigos próximos. Pena que o Sérgio Porto radialista seja focalizado apenas nas páginas 196 e 202, que abordam o seu trabalho na Rádio Mayrink Veiga (incluindo script do programa Miss Campeonato). 336 páginas, índice remissivo e apêndices com dezenas de fotos. E68 – Torquatália, organizado por Paulo Roberto Pires. O livro é o Primeiro volume da obra reunida de Torquato Neto, o livro abrange textos da juventude, correspondência, cancioneiro e outros textos. 366 páginas, várias ilustrações, cronologia e bibliografia. E69 – Aquarelas do Brasil – contos da nossa música popular , organizado por Flávio Moreira da Costa. Com 312 páginas e sem ilustrações, o livro reune 26 contos escritos por Machado de Assis, Lima Barreto, João do Rio, Marques Rebelo e Aníbal Machado, entre outros, focalizando a música popular brasileira. E70 – Carmem Miranda, por Cássio Emmanuel Barsante. A mais luxuosa biografia da cantora, com o mais completo acervo de ilustrações já publicado, com fotos da artista em todos os momentos de sua vida, incluindo caricaturas e cartazes dos filmes que estrelou. 270 páginas. E71 – Bastidores (Cauby Peixoto - 50 anos da voz e do mito) , por Rodrigo Faour. Biografia encomiástica do cantor, com apêndices contendo índice remissivo e discografia completa. 518 páginas, com ilustrações nas 40 páginas centrais. E72 – Timoneiro, perfil biográfico de Hermínio Bello de Carvalho, por Alexandre Pavan. Biografia publicada em 2006, quando o poeta e produtor cultural estava com 72 anos, cobrindo os principais momentos de sua carreira, mas omitindo o breve período em que o biografado trabalhou
  • 51. na Rádio MEC. 264 páginas, várias ilustrações, apêndice com discografia, índice onomástico e CD intitulado Manuscrito Sonoro. catalogado com o código ?????? E73 – Minhas duas estrelas (uma vida com meus pais Dalva de Oliveira e Herivelto Martins), por Pery Ribeiro e Ana Duarte. Recordações do cantor Pery Ribeiro a respeito de seus famosos pais, com revelações surpreendentes (como o temperamento mulherengo e irascível de Herivelto, as surras que ele dava nos filhos, e o alcoolismo da mãe, etc). 356 páginas e diversas ilustrações (sem qualidade de reprodução), com índice onomástico ao final. E74 – Brasil rito e ritmo - Um século de música popular e clássica. Luxuoso volume, com farta iconografia em reproduções de primeira qualidade, dividido em 5 capítulos, assinados por Leonel Kaz, A mestiçagem e o imaginário; Ricardo C.Albin, Das raízes da MPB à chegada do samba; João Máximo, Da era do rádio à bossa nova; Tárik de Souza, Dos festivais à polifonia; e Clássicos no Brasil, de Luiz Paulo Horta. 240 páginas, acompanha dois CDs ilustrativos, arquivados sob o código???? E75 – Almanaque do samba ( a história do samba, o que ouvir, o que ler, onde curtir), por André Diniz. Segunda edição revista e ampliada, com 310 folhas, mais de uma centenas de imagens e cerca de 80 tabelas com informações complementares, o livro traça um abrangente panorama da história do ritmo, focaliza seus personagens principais e mostra como os rumos da cultura e da política influem e se relacionam com o desenvolvimento do samba. E76 – Chiquinha Gonzaga - uma história de vida, por Edinha Diniz. Biografia da compositora pioneira, cuja obra se confunde com o movimento de libertação da mulher brasileira e com a evolução da nossa música de dança urbana, com 352 páginas, miolo com 16 páginas ilustradas (fotos, caricaturas, partituras,etc.), e apêndices com os catágolos de músicas e de peças teatrais, e discografia até 1984, data da edição do livro. E77 – Chiquinha Gonzaga - Sofri e chorei. Tive muito amor, por Dalva Lazaroni. Com 560 páginas e fartamente ilustrado (contendo, além de fotos e caricaturas, o fac-simile da carta-testamento da autora, e várias partituras), esta segunda edição, revista e aumentada, da biografia da compositora vem acompanhada de um CD – catalogado com a referência ...... – com gravações de algumas de suas composições. Por um cochilo da edição, o livro não identifica as faixas do referido CD. E78 – Moreira da Silva - o último dos malandros, por Alexandre Augusto. Biografia do sambista, com 320 páginas, discografia completa (incluindo fotos coloridas de todos os LPs do artista, glossário de gírias da malandragem, e 32 páginas com ilustrações fotográficas de boa qualidade porém insuficientemente legendadas.
  • 52. E79 – Bezerra da Silva - produto do morro, por Letícia C.R.Vianna. Biografia baseada em depoimento do artista, contando a "trajetória e obra de um sambista que não é santo", conforme destaca a autora, que analisa antropológicamente a carreira de BS e procura mapear o espaço possível de mobilidade social para um artista de origem modesta, como é o caso do biografado. 166 páginas, sem ilustrações, com discografia e glossário de gírias empregadas pelo sambista. E80 – Martinho da Vila ─ Kizombas, andanças e festanças, por Martinho da Vila. Autobiografia do sambista com 300 páginas e sem ilustrações, contendo índice onomastico e glossário de termos empregados no texto. E81 – Gonzaguinha e Gonzagão - uma história brasileira, por Regina Echeverria. Biografia com as trajetórias dos dois artistas, pai e filho. 380 páginas, ilustrações e apêndice com detalhada discografia de ambos. E82 – Pisa na fulô mas não maltrata o carcará - Vida e obra do compositor João do Vale, por Marcio Paschoal. Biografia do cantor e compositor, com 296 páginas, ilustrações de pouca definição e discografia do autor. E83 – Mudando de conversa, por Herminio Bello de Carvalho. Coletânea de textos curtos sobre música popular, publicados pelo autor no antigo Pasquim. 208 páginas e índice onomástico no final. E84 – Cantadores-poesia e linguagem do sertão cearense, por Leonardo Mota. Obra clássica lançada em 1921, pelo autor que foi um dos primeiros pesquisadores dessa manifestação popular e registrou muitas cantorias em letras de forma. A edição que possuímos é a 5ª, de 1978, com 308 páginas e glossário ao final com cerca de 400 termos utilizados pelos cantadores em suas pelejas. E85 – Meu mundo caiu - a bossa e a fossa de Maysa, por Eduardo Logullo. Com discografia completa e apendice com fotos, ao final. 216 páginas. E86 – Mario Reis - o fino do samba, por Luís Antônio Giron. Biografia do cantor que mudou o curso da música brasileira, influenciando cantores ─ de Noel Rosa a João Gilberto ─, com 312 páginas, discografia completa, índice remissivo e fartamente ilustrado. De se destacar, as fotos das páginas 125 e 168, mostrando curioso microfone da Mayrink Veiga, em 1931; a da página 128, em que o autor aparece com Chico Alves em frente a um microfone de tripé, e a foto da página 308, com o cantor caricaturado por Nássara. E87 ─ Dicionário Houaiss ilustrado de Música Popular Brasileira, supervisão de Ricardo Cravo Albin. Com 1156 , sendo 800 com verbetes dedicados aos músicos e as páginas restantes a uma longa lista discográfica. Destaque para as ilustrações, algumas raras, selecionadas por Cassio Loredano.
  • 53. E88 ─ Balanço da bossa e outras bossas, por Augusto de Campos 5 ª edição do livro, que reúne uma sequência de artigos, escritos por vários autores, sobre a moderna música popular brasileira, incluindo a primeira apreciação crítica da bossa-nova. 352 páginas. E89 ─ Os sons que vêm da rua, por José Ramos Tinhorão. Publicado em 1976 e agora, em segunda edição, revisto e aumentado, este livro percorre a trajetória da cultura musical popular, desde o século XVIII até o final do século XX, traçando, nas palavras do autor, a "história das sonoridades urbanas" e apresentando-nos os "moedores de melodias", os pregoeiros, as modinhas seresteiras, os novos espaços de sociabilidade dos cafés-cantantes, festas e bares, e a interferência da tecnologia nestas manifestações, com o advento dos fonógrafos, cilindros, discos e realejos. 236 páginas. E90 – Orestes Barbosa - repórter, cronista e poeta, por Carlos Didier. Biografia escrita pelo mesmo autor de Noel Rosa, uma biografia , realizada com o mesmo capricho, tendo o autor realizado pesquisa que levantou mais de mil textos jornalísticos; 134 poemas, 125 canções, 13 livros, além de vasta correspondência e a gravação de mais de cem entrevistas sobre o biografado – tido como autor do verso mais lindo da poesia brasileira "tu pisavas nos astros distraída" – que, ao abandonar suas intenções acadêmicas e abraçar a música popular, foi o "Vinicius de Moraes dos anos 30". 684 páginas, diversas ilustrações, índice remissivo e apêndice com relação das obras de OB. E91 – Emilinha Borba, eternamente rainha, por Angela Cristina Ferreira e Paulo Armel. Biografia baseada em depoimento da própria cantora, com ilustrações do acervo do Fã-clube da artista, com 286 páginas e discografia completa. E92 – Cultura popular – temas e questões, por José Ramos Tinhorão. Dezoito ensaios escritos pelo pesquisador e historiador, abordando o circo, as origens do cordel, o pastoril, os ritmos negros, o impacto da tecnologia sobre a música popular, a influência do fado, música sertaneja e outros temas. 262 páginas. E93 – Rio Bossa Nova - um roteiro lítero-musical, por Ruy Castro. Como o título indica, trata-se de um passeio guiado pela geografia e história da Bossa Nova, para que o interessado nesse tipo de música possa conhecer os lugares onde ela se desenvolveu e onde é tocada. O livro, com 156 páginas e fartamente ilustrado, foi publicado em 2006, e tem um apêndice em inglês. Na página 37, há uma indicação do programa Sala de música ao vivo, da Rádio MEC. E 94 – Carmem, por Ruy Castro. Caudalosa biografia de Carmem Miranda, com 598 páginas e fartamente ilustrada, com discografia completa da cantora e índice onomástico. Detectamos duas incorreções, ao longo do texto. Na página 134, segundo parágrafo, o autor informa, erroneamente, que "o venerando Roquette-Pinto, que entregara sua rádio ao governo mas continuava à frente dela, agora chamada de Rádio Roquette-Pinto" – ora, a rádio a que ele se refere é a MEC, na época, Rádio Ministério da Educação. O outro cochilo, está na página 542, segundo parágrafo, no qual o autor, cometendo o mesmo erro que Aloisio de Oliveira, refere-se ao baião Delicado, de Waldir Azevedo, como se fosse choro.
  • 54. E 95 – As modinhas e o lundu no século 18, por Mozart de Araujo. Pesquisa histórica e bibliográfica do autor, focalizando estes dois gêneros sobre os quais se estruturou a música popular brasileira. Além de musicólogo, Mozart foi violonista e diretor da Rádio MEC do Rio de Janeiro, na década de 1950. E 96 – Catálogos ICCA-El Paso. Seis catálogos e um encarte com CD (contendo 15 exemplos de gravações de MPB). Os catálogos, prefaciados pelo diretor do ICCA, Ricardo Cravo Alvim, são profusamente ilustrados e abordam: 1) Novos caminhos do choro; 2) Mulheres compositoras; 3) No palco, os festivais; 4) Clube de Jazz e Bossa-nova; 5) Tons e sons do Rio de Janeiro; e, 6) Telenovela. E97 – Introdução ao estudo da música indígena brasileira, por Helza Camêu. Editado em 1977, pelo Conselho Federal de Cultura, este livro contém, possivelmente, o mais completo estudo sobre a música indígena brasileira, sua prática e seu processo de formação, bem como os instrumentos nela utilizados, incluindo sua classificação e o material empregado na fabricação deles. Num trabalho que abrange quase 5 séculos, envolvendo toda a documentação existente a partir de Caminha e passando por Orellana, Hans Staden, Spix, Martius e todos os outros, incluindo Roquette-Pinto (páginas 51 e 52), a autora examina as várias peças musicais transcritas e gravadas, detendo-se em suas características melódicas, intervalares, rítmicas, cromáticas, etc., comparando-as com as manifestações musicais de hoje, de modo a provar que a música indígena existe de fato, e demonstrar que o índio, apesar de todas as tentativas para afastá-lo de suas tradições, mantém ainda vivos os elementos de sua cultura. Para tanto, HC examina a provável ação descaracterizadora da catequese, e contradiz os que afirmam não serem os índios capazes de criar linhas melódicas. O livro tem 364 páginas, das quais 70 compõem um suplemento com várias peças intrumentais ou corais de várias etnias, colhidas por Darcy Ribeiro , Max Boudin e outros, e transcritas pela própria autora. Contém, ainda, 33 fotos, algumas coloridas, de instrumentos e 3 desenhos com detalhes de sua fabricação, além de fac-similes da obra primordial de Jean Lery (1585) E98 – Memórias do Café Nice, por Nestor de Holanda. Livro escrito em primeira pessoa, sem pesquisa histórica, como frisa o autor na introdução. Trata da memória vida boêmia do Rio de Janeiro e de fatos da música popular brasileira presenciados pelo autor, do final da década de 1930 até o final da de 1960 . Acompanha glossário com as gírias usadas, como por exemplo “caititu” (“Compositor que tudo faz pela divulgação de sua música. Suborna discotecários e chefes de orquestras, canta nos bailes e nas batalhas de confete, etc.”). F
  • 55. F01 – Bach, por Luc-André Marcel. Biografia do compositor, com 190 páginas, diversas ilustrações, bibliografia e discografia até 1966. Em francês. F02 – Berlioz, por Claude Ballif. Biografia do compositor, com 188 páginas, diversas ilustrações, bibliografia e discografia até 1968. Em francês. F03 - Franck, por Jean Gallois. Biografia do compositor César Franck, com 188 páginas, diversas ilustrações, bibliografia e discografia até 1968. Em francês. F04 - Vieira Brandão, 90 anos. Opúsculo comemorativo do 90º aniversário do compositor, com depoimentos e análise de obra por Edino Krieger, Luis Paulo Horta e outros. 64 páginas e 6 ilustrações. F05 - História do espetáculo, por Hermilo Borba Filho. Com 290 páginas, sem ilustrações, o livro inicia o leitor no mundo do espetáculo, apresentando um panorama que vai desde os dramas primitivos inconscientes até os anos 60 do século passado, quando foi publicado. F06 - O ciclo do ouro o tempo e a música do barroco católico, pesquisa de Elmer Correa Barbosa. Catálogo das composições musicais e documentos que integram o arquivo de microfilmes da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. 456 páginas. F07, F08 e F09 - Histoire de la musique, por B.Deyries, D.Lemery e M.Sadler. A história condensada da música erudita, em quadrinhos, em três volumes contendo 46 páginas, cada. F10 - Bach, por Tim Dowley. Biografia da série The Illustrated Lives of the Great Composers, com 142 páginas e diversas ilustrações. Em inglês. F11 - - Mozart, sociologia de um gênio, por Norbert Elias. Este estudo, escrito por um dos mais importantes pensadores do nosso tempo, descreve como o compositor tentou levar, em Viena, uma vida de músico autônomo, e esclarece que só na geração seguinte, a de Beethoven, seriam criadas as condições para que isto ocorresse. 150 páginas. F12- Beethoven, um compêndio, organizado por Barry Cooper. Editado em 1991, o livro possibilita uma visão completa do grande compositor, sua obra, e sua época. 406 páginas e algumas ilustrações e reproduções fotográficas.
  • 56. F13 - Wagner, um compêndio, organizado por Barry Millington. Editado em 1995, o livro incorpora as mais recentes pesquisas sobre o compositor, apresentando um abrangente panorama do homem, da sua obra e de sua época. 518 páginas e algumas reproduções fotográficas. F 14 - Carlos Gomes, uma obra em foco. Coletânea de textos sobre o compositor e sua obra, assinados por Bruno Kiefer, Vicente Salles, Mario de Andrade, Andrade Muricy, João Itiberê da Cunha, e outros. 216 páginas e diversas ilustrações com boa qualidade. F15 - Lorenzo Fernandez, catálogo geral, por Sergio Nepomuceno A.Corrêa.Com 80 páginas e prefácio de Edino Krieger, o volume contém a relação completa da obra do compositor, seus editores, cronologia, discografia, fac-simile de manuscrito, 10 poemas do próprio Lorenzo e 28 fotografias em bom estado. F16- Camargo Guarnieri - O tempo e a música, organizado por Flávio Silva. Resultado de uma pesquisa de mais de 10 anos, o livro é o maior trabalho já feito sobre o compositor, contendo, em suas 672 páginas, ensaios e análises de obras por diversos especialistas, além de correspondência, iconografia, tábuas cronológicas e índices, ou seja, a documentação e o instrumental necessários para a revisão da obra deste importante músico. F17 - Edino Krieger, catálogo de obras. Pequena biografia, cronologia e relação completa das obras do compositor. 32 páginas e uma fotografia. F18 - Cláudio Santoro, por Vasco Mariz. Com 180 páginas, sendo 56 de texto biográfico e as restantes com discografia, bibliografia, lista de orquestras dirigidas pelo compositor e catálogo geral de suas obras, além de oito reproduções fotográficas de boa qualidade. F19 -Educação Musical: Conceitos e Preconceitos. Raimundo Martins. Educação Musical; conceitos e preconceitos/ Raimundo Martins — Rio de Janeiro: FUNARTE, Instituto Nacional de Música/ Coordenadoria de Educação Musical, 1985. 49 páginas. Primeiro da Coleção Educação Musical da FUNARTE, o livro tem apresentação de Bruno Kiefer e do compositor Edino Krieger, que destaca a importância da coleção para a geração de "núcleos permanentes de assistência técnica aos professores de educação musical de escolas específicas e de formação de recursos humanos especializados para levar a música à escola de primeiro grau". Compositor e doutor em educação musical e musicologia, o autor faz algumas críticas a práticas do ensino musical: abordar a música como algo estático, restringir-se a localismos, ou ainda, tentar explicar percepção musical a partir dos conceitos e não da própria percepção. E propõe também soluções como fazer a criança cantar antes de ensinar escrita musical. Raimundo Martins trabalha com exemplos de situações ocorridas em classes, e com aplicação de teorias como a da Gestalt, para encontrar formas mais prazerosas e coerentes de ensino da música.
  • 57. F20- Edino Krieger - Trajetória Musical (2 exemplares) Libreto de evento realizado no mês de março de 1998, no Centro Cultural do banco do Brasil, em homenagem ao compositor Edino Krieger por seus 70 anos de vida. Contém o programa dos cinco dias (terças feiras) em que se realizou o evento, intitulados: Encontro de Gerações, Encontro de Amigos, Concerto dos 70 anos, Koellreutter e os caminhos da música viva e As bienais e caminhos do futuro. O texto de apresentação é do crítico Luiz Paulo Horta. F21 -Edino Krieger - Programa Programa do concerto em comemoração aos 60 anos do compositor, realizado na sala Cecília Meireles em 3 de dezembro de 1988. F22 - Catálogo Temático -José Maurício Nunes Garcia Produzido pelo Ministério da Educação e Cultura em 1970. Organizado por Cleofe Person de Mattos. Informação Biográfica, Catálogo Temático e comentários da obra do padre compositor. Documentos e trechos de partituras. 413 páginas. F23 - Revista da Academia Nacional de Música, volume XII Com 172 páginas e poucas ilustrações sem qualidade de reprodução, este número vem com 14 artigos sobre particularidades da música, como os primeiros períodos de criação de Bach, sobre semiologia musical, musicoterapia, sobre o músico acompanhador, etc. De interesse particular para a Rádio MEC é o artigo de Sérgio Nirenberg sobre o Quarteto Brasileiro da UFRJ, que antes era o Quarteto de cordas da Rádio MEC. F23a - Revista da Academia Nacional de Música, volume XIII. Com 228 páginas, bastante ilustrada e com uma impressão de boa qualidade, este número vem com 14 artigos sobre temas diversos, como a música de câmara de Alberto Ginastera, as características da regência no Romantismo e a voz narrativa de Schumman. De interesse particular para a Rádio MEC é o artigo sobre Edino Krieger. F23b - Revista da Academia Nacional de Música, volume XIV. Com 200 páginas, e boas ilustrações, este número vem com 13 artigos sobre temas diversos, como o curiosíssimo texto de Vasco Mariz sobre os insultos na crítica musical, e a surpreendente abordagem acerca do parentesco artístico entre Chopin e Bellini. F24 – Orquestra Sinfônica Brasileira, por Sérgio Nepomuceno Alvim Correa. Editado pela Funarte, em comemoração aos 60 anos de atividade da OSB, este livro, de 300 páginas e fartamente ilustrado, cobre a trajetória da orquestra desde sua fundação, relacionando seus mais importantes concertos e eventos. Na página 58, há uma foto de interesse especial para a biblioteca, pois mostra o ex-diretor da Rádio, Murillo Miranda, e o ex-maestro da Orquestra
  • 58. Sinfônica Nacional, Alceo Bocchino, quando eram, respectivamente, presidente e diretor artístico da OSB. F25 – Iberê Gomes Grosso, dois séculos de tradição musical na trajetória de um violoncelista, por Valdinha de Melo Barbosa. Neste livro, a autora leva sua pesquisa para as raízes da árvore genealógica da família Gomes, cujas origens nos levam a cidade de Campinas, em pleno Brasil colonial, onde Manoel José Gomes, o Maneco Músico, deu origem a quatro gerações de músicos. Foi ele o pai do maestro e compositor Carlos Gomes, tio-avô do violoncelista Iberê Gomes Grosso, cuja trajetória musical passeia pelas carreiras do maestro Villa-Lobos, Radamés Gnattali, Arnaldo Estrella, Oscar Borgerth, assim como a fase de ouro e decadência da Rádio Nacional, e diferentes momentos políticos do país como o Estado-Novo, o governo JK e a ditadura militar. F26 – Dicionário Biográfico de Música Erudita Brasileira, por Olga G.Cacciatore. Com 536 páginas e nenhuma ilustração, este raro dicionário biográfico tem também um apêndice intitulado Parte especial , listando Academias, associações, orquestras, escolas de música, etc., incluindo um verbete sobre a Rádio MEC, na página 524. G G1 - Cole Porter, uma biografia, por Charles Schwartz. Com 420 páginas, 30 ilustrações fotográficas e dois apêndices: com a cronologia da obra e com a discografia até 1991. G2 - George Gershwin, uma biografia, por Charles Schwartz. Com 420 páginas, discografia (até 1993) e profusamente ilustrado, esse livro, fruto de uma detalhada pesquisa, narra a trajetória do grande compositor popular americano. G3 - The making of a musical, por Lehman Engel. Uma análise didática, passo a passo, da criação de um musical nos moldes americanos. 156 páginas, sem ilustrações. Em inglês. G4 - Homens e melodias, por Leonard A. Paris. O livro aborda os fatos capitais da vida de 16 grandes compositores e letristas dos grandes musicais da Broadway e de Hollywood, incluindo Victor Herbert, Harry Smith, Rudolf Friml, Sigmund Romberg, Vincent Youmanns, Oto Harbach, além dos mais conhecidos, como os irmãos Gershwin, Jerome Kern, Irving Berlin, Rodgers e Cole Porter. Sobre este último, há uma sensacional revelação (página 173), dando conta de que "Night and Day" foi inspirada no canto de um muezim marroquino, durante uma das inúmeras viagens do compositor. 238 páginas, sem ilustrações.
  • 59. G5 - Le blues authentique, son histoire e ses thèmes, por Robert Springer. Com 240 páginas, 22 ilustrações fotográficas, mapas e quadros explicativos, uma seleção discográfica básica, filmografia sobre o blues e bibliografia, o livro historia o gênero musical desde seus precurssores, na África, até o blues moderno, passando pelos blues clássico e rural. Há pequenas biografias dos compositores, instrumentistas e cantores principais, com transcrições de várias letras. Em francês. G6 - Bessie Smith, imperatriz do blues, por Elaine Feinstein. Com 94 páginas e 12 ilustrações fotográficas, bibliografia e discografia selecionada, o livro aborda a trajetória da lendária cantora. G7 - Billie Holiday, Lady sings the blues. Autobiografia escrita com a colaboração de William Dufty. Com uma dezena de fotos, posfácio de Ruy Castro. 204 páginas. G8 - Ella Fitzgerald, por Stuart Nicholson. Biografia da "primeira dama do jazz", com 420 páginas, 29 reproduções fotográficas, discografia completa e índice onomástico. G9 - Miles Davis, a autobiografia, por Miles Davis e Quincy Troupe. Com apêndice central com ilustrações fotográficas e índice remissivo ao final. 382 páginas. G10 - História social do Jazz, por Eric J.Hobsbawn e colaboração de Francis Newton. Em 316 páginas, sem ilustrações, o famoso historiador evita os clichês e examina o jazz como sendo a criação revolucionária de uma raça submetida a circunstâncias históricas que vão proporcionar sua expansão e seu declínio após a década de 50. Com discografia essencial, glossario de termos e índice onomástico. G11 - Chet Baker, memórias perdidas. Rala autobiografia do trompetista e cantor, com 128 páginas, sem ilustrações. G12 – Cole , por Brendan Gill. Este ensaio biográfico de 284 páginas, contendo todas as letras, e fartamente ilustrado com fotos e fac-similes de bilhetes, convites e partituras, é tido como o livro mais bem projetado sobre o famoso compositor – obra da design brasileira Bea Feitler. H H1 - Chatô, o rei do Brasil, por Fernando Morais. A mais completa biografia de Assis Chateaubriand, com 732 páginas, dezenas de reproduções fotográficas e detalhado índice onomástico. Paralelamente, como não podia deixar de ser, o autor conta a história do nascimento, apogeu e declínio do maior império de comunicações da América Latina, os Diários e Emissoras Associados. O livro carece, infelizmente, de um índice com descrição dos assuntos de cada capítulo.
  • 60. H2 - Brasil, primeiro, História dos Diários Associados, por Glauco Carneiro. Com 690 páginas e dezenas de fotos (com boa resolução mas de pequenas dimensões), o livro conta a história dos DA, de 1924 a 1999, cobrindo, portanto, os 31 anos posteriores à morte de Chateaubriand. Trata-se de um trabalho institucional, tendo sido publicado às expensas da Fundação Assis Chateaubriand, que não consegue disfarçar a intenção laudatória e triunfalista de mostrar que os Associados estão indo de vento em popa, hoje em dia. Como contraponto a esse trabalho, que reivindica o status de "gênio da raça" para o fundador dos DA, recomendamos a leitura da biografia "Chateau" (ver H-26), de Fernando Morais. H3-Anísio Teixeira, estadista da Educação, por Hermes Lima. Biografia do pensador e educador, com 212 páginas, cobrindo as diversas etapas de sua vida, desde a infância até o estúpido acidente que o vitimou. 212 páginas. H4-Roquette-Pinto, por Paulo Berrêdo Carneiro. Opúsculo com o pronunciamento feito em 1957, na Academia Brasileira de Ciências, em memória do educador e pai da radiodifusão brasileira. 23 páginas. H5-Edgard Roquette-Pinto, aspectos marcantes de sua obra, por Roberto R.Rosa Matheus. Biografia editada em 1984, com 67 páginas, fontes bibliográficas e bibliografia do próprio Roquette. H6 -Edgard Roquette-Pinto, por L.de Castro Faria. Separata da Revista do Museu Paulista, com pequena biografia e relação bibliografia completa de Roquette. 12 páginas e uma reprodução fotográfica de boa qualidade. H7-Tempos de Capanema, de Simon Schartzman, Helena Maria Borneny e Vanda Maria Costa Reeditado pela fundação Getúlio Vargas, no ano do centenário do grande estadista mineiro, o livro não faz juz ao título, pois trata unicamente do envolvimento de Capanema com a Educação e a Cultura - não fala do seu trabalho na área da saúde, nem de sua atividade posterior de deputado. E mais: não fala do INEP (Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos), nem do SPHAN(Serviço de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), nem do SRE ( Serviço de Radiofusão Educativa) e nem da Rádio MEC - todos criados por ele, sendo que os dois últimos justificam o fato do livro estar na biblioteca da SOARMEC. Com 405 páginas, incluindo 100 contendo correspondência selecionada ( quase sempre as cartas recebidas: Corbusier, Mário de Andrade, etc. ), o livro ainda traz um apêndice com 30 fotografias. Numa delas Roquette aparece, entre outros, ao lado do Ministro. H8-Gustavo Capanema, a revolução na Cultura, por Murilo Badaró. Com 548 páginas, e mais vinte contendo fotografias (há uma em que ele aparece ao microfone, com, entre outros, Roquette-Pinto, sua filha Beatriz e o próprio Getúlio Vargas). Mais aprofundado do que o livro anterior "Tempos de Capanema", este faz referência a quase todas as criações do ministro. Na página 294 faz referência ao SER e ao INCE. Há três referências a Roquette-Pinto, mas nenhuma à doação da Rádio Sociedade e sua transformação em Rádio Ministério da Educação.
  • 61. De todo modo, hoje, que a educação transformou-se num jogo de interesses entre tecnocratas e donos de escolas, vale a pena conferir o que o autor escreve sobre aquele momento administrativo ímpar da nossa história, em que a educação estava no centro da discussão política , e era vista como instrumento de nacionalização, formadora de mentalidades e condição sine qua non para o desenvolvimento da alta cultura do país, de suas artes e letras. H9-Cândido Rondon - A integração nacional, por Elias dos Santos Bigio. Este volume da série "Identidade Brasileira" está em nosso acervo por ser Rondon uma personalidade fundamental na vida de Roquette-Pinto, que, apesar ser citado apenas nas referências bibliográficas, no final do livro, participou com o sertanista de uma de suas expedições no início do século, gravando canções indígenas em cilindros de cera e colhendo elementos para "Rondonia", o livro que aparece na citada bibliografia. 70 páginas, 8 das quais com fotografias bem impressas. H10 - Observatório astronômico, um século de história (1827- 1927), por Henrique Morize Editado em 1987, o livro é uma obra de referência indispensável ao conhecimento e ao estudo de um século da evolução histórica da Astronomia, Meteorologia, Geofísica e outras ciências correlatas. Está em nossa biblioteca, porém, pelo fato de que seu autor, embora pouco citado, foi o mais importante parceiro de Roquette-Pinto na fundação da pioneira Rádio Sociedade do Rio de Janeiro. Com 180m páginas, o livro contém 12 ilustrações ( incluindo fotos de Morize e de membros da Rádio Sociedade), além de uma biografia escrita por Rogério de Freitas Mourão e uma bibliocronologia do autor. H11 - Padre Landell de Moura - um herói sem glória, por Hamilton Almeida. Biografia entrecortada e um tanto ou quanto ufanista do grande e injustiçado cientista gaúcho, que inventou a radiofonia sem fio, o teletipo e outros aparelhos de comunicação eletrônica, com um capítulo dedicado a Nikola Tesla, outro grande cientista não reconhecido em vida. Além de retratar as condições adversas para o trabalho do cientista, no Brasil daquele tempo, o livro tem o mérito de mostrar o texto descritivo das várias patentes que Landell obteve nos EUA, bem como fac-similes dos respectivos desenhos. Para no leitor mais apressado, indicamos o capítulo XX, que resume toda a biografia do cientista. 320 páginas e várias ilustrações. H12 – Escritos sobre História e Educação, Homenagem à Maria Yedda Leite Linhares, organizado por Francisco Carlos Teixeira da Silva, Hebe Maria Mattos e João Fragoso. Esse livro que é uma homenagem à famosa historiadora, prestada por seus alunos e ao mesmo tempo colegas e discípulos, apresenta frutos da pesquisa dos mesmos em História Moderna e Contemporânea (parte I), História Social Agrária e da Escravidão (parte II), e História da Educação (parte III). Temos ainda no início do livro a palestra de encerramento do XXI Simpósio Nacional da AMPUH, dissertada pela própria Maria Yedda Linhares. Finalmente, os organizadores Francisco Carlos Teixeira da Silva, Hebe Maria Mattos e João Fragoso são responsáveis também pela Apresentação do livro. H 13 – Cecília Meireles: a poética da Educação, organizado por Margarida de Souza Neves e outros. Editado pela PUC do Rio de Janeiro, com 240 páginas e 10 reproduções fotográficas (qualidade sofrível), este livro, através de 14 textos assinados por professores universitários, desenha uma imagem mais completa da personalidade intelectual de Cecília, famosa pela importância de sua obra poética, focalizando, principalmente, as atividades que
  • 62. desenvolveu ligadas à educação, pois foi professora, diretora de escola pública, organizadora da primeira Biblioteca Pública Infantil, etc. Um dos textos, escrito por Luiz Carlos Saroldi, focaliza sua participação em “Quadrante”, célebre programa da Rádio MEC, emissora da qual a poeta foi funcionária. H14 – Antologia de Geir Campos, organizada por Israel Pedrosa. Seleção de poemas dos 12 livros publicados pelo autor, que, na década de 50, produziu programas de poesia para a Rádio MEC. Com 400 páginas e uma foto do autor. H15 – A profissão do poeta & Carta aos livreiros do Brasil. Organizado por Anibal Bragança e Maria Lizete dos Santos. Este volume Contém 13 ensaios e depoimentos sobre Geir Campos, e poemas e textos inéditos do poeta que, nos anos 50, trabalhou na Rádio MEC. H16 – A revolução brasileira, por Celso Brant. Ao longo das 210 páginas desse livro, publicado em 1984, o autor, nacionalista legítimo, examina a história do país, de Tiradentes a Tancredo Neves, para exortar o povo a ser o protagonista de sua própria história. Celso, que foi candidato a presidente e ocupou várias cargos políticos, foi diretor da Rádio Ministério, no início da década de 50. H17 – Brasileiras notáveis, por Noemi Flores. Livro nascido dos scripts preparados pela autora para o programa “Brasileiras notáveis”, veiculado por 20 anos na Rádio MEC. Cada texto é uma pequena biografia de personalidades femininas como Adalgisa Néri, Magdalena Tagliaferro, Lea Garcia, Djanira, entre outras H18 – Cartas a Murilo Miranda, por Mario de Andrade. Organizado por Yedda Braga Miranda, viúva do destinatário, o livro reúne dezenas de cartas de Mário de Andrade, escritas entre 1934 e 1945, que revelam muito do ambiente cultural da época e das idiossincrasias do remetente. Com 188 páginas e 26 ilustrações (incluindo uma com Manoel Bandeira e Francisco Mignone, quando Murillo dirigia a Rádio Roquette-Pinto). H19 –O coronel e o Lobisomem, por José Cândido de Carvalho. Com 321 páginas e ilustrações de Poty e Appe, este brasileiríssimo romance, cheio de invenções verbais, saudado como obra-prima por Veríssimo, Wilson Martins, Suassuna e tantos outros, está em nosso acervo pelo fato de que seu autor foi, na década de 70, diretor da Rádio MEC. H20 –Einstein e o Brasil, organizado por Ildeu de Castro Moreira e Antonio Passos Videira. Coletânea de 18 textos de autores diversos, focalizando a passagem do cientista pelo Brasil. De especial interêsse para nossa Biblioteca é o texto “Einstein no Rio de Janeiro: impressões de viagem” , de Alfredo T.Tomasquim, que narra (página 149 em diante) a visita do sábio ao Museu Nacional, onde foi recebido por Roquette-Pinto, e à Rádio Sociedade do Rio de Janeiro. H21 –Viagem ao outro, sobre a arte do ator, de Fernanda Montenegro. Ilustrado por oitenta e cinco fotos da atriz (incluindo uma de quando era locutora da Rádio MEC),
  • 63. este livro contém um depoimento autobiográfico no qual ela enfoca a arte de atuar como fundamento da condição humana, expresso através de nossa vontade. Dois aspectos aqui se apresentam: aventura existencial e jogo. Fernanda sustenta com seriedade a necessidade do trabalho do ator. Capaz de através de seu esforço continuado aprisionar o efêmero fulminante de um instante e reproduzi-lo com sua intensidade inicial, tornando-o novamente em presente. Pequena história da música, por Mario de Andrade. Escritor consagrado, figura de maior destaque da Semana de Arte Moderna, em 1922, pianista formado pelo Conservatório de Música de São Paulo. O livro enfoca a música como fenômeno primordialmente condicionado ao fenômeno social. De forma crítica e contundente desenvolve-se desde a música antiga à moderna, da cristã `a profana, da clássica à romântica e no que diz respeito à brasileira, da erudita à popular. É também pioneiro no estudo sistemático e científico da nossa música. Pode ser considerado como literatura básica e indispensável à análise do setor musical. Possui ainda uma série de figuras documentais históricas e alguns exemplos, em partitura, de músicas de valor também histórico. (esta resenha está fora de lugar. Não consegui achar o volume, que estava catalogado em H 11, que passou a ser referência da biografia do padre Landell) I I 1 –A estrela sobe, por Marques Rebêlo Tido como o mais carioca dos ficcionistas brasileiros, Rebêlo conta, neste romance de 244 páginas, a história da ascenção de Leniza, uma moça de origem humilde, ao estrelato radiofônico. Escrito em meados da década de 40, na época de ouro do Rádio Brasileiro, o texto lança luz sobre os meandros do veículo e do meio artístico da época. Foi transformado em filme por Bruno Barreto. I 2 - Sob o bosque de leite, por Dylan Thomas. Escrita em 1954, como "uma peça para vozes", este drama radiofônico desconsidera duas da principais regras do radioteatro, quais sejam, ter limitado número de personagens e limitada duração. Sob o bosque de leite, tem mais de 20 personagens e dura cerca de uma hora. A tradução portuguesa, assinada por Nuno Vidal, tem a bagatela de 105 páginas, incluindo um glossário de termos ingleses que aparecem no texto. I 3 –A hora da estrela, por Clarice Lispector Este é o único livro de Clarice em nosso acervo. Isso porque, nessa obra, nossa escritora maior lança mão do rádio como elemento temático. Suas 87 páginas contam a história da pobre Macabéa, uma jovem nordestina ignorante que viaja para o Rio de Janeiro, onde passa a trabalhar como datilógrafa e tem como único lazer, escutar a Rádio Relógio. O texto, como não podia deixar de ser, é esplendoroso, e foi transformado em filme por Susana Amaral.
  • 64. I4 - Peças de teatro radiofônico, vários autores. Publicado em 1955, em pleno salazarismo, , este livro, de 215 páginas, contém 10 peças de rádioteatro ( assinadas por Alice Ogando; João da Silva Tavares; Miguel Trigueiros; Manuel Fragoso e Francisco Mata) inócuas e com frases laudatórias, tipo " ...Passa-se alguma coisa de diferente na nossa terra, senhor Antunes. Boas escolas, cursos para adultos..." O livro, oficial, abre com palavras do próprio Salazar e, ao fim e ao cabo, reflete a acachapante censura daquele tempo. I5 - "Um inimigo do povo", Tradução de Pedro Mantiqueira. Porto Alegre. 2007. Em uma pequena cidade na costa meridional da Noruega, o médico Thomas Stockman descobre que as águas da Estação Balneária, maior atração local, estão contaminadas. O doutor resolve então, alertar a população, mas esbarra nos interesses das autoridades e na opinião da massa. Dr. Stockman passa a ser visto como uma ameaça à comunidade. Publicado em Copenhague, em 1882, a peça "Um inimigo do povo"é uma raivosa crítica às elites, aos governos, aos partidos e à unanimidade. I 6 –Rádio Muda, de Renato Tapajós. Pequeno romance envolvendo jovens que criam uma rádio comunitária e defendem sua comunidade contra a violência imposta pelos traficantes de drogas. 198 páginas. JJ 1.1; 1.2;1.3;1.4;1.5;1.6;1.7;1.8- Enciclopedia de Autoformacion Radiofonica Coleção audiovisual destinada a profissionais de rádio, estudantes de comunicação e produtores na área de educação, que é um sub-produto do "Curso de rádio a distância", produzido entre 1992 e 1995, pela Rádio Nederland Training Center da Costa Rica. A coleção contém 30 módulos com material impresso, fitas cassete, e, alguns, com fitas de vídeo, com texto e áudio em espanhol. Trata de formatos radiofônicos (entrevista, reportagem, documentários, etc); gêneros (programas infantis, rádio revistas, musicalização e efeitos, etc) e temas específicos (comunicação e saúde, AIDS, meio ambiente, etc). Os livros impressos contém sugestões de atividades, explicações detalhadas do tema estudado e, conforme o assunto, desenhos, esquemas, orçamentos e roteiros transcritos de programas. Nas fitas de áudio existem trechos de programas e formatos comentados, com sugestões de atividades complementares. Os conteúdos apresentados e seus formatos estão ainda bastante atuais e trazem bons exemplos de programas produzidos em diversos países da América Latina, com destaque para dramatizações radiofônicas, tão raras em terras brasileiras. Quanto às dicas técnicas porém, em se tratando de um universo com rápido desenvolvimento, algumas estão defasadas. Por exemplo: No módulo 10, quando se fala em som ambiente para reproduzir lugares ou situações como "dia chuvoso", "hospital", "campo", se sugere um procedimento levando em conta que o material usado é analógico
  • 65. (cortar um pedaço da fita cassete e colá-lo). Hoje em dia quase todas as rádios já dispõe de programas de computador que resolvem o problema de duplicação de um som muito facilmente, em formato digital. A Biblioteca Tude de Souza possui 8 módulos da Enciclopédia: 2 - Comunicación y Niñez 3 - La Radio Revista 4 - Programas Infantiles 6 - La Entrevista 7 - Programas Deportivos 9 - Locución I 10 - Dramatizaciones cortas - serie de dos personajes 27 - Comunicación y Derechos Humanos LL1 – Volume com 46 scripts de “Muiraquitá” Pesquisa e texto: Paschoal Longo Programas de 30 minutos, sobre aspectos e costumes brasileiros (músicas, ritmos, quitutes, lugares, entidades, etc.), veiculado de 1948 a 1950. Formato: narrativa, com elementos de radioteatro Vozes de alguns programas: José Vasconcelos , Fernanda Montenegro, Zélia Guimarães e outros. Música de alguns programas: Mara (cantora), Waldemar Henrique (composição e piano), Estelinha Egg (cantora) e maestro Gaya. L2 – Volume com 13 scripts de “Este mundo maravilhoso” Texto de Paschoal Longo Programas de 30 minutos, veiculados em 1947 Série sobre ciência e cultura idealizada por de René Cavé Participação do Rádio Teatro da Mocidade Direção Edmundo Lys e Mario Jorge Temas: 1) A luta contra o sofrimento 2) Os homens de branco 3) O milagre da medicina 4) A nova arma contra a morte 5) A glória de madame Curie 6) A marcha do tempo 7) Terras de ninguém 8) A cura pelo sol 9) A descoberta da imprensa 10) Início da nova era 11) O brasileiro Oswaldo Cruz
  • 66. 12) Jornada para a distância (Van Gogh) 13) Uma luz na treva L3 – Volume com 17 scripts de “Este mundo maravilhoso” Texto de Paschoal Longo Série de programas de 30 minutos, sobre ciência e cultura, idealizada por de René Cavé e veiculada de 1947 a 1949 Participação do Rádio Teatro da Mocidade Direção Edmundo Lys Temas: 1) Viagem através de um quadro de Van Gogh 2) Um homem e dois caminhos 3) O homem que sonhava com aventuras 4) S/título, sobre Gandhi 5) S/título, sobre Walt Whitman 6) A descoberta do invisível 7) Sobre Thomas Edison 8) Os milagres de Milton 9) Sobre o Natal 10) Sobre a Paz 11) Sobre novas invenções 12) Sobre Einstein 13) Sobre Francisco Braga 14) O romance da televisão 15) As 7 maravilhas modernas 16) Sobre música 17) Sobre a descoberta do meson L4 – Volume com 25 scripts de “Vida e romance” Texto de Otto Maria Carpeux Adaptação radiofônica de Paschoal Longo Série de programas de 30 minutos, comentando aspectos da literatura ou apresentando grandes obras, veiculada em 1954 . Formato: narração com elementos de radioteatro Temas: 1) Ulisses, o livro que ninguém leu 2) O romance policial 3) Teatro de Pirandelo 4) O inspetor geral 5) Kafka 6) Os noivos (Manzoni) 7) A glória de Don Ramiro (Larreta) 8) Interesses criados (Benavento) 9) O inimigo do povo (Ibsen) 10) Contos de Tchecov 11) O jornalista romantico (D. Mariano de Larra) 12) Sartre e as mãos sujas 13) O general do diabo(Zuckmayer)
  • 67. 14) O herói das Índias (Macauly) 15) O homem que foi Quinta-feira (Chesterton) 16) A história de Max Havelaar (Dekker) 17) Sherlock Holmes 18) Emma Bovary 19) Clarim, o palhaço (Leopoldo Alas) 20) A letra escarlate (Hawtorne) 21) Adeus às armas (Hemingway) 22) A ponte de San Luis Rey (T.Wilder) 23) Aliança da mocidade (Ibsen) 24) Histórias de um viajante (S.Maughan) L5 – 22 scripts de Allan Lima (dentro de envelopes) 3 programas da série “Vida e Fantasia”, focalizando escritores 19 programas da série literária “Ouvindo, lendo e contando” datas de referência: 1956, 1958, 1959 e 1960. L6 – 21 scripts (21) de Luiz Carlos Saroldi, da Série "Quem Conta Um Conto" Duração: 30 minutos Formato: narração e radioteatro Veiculados em 1972. Os scripts estão agrupados em duas pastas: Pasta 1 1 - Missa do Galo, Machado de Assis, com 11 páginas 2 - Bolero, de Homero Homem, com 8 páginas 3 - O comprador de Fazendas, Monteiro Lobato, 14 páginas 4 - Final de ato, Júlia Lopes de Almeida, 10 páginas 5 - Caso de desquite, Dalton Trevisan 6 - Shonosukê, de Orígenes Lessa, 6 páginas 7 - A morte da porta estandarte, Aníbal Machado, 10 páginas 8 - O passeio, Fernando Sabino, 8 páginas & O plebiscito, Artur Azevedo, 5 páginas 9 - Luís Soares, Machado de Assis, 15 páginas 10 - Labirinto, Marques Rebêlo, 9 páginas & Olhos alheios, Afonso Schimidt, 7 páginas Pasta 2 11 - Aída Arouche Magnocavallo, Helena Silveira, 12 páginas 12 - Noite de Almirante, Machado de Assis, 11 páginas 13 - O piano, Anibal Machado, 13 páginas 14 - Tarciso, Diná Silveira de Queiróz, 11 páginas 15 - A politicemia de Dona Lindoca, Monteiro Lobato, 11 páginas 16 - For , telefone, moça, Carlos Drummond de Andrade, 10 páginas 17 - Jogo do Bicho, Machado de Assis, 10 páginas 18 - *faltando 19 - O pintor que pintou Maria, Fernando Sabino, 9 páginas 20 - Encomendas, França Júnior, 9 páginas 21 - Os matadores, Ernest Hemingway, 10 páginas 22 - Luísa, Somerset Maughan, 8 páginas
  • 68. M M1 - Boa Saúde: uma experiência em Rádio Educativo Dissertação de Mestrado de Marilena de Andrade Cuquejo apresentada em 1981 à Escola de Comunicação da UFRJ. Orientador: Muniz Sodré de Araújo Cabral. A tese se propõe a fazer uma análise qualitativa e crítica do programa de radioeducação Boa Saúde. Aborda também a importância do veículo, e sua relação com a cultura e com a educação, além de analisar de que maneira se pode transmitir pequenas mensagens de saúde de forma atraente em apenas 3 minutos e meio. 84 páginas M2 – A fala do ar: observações sobre a narração de futebol Monografia Final do Curso de Comunicação Social da PUC/RJ, do aluno Mario Luis Trigo Negreiros, em 1986. Partindo do principio de que a narração futebolística feita no Brasil é a mais rica, o autor – que é português – procura identificar os elementos responsáveis por essa característica, baseando-se em fitas gravadas durante os jogos da Copa do Mundo de 86, com narrações de locutores de rádio e TV, comparando os estilos, a musicalidade, o timbre, o ritmo , etc. 33 páginas. M3 – A Sherazade do Rádio - a contribuição de Maria Muniz para o Rádio nos anos 50 Monografia de fim de curso de Mayra Jucá, apresentada em 1997 à Escola de Comunicação da UFRJ, habilitação radialismo, sobre esta autora de rádio e tv. No primeiro capítulo há um breve histórico do Rádio no Brasil. O segundo trata de aspectos biográficos de Maria Muniz, dando ênfase à sua vertente feminista. Nos capítulos seguintes a monografia segue a trajetória de Maria Muniz acompanhando a cronologia dos programas produzidos e apresentados por ela, como Tesouros Imortais (Rádio JB); A felicidade é quase nada (Rádio Guanabara); Teatrinho Infantil e Até parece Romance (Rádio Tamoio); Mulheres de Hoje, Vale a Pena Viver (Rádio MEC). No fim há uma cronologia da vida e trabalhos de Maria Muniz, uma relação de programas escritos para rádio e tv e uma série de fotos. M4 – O Ministério Capanema (1934 / 1945) - cultura e comunicação na era Vargas Monografia apresentada ao curso de História da Universidade Veiga de Almeida, por Flávio Abreu Maranhão. O autor se propõe a avaliar os onze anos de gestão de Gustavo Capanema à frente do Ministério da Educação e Saúde. Trata da formação do Ministério, da criação da UDF, reforma educacional, alguns projetos na área da saúde, do DIP, da criação da Rádio Ministério da Educação e do Instituto Nacional de Cinema Educativo. Como é tema vasto, em uma breve monografia
  • 69. algumas questões são apenas apontadas, sem maior aprofundamento. 61 páginas, com 47 de texto mais anexos. N N01- Rondônia 1912: Gravações Históricas de Roquette-Pinto. S/D Cd de áudio contendo nove dos dezessete fonogramas gravados por Roquette-Pinto em 1912 na expedição de Cândido Rondom às tribos Parecis e Nambiquaras, na Serra do Norte. Na época essas tribos viviam isoladas, sem jamais terem visto um homem branco. Ele anotou e gravou em cilindros de cera, com um aparelho rudimentar de nome “fonógrafo portátil” ou mais precisamente “Dictaphone” os cânticos desses índios, reunindo também vastíssimo material que ia de pontas de flechas a instrumentos do dia-a-dia dos indígenas. Todo o material mais as anotações e desenhos dessa longa viagem encontram-se hoje disponibilizados no Museu Nacional do Rio de Janeiro onde o antropólogo Roquette-Pinto dava aulas. É válido ressaltar que este CD é resultado de três saltos tecnológicos: do cilindro de cera (como aqui em cima foi citado o modo de gravação da época), pro acetato (anos depois Roquette transcreveu esses nove fonogramas) e agora (graças aos acetatos) puderam transcrever pro CD. Infelizmente as gravações que não foram transcritas pro acetato se perderam com o tempo. FAIXAS: 1-Fonograma 14.594 1:30’ 2-Fonograma 14.595 1:49’ 3-Fonograma 14.598 0:55’ 4-Fonograma 14.599 1:43’ 5-Fonograma 14.600 1:28’ 6-Fonograma 14.601 1:03’ 7-Fonograma 14.604 1:59’ 8-Fonograma 14.605 2:23’ 9-Fonograma 14.607 2:03’ N02 – No ar: 40 anos da Universidade Federal Fluminense (1960-2000), 2000. Áudio documentário produzido por alunos de Jornalismo da UFF e coordenado pela professora do Instituto de Artes e Comunicação Social Ana Baumworcel, este cd é um programa que conta a história dos quarenta anos da Universidade Federal Fluminense, situada em Niterói, RJ. Foram trinta horas de depoimentos editados em sessenta e cinco minutos de programa, destacando a importância desta Universidade não só para Niterói, como para o país. Depoimentos de alguns fundadores, reitores, professores, funcionários e ex-estudantes. FAIXAS:
  • 70. 1- Começaria tudo outra vez... 3:13’ 2- Década de 60 – Gênesis 18:32’ 3- Década de 70 – Lunik 9 18:19’ 4- Década de 80 – Ideologia 10:54’ 5- Década de 90 – Fora da Ordem 11:36’ 6- Rádio experiência 2:25’ N03 – O Rádio no Brasil, produzido pela BBC Brasil, 2005. Terceira edição da coletânea de dez programas contando a História do Rádio Brasileiro elaborados pela BBC Brasil. Os programas estão distribuídos em cinco cds, recuperando gravações originais e depoimentos dos personagens que escreveram ou testemunharam. Pesquisa original de Luis Carlos Saroldi e Valvênio Martins. Nesta terceira edição modificada e atualizada mantém praticamente todos os programas originais. DISCO 1: Programa 1: Pioneiros e Desbravadores 28:27’ Programa 2: A formação de Quadros 28:14’ DISCO 2: Programa 3: Anos de Consolidação 32:52’ Programa 4: Radionovela 27:54’ DISCO 3: Programa 5: Os Auditórios 27:16’ Programa 6: Esporte e Jornalismo 32:29’ DISCO 4: Programa 7: Humorismo 29:17’ Programa 8: A TV E Seus Fantasmas 25:57’ DISCO 5: Programa 9: Cisão FM/AM 30:27’ Programa 10: História da BBC Brasil 27:33’ O O01- Ray. Direção de Taylor Hackford, 2004. Filme da Universal, inspirado na extraordinária história da vida de Ray Charles. O rádio cumpre seu papel importante na divulgação de suas músicas como o primeiro sucesso "What d I Say", "Georgia on my mind". Ganhou dois oscar, incluindo o de melhor ator para Jamie Fox. Esta é uma edição premiada, contendo dois discos: o primeiro contendo o filme em si e o segundo cd contendo cenas excluídas, duas cenas musicais ampliadas e comentários do diretor.
  • 71. O02 - The Big Boy Show. Eixo Z, 2003. Dvd que conta em vinte minutos a história do locutor, apresentador e Dj Big Boy. Entrevistas com pessoas que trabalharam ao lado de Big Boy contam como se deu essa revolução no rádio. Seu começo na Rádio Nacional com um programa de música pop, voltado para o público jovem. Em 1971 é lançada a Rádio Eldorado, popularmente chamada de Eldo Pop, criada por Big Boy e outras pessoas. Com a morte de Big Boy em 1977, a Eldo Pop é assassinada em 1978 dando lugar à 98 FM. O03- Amadeus. Direção de Peter Shafer, 1984. Filme que conta parte da história da vida de Mozart, um compositor muito à frente de sua época. No filme mostra que ele foi o primeiro a compor uma ópera em alemão. Caixa contendo dois cds, sendo o disco 1 a versão original, remasterizada, incluindo 20 min. de cenas inéditas. No CD 2, extras com entrevistas com o diretor e o elenco mais o making off. O04 - Bom dia Vietnã. Direção de Barry Levinson, 1987. Um filme que retrata no ano de 1965 o DJ e locutor irreverente, Adrian Cronauer, recrutado para comandar um programa de rádio das forças armadas na guerra do Vietnã em 1965. Interpretado brilhantemente por Robin Williams, onde ele dá um show de locução. Extras contendo entrevistas com o roteirista, o diretor, atores e o verdadeiro Adrian Cronauer. O05 - Guerra dos mundos. Direção de Byron Haskin, 1952. O filme retrata a invasão alienígena baseada no romance de H. G. Wells. O DVD traz também a gravação da versão radiofônica da história, dirigida por Orson Wells. Esta versão foi responsável por um dos episódios mais marcantes da história do rádio, quando causou pânico aos ouvintes do programa The Mercury Theatre, que acreditaram estar, de fato, sofrendo uma invasão alienígena. O06 – Uma onda no ar. Direção de Helvécio Ratton, 2002. Em uma grande comunidade carente de Belo Horizonte, um grupo de amigos se une com o objetivo de dar voz aos excluídos. E é partir dessa união que a Radio Favela entra no ar, levando diversão e consciência aos seus ouvintes e causando muita polêmica. Com elenco e roteiro afinados, o longa ganhou prêmios no Brasil e no exterior. A produção é inspirada na história da Rádio Favela. P
  • 72. P 1 ─ Dicionário

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