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  • 1. ORGANIZANDO A AÇÃO DIDÁTICA EM ESCOLAS DO CAMPO Unidade 8
  • 2. Objetivos da Unidade 8
  • 3. Aprofundando o Tema texto 01 - CICLO DE ALFABETIZAÇÃO NA EDUCAÇÃO DO CAMPO: Reflexões sobre os processos de avaliação e a progressão escolar Telma Ferraz Leal Carolina Figueiredo de Sá
  • 4. A transformação das práticas avaliativas • Transformar as práticas avaliativas se constitui como desafio pedagógico, quando se busca produzir um ensino pelaa integração e valorização dos saberes (conhecimentos e práticas) dos povos do campo ao fazer educativo. • Freitas (2002) afirma que este desafio se associa ao fato de que o desenvolvimento da forma escola ocorreu distanciando-se da vida, artificializando os processos de aprendizagem e acelerando os tempos de preparação.
  • 5. Avaliação nos Modelos Tradicionais de Escola • Nos modelos escolares mais difundidos predominou, e em alguns contextos ainda predomina, um ensino baseado na repetição e memorização mecânica de conteúdos, o que caracteriza a escola como instituição apartada da prática social dos sujeitos. • O caráter punitivo e classificatório da avaliação tem reforçado uma lógica hierárquica, em que as crianças são divididas entre as que sabem e as que não sabem, criando e aprofundando desigualdades entre elas.
  • 6. Currículo na Escola • O currículo não pode ser compreendido como um agregado de conteúdos. • “[...] o currículo deve dar voz às culturas que foram sistematicamente excluídas pela escola, como a cultura indígena, a cultura negra, a cultura infanto-juvenil, a cultura rural, a cultura da classe trabalhadora e todas as manifestações das chamadas culturas negadas” (SANTOS e PARAÍSO, 1996, p.38-39).
  • 7. Condições para Mudança no Currículo • Para que a inserção efetiva das culturas e valores dos povos do campo se realize, além da seleção crítica de conteúdos, é preciso superar o currículo tradicional, em que o único espaço de aprendizagem é a sala de aula, a única fonte de estudo são os livros didáticos, o único sujeito que ensina é o professor. • Nesse modelo tradicional, os processos avaliativos priorizam resultados (individuais) e não valorizam os processos (coletivos e individuais) pelos quais as crianças vivenciam e constroem novos conhecimentos.
  • 8. A linguagem como eixo da interdisciplinaridade • Morin (1999) tece críticas a uma formação escolar que separa os objetos de seu contexto, que separa as disciplinas umas das outras. • O autor considera que a fragmentação das disciplinas dificulta que o estudante capte o que está tecido em conjunto, o complexo. Assim, Morin propõe que o trabalho com a linguagem constitua-se como eixo que integre os diferentes componentes curriculares de maneira interdisciplinar, contribuindo para a compreensão da sociedade e suas contradições e para o fortalecimento das identidades dos povos do campo.
  • 9. As aprendizagens no Ciclo de Alfabetização • O ciclo de alfabetização foi estabelecido, dentre outros motivos, pelo reconhecimento da complexidade relativa à aprendizagem e à consolidação da escrita, tendo-se como norte o domínio autônomo da leitura e da produção de textos. • Nem todas as crianças concluem o primeiro ano lendo e escrevendo com autonomia, de modo fluente. No ciclo elas podem dar continuidade a tais aprendizagens no ano seguinte, sem passar pela angústia da retenção.
  • 10. Tipos de Progressão
  • 11. Progressão da escolarização e das aprendizagens • É importante que a progressão formal da escolarização ocorra com a garantia da progressão de aprendizagens, ao mesmo tempo em que avancem nos processos formativos, estreitando seus vínculos culturais, sociais e políticos à comunidade de que fazem parte. • Na unidade 1, os quadros de direitos de aprendizagem exemplificam possibilidades de progressão do ensino da língua portuguesa que podem (e devem) favorecer a progressão das aprendizagens das crianças,
  • 12. Referências • • • • DOLZ, Joaquim e SCHNEUWLY, Bernard. Gêneros e progressão em expressão oral e escrita – elementos para reflexão sobre uma experiência Suíça (francófona). In: DOLZ, Joaquim e SCHNEUWLY, Bernard. Gêneros orais e escritos na escola. São Paulo: Mercado de Letras, 2004. FERREIRA, Andrea Tereza B.; LEAL, Telma Ferraz. Avaliação na escola e o ensino de língua portuguesa: introdução ao tema. In: MARCUSCHI, Beth; SUASSUNA, Lívia (orgs). Avaliação em Língua Portuguesa: contribuições para a prática pedagógica. Belo Horizonte: Autêntica, 2006. p. 11-26. FREITAS, Luiz Carlos de. Ciclos de progressão continuada: vermelho para as políticas públicas. Eccos Revista Científica. n 1, v 4, jun, 2002. FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler: em três artigos que se completam. 15ªed. São Paulo: Cortez/Autores Associados, 1989. 18
  • 13. • • • • • LEAL, Telma Ferraz; ALBUQUERQUE, Eliana Borges Correia; MORAIS, Artur Gomes. Avaliação e aprendizagem na escola: a prática pedagógica como eixo da reflexão. In: BRASIL: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica. Ensino Fundamental de nove anos: orientações para a inclusão da criança de seis anos de idade. 2ª Ed. Brasília, 2007. MOREIRA, Antônio Flávio Barbosa; CANDAU, Vera Maria. Currículo, Conhecimento e Cultura. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica. In: BEAUCHAMP, Jeanete; PAGEL, Sandra Denise; NASCIMENTO, Aricélia Ribeiro do (org.). Indagações sobre currículo. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, 2007. MORIN, Edgar Cultura de massas do século XX: o espírito do tempo. Rio de Janeiro: Forense, 1999. POEL, Cornelis Joanes van der; POEL, Maria Salete van der. Prática alfabetizadora de jovens e adultos e construção da nova sociedade. João Pessoa: Grafset, 1993. SANTOS, Lucíola P. & PARAÍSO, Marlucy A. O currículo como campo de luta. Em Presença Pedagógica, no 7, 1996.
  • 14. Aprofundando o Tema Texto 02 A organização do trabalho docente no ciclo de alfabetização Telma Ferraz Leal Carolina Figueiredo de Sá
  • 15. Avaliação no Currículo Inclusivo
  • 16. A avaliação da aprendizagem • Schnewuly e Dolz (2004) defendem que a primeira etapa para se planejar uma sequência didática é avaliar o que as crianças já são capazes de fazer de modo autônomo. • Os autores alertam que, para termos clareza sobre o que os estudantes já sabem sobre objeto de ensino, é preciso garantir condições de avaliação que favoreçam a mobilização dos conhecimentos já adquiridos pelas crianças, dentro e fora da escola
  • 17. A avaliação da aprendizagem
  • 18. A avaliação da aprendizagem
  • 19. Situações Negativas de Avaliação • Situações desfavoráveis de avaliação servem apenas para cristalizar representações inadequadas das capacidades das crianças. • Um exemplo de situação negativa é o ditado de palavras, posto que as crianças mais rápidas terminam a tarefa e solicitam o ditado de novas palavras, e isto pode levar algumas crianças a registrarem qualquer letra, apenas para também concluírem logo a tarefa.
  • 20. O portfólio como estratégia de avaliação • Além de documentar o desenvolvimento das crianças em diferentes aspectos e períodos do ano, o portfólio pode ser instrumento de autoavaliação dos alunos. • Ferraz aponta que este instrumento possibilita a participação dos pais ao longo da prática educativa, através do qual estes poderão não apenas acompanhar o desenvolvimento dos filhos em diferentes aspectos, mas também avaliar o ensino e apontar sugestões sobre o mesmo. • A relevância não está no portfolio em si, mas no que o estudante aprendeu ao construí-lo. Não basta selecionar, ordenar evidências de aprendizagens e colocá-las num formato para serem apresentadas, mas refletir sobre o que foi aprendido e sobre as estratégias usadas para aprender
  • 21. Pareceres de avaliação dos estudantes • Os pareceres são registros da vida escolar das crianças, nos quais apresentamos o nível de leitura, escrita, oralidade e encaminhamentos para que, no ano posterior, haja uma continuidade do trabalho já iniciado, no qual se oportunize às crianças novas possibilidades de construir as competências instituídas. • Na passagem de um ano letivo para o outro, os pareceres sobre os estudantes também podem ajudar bastante, mas é importante não focalizar os aspectos negativos e destacar os avanços das crianças. Os registros de final de ano precisam ser retomados pelos professores no início do ano seguinte, para que sejam planejadas ações.
  • 22. Referências • • • • • • • BARRETO, Elba. Propostas curriculares de estados e municípios. Em Presença Pedagógica, no 7, 1996. DOLZ, Joaquim e SCHNEUWLY, Bernard. Gêneros e progressão em expressão oral e escrita – elementos para reflexão sobre uma experiência Suíça (francófona). In: DOLZ, Joaquim e SCHNEUWLY, Bernard. Gêneros orais e escritos na escola. São Paulo: Mercado de Letras, 2004. FERRAZ, Petronilha Trevisan. Aprendizagem e avaliação. In: Nova Escola, n. 116, p. 50-51, 1998. LEAL, Telma Ferraz; ALBUQUERQUE, Eliana Borges Correia; MORAIS, Artur Gomes. Avaliação e aprendizagem na escola: a prática pedagógica como eixo da reflexão. In: BRASIL: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica. Ensino Fundamental de nove anos: orientações para a inclusão da criança de seis anos de idade. 2ª Ed. Brasília, 2007. NÓVOA, Antonio. Vida de Professores (org) Porto: Porto Editora, 1995. PEREZ GÓMEZ, Angel. O pensamento prático do professor: a formação do professor como prático reflexivo. In: NÓVOA, António. (Org.) Os professores e sua formação. Lisboa: Dom Quixote, 1995.
  • 23. Compartilhando • Relatos de experiências: • 1.Relato de experiência sobre a atividade de planejamento da avaliação como forma de monitoramento das aprendizagens Professora Ivanise Cristina da Silva Calazans - Escola Municipal Nova Santana (Camaragibe – PE) 2º ano do Ensino Fundamental 2. Relato de experiência em turma multisseriada: avaliação da escrita e letramento Professora: Maria Cláudia Pereira da Silva - Escola Municipal Eulália Lira Seródio (Lagoa dos Gatos/PE) 3. Relato de experiência: avaliação da fluência e interpretação de leitura em turma multisseriada Professora: Maria Cláudia Pereira da Silva - Escola Municipal Eulália Lira Seródio (Lagoa dos Gatos/PE) 4. Depoimento da professora Sheila Cristina da Silva Barros: diversidade ou repetição de atividades? Escola Municipal Ubaldino Figueirôa (Jaboatão-PE) 5. Depoimento da professora Ana Lúcia Martins Maturano: progressão ou repetição de atividades? Escola Municipal Nova Santana (Camaragibe – PE) Escola Municipal Creusa de Freitas Cavalcanti (Recife – PE) 6. Depoimento da professora Ana Lúcia Martins Maturano: o papel dos registros da ação didática Escola Municipal Nova Santana (Camaragibe – PE) Escola Municipal Creusa de Freitas Cavalcanti (Recife – PE) • • • • •
  • 24. • 7. Sugestão de roteiro para avaliação do curso

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