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  • 1. VAMOS BRINCAR DEREINVENTAR HISTÓRIASAno 03Unidade 04Pacto Nacionalpela Alfabetizaçãona Idade Certa
  • 2. A criança que brinca, aprende?Ester Calland de Sousa Rosa Margareth Brainer Tícia Cassiany Ferro Cavalcante O início do século XX foi marcado por inovaçõestecnológicas e pedagógicas que objetivavam tornar o processoeducativo mais eficiente e mais significativo para o indivíduo.o ideário da “escola ativa” introduziu no pensamentoeducacional a defesa de que a escola deve buscar reproduzir oambiente natural vivido na casa e na rua.
  • 3. •John Dewey, por exemplo, defendia, já nos anos 1920, que“o jogo faz o ambiente natural da criança, ao passo que asreferências abstratas e remotas não correspondem ao interesseda criança”•O desafio que se colocava, então, era o de assegurar, noambiente escolar, condições de aprendizagem querespeitassem as inclinações naturais da infância, e dentre elas, anecessidade de brincar.
  • 4. Que é possível conciliar os interesses das crianças pelo jogoe pela brincadeira e os objetivos de ensino da escola.Jean Piaget, por exemplo, se refere ao jogo como umaimportante atividade na educação das crianças, uma vez quelhes permite o desenvolvimento afetivo, motor, cognitivo,social e moral e também favorece a aprendizagem deconceitos.
  • 5. “Os jogos não são apenas uma forma de desafogo ouentretenimento, para gastar a energia das crianças, mas meiosque enriquecem o desenvolvimento intelectual” No jogo as crianças têm oportunidade de incrementar suascapacidades de memorização, enumeração, socialização,articulação, entre outras.
  • 6. •Ao brincarem, as crianças reinventam formas de interagir,reinventam regras de convivência, reinventam a realidade(física e social). recheando-a de imaginação.• É preciso reinventar nossas formas de atuar na escola paragarantir que o tempo e espaço da brincadeira deixem deser vistos apenas como “recreio” e ganhem legitimidadedentro da sala de aula.
  • 7. No relato da professora Lidiane Valéria de Jesus Silva, daEscola Municipal Governador Miguel Arraes, em Recife,encontramos um bom exemplo de como trabalhar, na salade aula, tendo como princípio a garantia do tempo e doespaço para o lúdico, articulado claramente a seusobjetivos de ensino. Partindo do tema geral “Vamosbrincar de reinventar histórias”. vivenciem brincadeiras, jogos e canções que envolvamtradições culturais de sua vivência e de outras gerações; reconheçam as brincadeiras antigas comomanifestações culturais.
  • 8. Para os diferentes componentes curriculares, aprofessora estabeleceu como objetivos:Compreender a funcionalidade da escrita; reconhecer asespecificidades de diferentes gêneros textuais, comopoema e letra de música; ampliar e enriquecer ovocabulário; apropriar-se do Sistema de EscritaAlfabética; produzir trabalhos de arte utilizando alinguagem do desenho e da pintura; participar dediversas situações de intercâmbio social; refletir sobreunidades de medida de tempo: múltiplos do ano, década,século, milênio e sistema monetário; refletir sobre ovalor posicional dos números; resolver situaçõesproblemas.
  • 9. A literatura, o brincar e o aprendera língua e outrosconteúdos curricularesAndrea Tereza Brito Ferreira Ester Calland de Sousa RosaRosinaldaTeles• O ensino da Literatura se opõe ao ensino do componentecurricular História?•É possível aprender os conteúdos do componente curricularLíngua Portuguesa enquanto se lê um conto ou uma poesia?• Ciências, Matemática, Artes estão presentes no acervo de livrosque compõem a biblioteca da escola?•Livro de literatura é brinquedo?
  • 10. O texto literário é um texto para emocionar, para divertir,para dar prazer.Propor que a literatura se integre ao ensino dos diferentescomponentes curriculares não significa reduzir a leitura literáriaa um mero desencadeador temático de algum conteúdo escolare sim aproveitar a densidade e riqueza do acervo literário paraagregar conhecimentos e novos olhares sobre o que está sendoestudado.
  • 11.  Levantamentos de larga escala sobre o perfil do leitorbrasileiro têm revelado que a escola é um espaço importantepara apresentar autores e livros aos estudantes. A presença dos livros de literatura na escola não significaque eles sejam lidos nesse espaço respeitando-se ascaracterísticas e funções de um texto literário.
  • 12. • Uma escolarização adequada da literatura requer aconsideração de que os objetivos de leitura e de estudo de umtexto literário são específicos desse tipo de texto e, por isso,deve privilegiar conhecimentos, habilidades e atitudesnecessários à formação de um bom leitor de literatura.• A análise do gênero textual, dos recursos de expressão e derecriação da realidade, das figuras do autor e do narrador, ainterpretação de analogias e metáforas, a identificação derecursos estilísticos e poéticos, enfim, o “estudo” daquilo que étextual e daquilo que é literário.
  • 13.  No conjunto das obras investigadas, foram identificadosos três modos de integração apontados por Shih e Giorgis(2004): livros nos quais a Matemática serve de base para ahistória, livros nos quais compreender Matemática éessencial para se compreender a história e livros nos quais aMatemática emerge naturalmente da história.
  • 14. Exemplo 1O Quadro a seguir mostra a classificação de alguns livrosque foram apresentados como exemplos.
  • 15.  Exemplo 2: A princesa está chegando conta a mobilizaçãodas pessoas de um vilarejo para arrumar o local onde aprincesaRita ficará hospedada. Como ela é acostumada a utilizarsempre as maiores coisas, a situação fica um pouco maisdifícil. Sob a orientação do avô de Rita, os habitantes dacidade escolhem os objetos maiores e melhores paracompor o seu quarto. Para tanto, medem a área de váriosobjetos retangulares, usando unidades não convencionais esem a utilização de fórmulas.
  • 16. Exemplo 2Na obra observa-se a intenção de ensinarhabilidades matemáticas de medição,principalmente da área de retângulos. Nesteexemplo é importante compreender aMatemática utilizada pelos personagens paraentender a história. Desse modo, nesta obra,tanto a matemática serve de base para ahistória, pois o texto parece ter sido escritopara ensinar tais conteúdos, como énecessário compreender a Matemática paraentender a história.,
  • 17.  Exemplo 3- Com a leitura do livro As três partes, vamosconhecer a história de três figuras geométricas, triângulo,retângulo e trapézio. Geradas a partir da decomposição deum hexágono, que representava uma casa, elas vãocompondo diferentes seres e objetos e vão parar noapartamento de uma senhora, onde a brincadeira continua.
  • 18. Exemplo 3Sem valorização excessiva determinologias, a obra promoveuma exploração inicial das figurasgeométricas.
  • 19.  Exemplo 4: A história da casa que se divide em trêspartes e resolve se transformar em outras coisas, para sódepois voltar a ser casa.Nela percebe-se que a Matemática emerge da históriapor meio das conexões feitas pelo leitor. Os conceitos matemáticos são mobilizados de modo quenão são explícitos.
  • 20. Exemplo 4Nela percebe-se que a Matemáticaemerge da história por meio dasconexões feitas pelo leitor.
  • 21. • Exemplo 5: O livro Brincando com dobraduras, é um livroque nos ensina a criar diversos animais, casas, flores eobjetos.A construção de cada dobradura é explicada por meio dedesenhos e algumas indicações que auxiliam a criança acomeçar a entender a simbologia relativa às dobraduras.Com esse material, a Geometria vira uma diversão, eaprendemos, também, sobre diferentes tipos de papel.
  • 22. Exemplo 5As autoras apontam que na obra“Brincando com dobraduras” é possívelvivenciar a Matemática enquanto serealiza as atividades práticas deconfecção de dobraduras. Nessa ação,a Matemática sai do contexto do textodo livro e passa a integrar-senaturalmente à vida real, por meio damanipulação de papel durante amontagem de dobraduras.
  • 23.  Lima (2012), ao analisar a articulação entre GênerosTextuais e Campos Matemáticos nas obras dos AcervosComplementares aponta as seguintes finalidades para oslivros: auxiliar no processo de alfabetização e de formaçãodo leitor e proporcionar o ensino-aprendizagem deconteúdos curriculares. A alfabetização e a formação do leitor compõem umamesma finalidade.
  • 24. Exemplo 6 : O Livro, Era uma vez um menino travesso buscaexplorar, de forma lúdica, o número no seu significado dequantidade. A obra trabalha, ainda, com algumas representações deum mesmo número (em algarismos hindu-arábicos, porextenso) e apresenta diversos conjuntos com a quantidadeem foco, tanto no rodapé quanto na figura central daspáginas.
  • 25. A partir da história de um garotoque tem muitos amigos, gosta deanimais de estimação e tocaviolino, Era uma vez um meninotravesso busca explorar, de formalúdica, o número no seusignificado de quantidade.
  • 26. Exemplo 7: Livro de culinária “Brinque-book: com ascrianças na cozinha”. aponta a articulação do gênero receitaculinária com o Campo das Grandezas e Medidas.O livro é rico em informações matemáticas,principalmente. Há variedade nas grandezas tratadas e seincluem unidades convencionais e não convencionais,padronizadas e não padronizadas.
  • 27. Exemplo 7Apresentando a arte de cozinhar como algoprazeroso, Brinque-Book com as Crianças naCozinha traz receitas simples e investe naorientação dos cuidados que se deve ter, aopreparar comidas, de modo a evitar acidentese contaminações. O livro é rico em informaçõesmatemáticas, principalmente para o campo degrandezas e medidas. Há variedade nasgrandezas tratadas e se incluem unidadesconvencionais e não convencionais,padronizadas e não padronizadas.
  • 28. No exemplo 8, Lima (2012) discute a partir da receitade Torta Preguiçosa de Maçã que para preparar a receita épreciso saber quais são os ingredientes e as quantidadesnecessárias.Ao utilizar esta receita, é necessário interpretar asinformações contidas no texto para o preparo da receita,mobilizando conhecimentos relativos à estrutura específicado gênero textual e os relativos à Matemática.
  • 29. Exemplo 8É claro que não é o texto em sique assegura tal abordagem. Éna ação planejada peloprofessor, que precisaestabelecer seus objetivos deensino e as metas deaprendizagem para seus alunosque tanto o livro de literaturaquanto outros livros disponíveisem sala de aulapodem compor um programacurricular que tem a ludicidadecomo princípio central.
  • 30. Atividades lúdicas: hora de aprender, hora de avaliar?Andrea Tereza Brito Ferreira, Ester Calland de Sousa Rosa, RosinaldaExiste hora mais séria na escola que a da avaliação? Épossível avaliar as crianças enquanto brincam? A avaliação formativa, busca considerar os diferentespercursos no processo de aprendizagem, privilegiando-se osconhecimentos que os alunos trazem, o que se pretendeaprender, o que os alunos já aprenderam, mas principalmenteo que eles ainda precisam aprender.
  • 31. As provas com respostas objetivas, para terem seus acertosquantificados, dão lugar a diferentes dispositivos didáticos queofereçam informações sobre o andamento do processo deapropriação do conhecimento e podem orientar a açãopedagógica.Funções diagnóstica, processual, descritiva e qualitativa.
  • 32.  A dimensão processual significa que durante todo oprocesso poderão haver (re)orientações do ensino parapossibilitar uma aprendizagem mais efetiva.As funções descritiva e qualitativa têm comoobjetivos descrever o processo de construçãodo conhecimento e analisá-lo com base na qualidade dosavanços conseguidos.
  • 33.  Na perspectiva da avaliação diagnóstica, o erro é vistocomo parte do processo de construção das hipóteses sobreo que os textos representam e revelam do nível deconhecimento sobre a escrita em que os alunos estão,dando possibilidade do professor intervir.
  • 34.  O professor deverá construir diferentes atividades quelevem os alunos a refletirem, por exemplo, que se escrevecom letras e não com números, que uma palavra tem maissílabas que outras, que algumas palavras começam com osmesmos sons, que na grafia de determinadas sílabas coloca-se mais algumas letras que outras etc.
  • 35.  Através dos jogos o professor poderá compreender tambémse o aluno compreende os textos lidos pela professora econsegue apreender o sentido global, se lê textos curtos comautonomia, se demonstra interesse em ler, entre outrashabilidades. Atividades lúdicas, incluem atividades relacionadas adiversas áreas de conhecimento, que podem ser aproveitadascomo ponto de partida para o ensino e consequentementecomo suporte para a avaliação.
  • 36. No entanto, o professor que pretenda utilizar o lúdico emsua sala de aula deve saber que cabe a ele o planejamento, aorganização do ambiente e dos materiais e principalmente terconhecimento de seus alunos (BARROS, 1998). Este deve ter, também, consciência exata da funcionalidademotivadora do lúdico e sua contribuição no desenvolvimentodos seus alunos.
  • 37.  O jogo pode ou não ter objetivos pedagógicos, mas se forusado em sala de aula para fins de ensino é necessário que oprofessor tenha em mente qual(is) conceito(s), qual(is)habilidade(s) e quais procedimentos poderão ser desenvolvidospor meio do jogo e como o mesmo será conduzido(individualmente, ou em grupo, com ou sem uso de recursosauxiliares – como lápis e papel, material manipulativo,calculadora etc), de modo a propiciar melhores condições deaprendizagem e como se dará a avaliação do efeito do jogo noaprendizado.
  • 38. Direitos de aprendizagemde Matemática O ensino da Matemática, assim como o dos demaiscomponentes curriculares, é previsto na Lei 9.394/96. Noartigo, é proposto que é necessário garantir “odesenvolvimento da capacidade de aprender, tendo comomeios básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e docálculo”. Para tal domínio, diferentes conhecimentos ecapacidades devem ser apropriados pelas crianças:
  • 39.  Direitos Gerais de aprendizagem: SinteseNúmeros e operaçõesGeometriaGrandezas e medidasTratamento da informação
  • 40. Lista de Obras dos Acervos Complementares do PNLD2010 e 2013 que favorecem a reflexão sobre conceitosmatemáticos.Sugestões de atividades com os livros citados no caderno doano 3.
  • 41. “A princesinha está chegando”O próprio livro inclui no final um encarte com váriassugestões de atividades que envolvem a relação entre área eperímetro e a utilização de unidades de medida nãopadronizadas.Além disso, explora a relação entre o número que representa amedida e a unidade escolhida. O professor pode, após aleitura, propor que os alunos realizem algumas mediçõesutilizando unidades variadas, registrem em forma de tabela edepois comparem se os números obtidos são iguais oudiferentes e como eles variam em função da unidade escolhida.
  • 42.  No componente curricular Língua Portuguesa, pode-seexplorar, por exemplo, a recontagem da história ou a criaçãode um novo final. O estímulo a que a criança leia o livrotambém é importante, pois a maioria das crianças do terceiroano já podem realizar leitura autônoma e esta obra favorece talprática.
  • 43. Sugestões de leituraPontos de Psicologia do Desenvolvimento.BARROS, Célia da Silva Guimarães. Pontos de Psicologia doDesenvolvimento. São Paulo: Perspectiva, 1998.
  • 44. Jogo, brinquedo, brincadeira e educação.KISHIMOTO, Tizuko Morchida (Org.). Jogo, brinquedo,brincadeira e educação.São Paulo: Cortez, 2005.
  • 45. Sugestões de atividades para osencontros em grupo.

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