Your SlideShare is downloading. ×
  • Like
Modelo de proposta para trabalho pedagógico
Upcoming SlideShare
Loading in...5
×

Thanks for flagging this SlideShare!

Oops! An error has occurred.

×

Now you can save presentations on your phone or tablet

Available for both IPhone and Android

Text the download link to your phone

Standard text messaging rates apply

Modelo de proposta para trabalho pedagógico

  • 29,919 views
Published

 

Published in Education
  • Full Name Full Name Comment goes here.
    Are you sure you want to
    Your message goes here
    Be the first to comment
No Downloads

Views

Total Views
29,919
On SlideShare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
0

Actions

Shares
Downloads
293
Comments
0
Likes
2

Embeds 0

No embeds

Report content

Flagged as inappropriate Flag as inappropriate
Flag as inappropriate

Select your reason for flagging this presentation as inappropriate.

Cancel
    No notes for slide

Transcript

  • 1. MODELO DE PROPOSTA PARA TRABALHO PEDAGÓGICOCOORDENAÇÃO PEDAGÓGICA Proposta Pedagógica apresentada a U.E – unidade escolar como requisito básico para exercer a função de coordenador pedagógico. Professor : Elicio Gomes Lima SÃO PAULO – MAIO 2003
  • 2. APRESENTAÇÃO Essa proposta é um instrumento de trabalho que foi constituído em função deum referencial comum – aprendizagem humana articulada ao processo dodesenvolvimento do conhecimento produzido na educação formal (escola). Neste sentido, a escola nas suas múltiplas dimensões age como mediadora doplanejamento da aprendizagem, exercendo um papel de fundamental importância naorganização dos trabalhos desenvolvidos por indivíduos que a compõem. Como mediadora do processo ensino-aprendizagem sistematizado a escoladesenvolve diversas atividades (ações) através dos mais variados agentes paraviabilizar meios para alcançar esse objetivo, para resolver seus problemas e paraadministrar seus conflitos de natureza político-pedagógico.Agentes que fazem parte da escola: O universo escolar é compartilhado por uma pluralidade de sujeitos queinteragem convergindo, divergindo e confrontando suas ações e opiniões, essessujeitos são: alunos, funcionários, professores, diretores, supervisores, coordenadorespedagógicos, como também Delegacia de ensino e órgãos centrais como assecretárias de educação em âmbito Municipal, Estadual e Federal. Além disso, pais ecomunidades estão inseridos nesse universo da educação. Dessa forma, a escola é uma organização permeada por contradições,conflitos, possibilidades e por interesses circunstancias. No entanto, nessa relação de contrários se estabelece o bom censo que assumeum caráter intencional e sistemático capaz de promover a educação no processo deescolarização exigido pela sociedade através de uma multiplicidade de agênciassociais que perfazem o sistema escolar compreendido com uma rede de escolas e suaestruturação de sustentação.
  • 3. Dentro dessa estrutura de sustentação que é o sistema escolar, as unidadesescolares são micro-cosmos dotadas de necessidades, conflitos e singularidade. Vista a compreender as vivências e experiências que operam no interior dasunidades escolares diagnosticamos pontos críticos do processo ensino-aprendizagem,que levam a elaborar análise própria de cada realidade e possibilita realizar atividadesoperadoras de mudanças e/ou permanências nas unidades escolares. Vejamos:Diagnóstico dos pontos críticos do processo ensino-aprendizagem- Indisciplina, violência e falta de segurança nas escolas;- Baixa freqüência por parte de alguns alunos – excesso de faltas;- Baixo índice de alfabetização;- Repetência em menor grau;- Evasão escolar;- Destruição do patrimônio público – escola;- Falta de interesse individual e coletivo;- Material didático escasso e/ou inexistente;- Falta de laboratórios, bibliotecas, videotecas, salas de leituras e informática;- Pais ausentes dos problemas escolares dos filhos – não participam;- Comunidade não interage participando efetivamente de eventos na escola;
  • 4. - Informações desencontradas e objetivos não definidos claramente;- Corpo integrante na totalidade não assume compromisso com a escola;- Apatia e dispersão nos grupos docentes limitando-se a atuar na sala de aula;- Falta de clareza nos objetivos e projetos político pedagógico;- Inversão de papéis em relação à hierarquia causando insubordinação;- Indisciplina em relação a horários e normas estabelecidas no regimento escolar;- Não há programas para desenvolver trabalhos a nível interdisciplinar e projetos;- Distância entre a comunidade e as atividades da escola – não há integração;- Formação inadequada, ineficiente causando o despreparo de professores;- Ambiente físico muitas vezes não comporta a alunada – pátios, quadras;- Avaliação como método punitivo;- Avaliação compartimentada e conteúdista descolada da totalidade do sujeito;- Ignoram e/ou desprezam as realidades e experiências do cotidiano do aluno;- São pouco exploradas as potencialidades criadoras como: músicas, peças teatrais,trabalhos de campo, eventos esportivos, etc...; Com base no diagnóstico dos pontos críticos e partindo do pressuposto que asunidades escolares são microcosmos com realidades próprias, estás devem construir
  • 5. em uma elaboração que integre suas múltiplas dimensões uma proposta políticopedagógica que atenda suas reais necessidades temporal. Portanto, essa proposta para Coordenação Pedagógica tem como caminhoprincipal (objetivo) promover o crescimento educacional, político e ético parainterferir de forma interativa, dialogal e consciente nas realidades sociais quevinculam a organização do trabalho político pedagógico entre a unidade escolar e acomunidade, construindo assim, a cidadania como está expressa na constituição. E para desenvolvermos nossa proposta com a direção, com os alunos, com ocorpo docente, com os funcionários e com a comunidade circundante, trabalharemoscom diversas capacitações tendo como metodologia a pedagogia de projetos. OBJETIVOS GERAIS- Proporcionar espaço para o diálogo, investigação, reflexão e desenvolvimento depensamento crítico valorizando o desenvolvimento de cada um e do coletivo;- Oportunizar a construção da autonomia, da cooperação, da interdisciplinaridade einstrumentalizar o coletivo para trabalhar temas transversais;- Fomentar a construção de valores éticos, afetivos, espirituais e o compromisso decada um com a educação vivenciando a solidariedade e a justiça social;
  • 6. - Propiciar a integração entre direção, corpo docente, alunos, funcionários,atividades sociais que envolvam a comunidade, o meio ambiente, como tambémestimular eventos sociais e trabalhos em equipe;- Diagnosticar causas de baixa freqüência por parte de alguns alunos, índice derepetências e de evasão escolar, dessa forma buscar meios para resolver o problema;- Contribuir para a formação e para o desenvolvimento do professor organizandocursos, palestras e treinamentos como ferramenta de trabalho para facilitar odesenvolvimento de capacitação como: método de ensino, domínio do conteúdoprogramático, planejamento anual, método de avaliação, uso da informática comoferramenta pedagógica, elaboração de projetos, etc....;- Enfim, zelar pela qualidade do ensino e acompanhar o rendimento escolar dosalunos, indicando os meios para recuperações, adaptações, reclassificações eselecionar com o grupo estratégias e recursos didáticos que requeiram a participaçãopedagógica, bem com avaliar os resultados e aproveitamento dos objetivos propostos;Meios e acompanhamentos Concebemos a educação enquanto processo contínuo, ininterrupto e oprocesso de aprendizagem como construção de conhecimentos, através da interação. Portanto, para atingirmos os objetivos propostos, a coordenação pedagógicarealizará acompanhamentos e avaliações dos resultados obtidos, não se fechando aum único referencial, mas aproveitando as diferentes contribuições construídas no
  • 7. confronto de idéias, das trocas de experiências e da interação de professores com asala de aula como principais interlocutores e estimuladores da autonomia dos sujeitos. Isso, exigirá que o professor- coordenador pedagógico atue no gerenciamentoda proposta, ofereça suportes e forneça orientações as duvídas e as dificuldadesenfrentadas no desenvolvimento das atividades que buscam resultados positivos. Assim, compreendida as funções do professor- Coordenador pedagógico pelocorpo docente, nos encontros semanais de trabalhos (HTPCs) pedagógicos, que seconstituem em práticas que chegam a sala de aula utilizaremos recursos como:- Leitura e discussão de texto de cunho pedagógico, bem como análise einterpretação dos principais documentos que estruturam o sistema político deeducação no Brasil e que consistem a atividade sistematizadora da educação –Constituição - Leis de Diretrizes e Bases – Parâmetros Curriculares Nacionais – etc..;- Propostas de estratégias e ações adaptando-se permanentemente o projeto políticopedagógico da escola as necessidades sociais, políticas, econômicas e motivações dosdocentes e dicentes, como também as necessidades da comunidade circundante –Flexibilidades;- Transmissão de informações da parte da direção no sentido de promover amelhoria na unidade escolar ou resolver problemas latentes;- trabalharmos na elaboração de projetos, eventos e vídeos que promovam oenriquecimento cultural dos indivíduos e do coletivo;
  • 8. - Promovermos meios e organizar trabalhos para avaliação de resultados obtidospelo corpo docente, bem como a participação da direção e dos funcionários, cada umna atribuição de suas funções e na cooperação com o grupo;- Desenvolvermos cursos, palestras, dinâmicas, jogos, eventos, confraternizações etroca de informações entre a direção, corpo docente e funcionários, interferindo paraa unidade escolar funcionar como uma engrenagem, sincronizada e movimentando nomesmo sentido, respeitando as diferenças pela valorização profissional numambiente de trabalho saudável e de qualidade; Enfim, a coordenação pedagógica visará primordialmente oacompanhamento do processo ensino-aprendizagem e o das ações que foramplanejadas para alcançar os objetivos para a melhoria do fazer pedagógico. Além disso, promover as competências e habilidades através de umreferencial teórico-prático, para garantir o respeito à pluralidade cultural, político,étnico e religioso, para que todos possam exercer plenamente sua liberdade deopinião, tentando minimizar as diferenças, os conflitos para estimular o trabalho emequipes e para atingirmos êxito no processo ensino-aprendizagem, contribuindo naformação de sujeitos enquanto cidadãos. Agradecimentos: À todos Aqueles que participaram da análise destaproposta e espero que a mesma tenha atendido a nossas expectativas.
  • 9. REFERENCIAL BIBLIOGRAFIA 1ALVES, Nilda org. O sentido da escola. 2ª ed. – Rio de Janeiro: DP&A, 2000GADOTTI, Moacir. Organização do trabalho na escola. São Paulo: Àtica, 1993HERNÁNDEZ, Fernando. Transgressão e mudança na educação – os projetos detrabalho; trad. Jussara Haubert Rodrigues. – Porto Alegre: Art MED, 1998.MORIN, Edgar. A cabeça bem-feita: repensar a reforma, reformar opensamento; trad. Eloá Jacobina. – 6ª ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2002. . Os sete saberes necessários à educação do futuro; trad. CatarinaEleonora F. da Silva e Jeanne Sawwaya. – 5ª ed. – São Paulo: Cortez; 2002.SOUSA, Paulo Nathanael Pereira de. Como entender e aplicar a nova LDB. – SãoPaulo: Pioneira, 1997.B823p Brasil. Secretaria de Educação Fundamental. - Parâmetros curricularesnacionais : terceiro e quarto ciclos: apresentação dos temas transversais / Secretariade Educação Fundamental. – Brasília : MEC/SEF, 1998.
  • 10. REFERENCIAL BIBLIOGRÁFICO 2BENJAMIN, Walter. Infância em Berlim por Volta de 1900. Obras escolhidas II. Rua de Mão única.2.º ed. São Paulo. , pp 73-142. Brasiliense, 1985.FARACO, C. Alberto e TEZZA, Cristóvão. Práticas de Textos. 8.º ed. São Paulo. Vozes,2001.FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler. 30.º ed. São Paulo, Cortez, 1995FREIRE, Paulo.Pedagogia do Oprimido. 12.º ed. Rio de Janeiro. Paz e Terra, 1983.LIMA, Elicio Gomes. Reflexões Didáticas. São Paulo. Mimeo, 2000.LIMA, Elicio Gomes. Breve Excurso em Thompson e Walter Benjamin. São Paulo. Mimeo.2001.LIMA. Elicio Gomes. Iconografia no livro didático de história: leitura e percepções de alunos doensino fundamental. – Pará de Minas, MG: Virtual Books, 2012. http://pt.scribd.com/doc/94199339LIMA. Elicio Gomes. Pesquisa sobre o livro didático de história: uma introdução ao tema. – Pará deMinas, MG: Virtual Books, 2011. http://pt.scribd.com/doc/94196969LIMA. Elicio Gomes. Para compreender o livro didático através da história da escrita e do livro..– Pará de Minas, MG: Virtual Books, 2012. http://pt.scribd.com/doc/94198335LIMA. Elicio Gomes. Gestão Escolar: Desafios da organização e gestão escolar.http://pt.scribd.com/doc/94971143LIMA. Elicio Gomes. Para compreender o livro didático como objeto de pesquisa. Educação eFronteiras On-Line, Vol. 2, No 4 (2012).http://www.periodicos.ufgd.edu.br/index.php/educação/article/view/1563LIMA, Paulo Gomes. Formação de professores: por uma ressignificação do trabalho- Dourados, MS:Editora da UFGD, 2010.RIOS, Terezinha Azeredo. Ética e competência. 10.º ed. São Paulo, 2001.THOMPSON, E. P. A miséria da teoria. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1981.VIGOTSKI, Lev Semenovich. A formação social da mente: o desenvolvimento dos processospsicológicos superior. 6ª ed. São Paulo: Martins Fontes, 2000.Elicio gomes lima: Mestre em Educação pela UNICAMP – Universidade Estadual de Campinas/SP. Professor convidado doUNASP-EC – Centro Universitário Adventista de São Paulo e docente efetivo da rede pública Estadual e Municipal de SãoPaulo. Contato: elicio.lima@bol.com.br.