ÁFrica

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Esse material foi elaborado como aula apresentada no ensino de jovens e adulto da prefeitura de são Paulo: Educação de jovens e adultos. CIEJA Parelheiros- SP.

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ÁFrica

  1. 1. PROJETO ÁFRICA O CONTINENTE ESQUECIDO Professor: Ms. Elicio Gomes Lima Escola: CIEJA – Parelheiros. Setembro 2006
  2. 2. Chamamos de Continente uma grande massa de terra cercada pelas águas oceânicas. Também podemos nos referir como:Antigo Continente (a África, a Ásia e a Europa)Novo Continente (a América)Novíssimo Continente (a Oceania)
  3. 3. OS CONTINENTESÁFRICA – AMÉRICAS - ASIA – EUROPA – OCEANIA
  4. 4. ÁFRICA É COMPOSTA POR 54 PAÍSES
  5. 5. Você sabia que 25 de Maio é o Dia da África?
  6. 6. Conta uma lenda que estas árvores eram as mais vistosas davegetação criada por Deus... Mas devido à sua extrema vaidade,Deus castigou-as e virou-as ao contrário, daí o seu aspectocaracterístico, parecendo que têm as raízes fora da terra, em lugardos ramos...
  7. 7. Hoje, o Brasil tem a maior população negra fora da África. Na porção superior, o selo mostra parte do mapa do Continente Africano, oGolfo de Benin e um navio negreiro; na porção inferior, o selo mostra os mapas da África e da América do Sul identificando 3 rotas de escravos entre os dois continentes: Benin, Angola e Moçambique.
  8. 8. Dia da África 2005: CICV reafirma seu compromisso com continente africanoNo dia 25 de maio de 2005, o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV)tem o prazer de participar das comemorações do 42o aniversário do Dia daÁfrica, que celebram o estabelecimento, em 1963, em Adis-Abeba, Etiópia, daOrganização da União Africana (OUA), que três anos depois deu lugar à UniãoAfricana (UA).
  9. 9. África NegraO Continente africano limita-se ao Norte pelo Mar Mediterrâneo, ao Oeste pelo OceanoAtlântico e ao Leste pelo Oceano Índico. podemos dividi-lo em duas zonasabsolutamente distintas: o centro-norte é dominado pelo imenso deserto do Saara(8.600.000 de km2), enquanto que o centro-sul, depois de percorrer-se as savanas, éocupado pela floresta tropical africana.Esta separação geográfica também refletiu-se numa separação racial. No Norte docontinente habitam os árabes, os egípcios, os berberes e os tuaregues (sendo queesse dois últimos são os que praticam o comércio transaarino). No centro-sul, aocontrário, habitam mais de 800 etnias negras africanas. Atribui-se ao atraso da Áfricameridional ao isolamento geográfico que a população negra encontrou-se através dosséculos. Afastada do Mediterrâneo - grande centro cultural da Antigüidade - pelodeserto do Saara, e longe dos demais continentes pela dimensão colossal dos doisoceanos, o Atlântico e o Índico. Apartados do resto do mundo, os africanos se viramvítimas de expedições forâneas que lhes devoravam os filhos ao longo da história.Mesmo antes da chegada dos traficantes de escravos europeus, os árabes jápraticavam o comércio negreiro, transportando escravos para a Arábia e para osmercados do Mediterrâneo oriental, para satisfazer as exigências dos sultões e dosxeques. As guerras tribais africanas, por sua vez, favoreciam esse tipo de comércio,visto que a tribo derrotada era vendida aos mercadores.
  10. 10. África Negra O tráfico de escravosDurante os primeiros quatro séculos - do século 15 a metade do 19 - de contato dosnavegantes europeus com o Continente Negro, a África foi vista apenas como uma grandereserva de mão-de-obra escrava, a “madeira de ébano” a ser extraída e exportada peloscomerciantes. Traficantes de quase todas as nacionalidades montaram feitorias nas costasda África. As simples incursões piratas que visavam inicialmente atacar de surpresa do litorale apresar o maior número possível de gente, foi dando lugar a um processo mais elaborado.Os mercadores europeus, com o crescer da procura por mão-de-obra escrava, motivada pelainstalação de colônias agrícolas na América, associaram-se militarmente e financeiramentecom sobas e régulos africanos, que viviam nas costas marítimas, dando-lhes armas, pólvorae cavalos para que afirmassem sua autoridade numa extensão a maior possível. Osprisioneiros das guerras tribais eram encarcerados em “barracões”, em armazéns costeiros,onde ficavam a espera da chegada dos navios tumbeiros ou negreiros que os levariam comocarga humana pelas rotas transatlânticas.Os principais pontos de abastecimento de escravos, pelos menos entre os séculos 17 e 18eram o Senegal, Gâmbia a Costa do Ouro e a Costa dos Escravos. O delta do Níger, oCongo e Angola serão grandes exportadores nos séculos 18 e 19. Quantos escravos foramafinal transportados pelo Atlântico? Há muita divergência entre os historiadores, algunschegaram a projetar 50 milhões, mas R. Curtin (in The Atlantic slave trade: A census, 1969)estima entre 9 a 10 milhões, a metade deles da África Ocidental, sendo que o apogeu dotráfico ocorreu entre 1750 a 1820, quando os traficantes carregaram em média uns 60 mil porano. O tráfico foi o principal responsável pelo vazio demográfico que acometeu a África noséculo 19.
  11. 11. África Negra (colonização, escravidão e independência) O comércio triangularDesta forma inseriram a África Negra no comércio triangular basicamente como fornecedorade mão-de-obra escrava para as colônias americanas e antilhanas. O destino dos barcosnegreiros eram os portos da Jamaica, Baamas, Haiti, Saint- Eustatius, Saba, Saint-Martin,Barbuda e Antigua, Guadalupe, Granada, Trinidad & Tobago, Bonaire, Curaçao e Aruba.Das Antilhas partiam outras levas em direção às Carolinas e à Virgínia nos Estados Unidos.Outras dirigiam-se ao Norte e Nordeste do Brasil, à Bahia e ao Rio de Janeiro. Os escravoseram empregados como “carvão humano” nas grandes plantações de açúcar e tabaco quese espalhavam do Leste brasileiro até as colônias do Sul dos Estados Unidos: do Rio deJaneiro até a Virgínia.Enquanto a Europa importava produtos coloniais, trocava suas manufaturas (armas, pólvora,tecidos, ferros e rum) por mão-de-obra vinda da África. Os escravos eram a moeda com queos europeus pagavam os produtos vindos da América e das Antilhas para não precisardespender os metais preciosos, fundamento de toda a política mercantilista. Tinham pois,sob ponto de vista economico uma dupla função: eram valor de troca (dinheiro) e valor deuso (força de trabalho).
  12. 12. (colonização, escravidão e independência) A luta pela abolição da escravaturaUm dos capítulos mais apaixonantes, polêmicos e gloriosos, da históriamoderna foi o que conduziu à abolição do trafico negreiro e a totalsupressão da escravidão no transcorrer do século 19. A primeira reaçãocontra a escravidão ocorreu no século 18, partindo de uma seitaprotestante radical, os Quakers. Eles consideravam-na um pecado e nãopodiam admitir que um cristão tirasse proveito dela. Enviaram, em 1768, aoparlamento de Londres uma solicitação pedindo o fim do tráfico deescravos. Pouco depois, John Wesley, o fundador do movimentometodista, pregou contra a escravidão (Thoughts upon Slavery, 1774)afirmando que preferia ver a Índias Ocidentais (como eram denominadasas colônias antilhanas inglesas) naufragarem do que manter um sistemaque “violava a justiça, a misericórdia, a verdade”.
  13. 13. Economistas ilustrados também entraram na luta. Tanto os Fisiocratasfranceses como Adam Smith, o pai do capitalismo moderno, (in Wealth os theNations, 1776) afirmaram que a escravidão era deficitária na medida queempregava uma enorme quantidade de capital humano que produzia muitoaquém daquele gerado por homens livres. Viam-na como parte de um sistemade monopólio e privilégio especial, onde um homem desprovido de liberdadenão tinha nenhuma oportunidade de garantir a propriedade do que quer quefosse e que seu interesse em trabalhar era o mínimo possível. Assim aescravidão só podia sobreviver pela violência sistemática do amo sobre ocativo. Anterior a ele, nas colônias americanas, Benjamin Franklin foi oprimeiro homem moderno a submeter a instituição da escravidão a umaanalise contábil, concluindo também que um escravo era muito mais caro doque um trabalhador livre (The Papers of B.Franklin, 1751). Alexis deTocqueville, o grande pensador liberal francês, que visitou os Estados Unidos,deixou páginas memoráveis no seu A Democracia na América, de 1835, aofazer a comparação entre os estados escravistas (povoados por brancosindolentes e negros paupérrimos) e aqueles que mantinham o trabalho livre,ativos e industriosos.
  14. 14. No plano filosófico ela foi repudiada na obra de Montesquieu (L’esprit de les Lois,livro. XV,1748), onde afirmou que “a escravidão, por sua natureza, não é boa: nãoé útil nem ao senhor nem ao escravo: a este porque nada pode fazer de formavirtuosa; aquele porque contrai dos seus escravos toda a sorte de maus hábitos...porque se torna orgulhos, irritável, duro, colérico, voluptuoso e cruel. (...) osescravos são contra o espirito da constituição, só servem para dar aos cidadãosum poder e um luxo que não devem ter.”Mais radical do que ele foi o pensamento de J.J. Rousseau (in Le Contrat Social,1762) para quem “os homens haviam nascido livres e iguais” e que a renuncia daliberdade eqüivalia a renúncia da vida. Como a escravidão repousava sempre aforça bruta “...os escravos não tinham nenhuma obrigação ou dever para com osseus amos”.
  15. 15. África Negra (colonização, escravidão e independência)A partilha da ÁfricaA partir do momento que o continente africano não podia mais fornecer escravos, ointeresse das potências colônias inclinou-se para a sua ocupação territorial. E issodeu-se por dois motivos, O primeiro deles é que ambicionavam explorar as riquezasafricanas, minerais e agrícolas, existentes no hinterland, até então só parcialmenteconhecidas. O segundo deveu-se à competição imperialista cada vez maior entre elas,especialmente após a celebração da unificação da Alemanha, ocorrida em 1871. Porvezes chegou-se a ocupar extensas regiões desérticas, como a França o fez no Saara(chamando-a de França equatorial), apenas para não deixa-las para o adversário.Antes da África ser dominada por funcionários metropolitanos, a região toda havia sidodividida entre várias companhias privadas que tinham concessões de exploração.Assim a Guiné estava entregue a uma companhia escravista francesa. O Congo, porsua vez, era privativo da Companhia para o Comércio e Industria, fundada em 1889,que dividia-o com a companhia Anversoise, de 1892 .O Alto Níger era controlado pelaCompanhia Real do Níger, dos britânicos. A África Oriental estava dividida entre umacompanhia alemã, dirigida por Karl Peters, e uma inglesa, comandada pelo escocêsW.Mackinnon. Cecil Rhodes era o chefe da companhia sul-africana que explorou aatual Zâmbia e Zimbawe, enquanto o rei Leopoldo II da Bélgica autorizava acompanhia de Katanga a explorar o cobre do Congo belga.
  16. 16. DESERTO DO SAARA
  17. 17. União Africana
  18. 18. União Africana (UA)A União Africana foi criada em Durban, em Julho de 2002e reúne todos os países africanos (53), com exceção deMarrocos. Mazimhaka explica que Marrocos queria que oSaara Ocidental, país vizinho, fizesse parte de seuterritório, mas a União Africana apoiou a independência dopaís. Em protesto, Marrocos se retirou do bloco. “Masainda consideramos Marrocos como membro histórico daUnião Africana, apesar da divergência política”.Substitui a Organização de Unidade Africana OUA - 1963
  19. 19. os objetivos da União Africana no Ato Constitutivo, são:Ÿ Obter uma maior unidade e solidariedade entre os países africanos e os povos da África;Ÿ Defender a soberania, integridade territorial e independência de seus Estados-Membros;Ÿ Acelerar a integração política e sócio-econômica do continente;Ÿ Promover e defender as posições comuns africanas em questões de interesse para ocontinente e seus povos;Ÿ Incentivar a cooperação internacional, com a devida consideração à Carta das NaçõesUnidas e à Declaração Universal dos Direitos Humanos;Ÿ Promover a paz, segurança e a estabilidade do continente;Ÿ Promover as instituições e os princípios democráticos, a participação popular e o bomgoverno;Ÿ Promover e proteger os direitos humanos dos povos de acordo com a Carta Africana sobreDireitos Humanos e dos Povos e outros instrumentos pertinentes sobre direitos humanos;Ÿ Estabelecer as condições necessárias que permitem ao continente desempenhar o papel quelhe corresponde na economia global e nas negociações internacionais;Ÿ Promover o desenvolvimento sustentável nas esferas econômicas, sociais e culturais, bemcomo a integração das economias africanas;Ÿ Promover a cooperação em todos os campos de atividade humana para elevar os padrões devida dos povos africanos;Ÿ Coordenar e harmonizar as políticas entre as Comunidades Econômicas Regionaisexistentes e futuras para a consecução gradual dos objetivos da União;Ÿ Incentivar o desenvolvimento do continente, promovendo pesquisa em todos os campos, emparticular, em ciência e tecnologia; eŸ Trabalhar com parceiros internacionais pertinentes para a erradicação de doençaspreveníveis e a promoção da saúde no continente.
  20. 20. PROJETO ÁFRICA O CONTINENTE ESQUECIDO Professor: Elicio Gomes Lima Escola: CIEJA – Parelheiros. Setembro 2006

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