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<ul><li>“ FELIZ DAQUELE QUE TRANSFERE O QUE SABE E APRENDE O QUE ENSINA”  </li></ul><ul><li>Cora Coralina </li></ul><ul><l...
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<ul><li>Todas as relações entre o homem e o meio são mediadas pelas tecnologias vigentes em cada momento histórico, como a...
<ul><li>É imprescindível trazer para dentro da organização escolar, reflexões sobre essa problemática, já que atualmente a...
<ul><li>Trata-se de refundamentar todo o sistema educacional existente em bases como o valoramento do ser humano, redescob...
<ul><li>Esse é o espírito que vivificará o educador do futuro. É do conhecimento de todos que a educação está sendo vilipe...
<ul><li>1.1 O que de fato é ser humano? Não poucas vezes nos deparamos com comportamentos de pessoas que não são nada huma...
<ul><li>Como parte integrante da estrutura tríplice o corpo é de fundamental importância para a existência da pessoa human...
<ul><li>1.2 A alma. É preciso, pois, observar que O corpo do homem não é simplesmente corpo, massa corporal, é corpo anima...
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<ul><li>Depois de tratarmos de sua estrutura podemos agora falar do ser humano como um todo, o ser humano quanto pessoa é ...
<ul><li>2.1Triádica humana: indivíduo / sociedade / espécie. Após termos analisado a estrutura constitutiva do ser humano ...
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<ul><li>Nesta necessidade de sair de si para o outro, se cria às relações intersubjetivas célula da sociedade, já dizia Ar...
<ul><li>A grande novidade que Edgar Morin trás para o ser humano quanto espécie é permitir que suas incapacidades e ou irr...
<ul><li>Analisado as implicações condicionais ao ser humano, indivíduo/sociedade/espécie, chegamos ao núcleo de nosso prop...
<ul><li>O que Morin propõe é na verdade uma revolução paradigmática em toda a esfera do ser humano, sua proposta estabelec...
<ul><li>A educação que anda atrelada ao momento histórico acompanhou esse movimento fragmentário, compartimentalizando o c...
<ul><li>Edgar Morin denomina os sete saberes necessários à educação do futuro, os quatro saberes ou os quatro buracos negr...
<ul><li>   Os quatro pilares:  aprender a ser, aprender a conhecer, aprender a fazer e aprendendo a viver juntos.  </li></...
<ul><li>Tendo, pois apresentado a base para uma revolução antropológica-educacional, algumas considerações finais se fazem...
<ul><li>  </li></ul><ul><li>Presenciamos um momento muito importante em nosso país, o da demanda por educação, que, ao cre...
<ul><li>Nessa concepção a educação deve contribuir para o desenvolvimento total da pessoa, espírito e corpo, inteligência,...
<ul><li>  </li></ul><ul><li>Este tipo de aprendizagem que visa nem tanto a aquisição de um repertório de saberes codificad...
<ul><li>Aprender para conhecer supõe, antes de tudo, aprender a aprender, exercitando a atenção, a memória e o pensamento....
<ul><li>  </li></ul><ul><li>Aprender a conhecer e aprender a fazer são, em larga medida, indissociáveis. Mas a segunda apr...
<ul><li>  </li></ul><ul><li>Sem dúvida, esta aprendizagem representa, hoje em dia, um dos maiores desafios da educação. O ...
<ul><li>Os sistemas educativos formais, tendem a privilegiar o acesso ao conhecimento em detrimento de outras formas de ap...
<ul><li>BELLO, Angela Ales. A fenomenologia do ser humano. Tradução de Antonio Angonese. Bauru, SP: EDUSC, 2000. GARCIA, J...
<ul><li>LEITE,Gisele. História da ética. Disponível em http://recantodasletras.uol.com.br/textosjuridicos /504357> Acesso ...
<ul><li>  </li></ul><ul><li>DELORS, Jacques (Coord.). Os quatro pilares da educação. In:  Educação: um tesouro a descobrir...
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  • SEMIÁRIO VIRTUAL PUC – GRUPO B
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    1. 1. <ul><li>“ FELIZ DAQUELE QUE TRANSFERE O QUE SABE E APRENDE O QUE ENSINA” </li></ul><ul><li>Cora Coralina </li></ul><ul><li>Com o advento da chamamos “Sociedade da Informação” - uma série de transformações econômicas e sociais de grande impacto tem ocorrido, é uma marca do século XX que se inicia. Uma das mais significativas conseqüências do surgimento da Sociedade da Informação é a generalização aplicação das novas tecnologias de informação e comunicação, comunicação essa que se dá em múltiplas formas. O Ambiente Virtual de Aprendizagem é um desses meios de interação que se fortalece proporcionando aprendizagens de ponta a ponta. </li></ul><ul><li>Um ambiente em que professor e aluno são “ aprendentes ”. </li></ul><ul><li>Convidamos então, aos colegas educadores a fazerem parte deste importante momento de estudo e aprendizagem . </li></ul><ul><li>Equipe- B </li></ul>
    2. 2. <ul><li>Componentes: </li></ul><ul><li>Aparecida Borralho Dias de Carvalho </li></ul><ul><li>Celcilei Gonçalves de Oliveira </li></ul><ul><li>Eleniuda Ferreira Martins </li></ul><ul><li>Elisângela Lopes de Lima </li></ul><ul><li>Huriedes Vidor Fracaro </li></ul><ul><li>Jorge Souza de Jesus </li></ul><ul><li>Leani Evangelista de Bom Jesus </li></ul><ul><li>Lucimar de Araujo Magalhães </li></ul><ul><li>Márcia Regina Gobatto </li></ul><ul><li>Silvia Maria de Araujo Santos </li></ul><ul><li>Viviane Gomes Dias </li></ul><ul><li>  </li></ul>
    3. 3. <ul><li>Todas as relações entre o homem e o meio são mediadas pelas tecnologias vigentes em cada momento histórico, como a revolução agrária ou a industrial. A idéia original foi utilizar as tecnologias com o objetivo de mediar as relações humanas com a natureza para proporcionar melhorias no bem estar coletivo. Porém na revolução industrial, o uso das tecnologias assumiu conotações mais fortes, ocasionando maiores conflitos com a natureza e com o próprio ser humano, causando distâncias irreparáveis entre as classes sociais, sejam econômicas e/ou sociais. </li></ul><ul><li>Assim a sociedade atual foi sendo caracterizada por sua compressão do tempo e do espaço, os quais viabilizam o rápido avanço da globalização econômica, que potencializa cada vez mais a separação entre os que têm acesso aos bens produzidos por esse modelo sócio-econômico daqueles que estão à margem desse processo. </li></ul><ul><li>Neste sentido, não podemos aprofundar a discussão sem buscar um maior entendimento sobre as relações entre os avanços tecnológicos e o modelo social e econômico vigente. Assim é necessária a abertura de um espaço para debates em torno da ciência e do papel determinante da economia, da distribuição do poder, da religião e da cultura nas sociedades atuais. </li></ul><ul><li>A educação deve buscar diminuir o fosso existente entre uma parcela da população que domina os conceitos científicos e uma grande maioria que passa ao largo de toda e qualquer discussão científica, além de capacitar os estudantes para a reflexão sobre as questões sociais geradas pela ciência e pela tecnologia, levando-os a exigir posições e explicações dos diversos atores que intervêm no debate social sobre ciência e tecnologia, de maneira que a informação recebida se converta em critério para consolidar sua própria opinião. </li></ul>
    4. 4. <ul><li>É imprescindível trazer para dentro da organização escolar, reflexões sobre essa problemática, já que atualmente as tecnologias são utilizadas sem maiores preocupações com suas verdadeiras possibilidades pedagógicas, limitações e riscos associados a esses usos. Inicialmente, é importante ter claro que tanto as TIC como as outras tecnologias não são neutras nem são criadas, em princípio, com fins educativos. Na verdade, são desenvolvidas para cumprir outros fins na sociedade e, desde o âmbito educativo, tentamos nos apropriar dessas tecnologias incorporando-as aos processos educacionais. </li></ul><ul><li>Existe na atual sociedade um desmedido consumo dessas tecnologias porque, em geral, não existe consciência sobre as funções que elas cumprem no modelo econômico-social vigente. Isso se torna mais grave ainda quando essa falta de compreensão ocorre no campo educativo, responsável pela formação dos cidadãos para uma profissão e para a participação social, política e cultural, para o lazer e o ócio, enfim para a cidadania. </li></ul><ul><li>Numa realidade de crise globalizada, como a nossa, que perpassa culturas diversas, estruturas sociais, entre outros aspectos que poderíamos elencar, e que não se restringem às questões econômicas, estes na verdade são indicadores de uma crise maior que marca o homem hodierno, nos referimos à questão ética. As reflexões que chegaram a nós como herança do séc. XX do distanciamento da essência humana, de uma compartimentalização não só do conhecimento, bem como, daquilo que o homem tem por constitutivo, sua consciência existente, nos coloca questões de como enfrentar tal problemática existencial para que a espécie humana tenha condição de preservar-se. As reflexões de Edgar Morin são de uma vitalidade que enriqueceram e abriu em meio à crise uma possibilidade de construção capaz de respondermos as questões a nós e por nós impostas. A base de sua reflexão, que pode até parecer por demais simples, está na redescoberta da antropologia não mais cartesiana, agora o homem será visto como sempre foi, um todo. Foi preciso chegar ao séc. XXI para torná-la explícita e assim gerar certa revolução em toda educação e consequentemente em nossa sociedade. </li></ul>
    5. 5. <ul><li>Trata-se de refundamentar todo o sistema educacional existente em bases como o valoramento do ser humano, redescobrir o que de fato é ser da espécie humana quais implicações este fato nos coloca, bem como possibilitar a construção de uma ética voltada para o ser vivente, empático e todas estas realidades devem ser desenvolvidas na e pela educação. Daí o conteúdo do presente artigo restringir-se ao fundamento da essência humana e de suas ações, a ética, para um possível despertar do ser humano. Por meio dele compreenderemos que estamos na aurora de um novo tempo capaz de vivenciarmos de tal maneira e de irradiarmos nosso ente para além de nossa existência biológica, terrena, e de fazer acontecer à história da humanidade como aqueles que viveram em plenitude seu ser humano. Neste contexto a educação para o séc. XXI deve está orientada para a antropo-ética paradigma fundante de uma nova sociedade, onde Homens conhecedores de suas identidades humanas optam pelo que é humano, pela solidariedade empática que estabelece ligação com o outro igual e diferente a mim. Por isso, Todo trabalho educativo é oferecer em tempo e lugar adequado os meios necessários para incentivar o formando à atividade, preveni-la, prepará-la, sem violentar a liberdade. O educador humano precisa esforçar-se, ter métodos, técnicas, recursos vários, pois sua missão é desperta no outro, o desejo de aperfeiçoamento. </li></ul>
    6. 6. <ul><li>Esse é o espírito que vivificará o educador do futuro. É do conhecimento de todos que a educação está sendo vilipendiada de tantas formas em nosso país, carecemos de políticas públicas que viabilize condições dignas, contudo ainda mais sério é o descrédito por parte de inúmeros professores com relação à educação. É preciso apostar na educação, acreditar que um jeito novo é possível, esses seres humanos em formação que passa por minhas aulas precisam encontrar essa luz do novo, eles precisam saber e sentir que são valorizados por sua condição humana e mesmo que por diversos motivos não tenham as mesmas condições econômicas, mas antes de tudo são portadores de transcendência, podem ir além, são capazes de reescrever sua própria história. Para uma nova sociedade humanizada, como ansiamos não nos é mais permitido um sistema educacional que não tenha por base a empatia, fundamento constitutivo da relação aluno versos professor, é preciso que se estabeleça uma relação amistosa que vá além da minha sala de aula, bem como em sala de aula é necessário que todo preconceito seja trabalhado que sejam formadas pequenas células sociais que tenham condições de trabalharem em conjunto onde haja respeito recíproco, não pelo simples fato de ser professor, mas por que sou um ser humano, pessoa humana, tão pessoa humana como aquele para o qual contribuo com a sua formação para a plenificação de sua pessoa humana. </li></ul>
    7. 7. <ul><li>1.1 O que de fato é ser humano? Não poucas vezes nos deparamos com comportamentos de pessoas que não são nada humanos, para contatar basta uma rápida parada em frente ao televisor que nos possibilitará visualizar a realidade atual. Mas, o que nos diferencia dos animais? Para podermos fazer esta reconstrução devemos analisar a estrutura que constitui o ser humano, que é diferente de tudo o que existe. O que de fato é ser humano? Hoje tornou-se uma pergunta sufocada, latente. O ser humano enquanto constituição ao nível antropológico filosófico possui uma tríplice estrutura corpo-alma-espírito e sua auto-realização consiste na harmonização destes três elementos, por isso devemos resgatar conceitos deixados no esquecimento sobre o que de fato é o homem e de que forma ele é constituído pessoa humana, ser vivente. </li></ul>
    8. 8. <ul><li>Como parte integrante da estrutura tríplice o corpo é de fundamental importância para a existência da pessoa humana; é preciso que haja uma metanóia em relação a significação do corpo, “eu não tenho corpo” mas, “eu sou meu corpo” tudo que se passa com essa estrutura é sentido pelo ser vivente, por isso não pode ser descartado como mero objeto. A realização interpessoal se dá por meio do corpo, a matéria é por sua vez revestida de humanidade e é o que possibilita expressar-se, ter uma relação com o mundo exterior. Quando um sujeito sorrir não é simplesmente a musculatura facial que se movimenta, é um ser humano que expressa seu sentimento através do seu corpo. Há uma profunda unidade entre o corpo e a parte interior, de fácil observação também é a multiplicidade de doenças psicossomáticas que nada mais são que patologias corpóreas iniciadas pelo interior da pessoa, interior entenda-se parte psíquica. A categoria da corporalidade passa a ser, assim, o primeiro momento do movimento dialético que leva adiante o discurso da Antropologia Filosófica. Nele a realidade do corpo enquanto humano é afirmada como constitutiva da essência do homem, isto é, como afirmável do seu ser, de modo a que possa estabelecer uma correspondência conceptual entre ser-homem e ser-corpo. Portanto o corpo representa a transição de um sujeito para o mundo, condição de apropriação do mundo potencialização de transformá-lo, garantindo um ponto de vista do mundo, efetivando os orgãos do sentido. Eu, através do corpo, posso abre-me em direção ao mundo constituindo meu espaço minha realização como ser vivente. </li></ul>
    9. 9. <ul><li>1.2 A alma. É preciso, pois, observar que O corpo do homem não é simplesmente corpo, massa corporal, é corpo animado... O homem tem alma e esta se manifesta, não só nos atos vitais, que exerce a semelhança dos animais, mas também nesse mundo interior como o centro vivente para onde tudo tende e do qual tudo parte. A diferenciação homem-animal, que não nega certos paralelismos encontrados se dá pela correta compreensão da alma sensitiva e da alma espiritual: É possível, portanto, detectar na esfera vital dois níveis, um sensível (sinnlich) e outro espiritual (geistig). Por um lado eles estão conexos de forma tal que a força espiritual é condicionada por aquela sensível – normalmente, de fato, a vivacidade do espírito desaparece com o cansaço do corpo – por outro lado, podemos constatar também a independência dos dois momentos – por exemplo, reconheço o valor de uma obra de arte, mas sou incapaz de sentir entusiasmo. O ser humano vive aqui a liberdade; essa é a essência de sua pessoa, aquilo que os caracteriza como seres intelectivos, capazes e humanos no sentido mais genuíno. Dessa maneira, a alma é o princípio de unidade do corpo humano. Ela e o corpo não são dois seres distintos; mas princípios distintos do mesmo ser. A alma constitui um “espaço interior no qual o eu se move livremente”. Segundo Stein o interior é o ‘lugar’ onde a alma é a possessão de si mesmo tornando o eu consciente e livre para decidir suas ações isto quer dizer que, a ação humana tem responsabilidade no seu autor daí a importância de uma formação integral fazer do ser humano consciente de suas potencialidades, de suas obrigações como pessoa humana. </li></ul>
    10. 10. <ul><li>O espírito sendo constitutivo das categorias antropológicas “revela uma estrutura ontológica não mais ligada à contingência e ao finito (como o somático e o psíquico)” . O ser humano transcende sua própria estrutura material e psíquica, uma vez descobridor de sua potencialidade o ser humano está em contínuo vir-a-ser, ele vai além de sua estrutura material participando da infinitude que constitui o espírito, o ser humano é e estar em constante desenvolvimento interior e exterior, uma vez na caverna, ontem na lua, amanhã quem poderá segurá-lo? Apesar de todo esse desenvolvimento não só tecnológico é preciso que a humanidade não perca de vista seu fim último que é sua plenificação quanto ser humano não só formado de capacidades intelectivas, mas não menos importante seus sentimentos devem fazer parte desse desenvolvimento. Existe uma articulação entre a sensação possibilitada pela alma e a intelecção que codifica a sensação. Um animal ele pode sentir medo, mas jamais saberá que sentiu medo, o homem sente medo e sabe que está sentindo medo, sabe o que é o medo e sabe identificar quando um animal está com medo. Só o espírito que possibilita tal compreensão fazendo do ato humano um ato espiritual, que tem por base sua presença no mundo exterior e a presença do mundo interior é essa síntese que unifica a estrutura antropológica do homem. Caracteriza-se a presença do homem segundo o espírito como presença espiritual, ou seja, estruturalmente uma presença reflexiva. Esta reflexividade é própria do espírito e não tem lugar nem no somático, nem no psíquico. (...) A presença espiritual como presença reflexiva confere à linguagem sua forma especificamente humana de manifestação. . </li></ul>
    11. 11. <ul><li>Depois de tratarmos de sua estrutura podemos agora falar do ser humano como um todo, o ser humano quanto pessoa é o ser que se plenifica ele é, e se faz. Possuidor de uma interioridade que anseia pela transcendência, capaz de um autoconhecimento, marcado pela liberdade, possuidor do seu eu, que busca a felicidade, felicidade que é anseio de todo ser humano e que comumente confundido com a sensação de alegria, a alegria é um momento de liberações de emoções produzidas por mecanismos psíquicos que em sua essência não coincidem com a felicidade esta por sua vez “vinculada à procura do bem supremo e da virtude” . O fato de ser pessoa é o que constitui sua dignidade mesmo que esta, por diversos motivos utilizando mal sua liberdade, não queira sua plenificação ou sua humanização. Em sua essência ele está aberto ao que é nobre, a atos heróicos, criativos, à construção de relações intersubjetivas, capaz de doar-se por uma causa. O ser humano comporta em si um mistério, um enigma de luzes e sombras, complexo não só em sua unicidade bem como em sua universalidade. Como nos diz Edgar Morin: O ser humano é um ser racional e irracional, capaz de medida e desmedida; sujeito de afetividade intensa e instável. Sorri, ri, chora, mas sabe também conhecer com objetividade; é sério e calculista, mas também ansioso, angustiado, gozador, ébrio, estático; é um ser de violência e de ternura, de amor e de ódio; é consciente da morte, mas que não pode crer nela; que secreta o mito e a magia, mas também a ciência e a filosofia ; que é possuído pelos deuses e pelas Idéias, mas que duvida dos deuses e critica as Idéias; nutre-se dos conhecimentos comprovados, mas também de ilusões e de quimeras.’ </li></ul>
    12. 12. <ul><li>2.1Triádica humana: indivíduo / sociedade / espécie. Após termos analisado a estrutura constitutiva do ser humano passemos a refletir sobre as implicações provenientes do fato de ser humano. Utilizando o esquema triádico, Morin, tenta restabelecer a consciência da interação entre indivíduo/sociedade/espécie numa complementariedade, que visa salvaguardar a espécie humana. “No nível antropológico, a sociedade vive para o indivíduo, o qual vive para a sociedade; a sociedade e o indivíduo vivem para a espécie, que vive para o indivíduo e para a sociedade (...) e são as interações entre indivíduos que permitem a perpetuação da cultura e a auto-organização da sociedade.” Como vimos o ser humano é constituído um ser de relação consigo mesmo, com o outro, e com a totalidade de sua significação. Analisar o ser humano em sua complexidade, em seus diversos atos de existência nos possibilita caracterizar suas ações, bem como, projetar sob bases sólidas uma prospectiva que possibilitem uma formação capaz de corresponder de maneira satisfatória essa gama de diferenças que a princípio possa parecer um fator negativo, mas é o que justamente faz o ser humano. Partiremos para um mergulho mais denso nessa tentativa de estabelecer a pessoa humana numa antropo-ética que visa à educação do futuro. </li></ul>
    13. 13. <ul><li>Em sua análise, Edgar Morin percebe que “todo desenvolvimento verdadeiramente humano significa o desenvolvimento conjunto das autonomias individuais, das participações comunitárias e do sentimento de pertencer à espécie humana.” Ora, percebendo que o ser humano possui diferenças nítidas em relação ao seu par faz-se então necessário à salvaguarda da unicidade, pois, todo e qualquer ser humano é único, importante, sua essência humana depositada em sua existência tem as mesmas características básicas que o eu mesmo, portanto, daquilo que a mim difere deve ser visto como enriquecimento da espécie a qual o ser humano pertence. Autonomia, nesse novo paradigma, é compreendida como conscientização de minha pertença não só a mim mesmo, mas a um grupo maior do qual também sou co-responsável, sendo assim, a efetivação da liberdade sempre estará em vista de um bem coletivo. Não há perca de autonomia, de liberdade, da individuação, há sim um desenvolvimento de tudo aquilo que compõe o ser humano suas capacidades, sua própria essência que faz um apelo ao outro “O individuo humano sozinho é uma abstração. Sua existência é existência no mundo, sua vida é vida em comum.” </li></ul>
    14. 14. <ul><li>Nesta necessidade de sair de si para o outro, se cria às relações intersubjetivas célula da sociedade, já dizia Aristóteles: “o homem é por natureza um animal político” , podemos dizer, um ser social. A sociedade é organizada a partir dos indivíduos, sociedade como tal é abstrata, quem é a sociedade? Qual o perfil da sociedade? Como a sociedade esta organizada? Tantas e tantas outras questões poderíamos levantar, contudo a resposta só será dada se nos voltarmos para o indivíduo. Quando por algum fator detectamos que a sociedade não vai bem, o que queremos dizer é que há indivíduos que não estão bem, é lamentável a distinção simplista que com muita naturalidade fazemos da sociedade e do eu, do individuo igual a mim, ser humano como eu, de igual dignidade, porém, nem sempre de iguais condições de desenvolvimento, conseguimos nos distanciar daquilo que nos é intrínseco. O ser humano traz em si a necessidade de organiza-se, toda ação humana requer uma estrutura, seja no campo familiar, profissional, amistosa, somos levados a uma estruturação em alguns casos simples, em outros complexas, mas sempre ela se faz presente. É preciso que se diga que toda ação individual trás um ônus e um bônus social, Morin deixa claro a necessidade da conscientização dessa interligação. (...) É apropriado conceber a unidade que assegure e favoreça a diversidade, a diversidade que se inscreve na unidade. (...) O ser humano é ao mesmo tempo singular e múltiplo. Dissemos que todo ser humano, tal como o ponto de um holograma, traz em si o cosmo. Devemos ver também que todo ser, mesmo aquele fechado na mais banal das vidas, constitui ele próprio um cosmo. </li></ul>
    15. 15. <ul><li>A grande novidade que Edgar Morin trás para o ser humano quanto espécie é permitir que suas incapacidades e ou irracionalidade passe agora a ser vista de forma conjunta com a racionalidade e as capacidades, o ser humano do séc. XX era pensado nos parâmetros de uma visão unilateral racionalista, tecnicista, utilitarista. Com certeza o homem é todas essas classificações, contudo, ele é muito mais, ele consegue ir além, a espécie humana comporta dualidades opostas dentro de suas possibilidades de concretizar sua existência. O homem racional é também afetuoso, sua projeção humorística trás em si uma timidez, seu afinco de auto-realização no labor é o mesmo quando se entrega ao lúdico. Essa conscientização nos aproxima do que realmente consiste a espécie humana, Morin com sua teorização possibilitar um melhor conhecimento do que é de fato a espécie humana formada por indivíduos complexos “somos seres infantis, neuróticos, delirantes e também racionais. Tudo isso constitui o estofo propriamente humano.” Sob este prisma o erro, tão temido pelos humanos tem seu lugar com a maior naturalidade, não como algo a ser buscado desejado, mas como condição da espécie humana que em sua existência não é absoluta. Por mais absurda que possa parecer para nossa mentalidade atual à tomada de consciência da possibilidade que podemos errar nos humaniza, essa conscientização tem o poder de nos igualar quanto seres humanos. Quantas tragédias históricas entre países ou até mesmo familiares pela falta de sensatez em reconhecer sua condição de ser humano e por isso falho. Acredito que essa mentalidade traz certa tranqüilidade ao homem moderno stressado em querer sempre está certo e com a razão em tudo, não se permitindo como ser humano ser passível a falhas, é um emsoberbamento da razão em detrimento a sua constituição intrínseca de ser humano. </li></ul>
    16. 16. <ul><li>Analisado as implicações condicionais ao ser humano, indivíduo/sociedade/espécie, chegamos ao núcleo de nosso propósito, a questão ética. Ora, os elementos acima trabalhados desembocam na necessidade de uma estruturação ética entendida como ciência do ethos, mas, que vem a ser o ethos? Na acepção do termo, ethos exprime algo duradouro que regula os atos do ser humano, não se trata de uma lei imposta de fora ou de cima, antes, é algo que atua dentro do ser humano, uma forma interna, uma atitude de alma constante, aquilo que a escolástica chama de hábito. Tais atitudes constantes da alma conferem à variedade de comportamentos uma determinada marca homogênia, e é através dessa marca que eles se manifestam externamente. Desde a filosofia clássica havia uma preocupação com o agir humano, com a ética, até então travou-se várias lutas teóricas para construção de uma ética universal, já que para sua efetivação faz-se necessário uma base comum universal . Para Edgar Morin a ética do séc. XXI está alicerçada na compreensão “a ética da compreensão é a arte de viver que nos demanda, em primeiro lugar, compreender de modo desinteresado. Demanda grande esforço, pois não pode esperar nenhuma reciprocidade” . Essa percepção, só poderá existir munida de uma mudança de mentalidade, criar no ser humano uma prática de introspecção do auto-exame; uma conscientização da complexidade humana, numa abertura subjetiva empática e na interiorização da tolerância. “Desde então, a ética propriamente humana, ou seja, a antropo-ética deve ser considerada como a ética da cadeia de três termos: indivíduo/sociedade/espécie, de onde emerge nossa consciência e nosso espírito propriamente humano.” </li></ul>
    17. 17. <ul><li>O que Morin propõe é na verdade uma revolução paradigmática em toda a esfera do ser humano, sua proposta estabelece a revolução antropológica pós-moderna. O homem, agora consciente de seu todo, aberto ao diferente, passa a assumir o trabalho de humanização da humanidade, alcançando a unidade na diversidade por meio da solidariedade da compreensão respeitando no outro a diferença e a identidade. Conforme Morin, A antropo-ética compreende, assim, a esperança na completude da humanidade, como consciência e cidadania planetária. Compreende, por conseguinte, como toda ética, aspiração e verdade, mas também aposta no incerto. Ela é consciência individual além da individualidade. Todo esse processo culminará na democracia que para ele não é um simples regime político, “é a regeneração contínua de uma cadeia complexa e retroativa: os cidadãos produzem a democracia que produz cidadãos.” </li></ul>
    18. 18. <ul><li>A educação que anda atrelada ao momento histórico acompanhou esse movimento fragmentário, compartimentalizando o conhecimento e a forma de transmissão, naquele momento o importante para o ensino era tudo aquilo que dizia respeito à razão, claro que temos ai um tipo de compreensão antropológica positivista, unilateral. A educação que Edgar Morin delineia restabelece o conhecimento de forma integral vendo na educação a possibilidade de plenificação do ser humano em sua complexidade. A transdisciplinariedade como ferramenta eficiente para esse processo, passa agora a ser cada vez mais teorizada permeando, assim, o antigo e fadado sistema educacional. O centro da ensinagem agora é o próprio ser humano “desse modo, a condição humana deveria ser o objeto essencial de todo o ensino” . Capacitando o ser humano a vivenciar aquilo que temos de mais real que é a incerteza, sair do determinismo, é preciso esperar o inesperado , torna-se função do educador está na vanguarda desse processo, de estar à frente das incertezas. Por ser inovador requer ousadia, destemor, coragem de acreditar na educação e no ser humano, e em suas capacidades. É preciso criar novos meios de transmissão do ensinamento sem polarização entre responsabilidade do professor, como era antes e nem responsabilidade do aluno, como é hoje. Percebe-se uma rixa nesse comportamento que só vem a prejudicar como já vimos acima, os dois tanto aluno como professor querem estar com a razão nessa intriga quem perde é a educação. Em meio às crises econômicas, culturais, de valores e de tantas outras, desponta como um alvorecer em meio às trevas, a educação, sem devaneios, muito menos arroubos de professor no início de carreira, Edgar Morin descreve uma reestruturação no sistema educacional, ele esclarece que é um labor a ser desenvolvido, árduo, um processo lento. O Morin, em sua obra “Os sete saberes necessários à educação do futuro” traça um plano educacional, o passo a passo para construção de uma sociedade mais humana, “cabe à educação do futuro cuidar para que a idéia de unidade da espécie humana não apague a idéia de diversidade e que a da diversidade não apague a da unidade.” </li></ul>
    19. 19. <ul><li>Edgar Morin denomina os sete saberes necessários à educação do futuro, os quatro saberes ou os quatro buracos negros da educação que a nos compete: </li></ul><ul><li>Ensinar a Condição Humana; - Enfrentar as Incertezas; - Ensinar a compreensão e – A ética do gênero humano. </li></ul><ul><li>Ensinar a condição humana, os alunos precisam conhecer a unidade e a diversidade do ser humano que estão presentes em muitas disciplinas como ciências naturais, ciências humanas, literatura e filosofia, este tema deve ser relevante no sistema de ensino. </li></ul><ul><li>Enfrentar as incertezas, segundo o autor, a incerteza é uma incitação à coragem. Por isso, é importante repassar experiências que não funcionaram ou tomaram outro rumo, ou seja com resultado não esperado. Pois o inesperado aconteceu, acontece e acontecerá, porque não temos certeza nenhuma do futuro. </li></ul><ul><li>Ensinar a compreensão humana significa compreender os outros e a si mesmo através de observação, autoavaliação, pois o mundo está cada vez mais devastado pela incompreensão. </li></ul><ul><li>A ética do gênero humano, também chamado de antropo-ético deve ser integrada em uma disciplina para o ser humano desenvolver ao mesmo tempo, a ética, a autonomia pessoal e a participação social. </li></ul><ul><li>                               </li></ul>
    20. 20. <ul><li>  Os quatro pilares: aprender a ser, aprender a conhecer, aprender a fazer e aprendendo a viver juntos. </li></ul><ul><li>    Aprender a ser: a educação deve proporcionar a todos os seres humanos e liberdade de pensamento, discernimento, sentimentos e imaginação de que precisam para desenvolver seus talentos e serem donos do seu próprio destino. </li></ul><ul><li>                Aprender a conhecer: pretende que cada um aprenda a compreender o mundo que o rodeia para viver com dignidade para desenvolver suas capacidades profissionais e comunicativas. </li></ul><ul><li>                Aprender a fazer: adquirir competências que tornem apta para enfrentar a vida social e profissional, e também a trabalhar em equipe. </li></ul><ul><li>                Aprendendo a viver juntos: é um dos maiores desafios da educação, pois desenvolver a compreensão do outro e priorizar a compreensão mútua d da paz, não é tarefa fácil. </li></ul>
    21. 21. <ul><li>Tendo, pois apresentado a base para uma revolução antropológica-educacional, algumas considerações finais se fazem necessárias. Cremos ter abordado de maneira suficientemente clara a proposta de Edgar Morin para a compreensão de uma ética do gênero humano como saber necessário para educação do futuro. Em sua essência o ser humano é complexo e complementar, com características diferentes, mas de igual dignidade. Por isso, a atitude mais condizente não é certamente a de uma luta que perpassa culturas, gerações. O ser humano capaz de uma antropo-ética é um ser maravilhoso do qual dependem a harmonia e a humanização da sociedade. Assim, este artigo vem ser também, uma forma de encorajar a todos da espécie humana de maneira especial aos marcados pela missão educacional a viverem aquilo que têm por essência, sua humanização. A humanidade precisa de homens e mulheres que optem por sua plenificação e o caminho está na educação, pela educação nesta prospectiva esperamos os efeitos da mais genuína caracterização humana: o amor maduro e incondicional, a capacidade afetiva e a empatia traços peculiares que nos diferencia de tudo aquilo que não é humano. A marca indelével dos seres humanos é a busca por uma sociedade mais humana, e a força das verdades encontradas pode animar não somente a nossa, mas também gerações futuras. Deixemos, pois que o sopro vivificante da verdade, inspirado pela educação com a reflexão da antropo-ética pensada por Edgar Morin, possa nos aquecer, animar nossa existência de educadores que busca juntamente com ele um meio de nos plenificarmos como pessoa humana. Tornemo-nos fachos, que por onde passam, aquecem o gélido quinhão a nossa sociedade herdada. A vivacidade de nossa humanidade, sejamos homens ou mulheres, está como brasas escondidas, ela existe, pois é obra do Espírito que está vivo e não morre. </li></ul>
    22. 22. <ul><li>  </li></ul><ul><li>Presenciamos um momento muito importante em nosso país, o da demanda por educação, que, ao crescer, faz com que sociedade e instituições, movimentem-se em busca de uma educação de qualidade. </li></ul><ul><li>Jacques Delors, aborda de forma bastante didática e com muita propriedade os quatro pilares de uma educação para o século XXI, associando-os e identificando-os com algumas máximas da Pedagogia prospectiva, e subsidia o trabalho de pessoas comprometidas a buscar uma educação de qualidade. Segundo Delors (1996 p.89), “a educação cabe fornecer, de algum modo, os mapas de um mundo complexo e constantemente agitado e, ao mesmo tempo, a bússola que permite navegar através dele”. </li></ul><ul><li>Nessa concepção Delors define o Aprender a ser – como a capacidade fundamental de desenvolver sensibilidade, sentido ético e estético, responsabilidade pessoal, pensamento autônomo e crítico, imaginação, criatividade, iniciativa e desenvolvimento integral da pessoa em relação à inteligência. A aprendizagem precisa ser integral não negligenciando nenhuma das potencialidades de cada indivíduo. </li></ul><ul><li>Cabe à educação preparar não para a sociedade do presente, mas criar um referencial de valores e de meios para compreender e atuar em sociedades que dificilmente imaginamos como serão. Este pilar significa que a educação tem como papel essencial &quot;conferir a todos os seres humanos a liberdade de pensamento, discernimento, sentimentos e imaginação de que necessitam para desenvolver os seus talentos e permanecerem, tanto quanto possível, donos do seu próprio destino&quot; (Delors et al., 1996). </li></ul><ul><li>Nessa concepção a educação deve contribuir para o desenvolvimento total da pessoa, espírito e corpo, inteligência, sensibilidade, sentido estético, responsabilidade pessoal, espiritualidade. Todo ser humano deve ser preparado para elaborar pensamentos autônomos e críticos e para formular os seus próprios juízos de valor, de modo a poder decidir, por si mesmo, como agir nas diferentes circunstâncias da vida. Acreditamos que todas essas características dizem respeito a um sujeito emancipado tomando como referência os pressupostos críticos. </li></ul><ul><li>Adorno e Horkheimer presumem “que o homem não pode ser visto isoladamente de seu contexto social”, considerando sujeito a um indivíduo determinado em seus relacionamentos efetivos com outros indivíduos e grupos. Para eles as leis objetivas do movimento da sociedade são a essência que determina o destino do indivíduo. Como a teoria desenvolvida por Adorno e Horkheimer, adota como pressuposto uma práxis reflexiva visando a produção de esclarecimento e a emancipação de um tipo de coerção auto-imposta, então para aprender a ser, em nosso entendimento, pressupõe que o indivíduo questione seu papel no contexto social, compartilhando de regras de convivência, e dialogo com seus semelhantes, fato de suma importância, não apenas para o desenvolvimento do indivíduo, mas de toda sociedade. </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>Bibliografia: </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>DELORS, Jacques (Coord.). Os quatro pilares da educação. In: Educação: um tesouro a descobrir . São Paulo: Cortezo. 1996- p. 89-102. </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>HORKHEIMER, M, ADORNO, T. Textos escolhidos . São Paulo: Nova Cultural, 1989. 156 p. (Os Pensadores). </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>  </li></ul>
    23. 23. <ul><li>Nessa concepção a educação deve contribuir para o desenvolvimento total da pessoa, espírito e corpo, inteligência, sensibilidade, sentido estético, responsabilidade pessoal, espiritualidade. Todo ser humano deve ser preparado para elaborar pensamentos autônomos e críticos e para formular os seus próprios juízos de valor, de modo a poder decidir, por si mesmo, como agir nas diferentes circunstâncias da vida. Acreditamos que todas essas características dizem respeito a um sujeito emancipado tomando como referência os pressupostos críticos. </li></ul><ul><li>Adorno e Horkheimer presumem “que o homem não pode ser visto isoladamente de seu contexto social”, considerando sujeito a um indivíduo determinado em seus relacionamentos efetivos com outros indivíduos e grupos. Para eles as leis objetivas do movimento da sociedade são a essência que determina o destino do indivíduo. Como a teoria desenvolvida por Adorno e Horkheimer, adota como pressuposto uma práxis reflexiva visando a produção de esclarecimento e a emancipação de um tipo de coerção auto-imposta, então para aprender a ser, em nosso entendimento, pressupõe que o indivíduo questione seu papel no contexto social, compartilhando de regras de convivência, e dialogo com seus semelhantes, fato de suma importância, não apenas para o desenvolvimento do indivíduo, mas de toda sociedade. </li></ul>
    24. 24. <ul><li>  </li></ul><ul><li>Este tipo de aprendizagem que visa nem tanto a aquisição de um repertório de saberes codificados, mas antes o domínio dos próprios instrumentos do conhecimento pode ser considerado, simultaneamente, como um meio e uma finalidade da vida humana. Meio, porque se pretende que cada um aprenda a compreender o mundo que o rodeia, pelo menos na medida em que isso lhe é necessário para viver dignamente, para desenvolver as suas capacidades profissionais, para comunicar. Finalidade, porque seu fundamento é o prazer de compreender, de conhecer, de descobrir. Apesar dos estudos sem utilidade imediata estarem desaparecendo, tal a importância dada atualmente aos saberes utilitários, a tendência para prolongar a escolaridade e o tempo livre deveria levar os adultos a apreciar cada vez mais , as alegrias do conhecimento e da pesquisa individual. O aumento dos saberes, que permite compreender melhor o ambiente sob os seus diversos aspectos, favorece o despertar da curiosidade intelectual, estimula o sentido crítico e permite compreender o real, mediante a aquisição de autonomia na capacidade de discernir. Deste ponto de vista, há que repeti-lo, é essencial que cada criança, esteja onde estiver, possa ter acesso, de forma adequada, às metodologias científicas de modo a tornar-se para toda a vida &quot;amiga da ciência&quot; [1] . Em nível do ensino secundário e superior, a formação inicial deve fornecer a todos os alunos instrumentos, conceitos e referências resultantes dos avanços das ciências e dos paradigmas do nosso tempo. </li></ul><ul><li>Contudo, como o conhecimento é múltiplo e evolui infinitamente, torna-se cada vez mais inútil tentar conhecer tudo e, depois do ensino básico, a omnidisciplinaridade é um engodo. A especialização, porém, mesmo para futuros pesquisadores, não deve excluir a cultura geral. &quot;Um espírito verdadeiramente formado, hoje em dia tem necessidade de uma cultura geral vasta e da possibilidade de trabalhar em profundidade determinado número de assuntos. Deve-se, do princípio ao fim do ensino, cultivar simultaneamente, estas duas tendências&quot; [2] . A cultura geral, enquanto abertura de outras linguagens e outros conhecimentos permite, antes de tudo, comunicar-se. Fechado na sua própria ciência, o especialista corre o risco de se desinteressar pelo o que fazem os outros. Sentirá dificuldade em cooperar, quaisquer que sejam as circunstâncias. Por outro lado, a formação cultural, cimento das sociedades no tempo e no espaço, implica a abertura a outros campos do conhecimento, e deste modo, podem operar-se fecundas sinergias entre as disciplinas. Especialmente em matéria de pesquisa, determinados avanços do conhecimento dão-se nos pontos de interseção das diversas áreas disciplinares. </li></ul>
    25. 25. <ul><li>Aprender para conhecer supõe, antes de tudo, aprender a aprender, exercitando a atenção, a memória e o pensamento. Desde a infância, sobretudo nas sociedades dominadas pela imagem televisiva, o jovem deve aprender a prestar atenção às coisas e às pessoas. A sucessão muito rápida de informações mediatizadas, o &quot;zapping&quot; tão freqüente, prejudicam de fato o processo de descoberta, que implica duração e aprofundamento de apreensão. Esta aprendizagem da atenção pode revestir formas diversas e tirar partido de várias ocasiões da vida (jogos, estágios em empresas, viagens, trabalhos práticos de ciências...).Por outro lado o exercício da memória é um antídoto necessário contra a submersão pelas informações instantâneas difundidas pelos meios de comunicação social. Seria perigoso imaginar que a memória pode vir a tornar-se inútil, devido a enorme capacidade de armazenamento e difusão das informações de que dispomos daqui em diante. É preciso ser, sem dúvida, seletivo na escolha dos dados a aprender &quot;de cor&quot; mas, propriamente, a faculdade humana de memorização associativa, que não é redutível a um automatismo, deve ser cultivada cuidadosamente. Todos os especialistas concordam em que a memória deve ser treinada desde a infância, e que é errado suprimir da prática escolar certos exercícios tradicionais, considerados como fastidiosos. </li></ul><ul><li>Finalmente, o exercício do pensamento ao qual a criança é iniciada, em primeiro lugar, pelos pais e depois pelos professores, deve comportar avanços e recuos entre o concreto e o abstrato. Também se devem combinar, tanto no ensino como na pesquisa dois métodos apresentados, muitas vezes, como antagônicos: o método dedutivo por um lado e o indutivo por outro. De acordo com as disciplinas ensinadas, um pode ser mais pertinente do que o outro, mas na maior parte das vezes o encadeamento do pensamento necessita da combinação dos dois. </li></ul><ul><li>O processo de aprendizagem do conhecimento nunca está acabado, e pode enriquecer-se com qualquer experiência. Neste sentido, liga-se cada vez mais à experiência do trabalho, à medida que este se torna menos rotineiro. A educação primária pode ser considerada bem sucedida se conseguir transmitir às pessoas o impulso e as bases que façam com que continuem a aprender ao longo de toda a vida, no trabalho, mas também fora dele. </li></ul><ul><li>  </li></ul>
    26. 26. <ul><li>  </li></ul><ul><li>Aprender a conhecer e aprender a fazer são, em larga medida, indissociáveis. Mas a segunda aprendizagem esta mais estreitamente ligada à questão da formação profissional: como ensinar o aluno a pôr em pratica os seus conhecimentos e, também, como adaptar a educação ao trabalho futuro quando não se pode prever qual será a sua evolução? É a esta última questão que a Comissão tentará dar resposta mais particularmente. </li></ul><ul><li>Convém distinguir, a este propósito, o caso das economias industriais onde domina, o trabalho assalariado do das outras economias onde domina, ainda em grande escala, o trabalho independente ou informal. De fato, nas sociedades assalariadas que se desenvolveram ao longo do século XX, a partir do modelo industrial, a substituição do trabalho humano pelas máquinas tornou-se cada vez mais imaterial e acentuou o caráter cognitivo das tarefas, mesmo nas indústria, assim como a importância dos serviços na atividade econômica. O futuro dessas economias depende, aliás, da sua capacidade de transformar o progresso dos conhecimentos em inovações geradoras de novas empresas e de novos empregos. Aprender a fazer não pode, pois, continuar a ter o significado simples de preparar alguém para uma tarefa uma tarefa material bem determinada, para fazê-lo fabricar no fabrico de alguma coisa. Como conseqüência, as aprendizagens devem evoluir e não podem mais serem consideradas como simples transmissão de práticas mais ou menos rotineiras, embora estas continuem a ter um valor formativo que não é de desprezar. </li></ul>
    27. 27. <ul><li>  </li></ul><ul><li>Sem dúvida, esta aprendizagem representa, hoje em dia, um dos maiores desafios da educação. O mundo atual é, muitas vezes, um mundo de violência que se opõe à esperança posta por alguns no progresso da humanidade. A história humana sempre foi conflituosa, mas há elementos novos que acentuam o problema e, especialmente, o extraordinário potencial de autodestruição criado pela humanidade no decorrer do século XX. A opinião pública, através dos meios de comunicação social, torna-se observadora impotente e até refém dos que criam ou mantém conflitos. Até agora, a educação não pôde fazer grande coisa para modificar esta situação real. Poderemos conceber uma educação capaz de evitar os conflitos, ou de os resolver de maneira pacífica, desenvolvendo o conhecimento dos outros, das suas culturas, da sua espiritualidade? </li></ul><ul><li>É de louvar a idéia de ensinar a não-violência na escola, mesmo que apenas constitua um instrumento, entre outros, para lutar contra os preconceitos geradores de conflitos. A tarefa é árdua porque, muito naturalmente, os seres humanos têm tendência a supervalorizar as suas qualidades e as do grupo que a pertencem,e a alimentar preconceitos desfavoráveis em relação aos outros. Por outro lado, o clima geral de concorrência que caracteriza, atualmente, a atividade econômica no interior de cada país, e sobretudo em nível internacional, têm a tendência de dar prioridade ao espírito de competição e ao sucesso individual. De fato, esta competição resulta, atualmente em uma guerra econômica implacável e numa tensão entre os mais favorecidos e os pobres, que divide as nações do mundo e exacerba as rivalidades históricas. É de lamentar que a educação contribua, por vezes, para alimentar este clima, devido a uma má interpretação da idéia de emulação. </li></ul><ul><li>Que fazer para mudar a situação? A experiência mostra que, para reduzir o risco, não basta pôr em contato e em comunicação membros de grupos de diferentes (através de escolas comuns a várias etnias ou religiões, por exemplo). Se, no seu espaço comum, estes diferentes grupos já entram em competição ou se o seu estatuto é desigual, um contato deste gênero pode, pelo contrário, agravar ainda mais as tensões latentes e degenerar em conflitos. Pelo contrário, se este contato se fizer num contexto igualitário, e se existirem objetivos e projetos em comuns, os preconceitos e a hostilidade latente podem desaparecer e dar lugar a uma cooperação mais serena e até amizade. </li></ul><ul><li>Parece, pois, que a educação deve utilizar duas vias complementares.Num primeiro nível, a descoberta progressiva do outro. Num segundo nível, e ao longo de toda vida, a participação em projetos comuns, que parece ser um método eficaz para evitar ou resolver conflitos latentes. </li></ul><ul><li>  </li></ul>
    28. 28. <ul><li>Os sistemas educativos formais, tendem a privilegiar o acesso ao conhecimento em detrimento de outras formas de aprendizagens, importa conceber a educação como reformas educativas, tanto em nível da elaboração de programas como definição de Novas Políticas Pedagógicas </li></ul><ul><li>Para dar resposta ao conjunto das suas missões, a educação deve-se organizar em torno das quatro aprendizagens fundamentais que, ao longo de toda vida, serão de algum modo para cada individuo , os pilares do conhecimento: Aprender a Ser, Aprender a Conhecer, Aprender a Fazer e Aprender a Viver Juntos </li></ul>
    29. 29. <ul><li>BELLO, Angela Ales. A fenomenologia do ser humano. Tradução de Antonio Angonese. Bauru, SP: EDUSC, 2000. GARCIA, Jacinta Turolo. Edith Stein e a formação da pessoa humana. São Paulo, SP: Loyola. JAPIASSU, Hilton. MARCONDES, Danilo. Dicionário básico de filosofia. Rio de Janeiro, RJ: Jorge Zahar editor, 1991. MORIN, Edgar. Os sete saberes necessários à educação do futuro, tradução de Catarina Eleonora F. da Silva e Jeanne Sawaya. 10.ed. – São Paulo: Cortez; Brasília, DF:UNESCO,2005. MOTTA, Lauro. Apontamentos de aulas de antropologia filosófica, Fortaleza 2004. STEIN, Edith. A mulher: sua missão segundo a natureza e a graça. Tradução Alfred J. Keller. Bauru, SP: EDUSC, 1999. STEIN, Edith. La Estuctura de la persona humana. Madrid: Biblioteca de Autores Cristianos, 1998. VAZ, Henrique C. Lima, Escritos de filosofia IV: Introdução à ética filosófica I. São Paulo: Loyola 1999. ARISTÓTELES - Política Livro I Capítulo 1, Tradução de José Oscar de Almeida Marques disponível em Acesso em 25 mar. 2009 </li></ul>
    30. 30. <ul><li>LEITE,Gisele. História da ética. Disponível em http://recantodasletras.uol.com.br/textosjuridicos /504357> Acesso em 26 mar. 2009. </li></ul><ul><li> http://www.webartigos.com/articles/23481/1/A-ETICA-DO-GENERO-HUMANO-COMO-SABER-NECESSARIO-A-EDUCACAO-DO-FUTURO/pagina1.html </li></ul><ul><li>DANTE, Henrique Moura Sociedade, educação, tecnologia e os usos das TIC nos processos educativos.   Disponível em http :// www.uff.br/trabalhonecessario/ hrdante %20TN2.htm. Acessado em 07/06/2010. </li></ul><ul><li>FERREIRA, José Heleno Integração: educação, tecnologia e sociedade. Disponível em http://www2.funedi.edu.br/revista/revista-eletronica3/artigo6-3.htm . Acessado em 07/06/2010. </li></ul>
    31. 31. <ul><li>  </li></ul><ul><li>DELORS, Jacques (Coord.). Os quatro pilares da educação. In: Educação: um tesouro a descobrir . São Paulo: Cortezo. 1996- p. 89-102. </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>HORKHEIMER, M, ADORNO, T. Textos escolhidos . São Paulo: Nova Cultural, 1989. 156 p. (Os Pensadores). </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>  Relatório para a UNESCO da Comissão Internacional sobre Educação para o Século XXI, coordenada por Jacques Delors. O Relatório está publicado em forma de livro no Brasil, com o título Educação: Um Tesouro a Descobrir (UNESCO, MEC, Cortez Editora, São Paulo, 1999). Neste livro, a discussão dos &quot;quatro pilares&quot; ocupa todo o quarto capítulo, pp. 89-102, que aqui se transcreve, com a devida autorização da Cortez Editora. </li></ul><ul><li>  </li></ul>
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