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Unidade 4 - PNAIC - Ludicidade

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  • 1. UNIDADE 4 Orientadora de Estudos – Anos 1 e 3 ELAINE REGINA CRUZ ORTEGA
  • 2. UNIDADE 4 – 8º Encontro Ludicidade da sala de aula Vamos brincar de reinventar histórias
  • 3. Leitura Deleite: “Puculando” “As melhores piadas para crianças”, de Paulo Tadeu.
  • 4. Reflexão inicial... Quais as brincadeiras preferidas dos alunos do 1º e do 3º ano?
  • 5. Hora de descontrair... Vamos brincar? Ao triplo! Triplicar. Quem responder primeiro ganha!
  • 6. Ludicidade na sala de aula (Ano 01 - Unidade 4 – Página 6) “Ser cuidado, brincar e aprender: direitos de todas as crianças”
  • 7. Que palavras lhe vêm à mente quando ouve falar em jogo ou brincadeira? Diversão Alegria Prazer
  • 8. LÚDICO Renovação e criação do ser humano Motivação e diversão Liberdade de expressão Reelaboração criativa de sentimentos e conhecimentos Novas possibilidades de interpretação e representação do real Encontro com os pares
  • 9. FÍSICOS satisfaz as necessidades de crescimento, de desenvolvimento de habilidades motoras e de expressão corporal. COGNITIVOS contribui para a desinibição, produzindo excitação intelectual altamente estimulante, desenvolve habilidades perceptuais, como atenção e memória. SOCIAIS a criança representa situações que simbolizam uma realidade que ainda não pode alcançar e aprende a interagir com as pessoas, compartilhar, respeitar e a ser respeitada. DIDÁTICOS promove situações em que as crianças aprendem conceitos, atitudes e desenvolvem habilidades diversas, integrando aspectos cognitivos, sociais e físicos. BENEFÍCIOS DO LÚDICO
  • 10.  garante a inserção total e sem restrição, a todos os estudantes sem ou com deficiência na escola. (MANTOAN. 2006) . Conhecer o aluno  impedimentos ligados à deficiência específica. . Realizar as adaptações necessárias  estabelecer percursos e meios distintos de aprendizagem. PARADIGMA DA INCLUSÃO
  • 11.  Avaliação permanente e atenção especial às necessidades.  Busca por possibilidades didáticas que ajudem cada criança em seu percurso de aprendizagem.  Atenção à impedimentos específicos que geram barreiras comunicacionais, como por exemplo, em casos em que a oralidade é inexistente ou pouco eficaz. ATITUDES INCLUSIVAS
  • 12.  Analisar possibilidades de cada estudante e garantir condições de aprendizagem em que tenham desafios a enfrentar, mas se sintam seguros, protegidos e respeitados. Assim, poderemos superar a concepção errônea de que crianças com deficiência não podem aprender. ATITUDES INCLUSIVAS
  • 13. O professor da sala regular deve pedir ajuda ao professor da sala de recursos, que já realiza o Atendimento Educacional Especializado.  Pode-se buscar informações no laudo da criança, que foi feito pelo médico e/ou profissional da área de reabilitação, e manter uma parceria com profissionais para um melhor desenvolvimento desses alunos. Com as adaptações necessárias e o respeito às individualidades das crianças com deficiência, elas podem participar das brincadeiras e jogos propostos para todos. ATITUDES INCLUSIVAS
  • 14. . Atividade: Contação de histórias. . Exemplos de impedimentos: - Criança sem oralidade; - Criança com impedimento motor que dificulte ou não permita a coordenação e movimento das mãos. . Adaptações possíveis: - Escrita por meio de um escriba. - Utilização de tecnologia assistiva, como nas pranchas de Comunicação Alternativa e Suplementar (CAS). - Utilização de um lápis engrossado. EXEMPLOS DE ADAPTAÇÃO
  • 15. Concluindo... O foco central de um trabalho na perspectiva de currículo inclusivo é que todos têm o direito a aprender, a brincar e a se divertir.
  • 16. Vamos brincar de reinventar histórias (Ano 03 - Unidade 4 – Página 6) “A criança que brinca, aprende?”
  • 17. Início do séc. XX Inovações tecnológicas e pedagógicas que objetivaram tornar o processo pedagógico mais eficiente e significativo para o indivíduo. John Dewey (1859-1952) Defendia já em 1920 que... “O jogo faz o ambiente natural da criança, ao passo que as referências abstratas e remotas não correspondem ao interesse da criança.”
  • 18. Ao jogarem as crianças se esforçam a acomodar o que é novo às suas estruturas mentais, quando assimilam novas informações e modos de resolver situações. “Os jogos não são apenas uma forma de desafogo ou entretenimento para gastar a energia das crianças, mas meios que enriquecem o desenvolvimento intelectual.” Por meio da brincadeira, a criança reproduz o discurso externo e o internaliza, construindo seu próprio pensamento. As atividades lúdicas são um bom caminho para que as crianças, em interação com pares, e utilizando estratégias cognitivas, desenvolvam as funções mentais superiores associadas ao pensamento e à linguagem. Jean Piaget (1896-1980) Lev S. Vygotsky (1896-1934)
  • 19. O jogo é a atividade principal da criança, através do qual esta aprende os papéis do adulto e suas relações com o mundo. Isso porque ao dominar as regras de um jogo, domina seu próprio comportamento, aprendendo a controlá-lo e subordiná-lo a um propósito definido. Vê nas brincadeiras oportunidades para o desenvolvimento integral das crianças, contextos em que desenvolvem várias habilidades fundamentais à pessoa. Brincando e interagindo com pares, as crianças têm oportunidade de incrementar suas capacidades de memorização, enumeração, socialização, articulação, entre outras. Alexei Leontiev (1903-1979) Henri Wallon (1879-1962)
  • 20. M E T A C O G N I Ç Ã O Ação LÚDICA Possibilidade de a criança pensar sobre seu próprio agir e pensar, bem como compreender o pensamento e a linguagem do outro. BITTENCOURT e FERREIRA (2002)
  • 21. Papel da Escola: pensar sobre a importância dos jogos e brincadeiras para a criança, e sobre como utilizá-los para motivar e facilitar a aprendizagem. Brincar: Ferramenta poderosa no processo educativo, pois sempre que brincam, as crianças aprendem.
  • 22. Sequência de atividades: “Vamos brincar de reinventar histórias” Objetivos gerais: -Vivenciar brincadeiras, jogos e canções que envolvam tradições culturais de sua vivência e de outras gerações; - Reconhecer as brincadeiras antigas como manifestações culturais. RELATO – Profª Lidiane
  • 23. Objetivos específicos (diferentes componentes curriculares): - Compreender a funcionalidade da escrita; - Reconhecer as especificidades de diferentes gêneros textuais, como poema e letra de música; - Ampliar e enriquecer o vocabulário; - Apropriar-se do Sistema de Escrita Alfabética; - Produzir trabalhos de arte utilizando a linguagem do desenho e da pintura; - Participar de diversas situações de intercâmbio social; - Refletir sobre unidades de medida de tempo: múltiplos do ano, década, século, milênio e sistema monetário; - Refletir sobre o valor posicional do números; - Resolver situações problemas. RELATO – Profª Lidiane
  • 24. Estratégias e Atividades: 1. Audição e interpretação da música “Criança não trabalha” (Arnaldo Antunes e Paulo Tatit, do CD Canções Curiosas, Palavra Cantada). 2. Escrita dos nomes dos brinquedos e brincadeiras que aparecem na música com letras móveis, contando letras e sílabas. 3. Escrita de uma lista com o nome das brincadeiras preferidas da turma. RELATO – Profª Lidiane
  • 25. 4. Brincadeira em grupo com o jogo “Bingo das sílabas iniciais”. 5. Tarefa para casa: entrevistar os pais e avós a respeito de suas brincadeiras e brinquedos preferidos, de que material eram feitos e onde costumavam brincar. 6. Brincadeira livre com brinquedos antigos e novos (cesta). RELATO – Profª Lidiane
  • 26. 7. Resgate das entrevistas realizadas, com registros no quadro. 8. Apreciação de imagens de brinquedos antigos e registro, com material ábaco do ano em que foram criados (século, unidade, dezena, centena, milhar; valor posicional). 9. Lojinha de brinquedos. 10. Brincadeira no parque com os brinquedos. RELATO – Profª Lidiane
  • 27. 11. Brincadeira de pega-varetas na sala de aula. Regra: cada cor correspondia a uma pontuação diferente, e os alunos teriam que fazer cálculos de adição para saber quem havia sido o vencedor. 12. Leitura do poema “Jogo de bola” de Cecília Meireles e localização da palavra BOLA, registrando-se o número de letras e sílabas e destacando as rimas do poema ). RELATO – Profª Lidiane
  • 28. 13. Leitura do poema “Jogo de bola” de Cecília Meireles e realização de atividades relacionadas (localização da palavra BOLA, registrando-se o número de letras e sílabas, destaque das rimas do poema e questões de interpretação de texto). RELATO – Profª Lidiane
  • 29. 14. Leitura da obra “Futebol”, de Portinari. RELATO – Profª Lidiane
  • 30. 15. Desenho das impressões causadas pela tela (obra de arte) RELATO – Profª Lidiane
  • 31. 16. Sessão do filme “Toy story 3” com pipoca e refrigerante. 17. Desenho de um brinquedo que dariam às crianças do futuro, com seu respectivo nome. RELATO – Profª Lidiane
  • 32. Concluindo... Que é possível integrar a brincadeiras e jogos aos objetivos de ensino e contemplar os diferentes componentes curriculares. O que esta sequência de atividades nos mostra?
  • 33. Direitos de Aprendizagem de Matemática (Ano 1 – Pag. 26/ Ano 3 – Pág. 32)
  • 34. Direitos de Aprendizagem de MATEMÁTICA (Ano 1 – Pag. 26/ Ano 3 – Pág. 32)
  • 35. Direitos de Aprendizagem de MATEMÁTICA (Ano 1 – Pag. 26/ Ano 3 – Pág. 32)
  • 36. Direitos de Aprendizagem de MATEMÁTICA (Ano 1 – Pag. 26/ Ano 3 – Pág. 32)
  • 37. Direitos de Aprendizagem de MATEMÁTICA (Ano 1 – Pag. 26/ Ano 3 – Pág. 32)
  • 38. UNIDADE 4 – 9º Encontro Orientadora de Estudos – Anos 1 e 3 ELAINE REGINA CRUZ ORTEGA
  • 39. Leitura Deleite: “Bicho papão da minha imaginação” “Os bichos que tive”, de Sylvia Orthof, Ed. Salamandra.
  • 40. Vivência lúdica... YAPO! Vamos cantar e brincar?
  • 41. Tabuada do 2 (Nadir Camargo) EU TENHO 1 PATINHO NA LAGOA EU TENHO 2 PATINHOS NA LAGOA APRENDENDO A TABUADINHA DO 2 QUERO VER QUANTOS PATINHOS VEM AQUI NADAR À TOA 2 X 1 SÃO 2 2 X 5 SÃO 10 2 X 2 SÃO 4 2 X 6 SÃO 12 2 X 3 SÃO 6 2 X 7 SÃO 14 2 X 4 SÃO 8 2 X 8 = 16 2 X 9 SÃO 18 2 X 10 SÃO 20 COM SEUS RABINHOS, FAZEM LEQUINHOS MERGULHAM O BICO E ENCHEM O PAPO DE INSETINHOS
  • 42. Ludicidade na sala de aula (Ano 01 - Unidade 4 – Página 14) “Que brincadeira é essa? E a alfabetização?” Margareth Brainer Rosinalda Teles Telma Ferraz Leal Tpicia Cassiany Ferro Cavalcanti
  • 43. LÚDICO -Do latim LUDUS - Associado à brincadeira, ao jogo, ao divertimento. Elemento essencial ao desenvolvimento humano.
  • 44. “O que caracteriza o L Ú D I C O é a experiência de plenitude que ele possibilita a quem o vivencia em seus atos”. Luckesi (2000, apud GRILO et al, 2002, p. 2)
  • 45. Dessa forma, o LÚDICO: - Não pode estar associado apenas aos jogos e brincadeiras; - Deve ser associado a algo alegre e agradável que o indivíduo faz de forma livre e espontânea.
  • 46. Atuação do professor: - Seleção de propostas de atividades lúdicas; - Organização dos grupos de crianças; - Mediação durante o jogo/brincadeira; - Problematização, provocando tomadas de decisão, expressão de opiniões e defesa de posições;
  • 47. Para evitar que as respostas sejam dadas só pela criança que domina mais conteúdo. Critérios para formação de agrupamentos - Heterogeneidade quanto aos conhecimentos já adquiridos. Uma criança servirá de mediador entre o sujeito e o objeto de conhecimento. - Conhecimentos aproximados em relação a um determinado conteúdo; Duplas ou grupos.
  • 48. A ludicidade e o ensino de Matemática Incluir proposta de jogos e brincadeiras tradicionais, que favoreçam explorações de natureza numérica, tais como registro e organização em listas , tabelas e posteriormente gráficos.
  • 49. A ludicidade e a integração História/Matemática Construção de linhas de tempo com percursos de vida (idades, brincadeiras, etc) dos pais, avós e dos próprios alunos.
  • 50. A ludicidade e a Alfabetização - Ensinar o SEA, a leitura e a produção de textos, de modo integrada aos demais componentes curriculares. - Utilizar diferentes estratégias de Leitura: . Leitura em voz alta pelo professor . Leitura protocolada . Leitura compartilhada - Produção de texto como produto final de um projeto ou sequência didática para ser socializado. - Utilização de jogos diversificados.
  • 51. A ludicidade e a criança com deficiência Estar em alerta quanto aos impedimentos apresentados por cada criança com deficiência, para fazer as adaptações necessárias.
  • 52. Concluindo... Promover situações diversificadas de ensino em que de modo LÚDICO todas as crianças possam aprender a ler e escrever e ampliar suas referências culturais.
  • 53. Vamos brincar de reinventar histórias (Ano 03 - Unidade 4 - Página 16) “A literatura, o brincar e o aprender a língua e outros conteúdos curriculares” Andrea Tereza Brito Ferreira Ester Calland de Sousa Rosa Rosinalda Teles
  • 54. Questões iniciais  É possível aprender os conteúdos de Língua Portuguesa enquanto se lê um conto ou poesia?  O ensino de Literatura se opõe ao ensino de História?  Ciências, Matemática e Artes estão presentes no acervo de livros que compõem a biblioteca da escola?  Livro de literatura é brinquedo?
  • 55. Vemos refletir... Desde a invenção da TIPOGRAFIA, uma das maneiras mais comuns de apropriar-se de informações é por meio de livros.
  • 56. Relatos de escritores Ler e brincar se confundem em suas memórias de infância. Revelam o quanto o livro pode ser brinquedo na mão e imaginação de crianças.
  • 57. Ensino de Literatura Tem um caráter integrador: Permite transitar entre os componentes curriculares e a sensibilidade estética. TEXTO LITERÁRIO  Para emocionar;  Para divertir;  Para dar prazer.  É repleta de informações: - sobre o mundo que nos cerca; - sobre as relações humanas.
  • 58. Proposta Que a literatura se integre ao ensino dos diferentes componentes curriculares. O professor deve aproveitar a riqueza do acervo literário para agregar conhecimentos e novos olhares sobre o que está sendo estudado.
  • 59. Privilegiar Conhecimentos, habilidades e atitudes necessárias a formação de um bom leitor de literatura: A análise:  do gênero textual;  dos recursos de expressão;  das figuras do autor e do narrador;  a interpretação de analogias e metáforas;  a identificação de recursos linguísticos e poéticos.
  • 60. Programas Do MEC A presença de acervos na escola não garante que estes sejam plenamente integrados às práticas cotidianas. PNBE (Programa Nacional da Biblioteca Escolar) - Foco na Educ. Infantil e séries iniciais do Ens. Fundamental. PNLD Obras Complementares - Abordagem de conteúdos relacionados aos componentes curriculares dos anos iniciais do Ens. Fundamental.
  • 61. Integração da Matemática nas obras dos acervos complementares do PNLD  Livros nos quais a Matemática serve de base para a história;  Livros nos quais compreender Matemática é essencial para se compreender a história;  Livros nos quais a Matemática emerge naturalmente da história. Shih e Gioris (2004)
  • 62. Integração da Matemática nas obras dos acervos complementares do PNLD 2010 Lima e Teles (2012)  Intenção: ensinar habilidades de medição, principalmente na área de retângulos.
  • 63. Integração da Matemática nas obras dos acervos complementares do PNLD 2010 Lima e Teles (2012)  Os conhecimentos são trabalhados, mas eles não estão explícitos.
  • 64. Integração da Matemática nas obras dos acervos complementares do PNLD 2010 Consideram uma quarta categoria: A Matemática extrapola o universo do texto e passa ao universo da vida do leitor. Livros instrucionais. Lima e Teles (2012)
  • 65. Integração da Matemática nas obras dos acervos complementares do PNLD 2010 Lima e Teles (2012)  A matemática sai do contexto do livro e passa a integrar-se naturalmente à vida real.
  • 66. Relações entre os componentes curriculares de Matemática e Língua Portuguesa Diversos gêneros textuais e campos matemáticos auxiliando no processo de alfabetização e de formação do leitor e, ao mesmo tempo, proporcionando o ensino-aprendizagem de componentes curriculares. Lima (2012)
  • 67. Relações entre os componentes curriculares de Matemática e Língua Portuguesa Lima (2012)
  • 68. Relações entre os componentes curriculares de Matemática e Língua Portuguesa Lima (2012)
  • 69. Os desafios apresentados nesta aula foram tirados do livro...
  • 70. Concluindo... É na ação planejada pelo professor que, tanto os livros de literatura, quanto outros livros disponíveis em sala de aula podem compor um programa curricular que tem a LUDICIDADE como princípio central.
  • 71. UNIDADE 4 – 10º Encontro Orientadora de Estudos – Anos 1 e 3 ELAINE REGINA CRUZ ORTEGA
  • 72. Leitura deleite... O Brincador Álvaro Magalhães
  • 73. Álvaro Magalhães Nasceu em 1951, na cidade do Porto, é um escritor português de livros e contos para crianças. No início da década de 1980, Álvaro começou a publicar poemas. Em 1982, publicou o seu primeiro livro para crianças: Histórias com Muitas Letras. Desde então, construiu uma obra singular e diversificada, que conta atualmente com mais de três dezenas de títulos e integra contos, poemas, narrativas juvenis e textos dramáticos.
  • 74. Ludicidade na sala de aula (Ano 01 - Unidade 4 – Página 22) “Qualquer maneira de brincar e jogar vale a pena? O que fazer para ajudar as crianças a aprender?” Margareth Brainer Rosinalda Teles
  • 75. Alves (2003) “...o processo de ensino- aprendizagem só se modifica de fato quando há a compreensão do conhecimento num processo dinâmico, vivo.” JOGOS e BRINCADEIRAS: - Importantes ferramentas de aprendizagem. - Promovem a interação. - São significativos para a criança. - Promovem o desenvolvimento integral. - São excelentes oportunidades de mediação entre o prazer e o conhecimento historicamente constituído.
  • 76. Mrech (2008) Permitem criar um entusiasmo sobre o conteúdo a ser trabalhado. Atividades Lúdicas ”... Brinquedos, jogos e materiais pedagógicos não são objetos que trazem em seu bojo um saber pronto e acabado. Ao contrário, eles são objetos que trazem um saber em potencial.”
  • 77. Papel do professor Planejamento de situações lúdicas e acompanhamento durante as atividades. Postura atenta diante das possibilidades e limitações apresentadas no processo de apropriação de conhecimento pelas crianças; Criando oportunidades e metodologias favoráveis; Dinamizando o grupo pela sua atitude de escuta, atenção e entusiasmo diante do sucesso da criança; Encorajando diante da derrota; Ajuda na construção progressiva da noção de regra. M E D I A D O R
  • 78. Concluindo... Três qualidades que não podem faltar num professor que busca no educando um sujeito ativo, interativo e inventivo, sem esquecer, no entando, se propiciar-lhe liberdade de ação: ENTREGA DEDICAÇÃO POSITIVIDADE
  • 79. A história do grande livro de histórias Rá-Tim-Bum: Contadores de histórias – por Helen Helene http://www.youtube.com/watch?v=DR1jz1OkSWc
  • 80. Vamos brincar de reinventar histórias (Ano 03 - Unidade 4 – Página 28) “Atividades lúdicas: hora de aprender, hora de avaliar?” Andrea Tereza Brito Ferreira Ester Calland de Sousa Rosa Rosinalda Teles
  • 81. Questões iniciais... Existe hora mais séria na escola que a da avaliação? É possível avaliar as crianças enquanto brincam?
  • 82. Leal (2007) “...meio mais indicado para regular e adaptar a programação do ensino às necessidades e dificuldades do aluno.” Avaliação Busca considerar os diferentes percursos no processo de aprendizagem: -Os conhecimentos que os alunos trazem; -O que se pretende aprender; -O que já aprenderam; -O que ainda precisam aprender. AVALIAÇÃO FORMATIVA
  • 83. Diagnóstica Avalia-se em princípio o que já é capaz de fazer para saber que habilidades os alunos apresentam, ou não, para poder intervir. Processual Durante todo o processo podem haver (re)orientações do ensino para possibilitar uma aprendizagem mais efetiva. Descritiva Tem como função descrever o processo do conhecimento. Qualitativa Tem como função analisar o processo com base na qualidade dos avanços conseguidos. Funções da Avaliação Formativa Reguladora Perrenoud (1999)
  • 84. O ERRO é visto como parte do processo de construção de hipóteses sobre o que os textos representam e revelam do nível de conhecimento sobre a escrita em que os alunos estão, possibilitando ao professor entender e intervir nas aprendizagens a serem ainda construídas por meio de diferentes atividades que levem aos alunos a refletirem.
  • 85. . Instrumento mais indicado: registro de observações sobre as diversas realizações dos alunos durante todo o processo. . Utilização dos registros: para reorganizar e diversificar as ações da rotina escolar. AVALIAÇÃO em LÍNGUA PORTUGUESA Relacionadas à diversas áreas de conhecimento, podem ser aproveitadas como ponto de partida, tanto para o ensino, como suporte para avaliação. Atividades lúdicas
  • 86. Que conceitos e habilidades serão trabalhados. Como será conduzido (individualmente, em duplas, em pequenos grupos ou com o grupo classe) Se será realizado com ou sem uso de recursos auxiliares. Se é adequado para a faixa etária dos alunos, para os conhecimentos já consolidados e para os conceitos que se deseja desenvolver. Ao planejar uma aula com JOGOS, o professor deve ter em mente:
  • 87. AVALIAÇÃO em MATEMÁTICA . Privilegiar: a problematização permanente e sistemática. Excelentes oportunidades para a exploração de aspectos importantes da problematização: • A observação precisa dos dados; • A identificação das regras; • A procura de uma estratégia; • O emprego de analogias, etc. Jogos Estas são indicações contidas na “Heurística de Polya” (U4. A3. P.30)
  • 88. “Heurística de Pólya” Vamos entender melhor... É um procedimento simplificador, cujo procedimento pode ser:  uma técnica deliberada de resolução de problemas, uma operação de comportamento automática, intuitiva e inconsciente. Heurística: método criado com o objetivo de encontrar soluções a um problema. A popularização do conceito se deve ao matemático George Pólya com seu livro "A arte de resolver problemas". Estudando muitos testes matemáticos de sua juventude, quis saber como os matemáticos chegavam a estas conclusões. George Pólya (1887-1985) Matemático Húngaro
  • 89. “Heurística de Pólya” • Se não puder compreender um problema, monte um esquema; • Se não puder encontrar a solução, tente fazer um mecanismo inverso para tentar chegar à solução (engenharia reversa); • Se o problema for abstrato, tente propor o mesmo problema num exemplo concreto; • Tente abordar primeiro um problema mais geral. Quatro exemplos extraídos do livro ilustram o conceito: As técnicas heurísticas não asseguram as melhores soluções, mas somente soluções válidas, aproximadas.
  • 90. Concluindo... Acompanhar as crianças em seus momentos lúdicos pode ser uma ótima oportunidade para: - conhecer o que os alunos já sabem; -como interagem para resolver situações problema; -que ainda precisam aprender. Os JOGOS desenvolvem habilidades de natureza física, social e cognitiva.
  • 91. ORTO&GRAFIA: Tosse e os sons do X TV Escola http://www.youtube.com/watch?v=gEyil1UXMy4
  • 92. O PINGUIM PETE Adaptação da história de Rachel Katz
  • 93. O PINGUIM PETE Adaptação da história de Rachel Katz
  • 94. O PINGUIM PETE Adaptação da história de Rachel Katz
  • 95. O PINGUIM PETE Adaptação da história de Rachel Katz
  • 96. O PINGUIM PETE Adaptação da história de Rachel Katz
  • 97. O PINGUIM PETE Adaptação da história de Rachel Katz
  • 98. O PINGUIM PETE Adaptação da história de Rachel Katz
  • 99. O PINGUIM PETE Adaptação da história de Rachel Katz
  • 100. O PINGUIM PETE Adaptação da história de Rachel Katz
  • 101. TESTE SEU PODER DE INCLUSÃO Maria Teresa Eglér Mantoan In: Humor e alegria na educação, de Valéria Amorim Arantes (org). São Paulo: Summus (2006).
  • 102. • Doutora em Psicologia Educacional pela Faculdade de Educação da UNICAMP/SP e professora do Departamento de Metodologia de Ensino dessa universidade, onde coordena o Laboratório de Estudos e Pesquisas em Ensino e Reabilitação de Pessoas com Deficiência (Leped) da Faculdade de Educação. • Sua contribuição é expressiva na área de pesquisa educacional e nas atividades de extensão da UNICAMP, tendo promovido inúmeros cursos de formação continuada para professores das redes públicas de ensino. » Maria Teresa Egler Mantoan é pedagoga especializada em educação de pessoas com deficiência mental.
  • 103. Faça um check up inclusivo. O exame é simples, despretensioso, mas poderá ser útil, e alertar para o risco que se corre de contaminar outros colegas com o vírus da exclusão, que parece ser endêmico em nossas escolas.
  • 104. Os sintomas que denunciam esse estado doentio de muitos de nós são:  febre e outros distúrbios que denotam um combate a tudo o que é novo e invade a sala de aula e a maneira conservadora de atuar nela;  arrepios ao pensar que é preciso mudar nossas atitudes diante das diferenças;  congestão de práticas especializadas;  dores de cabeça para diversificar o ensino;
  • 105. Os sintomas que denunciam esse estado doentio de muitos de nós são:  problemas de coluna ao carregar o peso de mais alunos (e com problemas bem mais graves do que os habituais...);  mal-estar de estômago, ao ouvir o que a inclusão acarreta de novidades na avaliação da aprendizagem;  um cansaço generalizado advindo da participação nos encontros de formação sobre inclusão;  outros sintomas derivados desses todos e que dependem do estado de saúde educacional e do estado do sistema imunológico de cada um, para enfrentar o referido vírus!
  • 106. Para esse breve exame, as regras são: 1. Coloque-se na condição dos professores(as) que aqui apresentaremos; 2. Escolha a alternativa que você adotaria em cada caso, mas sem pensar muito, respondendo com o que vem mais rápido à cabeça. 3. Descubra e aprenda mais sobre si mesmo(a).
  • 107. 1. A professora Sueli procura incluir um aluno com deficiência mental em sua turma de 1º ano. Tudo caminha bem em relação à socialização desse educando, mas diante dos demais colegas o atraso intelectual do aluno é bastante significativo. Nesse caso, como você resolveria essa situação? (A) Encaminharia o aluno para o atendimento educacional especializado oferecido pela escola? (B) Solicitaria a presença de um professor auxiliar ou itinerante para acompanhar o aluno em sala de aula? (C) Esperaria um tempo para verificar se o aluno tem condições de se adaptar ao ritmo da classe ou precisaria de uma escola ou classe especial?
  • 108. 2. Júlia é uma professora de escola pública que há quatro anos leciona na 3º ano. Há um fato que a preocupa muito atualmente: o que fazer com alguns de seus alunos, que estão cursando pela terceira vez aquela série? Para acabar com suas preocupações, qual seria a melhor opção? (A) Encaminhá-los a uma sala de alunos repetentes, para ser mais bem atendidos e menos discriminados? (B) Propor à direção da escola que esses alunos sejam distribuídos entre as outras turmas de 3º ano, formada por alunos mais atrasados? (C) Reunir-se com os professores e a diretora da escola e sugerir que esses alunos se transfiram para turmas da mesma faixa etária e até mesmo para as classes de Educação de Jovens e Adultos (EJA), caso algum já esteja fora da idade própria do ensino fundamental?
  • 109. 3. Cecília é uma adolescente com deficiência mental associada a comprometimentos físicos; ela está frequentando uma turma de 4º ano do ensino fundamental, na qual a maioria dos alunos é bem mais nova do que ela. A professora percebeu que Cecília está desinteressada pela escola e muito apática. Qual a melhor saída, na sua opinião, para resolver esse caso? (A) Chamar os pais de Cecília e relatar o que está acontecendo, sugerindo-lhes que procurem um psicólogo para resolver o seu problema? (B) Avaliar a proposta de trabalho dessa série, em busca de novas alternativas pedagógicas? (C) Concluir que essa aluna precisa de outra turma, pois a sua condição física e problemas psicológicos prejudicam o andamento escolar dos demais colegas?
  • 110. 4. Numa 2º ano do ensino fundamental, em que há alunos com deficiência mental e outros com dificuldades de aprendizagem, mas por outros motivos o professor Paulo está ensinando operações aritméticas. Esses alunos não conseguem acompanhar o restante da turma na aprendizagem do conteúdo proposto. O que você faria, se estivesse no lugar do professor Paulo? (A) Reuniria esse grupo de alunos e lhes proporia as atividades facilitadas do currículo adaptado de matemática? (B) Distribuiria os alunos entre os grupos formados pelos demais colegas e trabalharia com todos, de acordo com suas possibilidade de aprendizagem? (C) Aproveitaria o momento das atividades referentes a esse conteúdo para que esses alunos colocassem em dia outras matérias do currículo, com o apoio de colegas voluntários?
  • 111. 5.Fábio é um aluno com autismo que frequenta uma turma de 3º ano. É o seu primeiro ano em uma escola comum e ele incomoda seus colegas, perambulando pela sala e interferindo no trabalho dos grupos. Que decisões você tomaria para resolver a situação, caso fosse o(a) professor(a) desse grupo? (A) Solicitaria à direção da escola que retirasse Fábio da sala, pois o seu comportamento está atrapalhando o desempenho dos demais alunos e o andamento do programa? (B) Marcaria uma reunião com o coordenador da escola e solicitaria uma avaliação e o encaminhamento desse aluno para uma classe ou uma escola especial? (C) Reuniria os alunos e proporia um trabalho conjunto com a turma em que todos se comprometeriam a manter um clima de relacionamento cooperativo de aprendizagem na sala de aula?
  • 112. 6.Guilherme é uma criança que a escola chama de “hiperativa”. Ele gosta muito de folhear livros de histórias. Ocorre que frequentemente rasga e/ou suja as páginas dos livros, ao manuseá-los sem o devido cuidado. O que você lhe diria, caso fosse seu (sua) professor(a)? (A) “Hoje você não irá ao recreio, porque rasgou e sujou mais um livro”. (B) “Vou ajudá-lo a consertar o livro, para que você e seus colegas possam ler esta linda história”. (C) “Agora você vai ficar sentado nesta mesinha, pensando no que acabou de fazer”.
  • 113. 7. Norma é professora de uma 5º ano de ensino fundamental e acabou de receber um aluno cego em sua turma. Ela não o conhece bem, ainda. No recreio, propõe à turma um jogo de queimada. É nesse momento que surge o problema: o que fazer com Paulo, o menino cego? Arrisque uma “solução inclusiva” para este caso. (A) Oferecer-lhe outra atividade, enquanto os demais jogam queimada, fazendo-o entender o risco a que esta atividade o expõe e a responsabilidade da professora pela segurança e integridade de todos os seus alunos. (B) Perguntar ao Paulo de quais jogos e esportes ele tem participado e se ele conhece as regras da queimada. (C) Reunir a turma para resolver a situação, ainda que na escola não exista uma bola de meia com guizos.
  • 114. 8.Maria José é professora de escola pública e está às voltas com um aluno de uma turma de 5º ano. Ele tem 12 anos, é muito agressivo e mal educado, desbocado e desobediente e não se submete à autoridade dos professores nem à das demais pessoas da escola; sempre arruma uma briga com os colegas, dentro da sala de aula, ameaçando-os com um estilete. O que você faria no lugar dessa professora aterrorizada? (A) Estabeleceria novas regras de convivência entre todos e, em seguida, analisaria com a turma os motivos que pode nos levar a agir com violência? (B) Enfrentaria as brigas, retirando o aluno da sala de aula e entregando-o à direção da escola? (C) Tentaria controlar essas situações, exigindo que o menino entregasse o estilete, para que os demais alunos se acalmassem?
  • 115. 9.Sérgio é um aluno surdo. Ele tem 13 anos de idade e frequentou, até o momento, uma escola de surdos. Esse aluno está no seu primeiro dia de aula em uma escola comum. A professora, percebendo que Sérgio não fazia leitura labial, procurou a diretora da escola para questionar a admissão desse aluno em sua turma, uma vez que ele não sabe se comunicar em Libras (Língua Brasileira de Sinais). Se você fosse a professora de Sergio, antes de tomar essa atitude: (A) Chamaria os pais desse aluno e os convenceria de que a escola de surdos era mais apropriada para as necessidades dele? (B) Procuraria saber quais as obrigações e direitos desse aluno e buscaria o recurso adequado à continuidade de seus estudos na escola comum? (C) Providenciaria a presença de um intérprete de Libras, solicitando um convênio com uma entidade local especializada em pessoas com surdez?
  • 116. Conte os pontos e confira o seu poder de inclusão, ou melhor, a sua imunidade ao vírus da exclusão: 7 - a) 1 b) 2 c) 32 - a) 1 b) 2 c) 3 1 - a) 3 b) 2 c) 1 3 - a) 2 b) 3 c) 1 4 - a) 1 b) 3 c) 2 5 - a) 1 b) 2 c) 3 6 - a) 1 b) 3 c) 2 8 - a) 3 b) 1 c) 2 9 - a) 1 b) 3 c) 2
  • 117. Resultado De 27 a 23 pontos Imune à exclusão! Você está apto a enfrentar e vencer o vírus da exclusão, pois já entendeu o que significa uma escola que acolhe as diferenças, sem discriminações de qualquer tipo. Compreendeu também que a inclusão exige que os professores atualizem suas práticas pedagógicas para que possam oferecer um ensino de melhor qualidade para todos os alunos. Parabéns! Não se esqueça, porém, de que o atendimento educacional especializado deve ser assegurado a todos os alunos com deficiência, como uma garantia da inclusão.
  • 118. Resultado De 22 pontos a 16 pontos No limite. Você precisa se cuidar! Atenção, pois você está vivendo uma situação de fragilidade em sua saúde educacional. Cuidado! É preciso que você tome uma decisão e invista na sua capacidade de se defender do vírus da exclusão. Quem fica indeciso entre enfrentar o novo, no caso, a inclusão de todas as crianças nas escolas comuns, ou incluir apenas alguns, ou seja, os alunos que conseguem acompanhar a maioria, está vivendo um momento difícil e perigoso. Você está comprometendo a sua capacidade de ensinar e a possibilidade dos alunos de aprender com alegria!
  • 119. Resultado De 15 a 9 pontos Altamente contaminado. Tome todas as providências para se curar dos males que o vírus da exclusão lhe causou. Há muitas maneiras de se cuidar, mas a que recomendamos é um tratamento de choque, porque o estrago é grande! Você precisa, urgentemente, se tratar, mudando de ares educacionais, tomando de injeções de ânimo para adotar novas maneiras de atuar como professor (a). Outra medicação recomendada é uma alimentação sadia, muito estudo, troca de ideias, experimentações, ousadia para mudar o seu cardápio pedagógico. Tente colocar em prática o que tem dado certo com outros que se livraram desse vírus tão voraz e readquira o seu poder de profissional competente. Boa recuperação!
  • 120. “Ninguém é igual a ninguém” Composição de Milton Karam http://www.youtube.com/watch?v=XrVjqhSh8jM
  • 121. Para refletir... “O menino cadeirantinho” Jornal Folha de São Paulo – Edição de 24 de novembro de 2012.
  • 122. Mensagem final...

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