Análise comparativa das teorias de Descartes e Hume.
Objectivos Específicos
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Temas-problemas
O que é o conhecimento?
Qual a origem do conhecimento?
Conceitos-chave
Razão
Dúvida metódica e hiperbólica
Res cogito
Res extensa
Ideias
Impressões
Princípio da causalidade
Princípio da causalidade
Todas as nossas ideias derivam de impressões sensíveis. A toda e qualquer ideia tem de corresponder uma impressão (as ideias são imagens das impressões).
Hume submete o princípio da causalidade a uma análise crítica rigorosa, baseando-se na sua teoria do conhecimento (embora tendo consciência da sua importância).
1. Observação de um facto:
- Surge uma impressão sensível A
- Surge outra impressão sensível B
- Verifica-se uma conjunção constante entre A e B: B sucede A.
2. Análise do fenómeno:
- Nasce, na nossa mente, (como consequência da conjunção constante/sucessão regular) a ideia de relação causal ou conexão necessária.
Segundo Hume, referimos um facto futuro, que ainda não aconteceu, mas as inferências causais estão sempre sujeitas ao erro, perante novos objectos ou circunstâncias não sabemos realmente o que vai acontecer. Está assim a ser ultrapassada a experiência que é única fonte de validade de conhecimentos de facto.
O conhecimento dos factos reduz-se às impressões actuais e passadas.
Princípio da causalidade
Não podemos ter conhecimento de factos futuros porque não podemos ter qualquer impressão sensível ou experiência do que ainda não aconteceu.
A ideia de relação causal, de uma conexão necessária entre dois fenómenos (“sempre foi assim, sempre será assim”), é uma ideia da qual não temos qualquer impressão sensível.
Em suma:
- Inferimos uma relação necessária entre causa e efeito pelo facto de nos termos habituado a constatar uma relação constante entre factos semelhantes ou sucessivos.
- É apenas o hábito ou o costume que nos permite sair daquilo que está
imediatamente presente na experiência em direcção ao futuro “Sempre que se dá A acontece B.”
Princípio da causalidade
O Princípio da Causalidade leva-nos além dos sentidos e informa-nos da existência de objectos que não vemos nem sentimos Hume nega que haja ligação necessária entre o que existe e o que não existe;
A vinculação entre causa e efeito, tida como lógica e necessária, decorre de um sentimento de crença e, por isso, não pode ser tomado como inferência lógica e válida.
Exemplos:
A ideia de cavalo alado : esta ideia resulta da combinação da ideia de cavalo com a ideia de animais com asas. Há impressões correspondentes às ideias de cavalo e de animal com asas, mas não há nenhuma impressão correspondente à ideia de cavalo alado. Que concluir? Que esta ideia resultou do trabalho combinatório da mente e é falsa por não existir nenhuma experiência sensorial desse animal.
Exemplos
A ideia de Deus : haverá alguma impressão/sensação correspondente? Se não há, então a ideia de Deus é uma criação da razão a partir de ideias como «inteligência», «sabedoria», «bondade», etc. Se nunca tivéssemos tido experiências da inteligência, da sabedoria e da bondade não poderíamos moldar estas ideias nem a ideia de Deus, que é uma combinação destas. E porque não tem impressão que lhe corresponde, esta ideia é uma criação ilusória da razão.
Possibilidade de conhecimento humano
Hume em relação à possibilidade do conhecimento humano do real expressa duas vertentes:
Fenomenismo: a realidade a que o homem acede reduz-se aos fenómenos, não tendo nós acesso a qualquer princípio ou fundamento susceptível de conferir unidade e conexão às percepções e que delas se diferencie;
Cepticismo: a crença na existência de algo para lá dos fenómenos carece dos fundamentos e a capacidade cognitiva do entendimento humano limita-se ao âmbito do provável.
Conclusão
Todo o conhecimento provém dos sentidos, embora possamos por combinação de determinadas ideias elaborar ideias de seres de que não temos nenhuma impressão, não podemos, no entanto, afirmar a sua existência fora da mente.
Segundo Hume, existem as impressões e as ideias.
Rejeita o racionalismo.
Faz uma análise muito crítica ao princípio da causalidade.
Rejeita a ideia de Deus ou a sua existência
Assume um cepticismo moderado acerca do conhecimento.
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