ANAIS DO IV SEMINÁRIO EDUCS;     I SEMINÁRIO INTERNACIONAL: “EQUIDADE E COESÃO SOCIAL NO ENSINO               SUPERIOR”   ...
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Educs IV Artigos e Resumos - Dezembro-2011

  1. 1. ANAIS DO IV SEMINÁRIO EDUCS; I SEMINÁRIO INTERNACIONAL: “EQUIDADE E COESÃO SOCIAL NO ENSINO SUPERIOR” 05 e 06 de Dezembro/2011FINANCIAMENTO – ORGANIZAÇÃO - APOIO
  2. 2. IV Seminário EDUCS; I Seminário Internacional: “Equidade e Coesão Social no Ensino Superior” – UNISUL – Campus TubarãoORGANIZADORES DO EVENTO  Profº. Dr. Christian Muleka Mwewa  Profª. Drª. Maria da Graça N. Bollmann  Profª. Drª. Letícia Carneiro Aguiar  Mestrando Eddy Ervin Eltermann  Mestranda Estefania Tumenas Mello  Mestranda Gisele Joaquim Canarin  Mestrando Ricardo Teixeira Canarin Ficha catalográficaAnais do IV Seminário Educação Cultura e Sociedade e I SeminárioInternacional: Equidade e Coesão Social no Ensino Superior.Universidade do Sul de Santa Catarina. Tubarão, SC.ISSN: 2237-2326 Vol. 1, n. 1- 2011
  3. 3. IV Seminário EDUCS; I Seminário Internacional: “Equidade e Coesão Social no Ensino Superior” – UNISUL – Campus Tubarão Sumário APRESENTAÇÃO ...........................................................................................................6 OBJETIVOS .....................................................................................................................7 PROGRAMAÇÃO ...........................................................................................................8 EIXOS TEMÁTICOS ...........................................................................................13 - 290 EIXO 1 – UNIVERSIDADE E SOCIEDADE ........................................................ 13- 89 ARTIGO 01 - ANÁLISE DAS LEIS DE DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO NA PERSPECTIVA DA CONCEPÇÃO DO ENSINO SUPERIOR. ..................................... 13 ARTIGO 02 - A FORMAÇÃO ACADÊMICA EM PAULO FREIRE: COMO EDUCAR PARA A CONSTRUÇÃO DE UM OUTRO MUNDO POSSÍVEL NOS INSTITUTOS FEDERAIS DE EDUCAÇÃO? ........................................................................................ 22 ARTIGO 03 - LITERATURA NO ENSINO SUPERIOR DE ADMINISTRAÇÃO:UM CONVITE A PENSAR ..................................................................................................... 35 ARTIGO 04 - PEDAGOGIA SOCIAL EM ESPAÇO DE EDUCAÇÃO NÃO- FORMAL: ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO DE PESSOAS COM NECESSIDADES EDUCACIONAIS ESPECIAIS ......................................................... 48 ARTIGO 05 - PROFISSIONAIS DO LAZER: ESCOLHA DO CAMPO DE ATUAÇÃO E CONCEPÇÕES QUE ORIENTAM SUAS PRÁTICAS .............................................. 55 ARTIGO 06 - REFLEXOS DA PEDAGOGIA SOCIAL NO CENTRO DE ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO “CAMINHO DE LUZ” – APAE DE SANGÃO ........................................................................................................ 66 PAINEL 01 - AMPLIANDO AS POSSIBILIDADES DENTRO DO UNIVERSO DA PEDAGOGIA SOCIAL NO BRASIL NA ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL .............. 77 PAINEL 02 - SUBALTERNIDADE, ACESSIBILIDADE E EDUCAÇÃO SUPERIOR: INDICAÇÕES PRELIMINARES..................................................................................... 83 PAINEL 03 - O PAPEL SOCIAL DOS TRABALHOS DE CONCLUSÃO DE CURSO DAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR: UM ESTUDO DE CASO DAS FACULDADES INTEGRADAS ASSESC ...................................................................... 87
  4. 4. IV Seminário EDUCS; I Seminário Internacional: “Equidade e Coesão Social no Ensino Superior” – UNISUL – Campus Tubarão EIXO 2 – EDUCAÇÃO E CULTURA ................................................................... 90-237 ARTIGO 01 - A AVALIAÇÃO DOS FUTUROS PROFESSORES DE FILOSOFIA: INDICAÇÕES A PARTIR DE THEODORO W. ADORNO .......................................... 90 ARTIGO 02 - A EVOLUÇÃO HISTÓRICA DAS PROPOSTAS DE MÍDIA- EDUCAÇÃO ................................................................................................................... 106 ARTIGO 03 - A EXPERIÊNCIA DE ADOLESCENTES AUTORES DE ATO INFRACIONAL EM RELAÇÃO À ESCOLA .............................................................. 117 ARTIGO 04 - AUDIOVISUAL E SUAS NARRATIVAS NO ENSINO DE HISTÓRIA ......................................................................................................................................... 128 ARTIGO 05 - CINEMA COM FORMA DE INTERVENÇÃO SOCIAL ..................... 137 ARTIGO 06 - CORPOREIDADE: APOLOGIA E BANALIZAÇÃO DO HOMEM CONTEMPORÂNEO ..................................................................................................... 144 ARTIGO 07 - EDUCAÇÃO E ESPORTE: EM BUSCA DE UMA VIDA MELHOR . 160 ARTIGO 08 - MÉTODOS DE ALFABETIZAÇÃO: COMO O PROFESSOR ATUA EM SUA PRÁTICA ............................................................................................................... 172 ARTIGO 09 - O DESENHO ANIMADO DOKI E OS EFEITOS DE SENTIDO SOBRE CIDADANIA: UMA ANÁLISE A PARTIR DAS CATEGORIAS DE GUILLHERMO OROZCO ........................................................................................................................ 187 ARTIGO 10 - RÁDIO QUE EDUCA: A EDUCAÇÃO COMO EMANCIPAÇÃO NOS PROCESSOS DE PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO ............................................. 198 ARTIGO 11 - RELAÇÃO DA LITERATURA COM O CENTRO DE EDUCAÇÃO INFANTIL, FAMÍLIA E COMUNIDADE: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA ......... 207 ARTIGO 12 - SOB A PERSPECTIVA COM DA PEDAGOGIA SOCIAL: FUNDAÇÃO EDUCACIONAL JOANNA DE ANGELIS .................................................................. 213 PAINEL 01 - INTERESSES E/OU NECESSIDADES EDUCACIONAIS DOS ALUNOS DAS ESCOLAS NOTURNAS DE ARARANGUÁ/ SC.* ........................... 221 PAINEL 02 - MEDIAÇÕES CULTURAIS E FORMAÇÃO: DESAFIOS PARA A COESÃO SOCIAL NA EDUCAÇÃO ........................................................................... 227
  5. 5. IV Seminário EDUCS; I Seminário Internacional: “Equidade e Coesão Social no Ensino Superior” – UNISUL – Campus Tubarão PAINEL 03 - OS CIRCULOS DE CULTURA DE PAULO FREIRE COMO ESPAÇOS PARA A EDUCAÇÃO POPULAR COM CONSELHEIROS LOCAIS DE SAÚDE. .. 232 PAINEL 04 - RELATOS DE INFÂNCIAS DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL (MARACAJÁ/SC) .............................................................................. 235 EIXO 3 - GÊNERO E EDUCAÇÃO: ................................................................... 238-290 ARTIGO 01 - A INFLUÊNCIA DO GÊNERO NA ESCOLHA PROFISSIONAL DE PRÉ-VESTIBULANDOS: ESTUDO DE CASO NA CIDADE DE CRICIÚMA/SC ... 238 ARTIGO 02 - GÊNERO NA DOCÊNCIA E SUAS IMPLICAÇÕES .......................... 255 PAINEL 01 - A COMPOSIÇÃO DO GÊNERO DO CURSO DE GRADUAÇÃO EM TURISMO: UMA ANÁLISE DO PERFIL DE FLORIANÓPOLIS. ............................ 268 PAINEL 02 - A MULHER NA SOCIEDADE BRASILEIRA: APORTES DA DESIGUALDADE RACIAL .......................................................................................... 271 ARTIGO 13 – EIXO II: EDUCAÇÃO E CULTURA - ACONTECIMENTO, IMAGINAÇÃO E PRODUÇÃO DE SENTIDO: A RELAÇÃO ESTÉTICA NO CONTEXTO DA EDUCAÇÃO INFANTIL ................................................................. 268
  6. 6. IV Seminário EDUCS; I Seminário Internacional: “Equidade e Coesão Social no Ensino Superior” – UNISUL – Campus TubarãoAPRESENTAÇÃOPrezado/a participante: O IV Seminário Educação Cultura e Sociedade (EDUCS) e I Seminário Internacional,da Rede Ibero-Americana de Investigação e Pesquisa em Educação (RIAIPE), realizar-se-áem dezembro de 2011, na cidade de Tubarão, Brasil, na Universidade do sul de SantaCatarina – UNISUL, organizado pelo Programa de Pós Graduação- Mestrado em Educação –PPGE, abrange o tema “Equidade e Coesão Social no Ensino Superior”. Professores/as, pesquisadores/as e estudantes poderão participar de atividadesprogramadas para discussão e socialização sobre as diversas pesquisas, realizadas emPortugal, Brasil, Argentina e Uruguai, sobre questões referentes à temática. O Seminário oferecerá espaços, disponibilizados pelo PPGE- UNISUL, nos quaisocorrerão debates por meio de mesas redondas e comunicações orais, relacionados à temáticacentral. Será significativa, nesse momento, a oportunidade de compartilhar, rever e aprofundarconhecimentos. A Comissão de Organização agradece a todos aqueles que, de uma forma ou de outra,auxiliaram na realização, contribuindo para engrandecer o evento. Em especial, aospalestrantes, aos autores dos trabalhos, à Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação doEstado de Santa Catarina (FAPESC).Equipe organizadora
  7. 7. IV Seminário EDUCS; I Seminário Internacional: “Equidade e Coesão Social no Ensino Superior” – UNISUL – Campus TubarãoOBJETIVOS Este evento tem como objetivo ampliar o espaço de comunicação entre universidadesdo Brasil, Argentina, e Uruguai que integram o Programa Marco Interuniversitário para aEquidade e a Coesão Social nas Instituições de Ensino Superior, de forma que,compartilhando diagnósticos, ações institucionais e amostras de investigação, promovadiscussões nas relações dos desígnios universitários ao desenvolvimento social equilibrado,tal qual o acesso à Educação Superior.
  8. 8. IV Seminário EDUCS; I Seminário Internacional: “Equidade e Coesão Social no Ensino Superior” – UNISUL – Campus TubarãoPROGRAMAÇÃOCOORDENAÇÃO: AMANDA DA SILVA MENGERGRUPO 1 – Manhã 8h Local: BLOCO PEDAGÖGICO Sala: 115RÁDIO QUE EDUCA: A EDUCAÇÃO KARINA WOEHL DE FARIAS –COMO EMANCIPAÇÃO NOS Artigo - 8h às 8h20PROCESSOS DE PRODUÇÃO DOCONHECIMENTOA EVOLUÇÃO HISTÓRICA DAS AMANDA DA SILVA MENGERPROPOSTAS DE MÍDIA-EDUCAÇÃO Artigo – 8h20 às 8h40CINEMA COM FORMA DE ANDREIA KIRSCH DEBOVIINTERVENÇÃO SOCIAL KELLEN REGINA PRISCILA DE MEDEIROS AMÉRICO MARIA APARECIDA MORAES- Artigo - 8h40 às 9hAUDIOVISUAL E SUAS NARRATIVAS LARA RODRIGUES PEREIRA –NO ENSINO DE HISTÓRIA Painel - 9h às 9h10O DESENHO ANIMADO DOKI E OS HELOISA JUNCKLAUS PREISEFEITOS DE SENTIDO SOBRE MORAESCIDADANIA: UMA ANÁLISE APARTIR DAS CATEGORIAS DE LEIDIANE COELHO JORGE –GUILLHERMO OROZCO Painel - 9h10 às 9h20COORDENAÇÃO: GISELE JOAQUIM CANARIMGRUPO 2 – Manhã 8h LOCAL: Bloco Pedagógico Sala: 123ACONTECIMENTO, IMAGINAÇÃO E CLÉSIA DA SILVA MENDESPRODUÇÃO DE SENTIDO: A ZAPELINIRELAÇÃO ESTÉTICA NO CONTEXTODA EDUCAÇÃO INFANTIL Artigo - 8h às 8h20
  9. 9. IV Seminário EDUCS; I Seminário Internacional: “Equidade e Coesão Social no Ensino Superior” – UNISUL – Campus TubarãoFORMAÇÃO ACADÊMICA EM PAULO ANGELA MARIA ANDRADEFREIRE: MARINHO DE SOUZACOMO EDUCAR PARA ACONSTRUÇÃO DE UM OUTRO Artigo - 8h20 às 8h40MUNDO POSSÍVEL NOS INSTITUTOSFEDERAIS DE EDUCAÇÃO?SUBALTERNIDADE, RICARDO TEIXEIRA CANARINACESSIBILIDADE E EDUCAÇÃO GISELE JOAQUIM CANARIMSUPERIOR: INDICAÇÕESPRELIMINARES Painel - 9h às 9h10OS CIRCULOS DE CULTURA DE CLAUDIO ALEX DE SOUZAPAULO FREIRE COMO ESPAÇOS SIPRIANOPARA A EDUCAÇÃO POPULAR COM Painel - 9h10 às 9h20CONSELHEIROS LOCAIS DE SAÚDE.COORDENAÇÃO: ESTEFANIA TUMENAS MELLOGRUPO 3 – Tarde 14h Local: BLOCO PEDAGÖGICO Sala: 115ANÁLISE DAS LEIS DE DIRETRIZES ESTEFANIA TUMENAS MELLOE BASES DA EDUCAÇÃO NA EDDY ERVIN ELTERMANNPERSPECTIVA DA CONCEPÇÃO DOENSINO SUPERIOR. Artigo- 14h às 14h20PROFISSIONAIS DO LAZER: EDUARDO BATISTA VONESCOLHA DO CAMPO DE ATUAÇÃO BOROWSKIE CONCEPÇÕES QUE ORIENTAM GILDO VOLPATOSUAS PRÁTICAS Artigo - 8h40 às 9hGÊNERO NA DOCÊNCIA E SUAS MARIA SALETE SALVAROIMPLICAÇÕES LUCIANE B. CERETTA MÁGADA T. SCHWAMN MARIA TERESA ZANINI BRASIL Artigo: 14h40 às 15hA MULHER NA SOCIEDADE CAMBRIA PORTERBRASILEIRA: APORTES DADESIGUALDADE RACIAL Painel - 15h às 15h10A COMPOSIÇÃO DO GÊNERO DO ALEXANDRE NEUMAYRCURSO DE GRADUAÇÃO EM JULIANA GAMA LEITETURISMO: UMA ANÁLISE DO PERFIL Painel - 15h10 às 15h20DE FLORIANÓPOLIS.
  10. 10. IV Seminário EDUCS; I Seminário Internacional: “Equidade e Coesão Social no Ensino Superior” – UNISUL – Campus TubarãoO PAPEL SOCIAL DOS TRABALHOS CAMILA FRANCO CÔRTESDE CONCLUSÃO DE CURSO DAS FELIPE DE AGUIAR PIRASSOL DEINSTITUIÇÕES DE ENSINO OLIVEIRASUPERIOR: UM ESTUDO DE CASODAS FACULDADES INTEGRADAS Painel - 15h20 às 15h30ASSESCCOORDENAÇÃO: MARIA SIRLENE PEREIRA SCHLICKMANNGRUPO 4 – Tarde 14h LOCAL: Bloco Pedagógico Sala: 123A ESTÉTICA DOS AMBIENTES MARIA SIRLENE PEREIRAESCOLARES COMO ESPAÇO DE SCHLICKMANNPRODUÇÃO DE EFEITOS DESENTIDO Artigo - 14h às 14h20CORPOREIDADE: APOLOGIA E VANDERLEI DA SILVA MENDESBANALIZAÇÃO DO HOMEMCONTEMPORÂNEO Artigo - 14h20 às 14h40EDUCAÇÃO E ESPORTE: EM BUSCA KEIT FAUSTDE UMA VIDA MELHOR MILANE HEERDT BALLMANN ONILEDA GUIMARÃES Artigo - 14h40 15hA EXPERIÊNCIA DE ADOLESCENTESAUTORES DE ATO INFRACIONAL MARIA IZABEL DE AMORIMEM RELAÇÃO À ESCOLA Artigo - 15h às 15h20A AVALIAÇÃO DOS FUTUROS BANTU MENDONÇA KATCHIPWIPROFESSORES DE FILOSOFIA: UMA SAYLARELEITURA DE THEODORO W. Artigo: 15h20 àsADORNOCOORDENAÇÃO: ALINE COÊLHO DOS SANTOS GRUPO 5 – Noite 19h Local: BLOCO PEDAGÖGICO Sala: 115A INFLUÊNCIA DO GÊNERO NA ALINE COÊLHO DOS SANTOSESCOLHA PROFISSIONAL DE PRÉ- CRISTINI FELTRIN CANEVERVESTIBULANDOS: ESTUDO DE CASONA CIDADE DE CRICIÚMA/SC PAULO RÔMULO DE O. FROTTA Artigo: 19h às 19h20
  11. 11. IV Seminário EDUCS; I Seminário Internacional: “Equidade e Coesão Social no Ensino Superior” – UNISUL – Campus TubarãoLITERATURA NO ENSINO SUPERIOR JOÃO GOMES DA SILVA NETODE ADMINISTRAÇÃO:UM CONVITE A PENSAR Artigo - 19h20 às 19h40RELAÇÃO DA LITERATURA COM O ELOISA BARRETO CARDOSOCENTRO DE EDUCAÇÃO INFANTIL, JÉSSICA CORRÊA DE MEDEIROSFAMÍLIA E COMUNIDADE: UMRELATO DE EXPERIÊNCIA KARINE APARECIDA DA SILVA Artigo – 19h40 às 20hRELATOS DE INFÂNCIAS DE JOSIANE EUGÊNIO PEREIRAPESSOAS COM DEFICIÊNCIAINTELECTUAL (MARACAJÁ/SC) Artigo - 20h às 20h20INTERESSES E/OU NECESSIDADES SORAIA SOARES DA LUZEDUCACIONAIS DOS ALUNOS DAS ALINE COÊLHO DOS SANTOSESCOLAS NOTURNAS DE PAULO RÔMULO DE OLIVEIRAARARANGUÁ/ SC FROTA Painel - 20h20 às 20h30COORDENAÇÃO: GRASIELA IVONETE V. ALANOGRUPO 6 – Noite 19h LOCAL: Bloco Pedagógico Sala: 123SOB A PERSPECTIVA COM DA ROBERTA MEDEIROS LUIZPEDAGOGIA SOCIAL: FUNDAÇÃOEDUCACIONAL JOANNA DEANGELIS Artigo - 19h às 19h20REFLEXOS DA PEDAGOGIA SOCIAL GRASIELA IVONETE V. ALANONO CENTRO DE ATENDIMENTO Artigo - 19h20 às 19h40EDUCACIONAL ESPECIALIZADO“CAMINHO DE LUZ” – APAE DESANGÃOMÉTODOS DE ALFABETIZAÇÃO: ANDREIA KIRSCH DEBOVICOMO O PROFESSOR ATUA EM SUAPRÁTICA Artigo – 19h40h às 20hAMPLIANDO AS POSSIBILIDADES MAYARA ORIGE MORETODENTRO DO UNIVERSO DA ROSANI B. G. TEIXEIRAPEDAGOGIA SOCIAL NO BRASIL NAESCOLA BÍBLICA DOMINICAL TATIANA FELICIDADE Artigo - 20h às 20h20
  12. 12. IV Seminário EDUCS; I Seminário Internacional: “Equidade e Coesão Social no Ensino Superior” – UNISUL – Campus TubarãoPEDAGOGIA SOCIAL EM ESPAÇO DE PRISCILLA DINAH COSTAEDUCAÇÃO NÃO-FORMAL: LOURENÇOALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTODE PESSOAS COM NECESSIDADES Artigo - 20h20 às 20h40EDUCACIONAIS ESPECIAISMEDIAÇÕES CULTURAIS E SARITA B. DO NASCIMENTOFORMAÇÃO: DESAFIOS PARA A CHRISTIAN MULEKA MWEWACOESÃO SOCIAL NA EDUCAÇÃO Painel – 20h40 às 20h50
  13. 13. IV Seminário EDUCS; I Seminário Internacional: “Equidade e Coesão Social no Ensino Superior” – UNISUL – Campus Tubarão EIXO 1 – UNIVERSIDADE E SOCIEDADE Área que tem por objetivo a discussão sobre a Interação da Universidade com aSociedade, envolvendo os seguintes temas: Universidade e Compromisso Social;Universidade e Desenvolvimento Regional; Universidade e Exercício da Cidadania;Pedagogia social; Formação de Professores; Transferência de Conhecimentos Científicos eTecnológicos da Universidade para a Sociedade; Agentes de Cooperação: Fundações de apoioa pesquisa e a extensão, Escritórios de Transferências de Tecnologia; Ações das Agências deInovação Tecnológica; e, Internacionalização, Expansão e Autonomia da Educação Superior. ARTIGO 01 - ANÁLISE DAS LEIS DE DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO NA PERSPECTIVA DA CONCEPÇÃO DO ENSINO SUPERIOR. Estefania Tumenas Mello1 Eddy Ervin Eltermann2 Universidade do Sul de Santa Catarina - UnisulRESUMO:Este texto tem o intuito de fazer um resgate dos oito anos da tramitação à aprovação da Lei deDiretrizes e Bases da Educação Nacional - Lei n. 9.394 de 20 de dezembro de 1996 (LDB),observar o percurso de todo o movimento da sociedade civil representada pelo substitutivoJorge Hage à influência de Darcy Ribeiro na promulgação da atual lei em vigor, tal qual aincidência de tal aprovação no âmbito da Educação Superior. Esta versão da lei permitiu umabrecha à privatização do Ensino, desresponsabilizando o Estado e incidindo em uma novaconfiguração da formação sociocultural brasileira, voltada às concepções de consumo elucratividade, desconsiderando, muitas vezes, a concepção da universidade como umaferramenta na formação autônoma e favorável ao apropriado desenvolvimento de toda asociedade.PALAVRAS- CHAVE: Leis de Diretrizes e Bases da Educação Nacional; Educação Superior;Sociedade Brasileira.1 Aluna do Programa de Pós Graduação, Mestrado em Educação da Unisul.2 Aluno do Programa de Pós Graduação, Mestrado em Educação da Unisul, bolsista do Programa Marco Interuniversitário para a Equidade e a Coesão Social nas Instituições de Ensino Superior – RIAIPE 3.
  14. 14. IV Seminário EDUCS; I Seminário Internacional: “Equidade e Coesão Social no Ensino Superior” – UNISUL – Campus TubarãoABSTRACT:This text is intended to talk about the eight years of procedure to the approval of the Law ofGuidelines and Bases of Education (Law No. 9394/1996), to observe the course of the civilsociety movement represented by substitute Jorge Hage, the influence of Darcy Ribeiro in thepromulgation of the current law, as the incidence of such approval within Higher Education.That version allowed a gap to the privatization of education, the lack of responsibility of theState and a new configuration to the social / cultural Brazilian focused on consumerperceptions and profitability, disregarding the concept of university as a tool in theautonomous and conducive to proper development of the whole society.KEYWORDS: Law of Guidelines and Bases of National Education; Tertiary Education;Brazilian Society. O Brasil e o mundo vêm sofrendo transformações que agem de maneira profunda navida do ser humano. As mudanças nos meios sociais, econômicos, políticos, culturais,delineados pelo mercantilismo e consumismo consolidados na exploração dos paísesperiféricos, se materializam como se as fontes de riquezas naturais exploradas fosseminesgotáveis. Assim, contextualiza-se que, com o fim da guerra fria, o mundo se deparou comos conceitos neoliberais e os Estados Unidos da América (EUA) consolidam a produção e oconsumo como as “únicas” vias possíveis, ditando o caminho em que nações percorreriam,prometendo desenvolvimento e a falsa idéia de progresso aos países periféricos esemiperiféricos (também chamados de países do terceiro mundo), moldando as nações deacordo com os interesses do mercado produtivo e consumista (CHESNAIS, 1996). Denomina-se, desta forma, que crises do capitalismo rebatem as transformações nospaíses periféricos e consequentemente refletem na formação social. Economias cada vez maisdependentes são acentuadas decorrentes da internacionalização do mercado financeiro, docrescimento caótico de setores de serviços e da divisão de trabalho. Sendo a escola umaferramenta ideológica do Estado, a educação passa a abranger a demanda do mercado,conduzida pelas oscilações do capital flutuante, rebatendo diretamente a formação sócio-cultural-educacional do indivíduo, que passa a carecer da formação escolar pública e gratuita,de qualidade, laica e essencial para a contribuição de uma sociedade justa e igualitária. Diantedesta realidade, o objetivo deste trabalho é fazer uma análise da Lei de Diretrizes e Bases(LDB), a maneira com que fora promulgada e problematizar a concepção de EducaçãoSuperior no contexto neoliberal brasileiro.
  15. 15. IV Seminário EDUCS; I Seminário Internacional: “Equidade e Coesão Social no Ensino Superior” – UNISUL – Campus Tubarão A Leis de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), complementar à Constituição daRepública Federativa do Brasil de 1988), sancionada em vinte de dezembro de mil novecentose noventa e seis (20/12/96), através no número 9.394, foi resultado de um vasto embate queperduraram oito anos e substituiu a LDB anterior, a lei n. 4.024, de 1961. Ao início da elaboração das novas diretrizes e bases da educação, a comunidadeeducacional brasileira organizada se movimentou em debater uma abrangência decente no quediz respeito à educação, naquilo que resultaria dos trabalhos do Congresso NacionalConstituinte, instalado em 1987, na Constituição Federal. Antes de qualquer ação por partedos Constituintes, a IV Conferência Brasileira de Educação, (IV CBE), realizada em Goiânia,agosto de 1986, aprovou a “Carta de Goiânia”, contendo propostas dos educadores referentesà educação, no capítulo da Constituição. Em 1987, a Revista ANDE, no número 13, discutiu aLDB como tema central, tendo início, ao final daquele ano, a elaboração de um projetooriginal da nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. (SAVIANI, p35, 1997). O primeiro texto do projeto de LDB foi concluído em fevereiro de 1988, após afixação de linhas ordenadas e coerentes da educação, e apresentado à Câmara dos Deputadosem dezembro de 1988, pelo Deputado Federal do PMDB de Minas Gerais Octávio Elísio. Aoprojeto apresentado, foram anexados mais sete projetos, fruto de propostas de deputados dediferentes partidos, resultado da composição de um Grupo de Trabalho da LDB, constituídopelo então presidente da Comissão de Educação, Cultura e Desporto da Câmara, DeputadoUbiratan Aguiar (PMDB-CE), que indicou como relator Jorge Hage (PDT-BA, na época).Inúmeras outras sugestões foram enviadas ao Grupo, e o Fórum Nacional em Defesa daEscola Pública (FNDEP) na LDB manteve-se mobilizado, reunindo entidades no âmbitonacional. Após muitas audiências públicas, nas quais o deputado Jorge Hage considerava todosaqueles que pudessem contribuir para a construção do assunto em pauta - tendo o relator aindapercorrido todo o país em busca de contribuições dos mais diferentes tipos, que patenteava ofluxo do projeto, considerando e acolhendo as variadas propostas (SAVIANI, 1997) -,desencadeou-se o processo de negociação e votação no primeiro semestre de novembro doano de 1990, realizado na Câmara dos Deputados, na Comissão de Educação, Cultura eDesporto. O Fórum Nacional em Defesa da Escola Pública interferiu e acompanhou de pertotoda a tramitação do Projeto de Lei n. 1.258/88, debatido com grande intensidade comeducadores brasileiros, com o intuito de contemplar princípios embasados em uma“concepção de educação pública, gratuita, laica, democrática e de qualidade social, comodireito de todos e dever do Estado, em cumprimento ao compromisso do resgate da imensa
  16. 16. IV Seminário EDUCS; I Seminário Internacional: “Equidade e Coesão Social no Ensino Superior” – UNISUL – Campus Tubarãodívida social para com a educação da população de baixa renda.” (BOLLMANN, p.660,2010). Infelizmente, o percurso da reelaboração do texto final da LDB não expressou osconteúdos do projeto original do conhecido Jorge Hage. Enquanto a Lei tramitava na Câmara,com o apoio da sociedade civil organizada no FNDEP, paralelamente surgiam iniciativastambém no Senado, que aparentou “desconhecer” aquilo que se vinha discutindo na Câmara.Segundo SAVIANI, “Numa sistemática de funcionamento bicameral como é o caso doParlamento Brasileiro, um projeto de lei pode ser apresentado e iniciar sua tramitação,indistintamente, em qualquer uma das duas casas do Congresso” (SAVIANI, p. 127, 2000).Assim, o PL n. 1.258/88 em sua construção democrática foi interrompido pela apresentação,no Senado da República, do Substitutivo Darcy Ribeiro, - proposta elaborada pelos senadoresDarcy Ribeiro, Marco Maciel e Maurício Correa, em articulação com o poder executivoatravés do MEC, com o forte apoio do então presidente da República Fernando HenriqueCardoso e do Ministro da Educação Paulo Renato de Souza. O resultado final consagrou aaprovação da Lei 9.394/1996, que apesar de conter algumas contribuições da sociedade civil,apresentados na Câmara, o texto final aproxima-se mais das idéias apresentadas pelo grupo deDarcy Ribeiro. Os dois grupos discutiam qual seria a filosofia por detrás da lei, e neste textodiscutir-se-á a filosofia da versão em vigor, em uma análise no que refere o Capítulo IV, “DaEducação Superior”. Com isso, fazem-se as seguintes perguntas: qual concepção de homem,que concepção de formação superior, que concepção de Estado e de sociedade? Qual aconcepção de universidade que, após a aprovação da nova LDB, na atualidade brasileira?Dessa forma, o objetivo de compor as perspectivas da Lei de Diretrizes e Bases, no âmbito daEducação Superior, delinear e comparar a real concepção das Instituições de Ensino Superiore as pessoas a quem essa formação se destina e a incidência do Ensino Superior na sociedade. Assim, o contexto das últimas décadas vem sendo marcado por grandes modificaçõesnas esferas sociais, educacionais, culturais e políticas, devido a uma nova perspectiva, queatinge vários países do mundo, a da globalização, e que, para Mészáros (2009), contribui paraa desigualdade salarial, subdesenvolvimento e degradação em todos os sentidos. O Brasil écaracterizado por um modelo econômico sustentado em políticas de ajuste estrutural,orientados pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), Organização Mundial do Comércio(OMC), etc, e tais ajustes atingem todos os setores estatais, em nome da redução dos gastosfiscais. Com isso, o Estado deixa de cumprir com as obrigatoriedades, e as transferem ao setorprivado, e que passam a constituir-se em serviços oferecidos à população. Com isso, tem-se o
  17. 17. IV Seminário EDUCS; I Seminário Internacional: “Equidade e Coesão Social no Ensino Superior” – UNISUL – Campus Tubarãointuito de abranger a intenção das diretrizes, problematizando a atual realidade escolarbrasileira, na qual a escola consiste em uma ferramenta do Estado que age através dosinteresses consumistas e/ou capitalistas, resultando na sociedade injusta, desigual epoliticamente, socialmente, culturalmente pobre na qual se vive hoje. Reconstrói-se a idéia decapital-trabalho, que incide na economia e influencia o Estado, deixando à deriva o plenodesenvolvimento social, cultural e educacional da escola, dependentes do investimentopúblico. A internacionalização do mercado financeiro e o enfraquecimento das decisões doEstado perante a sociedade permitem que grupos passem a definir as concepções, os rumos eas políticas adotadas em diversas áreas, “flertando” com a educação durante anos, e comações mais visíveis nos últimos anos, especialmente a partir do processo de expansão doensino superior, originada através da promulgação da LDB, promovido pelo Governo doPresidente Fernando Henrique e perdurando também no início do governo de Luis Inácio Lulada Silva (Silva Jr e Sguissardi, 2001) (Gentilli, 2001) (Catani, 2000). Um dos marcos deste contexto são as concepções formuladas a partir daConferência Mundial de Educação para Todos3, ocorrida em Jontiem, Tailândia, que conduziuo Brasil, na aprovação de aparatos legais, com destaque para: o Plano Decenal de Educaçãopara Todos (1993), a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB/1996), o Fundode Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério(FUNDEF/1996), o Plano Nacional de Educação (PNE/2001), o Plano de Desenvolvimentoda Educação (PDE/2007), o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica ede Valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB/2006) e o Piso Salarial ProfissionalNacional (PSPN/2008). Com isso, em 20 de dezembro de 1996, o então presidente FernandoHenrique Cardoso e o Ministro da Educação, Paulo Renato de Souza sancionam a LDB,trazendo diversas mudanças a sua conjuntura anterior, especialmente no que diz respeito àeducação superior, facilitando a privatização desse nível de ensino, promovida por “brechas”que vieram mais tarde a ser impulsionadas por políticas de estímulo à privatização e aconsequente desresponsabilização do Estado, passando aos cidadãos a necessidade debuscarem soluções às políticas sociais que deveriam ser implementadas no sentido do seubem-estar.3 A conferência ocorrida na Tailândia reuniu 155 governos, definindo ações para os 9 países com as maiores taxas de analfabetismo, entre eles Bangladesh, Brasil, China, Egito, Índia, Indonésia, México, Nigéria e Paquistão, conhecidos por “E9”, e sendo que estes tornaram-se signatários de um acordo visando articular políticas educativas a partir deste fórum.
  18. 18. IV Seminário EDUCS; I Seminário Internacional: “Equidade e Coesão Social no Ensino Superior” – UNISUL – Campus Tubarão Nos últimos anos, a educação passou a ser assunto discutido não só pelosprofissionais da área, mas em diferentes espaços, desde o político e econômico até o dasorganizações sociais de base, dos organismos internacionais, de administradores, enfim, deinvestidores. Explicita-se através da aprovação das diretrizes conhecidas como ProjetoPrincipal de Educação na América Latina e Caribe - PROMEDLAC V, derivada doPROMEDLAC, uma conferência, formada por ministros da Educação preocupados emdiscutir uma educação internacional nesta área, vinculou a melhoria da educação com aprofissionalização, com investimentos maciços na profissionalização do docente por meio daformação, da melhoria e aperfeiçoamento de materiais pedagógicos. Neste evento, o BancoMundial teve relevante posição e, segundo Shiroma, Moraes e Evangelista (2007), o interessedo Banco com questões educacionais decorre da existência da pobreza e busca de suasustentação através da educação por meio da assistência social. Interessava por essa via,reafirmar a necessidade da participação do setor privado na educação por trazer melhoresresultados podendo, assim, investir em capital humano na busca do custo-benefício. Asautoras ainda divergem na concepção de educação, com papel fundamental na redução dapobreza e na economia, e a evolução tecnológica, já que o conhecimento se torna obsoletodiante da velocidade com que se adquirem os novos. Ora, a prioridade da educação vem a sermoldada dentro de uma capacidade adaptável, e formar um sujeito apto em adquirirconhecimentos sem dificuldades, exigida pela demanda do mercado econômico. Perpetrando a lucratividade parte do cenário atual, as Instituições de EnsinoSuperior (IES) apresentam-se, segundo Sguissardi (2009, p. 27) numa nova dinâmica, na qual“[...] em torno de 4/5 da população estudantil dita universitária obtém sua formação de nívelsuperior em IES, que não cumprem o preceito básico do modelo humboldtiano4 deuniversidade, isto é, a associação ensino-pesquisa [...]”, expondo que a formação universitáriaestá cada vez mais próxima do sentido empreendedor em sua concepção, do que de suaaplicação em processos que desenvolvam a investigação e as premissas resultantes desteíndice de qualificação pessoal e profissional. Dale (2004) salienta a participação de forças supranacionais ou mesmo de forçaspolítico-econômicas nacionais no controle da educação, resultam em limitações nas melhoriasnecessárias a estas políticas. Este novo embate no contexto nos traz a uma nova compreensãode universidade e de sua função na sociedade. Neste sentido a concepção da universidade4 Wilhelm Von Humboldt foi um dos pioneiros nas reflexões sobre Universidade e suas concepções, apresentando a idéia de que a mesma é caracterizada pela ciência objetiva e pela formação subjetiva, considerando as Instituições Científicas como responsáveis pelo desenvolvimento da cultura moral de uma nação.
  19. 19. IV Seminário EDUCS; I Seminário Internacional: “Equidade e Coesão Social no Ensino Superior” – UNISUL – Campus Tubarãoremete a uma contestação da identidade política imperante, a qual conduz a uma corrente depensamento estritamente direcionada a lucratividade e ao sentido de resultados práticos eimediatos. Contestar a nova concepção de universidade é contestar o pensamento único eideológico neoliberal. O sentido da universidade como um todo, traz à tona a discussão do sentido daeducação que, destacada por Teixeira (1977), na Convenção Francesa, formulou-se umconceito educacional escolar ideal para todos pensando em uma concepção de sociedade emque o indivíduo pudesse buscar, na escola, sua posição na vida social, descartando aexistência privilégios de classe, dinheiro e herança. (TEIXEIRA,A. 1977,p.12). A definição da função da formação universitária, enquanto local em que o indivíduová “aprender”, está de acordo com Kassick (2009), em que a “transmissão de conhecimento”depende da ciência do professor quanto ao significado do que venha a ser a universidade, epodem assim ignorar o desígnio educativo por não estarem preparados quanto à importânciade utilizar meios em que o estudante possa dispor de um pensamento crítico. A privatizaçãodo pensamento e a organização do processo pedagógico, segundo propõe Frigotto (2010),decorrente da parceria público-privado, já que o Estado é ineficiente, chegam à escola básicacom a inserção de apostilas ou manuais, métodos de ensino e meios avaliativos dos alunos eprofessores. Tal mecanismo ataca o docente dos cursos de pedagogia e licenciatura na suaformação universitária que, embora ocupe seu tempo nas discussões políticas e sociais, aindanão desenvolveu as técnicas do “bom ensinar”, e que em atividade será reavaliado e “treinadoou adestrado”, se preciso, para aplicar as tarefas a que se pede. Dessa forma, a educação como um todo ou a concepção de educação superior, tempor objetivo a formação do homem comum na direção de uma transformação intelectual quevise sua colaboração para o bem-estar da sociedade a qual este pertence. No entanto, nota-seno ensino brasileiro, atualmente, uma educação que subordina a modernização dos meios àqualidade do professor. É vista como um investimento em capital humano, que ensina para oconformismo, para a disciplina e não como educação em valores, instituída para a crítica epara a libertação. Estamos assistindo uma expansão quantitativa da educação que vem nacontramão da capacidade do Estado brasileiro em garantir sua qualidade. Com isso, entender a universidade consiste no entendimento de sua função no mundoe a forma com a qual ela deveria apresentar-se a sociedade, participar na compreensão de suaconcepção e difundi-la, confrontando sua representação de propósitos com sua concepçãohistoricamente construída, desinteressada do viés econômico.
  20. 20. IV Seminário EDUCS; I Seminário Internacional: “Equidade e Coesão Social no Ensino Superior” – UNISUL – Campus TubarãoREFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASBOLLMANN, M. G. N. Revendo o Plano Nacional de Educação: Proposta da SociedadeBrasileira. Educação e Sociedade, Campinas, vol. 31, n.112, p.657-676, julho-setembro,2010. Disponível em: < http://www.scielo.br/pdf/es/v31n112/02.pdf>CATANI, A. M. OLIVEIRA, J. F. As Políticas de diversificação e diferenciação da educaçãosuperior no Brasil: Alterações nos sistemas e nas universidades públicas. In SGUISSARDI,V. (org.) Educação Superior: velhos e novos desafios. São Paulo: Xamã, 2000CHENAIS, F. A Mundialização do Capital. São Paulo: Xamã, 1996DALE, R. Globalização e educação: demonstrando a existência de uma “cultura educacionalmundial comum” ou localizando uma “agenda globalmente estruturada para a educação?”Educação e sociedade, Campinas, vol. 25, n. 87, p. 423-460, maio – agosto, 2004GENTILI, P. A universidade na penumbra: o círculo vicioso de precariedade e a privatizaçãodo espaço público. In GENTILI, P. (org.) Universidades na Penumbra: neoliberalismo ereestruturação universitária. São Paulo: Cortez, 2001KASSICK, C. N. Formação de Professores para a Educação Superior: Necessidades ePerspectivas. In BASSI, M. E. AGUIAR, L. C. (org.) Políticas Públicas e Formação deProfessores. Ijuí: UNIJUÍ, 2009MÉSZÁROS, I. O século XXI: Socialismo ou Barbárie. São Paulo: Boitempo, 2009SAVIANI, D. A nova lei da educação: trajetórias, limites e perspectivas.6ª edição.Campinas: Editora autores associados, 2000SGUISSARDI, V. Universidade brasileira no século XXI: Desafios do presente. São Paulo:Cortez, 2009.
  21. 21. IV Seminário EDUCS; I Seminário Internacional: “Equidade e Coesão Social no Ensino Superior” – UNISUL – Campus TubarãoSHIROMA, E. O, MORAES, M. C. M., EVANGELISTA, O. Política Educacional. Rio deJaneiro: Lamparina, 2007SILVA JUNIOR, J. R. SGUISSARDI, V. Novas Faces da Educação Superior no Brasil:Reforma do Estado e mudanças na produção. São Paulo: Cortez; Bragança Paulista, SP: USF-IFAN, 2001TEIXEIRA, A. Educação e Universidade. Rio de Janeiro: UERJ, 1988__________ Educação não é privilégio. São Paulo: Editora Nacional, 1977
  22. 22. IV Seminário EDUCS; I Seminário Internacional: “Equidade e Coesão Social no Ensino Superior” – UNISUL – Campus TubarãoARTIGO 02 - A FORMAÇÃO ACADÊMICA EM PAULO FREIRE: COMO EDUCAR PARA A CONSTRUÇÃO DE UM OUTRO MUNDO POSSÍVEL NOS INSTITUTOS FEDERAIS DE EDUCAÇÃO? Angela Maria Andrade Marinho de Souza Assessora Pedagógica-Reitoria IF Farroupilha Mestrado em Educação-UTN/Buenos Aires angelamarinho.desouza@iffarroupilha.edu.brRESUMOEste artigo trata dos desafios da formação acadêmica e a da importância de uma abordagemem Paulo Freire no que se refere à prática educativa no século XXI nos Institutos Federais deEducação. Apresenta alguns referenciais defendidos pelo autor, que de forma dialética,remete-nos a repensar os gargalos que dificultam oportunizar educação verdadeiramenteemancipatória no Brasil, com repercussão positiva para a sociedade, para a coletividade,resultante de uma práxis conscientizadora e dialógica. Partimos de um aporte teóricobibliográfico, que objetiva chamar a atenção dos gestores do pedagógico para a necessidadeurgente de pensar criticamente a formação profissional do século XXI, as funções daeducação superior, quanto à formação inicial e principalmente, o perfil de egressos quedesejamos formar para atuar no contexto social e no mundo do trabalho, neste 3º milênio, apartir dos pressupostos do Paradigma Crítico Progressista, uma abordagem em Freire que, nasua Pedagogia do Oprimido, introduz idéias ainda hoje atuais, pois continuam existindomuitos oprimidos , excluídos sociais e analfabetos funcionais.Palavras-chave: Formação acadêmica em Paulo Freire. Os IFs e a construção do inéditoviável. Formação profissional como prática da liberdade.ABSTRACTThis article discusses the challenges of academic training and the importance of an approachon Paulo Freire as regards educational Practice in the 21st century in the Federal Institutes ofeducation. Presents some benchmarks defended by the author, that dialectic way, brings us torethink, bottlenecks that hamper enjoy truly emancipatory education in Brazil, with positiverepercussions for society, for the community, resulting from a conscientizadora praxis andDialogic dynamics. We start from a theoretical contribution bibliographic, which aims todraw the attention of teaching managers to the urgent need to think critically the professionaltraining of the 21st century, the functions of higher education, initial training and mainly, theprofile of graduates that wish form to act in the social context and in the world of work in thisthird millennium, from the assumptions of Progressive Critical Paradigman approach on
  23. 23. IV Seminário EDUCS; I Seminário Internacional: “Equidade e Coesão Social no Ensino Superior” – UNISUL – Campus TubarãoFreire, Pedagogy of the oppressed, introduces ideas still current today, because there are stillmany oppressed, excluded social and functional illiterates.Keywords: academic training in Paulo Freire. The IFs and the construction of the first viable.Vocational training as practice of freedom.INTRODUÇÃO Falar no inédito viável é o mesmo que falar em indignação, autonomia, esperança nofuturo e em um questionamento: como educar para a construção de um outro mundopossível? Segundo Paulo Freire, “mudar é difícil, mas é possível e urgente”. Ao gestor dopedagógico cabe o desafio de mudar, romper com os paradigmas clássicos que explicam ostristes cenários que vivemos hoje. Os seguidores deste educador popular veem nele a voz daresistência científica, num momento de relativismo geral. É um crítico dos privilégiosgarantidos e transmitidos por instituições e autor de algumas obras extremamente importantesnestes últimos 40 anos, entre elas: Educação como prática da liberdade, Pedagogia doOprimido, Pedagogia da Indignação, Educação e Mudança, Pedagogia da Esperança, Políticae Educação, Professora sim, tia não, Pedagogia da Autonomia, entre outros de igual valoracadêmico. Tentou explicar os mecanismos elitistas de dominação e corporativismo dasprincipais instâncias de poder no mundo contemporâneo. A apropriação da cultura como símbolo de distinção é um dos temas favoritos emoposição à vulgaridade da indústria cultural, a mercantilização da educação e a invasãocultural5. Criador ou disseminador de conceitos como “opressor”, “oprimido”, “alienação”,„liberdade‟, “emancipação”, “conscientização‟, “compromisso”, “participação” „inéditoviável”, “educação bancária”, “humanização”, “educação dialógica” “práxis”..., Freire vê oshomens em luta pelo prestígio e pela ascensão social (opressores x oprimidos), o que somentepode ser mudado, via educação, pois no dizer de Freire “Se a educação sozinha nãotransforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”.5 A pedagogia bancária apresenta-se, neste sentido, como prática da não-comunicação, e o educador tradicionalem lugar de comunicar-se faz comunicados e depósitos que os educandos recebem pacientemente, memorizame repetem (FREIRE, 1987a, p. 58). A consequência disto é o favorecimento de uma cultura do silêncio,condicionando-os a um mutismo que permite a invasão cultural, por meio desta educação.
  24. 24. IV Seminário EDUCS; I Seminário Internacional: “Equidade e Coesão Social no Ensino Superior” – UNISUL – Campus Tubarão Por que uma abordagem em Paulo Freire? Com a morte deste renomado educadorbrasileiro em 1997, desaparece mais uma das figuras que, no período do exílio, aliaram umpensamento inquieto e impiedoso contra a prática de uma educação bancária e alienante,postando-se em favor de uma educação como prática da Liberdade e do exercício conscienteda cidadania. A Pedagogia do Oprimido nasceu em 1968, no Chile, mas as ideias advindasdestas lutas ainda hoje, não se realizaram na prática, por isso, a necessidade desta reflexão.Ainda temos muita luta pela frente para que a sociedade seja de iguais, de incluídos, a partirda ação pedagógica de professores que evidenciem em seus fazeres, o que Paulo Freiresempre defendeu: ensinar exige pesquisa, exige criticidade, exige estética e ética, exige corporeificação das palavras pelo exemplo, exige aceitação do novo e rejeição a qualquer forma de descriminação, exige reflexão crítica sobre a prática, exige consciência do inacabamento, exige alegria e esperança, exige convicção de que a mudança é possível, exige competência profissional, exige comprometimento, exige tomada conscientes de decisões, exige reconhecer que a educação é ideológica.”(2007b:7) Outra razão para abordar Paulo Freire, é que cabe aos seus seguidores mais quehomenageá-lo, reinventá-lo. Acreditamos, sinceramente, que Paulo Freire é sinônimo deintelectual comprometido com a educação verdadeiramente crítica, progressista e promotorada libertação do homem, já que não há democracia efetiva sem poder crítico. Admirado poruns e não entendido por outros, Freire defende o caráter científico da Educação. É adversáriodo fatalismo e um crítico dos ativistas6. Feitas estas considerações iniciais, registramos que, por Educação, entendemos umprocesso permanente que envolve busca, crescimento, atualização e, sobretudo, a formaçãosistemática intencional, moral e intelectual. Este processo efetiva-se a partir do contato comoutros seres humanos. Educar significa humanizar e humanizar-se, porém, isto requer partilha,e principalmente formação para viver e ensinar, conforme Paulo Freire defendia: emcomunhão, mediatizada pelo mundo. Para ele, “o homem só se faz homem em contato comoutros homens”. Educar é um processo dialético que deve proporcionar ao homem suaemancipação e ser desenvolvido em favor das minorias excluídas e estigmatizadas ao longoda História, a fim de que a força do coletivo se faça presente de modo consciente e igualitário.6 Ativista, para Freire é o sujeito que se dedica exclusivamente à ação sem refletir criticamente sobre o que faz.
  25. 25. IV Seminário EDUCS; I Seminário Internacional: “Equidade e Coesão Social no Ensino Superior” – UNISUL – Campus Tubarão Como a Pedagogia é a Ciência da Educação, podemos dizer que sem Educação aPedagogia é pura atividade mecânica, mera rotina. O propósito deste artigo consiste emresgatar o mínimo sobre a dimensão histórica do saber pedagógico defendido por Freire,visando a construção do inédito viável. Pretendemos ainda oportunizar aos profissionais daeducação uma releitura crítico-reflexiva, que permeie e dê sustentação a uma ação pedagógicadiária, de modo que a prática docente ainda inédita, mas viável, seja problematizadora,contextualizada, dialógica e contribua para a emancipação dos envolvidos no processo ensinoe aprendizagem nos Institutos Federais de Educação. Idealizamos apresentar as idéiasfreireanas, a partir de uma visão de conjunto, onde foram agregados conhecimentoseducacionais construídos ao longo da trajetória profissional como professores aprendizes ereflexivos, a fim de enriquecer a pesquisa ora apresentada. A opção pela Pesquisa Qualitativa, com abordagem dialética visa, a partir de umcontexto social e histórico, abordar as contradições e os conflitos, considerando a concepçãode história numa perspectiva diacrônica, onde o processo conflitivo está em construção. Asanálises bibliográficas, aliadas às experiências vivenciadas, é que permitiram esta releituracrítico-reflexiva.COMO CONSTRUIR O INÉDITO VIÁVEL NOS INSTITUTOS FEDERAIS DEEDUCAÇÃO? ATRAVÉS DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL COMO PRÁTICA DALIBERDADE Da Antiguidade, com seu processo educacional primitivo, a inculturação, chegamos àPós-Modernidade com um processo educacional multicultural e uma brutal crise deidentidade. Ao longo de muitos séculos, a educação continua a evoluir e embora opensamento pedagógico tenha surgido depois do processo educacional, Gadotti (2005), traçaum paralelo, considerando a evolução das Idéias Pedagógicas e a História da Educação,ambas estreitamente relacionadas Das Matrizes Platônicas e Aristotélicas, avançamos para a Pós-Modernidade, coma predominância do capitalismo e do homem burguês, aquele homem que oprime e quedomina o contexto das relações sociais. A educação atual está pautada pelo multiculturalismo,
  26. 26. IV Seminário EDUCS; I Seminário Internacional: “Equidade e Coesão Social no Ensino Superior” – UNISUL – Campus Tubarãoonde os oprimidos, a duras penas, tentam ler e compartilhar o mundo lido, dizer sua palavra,e fazer da educação prática da liberdade7. Nesse período, as grandes contribuições político-pedagógicas são importantesreferências. Se de um lado consolida-se a concepção burguesa de educação, de outro ladoobservam-se grandes enfrentamentos, inclusive em nível de idéias, a citar as de Paulo Freire,que dão suporte a fortes movimentos sociais, em defesa de uma educação justa e igualitáriapara todos. Apesar de tudo, temos uma Educação Superior elitista e dual: conhecimentos eruditospara a classe dominante e ensino elementar para os dominados, pois as Universidades não têmconseguido acompanhar as mudanças que os novos tempos exigem. Podemos dizer que aformação oportunizada não questiona a sociedade classista, os privilégios e tão pouco forneceos meios para o enfrentamento adequado das agruras sociais que vivenciamos, enquantogestores do pedagógico, sujeitos do mundo. Temos uma educação pragmática e não aqueladefendida por Freire que parece ter compreendido desde muito cedo que as Universidades, com seu academicismo, com suas lutas internas pelo poder e controle do conhecimento, revelam-se, com frequência, como espaços estreitos, onde o pensamento criador enfrenta sérios problemas (GADOTTI, 2007:32). No entanto, com o grito dos excluídos, e as constantes críticas ao contexto sócio-político a educação neoliberal, dual e excludente não está se sustentando devido aoaparecimento das suas fragilidades. O fato é que o pensamento crítico freireano é muito fácilde ser entendido e muito difícil de ser praticado, pois exige mudanças individuais, atitudinaise, sobretudo, sociais. As IES devem compreender que tudo começa na formação inicial, ouseja, é preciso que desde os começos do processo, vá ficando cada vez mais claro que, embora diferentes entre si, quem forma se forma e re-forma ao formar e quem é formado forma-se e forma ao ser formado” (PAULO FREIRE, 2007b: 23). O certo é que o Pensamento Pedagógico Crítico representado por grandes nomes nocenário educacional mundial, como Marx, Bordieu, Foucoalt, Gramsci, Vygotsky, Giroux...,também chegou ao Brasil com Paulo Freire, levantando a questão da escola reprodutora dasdesigualdades sociais, como aparelho ideológico do Estado, como transmissora de 7 Entendendo-se por liberdade, ação em uma direção consciente e não ação espontaneísta.
  27. 27. IV Seminário EDUCS; I Seminário Internacional: “Equidade e Coesão Social no Ensino Superior” – UNISUL – Campus Tubarãoconhecimentos, cujas práticas educativas dominadoras e autoritárias servem mais aosinteresses dominantes e opressores do que aos interesse dos dominados, dos oprimidos. O professor progressista deve entender que a tarefa docente exige ensinar a pensarcerto e não ensinar os alunos a memorizar mecanicamente frases e idéias prontas. Este tipo deeducação não passa de domesticação. E só há criticidade quando há comprometimento,lembrando que participação não significa compromisso. Frente a este contexto, temos dois Paradigmas bem definidos. As idéias opostas sãodefendidas pelo positivista Auguste Comte e pelo socialista Karl Marx. Enquanto oprimeiro dá sustentação até hoje ao Paradigma Dominante, o segundo sustenta nacontemporaneidade, os Paradigmas Emergentes, em especial o Paradigma Crítico ou oMaterialismo Histórico-crítico Dialético. Defensor do Pensamento Pedagógico Positivista, Auguste Comte e o sociólogo EmileDurkhyem argumentavam em favor de uma sociedade conservadora, consensual,funcionalista, onde a ordem predominasse. Prezavam a educação baseada no poderverticalizado, fragmentado, setorizado. Justamente a educação criticada por Paulo Freire, umaeducação bancária, antidialógica, descontextualizada: educação como prática da dominação,aquela que, em vez de politizar e conscientizar, exerce função contrária, limitando edesfocando o sujeito das problemáticas emergentes centrais. A educação por Comte defendidavisava a formação de um homem passivo, alienado, acomodado a partir da assimilação servildo conhecimento. Contrapondo-se com veemência a este pensamento, o socialista Karl Marx e seusseguidores: Engels, Manacorda, Gramsci, Makarenko... sustentavam a superação da alienaçãosomente pela força do coletivo e que a luta pela emancipação só seria possível a partir da lutade classes. É a relação dialética necessária que Paulo Freire caracterizava como Opressores XOprimidos. Para Marx, o conflito leva à conscientização e só assim as massas se libertam. Apráxis para ser verdadeira deve decorrer da conscientização efetiva, do discernimento clarosobre alguma situação e do exercício democrático verdadeiramente crítico, uma vez que, deacordo com Gramsci, no contexto social todos são intelectuais, mas nem todos exercem a suaintelectualidade. A crítica que se converte em práxis escapa da ilusão, pois ela deixaevidenciar as contradições e com isso deixa de reproduzir o statu quo, ajudando a transformá-lo. No dizer de Manacorda (1996), é importante ressaltar que nenhuma batalha pedagógicapode ser separada da batalha política e social
  28. 28. IV Seminário EDUCS; I Seminário Internacional: “Equidade e Coesão Social no Ensino Superior” – UNISUL – Campus Tubarão Faz-se necessário esclarecer que “a superação da contradição oprimido-opressor nãoimplica em que os oprimidos se tornem opressores, mas a superação da condição de opressão”(GADOTTI, 2007:34) Influenciado por este contexto, no Brasil, duas grandes vertentes aparecem, as quaissão muito bem explicadas e defendidas por José Carlos Libâneo (1996) e Dermeval Saviani(1989). Enquanto Saviani refere-se às Teorias Não-Críticas e Críticas da Educação, Libâneoas classifica em duas grandes Tendências Pedagógicas: Pedagogia Liberal e PedagogiaProgressista. De um lado está o Pensamento Pedagógico Liberal, acrítico e, portanto, mecânico,reprodutivo, tradicional, com uma didática instrucional baseada na decoreba e comsustentação no modelo de Educação Jesuítica. É bom lembrar que os católicos e os liberaisrepresentaram correntes históricas opostas, porém não antagônicas. A educação desta épocareproduzia um ensino que valorizava a obediência cega, a servilidade e as ações induzidas,exatamente o que Paulo Freire sempre combateu. Muito tempo depois, mesmo com o advento da Escola Nova e do Tecnicismo, poucasmudanças são observadas nas práticas educacionais brasileiras. Em termos de Legislação, asidéias administrativas de Taylor e Fayol consolidam e ratificam práticas pedagógicasdespolitizadas, absolutamente fragmentadas, hierarquizadas onde se evidencia claramente acompartimentalização e o produto final. De outro lado, está o Pensamento Pedagógico Progressista libertador, tendo comomaior expoente Paulo Freire (2007). Nesta linha de pensamento crítico, outros conceituadosteóricos brasileiros aparecem. Suas idéias referem-se à importância e à necessidade de umaeducação como prática da liberdade, educação como processo de mudança, uma educaçãoproblematizadora, contextualizada e dialógica8. Uma educação transformadora que conduza àconscientização, por meio da participação coletiva, o que contribuiria para a efetivação daEducação Cidadã, autônoma, promotora da verdadeira inclusão social, sabendo-se que educarnão é um ato neutro. É um ato essencialmente político e sua evolução tem caráter dialético.8 Há uma precariedade na utilização do diálogo nas relações entre-pedagógicas, em virtude do nãofavorecimento do diálogo no âmbito escolar, pois é através desse que os alunos podem encontrar um verdadeiromomento de aprendizagem, diluindo a hierarquia, professor-produtor e aluno e entre ambos, resultando em umaaprendizagem significativa.
  29. 29. IV Seminário EDUCS; I Seminário Internacional: “Equidade e Coesão Social no Ensino Superior” – UNISUL – Campus TubarãoPor isto, somente através da politicidade essencial a cada homem, é que chegaremos àemancipação desejada. Desta forma, desponta a Pós-Modernidade, enfrentado a invasão cultural. Invasão esta,fruto de uma adesão não refletida. Para Stuart Hall (2007), é preciso considerar de formafundamentada a historicidade que envolve a humanidade para que na Pós-Modernidade,possa se compreender a crise identitária que os cerca. A mercantilização da educação e aindústria cultural devem ser entendidas sob o efeito da globalização, que deseja a qualquercusto vender até o que não é vendável para um sujeito que está com a sua subjetividadeabalada. Neste cenário, aparecem as questões multiculturais, plurais e de diversidade, comoessenciais no âmago social. Desejamos a inclusão, a partir do respeito a todas as culturas,inclusão esta que vai muito além de apenas integrar, e sim valorizar e respeitar as minoriasestigmatizadas, ao longo dos anos em relação à raça, etnia, gênero, idade... não só através deProgramas assistencialistas ou Políticas de Ações Afirmativas mas, sobretudo, a partir deum forte e sólido embasamento intelectual, que permita verdadeiramente igualdade deoportunidades para todos, sem cotas, sem influencias heterônomas. Assim, não podemos esquecer da aldeia global (MCLUHAN, 1969), na qual o homemestá inserido. Aldeia esta com sujeitos totalmente individualistas que prezam muito mais asconquistas do que as partilhas. Então, sem perceber, fruto dessa invasão cultural9 que provocaa inautenticidade do indivíduo, temos um sujeito fraco. É a era do analfabetismo funcional e social, justamente porque, nesta aldeia global, opoder da comunicação audiovisual é muito rápido e, ao mesmo tempo em que informa, podebitolar, banalizar a cultura e servir sob influência da ideologia neoliberal, de anestesiaespiritual para muitos, entretendo-os com questões sociais menos importantes. Desejamos que ao ler este artigo, o leitor estabeleça relações de significado e o façade forma viva, intensa, impregnado de paixão, para que possa compreender o que é serprofessor, de acordo com os ideais freireanos, ou seja, quem é o profissional que vai educarpara a construção de um outro mundo possível, para o inédito viável? Quem vai fazer umoutro mundo possível? Como educar para este mundo possível?
  30. 30. IV Seminário EDUCS; I Seminário Internacional: “Equidade e Coesão Social no Ensino Superior” – UNISUL – Campus Tubarão Não podemos, nestes novos tempos, continuar desenvolvendo velhas práticas nocontexto educativo. As IES são espaços de relações, de redes, de movimentos. Então, pensarem educação viável para um outro mundo possível, significa dizer: [...] o sonho viável exige de mim pensar diariamente a minha prática;exige de mim a descoberta,a descoberta constante dos limites da minha própria prática,que significa perceber e demarcar a existência do que eu chamo espaços livres a serem preenchidos.O sonho possível tem a ver com os limites destes espaços e esses limites são históricos. A questão do sonho possível tem a ver exatamente com a educação libertadora, não com a educação domesticadora . (FREIRE apud GADOTTI; 2007: 16). Assim, precisamos trabalhar em prol da Pedagogia da esperança, da autonomia, nabusca permanente pela educação e pela formação profissional como prática da liberdade,combatendo o instrucionismo e defendendo uma nova visão de currículo, onde a integraçãonão seja mera teoria. Os professores devem ter consciência que as Instituições públicasrespondem a interesses também públicos, e que o discernimento é imperativo para que asadesões sejam fruto de reflexões e não de banalizações ou ativismos incentivados em causaprópria. É mister que o professor tenha sede de mudança e não de poder, e só umprofissional com sólida formação tem esse discernimento. Então, quem vai fazer um outromundo possível e educar para o inédito viável, sou eu, é você e todos aqueles que sabem que ésomente via educação que podemos “transformar as pessoas que mudam o mundo”(GADOTTI, 2007:34) e, acima de tudo, “é alguém comprometido que luta com esperança,pois, esperança sem luta é ingenuidade e luta sem esperança é frívola ilusão” (GADOTTI,2007:25). Em pleno século XXI, o desafio dos profissionais da educação não é desenvolver amemória das pessoas e sim desenvolver a capacidade que lhes é peculiar: a capacidade depensar que implica ler criticamente, refletir, mudar e agir conscientemente. Interessante lembrar Freire, quando este nos remete a refletir primeiramente sobre ossaberes necessários a todo o educador sério e comprometido com a prática educativa. Entreelas, está a capacidade de atualização permanente, a busca pela formação continuada, acapacidade de saber trabalhar em equipe e a importância da iniciação científica: a pesquisa. Oautor defende a indissociabilidade entre ensino e pesquisa, pois faz parte da natureza daprática docente indagar, buscar, pesquisar. A pesquisa possibilita conhecer a novidade e
  31. 31. IV Seminário EDUCS; I Seminário Internacional: “Equidade e Coesão Social no Ensino Superior” – UNISUL – Campus Tubarãocontribui para que a curiosidade vá se tornando cada vez, metodicamente, mais rigorosa, eassim saia da ingenuidade e transforme-se em curiosidade epistemológica. A virada do milênio e o surgimento dos Institutos Federais de Educação, em 2008, érazão oportuna para um balanço sobre práticas e teorias que atravessaram os tempos, já quealgumas teorias que orientaram muitas práticas tendem a desaparecer. Somente revisitando opassado podemos entender o futuro educacional. Neste sentido, a educação do passado estavacentrada num paradigma que sustentava uma sociedade plena e consensual. Entretanto, aeducação do futuro centra-se na totalidade onde os paradigmas holonômicos valorizam acomplementaridade, a convergência e a complexidade. Em pleno século XXI, estamos diante de uma encruzilhada: de um lado osprofissionais da educação não dão conta da universalização da educação e de outro lado, asnovas matrizes teóricas não se apresentam como caminhos seguros a seguir, tendo em vistaque vivemos em uma época de profundas e rápidas transformações e reformas. Então comoformar profissionais consoante com a pedagogia como prática da liberdade? A educaçãocontemporânea será sempre uma educação contestadora e superadora dos limites impostos,pois se volta para a transformação social, onde temas relevantes devem ser discutidos. Nestenovo cenário da educação que já está posto, é preciso reconstruir o saber e o fazer docente .Em vez da falta de comprometimento e de conhecimento da área específica de atuação,advinda da falta de rigorosidade metódica e experiência profissional, o professor deve sermais criativo, flexível, autêntico e humilde, admitindo aprender com os alunos, com oscolegas e com o mundo, e acima de tudo, desejar ser professor. Podemos dizer que se tornanecessária e urgente uma reflexão crítica sobre a prática pedagógica, pois em pleno terceiromilênio ainda existem professores que praticam uma pedagogia conservadora, onde muitasvezes colegas e alunos são humilhados, ridicularizados e medidos por uma atitude específicaou através de um determinado conhecimento solicitado em uma prova, ao contrário do quesugere a pedagogia da práxis, onde através da qual o professor dá dignidade aos alunos, aoscolegas de trabalho e aposta e investe neles de modo trandisdisciplinar, haja vista que aprática transdisciplinar é uma exigência do próprio ato educativo, daquele professor queassume a sua identidade, sua profissão com responsabilidade, contrapondo-se àqueles pseudosprofissionais da educação, que segundo Paulo Freire, reduzem-se a meros “tios”, queinocentemente caem na armadilha ideológica que amacia e adocica a sua capacidade de luta,já que se entretém com tarefas menos fundamentais ao processo educativo.
  32. 32. IV Seminário EDUCS; I Seminário Internacional: “Equidade e Coesão Social no Ensino Superior” – UNISUL – Campus Tubarão O professor deve assumir sua identidade que é formar e formar supõe transformar,contudo convém lembrar que não há transformação pacífica. Ela é sempre conflituosa, poissempre rompe com algo enraizado: preconceitos, hábitos, comportamentos, víciosinstitucionais..., por isso, uma prática transformadora embasa-se sempre na pedagogia doconflito, na pedagogia da práxis, tendo em vista que “a realidade não pode ser modificadasenão quando o homem descobre que é modificável e que ele o pode fazer.”(FREIRE:1987). Somos aprendizes a vida toda, mas para aprender é necessário envolvermo-nosprofundamente com o que desejamos aprender; é preciso, também, sabermos aceitar o novo,não bastando inovarmos em cima do que já vem sendo feito, é preciso mudar e isto é maisradical, pois tem a ver com rupturas. Eis aqui o papel do verdadeiro profissional da educação,um articulador, um organizador de ideias, um intelectual (Gramsci - aquele que pesquisa eproduz) um gestor do pedagógico que não é ingênuo10 nem espontaneísta. A guisa de conclusão registramos um apelo: é chegada a hora de compreendermos,como profissionais de direito da educação, o contexto atual e, junto aos alunos, rompermoscom práticas e ideias não mais adequadas a este milênio e, promovermos sim uma educaçãoque possibilite aos egressos das Instituições de Ensino, em geral, enfrentar os problemas queaí estão, de forma verdadeiramente democrática, não confundindo o exercício crítico dacidadania com anarquia, baderna, modismo ou ativismo infundado. Concluímos, dizendo que o novo brota do velho e o desafio consiste justamente emlevar as pessoas a pensarem, a agirem de forma crítica e de modo compromissado. Só assim épossível construir a educação do futuro: um fazer docente que alie teoria e prática em prol deuma sociedade mais justa, politizada e igualitária. É válido lembrar que sábios professoreseducam pessoas para discutirem fatos intelectualmente; professores comuns educam pessoaspara falarem superficialmente sobre coisas e professores medíocres educam pessoas parafalarem de outras pessoas. E você, que tipo de perfil profissional evidencia na Pós-Modernidade? Que exemplos vêm evidenciando em seu quefazer11 pedagógico diário? Umaposição revolucionária deve manter sempre acesa a esperança. Para Paulo Freire, o homem é10 A curiosidade ingênua é o que caracteriza o senso comum, é um saber feito apenas da experiência sem rigorosidade metódica. A ingenuidade é nociva à autonomia, pois impede a percepção dos elementos de heteronomia que nos cercam.11 Leia-se por quefazer, termo usado por Paulo Freire no, livro Pedagogia do Oprimido. ...que fazer é práxis, todo fazer do quefazer tem de ter uma teoria que necessariamente o ilumine.O quefazer é teoria e prática.É reflexão e ação (2007, p.141)
  33. 33. IV Seminário EDUCS; I Seminário Internacional: “Equidade e Coesão Social no Ensino Superior” – UNISUL – Campus Tubarãoinacabado e sabendo-se inacabado, desenvolve a esperança e a desesperança. Então,parafraseando Freire, afirmo que eu espero, na medida em que começo a busca, pois nãoseria possível buscar sem esperança. Uma educação sem esperança não é educação. Aesperança não pode faltar a nenhum trabalhador social. Urge, portanto, que a formação acadêmica oportunizada nos IFs seja referência daeducação profissional, como prática de liberdade, ao contrário daquela que é prática dedominação e espoliação do trabalho o que implica negação do homem e do mundo concreto,geradora de desesperança, considerando que a conscientização é um compromisso histórico (...), implica que os homens assumam seu papel de sujeitos que fazem e refazem o mundo. Exige que os homens criem sua existência com um material que a vida lhes oferece (...), está baseada na relação consciência-mundo. (Paulo Freire, 1966.)REFERÊNCIASDEMO, Pedro. Pesquisa e Construção de Conhecimento. RJ: Tempo Brasileiro, 2000.FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2007a.______. Educação como prática da liberdade. RJ: Paz e Terra,1966.______. Conscientização: teoria e prática da libertação. São Paulo: Moraes, 1980.______.Extensão ou Comunicação? Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1985.______.e SHOR, Ira. Medo e Ousadia: o cotidiano do professor. RJ: Paz e Terra,1987b.______. Pedagogia da Esperança. RJ: Paz e Terra, 1994.______. Pedagogia da Autonomia. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2007b.______. Educação e Mudança. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1997.
  34. 34. IV Seminário EDUCS; I Seminário Internacional: “Equidade e Coesão Social no Ensino Superior” – UNISUL – Campus Tubarão______. Política e Educação. São Paulo: Cortez, 1995a.______. A Educação na Cidade. São Paulo: Cortez, 1995b.GADOTTI, Moacir. Histórias das Idéias Pedagógicas. São Paulo: Ática, 2005.______. Perspectivas Atuais da Educação. Porto Alegre: Artes Médicas, 2000.______. A Escola e o Professor: Paulo Freire e a paixão de ensinar. SP: Publisher, 2007.______. Educação e Poder. São Paulo: Cortez, 1991.______. Escola Cidadã. São Paulo: Cortez, 1997.HALL, Stuart. A Identidade Cultural na Pós-Modernidade. RJ: DP&A, 2006.LIBANEO, José Carlos. Democratização da Escola Pública: SP: Loyola, 1996.MANACORDA. M, A. História da Educação: Da Antigüidade aos Nossos Dias. SP:Cortez, 1996.SAVIANI, Dermeval. Escola e Democracia. SP: Cortez, 1989.
  35. 35. IV Seminário EDUCS; I Seminário Internacional: “Equidade e Coesão Social no Ensino Superior” – UNISUL – Campus Tubarão ARTIGO 03 - LITERATURA NO ENSINO SUPERIOR DE ADMINISTRAÇÃO: UM CONVITE A PENSAR João Gomes da Silva Neto (Faculdade Borges de Mendonça) joao.gomes@bm.edu.brRESUMOA intenção é sinalizar a possibilidade de uma aproximação de duas obras literárias, quaissejam: o clássico romance da literatura anti-utópica: “Admirável Mundo Novo”, de AldousHuxley, e a novela Fazenda Modelo: Novela Pecuária de Chico Buarque, e a partir daíverificar as possibilidades da literatura em ilustrar aspectos das teorias da administração. Maisainda, busca-se suscitar uma postura de reflexão crítica em relação ao contexto sócio-culturalem que esses modelos administrativos e de produção surgiram, pensar nos reflexos negativosdecorrentes de paradigmas reducionistas e mecanicistas sobre as organizações e a sociedadeque se verificam ainda nos dias de hoje.Palavras chave: Ensino. Administração. Literatura.ABSTRACTThe intention is to signal the possibility of an approximation of two literary works, which are:the classic novel anti-utopian literature: "Brave New World" by Aldous Huxley, and the novelFazenda Modelo: uma novela pecuária by Chico Buarque, and thereafter exploring thepossibilities of literature to illustrate aspects of the theories of management. Moreover, itseeks to elicit an attitude of critical reflection in relation to socio-cultural context in whichthese administrative and production models have emerged, think about the negative effectsresulting from reductionist and mechanistic paradigms on organizations and society that thereare still nowadays.Key-words: Education. Administration. Literature.
  36. 36. IV Seminário EDUCS; I Seminário Internacional: “Equidade e Coesão Social no Ensino Superior” – UNISUL – Campus Tubarão1 INTRODUÇÃO Pode-se observar que uma parcela significativa das literaturas encontráveis nomercado editorial na área da Administração propõe uma visão demasiado prosaica sobreempreendedorismo e a prática administrativa. Geralmente vendem fórmulas prontas para seobter dinheiro e sucesso, livros de abordagem estritamente deterministas, reducionistas,lineares, superficiais, chegando muitas vezes, próximos à fala das publicações de auto-ajudaestadunidenses. Há um estudo de Wood Jr. e De Paula (2002a), intitulado “Pop-Management:contos de paixão, lucro e poder”, que a partir de uma perspectiva psicanalítica, analisa erelaciona a estrutura e os elementos-chave das narrativas do pop-management à das históriasinfantis. Segundo Wood Jr. e De Paula (2002b), “[...] entre a oferta de panacéias gerenciais ea busca ansiosa de soluções fáceis para todos os males, [...], o management vem sepopularizando e parece ter gerado um duplo: o pop-management”. Esse tipo de literatura temlançado uma profusão interminável de modismos e invadido as faculdades de administração.Em essência são livros escritos em série, seguindo receitas de sucesso, que objetivam virarbest-sellers e gerar lucro fácil para seus autores e editores. Também visam fazer publicidadepara os autores “gurus” e suas empresas de consultorias, palestras e treinamentos(MICKLETHWAIT; WOOLDRIDGE, 1998). Em contraponto, em um contexto acadêmico, da práxis didática da Administração, háobras científicas nas quais propõem-se uma abordagem mais profunda, abrangente ecomplexa das teorias administrativas. Essas obras analisam as questões epistemológicas dasteorias das organizações num panorama contemporâneo e com suas vicissitudes prementes.Todavia, são consideravelmente densas e podem estar algumas vezes, sobremaneira distantesda competência lingüística, textual e intertextual do acadêmico. Logo, podemos inferir que adiscussão epistemológica possa eventualmente ficar do lado de fora do ambiente ondesupostamente deveria estar em primeira instância: a sala de aula. Quais estratégias didáticaspodem contribuir para alterar essa realidade? Segundo uma postura mais reflexiva e crítica do universo da Administração e dasorganizações no cenário atual, mais importante do que decorar teorias e fórmulas mágicaspara se tornar um líder modelo, ter sucesso e dinheiro, é aprender a aprender, pesquisar,interpretar e filtrar informações para construir conhecimento efetivo. A opção por umaabordagem paradidática, representada pelo diálogo entre a literatura e as teorias daAdministração, pode auxiliar a desenvolver recursos didáticos que venham trabalhar essesaspectos. Nesse sentido, as obras literárias apresentadas nesse texto, podem contribuir para
  37. 37. IV Seminário EDUCS; I Seminário Internacional: “Equidade e Coesão Social no Ensino Superior” – UNISUL – Campus Tubarãosuscitar uma postura de reflexão crítica em relação ao contexto histórico-cultural em que essesmodelos administrativos surgiram e pensar nos reflexos negativos decorrentes racionalidadeinstrumental pura sobre as organizações e a sociedade que se verificam ainda nos dias de hoje.Além disso, semelhante tática pode propor visões criativas e originais para se pensar possíveisconseqüências desses paradigmas no futuro. Nas artes, o pensamento crítico e a proposição do novo têm solo fértil por meio dacriatividade e da visão de mundo do artista. Mais especificamente na literatura, o gênerodistópico se posicionou enquanto questionador dos valores sociais vigentes de sua época.Surgido no fim do século XIX, adquiriu expressividade no século XX e até hoje teminfluenciado outras linguagens artísticas entre elas o cinema, a música, as artes plásticas, osquadrinhos e os programas de TV. Um dos representantes mais celebrados da literatura distópica é Aldous Huxley, autordo clássico romance “Admirável Mundo Novo”, de 1932. Nessa obra futurista é criticada asociedade estadunidense orientada para o consumo, a padronização e a produção em massa,norteada pelo modelo de administração e produção industrial adotado por Henry Ford a partirde 1903, mais conhecido como Fordismo, fortemente inspirado nos conceitos daAdministração Científica de Frederick Taylor, Taylorismo. No enredo da obra em questão,temos um Estado totalitário e uma sociedade linear, estável e alienada, na qual a arte, o pensare o sentir não são permitidos e há a proibição da individualidade em detrimento do todo.Analisando esses elementos, podemos visualizar algumas das características mecanicistas ereducionistas do Fordismo tais como a concepção de sistema fechado, a hierarquização, aprevisibilidade, a padronização, a mecanização, o controle, a produção e consumo em massa,todas levadas ao paroxismo. Por sua vez, a novela Fazenda Modelo: Novela Pecuária, de Chico Buarque, de 1974,compartilha na essência de seu discurso vários elementos de crítica presentes no AdmirávelMundo Novo de Huxley, quais sejam: um Estado totalitário e uma sociedade linear, estável ealienada. Apesar de possuir recursos literários muitas das vezes semelhantes, é consideradauma obra alegórica, e não propriamente distópica. A obra de Chico Buarque, por meio do usode metáforas e alegorias em que os personagens são indivíduos de um rebanho de gado emuma hipotética fazenda idealizada por Juvenal, o bom boi, um político-gestor obcecado peloprogresso e modernização, com ótimas intenções fundadas nos mais altos valores morais, eque está alheio às barbáries que são praticadas pelos seus subalternos. Juvenal, o justo,também não contesta as ordens que superiores, ou como são chamados no livro: “os
  38. 38. IV Seminário EDUCS; I Seminário Internacional: “Equidade e Coesão Social no Ensino Superior” – UNISUL – Campus Tubarãoinvisíveis”, apenas cumpre suas atribuições como um bom funcionário. Na fazendaartificialmente e por imposição da força, adotam-se modernas tecnologias para criar umasociedade padronizada, constituída de indivíduos iguais produzidos por inseminação artificial,gerando uma sociedade estável, controlada mecanicamente, hierarquizada, ordeira, produtivae rentável, ou seja, uma Fazenda Modelo, idealizada para ser referência a todas as outrasfazendas da região. O livro é uma denúncia voltada à realidade brasileira que aborda aspectosnegativos dos impactos internos decorrentes da imposição do mercado e tecnologias externos,bem como do período de ditadura pelo qual o país passava à época. Em sua essência aFazenda Modelo por meio do recurso de alegorias fala da sociedade humana controlada esubjugada, tal qual um rebanho bovino. A aproximação dessas duas obras literárias num contexto acadêmico do ensino daTeoria Geral da Administração pode de alguma maneira ser profícua no sentido de instigar acuriosidade e o questionamento, e reforçar subjetividades outras que permitam a reflexãosobre o próprio curso e seus fundamentos teóricos.FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA Para contextualizarmos mais especificamente e melhor aclarar o terreno o qualpodemos trilhar, antes de adentrar mais pontualmente ao cotejamento das literaturas e àspossibilidades de relações entre a literatura e as teorias da Administração, faz-se interessantedeslindar um pouco melhor sobre os conceitos propostos. Primeiramente discorreremos sobreo gênero literário distópico, todavia, como a terminologia nos leva a inferir, distopia, (tambémconhecida como anti-utopia), é um neologismo, uma corruptela advinda de utopia. Logo,sendo esta antítese daquela, nos convém antes analisá-la primeiro para depois nos deitarmossobre a outra. E assim será feito.UTOPIA Lacroix (1996) pondera que a conotação vulgar de utopia é levemente depreciativaporque, em síntese, se refere a uma das formas de insensatez, uma quimera, sonho, algoimpossível de ser realizado. Essa palavra é muito utilizada popularmente, contudo naliteratura encontramos esse conceito abordado de forma mais complexa e diversa daconotação vulgar. A origem da palavra utopia é creditada ao estadista e escritor londrinoThomas More. “Utopia”, publicada em 1516, é o nome de um de seus mais famosos
  39. 39. IV Seminário EDUCS; I Seminário Internacional: “Equidade e Coesão Social no Ensino Superior” – UNISUL – Campus Tubarãoromances. Nessa obra, More fala de uma ilha, chamada “Utopia”, perdida no recémdescoberto continente americano. Uma ilha que vinha a ser um paraíso terrestre. More seutiliza do ideal de uma sociedade perfeita perdida “em lugar nenhum” (significadoetimológico do termo) para criticar a sociedade corrupta e doente da Inglaterra em que vivia. Por outro lado, se o termo utopia é creditado a More, temos outros conceitos eruditospara utopia, dentre os quais, o que compreende o gênero literário entendido por utópico, e quetem sua origem em nossa história ocidental já há muito, com os gregos clássicos. “ARepública”, de Platão, é um exemplo de discurso utópico de uma sociedade perfeita na qual,reis-filósofos deveriam controlar a política das cidades por serem os mais intelectualmentepreparados e, portanto, os que melhor poderiam gerir os interesses coletivos. Os discursos religiosos em geral são permeados de utopias, prometendo um mundoperfeito e sem sofrimento, na além vida, para os seguidores fiéis de seus preceitosdogmáticos. Os discursos políticos, mesmo a figura do político em si, a de um representantedo povo, pressupõe-se fundamentada em um ideal utópico. Em síntese, e genericamente, osdiscursos utópicos compartilham de ideais tais quais: a possibilidade de um mundo perfeito,de um futuro melhor, de uma sociedade mais justa e igualitária, de um paraíso etc. Taispráticas discursivas fundamentam-se na possibilidade otimista e positiva, ainda quehipotética, de uma metamorfose do estado de coisas imperfeito da realidade atual, para o debem e perfeição idealizados, em função da fuga do devir, da fatalidade e da tragicidade davida.DISTOPIA Enquanto as utopias propõem uma idealização para o bem, o gênero anti-utópico vemposicionar-se enquanto uma antítese do discurso utópico, algo como uma utopia negativa. Asdistopias mergulham na catarse das possibilidades de tragicidade e de fatalidade do serhumano, como crítica que quer expor através do grotesco, os perigos da realização, ou de umasociedade orientada para a tentativa de uma materialização de certos ideais utópicos. Em geral contestam a utopia presente nos discursos políticos das sociedadestotalitárias e autoritárias, criticando seus fundamentos e ideais de perfeição. Também criticacertos valores das sociedades capitalistas, quais sejam: o discurso progressista da produção edo consumo bem como o deslumbramento ingênuo e alienante frente aos avançostecnológicos sob o baluarte da “evolução” e da “melhora na qualidade de vida”.
  40. 40. IV Seminário EDUCS; I Seminário Internacional: “Equidade e Coesão Social no Ensino Superior” – UNISUL – Campus Tubarão As obras de ficção anti-utópicas têm geralmente discurso pessimista. Exploram asconseqüências do establishment vigente, levadas ao extremo e projetadas em um futuropróximo. Geralmente ambientam-se em sistemas fechados e estados autoritários e totalitários,onde há o controle, o condicionamento, repressão e a alienação constante do povo. A falta deliberdade e expressividade individual, a pobreza econômica e/ou intelectual são alguns dosreflexos destes sistemas. Nesses sistemas o poder dominante é a minoria, o que prescreve econtrola os mecanismos sociais, e o povo a “massa” de manobra. Outras obras literáriasdistópicas bastante conhecidas são: 1984 (1949) e “A revolução dos bichos” (1945)de George Orwell, “Nós” (1921) de Yevgeny Zamyatin, Fahrenheit 451 (1953) de RayBradbury.O FORDISMO EM “ADMIRÁVEL MUNDO NOVO” O livro “Admirável Mundo Novo” (1932) foi escrito na época em que o modelo deprodução em massa e padronização Fordista estava em franca expansão. No romance, temosclaramente uma crítica ao modelo Fordista, mas não é só. Temos igualmente, e talvez até maisimportante e pertinente para nossa realidade contemporânea, a crítica aos valores daquelasociedade na qual esse modelo se legitimava, e em certas instâncias ainda hoje se legitima.Em relação ao Fordismo, mais especificamente na narrativa, existem elementos explícitos eoutros subliminares. De forma sucinta, em caráter ilustrativo, analisaremos alguns desteselementos juntamente com considerações de caráter social, a partir de agora. Os nomes e os sobrenomes dos personagens são referências indiretas a figurashistóricas de relevância sócio-política e cultural na época em que o livro foi escrito, e porconseqüência, na trama. O nome de um dos protagonistas, por exemplo, é Bernard Marx, quena trama é psicólogo especialista em técnicas de condicionamento psicológico. Seu nomemescla Bernard (possível referência ao psicólogo francês Claude Bernard) e Marx, fazendomenção a Karl Marx. Deste mesmo modo, os demais personagens têm também nomesemblemáticos, como: Engels, Hoover, Pavlov, Trotsky, entre outros. Uma interjeição corrente entre os personagens no livro é a emblemática: Our Ford(nosso Ford), que vem a ser corruptela de Our Lord (nosso senhor „Deus‟) em inglês original,demonstrando ironicamente a personificação mítica de Ford, como referencial de deidade dasociedade do new world. A expressão: “Graças a Ford”, também é corrente e tem a mesmafunção conotativa. O “T”, fazendo menção ao automóvel modelo T criado por Ford, ocupa o
  41. 41. IV Seminário EDUCS; I Seminário Internacional: “Equidade e Coesão Social no Ensino Superior” – UNISUL – Campus Tubarãolugar de símbolo divino, ao invés da cruz. As eras são divididas em antes de Ford e depois deFord, ao invés de antes e depois de Cristo, reforçando a imagem e referencial de divindade. As pessoas do “Mundo Novo” não nascem. São produzidas em série em laboratórios-fábricas chamados centros de incubação e condicionamento. Por meio de uma tecnologia deeugenia, a partir de um único óvulo, geram-se 96 indivíduos gêmeos idênticos e perfeitos.Além de da maioria da população ser constituída de pessoas fisicamente iguais, elas usamtambém uniformes iguais, de acordo com suas castas. Isso reforça o sentido de identidade nacomunidade. Os cidadãos são produzidos e condicionados conforme sistema de castasdepartamentalizadas pela função que exercerão na sociedade do new world. Os indivíduosAlpha, parcela minoritária da população, são produzidos e condicionados desde a infância aocuparem os cargos mais importantes: serviços de alta gerência e diretoria, digamos assim.São os que planejam, organizam, controlam a lei e a ordem, e controlam as outras castas“operárias”. Elemento típico da estrutura de centralização de poder Fordista. Depois há ascastas dos Betas, Deltas, Gamas, Ypsilons, gradativa e respectivamente, diminuindo em graude importância hierárquica. Igualmente, de acordo com essa diminuição de grau hierárquico,diminui, também, o nível de importância conceitual e aumenta o grau de divisão de trabalhomecânico, braçal e serviçal dos “cargos” de cada grupo. Cada um desses grupos de castas temsuas atribuições de tarefas bem definidas, com suas atividades fragmentadas, previsíveis esuperespecializadas, características típicas da estrutura organizacional de hierarquiaverticalizada e mecanicista de Administração Científica. As castas de trabalhadores autômatos, obedientes e eficientes são a maior parcela dapopulação do “novo mundo”. São feitos para não terem inteligência, ou, a inteligência mínimanecessária apenas em função da tarefa que executarão na sociedade. Também são bio-geneticamente pré-determinados. O sujeito que trabalhará nas minas ou na indústria defundição, já é pré-determinado geneticamente a gostar de temperaturas extremas e a rejeitar ofrio, por exemplo. São depois condicionados desde a fabricação a amarem os serviços osquais serão obrigados a executar, como pode ser vislumbrado no trecho: “Mais tarde, seuespírito seria formado de maneira a confirmar as predisposições do corpo” (HUXLEY, 1987,p.27). Ora, de forma fantástica, na fábula, Huxley traz à tona uma questão ética extremamenteatual e pertinente: o que poderia acontecer, e de algum modo já está acontecendo, quando osinteresses hegemônicos de poderes políticos, encontram a ambição de grandes companhias debio-técnologia e engenharia genética. Busca-se respaldo no discurso utópico da evolução e da
  42. 42. IV Seminário EDUCS; I Seminário Internacional: “Equidade e Coesão Social no Ensino Superior” – UNISUL – Campus Tubarãosalvação da humanidade pela ciência, a legitimação ética para fazer clones ou órgãosproduzidos em série a partir de embriões produzidos somente para este fim. Pela primeira vezna história, o ser humano ou mesmo a vida, é passível de ser “fabricada”. Introjeta-se na consciência coletiva da comunidade do new world por meio dosdiversos “Escritórios de Propaganda” e “Colégios de Engenharia Emocional” a busca peloprazer hedonista, bem como o evitar o pensar. Pensar seria furtar tempo precioso do prazersensorial. Alguns valores fundamentais introjetados na sociedade são: o ódio ao que é gratuitoe belo, como a natureza, o culto ao progresso, ao consumo e a tudo que é industrializado,novo e “moderno”. Frases tais quais “mais vale acabar que consertar; mais vale acabar queconservar” ou “quanto mais se remenda menos se aproveita” e “eu adoro roupas novas” sãoincessantemente repetidas pelos veículos de condicionamento coletivo, e consequentemente,pelos indivíduos, a tal ponto que o ato de consertar ou remendar algo, era visto como anti-social. Por esse motivo, os livros e qualquer outra forma de arte são proibidos, por seremconsiderados perigosos para a estabilidade e ameaçadores enquanto potenciais agentes“descondicionantes”. Outros valores morais e sociais essenciais constantemente reforçados são: apadronização e a coletividade. Todos são estimulados a permanecerem em grupos e a seremiguais. Todas as atividades esportivas, sociais e mesmo as relações sexuais são estimuladas aomáximo, porém em coletividade. Um dos lemas propagados é “todos são de todos”. Aindividualidade é considerada amoral e a monogamia é perniciosa porque todo envolvimentoduradouro ou mais profundo pode levar a sentimentos mais intensos, o que é indesejável, poisdesequilibrariam a estabilidade. As relações devem ser superficiais, para que a vida sejaemocionalmente fácil. Mesmo o querer estar só é visto como um sintoma de doença, pois todoo valor positivo está em função do que possa favorecer a pretensa felicidade da coletividade esua estabilidade. Foram apresentados até aqui, apenas alguns dos elementos presentes na obra queservem para ilustrar e referenciar o modelo das teorias administrativas mencionadas. Alémdisso, a literatura distópica de um modo geral pode ser uma eficaz ferramenta para ilustrar esuscitar debates sobre aspectos éticos e conseqüências físicas, psicológicas, sociais, políticas,religiosas e espirituais na vida dos cidadãos em uma sociedade capitalista orientada segundo omodelo Taylorista e Fordista de Administração. Ou seja, exatamente tudo o que foinegligenciado à época, e muitas vezes ainda o é, atualmente, pelos entusiastas de modelosadministrativos fundamentados meramente na racionalidade instrumental. Para os fins deste

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