O “campo expandido”: as novas orientações da arte contemporânea
Universo em expansão
 
 
<ul><li>Após a desintegração da imagem executada na pintura abstrata, principalmente a da arte “abstrata informal” do pós-...
Contexto visual do imediato pós-guerra
<ul><li>Bomba atômica sobre Hiroshima  </li></ul>
<ul><li>Corpos em campo de concentração nazista  </li></ul>
<ul><li>Cidade européia destruída após bombardeio  </li></ul>
<ul><li>Georges Mathieu – Homenagem a morte (1952) </li></ul>
<ul><li>Wols – o olho de Deus  </li></ul>
<ul><li>Jackson Pollock – Lavender Mist (  </li></ul>
<ul><li>A Europa destruída, em seus valores materias e éticos ( guerra, holocausto e bomba atômica), gerou na arte um impu...
<ul><li>Ao lado da abstração “informal” que se prolongou após a guerra, surgem outras práticas artísticas na Europa que de...
<ul><li>Seja pela utilização de materiais diversos, criando o campo de ruínas na tela, como faz Antoni Tápies.   </li></ul...
<ul><li>Seja pelo ataque e perfuração da tela, como faz Lucio Fontana apontando para a insuficiência da superfície.  </li>...
<ul><li>Seja pelas compressões de César que reduzem a matéria a matéria abandonada e deformada, apontando para o caráter r...
<ul><li>Desse modo, a arte perde os seus gêneros tradicionais de orientação, fazendo uma leitura crítica da imagem no pós-...
<ul><li>Francis Bacon  – Pintura (1946) </li></ul>
<ul><li>Francis Bacon  – Figura com carne (1954) </li></ul>
<ul><li>Francis Bacon  – Segunda versão para Pintura de 1946 (1971) </li></ul>
<ul><li>Francis Bacon  – Três estudos para uma crucificação (1962) </li></ul>
<ul><li>Francis Bacon – Crucificação (1965) </li></ul>
 
 
A situação norte-americana <ul><li>Com o fim da guerra, o grande pólo da produção artística se transferiu de Paris para No...
<ul><li>Jackson Pollock </li></ul>
dadaísmo
<ul><li>Braque - Garrafa, jornal, cachimbo e copo (1913) </li></ul>
<ul><li>Duchamp – Roda de Bicicleta (1913)  </li></ul>
<ul><li>Raoul Russman  (1919) </li></ul>
neodadaísmo
 
<ul><li>Rauschenberg – Bed (1955) </li></ul>
<ul><li>Rauschenberg – Monograma (1955) </li></ul>
<ul><li>Rauchenberg – cannyon (1959) </li></ul>
<ul><li>Rauchenberg – Estate (1963) </li></ul>
<ul><li>A situação crítica em que a arte se encontrara com o expressionismo abstrato nos Estados Unidos, a abstração infor...
<ul><li>Para esses artistas, a arte moderna tornara-se insuficiente na tentativa de representar o mundo em crise e por ess...
<ul><li>Nesse momento, o mundo passava por mudanças visuais profundas, alterando a percepção de espaço e tempo das pessoas...
 
 
 
 
<ul><li>A partir dessas novas mudanças, os artistas deveriam buscar novas formas de expressão.  </li></ul>
 
<ul><li>Robert Rauchemberg  – Bed (1955) </li></ul>
 
<ul><li>Marina Abramovic  – Ritmo 4 (video) (1974) </li></ul>
<ul><li>Nam June Paik  – Buddha Tv (1974) </li></ul>
<ul><li>A arte contemporânea surge nesse contexto com o objetivo de provocar uma profunda transformação na forma da arte. ...
<ul><li>Podemos compreender a posição da arte contemporânea através da idéia de “campo expandido”.  </li></ul><ul><li>Esse...
<ul><li>Desse modo, a arte contemporânea funda-se na transformação da relação entre arte e público, produzindo trabalhos i...
As novas formas da arte
Pop art   <ul><li>Mel Ramos  – Velveeta (1965) </li></ul>
Arte conceitual   <ul><li>Joseph Kosuth  – Uma e três cadeiras (1965-66) </li></ul>
Instalação   <ul><li>Dan Flavin  – atravesando o verde (1966) </li></ul>
Body art   <ul><li>Milan Knizak  – Instant temples (1971) </li></ul>
Arte ambiental   <ul><li>Christo e Jeanne Claude  – Curtain Valley (1970) </li></ul>
Upcoming SlideShare
Loading in...5
×

O campo expandido

2,496

Published on

Published in: Education
0 Comments
2 Likes
Statistics
Notes
  • Be the first to comment

No Downloads
Views
Total Views
2,496
On Slideshare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
0
Actions
Shares
0
Downloads
46
Comments
0
Likes
2
Embeds 0
No embeds

No notes for slide

O campo expandido

  1. 1. O “campo expandido”: as novas orientações da arte contemporânea
  2. 2. Universo em expansão
  3. 5. <ul><li>Após a desintegração da imagem executada na pintura abstrata, principalmente a da arte “abstrata informal” do pós-guerra, a arte começa a se transformar entre a partir de meados dos anos 1950, se prolongando pelas décadas de 1960 e 1970, inaugurando a chamada arte contemporânea. </li></ul>
  4. 6. Contexto visual do imediato pós-guerra
  5. 7. <ul><li>Bomba atômica sobre Hiroshima </li></ul>
  6. 8. <ul><li>Corpos em campo de concentração nazista </li></ul>
  7. 9. <ul><li>Cidade européia destruída após bombardeio </li></ul>
  8. 10. <ul><li>Georges Mathieu – Homenagem a morte (1952) </li></ul>
  9. 11. <ul><li>Wols – o olho de Deus </li></ul>
  10. 12. <ul><li>Jackson Pollock – Lavender Mist ( </li></ul>
  11. 13. <ul><li>A Europa destruída, em seus valores materias e éticos ( guerra, holocausto e bomba atômica), gerou na arte um impulso pelo caráter residual da arte, deixando –a cada vez mais estilhaçada e fragmentária. </li></ul><ul><li>Ecos das explosões nucleares e da morte. </li></ul>
  12. 14. <ul><li>Ao lado da abstração “informal” que se prolongou após a guerra, surgem outras práticas artísticas na Europa que demonstram a transformação que se processará na arte. </li></ul><ul><li>Inicia-se a fase de “degeneração”, ou seja, desintegração dos gêneros convencionais ( pintura, escultura, desenho, gravura, etc.) </li></ul>
  13. 15. <ul><li>Seja pela utilização de materiais diversos, criando o campo de ruínas na tela, como faz Antoni Tápies. </li></ul><ul><li>Tápies – Grande pintura (1958) óleo e areia </li></ul>
  14. 16. <ul><li>Seja pelo ataque e perfuração da tela, como faz Lucio Fontana apontando para a insuficiência da superfície. </li></ul><ul><li>Fontana - Conceito espacial (1952) </li></ul>
  15. 17. <ul><li>Seja pelas compressões de César que reduzem a matéria a matéria abandonada e deformada, apontando para o caráter residual da arte. </li></ul><ul><li>César – Daphine (1959) </li></ul>
  16. 18. <ul><li>Desse modo, a arte perde os seus gêneros tradicionais de orientação, fazendo uma leitura crítica da imagem no pós-guerra: as cidades destruídas e os corpos mutilados como pano de fundo da prática artística. </li></ul><ul><li>Vale ressaltar ainda o artista Francis Bacon, que deu continuidade ao gênero da pintura mas a partir de uma abordagem extrema e violenta, com suas deformações e, principalmente, com suas carcaças. </li></ul>
  17. 19. <ul><li>Francis Bacon – Pintura (1946) </li></ul>
  18. 20. <ul><li>Francis Bacon – Figura com carne (1954) </li></ul>
  19. 21. <ul><li>Francis Bacon – Segunda versão para Pintura de 1946 (1971) </li></ul>
  20. 22. <ul><li>Francis Bacon – Três estudos para uma crucificação (1962) </li></ul>
  21. 23. <ul><li>Francis Bacon – Crucificação (1965) </li></ul>
  22. 26. A situação norte-americana <ul><li>Com o fim da guerra, o grande pólo da produção artística se transferiu de Paris para Nova York. Os Estados Unidos passam a ser o grande pólo gerador da arte contemporânea. </li></ul><ul><li>A primeira movimentação artística que deu origem a arte contemporânea foi o chamado “neodadaísmo”, criado em Nova York por Robert Rauschenberg e Jasper Johns, como uma espécie de crítica ao expressionismo abstrato e seu hermetismo. </li></ul>
  23. 27. <ul><li>Jackson Pollock </li></ul>
  24. 28. dadaísmo
  25. 29. <ul><li>Braque - Garrafa, jornal, cachimbo e copo (1913) </li></ul>
  26. 30. <ul><li>Duchamp – Roda de Bicicleta (1913) </li></ul>
  27. 31. <ul><li>Raoul Russman (1919) </li></ul>
  28. 32. neodadaísmo
  29. 34. <ul><li>Rauschenberg – Bed (1955) </li></ul>
  30. 35. <ul><li>Rauschenberg – Monograma (1955) </li></ul>
  31. 36. <ul><li>Rauchenberg – cannyon (1959) </li></ul>
  32. 37. <ul><li>Rauchenberg – Estate (1963) </li></ul>
  33. 38. <ul><li>A situação crítica em que a arte se encontrara com o expressionismo abstrato nos Estados Unidos, a abstração informal e a nova figuração na Europa, provocou em alguns artistas a necessidade de alterar os parâmetros da arte e repensá-la a partir dos anos 60. </li></ul>
  34. 39. <ul><li>Para esses artistas, a arte moderna tornara-se insuficiente na tentativa de representar o mundo em crise e por essa razão não só os conteúdos deveriam ser alterados, mas o próprio modo de se fazer arte. </li></ul>
  35. 40. <ul><li>Nesse momento, o mundo passava por mudanças visuais profundas, alterando a percepção de espaço e tempo das pessoas. </li></ul><ul><li>A televisão havia sido inventada nos anos 50, os primeiros computadores eram criados entre os anos 50 e 60, a corrida espacial estava aberta e ocorre uma grande proliferação de imagens fotográficas devido a explosão da publicidade. </li></ul>
  36. 45. <ul><li>A partir dessas novas mudanças, os artistas deveriam buscar novas formas de expressão. </li></ul>
  37. 47. <ul><li>Robert Rauchemberg – Bed (1955) </li></ul>
  38. 49. <ul><li>Marina Abramovic – Ritmo 4 (video) (1974) </li></ul>
  39. 50. <ul><li>Nam June Paik – Buddha Tv (1974) </li></ul>
  40. 51. <ul><li>A arte contemporânea surge nesse contexto com o objetivo de provocar uma profunda transformação na forma da arte. </li></ul><ul><li>Essas novas manifestações se voltaram para uma crítica da linguagem da arte impulsionando muitos artistas a abandonarem as formas já conhecidas (pintura e escultura), em busca de novas alternativas: performance, vídeo, instalação, arte ambiental, etc. </li></ul>
  41. 52. <ul><li>Podemos compreender a posição da arte contemporânea através da idéia de “campo expandido”. </li></ul><ul><li>Esse termo foi criado pelo artista Robert Morris, para demonstrar que os suportes tradicionais tornaram-se insuficientes para a expressão dessas transformações, justificando assim o anseio dos artistas em ampliarem o campo de expressão das questões estéticas. </li></ul><ul><li>Um novo momento da discussão de “anti-arte” </li></ul>
  42. 53. <ul><li>Desse modo, a arte contemporânea funda-se na transformação da relação entre arte e público, produzindo trabalhos interativos e instigantes. </li></ul><ul><li>A dificuldade de compreendê-la está no fato de alterar tão profundamente os meios e os materiais da expressão artística, que o público se sente deslocado e perturbado em razão de sua compreensão tradicional de arte. </li></ul>
  43. 54. As novas formas da arte
  44. 55. Pop art <ul><li>Mel Ramos – Velveeta (1965) </li></ul>
  45. 56. Arte conceitual <ul><li>Joseph Kosuth – Uma e três cadeiras (1965-66) </li></ul>
  46. 57. Instalação <ul><li>Dan Flavin – atravesando o verde (1966) </li></ul>
  47. 58. Body art <ul><li>Milan Knizak – Instant temples (1971) </li></ul>
  48. 59. Arte ambiental <ul><li>Christo e Jeanne Claude – Curtain Valley (1970) </li></ul>
  1. A particular slide catching your eye?

    Clipping is a handy way to collect important slides you want to go back to later.

×