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5                                    Índice de Imagens e TabelasFigura 01 – Componentes do Modelo MPS.BR.....................
6                                    RESUMOEste trabalho descreve um estudo de caso sobre a implantação do nível G domodel...
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12      • Organizações com avaliação MPS publicadas (prazo de validade de três        anos).      Após atingir essas metas...
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213. Estudo de Caso: Implantação do MPS.BR na Cientec3.1. Descrição da Empresa      Criada em 1997 por pesquisadores do De...
223.2. Objetivo da Implantação do MPS.BR      O objetivo da Cientec com a implantação do MPS.BR foi atestar a qualidadedos...
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26            A Cientec, juntamente com as demais empresas do grupo que buscavam a  avaliação do MPS.BR nível G, passou pe...
27      situação atual dos processos, que serão a base para o detalhamento/      planejamento da etapa de diagnóstico. A o...
28      3.3.2.4. Análise Crítica      As atividades de Análise Crítica são realizadas individualmente em cadaorganização. ...
29empresa nos encontros realizados pela FUMSOFT, e o principal responsável paraelaboração e implantação dos processos dura...
303.4. Ações Implantadas3.4.1. Revisão do Processo de Desenvolvimento CientecPro      A ação inicial realizada pela empres...
31identificar riscos e gerenciar as mudanças de requisitos. O modelo de ciclo de vidautilizado pela empresa pode ser obser...
32Figura 06 – Fluxo de atividades do CientecPro – Fase Inicial
33Figura 07 – Fluxo de atividades do CientecPro – Fase Iterativa
34Figura 08 – Fluxo de atividades do CientecPro – Fase Final
353.4.2. Documentações e Controles      Para melhorar o controle dos processos de desenvolvimento e dadocumentação interna...
36• Matriz de Rastreabilidade: Tem como objetivo criar um mapeamento dos  casos de uso e requisitos de um software, permit...
37 resultado esperado pela empresa para gerar uma especificação de qualidade.• Documento de Requisitos: Template para elab...
38      • Plano de Projeto: Template do documento que trata o plano geral do        projeto a ser realizado, descrevendo s...
39                     seguindo o método de avaliação MA-MPS. A conclusão da avaliação é que                     a empresa...
40      Com essas planilhas de controle, a empresa agora consegue montar umabase histórica de projetos, o que permite maio...
413.7. Dificuldades encontradas na implantação      A principal dificuldade encontrada pela empresa foi em relação à mudan...
423.9. Próximos Passos      A empresa está atenta à necessidade de manutenção evolutiva dosprocessos atuais, buscando semp...
434. Conclusão      Este estudo de caso apresentou a implementação do modelo MPS.BR NívelG na Cientec, com o objetivo de e...
44possibilita ao gestor acompanhar toda a evolução do projeto e analisar os possíveisriscos e atrasos.      Um dos princip...
455. Referências Bibliográficas[ENGHOLM, 2010] ENGHOLM, Hélio Jr. - Engenharia de Software na Prática. SãoPaulo 2010. 1ª e...
46[SOFTEX, 2011c] ASSOCIAÇÃO PARA PROMOÇÃO DA EXECELÊNCIA DOSOFTWARE BRASILEIRO - SOFTEX. MPS.BR - Programas cooperativos ...
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TCC - Estudo de caso: Implantação do Modelo MPS.BR

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Este trabalho descreve um estudo de caso sobre a implantação do nível G do modelo "Melhoria de Processo do Software Brasileiro" (MPS.BR) realizado pela empresa CIENTEC - Consultora e Desenvolvimento de Sistemas. Inicialmente apresenta uma revisão conceitual sobre processo e qualidade de software, bem como uma introdução sobre o Programa MPS.BR. A seguir, relata como ocorreu a implantação do modelo e os resultados obtidos pela empresa decorrentes desta implantação, apresentando o processo de desenvolvimento definido e os documentos e controles criados para a utilização deste processo. A realização deste estudo de caso teve como objetivo mostrar os passos para a implantação, o apoio oferecido pelo governo às micro, pequenas e médias empresas de software e os benefícios obtidos com avaliações deste tipo para as empresas.

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  1. 1. UNIVERSIDADE FUMEC FACULDADE DE CIÊNCIAS EMPRESARIAIS – FACE EDIMAR SOARES RAMOS IMPLANTAÇÃO DO MODELO MPS.BR:Estudo de Caso da Empresa CIENTEC - Consultoria e Desenvolvimento de Sistemas BELO HORIZONTE 2011
  2. 2. 2 EDIMAR SOARES RAMOS IMPLANTAÇÃO DO MODELO MPS.BR:Estudo de Caso da Empresa CIENTEC - Consultoria e Desenvolvimento de Sistemas Trabalho de conclusão de curso desenvolvido como requisito para a conclusão do curso de Pós-Graduação em Engenharia de Software e Governança de TI, da Universidade FUMEC. Orientadora: Prof.ª Ana Liddy Cenni de Castro Magalhães. BELO HORIZONTE 2011
  3. 3. 3 AGRADECIMENTOSPrimeiramente a Deus por essa conquista, e aos meus pais pelo exemplo de vida eluta.Aos meus irmãos pela confiança e apoio nos momentos difíceis, e a minha noiva porestar sempre ao meu lado dando todo apoio necessário para continuar a buscapelos nossos objetivos.Aos amigos da Cientec, por mais uma vez me abrirem as portas, colaborando para omeu crescimento profissional e intelectual.Aos amigos de curso e aos mestres da FUMEC, um muito obrigado pela troca deexperiência e pelos ensinamentos, em especial à Profa. Ana Liddy pela orientaçãoneste trabalho.
  4. 4. 4 Sumário1. Introdução ...................................................................................................................................... 72. Referencial Teórico ...................................................................................................................... 82.1. Processos de Software ............................................................................................................ 82.2. Qualidade de Software ............................................................................................................ 92.3. MPS.BR ................................................................................................................................... 102.3.1. Histórico ............................................................................................................................... 102.3.2. Conceitos ............................................................................................................................. 102.3.3. Objetivo do Programa ........................................................................................................ 112.3.4. Estrutura do Modelo ........................................................................................................... 122.3.5. Modelo de Referência MR.MPS ....................................................................................... 132.3.6. Níveis de Maturidade ......................................................................................................... 142.3.7. Nível G - Parcialmente Gerenciado ................................................................................. 152.3.8. Processo de Avaliação ...................................................................................................... 193. Estudo de Caso: Implantação do MPS.BR na Cientec ........................................................ 213.1. Descrição da Empresa .......................................................................................................... 213.2. Objetivo da Implantação do MPS.BR .................................................................................. 223.3. Implementação do Modelo .................................................................................................... 233.3.1. Início da Implementação ................................................................................................... 233.3.2. Cronograma e Atividades .................................................................................................. 253.3.3. Recursos .............................................................................................................................. 283.3.3.1. Recursos Humanos ........................................................................................................ 283.3.3.2. Recurso Financeiro ........................................................................................................ 293.4. Ações Implantadas ................................................................................................................. 303.5. A Avaliação .............................................................................................................................. 383.6. Resultados alcançados.......................................................................................................... 393.7. Dificuldades encontradas na implantação .......................................................................... 413.8. Lições aprendidas .................................................................................................................. 413.9. Próximos Passos .................................................................................................................... 424. Conclusão .................................................................................................................................... 435. Referências Bibliográficas ......................................................................................................... 45
  5. 5. 5 Índice de Imagens e TabelasFigura 01 – Componentes do Modelo MPS.BR..................................................... 12Figura 02 – Estrutura do Modelo de Referência.................................................... 14Figura 03 – Estrutura do Método de Avaliação do MPS.BR.................................. 19Figura 04 – Fases do CientecPro.......................................................................... 30Figura 05 – Ciclo de Vida definido no CientecPro................................................. 31Figura 06 – Fluxo de atividades do CientecPro – Fase Inicial............................... 32Figura 07 – Fluxo de atividades do CientecPro – Fase Iterativa........................... 33Figura 08 – Fluxo de atividades do CientecPro – Fase Final................................ 34Tabela 01 – Relação de Avaliações MPS publicadas até o dia 20 de abril de 2011por níveis de maturidade...................................................................................... 23Tabela 02 – Empresas participantes do G6 da FUMSOFT................................... 24Tabela 03 – Atividades realizadas pela Cientec durante a Implementação.......... 26
  6. 6. 6 RESUMOEste trabalho descreve um estudo de caso sobre a implantação do nível G domodelo "Melhoria de Processo do Software Brasileiro" (MPS.BR) realizado pelaempresa CIENTEC - Consultora e Desenvolvimento de Sistemas. Inicialmenteapresenta uma revisão conceitual sobre processo e qualidade de software, bemcomo uma introdução sobre o Programa MPS.BR. A seguir, relata como ocorreu aimplantação do modelo e os resultados obtidos pela empresa decorrentes destaimplantação, apresentando o processo de desenvolvimento definido e osdocumentos e controles criados para a utilização deste processo. A realização desteestudo de caso teve como objetivo mostrar os passos para a implantação, o apoiooferecido pelo governo às micro, pequenas e médias empresas de software e osbenefícios obtidos com avaliações deste tipo para as empresas.
  7. 7. 71. Introdução O presente trabalho tem como objetivo apresentar e discutir o processo deimplementação do Modelo MPS.BR (Melhoria de Processo do Software Brasileiro),desde a fase de decisão da empresa pela busca de um nível de maturidade,passando pela fase de implementação do modelo até a fase de avaliação dosprocessos implantados. O estudo realizado está dividido em duas partes, sendo a primeira um estudorelacionado ao conteúdo teórico envolvendo os conceitos principais sobre Processosde Software, Qualidade de Software e o Modelo MPS.BR, com foco no nível dematuridade G e no processo de avaliação. A segunda parte do estudo relata um estudo de caso da empresa CIENTEC -Consultoria e Desenvolvimento de Sistemas em seu processo de implementação eavaliação em busca do nível G de maturidade do modelo MPS.BR. O estudo de caso visa elucidar as atividades envolvidas em um processo deimplementação, informando quais as atividades realizadas por uma empresa duranteo processo de implementação, bem como quais os recursos humanos e financeirosnecessários para a busca de uma avaliação. Este estudo apresenta os resultados alcançados pela empresa,exemplificando as melhorias realizadas em seu processo de desenvolvimento,através de melhoria dos processos e documentações, definindo os papéis eresponsáveis pelas atividades. Com a melhoria do processo para adequar aos requisitos solicitados paraavaliação do Nível G, o estudo apresenta os resultados alcançados com aimplementação, assim como as dificuldades encontradas pela empresa e as liçõesaprendidas com a implantação das melhorias.
  8. 8. 82. Referencial Teórico2.1. Processos de Software Define-se Processo como um conjunto seqüencial e peculiar de ações queobjetivam atingir uma meta. Um processo pode ser utilizado para criar, inventar,projetar, transformar, produzir, controlar, manter e usar produtos e sistemas(ENGHOLM, 2010). Uma empresa que deseja obter os benefícios fornecidos por processos devebuscar a implantação de processos definidos na execução de tarefas relacionadas àsua área de negócio, o que para empresas de desenvolvimento de sistemas implicana implantação de processos que permitam desenvolver softwares com qualidade emenores custos, atingindo os prazos determinados para o projeto (ENGHOLM,2010). Um processo de desenvolvimento de software pode ser criado pela própriaempresa através de sua equipe de desenvolvimento, ou então a empresa podeutilizar processos já existentes no mercado. Antes de pensar em criar seu próprioprocesso, a empresa deve pesquisar as propostas de modelos de processosdisponíveis no mercado, pois estas propostas já foram utilizadas e aprovadas porgrandes empresas, podendo a empresa optar por utilizar esses processos, ou poradaptá-los à realidade e às necessidades da empresa (ENGHOLM, 2010). Segundo ENGHOLM, ao utilizar um processo existente no mercado ou aoelaborar seu próprio processo, a empresa deve levar em consideração: • A cultura existente; • O tamanho da organização; • Prioridades relativas, facilidades a oferecer e prazo de entrega; • Grau de formalidade existente, que varia de acordo com a formalidade da equipe, a velocidade com que a equipe se modifica e a complexidade e o tamanho do projeto; • Complexidade do sistema; • Tamanho da equipe, especialidade de cada membro e o conhecimento das tecnologias a serem utilizadas.
  9. 9. 9 Ainda segundo o autor, “a qualidade de um sistema é bastante influenciadapela qualidade do processo utilizado no desenvolvimento e manutenção do mesmo”(ENGHOLM, 2010, p.45).2.2. Qualidade de Software Segundo a ISO 9000, qualidade é o grau em que um conjunto decaracterísticas inerentes a um produto, processo ou sistema cumpre os requisitosinicialmente estipulados, podendo ser visto como a conformidade aos requisitos doprojeto. A qualidade de um software está relacionada à entrega ao cliente de umproduto final que satisfaça suas expectativas, conforme acordado inicialmente pormeio dos requisitos do projeto. Dessa forma, a qualidade de software é uma área daengenharia de software que tem como objetivo garantir a qualidade pela definição deprocessos de desenvolvimento (ENGHOLM, 2010). Com a realidade do mercado atual, o desenvolvimento de software comqualidade passou a não ser mais um diferencial para as empresas e os profissionais,mas uma condição essencial para tornar essas empresas e profissionais bem-sucedidos diante de um mercado altamente competitivo. Para desenvolver software de alta qualidade é necessária a definição de umasérie de modelos, padrões, técnicas e procedimentos que contribuam para atingir osobjetivos ao longo do ciclo de vida de desenvolvimento. Com isso é possívelprevenir os defeitos ao invés de deixar que eles ocorram, certificando que estesdefeitos foram encontrados pelos testes realizados a partir de um plano de testes,foram devidamente corrigidos e auditados de acordo com os procedimentospreviamente estabelecidos (ENGHOLM, 2010). “A garantia da qualidade está associada a processos estabelecidos econtinuamente aprimorados que permitem produzir produtos atendendo asespecificações e que sejam adequados ao uso esperado” (ENGHOLM, 2010). Nessecontexto é que se encaixam a utilização de modelos como o CMMI (CapabilityMaturity Model Integration) e o MPS.BR (Melhoria de Processo do SoftwareBrasileiro).
  10. 10. 102.3. MPS.BR2.3.1. Histórico A busca por melhorias na qualidade e gestão dos softwares desenvolvidospelas empresas brasileiras levou a Associação para Promoção da Excelência doSoftware Brasileiro (SOFTEX) a estabelecer e manter o Modelo MPS.BR (Melhoriade Processo do Software Brasileiro), que está em conformidade com as NormasInternacionais ISO/IEC 12207 e ISO/IEC 15504, é compatível com o modelo CMMI,é baseado nas melhores práticas da engenharia de software e é adequado àrealidade das empresas brasileiras (SOFTEX, 2009a). Criado em dezembro de 2003, o Modelo MPS.BR é coordenado pelaSOFTEX e conta com apoio do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT),Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro ePequenas Empresas (SEBRAE) e Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).Juntas, estas instituições auxiliam as empresas brasileiras a buscarem maturidade equalidade nos produtos oferecidos ao mercado brasileiro e internacional (SOFTEX,2009a). O MPS.BR conta com duas estruturas de apoio para o desenvolvimento desuas atividades: o Fórum de Credenciamento e Controle (FCC) e a Equipe Técnicado Modelo (ETM). Através destas duas estruturas, o MPS.BR obtém a participaçãode representantes de universidades, instituições governamentais, centros depesquisa e de organizações privadas, os quais contribuem com suas visõescomplementares que agregam qualidade ao empreendimento (SOFTEX, 2009a).2.3.2. Conceitos Com o crescimento e o amadurecimento do mercado de desenvolvimento deSoftware, a qualidade tem se tornado fator crítico de sucesso, para um setor cadavez mais competitivo, tanto a nível nacional quanto internacional. Dessa forma, osempreendedores do setor buscam empregar com eficiência e eficácia padrões deprocessos visando à oferta de produtos de software e serviços conforme padrõesinternacionais de qualidade (SOFTEX, 2009a).
  11. 11. 11 Busca-se que o modelo MPS seja adequado ao perfil de empresas com diferentes tamanhos e características, públicas e privadas, embora com especial atenção às micro, pequenas e médias empresas. Também se espera que o modelo MPS seja compatível com os padrões de qualidade aceitos internacionalmente e que tenha como pressuposto o aproveitamento de toda a competência existente nos padrões e modelos de melhoria de processo já disponíveis (SOFTEX, 2009a).2.3.3. Objetivo do Programa Segundo o Guia Geral da SOFTEX (SOFTEX, 2009a), o programa foi criadocom o objetivo de Melhorar o Processo de Software Brasileiro. Para alcançar esseobjetivo foram traçadas algumas metas iniciais a serem atingidas a médio e longoprazo. Tais metas já foram atingidas pela SOFTEX. Meta técnica: visa à criação e aprimoramento do modelo MPS, a fim deconquistar os seguintes resultados: • Guias do modelo MPS; • Instituições Implementadoras credenciadas para prestar serviços de consultoria de implementação do modelo de referência MR-MPS; • Instituições Avaliadoras credenciadas para prestar serviços de avaliação seguindo o método de avaliação MA-MPS; • Consultores de Aquisição certificados para prestar serviços de consultoria de aquisição de software e serviços relacionados; Meta de mercado: visa à disseminação e adoção do modelo MPS, em todo opaís, em um intervalo de tempo justo, a um custo razoável, tanto em micro,pequenas e médias empresas, que são os focos principais do programa, quanto emgrandes organizações públicas e privadas, a fim de conquistar os seguintesresultados: • Criação e aprimoramento do modelo de negócio MN-MPS; • Cursos, provas e workshops; • Organizações que implementaram o modelo MPS;
  12. 12. 12 • Organizações com avaliação MPS publicadas (prazo de validade de três anos). Após atingir essas metas e o Programa MPS.BR estar consolidado nomercado nacional, a SOFTEX iniciou as atividades para atingir a meta seguinte, queé a disseminação do modelo MPS na América Latina. Para alcançar os objetivosdesta meta, a SOFTEX publicou no seu portal as traduções para o Espanhol dosguias do MPS.BR. A SOFTEX, com o apoio do Banco Interamericano deDesenvolvimento (BID), irá exportar o modelo de certificação para as indústrias dosetor na América Latina por meio do programa "Regionalização Latino Americana daIndústria de Software (Relais)" (SOFTSUL, 2010).2.3.4. Estrutura do Modelo O MPS.BR baseia-se nos conceitos de maturidade e capacidade de processopara a avaliação e melhoria da qualidade e produtividade de produtos de software.Desta forma, o modelo MPS é estruturado em três componentes: Modelo deReferência (MR-MPS), Método de Avaliação (MA-MPS) e Modelo de Negócio (MN-MPS), conforme exemplificado na Figura 01 (SOFTEX, 2009a). Figura 01 – Componentes do Modelo MPS.BR O Modelo MPS.BR, assim como os seus componentes, estão descritos pormeio de guias e/ou documentos e são disponibilizados no site da SOFTEX
  13. 13. 13<http://www.softex.br/mpsbr/_guias/default.asp>. O modelo é composto por quatro(4) guias principais: • Guia Geral: contém a descrição geral do MPS.BR e detalha o Modelo de Referência (MR-MPS), seus componentes e as definições comuns necessárias para seu entendimento e aplicação; • Guia de Aquisição: descreve um processo de aquisição de software e serviços correlatos, baseado na Norma Internacional ISO/IEC 12207:2008. O documento descreve boas práticas para a aquisição de software, auxiliando organizações que pretendam adquirir software; • Guia de Implementação: contém orientações para a implementação de cada um dos níveis do Modelo de Referência MR-MPS; • Guia de Avaliação: descreve o processo e o método de avaliação MA- MPS, os requisitos para avaliadores líderes, avaliadores adjuntos e Instituições Avaliadoras, baseado na Norma Internacional ISO/IEC 15504.2.3.5. Modelo de Referência MR.MPS O Modelo de Referência (MR-MPS), ilustrado na Figura 2, define níveis dematuridade que são uma combinação entre processos e sua capacidade. O modelofoi definido em conformidade com o CMMI e segue os requisitos de referência deprocesso da Norma Internacional ISO/IEC 15504-2 (SOFTEX, 2009a). O MR-MPS contém as definições dos níveis de maturidade, processos eatributos do processo, e os resultados esperados de sua execução (SOFTEX,2009a).
  14. 14. 14 Figura 02 – Estrutura do Modelo de Referência2.3.6. Níveis de Maturidade O diferencial da certificação MPS.BR em relação aos demais padrões deprocesso é a possibilidade da empresa realizar a implementação de forma gradualseguindo a sua escala de maturidade. A proposta brasileira, diferente do CMMI,coloca sete níveis de alcance, com o objetivo de possibilitar uma implementação eavaliação adequada a micro, pequenas e médias empresas, atenuando, dessaforma, a escalada ao topo da qualidade. Isso significa que, ao adotar o MPS.BR, aempresa poderá chegar a um nível inicial de maturidade e capacidade, com um graumenor de esforço e de investimento, ganhando fôlego para continuar a caminhadarumo à qualificação plena (SOFTEX, 2009a). Os sete níveis de maturidade do MR-MPS são:  A - Em Otimização;  B - Gerenciado Quantitativamente;  C - Definido;  D - Largamente Definido;  E - Parcialmente Definido;  F - Gerenciado;  G - Parcialmente Gerenciado.
  15. 15. 15 Cada nível de maturidade possui um perfil de processo, com o objetivo deindicar onde uma organização deve concentrar esforços na busca por melhorias eevoluções. Para alcançar um determinado nível de maturidade do MR-MPS, osprocessos da organização devem atender os propósitos e todos os resultadosesperados dos respectivos processos e os resultados esperados dos atributos deprocesso estabelecidos para aquele nível, mais os processos de todos os níveisanteriores, uma vez que o modelo é cumulativo (SOFTEX, 2009a).2.3.7. Nível G - Parcialmente Gerenciado Primeiro nível de maturidade do MR-MPS, o nível G deve ser implementadocom cautela por dar início aos trabalhos de implementação do processo dentro daorganização. Após a implantação do nível G, a organização deve ser capaz degerenciar parcialmente seus projetos de desenvolvimento de software (SOFTEX,2009b). Segundo o Guia de Implementação (SOFTEX, 2009b) com a implantação donível G de maturidade do MPS.BR uma organização passa por dois desafios: • Mudança de cultura organizacional, orientando a definição e melhoria dos processos de desenvolvimento de software; • Definição do conceito acerca do que é “projeto” para a organização. No nível G, o projeto pode usar os seus próprios padrões e procedimentos, não sendo necessário que se tenha padrões em nível organizacional. Se, porventura, a organização possuir processos já definidos e os projetos necessitarem adaptar os processos existentes, esse fato deverá ser declarado durante o planejamento do projeto. Essas adaptações podem incluir alteração em processos, atividades, ferramentas, técnicas, procedimentos, padrões, medidas, dentre outras. (SOFTEX, 2009a). Os processos implantados em uma organização para o nível G de maturidadesão: • Gerência de projetos – GPR: seu propósito é identificar, estabelecer, organizar e submeter o controle das atividades e recursos necessários para
  16. 16. 16 que o projeto apresente o resultado esperado, atendendo aos seus requisitos e restrições. • Gerência de Requisitos – GRE: seu propósito é gerenciar os requisitos do projeto, bem como as possíveis inconsistências entre os requisitos e os planos e produtos de trabalho. De acordo com o Guia de Implementação (SOFTEX, 2009b), a implantaçãodo processo Gerência de projetos tem como objetivo levar a organização a atingiros seguintes resultados: • GPR1 - O escopo do trabalho para o projeto é definido; • GPR2 - As tarefas e os produtos de trabalho do projeto são dimensionados utilizando métodos apropriados; • GPR3 - O modelo e as fases do ciclo de vida do projeto são definidos; • GPR4 - (Até o nível F) O esforço e o custo para a execução das tarefas e dos produtos de trabalho são estimados com base em dados históricos ou referências técnicas; • GPR5 - O orçamento e o cronograma do projeto, incluindo a definição de marcos e pontos de controle, são estabelecidos e mantidos; • GPR6 - Os riscos do projeto são identificados e o seu impacto, probabilidade de ocorrência e prioridade de tratamento são determinados e documentados; • GPR7 - Os recursos humanos para o projeto são planejados considerando o perfil e o conhecimento necessários para executá-lo; • GPR8 - Os recursos e o ambiente de trabalho necessários para executar o projeto são planejados; • GPR9 - Os dados relevantes do projeto são identificados e planejados quanto à forma de coleta, armazenamento e distribuição. Um mecanismo é estabelecido para acessá-los, incluindo, se pertinente, questões de privacidade e segurança; • GPR10 - Um plano geral para a execução do projeto é estabelecido com a integração de planos específicos;
  17. 17. 17 • GPR11 - A viabilidade de atingir as metas do projeto, considerando as restrições e os recursos disponíveis, é avaliada. Se necessário, ajustes são realizados; • GPR12 - O Plano do Projeto é revisado com todos os interessados e o compromisso com ele é obtido; • GPR13 - O projeto é gerenciado utilizando-se o Plano do Projeto e outros planos que afetam o projeto e os resultados são documentados; • GPR14 - O envolvimento das partes interessadas no projeto é gerenciado • GPR15 - Revisões são realizadas em marcos do projeto e conforme estabelecido no planejamento; • GPR16 - Registros de problemas identificados e o resultado da análise de questões pertinentes, incluindo dependências críticas, são estabelecidos e tratados com as partes interessadas; • GPR17 - Ações para corrigir desvios em relação ao planejado e para prevenir a repetição dos problemas identificados são estabelecidas, implementadas e acompanhadas até a sua conclusão. Já o Processo de Gerência de Requisitos, segundo o Guia de Implementação(SOFTEX, 2009b), tem como objetivo levar a organização a atingir os seguintesresultados: • GRE1 - Os requisitos são entendidos, avaliados e aceitos junto aos fornecedores de requisitos, utilizando critérios objetivos; • GRE2 - O comprometimento da equipe técnica com os requisitos aprovados é obtido; • GRE3 - A rastreabilidade bidirecional entre os requisitos e os produtos de trabalho é estabelecida e mantida; • GRE4 - Revisões em planos e produtos de trabalho do projeto são realizadas visando identificar e corrigir inconsistências em relação aos requisitos; • GRE5 - Mudanças nos requisitos são gerenciadas ao longo do projeto.
  18. 18. 18 A implantação do nível G necessita também satisfazer os atributos deprocesso AP 1.1 e AP 2.1, que são descritos a seguir juntamente com os resultadosesperados para cada um destes atributos (SOFTEX, 2009a). AP 1.1 O processo é executado: Este atributo é uma medida do quanto oprocesso atinge o seu propósito. Resultado esperado: • RAP 1. O processo atinge seus resultados definidos. AP 2.1 O processo é gerenciado: Este atributo é uma medida do quanto aexecução do processo é gerenciada. Resultados esperados: • RAP 2. Existe uma política organizacional estabelecida e mantida para o processo; • RAP 3. A execução do processo é planejada; • RAP 4. (Para o nível G). A execução do processo é monitorada e ajustes são realizados; • RAP 5. (Até o nível F) As informações e os recursos necessários para a execução do processo são identificados e disponibilizados; • RAP 6. (Até o nível F) As responsabilidades e a autoridade para executar o processo são definidas, atribuídas e comunicadas; • RAP 7. (Até o nível F) As pessoas que executam o processo são competentes em termos de formação, treinamento e experiência; • RAP 8. A comunicação entre as partes interessadas no processo é gerenciada de forma a garantir o seu envolvimento; • RAP 9. (Até o nível F) Os resultados do processo são revistos com a gerência de alto nível para fornecer visibilidade sobre a sua situação na organização; • RAP 10. (Para o nível G) O processo planejado para o projeto é executado.
  19. 19. 192.3.8. Processo de Avaliação O Processo e Método de Avaliação MA-MPS tem como objetivo a verificaçãoda maturidade de uma empresa na execução de seus processos de software,avaliando o conjunto de atividades e tarefas a serem realizadas pela organizaçãopara atingir os propósitos do programa (SOFTEX, 2009c). Um processo de avaliação é dividido em quatro subprocessos: Contratar aavaliação; Preparar a realização da avaliação; Realizar a avaliação final; eDocumentar os resultados da avaliação. Cada um dos subprocessos é composto deatividades, que são descritas por meio de tarefas (SOFTEX, 2009c). A estrutura do método de avaliação do MPS.BR pode ser observado naFigura 03. Figura 03 – Estrutura do Método de Avaliação do MPS.BR. Fonte: (FUMSOFT, 2009b) A avaliação é conduzida por uma Instituição Avaliadora (IA) credenciada pelaSOFTEX e é auditada pelo Grupo de Auditores do MA-MPS, sob supervisão do FCC(Fórum de Credenciamento e Controle) e coordenação da SOFTEX (SOFTEX,2009c).
  20. 20. 20 Segundo a SOFTEX, "uma avaliação tem validade de 3 (três) anos a contarda data em que a avaliação final foi concluída na unidade organizacional avaliada"(SOFTEX, 2009c, p.8).
  21. 21. 213. Estudo de Caso: Implantação do MPS.BR na Cientec3.1. Descrição da Empresa Criada em 1997 por pesquisadores do Departamento de Engenharia Agrícolada UFV (Universidade Federal de Viçosa), a Cientec Consultoria e Desenvolvimentode Sistemas foi a primeira empresa incubada pela UFV. Graduou-se pelaIncubadora de Empresas de Base Tecnológica - CENTEV/UFV em 1999. Em 2000foi transferida para os novos sócios, que definiram um modelo de negócio quetransforma pesquisas científicas para o mercado por meio da tecnologia dainformação (CIENTEC, 2011). A Cientec possui uma estrutura de fábrica de software e atua nodesenvolvimento de softwares voltados para área de agronegócio e de recursosnaturais, sendo pioneira neste setor. A empresa também oferece serviços deconsultoria em tecnologia da informação, oferecendo a clientes treinamentos emseus sistemas (CIENTEC, 2011). Além de estar inserida no Pólo de Tecnologia da Informação de Viçosa - MG,a Cientec é uma das empresas líderes no movimento de implantação do ArranjoProdutivo Local de Tecnologia da Informação de Viçosa – APL TI Viçosa, sendo umde seus diretores o atual Presidente do arranjo (CIENTEC, 2011). Em 2009, iniciou seu processo para a obtenção do nível G do MPS.BR, dandoum grande passo na busca pela ampliação da sua atuação. Além disso, conquistousua participação no programa do Instituto Euvaldo Lodi (IEL) para capacitação dasempresas para a internacionalização, com o objetivo de expandir sua área deatuação. Em agosto de 2010 a Cientec tornou-se a primeira empresa de Viçosaavaliada pelo Programa MPS.BR, conquistando o nível de maturidade G do MR-MPS, passando a ser também uma das empresas brasileiras de software focadas noagronegócio e recursos naturais com esta qualificação.
  22. 22. 223.2. Objetivo da Implantação do MPS.BR O objetivo da Cientec com a implantação do MPS.BR foi atestar a qualidadedos processos de desenvolvimento, manutenção, engenharia e aquisição desoftware, visando à melhoria da eficiência e eficácia dos processos já existentes. Aqualificação significa um avanço para a empresa em termos de competitividade nummercado cada vez mais exigente. Com a implantação do programa de melhoria de processos, a empresa buscaum amadurecimento do processo de desenvolvimento de software por meio detreinamento da equipe, consultorias especializadas e utilização de boas práticas deengenharia de software, a fim de satisfazer os quesitos para atendimento ao modelo. Com a obtenção do nível G, a empresa obteve um diferencial em relação aosconcorrentes na participação em licitações e editais e ampliou sua participação nosprocessos de seleção, já que alguns desses processos têm a qualificação em níveisde maturidade como fator de pontuação para as empresas interessadas naparticipação. A competitividade pelo mercado faz com que as empresas busquem maiorqualificação e melhoria contínua dos seus processos, visando oferecer ao mercadoprodutos de alta qualidade, para clientes cada vez mais exigentes. Essa busca dequalificação dos processos de produção pode ser observada na tabela abaixo, queapresenta o número de empresas no Brasil que aderiram ao Modelo MPS.BR, sendoque o número de empresas avaliadas mais que duplicou nos últimos três anos. A tabela a seguir mostra a relação de empresas avaliadas em cada nível dematuridade em cada ano desde 2005 e a comparação a cada triênio, demonstrandoo número elevado de empresas no último triênio.
  23. 23. 23 Totais por Níveis Ano A B C D E F G Totais por Ano 2005 0 0 0 0 1 3 1 5 2006 2 0 0 1 1 3 7 12 2007 1 0 0 0 1 12 41 55 Total 2005 a 2007 3 0 0 1 3 16 49 72 2008 1 0 0 0 1 9 40 51 2009 2 0 2 0 2 33 41 80 2010 0 0 7 0 2 22 40 71 Total 2008 a 2010 3 0 9 0 5 64 121 202 2011 1 0 0 0 1 0 3 5 2012 0 0 0 0 0 0 0 0 2013 0 0 0 0 0 0 0 0 Total 2011 a 2013 1 0 0 0 1 0 3 5 TOTAIS 7 0 9 1 9 80 173 279 Tabela 01 - Relação de Avaliações MPS publicadas até o dia 20 de abril de 2011, organizadas por níveis de maturidade. Fonte: (SOFTEX, 2011b)3.3. Implementação do Modelo3.3.1. Início da Implementação A Cientec iniciou a implantação do processo em abril de 2009, sendo uma dasempresas integrantes do Grupo 6 (G6) da FUMSOFT (Sociedade Mineira deSoftware), instituição associada ao SOFTEX que apóia grupos de empresas para aimplementação e avaliação segundo o modelo MR-MPS do Programa MPS.BR. O Grupo 6 foi composto por 10 empresas que realizaram a implementaçãoem conjunto e foram avaliadas nos níveis G, F e C. A implementação do grupo foirealizado no biênio 2009/2010, com o apoio da: SECTES (Secretaria de Ciência,Tecnologia e Ensino Superior do Estado de Minas Gerais), FAPEMIG (Fundação deamparo a Pesquisa do Estado de Minas Gerais), SEBRAE e SOFTEX. A tabela abaixo relaciona as empresas integrantes do Grupo 6, o nível dematuridade buscado no processo de implementação e os implementadoresresponsáveis por cada uma das empresas.
  24. 24. 24 Empresa Nível Implementadores ImplementadoresPDCase C Carlos Barbieri Adriele RibeiroTechBiz C Cesar Ávila Carlos BarbieriBHS F Carlos Barbieri Rosângela MiriamAttest G Rosângela Miriam Junilson SouzaADOK G Fernando Moreira Fabiana BorgesCientec G Alex Prado José Luiz BragaZEUS G Alex Prado Carlos PietrobonCadsoft F Junilson Souza Fabiana BigãoFácil Informática F Dhanyel Numes Fernando MoreiraEngetron F Dhanyel Numes Rosângela Miriam Tabela 02 – Empresas participantes do G6 da FUMSOFT. Fonte: (FUMSOFT, 2009) O Programa cooperativo com Grupos de Empresas tem como objetivo aformação de grupos de empresas que buscam a implementação de melhorias deprocesso e adequação aos requisitos de determinado modelo ou norma dereferência, como MPS.BR, CMMI ou ISO 9000 (SOFTEX, 2011c). Segundo a SOFTEX (SOFTEX, 2011c), o programa cooperativo oferece osseguintes benefícios para as empresas participantes: • Redução de custos de implementação (rateio de custos de treinamentos e despesas); • Troca de experiências entre empresas participantes; • Relatos de experiências de empresas que já implantaram programas semelhantes; • Possibilidade de obtenção de apoio financeiro (BID, SEBRAE, outros) para implementação e avaliação oficial; • Maior poder de negociação para contratação de avaliações oficiais (MPS.BR, CMMI®) e auditorias de certificação (ISO 9000).
  25. 25. 25 A SOFTEX definiu como principais atividades do programa cooperativo(SOFTEX, 2011c): • Diagnóstico inicial: realizado em cada empresa participante para verificação de seus processos atuais e da aderência ao modelo/ norma de referência. • Consultoria: realizada em cada empresa participante para definição de plano de ações e realização das atividades nele definidas. • Treinamentos: realizados para o grupo de empresas participantes para capacitação dos colaboradores nos principais conceitos do modelo/ norma de referência e sua aplicação na organização. • Diagnóstico pré-avaliação: realizado em cada empresa participante para verificação de seus processos e aplicação nos projetos, com objetivo de verificação de prontidão para a realização de avaliação oficial/ auditoria de certificação. • Avaliação oficial (MPS.BR/ CMMI): realizada para classificação do nível de maturidade da organização realizada por Instituição Avaliadora credenciada pelo SOFTEX (MPS.BR). Opcionalmente, caso seja de interesse realizar também a avaliação CMMI, por um Lead Appraiser autorizado pelo SEI (CMMI). • Auditoria de Certificação (ISO 9000): realizada por Organismo Certificador Credenciado.3.3.2. Cronograma e Atividades Segundo o Plano de Implementação definido para o G6 (FUMSOFT, 2009),as empresas participantes seguiram o seguinte cronograma: • Workshop Executivo e Diagnóstico Inicial no primeiro mês de trabalho; • Treinamentos até o terceiro mês de atividades; • Análise Crítica no sexto mês do projeto; • Diagnóstico Pre-Assessment no início do décimo segundo mês; • Avaliação Inicial Oficial no décimo terceiro mês; • Avaliação Final Oficial até o décimo quinto mês.
  26. 26. 26 A Cientec, juntamente com as demais empresas do grupo que buscavam a avaliação do MPS.BR nível G, passou pelas atividades listadas na Tabela 03 abaixo. Algumas destas atividades foram realizadas envolvendo apenas as empresas do grupo que almejavam o nível G, outras atividades foram realizadas com todas as empresas do grupo e outras atividades realizadas individualmente (FUMSOFT, 2009). Carga Atividade Público Alvo Horária 1 Diagnóstico Inicial 1.1 Levantamento e Análise de dados 8 Alta Direção/ SEPGP*/ Equipe de SW 1.2 Apresentação de Relatório 4 Alta Direção/ SEPG/ Equipe de SW 2 TREINAMENTO / CAPACITAÇÃO 2.1 Workshop Executivo 4 Alta Direção/ SEPG 2.2 GRE 8 SEPG 2.3 GPR 8 SEPG 2.12 Workshop Técnico 4 SEPG 3 CONSULTORIAS 3.1 Consultoria Executiva 64 SEPG 4 ANÁLISE CRÍTICA 4.1 Levantamento de Análise de dados 4 Alta Direção/ SEPG 5 DIAGNÓSTICO PRE-ASSESSMENT 5.1 Levantamento do Andamento do Projeto 8 Alta Direção/ SEPG/ Equipe de SW 5.3 Apresentação/ Análise Crítica dos resultados 4 Alta Direção/ SEPG/ Equipe de SW* SEPG - Software Engineering Process Group: Grupo responsável pela definição e manutenção dos processos da empresa. Tabela 03 – Atividades realizadas pela Cientec durante a Implementação. A seguir é detalhada cada uma das atividades a que a Cientec foi submetida durante o processo de implementação, segundo as definições do Plano de Implementação (FUMSOFT, 2009). 3.3.2.1. Diagnóstico Inicial O Diagnóstico Inicial é realizado por consultores da Instituição Implementadora ou parceiros credenciados, nas dependências de cada empresa participante, com o objetivo de obter uma visão global da empresa. Consiste em: • Levantamento da Situação Inicial: Obtenção de dados da organização para um entendimento prévio de sua estrutura, nicho de negócio e da
  27. 27. 27 situação atual dos processos, que serão a base para o detalhamento/ planejamento da etapa de diagnóstico. A obtenção destes dados é feita por meio de um Questionário Inicial preenchido pela empresa participante. Informações específicas são coletadas em sessão de consultoria por meio de Entrevistas e Análise de documentos. • Análise dos dados obtidos: Com base nos dados obtidos é verificada a aderência do processo de desenvolvimento de software aos requisitos do modelo MPS.BR. • Apresentação de Relatório: É apresentado a cada empresa um relatório dos resultados do diagnóstico contendo os pontos fortes, os pontos fracos e as oportunidades de melhoria. 3.3.2.2. Treinamento e Capacitação Realização de workshops e treinamentos para as organizações participantes,realizados em conjunto, com os seguintes objetivos: • Workshop Executivo: Apresentar o modelo MPS.BR à alta administração das organizações, enfatizando sua participação no estabelecimento de um processo de melhoria de desenvolvimento e os benefícios da implementação de um modelo de gestão alinhados com a estratégia organizacional; • Treinamentos nos Processos de Nível G: Apresentar e detalhar os processos Gerência de Requisitos – GRE e Gerência de Projetos – GPR, conforme modelo de referência do MPS.BR, para compreensão de seus principais conceitos, com o intuito de aplicá-los na organização. • Workshop Técnico: Apresentar resultados, discutir principais problemas e solucionar dúvidas das organizações participantes. 3.3.2.3. Consultorias As sessões de Consultoria Executiva são realizadas nas dependências decada empresa participante em atividades definidas no Plano do Projeto de Melhoria,elaborado em conjunto com os responsáveis e os representantes da empresa.
  28. 28. 28 3.3.2.4. Análise Crítica As atividades de Análise Crítica são realizadas individualmente em cadaorganização. Constitui-se de reuniões com a alta administração e SEPG dasorganizações e análise de documentação relativa ao projeto para acompanhamentodo andamento dos trabalhos de implementação de melhorias e análise crítica dosresultados, visando avaliar o alcance dos marcos definidos. 3.3.2.5. Diagnóstico Pre-Assessment O Diagnóstico Pre-Assessment é realizado individualmente por consultores,nas dependências de cada empresa participante, com o objetivo de avaliar o grau deaderência da empresa aos processos que serão avaliados, mapeando eventuaislacunas e propondo ações corretivas a serem implementadas antes da etapa deAvaliação. O diagnóstico constitui-se das seguintes etapas: • Levantamento do andamento do projeto: Obtenção de dados da organização para um entendimento de sua estrutura e da situação dos processos, podendo elaborar o detalhamento / planejamento da etapa de diagnóstico. O levantamento de informações é realizado por meio de entrevistas e análise de documentações. • Análise dos dados obtidos: Com base nos dados obtidos, é verificada a aderência do processo de desenvolvimento de software aos requisitos do modelo MPS.BR. • Apresentação/ Análise crítica dos resultados: Após análise dos dados e informações obtidos, são identificados os itens, atividades e práticas que não atendem aos requisitos do MPS.BR. Nessa ocasião é realizada uma análise crítica conjunta, pela empresa participante e a FUMSOFT, com foco nos resultados coletados, para planejamento das ações e atividades necessárias.3.3.3. Recursos3.3.3.1. Recursos Humanos Para o processo de implementação a Cientec contou com a atuação de umAnalista em tempo integral, sendo este funcionário responsável por representar a
  29. 29. 29empresa nos encontros realizados pela FUMSOFT, e o principal responsável paraelaboração e implantação dos processos durante a implantação do MPS.BR. Além do analista, a implantação também contou com a participação em tempoparcial dos sócios diretores da empresa e patrocinadores da avaliação. Durante a implementação, os analistas da empresa também tiveramparticipação, fornecendo apoio e sugestões na elaboração dos processos eparticipando ativamente dos treinamentos oferecidos pela empresa com o objetivode repassar a todos os colaboradores o novo processo. Para a implementação, a empresa também contou com o apoio de doisconsultores, contratados para orientar no processo.3.3.3.2. Recurso Financeiro Segundo o diretor da Cientec, a empresa estima que o valor total investidopara a implementação do programa foi de oitenta mil reais (R$ 80mil), sendo queesse valor considera investimentos com o processo de implantação, o processo deavaliação e com custos de alocação dos colaboradores internos. Para a implantação de programa foram destinados quarenta e quatro mil reais(R$ 44mil), sendo trinta e cinco mil reais (R$ 35mil) destinados para o processo deimplantação do programa, onde sessenta por cento (60%) do valor foi custeado peloprograma de apoio do governo através da SOFTEX e SEBRAE. Para o processo deavaliação foram destinados nove mil (R$ 9mil) reais para custos com avaliadores,sendo cinqüenta por cento (50%) custeados pelo governo. Os outros gastos da empresa foram referentes à mão de obra decolaboradores, sendo que contou com um profissional dedicado em tempo integraldurante todo o processo, além de horas de trabalho dos profissionais da empresaque atuaram em momentos específicos da implementação e das horas de trabalhodos diretores da empresa.
  30. 30. 303.4. Ações Implantadas3.4.1. Revisão do Processo de Desenvolvimento CientecPro A ação inicial realizada pela empresa foi a revisão do CientecPro (Processode Desenvolvimento de Software da Cientec) buscando a otimização, adequação eformalização de atividades, papéis e artefatos em todas etapas do desenvolvimentode software, com o objetivo de atender os quesitos propostos pelo nível G do MPS-BR. Com essa revisão, a Cientec buscou um processo mais simplificado e maisadequado à realidade da empresa, sendo definidos no CientecPro o ciclo de vida doprocesso, que contempla as fases do processo de desenvolvimento e as disciplinasque compõem o processo. O processo de desenvolvimento da Cientec está dividido em três fases: FaseInicial, Fase Iterativa e Fase Final (Figura 04), sendo definido no CientecPro asatividades de cada uma dessas fases, bem como o responsável, participantes,artefatos utilizados, artefatos gerados e as tarefas de cada uma das atividades. Figura 04 - Fases do CientecPro No CientecPro é definido a utilização do modelo de ciclo de vida iterativoincremental, modelo que divide o desenvolvimento de um produto de software emciclos, onde para cada ciclo as fases de análise, projeto, implementação e testes sãorealizadas uma única vez. Com o modelo iterativo e incremental, a empresa consegue obter melhoresresultados nas entregas para o cliente, além de conseguir maior envolvimento docliente no desenvolvimento do projeto. Com esse modelo também fica mais fácil
  31. 31. 31identificar riscos e gerenciar as mudanças de requisitos. O modelo de ciclo de vidautilizado pela empresa pode ser observado na Figura 05. Figura 05 – Ciclo de Vida definido no CientecPro Após essa revisão, o fluxo das atividades do CientecPro passou a ter aestrutura apresentada nas Figuras 06, 07 e 08. Também foram projetados os fluxospara: a Revisão de Planos de Projeto, Solicitação de Mudanças e Administração deProblemas. Todos os fluxos foram desenhados com o auxilio da ferramenta BizAgiProcess Modeler <www.bizagi.com>.
  32. 32. 32Figura 06 – Fluxo de atividades do CientecPro – Fase Inicial
  33. 33. 33Figura 07 – Fluxo de atividades do CientecPro – Fase Iterativa
  34. 34. 34Figura 08 – Fluxo de atividades do CientecPro – Fase Final
  35. 35. 353.4.2. Documentações e Controles Para melhorar o controle dos processos de desenvolvimento e dadocumentação interna de projetos da empresa, bem como para melhorar acomunicação com os clientes, a Cientec elaborou uma série de templates dedocumentos, que devem ser utilizados pelos colaborados participantes de umdeterminado projeto. Tais templates orientam a geração de documentos desde afase inicial até a fase final do processo de desenvolvimento. Todos os documentos foram elaborados visando atender os requisitospropostos pelo MR-MPS. A seguir é apresentada uma relação dos documentosgerados pela Cientec, com uma breve descrição de seus objetivos e finalidadesdentro do processo. 3.4.2.1. Templates para atas Visando à padronização dos documentos gerados e documentação dereuniões e entregas, foram gerados templates para as seguintes atas: • Ata de Entrega da Iteração; • Ata de Inicialização do Projeto na Fábrica; • Ata de Mobilização da Iteração; • Ata de Relatório para Diretoria da Iteração; • Ata de Retrospectiva da Iteração; • Ata de Reunião geral. 3.4.2.2. Planilhas de controle • Burndown chart: Planilha para acompanhamento de projeto, o Burndown chart é uma ferramenta da metodologia ágil SCRUM que auxilia na visualização do status atual do projeto, possibilitando analisar Esforço X Dias, traçando um gráfico de acompanhamento do planejado com o executado. • Lista de Atividades: Lista a relação de atividades que compõem uma iteração, definindo a duração e o status da atividade como Realizado ou Não Realizado.
  36. 36. 36• Matriz de Rastreabilidade: Tem como objetivo criar um mapeamento dos casos de uso e requisitos de um software, permitindo uma visualização global do sistema, facilitando a avaliação de impactos para possíveis mudanças durante o desenvolvimento. A planilha armazena os seguintes dados: informações gerais do projeto; listas de requisitos funcionais, não funcionais e de casos de uso; relacionamentos entre casos de uso, entre casos de uso e requisitos e entre os requisitos; lista de diagramas de análise de projeto e de possíveis reutilizações para o projeto. A rastreabilidade bidirecional do requisito ao código é realizada através de um padrão definido no processo, composto de comentários em linhas de código nos quais são informados o identificador do Requisito e o identificador do Caso de Uso correspondente ao código fonte. Um relatório é gerado com auxilio da IDE utilizada para desenvolvimento e este documento é anexado ao documento de solicitação de mudança na seção de Análise de Impacto.• Orçamento e Viabilidade: Com essa planilha a empresa realiza o levantamento para gerar o orçamento de um projeto, podendo analisar os custos baseados na contagem de Pontos de Função (PF) de um projeto, gerando o esforço necessário para cada disciplina de acordo com a tecnologia selecionada, calculando o número de horas e quantidade de profissionais necessários. Com base na conversão em PF, a empresa gera o orçamento para alocação de pessoal, podendo acompanhar mês a mês se os custos planejados estão de acordo com o realizado. Com esse controle, a empresa consegue atuar de imediato caso seja detectado que os custos realizados não estão alinhados com o planejado, podendo, por exemplo, tentar renegociar com o cliente ou optar pelo cancelamento do projeto evitando maiores prejuízos.• Planilha APF: Planilha utilizada para realizar a Análise de Pontos de Função, identificando os pontos de função e analisando sua complexidade, realizando cálculo do fator de ajustes, quando necessário.3.4.2.3. Outros documentos:• Checklist de Requisitos: Documento com formulário para validar a qualidade da especificação dos requisitos, verificando se estão dentro do
  37. 37. 37 resultado esperado pela empresa para gerar uma especificação de qualidade.• Documento de Requisitos: Template para elaboração de um documento de especificação de requisitos descrevendo Requisitos Funcionais e Não Funcionais, Casos de Uso, Protótipos e Informações Adicionais. O objetivo deste documento é especificar os requisitos e casos de uso do sistema, fornecendo aos desenvolvedores e clientes as informações necessárias para o seu projeto e implementação. O documento de requisitos servirá como acordo entre as partes envolvidas, sendo assinado pela empresa e pelo cliente aprovando os requisitos levantados para o sistema a ser desenvolvido, resguardando a empresa de futuros requisitos não identificados na assinatura do contrato.• Documento de Visão: Template para o documento que dará uma visão geral do projeto a ser realizado, descrevendo suas características iniciais, os principais produtos de trabalho, as partes interessadas e as tecnologias adotadas. O Documento de Visão tem como objetivo facilitar a comunicação inicial entre o cliente e a empresa contratada, fornecendo informações necessárias ao planejamento inicial do projeto.• Gerenciamento de Riscos: Documento que tem como objetivo identificar possíveis riscos para o desenvolvimento do projeto, identificando ameaças ou oportunidades que influenciaram no desenvolvimento. Com esse documento é possível relacionar fatores ambientais e características que serão monitoradas para análise de riscos, criando um planejamento de ação caso o risco venha a acontecer. Nesse documento os riscos são classificados analisando sua probabilidade de ocorrência e seu impacto no projeto.• Lista de Problemas: Template para lançamento de problemas identificados durante o desenvolvimento do projeto, onde devem ser cadastradas informações sobre o problema, se o problema está relacionado a algum risco previsto, e quais as ações corretivas prevista para correção ou amenização do problema. Após a resolução do problema, as informações da solução e as lições aprendidas devem ser informadas para compor a base histórica do projeto.
  38. 38. 38 • Plano de Projeto: Template do documento que trata o plano geral do projeto a ser realizado, descrevendo suas características gerais, separados em sub-planos como de Integração, Escopo, Tempo, Recurso, Custo, Comunicação e Riscos. Este documento tem como objetivo ser o ponto central de informação do projeto, contendo todo o planejamento do projeto bem como o acompanhamento e controle do mesmo, sendo atualizado sempre que necessário no decorrer do projeto. • Solicitação de Mudança: O documento contém dados para uma solicitação de mudança que poderá ocorrer durante o desenvolvimento do projeto ou até mesmo após sua conclusão. No documento é informando qual o tipo de mudança, quais os impactos da mudança com base na matriz de rastreabilidade do projeto, e o estudo de viabilidade com base no esforço requerido, recursos humanos, recursos financeiros e viabilidade técnica. • Termo de Abertura: Template de documento para oficializar o início do projeto entre o cliente e a empresa contratada, com uma breve descrição e justificativa do projeto, pessoas envolvidas no projeto, premissas e restrições, além de compromissos entre as partes. O documento é assinado por ambas as partes e marca o início do projeto. • Termo de Conclusão: Modelo de documento para definir a conclusão do projeto, no qual estão especificados os dados da entrega. Esse documento informa ainda que qualquer mudança após a entrega seja considerada como manutenção evolutiva. O documento deve ser assinado pela empresa e pelo cliente, aprovando a entrega.3.5. A Avaliação A Cientec concluiu o processo de avaliação em agosto de 2010, atendendoaos requisitos de processos e capacidade do Modelo de Referência MR-MPS(versão 2009) do nível G – Parcialmente Gerenciado. A Declaração da Avaliação deProcessos de Software da Cientec apresenta o texto conforme apresentado a seguir. Em 30 de agosto de 2010, foi concluída a avaliação dos processos de software na unidade organizacional Fábrica de Software, da empresa Cientec - Consultoria e Desenvolvimento de Sistemas Ltda, em Viçosa-MG,
  39. 39. 39 seguindo o método de avaliação MA-MPS. A conclusão da avaliação é que a empresa atende aos critérios do nível G - Parcialmente Gerenciado do modelo de referência MR-MPS. (SOFTEX, 2011a) Os avaliadores consideraram satisfeitos os processos de GPR - Gerência deProjetos e GRE - Gerência de Requisitos, sendo que o processo implantado naempresa atendeu todos os resultados esperados e resultados de atributos deprocesso para GPR e GRE. A avaliação conquistada pela Cientec tem validade até 29 de Agosto de 2013.3.6. Resultados alcançados A Cientec destaca como principal resultado na implementação o seu objetivoalvo, que era de atestar a qualidade dos processos utilizados pela empresa,podendo observar o quanto era falho o processo anterior, principalmente relacionadoao gerenciamento de projetos. Segundo o sócio diretor da Cientec, durante oprocesso de implementação, a empresa observou que a função do gerente deprojetos da empresa estava apenas focada na distribuição de tarefas para a equipetécnica, enquanto o acompanhamento da execução das tarefas era falho. Com a implementação dos processos de nível G, a empresa revisou suadefinição de gerenciamento de projetos, passando para o profissional da área asresponsabilidades reais que devem ser exercidas por um gerente de projetos, o queinclui acompanhar o projeto desde a definição inicial até a sua conclusão. Adefinição dos papéis e responsabilidades permitiu à empresa dar um foco maisdefinido e uma melhor qualificação à sua equipe, sempre destacando a importânciade cada um dos papéis dentro do novo processo. Outro fator de destaque levantado pelos diretores da Cientec é em relação aonovo processo de gerenciamento, que, com o apoio das planilhas de controlesdefinidas, agora permite que a empresa tenha um maior controle financeiro dosprojetos, podendo acompanhar mensalmente os custos de cada projeto e analisar seestá de acordo com o orçamento planejado, podendo atuar de forma preventivaevitando, assim, prejuízos financeiros.
  40. 40. 40 Com essas planilhas de controle, a empresa agora consegue montar umabase histórica de projetos, o que permite maior facilidade na hora de elaborar novosorçamentos e diminui a margem de erros, tanto financeiros quanto de prazos deentrega. A empresa destaca o aprendizado obtido com a utilização do método decontagem de Pontos de Função, que foi adotado para estimar tempo e custo deprojeto e também colaborou na elaboração de orçamentos mais eficientes. Com a implementação de processos realizada e a avaliação concluída, aempresa já observa uma grande melhoria nos resultados obtidos nos novos projetosdesenvolvidos: ela passou a oferecer produtos com menos problemas, o queresultou em maior satisfação dos clientes e maior produtividade da equipe, uma vezque conseguiu diminuir o retrabalho. Com a adoção do modelo incremental e iterativo, a empresa passou aenvolver mais os clientes no desenvolvimento, melhorando, assim, o relacionamentocom o cliente e a qualidade das entregas. O crescimento profissional com a participação na implementação doprograma foi citado pelo analista responsável da Cientec como um dos principaisbenefícios, tanto para ele quanto para os demais funcionários da empresa queparticiparam do processo. Esse fator também foi citado pelo supervisor dedesenvolvimento de outra empresa participante do G6 que foi avaliada no nível G doMR-MPS em setembro de 2010. Participar do processo de modelagem e implantação de um processo de software é, sem dúvida, muito enriquecedor, tanto para a Empresa quanto para os profissionais que dele participam. Entendo que a padronização na construção dos produtos é o maior benefício que a empresa obteve nessa primeira etapa desta caminhada na busca pela qualidade e maturidade. Como conseqüência dessa padronização, podemos observar que a empresa obteve mais organização e qualidade e, em decorrência, maior confiabilidade e credibilidade em seus projetos. Percebo ainda que o simples fato de participar deste processo é, para os profissionais, uma experiência que traz um crescimento único e a satisfação de saber que participou e contribuiu em um momento tão importante para a Empresa (SOFTEX, 2011d).
  41. 41. 413.7. Dificuldades encontradas na implantação A principal dificuldade encontrada pela empresa foi em relação à mudança nacultura da empresa e dos funcionários, em função da necessidade de se adequaremao novo processo. No início, houve resistência por parte de alguns colaboradores naaceitação das mudanças, principalmente relacionadas às atividades exercidas.Porém, essas resistências foram sendo quebradas à medida que a implementaçãodo processo foi evoluindo, e os colaboradores foram percebendo as melhoriasobtidas com os resultados. Outro fator apontado como crítico foi a adoção da técnica de Análise porPonto de Função, onde os colaboradores tiveram dificuldades no aprendizado datécnica e na definição dos valores a serem utilizados para os cálculos deprodutividade e esforço. Tal dificuldade foi devido à falta de dados históricos, sendoos valores para produtividade definidos com base na experiência dos diretores daempresa. Para projetos futuros, a empresa atualizará esses dados com os dadoshistóricos agora obtidos e armazenados pela empresa.3.8. Lições aprendidas Com a revisão do seu processo, a Cientec percebeu o quanto é importantemanter um processo de desenvolvimento mais simplificado e alinhado com as reaisnecessidades da empresa. O processo anterior era mais completo, porém muitocomplexo para ser utilizado pela empresa. A adoção do método de contagem de Ponto de Função foi muito importantepara a empresa, pois permitiu melhor estimar custos de projeto e organizar aalocação de mão de obra, evitando possíveis problemas decorrentes do nãoatendimento a custos e prazos de entregas. Outro fator importante identificado pela empresa foi o aprendizado obtido coma utilização de técnicas de métodos ágeis, como a utilização de quadros no estilo dométodo Scrum, com diversos cartões identificando as tarefas e seus responsáveis,bem como a fase em que se encontra cada uma das atividades.
  42. 42. 423.9. Próximos Passos A empresa está atenta à necessidade de manutenção evolutiva dosprocessos atuais, buscando sempre a melhoria destes processos, principalmente emrelação às ferramentas de controle criadas com o objetivo de elaborar e manter umabase histórica de projetos que auxiliarão em projetos futuros. É uma preocupação constante da empresa a manutenção dos processos e oacompanhamento de sua aplicação visando garantir a qualidade dos projetosdesenvolvidos, e para isso a empresa estará sempre buscando qualificação paraseus colaboradores. Os sócios proprietários se dizem motivados na busca por novos recursos paraviabilizar a implantação dos demais níveis de maturidade do MPS.BR.
  43. 43. 434. Conclusão Este estudo de caso apresentou a implementação do modelo MPS.BR NívelG na Cientec, com o objetivo de exemplificar como é realizado o processo em umaempresa desde a fase de decisão da empresa por buscar um modelo de processoaté a fase de avaliação. O estudo demonstrou quais os benefícios que essa implementação podetrazer para uma empresa, independentemente do seu tamanho, já que o MPS.BR foicriado com a finalidade de oferecer um programa de melhoria economicamenteacessível à micro, pequenas e médias empresas de software, alinhado aos modelose normas internacionais, como o CMMI e a ISO 9000. O crescimento da competitividade no mercado de software fez com que asempresas despertassem para a necessidade de buscar maior qualidade dosprodutos oferecidos, bem como a satisfação dos clientes com os resultadosentregues. E essa qualidade pode ser oferecida por meio da implementação deprocessos seguindo as sugestões dos guias de implementação do MPS.BR. Para viabilizar a adesão ao Programa MPS.BR, o governo oferece incentivosfinanceiros para auxiliar empresas de pequeno e médio porte a buscarem a melhoriade processos custeando parte dos custos e organizando grupos de empresas parabuscarem em conjunto a maturidade visando otimizar recursos. O diagnóstico inicial apontou que o processo definido anteriormente pelaCientec estava complexo e seria difícil de ser colocado em prática, considerando arealidade da empresa. Com a redefinição realizada no processo conforme sugestõesdos consultores para que este atendesse os requisitos do MPS.BR, a empresaconseguiu otimizar o seu processo, deixando apenas o que era realmentenecessário. Essa revisão também mostrou para a empresa o quanto era falho o seuprocesso de gerenciamento de projetos, no qual a empresa realizava apenas umacompanhamento de atividades, passando agora a estimar, planejar e acompanhartodo o projeto, criando um verdadeiro processo de gerenciamento de projetos, que
  44. 44. 44possibilita ao gestor acompanhar toda a evolução do projeto e analisar os possíveisriscos e atrasos. Um dos principais problemas relatados pela empresa para a implementaçãodo programa de melhoria está relacionado à cultura da empresa e de seuscolaboradores, pois a implementação de mudanças acaba gerando certodesconforto. Para quebrar esta barreira, foi necessário que a empresa convencesseseus colaboradores da sua importância dentro do processo e apresentasse osbenefícios e melhorias das condições de trabalho. Para a empresa, a busca pela maturidade no nível G do MPS.BR foi muitoimportante para o seu crescimento no mercado. As melhorias já podem serobservadas no resultado dos novos projetos, que têm sido entregues com maiorqualidade, e os clientes estão mais satisfeitos com os resultados, principalmentepelo fato de participarem ativamente do processo.
  45. 45. 455. Referências Bibliográficas[ENGHOLM, 2010] ENGHOLM, Hélio Jr. - Engenharia de Software na Prática. SãoPaulo 2010. 1ª edição. Editora Novatec.[SOFTEX, 2009a] ASSOCIAÇÃO PARA PROMOÇÃO DA EXECELÊNCIA DOSOFTWARE BRASILEIRO - SOFTEX. MPS.BR - Guia Geral: 2009, maio 2009.Disponível em:<http://www.softex.br/mpsbr/_guias/guias/MPS.BR_Guia_Geral_2009.pdf>. Acessoem 29 jan. 2011.[SOFTEX, 2009b] ASSOCIAÇÃO PARA PROMOÇÃO DA EXECELÊNCIA DOSOFTWARE BRASILEIRO - SOFTEX. MPS.BR - Guia de Implementação – Parte 1:Fundamentação para Implementação do Nível G do MR-MPS, maio 2009.Disponível em:<http://www.softex.br/mpsbr/_guias/guias/MPS.BR_Guia_de_Implementacao_Parte_1_2009.pdf>. Acesso em 29 jan. 2011.[SOFTEX, 2009c] ASSOCIAÇÃO PARA PROMOÇÃO DA EXECELÊNCIA DOSOFTWARE BRASILEIRO - SOFTEX. MPS.BR - Guia de Avaliação, maio 2009.Disponível em:<http://www.softex.br/mpsbr/_guias/guias/MPSBR_Guia_de_Avaliacao_2009.pdf>.Acesso em 11 abr. 2011.[SOFTEX, 2011a] ASSOCIAÇÃO PARA PROMOÇÃO DA EXECELÊNCIA DOSOFTWARE BRASILEIRO - SOFTEX. MPS.BR - Avaliação MPS, nível G, naCientec em Viçosa. Disponível em:<http://www.softex.br/portal/softexweb/uploadDocuments/Press%20Release%20CIENTEC%20MPS-G%20300810.pdf> Acesso em: 28 mai. 2011.[FUMSOFT, 2009] Sociedade Mineira de Software – FUMSOFT. Plano deImplementação MPS.BR/ 2009-06. Material fornecido pela empresa.[FUMSOFT, 2009b] Sociedade Mineira de Software - FUMSOFT. ProjetoEstruturador APL de Software - Grupo MPS.BR - 2009/06. Material fornecido pelaempresa.[SOFTEX, 2011b] ASSOCIAÇÃO PARA PROMOÇÃO DA EXECELÊNCIA DOSOFTWARE BRASILEIRO - SOFTEX. MPS.BR - Avaliações MPS Publicadas (prazode validade: 3 anos). Disponível em:<http://www.softex.br/mpsbr/_avaliacoes/2Avaliacoes%20MPSBR%20Publicadas_31MAR11_279_portugu%C3%AAs.pdf> Acesso em: 22 abr. 2011.[CIENTEC, 2011] Cientec - Histórico. Disponível em:<http://www.cientec.net/cientec/Historico.asp?SESSAO=1&SUBSESSAO=2>Acesso em: 12 fev. 2011.
  46. 46. 46[SOFTEX, 2011c] ASSOCIAÇÃO PARA PROMOÇÃO DA EXECELÊNCIA DOSOFTWARE BRASILEIRO - SOFTEX. MPS.BR - Programas cooperativos comGrupos de Empresas. Disponível em:<http://cps.softex.br/pdf/Programas_Cooperativos.pdf> Acesso em: 22 abr. 2011.[SOFTEX, 2011d] ASSOCIAÇÃO PARA PROMOÇÃO DA EXECELÊNCIA DOSOFTWARE BRASILEIRO - SOFTEX. MPS.BR - Avaliação MPS-G na ATTEST emBelo Horizonte. Disponível em:<http://www.softex.br/portal/softexweb/uploadDocuments/Press%20Release%20ATTEST%20MPS-G%20100910.pdf> Acesso em: 22 abr. 2011.[SOFTSUL, 2010] SOFTSUL - BID destina recursos para expandir MPS.BR naAmérica Latina. Disponível em:<http://www.softsul.org.br/portal/noticia.php?id=1350> Acesso em: 30 abr. 2011.

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