Segunda guerra mundial

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Segunda guerra mundial

  1. 1. <ul><li>O Brasil dos Punks e dos Carecas </li></ul><ul><li>O movimento skinhead brasileiro, assumindo uma postura claramente racista, adota os valores pregados pelos skinheads europeus: a disciplina neonazista como filosofia de vida. Com isso, o grupo passa a angariar simpatizantes não apenas na Grande São Paulo, mas também no sul do país, com a grande presença de grupos de origem européia e favoráveis à separação entre os estados do sul do país e as outras regiões, identificando-as como a razão para a pobreza e o subdesenvolvimento do país. Surge então o movimento que veio a se denominar &quot;White Power“ (&quot;Poder Branco&quot;). Acreditando na superioridade da raça branca, adotam a política de ódio contra negros, judeus, homossexuais e nordestinos, considerando-os mesmo sub-raças. Veja um trecho de uma mensagem enviada ao organizador do Movimento do Orgulho Gay e ao vereador Italo Cardoso (PT), ambos na capital paulista: </li></ul>(...) “Vamos destruir todos os veados, pretos e nordestinos . Nós que somos da raça pura, brancos homens e lutamos pelo fim dessa m ... que são os veados, pretos e nordestinos e que nos impede de sair à noite, pois somos obrigados a encontrar essas bichas nojentas, estes pretos fedidos e os cabecinhas chatas que nos fazem vomitar. Estão tomando conta da cidade. Estas escórias deveriam ser usados como adubo. Queremos libertar o Brasil destes excrementos” . (...) AULA 1. A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL
  2. 2. <ul><li>A partir dos anos 80, assistimos a retomada de movimentos autoritários e conservadores denominados &quot;neonazistas&quot;. Os movimentos manifestaram-se de forma violenta e as agressões eram dirigidas principalmente contra as minorias. Mas, nunca a condição humana esteve tão ameaçada, quanto na época dos campos de concentração nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. Judeus, eslavos, ciganos, homossexuais e deficientes foram atingidos fisicamente e moralmente ao serem tratados como raças inferiores. </li></ul><ul><li>Durante a Segunda Guerra Mundial, toda a Humanidade se viu reduzida à massa de manobra de um Partido totalitário que se considerava perfeito em sua concepção sobre o bem-estar de uma nação.O nazi-fascismo. </li></ul><ul><li>VEJA: </li></ul>(...) &quot; Nós pedimos a constituição de uma Grande Alemanha, que reúna todos os alemães, baseados no direito dos povos a disporem de si mesmos. Pedimos igualdade de direitos para o Povo Alemão em relação às outras nações e a derrogação do Tratado de Versalhes e do Tratado de Saint-Germain. Pedimos terras e colônias para nutrir o nosso povo e reabsorver a nossa população. Só os cidadãos gozam de direitos cívicos. Para ser cidadão, é necessário ser de sangue alemão. A confissão religiosa importa pouco. Nenhum judeu, porém, pode ser cidadão” (...) (...) Os dirigentes do Partido prometem envidar todos os seus esforços para a realização dos * pontos antes enumerados, sacrificando, se for preciso, a sua própria vida.(...) Trecho das reivindicações do Partido Nacional dos trabalhadores alemães, em Fevereiro de 1920.
  3. 3. Desde 1933, quando os primeiros campos de concentração de presos em massa foram construídos em Boyermoor e Dachau (Alemanha), oito milhões de pessoas perderam seus nomes, ganharam números, foram escravizadas, transformadas em cobaias, ou simplesmente eliminadas pelas doenças, torturas e câmaras de gás numa organização civil e militar liderada por Adolf Hitler. JUDEUS: Escravos do nazismo
  4. 4. <ul><li>A Segunda Guerra Mundial teve sua origem no Tratado de Versalhes , assinado entre as potências vencedoras da Primeira Grande Guerra (Estados Unidos, Inglaterra, França) e as vencidas (a Alemanha e a Áustria). Este tratado impôs à Alemanha : </li></ul><ul><li>a perda da região da Alsácia-Lorena (que havia conquistado na guerra franco-prussiana de 1870); </li></ul><ul><li>a concessão à Polônia de uma faixa de território que lhe dava acesso ao Mar Báltimo (o chamado &quot;corredor polonês&quot;); </li></ul><ul><li>a perda do controle da cidade alemã de Danzig, que passaria ao controle da Liga das Nações e o território do Sarre, rico em carvão foi cedido por um período de 15 anos à França. </li></ul><ul><li>o impedimento de possuir um exército superior a 100 mil homens e a exigência da desmilitarização da Renania (Região fronteiriça com a França), assim como o desmantelamento das fortificações situadas à 50 km do Reno. </li></ul><ul><li>o despojo de todos os navios mercantes cuja tonelagem ultrapassasse a 1.600 toneladas e ceder gado, carvão, locomotivas, vagões, cabos submarinos, etc. A quantidade da sua dívida para com os aliados foi fixada na Conferência de Bologne (21 de junho de 1920) em 269 bilhões de marcos-ouro a serem pagas em 42 anualidades. Não poderia desenvolver pesquisas bélicas, possuir submarinos ou realizar projetos militares (aviões, canhões, etc.). O velho Império Austro-Húngaro foi desfixado na Conferência de Bologne (21 de junho de 1920) em 269 bilhões de marcos-ouro a serem pagas em 42 anualidades. </li></ul>A Segunda Guerra Mundial
  5. 5. <ul><li>Estas sanções aplicadas pelos vencedores tornaram-se fonte de amargos rancores, que foram explorados pela extrema direita nacionalista (nazistas). O Tratado de Versalhes feriu o sentimento nacional dos alemães. </li></ul><ul><li>Com seus 65 milhões de habitantes e sua tradição militar, a Alemanha viria reivindicar o seu lugar no rol das potências européias. </li></ul>O nacionalismo exacerbado que tomou conta de vários países da Europa após a Primeira Guerra, foi uma reação à nova ordem geopolítica imposta pelos Tratados do pós Guerra, que teve efeitos diretos sobre a Alemanha e indiretos sobre a Itália. A radicalização do sentimento nacionalista está associada à idéia de crescimento e ao mesmo tempo à idéia de repúdio àqueles que impedem o crescimento, e contribuiu para a implantação de governos totalitários e militaristas. SUÁSTICA: a imagem do Nazismo A adoração ao líder representou o nacionalismo exarcebado dos alemães simpatizantes à causa nazista. Culto à Hitler O Nacionalismo
  6. 6. <ul><li>A crise econômica que se abateu sobre o sistema capitalista mundial a partir de 1929 foi o fator mais poderoso para que um novo arranjo do poder em escala mundial fosse pleiteado. Os países capitalistas tomaram medidas protecionistas visando salvar os mercados internos ocorrendo uma verdadeira guerra tarifária. A produção mundial, reduziu-se em 40%. O desemprego cresceu nos principais países industrializados: 70 milhões de pessoas (6 milhões só na Alemanha). Como a economia já estava internacionalizada (com exceção da URSS que se lançava nos Planos Qüinqüenais) todos os continentes foram atingidos, aumentando ainda mais a miséria e o desemprego. </li></ul><ul><li>É nesse contexto caótico que a Alemanha no Ocidente e o Japão no Oriente vão tentar explorar o debilitamento de seus rivais. Uma nova luta por mercados e novas fontes de matérias-primas levaria o mundo à Segunda Guerra Mundial. </li></ul>
  7. 7. <ul><li>A conjuntura externa caótica e a situação interna de desespero conduzem Hitler ao poder na Alemanha em 1933. Em menos de um ano, Hitler sufocou todos os movimentos oposicionistas dando início à &quot;Revolução Nacional-socialista&quot; que tinha como objetivo fazer a Alemanha retornar ao grau de potência européia. </li></ul><ul><li>Atenuava-se o desemprego e atendia-se necessidades da poderosa burguesia financeira e industrial da Alemanha. Para evitar a má vontade das potências ocidentais, Hitler coloca-se como campeão do anti-comunismo a nível mundial, assinando com o Japão (novembro de 1936) e com a Itália (janeiro de 1937) o Pacto Anti-Comintern - cujo fim é ampliar o isolamento da URSS e, quando for possível, atacá-la. O Japão, que igualmente passa por convulsões internas graves, dá início em 1931, a uma política externa agressiva, explorando o enfraquecimento dos impérios coloniais europeus que se mostram impotentes para superar a crise econômica. Em 1937, após ter ocupado a rica região da Manchúria, invade o resto do território chinês, dando início ao longo conflito na Ásia. Seu expansionismo vai terminar por chocar-se com os interesses norte-americanos na Ásia (Filipinas) e levar à guerra contra os Estados Unidos. </li></ul>
  8. 8. <ul><li>1. Os antecedentes imediatos </li></ul><ul><li>1.1 A Guerra Civil Espanhola Na guerra-civil espanhola, que durou dois anos e nove meses, Hitler e Mussolini auxiliaram abertamente os nacionalistas de Franco (Legião Condor e Grupo de Tropas Voluntárias). Os republicanos, cada vez mais isolados, pediram apoio à URSS. Devido à distância, e ao bloqueio naval, o auxílio soviético não consegue equilibrar a situação a favor dos republicanos, que terminam por ser derrotados em março de 1939. Esta guerra serviu para Hitler experimentar sua estratégia da blitzkrieg (avanço de carros de combate conjugados com bombardeios aéreos maciços) e detectar a indecisão e fraqueza dos aliados ocidentais. </li></ul><ul><li>1.2. A Crise dos Sudetos e o Acordo de Munique </li></ul><ul><li>  Hitler havia anexado a Áustria (Anschluss), tornando-a província do Reich. Com isso a integridade territorial da Tchecoslováquia ficou ameaçada. A Sudetolândia, região fronteiriça com a Alemanha, possuía uma população de origem germânica que perfazia 65% dos habitantes, apesar de legalmente pertencer a Tchecoslováquia desde 1919. É justamente nesta região que os Tchecos tinham seu sistema defensivo, nos moldes franceses. Hitler começa a exercer pressão junto ao governo tcheco para anexá-la. O perigo de guerra torna-se iminente. Neste exato momento, Chamberlain, primeiro-ministro conservador da Inglaterra e Daladier, Presidente da França, propõem encontrar-se com Hitler em Munique. O Acordo de Munique terminou com uma estrondosa vitória dos nazistas, pois receberam o acordum para poder ocupar a Sudetolândia em troca de uma simples promessa de paz - que não seria cumprida. </li></ul>
  9. 9. <ul><li>1.3 O pacto Germano-Soviético </li></ul><ul><li>Para poder invadir a Polônia, havia a necessidade da neutralização de uma das potências vizinhas da Alemanha. A Inglaterra e a França já haviam cedido a Tchecoslováquia e provavelmente iriam à guerra se a Polônia fosse invadida. Qual a reação da URSS? Hitler, veterano da Primeira Guerra Mundial sabia que a Alemanha não poderia repeli-la, isto é, ser obrigada a lutar simultaneamente, no Ocidente e no Oriente. </li></ul><ul><li>Assim pensou em fazer um acordo com Stalin, temeroso que uma invasão (os exércitos russos haviam sido desbaratados pelos alemães entre 1914/16) pusesse abaixo as conquistas industriais da Rússia Soviética, não hesitou. A recente demonstração de fraqueza da Inglaterra e França, fez com que estendesse sua mão calorosamente ao maior adversário do comunismo. Em agosto de 1939, é assinado o Pacto de não agressão germano-soviético, cujas cláusulas secretas implicam na partilha da Polônia, reconhecendo a hegemonia soviética sobre os Estados Bálticos (Letônia, Estônia e Lituânia). </li></ul><ul><li>A estrava da guerra estava aberta. </li></ul>
  10. 10. <ul><li>2. As ofensivas Nazi-fascistas </li></ul><ul><li>Em setembro de 1939, as tropas alemãs cruzam a fronteira polonesa e marcham em direção a Varsóvia, que será a primeira capital européia a conhecer as agruras do bombardeio aéreo. Apesar dos esforços, os poloneses não têm condições de deter a poderosa máquina militar germânica. Pela primeira vez é utilizada em larga escala a estratégia da blitzkrieg - a &quot;guerra relâmpago&quot; - maciças operações com divisões blindadas que atuam como pinças, encurralando o inimigo, isolando-o em bolsões, para posteriormente levá-los ao esmagamento ou à rendição. </li></ul><ul><li>A Inglaterra e a França enviam ultimatos, exigindo a retirada imediata das forças alemãs do território polonês - dando-lhes um prazo de vinte quatro horas - findo os quais automaticamente se declarariam em guerra com a Alemanha. A 3 de setembro, chegam à Chancelaria alemã as declarações de guerra. A Polônia resistiu por mais de um mês, terminando por render-se incondicionalmente. </li></ul>1.500 poloneses foram feridos e mortos apenas durante os três dias iniciais de ataque alemão. De acordo com as autoridades européias, os nazistas já bombardearam até cidades e vilarejos nas regiões sem importância e interesse estratégico, fora de disputas pelo território FRASE: &quot;Nós somos traidores do povo!&quot; Frase que os judeus da vila de Pilica, na Polônia, foram obrigados a gritar, em alemão, no mercado da cidade. Em seguida, todos foram executados pelos alemães.
  11. 11. <ul><li>Em abril de 1940 as divisões alemãs ocupam a Dinamarca (praticamente sem resistência) e a Noruega. A ocupação do Frente Norte, deveu-se à necessidade de evitar uma ofensiva inglesa pelo Báltico, como também preservar o abastecimento de matérias-primas estratégicas vindas da Suécia. Em maio de 1940, os Países Baixos são atacados. A Holanda é invadida no dia 15 e a Bélgica treze dias depois. </li></ul>A antiga família franco-britânica: Hitler pega Áustria, Tchecoslováquia e Polônia. Hungria, Iugoslávia, Romênia - e os outros fazem fila (David Low, Evening Standard, Grã-Bretanha)
  12. 12. <ul><li>Até então, os nazistas haviam enfrentado países pequenos e de poucos recursos humanos e materiais, quase sem tradição militar. Esperava-se que a França fosse resistir com mais eficiência, pois contava igualmente com a colaboração de um corpo expedicionário britânico. Os exércitos franceses tinham um número equivalente em homens, tanques e aviação, além de terem sido vitoriosos em 1914/18. No entanto, a catástrofe francesa foi ainda maior pelo inesperado arrojo das tropas alemãs. Deu-se o golpe de força alemão dividindo o exército francês em dois, fazendo com que o flanco esquerdo se retirasse juntamente com o corpo expedicionário britânico para a costa do Atlântico. O pânico estabeleceu-se na retaguarda francesa. Refugiados entupiam as estradas e impediam o deslocamento de tropas necessárias para tapar as brechas. A estrada para Paris abriu-se para os alemães. Seiscentos mil homens estavam sitiados na Linha Maginot, assistindo impotentes o desastre militar e político de seu país. O exército francês pulverizou-se em menos de três semanas, surpreendendo inclusive os alemães. A França se rende. </li></ul>Turismo depois da batalha: Hitler e seus generais posam para fotos diante da Torre Eiffel &quot;Paris sempre me fascinou.&quot; Hitler, ao passear triunfante pelas ruas da capital francesa conquistada.
  13. 13. <ul><li>Apesar da catástrofe francesa, a Inglaterra, sob a liderança de W. Churchill, promete continuar na guerra até a vitória final . </li></ul>Winston Churchill, um dos timoneiros britânicos para a vitória na Grande Guerra. Famoso pelo brilho intelectual, pelo domínio da retórica e pela parceria inseparável com uma boa garrafa de scotch , o herdeiro do lorde Randolph Churchill sempre foi a favor de derrotar Hitler pela força . Inglaterra: Otimismo – Avante à vitória! &quot;Mulheres da Grã-Bretanha, venham às fábricas&quot;: cartaz que os britânicos espalharam para incentivar o esforço de guerra. &quot;Deixe isso para nós, filho. Você deve ficar fora da guerra&quot;: cartaz do governo britânico sobre a evacuação das crianças.
  14. 14. <ul><li>Em 1941, a Alemanha dá início à colossal campanha militar para conquistar a União Soviética - 'Wehrmacht' espalha o terror pelos povoados eslavos - Stalin convoca Guerra Patriótica contra Hitler e recebe promessas de auxílio de Churchill e Roosevelt </li></ul><ul><li>&quot;Eu disse que só queria ser acordado em caso de invasão da Inglaterra... Winston Churchill , primeiro-ministro da Grã-Bretanha, ao ser acordado por causa da invasão da Rússia. </li></ul>Adolf Hitler, Taxidermista: depois de conquistar 11 nações 'mansas' para sua coleção, o líder nazista tenta empalhar a feroz União Soviética (Dr. Seuss, PM New York, Estados Unidos)
  15. 15. <ul><li>O ataque ao território vermelho foi determinado pelo Führer , sem declaração de guerra ou ultimato. Na verdade, o mundo inteiro já previa o ataque - exceto Stalin, que se agarrava como uma criança ao jogo de aparências contido no pacto nazi-soviético. Genuinamente surpreso com o ataque, o &quot;Homem de Aço&quot; se dirigiu à população, invocando uma &quot;Guerra Patriótica&quot; contra os invasores. </li></ul><ul><li>A vitória que os alemães esperavam não aconteceu. Pelo contrário, no final de 1941 o Exército alemão encontrara dificuldades para avançar devido às chuvas de outono e depois com o inverno rigoroso, com temperaturas abaixo de 30 graus negativos. Os nazistas não conseguiram tomar Moscou e Leningrado e sofreram um sério revés na Batalha de Stalingrado. </li></ul><ul><li>A derrota alemã em Stalingrado, em Janeiro de 1943, marcou o início da derrocada nazista na Europa. </li></ul>Uma lição de História: Alunos acovardados, Hitler e Mussolini têm lição na 'escola' soviética de guerra, após uma inédita derrota do nazismo em suas tentativas de conquistar a 'vermelha' Moscou (Boris Yefimov, Isvestia, URSS). A derrota alemã
  16. 16. 'Tora! Tora! Tora!': a temida esquadra americana afunda, em chamas, em águas havaianas Ataque japonês arrasa base norte-americana de Pearl Harbor, no Havaí.Os Estados Unidos entram no combate contra o Eixo nazista, ao lado da Inglaterra e União Soviética, formando o bloco dos Aliados. A guerra já estende seus tentáculos pelos quatro cantos do mundo. Agora, 43 países estão envolvidos nas batalhas. O AGRUPAMENTO DE FORÇAS. . . Cartaz japonês com um guerreiro samurai destruindo a frota naval dos Aliados; no fundo, as bandeiras dos países do Eixo
  17. 17. <ul><li>A invasão e a tomada da Sicília pelas tropas britânicas e americanas, em 1943, foi o golpe que aniquilou as últimas forças de Mussolini. O exército italiano acabara de ser massacrado em Stalingrado. O Duce , porém, mantinha-se irredutível. Então, o Grande Conselho Fascista reuniu-se e sugeriu que o rei Vittorio Emmanuelle fosse reconduzido ao posto de Comandante-em-Chefe, dele tirado em 1940. A proposta foi aprovada. O que aconteceu no dia seguinte já é história: Mussolini apareceu para trabalhar, foi destituído do cargo de primeiro-ministro pelo monarca e acabou preso. Como primeiro-ministro substituto, Badoglio teve de levar a cabo uma missão: prometer lealdade aos alemães ao mesmo tempo em que negociava com os Aliados. As conversas com Estados Unidos e Grã-Bretanha foram conduzidas em segredo e se caracterizaram pelo difícil entendimento entre as partes. </li></ul><ul><li>Os Aliados não aceitavam nada menos que a rendição incondicional. Quando as forças aliadas já se dirigiam para a invasão da Calábria, as negociações foram concluídas. Um ato de rendição foi assinado por Badoglio em 3 de setembro. Assim, às 18h30 daquela quarta-feira, a voz de Eisenhower, em inglês, ecoou pelo rádio italiano - seguida, claro, por uma tradução para o idioma de Dante. &quot;Quem fala é o general Dwight Eisenhower, comandante-chefe das Forças Aliadas. O governo italiano ordenou a suas Forças Armadas render-se incondicionalmente. As hostilidades entre as Forças Armadas dos Estados Unidos e da Itália terminaram de uma vez. Todos os italianos que quiserem ajudar a expulsar o invasor germânico do solo italiano terão a assistência e o apoio das Nações Unidas.&quot; </li></ul>A QUEDA DA ITÁLIA
  18. 18. A nova saudação dos fascistas: Adolf Hitler grita - mas a Itália, encurralada pela bainoneta dos Aliados, dá as costas ao alemão, após a 'rendição incondicional' das suas tropas. Os húngaros, os búlgaros e os romenos 'tremem' e ensaiam fazer a mesma coisa em breve (SJ Ray, Estados Unidos). Os Aliados estavam de volta à Europa continental para tentar acabar com o jugo da Alemanha nazista. A manobra de desembarque na França setentrional não tem precedentes. Mais de 185.000 homens e 20.000 veículos aéreos, marítimos e terrestres foram envolvidos no ataque, minuciosamente planejado pela equipe comandada pelo general Dwight D. Eisenhower. Inicialmente concebido para ocorrer na segunda-feira, dia 5, o &quot;Dia D&quot; - como a data foi chamada pelos Aliados - foi adiado por 24 horas pelas condições meteorológicas inapropriadas. Ainda assim, a incerteza sobre a efetivação da gigantesca operação não se dissipara por completo, até porque os céus franceses permaneciam lúgubres a olho nu. O chamado dia D, marcou o início da derrota alemã na Segunda Guerra Mundial com a abertura do front ocidental indispensável para vitória aliada.Cerca de 150 mil soldados foram mobilizados na ocupação de 80 quilômetros da costa ao norte da França. O DIA “D”
  19. 19. <ul><li>Enquanto os soldados aliados seguiam destroçando as forças do Reich em batalhas por toda a Europa, seus líderes encontraram-se novamente no início do mês para mais uma semana de conferências. A reunião aconteceu às margens do mar Negro, em Yalta. Winston Churchill, Franklin Roosevelt, Josef Stalin e mais 700 conselheiros militares discutiram, entre vários outros assuntos, a redefinição das fronteiras do Velho Continente - prova de que a vitória aliada já era vista por eles como líquida e certa. Acordou-se que a Alemanha seria retalhada em quatro zonas de ocupação, uma para cada integrante do Trio de Ferro - Grã-Bretanha, Estados Unidos e União Soviética - e uma quarta para a França, dona de um competentíssimo corpo de diplomacia responsável por garantir o que seu Exército não foi capaz de obter. </li></ul>Novos rumos políticos Os três gigantes reunidos na Criméia: Churchill, FDR e Stalin já discutiram o pós-guerra
  20. 20. Berlim, a capital da tirania do Reich, ajoelha-se diante do Exército Vermelho em nove dias - Impotente, a Alemanha rende suas forças em toda a Europa e encerra a era nazista – Os principais chefes alemães são mortos ou encarcerados. Diante da aproximação das tropas soviéticas, Hitler se suicida. Mais de 500.000 soldados se renderam, somando-se aos outros 500.000 que haviam sido tomados como prisioneiros entre 3 e 4 de maio. Cinco dias depois, Praga, a última capital européia sob o jugo nazista, foi libertada, também pelas mãos do Exército Vermelho. Os soviéticos chegaram ao auxílio dos guerrilheiros tchecos. No mesmo dia 9, as Ilhas do Canal, havia cinco anos ocupadas pelos alemães, voltaram às mãos britânicas. A mácula nazista fora removida de vez do continente. De acordo com a profecia de seu arquiteto-mor, Adolf Hitler, o Reich se estenderia ao longo de 1.000 anos. Sobreviveu por pouco mais de duas décadas - tempo irrisório quando comparado à pretensão do Führer , mas suficiente para provocar chagas indeléveis na história do Velho Mundo. Multidão em êxtase celebra nas ruas a queda do Reich - Cidades americanas, britânicas, francesas e soviéticas são tomadas por populares embriagados de alegria - Um sóbrio Churchill alerta: ainda falta derrubar o Japão !
  21. 21. <ul><li>Aliados saem vitoriosos da mais sangrenta guerra já ocorrida em toda a História. </li></ul><ul><li>No Pacífico, o Japão ia sendo derrotado pelos Estados Unidos, perdendo as áreas antes conquistadas. Em 1944 a guerra chegou ao território japonês: a vitória norte-americana estava próxima. Em 6 de agosto de 1945, para acelerar o fim do conflito e evitar que a União Soviética invadisse o Japão, os Estados Unidos lançaram a bomba atômica sobre Hiroshima e Nagasaki. Cerca de 200 mil japoneses morreram e outros milhares ficaram mutilados ou feridos pela explosão. Ainda hoje há no Japão pessoas contaminadas pela radioatividade dessas bombas. </li></ul>A “Rosa de Hiroshima” Desolação: marcas da bomba no Japão
  22. 22. <ul><li>Considerações. . . </li></ul><ul><li>A Segunda Guerra Mundial terminou com dois pontos luminosos sobre a cabeça dos japoneses, que lhes destruíram duas cidades: Hiroshima e Nagasaki. </li></ul><ul><li>Com isso pode –se dizer que efetivamente uma nova era fora inaugurada pela detonação das primeiras bombas nucleares inventadas por um grupo de cientistas reunidos em torno do Projeto Manhattan, financiado pelo governo norte–americano. A física contemporânea ditaria desde então os desdobramentos das descobertas científicas. </li></ul><ul><li>A corrida armamentista iniciada pelos norte–americanos e alemães, continuaria agora com a participação dos russos, franceses, chineses, indianos, paquistaneses e iranianos. </li></ul><ul><li>A humanidade perdera a sua “inocência” e os tempos da destruição total estão chegando, nos mostrando que a estupidez humana se tornara uma questão de vida ou morte da espécie. </li></ul><ul><li>Para onde caminha a Humanidade? </li></ul>

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