CRP0357-2014-06

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Aula 6 de Produção gráfica: visão geral dos processos de produção.

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CRP0357-2014-06

  1. 1. CRP-0357 Produção Gráfica
  2. 2. Aula 5 Processos de impressão – parte I
  3. 3. O processo gráfico Carimbos, gravuras, telas,
 fotolitos e computadores
  4. 4. A vida como ela era:
  5. 5. Agências de propaganda no passado: processo tradicional A única vantagem da época: o cliente também sabia que as coisas levavam mais tempo, por isso havia mais prazo. A qualidade gráfica da época era, na maior parte das vezes, bem ruim. Os estúdios tinham profissionais mais experientes, mas valorizavam um aspecto mais artesanal que criativo.
  6. 6. Rascunho e layout • O diretor de arte rascunhava uma ideia enquanto o redator datilografava(!) o conteúdo. • Títulos, imagens e textos eram apresentados separadamente ao diretor de criação. • Aprovadas as peças, elas seguiam para o estúdio, que era cheio de pranchetas. • Lá a imagem era ilustrada, o título desenhado à mão e o texto, decalcado. • Enquanto isso uma secretária datilografava o texto em papel timbrado.
  7. 7. Apresentação • Tudo era montado em papel cartão e coberto com papel-manteiga, para não se desfazer com a chuva.
 • O cliente via algo muito diferente do resultado final: ilustração em vez de fotografia, texto falso (às vezes não tinha o mesmo tamanho do texto real) e assim por diante.
  8. 8. Fotocomposição • Uma vez aprovado, o texto ia para a fotocomposição, um processo em que era re-digitado em uma máquina (a composer) que produzia uma tripa de texto na tipografia correta, em alta definição, em papel fotográfico. • Depois ele seguia para a revisão, feita por um humano. • A fotografia, depois de aprovada, seguia para um processo de separação cromática, a quadricromia, que gerava quatro fotolitos. • Um deles era projetado em papel fotográfico no tamanho final, em um processo chamado de Bromuro.
  9. 9. Paste-up • Todo esse material era levado para o profissional de paste-up, que recortava o Bromuro e a fotocomposição (linha a linha, se fosse necessário fazer o texto contornar a imagem) e as colava em um papel para fazer a arte final. • A cola usada para isso tinha Benzina e o estúdio tinha um cheiro forte que dava barato em muitos. • Com uma caneta nanquim, todos os splashes e linhas eram desenhados à mão. • Desnecessário dizer que todo esse processo não tinha Undo e qualquer etapa errada ou que demandasse alterações precisava recomeçar.
  10. 10. Fotolito • Pronta, a arte-final era fotografada e formava o filme preto do fotolito. • As outras cores seguiam a indicação do bromuro na arte-final e eram, também, fotografadas. • Os quatro fotolitos eram retocados para eliminar quaisquer marcas de poeira, emendas e impurezas e seguiam para a prova de prelo, uma espécie de gráfica manual que queimava uma chapa especial e imprimia uma ou mais cópias, sempre poucas.
  11. 11. Provas • As provas seguiam para o cliente, que fazia a aprovação final antes de mandar para a gráfica, onde as chapas definitivas eram gravadas e o material, finalmente impresso. • Em anúncios de revistas, várias dessas etapas eram feitas na própria editora, para poupar tempo. Todo o processo levava de uma a duas semanas, e chegava a envolver mais de 20 profissionais.
  12. 12. Tipografia • A tipografia era um capítulo à parte. Ela poderia ser decalcada ou desenhada à mão, o que limitava bastante as opções. • As agências precisavam ter em seus estúdios pilhas de caixas de filme transferível. • Cada tipo, em cada estilo, de cada tamanho precisava de um filme diferente. • Helvetica Bold, corpo 12 era diferente de Helvetica Bold corpo 11 e de Helvetica Regular corpo 12. • Cada tipo específico era chamado de “fonte”. Helvetica era uma “família tipográfica”.
  13. 13. Gráfica • Se a gráfica ainda não usasse modernidades como os fotolitos, precisaria de tipos de metal (uma liga de chumbo e antimônio) para cada fonte. No processo de fotocomposição, cada família tipográfica precisava de uma matriz especial. Desnecessário dizer que aberrações como “corpo 11,75″ não existiam nem em piadas. ! • Com isso tudo, propaganda e editoração eram processos muito caros, e não poderiam ser tocados por qualquer um. A pulverização das agências e editoras depois do surgimento da Editoração Eletrônica não é coincidência.
  14. 14. Como vemos as cores
  15. 15. CMYK ou Escala Europa Ângulos de impressão:
 K: 45º, M: 75º, Y: 90º, C: 105º
  16. 16. Pontos, Pixels, Dots • PPI: Pixel: picture element – “ponto de tela”. • Tem cor própria • Depende da definição (resolução) do monitor • Normalmente 72 a 96 ppi • DPI: Dot: ponto de impressão • Não tem cor própria, simula a cor através de retícula. • LPI: Line: freqüência da tela
  17. 17. LPI, PPI, DPI • Dois fatores básicos para a definição da LPI: • Suporte (porosidade) • Equipamento gráfico (capacidade) • LPI determina DPI que determina PPI • (resolução de saída / freqüência de tela)^2+1= número de tons de cinza. O máximo que pode produzir é 256, e deve ficar perto disso. • Relação scan: (altura da imagem final / altura do original) x LPI x 2 = PPI necessários.
  18. 18. Moiré: • Se um dos filmes aparecer fora de seu ângulo previsto, pode “interferir” perceptualmente nos outros (Gestalt). • Pontos que não deveriam ser aglutinados são vistos e se formam padrões texturados sobre a imagem, um efeito normalmente conhecido como padrão Moiré. • O Moiré chama a atenção para seu padrão e atrapalha a percepção de transição suave de cor. • Uma forma comum de se reproduzi-lo é digitalizar imagens impressas e reimprimi-las, pois a sobreposição de retículas tenderá a causar o padrão Moiré.
  19. 19. Moiré
  20. 20. Moiré
  21. 21. Moiré
  22. 22. Moiré
  23. 23. LPI > DPI > PPI (e não o contrário)
  24. 24. Suporte > Processo > Ideia (e não o contrário)
  25. 25. Tipos de impressos • Tipografia • Flexografia • Rotogravura • Silk-screen • Litografia • Off-set • Impressão a laser • Gráfica rápida
  26. 26. Custo fixo vs. Variável • Qualquer processo de impressão deve considerá- los. • Tiragem: número de exemplares impressos. Alguns processos têm custo muito alto para pequenas tiragens, mas esse custo se dilui ao imprimir grandes volumes.
  27. 27. Normalmente se calculam: • Custo fixo: matriz (fotolitos, chapas), mão de obra e perdas iniciais para regulagem do equipamento, especialmente quando o serviço envolve várias camadas de cores.
 • Custo variável: insumos (pigmentos), materiais (papel) e acabamento.
  28. 28. Qual processo é mais adequado? • Vantagens • Deficiências • Custo • Tiragem • Oferta de materiais e disponibilidade
 (sazonalidade, matérias-primas) • Competência e experiência dos fornecedores
  29. 29. Elementos a se considerar em um briefing de gráfica: • Suporte (e sua espessura) • Tipo de tinta • Tipografia • Imagens e sua resolução • Número de cores • Encadernação • Acabamento • Distribuição
  30. 30. Contexto é essencial
  31. 31. FIMpg.eca.luli.com.br
  32. 32. Para casa: Nada. Aproveitem.

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