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  • 1. Filhas em Meu Reino A HISTÓRIA E O TRABALHODA SOCIEDADE DE SOCORRO
  • 2. Este livro pertence aEm verdade eu te digo: Todos os que recebem meu evangelho são filhos e filhas em meu reino Doutrina e Convênios 25:1
  • 3. Filhasem Meu ReinoA HISTÓRIA E O TRABALHO DA SOCIEDADE DE SOCORRO Publicado por A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias Salt Lake City, Utah
  • 4. PROPÓSITOS DA SOCIEDADEDE SOCORRO Aumentar a fé e a retidão pessoal Fortalecer a família e o lar Buscar e ajudar os necessitados
  • 5. © 2011 Intellectual Reserve, Inc. Todos os direitos reservadosImpresso nos Estados Unidos da América Printed in the United States of America Aprovação do inglês: 8/10 Aprovação da tradução: 8/10Tradução de Daughters in My Kingdom: The History and Work of Relief Society Portuguese 06500 059
  • 6. SumárioINTRODUÇÃO Mensagem da Primeira Presidência.......................................................................... ixPREFÁCIO “Algo Extraordinário”.................................................................................................. xiCAPÍTULO 1 Sociedade de Socorro: A Restauração de um Antigo Padrão.................................... 1CAPÍTULO 2 “Algo Melhor”: A Sociedade de Socorro Feminina de Nauvoo............................... 9CAPÍTULO 3 “Apegar-se aos Convênios”: Êxodo, Migração e Estabelecimento......................... 29CAPÍTULO 4 “Uma Esfera de Ação Mais Ampla e Abrangente”.................................................. 43CAPÍTULO 5 “A Caridade Nunca Falha”........................................................................................ 67CAPÍTULO 6 Um Círculo Mundial de Irmandade.......................................................................... 89CAPÍTULO 7 “Religião Pura”: Zelar e Ministrar por Meio das Professoras Visitantes.............. 113CAPÍTULO 8 Bênçãos do Sacerdócio para Todos: Um Vínculo Inseparável com o Sacerdócio............................................................ 137CAPÍTULO 9 “Guardiãs do Lar”: Estabelecer, Nutrir e Defender a Família.............................. 157 A Família: Proclamação ao Mundo.........................................................................180CAPÍTULO 10 “Viver de Modo a Estar à Altura de Seus Privilégios”........................................... 183Acontecimentos Importantes na História da Sociedade de Socorro.........................................198Notas............................................................................................................................................... 202Lista de Auxílios Visuais................................................................................................................210Índice.............................................................................................................................................. 217
  • 7. INTRODUÇÃO Mensagem da Primeira PresidênciaQueridas irmãs, Em grato reconhecimento da bênção da Sociedade de Socorro na vidados membros da Igreja, dirigimos a preparação de Filhas em Meu Reino:A História e o Trabalho da Sociedade de Socorro. Oramos para que esse livroseja uma bênção para vocês e para aqueles cuja vida vocês tocam. Expressamos nosso amor e admiração por vocês e reconhecemos quesão filhas amadas do Pai Celestial e discípulas dedicadas do Senhor JesusCristo. Vocês fazem parte de uma grande irmandade mundial. Guiadas porseu lema: “A Caridade Nunca Falha”, vocês ajudam a fortalecer as famíliase a edificar o reino de Deus na Terra. Incentivamos vocês a estudar este livro e a permitir que suas verdadessempre atuais e seus exemplos inspiradores influenciem sua vida. Testificamos que o Senhor restaurou a plenitude do evangelho porintermédio do Profeta Joseph Smith e que a Sociedade de Socorro é umaparte importante dessa restauração. As irmãs da Sociedade de Socorro têmum legado glorioso. Oramos para que este livro seja um recurso impor-tante para preservar esse legado.A Primeira Presidência ix
  • 8. P R E FÁ C I O “Algo Extraordinário”Tal como Maria e Marta no Novo Testamento, as irmãs da Sociedade de Socorro de hoje servem como fiéis discípulas deJesus Cristo. Na primeira reunião da Sociedade de e em Jesus Cristo. A Sociedade de Socorro foiSocorro, a irmã Emma Smith disse: “Faremos estabelecida para ajudar a preparar as filhas dealgo extraordinário”.1 Ela tinha razão. A história Deus para as bênçãos da vida eterna. Os pro-da Sociedade de Socorro está repleta de exem- pósitos da Sociedade de Socorro são aumentarplos de mulheres comuns que realizaram coisas a fé e a retidão pessoal, fortalecer a família eextraordinárias ao exercerem fé no Pai Celestial o lar, e prover auxílio buscando e ajudando xi
  • 9. os necessitados. As mulheres cumprem esses que serviram sem grande reconhecimento propósitos à medida que buscam, recebem e público. Por meio do estudo dessa história, os colocam em prática a revelação pessoal em seus santos dos últimos dias podem ver que nosso chamados e em sua vida pessoal. Pai Celestial conhece Suas filhas, que Ele as Este livro não é uma história cronológica nem ama, que lhes confia responsabilidades sagra- uma tentativa de oferecer uma visão completa das e que as guia no cumprimento dessas res- de tudo o que a Sociedade de Socorro realizou. ponsabilidades. Em seus esforços, as mulheres Em vez disso, ele oferece uma visão histórica da da Igreja uniram-se com homens que possuem grande abrangência do trabalho da Sociedade de Socorro. Por meio de relatos históricos, de expe- riências pessoais, de escrituras e das palavras dos profetas modernos e das líderes da Sociedade de Socorro, este livro aborda as responsabilidades e as oportunidades que as mulheres SUD têm no plano de felicidade do Pai Celestial. Por Que Estudar a História e o Trabalho da Sociedade de Socorro? O Presidente Spencer W. Kimball, décimo segundo Presidente da Igreja, disse: “Sabemos que as mulheres que têm profunda gratidão pelo passado se preocupam em construir um futuro digno”.2 Um estudo deste livro pode ajudar as mulheres a aumentar sua gratidão pelo passado e sua compreensão de seu legado espiritual. A história da Sociedade de Socorro ensina a identidade divina e o valor infinito das filhas de Deus. É uma história cheia do Espírito, a res- O estudo pessoal ajuda as mulheres a aprenderem suas peito de mulheres fortes, fiéis e determinadas responsabilidades no reino de Deus.xii
  • 10. o sacerdócio para construir o reino de Deus as coisas de maior importância em primeirosobre a Terra e fortalecer os lares de Sião. lugar, dando ênfase às coisas cuja recompensa será maior e mais duradoura, e livrando-se das atividades menos recompensadoras”.3Estudo Pessoal de Filhas em À medida que as irmãs aprenderem com aMeu Reino história da Sociedade de Socorro, elas poderão O valor deste livro não está tanto nas datas e descobrir exemplos, expressões e princípios quenos fatos que ele informa, mas nos propósitos, serão especialmente significativos para elas.princípios e padrões que ele ensina. À medida Inspiradas por essas descobertas e pelos ensi-que as irmãs da Sociedade de Socorro, indivi- namentos dos profetas antigos e modernos, elasdualmente, estudarem e consultarem este livro podem procurar, receber e agir de acordo com arepetidas vezes, elas verão que o legado da revelação pessoal. Podem receber orientação àSociedade de Socorro não diz respeito somente medida que se esforçarem para tornar-se a pes-às mulheres que viveram no passado, mas soa na qual o Senhor deseja que elas se tornemtambém às mulheres de hoje espalhadas pelo e fazer as coisas que Ele deseja que façam.mundo todo que fazem e cumprem convênios. As irmãs podem encontrar alento nas pala-Esse entendimento pode ajudar as irmãs a vras de Alma: “É por meio de coisas pequenasencontrar inspiração no passado e a sentir paz e simples que as grandes são realizadas”.4 Asao enfrentar o futuro. coisas pequenas e simples que elas fazem vão Os ensinamentos, as histórias e os exemplos ajudá-las a ver como o Senhor está fortale-do livro podem orientar as irmãs no estabele- cendo e orientando a vida delas.cimento de prioridades e práticas em sua vidaque vão ajudá-las a aumentar a fé e a retidãopessoal, a fortalecer as famílias e os lares, e a Estudar a História e o Trabalhoprocurar e ajudar os necessitados. da Sociedade de Socorro com A irmã Belle S. Spafford, nona presidente Outras Pessoasgeral da Sociedade de Socorro, disse: “A meu Este livro é um recurso importante para aju-ver, as mulheres de hoje, de modo geral, bem dar as irmãs da Sociedade de Socorro a apren-fariam em avaliar seus interesses e as atividades derem juntas aos domingo e nos outros dias danas quais estão envolvidas e, em seguida, tomar semana. Para encontrar instruções gerais sobremedidas para simplificar a vida, colocando o ensino nas reuniões da Sociedade de Socorro, xiii
  • 11. Reconhecimentos As pessoas que prepararam este livro para publicação expressam sua gratidão a Lucile C. Tate e sua sobrinha Elaine R. Harris, que foram chamadas e designadas em 1996 para compilar uma história inédita da Sociedade de Socorro. O trabalho delas foi guardado para consulta nos arquivos da Igreja. Seu empenho em documentar a vida das presidentes gerais da Sociedade de Socorro e os principais aconteci- mentos da Sociedade de Socorro serviu de base para este livro. Expressamos gratidão também às seguintes As irmãs podem edificar umas às outras ao discutirem a história e o trabalho da Sociedade de Socorro. pessoas: Susan W. Tanner, que foi designada em 2009 para escrever esta primeira história as líderes da Sociedade de Socorro da ala e do abrangente da Sociedade de Socorro para toda ramo podem consultar o manual atual e o site a Igreja, usando o trabalho da irmã Tate e da LDS​org. Para encontrar informações específi- . irmã Harris como base; redatores e designers, cas sobre como usar este livro nas reuniões da que captaram o espírito do que este livro pode- Sociedade de Socorro, elas podem visitar o site ria tornar-se e trabalharam diligentemente para LDS​org e consultar as instruções complemen- . produzi-lo; outros escritores, colaboradores e tares publicadas pela Igreja. historiadores, que são reconhecidos por meio A influência deste livro se estende além das da citação de suas obras nas notas da parte reuniões da Sociedade de Socorro. Os mem- final deste livro. bros da família podem estudar e discutir juntos Por fim, esta história nunca poderia ter sido os exemplos e ensinamentos do livro. As irmãs escrita se não fosse a fé, a devoção e o serviço da Sociedade de Socorro podem compartilhar da Sociedade de Socorro ao longo da história o livro com suas amigas. Os membros da Igreja da Igreja. de todas as idades podem usar o livro como referência nas aulas, discursos e reuniões de conselho.xiv
  • 12. CAPÍTULO 1 Sociedade de Socorro A Restauração de um Antigo Padrão Embora o nome seja moderno, ainstituição tem origem antiga. Foi-nosdito por nosso profeta martirizado que a mesma organização existia antigamente na Igreja. Eliza R. Snow
  • 13. CAPÍTULO 1 Sociedade de Socorro A Restauração de um Antigo Padrão Ao longo de Seu ministério mortal, o Salvador Discípulas Femininasmostrou especial amor e preocupação para com no Novo Testamentoas mulheres. O Élder James E. Talmage, do Quó- Embora pouco se saiba sobre a organizaçãorum dos Doze Apóstolos, disse: “Jesus Cristo foi formal das mulheres no Novo Testamento, aso maior defensor do sexo feminino no mundo”.1 evidências sugerem que havia mulheres que O Salvador ensinou mulheres na multidão participavam de modo vital no ministério doe individualmente, nas ruas e junto ao mar, no Salvador. O Novo Testamento inclui relatos depoço e na casa delas. Mostrou amorosa bon- mulheres, identificadas ou não, que exerceramdade para com elas e curou-as e aos membros fé em Jesus Cristo, aprenderam e viveram Seusde sua família. Em muitas parábolas, contou ensinamentos, e prestaram testemunho de Seuhistórias de mulheres que realizavam ativida- ministério, milagres e grandiosidade. Essasdes comuns. Demonstrou que conhecia muito mulheres se tornaram discípulas exemplaresbem a vida das mulheres e ensinou lições e importantes testemunhas do trabalho desempre atuais do evangelho com base no dia salvação.a dia delas. Ele as perdoou. Chorou com elas. Houve mulheres que viajaram com JesusTeve compaixão delas na situação específica e Seus doze apóstolos. Elas doaram parte deem que se encontravam, como filhas, esposas, seus recursos para auxiliar em Seu minis-donas de casa, mães e viúvas. Ele as valorizou e tério. Depois de sua morte e Ressurreição,as enobreceu. as mulheres continuaram a ser discípulas Mesmo em seu excruciante sofrimento na fiéis. Elas se reuniam e oravam junto comcruz, o Salvador expressou preocupação por os apóstolos. Ofereciam suas casas comoSua mãe, que muito provavelmente era uma local de reunião para os membros da Igreja.viúva necessitada na época.2 E a primeira pes- Participavam valorosamente do ­ rabalho tsoa para quem Ele apareceu após Sua Ressur- de salvar almas, tanto temporal comoreição foi uma mulher.3 espiritualmente. 3
  • 14. Marta e sua irmã Maria são exemplos de e a partilhar da salvação, “a boa parte” que discípulas do Novo Testamento. Lucas 10 nunca lhes seria tirada.4 contém um relato em que Marta abre sua casa Maria e Marta tornaram-se participantes ati- para Jesus. Ela serviu ao Senhor cuidando vas do ministério mortal do Senhor. Mais tarde, de Suas necessidades temporais, e Maria no Novo Testamento, lemos o forte testemunho sentou-se aos pés do Mestre e absorveu de Marta a respeito da divindade do Salvador. Seus ensinamentos. Em uma conversa com Jesus, ela disse: “Creio Numa época em que de modo geral se que tu és o Cristo, o Filho de Deus, que havia esperava que as mulheres oferecessem apenas de vir ao mundo”.5 serviços de ordem temporal, o Salvador ensi- Muitas outras discípulas viajaram com Jesus e nou a Marta e Maria que as mulheres também os Doze, aprendendo com Ele espiritualmente e podiam participar espiritualmente de Sua obra. servindo-O temporalmente. Lucas relata: Ele as convidou a tornarem-se Suas discípulas “E aconteceu, depois disto, que andava de cidade em cidade, e de aldeia em aldeia, pre- gando e anunciando o evangelho do reino de Deus; e os doze iam com ele, E algumas mulheres que haviam sido cura- das de espíritos malignos e de enfermidades: Maria, chamada Madalena, da qual saíram sete demônios; E Joana, mulher de Cuza, procurador de Herodes, e Suzana, e muitas outras que o ser- viam com seus bens.” 6 É provável que aquelas mulheres tenham oferecido algum sustento financeiro a Jesus e Seus Apóstolos, além de prestar serviços como o preparo de alimentos. Além de receber a ministração de Jesus — as boas novas de Seu evangelho e as bênçãos de Seu poder de cura “Marta (…) recebeu [Jesus] em sua casa.” Sua irmã Maria, “assentando-se (…) aos pés de Jesus, ouvia a — aquelas mulheres ministraram a Ele, ofere- sua palavra” (Lucas 10:38–39). cendo seus recursos e sua devoção.4
  • 15. “O desenvolvimento de qualidades semelhantes às de Cristo é uma tarefa exigente e implacável — não é para quem não esteja disposto a traba- lhar constantemente e a desdobrar-se mais e mais.” Spencer W. Kimball Ensign, novembro de 1978, p. 105Ao longo de Seu ministério mortal, o Salvador mostrou especial amore preocupação para com as mulheres. O Apóstolo Paulo escreveu a respeito de mulheresque, tanto em cargos da Igreja quanto voluntaria-mente, serviram os santos. Sua descrição de umaviúva virtuosa identificou as características de muitasmulheres da Igreja original: “Tendo testemunho deboas obras: se criou os filhos, se exercitou hospitali-dade, se lavou os pés aos santos, se socorreu os aflitos,se praticou toda a boa obra”.7 Paulo também escreveusobre a influência de sábias e experientes ­ ulheres mmais idosas. Ele aconselhou Tito a incentivar asmulheres mais idosas a servir e ensinar as mais jovens 5
  • 16. sobre seu papel eterno como esposa e mãe, no Senhor Áquila e Priscila, com a igreja que “para que ensinem as mulheres novas a serem está em sua casa”.11 prudentes, a amarem seus maridos, a amarem Um mulher chamada Maria “trabalhou seus filhos”.8 muito” pelos apóstolos.12 Uma mulher cha- O livro de Atos inclui um relato de uma mada Lídia foi batizada com a família e depois mulher que representava as virtudes descritas ministrou aos que a haviam ensinado.13 por Paulo. Tabita, que também era conhecida Uma mulher chamada Febe aparentemente como Dorcas, morava em Jope, onde fazia tinha um cargo eclesiástico de serviço em sua roupas para mulheres necessitadas. congregação. Paulo disse: “Recomendo-vos, “E havia em Jope uma discípula chamada pois, Febe, nossa irmã, a qual serve na igreja (…) Tabita, que traduzido se diz Dorcas. Esta estava para que a recebais no Senhor, como convém cheia de boas obras e esmolas que fazia. E aconteceu naqueles dias que, enfermando ela, morreu. (…) E, como [a cidade de] Lida era perto de Jope, ouvindo os discípulos que Pedro estava ali, lhe mandaram dois homens, rogando-lhe que não se demorasse em vir ter com eles. E, levantando-se Pedro, foi com eles; e quando chegou (…), todas as viúvas o rodea- ram, chorando e mostrando as túnicas e roupas que Dorcas fizera quando estava com elas. Mas Pedro, fazendo sair a todos, pôs-se de joelhos e orou: e, voltando-se para o corpo, disse: Tabita, levanta-te. E ela abriu os olhos, e, vendo a Pedro, assentou-se.” 9 O Novo Testamento menciona outras mulhe- res dedicadas. Priscila e seu marido, Áquila, arriscaram a vida pelos apóstolos e ofereceram sua casa para realizar as reuniões da Igreja.10 Tabita “estava cheia de boas obras e esmolas que fazia” Paulo escreveu: “Saúdam-vos afetuosamente (Atos 9:36).6
  • 17. aos santos, e a ajudeis em qualquer coisa que eclesiásticos, para servir umas às outras ede vós necessitar; porque tem hospedado a abençoar toda a Igreja. O Presidente Joseph F.muitos”.14 O tipo de serviço prestado por Febe e Smith, sexto Presidente da Igreja, disse: “Estaoutras grandes mulheres do Novo Testamento organização foi criada por Deus, autorizadacontinua hoje, com as irmãs da Sociedade de por Deus, instituída por Deus e ordenadaSocorro — líderes, professoras visitantes, mães por Deus a ministrar em favor da salvação dae outras — que socorrem e ajudam a muitos. alma das mulheres e dos homens”.17 Para um grupo de irmãs da Sociedade de Socorro, oDiscípulas nos Últimos Dias Presidente Lorenzo Snow, quinto Presidente As mulheres da Igreja original eram dignas da Igreja, disse: “Vocês sempre estiveram ao e nobres, necessárias e valorizadas. Serviam as lado do Sacerdócio, prontas para fortalecer- pessoas, aumentavam sua santidade pessoal lhes a mão e fazer sua parte, ajudando a levar e participavam do grande trabalho de salvar adiante os interesses do reino de Deus; e, ao almas. compartilharem esses trabalhos, vocês sem Esses padrões foram restaurados nos últimos dúvida compartilharão o triunfo da obra e a dias por meio da organização da Sociedade de exaltação e a glória que o Senhor dará a Seus Socorro. O Profeta em certa ocasião declarou: filhos fiéis”.18“A Igreja não estava perfeitamente organizada Ao participarem da Sociedade de Socorro, as até que as mulheres fossem assim organiza- mulheres servem como valorosas discípulas de das”.15 A irmã Eliza R. Snow, segunda presi- Cristo no trabalho de salvação. Elas, assim dente geral da Sociedade de Socorro, reiterou como as mulheres da Igreja original, trabalham esse ensinamento. Ela disse: “Embora o nome ao lado dos homens que possuem o sacerdócio seja moderno, a instituição tem origem antiga. para aumentar a fé e a retidão pessoal, fortale- Foi-nos dito por nosso profeta martirizado que cer a família e o lar, e buscar e ajudar os a mesma organização existia antigamente na necessitados. A irmã Julie B. Beck, décima Igreja”.16 quinta presidente geral da Sociedade de Além de Joseph Smith, outros profetas Socorro, ensinou: “A Sociedade de Socorro é modernos testificaram que a organização da onde praticamos como ser discípulas de Cristo. Sociedade de Socorro foi uma parte inspirada Aprendemos o que Ele quer que aprendamos, o da Restauração, por meio da qual as mulheres que Ele quer que façamos e nos tornamos o da Igreja são chamadas para ocupar cargos que Ele quer que nos tornemos”.19  7
  • 18. CAPÍTULO 2 “Algo Melhor” A Sociedade de Socorro Feminina de Nauvoo Agora passo a chave a vocês, em nome de Deus, e esta sociedade se regozijará,e conhecimento e inteligência fluirão daqui por diante — este é o início de dias melhores para esta sociedade. Joseph Smith
  • 19. CAPÍTULO 2 “Algo Melhor” A Sociedade de Socorro Feminina de Nauvoo Na primavera de 1842, os santos dos últimos “As paredes do Templo de Nauvoo estavamdias de Nauvoo, Illinois, trabalhavam com com quase um metro de altura. O Presidenteentusiasmo para construir um templo em sua da Igreja e outros solicitavam enfaticamentecidade. O Profeta Joseph Smith encorajava que as pessoas ajudassem a levar adiante otodos a ajudar. Os homens trabalhavam na trabalho.construção do templo e as mulheres ansio- A Srta. [Margaret] Cook (…) ao conversarsamente procuravam meios de contribuir comigo, certo dia, sobre um recente pedidotambém. Sarah M. Kimball contou: de provisões, roupas de cama e suprimentos gerais para os trabalhadores e suas famílias, comentou que teria prazer em contribuir com trabalho de costura se houvesse necessidade. Ofereci o material para ela utilizar na cos- tura e sugeri que outras talvez sentissem o mesmo que nós. [Discutimos] então a ideia de organizar uma sociedade de costura. O objetivo dela seria auxiliar na construção do templo. A convite, umas doze irmãs da vizinhança se reuniram em minha [casa] na quinta-feira seguinte.” 1 Naquela época, era comum as mulhe- res formarem suas próprias organizações, geralmente com uma constituição e estatu-Os santos sentiram a urgência em construir o tos — um conjunto de regras para gover-Templo de Nauvoo. nar a organização. As mulheres que se 11
  • 20. reuniram na casa de Sarah Kimball decidi- Organização da ram criar uma constituição e um estatuto, e Sociedade de Socorro Eliza R. Snow aceitou a responsabilidade de Na quinta-feira seguinte, no dia 17 de redigi-los. Depois, as mulheres pediram a março de 1842, vinte mulheres se reuniram Joseph Smith que os examinasse e desse sua no andar superior de um prédio, geralmente opinião a respeito deles. Depois de lê-los, chamado de “a loja de tijolos vermelhos”, o Profeta disse que eram “os melhores que onde Joseph Smith tinha um escritório e já tinha visto, mas”, então disse, “não é isso um negócio próprio para sustentar a família. que vocês precisam. Diga às irmãs que sua Reuniram-se sob a direção de Joseph Smith oferta foi aceita pelo Senhor, e que Ele tem e dois membros do Quórum dos Doze para elas algo melhor do que uma consti- Apóstolos, os Élderes John Taylor e Willard tuição escrita. Convido-as a reunirem-se Richards.3 comigo e alguns irmãos (…) na tarde da Em vez de fazer com que a organização próxima quinta-feira, e organizarei as mulhe- das mulheres SUD seguisse o padrão das res sob o sacerdócio, segundo o padrão do sociedades femininas prevalentes e popu- sacerdócio”.2 lares na época, o Profeta Joseph Smith Emma Smith Presidente Geral da Sociedade de Socorro “Desejo o Espírito de Deus para conhecer-me e compreender-me, de modo a ser capaz de superar qualquer tradição ou natureza que não contribua para a minha exaltação nos mundos eternos. Desejo uma mente fértil e ativa, para ser capaz de compreender os desígnios de Deus, quando revelados por intermédio de Seus servos, sem duvidar.” Carta a Joseph Smith, 1844, Biblioteca de História da Igreja12
  • 21. “A Sociedade de Socorro foi estabelecida pelo espírito de inspiração, e tem sido guiada por esse espírito [desde aquele momento] e instilado no coração de inúmeras de nossas boas irmãs esses desejos de retidão queEm 17 de março de 1842, Emma Smith tornou-se a primeira são agradáveis aopresidente da Sociedade de Socorro. Senhor.”organizou-as de uma forma divinamente inspiradae autorizada. Joseph Fielding Smith Logo no início da reunião, ele disse às irmãs que elas Relief Society Magazine,deveriam incentivar “os irmãos a realizarem boas-obras dezembro de 1970, p. 883atendendo às necessidades dos pobres — buscandopessoas que necessitem de caridade e cuidando de suasnecessidades — auxiliando a corrigir a moralidade efortalecendo as virtudes da comunidade”.4 A esposa de Joseph Smith, Emma, foi escolhida paraservir como presidente dessa nova sociedade. O Profetaentão incentivou sua esposa a escolher conselheirasque, com ela, iriam “presidir esta sociedade, para cuidardos pobres — cuidando de suas necessidades e aten-dendo aos vários assuntos da instituição”. A irmã Smithescolheu Sarah M. Cleveland e Elizabeth Ann Whitney 13
  • 22. como suas conselheiras. Mais tarde, o Élder conselho e as admoestações contidos naquela Taylor designou cada uma das conselheiras pela revelação se aplicavam a todas as irmãs da imposição de mãos para atuarem em seu ofício recém-­ rganizada sociedade. Ele disse “que não o na presidência.5 apenas [Emma], as outras poderiam alcançar as No decorrer da reunião, Joseph Smith disse mesmas bênçãos”.10 Essa revelação estabeleceu que o chamado de sua esposa cumprira uma princípios fundamentais para as mulheres SUD. profecia revelada a ela doze anos antes, na qual Após algum debate, as irmãs decidiram o Senhor a reconheceu como “uma mulher chamar-se de Sociedade de Socorro Feminina eleita, a quem chamei”, dizendo que ela seria de Nauvoo. Emma Smith declarou: “Faremos “ordenada sob [as] mãos [de Joseph Smith] algo extraordinário. (…) Esperamos ocasiões para explicar as escrituras e exortar a igreja, extraordinárias e chamados urgentes”.11 conforme te for revelado pelo meu Espírito”.6 No final da reunião, John Taylor compartilhou Joseph Smith leu para todos os presentes a seus pensamentos. Ele disse que seu “coração revelação inteira, que hoje é a seção 25 de regozijava-se” quando via “os D ­ outrina e Convênios.7 personagens mais ilustres dar Na revelação, o Senhor falou dos privilégios um passo adiante nessa causa, que Emma teria, como o de ser escrevente para que visa exercer todas as o marido e o de compilar hinos para os santos. virtudes e dar espaço para os O Senhor também aconselhou Emma a dar John Taylor sentimentos benevolentes do ouvidos às admoestações, a ser fiel e virtuosa, a coração feminino”. Ele também regozijou-se não murmurar, a consolar o marido e ajudá-lo, “de ver aquela instituição organizada de acordo a ensinar usando as escrituras e exortar a Igreja, com a lei do céu — de acordo com uma a escrever e aprender, a “deixar as coisas deste revelação dada previamente à Sra. [Emma] mundo e buscar as coisas de um melhor”, a Smith, indicando-a para aquele importante cumprir convênios, a ser mansa e acautelar-se chamado — de ver todas as coisas progredindo contra o orgulho, e a guardar os mandamentos.8 de modo tão glorioso”. Ele orava para que “as No final da revelação, o Senhor decla- bênçãos de Deus e a paz do céu repousassem rou que o que Ele dissera a Emma não tinha sobre aquela instituição daquele momento em sido apenas para ela, mas era Sua “voz para diante”. Antes da oração de encerramento, um todos”.9 Com autoridade profética, Joseph coro então deu eco às palavras do Élder Taylor, Smith reiterou esse ponto, salientando que o ao cantar “Alegres cantemos”.1214
  • 23. Autoridade do Sacerdócio, Como profeta do Senhor, Joseph SmithPadrões e Bênçãos possuía todas as chaves da autoridade do Seis semanas mais tarde, durante uma sacerdócio na Terra. Portanto, quando organi-reunião da Sociedade de Socorro, o Profeta zou a Sociedade de Socorro para atuar sob suaJoseph Smith ensinou as irmãs por muito direção geral, ele tornou possível às mulherestempo e depois disse: “Esta Sociedade rece- da Igreja desempenhar um papel vital na obraberá instruções por meio da ordem que Deus do reino do Senhor. Elas passaram a servirestabeleceu — por intermédio das pessoas sob a autoridade do sacerdócio e foram-lhesque foram designadas para liderar — e agora prometidas bênçãos maiores do que as que jápasso a chave a vocês, em nome de Deus, e estavam recebendo. Essas bênçãos lhes seriamesta sociedade se regozijará, e conhecimento e concedidas de acordo com sua fidelidade e dili-inteligência fluirão daqui por diante — este é o gência. Conhecimento e inteligência fluiriaminício de dias melhores para esta sociedade”.13 para elas à medida que recebessem a plenitude das bênçãos do sacerdócio no templo. Recebe- riam ordenanças e fariam convênios sagrados que ajudariam a preparar a si mesmas e a suas famílias para a vida eterna. (Para mais informa- ções sobre a Sociedade de Socorro e o sacerdó- cio, ver o capítulo 8.) Entusiasmo Inicial a Respeito da Sociedade de Socorro A Sociedade de Socorro Feminina de Nauvoo cresceu rapidamente, atingindo mais de 1.100 membros em agosto de 1842. Inicialmente, a filiação à sociedade não era automática para todas as mulheres da Igreja. Elas tinham que solicitar essa filiação, e eramPor intermédio de Pedro, Tiago e João, o Senhor conferiu aceitas com base em suas qualidades e virtudes.“as chaves de [Seu] reino” a Joseph Smith ( D&C 27:13). Joseph Smith disse: “Deve ser uma sociedade 15
  • 24. seleta, separada de todos os males do mundo, dele. Joseph Smith lhes disse: “Vocês estão agora especial, virtuosa e santa”.14 em condições de agir de acordo com essa com- As irmãs de Nauvoo entusiasticamente se preensão plantada por Deus em seu coração. Se filiaram à Sociedade de Socorro. Ficaram exul- vocês viverem de modo a estar à altura desses tantes em oferecer auxílio temporal e espiritual princípios, quão grande e glorioso será!” 15 Como de modo organizado e autorizado. Também o Presidente Boyd K. Packer do Quórum dos reconheceram a oportunidade inigualável de Doze Apóstolos disse, muitos anos depois: “É serem ensinadas por um profeta em prepara- tão obrigatório para uma mulher incorporar em ção para receber conhecimento espiritual mais sua vida as virtudes que são promovidas pela elevado e as bênçãos do templo. Adoraram Sociedade de Socorro quanto é, para os homens, estar unidas entre si e aos irmãos do sacerdócio desenvolver em sua vida os padrões de caráter naquelas grandes causas. promovidos pelo sacerdócio”.16 Após adquirirem esse privilégio, as irmãs pas- A Sociedade de Socorro não era apenas saram a ter a responsabilidade de viver à altura mais um grupo de mulheres que tentava fazer o bem no mundo. Era diferente. Era “algo melhor” porque foi organizada sob a autori- dade do sacerdócio. Sua organização foi um passo necessário para o desenrolar da obra de Deus na Terra. Preparou as mulheres da Igreja para receber as ordenanças e os convênios do sacerdócio, e isso as ajudou em suas responsa- bilidades familiares. Instruções de Joseph Smith Na primeira reunião da Sociedade de Socorro Feminina de Nauvoo, a irmã Eliza R. Snow foi nomeada secretária da organização. Era de sua responsabilidade fazer anotações cuidadosas e detalhadas, que foram chama- Emma Smith dirigia as reuniões da Sociedade de Socorro. das de atas, de cada reunião da Sociedade de16
  • 25. O Profeta Joseph Smith instruía as irmãs da Sociedade de Socorro.Socorro em que estava presente. Joseph Smith as mais influentes. Os ensinamentos do Profetadisse às irmãs que aquelas atas se tornariam a naquelas ocasiões norteou o trabalho das irmãs“constituição e a lei” da sociedade.17 da Sociedade de Socorro e o dos líderes do Na maioria das reuniões da Sociedade de sacerdócio que serviam com elas. Esses ensina-Socorro, as irmãs dedicavam tempo para receber mentos continuam a influenciar o trabalho dainstrução. Elas tiveram a bênção de ser ensina- Igreja hoje.das pelo Profeta Joseph Smith em seis de suas Joseph Smith ensinou os princípios quereuniões. Quando ele as ensinava, elas podiam ajudaram as irmãs da Sociedade de Socorro asentir ricas manifestações do Espírito. No final “socorrer os pobres” e “salvar almas” — prin-de uma dessas reuniões, a irmã Snow registrou: cípios fundamentais sobre os quais a sociedade“O Espírito do Senhor foi derramado de forma foi edificada.19 Fundamentada nesse alicerce, atão poderosa que nunca será esquecida por Sociedade de Socorro perseverou e sua esferatodos os presentes naquela ocasião especial”.18 de influência aumentou. Desde as primeiras De todas as atas que a irmã Snow registrou, reuniões da Sociedade de Socorro, as irmãs têmsuas anotações dos discursos do Profeta foram aplicado os ensinamentos do Profeta em seus 17
  • 26. esforços no sentido de aumentar a fé e a reti- dão pessoal, fortalecer a família e o lar, e buscar e ajudar os necessitados. Aumentar a Fé e a Retidão Pessoal Joseph Smith ensinou que as irmãs tinham a solene obrigação de buscar sua própria salvação. Ele disse: “Só conseguimos viver se adorarmos nosso Deus; todos precisam fazer isso por si mesmos; ninguém pode fazer isso por outra pessoa”. 20 Ele as ensinou a serem pessoas justas, a tornarem-se um povo santo e a prepararem-se para as ordenanças e os convênios do templo. Ele encorajou-as a “[Criai] vossos filhos em luz e verdade” (D&C 93:40). estarem em paz com o Senhor, com as pessoas a sua volta e com elas próprias: “Irmãs (…) , quanto à tendência de “considerar desonrosos haverá aflição entre vocês? Não aceitarei que os ofícios menores da Igreja e de invejar a situa- isso aconteça. É preciso que se arrependam e ção de outras pessoas”. Ele disse: “É insensatez obtenham o amor de Deus”.21 “Sem guerra, e desvario do coração humano uma pessoa sem brigas, sem contradições ou disputas, mas aspirar a outros cargos além daqueles para os com mansidão, amor e pureza — essas são as quais foi indicado por Deus a ocupar”.23 Por coisas que devem magnificá-las”.22 meio desses ensinamentos, ele ajudou as irmãs Em uma reunião da Sociedade de Socorro, a andarem “em santidade perante ao Senhor”.24 o Profeta discutiu o capítulo 12 do livro de “Se quisermos entrar na presença de Deus”, I Coríntios, salientando que cada irmã, ao disse Joseph Smith às irmãs da Sociedade de cumprir seu próprio papel, é importante para Socorro, “precisamos manter-nos puros”.25 toda a Igreja. Ele deu “instruções a respeito dos diferentes ofícios [na Igreja] e a necessidade de Fortalecer a Família e o Lar cada pessoa agir dentro da esfera que lhe foi Embora as primeiras irmãs da Sociedade de atribuída e cumprir os diversos ofícios para os Socorro estivessem envolvidas em sua comu- quais for indicada”. Também fez advertências nidade e prontas para servir seus semelhantes,18
  • 27. elas nunca perderam de vista suas responsabilidades em “O futuro da Sociedaderelação a sua própria família e lar. Foram fiéis a seus dons [de Socorro] é pleno deinatos como mães e educadoras. Foram também leais àsrevelações que o Senhor havia concedido por intermédio promessas. À medidade Joseph Smith sobre as responsabilidades familiares: que a Igreja cresce, seu “O dever de teu chamado será confortar (…) teumarido, em suas aflições, com palavras consoladoras, campo de atuação serácom espírito de mansidão”. 26 correspondentemente “E também, se em Sião ou em qualquer de suasestacas organizadas houver pais que, tendo filhos, não ampliado, e será aindaos ensinarem a compreender a doutrina do arrepen- mais capaz de fazerdimento, da fé em Cristo, o Filho do Deus vivo, e dobatismo e do dom do Espírito Santo pela imposição das o bem do que foi nomãos, quando tiverem oito anos, sobre a cabeça dos pais passado. Se todas asseja o pecado. Pois isto será uma lei para os habitantes de Sião ou irmãs se unirem paraem qualquer de suas estacas que estejam organizadas. apoiar a sociedade, ela E seus filhos serão batizados para a remissão de seuspecados quando tiverem oito anos de idade; e receberão vai realizar uma obraa imposição das mãos. vigorosa e ser uma E também ensinarão seus filhos a orar e a andar emretidão perante o Senhor.” 27 bênção contínua “Eu, porém, ordenei que criásseis vossos filhos em luz para a Igreja.”e verdade. (…) (…) Primeiro ponha em ordem sua casa. (…) Lorenzo Snow O que digo a um digo a todos; (…) Deseret Evening News, (…) [Façam] com que [os membros da família] sejam 9 de julho de 1901, p. 1mais diligentes e interessados em casa e orem sempre.” 28 Trechos das atas da Sociedade de Socorro Femininade Nauvoo indicam que Joseph Smith e as irmãs nuncaperderam de vista os princípios dessas revelações. Suas 19
  • 28. palavras e ações mostravam que seu próprio lar prestes a se desesperar, ela precisa do consolo. e o lar das outras pessoas estavam em primeiro (…) Quando forem para casa, não digam uma lugar em sua mente. Por exemplo, Emma Smith palavra irada ou rude para seu marido, mas dei- ensinou que “era chegado o momento de as xem que a bondade, a caridade e o amor coroem mães zelarem por suas filhas e exortá-las a man- suas obras”.30 Em outra ocasião, o Profeta deu ter o caminho da virtude”.29 O Profeta Joseph um conselho semelhante aos homens, dizendo expressou sua grande preocupação sobre o rela- que o dever do marido é “amar, valorizar e nutrir cionamento entre marido e mulher. Ele acon- a esposa” e “levar os sentimentos dela em con- selhou às irmãs: “Que esta sociedade ensine sideração com ternura”.31 como agir em relação aos maridos, a tratá-los Quando as irmãs da Sociedade de Socorro com brandura e afeto. Quando um homem está discutiam maneiras de ajudar as pessoas em sobrecarregado de problemas, quando está con- sua comunidade, muitas vezes concentravam-se fuso com suas preocupações e dificuldades, se nas famílias e lares. As atas de suas reuniões ele puder encontrar um sorriso em vez de uma estão repletas de expressões como esta: “A Sra. discussão ou reclamação — se puder encontrar Hawkes falou da família Drury, que ainda estão mansidão, isso acalmará sua alma e consolará enfermos e precisam de nossas orações, se nada seus sentimentos; quando a mente estiver mais pudermos oferecer”.32 “A irmã Joshua Smith (…) foi visitar a irmã McEwen e a irmã Modley. Descobriu que elas e suas respectivas famílias passam necessidades. Precisam de auxílio todos os dias”.33 “P. M. Wheeler (…) recomendou para a caridade desta sociedade a irmã Lew Francis Law, que está doente e não tem onde morar, uma viúva idosa e que no momento está carente de recursos financei- ros”.34 “A irmã Peck relatou que o Sr. Guyes e sua família estão enfermos e carentes. Ela lhes ofereceu auxílio. (…) A Sra. Kimball disse que o Sr. Charleston e sua família estavam doentes, a esposa está muito mal e precisa urgentemente Batistério do Templo de Helsinki Finlândia de uma enfermeira. Ela disse que os ajudou”.3520
  • 29. Preparar-se “Construí uma casa ao meu nome, para que para Entrar nela habite o Altíssimo. no Templo Porque não há na Terra um lugar a que ele Crer no Pai Celestial, em Jesus Cristo possa vir e restaurar aquilo que perdestes, ou e no Espírito Santo. seja, aquilo que ele tirou, sim, a plenitude do Desenvolver um testemunho da sacerdócio. Expiação de Jesus Cristo e do Porque não existe na Terra uma fonte batis- evangelho restaurado. mal onde eles, os meus santos, possam ser Apoiar e seguir o profeta vivo. batizados pelos que estão mortos— Qualificar-se para uma recomenda- Pois essa ordenança pertence a minha casa.” 36 ção para o templo sendo moralmente Eles também queriam construir um templo limpa, guardando a Palavra de Sabe- para que pudessem receber o novo e eterno doria, pagando um dízimo integral e vivendo em harmonia com os ensina- convênio do casamento, para que suas famílias mentos da Igreja. pudessem ser unidas para sempre.37 Doar tempo, talentos e recursos para Os membros da Igreja em Nauvoo encontra- ajudar a edificar o reino de Deus. ram grande consolo no batismo pelos mortos e Participar do trabalho de história da na promessa de uma família eterna. Um desses família. membros foi uma irmã chamada Sally Randall. Ser ensinável e reverente. Quando seu filho, George de quatorze anos de idade, morreu, ela enviou a triste notícia aos Vestir-se de modo recatado e asseado. familiares. Logo depois, ela ficou sabendo do batismo pelos mortos. Mais uma vez ela escre- veu para seus parentes, desta vez, com uma O esforço conjunto dos santos para construir recém-descoberta paz e certeza:um templo em Nauvoo foi influenciado pelo “O pai de [George] foi batizado por ele. Queamor que tinham a suas famílias. O Profeta coisa gloriosa é acreditarmos e recebermos aJoseph ensinou-lhes que poderiam ser bati- plenitude do evangelho como é pregada hojezados em favor de seus familiares que haviam e podermos ser batizados por todos os nossosmorrido. Eles foram autorizados a realizar essas amigos mortos e salvá-los, todos aqueles cujosordenanças fora do templo por um tempo, mas dados conseguirmos encontrar. Quero que meo Senhor lhes havia ordenado: escrevam informando os nomes de todos os 21
  • 30. nossos parentes falecidos, no mínimo até nosso as viu trabalhando. Ele disse: “As irmãs são avô e avó. Pretendo fazer todo o possível para sempre as primeiras em todas as boas obras. salvar meus amigos. (…) Imagino que consi- Maria [Madalena] foi a primeira por ocasião da derem essa doutrina estranha, mas vocês vão ressurreição; e as irmãs agora são as primeiras a descobrir que é verdadeira.” trabalhar na parte interior do templo”.41 Para sua mãe, que também tinha perdido um Com a Sociedade de Socorro organizada filho, Sally testemunhou: “Ah, mãe, se tivermos sob a autoridade do sacerdócio, o empenho de a felicidade de fazer parte da primeira ressur- ajudar aqueles que trabalhavam na construção reição, teremos nossos filhos como quando do Templo de Nauvoo foi ainda maior. Em uma foram sepultados”.38 reunião da Sociedade de Socorro, as mulheres concentraram-se em maneiras práticas pelas Prestar Auxílio Buscando e Ajudando quais poderiam prestar serviço aos homens que os Necessitados trabalhavam tão diligentemente no templo. “As Desde a organização da Igreja em 1830, as irmãs expressaram seus sentimentos, uma a mulheres santos dos últimos dias têm encon- uma”, um desejo unânime de “auxiliar no pro- trado inúmeras maneiras de prestar serviço. Elas gresso do templo e ajudar na causa de Sião”. têm sido fiéis às palavras do Salvador: “Em ver- As atas registravam muitas doações oferecidas dade vos digo que quando o fizestes a um destes por irmãs da Sociedade de Socorro: meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes”.39 “A irmã Jones disse estar disposta a sair para Quando o Profeta Joseph Smith liderou pedir materiais, caso for aconselhada a fazê-lo. o trabalho de construção de um templo em Também se ofereceu para hospedar alguém que Kirtland, Ohio, as irmãs viam muitas neces- trabalhe no templo. sidades em meio aos que trabalhavam na A Sra. Durfee disse que se as líderes da construção e entre seus familiares. Conforme sociedade desejassem, ela estaria disposta a conta Sarah M. Kimball: “As mulheres batiam sair com um carroção e coletar lã, etc., com o manteiga e com alegria a enviavam para os propósito de acelerar o trabalho. trabalhadores do templo, ficando sem manteiga A Sra. Smith sugeriu que as esposas dos para sua própria mesa”.40 As irmãs também comerciantes doassem materiais para que viram que havia a necessidade de fazer tapetes outros tivessem emprego. e cortinas para o templo. Polly Angell relem- A Srta. Wheeler disse estar disposta a doar bra um comentário de Joseph Smith, quando de seu tempo, parcial ou integralmente —22
  • 31. A Sra. Granger [está] disposta a fazer A irmã Felshaw se propôs a doar um poucoqualquer coisa: tricotar, costurar ou cuidar de de sabão. (…)enfermos, o que for mais útil. A irmã Stanley se propôs a doar um décimo A Srta. Ells disse estar disposta a sair para de cada 500 gramas de linho, e também umpedir doações, etc. litro de leite por dia. A Sra. Angell disse estar disposta a consertar A Srta. Beman fará roupas.roupas velhas, se necessário, quando não for A irmã Smith se propôs a conseguir musse-possível obter materiais novos. lina, etc., de comerciantes amigos que não são A Sra. Smith propôs-se a conseguir lã para membros da Igreja. (…)as senhoras idosas tricotar meias para suprir as A irmã Geen ofereceu-se para doar fios denecessidades dos trabalhadores do templo, no linha que ela própria fiou.” 42próximo inverno. Aquelas irmãs tinham no coração um grande A irmã Stringham se ofereceu para fazer rou- desejo de se engajar em boas obras. ­ izeram Fpas para os homens e trabalhar no templo. isso com lã e carroções, sabão e costura,Em Nauvoo, Illinois, Emma e Joseph Smith dirigiram o trabalho de ajudar os famintos, desabrigados e enfermos. 23
  • 32. alimentos e roupas, tempo e talentos. Por meio e suportar as falhas e os erros da humanidade. de sua nova sociedade, as mulheres da Igreja Quão preciosa é a alma dos homens!” 43 agiram de acordo com sua compaixão inata Em outra reunião da Sociedade de Socorro, para edificar a Igreja do Senhor. ele ensinou: “Não há nada mais certeiro para O Profeta Joseph Smith incentivou as irmãs levar as pessoas a abandonar o pecado do que da Sociedade de Socorro em seu empenho de dar-lhes a mão e cuidar delas com ternura. fortalecer os necessitados. Em uma reunião da Quando alguém me trata com bondade e Sociedade de Socorro, após ensiná-las citando demonstra amor por mim, por pouco que seja, I Coríntios 12 (ver página 18), ele começou a isso tem grande impacto em minha mente, ler o discurso de Paulo sobre a caridade, em enquanto a atitude oposta tende a exacerbar I Coríntios 13. Comentando sobre esse capí- todos os sentimentos desagradáveis e a abater tulo, ele disse: “Não sejam limitadas em sua a mente humana”.44 visão no tocante às virtudes de seu próximo. As irmãs da Sociedade de Socorro adota- (…) Vocês precisam alargar a alma uns para ram o serviço caridoso como princípio fun- com os outros, se quiserem fazer como Jesus damental de sua organização. Toda semana, fez. (…) À medida que crescerem em inocência quando a Sociedade de Socorro Feminina de e virtude, à medida que desenvolverem boas Nauvoo se reunia, as irmãs relatavam indi- qualidades, abram o coração para envolver as vidualmente quem eram as pessoas necessi- pessoas — vocês precisam ter longanimidade tadas. Uma tesoureira aceitava doações, que Joseph Smith Primeiro Presidente da Igreja “A Sociedade [de Socorro] deve não apenas socorrer o pobre, mas salvar almas.” Relief Society Minute Book, 9 de junho de 1842, Biblioteca da História da Igreja, p. 6324
  • 33. eram distribuídas para ajudar os necessitados.As doações incluíam dinheiro, suprimentos,talentos e tempo. As mulheres doavam roupas,lençóis e cobertores. Ofereciam linho, lã e fiosde linha que podiam ser usados para confeccio-nar roupas. Também doavam alimentos: maçãs,cebolas, farinha, açúcar, pão e manteiga. A irmã Emma Smith, presidente da Socie-dade de Socorro, era um grande exemplo deserviço caridoso. Ela abria a sua casa para osfamintos, os desabrigados e os enfermos. “ACasa de Campo”, como era chamada a cabanade toras da família Smith, consistia de umasala de reuniões e dois quartos. Na época daorganização da Sociedade de Socorro, a casa Templo de Toronto Canadáacomodava onze pessoas, além de Emma,Joseph e seus quatro filhos. doentes e passaram eles próprios a precisar de As primeiras irmãs da Sociedade de Socorro ajuda. Ela escreveu uma carta para sua família,prestavam serviço aos necessitados e ocasio- que estava na Inglaterra, contando como analmente elas próprias eram servidas. Ellen Sociedade de Socorro a ajudou na ocasião emDouglas, por exemplo, filiou-se à Sociedade que ela foi visitar uma amiga chamada Ann:de Socorro pouco depois de ter chegado com “Depois que eu [tinha] começado a melho-a família a Nauvoo, em março de 1842. Três rar, desci para a cidade e fui visitar o local ondemeses depois, seu marido, George, morreu. Ann morava, e passei ali duas noites. (…) AEla e a família trabalharam juntos para sus- mulher da casa onde Ann morava queria quetentar-se, mas tiveram muita dificuldade para eu solicitasse à Sociedade de Socorro Femininafazê-lo sem o marido e pai. Ainda assim, algumas roupas que eu precisava para mim eEllen participava do trabalho da Sociedade de para minha família. Recusei-me a fazê-lo, masSocorro, aliviando ativamente o sofrimento ela disse que eu precisava de algo e que tinhadas pessoas enfermas e pobres. Então, em abril passado muito tempo doente, e que se eu nãode 1844, ela e alguns de seus filhos ficaram fizesse aquilo por mim mesma, ela o faria por 25
  • 34. mim.” A irmã Douglas, por fim, concordou em Quando Sarah M. Kimball e Margaret Cook pedir ajuda. “Fomos à casa de uma das irmãs”, decidiram começar uma sociedade de costura, prosseguiu, “e ela me perguntou do que eu queriam ajudar a preparar um templo para as mais precisava. Disse a ela que eu precisava pessoas. Sob a inspiração e a orientação de um (…) de muitas coisas. Enquanto eu estava profeta e de outros líderes do sacerdócio, ela doente, as roupas de meus filhos ficaram [gas- e as irmãs acabaram ajudando a preparar um tas] porque não pude [remendá-las], então ela povo para o templo. disse que iria fazer o melhor que pudesse por Esse trabalho continua hoje em dia. Guiadas mim. Ann chegou dali a poucos dias, e trouxe- pelos princípios ensinados por Joseph Smith, as ram o carroção e me deram um presente como irmãs da Sociedade de Socorro trabalham juntas eu jamais havia recebido antes.” 45 a fim de preparar as mulheres e suas famílias para as maiores bênçãos de Deus. Elas seguem com alegria o conselho da mãe de Joseph “Para Que Possamos Todas Smith, Lucy Mack Smith: “Precisamos amar- Viver no Céu Juntas” nos mutuamente, cuidar umas das outras, O Élder John A. Widtsoe, do Quórum dos consolar umas às outras e adquirir instrução, Doze Apóstolos, descreveu o trabalho funda- para que possamos todas viver no céu mental da Sociedade de Socorro: “Socorro na juntas”.49  pobreza, socorro na doença, socorro na dúvida, socorro na ignorância — socorro em tudo o que impeça a alegria e o progresso da mulher. Que missão magnífica!” 46 As mulheres SUD, fortes na fé e no testemu- nho, realmente receberam “missão qual dos anjos”.47 O Élder M. Russell Ballard do Quórum dos Doze Apóstolos ensinou: “Todas as irmãs da Igreja que fizeram convênios com o Senhor têm o mandamento divino de ajudar a salvar almas, de liderar as mulheres do mundo, de fortalecer os lares de Sião e de edificar o reino de Deus”.4826
  • 35. CAPÍTULO 3 “Apegar-se aos Convênios” Êxodo, Migração e Estabelecimento As irmãs jamais perderam a visão da instituição, nem das promessas que lhes foramfeitas pelo Presidente Joseph Smith. (…) Estavam sempre prontas, com mãos dispostas e ternacompaixão, para realizar atos de amor e caridade, e muitos necessitavam desses atos de bondade, pois aqueles foram dias de labuta, sofrimento, escassez e dificuldade. Emmeline B. Wells
  • 36. CAPÍTULO 3 “Apegar-se aos Convênios” Êxodo, Migração e Estabelecimento Em 27 de junho de 1844, uma multidão Êxodo: Alentadas pelos armada avançou contra a pequena Cadeia de Convênios Carthage, Illinois, onde Joseph estava injusta- As primeiras irmãs da Sociedade de Socorro mente preso com seu irmão Hyrum e com os eram como o antigo povo de Amon, elas “se Élderes John Taylor e Willard Richards. Quando distinguiram por seu zelo para com Deus” e a multidão se dispersou, Joseph e Hyrum esta- eram “firmes na sua fé em Cristo”.2 Tinham vam mortos, e o Élder Taylor estava ferido. sido ensinadas pelo Profeta Joseph Smith e O martírio de Joseph e Hyrum Smith não pôs tinham sido abençoadas por meio de sua orga- fim à fé e à devoção dos santos. Tampouco mar- nização formal sob a autoridade do sacerdócio. cou o fim da perseguição aos membros da Igreja. Precisavam então das bênçãos do templo. Devido à contínua perseguição, o novo líder Após sua dedicação, mais de 5.000 santos da Igreja, o Presidente Brigham Young, acabou lotaram o Templo de Nauvoo para conseguirem aconselhando os santos a partir de Nauvoo, Illi- receber a investidura e a ordenança de sela- nois, rumo a um novo lar, onde esperavam viver mento antes de embarcar em sua jornada rumo e adorar em paz. Muitos seguiram o Presidente ao futuro desconhecido. Ficaram no templo o Young, iniciando seu êxodo em fevereiro de 1846. dia inteiro e até bem tarde da noite. O Presi- Devido às dificuldades enfrentadas nessa dente Brigham Young escreveu que eles estavam época, a organização formal da Sociedade de tão ansiosos em receber suas ordenanças que Socorro Feminina foi descontinuada. Contudo, “me entreguei completamente ao trabalho do o desejo das irmãs de aliviar o sofrimento, de Senhor no templo, noite e dia, dormindo em fortalecer as famílias e de ser fiéis e santas con- média não mais do que quatro horas por dia e tinuou brilhando ardentemente. Elas seguiram indo para casa apenas uma vez por semana”.3 o mandamento que o Senhor tinha dado a sua A força, o poder e as bênçãos dos convênios primeira presidente da Sociedade de Socorro: do templo dariam alento aos santos dos últi-“Apega-te aos convênios que fizeste”.1 mos dias em sua jornada, quando sofreriam frio, 31
  • 37. calor, fome, pobreza, enfermidades, acidentes Como a irmã Rich concluiu, o êxodo não e mortes. Eles foram fortalecidos, revigorados foi um “salto na escuridão” para as mulheres e preparados espiritualmente para deixar Nau- santos dos últimos dias fiéis. Elas receberam voo em sua árdua jornada pelo deserto. alento por meio de seus convênios. Tal como Como muitas irmãs da Sociedade de Socorro, os filhos de Israel no passado, elas seguiram Sarah Rich foi amparada pelas bênçãos do tem- um profeta ao deserto, com a esperança de plo ao enfrentar os desafios do êxodo. Antes de libertação. Em preparação para o êxodo, o partir de Nauvoo, ela recebeu um chamado de Presidente Brigham Young fez a seguinte Brigham Young para trabalhar no templo. Mais declaração aos santos: “Este será nosso con- tarde, ela disse: vênio: caminharemos de acordo com todas “Muitas foram as bênçãos que recebemos na as ordenanças do Senhor”.5 Os santos dos casa do Senhor, o que nos trouxe alegria e últimos dias caminharam pelo deserto unidos consolo em meio a todas as por um convênio com Deus, com suas famílias tristezas, e nos possibilitou ter e com seus companheiros de jornada. fé em Deus, sabendo que Ele nos guiaria e nos ampararia na jornada desconhecida que Migração: Fé, Caridade Sarah Rich tínhamos à frente. Pois, se e Apoio Mútuo não fosse pela fé e pelo conhecimento que Antes de partir de Nauvoo, um grupo de recebemos nesse templo, e pela influência e santos dos últimos dias escreveu a seguinte ajuda do Espírito do Senhor, nossa jornada mensagem na parede do salão de assembleia teria sido como um salto na escuridão; iniciar do templo abandonado: “O Senhor viu nosso nossa jornada (…) num inverno daqueles e em sacrifício: sigam-nos”.6 Essas palavras resu- nossas condições de pobreza, teria sido como mem a dedicação e o esforço coletivo deles. caminhar para as mandíbulas da morte. Mas Os santos fizeram a jornada em espírito de tínhamos fé em nosso Pai Celestial e Nele sacrifício, consagração e fé em Deus. Não depositamos nossa confiança, sabendo que fizeram a jornada como viajantes solitários, éramos Seu povo escolhido, e havíamos mas como o “Acampamento de Israel”, uma abraçado Seu evangelho. Assim, em vez de comunidade organizada em grupos menores, tristeza, sentimo-nos rejubilar pelo advento chamados companhias, a fim de apoiarem-se do dia de nossa libertação.” 4 mutuamente.32
  • 38. “Em qualquer época do mundo em que Deus chamou um homem ou povo para realizar determinada obra ou ordenou que o fizessem, eles foram capazes de cumprir o mandamento por meio da determina- ção, da perseverança eMais de 5.000 santos receberam as bênçãos do templo em Nauvoo,Illinois, antes de iniciarem a jornada até o Vale do Lago Salgado. da fé Nele.” Em uma revelação dada a Brigham Young “quanto ao Wilford WoodruffAcampamento de Israel em suas viagens para o oeste”, Deseret News: Semi-Weekly,o Senhor ordenou aos pioneiros: “Que cada companhia 26 de julho de 1881, p. 1assuma a responsabilidade, proporcional ao valor deseus bens, de levar os pobres, as viúvas, os órfãos e asfamílias daqueles que entraram para o exército”.7 Com frequência durante a migração, a proporçãode homens para mulheres e crianças era pequena. Naprimavera de 1847, depois que muitos santos passaramo inverno num lugar chamado Winter Quarters, cercade 520 homens, acompanhados por 35 mulheres e 42crianças, juntaram-se ao Batalhão Mórmon para atenderao chamado de servir no exército dos Estados Unidos.Outros 143 homens, 3 mulheres e 2 crianças foram 33
  • 39. Quando os santos viajavam para o Vale do Lago Salgado, as mulheres ajudavam-se umas às outras a cuidar de suas famílias. adiante na primeira companhia de pioneiros, Como havia muitas pessoas enfermas, as preparando o caminho para os demais. Uma irmãs serviam como médicas e enfermeiras irmã chamada Presendia Kimball relembrou: para suas próprias famílias e umas às outras, “Somente uns poucos homens foram deixados como fizeram em Nauvoo. Drusilla Dorris para plantar cereais e verduras, e proteger Hendricks relembrou: “Não havia um único as mulheres e crianças. (…) Portanto, foram carroção em todo o acampamento sem que deixados os idosos, os debilitados, as mulheres houvesse alguém enfermo, [mas] suportamos e as crianças”.8 tudo isso com a paciência de Jó”.9 A morta- Os santos foram abençoados pelo poder do lidade era muito alta, especialmente entre sacerdócio por meio da imposição de mãos dos os bebês.10 irmãos que possuíam o sacerdócio. Também Eliza Partridge Lyman deu à luz um filho receberam alento por meio da fé em Deus, em 14 de julho de 1846, dentro de um carro- caridade, força e orações das irmãs. ção. Como muitos bebês entre os pioneiros, o34
  • 40. menino não sobreviveu. Em um diário, Eliza Ainda tenho amigas que me são muitodescreveu sua experiência pessoal: queridas. Se não fosse isso, teria desejado dar 14 de julho de 1846: “Estou muito mal-­ adeus a este mundo, pois ele é tão cheio deacomodada para uma mulher doente. O sol desapontamentos e sofrimento. Mas creio queescaldante brilhando sobre o carroção durante há um poder que zela por nós e conserta todaso dia e o ar frio à noite, é uma mudança por as coisas”.11demais brusca e nada saudável”. Como disse Eliza, ela recebeu alento por 15 de outubro de 1846: “Tomamos posse meio da amizade de irmãs atenciosas. Maishoje de nossa cabana de toras. A primeira tarde, ela ofereceu essa mesma amizade ecasa em que meu bebê esteve. Sinto-me compaixão, ajudando outras mulheres queextremamente grata pelo privilégio de passavam por angústias semelhantes. Em 1º desentar-­ e junto ao fogo, onde o vento não m junho de 1847, ela escreveu: “O bebê da irmãsopra em todas as direções, e onde posso Elvira Holmes morreu. Recebi o convite (…) deaquecer um lado do corpo sem congelar ooutro. Nossa casa não tem piso nem outrosconfortos, mas as paredes nos protegem dovento, embora o telhado de palha não nosproteja da chuva”. 6 de dezembro de 1846: “Meu bebê [está]doente e piorando. Chorou o dia inteiro, masnão sei o que o aflige”. 12 de dezembro de 1846: “O bebê estámorto e choro sua perda. Fizemos tudo que podíamos por ele, mas de nada adiantou. Ele continuou piorando desde que adoecera. Minha irmã Caroline e eu ficamos acordadas a noiteEliza PartridgeLyman inteira e tentamos salvá-loda morte, pois não suportávamos a ideia de Muitas mulheres santos dos últimos dias deram à luzperdê-lo, mas nada pudemos fazer. (…) filhos durante sua jornada até o Vale do Lago Salgado. 35
  • 41. passar o dia com ela e o aceitei. Visitei com ela e regozijando-nos por estarmos deixando nossos o túmulo de seu filho”.12 perseguidores bem longe para trás. Fomos Nessas situações difíceis, as irmãs confiavam ainda consolados por ver o poder de Deus no poder de seus convênios. Bathsheba W. m ­ anifestar-se por meio da imposição de mãos Smith, a quarta presidente geral da Sociedade dos élderes, fazendo os enfermos serem curados de Socorro, relembrou mais tarde essas expe- e os aleijados andarem. O Senhor estava conosco riências pessoais: e Seu poder se manifestou diariamente.” 13 “Não tentarei descrever como viajamos em As mulheres também encontraram força espi- meio a tempestades de neve, vento e chuva, ritual no amor e na compaixão umas das outras. como as estradas tiveram que ser abertas, pontes Durante toda a jornada, ao sofrerem provações edificadas, balsas construídas, como nossos de enfermidade e morte, elas oraram com fé pobres animais tiveram que puxar os carroções umas pelas outras e consolaram-se mutua- dia após dia com pouco alimento, nem como mente. “O amor de Deus fluía de um coração nossos acampamentos sofreram de pobreza, para outro”, escreveu Helen Mar Whitney, “até enfermidades e morte. Fomos consolados (…) que o maligno parecia incapaz de interpor-se realizando nossas reuniões públicas e particula- entre nós e o Senhor, e seus dardos cruéis, em res em paz, orando e cantando os hinos de Sião, algumas ocasiões, perdiam o aguilhão”.14 Bathsheba W. Smith Quarta Presidente Geral da Sociedade de Socorro “Quando ouvi o evangelho, soube que era verdadeiro; quando li pela primeira vez o Livro de Mórmon, soube que era inspirado por Deus; quando vi pela primeira vez Joseph Smith soube que estava face a face com um profeta do Deus vivo, e não tive dúvida em minha mente sobre sua autoridade.” Young Woman’s Journal, outubro de 1901, p. 44036
  • 42. As irmãs “estavam sempre prontas, com mãos dispostas e terna compaixão, para realizar atos de amor e caridade”(Emmeline B. Wells). Lembrando a instrução inspirada do Profeta historiador que não era membro da Igreja escre-Joseph Smith, essas fiéis mulheres pioneiras veu: “O fato de eu não aceitar a religião delestinham a visão de seu poder e potencial para não significa que duvide de sua frequente devo-o serviço. Elas ajudaram a estabelecer lares e ção e heroísmo em nome dela. Especialmente ascomunidades. Por meio de obras de fé e cari- mulheres. Suas mulheres eram incríveis”.15dade, salvaram almas. Seus sacrifícios tiveramum efeito santificador sobre si mesmas e sobreos que recebiam suas ofertas. Estabelecimento: “Sempre Mesmo sem as reuniões formais da Sociedade Prontas (…) para Realizarde Socorro, as mulheres pioneiras seguiram Atos de Amor e Caridade”os ensinamentos proféticos e guardaram seus Quando as primeiras companhias de pionei-convênios do templo, e ao fazê-lo, contribuíram ros chegaram ao Vale do Lago Salgado, plan-para um capítulo extraordinário da história da taram sementes e construíram abrigo para suaIgreja e do Oeste americano. Um importante sobrevivência. Também procuraram atender às 37
  • 43. e durante suas jornadas, as reuniões da Socie- dade de Socorro tiveram que ser interrom- pidas, mas as irmãs jamais perderam a visão da instituição, nem das promessas que lhes foram feitas pelo Presidente Joseph Smith; elas continuaram seu trabalho benevolente sempre e onde quer que houvesse uma oportunidade. Estavam sempre prontas, com mãos dispostas e terna compaixão, para realizar atos de amor e caridade, e muitos necessitavam desses atos de bondade, pois aqueles foram dias de labuta, sofrimento, escassez e dificuldade”.17 Em 1856, as irmãs da Sociedade de Socorro arrecadaram Em 1854, Matilda Dudley sentiu que havia colchas para os aflitos pioneiros de carrinhos de mão. muitas carências entre os índios americanos locais. Agindo, a princípio, por iniciativa pró- necessidades de seus semelhantes. O Presi- pria, e mais tarde sob instrução do Presidente dente Brigham Young aconselhou os santos Brigham Young, ela organizou as irmãs sob a a auxiliarem os necessitados, tanto espiritual direção de seu bispo na confecção de roupas quanto temporalmente. Seu conselho foi seme- para as mulheres e crianças nativas. Grupos lhante à exortação de Amuleque, no Livro de semelhantes foram criados em outros assen- Mórmon, aos zoramitas pobres: “Se negardes tamentos conforme as mulheres santos dos ajuda aos necessitados e aos nus e não visitar- últimos dias seguiam o sentimento caridoso de des os doentes e aflitos nem repartirdes o vosso seu coração e prestavam serviço para atender sustento, se o tendes, com os que necessitam— às necessidades das pessoas a seu redor. digo-vos, se não fizerdes qualquer destas coisas, Esse padrão prosseguiu à medida que mais eis que vossa oração é vã e de nada vos vale e santos dos últimos dias chegavam ao Vale do sois como os hipócritas que negam a fé”.16 Lago Salgado. Os líderes da Igreja chamaram A irmã Emmeline B. Wells, que mais tarde, pessoas para colonizar lugares distantes do ter- foi a quinta presidente geral da Sociedade de ritório — as áreas localizadas ao norte e ao sul Socorro, descreveu a bondade e o serviço das de Salt Lake City. As irmãs lembraram o legado irmãs: “Quando os santos partiram de Nauvoo e os princípios fundamentais da Sociedade de38
  • 44. Socorro Feminina de Nauvoo, e muitos grupos fé, religião e profissão de fé não vão salvarforam criados nesses assentamentos para servir uma alma sequer dentre nós no reino celestialao próximo e ajudar os pobres. de nosso Deus, a menos que coloquemos em Lucy Meserve Smith, por exemplo, liderou prática os princípios que agora lhes ensino. Vãoum grupo de mulheres santos dos últimos dias, e tragam aquelas pessoas que estão agora nasem Provo, Utah. Ela e outras irmãs atenderam planícies, e cumpram estritamente as coisasao chamado de ajudar os santos dos últimos que chamamos de temporais, ou deveres tem-dias que chegavam a Utah. Na conferência porais, caso contrário nossa fé será em vão”.18geral de outubro de 1856, o Presidente Brigham A irmã Smith registrou em sua autobiografiaYoung anunciou que os pioneiros de carrinhos que depois da exortação do Presidente Young,de mão estavam passando dificuldades, a cen- os presentes tomaram medidas para provertenas de quilômetros dali. Ele declarou: “Nossa auxílio a seus irmãos e irmãs. As mulheres “tiraram suas anáguas [saia usada sob o vestido, que era moda na época e também protegia contra o frio], meias e tudo o que podiam dis- pensar, bem ali no Tabernáculo, e empilharam- [nas] em carroções para serem enviadas aos santos que estavam nas montanhas”. Continuaram a juntar cobertores, colchões e roupas para os santos que chegariam apenas com uns poucos pertences em pequenos carri- nhos de mão. A irmã Smith escreveu: “Com a ajuda de bons irmãos e irmãs, fizemos tudo o que podíamos para dar conforto aos necessi- tados conforme chegavam com seus carrinhos de mão, no final do outono. (…) Como nossa sociedade estava sem fundos na época, não podíamos fazer muito, mas os quatro bispos mal conseguiram carregar os cobertores, col-As irmãs da Sociedade de Socorro continuaram a servire a encorajar umas às outras depois que chegaram ao chões e outras peças de roupas que juntamosVale do Lago Salgado. logo na primeira vez em que nos reunimos. 39
  • 45. Não paramos de trabalhar até que todos estivessem bem acolhidos”. A irmã Smith disse que, quando as companhias de carrinho de mão chegaram, um prédio da cidade estava “lotado de provisões para eles”. Ela prosseguiu, dizendo: “Nunca senti maior satisfação, e diria até prazer, em qualquer trabalho que realizei na vida, tal era a união de sentimentos que preva- lecia. Tinha apenas que ir a uma loja e dizer o que queria. Se fosse tecido, era medido na hora, sem nada ser cobrado. Caminhamos pela neve para arrecadar todas as coisas até que nossas roupas ficaram molhadas até os joelhos”.19 “O Que Nossas Mãos Dispostas Podem Fazer em Seguida?” Aquelas irmãs da Sociedade de Socorro manifestaram caridade, “o puro amor de Cristo”, 20 ao doarem suas anáguas e colchas de retalhos para salvar santos enregelados e famintos que nunca tinham visto antes. Elas sentiram grande alegria nesse serviço. Depois de tudo o que fizeram para ajudar os pioneiros de carrinhos de mão, continuaram a ajudar outras pessoas. As palavras de Lucy Meserve Smith expressam o sentimento que tinham no coração: “O que nossas mãos dispostas podem fazer em seguida?” 21 Essa pergunta resume a bondade das mulheres da Sociedade de Socorro — daquela época e de agora. 40
  • 46. CAPÍTULO 4 “Uma Esfera de Ação Mais Ampla e Abrangente” Se qualquer das filhas e mães em Israel estiver se sentindo, por mínimo que seja, [limitada] em sua esfera de ação atual, elasagora têm em mãos uma ampla extensão de poder ecapacidade com que foram abundantemente dotadas, a fim de fazer o bem. (…) O Presidente Young autorizou-lhes uma esfera de ação e de oportunidades de serem úteis muito mais ampla e abrangente. Eliza R. Snow
  • 47. CAPÍTULO 4 “Uma Esfera de Ação Mais Ampla e Abrangente” Em 26 de dezembro de 1866, a Primeira rápido do que o próprio bispo conseguiria Presidência e o Quórum dos Doze Apóstolos se fazer”.2 reuniram sob a direção do Presidente Brigham Novamente as irmãs seriam organizadasYoung. No final da reunião, o Presidente Young, sob a autoridade do sacerdócio e, conforme segundo Presidente da Igreja, expressou o dissera o Profeta Joseph Smith, “em condi- desejo de restabelecer a Sociedade de Socorro ções [em que poderiam] agir de acordo com em toda a Igreja.1 essa compreensão plantada por Deus em seu No ano seguinte, o Presidente Young coração”.3 Fortaleceriam suas famílias e outras sentiu maior urgência em ajudar os bispos pessoas necessitadas, tanto temporal quanto na responsabilidade de buscar e ajudar os necessitados. Iniciando a tarefa de restabe- lecer a Sociedade de Socorro em todas as alas, ele deu o seguinte conselho aos bispos:“Deixem-nas [as irmãs] organizar a Socie- dade de Socorro Feminina nas diversas alas. Temos muitas mulheres talentosas entre nós e desejamos que nos ajudem nesse assunto.Algumas pessoas podem pensar que isso é uma coisa sem importância, mas não é. Irão perceber que as irmãs serão a mola mestra do movimento. Compartilhem sua sabedoria, experiência e influência com elas, liderem-nas de maneira sábia e correta, e elas encontrarão abrigo para os pobres e conseguirão os meios necessários para ampará-los dez vezes mais Construção do Templo de Salt Lake, 1877 45
  • 48. espiritualmente. Por meio desse serviço, sua Sociedades de Socorro. Ela disse: “O Presidente própria fé e retidão aumentariam. A irmã Young instruiu os bispos a organizar a Socie- Eliza R. Snow ensinou que a Sociedade de dade de Socorro Feminina em suas várias alas, Socorro “refina e eleva [as irmãs], e acima de e (…) repetiu o pedido, estendendo-o a todos tudo fortalece-lhes a fé no evangelho, e ao os assentamentos, conclamando as irmãs a fazer isso, pode ajudar a salvar muitas delas”. 4 unirem-se em organizações, não apenas para ajudar os pobres, mas para a realização de toda obra boa e nobre”.5 Uma Sociedade de Socorro Como secretária da primeira Sociedade de em Cada Ala Socorro Feminina de Nauvoo, Illinois, a irmã O Presidente Young chamou a irmã Snow Snow havia registrado atas detalhadas das reu- para servir na Igreja viajando por todo o niões, inclusive das instruções de Joseph Smith território e ajudando os bispos a organizar as (ver capítulo 2). Na jornada de Nauvoo para o Eliza R. Snow Presidente Geral da Sociedade de Socorro “Gostamos de ser apreciadas, mas se não recebermos todo o apreço que achamos merecer, o que importa? Sabemos que o Senhor nos encarregou de altas responsabilidades, e não há um único desejo que o Senhor tenha plantado em retidão em nosso coração que não se cumprirá, e o maior bem que podemos fazer para nós mesmas e umas às outras é o de refinar e cultivar tudo que é bom e enobrecedor para nos qualificar para essas responsabilidades.” Relief Society Minute Book, 1868–1879, Ala Lehi, Estaca Alpine, 27 de outubro de 1869, Biblioteca da História da Igreja, p. 27; pontuação e ortografia modernizadas46
  • 49. “Isso é o que desejamos instilar no coração das irmãs: o desejo de ser úteis em sua esfera e de não desanimar por causa das dificuldades encon- tradas no caminho, mas confiar em Deus e olhar para Ele, e prometo-lhes que Suas bênçãos maravilhosas serão derramadas sobre vocês.”Da esquerda para a direita: Elizabeth Ann Whitney, Emmeline B. Lorenzo SnowWells e Eliza R. Snow Young Woman’s Journal, setembro de 1895, p. 578Vale do Lago Salgado, ela havia guardado cuidadosa- mente o livro de atas. Ela compreendia a importância do que havia sido ensinado às irmãs naquelas reuniões. Sabia como a sociedade seria estruturada e lembrava os princípios sobre os quais foi estabelecida. Compreen- dia que a organização era uma parte fundamental deA Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.“Não é uma coisa comum”, explicou ela, “reunir-nos em uma organização desta natureza. Essa organização fez parte da Igreja de Cristo, em todas as dispensações em 47
  • 50. A irmã Eliza R. Snow instruiu as irmãs da Sociedade de Socorro. que ela foi estabelecida”.6 Então, ao viajar de responsabilidades que o Senhor tinha dado ala em ala, ensinou usando as atas, muitas e à irmã Emma Smith: “explicar as escrituras e muitas vezes. exortar a igreja, conforme te for revelado pelo meu Espírito”.8 O Presidente Young também deu conselhos Ampliar a Visão e a Influência às irmãs da Igreja. Suas exortações juntamente das Irmãs com os ensinamentos da irmã Snow amplia- Além de pedir à irmã Snow que trabalhasse ram a visão que as irmãs tinham de seu poder com os líderes do sacerdócio de cada ala, o para o bem em suas famílias, na Igreja e no Presidente Young ampliou as atribuições dela. mundo. A irmã Snow disse: Ele disse: “Quero que instrua as irmãs”.7 “Se qualquer das filhas e mães em Israel Embora não tivesse sido designada como estiver se sentindo, por mínimo que seja, [limi- segunda presidente geral da Sociedade de tada] em sua esfera de ação atual, elas agora Socorro até 1880, foram-lhe dadas as mesmas têm em mãos uma ampla extensão de poder e48
  • 51. capacidade com que foram abundantemente essas coisas a outros, sendo bondosos e cheiosdotadas a fim de fazer o bem. (…) O Presi- de amor e caridade para com todos”. 10dente Young autorizou-lhes uma esfera de açãoe de oportunidades de serem úteis muito mais Afastar-se das Influências Mundanasampla e abrangente.” 9 Em seu lar, o Presidente Brigham Young ensi- Uma recapitulação de alguns dos ensina- nou suas filhas a “resguardar-se de tudo quementos e tarefas que definiram a Sociedade de for ruim e sem valor, e aperfeiçoar-se em tudoSocorro no final do século XIX mostra como a que for bom e belo”.11 Resguardar-se é pro-Sociedade de Socorro restabelecida ampliou a teger-se de algo. Quando o Presidente Youngvisão e a influência justa das mulheres santos aconselhou suas filhas a resguardarem-se, eledos últimos dias. quis dizer que elas não deviam comportar-se nem se vestir de modo mundano, frívolo ouCaridade não recatado. Ele também pregou o resguardo De modo condizente com o padrão estabe- e uma mudança de comportamento para todalecido por Joseph e Emma Smith em Nauvoo, a Igreja.a caridade continuou a ser o alicerce de todas Ao aconselhar os santos a abandonar osas coisas, tanto espirituais quanto tempo- caminhos do mundo, o Presidente Youngrais, para as quais as irmãs da Sociedade de geralmente dava conselhos práticos relaciona-Socorro foram organizadas.O Presidente dos a assuntos do cotidiano. Ele incentivava aYoung ensinou: frugalidade e o trabalho árduo. Aconselhava, “Tudo isso está incluído em nossa religião. por exemplo, as irmãs da Sociedade de SocorroToda boa palavra e obra, todas as coisas tem- a mudarem seus hábitos de alimentação eporais, e todas as coisas espirituais, as coisas do seu modo de cuidar da casa. Mas o resguardocéu, as coisas da Terra, e todas as coisas debaixo significava mais do que adotar um estilo deda Terra estão circunscritas por nossa religião. vida mais simples; significava uma mudança de(…) Se fizermos essas coisas, e nos deleitar- coração. As irmãs deviam destacar-se do res-nos em fazê-las direito, nossos pés se tornarão tante do mundo, tornando-se verdadeiramente[firmes] e inamovíveis, como a base destas santos, o povo do Senhor. A irmã Eliza R. Snowmontanhas eternas. Não devemos desejar coisa perguntou: “Do que tenho que me resguardar?alguma [exceto] sobre princípios justos, e se De minha ignorância e de tudo que não sejaquisermos o que é certo, ofereçamos então de Deus”.12 49
  • 52. Revelação Pessoal de poder, e terão todo o poder que tiverem a A irmã Snow seguiu o conselho dos líderes sabedoria para exercer”.13 do sacerdócio e prometeu às irmãs da Socie- Sua instrução inspirada ajudou as irmãs dade de Socorro que elas seriam abençoadas da Sociedade de Socorro a enfrentarem as se fizessem o mesmo. Também ensinou que as provações de sua época. Ela ensinou que se mulheres podiam receber revelação individual buscassem continuamente a orientação e o para guiá-las na vida pessoal, na família e nas consolo do Espírito Santo, elas poderiam des- responsabilidades da Igreja. Ela disse: “Digam frutar de paz mesmo em meio à adversidade. às irmãs que desempenhem seus deveres, com Disse que o Espírito Santo “satisfaz e preenche humildade e fidelidade, e o Espírito de Deus todo anseio do coração humano e preenche vai estar com elas e serão abençoadas em seus todo espaço vazio. Quando estou plena desse trabalhos. Que busquem sabedoria em vez Espírito”, continuou dizendo, “minha alma está satisfeita, e posso dizer, com toda a sinceridade, que as coisas insignificantes do dia parecem não me incomodar de modo algum. Mas se eu perder esse espírito e poder do evangelho, partilhando do espírito do mundo, por mínimo que seja, surgem problemas; há algo de errado. Sou provada, e o que vai consolar-me? Vocês não podem consolar-me de modo a satisfazer a mente imortal, exceto com o que provém da Fonte do alto. E acaso não temos o privilégio de viver de modo que essa fonte flua constan- temente para nossa alma?” 14 Defesa da Prática do Casamento Plural Nos primeiros dias da Igreja, a prática do casamento plural foi revelada a Joseph Smith.15 Embora para muitos essa prática tenha ini- Ao orarem individualmente e com suas famílias, as irmãs da Sociedade de Socorro podem receber cialmente sido difícil de aceitar, os santos fiéis inspiração para guiá-las. sabiam que Joseph Smith era um profeta de50
  • 53. Deus. Eles seguiram a vontade do Senhor, conforme reve- “Examinem as escrituras lada a Seu profeta. Fizeram convênios com Deus e foram — examinem as revela- fortes e dedicados no cumprimento desses convênios. Quando a Sociedade de Socorro foi restabelecida ções que publicamos e no final da década de 1860, o casamento plural ainda peçam ao Pai Celestial, fazia parte da vida dos membros da Igreja. Contudo, muitas pessoas dos Estados Unidos acreditavam que em nome de Seu Filho as mulheres que viviam a lei do casamento plural eram Jesus Cristo, que lhes humilhadas e maltratadas. Como resultado dessa visão errônea e generalizada sobre os santos dos últimos dias manifeste a verdade, e se e suas crenças, o governo do país criou leis que proibiam o fizerem com os olhos o casamento plural. Um grupo de mulheres santos dos últimos dias fitos em Sua glória, nada r ­ euniu-se em Salt Lake City, em 1870, em resposta a duvidando, Ele respon- essas leis. Na presença de repórteres dos jornais de todos os Estados Unidos, aquelas mulheres expressa- derá a vocês pelo poder ram seu apoio aos profetas vivos e às práticas da Igreja. de Seu Santo Espírito: Defenderam a si mesmas e a seus maridos e proclama- ram sua fé e seus convênios. A irmã Eliza R. Snow disse: Vocês, então, saberão por“Era o momento certo [de] erguer-nos, na dignidade de si mesmos, e não por nosso chamado e falar por nós mesmas. (…) O mundo não nos conhece, e a verdade e a justiça para nossos outra pessoa. Não irmãos e para nós mesmas exigem que nos manifeste- dependerão dos homens mos. (…) Não somos inferiores às mulheres do mundo, e não queremos parecer que somos”.16 para terem conhecimento Uma mulher santo dos últimos dias expressou os de Deus.” sentimentos de muitas outras, ao dizer: “Não há um só lugar em todo este vasto mundo em que uma mulher Joseph Smith receba tanta bondade e afeto, e que seus direitos sejam History of the Church, vol. 1, tão sagradamente defendidos, quanto em Utah. Esta- p. 282 mos aqui para expressar nosso amor mútuo e para 51
  • 54. mostrar ao mundo nossa devoção a Deus, do Leste”.19 Nos meses subsequentes, muitas nosso Pai Celestial, e para demonstrar nossa outras mulheres participaram de reuniões disposição em cumprir as exigências do evan- como aquela por todo o território. gelho; e a lei do casamento celestial é uma de Em 1890, o Presidente Wilford Woodruff, suas exigências que estamos decididas a honrar, quarto Presidente da Igreja, recebeu uma ensinar e praticar, e que Deus nos dê forças revelação que levou a Igreja a interromper a para fazê-lo”.17 prática do casamento plural. Ele escreveu essa Os repórteres dos jornais disseram que revelação em um documento conhecido como aquele foi um “encontro extraordinário”.18 Um o Manifesto. A respeito da promulgação do repórter escreveu: “Na lógica e na retórica, as Manifesto, ele disse: “O Deus do céu me [orde- supostamente aviltadas senhoras do mormo- nou] fazer o que fiz; e quando chegou a hora nismo são bem semelhantes às (…) mulheres em que isso me foi ordenado, tudo ficou claro Uma reunião de mães e filhas santos dos últimos dias, 189352
  • 55. para mim. Dirigi-me ao Senhor e escrevi o que Ele ordenou que eu escrevesse”.20 Como o povo havia aceitado o conselho pro- fético de realizar casamentos plurais e tivesse feito e guardado seus convênios, aquela nova revelação foi igualmente difícil para muitos aceitarem, mas os santos dos últimos dias fiéis decidiram novamente seguir o profeta. No dia em que o Manifesto foi apresentado a todos os membros da Igreja e aprovado por eles, a irmã Zina D. H. Young, que era a terceira presidente geral da Sociedade de Socorro na época, disse:“Hoje o coração de todos foi testado, mas as pessoas se voltaram a Deus e se submeteram”.21 “Banqueteai-vos com as palavras de Cristo” (2 Néfi 32:3). As mulheres da Igreja que, por revelação, aceitaram o casamento plural e depois, por relato de suas obras foi escrito pelos anjos, o revelação, aceitaram o Manifesto são dignas de qual ainda será encontrado nos registros da admiração e gratidão. Elas foram estritamente eternidade, gravado em letras de ouro”.22 obedientes a seus convênios e ao conselho do profeta vivo. Hoje, essas mulheres são honra- Expressar Claramente as Crenças das por sua posteridade fiel. A irmã Eliza R. Snow era uma escritora e Helen Mar Whitney, que viveu a lei do casa- oradora pública talentosa. Era conhecida por mento plural, escreveu: “Podemos ler a história muitos como a “poetisa de Sião” por causa dos mártires e dos poderosos conquistadores, e de sua grande capacidade de expressar-se na de muitos grandes e bons homens e mulheres, língua inglesa.23 Ela era experiente, organi- mas a história das nobres mulheres e belas zada, fiel, incansável, corajosa, inteligente e filhas de Sião, cuja fé nas promessas do Deus eloquente, e seguiu os sussurros do Espírito ao de Israel permitiu que triunfassem sobre si ajudar a edificar o reino do Senhor. Frequente- mesmas e obedecessem a Sua lei mais elevada, mente ela compartilhava seu conhecimento e e que auxiliassem Seus servos a estabelecê-la testemunho, e incentivava as mulheres santos sobre a Terra (…) tenho certeza de que um dos últimos dias a fazer o mesmo nas reuniões 53
  • 56. da Sociedade de Socorro — que não dependes- continuou a aprimorar sua capacidade de falar sem sempre de outros para ensiná-las. em público, e em 1889, falou na convenção da Algumas mulheres se sentiam relutantes e Associação Nacional do Sufrágio Feminino, em despreparadas para falar em público. A irmã Washington, D. C. Snow dava o seguinte conselho àquelas irmãs: Um jornalista descreveu a irmã Richard, “Não deixem que sua presidente tenha que dizendo que “ela tremia um pouco, sob o olhar dizer tudo. (…) Deus não lhes concedeu o dom da multidão, mas mostrou-se serena, segura de da fala? (…) Se tiverem o Espírito de Deus com si, respeitável e tão pura e amável quanto um vocês, não importam quão simples sejam seus anjo. (…) Não foram as palavras propriamente pensamentos, eles serão edificantes para as ditas, mas o espírito gentil [que] as acompa- pessoas que as ouvirem falar”.24 nhava que conquistou o coração de todos”.26 Emily S. Richards contou que a irmã Snow Hoje, as irmãs da Sociedade de Socorro a ajudou a aprender a falar em público: “Na seguem o padrão estabelecido pela irmã Snow, primeira vez que [ela] me pediu para falar em pela irmã Richards e por outras das primeiras uma reunião, não consegui, mas ela disse: integrantes da Sociedade de Socorro. Elas ‘Não se preocupe, mas quando for chamada buscam diligentemente o conhecimento do para falar de novo, tente fazê-lo e tenha algo evangelho e depois o compartilham com outras. para dizer’, e foi o que fiz”.25 A irmã Richards Ao fazê-lo, seguem o conselho dos profetas Brigham Young Segundo Presidente da Igreja “As irmãs em nossas Sociedades de Socorro Femininas têm feito muitas coisas boas. Poderiam dizer-me a quantidade de boas ações que as mães e filhas de Israel podem fazer? Não, é impossível. Todo o bem que fizerem seguirá com elas por toda a eternidade.” Deseret News Weekly, 16 de junho de 1869, p. 22854
  • 57. modernos. O Presidente Spencer W. Kimball, Tornar-se décimo segundo Presidente da Igreja, disse: Autossuficiente “Volto a frisar (…) a necessidade de cada Aprendam a amar o trabalho e a evitar mulher estudar as escrituras. Queremos que a ociosidade. nosso lar seja abençoado com irmãs que conhe- Adquiram um espírito de auto-sacrifício. çam profundamente as escrituras — solteiras ou Aceitem a responsabilidade pessoal de casadas, jovens ou idosas, viúvas ou vivendo no desenvolver força espiritual. seio de uma família. Aceitem a responsabilidade pessoal pela Sejam quais forem suas circunstâncias saúde, educação, emprego, finanças, individuais, à medida que conhecerem melhor alimentação e outras necessidades para as verdades das escrituras, sustento da vida. terão cada vez mais sucesso Orem pedindo fé e coragem para para guardar o segundo enfrentar os desafios que virão. grande mandamento, que é Fortaleçam outras pessoas que precisam amar ao próximo como a si de auxílio.Spencer W. Kimball mesmo. Tornem-se conhece- doras das escrituras — não para menosprezar os outros, mas para edificá-los! Afinal de Sociedade de Socorro. À medida que as irmãs contas, quem tem maior necessidade de expressam suas crenças em palavras e ações,‘entesourar’ as palavras do evangelho (às quais elas podem fortalecer a fé no Pai Celestial e em se pode recorrer em momentos de necessidade) Jesus Cristo uma das outras. Podem ajudar-se do que as mulheres e as mães que tanto mutuamente a prepararem-se para receber ensinam os filhos e se desvelam por eles?” todas as bênçãos que estão a seu alcance no O Presidente Kimball testificou que as irmãs plano de felicidade do Pai Celestial. da Sociedade de Socorro vão tornar-se uma vigorosa influência para o bem sobre as “boas Autossuficiência Temporal mulheres do mundo” ao “manifestarem a reti- Os santos dos últimos dias reuniram-se no dão e expressividade em sua vida”.27 Vale do Lago Salgado depois de terem sido A irmã Snow, o Presidente Kimball e mui- perseguidos e expulsos de seus lares e comuni- tos outros líderes da Igreja compartilhavam a dades por diversas vezes. Tendo então migrado mesma opinião sobre a influência positiva da para um deserto isolado e longínquo, o 55
  • 58. Presidente Brigham Young queria que floresces- o Presidente Young tinha grande confiança sem e estabelecessem um lar permanente para na capacidade, nos talentos, na fidelidade e si mesmos. Queria que estivessem fisicamente disposição das mulheres. Ele lembrou as irmãs seguros e que também se mantivessem livres da Sociedade de Socorro a cumprirem seus de influências mundanas que pudessem preju- deveres no lar com o marido e os filhos.28 Tam- dicar sua fé e seu testemunho. Queria que fos- bém ensinou outros deveres de autossuficiência sem independentes das influências do mundo, temporal, alguns dos quais são mencionados tanto temporal quanto espiritualmente. abaixo. Embora muitos deveres temporais Isso significava que os santos precisavam específicos sejam diferentes hoje, os princípios adquirir aptidões que lhes permitissem atender em que se baseiam tais deveres permanecem a todas as suas necessidades. Nessa tarefa, constantes: os santos dos últimos dias são As primeiras irmãs da Sociedade de Socorro colhendo seda, aproximadamente 189056
  • 59. aconselhados a fazer tudo o que puderem para prover as “Pelo poder do Deusnecessidades temporais da vida para si mesmos e para vivo podemos e seremossuas respectivas famílias. Costura. O Presidente Young aconselhou as irmãs a autossuficientes,confeccionar roupas para si mesmas e para suas famí- tornando-nos aslias. Ele disse: “Conclamo minhas irmãs a (…) criarsua própria moda e a confeccionar suas roupas de criaturas maismodo a agradar a si mesmas, independentemente de independentes sobinfluências externas”.29 A irmã Eliza R. Snow relatouque ele incentivou as irmãs a criar “modas que fossem o mundo celestial.”agradáveis — que fossem dignas de ser patrocina-das por mulheres sensatas, refinadas e inteligentes Harold B. Leeque estão, como realmente estamos, liderando este Church News, 12 de fevereiromundo”.30 de 1944, p. 8 Seda. O Presidente Young criou a Deseret Silk Asso-ciation, com Zina D. H. Young como presidente. Essegrupo criava bichos-da-seda, alimentando-os comfolhas de amoreira. A irmã Young tinha nojo das lagartase até sofria pesadelos com elas, mas obedientementecuidava delas em sua própria criação de casulos e ensi-nava outras pessoas a fazer o mesmo. Sob sua direção,a Deseret Silk Association criou bichos-da-seda pormais de vinte anos. Embora esse trabalho jamais tenhaproporcionado renda, elas puderam tecer belas peças deseda para si mesmas. Trigo. O Presidente Young aconselhou o seguinte àsirmãs: “Aprendam a sustentar-se. Armazenem grãose farinha, e economizem para o dia de escassez”. 31Emmeline B. Wells, que mais tarde se tornou a quintapresidente geral da Sociedade de Socorro, ficou encarre-gada do comitê central do trigo. 57
  • 60. que é um privilégio que Deus nos deu, e vamos tentar colocá-lo em prática e ser unidas nesse propósito. De minha parte, vou tentar fazer tudo o que puder, e sinto que o Senhor vai abrir um caminho para conseguirmos cereais, embora já estejamos no final da safra”.33 Sarah M. Kim- ball, que também foi presidente da Sociedade de Socorro de uma ala, já tinha um plano de armazenamento em mente quando foi para uma reunião. No primeiro ano do projeto, a Socie- dade de Socorro da ala dela construiu um celeiro à prova de fogo com capacidade de armazenar mais de 27 toneladas de trigo. O Presidente John Taylor, do Quórum dos Um salão de reuniões da Sociedade de Socorro, no andar Doze Apóstolos, incentivou os irmãos de Kays- de cima de uma mercearia em Salt Lake City, Utah, 1892 ville, Utah, a ajudar as irmãs nesse trabalho. Ele contou a respeito de uma mulher que sentiu Nesse empreendimento, as mulheres que o marido era “um pouco liberal e descui- foram motivadas por seu desejo maternal de dado demais” com as finanças da família. Toda proteger a família contra a fome. A irmã Wells semana, ela separava parte de seu orçamento disse: “Quem pode sentir essas coisas tão doméstico e guardava dentro da Bíblia da profundamente quanto uma mãe? Pensem no família. “Alguns anos depois, surgiu uma crise que seria ouvir seu pequenino chorar de fome, financeira, e [o] marido ficou preocupado. A pedindo pão”.32 mulher prontamente percebeu a mudança no As presidentes das Sociedades de Socorro semblante do marido e pediu que lhe con- das alas reuniam-se regularmente para discutir tasse o motivo de sua preocupação. Ele lhe maneiras de adquirir e armazenar cereais. As disse que tinha uma [conta] que venceria em palavras bem dispostas de Sarah Howard, pre- breve e receava não poder pagá-la. Ela tentou sidente da Sociedade de Socorro de uma ala de incentivá-lo dizendo que tivesse fé em Deus, Salt Lake City, representavam os sentimentos e apontou para o bom e velho Livro, dizendo de muitas irmãs daquela época. Ela disse: “Sinto que o lesse, para que sentisse algum consolo ao58
  • 61. fazê-lo. Ela lhe entregou a Bíblia, e quando ele proveu sustento durante uma terrível seca noa abriu e virou as páginas, o [dinheiro] come- sul de Utah.çou a cair”. O Presidente Taylor concluiu: “Pode A diligência das irmãs em armazenar trigohaver um momento em que precisaremos permitiu que as mulheres santos dos últimosdesse trigo que nossas irmãs estão armaze- dias ajudassem outras pessoas, além de suasnando; não sejamos demasiadamente confian- famílias e membros da Igreja. A Igreja envioutes em relação a nossos assuntos e façamos o o trigo da Sociedade de Socorro para os índiospossível para ajudá-las”.34 americanos de Utah; para os sobreviventes de A irmã Emmeline B. Wells disse às irmãs um terrível terremoto e incêndio ocorridos emque a diligência delas naquela tarefa seria “a San Francisco, Califórnia, em 1906; e para osalvação temporal deste povo em caso de povo da China que passava fome em 1907. 36emergência”.35 Isso se cumpriu em 1898 e O trigo também alimentou milhares de pessoas1899, quando o trigo da Sociedade de Socorro durante a Primeira Guerra Mundial, quando a Sociedade de Socorro vendeu mais de cinco mil toneladas de trigo para o governo dos Estados Unidos.37 Esse legado de armazenamento e serviço ajudou a estabelecer um padrão para o empenho atual da Igreja em oferecer auxílio humanitário no mundo todo, onde quer que haja pessoas necessitadas. Cuidados com a saúde e formação médica. Em setembro de 1873, a irmã Eliza R. Snow relatou que o Presidente Brigham Young queria que “muitas [irmãs] se instruíssem formalmente e depois adquirissem formação médica”.38 A irmã Zina D. H. Young é um exemplo de uma irmã da Sociedade de Socorro que prestou grande serviço na área médica. Foi-lhe dito em sua bênção patriarcal que ela teria o domFormandas de enfermagem do Hospital SUD, de cura, e ela preparou-se para utilizar esseturma de 1911 dom fazendo um curso de obstetrícia: a prática 59
  • 62. médica que lida com o nascimento de crianças. Apesar de todo o serviço que a irmã Young Ela ajudou no parto de muitos bebês no Vale prestou, confiando em seus dons espirituais e do Lago Salgado. Em seu serviço, sua forma- sua limitada instrução, ela estava plenamente ção prática complementou seus dons de nutrir ciente de que não poderia atender a todas as fisicamente, curar espiritualmente e consolar necessidades médicas da crescente população emocionalmente. A irmã Emmeline B. Wells de Utah. Ela incentivou outras mulheres santos disse o seguinte a respeito dela: “Podemos citar dos últimos dias a seguir o conselho do Presi- inúmeras ocasiões em que ela cuidou de enfer- dente Young de adquirir formação médica. mos, quando parecia ser inspirada por um poder A irmã Snow disse: “Há aqui, agora, alguma mais elevado do que o dela mesmo (…) quando irmã que tenha ambição suficiente e que se dê os que se reuniam junto ao leito já tinham conta da necessidade disso, pelo bem de Sião, perdido a coragem e a fé. Nesses momentos, ela para assumir esse estudo? Há algumas que realmente parecia um anjo de misericórdia”.39 nasceram com a vocação de serem enfermeiras, Zina D. H. Young Terceira Presidente Geral da Sociedade de Socorro “Alegro-me em prestar meu testemunho perante as filhas de Sião, para que sua fé seja fortalecida, e para que o bom traba- lho possa continuar. Busquem um testemunho, como fariam, minhas queridas irmãs, por um diamante escondido. Se alguém lhes dissesse que cavando por tempo suficiente em determinado local vocês encontrariam um diamante de valor incalculável, será que poupariam tempo, forças ou recursos para obter esse tesouro? (…) Se cavarem nas profundezas de seu próprio cora- ção, encontrarão, com o auxílio do Espírito do Senhor, a pérola de grande valor, o testemunho da veracidade desta obra.” Young Woman’s Journal, abril de 1893, p. 31960
  • 63. e estas bem fariam em estudar medicina. (…) Eu trouxe mais de mil bebês [ao mundo].Se não puderem arcar com suas próprias des- Novamente dou graças ao Pai Celestial por Suapesas, temos meios de fazê-lo”.40 ajuda e pela força que o Senhor me deu, por- Com esse incentivo, algumas irmãs da que sem isso eu não poderia ter prestado esseSociedade de Socorro estudaram medicina nos serviço as minhas irmãs ou a nossa comuni-Estados do leste dos Estados Unidos. Voltaram dade. Uma das coisas mais tocantes a respeitopara Utah como médicas e deram aulas de de um nascimento é que a maior preocupaçãoobstetrícia e enfermagem doméstica. Emma da mãe é com o bebê, e não com ela própria”. 41Andersen Liljenquist, que fez os cursos em Em 1882, a Sociedade de Socorro fundouUtah, registrou algumas experiências pessoais: o Hospital Deseret, “no qual os enfermos do “Gostei muito [do curso], e depois de ser povo do Senhor podiam receber atendimentodesignada pelo Apóstolo John Henry Smith e ter o benefício das ordenanças da Igreja [ase vários outros, voltei para casa para reali- bênçãos do sacerdócio] e de um tratamentozar meu trabalho. Foi-me prometido pelosapóstolos que, se eu vivesse em retidão,saberia o que fazer caso houvesse quaisquerdificuldades. (…) Essa promessa foi cumprida literalmente.Muitas vezes, quando um de meus pacientesestava muito mal, pedia ao Pai Celestial queme ajudasse, e em todos os casos isso me foiconcedido. Um caso, em particular, foi o deuma mulher que acabara de dar à luz um bebêe começou a ter uma hemorragia. O maridochamou o médico, mas ele não se deu contade que o caso fosse tão grave. Pedi ao Senhorque nos ajudasse. A hemorragia cessou e fiz oque era necessário. Quando o médico chegou,ele disse que mal podia acreditar no que haviaacontecido, mas disse que eu tinha feito exata- O Woman’s Exponent, um jornal para as irmãs damente o que ele teria feito. (…) Sociedade de Socorro, foi publicado de 1872 a 1914. 61
  • 64. competente”.42 O hospital continuou funcio- Publicações nando por pouco mais de uma década, até Sob a liderança da irmã Eliza R. Snow, a que seus custos operacionais excederam as Sociedade de Socorro patrocinava um jornal doações feitas e outras instalações tornaram-se chamado Woman’s Exponent. Esse jornal era disponíveis. escrito para as mulheres santos dos últimos dias a fim de ajudá-las a aprender coisas a res- Sufrágio Feminino (Direito ao Voto) peito de seu trabalho, sua vida e sua história. Em fevereiro de 1870, o governo territorial A irmã Emmeline B. Wells foi redatora durante de Utah concedeu às mulheres o direito de a maior parte do tempo em que o jornal voto nas eleições governamentais. Naquela foi publicado. Em seu diário, ela escreveu: época, apenas o Wyoming era o outro territó- “Desejo fazer tudo o que estiver em meu poder rio dos Estados Unidos em que as mulheres para elevar a condição de meu povo, especial­ tinham esse direito. Mais tarde, o governo mente a das mulheres”.43 Mais tarde, ela nacional rescindiu esse privilégio, como parte escreveu: “Desejei do fundo do coração reali- da punição imposta aos santos dos últimos zar coisas que fariam as mulheres progredirem dias por seguirem a lei do casamento plural. moral e espiritualmente, e em seu trabalho Mas as mulheres santos dos últimos dias educacional, ajudando a fazer a obra de Deus continuaram a se manifestar e a se expressar progredir na Terra”.44 sobre seus direitos. Muitas irmãs se empe- Após ser publicado por 42 anos, o Woman’s nharam ativamente pelo sufrágio feminino, Exponent saiu de circulação em 1914. No ano ou o direito de voto. A grande capacidade seguinte, a Sociedade de Socorro começou das irmãs de se expressarem claramente foi a publicar a revista Relief Society Magazine, uma bênção quando precisaram representar que incluía lições para as reuniões semanais a si mesmas como mulheres fortes, dignas da Sociedade de Socorro. A revista foi um e nobres. Graças a seus esforços, quando foi importante recurso para as irmãs. As mulhe- conferido a Utah a condição de Estado dos res guardavam seus exemplares com carinho, Estados Unidos da América, as mulheres aprendendo e ensinando por meio da revista. recuperaram o direito de voto. Também con- Em 1971, a Relief Society Magazine e outras quistaram o respeito de outros movimentos revistas em inglês para membros adultos da femininos dos Estados Unidos e do Igreja foram combinadas em uma única revista, mundo todo. chamada Ensign.Desde aquela época, a revista62
  • 65. e traduzida em vários idiomas. Essa revista internacional — agora chamada A Liahona — sempre apresentou artigos para ajudar as irmãs a viver o evangelho. Desde 1987, as mensagens das professoras visitantes são publicadas em A Liahona e na Ensign. As mensagens das professoras visitan- tes também são distribuídas como publicações separadas em regiões em que a Igreja é nova e há poucos membros. Preparar Crianças e Moças para o Serviço no Reino de Deus No final do século XIX, os líderes do sacer- dócio e da Sociedade de Socorro organizaram esforços para melhorar a vida das crianças e das moças. Atendendo à conclamação do Pre- sidente Brigham Young para que houvesse uma mudança de vida e resguardo (ver página 49), em 1870, as líderes da Sociedade de Socorro“Seguirei adiante. (…) O ‘testemunho de Jesus’ (…) criaram a Divisão de Moças da Associaçãoguiará minha visão (Eliza R. Snow).” Sênior e Júnior de Resguardo Mútuo. Isso resultou na atual organização das Moças. AEnsign apresenta artigos para instruir e inspirar Primária foi organizada para as crianças emas irmãs da Sociedade de Socorro. 1878. Inicialmente, as líderes da Sociedade de A Igreja começou a publicar revistas em Socorro supervisionavam o trabalho dessasoutros idiomas além do inglês em meados organizações, sob a direção dos líderes dodo século XIX. Muitas dessas revistas foram sacerdócio. Em 1880, o Presidente John Taylor,publicadas sob a direção de presidentes de o terceiro presidente da Igreja, chamou umamissão. Em 1967, elas foram unificadas em uma presidência geral da Sociedade de Socorro,única revista com o mesmo formato e conteúdo, uma presidência geral das Moças e uma 63
  • 66. presidência geral da Primária, diferenciando o aumentar, e ficarão surpresas com o que são trabalho dessas três organizações. capazes de realizar.” 45 Desde essa época, as irmãs da Sociedade A expressão pessoal de fé e otimismo da irmã de Socorro sempre lideraram e serviram Snow pode servir como um guia para todos os nas organizações das Moças e da Primária. santos dos últimos dias. “Seguirei adiante”, Elas também fortaleceram a nova geração disse ela. “Sorrirei em meio à tempestade e ao servirem em outras organizações, tais navegarei destemida e triunfalmente pelo como a Escola Dominical e os seminários e tumultuado oceano das vicissitudes (…) e o institutos. ‘testemunho de Jesus’ acenderá uma luz que guiará minha visão através dos portais da imortalidade”.46  Seguir em Frente O restabelecimento da Sociedade de Socorro proporcionou maiores responsabilidades e oportunidades para as mulheres santos dos últimos dias. Eliza R. Snow declarou: “Não percebem que nossa esfera está aumentando? Nossa esfera de ação aumenta continuamente, e nenhuma mulher de Sião precisa chorar porque sua esfera de ação é muito restrita. Deus as abençoe, minhas irmãs, e as incen- tive, para que sejam cheias de luz e percebam que vocês não têm outros interesses a não ser o bem-estar de Sião. Que sua prioridade seja a de cumprir seus deveres no lar. Mas, na medida em que forem mordomos sábios, encontrem tempo para os deveres sociais, pois essas são responsabilidades que nos cabem como filhas e mães em Sião. Ao procurar realizar todos os deveres, vocês sentirão sua capacidade64
  • 67. CAPÍTULO 5 “A Caridade Nunca Falha” A caridade é sofredora e é benigna e não é invejosa e não se ensoberbece; não busca seus interesses, não se irrita facilmente,não suspeita mal e não se regozija com a iniquidade, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. Morôni 7:45
  • 68. CAPÍTULO 5 “A Caridade Nunca Falha” Quando a irmã Emmeline B. Smith, quando ele revelou oWells foi chamada em 1910 plano pelo qual as mulherespara servir como a quinta pre- receberiam poder por meio dosidente geral da Sociedade de chamado do sacerdócio paraSocorro, ela estava preparada se reunirem em organizaçõespara essa responsabilidade. adequadas, com a finalidade deComo participante da migração ministrar aos enfermos, auxiliarao Vale do Lago Salgado, ela os necessitados, confortar oshavia trabalhado lado a lado idosos, alertar os incautos ecom irmãs que tinham forte testemunho do socorrer os órfãos.” 1evangelho de Jesus Cristo e compreendiam Poucos meses antes, esse senso de propó-os princípios fundamentais da Sociedade de sito havia levado a irmã Wells e suas conse-Socorro. Tinha servido como secretária de duas lheiras a criar um lema que se tornaria umpresidentes gerais da Sociedade de Socorro: lembrete constante dos princípios funda-Zina D. H. Young e Bathsheba W. Smith, de mentais e da origem inspirada da organiza-1888 a 1910. ção. Escolheram uma declaração tirada das Com o testemunho de que a Sociedade de escrituras: “A caridade nunca falha”.2 EssasSocorro havia sido organizada por revelação, palavras incorporavam o encargo dado peloa irmã Wells e suas conselheiras, Clarissa S. Profeta Joseph Smith às irmãs da SociedadeWilliams e Julina L. Smith, se compromete- de Socorro: “auxiliar os pobres” e “salvarram a preservar os princípios sobre os quais a almas”.3sociedade havia sido fundada. Em outubro de No passado, as mulheres pioneiras tinham1913, disseram: praticado caridade em sua vizinhança. A partir “Declaramos que é nosso propósito manter de então, as irmãs da Sociedade de Socorro seo nome original e o espírito e propósito iniciais organizariam para oferecer caridade, “o purodesta grande organização, apegando-nos aos amor de Cristo”, 4 também a seus semelhantesensinamentos inspirados do Profeta Joseph no mundo todo. 69
  • 69. A irmã Wells e suas conselheiras criaram esse transmitiram a seguinte mensagem a todas as lema numa época de relativa paz e prosperi- mulheres da Igreja: dade. Pouco sabiam como os acontecimentos “Cuidem com espírito de amor e paciência dos anos subsequentes colocariam à prova de seu marido e filhos, protejam os pequeni- aquele lema. nos, não permitam que absorvam o espírito de intolerância ou ódio contra qualquer nação ou povo, mantenham as armas de Viver em Paz em Tempo de fogo longe de suas mãos; não permitam que Guerra brinquem de guerra nem que achem diver- A guerra irrompeu na Europa em 1914. Na tido imitar a morte em batalha; incutam-lhes época em que a guerra terminou, em novem- o espírito de lealdade ao país e à bandeira, bro de 1918, muitos países tinham aderido ao mas ajudem-­ os a sentir que são soldados n conflito, que veio a ser conhecido como a Pri- dos Céus, e se precisarem pegar em armas meira Guerra Mundial. Durante esse período, na defesa da liberdade, do país e de seus quando a amargura e a intolerância poderiam lares, que o façam sem rancor ou amargura. ter ameaçado os sentimentos tão esperados de (…) Ensinem as coisas pacíficas do reino caridade das irmãs da Sociedade de Socorro, [e] cuidem dos necessitados de modo mais a irmã Emmeline B. Wells e suas conselheiras diligente do que nunca”. 5 Emmeline B. Wells Quinta Presidente Geral da Sociedade de Socorro “[Meu] maior desejo é que nossas moças de hoje com- preendam o trabalho das primeiras irmãs que, sem as facilidades dos tempos atuais, consolaram os tristes e angustiados, visitaram a viúva e o órfão, e eram como anjo ministradores.” Relief Society Bulletin, maio de 1914, p. 370
  • 70. “Devemos ter pela humanidade em geral o mesmo sentimento que Jesus lhe demonstrou. Ele Se empenhou em proporcionar-lhe o bem, e nosso lema deve sempre ser o Dele: ‘Paz na Terra e boa vontadeIrmãs da Sociedade de Socorro preparando enxovais de bebês para para com os homens’.”famílias necessitadas. John Taylor Ao transmitir essa mensagem, a irmã Wells exortou as Ensinamentos dos Presi-irmãs a exercerem a caridade, tal como o Profeta Joseph dentes da Igreja: John Taylor,Smith ensinara mais de 70 anos antes. Ela as encorajou 2002, p. 27; referindo-se aa ter paciência com seus entes queridos e a ser gentis Lucas 2:14com seus semelhantes — inclusive os inimigos — e aprestar serviço aos necessitados. As irmãs da Sociedadede Socorro seguiram esse conselho. Elas procuraramreceber e compartilhar o puro amor de Cristo, quesabiam que nunca lhes falharia.6 Esse amor iria sustê-lasem tempos de guerra e de paz. Durante a Primeira Guerra Mundial, a Sociedade deSocorro, nos Estados Unidos, colaborou plenamentecom as organizações comunitárias, tais como o Conse-lho Nacional de Defesa e da Cruz Vermelha Americana.As irmãs participaram na produção e conservação de 71
  • 71. alimentos, nas campanhas de levantamento o propósito característico e a natureza divina da de fundos, nos projetos de higiene e de bem- sociedade. estar infantil, e em outros serviços. Foram Além de trabalhar com outras organizações, eficientes e vigorosas ao cooperar com esses as irmãs da Sociedade de Socorro realizaram serviços comunitários. No entanto, o pro- muitas coisas por si próprias e com suas alas, a feta lembrou-lhes de que não deviam perder fim de prover suprimentos e arrecadar dinheiro de vista as origens divinas da Sociedade de para os necessitados. Algumas irmãs confeccio- Socorro. naram e venderam vestidos, aventais, roupas O Presidente Joseph F. Smith, o sexto infantis, colchas, e chapéus e tapetes feitos Presidente da Igreja, disse que as organizações à mão. Algumas criaram e venderam gado e do mundo “foram feitas por ovelhas. homens ou por mulheres”, a Uma irmã de Tooele, Utah, ficou sabendo Sociedade de Socorro “foi que uma colcha de retalhos que fizera tinha criada por Deus, autorizada auxiliado uma família inglesa durante a guerra. por Deus, instituída por Deus Aquela irmã da Sociedade de Socorro tinha Joseph F. Smith e ordenada por Deus a feito a colcha em 1906, tinha colocado um ministrar em favor da salvação da alma das bilhete dentro dela e a tinha enviado para San mulheres e dos homens”. Ele não queria “ver o Francisco, Califórnia, para ajudar as vítimas de momento em que nossa Sociedade de Socorro um terrível terremoto. Onze anos depois, a col- perdesse sua própria identidade ao misturar-se cha foi doada à Cruz Vermelha e enviada para a com essas organizações criadas por mulheres Grã-Bretanha. Quando a pessoa que a recebeu que estão surgindo agora. (…) Vocês é que na Inglaterra descobriu o bilhete, ela enviou devem”, disse ele às irmãs da Sociedade de uma carta pessoal de agradecimento, dizendo Socorro, “liderar o mundo e, em especial, as que a colcha de retalhos “foi muito útil, pois mulheres do mundo, em tudo o que seja digno perdi meu marido na frente de batalha”.Tendo de louvor, tudo que seja divino, tudo que eleve sido deixada com oito filhos e sem possibilidade e purifique os filhos dos homens. Vocês devem de trabalhar, aquela viúva admitiu: “É o máximo ir à frente, não atrás”.7 A irmã Emmeline B. que posso fazer para continuar vivendo”.8 Wells compartilhava essa visão. Ela liderou a Muitas irmãs inglesas se ofereceram para Sociedade de Socorro no trabalho junto a costurar e tricotar para os soldados, mas não outras organizações e também ajudou a manter tinham dinheiro para comprar os materiais de72
  • 72. que necessitavam. As Sociedades de Socorro negra que paira sobre o mundo hoje, podemosamericanas e canadenses se apressaram em ver a sabedoria profética do Presidente Youngdoar para um fundo de emergência a fim de ao pedir às irmãs que armazenassem cereaisajudá-las. Enviaram dinheiro para todos os para um momento de necessidade”.9ramos da Inglaterra, para que as irmãs inglesas A venda do trigo foi mais do que o suficientepudessem comprar material para fazer lençóis, para prover alimentos para as pessoas quefronhas e roupas. passavam fome. A irmã Clarissa S. Williams, Quando a Sociedade de Socorro vendeu que foi uma das conselheiras da irmã Wellso trigo restante para o governo dos Estados na presidência, recomendou que a SociedadeUnidos em 1918 (ver capítulo 4), a irmã Wells de Socorro guardasse os fundos da venda emobservou: “Em todos esses anos não tivemos uma conta central e que usassem os juros paramuita necessidade de usar o grão armazenado financiar os projetos de melhoria da saúde depara o propósito planejado, mas com a nuvem mulheres e crianças. Mais tarde, quando a irmãIrmãs da Sociedade de Socorro de Kidderminster, Inglaterra 73
  • 73. Williams foi a sexta presidente geral da Socie- com pleno apoio do Presidente Heber J. Grant, dade de Socorro, ela supervisionou a utilização sétimo Presidente da Igreja. A irmã Amy Brown desses fundos para tais propósitos. Lyman, que mais tarde se tornou a oitava presidente geral da Sociedade de Socorro, foi diretora do departamento. Por meio do Fortalecer as Pessoas Departamento de Serviço Social, a Sociedade e as Famílias de Socorro cooperava com as alas e estacas no No final da Primeira Guerra Mundial, muitas trabalho de ajudar mulheres e moças neces- famílias e pessoas passavam necessidades sitadas a encontrar emprego e a encaminhar — financeira, física, emocional e espiritual. crianças para adoção. Seu propósito primordial, Para atender a essas necessidades, em 1919 a porém, era o de prover instrução prática para Sociedade de Socorro criou o Departamento as famílias. A irmã Lyman disse que o Departa­ de Serviço Social da Sociedade de Socorro, mento de Serviço Social da Sociedade de Enfermeiras e crianças ouvindo música no Hospital SUD em Salt Lake City, Utah, 193474
  • 74. Socorro não era um “órgão de assistência”, masum “departamento de serviço”, enfatizando“o estudo da situação familiar, a elaboração deplanos e orçamentos, a organização do auxíliono tocante às famílias SUD e a formação detrabalhadores”.10 Com esse objetivo em mente, o Departa-mento de Serviço Social criou um programade instrução sobre o bem-estar da família, comduração de seis semanas. Representantes daestaca faziam esse curso e depois voltavampara suas alas e comunidades e ministravam ocurso. Mais de 4.000 mulheres foram instruídas. A partir de 1902, a presidência geral daSociedade de Socorro patrocinou um pro- Joseph W. Booth e irmãs da Sociedade de Socorro dagrama de formação de enfermeiras. Em 1920, a Armênia, no início da década de 1920formação profissional de enfermeiras se tornaramais extensa, por isso a Sociedade de Socorro temporal específica da época e depois passou ocriou um programa de formação para auxiliares trabalho para outros órgãos assistenciais.de enfermagem. Esse curso de um ano, que As líderes da Sociedade de Socorro incenti-começou no Hospital SUD de Salt Lake City, varam as irmãs a continuar servindo umas àsUtah, não cobrava mensalidade. Em vez disso, outras de modo caridoso, como tinham feitoexigia-se que as alunas doassem 30 dias de desde os primeiros dias em Nauvoo. As irmãsserviço de enfermagem gratuito para suas res- cuidavam dos enfermos, costuravam para ospectivas comunidades. Após quatro anos, nos que necessitavam de roupas e ofereciam outrasquais 46 auxiliares se formaram, a Sociedade formas de auxílio aos necessitados. Por exem-de Socorro encerrou o programa e transferiu plo: em 1921, um grupo de santos dos últimosseu apoio para os cursos de enfermeiras do lar dias armênios que morava na Turquia teve queda Cruz Vermelha. Assim como com alguns ser evacuado de suas casas. Joseph W. Booth,outros programas, a Sociedade de Socorro usou o presidente da Missão Palestina-Síria, ajudouesse programa para atender a uma necessidade esses irmãos a mudarem-se para Aleppo, Síria, 75
  • 75. onde organizou um ramo com uma Sociedade de organização e seu amor e amizade para de Socorro de aproximadamente 30 irmãs. A com todos. maioria daquelas mulheres era muito pobre, A irmã Williams se preocupou com o alto mas, ainda assim, elas sentiam que tinham o índice de mortalidade de mães e bebês. Estava privilégio e dever, como mulheres da Sociedade também preocupada com a falta de oportuni- de Socorro, de servir aos menos afortunados do dades para os deficientes e o baixo padrão de que elas. Por isso, reuniram-se e confecciona- vida de muitas mulheres. Sob sua liderança ram roupas usando 100 metros de tecido que o sábia e capaz, as Sociedades de Socorro deram Presidente Booth comprou. Também prepara- continuidade ao trabalho de aliviar esses pro- ram refeições para seus companheiros refugia- blemas. Em 1924, com o apoio e incentivo dos dos mal nutridos. líderes gerais e locais do sacerdócio e da irmã Em abril de 1921, a irmã Clarissa S. Williams Williams, a Sociedade de Socorro da estaca se tornou a sucessora da irmã Emmeline B. Cottonwood criou um hospital maternidade. Wells como presidente geral da Sociedade de Esse hospital mais tarde passou a fazer parte da Socorro. Tendo servido na presidência com a rede de hospitais da Igreja. irmã Wells, ela estava pronta para os desafios A irmã Williams viu uma grande necessidade que viriam. Era conhecida por sua capacidade de melhoria na “saúde, nas oportunidades Louise Y. Robison Sétima Presidente Geral da Sociedade de Socorro “Se fizermos apenas metade do nosso trabalho, não teremos prazer, se o fizermos movidas por um senso de dever, não teremos alegria, mas se sentirmos que somos um ramo desta vinha, e que o Pai Celestial considerou-nos dignas de sermos membros desse ramo, e que podemos realizar este trabalho que está aqui para ser feito, então teremos alegria.” Relief Society Magazine, novembro de 1933, p. 64976
  • 76. e em um padrão de vida decente para todas as pes- “Queremos (…), comsoas com quem entrava em contato”. Ela disse: “Esse sinceridade e constância,empreendimento de melhoria geral inclui cuidadosospreparativos, treinamento, trabalho educacional e incutir neste povo aserviço, propriamente dito”.11 Esses projetos ajudaram necessidade primordiala atender às demandas da época, dando aos bispos ummeio de prover auxílio para as famílias necessitadas. de viver uma vida digna,Também prepararam a Igreja para atuar em relação às evitar desperdícios,dificuldades que surgiriam poucos anos depois. cultivar o hábito da frugalidade, economia eDesenvolver Autossuficiência Por mais de uma década após a Primeira Guerra industriosidade, vivendoMundial, a Sociedade de Socorro se empenhou em estritamente dentro demelhorar a qualidade de vida das mulheres e dasfamílias, enfocando a saúde, o emprego e a educação. A suas posses e poupandoSociedade de Socorro também continuou a incentivar a algo, por menor que seja,retidão pessoal e os atos de caridade. Então, sem avisoprévio, o mundo mergulhou em uma grande depressão para tempos mais difíceiseconômica no final de 1929. que venham a surgir.” Mais uma vez as qualidades ensinadas e aprendi-das na Sociedade de Socorro fortaleceram pessoas e A Primeira Presidênciafamílias em um momento de crise. As mulheres santos (Heber J. Grant,dos últimos dias encontraram forças em sua fé no Pai Anthony W. Ivins,Celestial e em Jesus Cristo, exerceram a capacidade de J. Reuben Clark Jr.)autoconfiança e se empenharam em expressar o amor Deseret News, 2 de setembroque tinham no coração. Com esses princípios para de 1933, seção da Igreja, p. 7; pontuação modernizadaorientá-las, foram capazes de cuidar de si mesmas e desuas famílias, estendendo a mão a outras pessoas. Em 1928, o Presidente Heber J. Grant chamou a irmãLouise Y. Robison para servir como a sétima presidente 77
  • 77. “Quando minha mãe foi ao escritório do Presidente Grant para ser designada, ela tinha certeza de que ele havia sido mal-informado sobre suas habilidades, por isso ela lhe disse que ficaria feliz em fazer o melhor que pudesse Heber J. Grant em tudo o que lhe fosse pedido para fazer, mas queria que ele soubesse que ela tinha limitações educacionais e bem pouco dinheiro e posição social, temendo não ser o exemplo que as mulheres da Sociedade de Socorro poderiam esperar de uma líder. Ela terminou dizendo: ‘Sou apenas uma mulher Irmãs da Sociedade de Socorro da Califórnia fazendo conservas de alimentos para o programa de bem-estar humilde!’ O Presidente Grant respondeu: da estaca, aproximadamente 1940 ‘Irmã Louizy, 85% das mulheres de nossa Igreja são mulheres humildes. Estamos geral da Sociedade de Socorro. A irmã Robison chamando você para ser a líder delas’.” 12 tinha experiência em lidar com desafios econô- Incentivada pelas palavras do Presidente micos. Ela tinha sido criada em uma humilde Grant, a irmã Robison compartilhou seus dons cabana de toras na região rural de Scipio, Utah, especiais e serviu de todo o coração, primeiro onde aprendeu a cuidar da fazenda e da horta, como conselheira e depois como presidente. Ela costurar, trabalhar arduamente, economizar e era sábia, compassiva e trabalhadora. Sua falta ter bom ânimo. de instrução formal e riqueza material ­ ermitiu- p Sete anos antes de chamar a irmã Robison lhe compreender e ajudar as pessoas que se para ser presidente geral da Sociedade de encontravam em circunstâncias semelhantes. Socorro, o Presidente Grant a havia desig- Seus conselhos para as donas de casa e mães nado para servir como segunda conselheira na eram práticos e cheios de empatia. Ela com- presidência geral da Sociedade de Socorro. Ela preendia a dificuldade que era viver com um sentiu-se extremamente incapaz, como contou orçamento exíguo, mas sabia da importância da sua filha: influência da mãe no lar. Por isso, incentivou as78
  • 78. mães a fazerem tudo o que pudessem para ficar Presidente Heber J. Grant explicou o propósitoem casa com os filhos em vez de deixá-los para do programa.trabalhar fora. Ele disse: “Nosso propósito fundamental O governo dos Estados Unidos estabele- foi estabelecer (…) um sistema sob o qualceu muitos programas de ajuda para tentar a maldição da preguiça seria eliminada e oscombater a crise econômica. Por um tempo, demônios da esmola, abolidos, fazendo brotaro Departamento de Serviço Social da Socie- no seio de nosso povo a independência, adade de Socorro trabalhou com esses órgãos industriosidade, a economia e o respeito pró-comunitários para servir famílias carentes; prio. O objetivo da Igreja é ajudar as pessoasporém, as necessidades cresceram mais do que a se ajudarem. O trabalho deve ser reentroni-a capacidade do departamento de lidar com zado como o princípio governante na vida doselas. Uma pessoa que servia no departamento membros de nossa Igreja”.15viu seu número de casos crescer de 78 famílias Anos mais tarde, o Presidente Thomas S.em 1929, para mais de 700, em 1934.13 Monson, décimo sexto presidente da Igreja, A Igreja louvou os esforços dos órgãos gover- repetiu esse ensinamento. “Lembrem-se”,namentais. A irmã Robison disse que o governo disse ele, “a ajuda da Igreja destina-se ados Estados Unidos estava “fazendo uma coisa ajudar as pessoas a ajudarem a si mesmas.maravilhosa” para ajudar as pessoas necessita-das. No entanto, ela concordou com os líderesdo sacerdócio ao dizer que os membros daIgreja precisavam continuar promovendo osvalores fundamentais da autossuficiência. Eladisse: “Por 93 anos, a Sociedade de Socorrotem dito que cuidamos de nossos necessitados.Pergunto-me se estamos deixando muito parao governo agora”.14 Em abril de 1936, a Primeira Presidênciaapresentou um programa de bem-estar paratoda a Igreja. Isso deu melhores condiçõesà Igreja para ajudar os membros necessita- Uma reunião de irmãs da Sociedade de Socorro dedos. Na conferência geral de outubro 1936, o Del Rio, Texas, aproximadamente 1950 79
  • 79. A reabilitação dos membros é responsabi- bem-estar quando servia como presidente de lidade do indivíduo e da família, auxiliados estaca. Ele disse: pelo quórum do sacerdócio e pela Sociedade “O objetivo mais importante que deve ser de Socorro. Estamos tentando desenvolver a alcançado pelo [programa de bem-estar da independência não a dependência. O bispo Igreja] é a edificação de um espírito de coope- busca promover a integridade, o amor próprio, ração e unidade em toda a Igreja. (…) a dignidade e a integridade de caráter em cada Na medida em que as organizações da pessoa que é ajudada, levando-a à completa Sociedade de Socorro das alas funcionarem autossuficiência”.16 em cooperação com os quóruns do sacerdócio Um dos princípios orientadores do programa e bispados, somente nessa medida haverá um de bem-estar foi o de que as irmãs da Socie- programa [de bem-estar] naquela ala.” 17 dade de Socorro e os irmãos do sacerdócio O papel da presidente da Sociedade de deviam trabalhar em harmonia. O Presidente Socorro da ala era especialmente importante, Harold B. Lee, décimo primeiro presidente disse o bispo Joseph L. Wirthlin, que era o da Igreja, ajudou a estabelecer o programa de Bispo Presidente da Igreja na época: “A meu Clarissa S. Williams Sexta Presidente Geral da Sociedade de Socorro “Por meio de nossa organização o evangelho foi pregado, os neces- sitados foram servidos, os doentes foram consolados, os desalen- tados foram alegrados, uma mensagem de amor e de bênção foi sempre transmitida pelas irmãs da Sociedade de Socorro. (…) A coisa maior do mundo é o amor. E se o tivermos sempre em nosso coração e o transmitirmos como mensagem para as pessoas a nosso redor, seremos abençoadas e nos tornaremos instrumen- tos para abençoar as pessoas com quem nos associamos.” Relief Society Magazine, junho de 1922, p. 31280
  • 80. ver, só há uma pessoa que pode entrar em coordenavam o trabalho. Essa coordenaçãouma casa, analisar suas necessidades e supri- foi essencial à medida que o sistema de bem-las com sabedoria. Essa pessoa é alguém que estar da Igreja foi ampliado, incluindo fazen-podemos chamar de administradora do lar: das, fábricas, centros de distribuição e outrasa presidente da Sociedade de Socorro. (…) instalações. O Departamento de Serviço SocialAfinal, essas excelentes mulheres têm suas da Sociedade de Socorro foi incorporadopróprias casas, passaram pelas experiências ao Serviço Social e de Bem-Estar da Igreja,pessoais relacionadas à maternidade e à admi- em 1969.nistração do lar”.18 As Sociedades de Socorro estavam bem pre-paradas para assumir um papel importante no Fortalecer os Laços de Caridadetrabalho de bem-estar das alas. Sob a direção De 1939 a 1945, a Segunda Guerra Mundialdo bispo, elas avaliavam as necessidades das envolveu grande parte do mundo. A maioriafamílias e, em seguida, proviam frutas e legu- dos programas da Igreja foi afetada pelo con-mes secos e em conserva, peças de vestuário flito mundial. Em março de 1940, o Presidentee roupas de cama, conforme necessário. Por J. Reuben Clark Jr., Primeiro Conselheiro doum tempo, foi pedido às irmãs que conserva- Presidente Heber J. Grant, reuniu-se com osvam frutas que doassem um décimo de sua presidentes das auxiliares para rever todos osprodução para o programa de bem-estar. A programas e atividades. Esboçaram quatroirmã Belle S. Spafford, nona presidente geral metas básicas para cada setor da Igreja: “ada Sociedade de Socorro, relembrou que fim de reduzir o ‘crescente fardo’ imposto aosapanhava frutos que o vento havia derrubado, membros para apoiar as atividades da Igreja,fazia conservas e doava às irmãs necessita- diminuir os encargos dos bispos, cortar pro-das. Por meio dessa oportunidade de serviço, gramas que exigiam grandes e dispendiososela adquiriu maior apreço pelo propósito da locais de reunião, e manter a Igreja dentro deSociedade de Socorro. seus rendimentos”. Foi pedido à Sociedade de As líderes da Sociedade de Socorro eram Socorro e a outras organizações que “consoli-uma parte vital do sistema de bem-estar da dassem, cooperassem, eliminassem, simplifi-Igreja. Em âmbito geral, de estaca e de ala, cassem e adaptassem seu trabalho de forma aelas participavam das reuniões do comitê cooperarem com a [Primeira] Presidência parade bem-estar, influenciavam nas decisões e alcançar os objetivos acima indicados”.19 81
  • 81. Proteger a Família Sociedade de Socorro concluíram os cursos de O propósito primordial dos líderes da Igreja enfermagem doméstica, primeiros socorros e ao simplificar os programas era o de proteger a nutrição oferecidos pela Cruz Vermelha. Além família. Os líderes do sacerdócio e das auxilia- disso, a Igreja defendeu campanhas contra o res estavam preocupados com o fato de que a fumo e contra bebidas alcoólicas, para proteger Segunda Guerra Mundial estava fragmentando a saúde dos santos dos últimos dias no serviço os lares e as famílias. À medida que os homens militar. Por meio do apoio a esses programas e partiam para a guerra, as mulheres tinham do serviço compassivo de caridade, as irmãs da que sustentar a família sem a ajuda imediata Sociedade de Socorro promoveram a boa saúde do marido e dos filhos mais velhos. Os líderes e a boa vontade. da Igreja novamente incentivaram as mães Essa foi uma época de muita colaboração com filhos em casa a procurarem maneiras, se para as irmãs da Sociedade de Socorro, tanto possível, de sustentar os filhos sem trabalhar na comunidade quanto com os líderes do fora de casa em tempo integral. Os líderes sacerdócio. A irmã Amy Lyman Brown, que incentivaram as irmãs da Sociedade de Socorro foi a oitava presidente geral da Sociedade de a desenvolver habilidades fundamentais da Socorro durante a maior parte da Segunda autossuficiência: confecção de colchas e roupas, Guerra Mundial, disse: plantio de hortas, e conservação e armazena- “Acho que uma das coisas que tenho apre- mento de frutas e legumes. Também salienta- ciado mais que qualquer outra (…) é o apoio ram o papel espiritual da mãe no lar. As nações que as mulheres da Sociedade de Socorro devastadas pela guerra necessitavam de bons sempre receberam do sacerdócio — das Autori- cidadãos jovens que aprendessem lições de dades Gerais da Igreja e também do sacerdócio moral e retidão de suas mães. local, especialmente dos bispos das alas. As Autoridades Gerais têm dado às líderes Colaborar com Organizações Comunitárias femininas mórmons das organizações auxiliares e com os Irmãos do Sacerdócio não apenas oportunidades excepcionais dentro Como na guerra mundial anterior, as irmãs da Igreja, mas as têm incentivado no trabalho da Sociedade de Socorro dos Estados Unidos, de cooperação com outros órgãos de auxílio atenderam à convocação de voluntários para humanitário.” 20 apoiar os esforços de outras organizações Um exemplo dessa cooperação foi o pro- dignas. Em 1942, mais de 10.000 irmãs da grama de intercâmbio estudantil para índios,82
  • 82. “Nossa felicidade eterna será proporcional à maneira com que nos dedicamos a ajudar os outros.” George Albert Smith Conference Report, outubro de 1936, p. 71Gertrude Zippro, ao centro, com suas irmãs e filhosque começou em 1947, com o apoio do Élder Spencer W.Kimball, que na época era do Quórum dos Doze Após-tolos. Ao longo de todo esse programa, jovens índiosamericanos de pequenas comunidades aceitavam o con-vite de morar temporariamente com famílias de santosdos últimos dias que residiam em lugares nos quais ainstrução formal era prontamente acessível e em que aIgreja estava bem estabelecida. O programa incentivavaesses jovens a expandir suas experiências de vida, e tam-bém promovia o entendimento entre diferentes culturas. As líderes da Sociedade de Socorro, principalmente airmã Belle S. Spafford, a nona presidente geral da Socie-dade de Socorro, ajudaram a administrar o programasob a direção do Élder Kimball. Muitas irmãs ajudaram 83
  • 83. diretamente os jovens, educando-os como se confiando no testemunho que tinham e na fossem seus próprios filhos. O programa con- Expiação de Jesus Cristo. Sua vida e teste- tinuou até 1996. O Presidente Boyd K. Packer, munhos desse período são verdadeiramente do Quórum dos Doze Apóstolos, observou inspiradores. mais tarde: “O programa de Intercâmbio Após a guerra, Maria Speidel, que foi pre- Estudantil para Índios cumpriu seu propó- sidente da Sociedade de Socorro do distrito sito e foi então encerrado. Isso acontece. (…) Alemanha Stuttgart, escreveu: Tiramos o andaime quando a construção está “Os últimos cinco anos foram muito difí- concluída”.21 ceis e nos tornamos muito humildes. Nossa confiança no Senhor e nosso testemunho de Sua Igreja têm sido nosso pilar de força. Ele “O Puro Amor de Cristo”: nos preservou misericordiosamente, e, embora A Caridade em Ação houvesse muito sofrimento, Ele nos deu uma As irmãs da Sociedade de Socorro que mora- medida de Sua força. Alguns de nós perdemos vam na Europa sentiram a grande devastação todos os nossos bens terrenos, toda coisa tan- causada pela Primeira Guerra Mundial. Elas gível que nos era querida, e quando dizemos também demonstraram louvável coragem é melhor andar com Deus na escuridão do em servir umas às outras, apesar das terríveis que sem Ele na luz’, sabemos do que estamos condições em que viviam. Continuaram fiéis, falando. (…) Amy Brown Lyman Oitava Presidente Geral da Sociedade de Socorro “Mal sabiam os membros originais desta organização (…) quão grande se tornaria a nossa amada Sociedade de Socorro.” Relief Society Magazine, março de 1944, p. 13984
  • 84. com a contínua ocupação por cinco anos”. Lembrando a dedicação de sua mãe, ele disse: “Podem imaginar minha mãe desafiando as circunstâncias e saindo muitas vezes à noite em sua bicicleta, para visitar outro ramo?” Ele lembrou: “Não importava como ela se sentia ou quais eram as circunstâncias, ela sempre ia cuidar de sua obrigação. Que grande mulher e líder ela era! Não há nenhuma dúvida em minha mente, agora, que ela foi escolhida a dedo pelo Senhor para ser a presidente da Sociedade de Socorro naquela época”. O filho da irmã de Zippro observou: “Ela devia ter total confiança no Senhor para ir vez“A caridade é o puro amor de Cristo e permanece para após vez, naquelas condições, não sabendo quesempre” (Morôni 7:47). problemas iria encontrar”.23 Na Dinamarca, a situação dos santos era mais Com alegria cantamos os hinos de Sião e tolerável do que em muitos outros países. Haviadepositamos nossa confiança no Senhor. Ele comida para eles, por isso eles a compartilha-faz todas as coisas ficarem bem.” 22 vam com seus vizinhos menos afortunados. Gertrude Zippro, outra presidente da Eva M. Gregersen, presidente da SociedadeSociedade de Socorro de distrito, andou com de Socorro da Missão Dinamarquesa, disse:Deus na escuridão por muitas noites para amar “Assumimos durante a guerra a tarefa de ajudare servir suas irmãs. Ela morava na Holanda, nossos irmãos famintos da Noruega. Junta-numa época em que o país estava sob ocupação mente com o escritório de missão, fizemosmilitar. Como muitas vezes os guardas para- doações para essa finalidade, e todo mês muitosvam e revistavam os transeuntes, ela levava pacotes grandes de comida eram enviados parasua identificação consigo para poder visitar as nossos irmãos e irmãs da Noruega, que ficaramSociedades de Socorro dos ramos do distrito. inexprimivelmente agradecidos”.24 O filho da irmã Zippro, John, disse que “se O Presidente Hugh B. Brown foi testemunhatornou cada vez mais perigoso sair à noite, ocular dessa caridade. Ele foi presidente da 85
  • 85. Missão Britânica de 1937 a 1939, como coorde- ou baleados por tal ato de caridade.26 Anos nador para militares santos dos últimos dias, depois, ela foi entrevistada sobre suas expe- na Europa, de 1939 a 1945 e, novamente como riências, assim como várias outras pessoas que presidente da Missão Britânica, de 1945 a 1946. haviam sofrido provações semelhantes durante Mais tarde, ele foi membro do Quórum dos a Segunda Guerra Mundial. No final de cada Doze Apóstolos e da Primeira Presidência. Ele entrevista, a entrevistadora perguntava: “Como contou o seguinte sobre o serviço que viu ser é que você manteve o testemunho durante prestado pelas irmãs da Sociedade de Socorro, todas essas provações?” A entrevistadora durante a Segunda Guerra Mundial: resumiu todas as respostas que recebeu com “Há centenas de mulheres da Sociedade de esta declaração: “Eu não mantive o testemunho Socorro na zona de guerra que se expõem a durante todo aquele tempo — foi o testemu- perigos, provações e dificuldades, comparáveis nho que me manteve”.27 aos que nossos soldados sofrem no campo Quando a Segunda Guerra Mundial termi- de batalha. Essas mulheres corajosas têm nou em 1945, as irmãs da Sociedade de Socorro seguido em frente face a dificuldades quase do mundo todo passaram por muitos sofrimen- insuperáveis. (…) tos e privações. Com tudo isso, porém, conti- A oportunidade de ajoelhar-nos em oração nuaram a servir umas às outras, a fortalecer as com essas mulheres e de ouvi-las dar graças famílias e a aumentar o testemunho. a Deus por suas bênçãos simples, pela pre- Como testemunha de tanto sofrimento e servação de sua vida e da vida de seus entes tanto serviço abnegado, a irmã Amy Lyman queridos, e pelas suas escassas provisões e Brown declarou: suas casas sem janelas é ao mesmo tempo “[Meu] testemunho foi a minha âncora e uma inspiração e uma reprovação para muitos meu esteio, a minha satisfação em momen- de nós, cujas bênçãos materiais excedem em tos de alegria e felicidade, o meu consolo nos muito qualquer coisa desfrutada aqui, mas que momentos de tristeza e desânimo. (…) frequentemente se queixam ao ser privados de Sinto-me grata pela oportunidade que tive alguns luxos.” 25 de servir (…) na Sociedade de Socorro, na Hedwig Biereichel, uma irmã da Alemanha qual durante a maior parte da minha vida Oriental, forneceu alimentos para os famintos adulta trabalhei tão feliz e contente com seus prisioneiros de guerra russos embora ela e milhares de membros. Visitei suas casas, dormi sua família corressem o risco de serem presos em seus leitos e comi em suas mesas, e assim86
  • 86. fiquei conhecendo sua beleza de caráter, suagenerosidade, seu coração compreensivo, suafidelidade e seus sacrifícios. Eu honro, além doque posso exprimir, essa grande irmandade deserviço.” 28 Em tempos de provação e de incerteza, asirmãs da Sociedade de Socorro do mundo todoseguiram a admoestação de Mórmon, quedisse: “Apegai-vos à caridade, que é, de todas, amaior”. Elas demonstraram uma compreensãoabsoluta de que embora “todas as coisas hãode falhar (…) a caridade é o puro amor deCristo e permanece para sempre”.29 Vez apósvez, foram fiéis a seu lema: “A Caridade NuncaFalha”.  87
  • 87. CAPÍTULO 6 Um Círculo Mundial de Irmandade Esse grande círculo de irmãs será uma proteção para cada uma de vocês e para sua família. A Sociedade de Socorro pode sercomparada a um refúgio — lugar de segurança e proteção — o santuário dos tempos antigos. Nela vocês estarão a salvo. Ela envolve cada irmã como um muro de proteção. Boyd K. Packer
  • 88. CAPÍTULO 6 Um Círculo Mundial de Irmandade Quando o Profeta Joseph Smith se reuniucom as irmãs da Sociedade de Socorro emNauvoo, ele ensinou que, além de prestarserviço temporal, elas também deviam forta-lecer as pessoas espiritualmente (ver capítulo2). Com base nesse conselho, as irmãs daSociedade de Socorro encontraram amor esegurança contra as tempestades da vida aoservirem juntas. Compartilham o evangelhode Jesus Cristo entre si e com as pessoas a seuredor. A Sociedade de Socorro se tornou umabrigo do mundo — um lugar de refúgio — eum centro de luz para o mundo — um lugarde influência. Em uma reunião da Sociedade de Socorro As irmãs da Sociedade de Socorro encontram amor e segu-de Ogden, Utah, a irmã Eliza R. Snow, rança contra as tempestades da vida, ao servirem juntas.segunda presidente geral da Sociedade deSocorro, reconheceu com gratidão os esforços “Estou bem ciente de que muito é doado semdas irmãs em fortalecerem-se mutuamente, que isso seja anotado nos livros [de registro]. Otanto temporal quanto espiritualmente. Presidente Joseph Smith disse que esta socie-Disse-lhes que, embora a Igreja não tivesse dade foi organizada para salvar almas. O que asum registro de todas as doações que elas irmãs fizeram para trazer de volta aqueles quefizeram para ajudar os necessitados, o Senhor se perderam? — Para aquecer o coração daque-mantinha um registro perfeito de sua obra de les que esfriaram no evangelho? — Outro livrosalvação: registra sua fé, sua bondade, suas boas obras 91
  • 89. e palavras. Outro registro é mantido. Nada foi refúgio destinados a proteger e incluir. Elas se esquecido.” 1 reuniram em um círculo mundial de irmandade Um registro celeste é mantido do trabalho das e convidaram outras a se juntar a elas. irmãs da Sociedade de Socorro que estendem a Mesmo em países com fronteiras políticas mão àqueles cujo coração esfriou e que precisam e leis que impediam a participação aberta em de fé, bondade, boas obras e boas palavras. uma religião, os membros da Sociedade de Socorro sentiam um vínculo com suas irmãs do Uma Irmandade Mundial mundo todo. Permaneceram serenamente fiéis Em meados do século XX, quando o mundo a seu testemunho do evangelho restaurado e sofria os efeitos de guerras e de catástrofes aos propósitos da Sociedade de Socorro. naturais, o trabalho da Sociedade de Socorro Em 1980, o Presidente Boyd K. Packer, do continuou a se expandir. Seguindo os propósi- Quórum dos Doze Apóstolos, e sua esposa, tos da organização — aumentar a fé e a retidão Donna, visitaram uma Sociedade de Socorro, pessoal, fortalecer as famílias e os lares, e pro- na Tchecoslováquia (atual República Checa e curar e ajudar os necessitados — a Sociedade Eslováquia). Ele lembrou mais tarde: de Socorro foi um refúgio para as irmãs santos “Não era fácil conseguir vistos e tomáva- dos últimos dias e foi uma influência para o mos muito cuidado para não comprometer a bem. Em 1947, a presidência geral da Socie- segurança e o bem-estar dos membros, que por dade de Socorro (as irmãs Belle S. Spafford, gerações haviam lutado para manter viva a sua Marianne Sharp, e Gertrude Garff) ensinou: fé sob condições inexprimíveis de opressão. “Temos uma missão de cura que requer um A reunião mais memorável de todas foi coração maior, um toque mais gentil, uma realizada na sala de cima de um sobrado. As vontade mais firme”.2 cortinas estavam fechadas. Mesmo à noite, as Naquela época, alguns governos estabele- pessoas chegavam em horários diferentes; ceram restrições políticas e construíram até cada uma vinha de um lugar para não chamar mesmo barreiras físicas. Essas restrições e bar- atenção. reiras, conhecidas por nomes como a Cortina Havia doze irmãs presentes. Cantamos hinos de Ferro e o Muro de Berlim, foram projeta- de Sião de um hinário que tinha letra, mas não das para restringir algumas pessoas e excluir tinha música, que fora impresso há mais de 50 outras. Em contraste, as irmãs da Sociedade anos.[A lição], tirada de um manual escrito à de Socorro construíram muros espirituais de mão, foi dada com reverência. (…)92
  • 90. “Vocês foram escolhidas para ser mulheres fiéis de Deus em nossos dias, para elevar-se acima da mesquinhez, dos mexericos, do egoísmo, da libertinagem e de todas as formas de iniquidade. Reconheçam seu divino legado comoAs irmãs da Sociedade de Socorro se unem em um círculo de irmandade. filhas de nosso Pai Eu disse àquelas irmãs que elas pertenciam à maior Celestial.”e, sem dúvida, à mais importante organização demulheres da Terra. Citei o Profeta Joseph Smith quando Howard W. Hunterele e os líderes da Igreja organizaram a Sociedade de A Liahona, janeiro de 1993,Socorro. (…) p. 104 O Espírito estava lá. A querida irmã que dirigia a reu-nião com reverência e brandura chorou copiosamente. Disse-lhes que, quando voltasse aos E.U.A., estavadesignado a falar em uma conferência da Sociedade deSocorro, então perguntei-lhes se poderia transmitir algu-mas mensagens delas. Várias irmãs escreveram bilheti-nhos. Cada mensagem, sem exceção, foi escrita com oespírito de dar alguma coisa — e não de pedir. Jamaisesquecerei o que uma irmã escreveu: ‘Um pequenocírculo de irmãs envia seu amor e pensamentos para 93
  • 91. todas as irmãs e pede ao Senhor que nos ajude adiante ao ajudarem outras irmãs a receber no a seguir em frente’. coração o dom da caridade”, disse ele. “Elas Aquelas palavras, um círculo de irmãs, inspira- então poderão passar o legado a outras irmãs. ram-me. Pude visualizá-las em um círculo maior (…) A história da Sociedade de Socorro está do que aquela sala, que circundava o mundo.” 3 gravada em palavras e números, mas a sua Lembrando aquela reunião, o Presidente herança é passada de coração a coração”.5 Isso Packer disse: “Estive, por um momento, dentro acontece no círculo de irmandade da Sociedade daquele círculo e senti os impulsos de fé e de Socorro. coragem e amor indo e vindo de um lado para o outro”.4 Um Lugar de Refúgio Essa fé, coragem e esse amor se combinam Desde os primeiros dias da Sociedade de para formar o legado da Sociedade de Socorro Socorro, as irmãs proveram um lugar de refúgio em toda parte. O Presidente Henry B. Eyring, — um lugar de cura, amor, bondade, preocupa­ conselheiro na Primeira Presidência, incentivou ção e envolvimento. Em Nauvoo, irmãs encon- as irmãs da Sociedade de Socorro a compar- traram refúgio na Sociedade de Socorro ao tilharem esse legado. “Vocês passam o legado recorrerem à fé e aptidões umas das outras e ao Belle S. Spafford Nona Presidente Geral da Sociedade de Socorro “Ao longo dos anos, a Sociedade de Socorro tem sido tão constante em seu propósito quanto é constante a verdade. Os propósitos que eram importantes para um pequeno grupo de mulheres de Nauvoo ainda são importantes para as mulheres do mundo todo. Esse é o milagre da Sociedade de Socorro. Trabalho na Sociedade de Socorro há muitos anos, e estou apenas começando a ter uma visão de sua grandiosidade.” A Liahona, março de 1975, p. 1894
  • 92. Em 1999, Bobbie Sandberg, uma jovem esposa e mãe, com a família, mudou-se dos Estados Unidos para Taiwan. Embora fosse ficar ali por apenas seis meses, enquanto ela e o marido dariam um curso de inglês, as irmãs de Taiwan a envolveram na influência protetora da Sociedade de Socorro. Essa proteção foi especialmente sentida quando um terrível terremoto sacudiu o país, com o epicentro perto de onde morava a família Sandberg. Edifícios desmoronaram em ambos os lados da escola, onde eles moravam. Poucas horas depois do primeiro grande abalo, a presi- dente da Sociedade de Socorro, como um anjo“Para onde quer [que uma família vá], a família da Igreja de misericórdia, foi ver a família da irmã San-estará à espera dela” (Boyd K. Packer). dberg para avaliar suas necessidades e ­ judá- a los. Como muitas ruas e prédios haviam sidopartilharem alimentos e roupas. Isso continuou destruídos e todas as linhas de comunicaçãoenquanto atravessavam as planícies e quando haviam caído, aquela presidente prestativa usouse estabeleceram no Território de Utah. Agora, o único meio de transporte que pôde encontrar.à medida que a Igreja cresce no mundo todo, Pedalou sua bicicleta por entre os escombros,as irmãs continuam a encontrar refúgio na até conseguir visitar muitas irmãs da ala.Sociedade de Socorro. Em meio ao tumulto que a rodeava fisica- O Presidente Boyd K. Packer disse: “Esse mente, a irmã Sandberg estava sob a proteçãogrande círculo de irmãs será uma proteção segura de uma Sociedade de Socorro. Sua pre-para cada uma de vocês e para sua família. sidente da Sociedade de Socorro preocupou-seA Sociedade de Socorro pode ser comparada com a segurança e as necessidades de cadaa um refúgio — lugar de segurança e proteção irmã da ala.— o santuário dos tempos antigos. Nela vocês Como a irmã Sandberg, muitos santos dosestarão a salvo. Ela envolve cada irmã como um últimos dias em todo o mundo podem atestarmuro de proteção”.6 a veracidade desta declaração do Presidente 95
  • 93. Packer: “Como é consolador saber que, para onde quer [que uma família vá], a família da Igreja estará à espera dela. Desde o dia em que chegam, ele irá pertencer a um quórum do sacerdócio e ela irá pertencer à Sociedade de Socorro”.7 Um Lugar de Influência A irmã Belle S. Spafford foi chamada como a nona presidente geral da Sociedade de Socorro em abril de 1945, e o Presidente George Albert Edifício da Sociedade de Socorro, Smith foi designado como o oitavo Presidente Salt Lake City, Utah, 1956 da Igreja cerca de seis semanas mais tarde. O Presidente Smith incentivou a irmã Spafford 100.000 membros, foi convidada a doar cinco e todas as irmãs da Sociedade de Socorro a dólares para o projeto. Irmãs do mundo todo fornecer sustento material para as pessoas que enviaram doações. Algumas enviaram obras de continuavam a sofrer os efeitos da Segunda arte de sua terra natal para embelezar o inte- Guerra Mundial. Também pediu que fizessem rior do edifício. Em um ano, as irmãs levanta- sentir sua influência entre todas as mulheres do ram US$ 554.016. mundo. Ele disse: “Quando o Profeta Joseph A irmã Spafford declarou: “Essa realização Smith abriu as portas para a emancipação das representa uma grande soma, mas não se trata mulheres, ele fez isso para o mundo todo”.8 apenas de dinheiro. Aqui estão representados muitos valores intangíveis — valores de valor O Edifício da Sociedade de Socorro, supremo — apreço pela posição honrada das um Centro de Influência mulheres segundo o plano do evangelho; o Em outubro de 1945, foram anunciados testemunho da divindade do trabalho da socie- planos para a construção de um edifício da dade; e a gratidão pela oportunidade de servir Sociedade de Socorro.9 Em outubro de 1947, concedida às irmãs da Igreja (…) ; lealdade à a Primeira Presidência aprovou um plano liderança e dedicação abnegada a uma grande proposto pela irmã Belle S. Spafford: cada irmã causa. É um reflexo da grandeza que é inerente da Sociedade de Socorro, que na época tinha a essa sociedade”.1096
  • 94. O edifício, localizado a nordeste do Templo Prepararam uma declaração de recomendação,de Salt Lake, foi inaugurado em 3 de outubro alistando todas as razões para fazerem aquilo.de 1956. Na oração dedicatória, o Presidente Tremendo e hesitante, a irmã SpaffordDavid O. McKay, nono Presidente da Igreja, colocou o papel na mesa do Presidente Georgefalou da influência mundial que emanava do Albert Smith, dizendo: “A Presidência daedifício: “Para tornar mais eficaz seu serviço Sociedade de Socorro deseja recomendar que aaos necessitados e àqueles que sofrem na Igreja Junta Geral encerrre sua participação no Con-e no mundo, a Sociedade de Socorro construiu, selho Nacional e no Conselho Internacionalcom a ajuda dos membros da Igreja, este belo de Mulheres pelas razões relacionadas nestelar da Sociedade de Socorro”.11 documento”. Desde 1984, o edifício também abriga osescritórios da presidência geral das Moças eda presidência geral da Primária.Influência entre Pessoas de Outras Religiões A irmã Spafford aprendeu uma grande liçãocom o Presidente George Albert Smith sobreo compartilhamento dos valores da Igrejacom as mulheres do mundo. Logo depois queela foi apoiada presidente geral da Sociedadede Socorro “chegou uma carta do ConselhoNacional das Mulheres, anunciando sua reu-nião anual que seria realizada em Nova York. A irmã Spafford já estivera presente a essasreuniões antes, e tendo em vista sua experiên-cia anterior, ela e suas conselheiras refletiramcuidadosamente sobre o convite por váriassemanas. Decidiram recomendar ao Presidente daIgreja que a Sociedade de Socorro encer- A irmã Belle S. Spafford, à esquerda, em uma convençãorasse sua participação naqueles conselhos. do Conselho Internacional de Mulheres 97
  • 95. O Presidente Smith leu o documento evangelho de Jesus Cristo e os propósitos da cuidadosamente. Não faz mais de meio Sociedade de Socorro. século que somos membros desse conselho? Toda vez que a irmã Spafford ia ao Conselho Perguntou ele. Internacional de Mulheres (CIM), era desig- A irmã Spafford explicou como era caro ir nada a participar da sessão “bem-estar social e a Nova York e o tempo que despendiam com moral”. Ela contou: essa viagem; também descreveu a humilhação “Em certa ocasião, protestei por ter que voltar que ocasionalmente sofriam. Recomendou que a participar da [sessão] de bem-estar social e saíssem, porque ‘em nada nos beneficiamos moral, e eu era muito amiga da presidente do nesses conselhos’. CIM naquela época. (…) Eu disse: ‘Sempre vou Aquele sábio e idoso profeta reclinou-se na para essa sessão, e ela está ficando tão sórdida cadeira e fitou-a com uma expressão preo- que gostaria de uma mudança’. Ela me disse: cupada. ‘Quer se retirar porque não ganha nada com isso?’ questionou ele. ‘Esse é nosso sentimento’, respondeu ela. ‘Diga-me’, disse ele, ‘o que estamos levando para esses conselhos?’ ‘Irmã Spafford’, prosseguiu ele, ‘você me surpreende. Sempre pensa em termos do que tem a ganhar? Não pensa em termos do que tem a oferecer?’ Ele devolveu-lhe o documento e estendeu- lhe a mão para despedir-se. Com considerável firmeza, disse: ‘Continuem sendo membros desses conselhos e façam sua influência ser sentida’”.12 E assim ela o fez! Participou do Conselho Nacional de Mulheres e do Conselho Inter- nacional de Mulheres e ocupou cargos de liderança naquelas organizações por vários Irmãs da Sociedade de Socorro e missionários de tempo anos. Defendeu com firmeza os princípios do integral, em San Antonio, Texas, aproximadamente 195098
  • 96. ‘Bem, com certeza você merece uma mudança, vou pro- “Quando nos qualifica- videnciar para que isso seja feito’. mos por nossa dignidade, Então, ela voltou e disse: ‘Não pudemos atender a seu pedido porque seu próprio conselho insiste em quando nos esforçamos que você permaneça na sessão de bem-estar social e com fé sem hesitar para moral’. E continuou: ‘Talvez esteja interessada em saber o motivo. O presidente do seu país disse que você sem- cumprir os deveres a nós pre defende a posição de sua Igreja nessas questões, e designados, quando eles conhecem a postura da Igreja Mórmon e se sentem seguros em mantê-la naquela sessão’.” 13 buscamos a inspiração As mulheres daquelas organizações sabiam que sua do Todo-Poderoso no amiga Belle Spafford defenderia os princípios da Igreja e que precisavam daquele tipo de sabedoria e força. desempenho de nossas Em 1954, ela foi escolhida como líder da delegação dos responsabilidades, Estados Unidos no Conselho Internacional de Mulheres, em Helsinque, Finlândia. Ao liderar um grande desfile podemos realizar na abertura da conferência, seus pensamentos voltaram milagres.” no tempo: “Ao olhar para aquele público vistoso formado por Thomas S. Monson pessoas de muitas nações (…) , subitamente me vieram Conference Report, abril de à mente as palavras de nossas líderes pioneiras [da 1988, p. 52; ou A Liahona, Sociedade de Socorro] (…) ‘estando à frente das mulhe- julho de 1988, p. 44 res do mundo’ (…) ‘pelos direitos das mulheres de Sião e pelos direitos das mulheres de todas as nações’. (…) Eu sabia que nossas líderes pioneiras receberam por ins- piração divina o conhecimento do destino da Sociedade de Socorro. (…) É minha convic­ ão de que chegou o ç momento para que a influência da Sociedade de Socorro seja sentida entre as mulheres do mundo todo”. 14 Em 1987, a Primeira Presidência aconselhou a Sociedade de Socorro a retirar-se do Conselho Nacional 99
  • 97. de Mulheres e do Conselho Internacional ramo em San Salvador. Ela disse ao presidente de Mulheres. Havia chegado o momento do ramo que era inexperiente, despreparada e para que a presidência geral da Sociedade de inadequada. Tinha cerca de trinta anos, pouca Socorro concentrasse mais energia no rápido escolaridade e toda sua vida tinha sido dedi- crescimento mundial da organização, em vez cada a cuidar do marido e dos sete filhos. Mas de ater-se a causas nacionais e internacio- o presidente do ramo a chamou assim mesmo. nais. Mas, à medida que a Igreja cresceu, as Observei como minha mãe cresceu com mulheres santos dos últimos dias continuaram a oportunidade. Servindo, ela aprendeu a a fazer sua influência ser sentida no mundo liderar e desenvolveu novos todo: em suas comunidades, nas escolas e em dons, como a habilidade de organizações locais dignas. Elas seguiram o ensinar, de falar em público padrão estabelecido pelo Presidente Smith e de planejar e organizar e pela irmã Spafford, pensando em termos reuniões, atividades e do que podem oferecer e não do que podem Hilda Alvarenga projetos de serviço. Ela ganhar. influenciou as mulheres do ramo, serviu-as e as ensinou a servir umas às outras. As irmãs Cuidar dos Pesquisadores e a amavam e respeitavam. Ela ajudou outras Recém-Conversos e Ensiná-los mulheres a descobrir, usar e desenvolver dons Com o crescimento mundial da Igreja, a e talentos; ajudou-as a tornar-se edificadoras Sociedade de Socorro tem sido um lugar de do reino e formar famílias espiritualmente influência para pesquisadores e recém-conversos. fortes. Ela permaneceu fiel aos convênios do Essa influência inclui oportunidades para que templo. Quando faleceu, estava em paz com os membros novos sirvam e liderem. A irmã seu Criador. Silvia H. Allred, conselheira na presidência geral Uma irmã que foi conselheira dela na da Sociedade de Socorro, contou a respeito de Sociedade de Socorro escreveu-me uma sua mãe, Hilda Alvarenga, que era a presidente carta anos mais tarde, dizendo: ‘Foi sua mãe da Sociedade de Socorro de um ramo de San quem me ensinou o caminho para tornar-me Salvador, El Salvador: o que sou agora. Com ela, aprendi caridade, “Minha mãe era um membro recém-converso bondade, honestidade e responsabilidade da Igreja quando foi chamada como presidente nos meus chamados. Ela foi minha mentora da Sociedade de Socorro de nosso pequeno e meu exemplo. Embora tenha 80 anos de100
  • 98. Tal como os antigos apóstolos do Salvador, as irmãs da Sociedade de Socorro podem ser instrumentos nas mãos de Deus.idade, continuo fiel ao Salvador e ao Seu a Sociedade de Socorro um lugar acolhedor eevangelho. Servi uma missão e o Senhor me de desenvolvimento.abençoou muito’ ”. 15 Aquela dedicada presidente da Sociedade Influenciar Outras Pessoas Compartilhandode Socorro ajudou a fortalecer o testemunho o Evangelhodas irmãs que já eram membros do ramo. Pouco tempo depois que o Presidente e aTambém nutriu a fé das mulheres que esta- irmã Packer visitaram aquele pequeno círculovam pesquisando a Igreja e das que tinham de irmãs na Tchecoslováquia, uma jovem quesido recentemente batizadas e confirmadas. buscava refúgio espiritual, amor e significadoLiderou as irmãs em seu empenho de tornar na vida foi atraída para aquele mesmo círculo. 101
  • 99. Seu nome era Olga Kovářová, e na época ela ele não era apenas instruído, mas sabia como era estudante de medicina em uma univer- viver com alegria”. Ela perguntou a ele e a sua sidade da Cidade de Brno. A universidade família qual era o significado da vida, e eles impunha o ensino do ateísmo aos alunos. Olga acabaram lhe apresentando outros membros sentia que os alunos e as pessoas a sua volta da Igreja. Ela queria saber como eles haviam estavam sem rumo na vida. Ansiava por uma encontrado a felicidade e onde leram a respeito vida espiritual mais profunda e sentia aquele de Deus. Eles lhe deram um exemplar do Livro mesmo anseio nos amigos e colegas. de Mórmon, que ela começou a ler com avidez. Durante o tempo em que frequentou a Olga foi convertida ao evangelho restaurado e universidade, ela conheceu Otakar Vojkůvka, decidiu ser batizada. Ela tinha que ser batizada um santo dos últimos dias de 75 anos de idade. no meio do bosque, à noite, para não chamar Mais tarde, relembrou: “Ele tinha a aparência atenção para uma atividade religiosa. Infeliz- de um homem de 75 anos, mas o coração estava mente, na noite de seu batismo, havia muitos mais próximo dos dezoito e cheio de alegria. pescadores no bosque. Mas, depois de Olga e Isso era extremamente incomum na Tchecoslo- seus amigos esperarem, e por fim fazerem uma váquia, naquela época de cepticismo. (…) Vi que oração fervorosa, os pescadores foram embora. Elaine L. Jack Décima Segunda Presidente Geral da Sociedade de Socorro “Fazemos parte de um grande todo. Precisamos umas das outras para que nossa irmandade seja completa. Quando estendemos o braço para segurar a mão de nossas irmãs, alcançamos todos os continentes, pois estamos em todas as nações. Estamos uni- das ao procurarmos entender o que o Senhor tem a nos dizer, o que Ele fará de nós. Falamos idiomas diferentes, no entanto ainda somos uma família que pode ser una de coração.” A Liahona, julho de 1992, p. 97102
  • 100. Um membro da Igreja que assistiu ao batismo nome é Olga, sou a presidente da Sociedadede Olga perguntou-lhe: “Sabe por que havia de Socorro”. O irmão e a irmã Winder nota-tantos pescadores junto à água hoje à noite?” ram a luz no semblante dela. O Espírito doEntão, ele disse: “Lembre que Jesus, ao caminhar Senhor estava com ela. Como presidente dajunto ao mar da Galileia, disse a Pedro e André, Sociedade de Socorro de seu pequeno ramo,que estavam jogando redes ao mar: ‘Vinde após Olga Kovářová foi uma influência positiva nummim, e eu vos farei pescadores de homens’”. mundo de opressão política e perseguiçãoOlga pensou: “Acho que ele quis dizer que, em religiosa. Ela ajudou a prover refúgio para asbreve, devo tornar-me um instrumento nas mãos pessoas que se filiavam à Igreja e se tornavamde Deus para levar jovens à Igreja”. membros da Sociedade de Socorro. Ajudou a Foi exatamente isso que Olga fez. Ela salvar almas, levando-as a Cristo.influenciou muitos que procuravam a verdade A história da conversão da irmã Kovářováe a felicidade. Como o proselitismo não era e seu trabalho missionário são um cumpri-permitido no país, ela e a família Vojkůvka diri- mento parcial de uma profecia do Presidentegiam um curso chamado “Escola de Sabedoria”.Nesse curso, eles ensinavam valores morais eéticos para ajudar as pessoas a encontrar espiri-tualidade e alegria na vida. Muitos dos alunossentiam a influência do Espírito. Com frequên-cia surgiam oportunidades para que conversas-sem com determinadas pessoas a respeito doPai Celestial e do evangelho de Jesus Cristo. 16 Mais tarde, quando a irmã Barbara W. Win-der servia como a décima primeira presidentegeral da Sociedade de Socorro, ela teve a opor-tunidade de viajar para a Tchecoslováquia como marido, Richard W. Winder, que tinha servidoali como jovem missionário, havia vários anos.Ao entrarem na casa onde seria realizada umareunião, uma jovem entusiasmada foi falarcom eles, dizendo: “Sejam bem-vindos! Meu O serviço pode mudar o mundo para melhor. 103
  • 101. Spencer W. Kimball, décimo segundo Presi- cidade da Califórnia e perguntou: ‘Quais vocês dente da Igreja: “Grande parte do crescimento acham ser as coisas mais necessárias que pode- da Igreja nos últimos dias acontecerá porque ríamos fazer nesta comunidade?’ E os homens muitas das boas mulheres do mundo (em que disseram: ‘Quer dizer que 20.000 grupos no frequentemente há um senso inato de espiritua- mundo todo estarão fazendo o mesmo?’ E ela lidade) serão atraídas para a Igreja em grande respondeu que sim. E [um dos vereadores] número. Isso acontecerá na medida em que disse: ‘Vocês vão mudar o mundo’. E acho que as mulheres da Igreja demonstrarem retidão e mudamos (…) para melhor. Essa foi uma das expressividade em sua vida, e na medida em coisas que nos uniu. E [houve] uma imensa que as mulheres da Igreja forem vistas de modo variedade de serviços. (…) [Irmãs] confeccio- positivo, como diferentes e distintas das mulhe- naram mantas na África do Sul para pessoas res do mundo”.17 idosas confinadas ao lar. (…) Plantaram flores ao redor da torre de [um] relógio em Samoa. E Influenciar as Pessoas por Meio do Serviço fizeram tantas coisas do tipo trabalhar em abri- Em 1992, as irmãs do mundo todo comemo- gos para sem-teto, oferecer livros para crianças raram o aniversário de 150 anos da Sociedade ou pintar a casa de mães solteiras. Sentimos de Socorro participando de projetos de serviço que no mundo todo esses projetos de serviço em suas comunidades. Por meio desse trabalho, comunitário foram muito importantes, tanto organizado sob a direção dos líderes gerais e para as irmãs quanto para a comunidade.” 18 locais do sacerdócio, as irmãs compartilharam a influência da Sociedade de Socorro no mundo Influenciar Outras Pessoas pela Alfabetização todo. A irmã Elaine L. Jack, que servia como a Enquanto as irmãs da Sociedade de Socorro décima segunda presidente geral da Sociedade organizavam projetos de serviço comunitário, a de Socorro na época, disse: irmã Jack e suas conselheiras concentravam-se “Pedimos a cada uma de nossas unidades em um trabalho de serviço comunitário mun- locais que procurassem saber as necessidades dial: ajudar as irmãs a aprender a ler. “Sentimos de sua própria comunidade e decidissem que que as mulheres do mundo todo precisavam serviço comunitário era mais necessário. Podem saber ler, e havia muitas que não sabiam”, disse imaginar o que isso causou no mundo todo? ela. “Podem imaginar — se elas não sabiam ler, Uma de nossas presidentes da Sociedade como poderiam ensinar os filhos, como pode- de Socorro foi à câmara de vereadores de uma riam melhorar suas condições, como poderiam104
  • 102. “Vocês são membros da maior organização de mulheres do mundo, uma organização que é parte vital do reino de Deus na Terra e cujo desígnio e funciona- mento ajudam seus membros fiéis a alcançar a vida eterna no reino de nosso Pai.”A capacidade de ler ajuda as mulheres a melhorar suas condições devida, estudar o evangelho e ensinar os filhos. Joseph Fielding Smith Relief Society Magazine,estudar o evangelho? Portanto, achamos que nada seria dezembro de 1970, p. 883mais benéfico do que promover um trabalho de alfa-betização. (…) Mas nosso propósito também era o deincentivar cada irmã a aprender por toda a vida”.19 O Presidente Thomas S. Monson, décimo sextoPresidente da Igreja, certa vez encontrou uma mulher em Monroe, Louisiana, que fora aben- çoada por esse serviço prestado pela Sociedade de Socorro e que depois compartilhou essa mesma bênção com outras irmãs. Ela o abordou em umThomas S. Monson aeroporto e disse: “Presidente Monson, 105
  • 103. Coro da Sociedade de Socorro cantando no Tabernáculo de Salt Lake, 1956 antes de me filiar à Igreja e tornar-me membro “recebi a confirmação do Espírito de que vocês da Sociedade de Socorro, eu não sabia ler nem têm o nobre objetivo de melhorar o grau de escrever. Ninguém da minha família sabia”. Ela instrução de suas irmãs”.20 contou ao Presidente Monson que as irmãs da Sociedade de Socorro a ensinaram a ler e que Influenciar e Fortalecer as Irmãs das depois ela ajudou outras pessoas a aprenderem Alas e dos Ramos a ler. Depois de conversar com ela, o Presidente Mesmo enquanto as fiéis irmãs da Sociedade Monson “refletiu sobre a suprema felicidade de Socorro faziam sentir sua influência em suas que ela deve ter sentido ao abrir a Bíblia e ler comunidades e no mundo todo, elas não se pela primeira vez as palavras do Senhor. (…) esqueceram de se fortalecer mutuamente em Naquele dia, em Monroe, Louisiana”, disse ele, seus próprios ramos e alas. A irmã Julie B. Beck,106
  • 104. que mais tarde foi a décima quinta presidente vigorosas e espirituais para mim. Comecei,geral da Sociedade de Socorro, encontrou desde aquela época, a aprender muito comirmandade, refúgio e influência na Sociedade mulheres de grande estatura espiritual e fé”. 21de Socorro, quando era uma jovem e inexpe-riente mãe e dona de casa. Ela relembrou: Um Círculo Cada Vez Maior “A Sociedade de Socorro deve ser organi- de Irmãszada, preparada e mobilizada para fortalecer A primeira vez que o Presidente Boyd K.a família e ajudar o lar a ser um santuário Packer relatou publicamente sua experiênciasagrado do mundo. Aprendi isso há vários pessoal com as irmãs daanos quando era recém-casada. Meus pais, Sociedade de Socorro daque eram meus vizinhos, anunciaram que Tchecoslováquia, ele estavairiam se mudar para outra parte do mundo. discursando na reunião geralEu contava com o amparo e o exemplo sábio da Sociedade de Socorro, eme encorajador de minha mãe. Mas ela ia ficar Boyd K. Packer 1980. Ele disse: “Tive então alonge por muito tempo. Isso foi antes de existir visão de um grande círculo de irmãs”.22 Eme-mails, aparelhos de fax, telefones celula- 1998, ele compartilhou novamente a experiên-res e webcams, numa época em que as cartas cia, dessa vez em um discurso na conferênciademoravam muito para chegar. Na véspera de geral para toda a Igreja. Ele observou: “Asua partida, sentei-me com ela, chorando, e Sociedade de Socorro é mais do que um círculoperguntei: ‘Quem será minha mãe?’ Ela refletiu hoje; ela se parece mais com um tecido decuidadosamente e, com o Espírito e o poder renda espalhado por todos os continentes”.23de revelação que mulheres como ela recebem, As irmãs da Sociedade de Socorro fazemdisse: ‘Se eu nunca voltar, se você nunca mais parte de uma organização divinamente inspi-me ver, se eu nunca mais puder ensinar-lhe rada que o Profeta Joseph Smith estabeleceuoutra coisa, apegue-se à Sociedade de Socorro. sob a autoridade do sacerdócio. À medida queA Sociedade de Socorro será sua mãe’. as mulheres participarem da Sociedade de Minha mãe sabia que, se eu ficasse doente, Socorro e dedicarem-se a ela, elas continuarãoas irmãs cuidariam de mim, e que, quando eu a oferecer refúgio, irmandade e uma influên-tivesse meus bebês, elas me ajudariam. Mas a cia poderosa para o bem. O Presidente Packermaior esperança da minha mãe era a de que as prometeu grandes bênçãos para as irmãs queirmãs da Sociedade de Socorro seriam líderes trabalharem nesta causa: 107
  • 105. Fortalecer a Irmandade com Expressões de Caridade Em um discurso à Sociedade de Socorro, o Presidente Thomas S. Monson compartilhou alguns pensamentos sobre como as expressões de caridade fortalecem os laços de irmandade da Sociedade de Socorro: “Considero a caridade — ou o ‘puro amor de Cristo’ — o oposto das críticas e do julgamento. Falando em caridade, não estou no momento pensando no auxílio aos que sofrem e que recebem a doação de nossos recursos. Isso, é claro, também é necessário e apropriado. Hoje à noite, no entanto, tenho em mente a caridade que se manifesta na tolerância que temos com “A verdadeira caridade é o amor em ação. A necessidade de caridade existe em todo lugar” (Thomas S. Monson). os outros e na brandura com seus atos; no tipo de caridade que perdoa, no tipo de caridade “Todas as suas necessidades serão atendi- que é paciente. das, hoje e nas eternidades; toda negligência Tenho em mente a caridade que nos impele a será apagada; todo abuso será corrigido. Vocês sermos afáveis, compassivos e misericordiosos, podem ter tudo isso, e muito rapidamente, não somente quando há doença, aflição e sofri- quando se dedicarem à Sociedade de Socorro. mento, mas também por ocasião das fraquezas O serviço na Sociedade de Socorro mag- ou dos erros por parte de outros. nifica e santifica cada uma das irmãs, indivi- Há uma necessidade concreta do tipo de dualmente. Vocês devem contar sempre com caridade que dá atenção àqueles que pas- sua condição de membro da Sociedade de sam despercebidos, esperança aos que estão Socorro. Quando se dedicarem à Sociedade desanimados e ajuda aos que estão aflitos. A de Socorro, organizando-a, dirigindo-a e dela verdadeira caridade é o amor em ação. A neces- participando, vocês estarão apoiando a causa sidade de caridade existe em todo lugar. que abençoará toda mulher que ficar sob sua A caridade necessária é a que se recusa a influência”. 24 satisfazer-se em ouvir e repetir relatos das108
  • 106. desventuras que ocorrem aos outros, a menos jovens de uma ala de solteiros viaja centenas deque seja para o benefício daquele que sofre. (…) quilômetros para assistir ao funeral da mãe de Caridade é ter paciência com a pessoa que uma de suas irmãs da Sociedade de Socorro. Anos decepcionou; é resistir ao impulso de se caridade se manifesta quando professoras visi-ofender com facilidade. É aceitar fraquezas tantes dedicadas procuram mês após mês, anoe limitações. É aceitar as pessoas como elas após ano, a mesma irmã desinteressada e crí-realmente são. É enxergar, além da aparência tica. Ela se evidencia quando uma viúva idosafísica, os atributos que não se extinguirão com é lembrada e levada aos programas da unidadeo tempo. É resistir ao impulso de categorizar as e às atividades da Sociedade de Socorro. Ela épessoas. sentida quando a irmã que se senta sozinha na A caridade, esse puro amor de Cristo, Sociedade de Socorro recebe o convite: ‘Venha,m­ anifesta-se quando um grupo de mulheres sente-se conosco’.A caridade é sentida no convite: “Venha, sente-se conosco”. 109
  • 107. Em centenas de pequenos gestos, todas vocês vestem o manto da caridade. A vida não é perfeita para nenhum de nós. Em vez de ser- mos críticos e de julgarmos uns aos outros, que possamos ter o puro amor de Cristo por nossos companheiros nesta jornada da vida. Reconhe- çamos que cada irmã está fazendo o melhor que pode para lidar com os próprios desafios, e que nos empenhemos em fazer o nosso melhor para ajudar. A caridade foi definida como ‘a espécie de amor mais sublime, nobre e forte’, o ‘puro amor de Cristo (…) ; e para todos os [todas as] que a possuírem, no último dia tudo estará bem’. ‘A caridade nunca falha’. Que esse lema secular da Sociedade de Socorro, essa verdade eterna, possa guiá-las em tudo o que fizerem. Que ele permeie sua alma e seja expresso em todos os seus pensamentos e em todas as suas ações.” 25 110
  • 108. CAPÍTULO 7 “Religião Pura”Zelar e Ministrar por Meio das Professoras VisitantesEstamos cercados de pessoas que necessitamde nossa atenção, nosso incentivo, nosso apoio, nosso consolo e nossa bondade. (…) Somos as mãos do Senhor aqui na Terra, com o encargo de servir e edificar Seus filhos. Ele precisa de cada um de nós. Thomas S. Monson
  • 109. CAPÍTULO 7 “Religião Pura” Zelar e Ministrar por Meio das Professoras Visitantes Quando estava na Terra, Jesus Cristo nos Jesus Cristo, valorizamos essa sagrada atribui-mostrou como devemos viver. “Na Terra o ção de amar, conhecer, servir, compreender,Mestre nos mostrou”, escreveu a irmã Eliza R. ensinar e ministrar em Seu nome”.4Snow.1 Ele nos mostrou como ministrar —como zelar e fortalecer uns aos outros. Eleministrava individualmente às pessoas, uma a Início do Trabalho deuma. Ensinou que devemos deixar as noventa Professoras Visitantes: Coletare nove para salvar uma que se desgarrou.2 Ele Doações e Organizar o Serviçocurava e ensinava as pessoas individualmente, Em 1843, à medida que a população dechegando até a passar um tempo com cada Nauvoo, Illinois, crescia, os santos dos últimospessoa de uma multidão de 2.500 indivíduos,permitindo que cada uma delas recebesse umtestemunho pessoal de Sua divindade.3 O Salvador chamou Seus discípulos paratrabalharem com Ele em Seu ministério,d­ ando-lhes a oportunidade de servir outros ede tornar-se semelhantes a Ele. Na Sociedadede Socorro, cada irmã tem a oportunidade dezelar e fortalecer as outras irmãs, uma a uma,por meio do trabalho das professoras visitantes.A irmã Julie B. Beck, a décima quinta presidentegeral da Sociedade de Socorro, disse: “Por Por meio de Seu exemplo, o Salvador nos ensinou a zelarseguirmos o exemplo e os ensinamentos de uns pelos outros e fortalecer-nos mutuamente. 115
  • 110. dias que moravam na cidade foram divididos dos Estados Unidos coletaram, selecionaram, em quatro alas. Em uma reunião realizada remendaram e embalaram mais de 500.000 no dia 28 de julho daquele ano, as líderes da peças de roupa e as enviaram para a Europa. Sociedade de Socorro nomearam um comitê Além de coletar doações, os comitês de visita de visitas para cada ala composto por quatro avaliavam as necessidades dos lares que visi- irmãs. As responsabilidades mais visíveis do tavam. Relatavam suas observações às líderes comitê de visitas eram avaliar as necessidades da Sociedade de Socorro, que organizavam o e coletar doações. trabalho de ajuda. As doações incluíam dinheiro, alimento e O Presidente Joseph F. Smith, sexto Presi- roupas. A cada semana, os comitês de visita dente da Igreja, contou sobre uma ocasião em entregavam as doações que haviam coletado à que viu as irmãs da Sociedade de Socorro ofe- tesoureira da Sociedade de Socorro. A Socie- recerem abnegado amor cristão a uma família: dade de Socorro usava essas doações para “Há pouco tempo tive o privilégio de visitar oferecer auxílio e ajuda aos necessitados. uma de nossas colônias em uma distante estaca No cumprimento dessa responsabilidade, de Sião, onde havia muitas pessoas doentes na uma irmã expressou sua crença de que “nossa época. Embora tivéssemos viajado por muitos salvação depende de nossa generosidade para dias e chegado à colônia tarde da noite, foi-nos com os pobres”. Outra irmã concordou, decla- pedido que acompanhássemos o presidente rando: “O Senhor confirma isso repetidas vezes. em uma visita a alguns dos doentes. Encon- Ele Se deleita com nossos atos de caridade”.5 tramos uma pobre irmã acamada, em condi- Essa prática ainda continuou por um bom ções muito graves. Seu pobre marido estava tempo durante o século XX. Geralmente as sentado ao lado da cama, tomado de ansiedade irmãs que ficavam encarregadas das visitas pelo estado da mulher, que era mãe de várias levavam consigo cestas e recolhiam coisas como crianças que se apinhavam ao redor da cama. fósforos, arroz, fermento em pó e conservas de A família parecia ser muito pobre. frutas. A maioria das doações eram usadas para Uma boa mulher com ar maternal logo che- ajudar nas necessidades locais, mas algumas gou à casa, levando uma cesta com alimentos eram usadas para atender a pessoas necessi- nutritivos e alguns doces para a família aflita. tadas que moravam a milhares de quilômetros Ao perguntarmos quem era, ficamos sabendo dali. Por exemplo: após a Segunda Guerra que ela havia sido designada pela Sociedade Mundial, as irmãs da Sociedade de Socorro de Socorro da ala a cuidar daquela mulher116
  • 111. “Tenhamos compaixão uns pelos outros e que os fortes cuidem terna- mente dos fracos até que se fortaleçam. Aqueles que enxergam devem guiar os cegos até que possam encontrar o caminho por si mesmos.” Brigham Young Ensinamentos dos Presidentes da Igreja: Brigham Young, 1997, p. 219Os comitês de visitas coletavam doações para ajudar nasnecessidades locais.doente durante a noite. Ela estava preparada paracuidar dos filhinhos, providenciar para que se lavassemadequadamente, que fossem alimentados e colocadosna cama; limpar a casa e fazer tudo para que a mulherenferma e sua família tivessem o máximo de confortopossível. Também ficamos sabendo que outra boa irmãseria designada a substituí-la no dia seguinte; e assimpor diante, dia após dia, aquela pobre e aflita famíliarecebeu os mais gentis cuidados e atenção das irmãs daSociedade de Socorro até que a boa saúde viesse aliviara enferma de seus sofrimentos. 117
  • 112. Também ficamos sabendo que aquela Socie- de visitar os lares para que pudessem conhecer dade de Socorro era tão organizada e discipli- e atender às necessidades espirituais e tempo- nada que todos os enfermos da colônia estavam rais: “A professora (…) deve estar em sintonia recebendo atenção semelhante e ministrações com o Espírito do Senhor de tal maneira que, para seu consolo e alívio. Nunca tinha visto um ao entrar em uma casa, reconheça o espírito exemplo tão claro da utilidade e beleza dessa presente ali. (…) Roguem perante Deus e o grande organização como aquele que testemu- Espírito Santo para que tenham [o Espírito] de nhei, e pensei que coisa gloriosa foi o Senhor ter modo que possam atender ao espírito predo- inspirado o Profeta Joseph Smith a estabelecer minante naquela casa (…) e sentirão se devem uma organização assim na Igreja”. 6 falar palavras de paz e consolo, e caso encon- trem a irmã passando frio, tomem-na em seu coração como tomariam uma criança no colo O Trabalho das Professoras para aquecê-la”.8 Visitantes Como Ministração Sarah M. Kimball, que foi presidente da Espiritual Sociedade de Socorro de ala no final da década Embora as professoras visitantes sempre cui- de 1860, compartilhou um dassem das necessidades materiais das pessoas conselho semelhante com as e famílias, elas também tinham um propósito irmãs de sua ala: “É dever maior. A irmã Eliza R. Snow, segunda presi- das professoras visitar suas dente geral da Sociedade de Socorro, ensinou: [irmãs designadas] uma vez “Considero o cargo de professora elevado e Sarah M. Kimball por mês, para saber da sagrado. Espero que as irmãs não pensem que prosperidade e felicidade dos membros. É seu ele consista apenas em pedir doações para aju- dever falar palavras de sabedoria, consolo e dar os pobres. É preciso que estejam cheias do paz”.9 As líderes da Sociedade de Socorro Espírito de Deus, de sabedoria, de humildade, enfatizaram que as professoras visitantes de amor, para que, caso não tenham nada para deviam “não apenas fazer coletas, mas doar, as pessoas não temam sua visita”. também ensinar e expor os princípios do A irmã Snow esperava que as irmãs “perce- evangelho”.10 Em 1916, foi formalmente bessem uma diferença na casa delas” depois pedido às professoras visitantes que abordas- de uma visita. 7 Ela aconselhou as professoras sem um tópico do evangelho a cada mês, além visitantes a preparar-se espiritualmente antes de prestar serviço temporal. Em 1923, a118
  • 113. presidência geral da Sociedade de Socorrointroduziu mensagens mensais a seremensinadas por todas as professoras visitantes.“O Renascimento do Programade Professoras Visitantes” —“Uma Bela Experiência paraas Mulheres” Em 1944, oito anos após a implementaçãodo plano de bem-estar da Igreja (ver capítulo5), a irmã Amy Lyman Brown, oitava presidente As professoras visitantes sempre se esforçam para atenderda geral Sociedade de Socorro, começou a às necessidades espirituais e temporais das pessoas aquestionar a responsabilidade costumeira das quem elas visitam.professoras visitantes de recolher donativos.Depois de estudar o assunto, ela e suas conse- “As Autoridades Gerais disseram: ‘Nãolheiras recomendaram ao Bispado Presidente haverá mais coleta de fundos de caridade pelasque “a questão da coleta de fundos (…) deve professoras visitantes da Sociedade de Socorro.ser decidida pelas Autoridades Gerais da Igreja, Vocês se tornarão uma organização de serviço,em vez de pela Sociedade de Socorro”. e não uma organização de financiamento de O Bispo Presidente LeGrand Richards levou auxílio de caridade’.a recomendação para a Primeira Presidência. (…) Lembro-me muito bem de estar emMais tarde, ele relatou que a Primeira Presidên- uma reunião com membros da presidênciacia e o Bispado sentiam que era “aconselhável da Sociedade de Socorro e a secretária e duasque a Sociedade de Socorro interrompesse a ou três integrantes da junta, quando umacoleta de fundos de caridade pelas professoras das irmãs disse: ‘Eles anunciaram o fim dovisitantes”.11 programa das professoras visitantes. Se elas A irmã Belle S. Spafford, que na época era a não podem fazer coletas para os pobres, quemsegunda conselheira da irmã Lyman, compar- irá de porta em porta apenas para fazer umatilhou um relato pessoal dessa mudança no visita?’ (…) Eu me manifestei, dizendo: ‘Nãoprograma de professoras visitantes: creio que seja o prenúncio do fim. Creio que 119
  • 114. seja o renascimento do programa das profes- o anúncio do fim do programa de professoras soras visitantes. E creio que um número incon- visitantes’. tável de irmãs que se recusavam a servir como Isso se comprovou. Dali em diante, o professoras visitantes agora ficarão felizes em programa começou a florescer e as mulheres, fazer uma visita carinhosa para observar as que antes não participavam, pediram para ser condições do lar em que haja necessidades, professoras visitantes”.12 sem fazer uma investigação de bem-estar Mais tarde, a irmã Spafford foi a nona pre- social; sem sentirem que estão mendigando sidente geral da Sociedade de Socorro. Ela viu dinheiro. Elas saberão que estarão indo para inúmeros exemplos do bem que o programa edificar o espírito do lar. E será uma bela expe- das professoras visitantes pode levar para a riência para as mulheres que precisam disso. vida de todas as irmãs da Sociedade de Socorro. (…) Não creio de modo algum que esse seja Ela testificou: “Parte desse excelente trabalho é alcançado porque nossas professoras visitantes e nossas presidentes da Sociedade de Socorro vão sob o espírito de seu chamado e são emissárias da Sociedade de Socorro. (…) São mães, e têm o entendimento humano de outras mulheres e de seus sofrimentos. Portanto, não devemos restringir nosso conceito de bem-estar social para os famintos ou para os pobres. O Salvador nos disse para lembrar-nos dos pobres de espí- rito, não foi? E acaso os ricos não ficam doentes, assim como os pobres, e será que não têm difi- culdade para encontrar uma enfermeira? (…) Isso é o que a Sociedade de Socorro deve fazer. Eu poderia contar-lhes história após história sobre ocasiões em que as professoras visitantes fizeram um excelente trabalho para aliviar os problemas de um lar, simplesmente cumprindo Professoras visitantes da África central viajando para visitar suas irmãs o seu chamado”.13120
  • 115. Um Privilégio, um Dever e umCompromisso: Compartilhar aVisão das Professoras Visitantesem Todo o Mundo O Presidente Henry B. Eyring, conselheirona Primeira Presidência, testificou que o pro-grama de professoras visitantes faz parte doplano do Senhor para prover ajuda às pessoasdo mundo todo: “O único sistema que poderia prover auxílioe consolo em uma Igreja tão grande e em ummundo tão variado seria por meio do serviçoindividual a pessoas necessitadas que estejammais próximas. O Senhor sabia que seria assim, A irmã Geraldine Bangerter, abaixo à esquerda, com asem vista do início que teve a Sociedade de irmãs brasileiras que ajudaram a estabelecer a SociedadeSocorro. de Socorro em seu país Ele estabeleceu um padrão. Duas irmãs daSociedade de Socorro aceitam o chamado do Conforme observou o Presidente Eyring,Senhor de visitar uma terceira irmã. Isso foi o programa de professoras visitantes condizassim desde o início. (…) totalmente ao crescimento mundial da Igreja. As irmãs da Sociedade de Socorro sempre Por meio de um sistema que cuida das irmãstiveram a confiança dos pastores locais do e zela por elas, toda mulher santo dos últimossacerdócio. Todo bispo e todo presidente de dias tem a oportunidade de ser um instru-ramo tem uma presidente da Sociedade de mento nas mãos do Senhor.Socorro na qual pode confiar. Ela tem profes- As irmãs da Sociedade de Socorro trabalhamsoras visitantes que conhecem as provações diligentemente para estabelecer o programae as necessidades de cada irmã. Por meio de professoras visitantes no mundo todo. Pordelas, a presidente pode conhecer o coração exemplo: quando a Igreja era nova no Brasil, adas pessoas e das famílias. Ela pode atender a maioria dos ramos não tinha uma Sociedadenecessidades e ajudar o bispo em seu chamado de Socorro nem o conhecimento sobre comode nutrir pessoas e famílias.” 14 estabelecê-la. Como as líderes locais não 121
  • 116. conheciam a Sociedade de Socorro, William “Ela segurava um papel que tremia em sua mão, Grant Bangerter, presidente da missão na de tão nervosa que estava. Ela ficou de pé e leu época, chamou sua mulher, Geraldine Ban- sua mensagem, que durou cinco minutos. gerter, para ser a presidente da Sociedade de Depois se sentou, e todas olharam para a Socorro da missão. Ela não conhecia o país, [irmã Bangerter], que disse: ‘Não falo por- não tinha aprendido a falar a língua e acabara tuguês’. Mas as irmãs queriam que ela lhes de dar à luz seu sétimo filho. Mesmo assim, ensinasse. Ninguém na sala falava inglês. Ela se começou a trabalhar com suas conselheiras e levantou e disse tudo o que sabia em português. uma secretária. Com a ajuda das missionárias Foi um parágrafo de quatro frases: que atuavam como intérpretes, aquelas irmãs ‘Eu sei que Deus vive.’ decidiram que “a primeira coisa que preci- ‘Eu sei que Jesus é o Cristo.’ savam fazer era ensinar as mulheres a visitar ‘Eu sei que esta é a igreja verdadeira.’ umas às outras e conhecer suas necessidades. ‘Em nome de Jesus Cristo, amém.’ Por isso, disseram: ‘Vamos ensinar-lhes o pro- Essa foi a primeira reunião da Sociedade de grama de professoras visitantes’. (…) Socorro realizada naquele ramo: um discurso de Decidiram começar com um pequeno cinco minutos sobre o programa de professoras ramo [de] São Paulo, na parte industrial da visitantes por uma irmã que nunca tivera uma cidade, cujos habitantes eram em sua maio- professora visitante, nunca vira uma professora ria pobres. A presidência convocou algumas visitante e nunca tinha sido uma professora irmãs daquele ramo, dizendo: ‘Encontrem-nos visitante, [seguido de] um testemunho do hoje à noite no seguinte horário no prédio que evangelho. alugamos’ ”. (…) A partir daquele pequeno grupo e A irmã Bangerter e uma de suas conse- de outros semelhantes, cresceu um exército lheiras “atravessaram de carro uma cidade maravilhoso, vibrante e cheio de fé exercida de doze milhões de habitantes. Chegaram por mulheres no Brasil. São líderes talentosas, ao ramo, onde (…) havia sete mulheres instruídas, inteligentes e fabulosas, que jamais humildes”. seriam o que são sem o evangelho de Jesus Depois que as irmãs deram início à reunião Cristo e sua fé.” 15 com um hino e uma oração, uma das conse- O programa de professoras visitantes tor- lheiras da irmã Bangerter ficou de pé e come- nou-se para as mulheres santos dos últimos çou a ensinar sobre as professoras visitantes. dias do mundo todo um instrumento para122
  • 117. amar, nutrir e servir — para “agir de acordo com essa “Quem poderia imaginarcompreensão plantada por Deus em seu coração”, como os incontáveis atos deJoseph Smith ensinou.16 Professoras visitantes dedicadas atendem ao cha- caridade que forammado dos profetas modernos para prestar serviço cris- realizados, todo otão. O Presidente Spencer W. Kimball, décimo segundoPresidente da Igreja, ensinou: “Deus está ciente de alimento que foi colocadonós e zela por nós. Mas geralmente é por intermédio em mesas vazias, a féde outra pessoa que Ele atende a nossas necessidades.Portanto, é fundamental que sirvamos uns aos outros que foi nutrida nasno reino”.17 O Presidente Thomas S. Monson, o décimo horas desesperadoras desexto Presidente da Igreja, disse: “Estamos cercados depessoas que necessitam de nossa atenção, nosso incen- enfermidade, as feridastivo, nosso apoio, nosso consolo e nossa bondade. (…) que foram tratadas, asSomos as mãos do Senhor aqui na Terra, com o encargode servir e edificar Seus filhos. Ele precisa de cada um dores que foram alivia-de nós”.18 das por mãos amorosas e palavras serenas e confortadoras, o consolo nas horas de luto e solidão?” Gordon B. Hinckley Ensign, março de 1992, p. 4Ao oferecer serviço compassivo, as irmãs da Sociedade de Socorroseguem o exemplo de Jesus Cristo. 123
  • 118. não. Não Se preocupava em competir com os outros. Seu pensamento estava sempre focado em ajudar os outros. Ele ensinava, curava, con- versava com os outros e ouvia-os. Ele sabia que a grandeza nada tinha a ver com sinais exter- nos de prosperidade ou destaque. Ele ensinou e viveu a própria doutrina: ‘O maior dentre vós será vosso servo’”.19 Ao longo dos anos, as irmãs aprenderam que o programa de professoras visitantes exige com- prometimento, dedicação e sacrifício. Aprende- ram que precisam do Espírito para dirigir suas visitas. Viram o poder que advém de ensinar a verdade e prestar testemunho, oferecendo ajuda temporal com amor, estando dispostas a chorar As professoras visitantes e as irmãs a quem elas servem podem fortalecer e edificar umas às outras. com as que choram, oferecer consolo e ajudar a carregar os fardos de suas irmãs. As Professoras Visitantes Hoje: Esforço Contínuo para Seguir Comprometimento, Dedicação e Sacrifício Jesus Cristo O Presidente Kimball salientou que as pro- A história das professoras visitantes continua fessoras visitantes precisam de total compro- na vida das irmãs do mundo todo à medida metimento e dedicação. Ele disse: “Em muitos que as mulheres santos dos últimos dias aspectos, seus deveres são bastante semelhan- cumprem o convênio de seguir Jesus Cristo. O tes aos dos mestres [familiares], que em resumo Presidente Dieter F. Uchtdorf, conselheiro na devem ‘zelar sempre pela igreja’ — não vinte Primeira Presidência, disse: “Vocês, magníficas minutos por mês, mas sempre — ‘estar com irmãs, servem ao próximo com compaixão por eles e fortalecê-los’ — não uma batida na porta, razões muito superiores ao desejo de obter mas estar com eles, e elevá-los, e fortalecê-los, benefício próprio. Ao fazê-lo, estão imitando o e capacitá-los e fortificá-los — e certificar-se Salvador que, embora sendo Rei, não procurou que não haja iniquidade (…) nem aspereza destaque, nem Se preocupou se era notado ou (…), maledicências ou calúnias”.20 O Presidente124
  • 119. Perguntas o desânimo. Isso é particularmente verdade Que as Professoras quando seus esforços parecem em vão, como Visitantes Podem Fazer nesta história de Cathie Humphrey: Os seguintes tipos de perguntas podem “Quando recebi pela primeira vez o chamado proporcionar oportunidades para que as de professora visitante, fui designada para professoras visitantes ofereçam consolo, compartilhem importantes ensinamentos do visitar uma jovem que nunca ia à Igreja. (…) evangelho e prestem serviço significativo. Todos os meses, fielmente, eu batia a sua porta. Quais são as coisas que a preocupam? Ela abria a porta interna, mas deixava fechada a tela intermediária. (…) Ela nunca dizia Que dúvidas você tem a respeito do evangelho ou da Igreja? nada, simplesmente ficava de pé em frente à porta. Com alegria na voz, eu dizia: ‘Olá, sou a Você permite que a ajudemos com ? Cathie, sua professora visitante’. Como ela não respondia, eu continuava: ‘Bem, a lição de hoje Ao fazer uma pergunta assim, as profes- soras visitantes devem oferecer-se para é sobre (…)’ e tentava dizer rapidamente algo ajudar de uma maneira específica, como edificante e amistoso. Quando eu terminava, cuidar dos filhos por algum tempo, aju- ela dizia: ‘Obrigada’ e fechava a porta. dar numa tarefa doméstica ou auxiliar Eu não gostava de ir lá. (…) Mas continuava em algum outro compromisso. Isso é mais útil do que dizer: “Chame-nos se a ir, pois queria ser obediente. Depois de fazer precisar de algo”. isso por sete ou oito meses, recebi um telefo- nema do bispo. ‘Cathie’, disse ele, ‘a jovem que você visita acabou de dar à luz um bebê que viveu apenasKimball viu essa dedicação em sua esposa, alguns dias. Ela e o marido vão realizar umaCamilla, que disse o seguinte a respeito de seu cerimônia fúnebre e ela perguntou se vocêtrabalho como professora visitante: “Procurei gostaria de comparecer. Ela disse que você énão reprimir nenhum desejo de oferecer uma a única amiga dela’. Fui ao cemitério. A jovem,palavra ou ação generosa”.21 seu marido, o bispo e eu estávamos presentes. O trabalho das professoras visitantes é um Éramos os únicos.encargo contínuo; nunca está realmente con- Eu vira-a apenas uma vez por mês porcluído. Com frequência é exigido que as pro- alguns minutos em cada ocasião. Como elafessoras visitantes façam sacrifícios e vençam nunca abria totalmente a porta, eu nem sequer 125
  • 120. conseguira ver que ela estava grávida. Contudo, nascer. Eu não tinha a menor ideia de quando minhas visitas desajeitadas, porém cheias de ela daria à luz, mas sabia que estava perto. esperança, abençoaram a nós duas”. 22 Reuni um grupo de irmãs e confeccionamos algumas roupas para seu bebê. Não quería- Buscar Orientação Espiritual mos que ela tivesse que levar o bebê para casa Vez após vez, as fiéis professoras visitantes envolto em jornais. Não podíamos telefonar buscaram e receberam orientação espiritual. umas para as outras, por isso oramos, e foi-nos Uma irmã da Sociedade de Socorro do Brasil dito quando deveríamos ir ao hospital levar o contou sobre uma ocasião em que recebeu enxoval do bebê. Quando chegamos ao hospi- ajuda do Senhor: tal, ela acabara de dar à luz seu bebê e pude- “Não tenho como falar com as irmãs por tele- mos presentear-lhe com as roupas que as irmãs fone. Não temos telefones. Por isso, ­ joelho-me a da Sociedade de Socorro tinham feito”. 23 em oração para saber do que as irmãs preci- Como as condições de cada irmã são dife- sam naquela semana. Isso nunca falha. [Por rentes, as professoras visitantes precisam de exemplo:] havia uma jovem querida em nossa orientação específica do Espírito Santo para ala que não tinha roupas para seu bebê que ia saber a melhor maneira de ajudar cada uma delas. Florence Chukwurah da Nigéria rece- beu essa orientação “ao receber a designação de ser a professora visitante de uma irmã que estava tendo dificuldades no casamento e no lar, o que tornava o mercado público o único local possível para as visitas. Depois de ouvir e observar as dificuldades dessa irmã, a irmã Chukwurah pediu uma bênção do sacerdócio a seu marido para saber como ajudar essa irmã atormentada. Depois da bênção, ela sentiu-se inspirada a conversar com essa irmã sobre a importância do dízimo. ‘Em meio a lágrimas, ela disse-me que não pagava o dízimo por- À medida que as professoras visitantes compartilham verdades e prestam testemunho, elas ajudam outras a que não ganhava o bastante’, recorda a irmã seguir o Salvador. Chukwurah. ‘Sugeri que juntas estudássemos126
  • 121. Malaquias 3:10 e que o fizéssemos em minhacasa, a fim de podermos relaxar e estar sozi-nhas. Ela concordou. Depois de nosso estudo,incentivei-a a exercer sua fé e a pagar o dízimopor pelo menos seis meses. Prestei-lhe meutestemunho pelo Espírito’. (…) Poucos meses depois dessa visita, ascircunstâncias dessa irmã mudaram drastica-mente. Sua filha recebeu uma bolsa de estudospara terminar o ensino secundário, seu marido,com a ajuda do bispo, reativou-se na Igreja eaceitou um chamado, e o casal uniu-se paramelhorar sua situação financeira e seu relacio-namento. Depois de algum tempo, tornaram-seuma inspiração para as outras pessoas”.24 As professoras visitantes podem receber orientação do Espírito Santo ao orarem pedindo ajuda.Ensinar Verdades e Prestar Testemunho O Presidente Kimball ensinou que, quando Não fiquemos satisfeitos apenas em visitaras professoras visitantes compartilham o evan- e fazer amizade. Com certeza, isso tambémgelho e seu testemunho, elas podem ajudar as tem sua importância. (…) A amizade, obvia-irmãs a seguir o Salvador: mente, é essencial, porém mais do que fazer “Quão glorioso é o privilégio de duas irmãs amizade, não seria muito melhor ensinarvisitarem uma casa. (…) princípios eternos de vida e salvação para No meu ponto de vista, não pode haver nada alguém? (…)forçado nesse programa. É uma questão de Seu testemunho é um instrumento fabuloso.incentivo e amor. É assombroso como muitas (…) Nem sempre é preciso prestar teste-pessoas podem ser convertidas e inspiradas munho formalmente; há muitas formas depelo amor. Devemos ‘admoestar, explicar, exor- abordagem. (…)tar e ensinar e convidar todos a virem a Cristo’ (…) As professoras visitantes (…) preci-(D&C 20:59), conforme o Senhor disse em suas sam emanar energia, visão, diligência — erevelações. (…) testemunho”. 25 127
  • 122. Uma jovem mãe expressou sua gratidão às eu realmente não sabia como voltar, mas professoras visitantes que a ajudaram a voltar a com suas visitas, atenção e carinho, elas viver o evangelho: p ­ roporcionaram-­ e um caminho para voltar. m “Sinto-me grata até hoje por minhas profes- Precisamos compreender que o Senhor nos soras visitantes, porque elas me amaram e não ama, não importando quem sejamos, e minhas me condenaram. Elas realmente fizeram-me professoras visitantes ajudaram-me a ver que sentir que eu era, de fato, importante e que isso era verdade. havia um lugar para mim na Igreja. Hoje meu marido e eu já fomos selados no Elas foram visitar-me em minha casa e templo”. 26 conversaram comigo. (…) Elas deixaram uma O programa das professoras visitantes é mensagem para mim todo mês. um meio de levar o evangelho de Jesus Cristo Quando elas chegavam todos os meses, sua para a vida das irmãs e da família delas. A irmã visita fazia-me sentir realmente importante, Mary Ellen Smoot, décima terceira presidente como se elas realmente se importassem comigo geral da Sociedade de Socorro, declarou: “Meu e realmente me amassem e gostassem de mim. desejo é pedir às irmãs que deixem de imaginar Por meio de suas visitas decidi que era o se um telefonema ou uma visita trimestral ou momento de voltar para a Igreja. Acho que mensal é suficiente e, em vez disso, passem a Mary Ellen Smoot Décima Terceira Presidente Geral da Sociedade de Socorro “Precisamos umas das outras. Precisamos de ­ rofessoras p visitantes (…) que estejam sinceramente interessadas pelas pessoas que visitam e reconheçam a importância de seu chamado ao esforçarem-se para estender a mão para alguém individualmente.” Ensign, fevereiro de 2002, p. 47128
  • 123. “[O membro da Igreja deve] alimentar os famintos, vestir o nu, prover o sustento das viúvas, enxugar as lágrimas dos órfãos e consolar os aflitos seja nesta ou outra igreja, ou fora dela, onde quer que estejam.”As professoras visitantes dedicadas praticam a “religião pura”(Tiago 1:27). Joseph Smith Ensinamentos dosconcentrar-se em nutrir almas delicadas. Temos a res- Presidentes da Igreja:ponsabilidade de cuidar para que a chama do evangelho Joseph Smith, 2007, p. 449continue a brilhar com fulgor. Nosso encargo é encon-trar as ovelhas perdidas e ajudá-las a sentir o amor denosso Salvador”.27 O Presidente Kimball ensinou: “Há muitas irmãs que se vestem com trapos — traposespirituais. Elas têm o direito de vestir luxuosos mantosespirituais. (…) Temos o privilégio de entrar nos lares etrocar os trapos por mantos. (…) (…) Vocês vão salvar almas, e quem pode dizerquantas pessoas que estão ativas na Igreja hoje devemisso ao fato de vocês terem entrado na casa delas e lhesproporcionado um novo visual, uma nova visão. Vocês 129
  • 124. primeiras irmãs da Sociedade de Socorro em Nauvoo e na jornada para o oeste rumo ao Vale do Lago Salgado, as modernas professoras visi- tantes com frequência são as primeiras a ajudar. Uma irmã chamada Veara Fife recebeu esse tipo de ajuda quando os médicos disseram que ela teria de amputar as pernas: “Ela decidiu não se tornar um fardo para as outras pessoas. A família a apoiou enquanto ela aprendia a lidar com a cadeira de rodas, mas eles se preocupavam com suas tarefas domésti- cas e com o preparo dos alimentos. Certo dia, sua filha, Norda Emmett, foi ajudar Graças ao trabalho das professoras visitantes, as irmãs da Sociedade de Socorro sabem que têm amigas que se e descobriu que as professoras visitantes já importam com elas. tinham ido lá e arrumado a casa, que estava impecável. O tom de voz da irmã Fife expres- lhes abriram as cortinas. Ampliaram seus sava alegria, e ela sentia que recebera apoio horizontes. (…) emocional. A filha ficou constrangida por preci- Como veem, vocês não estão apenas salvando sar que as professoras visitantes fizessem o tra- essas irmãs, mas talvez também o marido e o lar balho. Explicou à mãe que a família contrataria delas”. 28 uma faxineira — não era para as professoras visitantes a ajudarem. Oferecer Ajuda Temporal com Amor Quando a filha conversou com as professo- A caridade é a base do serviço temporal e dos ras visitantes, elas compreenderam os senti- cuidados oferecidos pelas professoras visitantes. mentos da família. Então, elas explicaram o Com frequência uma irmã e os membros de sua quanto tinham gostado de sua visita à casa da família têm necessidades físicas que são difíceis irmã Fife. A atitude positiva dela tinha-lhes ou impossíveis de ser satisfeitas por eles pró- elevado a visão, e ela, por sua vez, as tinha aju- prios, sem ajuda. Isso pode acontecer quando dado a fazer sua genealogia.‘Por favor, não nos nasce um bebê ou quando a doença ou a morte negue essas bênçãos’, disseram as professoras acomete um membro da família. Tal como as visitantes”. 29130
  • 125. As professoras visitantes da irmã Fife expres- transmitir. Um abraço caloroso transmitesaram seu amor por meio de trabalho físico muitas coisas. Sentimo-nos unidas quandoque ela não podia fazer por si mesma. E todas rimos juntas. Sentimos a alma renovar quandoforam fortalecidas emocional e espiritualmente partilhamos momentos juntas. Nem sempreao servirem umas às outras. podemos levar o fardo de uma irmã que está aflita, mas podemos erguê-la para que elaChorar com os que Choram, Consolar e consiga suportá-lo bem”.30Ajudar a Carregar os Fardos Uma irmã que ficou viúva recentemente A irmã Elaine L. Jack, a décima segunda sentiu gratidão pelas professoras visitantes quepresidente geral da Sociedade de Socorro, ensi- choraram com ela e a consolaram. Ela escreveu:nou: “No trabalho das professoras visitantes, “Eu precisava desesperadamente de alguém comestendemos a mão umas às outras. As mãos quem pudesse me abrir, alguém que me ouvisse.falam coisas que as palavras não conseguem (…) E elas ouviram. Elas me consolaram.Por meio do trabalho das professoras visitantes, as irmãs da Sociedade de Socorro podem ter alegria no serviço ao próximo. 131
  • 126. Choraram comigo. Abraçaram-me (…) [e] me no primeiro ano da faculdade de medicina, ajudaram a sair do desespero e da depressão meu marido raramente voltava para casa antes daqueles primeiros meses de solidão”.31 das 23h (…). Não fiz amizades rapidamente. Outra mulher resumiu o que sentiu quando Aquela mudança tinha sido solitária e difícil recebeu a verdadeira caridade de uma profes- para mim. sora visitante: “Eu sabia que eu era mais do que O bispo de minha nova ala pediu-me que apenas um número no livro de registros de visi- ficasse responsável por um programa para os tas dela. Sabia que ela se importava comigo”.32 membros da ala que falavam espanhol. Isso significava traduzir a reunião sacramental, dar aulas de doutrina do evangelho e supervisio- Como o Trabalho de Professoras nar a Sociedade de Socorro. Com exceção das Visitantes Abençoa a Professora pessoas que falavam espanhol como língua Visitante nativa, eu era a única mulher na ala que falava Quando as irmãs servem outras como espanhol fluentemente. professoras visitantes, elas próprias recebem bênçãos. A irmã Barbara W. Winder, décima primeira presidente geral da Sociedade de Socorro, ensinou: “É vital que toda irmã tenha professoras visitantes, para fazê-la sentir-se necessária, sentir que alguém a ama e se preo- cupa com ela. Mas, igualmente importante, é a capacidade que a professora visitante tem de aumentar sua caridade. Ao darmos às mulheres o encargo de ser professoras visitantes, também damos a elas a oportunidade de desenvolverem o puro amor de Cristo, que pode ser a maior bênção da vida delas”.33 Uma irmã falou das bênçãos que foram der- ramadas sobre ela ao servir suas irmãs: “Pouco depois de nos casarmos, meu marido “Quando estais a serviço de vosso próximo, estais e eu nos mudamos para Nova Jersey. Estando somente a serviço de vosso Deus” (Mosias 2:17).132
  • 127. Para aumentar minhas responsabilida- vida daquelas irmãs e de suas famílias, muitas des, a presidente da Sociedade de Socorro das quais passavam dificuldades financeiras, e ­ ncarregou-me de ser a professora visitante um pouco melhor. Comecei a levar pratos de de doze irmãs que moravam em um bairro comida quando as visitava. Levei as famílias que ficava do outro lado da cidade. Admito para passear. Levei-as de carro para consultas que não fiquei muito entusiasmada com médicas e para fazer compras no mercado. minha nova designação. Estava atarefada com Rapidamente esqueci minha própria solidão meu outro chamado e temia não saber como ao servir outras pessoas. As irmãs que a princí- ajudá-las. (…) Mas fiz algumas visitas que me pio eu tinha considerado que fossem diferentes foram atribuídas, e antes de me dar conta do de mim, logo se tornaram amigas queridas. que estava acontecendo, estava sentada na Foram amigas leais e fiéis, que ficavam agrade- sala de estar da família Dumez. cidas até pelas menores coisas que fiz por elas. ‘Você é minha professora visitante?’ per- E elas conseguiam prever minhas necessidades: guntou a irmã Dumez, ao entrar na sala. eu regularmente recebia telefonemas e presen-‘Bem-vinda a minha casa. Não recebo uma tes dados de coração. Uma irmã me fez uma professora visitante há dois anos.’ Ela ouviu toalha de crochê para a mesa. Outra compôs atentamente a mensagem, conversamos, e ela um poema para meu aniversário. me agradeceu muitas vezes pela visita. Contudo, vários meses após meu chamado, Antes de eu sair, ela chamou seus cinco sentia-me frustrada por não conseguir tornar filhos para que cantassem ‘Sou um Filho de a vida mais segura ou mais confortável para Deus’, em espanhol. Ela me abraçou e apertou minhas amigas. (…) minha mão. (…) Certa noite, senti-me particularmente desa- Todas as visitas que fiz naquela primeira vez nimada. Ajoelhei-me em oração, suplicando ao foram melhores do que eu esperava. Ao longo Senhor que me mostrasse o caminho a seguir. dos meses subsequentes, ao ver as irmãs me Tive a impressão de que o Senhor queria que receberem com carinho em suas casas, passei eu ajudasse aquelas irmãs a se tornarem mais a aguardar ansiosamente por minhas visitas. autossuficientes e a servirem umas às outras. Mas não estava preparada para as histórias de Admito que fiquei descrente que pessoas com tragédia e adversidade que ouvi, ao passar a tamanhos fardos pudessem ter a força necessá- conhecer um pouco melhor aquelas excelen- ria para erguerem-se umas às outras, mas sabia tes pessoas. Decidi ao menos tentar tornar a que precisava seguir a inspiração. 133
  • 128. Comecei a reorganizar o programa de pro- pude ver que a causa do evangelho estava fessoras visitantes na Sociedade de Socorro de seguindo adiante com muito vigor na vida idioma espanhol. Uma de minhas fiéis amigas, delas, e que estavam cuidando umas das outras. a irmã Moreira, ofereceu-se para visitar ela E eu, que havia começado a trabalhar a contra- própria seis das irmãs. Minha primeira reação gosto, voltei carregada de frutos”. 34 foi dizer: ‘Não lhe será possível cuidar de todas O Presidente Lorenzo Snow, quinto elas sem ter carro. É muito longe para ir a pé!’ Presidente da Igreja, ensinou que as irmãs da Mas então me lembrei da inspiração que tive Sociedade de Socorro são de deixar as irmãs servirem umas às outras. um exemplo da religião pura. Coloquei todas as seis irmãs na nova lista de Ele disse: “O Apóstolo Tiago visitas da irmã Moreira. disse que ‘a religião pura e Ao voltar de sua maratona de visitas de imaculada para com Deus professora visitante, a irmã Moreira me ligou, Lorenzo Snow (…) é esta; visitar os órfãos e cheia do Espírito. (…) Estava com os pés dolo- as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da ridos, mas o Senhor tinha aliviado seu fardo e corrupção do mundo’. Aceitando isso como elevado seu coração. verdade, as mulheres da Sociedade de Socorro Após mais algumas visitas, a irmã Moreira sem dúvida exemplificam em sua vida a recrutou outra irmã para acompanhá-la a pé religião pura e imaculada; elas visitam os nas visitas. (…) aflitos, demonstram grande amor pelos órfãos Assim que comecei a procurar, encontrei e viúvas, e guardam-se da corrupção do todo tipo de maneiras para ajudar aquelas mundo. Posso testificar que não existem irmãs a ajudarem-se a si mesmas e umas às mulheres mais puras e tementes a Deus no outras. (…) mundo do que as que fazem parte da Socie- Bem na época que comecei a perceber um dade de Socorro”.35 grande crescimento espiritual se desenvol- As irmãs puras e tementes a Deus que fazem vendo entre os membros de minha ala, fiquei parte da Sociedade de Socorro cuidam umas sabendo que meu marido e eu iríamos nos das outras e se fortalecem mutuamente desde mudar. (…) Nem queria pensar em ter que os primeiros dias em Nauvoo até os dias de deixar minhas maravilhosas amigas. Ansiava hoje, por meio do trabalho amoroso e inspirado por continuar a servir com elas: tínhamos nos das professoras visitantes. É um ministério doado tanto umas às outras. Mas ao menos compartilhado uma a uma, coração a coração. 134
  • 129. Como as Professoras Visitantes Podem Zelar por uma Irmã, Amá-la e Fortalecê-laOrem diariamente por ela e pelafamília dela.Busquem inspiração para conhecera irmã e a família dela.Visitem-na regularmente parasaber como está e para consolá-lae fortalecê-la.Estejam frequentemente em contatocom ela por meio de visitas, telefone-mas, e-mails, mensagens de texto epequenos atos de bondade.Cumprimentem-na nas reuniões daIgreja.Ajudem-na quando houver uma emer-gência, enfermidade ou outra necessi-dade urgente.Ensinem o evangelho para ela por meiodas escrituras e das mensagens dasprofessoras visitantes.Inspirem-na dando um bom exemplo.Relatem a uma líder da Sociedade deSocorro como está o bem-estar espiri-tual e temporal da irmã visitada. 135
  • 130. CAPÍTULO 8 Bênçãos do Sacerdócio para Todos Um Vínculo Inseparável com o Sacerdócio As mulheres da Igreja são fortes e capazes.Existe nelas liderança, senso de direção e um certo espírito de independência, além de uma grande satisfação em fazer parte do reino do Senhor e de trabalhar lado a lado com o sacerdócio, a fim de fazer esse reino progredir. Gordon B. Hinckley
  • 131. CAPÍTULO 8 Bênçãos do Sacerdócio para Todos Um Vínculo Inseparável com o Sacerdócio Por meio do Profeta Joseph Smith, o sacerdó- o benefício de homens, mulheres e crianças”.2 cio de Deus foi restaurado na Terra em sua ple- O Élder Oaks então citou o Élder John A. Widt- nitude. O sacerdócio é o poder e a autoridade soe, que também foi membro do Quórum dos eternos de Deus por meio dos quais Ele aben- Doze: “Os homens não têm mais direito do çoa, redime e exalta Seus filhos, levando a efeito que as mulheres às bênçãos que emanam do“a imortalidade e vida eterna do homem”.1 sacerdócio e acompanham a sua posse”.3 Os filhos do Pai Celestial, que são dignos, são ordenados a ofícios do sacerdócio e lhes são designados deveres e responsabilidades “Participantes Integrais das específicos. Eles recebem autoridade para agir Bênçãos Espirituais do em Seu nome para cuidar de Seus filhos e Sacerdócio” ajudá-los a receber ordenanças e fazer e honrar Muitas mulheres santos dos últimos dias convênios. Todos os filhos e filhas do Pai Celes- prestaram testemunho das bênçãos do tial são igualmente abençoados ao recorrerem sacerdócio em sua vida. A irmã Elaine L. Jack, ao poder do sacerdócio. décima segunda presidente geral da Socie- Em um discurso de conferência geral, o dade de Socorro, expressou os sentimentos de Élder Dallin H. Oaks do Quórum dos Doze outras irmãs da Sociedade de Socorro. “TenhoApóstolos ensinou: “Embora às vezes nos um firme testemunho do poder do sacerdócio refiramos aos portadores do sacerdócio como na vida de todos os membros da Igreja”, disse‘o sacerdócio’, jamais devemos esquecer-nos ela. “Em Doutrina e Convênios, lemos que o de que o sacerdócio não tem proprietário nem Sacerdócio de Melquisedeque possui ‘as chaves está incorporado àqueles que são seus porta- de todas as bênçãos espirituais da igreja’ (D&C dores. É mantido como encargo sagrado para 107:18). Eu sei que o poder e a autoridade de 139
  • 132. Deus na Terra abençoam nossa vida e ajudam- alcance de todo homem e mulher justos. Todos nos a conectar nossas experiências terrenas nós podemos receber o Espírito Santo, ter à eternidade. Quando recebemos as bênçãos revelação pessoal e receber nossa investidura do sacerdócio, estamos também recebendo o no templo, de onde saímos ‘armados’ de poder. poder e a graça de Deus”. A irmã Jack prosse- O poder do sacerdócio cura, protege e torna gue, dizendo: todas as pessoas justas imunes aos poderes “Acho interessante notar que as ­ ulheres m das trevas. O mais importante de tudo isso é foram organizadas sob a autoridade do que a plenitude do sacerdócio, presente nas sacerdócio. Apoiamos o sacerdócio e somos mais sublimes ordenanças da casa do Senhor, apoiadas por seu poder. As irmãs da Igreja (…) só podem ser recebidas pelo homem e pela apreciam muito a oportunidade de serem total- mulher juntos”.5 mente participantes das bênçãos espirituais do sacerdócio. Ordenanças, Convênios e Bênçãos Cada um de nós pode ser guiado e aben- Quando Joseph Smith organizou a Socie- çoado em seu progresso eterno, recebendo dade de Socorro em Nauvoo, Illinois, na pri- essas bênçãos. As ordenanças, os convênios, mavera de 1842, as integrantes eram mulheres selamentos e o dom do Espírito Santo são que já tinham sido abençoadas com alguns essenciais para a exaltação. Há também um convênios e ordenanças do sacerdócio. Tinham grande número de bênçãos específicas do sido batizadas para a remissão de pecados. sacerdócio. Elas nos orientam, elevam nossa Tinham recebido o dom do Espírito Santo, visão, encorajam-nos, inspiram; fazem-nos que lhes dava direito à companhia constante lembrar de nosso compromisso. Todos nós do Espírito e à capacidade de ser guiadas por podemos usufruir essas bênçãos espirituais”. 4 revelação pessoal. Tinham partilhado do sacra- A irmã Sheri L. Dew, que foi conselheira mento em lembrança de Jesus Cristo e seus na presidência geral da Sociedade de Socorro, convênios. Tinham recebido dons do Espírito. repetiu estes ensinamentos: “Irmãs, algumas Algumas tinham recebido sua bênção patriarcal, pessoas tentarão persuadi-las, dizendo que tomando conhecimento de seus dons e poten- por não serem ordenadas ao sacerdócio vocês cial individuais e de sua condição de membros foram enganadas. Elas estão simplesmente da casa de Israel. O Senhor as havia curado, erradas e não entendem o evangelho de Jesus consolado e instruído de acordo com suas Cristo. As bênçãos do sacerdócio estão ao necessidades, sua fé e conforme Sua vontade.140
  • 133. “Quando frequentamos o templo e realizamos as ordenanças pertinentes à Casa do Senhor, recebemos certas bênçãos. (…) Recebemos a chave do conhecimento de Deus (ver D&C 84:19). Aprendemos como podemos ser semelhantes a Ele.À medida que as mulheres santos dos últimos dias fazem e cumpremconvênios, o Senhor as fortalece para servirem em Seu reino. Até o poder da divindade A irmã Elizabeth Ann Whitney, que participou da se manifesta em nós”primeira reunião da Sociedade de Socorro, havia (ver D&C 84:20). conhecido o evangelho restaurado doze anos antes, em 1830. “Assim Ezra Taft Benson que ouvi o evangelho conforme os A Liahona, abril/maio de 1986, élderes o pregaram”, disse ela mais p. 6 tarde, “soube que era a voz do BomElizabeth AnnWhitney Pastor”. Ela “foi imediatamentebatizada”, e seu marido, Newel K. Whitney, foibatizado alguns dias depois.6 Relembrando essaexperiência, ela falou das bênçãos que recebeu pormeio das ordenanças do sacerdócio do batismo e daconfirmação: 141
  • 134. “Se há princípios que me deram forças e pelos quais aprendi a viver mais verdadeira- mente uma vida útil, parece-me que eu gosta- ria de partilhar essa alegria e força com outras pessoas; dizer-lhes o que o evangelho foi e é para mim, desde que o aceitei e aprendi a viver segundo suas leis. Uma nova revelação do Espírito a cada dia, a revelação de mistérios que antes eram obscuros, profundos, inexplicáveis e incompreensíveis; uma fé mais implícita em um poder divino, em uma verdade infinita que emana de Deus, o Pai”. 7 Dons do Espírito Em 28 de abril de 1842, Joseph Smith falou em uma reunião da Sociedade de Socorro Feminina de Nauvoo. Parte de seu discurso se Amanda Smith orou para saber cuidar de seu filho. baseava nos ensinamentos do Apóstolo Paulo encontrados em I Coríntios 12–13 sobre os dons Amanda Barnes Smith estava presente em do Espírito. Joseph Smith salientou que “esses 28 de abril de 1842, quando Joseph Smith sinais, como a cura dos enfermos, a expulsão de ensinou as irmãs da Sociedade de Socorro diabos, etc., devem seguir todos os que creem”.8 a respeito dos dons do Espírito. Ela sabia da Como as mulheres santos dos últimos dias veracidade de seus ensinamentos, porque recebem o dom do Espírito Santo, elas podem havia sido abençoada com o dom da revela- buscar dons espirituais e ser abençoadas por ção, quatro anos antes, numa época em que eles, tais como o “dom de línguas, profecia, necessitara da ajuda do Senhor para salvar revelação, visões, cura, interpretação de línguas, seu filho. etc”.9 Ao longo da história da Igreja, as mulhe- No final de outubro de 1838, Amanda e o res santos dos últimos dias receberam dons do marido, Warren, com seus filhos e outros mem- Espírito e os usaram para abençoar sua família bros da Igreja, estavam a caminho de Far West, e outras pessoas. Missouri. Pararam em um moinho para fazer142
  • 135. alguns reparos em seu carroção. Enquanto ‘Bem, o Senhor pode fazer algo para pôr noestavam ali, uma multidão enfurecida atacou lugar do seu quadril, não acha, Alma?’os santos dos últimos dias que trabalhavam no ‘Acha que o Senhor pode fazer isso, mãe?’moinho, matando dezessete homens e rapazes perguntou o menino, com simplicidade.e ferindo quinze. Amanda, que ficou escondida ‘Acho sim, meu filho’, respondi. ‘Ele me mos-durante o ataque, voltou e encontrou Warren e trou tudo numa visão.’seu filho Sardius entre os mortos. Outro filho, Então, deitei-o confortavelmente de bruços eAlma, estava gravemente ferido. O quadril dele disse: ‘Agora fique deitado assim e não se mexa.havia sido dilacerado por um tiro de espin- O Senhor vai fazer um novo quadril para você’.garda. Amanda contou mais tarde como foi a Assim, Alma permaneceu deitado de bruçosrevelação pessoal que recebeu para que o filho por cinco semanas, até recuperar-se comple-pudesse ser curado: tamente — no lugar onde faltava a articulação, “[Fiquei] ali, durante toda aquela longa e nasceu uma cartilagem flexível (…) deixandoterrível noite, com meus mortos e feridos, sem os médicos maravilhados.ninguém além de Deus como nosso médico e No dia em que ele voltou a andar, euadjutor. tinha ido pegar um balde de água fora da Oh, meu Pai Celestial, clamei, o que vou casa, quando ouvi as crianças gritando. Volteifazer? Estás vendo meu pobre menino ferido e correndo, aterrorizada. Entrei, e lá estava Almasabes da minha inexperiência. Oh, Pai Celestial,mostra-me o que fazer! E então, fui guiada como se uma voz falassecomigo”. Amanda foi instruída a fazer uma lixívia comas cinzas e limpar o ferimento. Em seguida, foiinstruída a preparar um cataplasma de olmoe cobriu a ferida. No dia seguinte, encontrouuma garrafa de bálsamo e o derramou sobre oferimento para aliviar a dor que Alma sentia. “‘Alma, meu filho’, disse eu, ‘você acreditaque o Senhor fez seu quadril?’ ‘Sim, mãe.’ Templo de Nauvoo, Illinois 143
  • 136. Oficiantes do templo nos degraus do Templo de Salt Lake, 1917. de pé, dando voltas, e as crianças gritando de filhas para as bênçãos maiores do sacerdócio assombro e alegria.” 10 encontradas nas ordenanças e nos convênios do Por meio do dom espiritual da revelação, o templo. As primeiras irmãs de Nauvoo ansia- Senhor ensinou a irmã Smith a cuidar de seu vam pelo término da construção do templo filho. Ela, tal como Elizabeth Ann Whitney e com muito entusiasmo, porque sabiam, como o inúmeras outras, receberam “alegria e força” Profeta Joseph Smith havia prometido a Mercy e “uma nova revelação do Espírito” 11 devido a Fielding Thompson, que a investidura as levaria sua fidelidade. “para fora da escuridão para a luz maravilhosa”.12 Por intermédio do Profeta Joseph Smith, o As Bênçãos do Templo Senhor revelou o seguinte para os santos dos Um dos propósitos do Senhor ao organizar últimos dias de Kirtland, Ohio: “Dei-vos o a Sociedade de Socorro era o de preparar Suas mandamento de construirdes uma casa, onde144
  • 137. tenciono investir os que escolhi com poder do alto”.13 “O único lugar doEle prometeu dar aos santos fiéis uma “uma multiplici- mundo em que podemosdade de bênçãos”,14 e declarou que o templo seria “umlugar de ação de graças para todos os santos e um lugar receber a plenitude dasde instrução para todos aqueles que forem chamados bênçãos do sacerdócio éao trabalho do ministério, em todos os seus diversoschamados e ofícios; para que sejam aperfeiçoados no no templo sagrado. Esseentendimento de seu ministério, em teoria, em princípio é o único lugar em que,e em doutrina, em todas as coisas concernentes ao reinode Deus na Terra”.15 por meio de ordenanças Em Nauvoo, o Senhor novamente ordenou aos santos sagradas, podemosque construíssem um templo, dizendo que Ele restau-raria a “plenitude do sacerdócio” e “[revelaria Suas] receber aquilo que vaiordenanças” ali.16 qualificar-nos para a As irmãs da Sociedade de Socorro ajudaram umas àsoutras a preparar-se para aquelas ordenanças e aqueles exaltação no reinoconvênios que as acompanhavam. Contribuíram para celestial.”a construção do templo, aprenderam com o Profetae umas com as outras nas reuniões da Sociedade de Harold B. LeeSocorro, prestaram serviço de caridade umas às outras e Stand Ye in Holy Places, 1974,procuraram viver em maior santidade. p. 117 Quando o templo estava quase concluído, 36 mulhe-res foram chamadas para trabalhar como oficiantes dotemplo. Elizabeth Ann Whitney, uma daquelas primeirasoficiantes, relembrou: “Entreguei a vida, meu tempoe minha atenção àquela missão. Trabalhei no Templotodos os dias sem cessar até que ele foi fechado”.17 Nas ordenanças do sacerdócio maior, que os santosreceberam no Templo de Nauvoo, “[manifestou-se] opoder da divindade”.18 À medida que os santos cum-priram seus convênios, aquele poder os fortaleceu e os 145
  • 138. Roupas declarou o Presidente Joseph Sagradas Fielding Smith, décimo Joseph Smith pediu às mulheres fiéis Presidente da Igreja: “Faz de Nauvoo que confeccionassem parte dos privilégios das roupas sagradas para serem usadas nas irmãs desta Igreja alcançar a Joseph Fielding ordenanças do templo. A confecção Smith exaltação no reino de Deus e de roupas sagradas continuou sendo receber autoridade e poder como rainhas e uma responsabilidade da Sociedade de sacerdotisas”.19 Socorro por muitos anos. Atualmente, as irmãs continuam a ter um papel primor- dial em relação às roupas e garments do templo. Elas ensinam sobre o respeito O Sacerdócio no Lar e cuidado que devemos ter com essas A Sociedade de Socorro ajuda as irmãs a roupas. Também ensinam que o recato fortalecer o lar e as famílias, ajudando assim a deve ser mantido ao se usar o garment cumprir um dos propósitos fundamentais do do templo. A presidente da Sociedade sacerdócio. “A autoridade do sacerdócio foi de Socorro de cada ala ou ramo pode restaurada”, disse o Élder Russell M. Nelson responder perguntas sobre o uso das do Quórum dos Doze Apóstolos, “para que as roupas sagradas e os cuidados que se devem ter com elas, consultando o famílias sejam seladas para a eternidade”.20 O atual Manual da Igreja. O respeito pelas Élder Richard G. Scott, também do Quórum roupas sagradas é um sinal de reverência dos Doze Apóstolos, ensinou: “A família e o lar pelas bênçãos do templo. são a base de uma vida justa (…). O sacerdó- cio é o poder, e a linha do sacerdócio é o meio provido pelo Senhor para apoiar a família”.21 A Sociedade de Socorro auxilia nesse trabalho susteve ao longo de suas provações nos dias e ajudando as mulheres e suas famílias a viver anos subsequentes (ver capítulo 3). o evangelho de modo a poderem receber as Hoje em dia, na Igreja, há mulheres e bênçãos prometidas do sacerdócio. homens fiéis no mundo todo que continuam a servir no templo e a encontrar forças nas Marido e Mulher bênçãos que somente podem ser recebidas por O Élder Dallin H. Oaks do Quórum dos intermédio das ordenanças do templo. Como Doze Apóstolos disse: “A mais importante e146
  • 139. alta expressão de feminilidade e de masculi- casamento sagrado e nos laços familiares quenidade está no novo e eterno convênio do levam à vida eterna, ‘o maior de todos os donscasamento de um homem com uma mulher. de Deus’ ”.23Somente esse relacionamento leva à exalta- Quando um marido e uma mulher sãoção. Como o Apóstolo Paulo ensinou, ‘nem o abençoados com a oportunidade de ser pais,homem é sem a mulher, nem a mulher sem o eles compartilham a solene responsabilidadehomem, no Senhor’ ”.22 As escrituras antigas de ajudar os filhos a compreender e receberconfirmam isso nos relatos de casamentos as ordenanças e os convênios do sacerdócio.24sob convênio entre Abraão e Sara, Isaque Nossos primeiros pais, Adão e Eva, deram oe Rebeca, e Jacó e Raquel. A ordenança de exemplo de um relacionamento interdepen-selamento une marido e mulher um ao outro, dente e unido ao ensinarem seus filhos. Oaos filhos e ao Pai Celestial. O Élder Oaks Élder Bruce R. McConkie (1915–1985), doprossegue, dizendo: “O objetivo comum (…) Quórum dos Doze Apóstolos, declarou:nos quóruns do sacerdócio e na Sociedade “Não foi apenas Adão que estava envolvidode Socorro é unir homens e mulheres no nessas coisas. (…)Adão e Eva eram unidos por um relacionamento de convênio. 147
  • 140. Eva foi uma participante ativa. Ela ouviu responsabilidade de atender às necessidades de tudo o que Adão disse. Ela se referiu à ‘nossa seus familiares e de protegê-los. A responsa- transgressão’, à ‘alegria de nossa redenção’, bilidade primordial da mãe é cuidar dos filhos. à ‘semente’ que deveriam ter juntos e à ‘vida Nessas atribuições sagradas, o pai e a mãe têm eterna’ que nenhum dos dois poderia alcançar a obrigação de ajudar-se mutuamente, como sozinhos, mas que está sempre reservada a um parceiros iguais. Enfermidades, falecimentos ou homem e uma mulher, juntos. outras circunstâncias podem exigir adaptações Tanto ela quanto Adão oraram, ambos aben- específicas. Outros parentes devem oferecer çoaram o nome do Senhor; ambos ensinaram ajuda quando necessário”. 26 os filhos; ambos receberam revelação; e o Os santos dos últimos dias do mundo todo Senhor ordenou a ambos que O adorassem seguem esse conselho de maneiras simples e servissem em nome de Jesus Cristo para mas vigorosas. O marido e a mulher reúnem sempre”. 25 os filhos para orar e ler as escrituras. Em Os profetas e apóstolos modernos incentiva- muitos lares, os pais estabelecem um lugar ram o marido e a mulher a seguir esse padrão especial, talvez uma simples prateleira, onde no lar: “Segundo o modelo divino, o pai deve guardam as escrituras e outros materiais da presidir a família com amor e retidão, tendo a Igreja. Ensinam o evangelho por meio de Barbara B. Smith Décima Presidente Geral da Sociedade de Socorro “Com o aconselhamento contínuo do sacerdócio e com as líderes da Sociedade de Socorro que foram chamadas pelo Senhor por inspiração, as mulheres da Igreja contam com uma fonte divina de orientação para o trabalho que têm a fazer, e a Sociedade provê os meios para que esse trabalho seja realizado.” Ensign, março de 1983, p. 23148
  • 141. Também podem pedir o apoio de parentes e de outros santos dos últimos dias. As Irmãs Solteiras e o Sacerdócio Muitos santos dos últimos dias não se casam. Outros ficam sozinhos por causa da morte do cônjuge, por abandono ou por divórcio. Tal como todos os membros da Igreja, esses membros serão abençoados se permane- cerem fiéis a seus convênios e fizerem tudo o que puderem para alcançarem o ideal de uma vida em uma família eterna. Podem desfrutar as bênçãos, a força e a influência do sacer-A Sociedade de Socorro dá apoio às mulheres ao educa- dócio em sua vida e em seu lar, por meio dasrem e criarem os filhos. ordenanças que receberam e dos convênios que cumprem.palavras e pelo exemplo. Ajudam os filhos a O Élder Dallin H. Oaks contou a respeitoprepararem-se para receber as bênçãos do da fidelidade de sua mãe, que se tornou viúvatemplo, servir uma missão de tempo integral, ainda bem jovem. Tendo sido selada ao maridoestabelecer seu próprio lar e continuar a servir no templo, ela não se considerava solteira.na Igreja. Tal como Adão e Eva, eles compar- Mesmo assim, teve que criar os três filhostilham a responsabilidade de ensinar, orar, s ­ ozinha. O Élder Oaks relembra:servir e adorar o Senhor. “Meu pai morreu quando eu tinha sete anos. Em alguns casos, o marido ou a mulher Eu era o mais velho dos três filhos que nossas­ entem-se sozinhos nessa responsabilidade mãe viúva lutava para criar. Quando fui orde-porque o cônjuge não fez convênios ou se nado diácono, ela me disse o quanto estavadesviou dos convênios que fez. Até nessas contente porque agora teria um portador dosituações, os membros fiéis da família não sacerdócio em casa; mas minha mãe continuouprecisam se sentir sozinhos. São abençoados a dirigir a família, inclusive a designar queme fortalecidos pelas ordenanças do sacerdócio faria a oração quando nos ajoelhávamos paraque receberam e pelos convênios que cumprem. orar todas as manhãs. (…) 149
  • 142. Quando meu pai morreu, minha mãe passou força vinha do próprio Senhor. Ela não tinha a presidir a família. Ela não tinha um ofício no de esperar uma visita para ter as bênçãos do sacerdócio, mas sendo o membro restante do sacerdócio em sua casa, e quando os visitantes casal, passou a ser a autoridade governante partiam, essas bênçãos não iam embora com da família. Ao mesmo tempo, tinha todo o eles. Por ser fiel aos convênios que fizera nas respeito pela autoridade do sacerdócio de águas do batismo e no templo, ela sempre nosso bispo e de outros líderes da Igreja. Ela teve as bênçãos do sacerdócio em sua vida. O presidia a própria família, mas eles presidiam a Senhor lhe deu inspiração e forças além de sua Igreja. (…) própria capacidade, e ela criou filhos que hoje A viúva fiel que nos criou não tinha dúvi- cumprem os mesmos convênios que lhe deram das quanto à natureza eterna da família. Ela alento e forças”.28 sempre honrou a posição de nosso falecido pai. Essas mulheres compreendiam que recebiam Fez com que sentíssemos sua presença dele em forças e ajuda graças aos convênios que tinham casa. Falava da eternidade de seu casamento feito e cumprido. no templo. Muitas vezes nos lembrava do que nosso pai gostaria que fizéssemos, para que se cumprisse a promessa do Salvador de sermos Servir na Igreja uma família eterna”. 27 Todos os que servem em um cargo oficial de Outro homem contou como sua mãe presi- A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos dia o lar: “Quando eu estava preparando-me Dias fazem isso sob a direção e autoridade para servir uma missão de tempo integral, meu daqueles que possuem as chaves do sacer- pai deixou nossa família e a Igreja. Naquelas dócio, como o bispo e o presidente da estaca. condições, para mim, foi difícil sair de casa por Na Sociedade de Socorro, esse padrão foi dois anos, mas eu o fiz. Enquanto servia ao estabelecido na primeira reunião da Socie- Senhor numa terra distante, fiquei sabendo dade de Socorro. Conforme instruído pelo da força que minha mãe teve em casa. Ela Profeta Joseph Smith, o Élder John Taylor, do necessitava da atenção especial que recebia dos Quórum dos Doze Apóstolos, impôs as mãos irmãos que possuíam o sacerdócio e sentia-se sobre a cabeça da irmã Emma Smith e de suas grata por isso. Dentre eles se encontravam seu conselheiras, as irmãs Sarah M. Cleveland e pai e seus próprios irmãos, os mestres familia- Elizabeth Ann Whitney, uma de cada vez. Ele res e outros irmãos da ala. Contudo, sua maior as abençoou para que fossem guiadas em seu150
  • 143. serviço. Desde aquela época, as irmãs que servem em “Oro para que [um]chamados da Sociedade de Socorro, em todos os outros espírito de união sechamados da Igreja e como professoras visitantes fazemisso sob a autoridade daqueles que possuem as chaves espalhe por toda a Igreja,do sacerdócio. que isso seja caracterís- O Presidente Boyd K. Packer do Quórum dos DozeApóstolos declarou: tico das presidências de “A Sociedade de Socorro trabalha sob a direção do estaca e sumos conselhos,Sacerdócio de Melquisedeque, pois ‘todos os outrosofícios ou autoridades da igreja são apêndices desse dos bispados, dossacerdócio’. Ela foi organizada ‘segundo o padrão do [mestres familiares] esacerdócio’. (…) Os irmãos sabem que pertencem a um quórum do particularmente dossacerdócio. Muitas irmãs, no entanto, pensam que a quóruns e das auxiliares da Igreja, que todos sejam um, citando o Salvador, como Ele e Seu Pai são um.” David O. McKay Conference Report, abril de 1937, pp. 121–22; referindo-se a João 17:21Um sentimento de fazer parte da Sociedade de Socorro “precisa serdesenvolvido no coração de cada mulher” (Boyd K. Packer). 151
  • 144. Sociedade de Socorro é só uma aula a que elas União: “Todos Precisamos Agir de Comum assistem. O mesmo sentimento de pertencer à Acordo” Sociedade de Socorro em vez de apenas assistir Na Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos a uma aula deve ser colocado no coração de Últimos Dias, os homens e as mulheres devem cada mulher”. 29 fortalecer uns aos outros e trabalhar juntos em Os quóruns do sacerdócio organizam os união. O Senhor disse: “Sede um; e se não sois homens em uma irmandade para prestar um, não sois meus”.30 serviço, para aprender e desempenhar seus O Profeta Joseph Smith ensinou: “Todos deveres, e para estudar as doutrinas do evan- precisamos agir de comum acordo, ou nada gelho. A Sociedade de Socorro cumpre esses poderá ser feito”.31 E ele deu o exemplo tra- mesmos propósitos para as mulheres da Igreja. balhando de comum acordo com os outros. A Todas as mulheres da Igreja pertencem à Socie- irmã Eliza R. Snow lembrou e entesourou esse dade de Socorro, mesmo que tenham outras exemplo por toda a vida. Ela o compartilhou responsabilidades que dificultem sua presença com os líderes locais da Igreja, quando a Socie- às reuniões da Sociedade de Socorro. Elas estão dade de Socorro foi restabelecida em Utah. Ela continuamente sendo cuidadas e ensinadas por ensinou que os bispos deviam “ter o mesmo meio da irmandade da Sociedade de Socorro. relacionamento” com a Sociedade de Socorro Barbara W. Winder Décima Primeira Presidente Geral da Sociedade de Socorro “Quero e desejo que tenhamos união, que nos unamos ao sacerdócio, servindo e edificando o reino de Deus aqui e agora, espalhando a alegria do evangelho aos que tanto necessitam dele. Este é Seu Reino. Temos a grande responsabilidade de compartilhá-lo.” Conference Report, abril de 1984, p. 79; ou Ensign, maio de 1984, p. 59152
  • 145. das alas, tal como Joseph Smith tinha com aSociedade de Socorro em Nauvoo. Tambémensinou que “cada sociedade (…) não podeexistir sem o conselho [do bispo]”.32 Quando a irmã Bathsheba W. Smith serviucomo quarta presidente geral da Sociedadede Socorro, lembrou-se dos ensinamentos edo exemplo de Joseph Smith. Ela instruiu asirmãs da Sociedade de Socorro a trabalharemem harmonia com os líderes do sacerdócio. Eladisse: “Desejamos humildemente magnificaros chamados que nos foram dados pelo Senhor,e para fazê-lo de modo aceitável, precisamosda fé e do apoio da Primeira Presidência da Na Igreja, homens e mulheres trabalham juntos em união.Igreja, dos apóstolos, dos presidentes de estacae bispos, os quais sempre apoiamos e com do sacerdócio. A irmã Winder deu-se conta dequem desejamos trabalhar em harmonia”.33 que união “não é simplesmente uma questão Esse padrão perdurou por décadas. O Presi- de as irmãs trabalharem juntas, mas que somosdente Henry B. Eyring, conselheiro na Primeira parceiras dos irmãos do sacerdócio. SomosPresidência, disse: “Uma maravilhosa parte da companheiras de trabalho”.35herança da Sociedade de Socorro fica evidente A irmã Winder disse que pouco depois deno modo como o sacerdócio sempre demonstra ter sido chamada para servir como presidenterespeito e, em troca, é respeitado pela Socie- geral da Sociedade de Socorro, o Élder Dallin H.dade de Socorro”.34 Oaks pediu para reunir-se com ela. Tinham Quando a irmã Barbara W. Winder come- pedido a ele que preparasse uma declaraçãoçou a servir como décima primeira presidente para a Igreja sobre uma questão importante, egeral da Sociedade de Socorro, o Presidente ele achava que precisava ouvir a opinião dasGordon B. Hinckley, que servia como conse- líderes femininas da Igreja. Ele mostrou res-lheiro na Primeira Presidência, pediu-lhe que peito e gratidão pelo conhecimento, opiniões eunisse as irmãs que serviam na Sociedade de inspiração da irmã Winder, fazendo perguntasSocorro, nas Moças e na Primária sob a direção e usando suas sugestões. 153
  • 146. A irmã Winder mais tarde ensinou que os homens e as mulheres da Igreja precisam da ajuda uns dos outros no trabalho. “Descobri que, quando somos convidadas para uma reunião”, explicou ela, “não estamos sendo convidadas para estar presentes e recla- mar dos problemas, mas, sim, para oferecer soluções. Depois, juntos, podemos conversar sobre as ideias que parecem que vão fun- cionar. Os irmãos do sacerdócio esperam e precisam ouvir o ponto de vista das mulheres da Igreja. Precisamos estar preparadas para auxiliá-los”.36 Essa união de propósitos é evidente nas reu- niões de conselho da Igreja. À medida que os homens e as mulheres que participam desses “As mulheres da Igreja são fortes e capazes” conselhos ouvem uns aos outros, buscam a (Gordon B. Hinckley). orientação do Espírito e trabalham em união, eles recebem inspiração para saber como aten- Flórida ao sul de Miami. As rajadas de vento der às necessidades das pessoas e das famílias. excederam trezentos quilômetros por hora. O Senhor disse: “Onde dois ou três estiverem (…) Oitenta e sete mil casas foram destruídas, reunidos em meu nome, tratando de alguma deixando 150.000 desabrigados. (…) coisa, eis que aí estarei no meio deles”.37 Líderes locais do sacerdócio e da Sociedade O Presidente Thomas S. Monson, décimo de Socorro organizaram-se rapidamente para sexto Presidente da Igreja, compartilhou um fazer um levantamento dos danos e prejuízos, e exemplo do que pode acontecer quando as ajudar na tarefa de limpeza geral. Três grandes irmãs da Sociedade de Socorro e os irmãos grupos de membros voluntários, somando mais do sacerdócio trabalham juntos a serviço do de cinco mil pessoas, trabalharam lado a lado Senhor: com os moradores vítimas do desastre, ajudando “Em 24 de agosto [de 1992], o furacão a reparar três mil casas, uma sinagoga judaica, Andrew atingiu violentamente a costa da uma igreja pentecostal e duas escolas”. 38154
  • 147. “Lado a Lado com o Sacerdócio”: Conselho em harmonia com ele, cuidando dos interes-Inspirado dos Profetas Modernos ses de nosso povo, tanto espiritual quanto Os profetas modernos falaram das bênçãos temporalmente”. 40 que advêm à Igreja e às famílias quando os fiéis Quando o Presidente Gordon B. Hinckley irmãos do sacerdócio e as fiéis irmãs da Socie- servia como décimo quinto Presidente da Igreja, dade de Socorro trabalham juntos. compartilhou o seguinte sobre as irmãs da O Presidente Spencer W. Kimball, décimo Sociedade de Socorro: segundo Presidente da Igreja, disse: “Há um “Irmãs, digo que vocês não estão em posição grande poder nessa organização [da Sociedade secundária no plano de felicidade e bem-estar de Socorro] que ainda não foi plenamente do Pai Celestial para Seus filhos. Vocês são uma exercido para fortalecer os lares de Sião e edifi- parte absolutamente essencial desse plano. car o Reino de Deus — nem será até que tanto Sem vocês, o plano não funcionaria. Sem as irmãs quanto o sacerdócio compreendam o vocês, o programa inteiro malograria. (…) valor da Sociedade de Socorro”.39 Cada uma de vocês é filha de Deus, investida O Presidente Joseph Fielding Smith resu- de um direito divino inato. Vocês não precisam miu o relacionamento entre a Sociedade de lutar por essa posição. (…) Socorro e os quóruns do sacerdócio da seguinte (…) As mulheres da Igreja são fortes e capa- maneira: zes. Existe nelas liderança, senso de direção “Elas [as irmãs] têm suas próprias reuniões, e um certo espírito de independência, além como a Sociedade de Socorro, nas quais lhes de uma grande satisfação em fazer parte do foram dados poder e autoridade para fazer reino do Senhor e de trabalhar lado a lado muitas coisas grandiosas. (…) com o sacerdócio, a fim de fazer esse reino O Senhor, por Sua sabedoria, chamou nossas progredir”. 41  irmãs para serem adjutoras do sacerdócio. Gra- ças a sua compaixão, sua ternura de coração e sua bondade, o Senhor cuida delas e lhes concede o dever e a responsabilidade de minis- trar aos necessitados e aos aflitos. Ele indicou o caminho que devem seguir e deu-lhes essa grande organização na qual têm autoridade para servir sob a direção do bispo da ala e 155
  • 148. CAPÍTULO 9“Guardiãs do Lar” Estabelecer, Nutrir e Defender a Família Ser uma mulher justa nos momentos finais desta Terra, antes da Segunda Vinda de nossoSalvador, é um chamado particularmente nobre.(…) Ela foi enviada aqui para ajudar a melhorar, proteger e salvaguardar o lar — que é a instituição básica e mais nobre da sociedade. Spencer W. Kimball
  • 149. CAPÍTULO 9 “Guardiãs do Lar” Estabelecer, Nutrir e Defender a Família Em 23 de setembro de 1995, o Presidente como declaração e reafirmação dos padrões,Gordon B. Hinckley, décimo quinto Presidente doutrinas e práticas referentes à família, queda Igreja, falou para as mulheres da Igreja na os profetas, videntes e reveladores desta Igrejareunião geral da Sociedade de Socorro. Ele repetidamente declararam ao longo de suaexpressou gratidão pela fidelidade e dili- história”. 1 Depois, ele leu “A Família: Proclama-gências das mulheres SUD: jovens e idosas, ção ao Mundo”. Essa foi a primeira vez em quecasadas e solteiras, com ou sem filhos. Reco- a proclamação foi lida em público.nhecendo os grandes desafios que enfrentam, Na proclamação, a Primeira Presidência eele ofereceu incentivo, conselho e advertên- o Quórum dos Doze Apóstolos declaram quecias para ajudá-las a cumprir suas responsa- “a felicidade na vida familiar é mais provávelbilidades e ter alegria na vida. No final de seu de ser alcançada quando fundamentada nosdiscurso, ele disse: ensinamentos do Senhor Jesus Cristo”. Eles “Havendo tantas falsidades ensinadas como “solenemente [proclamaram] que o casamentoverdades, tantos enganos quanto aos padrões entre homem e mulher foi ordenado por Deus e valores, tanto incentivo e e que a família é essencial ao plano do Criador sedução para que lentamente para o destino eterno de Seus filhos”. Relem- aceitemos a corrupção do braram aos maridos e às mulheres sua “solene mundo, sentimos a necessi- responsabilidade de amar-se mutuamente e dade de adverti-las e amar os filhos, e de cuidar um do outro e dos Gordon B. Hinckley admoestá-las. Com esse filhos”.2intuito nós, da Primeira presidência e do Conforme salienta o título da proclamação,Conselho dos Doze Apóstolos, faremos agora ela foi publicada como uma “Proclamaçãouma proclamação a toda a Igreja e ao mundo, ao Mundo”, relembrando a todas as pessoas, 159
  • 150. inclusive os líderes das nações, a importância responsabilidade para eles’. Por um instante, da família. Oito meses depois de apresentar a achei que não tinha muito a ver comigo, já que proclamação, o Presidente Hinckley falou em não era casada e não tinha filhos. Mas, quase uma entrevista coletiva à imprensa, em Tóquio, imediatamente, pensei: ‘Mas é claro que tem a Japão. Ele disse: “Por que promulgamos essa ver comigo! Faço parte de uma família. Sou proclamação sobre a família em nossos dias? filha, irmã, tia, prima, sobrinha e neta de Porque a família está sob ataque. Em todo o alguém. Tenho responsabilidades — e bênçãos mundo as famílias estão-se desfazendo. O — por fazer parte de uma família. Mesmo que lar é o ponto de partida para começarmos a eu fosse o único membro vivo da minha melhorar a sociedade. Os filhos, na maioria dos família, ainda assim faço parte da família de casos, fazem o que lhes foi ensinado. Estamos Deus e tenho a responsabilidade de ajudar a procurando tornar o mundo melhor tornando fortalecer outras famílias’.”4 as famílias mais fortes”.3 A irmã Bonnie D. Parkin, que mais tarde, foi O testemunho das irmãs da Sociedade de a décima quarta presidente geral da Sociedade Socorro mostra que além de ser uma procla- de Socorro, também estava no Tabernáculo mação para o mundo todo, essa declaração de quando o Presidente Hinckley leu a pro- doutrina tem significado para cada família e clamação. Ela relembra: “Fez-se silêncio na cada pessoa da Igreja. Os princípios contidos congregação, mas foi acompanhado de um na proclamação tocaram o coração das irmãs sentimento de entusiasmo, uma reação do de todos os níveis sociais e intelectuais. tipo: ‘Sim — precisamos ajudar nossa família!’ A irmã Barbara Thompson, que mais tarde Lembro-me de ter sentido que aquilo era tão foi chamada para ser conselheira na presidên- correto! Lágrimas correram-me pelo rosto. cia geral da Sociedade de Ao olhar para outras irmãs sentadas ao meu Socorro, estava no Taberná- redor, pareceu-me que elas estavam tendo culo de Salt Lake quando o sentimentos semelhantes. Havia tantas coisas Presidente Hinckley leu a na proclamação, que mal pude esperar para proclamação. “Foi um evento conseguir uma cópia e estudá-la. A procla- Barbara Thompson memorável”, relembra ela. mação afirma a dignidade das mulheres. É sig- “Senti a grande importância da mensagem. nificativo notar que ela foi dada em primeiro Também me vi pensando: ‘É um excelente lugar para as mulheres da Igreja na Reunião guia para os pais. É, também, uma grande Geral da Sociedade de Socorro”.5160
  • 151. “Exortamos os pais a devotarem os melhores esforços ao ensino e à criação de seus filhos nos princípios do evangelho que os manterão ativos na Igreja. O lar é o alicerce de uma vida reta e nenhum outro recurso“As mães são o coração e a alma de qualquer família” (James E. Faust). pode tomar o seu lugar Por que a Primeira Presidência decidiu anunciar a ou desempenhar suas proclamação sobre a família em uma reunião geral da Sociedade de Socorro? Depois que o Presidente Hin- funções indispensáveis ckley a leu, ele respondeu essa pergunta. “Vocês são de cumprir essa respon- as guardiãs do lar”, disse ele às irmãs. “São vocês que geram os filhos. São vocês que os criam e os educam e sabilidade designada estabelecem seus hábitos de vida. Nada nos aproxima por Deus.” tanto da divindade quanto o trabalho de criar os filhos e as filhas de Deus.”6 A Primeira Presidência O Presidente James E. Faust, segundo conselheiro do (Gordon B. Hinckley, Presidente Hinckley, acrescentou a seguinte explicação: Thomas S. Monson,“Como vocês, mães, são o coração e a alma de qualquer James E. Faust) família, considerou-se adequado que ela [a proclama- A Liahona, dezembro de 1999, ção] fosse lida pela primeira vez na reunião geral da p. 1 Sociedade de Socorro”.7 161
  • 152. Uma “Reafirmação de Padrões, Dias, temos uma teologia da família que se Doutrinas e Práticas” baseia na Criação, na Queda e na Expiação. A Os ensinamentos contidos na proclama- Criação da Terra proporcionou um local para as ção sobre a família não eram novos em 1995. famílias morarem. (…) A Queda permitiu que a Conforme o Presidente Hinckley declarou, eles família crescesse. (…) A Expiação permite que a eram uma “reafirmação de padrões, doutrinas família seja selada para a eternidade”.10 e práticas”.8 Essas coisas foram “essenciais ao As mulheres e os homens fiéis têm seguido plano do Criador” desde antes de Ele ter criado essa teologia da família e cumprido esses a Terra.9 padrões, doutrinas e práticas em todos os A irmã Julie B. Beck, décima quinta presidente lugares em que o evangelho esteve na Terra. geral da Sociedade de Socorro, ensinou: “Na “Nossa gloriosa mãe Eva” e nosso “Pai Adão” Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos foram líderes para seus filhos, ensinando-lhes “a alegria de nossa redenção e a vida eterna que Deus concede a todos os obedientes”.11 Rebeca e Isaque garantiram que os convênios e as bênçãos do sacerdócio não fossem perdidos para sua família.12 Uma viúva da cidade de Sarepta foi capaz de cuidar de seu filho porque teve fé para seguir o profeta Elias.13 Dois mil e sessenta jovens guerreiros lutaram valorosa- mente para proteger suas famílias, confiando na promessa de suas mães de que “Deus os livraria”.14 Quando jovem, Jesus Cristo cresceu “em sabedoria, e em estatura, e em graça para com Deus e os homens”, educado pelo amor e preocupação de Sua mãe, Maria, e do marido dela, José.15 Com a restauração do evangelho, os pri- meiros membros da Igreja aumentaram sua Os filhos dos ânti-néfi-leítas adquiriram grande fé pelos compreensão da importância da família.16 ensinamentos de suas mães (ver Alma 56:47). Os santos aprenderam que, pelo poder do162
  • 153. sacerdócio, poderiam receber as ordenançase os convênios do templo que uniriam suafamília para sempre. Essa promessa fortaleceuos santos dos últimos dias no cumprimento deseu papel como filhos e filhas de Deus. As primeiras líderes da Sociedade de Socorroincentivaram as mulheres a tornarem a famíliasua principal preocupação na vida. A irmãEliza R. Snow, segunda presidente geral daSociedade de Socorro, não teve seus própriosfilhos. Mesmo assim, ela reconhecia a impor-tância da influência da mãe. Ela aconselhou asirmãs da Sociedade de Socorro, dizendo: “Quesua principal prioridade seja a de cumprir seusdeveres no lar”.17 A irmã Zina D. H. Young, ter- Rebeca, aqui com o servo de Abraão, compreendiaceira presidente geral da Sociedade de Socorro, a importância do casamento dentro do convênioensinou as irmãs a “fazer do lar o centro de (ver Gênesis 24:1–28).atração, no qual habite o espírito de amor, paze união, e a doce caridade que não pensa mal que a Igreja enfrentou naquele lugar e no cami-esteja sempre presente”.18 nho para Winter Quarters e no Rio Missouri, e Mary Fielding Smith deixou-nos o exem- de como ela orou por seus filhos e sua famíliaplo de uma mãe forte e amorosa. Seu filho, naquela fatigante jornada. (…) Lembro-me deJoseph F. Smith, que se tornou o sexto Presi- todas as provações que tivemos para acompa-dente da Igreja, relembrou: nhar o Acampamento de Israel até chegarmos “Lembro-me de minha mãe na época em aos vales destas montanhas. Sem parelhas deque morávamos em Nauvoo. Lembro-me de bois suficientes para puxar nossos carroções evê-la com seus filhos indefesos apressadamente sem os meios para comprar as parelhas neces-reunidos em uma balsa, com uns poucos per- sárias, ela utilizou vacas e bezerros para puxartences que conseguiu tirar de sua casa quando a os carroções e atrelou um carroção a outro; deCidade de Nauvoo começou a ser bombardeada modo que partimos para Utah nessas tristes epor seus inimigos. Lembro-me das dificuldades desamparadas condições, mas minha mãe disse: 163
  • 154. ‘O Senhor abrirá o caminho’, embora ninguém pobreza e aflições no deserto e tentar manter soubesse como. Eu era menino na época e sua família unida a permanecer em Babilônia. dirigia a parelha de bois e fazia minha parte Esse foi o espírito que ficou imbuído nela e em do trabalho. Lembro-me de vê-la orando em seus filhos”. 19 particular a Deus, pedindo a Ele que lhe permi- tisse cumprir sua missão. Acaso imaginam que essas coisas não deixam uma forte impressão na Responsabilidades Temporais mente? Acham que posso esquecer o exemplo e Papéis Eternos de minha mãe? Não. Sua fé e seu exemplo sem- Em harmonia com os princípios eternos refe- pre estarão vívidos em minha lembrança. Como rentes à natureza sagrada do lar e da família, me sinto? A cada vez que respiro, todos os os quóruns do sacerdócio de Melquisedeque sentimentos de minha alma ascendem a Deus ajudam os homens a cumprir suas responsa- em gratidão por minha mãe ter sido uma santa, bilidades como filhos, irmãos, maridos e pais. por ela ter sido uma mulher de Deus, pura e A Sociedade de Socorro ajuda as mulheres a fiel, que preferia morrer a trair a confiança que cumprirem suas responsabilidades como irmãs, nela fora depositada; que preferia sofrer com a esposas e mães. As irmãs da Sociedade de Bonnie D. Parkin Décima Quarta Presidente Geral da Sociedade de Socorro “Se eu pudesse fazer com que uma coisa acontecesse aos pais e líderes desta Igreja seria que sentissem o amor do Senhor na vida deles a cada dia, ao cuidarem dos filhos do Pai Celestial. (…) Convido-os a vestirem o manto da caridade em todas as suas atividades e a envolverem sua família no puro amor de Cristo.” A Liahona, junho de 2006, pp. 61, 65164
  • 155. Socorro sempre se apoiaram mutuamente no falar uma palavra que rebaixe a imagem doempenho de fortalecer as famílias, de aprender pai diante dos filhos, porque estes observamhabilidades práticas que melhoram o lar, e de tudo atentamente. Plantem boas sementes natornar seu lar um lugar em que o Espírito possa mente jovem e tenra deles, e sempre prefiram ohabitar. princípio à regra, e desse modo acumularão um tesouro no céu”.21Educar e Criar a Família Quando a irmã Bathsheba W. Smith foi A irmã Zina D. H. Young foi uma mãe amo- quarta presidente geral da Sociedade derosa que sabia criar os filhos, e ela ensinou as Socorro, ela percebeu a necessidade deirmãs da Sociedade de Socorro os princípios fortalecer as famílias, por isso criou aulas deque guiaram o trabalho que realizou em seu educação maternal para as irmãs da Sociedadepróprio lar. Ela aconselhou: “Se houver alguma de Socorro. As aulas incluíam conselhos sobremãe presente que não ensine e instrua os o casamento, cuidados pré-natais e criação dosfilhos adequadamente, (…) rogo que o faça.Reúnam seus filhos a seu redor (…) e oremcom eles. (…) Advirtam seus filhos contra osmales que nos cercam (…) para que eles nãose tornem vítima desses males, mas cresçamem santidade e pureza perante o Senhor”.20 Elatambém ensinou: “Sejam diligentes em todosos deveres da vida, como mães e esposas. (…)Tenhamos o cuidado de falar com sabedoriadiante de nossos pequeninos, evitando apontardefeitos, (…) e cultivando os atributos maiselevados de nossa natureza, que tendem a ele-var, refinar e purificar o coração. (…) Devemosfazer todo sacrifício necessário para ensinaros filhos de Sião a serem honestos, virtuosos,íntegros e pontuais em todos os seus deveres;também a ser trabalhadores e a santificar o A Sociedade de Socorro ajuda as mães em suasDia do Senhor. (…) As mães jamais devem responsabilidades sagradas. 165
  • 156. As mães e as avós podem preparar as filhas e netas para que saibam cuidar e educar os filhos. filhos. Essas aulas apoiavam os ensinamentos para compartilhar instruções a respeito desses do Presidente Joseph F. Smith referentes a importantes deveres. Onde houver uma jovem ajudar as mulheres da Sociedade de Socorro mãe, que não tenha a experiência necessária a desempenharem seu papel no lar: para nutrir seu filho e cuidar dele, ou tornar seu “Onde quer que haja ignorância ou pelo lar mais agradável, atraente e desejável para menos falta de compreensão com respeito à ela e seu marido, essa organização existe, em família, aos deveres da família, com respeito alguma parte de sua organização, para fornecer às obrigações que devem existir e que por instruções a essa jovem mãe e ajudá-la a cum- direito existem entre marido e mulher, e entre prir seu dever, e a cumpri-lo bem. E onde quer pais e filhos, essa organização está presente que haja falta de experiência na administração ou ao alcance, e pelas dádivas naturais e natural e na nutrição de alimento adequado inspiração que pertencem a essa organização aos filhos, ou onde houver a necessidade de [essas mulheres] estão preparadas e prontas dar a devida instrução espiritual e alimento166
  • 157. espiritual aos filhos, existem nas grandes organizações “Sempre que [as] tenta-da Sociedade de Socorro Feminina da Igreja de Jesus ções se tornavam maisCristo dos Santos dos Últimos Dias e organizações demães e filhas de Sião, aquelas que estão preparadas para sedutoras e fortes, oproporcionar essas instruções”. 22 primeiro pensamento que A capacidade de criar e educar não se restringe àsmulheres que têm seus próprios filhos. A irmã Sheri L. me vinha à mente eraDew observou: “Por razões que só o Senhor conhece, este: Lembre-se do amoralgumas mulheres precisam esperar para ter filhos. Essaespera não é fácil para nenhuma mulher digna. Mas o de sua mãe. Lembre-se decronograma do Senhor para cada uma de nós não nega como ela se esforçou paranossa natureza. Algumas de nós, portanto, precisamsimplesmente encontrar outras maneiras de nos tornar- seu bem-estar. Lembre-semos mãe. E ao nosso redor existem muitos que precisam de como estava disposta aser amados e conduzidos”.23 As irmãs da Igreja têm a oportunidade de educar sacrificar a vida pelo seue criar quando recebem chamados para serem líde- bem. Lembre-se do queres e professoras e quando servem como professorasvisitantes. Algumas irmãs oferecem amor e influência ela lhe ensinou em suamaternais para crianças que não nasceram delas. As infância. (…) Esseirmãs solteiras com frequência encabeçam esse traba-lho, abençoando a vida de crianças que precisam da sentimento por minhainfluência de mulheres justas. Às vezes isso continua por mãe tornou-se umadias, semanas e anos. Por meio de serviço abnegado e féindividual, há mulheres que resgataram muitas crianças defesa, uma barreira quede perigos emocionais, espirituais e físicos. me separava da tentação.”Tornar o Lar um Centro de Força Joseph F. Smith Desde os primeiros dias da Sociedade de Socorro Ensinamentos dos Presiden-em Nauvoo, Illinois, as irmãs se reuniam para apren- tes da Igreja: Joseph F. Smith,der sobre suas responsabilidades práticas e caridosas. 1998, p. 35 167
  • 158. nós pertencemos a uma família, e toda família precisa ser fortalecida e protegida. Minha maior ajuda para tornar-me uma dona de casa veio, em primeiro lugar, de minha própria mãe e de minha avó e, em seguida, das irmãs da Sociedade de Socorro das diversas alas em que moramos. Aprendi a fazer coisas e vi o exemplo da alegria que sentimos ao criarmos um lar onde as pessoas querem estar. (…) Líde- res da Sociedade de Socorro, certifiquem-se de que as reuniões e atividades que vocês planeja- rem fortaleçam o lar de todas as irmãs”. 24 A irmã Barbara W. Winder, décima primeira A mãe e o pai têm a sagrada responsabilidade de ensinar presidente geral da Sociedade de Socorro, os filhos e cuidar deles. lembrou às mulheres das bênçãos espirituais que recebemos quando mantemos a limpeza e Praticaram habilidades para ajudá-las a aumen- ordem em nosso lar: “Ser dona de casa é uma tar a fé e a retidão pessoal, fortalecer suas famí- arte. Para nós mesmas e para nossa família, é lias e tornar seu lar um centro de força espiritual, importante que tenhamos um santuário — um e ajudar os necessitados. Elas aplicaram os prin- lugar de refúgio, longe do mundo, em que nos cípios do viver previdente e da autossuficiência sintamos confortáveis e que outros também se espiritual e temporal. Também desenvolveram sintam confortáveis, caso venham nos visitar”.25 sua irmandade e união ao ensinarem umas às Individual e coletivamente, as irmãs da outras e ao servirem juntas. Essa orientação Sociedade de Socorro são um exemplo umas e instrução abençoaram as irmãs em todas as para as outras do trabalho de fortalecimento situações. A irmã Bonnie D. Parkin contou como do lar e da família. A irmã Belle S. Spafford, essas reuniões a fortaleceram: nona presidente geral da Sociedade de Socorro, “Como membros da Sociedade de Socorro compartilhou seu testemunho da origem divina de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últi- da Sociedade de Socorro e de sua importância mos Dias, é nossa bênção e responsabilidade em ajudar as mulheres a cumprir seu papel cuidar da unidade familiar e apoiá-la. Todas de esposa e mãe. “Acho que ela têm uma168
  • 159. profunda influência positiva no lar”, disse ela. crescer. Portanto, as mães que sabem, [devem“Se alguém tem uma boa mãe, um bom lar e criar] o ambiente propício para o crescimento uma boa mãe da Sociedade de Socorro, ela espiritual e material dentro do lar. Outra pode ter certeza de que a sabedoria e a boa tradução para nutrir são os afazeres domésti- influência vão permear seu lar.” 26 cos, que incluem cozinhar, lavar as roupas, a Todas as irmãs têm a responsabilidade de louça e manter o lar em ordem. É no lar que nutrir, ou seja, de ser “uma mãe”. O Élder as mulheres têm maior poder e influência; M. Russell Ballard do Quórum dos Doze portanto, as mulheres da Igreja devem ser asApóstolos ensinou: “Irmãs, nós, seus irmãos, melhores donas de casa do mundo. Trabalhar ao não podemos fazer o que Deus as encarregou lado das crianças nos afazeres domésticos cria de fazer desde antes da criação do mundo. oportunidades para ensinar e moldar qualida- Podemos tentar, mas jamais seremos capazes des que os filhos e filhas devem imitar. As mães de reproduzir seus dons especiais. Nada há que nutrem são instruídas, mas toda a instrução neste mundo que seja tão pessoal, inspirador que as mulheres adquirem de nada vale, se não e capaz de mudar vidas quanto a influência de souberem fazer do lar um ambiente propício uma mulher justa. (…) Todas as mulheres têm ao crescimento espiritual. (…) A nutrição exige em sua natureza divina o inerente talento e organização, paciência, amor e trabalho. Ajudar mordomia de mãe”.27 no crescimento por meio da nutrição é um A palavra maternidade define o papel eterno papel realmente poderoso e importante conce- da mulher. Descreve sua natureza de nutrir. dido às mulheres”.29 Nutrir é uma palavra muito rica. Significa instruir, ensinar, educar, promover o desenvolvimento, Defender a Família e a Maternidade promover o crescimento, alimentar. As mulheres Além de fortalecer o lar de dentro para fora, receberam o grande privilégio e a responsa- a Sociedade de Socorro oferece uma defesa bilidade de nutrir em todos esses sentidos da inabalável contra as influências que ameaçam palavra, e a Sociedade de Socorro tem a respon- a família de fora para dentro. O Presidente sabilidade de ensinar e apoiar as mulheres no Howard W. Hunter, décimo quarto Presidente papel divinamente ordenado e indispensável da Igreja, disse: que elas receberam como mães que nutrem.28 “Parece-me que há uma grande necessi- A irmã Julie B. Beck ensinou sobre o papel de dade de reunir as mulheres da Igreja para nutrir: “Nutrir significa cultivar, cuidar e fazer que apoiem e defendam as Autoridades 169
  • 160. Gerais, ajudando-nos a deter a enxurrada do de Socorro, salientou a necessidade de as mães mal que nos cerca e a levar adiante a obra do ficarem com seus filhos. Ela foi presidente Salvador. (…) durante a Segunda Guerra Mundial, uma (…) Pedimos também que exerçam sua época em que os líderes governamentais e vigorosa influência positiva para fortalecer as cívicos incentivavam as mulheres a trabalhar famílias, a igreja e as comunidades”. 30 fora de casa para sustentar a economia nacio- As líderes da Sociedade de Socorro sempre nal, enquanto os maridos estavam lutando na combateram as tentativas de enfraquecer a guerra. Algumas irmãs precisaram trabalhar família tradicional e de rebaixar o sagrado fora de casa para prover as necessidades da papel de esposa e mãe. A irmã Amy Brown família. Embora a irmã Lyman reconhecesse Lyman, oitava presidente geral da Sociedade esses desafios, mesmo assim incentivou as Julie B. Beck Décima Quinta Presidente Geral da Sociedade de Socorro “A capacidade de qualificar-nos para receber revelação pes- soal, de recebê-la e de agirmos de acordo com essa inspiração é a habilidade mais importante que podemos adquirir nesta vida. (…) É necessário um esforço consciente para diminuir a ansiedade e a agitação, mas ter o Espírito de revelação torna possível vencer a oposição e perseverar com fé nos dias difí- ceis e nas rotinas essenciais. (…) Mesmo que tenhamos feito o melhor possível, ainda assim pode ser que tenhamos decepções, mas não ficaremos decepcionadas conosco. Podemos ter cer- teza de que o Senhor está satisfeito quando sentimos o Espírito trabalhando por nosso intermédio.” Conference Report, abril de 2010, pp. 9–10; ou A Liahona, maio de 2010, pp. 11–12170
  • 161. mulheres a fazerem tudo o que pudessem paraficar no lar e ensinar os filhos. As mensagens da irmã Lyman eram con-dizentes com os ensinamentos da PrimeiraPresidência, que lembrava aos membros sobrea “dedicação sagrada” da maternidade.31 OPresidente Heber J. Grant, sétimo Presidente daIgreja, e seus conselheiros, os Presidentes J. Reu-ben Clark Jr. e David O. McKay, declararam: “A maternidade está próxima da divindade.É o serviço mais elevado e sagrado a ser assu-mido pela humanidade. Ele coloca a mulherque honra seu santo chamado e serviço pertodos anjos. Para vocês, mães em Israel, dizemos: As jovens irmãs da Sociedade de Socorro podem aprenderQue Deus as abençoe e proteja, que Ele lhes a cuidar do lar com irmãs mais experientes.dê força e coragem, fé e conhecimento, amorsanto e consagração ao dever, e que lhes permita parceria da mulher no sagrado círculo da famí-cumprir a mais plena medida do santo chamado lia”.33 Durante sua presidência, ela defendeu asque receberam. Para vocês mães e futuras mães, verdades reveladas referentes ao papel divinodizemos: Sejam castas, mantenham-se puras, da mulher e às bênçãos da família eterna. Aovivam dignamente, para que sua posteridade até estudarem diligentemente as questões sociaisa última geração as chamem de abençoadas”. 32 de sua época, ela e suas conselheiras e os líde- Nas décadas subsequentes à Segunda Guerra res do sacerdócio descobriram que as iniciativasMundial, as influências negativas sobre a família promovidas por muitos não protegeriam os pri-e o lar aumentaram vertiginosamente. Quando vilégios das mulheres em seu papel de esposa eo Presidente Spencer W. Kimball, décimo mãe, e enfraqueceriam a família.segundo Presidente da Igreja, designou a irmã Uma repórter de jornal resumiu a repetidaBarbara B. Smith para servir como décima mensagem da irmã Smith: “‘Ergam bempresidente geral da Sociedade de Socorro, a alto a cabeça, vocês que são esposas, mãesirmã Smith teve “um profundo sentimento da e donas de casa. Vocês geram vida e a enri-responsabilidade (…) de defender o lar e da quecem. Não troquem essa imensa força por 171
  • 162. coisas superficiais e fugazes. Valorizem-na, pelas pessoas do mundo. Ficou aliviada quando ampliem-na e magnifiquem-na. Vocês têm um ouviu profetas e apóstolos confirmar que seus encargo vigoroso’. Essa é a mensagem da líder ideais eram bons.35 O trabalho da Sociedade de das mulheres mórmons, Barbara B. Smith”.34 Socorro de fortalecer o lar e a família sempre Os ataques contra a santidade da materni- esteve em harmonia com os ensinamentos dos dade e da família aumentaram desde a época profetas modernos. em que a irmã Smith presidia a Sociedade de O Presidente David O. McKay, nono Presi- Socorro. Mas com fé em Deus e a compreensão dente da Igreja, frequentemente ensinava que do significado eterno de suas responsabilidades, “nenhum sucesso compensa o fracasso no lar”.36 as irmãs da Sociedade de Socorro de todas as O Presidente Harold B. Lee, décimo primeiro idades continuam a apoiar e defender as verda- Presidente da Igreja, aconselhou de modo des que fortalecem o lar e a família. Elas prote- semelhante: “O trabalho mais importante do gem a santidade da família em muitos papéis Senhor será aquele que realizaremos entre as diferentes: como mães e avós, como filhas e paredes do nosso próprio lar”.37 irmãs, como tias, e como professoras e líderes Preocupado com os contínuos ataques à da Igreja. Sempre que uma mulher fortalece a família, o Presidente Spencer W. Kimball profe- fé exercida por uma criança, ela contribui para tizou e advertiu: a força da família: hoje e no futuro. “Muitas das restrições sociais que no pas- sado ajudaram a reforçar e amparar a família estão-se dissolvendo e desaparecendo. Tempo Ensinamentos dos Profetas virá em que somente aqueles que acreditam Modernos sobre a Família realmente na família serão capazes de preser- Certa vez, um pai e uma mãe perguntaram vá-la em meio ao mal crescente entre nós. aos filhos do que tinham gostado em uma (…) Há pessoas que definem a família de recente conferência geral. Sua filha de dezes- maneiras tão pouco tradicionais que é como se seis anos disse: “Adorei! Adoro ouvir profetas ela não existisse. (…) e líderes inspirados e inteligentes apoiarem Nós, mais do que qualquer outro povo (…), a maternidade”. Bem no fundo do coração, não devemos ser iludidos pelos argumentos aquela jovem sempre quis ser mãe, mas estava falaciosos de que a unidade familiar está, de preocupada com o fato de a maternidade não alguma forma, ligada a uma fase específica ser bem aceita, chegando até a ser denegrida do desenvolvimento da sociedade mortal.172
  • 163. “Mães em Sião, o papel que Deus atribuiu a vocês é extremamente vital para sua própria exaltação e para a salvação e exaltação de sua família. Os filhos precisam da mãe mais do que de todas as coisas que se pode comprar. O maior de todos os presentes é o tempo que passarem com seus“O casamento entre homem e mulher foi ordenado por Deus”(A Primeira Presidência e o Quórum dos Doze Apóstolos). filhos.”Devemos resistir a essas ideias que menosprezam o Ezra Taft Bensonpapel da família e salientam a importância do individua- The Teachings of Ezra Taftlismo egoísta. Sabemos que a família é eterna. Sabemos Benson, 1988, p. 515que, quando as coisas não vão bem na família, tampoucovão bem em todas as outras instituições da sociedade”. 38 Juntamente com essas duras exortações, os profetasmodernos compartilham palavras de esperança com ospais fiéis cujos filhos se desviaram do caminho do evan-gelho. O Presidente James E. Faust disse: “Para os paisinconsoláveis que foram justos, diligentes e fervorosos 173
  • 164. ao ensinarem seus filhos desobedientes dize- em qualquer parte que se compare à Socie- mos que o Bom Pastor está zelando por eles. dade de Socorro desta Igreja. (…) Se estiverem Deus conhece e compreende seu profundo unidas e falarem a uma só voz, sua força será sofrimento. Há esperança”.39 incalculável. O Presidente Gordon B. Hinckley expressou Convocamos as mulheres da Igreja para que sua confiança de que as mulheres santos dos juntas defendam a retidão. Devem começar últimos dias, fortalecidas por sua participação por sua própria casa. Elas precisam ensiná-la na Sociedade de Socorro, podem ajudar as nas salas de aula. Precisam defendê-la nas famílias a resistir aos ataques desferidos contra comunidades. o lar. Ele salientou que as irmãs da Sociedade Elas precisam ser as professoras e as guardiãs de Socorro podem unir-se em defesa da família. de suas filhas. Essas filhas precisam aprender “É de tremenda importância que as mulheres os valores de A Igreja de Jesus Cristo dos San- da Igreja permaneçam firmes e inamovíveis tos dos Últimos Dias na Primária e nas classes quanto ao que é correto e adequado de acordo das Moças. Quando vocês salvam uma menina, com o plano do Senhor. Estou convencido de salvam gerações. Ela crescerá em força e reti- que não existe nenhuma outra organização dão. Irá casar-se na casa do Senhor. Ensinará os caminhos da verdade aos filhos. Eles seguirão os caminhos dela e ensinarão o mesmo aos próprios filhos. Avós maravilhosas estarão presentes para dar incentivo.” 40 “Vislumbres do Céu” Um homem perguntou certa vez ao Presi- dente Spencer W. Kimball: “Você já esteve no céu?” Em resposta a essa pergunta, o Presidente Kimball disse que tivera um vislumbre do céu naquele mesmo dia, quando realizou o sela- mento de um casal, em que um dos nubentes era o último de oito irmãos que recebia aquela As mulheres justas podem tornar seu lar um refúgio no qual o Espírito possa habitar. ordenança sagrada. “Os puros de coração174
  • 165. o céu na vida de santos dos últimos dias fiéis que expressaram seu testemunho com palavras e ações. “O céu é um lugar”, ensinou o Presi- dente Kimball, “mas também uma condição. Ele está no lar e na família. Está na compreensão e na bondade. Está na interdependência e na atividade abnegada. Está numa vida serena e tranquila, no sacrifício pessoal, na genuína hospitalidade, na preocupação sadia com o próximo. Está no cumprimento dos manda- mentos de Deus sem ostentação nem hipocrisia. Está na abnegação. Está em toda a nossa volta. Temos apenas que ser capazes de reconhecê-lo ao encontrá-lo e desfrutá-lo. Sim, meu querido irmão, já tive muitos vislumbres do céu”.41 No mundo todo, as irmãs da Sociedade de Socorro e suas famílias chegaram perto do céuAs mães justas criam os filhos na luz do evangelho. pelo modo como vivem. Uma irmã dos Estados Unidos cuidou de suaestavam lá”, disse o Presidente Kimball. “O céu mãe agonizante por três anos. Menos de umestava lá.” Ele contou sobre uma ocasião em que ano depois, sua filha contraiu um raro distúrbiohavia vislumbrado o céu na casa de um presi- físico. Aquela mãe dedicada cuidou da filhadente de estaca. A casa era pequena, mas a famí- todos os dias por dez anos, até que a jovemlia era grande. Os filhos se empenharam juntos faleceu, aos dezessete anos de idade.para pôr a mesa, e uma criança fez uma oração Uma mãe que criava os filhos sozinha, emsincera antes do jantar. O Presidente Kimball Tonga, tinha uma casa simples onde moravadisse que tinha vislumbrado o céu quando com vários filhos. Seu maior desejo era que seusconversara com um casal que nunca conseguiu filhos e filhas servissem ao Senhor e melhoras-ter seus próprios filhos, mas tinham “enchido sem de vida. De modo condizente com essasa casa” com dezoito órfãos. Ele compartilhou prioridades, ela ajudou os filhos a estabelecer eoutras experiências pessoais em que vislumbrou viver os padrões do evangelho. Sob a liderança 175
  • 166. dela, eles adquiriram instrução. Oraram, estuda- disso, ela aceitou ser professora visitante e ram as escrituras, trabalharam e adoraram juntos. cuidar das irmãs de sua ala que precisavam de Uma irmã dos Estados Unidos tinha oito alento e incentivo. Orava por elas, preocupa- filhos menores de quatorze anos. Todo dia era va-se com elas, visitava-as e, várias vezes por um desafio físico, mental, espiritual, intelec- mês, procurava saber se estavam bem. tual e emocional para ela, mas ela cuidava Uma família fiel do México morava numa das coisas certas. Apoiava o marido em seu cidade grande e barulhenta, em uma casa que serviço na Igreja e no empenho em sustentar a era cercada por altos muros e um portão de família. Juntos, oravam em favor de cada filho ferro. Do lado de dentro do muro, a mãe pintou e ponderavam meios de ajudar cada um deles um belo jardim, com árvores, flores e uma a progredir nas responsabilidades e metas pes- fonte. Dentro da casa, a família tinha livros nas soais. Em seu lar, essa irmã tinha muita coisa prateleiras e reservava lugares para reunirem-se, para cozinhar, administrar, pensar e orar. Além estudarem e brincarem juntos. “Ser uma mulher justa nos momentos finais desta Terra (…) é um chamado particularmente nobre” (Spencer W. Kimball).176
  • 167. Uma irmã da República do Gana cuidava vermelhos. A música dos hinos da Primáriado sítio da família. Do lado de fora da cerca, enchia o ar, e as gravuras recortadas de Aela cultivava milefóleos. Do lado de dentro, Liahona dos templos, dos profetas de Deus ecriava cabras. Também colhia coquinhos e os do Salvador cobriam as paredes. Ela e o maridocozinhava para fazer óleo, que era vendido no sacrificaram-se para ser selados no templo,mercado local. Tudo em seu pequeno sítio mos- pois queriam que seus filhos nascessem sob otrava o amor que ela possuía pela família. Ela convênio. Ela orava constantemente para que orastelava, limpava e varria seu quintal. Debaixo Senhor a ajudasse e lhe desse forças e inspira-de uma mangueira, a família tinha um banco ção suficientes para criar os filhos na luz, ver-rústico, no qual se sentavam para realizar a dade e força do evangelho; para que pudessemnoite familiar e outras reuniões de família. fazer e guardar os convênios que ela e o marido Uma irmã solteira, com deficiência física, tinham-se sacrificado para lhes proporcionar.morava no octogésimo andar de um arranha- Essas irmãs, que representam muitas outras,céu, em Hong Kong. Ela vivia sozinha e era o são verdadeiramente, como o Presidenteúnico membro da Igreja de sua família. Con- Gordon B. Hinckley disse, “guardiãs do lar”.42tudo, criou um lar que era um refúgio no qual Elas são dignas das palavras proferidas peloela e suas visitas podiam sentir a influência do Presidente Spencer W. Kimball:Espírito. Em uma pequena prateleira, guardava “Ser uma mulher justa é algo glorioso em qual-suas escrituras, seus manuais da Sociedade quer época. Ser uma mulher justa nos momentosde Socorro e seu hinário. Ela pesquisou seus finais desta Terra, antes da Segunda Vinda deantepassados e viajou ao templo para realizar nosso Salvador, é um chamado particularmenteordenanças por eles. nobre. A força e a influência da mulher justa Uma irmã da Índia ajudou a criar um ramo podem ser dez vezes maiores hoje do que emem sua cidade. O marido era o presidente do períodos menos conturbados. Ela foi enviadaramo, e ela era a presidente da Sociedade de aqui para ajudar a melhorar, proteger e salva-Socorro de um grupo de cerca de 20 membros. guardar o lar — que é a instituição básica e maisEles criaram três filhas dentro dos princípios do nobre da sociedade. Outras instituições da socie-evangelho, protegendo-as em seu santo lar. dade podem vacilar e mesmo ruir, mas a mulher Uma mãe no Brasil morava em uma casa justa pode ajudar a salvar o lar, que pode ser ode tijolos vermelhos, com um quintal de terra último e único santuário que alguns mortaisvermelha, cercada por um muro de tijolos conhecem em meio a tempestades e conflitos”. 43 177
  • 168. “Que Vocês Sejam Fortalecidas para Enfrentar os Desafios Diários” Naquela noite histórica em que o Presidente Hinckley leu a proclamação sobre a família, ele concluiu seu discurso com uma bênção para todas as mulheres da Igreja: “Que o Senhor as abençoe, minhas queridas irmãs. (…) Que vocês sejam fortalecidas para enfrentar os desafios diários. Que tenham sabedoria além da própria para lidar com os problemas que constantemente enfrentam. Que suas orações e súplicas sejam respondidas com bênçãos sobre vocês e sobre seus entes queridos. Oferecemos-lhes nosso amor e nossa bênção, para que sua vida seja plena de paz e felicidade. Isso é possível! Muitos podem prestar testemunho disso. Que o Senhor as abençoe hoje e nos anos vindouros é minha humilde oração”. 44 178
  • 169. A Família Proclamação ao Mundo A Primeira Presidência e o Conselho dos Doze Apóstolos de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias Nós, a Primeira Presidência e o Conselho divino de felicidade permite que os relaciona- dos Doze Apóstolos de A Igreja de Jesus Cristo mentos familiares sejam perpetuados além da dos Santos dos Últimos Dias, solenemente morte. As ordenanças e os convênios sagrados proclamamos que o casamento entre homem e dos templos santos permitem que as pessoas mulher foi ordenado por Deus e que a família retornem à presença de Deus e que as famílias é essencial ao plano do Criador para o destino sejam unidas para sempre. eterno de Seus filhos. O primeiro mandamento dado a Adão e Eva Todos os seres humanos—homem e por Deus referia-se ao potencial de ­ ornarem-se t mulher—foram criados à imagem de Deus. pais, na condição de marido e mulher. Decla- Cada indivíduo é um filho (ou filha) gerado em ramos que o mandamento dado por Deus a espírito por pais celestiais que o amam e, como Seus filhos, de multiplicarem-se e encherem a tal, possui natureza e destino divinos. O sexo Terra, continua em vigor. Declaramos também (masculino ou feminino) é uma característica que Deus ordenou que os poderes sagrados de essencial da identidade e do propósito pré- procriação sejam empregados somente entre mortal, mortal e eterno de cada um. homem e mulher, legalmente casados. Na esfera pré-mortal, os filhos e filhas que Declaramos que o meio pelo qual a vida foram gerados em espírito conheciam e adora- mortal é criada foi estabelecido por Deus. Afir- vam a Deus como seu Pai Eterno e aceitaram mamos a santidade da vida e sua importância Seu plano, segundo o qual Seus filhos pode- no plano eterno de Deus. riam obter um corpo físico e adquirir expe- O marido e a mulher têm a solene respon- riência terrena a fim de progredirem rumo à sabilidade de amar-se mutuamente e amar os perfeição, terminando por alcançar seu destino filhos, e de cuidar um do outro e dos filhos. divino como herdeiros da vida eterna. O plano “Os filhos são herança do Senhor” (Salmos180
  • 170. 127:3). Os pais têm o sagrado dever de criar podem exigir adaptações específicas. Outrosos filhos com amor e retidão, atender a suas parentes devem oferecer ajuda quandonecessidades físicas e espirituais, ensiná-los necessário.a amar e servir uns aos outros, guardar os Advertimos que as pessoas que violammandamentos de Deus e ser cidadãos cumpri- os convênios de castidade, que maltratam odores da lei, onde quer que morem. O marido e cônjuge ou os filhos, ou que deixam de cumprira mulher—o pai e a mãe—serão considerados suas responsabilidades familiares, deverão umresponsáveis perante Deus pelo cumprimento dia responder perante Deus pelo cumprimentodessas obrigações. dessas obrigações. Advertimos também que A família foi ordenada por Deus. O casa- a desintegração da família fará recair sobremento entre o homem e a mulher é essencial pessoas, comunidades e nações as calamidadespara Seu plano eterno. Os filhos têm o direito preditas pelos profetas antigos e modernos.de nascer dentro dos laços do matrimônio e de Conclamamos os cidadãos e governantesser criados por pai e mãe que honrem os votos responsáveis de todo o mundo a promoveremmatrimoniais com total fidelidade. A felici- as medidas designadas para manter e fortale-dade na vida familiar é mais provável de ser cer a família como a unidade fundamental daalcançada quando fundamentada nos ensina- sociedade.mentos do Senhor Jesus Cristo. O casamentoe a família bem-sucedidos são estabelecidos Esta proclamação foi lida pelo Presidente Gordon B.e mantidos sob os princípios da fé, da oração, Hinckley como parte de sua mensagem na Reuniãodo arrependimento, do perdão, do respeito, do Geral da Sociedade de Socorro, realizada em 23amor, da compaixão, do trabalho e de ativida- de setembro de 1995 em Salt Lake City, Estado de Utah, EUA.des recreativas salutares. Segundo o modelodivino, o pai deve presidir a família com amor eretidão, tendo a responsabilidade de atender àsnecessidades de seus familiares e de protegê-los. A responsabilidade primordial da mãe écuidar dos filhos. Nessas atribuições sagradas,o pai e a mãe têm a obrigação de ajudar-semutuamente, como parceiros iguais. Enfermi-dades, falecimentos ou outras circunstâncias 181
  • 171. CAPÍTULO 10 “Viver de Modo a Estar à Altura de Seus Privilégios” Vocês estão agora em condições de agir de acordo com essa compreensão plantada por Deus em seu coração. Se vocês viverem demodo a estar à altura desses princípios, quão grande eglorioso será! — Se viverem de modo a estar à altura de seus privilégios, não se poderá impedir que os anjos lhes façam companhia. (…) Se forem puras, nada poderá impedir seu progresso. Joseph Smith
  • 172. CAPÍTULO 10 “Viver de Modo a Estar à Altura de Seus Privilégios” Em uma das primeiras reuniões da Socie- de Deus para elas. Ao compreender quem real-dade de Socorro Feminina de Nauvoo, Joseph mente são — filhas de Deus, com capacidadeSmith admoestou as irmãs a “viver de modo a inata de amar, criar e educar — elas atingemestar à altura de seus privilégios”.1 Com base seu potencial como mulheres santas. Comnesse incentivo, as irmãs da Igreja de Jesus caridade no coração, cumprem os propósitos daCristo dos Santos dos Últimos Dias têm sido Sociedade de Socorro: aumentar a fé e a reti-ensinadas a viver de modo a estar à altura de dão pessoal, fortalecer a família e o lar, e buscarseu potencial divino, cumprindo os desígnios e ajudar os necessitados. Tendo sido criada como parte integral da Restauração, a Sociedade de Socorro ajuda as mulheres santos dos últimos dias a viver de modo a estarem à altura de seus privilégios. Por meio dessa organização, as irmãs adquirem uma visão e segurança de sua identidade como filhas de Deus. Também recebem oportunidades de servir e a orientação e a autoridade de que necessitam para cumprir tais responsabilidades. Filhas de Deus Joseph Smith ensinou às irmãs da Socie- dade de Socorro sua nobre condição de filhas de Deus, ajudando-as a compreender queDeus abençoou Suas filhas com grande capacidade de Deus as ama e que tem grandiosos propó-amar e nutrir. sitos para cumprir. As mulheres da Igreja 185
  • 173. desempenham um papel essencial no plano Dedicamo-nos ao trabalho de fortalecer o de salvação estabelecido pelo Pai Celes- casamento, a família e o lar. tial—um papel tão importante quanto o Consideramos nobre a maternidade e somos desempenhado pelos homens que possuem felizes por sermos mulheres. o sacerdócio. O Senhor dotou as mulheres Deleitamo-nos no serviço ao próximo e nas com o desejo inato de servir e abençoar outras boas obras. pessoas, e Ele confiou a elas uma sagrada res- Amamos a vida e o aprendizado. ponsabilidade de usar seus dons para ajudar a Defendemos a verdade e a retidão. salvar Seus filhos. Apoiamos o sacerdócio como a autoridade de Às vezes as mulheres se esquecem de sua Deus na Terra. verdadeira nobreza e cedem às distrações e Regozijamo-nos com as bênçãos do templo, tentações do mundo. Preocupada com essa compreendemos nosso destino divino e esfor- tendência, a irmã Mary Ellen Smoot, décima çamo-nos para alcançar a exaltação”. 2 terceira presidente geral da Sociedade de Os líderes do sacerdócio também relembra- Socorro, e suas conselheiras, as irmãs Vir- ram às mulheres sua natureza divina e suas ginia U. Jensen e Sheri L. Dew, sentiram a responsabilidades sagradas. O Élder M. Rus- necessidade de ajudar as mulheres da Igreja a sell Ballard, do Quórum dos Doze Apóstolos, lembrar-se de sua identidade. Em uma reunião disse: “Acreditamos em vocês e contamos com geral da Sociedade de Socorro, elas expressa- sua bondade e sua força, sua propensão para ram o que significa ser filhas de Deus: a virtude e a bravura, sua bondade e coragem, “Somos amadas filhas espirituais de Deus, e sua força e perseverança. Cremos em sua nossa vida tem significado, propósito e direção. missão como mulheres de Deus. (…) Cremos Como irmandade mundial, somos unidas em que a Igreja simplesmente não realizará o que nossa devoção a Jesus Cristo, nosso Salvador e precisa realizar sem sua fé e fidelidade, sem Exemplo. Somos mulheres de fé, virtude, visão sua tendência inata de pôr o bem-estar alheio e caridade que: antes de seu próprio bem-estar e sem sua Aumentamos nosso testemunho de Jesus força e persistência espirituais. E cremos que o Cristo por meio da oração e do estudo das plano de Deus para vocês é transformá-las em escrituras. rainhas e conceder-lhes as bênçãos mais subli- Buscamos força espiritual seguindo os sus- mes que uma mulher pode receber no tempo surros do Espírito Santo. ou na eternidade”. 3186
  • 174. “Algo que eu disse tem sido citado: ‘Façam o melhor que puderem’. Mas quero enfatizar que deve ser o melhor possível. Estamos por demais propensos a nos satisfazer com um desempenho medíocre. Somos capazes de agir muito melhor.” Gordon B. HinckleyÀ medida que vivem à altura de seu potencial como filhas de Deus,as mulheres se preparam para as bênçãos da vida eterna. Reunião Mundial de Treinamento de Liderança, 10 de janeiro de 2004, p. 21 À medida que as mulheres vivem de modo a estarà altura de seus privilégios e potencial como filhas deDeus, elas se preparam para as bênçãos da vida eterna.Esse é o glorioso destino que Deus reservou para Suasfilhas fiéis.A Verdadeira Caridade, um LegadoTransmitido de um Coração ao Outro O Profeta Joseph Smith ensinou: “É natural que asmulheres tenham sentimentos de caridade”. Com a 187
  • 175. criação da Sociedade de Socorro, ele disse às atos de caridade são guiados por Seu exemplo. irmãs: “Vocês estão agora em condições de agir Devem-se à gratidão por Seu infinito dom de de acordo com essa compreensão plantada por misericórdia e pelo Santo Espírito, que Ele Deus em seu coração”.4 Para que a verdadeira envia para acompanhar Seus servos em suas caridade floresça no coração, as mulheres pre- missões de misericórdia.” 5 cisam combinar sua compaixão inata à fé em Esse legado de caridade começou com as Jesus Cristo e em Sua Expiação. O Presidente irmãs de Nauvoo, que se engajaram em obras Henry B. Eyring, conselheiro na Primeira Presi- de caridade organizadas e receberam os convê- dência, explicou que essa verdadeira caridade é nios do templo. Continuou em Winter Quarters o legado da Sociedade de Socorro: e ao longo da árdua jornada até o Vale do Lago “Falarei (…) sobre o grande legado deixado a Salgado. Ele deu alento às mulheres santos dos vocês pelas irmãs que as precederam na Socie- últimos dias, ao estabelecerem comunidades dade de Socorro. A parte (…) que me parece a pioneiras e ao suportarem a perseguição polí- mais importante e duradoura, é que a caridade tica e as guerras mundiais, e manteve sua espe- está na essência da sociedade e deve penetrar rança durante a depressão econômica. Inspirou o coração e fazer parte da própria natureza o amor e a bondade no lar e empreendimentos de cada irmã. A caridade significava para elas de ajuda no mundo todo. Motivou as irmãs da muito mais que um sentimento de benevo- Sociedade de Socorro, ao servirem em hospitais lência. A caridade nasce da fé no Senhor Jesus e ao ajudarem nas adoções, armazenamento de Cristo e é um efeito de Sua Expiação operando trigo, auxílio humanitário e bem-estar. O puro no coração das irmãs. (…) amor de Cristo continua a motivar as irmãs das “Esta sociedade é composta de mulheres Sociedade de Socorro em nossos dias, ao se cujos sentimentos de caridade nascem de reunirem para ensinar e servir umas às outras corações modificados durante e ao fortalecerem e cuidarem umas das outras, o processo de qualificação e individualmente. pela realização e cumpri- Toda mulher santo dos últimos dias torna-se mento dos convênios parte desse legado de amor e tem a respon- oferecidos apenas na sabilidade e o privilégio de compartilhar esse Henry B. Eyring, verdadeira Igreja do Senhor. legado com outras pessoas. Os sentimentos de caridade que elas têm A história de uma família ilustra como o procedem Dele, por meio da Expiação. Seus legado da Sociedade de Socorro foi transmitido188
  • 176. de mãe para filha por gerações. Cada filha do Lago Salgado e ao cuidar de uma jovemadotou o lema da Sociedade de Socorro: “A família enquanto o marido servia uma missão.Caridade Nunca Falha”. Ela foi presidente da Sociedade de Socorro, em O legado começou com Elizabeth Haven Bountiful, Utah, de 1857 a 1888, três anos antesBarlow, que se filiou à Igreja em 1837. Elizabeth de vir a falecer, aos 81 anos de idade.tornou-se membro da Sociedade de Socorro A história continuou com sua filha PamelaFeminina de Nauvoo em 28 de abril de 1842, Barlow Thompson. Pamela e o marido forame ouviu o Profeta Joseph Smith ensinar os chamados para colonizar Panaca, Nevada,princípios fundamentais da organização. Esses onde ela se tornou presidente da Sociedadeensinamentos lhe deram alento durante toda de Socorro. Deu aulas de prendas domésticasa vida, inclusive ao tornar-se vítima do ataque para as irmãs, inclusive ensinando-as a usarde multidões enfurecidas e de perseguição, ao uma nova maravilha mecânica: a máquina dedar à luz um filho durante a jornada até o Vale costurar. Quando moravam em Nevada, seu“A história da Sociedade de Socorro está gravada em palavras e números, mas a sua herança é passada de coração acoração” (Henry B. Eyring). 189
  • 177. marido foi assassinado. Ela e sua grande família aniversário deles. Em uma dessas ocasiões, ela mudaram-se então para Bountiful, Utah, onde se esqueceu do aniversário de uma vizinha, e novamente foi chamada para servir na presi- só lembrou depois do jantar. Tendo assumido dência da Sociedade de Socorro. o compromisso de seguir o princípio de que Pamela passou esse legado para sua filha “a caridade nunca falha”, reacendeu o fogão e Theresa Thompson Call. Logo depois de se assou um bolo. Quando chegou à porta, tarde casar, Theresa e o marido mudaram-se para da noite, a irmã rompeu em lágrimas e disse: o México. Durante a maior parte de sua vida, “Fiquei esperando você o dia inteiro e tinha ela serviu simultaneamente como presidente acabado de concluir que você havia-me esque- da Sociedade de Socorro e conselheira na cido desta vez”. presidência da Primária. Ela era conhecida por A filha de Theresa, Athelia Call Sears, seu serviço compassivo, levando alimentos também amava a Sociedade de Socorro. Nas para os necessitados. Tinha como hábito levar manhãs de terça-feira, ela corria para conse- bolos para seus vizinhos idosos no dia do guir passar toda roupa e poder participar da reunião da Sociedade de Socorro de terça- feira à noite. Com seus 70 anos de idade, foi chamada para servir como presidente da Sociedade de Socorro da ala. Numa época em que as alas precisavam levantar fundos para equipamentos e atividades, ela liderou suas irmãs da Sociedade de Socorro na arrecadação de dinheiro suficiente para comprar novos equipamentos de cozinha para a capela, com um adicional de mil dólares para o bispo usar para outras necessidades da ala. Athelia Sears Tanner, uma das filhas da irmã Sears, foi chamada para ser a presidente da Sociedade de Socorro da ala quando ainda era uma jovem mãe. Grande parte de seu serviço O puro amor de Cristo continua a inspirar as irmãs da Sociedade de Socorro, ao ensinarem e servirem compassivo consistia em prestar serviços e umas às outras. levar refeições para mães de recém-nascidos.190
  • 178. Tendo o dom inato de ensinar e um fortetestemunho de Jesus Cristo, ela criou e educouseus treze filhos e, ao longo de toda sua vida,também ajudou outras pessoas e salvou almas,enquanto trabalhava em vários cargos queocupou na Sociedade de Socorro. O legado de caridade continuou nessafamília. Todas as filhas da irmã Tanner serviramfielmente na Sociedade de Socorro, e suasnetas seguiram o exemplo das mães.6 O serviço de caridade é o legado espiritual detoda irmã da Sociedade de Socorro. Conforme As mães podem compartilhar o legado da Sociedade deexplicou o Presidente Eyring: “Vocês passam Socorro com as filhas.o legado adiante ao ajudarem outras irmãs areceber no coração o dom da caridade. Elas As mulheres da Igreja estão cercadas porentão poderão passar o legado a outras irmãs. uma grande multidão de testemunhas, inclu-A história da Sociedade de Socorro está gra- sive “nossa gloriosa Mãe Eva” e “muitas devada em palavras e números, mas sua herança suas filhas fiéis que viveram através das eras eé passada de coração a coração”.7 adoraram o Deus verdadeiro e vivo”.9 As filhas fiéis de Deus vivem de modo a estar à altura de seus privilégios seguindo os passos dessas“Minha Vez de Servir” testemunhas, deixando de lado os problemas e Depois de relembrar vários exemplos de tentações que enfrentam e correndo a carreirapessoas que tiveram grande fé, o Apóstolo que o Senhor lhes propôs.Paulo disse: “Portanto nós também, pois que Toda geração tem mulheres nobres, caridosas,estamos rodeados de uma tão grande nuvem fiéis e santas. Embora poucas dessas mulheresde testemunhas, deixemos todo o embaraço, tenham o nome registrado na história, o Paie o pecado que tão de perto nos rodeia, e Celestial as conhece muito bem. Afinal, comocorramos com paciência a carreira que nos está disse Eliza R. Snow, isso é o que realmenteproposta, olhando para Jesus, autor e consu- importa: “Há muitas irmãs cujo trabalho nãomador da fé”.8 é conhecido além de sua própria casa e talvez 191
  • 179. não recebam o devido reconhecimento nesta nosso lado, esperando serenamente para aju- vida, mas que diferença isso faz? Se seu traba- dar: dar recados, atender a porta, segurar-nos lho for aceitável para Deus, por mais simples a mão ao telefonarmos para nossos familiares que sejam os deveres, se forem fielmente e amigos. Elas estavam lá para nos ajudar a cumpridos, vocês jamais devem sentir-se embalar as coisas e fazer tudo o que tinha de desanimadas”.10 ser feito. A seguinte história é um dos inúmeros Por tudo isso, desenvolvi tamanho senti- exemplos da influência de irmãs fiéis da mento de gratidão que não conseguia imaginar Sociedade de Socorro. Neste caso, um grupo como poderia retribuir o favor àquelas queridas de mulheres influenciou a vida de uma jovem irmãs. Tentava desesperadamente pensar em adulta chamada Lynne. Por ter visto aquelas uma maneira, mas a imaginação deu lugar à irmãs servirem, Lynne tomou a firme decisão exaustão”. de fazer o mesmo quando entrasse para a Vários anos mais tarde, quando Lynne estava Sociedade de Socorro. casada e tinha três filhos pequenos, ela foi Quando Lynne estava no final da adoles- chamada para servir na presidência da Socie- cência, ela e a mãe ficaram sabendo que seu dade de Socorro. Às vezes ela se perguntava padrasto tinha ficado gravemente ferido em se conseguiria dar conta das exigências de seu uma cidade distante. Elas rapidamente pega- chamado. Mas então se lembrou do serviço que ram um avião para ir visitá-lo, mas ele faleceu lhe foi prestado quando seu padrasto morreu. antes que elas chegassem onde ele estava. Mais “Agora”, pensou ela, “é a minha vez”. Ela com- tarde, Lynne contou o que aconteceu quando partilhou as seguintes experiências: voltavam para casa: “Uma mulher da ala perdeu sua filha de “Quando minha mãe e eu, exaustas e descon- quatorze anos de idade. A mãe pediu-me que soladas, descemos as escadas do avião, [um] comprasse um lindo vestido e vestisse o corpo homem e uma mulher que estavam na pista da filha, em preparação para o enterro. Fui se aproximaram e nos abraçaram. Era o presi- capaz de fazê-lo — e achei uma experiência dente do ramo e a presidente da Sociedade de muito terna. Foi a minha vez de servir, como Socorro. (…) [as outras irmãs] me haviam servido. Aqueles dias foram muito confusos para nós, Uma mulher idosa da ala, que morava sendo-nos difícil aceitar que [meu padrasto] sozinha, exagerou na dose de medicamentos estava morto. Mas sempre havia uma irmã a e ficou incapacitada por três dias. A outra192
  • 180. conselheira e eu a encontramos ainda viva em seu apar- “A meu ver, quandotamento e a limpamos antes da chegada da ambulância. decidimos em nossoDepois disso, ficamos para fazer uma faxina no aparta-mento, limpando paredes e piso com desinfetante. Era coração que por meio dasnovamente a minha vez. bênçãos de Deus nosso Uma jovem mãe na ala, amiga minha, perdeu subi-tamente a única filha, uma linda menina de três anos, Pai Celestial realizaremosque fora acometida de uma infecção que lhe tirou a determinado trabalho,vida antes de os médicos se darem conta da gravidadeda doença. A outra conselheira e eu fomos até a casa Deus nos concederá adela assim que soubemos da morte da pequena Robin. capacidade de realizarQuando nos aproximamos da porta de tela da varanda, essa tarefa; mas quando desistimos, quando esmorecemos, quando olhamos para o cume da montanha e dizemos que é impossível chegar lá, mesmo sem jamais termos feito a tentativa, jamais teremos êxito.” Heber J. Grant Ensinamentos dos Presiden- tes da Igreja: Heber J. Grant, 2003, p. 37“Para tal tempo como este” (Ester 4:14). 193
  • 181. ouvimos o pai (que não era membro da Igreja) assim em relação à Sociedade de Socorro. Do chorando ao conversar com a mãe numa liga- fundo do coração”.11 ção interurbana. Ao erguer o rosto, ele nos viu No mundo todo, as mulheres santos dos e, ainda chorando, disse ao telefone: ‘Vai ficar últimos dias sentem o mesmo em relação à tudo bem, mãe. As mulheres mórmons estão Sociedade de Socorro, “do fundo do coração”. aqui’. Era minha vez de novo.” Tal como Lynne, elas foram auxiliadas pelo Lynne comentou mais tarde que, quando serviço prestado pela Sociedade de Socorro e as pessoas perguntavam o que ela achava da sabem que agora é sua vez de servir com cari- Sociedade de Socorro, ela lhes contava suas dade e fé. Oferecem esse serviço em diversas experiências pessoais em que recebeu e prestou situações: como filhas, esposas, mães, irmãs, serviço. Ela disse: “Por essa razão me sinto tias, professoras visitantes, líderes da Sociedade Em cada nova geração, as irmãs da Sociedade de Socorro podem dizer: “Agora é a nossa vez de servir”.194
  • 182. de Socorro, vizinhas e amigas. Parte do serviço inimigos de Neemias tentaram afastá-lo de seu prestado resulta de designações dadas pelos dever de reconstruir as muralhas de Jerusalém, líderes da Igreja, e parte resulta dos suaves ele respondeu: “Faço uma grande obra, de sussurros do Espírito Santo. Vendo que estão modo que não poderei descer; por que cessa-“rodeadas de uma tão grande nuvem de tes- ria esta obra, enquanto eu a deixasse, e fosse temunhas”, estão prontas para “[correr] com ter convosco?” 14 Seus inimigos continuaram a paciência a carreira que [lhes] está proposta”. tentá-lo, mas ele permaneceu firme e fiel a sua importante obra. O mundo tem procurado per- suadir as mulheres da Igreja a abandonar a mis-“Liderar o Mundo (…) em Tudo são que lhes foi dada por Deus, mas as irmãso Que Seja Digno de Louvor” fiéis da Sociedade de Socorro não “desceram”. O Presidente Joseph F. Smith, o sexto Presi- O encargo de liderar tudo o que seja dignodente da Igreja, instou as mulheres santos dos de louvor, divino, que eleve e que purifiqueúltimos dias a “liderar o mundo e, em especial, é muito árduo. Sempre foi. Mas cada umaas mulheres do mundo, em tudo o que seja das irmãs da Sociedade de Socorro não estádigno de louvor, tudo que seja divino, tudo que sozinha ao aceitar esse encargo. Elas fazemeleve e que purifique os filhos dos homens”. parte de uma grande organização, fundadaEle disse: “Vocês foram chamadas pela voz do pela autoridade do sacerdócio e fortalecidaProfeta de Deus para isso, para serem as mais pelos ensinamentos e pelas declarações dosimportantes, para serem as maiores e as melho- profetas. Elas são filhas amadas de Deus, comres, as mais puras e mais dedicadas à retidão”.12 responsabilidades sagradas. São o povo do Ao longo de toda a história da Igreja restau- convênio do Cordeiro, “armados com retidão erada, as discípulas de Cristo viveram de modo a com o poder de Deus, em grande glória”.15 Aoestar à altura desse padrão. Tal como Ester, elas unirem-se a outros santos fiéis e aprenderemforam fiéis e corajosas frente a difíceis ­ esafios. d com o exemplo dos que nos antecederam, elasElas encontraram propósito na vida, como podem prevalecer contra os desafios mortais.fez Ester quando seu primo Mardoqueu lhe Podem ajudar a edificar o reino de Deus nopediu: “Quem sabe se para tal tempo como este mundo todo e em seu lar. Podem dizer: “Agorachegaste a este reino?” 13 Tal como Neemias do é nossa vez, nossa vez de servir e de escreverVelho Testamento, elas não se deixaram desviar um capítulo nas páginas da história da Socie-de suas responsabilidades sagradas. Quando os dade de Socorro”. Com a certeza do amor que 195
  • 183. o Pai Celestial tem por elas e com um teste- munho do poder da Expiação de Jesus Cristo, elas podem erguer-se acima dos pensamentos e ambições comuns e fazer parte de “algo extraordinário”.16 As promessas do Senhor são garantidas se as irmãs seguirem o conselho que Ele deu à primeira presidente da Sociedade de Socorro: “Em verdade eu te digo: Todos os que rece- bem meu evangelho são filhos e filhas em meu reino. (…) Deverás deixar as coisas deste mundo e buscar as coisas de um melhor. (…) Apega-te aos convênios que fizeste”.17 Quando o Profeta Joseph Smith disse às irmãs da Socie- dade de Socorro que “[vivessem] de modo a estar à altura de seus privilégios”, ele acrescen- tou a essa exortação a promessa de que “não se poderá impedir que os anjos lhes façam companhia. (…) Se forem puras, nada poderá impedir seu progresso”.18 196
  • 184. A C O N T E C I M E N T O S I M P O R TA N T E S N A História da Sociedade de Socorro 6 de abril de 1830 Fevereiro de 1846 1872 A Igreja é organizada. Os santos começam a sair de A Sociedade de Socorro patrocina Nauvoo. a publicação do jornal Woman’s 1830 Exponent. Joseph Smith recebe uma revelação para sua esposa Emma (ver D&C 25). 17 de março de 1842 A Sociedade de Socorro Feminina de Nauvoo é organizada; Emma Smith é escolhida para presidente. 1846 O Templo de Nauvoo é dedicado. 1873 Julho de 1847 As irmãs da Sociedade de Socorro 1843 A primeira companhia de são incentivadas a adquirir Emma Smith e pioneiros chega ao Vale formação médica. suas conselheiras do Lago Salgado. nomeiam comitês de visitas nas alas de Nauvoo, Illinois. 1867 Brigham Young pede aos bispos que restabeleçam a Sociedade de Socorro em todas as alas. 27 de junho de 1844 1870 1876 O Profeta Joseph Smith e seu irmão É criada a Divisão de Moças da A Deseret Silk Association é Hyrum são martirizados na Cadeia Associação Sênior e Júnior de criada com Zina D. H. Young de Carthage. Resguardo Mútuo para as moças. como presidente.198
  • 185. 1878 1913 1936A organização da “A Caridade Nunca A Primeira Presidência cria oPrimária para Falha” se torna o programa de bem-estar da Igreja.as crianças é lema da Sociedadecriada. de Socorro. 1915 A Sociedade de Socorro começa a publicar a revista Relief Society Magazine.1882A Sociedade de Socorro cria oHospital Deseret. 1944 As professoras visitantes param de coletar doações e concentram-se em ministrar às irmãs que visitam. 1954 Belle S. Spafford lidera a delegação dos Estados Unidos no Conselho 1916 Internacional de Mulheres. As professoras1890 visitantes começam aWilford Woodruff recebe levar uma mensagemuma revelação que do evangelho pararesulta no fim da prática as irmãs todos osdo casamento plural. meses.1893 1918O Templo de Salt Lake é dedicado. A Sociedade de Socorro vende 5 mil toneladas de trigo para o governo dos Estados Unidos. 1956 O edifício da Sociedade de Socorro 1921 é dedicado em Salt Lake City. A Sociedade de Socorro funda um hospital maternidade. 199
  • 186. 1969 1992 2004 O Departamento de Serviço Social da As irmãs comemoram o aniversá- As presidentes gerais da Sociedade Sociedade de Socorro é incorporado rio de 150 anos da Sociedade de de Socorro, das Moças e da Primá- aos Serviços Sociais e de Bem-Estar Socorro participando de projetos ria participam da primeira reunião da Igreja. de serviço em suas comunidades. mundial de treinamento de lide- rança para as auxiliares. 1971 A revista Relief Society Magazine deixa de ser publicada, dando lugar à revista Ensign. 2009 A Sociedade de Socorro atinge o 23 de setembro total de 6 milhões de membros. de 1995 O Presidente Gordon B. Hinckley lê “A Família: Proclamação ao 1978 Mundo” em uma O Jardim do Monumento reunião geral da Memorial das Mulheres Sociedade de Socorro. é dedicado em Nauvoo. Irmãs na reunião geral da Sociedade de Socorro 2011 A Igreja comemora o aniversário de 75 anos do programa de bem-estar. 16 de setembro de 1978 É realizada a primeira reunião geral da Sociedade de Socorro. 1987 Uma mensagem mensal das profes- 1997 soras visitantes é incluída na revista As Sociedades de Socorro, os internacional (atualmente A Liahona) grupos de sumos sacerdotes e na Ensign. e os quóruns de élderes começam a estudar as mesmas aulas aos domingos.200
  • 187. Presidências Gerais da Sociedade de SocorroPresidente: Emma Hale Smith, 1842–1844. Presidente: Belle Smith Spafford, 1945–1974.Primeira Conselheira: Sarah Marietta Kingsley Primeira Conselheira: Marianne Clark Sharp,Cleveland, 1842–1844. Segunda Conselheira: 1945–1974. Segunda Conselheiras: GertrudeElizabeth Ann Smith Whitney, 1842–1844. Ryberg Garff, 1945–1947; Velma Nebeker Simonsen, 1947–1956; Helen Woodruff Anderson,Presidente: Eliza Roxcy Snow, 1866–1887. 1957–1958; Louise Wallace Madsen, 1958–1974.Primeira Conselheira: Zina Diantha HuntingtonYoung, 1880–1888. Segunda Conselheira: Presidente: Barbara Bradshaw Smith, 1974–1984.Elizabeth Ann Smith Whitney, 1880–1882. Primeira Conselheiras: Janath Russell Cannon, 1974–1978; Marian Richards Boyer, 1978–1984.Presidente: Zina Diantha Huntington Young, Segunda Conselheiras: Marian Richards Boyer,1888–1901. Primeira Conselheira: Jane Snyder 1974–1978; Shirley Wilkes Thomas, 1978–1983;Richards, 1888–1901. Segunda Conselheira: Ann Stoddard Reese, 1983–1984.Bathsheba Wilson Smith, 1888–1901. Presidente: Barbara Woodhead Winder,Presidente: Bathsheba Wilson Smith, 1901–1910. 1984–1990. Primeira Conselheira: Joy FrewinPrimeira Conselheira: Annie Taylor Hyde, Evans, 1984–1990. Segunda Conselheira: Joanne1901–1909. Segunda Conselheira: Ida Smoot Bushman Doxey, 1984–1990.Dusenberry, 1901–1910. Presidente: Elaine Low Jack, 1990–1997.Presidente: Emmeline Woodward B. Wells, Primeira Conselheira: Chieko Nishimura1910–1921. Primeira Conselheira: Clarissa Smith Okazaki, 1990–1997. Segunda Conselheira:Williams, 1910–1921. Segunda Conselheira: Julina Aileen Hales Clyde, 1990–1997.Lambson Smith, 1910–1921. Presidente: Mary Ellen Wood Smoot, 1997–2002.Presidente: Clarissa Smith Williams, 1921–1928. Primeira Conselheira: Virginia Urry Jensen,Primeira Conselheira: Jennie Brimhall Knight, 1997–2002. Segunda Conselheira: Sheri L. Dew,1921–1928. Segunda Conselheira: Louise Yates 1997–2002.Robison, 1921–1928. Presidente: Bonnie Dansie Parkin, 2002–2007.Presidente: Louise Yates Robison, 1928–1939. Primeira Conselheira: Kathleen Hurst Hughes,Primeira Conselheira: Amy Brown Lyman, 1928– 2002–2007. Segunda Conselheira: Anne Clark1939. Segunda Conselheiras: Julia Alleman Child, Pingree, 2002–2007.1928–1935; Kate Montgomery Barker, 1935–1939. Presidente: Julie Bangerter Beck, início em 2007.Presidente: Amy Brown Lyman, 1940–1945. Primeira Conselheira: Silvia Henriquez Allred,Primeira Conselheira: Marcia Knowlton início em 2007. Segunda Conselheira: BarbaraHowells, 1940–1945. Segunda Conselheiras: Thompson, início em 2007.Donna Durrant Sorensen, 1940–1942; Belle SmithSpafford, 1942–1945. 201
  • 188. Notas Prefácio Presidentes da Igreja: Joseph Smith, todos os trechos extraídos desse 2007, p. 474. livro de atas. 1. Emma Smith, Relief Society Minute Book, Nauvoo, Nauvoo, 16. Eliza R. Snow, “Female Relief 5. Ver Relief Society Minute Book, Illinois, 17 de março de 1842, Society”, Deseret News, 22 de Nauvoo, Illinois, 17 de março de Biblioteca de História da Igreja, abril de 1868, p. 1; pontuação 1842, pp. 8–9. p. 12. padronizada. 6. Doutrina e Convênios 25:3, 7. 2. Spencer W. Kimball, “Privileges 17. Ensinamentos dos Presidentes da 7. Ver Joseph Smith, Relief Society and Responsibilities of Sisters” Igreja: Joseph F. Smith, 1998, p. 184. Minute Book, Nauvoo, Illinois, [Privilégios e Responsabilidades 18. Lorenzo Snow, “Pres. Snow to 17 de março de 1842, p. 8. das Irmãs], Ensign, novembro de Relief Societies”, Deseret Evening 1978, p. 104. 8. Ver Doutrina e Convênios 25:2, News, 9 de julho de 1901, p. 1. 5–8, 10–11, 13–15. 3. Belle S. Spafford, A Woman’s 19. Julie B. Beck, “O Que as Mulhe- Reach, 1974, p. 23. 9. Doutrina e Convênios 25:16. res da Igreja Fazem de Melhor: 4. Alma 37:6. Permanecem Firmes e Inamoví- 10. Joseph Smith, Relief Society veis”, A Liahona, novembro de Minute Book, Nauvoo, Illinois, 2007, p. 109. 17 de março de 1842, p. 8. Capítulo 1 11. Emma Smith, Relief Society Minute Book, Nauvoo, Illinois, 1. James E. Talmage, Jesus, o Cristo, Capítulo 2 17 de março de 1842, p. 12. 3.a ed., 1916, p. 458. 1. Sarah M. Kimball, Record of the 12. Ver Relief Society Minute Book, 2. Ver João 19:25–27. Relief Society from First Organi- Nauvoo, Illinois, 17 de março de 3. Ver João 20:1–18. zation to Conference, 5 de abril 1842, p. 14. de 1892, volume II, Biblioteca de 13. Joseph Smith, Relief Society 4. Ver Lucas 10:38–42. História da Igreja, p. 29; orto- Minute Book, Nauvoo, Illinois, 5. João 11:20–27. grafia e utilização de maiúsculas 28 de abril de 1842, p. 40. 6. Lucas 8:1–3. padronizadas. 14. Joseph Smith, Relief Society 7. I Timóteo 5:10. 2. Sarah M. Kimball, “Auto-­ Minute Book, Nauvoo, Illinois, biography”, Woman’s Exponent, 30 e março de 1842, p. 22. 8. Tito 2:4. 1º de setembro de 1883, p. 51. 9. Atos 9:36–40. 15. Joseph Smith, Relief Society 3. Ver Relief Society Minute Book, Minute Book, Nauvoo, Illinois, 10. Ver Romanos 16:3–5. Nauvoo, Illinois, 17 de março de 28 de abril de 1842, p. 38. 1842, pp. 6–7; vinte irmãs partici- 11. I Coríntios 16:19; grifo do autor. param da primeira reunião, e sete 16. Boyd K. Packer, Conference Report, 12. Romanos 16:6. outras que não estavam presen- outubro de 1978, pp. 9–10; ou A tes foram aceitas na sociedade Liahona , abril de 1979, p. 11. 13. Ver Atos 16:14–15. como parte daquela reunião. 17. Ver Joseph Smith, Relief Society 14. Romanos 16:1–2; grifo do autor. Minute Book, Nauvoo, Illinois, 4. Joseph Smith, Relief Society 15. Joseph Smith, citado em Minute Book, 17 de março de 17 de março de 1842, p. 8. Sarah M. Kimball, “Auto-­ 1842, Biblioteca de História da 18. Eliza R. Snow, Relief Society biography”, Woman’s Exponent, Igreja, p. 7; ortografia, pontuação Minute Book, Nauvoo, Illinois, 1º de setembro de 1883, p. 51; e uso de maiúsculas padroniza- 28 de abril de 1842, p. 41. ver também Ensinamentos dos dos, conforme necessário, em202
  • 189. 19. Ver Joseph Smith, Relief Society 37. Ver Doutrina e Convênios maiúsculas padronizadas; citado Minute Book, Nauvoo, Illinois, 131–132. por Richard G. Scott, Conference 9 de junho de 1842, p. 63. 38. Sally Randall, Kenneth W. Report, abril de 2009, p. 42; ou A 20. Joseph Smith, Relief Society Godfrey, Women’s Voices: An Liahona, maio de 2009, pp. 44–45. Minute Book, Nauvoo, Illinois, Untold History of the Latter-day 5. Doutrina e Convênios 136:4. 9 de junho de 1842, p. 63. Saints, 1982, pp. 138–139. 6. Charles Lanman, A Summer in the 21. Joseph Smith, Relief Society 39. Mateus 25:40. Wilderness, 1847, p. 32. Minute Book, Nauvoo, Illinois, 40. “R. S. Reports”, Woman’s Exponent, 7. Doutrina e Convênios 136:1, 8. 9 de junho de 1842, p. 63. 1º de setembro de 1876, p. 50. 8. Presendia Lathrop Kimball, “A 22. Joseph Smith, Relief Society 41. Joseph Smith, citado em Venerable Woman”, Woman’s Minute Book, Nauvoo, Illinois, Edward W. Tullidge, The Women Exponent, 1º de junho de 1883, 28 de abril de 1842, p. 38. of Mormondom, 1877, p. 76. p. 2. 23. Joseph Smith, Relief Society 42. Relief Society Minute Book, 9. Drusilla Dorris Hendricks, “His- Minute Book, Nauvoo, Illinois, Nauvoo, Illinois, 16 de junho torical Sketch of James Hendricks 28 de abril de 1842, p. 35. de 1843, pp. 91–92. and Drusilla Dorris Hendricks”, 24. Doutrina e Convênios 20:69. em Henry Hendricks Genealogy, 43. Joseph Smith, Relief Society 25. Joseph Smith, Relief Society Minute Book, Nauvoo, Illinois, comp. Marguerite Allen, 1963, Minute Book, Nauvoo, Illinois, 28 de abril de 1842, p. 39. p. 28. 28 de abril de 1842, p. 38. 44. Joseph Smith, Relief Society 10. Ver Jill Mulvay Derr, Janath Russell Cannon e Maureen 26. Doutrina e Convênios 25:5. Minute Book, Nauvoo, Illinois, Ursenbach Beecher, Women 27. Doutrina e Convênios 68:25–28. 9 de junho de 1842, p. 62. of Covenant: The Story of Relief 45. Ellen Douglas, carta datada de Society, 1992, p. 67. 28. Doutrina e Convênios 93:40, 44, 14 de abril de 1844, manuscrito 49–50. 11. Diário de Eliza Partridge Lyman, datilografado, Biblioteca de 29. Emma Smith, Relief Society 14 de julho–12 de dezembro de História da Igreja. Minute Book, Nauvoo, Illinois, 1846, Biblioteca de História da 46. John A. Widtsoe, Evidences and Igreja, pp. 32–35. 9 de março de 1844, p. 123. Reconciliations, arr. G. Homer 30. Joseph Smith, Relief Society 12. Diário de Eliza Partridge Lyman, Durham, 3 vols. em 1, 1960, p. 308. Minute Book, Nauvoo, Illinois, p. 38. 47. Emily Woodmansee, “Irmãs em 28 de abril de 1842, p. 40. 13. Autobiografia de Bathsheba W. Sião”, Hinos, nº 200. 31. Ensinamentos dos Presidentes Smith, manuscrito datilografado, 48. M. Russell Ballard, “Mulheres de Biblioteca de História da Igreja, da Igreja: Joseph Smith, 2007, Retidão”, A Liahona, dezembro p. 13; pontuação, ortografia pp. 507–508. de 2002, p. 39. e utilização de maiúsculas 32. Relief Society Minute Book, Nau- padronizadas. 49. Lucy Mack Smith, Relief Society voo, Illinois, 14 de abril de 1842, Minute Book, Nauvoo, Illinois, 14. Helen Mar Whitney, “Scenes and p. 28. 24 de março de 1842, pp. 18–19. Incidents at Winter Quarters”, 33. Relief Society Minute Book, Woman’s Exponent, 1º de dezem- Nauvoo, Illinois, 5 de agosto bro de 1885, p. 98. de 1843, p. 103. Capítulo 3 15. Wallace Stegner, The Gathering 34. Relief Society Minute Book, of Zion: The Story of the Mormon 1. Doutrina e Convênios 25:13. Nauvoo, Illinois, 13 de agosto Trail, 1981, p. 13. de 1843, p. 107. 2. Alma 27:27. 16. Alma 34:28. 35. Relief Society Minute Book, 3. Brigham Young, History of the Nauvoo, Illinois, Reunião da Church, volume 7, p. 567. 17. Emmeline B. Wells, “After the Sociedade de Socorro Feminina Days of Nauvoo”, Record of the 4. Sarah DeArmon Pea Rich, “Auto- Relief Society from First Organi- da Ala III, sem data, p. 112. biography, 1885–1893”, Biblioteca zation to Conference, 5 de abril 36. Doutrina e Convênios 124:27–30. de História da Igreja, p. 66; orto- de 1892, Volume II, Biblioteca de grafia, pontuação e utilização de História da Igreja, pp. 234–235; 203
  • 190. ortografia e uso de maiúsculas 10. Brigham Young, “Remarks”, 23. Ver Andrew Jenson, Latter-day padronizados. Deseret News Weekly, 13 de Saint Biographical Encyclopedia, 18. Brigham Young, “Remarks”, maio de 1868, p. 3; pontuação 4 vols. (1901–1936), volume 1, Deseret News, 15 de julho de padronizada. p. 695. 1856, p. 252. 11. Susa Young Gates, History of the 24. Eliza R. Snow, Tenth Ward Relief 19. Lucy Meserve Smith, “Historical Young Ladies’ Mutual Improvement Society Minutes, 22 de janeiro de Sketches of My Great Grand­ Association, 1911, pp. 9–10. 1874, Biblioteca de História da fathers”, manuscrito, Special 12. Eliza R. Snow, Senior and Junior Igreja, p. 24; pontuação e utiliza- Collections, Marriott Library, Cooperative Retrenchment Asso- ção da maiúsculas padronizadas. Universidade de Utah, pp. 53–54; ciation Minutes, 20 de fevereiro 25. Emily S. Richards, “General Con- ortografia, utilização de maiús- de 1875, manuscrito datilogra- ference Relief Society”, Woman’s culas e pontuação padronizadas. fado, Biblioteca de História da Exponent, dezembro de 1901, p. 54. 20. Morôni 7:47. Igreja; pontuação padronizada. 26. “Emily S. Richards”, Brigham 13. Carta de Eliza R. Snow para Mary Young University Bulletin: Dedi- 21. Lucy Meserve Smith, “Historical Elizabeth Lightner, 27 de maio catory Services for Naming and Sketches of My Great Grand­ fathers”, p. 54. de 1869, Biblioteca de História Dedication of Twelve Buildings, da Igreja. 7 de maio de 1957, p. 21. 14. Eliza R. Snow, “An Address by 27. Spencer W. Kimball, “O Papel Capítulo 4 Miss Eliza R. Snow”, Millennial das Mulheres Justas” [tradução Star, 13 de janeiro de 1874, p. 18. atualizada] A Liahona, março de 1. Ver Journal of Wilford Woodruff, 1980, p. 155. 26 de dezembro de 1866, Biblio- 15. Ver Doutrina e Convênios 132. teca de História da Igreja. 28. Ver Ensinamentos dos Presidentes 16. Eliza R. Snow, Relief Society Minutes, Ala XV, Estaca Salt da Igreja: Brigham Young, 1997, 2. Brigham Young, “Remarks”, pp. 167–168. Des­ ret Evening News, 14 de e Lake, 6 de janeiro de 1870, dezembro de 1867, p. 2; ver Biblioteca de História da Igreja, 29. Brigham Young, “Remarks”, também Ensinamentos dos p. 140; pontuação e utilização Deseret News Weekly, 13 de maio Presidentes da Igreja: Brigham de maiúsculas padronizadas. de 1868, p. 3. Young, 1997, p. 131. 17. “Great Indignation Meeting”, 30. Eliza R. Snow, “Female Relief 3. Joseph Smith, Relief Society Millennial Star, 22 de fevereiro Society”, p. 81. Minute Book, 28 de abril de 1842, de 1870, p. 115. 31. Brigham Young, “Remarks”, Biblioteca de História da Igreja, 18. “The Mormon Question”, New Deseret News Weekly, 13 de maio p. 38; ortografia padronizada. York Times, 8 de fevereiro de 1870, de 1868, p. 3. 4. Eliza R. Snow, “Female Relief p. 1. 32. Emmeline B. Wells, “Be Wise and Society”, Deseret News, 22 de 19. “Mormon Women in Council”, Hearken to Counsel”, Woman’s abril de 1868, p. 81. New York Herald, 23 de janeiro Exponent, 1º de novembro de 1876, 5. Eliza R. Snow, “Female Relief de 1870; citado em Deseret News, p. 84; pontuação padronizada. Society”, p. 81. 16 de fevereiro de 1870, p. 23. 33. Sarah Howard, “General 6. Eliza R. Snow, Relief Society 20. Wilford Woodruff, “Remarks”, Meeting of Central and Ward Minutes, Ala III, Estaca Salt Lake, Deseret Weekly, 14 de novembro Committees”, Woman’s Exponent, 23 de setembro de 1868, Biblio- de 1891, p. 660. 1º de dezembro de 1876, p. 99. teca de História da Igreja, p. 17. 21. Diary of Zina D. H. Young, 6 de 34. John Taylor, “Discourse by Prest. 7. Brigham Young, citado em The outubro de 1890, Biblioteca de John Taylor”, Deseret News, 9 de Personal Writings of Eliza Roxcy História da Igreja; ortografia abril de 1879, p. 147. Snow, ed. Maureen Ursenbach padronizada. 35. Emmeline B. Wells, “Sisters Be in Beecher, 1995, p. 35. 22. Helen Mar Whitney, A Woman’s Earnest”, Woman’s Exponent, 15 8. Doutrina e Convênios 25:7. View: Helen Mar Whitney’s Remi- de outubro de 1876, p. 76. niscences of Early Church History, 36. Ver Jill Mulvay Derr, Janath 9. Eliza R. Snow, “Female Relief ed. Richard N. Holzapfel e Jeni B. Society”, p. 81. Russell Cannon e Maureen Holzapfel, 1997, p. 140. Ursenbach Beecher, Women204
  • 191. of Covenant: The Story of Relief 3. Joseph Smith, Relief Society 17. Harold B. Lee, “Place of the Society, 1992, pp. 165–166. Minute Book, Nauvoo, Illinois, Relief Society in the Church 37. Ver “Church Wheat to Be Turned 9 de junho de 1842, Biblioteca de Security Plan”, Relief Society Over to Government”, Deseret História da Igreja, p. 63. Magazine, março de 1937, p. 143; Evening News, 20 de maio de 4. Morôni 7:47. pontuação padronizada. 1918, p. 1. 5. Emmeline B. Wells, Clarissa S. 18. Joseph L. Wirthlin, “Relief Society—An Aid to the Bishops”, 38. Eliza R. Snow, “An Address”, Williams e Julina L. Smith, Woman’s Exponent, 15 de setem- Relief Society Magazine, junho de “Epistle to the Relief Society bro de 1873, p. 63. 1941, p. 417. Concerning These War Times”, 39. Emmeline B. Wells, “Zina D. H. Relief Society Magazine, julho de 19. “Memo of Suggestions”, 1–6, Young—A Character Sketch”, 1917, p. 364. Church Union Board Executive Committee Minutes, Biblioteca Improvement Era, novembro de 6. Ver Morôni 7:46–47. de História da Igreja. 1901, p. 45. 7. Joseph F. Smith, Minutes of the 20. Amy Brown Lyman, Mayola R. 40. Eliza R. Snow, “An Address General Board of Relief Society, Miltonberger, Fifty Years of Relief by Miss Eliza R. Snow”, p. 20; 17 de março de 1914, Biblioteca ­pontuação padronizada. Society Social Services, 1987, p. 2; de História da Igreja, pp. 54–55. uso de maiúsculas padronizado. 41. Emma Andersen Liljenquist, 8. “Notes from the Field”, Relief 21. Boyd K. Packer, manuscrito não Our Pioneer Heritage, comp. Society Magazine, setembro de publicado. Kate B. Carter, 1963, volume 6, 1917, p. 512. pp. 445–446. 9. Emmeline B. Wells, “The Grain 22. Maria Speidel, “Notes from the Field”, Relief Society Magazine, 42. “Deseret Hospital”, Woman’s Question”, Relief Society Bulle- fevereiro de 1946, p. 123. Exponent, 1º de agosto de 1882, tin, setembro de 1914, pp. 1–2. p. 36. 10. Amy Brown Lyman, “Social Ser- 23. John Zippro, “Life Story of John Zippro”, manuscrito não 43. Diário de Emmeline B. Wells, vice Work in the Relief Society, 4 de janeiro de 1878, Harold B. publicado, citado em Jill Mulvay 1917–1928”, manuscrito datilo- Lee Library Special Collections, Derr, Janath Russell Cannon e grafado, Biblioteca de História Brigham Young University; pon- Maureen Ursenbach Beecher, da Igreja, p. 2. tuação padronizada. Women of Covenant: The Story of 11. Clarissa S. Williams, “Relief Relief Society, 1992, pp. 301–302. 44. Diário de Emmeline B. Wells, Society Gives Hard Job to 24. Eva M. Gregerson, “Notes from 1º de agosto de 1895. General Head”, Deseret News, the Field”, Relief Society Maga- 45. Eliza R. Snow, “An Address by 23 de setembro de 1925, seção 2, zine, fevereiro de 1946, p. 118. Miss Eliza R. Snow”, p. 21. página 1. 25. Hugh B. Brown, “Notes from the 12. Gladys Robison Winter, The Life 46. Eliza R. Snow, Poems: Religious, Field”, Relief Society Magazine, and Family of Louise Yates Robison, Historical, and Political, 1856, outubro de 1944, pp. 591–592. comp. Gladys Robison Winter, pp. 148–149. Biblioteca de História da Igreja. 26. Ver Hedwig Biereichel, Roger P. Minert, In Harm’s Way: East 13. Ver Evelyn Hodges Lewis, entrevista por Loretta Hefner, German Saints in World War II, Capítulo 5 2009, p. 209. setembro de 1979, transcrição, 1. Emmeline B. Wells, Clarissa S. Biblioteca de História da Igreja. 27. Ver Jennifer A. Heckmann, Williams e Julina L. Smith, Nathan N. Waite, “Steadfast “Resolutions of Relief Society”, 14. Louise Y. Robison, “Officers’ Meeting”, Relief Society Magazine, German Saints”, BYU Magazine, Woman’s Exponent, novembro de inverno de 2010, p. 57. 1913, p. 79. maio de 1935, p. 272. 28. Amy Brown Lyman, In Retrospect, 2. Morôni 7:46; ver também 15. Heber J. Grant, Conference Report, 1945, pp. 160–161. I Coríntios 13:8; General Board outubro de 1936, p. 3. Minutes, 1842–2007, 3 de julho 29. Morôni 7:46–47 16. Ver Thomas S. Monson, “Prin- de 1913, Biblioteca de História da cípios Orientadores para o Igreja. Bem-Estar Pessoal e Familiar”, A Liahona, fevereiro de 1987, p. 7. 205
  • 192. Capítulo 6 14. Belle S. Spafford, A Woman’s Capítulo 7 Reach, 1974, p. 98; divisão de 1. Eliza R. Snow, Weber Stake Relief parágrafos alterada. 1. Eliza R. Snow, “Da Corte Celes- Society Minutes, 30 de outubro tial”, Hinos, nº 114. de 1877, Biblioteca de História da 15. Silvia H. Allred, “Toda Mulher Precisa da Sociedade de Socorro”, 2. Ver Lucas 15:3–7. Igreja, pp. 27–28. A Liahona, novembro de 2009, 3. Ver 3 Néfi 11:13–17; 17:5–25. 2. Belle S. Spafford, Marianne pp. 115–116. Sharp e Gertrude Garff, “The 4. Julie B. Beck, “Sociedade New Year”, Relief Society Maga- 16. Ver Olga Kovářová Campora, de Socorro — Um Trabalho zine, janeiro de 1947, p. 3. “Fruits of Faithfulness: The Saints Sagrado”, A Liahona, novembro of Czechoslovakia”, Women Stead­ de 2009, p. 113. 3. Boyd K. Packer, Conference fast in Christ, 1992, pp. 141–146. Report, abril de 1998, pp. 94–95; 5. Relief Society Minute Book, ou A Liahona, julho de 1998, 17. Spencer W. Kimball, “O Papel Nauvoo, Illinois, 28 de julho de pp. 79–80. das Mulheres Justas” [tradução 1843, Biblioteca da História da atualizada], A Liahona, março de Igreja, p. 101. 4. Boyd K. Packer, “O Círculo de 1980, p. 155. Irmãs” [tradução atualizada], 6. Joseph F. Smith, “Address of A Liahona, março de 1981, p. 160. 18. Elaine L. Jack, entrevista por President Joseph F. Smith”, Julie B. Beck, 10 de fevereiro de Woman’s Exponent, maio de 1903, 5. Henry B. Eyring, “O Legado 2009, transcrição, Biblioteca de p. 93; ver também Ensinamentos Duradouro da Sociedade de História da Igreja; pontuação dos Presidentes da Igreja: Joseph F. Socorro”, A Liahona, novembro padronizada. Smith, 1998, pp. 186–187. de 2009, pp. 124–125. 19. Elaine L. Jack, entrevista por 7. Eliza R. Snow, Relief Society 6. Boyd K. Packer, “O Círculo de Julie B. Beck, 10 de fevereiro de Minutes, Ala VI, Estaca Salt Lake, Irmãs” [tradução atualizada], 2009; utilização de maiúsculas e 16 de agosto de 1868, Biblioteca p. 162. pontuação padronizadas. de História da Igreja, p. 16; orto- 7. Boyd K. Packer, Conference Report, 20. Thomas S. Monson, “A Grande grafia e utilização de maiúsculas abril de 1998, p. 97; ou A Liahona, Força da Sociedade de Socorro”, padronizadas. julho de 1998, p. 82. A Liahona, janeiro de 1998, 8. Eliza R. Snow, Pleasant North 8. George Albert Smith, “Address p. 108. Ward Relief Society Minutes, 7 to Members of Relief Society”, 21. Julie B. Beck, “Cumprir o Propó- de agosto de 1880, Biblioteca de Relief Society Magazine, dezembro sito da Sociedade de Socorro”, História da Igreja, p. 56; uso de de 1945, p. 717. A Liahona,, novembro de 2008, maiúsculas padronizado. 9. Ver Belle S. Spafford, “A Relief p. 110. 9. Sarah M. Kimball, 15th Ward Society Building to Be Erected”, 22. Boyd K. Packer, “O Círculo de Relief Society Minutes, 1868–1873, Relief Society Magazine, dezembro Irmãs” [tradução atualizada], Biblioteca de História da Igreja; de 1945, pp. 751–753. p. 160. pontuação padronizada. 10. Belle S. Spafford, “Joy in Full 23. Boyd K. Packer, Conference Report, 10. Jane Richards, “R. S. Reports”, Measure”, Relief Society Magazine, abril de 1998, p. 95; ou A Liahona, Woman’s Exponent, setembro de novembro de 1948, p. 725. julho de 1998, p. 80. 1907, p. 24. 11. David O. McKay, “Dedicatory 24. Boyd K. Packer, “O Círculo de 11. Minutes of General Board of Prayer of the Relief Society Irmãs” [tradução atualizada], Relief Society, 19 de abril de Building”, Relief Society Magazine, p. 161. 1944, Biblioteca de História da dezembro de 1956, p. 789. Igreja, pp. 39–40. 25. Thomas S. Monson, “A Caridade 12. Boyd K. Packer, Conference Report, Nunca Falha”, A Liahona, 12. Belle S. Spafford, entrevista outubro de 1978, p. 10; ou A novembro de 2010, pp. 124–125; por Jill Mulvay [Derr], 1º de Liahona, abril de 1979, pp. 11–12. ver também Guia para Estudo dezembro de 1975, transcrição, 13. Belle S. Spafford, em entrevista das Escrituras, “Caridade”; Biblioteca de História da Igreja. por Jill Mulvay [Derr], 20 de Morôni 7:46–47. 13. Belle S. Spafford, entrevista por janeiro de 1976, transcrição, Jill Mulvay [Derr], 8 de dezembro Biblioteca de História da Igreja, de 1975, transcrição, Biblioteca p. 127. de História da Igreja.206
  • 193. 14. Henry B. Eyring, “O Legado 26. Virginia U. Jensen, “Ondula- 4. Elaine L. Jack, Conference Report, Duradouro da Sociedade de ções”, A Liahona, janeiro de 2001, outubro de 1996, p. 105; ou A Socorro”, A Liahona, novembro p. 109. Liahona, janeiro de 1997, p. 82. de 2009, p. 123. 27. Mary Ellen Smoot, Confer­ence 5. Sheri L. Dew, Conference Report, 15. Julie B. Beck, “‘Strengthen Thy Report, outubro de 1997, pp. 13–14; outubro de 2001, p. 13; ou A Stakes’: Strong and Immovable ou A Liahona, janeiro de 1998, Liahona, janeiro de 2002, p. 14; in Faith”, Awake, Arise, and Come p. 13. citando Doutrina e Convênios unto Christ: Talks from the 2008 28. Spencer W. Kimball, “Uma Visão 109:22. BYU Women’s Conference, Deseret do Trabalho das Professoras 6. Elizabeth Ann Whitney, “A Book, 2009, pp. 86–87. Visitantes” [tradução atualizada], Leaf from an Autobiography”, 16. Joseph Smith, Relief Society p. 4. Woman’s Exponent, 1º de setem- Minute Book, Nauvoo, Illinois, bro de 1878, p. 51. 29. Elaine Reiser Alder, “Visiting 28 de abril de 1842, p. 38. Teaching: The Multiplier Effect”, 7. Elizabeth Ann Whitney, “A 17. Spencer W. Kimball, “Pequenos Ensign, março de 1985, p. 19. Leaf from an Autobiography”, Atos de Serviço” [tradução atua- Woman’s Exponent, 1º de agosto 30. Elaine L. Jack, Jaclyn W. Soren- lizada], A Liahona, dezembro de de 1878, p. 33. sen, “Visiting Teaching—Giving 1976, p. 1. Selfless Service in a Loving 8. Joseph Smith, Relief Society 18. Thomas S. Monson, Conference Sisterhood”, Church News, 7 de Minute Book, 28 de abril de Report, outubro de 2009, p. 84; março de 1992, p. 5. 1842, Biblioteca de História da ou A Liahona, novembro de 2009, 31. Vivien D. Olson, “The Visiting Igreja, p. 36. p. 86. Teacher Who Made a Differ­ 9. Regras de Fé 1:7 19. Dieter F. Uchtdorf, “A Felicidade ence”, Church News, 15 de maio 10. Amanda Barnes Smith, É Sua Herança”, A Liahona, de 1982, p. 2. Edward W. Tullidge, The Women novembro de 2008, p. 120. 32. Hope Kanell Vernon, “The of Mormondom, 1877, pp. 124, 20. Spencer W. Kimball, “Uma Visão Visiting Teacher Who Made a 128; ver também Nosso Legado: do Trabalho das Professoras Difference”, Church News, 12 de Resumo da História de A Igreja de Visitantes” [tradução atualizada], junho de 1982, p. 2. Jesus Cristo dos Santos dos Últimos A Liahona, dezembro de 1978, 33. Barbara W. Winder, “Perseve- Dias, 1996, p. 48; o proprietário p. 2; ver também Doutrina e rando Juntas: Uma Entrevista do moinho era um homem Convênios 20:53–54. com a Presidência Geral da chamado Jacob Hawn. 21. Camilla Kimball, Caroline Eyring Sociedade de Socorro” [tradução 11. Elizabeth Ann Whitney, “A Miner e Edward L. Kimball, atualizada], A Liahona, outubro/ Leaf from an Autobiography”, Camilla: A Biography of Camilla novembro de 1985, p. 11. Woman’s Exponent, 1º de agosto Eyring Kimball, 1980, p. 175. 34. Robyn Romney Evans, “In the de 1878, p. 33. 22. Cathie Humphrey, “Mãos Fortes Vineyard”, Ensign, março de 12. Joseph Smith, citado por Mercy e um Coração Cheio de Amor”, 2004, pp. 21–23. Fielding Thompson, em “Recol- A Liahona, dezembro de 2004, 35. Lorenzo Snow, “Prest. Snow to lections of the Prophet Joseph pp. 26–27. Relief Societies”, Deseret Evening Smith”, Juvenile Instructor, 1º de 23. Citado por Mary Ellen Smoot, News, 9 de julho de 1901, p. 1; julho de 1892, p. 400. em entrevista por Julie B. Beck, citando Tiago 1:27. 13. Doutrina e Convênios 95:8. 20 de maio de 2009, transcrição, 14. Doutrina e Convênios 97:28. Biblioteca de História da Igreja. Capítulo 8 15. Doutrina e Convênios 97:13–14. 24. “Mãos Fortes e um Coração Cheio de Amor”, pp. 29–30. 16. Doutrina e Convênios 124:28, 40. 1. Moisés 1:39. 25. Spencer W. Kimball, “Uma Visão 17. Elizabeth Ann Whitney, “A 2. Dallin H. Oaks, Conference Report, do Trabalho das Professoras Leaf from an Autobiography”, abril de 1992, p. 51; ou A Liahona, Visitantes” [tradução atualizada], Woman’s Exponent, 15 de feve- julho de 1992, p. 38. pp. 2–3. reiro de 1879, p. 191. 3. John A. Widtsoe, Priesthood and 18. Ver Doutrina e Convênios Church Government, 1939, p. 83. 84:19–22. 207
  • 194. 19. Joseph Fielding Smith, “Relief 33. Bathsheba W. Smith, “Official 5. Bonnie D. Parkin, “Os Pais Têm Society—an Aid to the Priest­ Announcement”, Woman’s Expo- um Dever Sagrado”, A Liahona, hood”, Relief Society Magazine, nent, 1º de janeiro de 1902, p. 68. junho de 2006, p. 61. janeiro de 1959, pp. 5–6. 34. Henry B. Eyring, “O Legado 6. Gordon B. Hinckley, “Enfrentar 20. Russell M. Nelson, Conference Duradouro da Sociedade de com Firmeza as Artimanhas do Report, abril de 2006, p. 38; ou Socorro”, A Liahona, novembro Mundo”, p. 114. A Liahona, maio de 2006, p. 37. de 2009, p. 122. 7. James E. Faust, “As Grandiosas 21. Richard G. Scott, “Base Doutriná- 35. Barbara W. Winder, entrevista por Palavras-Chave da Sociedade de ria das Auxiliares”, Reunião Mun- Susan W. Tanner, 3 de janeiro de Socorro” [tradução atualizada], dial de Treinamento de Liderança, 2011, transcrição, Biblioteca de A Liahona, janeiro de 1997, p. 100; 10 de janeiro de 2004, pp. 5–6. História da Igreja, p. 1. uso de maiúsculas padronizado. 22. Dallin H. Oaks, Conference Report, 36. Barbara W. Winder, entrevista por 8. Gordon B. Hinckley, “Enfrentar abril de 1992, p. 51; ou A Liahona, Susan W. Tanner, 3 de janeiro de com Firmeza as Artimanhas do julho de 1992, p. 39; citando 2011, p. 1. Mundo”, p. 114. I Coríntios 11:11. 37. Doutrina e Convênios 6:32 9. “A Família: Proclamação ao 23. Dallin H. Oaks, Conference Report, Mundo”, página 180 deste livro. 38. Thomas S. Monson, Conference abril de 1992, p. 51; ou A Liahona, Report, outubro de 1992, p. 68; 10. Julie B. Beck, “Ensinar a Doutrina julho de 1992, p. 39; citando ou A Liahona, janeiro de 1993, da Família”, A Liahona, março de Doutrina e Convênios 14:7. pp. 51–52. 2011, p. 32. 24. Ver Doutrina e Convênios 39. Spencer W. Kimball, “Sociedade 11. Doutrina e Convênios 138:38–39; 68:25–28. de Socorro—Sua Promessa e Moisés 5:10–12. 25. Bruce R. McConkie, Conference Potencial” [tradução atualizada], 12. Ver Gênesis 27–28; ver também Report, Conferência de Área de A Liahona, março de 1977, p. 2. Julie B. Beck, “Ensinar a Doutrina Sydney Austrália 1976, p. 34; 40. Joseph Fielding Smith, “Relief da Família”, p. 36. citando Moisés 5:11. Society—an Aid to the Priest­ 13. Ver I Reis 17:8–24. 26. “A Família: Proclamação ao hood”, p. 5. Mundo”, página 181 deste livro. 14. Alma 56:47–48. 41. Gordon B. Hinckley, Confer­ 27. Dallin H. Oaks, Conference Report, ence Report, outubro de 1996, 15. Lucas 2:40–52. outubro de 2005, pp. 24, 26, 28; pp. 90–91; ou A Liahona, janeiro 16. Ver Doutrina e Convênios ou A Liahona, novembro de 2005, de 1997, p. 72. 68:25–28; 93:36–48; 131:1–3. pp. 24, 27. 17. Eliza R. Snow, “An Address”, 28. Manuscrito não publicado; nome Woman’s Exponent, 15 de setem- do autor omitido. Capítulo 9 bro de 1873, p. 63. 29. Boyd K. Packer, Conference 1. Gordon B. Hinckley, “Enfrentar 18. Zina D. H. Young, “First General Report, abril de 1998, pp. 95–96; com Firmeza as Artimanhas do Conference of the Relief Society”, ou A Liahona, julho de 1998, Mundo” [tradução atualizada], Woman’s Exponent, 15 de abril de pp. 80–81; citando Doutrina A Liahona, janeiro de 1996, p. 114. 1889, p. 172. e Convênios 107:5 e Joseph 2. “A Família: Proclamação ao Smith, Sarah M. Kimball, “Auto-­ 19. Joseph F. Smith, Deseret Weekly, Mundo”, páginas 180–181 deste 9 de janeiro de 1892, p. 71; ver biography”, Woman’s Exponent, livro. 1º de setembro de 1883, p. 51. também Ensinamentos dos Presi- 3. Gordon B. Hinckley, citado em dentes da Igreja: Joseph F. Smith, 30. Doutrina e Convênios 38:27. “Pensamentos Inspiradores” 1998, p. 31. 31. Joseph Smith, Relief Society [tradução atualizada], A Liahona, 20. Zina D. H. Young, “Relief Society Minute Book, Nauvoo, Illinois, agosto de 1997, p. 5. Jubilee”, Woman’s Exponent, 1º de 30 de março de 1842, p. 22. 4. Barbara Thompson, “Eu Te abril de 1892, p. 140. 32. Eliza R. Snow, Relief Society Fortaleço, e Te Ajudo”, A Liahona, 21. Zina D. H. Young, “First General Minutes, Ala XI, Estaca Salt Lake, novembro de 2007, p. 117. Conference of the Relief Society”, 3 de março de 1869, Biblioteca de p. 172. História da Igreja.208
  • 195. 22. Joseph F. Smith, Minutes of 35. Ver Susan W. Tanner, “Fortalecer os trechos extraídos desse livro Relief Society General Board, as Futuras Mães”, A Liahona, de atas. 17 de março de 1914, pp. 50–51; junho de 2005, p. 16. 2. Mary Ellen Smoot, “Alegra-te, conforme citado em Ensinamentos 36. David O. McKay, citado por Ó Filha de Sião”, A Liahona, dos Presidentes da Igreja: Joseph F. J. E. McCulloch, Home: The Savior janeiro de 2000, pp. 111–114. Smith, 1998, p. 186. of Civilization [Lar: O Salvador da 3. M. Russell Ballard, “Mulheres de 23. Sheri L. Dew, “Não Somos Todas Civilização], 1924, p. 42; Confer­ Retidão”, A Liahona, dezembro Mães?”, A Liahona, janeiro de ence Report, abril de 1935, p. 116. de 2002, p. 37. 2002, p. 113. 37. Harold B. Lee, “Be Loyal to the 4. Joseph Smith, Relief Society 24. Bonnie D. Parkin, “Os Pais Têm Royal within You”, Speeches of Minute Book, Nauvoo, Illinois, um Dever Sagrado”, p. 65. the Year: BYU Devotional and 28 de abril de 1842, p. 38. 25. Barbara W. Winder, “Enriching Ten-Stake Fireside Addresses 1973, 1974, p. 91; ver também Ensina- 5. Henry B. Eyring, “O Legado and Protecting the Home”, mentos dos Presidentes da Igreja: Duradouro da Sociedade de Ensign, março de 1986, p. 20. Harold B. Lee, 2001, p. 137. Socorro”, A Liahona, novembro 26. Belle S. Spafford, entrevista por de 2009, p. 121. 38. Spencer W. Kimball, Conference Jill Mulvay [Derr], 8 de março de Report, outubro de 1980, pp. 3–4; 6. Ver Athelia T. Woolley, com 1976, transcrição, Biblioteca de Athelia S. Tanner, “Our Five- ou A Liahona, março de 1981, História da Igreja, p. 238. Generation Love Affair with pp. 5–6. 27. M. Russell Ballard, Conference Relief Society”, Ensign, junho 39. James E. Faust, Conference Report, Report, abril de 2010, p. 17; ou de 1978, pp. 37–39. abril de 2003, p. 70; ou A Liahona, A Liahona, maio de 2010, p. 18. 7. Henry B. Eyring, “O Legado maio de 2003, p. 61. 28. Ver Sheri L. Dew, “Não Somos Duradouro da Sociedade de 40. Gordon B. Hinckley, “Perma- Todas Mães?”, pp. 112–114. Socorro”, pp. 124–125. necer Firmes e Inamovíveis”, 29. Julie B. Beck, Conference Report, Reunião Mundial de Treinamento 8. Hebreus 12:1–2 outubro de 2007, p. 81; ou de Liderança, 10 de janeiro de 9. Doutrina e Convênios 138:39. A Liahona, novembro de 2007, 2004, p. 20. pp. 76–77. 10. Eliza R. Snow, “Speech by E. R. 41. Spencer W. Kimball, Confer­ence Snow”, Woman’s Exponent, 1º 30. Howard W. Hunter, “Às Report, outubro de 1971, 152–156; de maio de 1891, p. 167; uso de Mulheres da Igreja” [tradução ou A Liahona, abril de 1972, p. 5 maiúsculas padronizado. atualizada], A Liahona, janeiro de [tradução atualizada]. 1993, p. 104. 11. Ver Lynne Christy, “Now It’s My 42. Gordon B. Hinckley, “Enfrentar Turn”, Ensign, março de 1992, 31. Mensagem da Primeira Presidên- com Firmeza as Artimanhas do pp. 25–27. cia, Conference Report, outubro Mundo”, p. 114. de 1942, p. 12; lida por J. Reuben 12. Joseph F. Smith, Minutes of the 43. Spencer W. Kimball, “Privileges General Board of Relief Society, Clark Jr. and Responsibilities of Sisters”, 17 de março de 1914, Biblioteca 32. Mensagem da Primeira Presidên- Ensign, novembro de 1978, p. 103. de História da Igreja, pp. 54–55. cia, Conference Report, outubro 44. Gordon B. Hinckley, “Enfrentar 13. Ester 4:14. de 1942, pp. 12–13; lida por com Firmeza as Artimanhas do J. Reuben Clark Jr. 14. Neemias 6:3. Mundo”, p. 114. 33. Barbara B. Smith, A Fruitful 15. 1 Néfi 14:14. Season, 1988, p. 55. 16. Emma Smith, Relief Society 34. George W. Cornell, “Home- Capítulo 10 Minute Book, Nauvoo, Illinois, makers Get a Boost”, Fresno 17 de março de 1842, p. 12. 1. Joseph Smith, Relief Society [Califórnia] Bee, 5 de abril de Minute Book, 28 de abril de 1842, 17. Doutrina e Convênios 25:1, 10, 13. 1978, p. C-5; citado em Jill Mul- Biblioteca de História da Igreja, vay Derr, Janath Russell Cannon 18. Joseph Smith, Relief Society p. 38; ortografia, pontuação e e Maureen Ursenbach Beecher, Minute Book, 28 de abril de 1842, uso de maiúsculas padronizadas, Women of Covenant: The Story of pp. 38–39. conforme necessário, em todos Relief Society, 1992, p. 361. 209
  • 196. Lista de Auxílios Visuais Página ii Cristo de Manto Vermelho, de Minerva K. d. Tecido representativo das roupas usadas Teichert. © IRI. Cortesia do Museu de na época do Novo Testamento. Cortesia de História da Igreja. Carma de Jong Anderson. e. Flor Estrela de Belém, nativa da Terra Santa. Prefácio f. Reprodução de uma lâmpada de azeite semelhante às usadas na época de Cristo. Página xi Cristo Ensinando Maria e Marta, de Anton Criada por Andrew Watson. Dorph. © Hope Gallery. Página 4 Detalhe de Maria Ouviu Sua Palavra, de Walter Rane. © 2001 IRI. Capítulo 1 Página 5 Detalhe de Água Viva, de Simon Dewey. © Simon Dewey. Página 2 Página 6 Tabita Costurando, de Jeremy Winborg. a © Jeremy Winborg. b Capítulo 2 c Página 10 a d b f e c d e f a. Moedas como as mencionadas em Marcos 12:41–44. b. Maria e o Cristo Ressuscitado, de Harry h Anderson. © IRI. g c. Fuso, ferramenta usada na roca de fiar. Cortesia de Carma de Jong Anderson. a. Bordado da época dos pioneiros. Cortesia do Museu de História da Igreja.210
  • 197. b. Detalhe de Joseph Smith, de Kenneth Capítulo 3 Corbett. © Kenneth Corbett. Página 30 c. Cópia manuscrita feita na década de 1830 do Livro de Mandamentos e Revelações, o c qual continha um registro das revelações recebidas por intermédio do Profeta Joseph a Smith. A maioria dessas revelações está agora b incluída em Doutrina e Convênios. d. Detalhe de Emma Hale Smith, de Lee d Greene Richards. © 1941 IRI. e. Nauvoo, Illinois, 1859, de John Schroder. © IRI. e f f. Moldura cortesia do Museu de História da Igreja. g. Botões e dedal cortesia de International Society Daughters of Utah Pioneers. h. Agulha, linha e tesoura cortesia do Museu de História da Igreja. a. Boneca da época dos pioneiros cortesiaPágina 11 Joseph Smith no Templo de Nauvoo, de Gary de International Society Daughters of Utah Smith. © Gary Smith. Pioneers.Página 12 Detalhe de Emma Hale Smith, de Lee Greene b. Lírios, um emblema da Sociedade de Richards. © 1941 IRI. Socorro. Os antigos colonizadores de UtahPágina 13 Organização da Sociedade de Socorro, de comiam bulbos de lírio em épocas de extrema Nadine B. Barton. © 1985 IRI. fome.Página 14 Retrato de John Taylor. Cortesia da Biblioteca c. Colcha da época dos pioneiros cortesia do da História da Igreja. Museu de História da Igreja.Página 15 Restauração do Sacerdócio de Melquisedeque, d. Hinário islandês cortesia de International de Walter Rane. © IRI. Society Daughters of Utah Pioneers.Página 16 Emma Smith, de Robert Barrett. © 1991 e. Templo de Nauvoo, de Jon McNaughton. Robert Barrett. © Jon McNaughton.Página 17 Detalhe de Regozijemo-nos, de Walter Rane. f. Moldura cortesia do Museu de História da Cortesia do Museu de História da Igreja. Igreja.Página 23 Emma, Mulher Eleita da Restauração, 1839, Página 33 Detalhe de Templo de Nauvoo Illinois, de de Theodore S. Gorka. © 1996 IRI. Scott Goodwin. © Scott Goodwin.Página 24 Joseph Smith, de Kenneth Corbett. © Kenneth Página 34 Sweetwater, de Harold Hopkinson. Corbett. © Harold Hopkinson. Página 35 Fotografia de Eliza Partridge Lyman. Cortesia da Biblioteca de História da Igreja. Madona das Planícies, de Robert Barrett. © 1987 Robert Barrett. 211
  • 198. Página 36 Detalhe de Bathsheba W. Smith, de Lee e. Livro de Atas da Sociedade de Socorro, Greene Richards. © IRI. Cortesia do Museu Nauvoo, Illinois, facsímile. Cortesia do de História da Igreja. Museu de História da Igreja (ver a página 46). Página 37 Dia de Lavar Roupa nas Planícies, de f. Trigo, um emblema da Sociedade de Minerva K. Teichert. 1938. Cortesia de Socorro (ver páginas 56–58). B ­ righam Young University Museum of Art. Todos os direitos reservados. Reprodução g. Caneta-tinteiro cortesia de International proibida. Society Daughters of Utah Pioneers. Página 38 Detalhe de Elizabeth H. Jackson: Mãe Pioneira, Página 46 Detalhe de Eliza R. Snow. Cortesia do Museu de Megan Rieker. de História da Igreja. Página 39 Detalhe de Horta Pioneira, de VaLoy Eaton. Página 48 Eliza Snow Instrui as Irmãs da Sociedade de © VaLoy Eaton. Cortesia de Zions Bank. Socorro, de Michael T. Malm. © Michael T. Reprodução proibida. Malm. Página 50 Detalhe de Oração, de Walter Rane. © Walter Rane. Capítulo 4 Página 53 Detalhe de Estudo no Dia do Senhor, de Sheri Lynn Boyer Doty. © IRI. Cortesia de Sheri Página 44 Lynn Boyer Doty. a Página 54 Brigham Young, de John Willard Clawson. b Página 55 Spencer W. Kimball, de Judith A. Mehr. © IRI. c Página60 Detalhe de Zina Diantha Huntington Young. Cortesia do Museu de História da Igreja. Página 63 Detalhe de Resgate da Ovelha Perdida, de e Minerva K. Teichert. d f Capítulo 5 g Página 68 b a a. Xale cortesia de International Society d Daughters of Utah Pioneers. b. Fotografia de formandas da Escola de Enfermagem da Sociedade de Socorro. c Cortesia de International Society Daughters of Utah Pioneers. c. Moldura cortesia de International Society f e g Daughters of Utah Pioneers. h d. Facsímile do Livro de Mórmon em alemão i de 1852.212
  • 199. a. Texto escrito em um cartão postal do Página 85 Detalhe de Cristo Curando um Homem Cego, Salão da Sociedade de Socorro da Ala Beaver de Del Parson. © 1983 IRI. Oeste, 1909. Cortesia da Biblioteca de Histó- ria da Igreja. b. Anúncio impresso criado pela junta geral Capítulo 6 da Sociedade de Socorro e distribuído pelas professoras visitantes, pedindo doações de Página 90 roupas para os santos europeus, na Segunda Guerra Mundial. Cortesia da Biblioteca de História da Igreja. c. Imagem de Cristo, de Heinrich Hofmann. Cortesia de C. Harrison Conroy Co., Inc. a d. Fotografia Cortesia da Biblioteca de Histó- b ria da Igreja. e. Selo da Sociedade de Socorro utilizado como certificado de realização emitido pela junta geral da Sociedade de Socorro. Cortesia da Biblioteca de História da Igreja. c f. Broche da Cruz Vermelha cortesia do d Museu de História da Igreja. g. Imagem de lírio branco copyright Gerald A. DeBoer, 2010. Usada sob licença a. Fotografia de Jeffrey D. Allred e Mike da Shutterstock.com. Terry. © Deseret News. h. Porta moedas usada por Harriet Barney b. Bordado mostrando o selo da Sociedade Young. Cortesia de International Society de Socorro. Daughters of Utah Pioneers. c. Fotografia de uma mulher com sacola i. Xale vermelho estampado cortesia de de coletas da Deseret Industries, década de Carma de Jong Anderson. 1940. Cortesia da Biblioteca de História daPágina 70 Detalhe de Emmeline B. Wells, de Lee Greene Igreja. Richards. Cortesia do Museu de História da d. Renda da época dos pioneiros cortesia do Igreja. Museu de História da Igreja (ver a declaraçãoPágina 72 Detalhe de Joseph F. Smith, de Albert E. do Presidente Boyd K. Packer na página 107). Salzbrenner. Página 93 Círculo de Irmãs, de David Dibble. © DavidPágina 76 Detalhe de Louise Y. Robison, de John Willard Dibble. Clawson. Cortesia do Museu de História da Página 94 Detalhe de Belle S. Spafford, de Alvin Gittins. Igreja. Cortesia do Museu de História da Igreja.Página 78 Detalhe de Heber J. Grant, de C. J. Fox. © IRI. Página 101 Cristo Chamando Pedro e André, de HarryPágina 80 Detalhe de Clarissa S. Williams, de Lee Anderson. © IRI. Greene Richards. © 1924 IRI. Cortesia do Página 102 Fotografia de Elaine L. Jack © Busath.com. Museu de História da Igreja. Página 103 Fotografia © Jason Swensen.Página 84 Detalhe de Amy Brown Lyman, de Lee Greene Richards. Cortesia do Museu de His- tória da Igreja. 213
  • 200. Capítulo 7 Página 132 Pintura de Keith Larson © 1992 Keith Larson. Página 134 Detalhe de Lorenzo Snow, de Lewis A. Ramsey. Página 114 a Cortesia do Museu de História da Igreja. b Capítulo 8 c Página 138 d e a f c b a. Bandeira da amizade feita por um grupo de mulheres, como símbolo de sua amizade. Cortesia de International Society Daughters of Utah Pioneers. b. Livro de registro de professoras visitantes cortesia do Museu de História da Igreja. a. Faixa feita por Sarah Jane Casts Evans c. Fotografia de cestas © Joey Celis/Flickr/ com seda colhida de bichos-da-seda. Cor- Getty Images. tesia de International Society Daughters of Utah Pioneers. d. Cartão de recados cortesia de Interna­ ional t Society Daughters of Utah Pioneers. Nele está b. Construção do Templo de Kirtland, de Walter escrito: “O Senhor Está a Meu Lado”. Rane, © IRI. e. Prato e colher cortesia de International c. Pedra do sol usada para reconstruir o Society Daughters of Utah Pioneers. Templo de Nauvoo Illinois. f. Moedas dos Estados Unidos do início da Página 142 Detalhe de Nunca Abandonarei, de Julie década de 1900, representando as doações Rogers. © Julie Rogers. coletadas pelas professoras visitantes. Página 146 Detalhe de Joseph Fielding Smith, de Shauna Cortesia de Carma de Jong Anderson. Cook Clinger. © 1983 IRI. Página 115 Detalhe de Um por Um, de Walter Rane. Página 147 Adão e Eva Ensinando Seus Filhos, de Del Cortesia do Museu de História da Igreja. P ­ arson. © 1978 IRI. Página 117 Mulher Pioneira, de Julie Rogers. © Julie Página 148 Detalhe de Barbara B. Smith, de Cloy Kent. Rogers. © IRI. Página 124 Detalhe de A Influência das Mulheres Justas, Página 152 Fotografia de Barbara W. Winder © Busath de Julie Rogers. © 2009 Julie Rogers. Fotografiay. Página 126 Detalhe de Professoras Visitantes, de ­ hannon S Gygi Christensen. © 2006 Shannon Christensen.214
  • 201. Capítulo 9 Capítulo 10Página 158 Página 184 b a a c b c e d d a. Retrato de Abbie H. Wells cortesia da a. Girassóis e Esterco de Búfalo, de Gary L. Biblioteca de História da Igreja. Kapp. Cortesia do Museu de História da Igreja. b. Medalhão cortesia de International Society Daughters of Utah Pioneers. b. Fotografia de mulheres fora do Templo de Mesa Arizona, 1920, de George Edward c. Tradução em samoano de “A Família: Anderson. Cortesia da Biblioteca de História Proclamação ao Mundo”. da Igreja. d. Cobertor xadrez de fio cardado, fiado, c. Broche da Sociedade de Socorro. tingido e tecido por Eliza R. Snow, quando jovem. Cortesia do International Society d. Colcha de retalhos criada por Cristina Daughters of Utah Pioneers. Franco, feita para a presidência geral da Primária.Página 162 Adeus, Meu Jovem Guerreiro, de Del Parson. © Del Parson. e. Página do Livro de Atas da Sociedade de Socorro, Nauvoo, Illinois, 17 de março dePágina 163 Rebeca Junto ao Poço, de Michael Deas. 1842. Cortesia da Biblioteca de História da © 1995 IRI. Igreja (ver a página 46).Página 164 Fotografia de Bonnie D. Parkin © Busath.com. Página 187 Voltar o Coração para a Família, de AnnePágina 170 Fotografia de Julie B. Beck © Busath.com. Marie Oborn. © 1997 Anne Marie Oborn. Página 189 Fotografia © 2000 Steve Bunderson. Página 193 Detalhe de Rainha Ester, de Minerva K. Teichert. © William e Betty Stokes. 215
  • 202. Acontecimentos Importantes na História da Sociedade de Socorro Página 198 Detalhe de Emma Hale Smith, de Lee Greene Richards. © 1941 IRI. Detalhe de Organização da Sociedade de Socorro, de Nadine B. Barton. © 1985 IRI. Detalhe de Mulher Pioneira, de Julie Rogers. © Julie Rogers. Detalhe de Martírio de Joseph e Hyrum, de Gary Smith. © 1984 IRI. No Fim da Rua Parley, de Glen S. Hopkinson. © Glen S. Hopkinson. Fotografia de Brigham Young, de C. R. Savage. Cortesia da Biblioteca de História da Igreja. Detalhe de Organização da Associação de Resguardo de Brigham Young, 1869, de Dale ­Kilbourn. © IRI. Detalhe de Zina Diantha Huntington Young. Cortesia do Museu de História da Igreja. Página 199 Detalhe de A Primeira Reunião da Associação Primária, de Lynn Fausett e Gordon Cope. © IRI. Fotografia do Templo de Salt Lake. Cortesia da Biblioteca de História da Igreja. Fotografia do bilhete de entrada para a dedi- cação do Templo de Salt Lake. Cortesia da Biblioteca de História da Igreja. Página 200 Fotografia de mulheres servindo © Jason Swensen.216
  • 203. Índice Beck, Julie B.: sobre a criação e edu- Smith, 25; exemplos de, em épocasA cação dos filhos e o cuidado do de provação, 74–77, 81–87; exem-Adão e Eva: ensinam seus filhos lar, 169; sobre a mobilização das plos de, entre os antigos santos juntos, 148, 162; relacionamento irmãs para fortalecer as famílias, dos últimos dias, 22–26, 32–40; de convênio de, 147–148 106–107; sobre as irmãs da Socie- fortalece a irmandade, 108–109; dade de Socorro como discípulas no lar, 19–20, 163; no lema daAjudar os necessitados, princípio de Cristo, 7; sobre a teologia da Sociedade de Socorro, 69, 189; no fundamental da Sociedade de Igreja sobre a família, 162; sobre trabalho de professoras visitantes, Socorro, xi, xiii, 7, 17, 22–26, 92, como as professoras visitantes 127–132; o Senhor Se deleita na, 168, 185. Ver também Caridade; seguem o exemplo de Jesus Cristo, 116; Silvia Allred aprende, com a Professoras Visitantes 115; sobre como receber revelação mãe, 100. Ver também Ajudar osAllred, Silvia H., conta a respeito do pessoal e colocá-la em prática, necessitados serviço prestado por sua mãe, 170; sobre como recebeu forças da Casamento plural: defendido pelas 100–101 Sociedade de Socorro quando era antigas mulheres SUD, 50–53;Alvarenga, Hilda, instrui e educa uma jovem mãe, 106–107 o governo dos Estados Unidos as irmãs, como presidente da Benson, Ezra Taft: sobre as mães promulga leis contra o, 51 Sociedade de Socorro de um ramo, passarem tempo com os filhos, Chukwurah, Florence, recebe inspi- 100–101 173; sobre o poder da divindade ração como professora visitante,Anjos, fazem companhia às irmãs fiéis manifestado no templo, 141 126–127 da Sociedade de Socorro, 196 Biereichel, Hedwig, como exemplo de Clark, J. Reuben Jr., reúne-se comAutossuficiência: cultivar, durante a coragem e fé, 86 outros líderes da Igreja para dis- Grande Depressão, 77–79; desen- Brown, Hugh B., sobre exemplos cutir a simplificação de programas volver, 57; exemplos de, entre as de caridade durante a Segunda e atividades, 81 irmãs da Sociedade de Socorro no Guerra Mundial, 85–86 Cleveland, Sarah M., designada como final do século XIX, 55–64 membro da primeira presidência da Sociedade de Socorro, 13–14 C Como estudar este livro, xii–xivB Como utilizar este livro, xii–xiv Call, Theresa Thompson, transmite oBallard, M. Russell: sobre a força e legado da Sociedade de Socorro a Conselhos da Igreja, 153 o destino divino das irmãs, 186; sua família, 190 sobre o convênio das irmãs de edi- Convênios: as irmãs da Sociedade Caridade: como legado da Sociedade de Socorro como povo de convênio, ficar o reino de Deus, 26; sobre o de Socorro, 94, 187–191; como 195; a Sociedade de Socorro dom inato das irmãs de nutrir, 169 poder que alenta em época de ajuda a preparar as mulheres paraBangerter, Geraldine, trabalha com as guerra ou paz, 70–71; como prin- fazerem, 16–17, 144, 145; cada irmã irmãs brasileiras para estabelecer o cípio fundamental da Sociedade que fez, tem a obrigação de salvar programa de professoras visitantes de Socorro, 51–52, 69, 77–78, almas, 26; de seguir Jesus Cristo, no Brasil, 121–122 183; demonstrada por meio do cumpridos por meio do trabalhoBarlow, Elizabeth Haven, transmite o serviço, 191–193; descrição da, por das professoras visitantes, 124; e legado da Sociedade de Socorro Thomas S. Monson, 108–109; e o poder do sacerdócio, 139; foram para sua família, 189 a Expiação de Jesus Cristo, 188; um alento para as pioneiras SUD ensinada por Joseph Smith, 24; durante a jornada, 31–32, 35–36;Batalhão Mórmon, 33–34 exemplificada por Emma e Joseph força por meio de, 15, 140–142, 150; 217
  • 204. preservados por Rebeca e Isaque, E retidão na, 163, 174–178; fortalecer 162 a, por meio das ordenanças do Edifício da Sociedade de Socorro, 96–97 templo, 20–21; fortalecer a, prin- Cook, Margaret, e o início da Socie- Espírito Santo: companhia constante cípio fundamental da Sociedade dade de Socorro, 11, 25 do, 140; dom do, 140; orientação e de Socorro, xi, xiii, 7, , 18–21, 33, Costura, 57 consolo do, 50; revelação pessoal 47–48, 74–76, 82, 86, 92, 94–95, Criação e educação dos filhos e pren- por meio do, 140; seguir os sussur- 104–105, 128–130, 146, 165–172, das domésticas, 171 ros do, no trabalho de professoras 185, 186; fortalecer a, propósito visitantes, 124, 126–127 fundamental do sacerdócio, 146, Cuidados de saúde e medicina: as 164–165; proclamação ao mundo, irmãs são incentivadas a aprender, Ester, como exemplo de fé e coragem, 188–181; prover as necessidades 59–60; programas de formação 195 temporais da, 58; relacionamento de enfermeiras e auxiliares de Estudo das escrituras, 55, 186 de convênio na, entre marido e enfermagem, 75 mulher, 146–149; revelações sobre, Eva: e Adão, ensinam os filhos juntos, 147–148, 162; e Adão, relaciona- 18–20 mento de convênio de, 147; e as Família, A: Proclamação ao Mundo: filhas fiéis, adoram a Deus, 191 observações sobre, 159–161; texto D completo, 180–181 Expiação de Jesus Cristo: ajuda-nos a Departamento de Serviços Sociais: elevar-nos acima dos pensamen- Faust, James E.: sobre como consolar como departamento de serviços tos e ambições comuns, 195–196; os pais de filhos rebeldes, 173–174; em vez de organização prestadora encontrar forças por meio da, 84; o sobre por que a proclamação de auxílio, 74–75; incorporado ao testemunho da, ajuda a preparar- sobre a família foi apresentada Bem-Estar e Serviços Sociais da nos para entrar no templo, 21; na reunião geral da Sociedade de Igreja, 81; oferece treinamento parte essencial da caridade, 188; Socorro, 161 sobre o bem-estar das famílias, permite que as famílias sejam 75; trabalha com o governo dos Fé: aumentar a, princípio fundamental seladas para a eternidade, 162 Estados Unidos, 79 da Sociedade de Socorro, xi, xiii, Eyring, Henry B.: sobre a caridade e 7, 18, 92, 167, 185; e coragem para Deus, o Pai. Ver Pai Celestial a Expiação de Jesus Cristo, 188; enfrentar os desafios, 58; no Pai Dew, Sheri L.: sobre como as bênçãos sobre compartilhar caridade, o Celestial e Jesus Cristo, xi, 3, 18, do sacerdócio estão ao alcance de legado da Sociedade de Socorro, 31–34, 58, 77, 170, 188 todos os membros da Igreja fiéis, 93–94, 188, 191; sobre o padrão Febe, como serva da Igreja, na época 140; sobre como as mulheres sem inspirado do trabalho de professo- do Novo Testamento, 6 filhos encontram meios de serem ras visitantes, 121; sobre o respeito mães, 167 entre as irmãs da Sociedade de Fife, Veara, recebe e presta serviço com Socorro e os portadores do sacer- suas professoras visitantes, 130 Discípulas: entre as mulheres de hoje, dócio, 153 xi, 7, 115, 195; entre as mulheres Filhas de Deus: abençoadas pelo do Novo Testamento, xi, 3–6 poder do sacerdócio, 139; conhe- ciam e adoravam Deus na esfera Dons do Espírito, mulheres recebem, pré-mortal, 180; importância das 142–144 F mulheres lembrarem-se de que Dons espirituais. Ver Dons do Espírito Falar em público, 53–54 são, 185–186, 195; legado divino das, 93, 155; valor infinito das, xii Douglas, Ellen, oferece e recebe cari- Família: alicerce de uma vida justa, dade em momentos de necessi- 146, 161; a Sociedade de Socorro dade, 25–26 ensina as responsabilidades das Dudley, Matilda, organiza as mulheres irmãs referentes à, 165–172; defen- der, 169–172; empenho de Joseph G para cuidar dos índios americanos necessitados, 38–39 Smith e das primeiras irmãs Grant, Heber J.: apoia o estabeleci­ da Sociedade de Socorro para mento do Departamento de fortalecer a, 18–21; ensinamen- Serviços Sociais da Sociedade de tos sobre, 162–164, 172–174; e o Socorro, 74–75; e conselheiros, sacerdócio, 146–150; exemplos de sobre como a maternidade se218
  • 205. aproxima da divindade, 171; e Sociedade de Socorro prestam Jesus Cristo convida Marta e conselheiros, sobre princípios serviço para comemorar o aniver- Maria a serem Suas discípulas, de autossuficiência, 78; encoraja sário de 150 anos da organização, 3–4; Joseph F. Smith vê as irmãs e tranquiliza Louise Y. Robison 104; as mulheres e os homens tra- da Sociedade de Socorro servindo depois de chamá-la para servir na balham juntos por ocasião de um uma família necessitada, 116–118; presidência geral da Sociedade de furacão, 154–155; as professoras Joseph Smith organiza a Sociedade Socorro, 78; sobre como vencer o visitantes servem uma irmã aflita e de Socorro Feminina de Nauvoo, desânimo, 193; sobre o propósito recebem ajuda dela em troca, 130; 12–13; Julie B. Beck, quando era primordial do programa de bem- Belle S. Spafford segue o conselho uma jovem mãe, recebe apoio da estar, 79 de George Albert Smith de fazer Sociedade de Socorro, 106–107; sua influência ser sentida, 96–100; Lucy Meserve Smith lidera outrasGregersen, Eva M., sobre como os Boyd K. e Donna Packer visitam irmãs para prestar auxílio aos pio- santos dinamarqueses ajudaram uma Sociedade de Socorro na neiros de carrinho de mão, 39–40; os noruegueses durante a Segunda Tchecoslováquia, 92–93; Dallin H. Mary Fielding Smith lidera e nutre Guerra Mundial, 85 Oaks aconselha-se com Barbara seus filhos, 163–164; MatildaGuerra, viver em paz na, 70–74 W. Winder sobre questões refe- Dudley lidera outras irmãs no ser- rentes às mulheres na Igreja, 153; viço prestado a índios americanos duas irmãs são inspiradas a saber necessitados, 38–39; mulheres como ajudar pessoas necessitadas, doam roupas de baixo ao saberemH 126–127; Elizabeth Ann Whitney do sofrimento dos pioneiros de é convertida ao evangelho res- carrinho de mão, 39–40; NeemiasHendricks, Drusilla Dorris, sobre taurado, 141–142; Eliza Partridge recusa-se a abandonar sua obra enfermidades entre os pioneiros Lyman recebe e oferece consolo de reconstruir Jerusalém, 195; o santos dos últimos dias, 34 na morte de filhos, 34–35; Ellen início da Sociedade de Socorro,Hinckley, Gordon B.: e conselheiros, Doug­as oferece e recebe caridade l 11–12; Olga Kovářová é convertida sobre como o lar é a base de uma em momentos de necessidade, ao evangelho e serve no reino, vida justa, 161; lê a proclamação 25–26; Emily S. Richards adquire 101–104; os santos deixam uma sobre a família em uma reunião confiança para falar em público, mensagem em uma das paredes geral da Sociedade de Socorro, 54; Emma Andersen Liljenquist do Templo de Nauvoo, 32; os san- 159–161; profere uma bênção para recebe inspiração como enfer- tos dinamarqueses compartilham as mulheres da Igreja, 177; sobre a meira, 61; Ester demonstra fé e alimentos com os santos norue- força das mulheres que trabalham coragem para salvar seu povo, 195; gueses, 85; os santos recebem com os irmãos do sacerdócio, 137; exemplos de aplicação prática do as bênçãos do templo antes de sobre a grande capacidade das evangelho em lares SUD, 174–178; partirem de Nauvoo, 31–32; Sally irmãs e seu papel essencial no Geraldine Bangerter trabalha com Randall recebe consolo no batismo plano do Pai Celestial, 155; sobre a as irmãs brasileiras para estabele- pelos mortos, 20–21; Spencer necessidade da proclamação sobre cer o trabalho de professoras visi- W. Kimball relata momentos em a família, 161; sobre as mulheres tantes no Brasil, 121–122; Gertrude que teve um vislumbre do céu, como guardiãs do lar, 161, 177; Zippro serve como presidente da 174–175; Theresa Thompson Call sobre as mulheres permanecerem Sociedade de Socorro a despeito leva um bolo a uma amiga para firmes e inamovíveis na causa da de provações e perigo, 85; Heber comemorar um aniversário, 190; retidão, 174; sobre fazer o melhor J. Grant incentiva e apoia Louise Thomas S. Monson encontra que pudermos, 188; sobre o serviço Y. Robison quando é chamada uma mulher que foi beneficiada prestado, 123 para servir na presidência geral da pelo trabalho de alfabetização da Sociedade de Socorro, 78; Hedwig Sociedade de Socorro, 105–106;Histórias: a mãe de Dallin H. Oaks Biereichel oferece alimentos para uma família compartilha o legado preside a família depois da morte prisioneiros de guerra russos, 86; da Sociedade de Socorro por do marido, 149; Amanda Barnes Hilda Alvarenga nutre as irmãs da gerações, 188–190; uma irmã Smith recebe o dom de profecia Sociedade de Socorro de seu ramo, da Sociedade de Socorro decide para cuidar do filho, 142–144; as 100–101; irmãs armênias prestam que é sua vez de servir, 192–194; irmãs da Sociedade de Socorro serviço em sua pobreza, 75–76; uma irmã fica sabendo que uma defendem a prática do casa- irmãs expressam gratidão pelas colcha que ela fez ajudou alguém mento plural, 50–53; as irmãs da professoras visitantes, 131–132; de outro país, 72; uma irmã não 219
  • 206. receptiva pede apoio para sua preocupação especiais de, pelas Socorro, 155; sobre o trabalho das professora visitante, 125–126; uma mulheres, 3; autor e consumador professoras visitantes como meio irmã passa a amar mais as muitas de nossa fé, 191; convida Marta e de salvar almas, 129; sobre vislum- irmãs que serve como professora Maria a serem Suas discípulas, 3–4; brar o céu na vida dos santos dos visitante, 132–134; uma mãe que criado e educado na infância por últimos dias justos, 174–175 cria os filhos sozinha é fortalecida Maria e José, 162; devoção a, das Kovářová, Olga, conversão e serviço pelos convênios que fez, 149–150; irmãs da Sociedade de Socorro, de, 101–104 uma moça expressa gratidão pelos 186; ensinamentos de, conduzem ensinamentos do profeta sobre a à felicidade na vida em família, maternidade, 171; uma presidente 159, 181; ministério mortal de, 3–4; da Sociedade de Socorro ajuda as seguir o exemplo de, 115, 124; tes- irmãs após um terremoto, 95 temunho de, guia nossa visão, 64. L Ver também Caridade; Discípulas; Lar: como centro de força, 167–169; Hospital Deseret, 61–62 Expiação de Jesus Cristo; Fé exemplos de retidão no, 174–178. Humphrey, Cathie, aprende a respeito Ver também Família de sua influência como professora visitante, 125–126 Lee, Harold B.: sobre a união entre os líderes do sacerdócio e as líderes Hunter, Howard W.: sobre o forta- K da Sociedade de Socorro, 80; sobre lecimento das famílias, 169–170; Kimball, Camilla, sobre seu empenho como o trabalho mais importante sobre o legado divino das filhas de como professora visitante, 124–125 acontece no lar, 172–173; sobre os Deus, 93 templos como o único lugar na Kimball, Presendia, sobre a falta de Terra para receber a plenitude das homens para ajudar as compa- bênçãos do sacerdócio, 145; sobre nhias de pioneiros SUD, 33 tornar-se autossuficiente, 57 I Kimball, Sarah M.: e o empenho em Lema da Sociedade de Socorro: esta- armazenar trigo, 58; e o início Irmandade na Sociedade de Socorro, belecido, 69; seguido pelas irmãs da Sociedade de Socorro, 11, 26; 86, 91–110, 151, 168, 186 em momentos de provação, 69–87. sobre o trabalho das professoras Ver também Caridade Irmãs que criam os filhos sozinhas: visitantes, 118 presidem seu lar, 149–150; são Liljenquist, Emma Andersen, sobre o Kimball, Spencer W.: compara o abençoadas se cumprirem seus aprendizado a respeito de cuida- trabalho das professoras visitantes convênios, 149–150 dos de saúde, 61 com o ensino familiar, 123; sobre Isaque e Rebeca, cuidam para que os as irmãs da Sociedade de Socorro Lyman, Amy Brown: como diretora do convênios não sejam perdidos, 162 estudarem as escrituras, 55; sobre Departamento de Serviços Sociais as mulheres valorizarem o passado, da Sociedade de Socorro, 74–75; e xii; sobre as professoras visitantes mudanças no método original de ajudarem as pessoas a seguir o trabalho das professoras visitantes, J Salvador, 130; sobre a vigorosa 119; salienta a necessidade de influência das irmãs justas e pren- a mãe estar no lar, 170; sobre a Jack, Elaine L.: sobre a irmandade da grandiosidade da Sociedade de dadas da Sociedade de Socorro, 55, Sociedade de Socorro, 103; sobre Socorro, 86; sobre a união entre as 104; sobre como cultivar atributos as bênçãos do sacerdócio, 139–140; líderes da Sociedade de Socorro semelhantes aos de Cristo, 5; sobre estender a mão por meio do e os líderes do sacerdócio, 82; sobre como Deus atende as nossas trabalho das professoras visitantes, sobre o poder do testemunho, 86; necessidades por meio de outras 131; sobre o serviço prestado para sobre suas experiências pessoais pessoas, 124; sobre como resistir comemorar o aniversário de 150 ao servir como líder da Sociedade às influências que enfraquecem a anos da Sociedade de Socorro, de Socorro, 86–87 família, 174–175; sobre o cresci- 104; sobre promover a alfabetiza- mento da Igreja graças à influência Lyman, Elizabeth Partridge, sobre ção, 104–105 do exemplo das irmãs, 104; sobre o como receber e oferecer consolo Jesus Cristo: ajudar as pessoas a seguir, nobre chamado de ser uma mulher por ocasião da morte de filhos, 104, 127–130; ajudar as pessoas a justa nos últimos dias, 155, 177; 34–35 sentirem o amor de, 129; amor e sobre o potencial da Sociedade de220
  • 207. M N 16; sobre o programa de intercâm- bio estudantil para índios, 82–84;Mães, Maternidade: as mulheres são Nauvoo: a Sociedade de Socorro é sobre o sentimento de fazer parte incentivadas a permanecer no lar, fundada em, 12; êxodo de, 31–32; da Sociedade de Socorro, 151 82; defender, 171; influência sobre serviço prestado em, 22–26; templo os jovens guerreiros do Livro de construído em, 11 Pai Celestial: ajuda-nos a realizar gran- Mórmon, 162; papel espiritual da, des coisas, 193; amor do, ­ 95–196; 1 Neemias, como exemplo de fé e 82; parte da natureza eterna das a ordenança de selamento une coragem, 195 mulheres, 168. Ver também Família a família ao, 147; conhece Suas Nelson, Russell M., sobre as famílias filhas, xii, 191–192; orar para, 52,Manifesto, 52–53 serem seladas pelo poder do 61, 142–144; plano do, para nossaMarta e Maria, como discípulas de sacerdócio, 146 salvação e felicidade, xii, 58, 155, Jesus Cristo, xi, 3–4 180, 185; vida eterna com, 105. Novo Testamento, mulheres no, 3–6 Ver também Fé; Filhas de DeusMaternidade, hospital, 76 Pais. Ver FamíliaMcConkie, Bruce R., sobre o relacio- namento de convênio entre Adão Parkin, Bonnie D.: sobre a procla- e Eva, 147 O mação à família, 160; sobre o Oaks, Dallin H.: aconselha-se com desenvolvimento da caridade noMcKay, David O.: profere a oração Barbara W. Winder sobre questões lar, 164; sobre receber forças nas dedicatória do Edifício da Socie- referentes às mulheres da Igreja, reuniões da Sociedade de Socorro, dade de Socorro, 97; sobre a união 153; sobre a liderança da mãe 168–169 na Igreja, 151; sobre nenhum sucesso compensar o fracasso no quando o pai morre, 149–150; Participação na comunidade, pelas lar, 172 sobre a natureza sagrada do irmãs da Sociedade de Socorro, casamento e do relacionamento 71–72, 82–83Medicina e cuidados de saúde, as familiar, 147; sobre o sacerdócio irmãs são incentivadas a aprender, abençoar igualmente as mulheres Pioneiros: apegam-se aos convênios 59–60 e os homens, 139 ao partirem de Nauvoo, 31–32; condições de vida dos, 32–36;Monson, Thomas S.: sobre como Ordenanças, bênçãos por meio de, 15, serviço entre os, 34–40 mulheres e homens trabalharam 140–142. Ver também Convênios; juntos quando houve o furacão Sacerdócio Prendas domésticas: arte de, 169; Andrew, 154; sobre como realizar criação e educação, 168 coisas milagrosas por meio da fé, Organização da Primária, 63–64 Primeira Guerra Mundial, viver em 100; sobre expressões de caridade, Organização das Moças, 63 paz na, 70–74 108–110; sobre os objetivos do programa de bem-estar, 79; sobre Os quóruns do sacerdócio, compara- Privilégios, viver à altura dos, 183, 185 o trabalho de alfabetização da dos com as Sociedades de Socorro, 151, 164–165 Professoras Visitantes: ajudam as pes- Sociedade de Socorro, 104–105; soas a seguir Jesus Cristo, 127–130; sobre servir de instrumentos nas ajudam as pessoas a sentir o amor mãos do Senhor na Terra, 113, 123 de Jesus Cristo, 129; atendemMulheres: amor e preocupação de às necessidades temporais com P amor, 130–131; buscar orientação Jesus Cristo pelas, 3; filhas de Deus, 185; influência justa das, Packer, Boyd K.: e esposa, reúnem-se espiritual, 126–127; como bênção SUD, 99; no Novo Testamento, com um círculo de irmãs na para as professoras visitantes, 3–6; papel e potencial divinos das, Tcheco­ lováquia, 93–94, 107–108; s 132–134; como ministério espiri- 185–186 sobre a influência da família de tual, 118, 127–130; compromisso uma ala ou ramo, 96; sobre a exigido para as, 124–125; ensinarMundo, deixar as coisas do, 49 proteção da irmandade na Socie- e testificar, 127–130; expressão de dade de Socorro, 89, 94; sobre as gratidão pelas, 127–130, 131–132; bênçãos que recebem as irmãs início das, 115–116; mudanças fiéis da Sociedade de Socorro, 108; no método original das, 119–120; sobre as mulheres adotarem as perguntas a fazer ao visitar, 125; virtudes da Sociedade de Socorro, 221
  • 208. salvam almas, 129; sugestões para S sobre as mães ensinarem as filhas, serem eficazes, 135 20; sobre a Sociedade de Socorro Sacerdócio: abençoa igualmente as fazer algo extraordinário, xi, 14; Programa de Bem-Estar: anunciado mulheres e os homens, 139–140; sobre seu desejo de ser guiada por pela Primeira Presidência, 79; a Sociedade de Socorro é organi- revelação, 12–13 cooperação no, 80; metas do, 79; zada sob a autoridade do, 12, 15, papel da presidente da Sociedade 107, 150–151; bênçãos do, para as Smith, George Albert: aconselha Belle de Socorro no, 80–81 mulheres fiéis, 15, 139–145; o ali- S. Spafford a fazer sua influência cerce de uma vida justa, 146; sela a ser sentida, 96–100; sobre a felici- Programa de intercâmbio estudantil família para a eternidade, 146 dade por meio do serviço, 85; sobre para índios, 82–84 Joseph Smith abrir as portas para a Publicações, 62–63 Sandberg, Bobbie, recebe ajuda emancipação das mulheres, 96 da presidente da Sociedade de Socorro após terremoto, 95–96 Smith, Hyrum, martírio de, 31 Scott, Richard G.: sobre como o sacer- Smith, Joseph: incentiva os santos a R dócio apoia a família, 146; sobre ajudarem na construção do Templo o lar como o alicerce de uma vida de Nauvoo, 11; instruções de, ins- Randall, Sally, encontra consolo no pira as antigas mulheres pioneiras, justa, 146 batismo pelos mortos, 20–21 37; instrui as irmãs sobre o pro- Sears, Athelia Call, transmite o legado Rebeca e Isaque, cuidam para que os pósito da Sociedade de Socorro, da Sociedade de Socorro a sua convênios não sejam perdidos, 162 16–26; lidera o trabalho de família, 190–191 construção do Templo de Kirtland, Reforma. Ver Resguardo Seda, produção de, 57 21; martírio de, 31; o sacerdócio Relief Society Magazine, 62 é restaurado por intermédio de, Segunda Guerra Mundial, 81 139; revelações para, sobre as res- Resguardo: definição de, 49; pregado Ser Mãe: as mulheres sem filhos ponsabilidades familiares, 18–20; por Brigham Young e Eliza R. procuram oportunidades de, 167; sobre a capacidade das irmãs da Snow, 49 todas as mulheres têm a responsa- Sociedade de Socorro de agir de Revelação pessoal, capacidade de cada bilidade de, 168 acordo com sua compaixão, 16, uma das irmãs de receber, 50, 170 47, 124, 187–188; sobre ajudar os Serviço. Ver Ajudar os necessitados; Revista A Liahona, 63 Caridade; Professoras Visitantes necessitados, 22–23, 129; sobre a revelação em D&C 25, 14; sobre as Revista Ensign, 62–63 Smith, Amanda Barnes, recebe o dom bênçãos do templo, 144–146; sobre da profecia para cuidar de seu as irmãs da Sociedade de Socorro Rich, Sarah, sobre as bênçãos dos san- filho, 142–144 auxiliarem os pobres e salvarem tos ao partirem de Nauvoo, 32 Smith, Barbara B.: sobre as irmãs da almas, 17, 25, 69, 91; sobre as irmãs Richards, Emily S., adquire confiança da Sociedade de Socorro viverem Sociedade de Socorro seguirem o ao falar em público, 54 à altura de seus privilégios, 183, conselho do sacerdócio e receber Richards, Willard: assiste à primeira inspiração, 148; sobre defender a 185; sobre as mulheres estarem à reunião da Sociedade de Socorro, família e a maternidade, 171 frente em boas obras, 21–22; sobre 12; presente no martírio de Joseph as mulheres receberem os dons do Smith, Bathsheba W.: elabora lições Espírito, 142; sobre as mulheres e Hyrum Smith, 31 de educação maternal, 165–166; terem sentimentos de caridade, Robison, Louise Y.: histórico, 77–78; sobre adquirir um testemunho do 186; sobre a Sociedade de Socorro recebe incentivo e apoio de Heber evangelho restaurado, 36; sobre as como algo melhor, 12–13; sobre J. Grant ao ser chamada para provações e bênçãos dos antigos a Sociedade de Socorro como a servir na presidência geral da pioneiros SUD, 36; sobre a união restauração de um antigo padrão, Sociedade de Socorro, 78; sobre entre as mulheres e os homens da 1, 7; sobre a Sociedade de Socorro a gratidão pelo serviço prestado Igreja, 153 como sociedade seleta, 15–16; pelo governo, 79; sobre encontrar Smith, Emma: escolhida como pri- sobre a união na Igreja, 151; sobre alegria em servir a Deus, 77 meira presidente da Sociedade de examinar as escrituras, 51; sobre Roupas, sagradas, 146 Socorro, 12–13; exemplo de serviço o poder da bondade, 24; sobre caridoso, 25; revelação para, 13–14; organizar a Sociedade de Socorro, 9, 12–15; sobre os anjos fazerem222
  • 209. companhia às irmãs da Sociedade alas, 48; chamada para instruir as Sociedade de Socorro: as líderes de Socorro, 195; sobre os deveres irmãs, 50; ensina usando as Atas da, servem sob a direção do da presidência da Sociedade de de Nauvoo, 49; escreve estatutos sacerdócio, 151; como lugar de Socorro, 13 para uma sociedade feminina refúgio e de influência, 89, 91, de costura, 11; mantém atas das 92; comparada aos quóruns doSmith, Joseph F.: sobre a influência primeiras reuniões da Sociedade sacerdócio, 151, 164–165; ensina protetora de sua mãe, 167; sobre de Socorro, 16–17; preserva as Atas responsabilidades familiares, 164; a natureza divina da Sociedade de Nauvoo, 48; sobre a dignidade entusiasmo das antigas irmãs ao se de Socorro, 7, 71–72; sobre a das mulheres SUD, 49; sobre a filiarem à, 15; exemplifica a religião Sociedade de Socorro ensinar as esfera de ação cada vez maior da pura, 134; fazer algo extraordiná- responsabilidades familiares, 166; Sociedade de Socorro, 64; sobre rio, xi; influência da, sobre as irmãs sobre a Sociedade de Socorro a força adquirida por meio do nos ramos e alas, 106–107; início liderar o mundo em coisas dignas testemunho de Jesus, 64; sobre da, 11, 185; missão de cura da, 92; de louvor, 70–71, 195; sobre o a grande influência das irmãs organização divina da, 7, 70–71, exemplo de sua mãe, 163–164; da Sociedade de Socorro, 43, 50; 185; organizada sob a autoridade sobre ver irmãs da Sociedade de sobre a influência das professoras e segundo o padrão do sacerdócio, Socorro servindo uma família visitantes, 118; sobre a influência 12–13, 15, 107, 150–151; parte necessitada, 116–118 do Espírito em uma reunião da essencial da Restauração, 1, 7, 185;Smith, Joseph Fielding: sobre as Sociedade de Socorro, 16; sobre a primeira reunião da, 12–14; pro- mulheres receberem as bênçãos influência refinadora e inspiradora pósitos da, xi, xiii, 7, 16–26, 92, 168, do templo, 146; sobre a Sociedade da Sociedade de Socorro, 48; sobre 185; restabelecida, 45; reuniões de Socorro ajudar os membros as irmãs adquirirem formação em da, ensinam responsabilidades fiéis a alcançar a vida eterna, 105; medicina, 59, 60; sobre as irmãs da caridosas, práticas e familiares, sobre a Sociedade de Socorro ser Sociedade de Socorro expressarem 168; temporariamente desconti- estabelecida por revelação, 13; seus pensamentos, 54; sobre as nuada, 31 sobre o relacionamento entre a irmãs estabelecerem a moda no Spafford, Belle S.: coleta frutas para Sociedade de Socorro e os quóruns vestuário, 57; sobre a Sociedade de doação, 81; e conselheiras, sobre do sacerdócio, 155 Socorro como restauração de um a missão de cura da SociedadeSmith, Lucy Mack, sobre a irmandade antigo padrão, 1, 7; sobre a Socie- de Socorro, 92; segue o conselho na Sociedade de Socorro, 26 dade de Socorro pertencer à orga- de George Albert Smith de fazer nização da Igreja, 49; sobre a uniãoSmith, Lucy Meserve: sobre a dispo- sua influência ser sentida, 96–100; entre os homens e as mulheres na sição de continuar a servir as pes- sobre a influência das professo- Igreja, 151–152; sobre o lar como soas, 39; sobre prestar serviço para ras visitantes, 119–120; sobre a primeira prioridade, 163; sobre o os antigos santos que chegavam ao influência de uma boa mãe da registro no céu do serviço pres- Vale do Lago Salgado, 39–40 Sociedade de Socorro, 168–169; tado, 91; sobre o resguardo, 49; sobre as mudanças no método ori-Smith, Mary Fielding, exemplo como sobre revelação pessoal, 50; sobre ginal do trabalho das professoras mãe, 163–164 seguir o exemplo de Jesus Cristo, visitantes, 119; sobre estabelecer 115; sobre servir sem necessidadeSmoot, Mary Ellen: e conselheiras, prioridades, xiii; sobre o Edifício da de reconhecimento público, 48–49, sobre o que significa ser uma filha Sociedade de Socorro, 96; sobre o 191–192 de Deus, 186; sobre a necessidade propósito constante da Sociedade de professoras visitantes fiéis, 130; Snow, Lorenzo: sobre as irmãs da de Socorro, 94–95 sobre as irmãs da Sociedade de Sociedade de Socorro compartilhar Speidel, Maria, sobre confiar no Socorro ajudarem as pessoas a os labores e as recompensas do Senhor nas adversidades, 84–85 sentir o amor do Salvador, 128–129 reino de Deus, 7; sobre as irmãs da Sociedade de Socorro serem Stegner, Wallace, sobre as primeirasSnow, Eliza R.: chamada como a um exemplo da religião pura, mulheres SUD, 37 primeira secretária da Sociedade 134; sobre confiar em Deus e não de Socorro, 16; chamada como a Sufrágio feminino, 62 desanimar, 49; sobre o poder que a segunda presidente geral da Socie- Sociedade de Socorro tem de fazer dade de Socorro, 50; chamada o bem, 20 para ajudar os bispos a estabelecer as Sociedades de Socorro nas 223
  • 210. T Trigo: Brigham Young incentiva as presidência da Sociedade de irmãs a cultivar e colher, 57; Socorro, 13; sobre servir como Tabita, exemplo de mulher virtuosa no conselho de John Taylor aos irmãos oficiante do templo, 145; sobre Novo Testamento, 5–6 sobre, 57–58; Emmeline B. Wells sua conversão, 141–142 Talmage, James E., sobre o amor e a sobre armazenar, 57–58, 62, 73; Whitney, Helen Mar: sobre as mulheres preocupação do Salvador pelas empenho das irmãs em armazenar, que obedeceram à lei do casamento mulheres, 3 59; usado para auxiliar muitos, 59; plural, 52; sobre o amor de Deus vendido ao governo dos Estados Tanner, Athelia Sears, transmite o entre os antigos pioneiros SUD, 36 Unidos, 59, 73 legado da Sociedade de Socorro Widtsoe, John A., sobre o auxílio pres- a sua família, 190–191 tado pela Sociedade de Socorro, 26 Taylor, John: chama as presidentes Williams, Clarissa S.: preocupação gerais das Moças e da Primária, U de, com as condições de vida de 63; está presente no martírio Uchtdorf, Dieter F., sobre as irmãs da mulheres e crianças, 73, 76–77; de Joseph e Hyrum Smith, 31; Sociedade de Socorro seguirem o preparada para servir como pre- participa da primeira reunião da exemplo do Salvador, 124 sidente geral da Sociedade de Sociedade de Socorro, 13–14; Socorro, 76; sobre as realizações sobre armazenar trigo, 57–58; União, entre homens e mulheres na da Sociedade de Socorro por meio sobre o sentimento de alegria Igreja, 15, 80, 150–154 do amor, 81; sobre melhorar a vida pela organização da Sociedade das famílias necessitadas, 76–77 de Socorro, 14; sobre promover o bem-estar das pessoas, 72 Winder, Barbara W.: sobre a arte de ser dona de casa, 168; sobre as Templo de Nauvoo: ajudar os cons- V irmãs participarem das reuniões trutores do, 11; mensagens escritas Voto, direito ao, 62 de conselho da Igreja, 153; sobre nas paredes do, quando os santos a união entre homens e mulheres partiram de Nauvoo, 32; milhares na Igreja, 153; sobre o trabalho das de santos receberam a investidura professoras visitantes abençoar as e o selamento no, 31 W irmãs que o realizam, 132; visita Templos: a Sociedade de Socorro uma Sociedade de Socorro na ajuda as irmãs a entrarem no, 145; Wells, Emmeline B.: como redatora do Tchecoslováquia com o marido, as primeiras irmãs da Sociedade Woman’s Exponent, 62; e conselhei- 103–104 de Socorro ajudam a preparar as ras, sobre ser fiel aos princípios fundamentais da Sociedade Winter Quarters, 33 pessoas para o, 26; bênçãos para as mulheres fiéis no, 146; como de Socorro, 69; e conselheiras, Wirthlin, Joseph L., sobre o trabalho lugar de agradecimento, instrução sobre viver em paz em tempos de bem-estar de uma presidente e aprendizado, 145; oficiantes do de guerra, 70; estabelece o lema da Sociedade de Socorro, 80–81 templo, 145; o poder da divindade da Sociedade de Socorro com suas conselheiras, 69; preparação Woman’s Exponent, 62 se manifesta no, 141; ordenanças do, fortalecem a família, 20–21; de, para ser presidente geral da Woodruff, Wilford: sobre as pessoas os santos são investidos de poder Sociedade de Socorro, 69; sobre realizarem o que Deus as chamou do alto no, 145; preparar-nos para ajudar as mulheres a progredirem para fazer, 33; sobre escrever o entrar, 21, 145 espiritualmente e adquirirem Manifesto, 52–53 instrução, 60–61; sobre aprender Testemunho: força por meio do, 86; com o exemplo das mulheres do prestar, nas reuniões da Sociedade passado, 70; sobre armazenar de Socorro, 54 trigo, 57–58, 62, 73; sobre as irmãs Y Thompson, Barbara B., sobre a procla- permanecerem fiéis aos propósitos da Sociedade de Socorro, 29, 38; Young, Brigham: aconselha os santos a mação à família, 160 sobre o serviço de Zina D. H. auxiliarem os necessitados, 38, 39; Thompson, Pamela Barlow, transmite Young na área médica, 59–60 aconselha os santos a partirem de o legado da Sociedade de Socorro Nauvoo, 31; aconselha os santos à família, 190 Whitney, Elizabeth Ann: designada a se resguardarem e a mudarem como membro da primeira de vida, 49; chama Eliza R. Snow224
  • 211. para ajudar a restabelecer a Sociedade de Socorro, 46; chama Eliza R. Snow para instruir as irmãs, 48; conclama os santos a ajudar os pioneiros de carrinho de mão aflitos, 38; confiança de, nas mulheres da Igreja, 56; inicia o trabalho de restabelecimento da Sociedade de Socorro, 45; instrui as irmãs a armazenarem trigo, 57–58; instrui as irmãs a criarem uma associação para a fabricação de seda, 57; sobre a caridade, 49; sobre afastar-nos das influências mundanas, 49; sobre as irmãs adquirirem formação em medicina, 59; sobre as irmãs estabelecerem a moda nas roupas, 57; sobre as ordens do Senhor no Acampamento de Israel, 32–33; sobre as realizações das irmãs da Sociedade de Socorro, 55; sobre fazer convênios para cumprir todas as ordenanças do Senhor, 32; sobre os bispos buscarem a ajuda das Sociedades de Socorro, 45; sobre o serviço compassivo, 117; trabalha muitos dias no Templo de Nauvoo para ajudar os santos a receber as ordenanças, 31Young, Zina D. H.: como presidente da Deseret Silk Association, 57; serviço de, na área médica, 59–60; sobre a reação dos santos ao Mani- festo, 53; sobre as responsabilida- des das mães, 165; sobre o valor do testemunho, 64; sobre tornar o lar o centro de atração, 163ZZippro, Gertrude, exemplo de serviço dedicado na Sociedade de Socorro, 85 225

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