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Apresentação monografia experiências de amizade
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Apresentação monografia experiências de amizade

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Slides da monografia EXPERIÊNCIAS DE AMIZADE - UFS/2009

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  • 1. EXPERIÊNCIAS DE AMIZADEA lógica familialista como semelhança e o Espaço Público como diferença Andressa Almada Marinho Pontes (Graduanda em Psicologia/UFS) Kleber Jean Matos Lopes (Professor Dr. Orientador DPS/UFS)
  • 2. O que inspirou esta monografia? os objetivos desta monografia? Quais sãoRefletir sobre as experiências de amizade nasociedade ocidental para conhecer, problematizar esuscitar questões sobre modo dominante deorganização da amizade.De acordo com Ortega (2000), o ideal ocidentalpredominante de amizade é aquele que se associa aintimidade e sustenta a necessidade de familiaridadeentre os amigos. Foi resultado do processo deesvaziamento do espaço público e conseqüentedespolitização da experiência nesse espaço.Procurou-se observar também as peculiaridades de experiências de diferentesperíodos históricos:• propostas de amizade do teórico Cícero;• o conteúdo bibliográfico do século XVIII e XIX observado por Vicent-Buffault;• e os discursos de uma pesquisa vinculada ao PIBIC realizada entre estudantesrecém-admitidos na Universidade Federal de Sergipe.
  • 3. O ESPAÇO PÚBLICO COMO CONDIÇÃO PARAA A DIFERENÇA partir da obra “Condição Humana” (1997), Arendt traz :• Com a ascensão da esfera social no mundo moderno, as atividadeseconômicas passam a ter importância pública;• As formas de sociabilidade foram traduzidas em metáforas familiares, sob idealde intimidade, promove sensação de segurança e conforto;• Mercantilismo promove a laborização – faz surgir a Sociedade de Massas –homogeneização das condutas;• Ação e discurso perdem a utilidade de revelar singularidades, pois ficam retidasna esfera privada;• Arendt acredita que o contexto intersubjetivo do espaço público é o lugar paraatuar, aprender a lidar com a diferença, cultivar a distância;• Busca pela recuperação do espaço público, tendo a amizade como ummecanismo para tanto.
  • 4. PARA ALÉM DA LÓGICA FAMILIALISTA DE AMIZADE• Com a obra Para uma política da amizade: Arendt, Derrida, Foucault,Francisco Ortega trata principalmente sobre influência da semânticafamilialista no modo de organizar a amizade no contemporâneo;• Na Antiguidade Aristóteles acreditava que a percepção do amigo é umaforma privilegiada da consciência de si, que iniciou o processo defraternização;• A fraternidade se baseia em lógica particularista, que privilegia asafinidades e marginaliza a diferença;• A ênfase na esfera privada, a decomposição do espaço público, oenaltecimento da idéia de intimidade provocam a fluidez e a fragilidadedos laços humanos (Bauman);• Ortega traz a questão: “Somos incapazes de pensar a amizade além da
  • 5. • Levinás mostra o desafio que é do encontro com o outro em suaalteridade, que provoca transformações, questionamentos, desestabiliza;• Foucault e Ortega buscam por uma ética da amizade que visaintensificar a experimentação, amizade como uma forma de vida livre, umprograma vazio de caráter imprevisível e inúmeras formas de ser;• Procuram pensar na amizade como uma relação aberta ao outro emsua alteridade, na troca de opiniões com o aprimoramento e relativizaçãodo pensamento;• A amizade se constitui como um espaço de experimentação políticaimanente de irrupção do imprevisto, desde que seja deslocada da esferaprivada (intimidade), para o espaço público;
  • 6. EXPERIÊNCIAS DISCURSIVAS DA AMIZADESobre a Amizade em CíceroA obra Lélio ou A Amizade traz uma série de considerações sobre a amizade:• Afirma que amizade ultrapassa a morte, perpetuada na memória dos que vivem;• Acredita que a amizade só se estabelece entre os homens de bem;• Atrela amizade a virtude como inerente a natureza;• Questiona o utilitarismo nas relações, sendo a reciprocidade uma manifestaçãoda amizade;• Admite a vantagem de compartilhar tudo de si na amizade;• Dificuldade em conservar as amizades quando decepcionam por não mais setolerar abusos e defeitos. Causa possível quando há temperamentos e interessesdivergentes entre as pessoas;
  • 7. A Intimidade nas amizade dos séculos XVIII e XIX• Com o livro Da Amizade , Vicent-Buffault trata de correspondências,diários íntimos, tratados, ensaios e autobiografias escritos de maneiraíntima dentro de um domínio privado;• Tratados traziam normas e conselhos de boa conduta como um guia paraa vida em sociedade, pautado na Antiguidade, afim de aproximar aspessoas e melhor conduzir as amizades;• O Sistema Mercantil provocou a hierarquização dos laços sóciais e ostratados colaboraram em distinguir e classificar as amizades em busca doamigo ideal;• Desaparecimento do discurso da amizade durante o séc. XIX, astransformações econômicas trouxeram a rivalidade entre as pessoas, o quelimita o exercício da amizade e multiplicou-se a publicação de ensaios
  • 8. Família como referência identitária no contemporâneo• Projeto “Psicologia, tecnologia e modos de subjetivaçãocontemporâneos” - plano de trabalho “Amizade mediada por dispositivostecnológicos”;• Foram 19 alunos entrevistados entre 17 e 20 anos recém-ingressos naUFS em 2007;• A Família contribui: para produção de identidades individualizadas nacontemporaneidade, na formação do indivíduo, influenciando decisões eações e como uma forte referência identitária para as relações de amizadecomo quando o sentimento que se tem por um amigo tal qual por alguémda família;• As amizades são consideradas como apoio ou ajuda;
  • 9. CONSIDERAÇÕES FINAIS• Destacam-se alguns pontos da análise: • A partir da idéia de Cícero que não existe amizade entre pessoas diferentes. Será que só entre pessoas semelhantes se constrói uma amizade duradoura?; • Amizade superando a morte - remete a lógica do epitáfio criticada por Derrida, pois reduz o amigo a si mesmo; • A importância do Espaço Público para Arendt; • Para oportunizar os encontros, torna-se interessante reabilitar o espaço público, estimular inclusive o exercício da amizade em espaços diferentes e assim desenvolver a arte de negociar as diferenças, nesse sentido, desvincular a amizade das metáforas familiares;
  • 10. • Mostra-se difícil imaginar estabelecer uma relação de amizade comalguém que não se tenha nada em comum; • Será que só é possível ser amigo de quem é intimo ou semelhante?; • Será possível ser amigo de alguém com quem não se tenha afinidades?; • Será que a amizade íntima também não traz benefícios para quem dela usufrui?;• Não se pretende na monografia e nem se consegue definir amizade,devido a pluralidade e plasticidade humana;• Acredita-se ter concluído entre os propósitos desta monografia: o decontribuir para compreensão das relações da amizade e complexificaçãodas relações humanas, problematizar e suscitar questões sobre o tema daamizade, colaborando inclusive para a produção de novos trabalhos.
  • 11. OBRIGADA PELA PRESENÇA DE TODOS!!