Racismo

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Racismo

  1. 1. Segundo – Michael Wieviorka
  2. 2. • O racismo consiste em caracterizar um conjunto humano por atributos naturais associados por seu turno a características intelectuais e morais que valem para cada individuo que releva desse conjunto e, a partir daí, em instaurar eventualmente práticas de inferiorização e de exclusão.
  3. 3.  O Racismo científico é claramente uma ideologia que afirma a superioridade cultural indiscutível da raça branca, uma vez que a civilização está associada aos brancos e aos seus atributos físicos, ao passo que a barbárie e a selvageria estão a outras raças.
  4. 4. • O racismo científico propõe, sob diversas variantes, uma pretensa demonstração do fato de que existem “raças” cujas características biológicas ou físicas corresponderiam e a capacidades psicológicas e intelectuais, ao mesmo tempo coletivas e validas para cada individuo.
  5. 5.  A raça, nesta perspectiva, é uma construção social e política, baseada em atributos fenotípicos, a partir da qual se entabulam relações entre grupos raciais.
  6. 6.  Nos EUA, o racismo institucional é descrito como mantendo os negros numa situação de inferioridade graças a mecanismos não – percebidos socialmente.
  7. 7.  A utilidade do racismo institucional talvez seja antes do mais o facto de reclamar que ouçamos a voz dos que sofrem discriminação e a segregação e que exigem transformações políticas e institucionais que corrijam as desigualdades e as injustiças de que sofrem.
  8. 8. É um convite debater, a inquirir, a recusar uma cegueiraque, graças à espessura e à opacidade dos mecanismospróprios ao funcionamento das instituições, permite aamplas faixas população beneficiar das vantagenseconômicas ou estatutárias que o racismo ativo pode trazere, ao mesmo tempo, evitar ter de assumir os seusinconvenientes morais.
  9. 9.  Barker trata do novo racismo, quer dizer da passagem da inferioridade biológica à diferença cultural na legitimação do discurso racista. Doravante, a argumentação racista já não assenta na hierarquia mas na “ diferença”, já não nos atributos naturais imputados ao grupo “racializado “, mas na sua cultura, na sua língua, na sua religião, nas suas tradições, nos seus costumes.
  10. 10.  A fórmula designa as formas menos ostensivas ou flagrantes do fenômeno, em particular as variantes contemporâneas do preconceito perante os negro. Nesta perspectiva, trata-se doravante, para os racistas, de evocar já não a sua inferioridade biológica, física e intelectual, mas o fato de, comprazendo-se nas facilidades da proteção social ou deixando decomporem-se as suas famílias, espezinharem os valores culturais e morais da nação, a começar pelo trabalho e o sentido da responsabilidade individual e do esforço.
  11. 11.  O colonialismo procedeu em larga medida de um racismo que pôde ser qualificado de universalista, veiculado por elites políticas ou atores econômicos, culturais ou religiosos exibindo perante os povos colonizados ( que resistiam à colonização) ou sobretudo uma lógica de diferenciação, que se saldava por vezes por violências aterradoras, ou sobretudo uma lógica de inferiorização.

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