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1. AS MUDANÇAS ORTOGRÁFICAS:PERCURSO HISTÓRICO    1911 Primeira grande reforma ortográfica em   Portugal, mas não extensiv...
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1. AS MUDANÇAS ORTOGRÁFICAS:PERCURSO HISTÓRICO    1919 Brasil (por ordem de Osório Duque   Estrada) volta ao que era antes...
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1. AS MUDANÇAS ORTOGRÁFICAS:PERCURSO HISTÓRICO  1943Novo acordo Brasil e Portugal – vigente até hoje.                     ...
Anúncio da década de 1950  do sabonete “estrêlas”.             (GUIA..., p.7, 2008)
Em 1960, as palavras“côr” e “côres” eram grafadas com acento          circunflexo.        (GUIA..., p.7, 2008)
1. AS MUDANÇAS ORTOGRÁFICAS:PERCURSO HISTÓRICO    1971 Reforma no Brasil. Alteração de algumas regras da ortografia de 194...
1. AS MUDANÇAS ORTOGRÁFICAS:PERCURSO HISTÓRICO   1986 Durante o governo Sarney, no Rio, foi feitauma reunião com represent...
1. AS MUDANÇAS ORTOGRÁFICAS:PERCURSO HISTÓRICO   1990O acordo foi assinado em Lisboa por Brasil,Portugal, Angola, Cabo Ver...
1.1 ACORDO ORTOGRÁFICO DE 1995:        COSIDERAÇÕES
1.1 ACORDO ORTOGRÁFICO DE 1995    Trata-se de um tratado internacional que  uniformiza a ortografia, não a língua;    O Br...
1.2 ACORDO ORTOGRÁFICO: Por que mudar?      Motivos de ordem cultural   O português é a terceira língua mais faladado Ocid...
1.2 ACORDO ORTOGRÁFICO: Por que mudar?     A existência de duas ortografias oficiais dalíngua portuguesa, a lusitana e a b...
1.2 ACORDO ORTOGRÁFICO: Por que mudar? Motivos de ordem econômica e política     Publicação de livros;     Relacionamento ...
1.2 ACORDO ORTOGRÁFICO: Por que mudar?      Galiza (2 línguas oficiais: castelhano e o galego-português,      que        p...
1.3 Principais mudanças        do acordo
(ORLANDELI, 9 jan. 2009)
(ORLANDELI, 9 jan. 2009)
1.3.1 TREMA (base XIV)                                               (ORLANDELI, 9 jan. 2009)    O trema foi suprimido, ex...
1.3.1 TREMA (base XIV)                                   (ORLANDELI, 9 jan. 2009)aguentar, aquífero, arguir, bilíngue, cin...
1.3.2 ALFABETO (base I)                                                (ORLANDELI, 9 jan. 2009)  As letras K, W e Y foram ...
1.3.2 ALFABETO (base I)    As letras K, W e Y são usadas em casos especiais:   Em nomes de pessoas de origem estrangeira e...
1.3.2 ALFABETO (base I)     Os dígrafos finais de origem hebraica ch, ph e thpodem conservar-se (Baruch; Loth; Moloch; Zip...
1.3.2 ALFABETO (base I)     As consoantes finais b, c, d, g e h mantêm-se, quer sejammudas, quer proferidas, nas formas qu...
1.3.3 ACENTUAÇÃO GRÁFICA – palavras paroxítonas (base IX)                                                 (ORLANDELI, 9 ja...
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1.3.3 ACENTUAÇÃO GRÁFICA – palavras paroxítonas (base IX)      As formas verbais que contêm eem não são mais assinaladas c...
1.3.3 ACENTUAÇÃO GRÁFICA – palavras paroxítonas (base IX)                                           (ORLANDELI, 9 jan. 200...
1.3.3 ACENTUAÇÃO GRÁFICA das palavras paroxítonas (base IX)      Deixam de ser acentuadas as seguintes palavras:  para (ve...
1.3.3 ACENTUAÇÃO GRÁFICA das palavras paroxítonas (base IX)ATENÇÃO:  Permanecem os seguintes acentos diferenciais:  pôde/p...
1.3.3 ACENTUAÇÃO GRÁFICA das palavras paroxítonas (base IX)ATENÇÃO:   É facultativo o uso do acento circunflexo em:   fôrm...
1.3.3.1 ACENTUAÇÃO GRÁFICA das palavras oxítonasATENÇÃO: Permanecem os acentos que diferenciam o singular e plural dos ver...
1.3.3 ACENTUAÇÃO GRÁFICA das palavras paroxítonas (base IX)                                              (ORLANDELI, 9 jan...
1.3.4 ACENTUAÇÃO GRÁFICA das palavras oxítonas e paroxítonas(base X)       O u tônico dos verbos arguir e redarguir não é ...
1.3.4 ACENTUAÇÃO GRÁFICA das palavras oxítonas e paroxítonas(base X)      As formas verbais do tipo de aguar, apaniguar,ap...
(ORLANDELI, 9 jan. 2009)
1.3.5 HÍFEN (base XV)     O hífen continua a ser empregado nas palavrascompostas por justaposição que não contêm formas de...
1.3.5 HÍFEN (base XV)       Usa-se o hífen em topônimos compostos iniciados pelos adjetivos grã, grão ou por forma verbal ...
1.3.5 HÍFEN (base XV)       Usa-se o hífen em palavras compostas que designamespécies botânicas e zoológicas, estejam ou n...
1.3.5 HÍFEN (base XV)     Usa-se hífen nos compostos formados pelos advérbiosbem ou mal (1º elemento) e por qualquer palav...
1.3.5 HÍFEN (base XV)     Usa-se o hífen nos compostos além, aquém, recéme sem:Ex.: além-mar, sem-vergonha, além-fronteira...
1.3.5 HÍFEN (base XV)aero-, agro-, ante-, anti-, arqui-, auto-, bio-, circum-, co-,contra-, eletro-, entre-, extra-, geo-,...
1.3.5 HÍFEN (base XV)      Se o primeiro elemento termina com a mesmavogal com que se inicia o segundo.Ex.: anti-ibérico, ...
1.3.5 HÍFEN (base XV)      Nas formações com os prefixos circum- e pan-,quando o segundo elemento começa por vogal, m oun ...
1.3.5 HÍFEN (base XV)      Depois dos prefixos ex- (com o sentido deestado anterior ou cessamento), soto-, sota-, vice-,vi...
1.3.5 HÍFEN (base XVI)NÃO SE USA HÍFEN:  Nas formações em que o primeiro elemento terminaem vogal e o segundo elemento com...
1.3.5 HÍFEN (base XVI)     Prefixo termina em vogal e o segundo elementocomeça por consoante diferente de r ou s.Ex.: ante...
1.3.5 HÍFEN (base XVI)   Quando o primeiro elemento termina em vogal e osegundo elemento começa por vogal diferente.Ex.: a...
1.3.5 HÍFEN (base XVI)       Quando o prefixo termina em consoante diferente da consoante que inicia o segundo elemento: E...
1.3.6 DIVISÃO SILÁBICA (base XX)     Se a palavra for composta ou for uma forma verbalseguida de pronome átono e se a part...
Exercícios
Dicas - <http://fmu.br/game/home.asp>
<http://fmu.br/guia/pdf/Gu  iaOrtografico.pdf>
2 ReferênciasACORDO ortográfico da língua portuguesa. Diario do congresso nacional, Brasília, 21 abr.1995. Disponível em: ...
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Novo Acordo Ortográfico

  1. 1. ACORDO ORTOGRÁFICO DA LÍNGUA PORTUGUESA Ani Carla Marchesan (UFSC/UFFS) Patrícia Graciela da Rocha (UFSC/UFMS) Rodrigo Acosta Pereira (UFSC/UFRN) Salete Valer (UFSC/UFSC)
  2. 2. 1. AS MUDANÇAS ORTOGRÁFICAS:PERCURSO HISTÓRICO 1911 Primeira grande reforma ortográfica em Portugal, mas não extensiva ao Brasil; 1915 Brasil faz a sua reforma;
  3. 3. Capa de partitura de samba Pelotelephone, sucesso do carnaval de1917. Além do uso de ph,chama atenção a grafia dapalavra successo. (GUIA..., p.6, 2008)
  4. 4. 1. AS MUDANÇAS ORTOGRÁFICAS:PERCURSO HISTÓRICO 1919 Brasil (por ordem de Osório Duque Estrada) volta ao que era antes de 1915; 1931 Primeiro acordo entre Brasil e Portugal. Esse acordo, porém, não produziu a unificação dos dois sistemas ortográficos;
  5. 5. 1. AS MUDANÇAS ORTOGRÁFICAS:PERCURSO HISTÓRICO 1934 Com a nova Constituição, volta-se à ortografia de 1891(pharmácia, orthographia); 1938 Volta ao acordo de 1931.
  6. 6. 1. AS MUDANÇAS ORTOGRÁFICAS:PERCURSO HISTÓRICO 1943Novo acordo Brasil e Portugal – vigente até hoje. 1945 Convenção Ortográfica Luso-Brasileira de 1945 (adotado em Portugal, não no Brasil).
  7. 7. Anúncio da década de 1950 do sabonete “estrêlas”. (GUIA..., p.7, 2008)
  8. 8. Em 1960, as palavras“côr” e “côres” eram grafadas com acento circunflexo. (GUIA..., p.7, 2008)
  9. 9. 1. AS MUDANÇAS ORTOGRÁFICAS:PERCURSO HISTÓRICO 1971 Reforma no Brasil. Alteração de algumas regras da ortografia de 1943: - Supressão de acento: êle, cafèzinho, sómente, almôço; - Abolição do trema em hiatos átonos: saüdade, vaïdade. Essa reforma infelizmente não eliminou ainda as sérias divergências ortográficas entre os dois países;
  10. 10. 1. AS MUDANÇAS ORTOGRÁFICAS:PERCURSO HISTÓRICO 1986 Durante o governo Sarney, no Rio, foi feitauma reunião com representantes dos paísesde Língua Portuguesa para a uniformizaçãoda ortografia. Participaram como delegados:Celso Cunha, Antônio Houaiss, Gama Cury,entre outros, mas o Acordo ortográfico de1986, ficou inviabilizado pela reaçãopolêmica contra ele movida sobretudo porPortugal;
  11. 11. 1. AS MUDANÇAS ORTOGRÁFICAS:PERCURSO HISTÓRICO 1990O acordo foi assinado em Lisboa por Brasil,Portugal, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau,Moçambique, São Tomé e Príncipe; 2004 Timor Leste assinou o acordo; 1995Brasil e Portugal aprovam oficialmente o acordo de1990, que passa a ser reconhecido como AcordoOrtográfico de 1995;
  12. 12. 1.1 ACORDO ORTOGRÁFICO DE 1995: COSIDERAÇÕES
  13. 13. 1.1 ACORDO ORTOGRÁFICO DE 1995 Trata-se de um tratado internacional que uniformiza a ortografia, não a língua; O Brasil já participou de outros acordos com Portugal, como o de 1931 e 1943; Todos os países terão mudanças na língua escrita. Estima-se que somente 0,5% das palavras do português brasileiro sofrerão mudanças. Em Portugal, esse número chega a 1,6%.
  14. 14. 1.2 ACORDO ORTOGRÁFICO: Por que mudar? Motivos de ordem cultural O português é a terceira língua mais faladado Ocidente, depois do inglês e do espanhol(± 200 milhões); É falada em 4 continentes e 8 países; A variedade de grafias desprestigia a línguainternacionalmente;
  15. 15. 1.2 ACORDO ORTOGRÁFICO: Por que mudar? A existência de duas ortografias oficiais dalíngua portuguesa, a lusitana e a brasileira, éprejudicial para a unidade intercontinental doportuguês e para o seu prestígio no mundo; Formação de professores de português:educação à distância, vocabulário técnico-científico na Internet, proficiência de língua.
  16. 16. 1.2 ACORDO ORTOGRÁFICO: Por que mudar? Motivos de ordem econômica e política Publicação de livros; Relacionamento comercial; Interesse político do Brasil, que vem se projetando política e economicamente no mundo.(O Brasil tem 85% dos falantes de português de todo o mundo);
  17. 17. 1.2 ACORDO ORTOGRÁFICO: Por que mudar? Galiza (2 línguas oficiais: castelhano e o galego-português, que passaria a português).
  18. 18. 1.3 Principais mudanças do acordo
  19. 19. (ORLANDELI, 9 jan. 2009)
  20. 20. (ORLANDELI, 9 jan. 2009)
  21. 21. 1.3.1 TREMA (base XIV) (ORLANDELI, 9 jan. 2009) O trema foi suprimido, exceto nas palavras derivadas denomes próprios estrangeiros.Ex.: hübneriano (de Hübner), mülleriano (de Müller), etc.
  22. 22. 1.3.1 TREMA (base XIV) (ORLANDELI, 9 jan. 2009)aguentar, aquífero, arguir, bilíngue, cinquenta,consequência, delinquente, enxágue, frequência,linguística, liquidação, sagui, sequela, sequência,sequestrador, tranquilidade, tranquilo, etc.
  23. 23. 1.3.2 ALFABETO (base I) (ORLANDELI, 9 jan. 2009) As letras K, W e Y foram incorporadas ao alfabeto, que passaa ter 26 letras. A, B, C, D, E, F, G, H, I, J, K, ,L, M, N, O, P, Q, R, S, A, B, C, D, E, F, G, H, I, J, K L, M, N, O, P, Q, R, S, T, U, V, W, ,X, Y, ,Z T, U, V, W X, Y Z
  24. 24. 1.3.2 ALFABETO (base I) As letras K, W e Y são usadas em casos especiais: Em nomes de pessoas de origem estrangeira e seus derivados:Ex.: Franklin, frankliniano; Kant, kantiano; Darwin, darwinismo; Taylor,taylorista. Em nomes geográficos próprios de língua estrangeira e seusderivados.Ex.: Kuwait, kuwaitiano. Em siglas, símbolos e palavras adotadas como unidade de medidade curso internacional:Ex.: K (potássio, de Kalium); W (oeste, de West); kg (quilograma); km(quilômetro); Kw (Kilowatt); etc. (GUIA..., p.9, 2008)
  25. 25. 1.3.2 ALFABETO (base I) Os dígrafos finais de origem hebraica ch, ph e thpodem conservar-se (Baruch; Loth; Moloch; Ziph) ou então,simplificar-se (Baruc, Lot, Moloc, Zif) Se o dígrafo for mudo, ele pode ser eliminado:Ex.: José, em vez de Joseph; Nazaré, em vez de Nazareth. Se algum deles, por força do uso, permiteadaptação, substitui-se, recebendo uma adição vocálica:Ex.: Judite, em vez de Judith. (ACORDO..., p.2, 2009)
  26. 26. 1.3.2 ALFABETO (base I) As consoantes finais b, c, d, g e h mantêm-se, quer sejammudas, quer proferidas, nas formas que o uso da tradição bíblica asconsagrou:Ex.: Jacob, Job, Moab, Isaac, David, Magog.Obs.: Nada impede, entretanto, que essas palavras sejam usadassem a consoante final.Ex.: Jó, Davi e Jacó. Recomenda-se que os topônimos de línguas estrangeiras sesubstituam, tanto quanto possível, por formas vernáculas.Ex.: Genèbre, por Genebra; Milano, por Milão; Torino, por Turim, etc. (ACORDO..., p.2, 2009)
  27. 27. 1.3.3 ACENTUAÇÃO GRÁFICA – palavras paroxítonas (base IX) (ORLANDELI, 9 jan. 2009) Os ditongos abertos tônicos éi e ói não são maisacentuados graficamente.Ex.: assembleia, ideia, heroico, jiboia, diarreia, epopeia, geleia,ureia, apoio (verbo apoiar), boia, jiboia, esteroide, paranoia, etc.
  28. 28. 1.3.3 ACENTUAÇÃO GRÁFICA – palavras paroxítonas (base IX) (ORLANDELI, 9 jan. 2009)Alcateia, apneia, apoio (v.), azaleia, boia, cefaleia,centopeia, colmeia, Coreia do Norte, diarreia,epopeia, estreia, europeia, geleia, gonorreia, odisseia,ureia, boia fria, corticoide, espermatozoide, esteroide,heroico, joia, paranoia, porta-joias, tabloide, tiroide,tramoia, etc.
  29. 29. 1.3.3 ACENTUAÇÃO GRÁFICA – palavras paroxítonas (base IX) As formas verbais que contêm eem não são mais assinaladas com acento circunflexo. Ex.: creem, deem (v. dar), descreem, desdeem, leem, preveem, redeem, releem, reveem, tresleem, veem, etc.
  30. 30. 1.3.3 ACENTUAÇÃO GRÁFICA – palavras paroxítonas (base IX) (ORLANDELI, 9 jan. 2009) O penúltimo o do hiato oo(s) perde o acento circunflexo.Ex.: magoo (verbo magoar), povoo (flexão do verbo povoar), perdoo (verbo perdoar).
  31. 31. 1.3.3 ACENTUAÇÃO GRÁFICA das palavras paroxítonas (base IX) Deixam de ser acentuadas as seguintes palavras: para (verbo parar) para (preposição); pela(s) (subst., verbo pelar) pela(s) (per + la(s)); pelo (verbo pelar) pelo(s) (subst. ou per+lo(s)); polo(s) (subst.) polo(s) (por+lo(s)); pera (subst.) pera (preposição);
  32. 32. 1.3.3 ACENTUAÇÃO GRÁFICA das palavras paroxítonas (base IX)ATENÇÃO: Permanecem os seguintes acentos diferenciais: pôde/pode Ontem João não pôde sair, mas hoje ele pode. pôr/por Vou pôr o livro na estante que foi feita por mim. (SOUZA, s/d, p.20)
  33. 33. 1.3.3 ACENTUAÇÃO GRÁFICA das palavras paroxítonas (base IX)ATENÇÃO: É facultativo o uso do acento circunflexo em: fôrma ou forma (substantivo/verbo)Ex.: Qual é a forma da forma do bolo. Qual é a forma da fôrma do bolo.
  34. 34. 1.3.3.1 ACENTUAÇÃO GRÁFICA das palavras oxítonasATENÇÃO: Permanecem os acentos que diferenciam o singular e plural dos verbos ter e vir e seus derivados: tem/têm Ele tem / Eles têm. vem/vêm Ele vem de FLN /Elas vêm de FLN. mantém/mantêm Ele mantém a palavra/Eles mantêm [...] detém/detêm Ele detém o poder / Eles detêm o poder. intervém/intervêm Ele intervém em todas as aulas/Eles intervêm [...]
  35. 35. 1.3.3 ACENTUAÇÃO GRÁFICA das palavras paroxítonas (base IX) (ORLANDELI, 9 jan. 2009) Deixam de ser acentuadas as vogais tônicas i e u das palavrasparoxítonas precedidas de ditongo.Ex.: baiuca, feiura, etc.Obs.: Permanecem acentuadas as vogais tônicas i e u precedidas deditongo de palavras oxítonas.Ex.: Piauí, teiú, teiús, tuiuiú, tuiuiús.
  36. 36. 1.3.4 ACENTUAÇÃO GRÁFICA das palavras oxítonas e paroxítonas(base X) O u tônico dos verbos arguir e redarguir não é mais assinaladocom acento agudo nas formas rizotônicas (quando o acento agudocai em sílaba do radical) antes de e ou i.Ex.: tu arguis (2ª p. do sg. do Pres. do Ind.), ele argui (3ª p. do sg. do Pres. do Ind. e 2ª p..do sg. do Imp.), eles arguem (3ª p. pl. do Pres. do Ind.).
  37. 37. 1.3.4 ACENTUAÇÃO GRÁFICA das palavras oxítonas e paroxítonas(base X) As formas verbais do tipo de aguar, apaniguar,apaziguar, apropinquar, averiguar, desaguar, enxaguar,obliquar, delinquir e afins admitem duas pronúnciasdiferentes, portanto duas grafias distintas: Se o u dessas formas verbais for tônico, ele deixade ser acentuado graficamente.Ex.: averiguo, enxaguo, delinquo. Porém, se o a e o i passarem a tônicos, eles devemser acentuados graficamente.Ex.: averíguo, enxáguo, delínquo.
  38. 38. (ORLANDELI, 9 jan. 2009)
  39. 39. 1.3.5 HÍFEN (base XV) O hífen continua a ser empregado nas palavrascompostas por justaposição que não contêm formas de ligaçãoe cujos elementos constituem uma unidade sintagmática esemântica.Ex.: arco-íris, decreto-lei, médico-cirurgião, tenente-coronel, tio-avô, guarda-noturno, mato-grossense, norte-americano, afro-asiático, afro-luso-brasileiro,azul-escuro, primeiro-ministro, conta-gotas, guarda-chuva, etc.Atenção: Palavras compostas que perderam, em certamedida, a noção de composição são grafadas aglutinadamente.Ex.: girassol, madressilva, mandachuva, paraquedas, paraquedista,pontapé, etc.
  40. 40. 1.3.5 HÍFEN (base XV) Usa-se o hífen em topônimos compostos iniciados pelos adjetivos grã, grão ou por forma verbal ou ainda se houver artigo entre seus elementos constituintes. Ex.: Grã-Bretanha, Grão-Para, Passa-Quatro, Trás-os-Montes, etc. Atenção: Os demais topônimos compostos são escritos com os elementos separados, sem hífen. Exemplos: América do Sul, Belo Horizonte, Cabo Verde, etc. Exceção: Guine-Bissau, consagrada pelo uso.
  41. 41. 1.3.5 HÍFEN (base XV) Usa-se o hífen em palavras compostas que designamespécies botânicas e zoológicas, estejam ou não ligadas porpreposição ou qualquer outro elemento.Ex.: abóbora-menina, couve-flor, erva-doce, feijão-verde; bênção-de-deus,erva-do-chá, ervilha-de-cheiro, fava-de-santo-inácio; bem-me-quer(também conhecida como margarida ou malmequer); andorinha-grande, cobra-capelo, formiga-branca; andorinha-do-mar, cobra-d´água,lesma-de-conchinha; bem-te-vi (pássaro)..
  42. 42. 1.3.5 HÍFEN (base XV) Usa-se hífen nos compostos formados pelos advérbiosbem ou mal (1º elemento) e por qualquer palavra iniciada porvogal ou H (2ºelemento):Ex.: bem-aventurado, bem-humorado, bem-estar, mal-estar, mal-humorado.Atenção: o advérbio bem, pode não se aglutinar com osegundo elemento, ainda que esse seja iniciado por consoante,quando se mantém a noção de composição.Ex.: bem-criado (malcriado) bem-nascido (malnascido) bem-visto (malvisto)Ex.: benfazejo, benfeito, benfeitor, benquerença, etc.
  43. 43. 1.3.5 HÍFEN (base XV) Usa-se o hífen nos compostos além, aquém, recéme sem:Ex.: além-mar, sem-vergonha, além-fronteiras, sem-teto, recém-casado,aquém-fiar, etc. Usa-se o hífen para ligar duas ou mais palavras queocasionalmente se combinam, formando encadeamentosvocabulares.Ex.: a divisa Liberdade-Igualdade-Fraternidade; a ponte Rio-Niterói; o percurso Lisboa-Coimbra-Porto; a ligação Angola-Moçambique.
  44. 44. 1.3.5 HÍFEN (base XV)aero-, agro-, ante-, anti-, arqui-, auto-, bio-, circum-, co-,contra-, eletro-, entre-, extra-, geo-, hidro-, hiper-, infra-, inter-,intra-, macro-, maxi-, micro-, mini, multi-, neo-, pan-, pluri-,pós-, pré-, pró-, proto-, pseudo-, retro-, semi-, sobre-, sub-,super-, supra-, tele-, ultra-, etc. USA-SE HÍFEN: Se o segundo elemento é iniciado por h. Ex.: anti-higiênico, co-herdeiro, extra-humano, pré-historia, mini-hotel, sobre-humano, super-homem, ultra-humano, etc. Atenção: Não se usa o hífen em formações que contêm em geral os prefixos des-, in- e sub- e nas quais o segundo elemento perdeu o h inicial. Ex.: desumano, desumidificar, inábil, inumano, subumano, etc.
  45. 45. 1.3.5 HÍFEN (base XV) Se o primeiro elemento termina com a mesmavogal com que se inicia o segundo.Ex.: anti-ibérico, contra-almirante, auto-observação, eletro-ótica,micro-ondas, semi-interno, auto-observação, contra-ataque, etc.Atenção: O prefixo co- geralmente aglutina-se com osegundo elemento, ainda que iniciado pela vogal O:Ex.: cooperar, coobrigação, coocupante, cooperação, coordenar,etc.
  46. 46. 1.3.5 HÍFEN (base XV) Nas formações com os prefixos circum- e pan-,quando o segundo elemento começa por vogal, m oun (além de h, como já visto).Ex.: circum-escolar, circum-murado, circum-navegação; pan-africano, pan-mágico, pan-negritude, pan-americano. Se o primeiro elemento termina na mesmaconsoante em que se inicia o segundo elemento.Ex.: hiper-requintado, inter-resistente, super-revista, super-racista, super-romântico, sub-bibliotecário
  47. 47. 1.3.5 HÍFEN (base XV) Depois dos prefixos ex- (com o sentido deestado anterior ou cessamento), soto-, sota-, vice-,vizo-. Ou então, com os prefixos pós-, pré-, pró-(tônicos e graficamente acentuados):Ex.: ex-almirante, vice-presidente, ex-aluno, ex-diretor, ex-hospedeiro, ex-prefeito, ex-presidente, Pós-graduação, pré-história, Pré-vestibular, pró-europeu, pré-escolar, pró-africano,etc.Atenção: Não se usa hífen nas formas átonas (pos-,pre- e pro-).Ex.: pospor, prever, promover.
  48. 48. 1.3.5 HÍFEN (base XVI)NÃO SE USA HÍFEN: Nas formações em que o primeiro elemento terminaem vogal e o segundo elemento começa por r ou s.Nesse caso, essas consoantes são duplicadas.Ex.: antirreligioso, contrarregra, cosseno, extrarregular,infrassom, antirrugas, contrarregra, contrassenso, cosseno,microssistema, minissaia, etc.
  49. 49. 1.3.5 HÍFEN (base XVI) Prefixo termina em vogal e o segundo elementocomeça por consoante diferente de r ou s.Ex.: anteprojeto, autopeça, coprodução, semicírculo,microcomputador, seminovo, autoproteção, geopolítica, etc. Quando o prefixo termina por consoante e osegundo elemento começar por vogal.Ex.: hiperacidez, hiperativo, interescolar, interestadual.Superamigo, superinteressante, superaquecimento, etc.
  50. 50. 1.3.5 HÍFEN (base XVI) Quando o primeiro elemento termina em vogal e osegundo elemento começa por vogal diferente.Ex.: agroindustrial, anteontem, infraestrutura, antiaéreo,coeducação, coedição, coautoria, extraescolar, aeroespacial,autoestrada, autoaprendizagem, agroindustrial, hidroelétrico,plurianual, semiaberto, semianalfabeto, etc.
  51. 51. 1.3.5 HÍFEN (base XVI) Quando o prefixo termina em consoante diferente da consoante que inicia o segundo elemento: Ex.: intermunicipal, supersônico, etc. Atenção: Com o prefixo sub, usa-se o hífen também diante de palavra iniciada por r: Ex.: sub-região, sub-raça, etc.
  52. 52. 1.3.6 DIVISÃO SILÁBICA (base XX) Se a palavra for composta ou for uma forma verbalseguida de pronome átono e se a partição no final dalinha coincidir com o final de um dos elementos oumembros, deve-se, por clareza gráfica, repetir o hífen noinício da linha imediata.Ex.: xxxxxxxxxxx xx xxxxx xxxxxx xxxxx xxxxxxx ex--presidente xx xx xxxxx xxxxx xxxx xxxx xx xx xvende--se.
  53. 53. Exercícios
  54. 54. Dicas - <http://fmu.br/game/home.asp>
  55. 55. <http://fmu.br/guia/pdf/Gu iaOrtografico.pdf>
  56. 56. 2 ReferênciasACORDO ortográfico da língua portuguesa. Diario do congresso nacional, Brasília, 21 abr.1995. Disponível em: <wnado.gov.br/sf/publicacoes/diarios>. Acesso em: 8 jul. 2008.FERREIRA, Aurélio Buarque de Horlanda. Míni Aurélio: Dicionário da línguaportuguesa. 7.ed. Curitiba: Ed. Positivo, 2008.GUIA do acordo ortográfico. São Paulo: Moderna, 2008. Disponível em:<www.moderna.com.br>. Acesso em: 22 ago. 2010.ORLANDELI, Walmir Americo. Grump e o acordo ortográfico. 9 jan. 2009. il.Disponível em: < http://blogdoorlandeli.zip.net/arch2009-01-04_2009-01-10.html>.Acesso em: 1 maio 2010.SOUZA, Adalto Moraes. Guia da Reforma Ortográfica. São Paulo: FMU, s/d.TUFANO, Douglas. Guia prático da nova ortografia: saiba o que mudou naortografia brasileira. São Paulo: Melhoramentos, 2008.
  57. 57. ACORDO ORTOGRÁFICO DA LÍNGUA PORTUGUESA

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