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As Ideias Mestras Da Antiga AliançA
 

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    As Ideias Mestras Da Antiga AliançA As Ideias Mestras Da Antiga AliançA Presentation Transcript

    • Conhecer a Bíblia Aula 8 As ideias mestras da Antiga Aliança
    • Mensagem salvífica da preparação evangélica
      • Vamos procurar, de forma muito sintética, as chaves da mensagem bíblica de
      • salvação, como preparação na Antiga Aliança, e como cumprimento na Nova.
      • Os livros do AT, embora contenham elementos imperfeitos e passageiros, dão
      • testemunho da pedagogia maravilhosa do amor salvífico de Deus, cujo fim
      • principal é a preparação da vinda de Jesus Cristo , Redentor universal.
      Mensagem salvífica da preparação evangélica
    • «História sagrada», história da salvação
      • Nós, os cristãos, veneramos o AT como verdadeira Palavra de Deus; é uma
      • parte da Sagrada Escritura – a Antiga Aliança não foi revogada – da qual não
      • podemos nem devemos prescindir, porque os seus livros inspirados por Deus
      • conservam um valor permanente.
      • Os livros do AT narram, em geral, as relações mantidas por Deus com
      • determinados homens, em determinados locais e em circunstâncias também
      • concretas.
      «História sagrada», história da salvação
    • Pedagogia divina e preparação evangélica x-Christian-van-adrichom_JERVSALEM-et-suburbia-eius_detail-solomon-temple_1-1497x1000
      • Esta «selecção» permite-nos descobrir as chaves do AT para a preparação
      • evangélica . Por um lado, a eleição, as promessas, a aliança e a Lei são fios
      • que se entrecruzam na trama do Pentateuco e que atravessam de cima a
      • baixo todo o AT. Por outro lado, a terra prometida – conquista e posse –,a
      • instituição da monarquia, a construção do Templo e a pregação profética,
      • são novos fios que se entrecruzam com os anteriores na trama das narra-
      • ções dos outros livros históricos e proféticos do AT. Finalmente, a reflexão
      • dos sábios nos livros sapienciais , completam o enriquecimento e o quadro
      • da preparação evangélica .
      Pedagogia divina e preparação evangélica
    • A EIeição
      • Iavé, o Deus uno e único, actua na história humana escolhendo um povo para
      • ser instrumento de salvação dos outros povos. A primeira lição da Torá con-
      • siste numa Eleição , fruto do libérrimo amor divino, em que se nos fornece a
      • primeira “chave” para interpretar o desenvolvimento da história salvífica de
      • toda a Bíblia e, em particular, do Pentateuco.
      A EIeição
    • As Promessas
      • A eleição é acompanhada das promessas . As promessas, ao princípio,
      • referem-se directamente à posse do país onde viveram os Patriarcas – a Terra
      • Prometida -, mas implicavam outras coisas: significam que existe entre Israel e
      • o «Deus dos pais» relações singulares, únicas. Porque Iavé chamou Abraão
      • para desempenhar uma missão peculiar e na sua vocação prefigura-se a
      • eleição de Israel. Iavé fez da sua descendência um povo e adoptou-o como
      • seu povo , numa eleição puramente gratuita, por um desígnio amoroso,
      • concebido desde a criação e continuado no tempo, apesar das infidelidades
      • dos homens. Já a partir das origens, a todos os descendentes de Adão lhes é
      • permitida a libertação e a vitória sobre o mal;
      As Promessas
    • As Promessas
      • depois a Noé, após o dilúvio, é-lhe garantida e prometida uma nova ordem no
      • mundo. Depois vem a promessa divina ao patriarca Abraão, renovada aos
      • seus descendentes Isaac e Jacob, até que abrange todo o povo nascido a
      • partir deles. Conduzido por Moisés e resgatado do Egipto, renova-se a
      • promessa ao povo, a terra dos pais: Israel é o povo de Deus entre as nações,
      • simplesmente porque Deus assim o quis e só por isso Israel recebeu a
      • Promessa , que atingirá o seu cumprimento definitivo em Cristo.
      As Promessas
    • A Aliança
      • A eleição e as promessas estão garantidas e ratificadas pela Aliança. A parte
      • central do Pentateuco é constituída pela Aliança de Deus com o seu povo
      • tendo Moisés por mediador. Mas essa Aliança é um elo mais numa cadeia de
      • alianças que começa em Noé – impropriamente com Adão e Eva no Paraíso –
      • e continua com os patriarcas até Moisés. Israel considerar-se-á a partir de
      • então, e com razão, o povo da Aliança .
      A Aliança
    • A Lei
      • A Aliança traz consigo a Lei, que constituirá o conjunto de normas que o povo,
      • por seu lado, deve cumprir para manter o seu pacto com Deus. Na etapa
      • mosaica os livros do Êxodo , Números , Levítico e Deuteronómio contêm os
      • dados básicos. Deus revela então a Moisés o seu nome: YHWH. É o chamado
      • «tetagrama sagrado», lê-se Iavé e significa «Aquele que é». Daí para diante o
      • monoteísmo será a primeira verdade da fé de Israel.
      A Lei
    • A Terra prometida A Terra prometida
      • Terminada a etapa mosaica, os livros do AT contam-nos uma história que é
      • também história salvífica . Desde a morte de Moisés - finais do século XIII a.C.
      • – o eleito é Josué , primeiro protagonista de uma longa história que chega até
      • João Hircano – 135-104 a.C. -; quer dizer, desde a entrada na Terra Prometida
      • até à monarquia dos Macabeus. A história contada nos livros históricos –
      • Josué , Juízes , Samuel , Reis ; Crónicas , Esdras , Neemias e Macabeus – é uma
      • história santa, marcada pela contínua intervenção de Deus nas vicissitudes do
      • seu povo.
    • O Reino ou reinado de Deus
      • A promessa da posse da terra, indica veladamente a posse do Reino . A noção
      • do Reino ou Reinado de Deus é outra das “chaves tipológicas” da Antiga Lei.
      • Nos escritos do AT, destacam-se duas ideias: a Soberania de Deus sobre a
      • criação inteira, e de modo especial sobre um povo que escolhe para si entre
      • todas as outras nações. No AT, e em particular nos Salmos, é-nos revelada a
      • soberania universal de Deus , embora fale mais da sua «soberania» que da
      • sua condição de «soberano» ou «rei». Quer dizer. o Reino de Deus deve ser
      • entendido como exercício do poder divino e da sua providência sobre os
      • homens, Reinado de Deus no qual se realiza o seu plano de salvação
      O Reino ou reinado de Deus
    • A monarquia davídica
      • É razoável que o povo já estabelecido na terra de Canaã, por influência dos
      • povos vizinhos, deseje ter um rei que unifique as doze tribos. Iavé considera
      • este desejo como uma rejeição da sua soberania e, através de Samuel, faz-
      • -lhes ver os inconvenientes da Monarquia. Mas o povo continua a suplicar
      • um rei e, finalmente, Deus acede ao seu pedido.
      • O rei em Israel é só um “ajudante de campo” de Deus, não é uma encarnação
      • de Deus como no Egipto e na Babilónia, com a divinização do faraó ou do
      • monarca. Iavé é o rei de Israel, e rei universal, Senhor dos céus e da terra.
      • David é o fundador da nação israelita unida e independente. É verdade que
      • esta situação não sobreviveu muito tempo ao seu fundador e a seu filho
      • Salomão, mas David – a sua figura e a sua época – será sempre recordado
      • como o rei ideal dos israelitas, referência principal do monarca messiânico e
      • um dos grandes protagonistas da história da salvação, como Jacob, Moisés ou
      • Josué. Os seus sucessores no trono serão também os ungidos de Iavé e o seu
      • trono o trono de Iavé .
      A monarquia davídica
    • O Templo O Templo
      • Salomão, filho de David, concluiu o projecto de seu pai e iniciou a construção
      • do Templo por volta de 970 a.C. . Deus tinha ordenado a Moisés no deserto, a
      • caminho da terra de Canaã, a construção do antigo Santuário portátil – onde
      • se conservavam as Tábuas da Lei –. Era aí que se manifestava, de modo
      • particular, a presença de Iavé no meio do povo, e era-lhe tributado o culto
      • devido. Durante a conquista da Terra Prometida, o Santuário foi colocado em
      • vários lugares – Guilgal, Siquém e Silo –, porque era desmontável de acordo
      • com a situação nómada do povo. Só depois de David estabelecer a capital em
      • Jerusalém, o rei concebeu a ideia de mudar para lá o santuário e acomodá-lo
      • num grande templo de pedra.
      • O Templo de Salomão – orgulho do povo judeu – foi completamente destruído
      • pelas tropas de Nabucodonosor em 586 a.C. quando da deportação dos
      • hebreus para a Babilónia.
    • O Templo Templo – Jerusalém, o segundo Templo
      • Depois do desterro, de regresso à Palestina, iniciaram-se as obras de
      • reconstrução que, depois de inúmeras dificuldades, terminaram em 515 a.C. .
      • Este segundo Templo foi denominado também de Zorobadel, por ter sido este
      • rei davídico o principal impulsionador das obras. Nas suas linhas gerais era o
      • mesmo que o de Salomão, mas muito mais pobre na sua ornamentação e
      • construção. No exílio aprenderam a lição: Ezequiel vê a glória de Deus no
      • desterro e compreende que Deus está presente em toda a terra e que recebe
      • agradado o culto que sai do coração humano; o “templo” da terra não é senão
      • uma imagem imperfeita do “trono” de Deus nos céus.
      O Templo
    • O Exílio
      • As previsões de Deus sobre a escolha do rei foram-se cumprindo, mas os reis
      • davídicos foram-se esquecendo da Aliança e frequentemente violavam-na;
      • eram rebeldes em relação aos mandamentos de Iavé e afastavam-se de Deus.
      • Os profetas, guiados pelo Espírito de Iavé, lutaram muitas vezes contra a
      • infidelidade dos reis, com duras e enérgicas ameaças. As suas profecias
      • cumpriram-se, e os reis de Israel (Reino do Norte) e de Judá (Reino do Sul)
      • serão deportados. O povo rejeitou a realeza de Iavé e no exílio sofrerá as
      • consequências.
      O Exílio
    • O Messias O Messias
      • O messianismo é outra das chaves do AT para poder entender a pedagogia
      • divina na preparação evangélica. Os profetas aparecem no tempo da
      • Monarquia davídica e sobrevivem ao exílio. Grande parte da luta para manter
      • a fé monoteísta – o Deus único, vivo e verdadeiro – no povo eleito, foi confiada
      • por Deus aos profetas . Esta fé no auxílio do único Deus foi uma magnífica
      • ajuda para fomentar e desenvolver a esperança bíblica do Messias, mas
      • dificilmente pôde fundá-la ou criá-la. Esta esperança deve-se procurar, em
      • último caso, na própria relação divina. O messianismo é um fenómeno que
      • surge no seio do judaísmo, anterior ao cristianismo.
    • A Sabedoria
      • Os livros do AT que os judeus chamaram Escritos ou Ketubim , e que nós
      • denominámos sapienciais , vêm completar a preparação da chegada do
      • Evangelho. Com efeito, se a Lei apresenta a relação do homem com Deus e
      • dos homens entre si, e os Profetas vêm, sobretudo, recordar o cumprimento
      • da Lei e a fidelidade à Aliança, explicando as suas aplicações à vida, os
      • Escritos sapienciais desenvolvem os conteúdos da recta conduta do homem
      • perante Deus e com os outros homens, não já como normas morais, mas
      • como reflexões religiosas.
      A Sabedoria
    • A Sabedoria A Sabedoria
      • A sabedoria eleva o nível das suas reflexões e aborda-se o misterioso
      • problema do governo de Deus. A sabedoria humana enfrenta-se e compara-se
      • com a sabedoria divina. É este precisamente o tema do livro de Job . A partir
      • de agora a autocríticas da sabedoria aprofundará ainda mais os ensinamentos
      • dos profetas. Termina reconhecendo que a última palavra da sabedoria está
      • em Deus.
      • Chega-se assim à conclusão de que a revelação divida do AT se pode
      • compendiar na noção de sabedoria . Uma boa amostra é a identificação que se
      • verifica no livro de Sirácida (Eclesiástico) entre Lei e Sabedoria: a Lei é a
      • plenitude da Sabedoria , o sábio não tira já a sua doutrina da experiência e
      • observação quotidianas, mas dos textos sagrados do AT. Desta forma
      • chegamos ao fim do último dos livros sapienciais e no qual o autor do livro da
      • Sabedoria incorpora também o saber profano à sabedoria recebida pela
      • revelação de Deus.
      • O AT lido à luz da fé cristã, não só não perde nada do seu excelso sentido
      • religioso, como é capturado com maior profundidade. Primeiro nos tempos
      • apostólicos, e depois na sua tradição, a Igreja descobre e esclarece a unidade
      • do plano divino nos dois Testamentos graças à tipologia . Os acontecimentos
      • vividos por Israel, sendo reais e pessoais daquele povo, são tipos ou figuras
      • dos nossos. Como acreditamos que Deus actua na história, reconhecemos
      • que esses acontecimentos existem também em função das realidades
      • vindouras que são Cristo e a Igreja . Acontece o mesmo que numa maqueta
      • dum edifício: o que contemplamos de antemão é a sua realização. Pois assim
      • também no AT o que podemos ver é a vida de Cristo e a nossa.
      Conclusões
    • Ficha técnica
      • Bibliografia
        • Estes Guiões são baseados nos manuais da Biblioteca de Iniciación Teológica de Editorial Rialp (editados em português pela editora Diel)
      • Slides
        • Originais - D. Serge Nicoloff, disponíveis em www.agea.org.es (Guiones doctrinales actualizados)
        • Tradução para português europeu - disponível em inicteol.no.sapo.pt