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Irene Reis - Gu Lihong
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    Irene Reis - Gu Lihong Irene Reis - Gu Lihong Document Transcript

    • GU LIHONG<br />Para entendermos a história de Gu Lihong, temos que recuar no tempo da história da China.<br />Considerado um dos berços da Humanidade, a China desenvolveu a escrita, o Estado e várias tecnologias, a indústria e a imprensa muito antes do resto do mundo.<br />Já entre o séc. VIII a III A.C., a China fazia a transição de uma sociedade esclavagista para um regime feudal, com amplo desenvolvimento cultural e científico.<br />Foi um período marcado por várias guerras entre os senhores feudais, até que a Dinastia Qin criou um estado centralizador para unificar o país. Foi nesta dinastia que foi criado o exército de Terracota e construída a Grande Muralha da China.<br />Nos séculos seguintes, as disputas entre dinastias ora centralizavam, ora descentralizavam o poder do Estado. Isso deu origem a um retrocesso no desenvolvimento em relação á Europa. Esta desvantagem, associada a conflitos internos, nomeadamente a revolta dos camponeses, deu origem a que nações imperialistas como a Inglaterra, França, Alemanha, Japoneses e a América invadissem a China.<br />O clima de revolta contra os estrangeiros e os senhores feudais, deu origem a levantamentos populares, que se prolongaram até 1912, com a proclamação da Republica. <br />Porém, os senhores da guerra, ligados às potências estrangeiras conseguiram manter o poder.<br />Em 1919, com o tratado de Versalhes, a China viu as suas concessões alemãs no território, serem transferidas para o Japão.<br />Revoltados contra o fracasso da diplomacia chinesa, os estudantes promoveram manifestações em Pequim, que se espalharam por todo o país. Foram eles também que criaram com a ajuda da Revolução Russa, o Partido Comunista Chinês, em 1921.<br />Com o golpe militar do Partido Nacionalista em 1927, os comunistas refugiaram-se nos campos, onde se organizaram. A guerra civil iria durar até 1935.<br />Na II Guerra Mundial, os dois partidos uniram-se novamente contra a ocupação japonesa.<br />Em 1949 o Partido Comunista Chinês, sob o comando de Mao-Tsé-Tung, derrotou o Partido Nacionalista e proclamou a Republica Popular da China.<br />A China era nesta altura, um país pobre, atrasado, e completamente destruído. Nas décadas seguintes, entre 1958 e 1961, dá-se aquilo a que eles chamam “O Grande Salto Adiante”, cujo slogan era: “ três anos de esforço e privação, mil anos de felicidade”<br />Toda a atenção foi voltada para a agricultura. A intenção era transformar a China numa potência económica, num curto espaço de tempo. Por isso foram exigidos grandes esforços á população.<br />Foram criadas as grandes comunas populares, grandes fazendas com autonomia, salários iguais, escolas, hospitais gratuitos e também oficinas. Os jovens foram levados das cidades para as aldeias para trabalhar nos campos. <br />No entanto, este projecto iria fracassar por falta de recursos e grande parte da população iria morrer à fome. É neste ambiente sobre-humano que aparece esta jovem, Gu-Lihong, estudante de 15 anos.<br />Filha de uma família considerada de classe média, cujo pai era presidente de câmara, viu-se obrigada a abandonar os estudos e a família, juntamente com outros jovens por todo o país, a ir para os campos ajudar no desenvolvimento do país.<br />As grandes dificuldades porque passou estão bem retratadas na narrativa da sua história.<br />Apesar disso, soube com grande persistência, e também seguindo os concelhos da mãe, aproveitar as oportunidades que lhe foram surgindo e depois de trabalhar na agricultura, nos túneis do caminho-de-ferro, e <br />Numa clínica da aldeia, conseguiu finalmente um emprego na fábrica farmacêutica da aldeia onde viveu.<br />A ascensão profissional não se fez esperar, e empenhada em estudar, aliada á grande capacidade de trabalho que desenvolveu nos campos, nos anos difíceis, consegue chegar a vice-presidente da farmacêutica.<br />A humildade e a abnegação com que aceitou a sua evolução na vida e no trabalho, é bem diferente da maioria das pessoas na mesma condição.<br />Talvez porque os sacrifícios, o rigor e a disciplina que lhe exigiram desde muito jovem, aliada às grandes privações porque passou, fizeram dela um exemplo a seguir.<br />Publicou vários livros, ganhou prémios, mas nada alterou a sua maneira de pensar: “Ter a caneta no bolso, para nunca esquecer como é importante aprender.”<br /> 16 de Novembro de 2009<br /> Irene Reis <br /> Turma B – nr. 8 <br />