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Neste artigo é mostrado a realidade da carência de acessos aos Portos no Brasil. O caos na infraestrutura na cabotagem, tanto da burocracia como na falta de investimentos.
Os custos Logístico poderiam ser muito minimizados se fosse utilizados esse modal aqui apresentado.

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06 slideshare investimentos logístico já em cabotagem 124 jan 2014

  1. 1. Em seu artigo, Cabotagem: opção a considerar, o colega Milton Lourenço, mostra as dificuldades e burocracia na cabotagem brasileira. Agora, como nunca, ficou tão evidente a necessidade de investimentos em infraestrutura Logística no Brasil. E não só em obras para facilitar o acesso de caminhões aos portos. A realidade no Ceará, sob este aspecto, não é diferente do restante do Brasil. Obras das vias de acesso aos Portos estão com obras interminavelmente inacabadas, atrasadas. É preciso também repensar a matriz de transporte brasileira, o que inclui a construção de uma rede de armazenagem (condomínios) para a produção agrícola no interior do País capaz de evitar que caminhões virem silos e as rodovias e vias de acesso aos portos se transformem em pátios de estacionamento.
  2. 2. Sabe-se que há investimentos na rede ferroviária e que, a partir de 2015, com a conclusão das obras do Ferro anel, será possível encurtar distâncias. Por exemplo: a distância ferroviária entre a região de Campinas e o Porto de Santos, que hoje chega a 280 quilômetros, vai cair para 180 quilômetros, pois a concessionária deixará de ser obrigada a usar no trecho que corta São Paulo a mesma linha de trens urbanos, sem limites de horário. Tanto uma infraestrutura capaz de armazenar super safras de soja, milho, açúcar e farelo como uma melhor distribuição de linhas férreas que transportem também contêineres e celulose podem tirar milhares de caminhões das rodovias. Mas não é só. Com mais de nove mil quilômetros de costa, o País pode desenvolver também o seu sistema de cabotagem, estimulando o transporte de cargas entre os portos nacionais. Até porque no Brasil, ao contrário dos países do Hemisfério Norte, tem a vantagem de desfrutar de condições climáticas favoráveis de navegação durante todo o ano.
  3. 3. Sem contar que a cabotagem apresenta, em média, um custo 20% ou mais barato do que o modal rodoviário, além de oferecer mais segurança a determinadas cargas que exigem a presença de escolta, o que encarece e muito o frete. É óbvio que se existissem só vantagens grande parte das cargas já teria mudado para esse modal. Acontece que há obstáculos que impedem a cabotagem de se tornar competitiva, a começar pela pouca oferta de navios. Um dos maiores entraves é a burocracia aduaneira e portuária que, praticamente, dobra o tempo de entrega da carga.
  4. 4. É verdade que a adoção do sistema “Porto 24 Horas” pela maioria dos complexos portuários do País pode ajudar a minorar o problema, mas, de antemão, já se sabe que a Receita Federal não dispõe de quadro de funcionários suficiente para atender a contento essa determinação. Aliás, o que se tem visto é a Receita diminuir a equipe que costumava atuar durante o dia para atender ao horário noturno. Dá-se o que popularmente é conhecido como “descobrir um santo para cobrir outro”. Além disso, a cabotagem está sujeita, praticamente, às regras e ao mesmo tratamento dado ao transporte de longo curso. Ora, se a carga é doméstica, foge à luz da razão que tenha de ser submetida a uma fiscalização mais rigorosa ou demorada.
  5. 5. Para piorar, há ainda a questão do bunker, o combustível usado pelos navios. Incompreensivelmente, o bunker é mais barato para as embarcações de longo curso do que para os navios de cabotagem, já que aqueles estão isentos de impostos. Por tudo isso, a cabotagem, historicamente, tem-se mostrado um modal sucateado e pouco atraente. Se houve nos últimos tempos um despertar para a questão da infraestrutura portuária, está na hora de o governo dedicar à cabotagem a atenção que o modal merece. A quem interessa “melar” a melhoria de infraestrutura portuária de cabotagem?
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