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  • 1. IMPLANTAÇÃO DO CIFN DO PONTO DE VISTA DE PROCESSO DE AUTOMAÇÃO. David Gentil, Edson Borges SUMÁRIO: 1. Introdução; 2. Revolução Industrial; 3.Etapas da Industrialização ; 4. Artesanato, manufatura e maquinofatura; 5.Inicio da Automação; 6. Estrutura CLP; 7. Historia do CLP; 8.Fordismo; 9. Implantação do CIFN; 10. Conclusão; 11. Referências. RESUMO: Este artigo analisa o processo de desenvolvimento da automação industrial, desde o inicio da sua historia até os dias atuais, para explicar como foi possível a implantação da Planta Produtiva CIFN na Bahia no ponto de vista operacional, devemos observar que os incentivos fiscais e financeiros serão citados, porém não iremos nos ater a eles, pois esse não é o nosso objetivo. PALAVRAS-CHAVE: Automação, CLP, CIFN, Processo, revolução industrial. ABSTRACT: This article analyzes the development of industrial automation, since the beginning of its history until today to explain how it was possible the deployment of Plant Production CIFN in Bahia in an operational standpoint, we note that the fiscal and financial incentives will be cited, but we will not stick to them, because this is not our goal. “o dinheiro não traz felicidade para quem nao sabe o que fazer com ele.” Machado de Assis 1. Introdução Para explicarmos como foi possível, de forma mais ampla, a implementação do CIFN no estado da Bahia, do ponto de vista operacional, precisamos voltar até o final do século XVIII, onde ocorreu a revolução industrial que deu início ao processo de automação industrial que logo viria a ser utilizado em diversos países. A automação é o processo pelo qual é possível tornar automáticas atividades repetitivas com o uso de sistemas e equipamentos que efetuam coleta de dados e atuam nos processos, minimizando a necessidade da interferência humana e resultando em maior velocidade nas operações, redução de erros, controle e principalmente em fidelidade de informações, elementos essenciais para um gerenciamento eficaz. Hoje o varejista deve acompanhar as transformações que estão acontecendo e fazer da tecnologia sua aliada inseparável. O momento atual da economia exige que as empresas reorientem suas estratégias à necessidade do consumidor. É prioritário conhecer os hábitos de consumo desses, e estar atento a mudanças nos mesmos. Com a automação em pleno funcionamento, o varejista terá tempo para se tornar mais estratégico e poderá dirigir sua atenção à capacitação profissional de seu pessoal, aos seus clientes, ao seu negócio.
  • 2. 2 2. Revolução Industrial A substituição das ferramentas pelas máquinas, da energia humana pela energia motriz e do modo de produção doméstico pelo sistema fabril constituiu a Revolução Industrial; revolução, em função do enorme impacto sobre a estrutura da sociedade, num processo de transformação acompanhado por notável evolução tecnológica. A Revolução Industrial aconteceu na Inglaterra na segunda metade do século XVIII e encerrou a transição entre feudalismo e capitalismo, a fase de acumulação primitiva de capitais e de preponderância do capital mercantil sobre a produção. Completou ainda o movimento da revolução burguesa iniciada na Inglaterra no século XVII. 3. Etapas da industrialização Podem-se distinguir três períodos no processo de industrialização em escala mundial: 1760 a 1850 – A Revolução se restringe à Inglaterra, a "oficina do mundo". Preponderam a produção de bens de consumo, especialmente têxteis, e a energia a vapor. 1850 a 1900 – A Revolução espalha-se por Europa, América e Ásia: Bélgica, França, Ale- manha, Estados Unidos, Itália, Japão, Rússia. Cresce a concorrência, a indústria de bens de produção se desenvolve, as ferrovias se expandem; surgem novas formas de energia, como a hidrelétrica e a derivada do petróleo. O transporte também se revoluciona, com a invenção da locomotiva e do barco a vapor. 1900 até hoje – Surgem conglomerados industriais e multinacionais. A produção se automatiza; surge a produção em série; e explode a sociedade de consumo de massas, com a expansão dos meios de comunicação. Avançam a indústria química e eletrônica, a engenharia genética, a robótica 4. Artesanato, manufatura e maquinofatura O artesanato, primeira forma de produção industrial, surgiu no fim da Idade Média com o renascimento comercial e urbano e definia-se pela produção independente; o produtor possuía os meios de produção: instalações, ferramentas e matéria-prima. Em casa, sozinho ou com a família, o artesão realizava todas as etapas da produção. A manufatura resultou da ampliação do consumo, que levou o artesão a aumentar a produção e o comerciante a dedicar-se à produção industrial. O manufatureiro distribuía a matéria-prima e o artesão trabalhava em casa, recebendo pagamento combinado. Esse comerciante passou a produzir. Primeiro, contratou artesãos para dar acabamento aos tecidos; depois, tingir; e tecer; e finalmente fiar. Surgiram fábricas, com assalariados, sem controle sobre o produto de
  • 3. 3 seu trabalho. A produtividade aumentou por causa da divisão social, isto é, cada trabalhador realizava uma etapa da produção. Na maquinofatura, o trabalhador estava submetido ao regime de funcionamento da máquina e à gerência direta do empresário. Foi nesta etapa que se consolidou a Revolução Industrial. Segundo Karl Marx (1883), os trabalhadores estariam dominados pela ideologia da classe dominante, ou seja, as idéias que eles têm do mundo e da sociedade seriam as mesmas idéias que a burguesia espalha. O capitalismo seria atingido por crises econômicas porque ele se tornou o impedimento para o desenvolvimento das forças produtivas. Seria um absurdo que a humanidade inteira se dedica-se a trabalhar e a produzir subordinada a um punhado de grandes empresários. A economia do futuro que associaria todos os homens e povos do planeta, só poderia ser uma produção controlada por todos os homens e povos. Para Marx, quanto mais o mundo se unifica economicamente mais ele necessita de socialismo. 5. Inicio da automação A história da automação industrial começou com a criação das linhas de montagens automobilísticas com Henry Ford, na década de 20. Daí para cá o avanço tecnológico nas mais diversas áreas da automação industrial tem sido cada vez maior, proporcionando um aumento na qualidade e volume de produção, assim como redução de custos. O avanço da automação está ligado, em grande parte, ao avanço da microeletrônica, que se deu nos últimos anos. Os CLPs (Controladores Lógicos Programáveis) sugiram na década de 60 e substituíram os painéis de cabina de controle com relés, diminuindo assim, o alto consumo de energia, a difícil manutenção e modificação de comandos e também as onerosas alterações de fiação. Nos anos 90 programas de computadores foram criados com a tentativa de se obter maior produtividade, qualidade e competitividade. Dentro desta visão, de integração entre o chão de fabrica e o ambiente corporativo, decisões dentro do sistema organizacional de produção passaram a ser tomadas no mais alto grau de conceito de qualidade. Tudo baseado em dados concretos e atualizados, os quais se originam em diferentes unidades de controle. Os fabricantes de CLPs também compreenderam a inequação básica: “software + hardware”, e passaram a produzir sistemas entitulados SCADA e outros aplicativos mais especializados. Uma solução de automação tem por objetivos básicos o desempenho, a modularidade e a expansibilidade. Para que estes objetivos sejam alcançados, temos que conceber prioritariamente um desenho da arquitetura do sistema e, desta forma, organizar seus elementos: remotas de aquisição de dados, CLP's, instrumentos e sistemas de supervisão, dentre outros.
  • 4. 4 6. Estrutura clp Estrutura Básica dos CLP`s família SLC/500; Especificação de um sistema com CLP SLC/500; Estruturação de um projeto: Arquivos de programas e dados; Endereçamento; Características de Software e Hardware; Configuração da comunicação com o RSLINX Lite; Programação via microcomputador PC, utilizando o RSLogix/500; Atividade Prática utilizando interface de entrada/saída de sinais digitais e analógico; instruções básicas, tipo: contato, bobina, bobina set/reset, temporizador e contador; movimentador de registros, conversor D/A e/ou A/D e aritméticas; endereçamento indireto e indexado; seqüenciador; Utilização de Force; Sistemas de documentação de programas CLP ou em inglês, Programmable Logic Contoller – PLC, são freqüentemente definidos como miniaturas de computadores industriais que contem um hardware e um software que são utilizados para realizar as funções de controles. 7. Historia do clp O primeiro CLP foi criado em 1968 quando a Associação BedFord, uma companhia em Bedford, desenvolveu um dispositivo chamado Controlador Modular Digital para a General Motors (GM). O MODICON (Modular Digital Controller), como foi chamado, foi desenvolvido para ajudar a GM com o objetivo de eliminar o tradicional sistema de controle das máquinas baseado a relê. Como os relês são dispositivos mecânicos, possuem sua vida útil limitada. Também são um tipo de obstáculo, uma vez que em uma aplicação seja necessário milhares deles. Com tantos relês para trabalhar, o cabeamento e os problemas podem ser um tanto complicados. Como o MODICON era um aparelho eletrônico, e não mecânico, se adaptou perfeitamente aos requisitos da GM, e muitos outro fabricantes que também utilizaram o equipamento. Com menos cabos, problemas mais simples e fácil programação, a tecnologia do CLP foi rapidamente aprimorada. 8. Fordismo Fordismo é o nome dado ao modelo de produção automobilística em massa, instituído pelo norte-americano Henry Ford. Esse método consistia em aumentar a produção através do aumento de eficiência e baixar o preço do produto, resultando no aumento das vendas que, por sua vez, iria permitir manter baixo o preço do produto. Os primeiros automóveis surgiram na segunda metade do século XIX. No entanto, eram tão lentos na locomoção que se igualavam às carruagens. Foram os motores a combustão
  • 5. 5 desenvolvidos pelos alemães Benz e Daimler, na última década do século XIX, que incentivaram o rápido aperfeiçoamento dos automóveis. Nesse contexto, destacam-se dois modelos de fabricação: o artesanal, de Rolls Royce, e o de construção de grandes séries, de Henry Ford; no modo artesanal, construíam-se e ajustavam- se as peças em cada carro, que compreendia num trabalho mais lento, portanto de maior qualidade, mas de alto preço. Já no Fordismo, a fabricação em série implicou na queda da qualidade dos veículos. Em contrapartida, o carro ficou mais barato, tornando-o um meio de transporte acessível às pessoas. Essa cadeia de montagem em massa se intensificou na segunda década do século XX. A popularização do veículo particular estimulou as pesquisas para o aprimoramento e melhorias de rendimento (aumento de aceleração, velocidade, capacidade de carga) o que se traduziu no surgimento de novos problemas (freios, perfis mais aerodinâmicos, necessidade de tornar mais leve o peso. Assim, as montadoras iniciaram a corrida para oferecer novidades e captar clientes. Quando ocorreu a crise de energia nos anos 70, houve um investimento maior das montadoras em fabricar automóveis de baixo consumo, de modo a atender a necessidade dos condutores de veículos daquela época. Na década de 80, elas introduziram o universo da eletrônica no mundo do automóvel. O Fordismo é utilizado até hoje na fabricação de automóveis. Foi e continua sendo o único modelo de produção capaz de atender a demanda exigida pela sociedade atual. Com a crise econômica de 2008 e 2009 no sistema imobiliário dos EUA e sua conseqüência no mercado global, inúmeras montadoras sofreram uma enorme queda nas vendas e tiveram de demitir seus funcionários pela repercussão da crise também no mercado de automóveis. 9. Implantação do CIFN Incentivada pelo processo de relocalização da industria automobilística nos anos 1990, depois de muita discussão sobre onde seria instalada, começou a implantação do CIFN (Complexo Industrial Ford Nordeste) em 1999 na cidade de Camaçari, Região Metropolitana de Salvador, no estado da Bahia, sendo a primeira Planta Automobilística a ser implantada no estado. Os fatores determinantes para essa escolha foram os baixos custos salariais, bem como os incentivos fiscais e financeiros oferecidos. Produzindo cerca de 250 mil veículos por ano, o que significa cera 850 carros/dia, o Complexo Ford ofereceu cerca 5 mil empregos diretos, além de gerar 50 mil de empregos indiretos. Essa produção com esse numero de pessoas operando, reduzindo o custo com mão–de-obra, só foi possível graças aos processos de automação existentes, na área da montagem da carroceria por exemplo a maior parte das trabalho são executados por Robôs programados para realizar atividades especificas, cabendo a mão-de-obra humana apenas
  • 6. 6 algumas tarefas em que são exigidas inspeção, logística e trabalhos outros em que não exija o mínimo de repetições possíveis. Essa Planta Produtiva foi apenas umas das 24 outras instaladas na mesma década, mudando assim a distribuição de investimentos nesse setor, antes eram dividos apenas entre os estados de SP, PR, MG e RJ, atualmente foram inseridos nessa relação os estados RS e BA . Os gráficos abaixo demonstram essa mudança entre os anos de 1999 e 2001. 10.Conclusão Os processos de automação desde o começo além de agilizar os processos aumentando a produção, pois reduz o tempo necessário para a fabricação de um bem requerido, também reduz os custos de fabricação em relação a mão-de-obra necessária . Em contra partida os processos automatizados requerem um tipo diferente de profissional, ou seja, o profissional agora não pode ser um mero executante de uma tarefa, ele tem que ser capaz de avaliar as situações e estar apto a solucionar problemas, fazendo intervenções no processo no caso de alguma falha evitando/diminuindo danos possíveis no processo. No caso do CIFN por exemplo, apesar da existência de máquinas automáticas, o homem é essencial para garantir a qualidade dos produtos produzidos, bem como a manutenção das máquinas e demais equipamentos participantes do processo.
  • 7. 7 A existência de centros de educação tecnológica na Bahia favoreceram com que esses profissionais existissem aqui na época da implantação facilitando a instalação da Planta, diminuindo o tempo e custo gastos com treinamentos básicos. 11.Bibliografia http://www.culturabrasil.pro.br/marx.htm (Fonte: "Princípios da Automação Industrial - Estudo, processos, arquiteturas e evoluções" de autoria de Alessandro J. de Souza e Luiz Carlo de Oliveira, ambos da UFRN. Artigo publicado na revista Cadware Indústria ano 06, volume 03, edição 03). http://aco2000.sites.uol.com.br/fantas1.htm Enciclopédia Mirador Internacional Enciclopédia Temática Barsa, v7, p.20. www.anpec.org.br/encontro2004/artigos/A04A128.pd

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