O mundo dividido: a Guerra Fria
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Apresentação em PPT sobre a Guerra Fria - 9º ano.

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    O mundo dividido: a Guerra Fria O mundo dividido: a Guerra Fria Presentation Transcript

    • O mundo dividido: a Guerra Fria ESCOLA MUNICIPAL DR. NELCY NORONHA (09.18.032) PROF. DANILO DE LIMA RIO DE JANEIRO – OUTUBRO / 2013
    • “A Guerra Fria foi um período em que a guerra era improvável, a paz, impossível” (Raymond Aron)
    • Quando começou e quando terminou a Guerra Fria?  Não existe consenso sobre a data exata do início da Guerra Fria, bem como não há consenso sobre quando esta terminou.  INÍCIO: a) Explosão nuclear sobre as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki (agosto de 1945); b) Lançamento da Doutrina Truman (fevereiro de 1947); c) Divisão da Alemanha em dois Estados (outubro de 1949).  TÉRMINO: a) Queda do muro de Berlim (novembro de 1989); b) Dissolução da União Soviética (dezembro de 1991); c) Saída dos EUA da Guerra do Golfo como a maior superpotência de uma nova Ordem Mundial (fevereiro de 1991).
    • Quando começou e quando terminou a Guerra Fria? “Quando se tenta delimitar os marcos da Guerra Fria, as pessoas escolhem datas que enfatizam aquilo que lhes parece ser o mais importante. Por exemplo, aqueles que acham que a questão nuclear é o principal, dirão que a Guerra Fria começou em 1945, com Hiroshima e Nagasaki, e terminou em 72, com os acordos do Salt-1. Para aqueles que acham que o principal foi a relação entre os blocos, os marcos serão, provavelmente, a Doutrina Truman, em 1947, e a queda do Muro de Berlim, em 1989. Mas a Guerra Fria foi muito mais do que apenas uma disputa armamentista ou geopolítica. Ela teve uma importante dimensão cultural, que colocou em movimento um jogo simbólico do Bem contra o Mal. Ela mexeu com a imaginação das pessoas, criou e reforçou preconceitos, ódios e ansiedades. Nesse sentido mais amplo, dois marcos parecem ser mais adequados quando se trata de dar à Guerra Fria o seu conteúdo simbólico mais abrangente: o seu início foi a conquista de um novo poder, a bomba atômica, e o seu fim foi a Guerra do Golfo, quando os Estados Unidos escolheram outros símbolos do Mal para ocupar o lugar que antes pertencia ao comunismo, como o chamado fanatismo islâmico ou o narcotráfico.” (José Arbex Jr., jornalista)
    • Bipolarização mundial
    • Bipolarização mundial EUA (capitalismo) Plano Marshall: ajuda econômica dada pelos EUA aos países da Europa Ocidental e Japão (Plano Colombo), para garantir o desenvolvimento do capitalismo e sua área de influência. OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte): aliança militar capitalista criada para conter o avanço do “comunismo”, com sede em Bruxelas na Bélgica, mesmo com o fim da Guerra Fria a OTAN continua a existir. A Iugoslávia, apesar de socialista, recebeu ajuda econômica do Plano Marshall e a Finlândia o rejeitou apesar de capitalista. A única vez que as tropas da OTAN foram acionadas foi em 1999 para atacar a antiga Iugoslávia. URSS (socialismo) COMECON: auxílio econômico mútuo, coordenado pela URSS, entre os Estados de economia planificada (socialista). Pacto de Varsóvia: aliança militar dos países socialistas, criada em reação a OTAN, que possuía sua sede em Varsóvia na Polônia, Com o fim da Guerra Fria e da URSS o Pacto de Varsóvia foi extinto.
    • Bipolarização mundial
    • Imagem: Mapa mostrando os setores da ocupação de Berlim, Alemanha / historicair / Creative Commons Attribution-Share Alike 3.0 Unported A divisão da Alemanha
    • A divisão da Alemanha  Após o final da guerra, a Alemanha, que havia sido derrotada, foi dividida em quatro partes, cada uma entregue a um país vencedor: Inglaterra, França, EUA e URSS. No final da década de 1940, os países capitalistas se uniram e formaram no lado ocidental alemão a República Federal Alemã (RFA), também conhecida como Alemanha Ocidental, com capital em Bonn. O lado oriental, por sua vez, ficou vinculado à URSS e, nessa região, foi formada a República Democrática Alemã (RDA) ou Alemanha Oriental, com capital em Berlim.
    • Muro de Berlim  A cidade de Berlim, antiga capital alemã, também foi dividida em duas áreas de influência: o lado capitalista no oeste e o lado socialista no leste. Para evitar a passagem de pessoas do Leste para o Oeste, em 1961 teve início a construção de um muro que dividia a cidade. Esse muro era vigiado o tempo todo e existiu por 28 anos, sendo um dos símbolos da Guerra Fria.
    • Europa – Cortina de Ferro
    • A corrida armamentista
    • A corrida armamentista  A competição entre os Estados Unidos e a União Soviética por áreas de influência e os interesses da lucrativa indústria bélica desencadearam uma corrida armamentista.  Em 1949, as duas superpotências possuíam a bomba atômica. Então passaram a investir quantias cada vez maiores em armas nucleares. No final de 1952, os Estados Unidos descobriram o modo de fazer a bomba H (hidrogênio). A primeira elas, testada no Pacífico, tinha uma potência 4 mil vezes superior à da bomba atômica. No ano seguinte, a União Soviética já possuía a mesma arma.  Por um lado, essa corrida exigia altos investimentos do Estado, provocando o aumento de impostos, além de trazer sérios prejuízos ao meio ambiente. Por outro, enriquecia os envolvidos na fabricação de armas e outros equipamentos, como abrigos antiatômicos.
    • O equilíbrio do terror Nas décadas seguintes, a escalada atômica e as hostilidades entre as duas potências fizeram a humanidade viver sob a ameaça constante de destruição total do planeta; havia até a expectativa de acontecer uma guerra avassaladora a qualquer momento, na qual não haveria vencedores. Mas, ao contrário das expectativas, os governos da URSS e dos EUA conseguiram negociar o equilíbrio de poder no mundo.  Cada um teria domínio em suas áreas de influência: os norteamericanos não contestariam o poder soviético nos países da Europa Oriental e a URSS não interferiria nas regiões onde os EUA exerciam sua hegemonia. Estabelecida a divisão do mundo, as duas potências procuraram resolver os conflitos com moderação. No entanto, em épocas de crise, ambas ameaçavam usar suas armas nucleares. Nunca o fizeram, mas essas ameaças eram suficientes para gerar tensões e medos entre todos. O temor mútuo incentivava a produção de mais armas nucleares. Ao final da Guerra Fria, os arsenais atômicos dos dois países, juntos, poderiam destruir o planeta dezenas de vezes. 
    • O equilíbrio do terror
    • A espionagem  Durante a Guerra Fria, o acesso às informações secretas era essencial e, por isso, tanto os EUA como a URSS mantinham serviços de inteligência. Os norte-americanos tinham a Agência Central de Inteligência (CIA, na sigla em inglês), criada em 1947, e os soviéticos, o Comitê de Segurança do Estado (KGB, na sigla em russo), criado em 1954.  Cada um desses serviços de inteligência atuava na obtenção de informações do país rival por meio da espionagem. Além disso, praticavam a contraespionagem, isto é, a proteção de informações de seu país contra espiões do país rival. Planos políticos confidenciais, projetos militares para construção de aviões supersônicos, submarinos atômicos e espaçonaves, por exemplo, não estavam totalmente seguros.
    • A corrida espacial  Durante a Guerra Fria, os EUA e a URSS investiram também no desenvolvimento de tecnologia espacial. Esses investimentos eram estratégicos, pois os foguetes utilizados nos lançamentos de espaçonaves e satélites podiam ser utilizados também para o lançamento de mísseis nucleares a longa distância. Além disso, os satélites colocados na órbita terrestre poderiam monitorar e controlar o que acontecia nas mais diversas regiões do planeta.
    • A corrida espacial  1957 – Os soviéticos lançaram o primeiro satélite artificial da história e, um mês depois, colocaram em órbita o primeiro ser vivo, a cadela Laika (foto). A reação dos EUA só veio no ano seguinte, quando lançaram seu satélite e fundaram a NASA.
    • A corrida espacial  1961 – Por 108 minutos, o soviético Yuri Gagarin (foto), de sua apertada cabine na Vostok 1, orbitou o planeta e viu que ninguém vira até então: que a Terra é azul. A conquista soviética chacoalhou os Estados Unidos e, no mês seguinte, o presidente Kennedy desafiou a nação a alcançar a Lua até o fim da década.
    • A corrida espacial  1967 – Ano trágico: a corrida espacial provocou baixa dos dois lados. Um incêndio durante testes em terra da Apollo 1 (foto) matou três astronautas, e um acidente no retorno da Soyuz 1 causou a primeira morte de uma pessoa em missão espacial.
    • A corrida espacial  1968 – Nesse ano, a corrida ganhou novo impulso, quando os Estados Unidos aperfeiçoaram as naves Apollo e colocaram as primeiras pessoas em órbita lunar. Em menos de um ano, os astronautas Neil Armstrong e Buzz Aldrin tornaram-se os primeiros humanos a caminhar em solo lunar.
    • A corrida espacial  Em 1975, a nave norte-americana Apollo 18 e a soviética Soyuz 19 se acoplaram, na primeira – e única – missão conjunta das superpotências. A ideia de uma missão conjunta floresceu quando os governos dos dois países começaram a conversar sobre o controle de seus estoques de bombas atômicas. Em um mundo que vivia sob a ameaça de um holocausto nuclear, as imagens de capitalistas e socialistas juntos no espaço, apertando as mãos, trocando sorrisos e presentes, se tornaram um símbolo de entendimento entre os adversários.
    • Heróis dos quadrinhos  Durante a Guerra Fria, a ideologia contrária ao comunismo precisava ser reforçada todo o tempo; os Estados Unidos não abriram mão da “má propaganda” do regime ao qual se opunha. Portanto, grande parte da produção cultural estava ligada ao contexto da Guerra Fria. Assim, os personagens mais famosos da Marvel e da DC Comics estão inseridos nesse contexto e podem servir como material de estudo do período.
    • Heróis dos quadrinhos  1961 - O principal inimigo do Quarteto era o Doutor Destino cujo visual com armadura de ferro pode ser aludido à Cortina de Ferro imposta contra a URSS. Ele governava um pequeno país, a Latvéria, que se situava no Leste europeu, região onde se encontravam os países do bloco socialista.
    • Heróis dos quadrinhos  O personagem de Hulk surge de uma exposição a raios gama que o cientista Bruce Banner ficou exposto, durante a explosão de uma bomba atômica, bomba essa que explodiu no deserto do Novo México, onde os EUA testaram pela primeira vez a bomba nuclear. O Incrível Hulk era um monstro criado pelo horror atômico da guerra fria.
    • Heróis dos quadrinhos  Sua gênese está situada em um ambiente de confronto característico da Guerra Fria, a Guerra do Vietnã. Ao inspecionar uma arma fabricada por sua empresa, é atingido por estilhaços da mesma e aprisionado pelos vietnamitas, que querem que ele fabrique uma arma para eles. Ele, então, acaba fabricando sua famosa armadura de ferro.
    • Heróis dos quadrinhos  Em 1986 é lançado Batman – O Cavaleiro das Trevas, que refletiu uma nova tendência dos HQs. Super Heróis velhos a beira da aposentadoria, em um mundo decadente e violento prestes a presenciar uma guerra nuclear. Os dois maiores heróis aparecem em lados distintos: enquanto o Superman é um fantoche do governo americano, sendo recrutado para lutar contra os soviéticos em uma ilha caribenha fictícia(mas que na verdade representa Cuba), Batman é um herói justiceiro que segue seus próprios valores e não se deixa corromper pelo estado. No final os dois lutam, enquanto os EUA sofrem um ataque nuclear, causando terrível caos.
    • Realidade e ficção nas telas  As duas maiores agências de espionagem do mundo, a KGB soviética e a CIA norte-americana, treinavam agentes para atividades como sabotagens e coleta de informações sigilosas.  O cinema se aproveitou dessa rivalidade e fez da espionagem um dos temas mais explorados durante a Guerra Fria. O personagem mais conhecido é o agente secreto britânico James Bond, da série 007, que luta contra vilões terroristas e soviéticos. Um filme de 1964, Dr. Fantástico, do cineasta norte-americano Stanley Kubrick, explora de forma bem-humorada a rivalidade entre Estados Unidos e União Soviética e o perigo de uma explosão nuclear.
    • Realidade e ficção nas telas
    • O fim da Guerra Fria  A détente (em português, “distensão”), instituída nas relações entre os Estados Unidos e a União Soviética no início da década de 1970, caracterizou-se por acordos bilaterais que tinham o objetivo de diminuir os riscos de uma guerra nuclear e amenizar os conflitos Leste-Oeste. Nesse contexto, destacaram-se os acordos da série Salt (Strategic Arms Limitations Talks – Conversações sobre Limitações de Armas Estratégicas), entre 1972 e 1979, que efetivamente passaram a controlar o arsenal nuclear das duas superpotências.  No início da década de 1980, porém, o presidente norte-americano Ronald Reagan retomou a chamada “política da intimidação”, acentuando a corrida armamentista e frustrando quaisquer tentativas de acordo entre 1985 e 1986. A Europa, temendo transformar-se em palco de uma guerra nuclear, pressionou a retomada dos encontros de cúpula entre os Estados Unidos e a União Soviética.  Ao mesmo tempo, o dirigente soviético Mikhail Gorbatchev imprimiu em seu país, a partir de 1985, a reestruturação econômica e a abertura política, que remodelaram não só o bloco socialista (levando ao colapso de suas estruturas), como também as relações internacionais mundiais.
    • O fim da Guerra Fria  Em novembro de 1987, Reagan e Gorbatchev, abrindo nova rodada de negociações sobre desarmamento, assinaram um acordo para a eliminação dos mísseis de médio alcance na Europa e na Ásia. Em janeiro de 1988, o governo soviético anunciou o início da retirada de suas tropas do Afeganistão; no ano seguinte, a abertura política e os efeitos da perestroika desmontaram o bloco socialista, acelerando o fim da confrontação tradicional com os Estados Unidos.
    • O fim da Guerra Fria  No início dos anos 1990, aceleraram-se acordos de desarmamento nuclear; em 1991, o COMECON e o Pacto de Varsóvia foram dissolvidos, ao mesmo tempo que tiveram início gestões para a remodelação da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).  Em dezembro de 1991, a União Soviética desapareceu, dando lugar à Comunidade de Estados Independentes (CEI), tendo a Rússia como principal herdeira da ex-União Soviética em termos políticos, geopolíticos e econômicos.