Try Me - Sole Regret Series #1 Olivia Cunning.pdf

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Melanie não tem vontade de conhecer os membros da banda de rock, Sole Regret, mas sua melhor amiga groupie consegue colocá-las nos bastidores e depois sai correndo com o vocalista da banda. Deixada sozinha numa festa com um bando de metaleiros com assustadoras tatuagens e piercings, Melanie fica aliviada ao ser protegida pelo único cara de aparência normal, que insiste em lhe fazer companhia.

No momento em que Melanie descobre que Gabe é o baterista da banda e não tão normal quanto supôs, ela já fez um completo papel de idiota. Ela não consegue deixar de estar interessada nele, não como um rock star, mas como o homem mais sexy que já encontrou. Estranhamente atraída por suas tatuagens escondidas e piercings, ela se pergunta como seria passar uma noite com um bad-boy.

Gabe está mais do que disposto a mostrar a doce Melanie que há mais nele do que ela pode ver. Tudo o que ela tem a fazer é tentar. Será que eles só irão compartilhar uma noite de paixão? Ou será que seus corações vão se enredar tão rapidamente quanto seus corpos?

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  1. 1. Try Me(One Night With Sole Regret #1)byOlivia Cunning
  2. 2. Livros de Olivia CunningSinners on Tour Series:Backstage PassRock HardHot TicketWicked BeatDouble TimeOne Night with Sole Regret Series:Try MeTempt MeTake MeTouch MeTie MeLovers Leap Series:Loving on Borrowed TimeTwice Upon a TimeEscrito como Olivia Downing:Defying Destiny
  3. 3. Tente MeUma Noite com Sole Regret Séries, livro #1apresentando o baterista, Gabe “Force” BannerMelanie não tem vontade de conhecer os membros da banda de rock, SoleRegret, mas sua melhor amiga groupie consegue colocá-las nos bastidores e depoissai correndo com o vocalista da banda. Deixada sozinha numa festa com um bandode metaleiros com assustadoras tatuagens e piercings, Melanie fica aliviada ao serprotegida pelo único cara de aparência normal, que insiste em lhe fazer companhia.No momento em que Melanie descobre que Gabe é o baterista da banda e nãotão normal quanto supôs, já fez um completo papel de idiota. Não consegue deixarde estar interessada nele, não como um rock star, mas como o homem mais sexyque já encontrou. Estranhamente atraída por suas tatuagens escondidas e piercings,se pergunta como seria passar uma noite com um bad-boy.Gabe está mais do que disposto a mostrar a doce Melanie que há mais nele doque ela pode ver. Tudo o que ela tem a fazer é tentar. Será que eles só irãocompartilhar uma noite de paixão? Ou será que seus corações vão se enredar tãorapidamente quanto seus corpos?
  4. 4. Capítulo 1Melanie pegou o brilho dos olhos de Nikki no espelho do banheiro público queelas compartilhavam. Oh merda. Conhecia esse olhar. O que a mulher estavaplanejando agora? Melanie não estava com humor para lidar com o drama deladessa noite.A longa viagem para Tulsa, seguida por um pesadelo para conseguir estacionar,pagando demais por ingressos para um cambista, e ficar esperando em pé na filacom vento forte por duas horas tinham deixado Melanie de mau humor. Ok, elaadmitia; estava completamente puta. Seu cabelo parecia ter perdido uma luta contraum guaxinim - um guaxinim furioso com um poderoso instinto para proteger seuninho, e seus dedos dos pés, expremidos dentro de estúpidas sandálias de tiras comsalto alto, sentiam como se estivessem sendo golpeados por pequenas picaretasempunhadas por mineiros de carvão em miniatura.Nikki, por outro lado, parecia a típica pessoa requintada, exceto por uminquietante brilho de artimanha em seus grandes olhos azuis. Melanie interrompeu-se com o tubo de batom rosa a meio caminho dos lábios, seu alarme Nikki-está-prestes-a-nos-trazer-problemas soando em sua cabeça.- O que você está aprontando? - Melanie perguntou.- Está é à noite, - Nikki disse. Ela colocou uma mecha sedosa de cabelo castanho
  5. 5. atrás da orelha e virou-se para pegar seu lado bom no espelho. Ambos os ladoseram lindos, mas Melanie nunca tinha convencido Nikki disso ou que ela valia maisdo que enfiar-se numa fila durante a noite com um bando de perdedores.- Isso foi o que você disse ontem á noite, - Melanie falou e focou sua atenção devolta para a aplicação do batom.Nikki franziu o nariz para o cabelo de Melanie e puxou uma escova de sua bolsapara tentar livrar o volume emaranhado do ninho de guaximin.Boa sorte com isso.Havia uma razão para Melanie prendê-lo para cima a maior parte do tempo.Apenas o mais resistente dos grampos de cabelo manteria os cachos grossos eondulados até a cintura sob controle. Nikki tinha dito para ela deixá-lo solto hoje ànoite, dizendo que ela ficaria linda. Melanie nunca estava linda quando ficava de péao lado de Nikki - um fato simples com o qual tinha aprendido a conviver quandofrenquentaram a faculdade juntas. Os homens corriam para Nikki. E Melaniedesaparecia ao fundo. Ela estava acostumada com isso.Nikki foi com determinação para o cabelo de Melanie e imediatamente a escovaestava presa em um emaranhado de nós. Com um suspiro de derrota, entregou suaescova para Melanie. Melanie supôs que deveria arrumar a bagunça para algomenos revoltante. Não queria assustar a banda.- Quero dizer neste momento, - Nikki reajustou seus peitos no sutiã push-up,
  6. 6. desabotoou outro botão da justíssima blusa branca para mostrar mais o decote, everificou seu lado ruim.- Quase consegui ir ao backstage ontem à noite. Se tiver sorte, aquele roadiegatinho com quem falei em Wichita vai se lembrar de mim. A banda teve que sairlogo depois do show, ou tenho certeza que Jack teria nos apresentado para os carasna noite passada.E agora elas estavam em Tulsa, arrastando-se atrás da banda como duasdesesperadas groupies do Sole Regret. Melanie não era uma fã de verdade, masestava certa que o roadie gatinho se lembraria de Nikki. Ela era o tipo de mulher emquem os homens viviam babando em cima. Querendo. Se aproveitando.Melanie adivinhou que o roadie pediria um favor sexual em troca de apresentá-laaos membros da banda, que eram a mais nova obsessão de Nikki e ela usaria o sexopara conseguir o que queria. Isso entristecia Melanie. Nenhum dos homens queusou e descartou sua amiga sabia o quanto a machucaram. Melanie já temia ter quetirar Nikki de sua nuvem de dúvida e desespero de manhã. Não entendia porque elacontinuava se colocando nessas situações. Ela era uma garota doce. Bonita.Inteligente. Até que se encontrava na companhia de qualquer idiota do mundo damúsica, então agia como se tivesse sido lobotomizada. Nikki acabou ficando comalguns até agora, havia só uns dez para tirar proveito.- Você não está me largando sozinha de novo, - Melanie disse, ainda tentandodomar seu cabelo. Estava parecendo menos como a vítima de um relâmpago agora,apesar de seu couro cabeludo protestar a cada puxão. Lindo, como minha bunda.
  7. 7. Está mais para ridículo.- Não vou esperar no carro enquanto você transa com um cara que não vailembrar do seu nome enquanto você o chupa.- É claro que você não vai esperar no carro.Bem, pelo menos concordavam em alguma coisa.Nikki passou a língua pelos dentes e pegou o olhar de Melanie pelo espelho.- Você vem comigo.- Oh, não. Eu não. Nem sequer gosto de músicos. - Especialmente dosmetaleiros tatuados doentes da cabeça que ela cobiçava. Nikki tinha um sériocomplexo de bad-boy. Talvez seu pai devesse ter prestado mais atenção quando elaera criança.- Por favor. - Nikki juntou as mãos na frente do peito e conseguiu fazer seusgrandes olhos azuis parecerem ainda maiores que o habitual.- Por quê você ainda pergunta? Sabe que caras tatuados me dão arrepios.Nikki balançou a cabeça. - Se você parar para conhecê-los por um momento,reconhecerá o quão gostosos eles são.Discutível. Bastava ver homens tatuados para o coração de Melanie disparar de
  8. 8. medo. Sua reação não era intencional. Ela tinha sido assustada por um grupo demotoqueiros quando era adolescente. Se fosse mais velha, provavelmente teriareconhecido que estavam apenas brincando e não lhe fariam mal. Mas eles aaterrorizaram. Seus pais tinham intensificado seu medo, dizendo que ela poderia tersido sequestrada, estuprada, assassinada, ou pior. Ela nem queria saber o que seriapior do que ser estuprada ou assassinada. Aos treze anos, sua mente tinha associadoos avisos de seus pais com homens que tinham determinada aparência. Como comos motoqueiros que a tinham encurralado na entrada de uma loja abandonada.Como estava com muito medo de olhar para seus rostos, tudo o que lembravaera de suas tatuagens e palavras. Um com uma tatuagem de caveira tinha dito-lhetodas as coisas obscenas que queria fazer com sua boca bonita. Não tinha entendidoo que ele quis dizer no momento, mas agora que era mais velha, sabia que tinharazão para estar apreensiva e revoltada.Outro com uma tatuagem de arame farpado ao redor do braço havia tocado seucabelo. Ela gritou, e eles riram dela, mas por fim a deixaram sozinha. Sabia quetatuagens não faziam uma pessoa má, mas o incidente tinha deixado uma impressãoduradoura. Assistir a shows de rock era um exercício para manter seu medo sobcontrole. Infelizmente, ir a shows era o programa favorito de Nikki, então ostemores de Melanie tinham um treino bastante regular.- Não quero conhecê-los; Só quero ficar longe deles.Nikki passou um braço pelos ombros de Melanie e avaliou-as pelo espelho.
  9. 9. - Você vai ficar bem, Mel. Prometo. Além disso, preciso de você para me ajudara pôr meu plano em prática.O alarme interno de Melanie soou ainda mais alto.- Que plano?A multidão no estádio gritou com entusiasmo.- O Sole Regret está começando! - Nikki despejou seus cosméticos e escova decabelo na bolsa, agarrou Melanie pelo pulso e saiu correndo do banheiro quasederrubando uma metaleira de aparência agressiva com sua pressa.- Qual é, vadia!- Desculpe, - Melanie disse enquanto era arrastada pelo corredor do estádio, seussaltos estalando rapidamente no cimento.Existiam muitas vantagens em ser amiga de Nikki. Ela era divertida. Sem medode nada. Os homens gostavam dela. Por isso, enquanto elas começavam a passarpela parte de trás do acesso geral, com alguns olhares tímidos, um pouco do decoteaparecendo e algumas mãos bem colocadas nos metaleiros no meio da multidão,Nikki milagrosamente conseguiu abrir caminho para a área na frente do palco semser socada na cara. Melanie só conseguiu seguí-la porque Nikki se recusou a soltarseu pulso.
  10. 10. Ao longo da barreira em frente ao palco, Melanie posicionou-se de propósitoentre duas mulheres e se afastou do homem pendurado por cima da grade. Seupunho socando o ar, chamou atenção para a tatuagem de caveira em seu antebraço.Esse único vislumbre da tatuagem eriçou os pêlos de sua nuca. Forçou sua atençãopara o palco para manter seus olhos longe do braço do homem.Supôs que deveria estar animada por estar tão perto do palco, mas preferia osassentos na arquibancada ao invés da pista no estádio. Gostava de ouvir a música,não de se defender de uma lesão. A pista estava quente e suada: lotada, barulhenta,perversa e perigosa. Nikki chamava isso de emocionante. Melanie chamava dedoloroso. Nikki passou os próximos quarenta e cinco minutos tentando chamar aatenção do vocalista da banda; Melanie passou seu tempo evitando levar na cara oscotovelos de duas fãs entusiasmadas e do cara atrás dela tentando esmagá-la contraa grade de metal cutucando sua bunda com seu pau. Como Nikki podia gostardisso?Melanie observou o vocalista - atual objeto da obsessão de Nikki - circular nafrente do palco. Ele poderia ter sido um homem bonito. As tatuagens arruinaram suaboa aparência. Melanie poderia ter admirado o contorno largo de seus ombros e seuperfil forte e bonito, se ele estivesse usando um belo terno e discutisse filosofia, nãojeans rasgados e gritando sobre coisas que vão para o inferno. Então, sim, seriacompletamente diferente. Se perguntou qual seria a cor de seus olhos. Ele ainda nãotirará os óculos de sol. Será que as luzes do palco estavam cegando-o, mas percebeuque faziam parte de sua imagem. Tinha usado-os no palco na noite anterior,também, e pela forma como as duas fãs estavam gritando Shaaaaade * todas asvezes que ele andava em sua direção, assumiu que fora nomeado assim por sua
  11. 11. predileção por óculos escuros. Melanie tinha levado um tempo para aprender osnomes dos membros da banda, mesmo que Nikki tenha falado um por um e sobreeles a viagem inteira desde Wichita.Se divertiu assistindo Shade e os outros membros da banda interagindo com opúblico e entre si. O baixista era surpreendentemente popular entre o público;Achava que a maioria dos baixistas nem era reconhecido. Este tinha um visual maissuave do que os dois guitarristas - simpático, mesmo na aparência, com um corte decabelo normal sem coloração preta, um eterno sorriso e olhos gentis. Se não tivessedecorado todos os centímetros de seus braços musculosos com tatuagens e furadosua sobrancelha e lábio com piercings, Melanie não teria atravessado a rua, se ele seaproximasse dela em público. Porque esses homens insistiam em destruir seusvisuais com esses acessórios permanentes? Isso era uma vergonha.O guitarrista solo, com um enorme gosto pelo preto, usando grandes correntes,tentava ofuscar o vocalista. Eles competiam pela atenção do público numa evidenterivalidade. O guitarrista base, que tinha uma cabeleira linda com fios longos e lisos,sem camisa - para o deleite de qualquer mulher que não se importasse com um torsototalmente tatuado - zombou da cena de rivalidade pelas costas dos dois. O baixistaachou sua brincadeira tão engraçada que teve que parar algumas vezes pararecuperar o folêgo de tanto rir. Melanie duvidava que teria notado as nuances dessadinâmica das arquibancadas, assim pelo menos tinha algo interessante para assistirenquanto tentava convencer o cara atrás dela de que sua bunda era inacessível e nãoservia de almofada para espetar seu pau duro.* Shade quer dizer sombra em inglês.
  12. 12. Perto do fim da última música do setlist - o mesmo que tinham tocado na noiteanterior - o vocalista pulou do palco e caminhou pelo estreito espaço na frente dagrade de um lado ao outro, batendo nas mãos dos fãs enquanto passava por eles.Nikki usou Melanie como apoio para que pudesse esticar o corpo no caminho deShade. Conseguiu apertar a mão em sua camiseta, mas foi incapaz de manter oaperto quando ele passou adiante. Ele voltou ao palco, assim que a música terminouem um longo lamento de guitarra.- Eu toquei ele. - Nikki gritou entusiasmada e cobriu a boca com a mão quetocará o abençoado-deus-do-rock.- Parabéns, - disse Melanie.- Deus, eu o quero.- Que tal o resto da banda? Todos eles são totalmente seu tipo.- Eles são meu plano de emergência, mas Shade é o único que quero.Seus olhos rolaram para cima e Melanie suspeitou que ela estivesse no meio deum orgasmo. Respirou fundo e sacudiu a cabeça para a amiga. Qual era o apelo?Quando a banda simulou ter acabado seu show e a multidão começou a cantarpedindo bis, Nikki saiu puxando Melanie para o lado do palco. Acidentalmentepisou em mais de um dedo do pé na escuridão. Soltou uma ladainha de desculpasquando não teve escolha a não ser seguir sua determinada amiga, que mantinha um
  13. 13. aperto de ferro em seu pulso. A multidão estava banhada em escuridão naexpectativa para a última música, porque eles sabiam que o show ainda nãoterminará: faltava o maior hit do Sole Regret. Até mesmo Melanie havia notado quenão tinham tocado “Investigator” que tinha feito o estádio vir abaixo na noiteanterior.Não tinha ideia de como Nikki conseguiu ver bem o suficiente para escapar dosseguranças, mas de repente elas estavam livres da multidão e em pé ao lado dopalco. Iam ser pegas. Melanie agarrou a mão de Nikki, esperando que não fossemseveramente repreendidas quando fossem notadas por um dos segurançasdistraídos. Na escuridão, Nikki conseguiu encontrar o roadie bonito com quemtinha falado na noite anterior. Melanie se perguntou se ela usava óculos de visãonoturna. Seus olhos ainda estavam se adaptando à falta de iluminação depois de terolhado para as luzes brilhantes do palco por quase uma hora.- Isto é seu, - Nikki disse. Puxou Melanie contra ela e beijou-a na boca comvontade, buscando seus lábios. Não era um daqueles beijos eu sou sua melhoramiga e bebi demais, então vou te dar um beijo afetuoso. Se alguém enxergasseesse beijo, teriam que contar mais do que com a sorte. Melanie estava chocadademais para fazer qualquer coisa, além de respirar. E até mesmo isso foi umesforço.Que porra é essa? Era esse o plano que ela tinha mencionado?- Oh, sim, - o roadie bonito disse quando Nikki encerrou seu ataque aos lábiosde Melanie.
  14. 14. - Essas são totalmente gostosas, como Tater Tot * . - Ele enfiou a mão no bolsoda frente de sua calça jeans folgada e tirou um cordão com um passe para obackstage. Colocou-o em volta do pescoço de Nikki. - Só tenho um sobrando.- Mas e quanto a minha amiga? - Nikki virou seu olhar de cachorrinho triste emsua direção. O cara não teve a menor chance.- Mostrem ao Tony o que vocês acabaram de me mostrar, e ele vai deixar as duasirem ao backstage. Confiem em mim.As luzes do palco se acenderam e a banda começou seu bis com uma vigorosa epesada batida de bateria. Melanie cobriu os ouvidos com as mãos.- Isso é barulhento, - gritou.Nikki agarrou-a pelo pulso novamente e a levou para trás do palco, onde umhomem estava vigiando uma porta. Ela deu-lhe o passe e ele abriu a porta, masestendeu o braço para impedir a entrada de Melanie.* Taters tots são bolinhos de batata fritos (potato tots ou simplesmente tots). Taters Tots, nomecomercial de bolinhos industrializados desde os anos 1950 nos EUA e México. Taters é gíria parabatata (de potato) e tots é tatibitati de toddlers, crianças de 1 a 3 anos de idade. Deve ter essenome por ser macio, do tamanho de uma mordida e ter um sabor suave que agrada o paladar dacriança.
  15. 15. - Jack disse que você iria deixar nós duas entrarmos, - Nikki disse, - ele só tinhaum passe para nós dividirmos.”- Por quê eu deveria acreditar em você?Melanie estava secretamente esperando que ele se recusasse a deixar qualqueruma das duas entrar. O que no mundo Nikki estava pensando? Beijá-la na boca.Deixando esse cara achar que era natural o que elas fizeram lá fora. Apenas paraque pudesse conhecer um vocalista esquisito, que de todas as coisas, chamava a simesmo de Shade.- Porque nos queremos ver Shade, - Nikki disse, - Nós duas.E a próxima coisa que Melanie soube, foi que sua melhor amiga tinha a línguaem sua boca e a mão em sua bunda. Se afastou. Ficou chocada da primeira vez.Agora estava chateada.- Que merda, Nikki?-Ela não gosta de fazer isso em público, - Nikki explicou para o segurança.Agarrando o seio de Melanie deu-lhe um apertão. O cara gemeu e empurrou as duaspara o backstage fechando a porta atrás delas.- O que há de errado com você? - Melanie esbofeteou a mão de Nikki para longede seu peito.
  16. 16. - Sabia que você não estaria de acordo com meu plano se te pedisse. - Deu deombros. - Ontem à noite, meio que disse ao roadie que fazia ménage e tinha umanamorada gostosa que queria dividir com Shade.- Você meio que lhe disse isso?- Sim, ele pensou que seria sexy e sabia que Shade teria interesse.- Mas, eu não estou interessada, Nikki.- Duh. Sei disso. É por isso que era só um plano. Não acho que você queiradormir com ele. Ou comigo.Seu lábio projetou-se para a frente, e deu para Melanie seu melhor olhar de porfavor, perdoe-me, sou sua melhor amiga, não consigo deixar de ser impulsiva,seguido de um que dizia você sabe que me ama. A vadia. Ela sabia que Melanie iriaperdoá-la, porque a amava e se preocupava que essa impulsividade fosse colocá-laem apuros algum dia.- Não posso acreditar que você me usou apenas para conhecer um rockstar,Nikki. Não sei porque sou sua amiga. Tudo que você faz é para me causarsofrimento.- Mas beijo bem, certo? - Piscou para ela e riu. - Nunca percebi que você temseios grandes, Mel. - Levantou as mãos bem manicuradas e fez movimentos deapertar na frente dos peitos dela. - Posso chupá-los?
  17. 17. Melanie cruzou os braços sobre o peito. Nikki estava sempre fazendocomentários estúpidos como esse. Ainda bem que não a levava a sério.- Não fique brava. - Nikki deixou as mãos caírem e soltou um suspiro pesado. -Nos coloquei no backstage não é?- Eu nem queria vir no backstage.- Tenho certeza que sim. Vamos encontrar algum álcool. Vou precisar de umpouco de coragem para me aproximar de Shade.- Procure sozinha. Vou esperar no carro. - Se virou para encontrar a saída maispróxima.- Não, você não vai. - Nikki passou um braço em volta de seus ombros. - Você sóvai acabar preocupada comigo aqui com um monte de... como é mesmo que você oschama?- Idiotas esquisitos?Nikki riu.- Isso entre outras coisas. Apenas faça isso por mim, Mel, e nunca mais vou tepedir nada.Melanie bufou.
  18. 18. - Uh, huh. Sim. Certo.- Não vou. - Enganchou o dedo mindinho de Melanie com o seu próprio. - Jurode mindinho.Melanie soltou um suspiro de frustração.- Onde está a bebida?
  19. 19. Capítulo 2Gabe saiu de trás da bateria, ambas as coxas cansadas com a fadiga. Esticou ascostas doloridas, estremecendo quando se torceu para um lado. Com 30 anos podiadizer que estava ficando velho demais para essa merda. Jack atirou-lhe uma toalha,e ele enxugou o suor do rosto.- Grande show, cara. - Jack disse. Pegou a toalha e ofereceu a Gabe um punhadode baquetas para ele jogar para a platéia.- Obrigado.Se juntou a seus companheiros de banda na frente do palco. Atirou uma dúzia debaquetas no meio da multidão, fez uma reverência para os fãs gritando, e foi diretopara o camarim. Precisava de uma cerveja, um cochilo, e um banho, nãonecessariamente nessa ordem.- Não se esqueça que temos uma festa essa noite, - Owen disse entregando seubaixo para um roadie, enquanto outro desconectava o retorno sem fio.Tinha esquecido da festa, isso significava que a primeira coisa em sua agenda seriatomar um banho. Ninguém queria cheirá-lo depois dele ter nadado em seu própriosuor durante uma hora. E talvez se uma gostosa chamasse sua atenção na festa,gostasse de acrescentar uma transa à sua lista de prioridades.
  20. 20. - Vejo você lá. - Disse, e se dirigiu para o camarim para tomar banho.O vapor da água parecia como o céu contra seu corpo cansado. Considerouignorar a festa e apenas relaxar sozinho no chuveiro a noite inteira. Resistiu em irpara o ônibus da turnê que cantava como uma sereia para seu corpo cansado. Estavaorgulhoso de ser conhecido como um dos bateristas mais rápidos do rock, mas seuestilo agressivo acabava com ele a cada performace ao vivo. Ainda assim, sabia queos caras fariam um inferno se não aparecesse na festa, então mostraria a cara poralguns minutos, tomaria uma cerveja e depois tiraria aquele cochilo. Sozinho.Estava muito exausto para procurar uma buceta esta noite.Encontrou sua bolsa entre a pilha de bagagem no espaço reservado para a bandanessa noite e colocou um par de jeans bem gastos, uma camiseta e suas botasfavoritas. Não se preocupou em ajeitar seu cabelo ainda molhado. Planejava ir cedopara a cama, então puxou um boné de beisebol sobre a cabeça e se dirigiu para asala de conferências no final do corredor. A sala estava lotada de parede a paredecom os convidados.Gabe foi para o bar. Uma cerveja. Isso era tudo que precisava para relaxar, eentão poderia desaparecer. Fez um esforço para cumprimentar todos que oreconheceram. Deu a mão para Shade. Parou para uma foto. Sorriu e disse besteiras.Deu autógrafo. Riu de uma piada. Aceitou elogios. Curtiu a emoção. Procurou osrostos familiares de seus colegas de banda em um mar de estranhos e trocou acenosde reconhecimento. Finalmente, chegou ao bar.- Corona? - Jordan perguntou.
  21. 21. Ele sabia muito bem que era o que Gabe queria. Tinha estado com a bandadurante todo o verão.- Sim.Jordan desapareceu debaixo do balcão e surgiu com uma garrafa. Tirou a tampae entregou-a a Gabe, que tomou um longo gole. Que desceu suave. Coisa boa.Pegando o movimento com o canto do olho, voltou seu olhar para a gostosa aseu lado no bar. Longos cachos castanhos caiam até o meio das costas, e uma calçajeans agarrava seu traseiro curvilínio de uma forma perturbadora. Sandálias de saltoalto acentuavam suas longas pernas, que ficariam perfeitas envoltas em torno deseus quadris. Se de frente ela parecesse tão espetacular quanto de lado, entãodefinitivamente estaria interessado em ficar um pouco mais. Não estava assim tãoexausto.
  22. 22. Capítulo 3Melanie pegou o copo de whiskey da mão de Nikki.- Você já teve o bastante.Apesar de terem vindo no carro de Nikki, percebeu que seria a motorista danoite, então parou de beber depois de um martini de maçã. Tinham uma viagem detrês horas só para chegar até em casa. Mas enquanto Melanie mostrava moderação,Nikki usava o bar com todo o seu potencial. Até agora tinha pedido um pouco detudo. Toda vez que Shade ria ou dizia algo alto o suficiente que conseguia ouvir, elapedia outra bebida.Nikki lançou um olhar por cima do ombro de Melanie para sua atual obsessão,que ainda não tinha notado-a. Provavelmente porque ela estava fora de sua linha devisão. Sua desatenção tinha feito Nikki reviver os dias de faculdade - ficar bêbada,dormir com algum idiota, acordar sem saber onde estava, chamar Melanie para irbuscá-la, chorar no seu ombro, comer sorvete de chocolate, esquecer e voltar arepetir. Melanie pensou que ela tivesse superado esse padrão. Aparentemente, não.A paciência de Melanie estava no limite. Nikki tinha se comportado como umalouca para chegar ao backstage e agora era muito covarde para aproximar-se docara. Talvez se Melanie se apresentasse antes para Shade as coisas não estariamcompletamente arruinadas, e Nikki não iria se jogar no idiota mais próximo, que
  23. 23. vinha a ser o barman asqueroso. Determinada que sua amiga atrairia a atenção dohomem cobiçado, pegou-a pelo braço. Sabia que se não fizesse algo, Nikki selamentaria pelos próximos 30 anos de como tinha perdido sua chance, de pelomenos, falar com Shade.- Espere, espere, - pediu quando Melanie arrastou-a para longe do bar. - Precisochecar minha maquiagem primeiro.Quando Melanie parou na frente do vocalista do Sole Regret, o cotovelo delacomeçou a tremer incontrolavelmente em sua mão. Shade parou no meio de umafrase, seu belo rosto virado em sua direção, e então tomou um gole de sua cervejade modo despreocupado. Melanie observou o movimento de seu pomo de Adãoenquanto engolia. Não poderia dizer com certeza se tinha toda a sua atenção,porque ele ainda usava óculos escuros. Dentro da sala. Durante à noite. Era maisalto do que tinha imaginado, mais de um metro e oitenta, muito bem constituídos.Entre todas as bebidas e mulheres, Melanie se perguntou se ele arranjava tempopara malhar. Mas tinha que fazê-lo. As calças de couro pretas agarravam-se ascoxas musculosas, e sua camiseta se esforçou para conter o peito bem definidoquando moveu a garrafa para longe da boca sensual.- Oi! -Melanie guinchou antes que perdesse a coragem. Agora entendia por que Nikkiprecisava de um bebida. Intimidante? Isso era um eufemismo.- Sou Melanie e esta é minha melhor amiga, Nikki. - Puxou Nikki para a sua
  24. 24. frente. Ela tropeçou nos próprios pés, e Shade pegou-a pelo ombro para firmá-la.Nikki balançou em direção a ele pressionando as costas da mão na boca.- Não me sinto muito bem.A única coisa pior do que ter perdido a chance de falar com Shade seria vomitarem cima dele.- Você está ficando doente? - Shade perguntou, colocando sua cerveja em cimada mesa, onde estava encostado e levantando-a pelos ombros.- Acho que... - Nikki engoliu o enjoô. - Acho que preciso me deitar um pouco.- Vou levá-la para casa, - Melanie disse. Deveria ter cortado o álcool mais cedo.- Não, - Nikki disse e pisou no pé de Melanie. - Vou ficar bem. Só está um poucobarulhento aqui. - Olhou para Shade, seus longos cílios encobrindo seus olhos, seucorpo em uma postura completamente submissa. - Existe um lugar onde possadeitar um pouco? - Perguntou. - Com você em cima de mim?Melanie piscou e virou a cabeça de boca aberta, uau.- Se levar sua amiga com você, - Shade disse.A cabeça de Melanie ergueu-se. Ele estava falando sério?
  25. 25. - Fazer sexo bizarro com minha melhor amiga e algum esquisito não é minhaideia de diversão. - Desabafou.Um cara atrás dela começou a rir.Nikki deu-lhe uma cotovelada nas costelas.Shade apenas sorriu. Uma sobrancelha apareceu acima das lentes dos óculosescuros.- Então qual é sua ideia de diversão?Não achou que observá-la de pijama cair em lágrimas numa cena românticafosse convencê-lo de qual era sua ideia de diversão amorosa, por isso obrigou-se afazer um som incrédulo de frustração, virar na direção oposta, e sair. Ou tentar. Deuprecisamente um passo zangado antes de bater de frente em um corpo sólido.O homem segurou-a com as duas mãos por seus braços, a garrafa de cervejagelada pressionando a pele de seus bíceps. Levantou os olhos para olhá-lo, masencarou sua camiseta verde, sentindo-se uma completa idiota.- Onde está o fogo, baby? - Ele perguntou.- Nas minhas calças, - Shade disse e riu.Melanie empurrou o homem para longe e procurou um canto mais agradável,
  26. 26. seguro para ordenar seus pensamentos. Meio que esperava que Nikki viesse atrásdela - quer fosse para censurá-la por chamar Shade de esquisito na cara dele ou porarruinar sua chance com o egocêntrico - mas vários minutos olhando para a paredea convenceram de que Nikki a tinha abandonado por um cara que nem sabia quemera. Novamente. Um rápido olhar por cima do ombro confirmou suas suspeitas. Elaestava rindo e pendurada no Sr. Rock Star Idiota, que parecia ter seu olhar fixo emMelanie, enquanto sugava um ponto atrás da orelha de Nikki. Quando estreitou osolhos para ele, o idiota pegou a mão de Nikki e levou-a para fora pela porta dosfundos.Esfregou a testa com dois dedos e virou-se para a parede novamente. Considerouir embora, mas não podia abandonar Nikki sem apoio. Chegaram juntas, e sairiamjuntas. Além disso, a vida amorosa da mulher era um desastre. E se ela precisasseda ajuda de Melanie? Considerando com quem tinha saído, as chances de queprecisasse de Melanie para escapar de algum problema eram praticamentegarantidas. Era melhor participar da festa com uma multidão de metaleiros tatuadosdo que esperar no carro sozinha, mas não por muito tempo. Resignada com seudestino, encontrou a extremidade livre de um sofá e sentou-se para esperar,mantendo os olhos desviados das pessoas zanzando pela sala.Seu olhar estava fixo na porta por onde Nikki tinha acabado de sair, nãopercebeu o homem sentado ao seu lado até que ele falou.- Estou surpreso de você não ter ido com eles.Desviou o olhar da porta para olhar para ele. Seus impressionantes olhos verdes
  27. 27. capturaram sua atenção sob a aba do boné de beisebol. Ele era possivelmente ohomem mais atraente que já tinha falado com ela sem que Nikki estivesse a seulado. Reconheceu sua camiseta como pertencente ao cara em quem trombou algunsmomentos antes.- Huh?- Jacob e sua amiga. - Ele apontou o pescoço da garrafa de cerveja em direção àporta que Melanie estava olhando fixamente.- Jacob?- Mais famosamente conhecido como Shade.- Oh. - Ela descansou as mãos nos joelhos. - Não sabia que ele tinha um nomenormal.Ele riu.- Você não achou que a mãe dele o chama de Shade, não é?Encolheu os ombros.- Nunca pensei sobre isso.Sua atenção voltou-se para a porta novamente.
  28. 28. - Que tipo de idiota usa um nome artístico estúpido desses, afinal? E porqueShade? Porque ele usa óculos o tempo todo?- Sim, ele tem que usá-los. Tem problemas de visão.O estômago de Melanie contraiu-se e cobriu sua grande boca tagarela com amão.- Ele têm? Merda. Agora me sinto mal.O cara deu uma risadinha.- Só estou brincando com você. Ele os usa, porque gosta de parecer um imbecilo tempo todo.Melanie riu. Se sentiu melhor. Seu caso crônico de ansiedade diminuiuconsideravelmente, e seu rancor finalmente pediu licença.- Não sou normalmente tão desagradável. Apenas preferia estar em qualqueroutro lugar do que esperando que Nikki termine de se divertir. Honestamente nãoentendo porque ela acha que ele é tão gostoso. Ele parece um presidiário.Quando o cara não falou nada, virou a cabeça para olhá-lo de novo. Ele traçouseu lábio inferior com o dedo médio enquanto a avaliava.- Você não parece muito encantada com a banda. O que te trouxe ao backstage?
  29. 29. - Uma amiga para quem não posso dizer não.” Ela assinalou. “Sou tão essencial.- Ou talvez você seja apenas uma boa amiga.- Mais como uma amiga burra. Se parar de arriscar meu pescoço por ela, talvezela aprenda a ter alguma responsabilidade.- Mas se algo ruim acontecesse com ela, você se sentiria responsável.Ela olhou com assombro para ele, surpresa que tenha compreendido a verdadepor trás de suas ações tão facilmente.Ele sorriu, revelando dentes brancos e perfeitos. A simples expressãotransformou-o de lindo em deslumbrante.A respiração de Melanie ficou presa. Uau. Agora esse cara... ela podia entenderporque queriam pular na cama com ele mesmo mal o conhecendo. Só o que bastavaera um simples por favor e obrigada.- Sim, entendo totalmente. Sou um daqueles tipos essenciais também. - disse.- Então você admite que é tão burro quanto eu?Ele sorriu.- Acho que sim. Gostaria de uma cerveja?
  30. 30. Balançou a cabeça.- Tenho que dirigir e já estou no meu limite. - Tinha certeza que sua repentinatontura era causada pela companhia, e não pelo álcool.- Que tal uma Coca, então?Sorriu pela sua consideração.- Água?Ele assentiu.- Jordan! - Gritou para o homem no bar. - Traga uma água para a moça.- Já vai!Voltou sua atenção para ela outra vez.- Então, vai me dizer seu nome?Ela relaxou nas almofadas do sofá, feliz por ter encontrado uma pessoa normalpara conversar. Pensou que teria que passar à noite toda fingindo ser invisível.Melanie Anderson. E o seu?
  31. 31. Ele riu.- Você realmente não está deslumbrada com a banda, está, Melanie?O que isso tinha a ver com dizer-lhe seu nome?- Gosto da música deles, mas não são a minha banda favorita ou qualquer coisa.São um pouco pesados demais para o meu gosto. Nikki é que é obssecada por eles.Ela me arrastou até aqui contra a minha vontade.Um copo de água foi pressionado em sua mão.- Obrigada, - disse para o barman. Tomou um gole e esperou que seu lindocompanheiro falasse novamente.- Eu vejo. Sou Gabriel Banner. - Sorriu para ela e, de repente ela sentiu-se maisquente, e se perguntou se alguém tinha desligado o ar-condicionado. - Me chamede Gabe.Um nome totalmente normal para um cara totalmente normal. Teria se sentidodesconfortável falando com qualquer um dos outros homens na sala - tatuados, compiercings, cortes de cabelo estranhos, correntes e couro - mas Gabe parecia tãonormal como ela. Sua única falha notável era o boné dos Texas Rangers que usava.Como fã dos Angels queria zombar de sua lealdade para com seu time, mas poderiaperdoar essa pequena falha.
  32. 32. Sorriu e estendeu a mão livre em saudação. Sua mão deslizou na dela. Emboratenha dado um aperto suave, ela pôde sentir a força naqueles dedos. Seu coraçãoacelerou quando os dedos dele tocaram as costas de sua mão.- Prazer em conhecê-lo, Gabe. Como é que um cara de aparência normal comovocê acaba nos bastidores com todas essas, erm, pessoas interessantes?Ele hesitou e então riu como se achasse que estava brincando.- Eles são ótimos, não são? Você é de Tulsa?Ela balançou a cabeça.- Kansas. Nikki queria tanto conhecer Shade que me fez dirigir com ela até aqui.Ela não conseguiu ir nos bastidores na noite passada. Embora ache que conseguiu oque queria essa noite. De onde você é?- Austin.Tinha reconhecido um pouco de sotaque em sua fala, mas não teria imaginadoque ele fosse do Texas - suas calças jeans não eram apertadas o bastante para cortara circulação de suas bolas. Supôs que o boné dos Rangers deveria ter-lhe dado umapista.- Você veio dirigindo todo esse caminho desde Austin só para ver o Sole Regret?
  33. 33. Ele riu de novo e puxou uma orelha. Certamente se divertia com facilidade. E osom profundo de sua risada fez com que quisesse mantê-lo rindo regularmente.- Sim, acho que poderia se dizer isso. - disse.Gabe tomou o resto de sua cerveja, estendeu a garrafa vazia, e deu-lhe umapequena sacudida. Dentro de vinte segundos ela foi substituída por uma novabebida.Tomando sua água, se perguntou por que o barman estava tão ansioso paraagradar Gabe.- Então, você conhece a banda?Ele sorriu outra vez e Melanie temeu que fosse derreter. Estava mais do queinteressada em colocar um sorriso permanente em seu rosto bonito.- Nós já nos conhecemos. O que você faz no seu tempo livre quando não estáacompanhando sua amiga?- Sou contadora.- Isso deve ser... - Suas sobrancelhas se juntaram. - Chato pra caralho.Ela riu.
  34. 34. - Paga as contas. Além disso, gosto de números. Eles são previsíveis.- Suponho que você não tenha um osso imprevisível nesse seu corpo.Ela estendeu a mão e passou um dedo pelo lado do pescoço dele. Seu pulso seacelerou contra seu dedo.- Eu não diria isso.- Você está dando em cima de mim, Melanie?Oh sim, sim, sim.- Talvez. - Ela disse. Não havia nenhum sentido em Nikki ter toda a diversão danoite. Ficou subitamente animada para ter um pouco de diversão para si.- Detesto incomodá-lo. - Alguém disse do outro lado de Gabe.Era um cara com um piercing perfurando seu nariz e uma tatuagem de uma mãosegurando uma caveira preta que cobria um lado de seu esguio pescoço. Ao ver atatuagem, a frenquência cardíaca de Melanie subiu. A maioria das tatuagens faziam-na se sentir desconfortável, mas crânios e arame farpado sempre a assustavam. Deuum grande gole na água e voltou seu olhar para Gabe, imaginando como ele lidariacom a abordagem.- Sou um grande fã seu, Force. - O pesadelo fashion guinchou. - Você é de longe
  35. 35. o melhor baterista do planeta. Pode me dar seu autógrafo?Talvez Nikki não tenha vomitado no vocalista do Sole Regret, mas Melanieconseguiu cuspir água em seu baterista.
  36. 36. Capítulo 4Melanie saltou de pé e procurou algo para limpar a água no rosto de Gabe.Rindo, ele levantou a bainha de sua camiseta e esfregou as gotas de sua pele. Elanão pôde deixar de se embasbacar com seu tanquinho. Era ruim o suficiente quetenha cuspido água num baterista famoso, mas cuspir água num baterista famosomuito gostoso, com sonhadores olhos verdes e um sorriso lindo era um desastredigno de manchete de jornal. Seu olhar se fixou na ponta de uma tatuagem queespiava acima do cinto largo de couro perto do osso do quadril. Não conseguiudistinguir o que era antes dele deixar a camiseta cair cobrindo sua barriga. Esperavaque sua sensação de mal-estar com tatuagens se acalmasse agora que sabia que eletinha uma, mas tudo que sentiu foi uma atração inegável quando olhou para ele.Gabe pegou o cd de seu animado fã e assinou-o antes de voltar sua atenção paraMelanie.- Sinto muito, - ela disse. - Não tinha ideia de quem você era.E como estava sendo imbecil ao criticar sua banda.Seus olhos viraram para o alto.- Sim, meio que percebi isso.- Reconheci os outros caras da banda, porque os vi no palco, mas você...
  37. 37. - Sou só uma mancha atrás da bateria enorme.- Sim. - E parecia um cara lindo e normal, não uma estrela do rock. Tocou seurosto com a ponta dos dedos e encontrou-o quente. - Sinto muito por ter cuspidoágua em você. Deve achar que sou uma lunática.- Na verdade, acho que é encantadora, - ele disse. - Nunca conheci uma mulhercom coragem para colocar Shade no seu lugar e chamá-lo de esquisito num mesmofôlego.Melanie gemeu.- Não posso acreditar que fiz isso. - Se sentou no sofá ao lado de Gabe de novo eenterrou a cabeça nas mãos. - Não acho que ele seja um esquisito. Ele só é tão...- Arrogante?- Sim. - Virou a cabeça para olhá-lo. - Mas você não parece ser.- Sou apenas o baterista. - Ele tocou o centro de suas costas, envolvendo-a com ocalor do corpo e a fragrância limpa de sabonete e cheiro de homem quente quandose aproximou. - Você tem namorado? - Curvou-se. - Sei que se você tivesse maridoou noivo, ele não deixaria você sair de perto dele sem um anel no dedo.Seu coração falhou uma batida. Ele estava dando em cima dela? Tinha certezaque estava. Se ela se importava? Claro que não. Ainda gostava do que via. E queria
  38. 38. fazer muito mais do que olhar.- Sou solteira.” disse. Yay! Acrescentou silenciosamente.- Pensei que talvez fosse por isso que você rejeitou Shade, que estavaloucamente apaixonada por algum idiota de sorte. Você honestamente não se senteatraída por ele?Ela balançou a cabeça.- Nem mesmo por sua fama?- Isso não faz dele mais especial do que qualquer um de nós. Então ele é famoso.Grande coisa. Isso não lhe dá o direito de se comportar como um idiota. Você éfamoso e não age assim.- Você tem certeza disso?Assentiu com a cabeça resolutamente.Gabe se inclinou para ainda mais perto, seu olhar era tão intenso que ela ficouparalisada. Ele levantou a mão para deslizar os dedos por sua bochecha. O coraçãode Melanie retumbou no peito.- Vou te beijar. - disse.
  39. 39. Ela não pode desviar seu olhar do dele. Nunca tinha visto olhos tão verdes. Ocontraste dessas íris brilhantes contra seus cílios escuros foi hipnotizante.- Você vai?- Sim.- Mas não me sinto atraída por caras como você.- Caras como eu?- Caras com tatuagens.- Hmm, - ele murmurrou perto de sua orelha.Suas pálpebras se fecharam.- O que você diz de caras com moicano?Suspirou e seus olhos se abriram.- Nunca.Gabe tirou o boné, revelando que os lados de sua cabeça não eram apenasraspados, mas tatuados com padrões tribais pretos e vermelhos. A faixa de cabelossoltos no centro de sua cabeça era alguns centímetros mais comprida e pintada de
  40. 40. preto e vermelho. Por isso ele não era seu tipo. Mas então por que seu ventre estavacontraído de desejo e sua calcinha desconfortavelmente úmida?- E suponho que você nunca foi atraída por um cara com um piercing.Seu hálito quente acariciou sua orelha. Ela abafou um gemido. Porque derepente tudo estava girando em torno dele? Nunca foi atraída pelos tipos badboys.Era provável que se encolhesse de medo quando abordada por algum deles. Agora,embora Gabe a tivesse encurralado contra o braço do sofá, não sentia medo. Queriatocá-lo. Acariciar seu moicano, esfregar seu couro cabeludo, acariciar suastatuagens com os lábios. De onde esses desejos tinham surgido? Devia recuar paralonge dele, não balançar em sua direção. Ele era exatamente o tipo de cara que suaregra mandava evitar. Mas não estava com nem um pouco de medo de Gabe. Ela oqueria.- Meu umbigo é perfurado, - ela soltou. Um momento de imprudência no seuaniversário de vinte e um anos.- Não acredito em você.Levantou a bainha da blusa para mostrar-lhe a jóia pendurada em seu umbigo.Ele prendeu a respiração, e seus dedos traçaram o contorno de sua cintura fina. Umacorrente de prazer correu entre suas coxas, e ela apertou suas pernas juntas paraaliviar a dor crescente.- Deus, isso é sexy. - Seu dedo mindinho mergulhou sob o cós da calça jeans
  41. 41. enquanto traçava o cordão de ouro em seu umbigo de novo. - Que outros segredosvocê está escondendo, doce Melanie? Quero descobrir todos eles.Cobriu a mão de Gabe antes que ele mergulhasse mais fundo em suas calças.- Você tem piercings? - Perguntou, olhando em seus olhos. Não tinha vistonenhum nas orelhas ou no rosto. Foi uma das razões pelas quais não tinhareconhecido que era um deles. As roupas cobrindo as tatuagens no corpo. O bonéescondendo seu penteado não convencional e a pintura em seu couro cabeludo atinham feito baixar a guarda antes que percebesse como ele era assustador. Issotinha que ter sido a diferença. Falar com ele antes que soubesse que deveria estarcom medo. - Não vejo nenhum.- Você tem que sentí-lo. - Gabe pegou sua mão e dirigiu-a para o peito. Seusdedos roçaram um cume duro em seu mamilo.- Oh! - Ela esfregou sua língua contra a borda de seus dentes, imaginando comoseria sentir aquele pedaço de metal balançando contra sua língua se tocasse-o porcima da barra de sua camiseta. Os músculos se flexianaram sob seu toque, rezandosilenciosamente que ele estivesse tão atraído por ela quanto estava por ele. Queriaque agarrasse seu cabelo com as duas mãos, arrastasse-a sob seu corpo longo e duroe pressionasse firmemente contra a dor latejante entre suas coxas.- Melanie. - O sussurro do nome dela foi como uma carícia sedosa. - Você élinda.
  42. 42. Os cantos de sua boca viraram para cima.- Assim como você.Seus olhares se encontraram e todo o pensamento racional desapareceu de suamente. Gabe deslocou-se para a frente e reivindicou sua boca em um beijoselvagem. Bom Deus, ele tinha lábios firmes e exigentes. Seus dedos se enroscaramno peito dele, e sua respiração ficou presa na garganta. Quando a língua dele roçouseu lábio superior, todo seu corpo se inflamou. O sabor da cerveja. O cheiro de seucorpo. A argola do piercing no mamilo contra seu dedo. Tudo tão estranho. Tãoperigoso. Sexy pra caralho. Ele puxou a boca para longe e olhou para ela. A mãodela deslizou para baixo em direção ao quadril.- Me mostre sua tatuagem, - ela exigiu sem fôlego. Parte dela queria provar a simesma que não estava com medo. A outra parte só queria dar uma boa olhada emseu corpo.- Qual?- Aquela no seu quadril. Há mais?Ele sorriu.- Pensei que não gostasse de tatuagens.Balançou a cabeça, o olhar movendo-se para o desenho no lado esquerdo
  43. 43. do couro cabeludo de Gabe. Com uma inspeção mais minuciosa, o padrão tribalparecia um dragão. Não realista. Artístico. As grossas linhas pretas que formavamseu longo corpo delgado arqueavam-se ao longo da extremidade de seu courocabeludo. Terríveis bolas de fogo vermelhas eram cuspidas por centímetros da bocado animal. As garras pareciam alcançar seu ouvido.- Não gosto. Estou curiosa, isso é tudo. Não é um desenho de crânio, é?Engoliuem seco. O que faria se fosse?- Não. Não é um crânio.Ficou mole de alívio.- Então é o quê?- Ficaria feliz em mostrá-las a você. Todas elas. Mas não aqui.Virou a cabeça para lembrá-la de que estavam em um canto nem tão isolado deum quarto muito lotado. Melanie sentou-se bruscamente e puxou a blusa para baixosobre a barriga. Ninguém teria percebido o que estavam fazendo? Deveria estarmortificada por seu comportamento imprudente, mas excitou-se outra vez.- Force! - Alguém gritou do outro lado da sala e acenou freneticamente paraGabe.Gabe acenou de volta.
  44. 44. - Por que te chamam de Force? - Perguntou.- Esse é meu estúpido nome artístico. - Adotou uma expressão ameaçadora -lábio torcido, sobrancelhas juntas - e estalou os dedos. - Sou uma força a serreconhecida. - Sorriu e levantou a mão para que pudesse capturar as pontas de seusdedos chupando-os com beijos.- Oh! - Um latejar dolorido continuou a crescer entre suas coxas e sabia que sóhavia uma coisa que iria aliviá-la. E apenas um homem que poderia fazê-lo. Aemoção de estar com Gabe, de superar seus medos ridículos, era muito sedutorapara negar. - Normalmente não sou atraída por caras como você.- Foi o que você disse.Seu coração bateu mais rápido e mais rápido até que reuniu coragem. Desejouque pudesse ser mais parecida com Nikki e tornar perfeitamente claro o que queria.- Se eu te disser que quero você, você acreditaria em mim?- Experimente.- Quero você.Ele capturou o olhar dela e sustentou-o por um longo tempo.- Quer sair daqui?
  45. 45. - Você vai me mostrar suas tatuagens?- Isso iria me obrigar a ficar nu.Sorriu para ele.- Estou contando com isso.
  46. 46. Capítulo 5Gabe não estava certo sobre o que tinha nessa mulher que o deixava tãoanimado. Sim, ela era atraente, mas isso não explicava o encanto. Conheciainúmeras mulheres atraentes. Talvez fosse porque ela gostasse de estar com umaestrela do rock e não por causa dele. Ou talvez fosse porque rejeitou Jacob -ninguém nunca rejeitava Jacob. Ou talvez fosse porque havia algo de travesso eselvagem debaixo de seu exterior convencional, e queria muito fazê-la soltar-se.Fosse o que fosse, fora fisgado. Nunca questionava os instintos de sua cabeça debaixo. Seu pau tinha um excelente gosto.Seguiu Melanie para fora do estádio até um Volkswagen Beetle conversívelalaranjado encravado entre duas SUVs gigantescas no estacionamento.- Bonitinho, - disse quando ela apertou o botão do alarme na chave e as luzesdos faróis brilharam. Esperava que um dos beberões de gasolina fosse o dela. Nãoteve essa sorte. Normalmente não entraria num carro tão feminino nem morto, masqueria mostrar mais do que suas tatuagens para ela. Tinha a necessidade urgente deestar a sós com ela. Para descobrir o que a fazia tão atraente. Sim, o contorno de suacintura e o piercing no umbigo tinham deixado seus pensamentos pesados dedesejo, mas era mais que isso.- Ele é da Nikki. Provavelmente deveria mandar um mensagem e avisá-la que fuiembora sem ela. Ou talvez devesse deixá-la se preocupar comigo para ver se algo
  47. 47. muda. - Fez uma pausa para olhá-lo de soslaio avaliando-o com os olhos. “Ela temalgum motivo para se preocupar?- Só se ela pretende vê-la antes do amanhecer.- Quantas tatuagens você tem? Não deve levar à noite toda para mostrá-las.Ofereceu-lhe um sorriso desafiador. Que o fez querer beijá-la até lhe tirar todo oatrevimento.- Mas vou querer levar muito tempo para mostrá-las a você.Ela prendeu a respiração. Depois de um momento, fechou a boca escancarada eespremendo seu pequeno corpo apertou-se entre o SUV e a frente do carro pelo ladodo motorista.- Está com fome? - Perguntou avançando para a porta e se esgueirando paradentro do carro. - Estou morrendo de fome. Perdi o jantar para que pudéssemosficar na fila por duas horas. Tem que haver um restaurante aberto por aqui.Tomou conhecimento de suas palavras rápidas. Esperava que ela não surtasse e odeixasse plantado. Bem, na verdade, quanto mais esperava mais duro ficava. Seráque ela tinha alguma ideia do que ele tinha em mente? Fazia tempo desde que tiveraque se esforçar para seduzir uma mulher. Elas tendiam a cair para dentro de suacalça. Talvez tivesse perdido o jeito. Ela queria jantar em primeiro lugar? Deverdade? Ele queria saber como ela ainda estava vestida.
  48. 48. Gabe espremeu-se no carro com ela e fechou a porta. Dobrando-se no espaçopequeno, sentiu que corria o risco de ficar com os joelhos na altura da vista.- A ideia de ficar sozinha comigo te deixa nervosa?- Não. - Ela chiou.- Bom. Então vamos pedir serviço de quarto, - disse, remexendo sob o assentona alavanca para se dar mais espaço. Suspirou de alívio quando o assento sedeslocou e ofereceu-lhe alguns centímetros extras para as pernas.- Mas...- Você percebeu que pretendo foder você, não é? - Não havia sentido em fingirque não era isso que aconteceria. - Se está brincando comigo...- Não estou brincando, Gabe. Pretendo te foder até que você não possa se mover.Apenas pensei que primeiro poderíamos começar nos conhecendo um poucomelhor. Nunca tive que seduzir um homem tão rápido. Sinto-me... hum... umavagabunda. - Sussurrou a última palavra como se nunca a tivesse usado antes.Um calor inundou sua virilha. Porra, sim. Ela queria ele, afinal. Estavaacostumado a mulheres chegando nele, demonstrando suas intenções de formaclara, e deixando-o duro. Simplesmente não estava acostumado a mulheres agindocomo Melanie estava. Caramba, suas bolas doíam. Não havia nenhuma maneira noinferno que iria fazer isso por meio de um jantar educado com ela. Estava
  49. 49. perfeitamente bem com ela se sentindo uma vagabunda. Especialmente porqueachava que ela não se deixava sentir assim muitas vezes. Convencê-la a fazer algoque normalmente não faria acariciou-lhe o ego até que o desejo ardesse dentro delecomo o fogo do inferno.Melanie ligou o carro, enquanto lutava para formar pensamentos coerentes.Estavam saindo do estacionamento antes dele conseguir pensar de forma racional.- Hum, para onde? - ela perguntou.Deu-lhe o nome do hotel e ela procurou o endereço no GPS do carro.Começaram a jorrar instruções de uma voz robótica.- Você tem tempo até chegarmos ao hotel para procurar me conhecer, - disse. -Não é longe. É melhor começar.- Com que frequência você faz esse tipo de coisa?- Que tipo de coisa?- Ter mulheres que não conhece levando-o para seu quarto de hotel?- Com menos frequência do que imagina.Ela levantou uma sobrancelha para ele, seus lábios franzidos de ceticismo, antesde voltar sua atenção para a estrada. Estava principalmente na seca
  50. 50. nesta turnê. O que significava que a curta viagem para o hotel teria que serespecialmente rápida. Uma coisa boa. Se sentisse o cheiro de seu shampoo de frutamais uma vez, iria abrir a calça e mostrar-lhe o efeito que tinha sobre ele, que sedanassem as leis de atentado ao pudor.- Costumo levá-las para o ônibus da turnê, - disse, forçando sua mente aacompanhar o fio da conversa. - É mais fácil se livrar delas dessa maneira.Ela riu.- Pelo menos você é honesto.- Com que frequência você faz esse tipo de coisa? - Replicou.- Antes ou depois que me formei na faculdade?Havia uma diferença?- Depois?- Poucas vezes.- Antes?- Sempre que sentia vontade, - ela disse. - O que não era frequente.
  51. 51. - Então, por que está fazendo isso agora?- Acho que tenho direito a me divertir com um pouco de sacanagem de vez emquando.Virou a cabeça sorrindo. Ela tinha um grande sorriso. Que fez seu coração incharno peito. E outras coisas incharem nas calças.- E quero ver a tatuagem em seu quadril.Não entendia por que uma tatuagem em seu quadril era uma coisa tão importantepara ela. Não era nada espetacular, só o seu signo astrológico.- Acho que sua ideia de quem sou e de quem realmente sou são duas coisascompletamente diferentes.- Duh. É por isso que queria conhecê-lo primeiro. - disse.Talvez ele fosse o único que estivesse nervoso. Não sabia se ela ficariaimpressionada com seu verdadeiro eu. Geralmente o negócio de rockstar fazia todoo trabalho por ele. Correu os dedos por seu braço nu, e ela estremeceu.- E é por isso que estou com tanta pressa para ocupá-la com outras coisas. -Ela olhou-o de relance e perguntou. - Então, tem família?Bem, esse assunto sem dúvida puxou os freios de sua libido.
  52. 52. - Sim, todos não temos?- Suponho que a maioria tem. Eles são grandes fãs de sua música?Ele riu.- Não exatamente. Ódio não é uma palavra forte o suficiente para descrevercomo se sentem sobre a minha música. Tive uma estrita educação religiosa. Minhafamília é muito conservadora.- Você não fala com sua família, então?- Eu não disse isso. Eles não necessariamente aprovam como vivo ou a carreiraque escolhi, mas me amam. Desde que deixe meu cabelo crescer para cobrir atatuagem na minha cabeça antes do dia de Ação de Graças, nos damos muito bem.E como praticamente pôde fazer tudo o que quis fazer, respeitava seus pais osuficiente para não exibir suas atitudes liberais na casa deles. Até onde lhe diziarespeito, era um acordo justo. O conforto de sua família significava mais para eledo que mostrar suas tatuagens. Não tinha descoberto seu lado selvagem até ir para afaculdade. E não tinha feito as tatuagens como forma de rebelião pela educação quetivera, mas porque gostara legitimamente de cada desenho o suficiente para gravá-los para sempre em sua pele. Para ele, tatuagens eram arte, não uma afirmação.Melanie entrou com o carro na entrada do hotel e parou perto de um manobristaque estava a espera. Gabe ficou tenso com a antecipação.
  53. 53. - A tatuagem fica bem em você, porém... - ela disse, com os olhos fixos em seucouro cabeludo. - Não tenho certeza porque.Sabia exatamente o porquê.- Sou um Fruto Proibido.- Então você acha que a razão por te querer tanto é porque meu pai atiraria emvocê a primeira vista?- Isso parece certo, - disse. E não teria problema em tirar o melhor proveito dosproblemas de seu pai.- Bem, vendo como ele chutou qualquer homem com quem fiquei antes quecolocassem um anel de noivado no meu dedo, não acho que você seja tão especial.A porta se abriu, e o manobrista ofereceu a mão para Melanie sair do carro. Elatrocou as chaves por um ticket de estacionamento enquanto Gabe se amaldiçoavamentalmente por ter abandonado seu bons modos e não ter sido o único a abrir aporta para ela. Quando tinha começado com essa droga de impressionar asmulheres? No momento em que uma sexy contadora tinha esbarrado em seu peito enem sequer teve a decência de ficar quente e incomodada no instante em que atocou.- Ponha isso na conta do meu quarto, - Gabe disse para o manobrista enquantocontornava o carro para segurar Melanie pelo cotovelo.
  54. 54. - Sim, Sr. Banner.Melanie pareceu impressionada.- Ele te conhece pelo nome?- Sou um cliente VIP, - disse, - é trabalho dele puxar meu saco.Incapaz de manter as mãos longe dela por mais um minuto, passou o braço pelascostas dela atraindo-a para se aconchegar ao seu lado. Ela permitiu que a levassepara a grande entrada do hotel, mas aparentemente ainda estava no processo decomeçar a conhecê-lo.- Então, seus pais eram contra você se tornar músico...- Eu não disse isso. Eles nunca foram contra eu me tornar músico. É o tipo demúsica que escolhi que eles não aprovam. Não se importariam se tivesse metornado um cantor gospel. - Piscou para ela.- Então, como você se tornou baterista? Não é exatamente um instrumento docoral da igreja.- Eu era o nerd da percussão na banda. Não sou talentoso o suficiente para tocarum instrumento de verdade.- Então porque está fazendo isso? - Perguntou quando entraram no saguão por
  55. 55. uma porta giratória. Ela nem sequer reparou na opulência. Estava muito ocupadaenfiando seu lindo narizinho em seus assuntos. E ele continuava na estaca zeroquanto a deslumbrá-la.- Por que faço essa merda constrangedora? Se fosse mentir, diria que para meparecer com alguém legal e irresistível, você não acha?Ela inclinou a cabeça, avaliando-o como se fosse parte de uma coluna denúmeros que não se somam. Se perguntou se sua visão limitada do mundo servia-lhe bem no Kansas. Ela parecia gostar de colocar tudo em uma caixinha arrumada.E tinha certeza de que ela ainda estava procurando desesperadamente a caixa certaonde guardá-lo dentro.Como era bem depois da meia-noite, o lobby estava vazio, exceto pelarecepcionista sorrindo com indulgência para si mesma quando fingiu não vê-los. Oelevador estava a espera.- Diga-me uma coisa que te faça menos legal, - Melanie disse.- Caramba, Mel, você tem à noite toda? Não sabe que a maioria das estrelas dorock começou a vida como excluídos que não queriam parecer estranhos, mas queencontrou um bando de excluídos parecidos para fazerem música juntos? Poucos denós de alguma forma conseguem fazer disso um estilo de vida. A maioria tem quecomplementar sua carreira entregando pizza.- Mas ser um excluído te fez normal.
  56. 56. Ele balançou a cabeça em confusão.- Se você diz assim.- Como você era na escola?Gemeu interiormente e pensou em mandá-la ficar calada. Ele tinha sido umdesastre ambulante.- Usava aparelho.- Isso explica seu sorriso perfeito.Ela disse que seu sorriso era perfeito? Talvez todas as visitas dolorosas aoortodentista tenham valido a pena.- O que mais? - Ela pressionou.- Era alto e magro. - Ela estava tentando safar-se de dormir com ele ou o quê?Ela levantou a bainha de sua camiseta para observar sua barriga.- Nenhuma grama de gordura, mas não diria magro. Malhado. E você é alto.Suponho que é um benefício para um baterista.- Eu não era tão atraente, Mel, não toquei meu primeiro peito até ter vinte anos.
  57. 57. - E quantos peitos você tocou desde então?Ele sorriu.- Não apalpo e saio contando.Dentro do elevador, Gabe pegou o cartão de seu quarto da carteira, contente dabanda ter verificado mais cedo que seus pertences já estavam nos quartos. Ele tinharoubado da recepção um cartão para acessar a cobertura. A banda tinha reservado-apara a noite. Esperava que algo assim virasse a cabeça de Melanie, mas ela insistiapedindo-lhe para compartilhar segredos sobre a parte menos atraente de sua vida.Assim que as portas do elevador se fecharam, ela virou-se para encará-lo.Apoiou as palmas das mãos em seu peito e olhou-o com sensuais olhos castanhos.Não tinha notado os pontos azuais e verdes neles mais cedo. Abriu a boca paraelogiá-la e ela interrompeu-o para dizer.- Apenas diga-me mais uma coisa pessoal sobre você mesmo. Fico muito maisconfortável com o Gabe do que quando estou com Force.- A força é igual a massa vezes a aceleração, - disse ele.- Huh?- A razão por que me chamam de Force não é porque golpeio objetos com força -apesar de fazê-lo. É porque projetava coisas importantes no curso de física antes de
  58. 58. cair fora da faculdade no meu segundo ano. Iria me tornar um engenheiro e inventarcoisas.Na verdade, ele inventara coisas, apesar de não ser formado. No entanto, eraalgo que definitivamente estava mantendo para si. Ninguém sabia sobre suasinvenções. Já era ruim o suficiente que tivesse compartilhado o segredo por trás deseu apelido com ela, só a banda sabia como tinha ganhado-o. Então, por que estavadizendo-o a Melanie? Ela tinha um efeito estranho sobre ele. Se sentiu vulnerável.Exposto. Ela tirava sua calma. Não era uma sensação a qual estava acostumado, enão tinha certeza de que gostava.Ela lhe deu um tapa no peito.- É por isso que estou tão atraída por você,v- disse. - Sabia que não podia seressa coisa de músico famoso. - Ergueu-se na ponta dos pés para beijar seu pescoço.Todos os músculos do corpo dele ficaram tensos.- Melanie? - sussurrou.Seu hálito quente fez cócegas em seu pescoço.- Amo um homem com cérebro.Um cérebro que deixou de funcionar quando uma certa contadora sexy sugou oponto pulsante em sua garganta. Não misturava mais o nerd da faculdade com abanda. Odiava ser aquele desajeitado cara obediente. Sonhar em construir corações
  59. 59. mecânicos e membros artificiais não o divertiam mais. Era um astro do rock. Osucesso não tinha lhe sido entregue numa bandeja de bronze. Ele teve que ganhá-lo.E Melanie tinha que acostumar-se com a ideia de que isso que estava esforçando-separa rejeitar era uma parte importante de quem ele era.Estendeu a mão e apertou todos os botões do primeiro ao décimo andar. Oelevador sacudiu-se quando parou no andar seguinte e, em seguida, a porta abriu.Melanie afastou-se, seu olhar correndo nervosamente para o corredor vazio. Nãohavia ninguém lá. Olhou para ele com olhos arregalados.- Acha que há algo de errado com o elevador?- Apertei todos os botões.- Por quê?- Porque não posso esperar mais.As portas do elevador fecharam-se e começaram a subir novamente. Suassobrancelhas uniram-se e seu nariz enrugou em confusão. Gabe moveu as mãos atéseus ombros e deslizou as alças finas da regata junto com as do sutiã para baixo deseus braços delgados. Usou o mais leve dos toques em sua pele sedosa, observandoa reação dela.- Do que você gosta? - Perguntou.
  60. 60. - Huh!- Você gosta de um toque mais suave? - Perguntou acariciando-lhe a pele com amais leve das carícias e, em seguida, fechou os dedos para aplicar mais pressão.Moveu as mãos ao longo de seus ombros. - Ou algo mais rude?Com os olhos arregalados, ela balançou a cabeça.- Não sei.O elevador parou e as portas abriram-se novamente.Deslizou as mãos para seus seios e libertou-os do sutiã.- Espera. - Ela ofegou. - Alguém pode...Segurou um monte perfeito de carne e acariciou suavemente o mamiloendurecido com o polegar.- Gentil.Quando ninguém juntou-se a eles no elevador, Melanie soltou um suspiro, e suaspálpebras tremularam fechando-se. Gabe apertou o outro seio e beliscou o mamiloentre o polegar e o indicador, esfregando a ponta com uma pressão crescente.- Rude.
  61. 61. - Oh.Assim que as portas do elevador fecharam-se de novo, inclinou-se e deslizou alíngua sobre o mamilo rosado.- Gentil. - Disse, soprando uma respiração lenta ao longo de sua pele enrugadaantes de moldá-lo em sua boca chupando com terno cuidado.Os dedos dela agarraram-se a seu couro cabeludo. Ainda não sabia dizer o queela preferia, parecia gostar de ambos. Soltou o seio com um suave som de sucção evoltou sua atenção para o outro.- Rude. - Beliscou o mamilo avermelhado e depois chupou-o na boca,esfregando a língua sobre a ponta dura. Arranhou a carne com a ponta dos dentes.- Gabe.As portas do elevador abriram-se outra vez. Dessa vez, ela não percebeu. Gabesorriu para si mesmo. Melhor assim.Afastou-se e esperou ela abrir os olhos antes de segurar sua buceta através dacalça jeans. Quando seus pensamentos enevoados registraram o calor que saía dali,seu pênis começou a pulsar em antecipação. Olhou para os lindos olhos delaenquanto deslizava os dedos entre suas pernas e apertava a mão contra seu sexo.Pressionando a palma da mão contra ela, esfregou seu clitóris com pressãosuficiente apenas para lembrá-la que estava lá.
  62. 62. - Gentil?As portas fecharam novamente, e o elevador levou-os para mais perto de seudestino.- Posso ter os dois? - Ela perguntou sem fôlego.Sorriu e apoiou-a na parede. Agarrando sua bunda apertou o pau contra seu sexo,investindo com impulsos vigorosos de seus quadris.- Ou rude?Ela agarrou-se a ele, esfregando seu calor contra seu pau latejante. Se elaestivesse usando saia teria subido-a pelo corpo logo em seguida. Podia sentir seucalor escorregadio engolindo-o, imaginá-la apertando-o com sua buceta durante oorgasmo quase foi sua perdição. Quase.- Oh Deus, Gabe, foda-me, - ela gemeu.Suas bolas apertaram-se com entusiasmo. Inebriado de desejo esfregou a bocaaberta sobre sua garganta.- Você decidiu o que você quer, Melanie?- Sim. Você. Quero você.
  63. 63. Deu a câmera de vigilância um longo olhar e, em seguida, mordeu o lábioinferior, considerando o que isso significaria para ela se seguisse seus instintos e asatisfizesse ali mesmo. Por mais tentadora que fosse, ela merecia coisa melhor.Podia esperar mais alguns minutos, no máximo. Seu olhar deslocou-se para seusolhos.- Gosto de uma mulher que sabe o que quer.Afastou-se e observou que ainda faltavam cinco andares para chegarem ao topo,que prometia ser o céu. Melanie olhou-o desorientadamente por um momento eentão esforçou-se para cobrir seus seios deliciosos antes que as portas do elevadorabrissem de novo. Despreocupadamente apertou o botão rotulado “fechar portas”tentando esconder sua ansiedade, fingindo estar no controle e manter a calma.Sim, gostava de uma mulher que sabia o que queria. Também gostava de deixaruma mulher confusa e desorientada, desejando seu corpo como uma viciada queanseia pelo próximo pico. Olhou de relance para Melanie notando como estavacorada, desgrenhada e radiante com um brilho suave de transpiração. Abaixou acabeça para esconder um sorriso de auto-satisfação e concentrou sua atenção nasunhas para reduzir a vontade de vangloriar-se. Sim, missão cumprida.
  64. 64. Capítulo 6Melanie olhou de relance para Gabe, que estava encostado na parede doelevador, inspecionando as unhas. Estava pronta para arrancar a calça jeans alimesmo no elevador para que ele pudesse possuí-la com seu grande pau duro quetinha esfregado tão vigorosamente contra seu sexo. Não iria sequer se importar seas portas do elevador se abrissem. Pensar que pudessem ser pegos a excitou aindamais. Na sua vida tinha encontrado caras com paus que a excitaram, mas nuncatinha conhecido um, que apenas pressionando seu pau contra ela fizesse sua bucetacontrair-se de desejo. Talvez fosse a maneira dele de ensinar-lhe uma lição porintrometer-se em sua vida pessoal. Por que motivo mais poderia ser que de repentecomeçou a ignorá-la? Tinha sido muito carente? Muito desesperada? E se tivessefeito algo que o fez perder o desejo? Merda!Cruzou os braços sobre o peito e virou de costas para ele ficando de frente para aporta do elevador. Se achava que pediria para transar com ele de novo, ficaria muitodecepcionado. Esperava que ficasse com uma violenta dor no saco. Iria aproveitar oserviço de quarto, dar uma boa olhada em suas tatuagens para provar que eracorajosa e, em seguida, deixaria-o sem nada, apenas com a mão como companhia.Talvez da próxima vez pensasse melhor em deixar uma mulher toda quente eincômoda e depois fingir que ela não existia.No momento que as portas do elevador se abriram na cobertura, Melanie tinhaquase se convencido de que estava indo embora. O que estava pensando, afinal
  65. 65. Gabe era a coisa mais sexy que possuía três pernas e, sim, todo seu corpo aindaestava latejando de tesão depois de encontrar a perna número três. Mas caramba,não iria pedir para aliviá-la de seu sofrimento, não importava o quão atraenteachava que ele era. Deu um passo a frente e parou, piscando repetidamenteenquanto observava o que estava acontecendo no corredor ao lado de uma dasportas do quarto de hóspedes. Um casal transava ali mesmo, na frente de Deus etodo mundo. Bem, ela e Gabe eram as únicas testemunhas, mas realmente... e, emseguida, ocorreu-lhe que a bunda em um par de jeans de couro despido até o meiodas coxas flexionando e relaxando ritmicamente pertencia a Shade e a puta semvergonha com as pernas envoltas em sua cintura, com a calças jeans pendurada emum tornozelo e as costas pressionadas na parede, não era outra senão Nikki.- Nikki, - Melanie balbuciou. - O que diabos pensa que está fazendo? - Shadevirou a cabeça. Ele ainda estava usando seus óculos escuros, pelo amor de Deus.Ele nem sequer pausou as vigorosas estocadas profundas quando sorriu para ela.- Decidiu se juntar a nós, afinal.- Vá se ferrar, - ela disse. Uma mão estabeleceu-se na parte inferior de suascostas e seus mamilos enrijeceram porque seu corpo não conseguia deixar deresponder ao toque de um certo baterista. Caramba, de todas as maneiras, não podianegar que queria ele. Apesar da inexplicável desatenção no elevador que a irritou,não iria deixá-lo sozinho com sua mão, porque não queria ficar sozinha com a sua.- Você não acha que deve fazer isso em outro lugar, cara? - Gabe disse. - Hácâmeras de segurança nos corredores, sabe. E os vídeos de vigilância costumam
  66. 66. acabar na Internet quando flagram um celebridade fodendo uma anônima garotagostosa em público.- Não consegui fazer minha chave funcionar. - Shade disse.- Não podíamos esperar, - Nikki acrescentou. - Precisava de seu saboroso paudentro de mim. - Lambeu os lábios e, em seguida, sugou beijos ao longo de toda amandíbula dele, como se fosse completamente natural trepar com uma estrela dorock no meio do corredor na frente de um par de testemunhas. - Ele tem o maior emais belo pau que eu já chupei.- Esse não é o seu quarto, - Gabe disse. Apontou para o outro lado do corredor. -Esse é o seu quarto. - Shade olhou para a porta rotulada 1012 e depois para o outrolado do corredor para o 1021. Ele de fato corou. - Oh. Foi mal.Ele agarrou o traseiro de Nikki e abraçando-a manteve seu pau nela quando searrastou pelo corredor. Ela bateu contra a parede, mas não esboçou nenhum protestoenquanto ele procurava o cartão de plástico em sua jaqueta de couro. Conseguiuinserí-lo na fechadura de cabeça para baixo. Quando a luz na porta piscouvermelha, gemeu em protesto e, como se fosse incapaz de resistir, começou aempurrar com força no corpo de Nikki. Gabe teve pena da dubla de maníacosenlouquecidos de tesão e abriu a porta para eles.- Valeu, - Shade disse sem fôlego quando ergueu Nikki para longe da parede.- Até amanhã, - Nikki disse e acenou para Melanie. - Force vai abalar seu
  67. 67. mundo.Melanie pegou sua piscadela antes de Shade fechar a porta com um chute. Umbaque forte ecoou do lado de dentro.Gabe virou-se e lhe ofereceu um sorriso de desculpas. Esfregou rudemente aparte de trás da cabeça e olhou para o tapete.- Desculpe você ter que ver isso. Ele vira um filho da puta quando está comtesão, mas tem um bom coração.- Onde é o seu quarto? - Nunca iria admitir isso, mas estava desapontada porGabe não estar tão atraído por ela a ponto de agarrá-la no corredor.Ele desviou o olhar e inclinou o queixo, mas ela viu o sorriso em seus lábiossensuais.- Com pressa?Aparentemente ele não estava.- Você me prometeu serviço de quarto. - Não estava com frio, mas se abraçou eesfregou as mãos para cima e para baixo nos braços. Ainda não tinha certeza se eleestava mesmo interessado em continuar o que tinha começado. Nunca encontrouum homem que podia ir da aceleração total até à parada completa em três segundos.Ele parecia querê-la quando entraram no elevador. Sentiu sua excitação pressionada
  68. 68. contra ela e ainda sentia a umidade incômoda em sua calcinha. Quando admitiu queo queria, ele a empurrou para longe. Qual era o jogo que estava jogando? Não tinhaexperiência suficiente com os homens para descobrir como agir. Devia se fazer dedifícil, para conseguir que rasgasse suas roupas, ou devia pular em cima dele? Ou irembora? Olhou para o elevador avaliando suas opções. Se fosse ela quem voltasseatrás, não seria tão devastador para seu já ferido ego.Gabe envolveu um braço em volta dela na parte inferior de suas costas e dirigiu-se ao outro lado do corredor. Enfiou o cartão da chave na fechadura e a luz ficouverde.- Acho que vou ter que voltar atrás naquela promessa, Melanie, - disse e abriu aporta.Ele estava realmente dizendo para ela ir embora? Por que então a trouxe ali? Elaolhou-o.- Por quê? Você acha que isso é engraçado...Ele empurrou-a para o quarto e fechou a porta. Sua freqüência cardíaca disparouquando olhou para ela à luz suave do abajur. Não havia dúvida do desejo em seuolhar apreciativo. Ele estava de volta a todo vapor. Oh, graças a Deus.- Costumo ter um controle melhor. - Estendeu a mão para a barra de sua regata epuxou-a sobre a cabeça. - Mas não posso esperar mais. Se não fosse pela câmera desegurança no elevador, teria possuído você lá.
  69. 69. Traçou a borda rendada de seu sutiã, seu olhar fixo em seu peito.- Quando você me pediu pra te foder, quase gozei na minha calça, Mel. Porra,estou duro pra você.E ela pensando que ele estava se fazendo de difícil ou não estava atraído por ela.Sua confiança aumentou.- Tire as calças, Gabe. - Ligou a luz no interruptor da parede. - Quero dar umaboa olhada naquelas tatuagens. - Ele sorriu e tirou a camiseta. Poderia ter ficadoolhando para ele sem camisa por uma eternidade e nunca se cansar da visão de seucorpo tonificado. Ele era lindo.Duas tatuagens decoravam o peito. A da direita era uma imagem incrivelmentereal de um lobo cinzento. A outra em seu peitoral esquerdo era uma imagem de umapuma. O olhar de Melanie lentamente desceu pelo caminho dos peitorais firmes,bem esculpidos, para descansar em um cume sexy em seu quadril. Novamente asugestão da tatuagem por cima do cós da calça jeans de cintura baixa chamou suaatenção. Outra vez, não conseguiu entender o que era. Estendeu a mão para o cinto.Ele pegou a mão dela.- Talvez devesse se familiarizar com os desenhos nas minhas costas primeiro.Esse no meu quadril pode ser demais para você lidar.Ela riu.
  70. 70. - Oh, verdade?- Não há nenhuma maneira de mostrá-lo e manter meu pau em minhas calças.Ela pigarriou com diversão.- Oh não, definitivamente eu não iria querer isso.Gabe virou-se lentamente e olhou para a parede. Quando a linda Fênix tatuadapor toda a superfície das costas surgiu à vista, a respiração de Melanie travou. Uau.O trabalho era impressionante. Sua pele decorada era irresistível. Aproximou-sedele, espalmando as mãos em sua carne sedutora. Não sabia o que esperava sentirem sua pele tatuada. Descobrir que era tão quente e suave como a pele normal asurpreendeu. Os músculos de Gabe se contraíram sob as palmas das mãos, umacrescente animação misturou-se com cada respiração rápida. O cheiro de seu corpoinundou-a e ela chegou mais perto, inalando profundamente. Sua língua pediu paraprovar a carne, para determinar se seu gosto era tão bom como ele cheirava.- Adorei isso, - disse. - Os detalhes das penas são surpreendentes. - Deu umaolhada mais atenta. - Os olhos parecem tão reais. Por que uma Fênix?- É um símbolo do meu renascimento, - disse a ela. - Do homem que todosqueriam que eu fosse para o que eu estava destinado a ser.Apertou os lábios em um ombro decorado por uma asa estendida coberto devermelho, laranja, amarelo e preto.
  71. 71. - Boa escolha, - disse. Passando a língua por sua pele.- Obrigado, eu personalizei-a.- Não a tatuagem, - disse. - Embora seja linda. Quis dizer, boa escolha porescolher ser o homem que estava destinado a ser.Deslizou ambas as mãos em torno do corpo dele para acariciar seu peito. Nãopodia sentir a tinta pelo toque, mas quando seu dedo roçou a argola no mamilo, umaonda de calor espalhou-se entre suas coxas. Foi engolida pelo desejo ao apertar oslábios em sua coluna e esfregar o pedaço de metal em círculos suaves com opolegar. Se perguntou qual seria a sensação de ter o mamilo perfurado e os lábios deGabe puxando-o. Seria capaz de sentir o puxar para dentro e para fora? Seus seiosde repente ficaram pesados e doloridos, esmagou-os nas costas dele passando asmãos por seu estômago plano e duro.- Então não está mais cobiçando o nerd desajeitado da banda que usavaaparelho? - Ele perguntou.Incapaz de resistir à tentação, empurrou a mão no bolso da frente e tomou opênis na palma da mão. Era longo, duro e enorme. Sua buceta latejou de desejo.- Não sei. Aquele cara é tão bem-dotado como você é?Ele prendeu a respiração e seu abdômen contraiu debaixo de sua outra mão. Eladistribuiu beijos sobre suas costas enquanto acariciava o pau através do algodão
  72. 72. macio do forro do bolso.- Sim, mas ele não sabia como usá-lo. - Agarrou o pulso e puxou a mão do bolsoantes de se virar para encará-la. - Felizmente, eu sei.Seu comentário esperto morreu na língua enquanto o olhar ardente dele percorriaseu peito. Ele moveu a mão para suas costas para desabotoar o sutiã com umafacilidade adquirida pela prática. Retirou a peça de renda rosa deixando-a cair nochão.- Linda - murmurou. As pontas dos dedos roçaram os mamilos intumescidos esuas costas arquearam involuntariamente. As mãos de Gabe deslizaram por suabarriga e ele soltou seu cinto. Em seguida o botão da calça foi aberto. Puxou o zíperpara baixo centímetro por centímetro.Devagar.Lentamente.Devagar pra caralho.Ela estava em chamas.Estendeu a mão para o cinto dele. Desabotoou e abriu a braguilha. Antes que elepudesse detê-la, puxou as calças para baixo das coxas para revelar a tatuagem emseu quadril. Se agachou na frente dele para inspecionar mais de perto - Era um
  73. 73. leão? - Mas quando encontrou na frente dela seu maravilhoso pau duro achou-omuito mais interessante do que qualquer desenho artístico. Veias escuras inchavama pele de seu pau. A ponta curvada agradavelmente para cima. Sua cabeça estavainchada brilhando com uma gota de pré-sêmen. Melanie correu a língua sobre elapara provar o gosto dele, Gabe gemeu em tormento. Sorrindo por sua reação,pressionou a palma da mão contra seu quadril e usou a mão livre para guiar o pauna boca. Esfregou a língua por toda a grossa extensão. Chupando forte, recuou paracolocar os lábios sobre a cabeça do pau, antes de inclinar a cabeça para frentelevando-o profundamente em sua boca.Gabe respirou fundo entre os dentes.- Melanie... espera.Inclinou a cabeça para trás para olhá-lo. Ele acariciou seu cabelo afastando-o dorosto com uma mão.- Não me deixe mais excitado do que já estou, tenho surpresas para você. Olhoupor cima do ombro para a suíte. - Minha bagagem está aqui.Ela puxou a cabeça para trás, libertando-o de sua boca.- Que tipo de surpresas?- Vou te mostrar. Apenas... se você continuar fazendo isso, vou gozar e entãoprovavelmente vou cair no sono depois.
  74. 74. Olhou-o incrédula.- Nunca conheci um cara que recusou sexo oral antes.- Pelo menos, deixe-me retribuir.Ele envolveu ambos os braços em volta dela, apertando os seios nus firmementeem seu peito. O piercing no mamilo esfregou-se contra ela, e ela pensou que fosseexplodir com o desejo. O contato com algo que considerava proibido a fez se sentirtão malcriada. Imprudente. Ele a fez se sentir assim. Amava todas as coisas nãoconvencionais nele. Estava começando a entender porque Nikki era tão atraída porbad-boys.Abraçados como estavam, Gabe caminhou para trás levando-a de costas para aárea de estar da suíte. Quando virou a cabeça para apreciar o quarto luxuosamentedecorado, ele fez uma pausa. Assim que voltou seu olhar, ele pegou sua boca emum beijo profundo. Melanie colocou os braços em volta de seu pescoço ecorrespondeu ao beijo, sem fazer nenhum protesto quando ele empurrou a calçajeans para baixo de seus quadris agarrando sua bunda com ambas as mãos grandes,e apertou-a mais firme contra ele, seu pau grosso estimulando-a na barriga.Ele começou a se mover novamente. Desta vez não parou até que suas pernasentraram em contato com a cama. A reclinou sobre o colchão, ainda beijando-a.Quando a tinha onde queria, levantou seu peso nas mãos, separou a boca de seuslábios ávidos, e olhou-a.
  75. 75. - Suas calças estão no meu caminho, - sussurrou.Ela tentou se livrar delas, estavam em seu caminho também, mas com seuscorpos prensados contra a cama, ele tinha prendido seu jeans com a parte inferiordo corpo.- Não se apresse, - disse. - Quero olhar para você primeiro.Se afastou e pôs-se de pé, deixando-a sozinha e desorientada com as pernasbalançando fora da cama. Agarrou seu jeans e puxou despindo-a, deixando acalçinha e as sandálias de salto. Ela se contorceu para o meio da cama usando oscotovelos e calcanhares se impulsionando para o meio da cama, quando ele segurouem um ponto acima de seu tornozelo onde passava a tira da sandália, ela parou.- Me mostre como você gosta, - disse.- O quê?- Não consigo dizer se você gosta de gentil ou rude, por isso quero que memostre.- Como eu deveria mostrar a você?- Toque seus seios.- Gabe, gosto de qual...
  76. 76. O olhar que lhe deu ameaçou derreter sua calcinha.- Me mostre, Mel.Ela caiu de costas e agarrou os seios com as duas mãos. Esse não era o propósitoque tinha em mente com um parceiro, se era para fazê-lo sozinha? Puxou seusmamilos até estarem suficientemente duros, em seguida baixou as mãos.- Satisfeito?Ele riu.- Não mesmo. Tire a calcinha.- Gabe...- Tire-a.Ela bufou e segurou a calcinha, empurrando-a sobre o bumbum.- Não gosto disso. - Ele se inclinou sobre a cama e cobriu-lhe as mãosretardando-a transformando seus movimentos numa provocação calma e deliberada.- Olhe pra mim enquanto você deslizá-la. - Disse. - Assim, não consigo decidir sequero olhar dentro dos seus olhos ou pegar o primeiro vislumbre de sua bucetainchada. Está molhada?
  77. 77. - Escorrendo.Seu olhar passou por seu corpo e ele estremeceu, seus dentes inquietos sobre olábio inferior como se tivesse que contê-los para não buscarem a carne aquecidaentre suas coxas.Como era definitivamente delicioso Gabe lhe dizendo do que gostava, pediriapara ele também lhe dizer do que gostava. Nunca tinha estado com um homem quelhe dera instruções, e nunca havia dito sem rodeios para um amante exatamente aque queria dele na cama, mas talvez com Gabe não teria que fingir um orgasmo.- Entendo, - sussurrou. - Vou seguir suas instruções.Seus olhos se encontraram e tentou segurar seu olhar enquanto deslizavalentamente a calcinha pelas pernas. Ele olhou para baixo para verificar seuprogresso e respirou entrecortadamente antes de voltar seu olhar para o dela.- Isso é sexy, - sussurrou. - Quero olhar para o seu corpo, mas quando me negoisso me faz te querer mais.Ela puxou a calcinha passando-a pelos joelhos e se contorceu para abrir ascoxas, para banhar sua carne intumescida no ar fresco do ambiente.Ele respirou fundo e, em seguida, pegou seu pau grosso na mão.- Porra, - disse, sem fôlego, - o seu cheiro está me deixando louco. - Acariciou
  78. 78. todo seu comprimento lentamente da base à ponta. “Me diga do que gosta baby.Quero satisfazê-la.Melanie fechou os olhos, isso tornava mais fácil falar com ele.- Gostei quando você foi gentil com um seio e rude com o outro. Me deixouquente. Você pode fazer as duas coisas ao mesmo tempo?Abriu uma pálpebra para ver se ele estava prestando atenção. Seu lindo sorrisosurgiu.- Que outras coisas deixam você quente?Você está perguntando o que me deixa quente, quente mesmo.Lentamente deslizou a calcinha por um pé e abriu as pernas. Tremeu com umamistura de nervosismo e excitação quando separou os lábios de sua buceta com umamão e traçou as dobras internas com dois dedos da outra mão. Ele a viu fazer essemovimento com o lábio inferior preso entre os dentes, sua respiração ruidosa esuperficial.- Gosto que o homem acaricie meus lábios até que eu esteja toda molhada e sintaque vou morrer se não me foder logo. Mesmo implorando, ele vai continuarbrincando e provocando até que eu ache que nunca vai me dar o que quero. Emseguida, que deslize um dedo dentro de mim.
  79. 79. Traçou sua abertura com um dedo, mergulhando a ponta dentro de si. Sua bucetaapertou, tentando puxá-lo mais fundo dentro dela.- Que mantenha o dedo enterrado enquanto acaricia meu clitóris.Lentamente arrastou o dedo em seu clitóris e, em seguida, esfregou-o emcírculos. Pulsações de prazer irradiaram de seu centro, implorando por um toquemais vigoroso, acariciando mais rápido. Negou-se o alívio com um orgasmo rápido,mantendo os movimentos deliberadamente lentos e suaves. A forma fascinada comque Gabe observava seus movimentos, enquanto combinava seu ritmo paraacariciar seu membro, mandaram seu desejo para a estratosfera. Ela nunca estevetão acessa na vida e ele mal a tocou.Não sabia o que a excitava mais: seus dedos em si mesma ou Gabe observando-acomo se estivesse hipnotizado. Mas estava mentindo sobre como gostava que umhomem a excitasse, era assim que ela se fazia gozar, nunca esteve com um homemque tivesse descoberto. Mas dizendo para Gabe, mostrando-lhe como, não havianenhuma maneira dele errar.Em seguida, disse, com voz baixa e rouca.- Quando chego perto de gozar e minha buceta começa a contrair, ele enfia doisdedos em mim várias e várias vezes, o mais forte que puder. Estimulando-me maise mais.- Posso sentir o cheiro de como você está excitada, baby, - Gabe disse.
  80. 80. - Quero provar você. O que quer que eu faça com a minha língua?Nunca esperou gostar de falar sobre isso, imaginou que seria embaraçoso. Nãoera tão difícil dizer-lhe do que gostava como pensou que seria, nem de mostrar-lhe.Isso só a deixou mais excitada.- Quero sua língua firme chupando meu clitóris até que meus sucos escorrampelo meu rabo, e então quero que lamba o que produziu.Capturou seus sucos nas pontas dos dedos e os trouxe a boca.- Quero provar a mim mesma em seus lábios quando me beijar depois. - Lambeuo fluído de seus dedos. - Mmm. Quente.Ele mergulhou para a cama com ela, pegando suas coxas sobre os ombrosenquanto escondia o rosto entre suas pernas. A língua roçou seu clitóris, e elagritou. Falar era sexy, mas fazê-lo era muito melhor. Ele esfregou sua língua contraseu clitóris e mudou de posição para que pudesse traçar as dobras internas com osdedos da maneira que ela tinha lhe mostrado.- Oh sim, Gabe. - Ofegou. O prazer que ele lhe dava era muito melhor do quedar prazer a si mesma. Seus lábios traçaram seu clitóris e ele o chupou.- Adoro isso, - disse. -Ninguém nunca fez isso... Oh Deus! Espere. Acho que...
  81. 81. Ele soltou seu clitóris, deixando o orgasmo em suspenso.- Não chegue ainda, - disse. - Você acabou de me dizer que gosta de serprovocada.- Talvez eu tenha orgasmos múltiplos.- Você vai? - A língua roçou seu clitóris, e ele continuou a traçar sua aberturadolorida com dois dedos.- Não sei. Nenhum cara jamais me fez chegar antes.Ele arregalou os olhos.- Nunca?- A não ser que eu o ajudasse me tocando.- Você está brincando.Balançou a cabeça.- Gostaria de estar. Normalmente finjo.- Por que ela estava dizendo isso a ele?Seu rosto esquentou de vergonha.- Não finja comigo, Mel. Se o que estou fazendo não está funcionando para
  82. 82. você, me diga.- Está funcionando para mim. A forma que está me chupando funciona paramim. - Esperava que ele pegasse a dica sem fazê-la pedir-lhe para chupar seuclitóris de novo.- Você gosta de ter um dedo na sua bunda quando está gozando? - Perguntouantes de sua língua voltar a lamber seu clitóris. Todo seu corpo estremeceu emresposta.- Acho que não. Bem, não, mas...- Vou fazer isso. Me diz se gosta ou não.Seu coração já retumbando bateu descompassado. O que no mundo aconteceriase concordasse?- Tudo bem.Ele ficou em silêncio enquanto se concentrava em agradar a carne entre suaspernas com os lábios, a língua, as mãos. Os sons das chupadas era quase tão eróticoquanto a sensação de sua boca nela. Ele traçou seus lábios escorregadios com aspontas dos dedos, provocando-a até que ela se contorceu contra sua mão.- Foda-me, Gabe. Por favor. Apenas... apenas coloque dentro. Foda-me comforça. Eu te quero tanto.
  83. 83. Seu dedo deslizou fundo. E ela deu um suspiro entrecortado. Balançou contrasua mão, querendo que ele começasse a enfiar os dedos dentro e fora emborasoubesse que tinha dito que gostaria que mantivesse sua mão nesse ritmo por maistempo. Ele chupou o clitóris em sua boca esfregando-o vigorosamente com alíngua. Ah. Uau. Sim. Assim. Oh. Porra Gabe!Seu ventre contraiu enquanto espasmos de liberação percorriam sua pélvisespalhando-se pelo corpo. Sua boca abriu em êxtase, se esqueçeu de como respirar.Gabe deslizou um segundo dedo em sua buceta e apertou a ponta de um terceiro emsua bunda. Ele enfiou os três dedos profundamente e, em seguida, puxou-os devolta, para enfiá-los de novo e de novo e de novo quando ela gozou. E continuougozando. Ainda estava tremendo com espasmos de prazer quando ele puxou suamão e usou a língua para limpar os fluídos de sua buceta palpitante. Chupou toda ogozo quente que produziu. Ela sugou uma respiração profunda em seus pulmões.Estava completamente mole na hora que ele moveu-se na cama para deitar aolado dela. Beijou-a, deixando o gosto de seu próprio sabor em seus lábios. Elachupou a língua dele até não poder provar a si mesma, embora ainda podesse sentirseu cheiro na pele dele. Não tinha certeza por que isso a excitava. Por isso nuncatinha admitido o fato a ninguém. Nem mesmo para si mesma.- Você não fingiu isso não é?Riu fracamente.- Não sei como fingir isso.
  84. 84. Ele sorriu.- Bem, agora sei de uma coisa que você gosta.- Está contando isso como uma coisa só? - Tinha sentido como se fossem dezexperiências felizes em uma só.- Mmm, mmm. - Ele deu beijos suaves ao longo de sua mandíbula e garganta. -Vamos descobrir do que mais você gosta.- Deixe-me recuperar o fôlego para que eu possa descobrir do que você gosta.- Não terminei com você ainda. - Deslizou para baixo de seu corpo edelicadamente lambeu e chupou um mamilo enquanto apertava e puxava o outro.Continuamente estimulou seu seio esquerdo com agressivos movimentos dos dedose da boca rude até que a pele estava avermelhada, dolorida, e desperta, enquantoseu seio direito foi mimado com toques suaves e beijos que a deixaram ansiando,doendo, e animada. E os seios não eram as únicas partes do corpo que estavampulsando com a necessidade. Sua buceta já estava molhada e inchada de novo. Nãotinha a menor dúvida de que ele poderia fazê-la gozar uma segunda vez. Dessa vez,queria ele dentro dela quando gozasse.- Gabe, - pediu, - quero você dentro de mim. Quero pôr meus braços e as pernasem torno de você enquanto enfia e empurra profundamente dentro de mim.- Nós dois queremos isso, baby, mas ainda não. Primeiro, quero que você chupe
  85. 85. meu saco e estimule minha bunda. Isso me faz gozar.Chupar seu saco e provocar a sua o quê?- Não... sei como.- Está tudo bem. Vou te dizer como gosto.Justo, ela supôs. Ele ouviu como ela gostava e não hesitou em satisfazê-la.Rolou de costas, e sua buceta latejou quando viu o quão duro e inchado seu pauestava. Precisava se apressar e fazê-lo gozar para que ele pudesse preenchê-la comaquele monstro. Nunca tinha visto um pau tão grande, muito menos teve um dentrodela. Seu vibrador teria se sentido inadequado em sua presença.Gabe apoiou alguns travesseiros sob seus ombros e cabeça, deitou-se e abriu aspernas.- Gentil, - disse. - Eles são muito sensíveis.Ela se estabeleceu entre suas coxas e baixou a cabeça para passar a língua sobrea junção que corria entre suas bolas. Todo seu corpo estremeceu, e ele apertou ascobertas debaixo dele com os punhos cerrados. Ela moveu a cabeça para sugar apele sobre uma bola e sacudiu-a com a língua.- Ah, - ele engasgou. - Pensei que tivesse dito que não sabia como fazer. Isso éperfeito. Adoro isso.
  86. 86. E ela adorava a maneira como ele estava reagindo a seus movimentosinexperientes. Moveu a boca para o outro lado.- Molhe, hum... molhe o dedo em sua boca e...Quando não continuou, ela levantou a cabeça e enfiou o dedo na boca.- Fazer o quê?- Deus, você é boa, - ele sussurrou. - Não pare. Espere. O que eu estava... hum...- Pressionou as palmas das mãos contra os olhos. - Não tenho certeza se possoaguentar muito mais. Basta esfregar o dedo molhado contra a minha bunda. Nãocoloque-o dentro, só... esfregue.Sua bunda? Perturbada por seu pedido, timidamente acariciou o buraco sensívelcom a ponta do dedo. Ele respirou fundo e quase pulou para fora da cama.- Fiz algo de errado? - Perguntou.- Não, baby. Você quase me fez explodir. Não posso esperar mais. - Rolou parafora da cama e aterrissou de joelhos. Abriu uma mala e começou a procurar atravésde seu conteúdo. Roupas e produtos de higiene pessoal sairam voando em todas asdireções. - Preciso de uma camisinha. Onde diabos elas estão?Em poucos segundos tinha encontrado uma, abriu-a e desenrolou-a sobre seupau enorme. Voltou para junto de Melanie na cama.
  87. 87. - Você está pronta?Estava cansada de falar. Agarrou-o pelo braço, jogou-o de costas e montou sobreseu quadril. Ele sorriu para ela, olhando-a de forma perigosa e irresistível. Fodível.- Vou tomar isso como um sim.Gabe agarrou seu pau com uma mão e guiou-se para a abertura. Ela afundou-senele com um suspiro de alívio, subindo e descendo em um movimento lento edeliberado. Aumentando o ritmo conforme se acostumava com sua circunferência.Seu comprimento. Oh Deus, a forma como ele a enchia. Novamente. Novamente.Novamente.As costas dele se arquearam para fora da cama.- Mais rápido, Mel. Mais rápido e mais forte.Quando não pegou o ritmo, ele sentou-se, envolveu os braços ao redor dela e,virou-a de costas. Ainda enterrado dentro dela, começou a se mover. Ela teve umanova perspectiva sobre o seu nome artístico. Havia um inferno de muita força portrás de cada impulso rítmico, e isso era exatamente do que precisava: um vigorosocaralho duro.Colocou os braços e as pernas ao redor dele, atenta para não arranhar suas coxascom as sandálias que ficaram penduradas enquanto era preenchida. Uma pressãoconstruiu-se dentro dela. O prazer necessitando de uma conexão. Gabe levantou a
  88. 88. cabeça para olhar em seus olhos. Diminuiu seus golpes, esfregando o quadril,estimulando seu clitóris cada vez que mergulhava profundamente, colidindo comseu colo do útero e esfregando-se em sua parede interna no ponto certo. Seu prazertornou-se felicidade, sua necessidade, desespero.Sua boca abriu incrédula quando a felicidade se tornou euforia. O desespero emrealização. Se agarrou a Gabe, gritando seu êxtase quando gozou.No mesmo instante, o corpo dele ficou tenso. Viu quando ele gozou. Suarespiração ficou presa na garganta, os olhos bem fechados. Seu rosto contorcido emêxtase. Ele estremeceu, puxando para trás uma última vez e empurrandoprofundamente, balançando de encontro a ela de forma rígida, soltando suspirosinstáveis antes de cair em cima dela. Ela o puxou para perto, segurando-ofirmemente contra o peito enquanto beijava sua têmpora. Ele murmurrou os maissexys pequenos sons de contentamento enquanto se recompunha.Ou talvez fosse ela a fazer todos aqueles barulhos de prazer.- Você fingiu? - Perguntou ele.Ela riu e deu-lhe um aperto afetuoso.- Não precisei. Isso foi incrível.- Você está brincando? Nem durei muito tempo. Eu disse que você tinha medeixado muito excitado.

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