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Mais uma noite... …

Mais uma noite...
Durante quase um ano, Madison fora a transa de Adam toda vez que a banda dele, Sole Regret, tocava em Dallas. Mas apesar da maneira como ele deixa seu corpo ardendo com paixão, a noite ocasional de sexo com o melhor orgasmo do mundo não é mais suficiente. Ela precisa de um compromisso e sabe que não se encaixa no estilo de vida de rockstar de Adam. Madison terá mais uma noite quente e intensa com o músico sexy antes de cortar todos os laços com ele para sempre. Mesmo que tenha que quebrar o próprio coração ao fazê-lo.
Para seduzi-lo...
A vida não são todas as luzes brilhantes e a adulação dos fãs para o guitarrista do Sole Regret. Madison vira Adam no seu pior e ainda assim conseguira tirar o melhor dele. O lado safado dela escondido habilmente também traz à tona a besta nele. Ele nunca conheceu uma mulher mais tentadora na vida.

Madison não tem problema nenhum em ser uma tentação na cama de Adam, mas poderá seduzir seu coração para ter uma chance no amor?

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  • 1. Tempt Me (One Night With Sole Regret #2) by Olivia Cunning
  • 2. Livros de Olivia Cunning Sinners on Tour Series: Backstage Pass Rock Hard Hot Ticket Wicked Beat Double Time One Night With Sole Regret Series: Try Me Tempt Me Take Me Touche Me Tie Me Lovers' Liep Series: Loving on Borrowed Time Twice Upon a Time Escrito como Olivia Downing: Defying Destiny
  • 3. Seduza Me Uma Noite com Sole Regret Séries, livro #2 apresentando o guitarrista solo, Adam Tyler Mais uma noite... Durante quase um ano, Madison foi a transa de Adam cada vez que sua banda, Sole Regret, tocava em Dallas. Mas apesar da maneira como ele deixa seu corpo ardendo com paixão, a noite ocasional de sexo com o melhor orgasmo do mundo não é mais suficiente. Ela precisa de um compromisso e sabe que não se encaixa no estilo de vida do rockstar Adam. Madison terá mais uma noite quente e intensa com o músico sexy antes de cortar todos os laços com ele para sempre. Mesmo que tenha que quebrar o próprio coração ao fazê-lo. Para seduzí-lo... A vida não são todas as luzes brilhantes e a adulação dos fãs para o guitarrista da Sole Regret. Madison viu Adam no seu pior e ainda assim conseguiu tirar o melhor dele. O lado safado dela habilmente escondido também traz à tona a besta nele. Ele nunca conheceu uma mulher mais tentadora em sua vida. Madison não tem problema nenhum em ser uma tentação na cama de Adam, mas poderá seduzir seu coração para ter uma chance no amor?
  • 4. Capítulo 1 O coração de Adam disparou enquanto esperava Madison atender o telefone. Apenas a expectativa de ouvir a voz dela o deixava estusiasmado. Não tinha nenhum problema em tocar um solo de guitarra na frente de quinze mil fãs, mas a expectativa de falar com uma mulher doce fazia suas palmas das mãos ficarem suadas. Patético. Se seus companheiros de banda percebessem a força de sua paixão, ridiculazariam-no sem parar. O grupo inteiro tendia a conspirar contra qualquer membro que passasse a ter uma forte atração por uma mulher, e Adam não queria ser o alvo atual. Esse era o papel de Gabe esta semana. De pé na parte de trás do ônibus entre os beliches, Adam deu as costas para a área de estar. Owen e Kellen tinham roubado o celular de Gabe quando ele tinha adormecido na poltrona reclinável, e estavam enviando mensagens de texto para uma gata com quem ele havia ficado na noite anterior. Adam não tinha ideia de como Gabe conseguia dormir com a quantidade de risos abafados acontecendo a seu redor. Talvez batucar tanto a bateria tenha danificado permanentemente sua audição. - Digita agora: vou te mostrar o meu, se você me mostrar a sua, - Owen disse enquanto Kelly digitava suas palavras. - Envia isso, cara. - Mais risos. Adam estava feliz que eles estivessem ocupados torturando Gabe,
  • 5. enquanto tentava esconder sua fraqueza atual. - Olá, - Madison respondeu em seu ouvido. Tinha passado muito tempo desde que tinha a visto pela última vez. Só o som de sua voz bastava para deixar seu jeans apertado. - Hey, baby, - Disse em voz baixa. - Não posso esperar pra te ver depois do show, - Ela disse. - É por isso que estou ligando. - Oh! A decepção na voz dela fez seu coração se contorcer. Caramba, essa mulher podia reduzí-lo a mingau com uma única sílaba. Considerou provocá-la e fazê-la pensar que não poderiam ver um ao outro naquela noite, mas se fosse o contrário e ela estivesse desmarcando um dos seus extremamente raros encontros, estaria devastado. - Devemos chegar em Dallas por volta das cinco. - Adam olhou para o beliche onde Shade estava descansando. O intrometido vocalista do Sole Regret provavelmente estava dormindo, mas com a cortina fechada, não havia garantia de que a conversa de Adam não seria ouvida. Fez questão de manter a voz baixa quando perguntou:
  • 6. - Você quer se encontrar comigo pra jantar antes do show? - Sim! Agora não resistiria a provocá-la. - Não? Por que não? - Sim, Adam. Eu disse sim. Sim! Adam sorriu. - Sim? - S.I.M. Onde? Que horas? - O fato dela estar tão animada rasgou o rosto de Adam com um sorriso verdadeiramente embaraçoso. Graças a Deus ninguém estava prestando atenção. Se alguém o visse sorrindo como o vencedor de uma bolada na loteria, seu show iria pelos ares. - Italiano. Cinco e meia. Me encontre lá dentro. - Não teve que dizer a ela qual restaurante. Há quase um ano, vinha encontrando Madison nesse lugar devido ao ônibus do Sole Regret ter se tornado conhecido em Dallas. Era seu lugar favorito pois servia fantásticos breadsticks * e tinha um banheiro com portas estilo casa de família, com uma trava resistente. A penteadeira alta da altura dos quadris tinha vindo a calhar em mais de uma
  • 7. ocasião para uma rapidinha entre o corpo insaciável de Madison e o seu. - Hey, Adam! - Owen chamou de seu lugar no sofá. - Com quem você está falando? Com sua namorada? Adam se encolheu. - Nenhuma seria estúpida o suficiente pra namorar um mulherengo como ele, - Kellen disse. Adam fez uma careta para a parede e cobriu o celular com a mão, esperando que Madison não tivesse escutado o que falaram. - Tenho que ir, - Disse. - Mal posso esperar pra te ver. - Madison? - Não estava pronto para desligar ainda. - Sim? - Você vai fazer cookies? * Breadsticks são pãezinhos amassados cortados em formato de palito.
  • 8. Ela riu suavemente. - Não tem nem que perguntar, Adam. Eu já fiz. Seus cookies crocantes de gengibre eram deliciosos de morrer, mas principalmente adorava a ideia de vê-la fazendo-os para ele - especialmente imaginá-la em um avental branco com babados, botas pretas de cowboy e mais nada. Seus redondos seios macios estariam totalmente expostos. Quando fosse virar e se inclinar para colocar os bolinhos no forno, teria uma clara visão de sua espetacular bunda e muito mais. O laço branco no centro das costas imploraria para ser desatado e revelar o tesouro escondido na frente do avental em sua fantasia. Ou talvez se suplicasse muito, ela levantasse o tecido e exibiria seus segredos para ele. Misericórdia. Perdido na fantasia, a calça jeans de Adam apertou-se na virilha quando ganhou um tamanho adicional. - Você ainda está aí? - Perguntou ela. Ele voltou a realidade desinteressante. - Sim. Hum, Madison? - Sim?
  • 9. - Você usaria um vestido para mim? - Sabia que ela não concordaria em não usar nada em público, nem mesmo um avental, mas um vestido pelo menos lhe daria uma visão de suas pernas espetaculares. - Com uma saia curta. - Tudo bem, - Ela disse sem fôlego. Minha nossa, já estava imaginando a saia enrolada em torno da cintura dela e a calcinha afastada com a mão. - Até mais tarde. - Desligou e, longe de ser tão confiante como Gabe, enfiou o celular no fundo do bolso onde seus companheiros brincalhões não poderiam encontrá-lo. Adam ajustou seu pau excessivamente ansioso para não parecer que estava com a barraca armada, pegou uma Mountain Dew * da geladeira e desabou na poltrona na frente de Owen e Kellen. Tentou malditamente não sorrir como um merdinha, mas isso foi um desafio com os pensamentos passando em sua cabeça voltados para Madison. * Mountain Dew ou “Orvalho da Montanha” é um refrigerante, de característica cor verde-limão (diferenciado de outras bebidas), fabricada pela Pepsi nos EUA.
  • 10. Gabe ainda estava apagado na poltrona ao lado de Adam. Seu baterista devia ter tido uma baita transa com a contadora gata na noite anterior. Ainda na posse de Kellen, o celular de Gabe soou para alertar de uma nova mensagem de texto. - O que ela disse? - Owen perguntou ansiosamente. - Mostrar-lhe o quê? - Kellen leu na tela. - Peitos, - Owen soltou bruscamente. Kellen revirou os olhos. - Gabe não os chamaria de peitos. - Curvas femininas. Kellen balançou a cabeça. - Tetas, - Adam sugeriu. Kellen mandou uma mensagem de resposta. - Seios? - Owen leu sobre o ombro de Kellen. - Que tipo de cara os
  • 11. chama disso? - Gabe. Ao som de seu nome, Gabe esfregou o nariz com as costas da mão e inalou profundamente. Seus olhos se abriram numa fresta. Ele sorriu confiante para Adam e caiu imediatamente de volta no sono. O telefone tocou novamente. - Ela enviou uma foto? - Owen perguntou num sussurro. - Não, - Kellen disse, - Ela diz, Você primeiro. Me mostre seu mamilo e vou lhe mostrar o meu. Ver seu piercing deixa meus mamilos tão duros.- Kellen leu o texto num hesitante tom monótono, como se verbalizá-lo fosse fazê-lo acontecer. - Whoa, - Owen disse, - E ela parecia tão doce. Adam sabia exatamente quão safadas essas criaturas de aparência doce podiam ser. - Ei, Tex, - Chamou para o motorista. - Quanto tempo falta até chegar a Dallas? E até Madison.
  • 12. - Algumas horas, - Tex falou da frente do ônibus. - Ansioso pra ver sua namorada? - Owen perguntou com um sorriso perspicaz. - Não é minha namorada, - Disse. - Apenas uma gostosa com quem gosto de transar. - Sabia que eles o deixariam em paz, se achassem que Madison não significava nada para ele. - Como podemos conseguir uma foto do mamilo de Gabe? - Perguntou Kellen. - Olhando o peito de Gabe de forma avaliadora, inclinou a cabeça para a esquerda e para a direita, com as duas mãos formando a moldura do quadro da inspiração de sua obra-prima, Cara com uma argola presa no mamilo. - Você o segura, - Owen disse, - Eu vou tirar a foto. Kellen balançou a cabeça. Adam bebeu seu refrigerante e esperou Kellen e Owen realizarem essa proeza com Gabe. Realmente mal conseguia esperar para ver a vingança dele. - Bem, - Owen disse. - Vou pular em cima dele, você tira a foto e envia antes que ele saiba o que está acontecendo.
  • 13. - Talvez devêssemos primeiro lhe dar um tranquilizante, - Kellen disse. - Ele bate forte pra caralho. A mão de Gabe cobriu inesperadamente sua barriga. Seus olhos se abriram. - Onde está meu celular? - Perguntou, a voz grossa de sono. Kellen enfiou-o debaixo da coxa de Owen. - Não faço ideia. O celular tocou com o característico rigntone de Gabe fazendo-o observar debaixo do baixista com-um-olhar-nada-bom. Gabe lhe dirigiu um olhar agressivo. Com um moicano preto e vermelho. Tatuagens tribais de dragão no couro cabeludo. Tinha um comprido corpo rijo de baterista - todo formado por músculos e tendões que acondicionavam um soco mortal. No entanto todos sabiam muito bem que Gabe não intimidava por sua aparência. Seus punhos, por outro lado... - O que você está fazendo com o meu celular, seu comedor de bunda? Owen, com seu olhar mais inocente em seus grandes olhos azuis, pegou
  • 14. o celular debaixo da perna e olhou para a tela. - Ah sim, agora esses são uns peitos bonitos. Poderia lambê-los por horas. - Acho que ela não precisou realmente ver o piercing de Gabe para deixar seus mamilos duros, - Kellen disse enquanto olhava a tela por cima do ombro de Owen. - Melanie? - Os olhos de Gabe se estreitaram perigosamente. - Oh sim, - Owen disse. - Definitivamente adoraria apertar esses peitos bonitos em volta do meu pau e colocar no pescoço da querida de Gabe um belo colar branco. O rosto de Gabe ficou tão vermelho quanto as pontas de seu moicano. - Não deveria ter dito isso, Owen, - Adam disse com uma risada. Gabe se lançou da poltrona e em cima de Owen. Kellen teve o bom senso de sair do caminho. - Oh Melanie, - Owen instigou Gabe. - Sim, querida, lamba a cabeça do meu pau, enquanto fodo seus peitos roliços.
  • 15. - Vou fazer você pagar! - Com certeza, vou pagar por isso, - Owen disse, rindo através dos golpes fortes de Gabe. - Tenho cinco dólares aqui, baby. - Agarrou a virilha sugestivamente. Adam pegou o celular de Gabe, que tinha pousado no chão perto de seus pés. Qual a melhor maneira de manter seu próprio interesse romântico longe do radar do que se juntar aos outros para aborrecer Gabe? A foto dos seios de Melanie insinuavam uma beleza incomum, mas Adam tinha certeza que a foto embaçada não fazia-lhes justiça. Ainda assim, assobiou longa e fortemente. - Bonitos. Talvez ela vá nos mostrar algo mais. - Adam provocou com a resposta para que pudesse aumentar o sofrimento de Gabe. - São tão bonitos como me lembro da noite passada, - Adam disse para ele enquanto digitava uma nova mensagem, - Mas você sabe o que realmente quero ver. - Pressionou enviar e entregou o celular para Kellen, que agora estava em pé entre o baterista e o baixista. - Mostre o que está na sua calcinha, - Kellen disse enquanto digitava. - E me envie. Essa distração efetivamente chamou a atenção de Gabe. Ele abandonou
  • 16. Owen, que estava imobilizado no chão fosse pela dor ou pelo hilário da situação. Apertava uma das mãos nas costelas e a outra no estômago arfando por ar entre as risadas. Gabe ficou de pé e agarrou Kellen pela nuca. Kellen que tinha um quarto de sangue Comanche levava sua herança muito a sério. Além de sempre manter seus cabelos negros longos e lisos bem cuidados, também tinha uma vingança pessoal contra o uso de camisetas. Sua tradição indígena o fez conseguir ter um bom controle sobre si em uma provocação. - Mê dá meu celular, Kellen. Kellen entregou-o calmamente. - Você deveria estar nos agradecendo, - disse. - Agora tem material para tocar uma punheta como ajuda na sua tentativa de monogamia de longa distância. - Ele nunca vai fazer durar, - Owen disse, ainda deitado no chão, ofegando por ar. O telefone de Gabe tocou novamente, e ele olhou a tela. Seus olhos se arregalaram para seja qual for a foto que Melanie lhe tinha enviado. - Doce Jesus, - Ele praguejou através de sua respiração.
  • 17. - Me deixa ver. - Owen se apoiou no sofá para levantar do chão. - Pegue o celular, Kelly. A dupla de amigos encurralou Gabe contra a geladeira. Gabe segurou o celular fora de alcance sobre a cabeça deles. - Saiam de perto. Ninguém vai ver, isso é só meu. Adam se perguntou se Madison seria capaz de lhe enviar uma foto sexy. Adoraria ter algo para se lembrar dela nas longas noites solitárias na estrada. Talvez ela o deixasse tirar uma foto com seu celular enquanto faziam sexo - um close de sua bela buceta recheada com seu pau. Puxou a braguilha. Caramba, mas esses jeans incrivelmente justos eram desconfortáveis. E eles tinham que estar perto de seu destino agora. - Tex, - Chamou para o motorista, - Quanto tempo até chegarmos a Dallas? - Uma hora e 59 minutos, - Tex gritou. - Mantenha suas calças, garanhão. A buceta dela ainda estará quente quando você chegar lá. - Tex riu tanto que Adam pensou que poderia estourar um vaso sanguíneo no seu grosso pescoço corado. Olhou para o fundo do ônibus para ver se estava prestes a se tornar o
  • 18. novo alvo de chacotas da banda. Felizmente, Kellen e Owen estavam ocupados demais tentando tirar o celular do aperto mortal de Gabe, para ter percebido o ataque de Tex. Apoiou os cotovelos sobre os joelhos e tomou outro gole da lata. A estrada entre Tulsa e Dallas tinha que ser a mais longa que existia. Capítulo 2 Madison tentou sufocar suas animadas palpitações, cobrindo a barriga com as duas mãos e tomando várias respirações profundas. As tentativas de acalmar seus nervos agitados não adiantaram. Entre as borboletas no estômago e o sorriso perpétuo no rosto, estava tonta com a expectativa. Tinham passado semanas desde que vira Adam pela última vez, onde não fora capaz de pensar em nada durante dias, que não fosse estar nos braços dele, em sua cama e, esperava, um dia, em seu coração. Estaria se encontrando com Adam para jantar em meia hora. Os segundos passavam tão lentamente que se perguntou se as pilhas do grande
  • 19. relógio na parede de madeira tinham acabado. Embora soubesse que seu namoro com Adam não era exclusivo - quando um mundialmente famoso guitarrista de rock já tinha se comprometido num relacionamento? - Nunca se sentia viva, a menos que ele estivesse por perto. Adam abriu seus olhos, sua mente, seu coração e, sim, outras coisas dela, a tudo que o mundo tem de maravilhoso. Apenas a perspectiva de vê-lo a inundava com admiração, antecipação, alegria e, sim, um arquejo de desejo. - Não tenho certeza do que você está rindo, Madi, - disse sua irmã gêmea. Kennedy chegou por trás e colocou as mãos em seus ombros pegando seu olhar numa combinação de dois pares de olhos azuis pelo espelho da cômoda antiga. - Tudo que ele faz é te machucar. Madison fez uma careta. Estar com Adam era a maior alegria de sua vida já satisfatória. Kennedy simplesmente não entendia. - Ele só me machuca quando vai embora. - E é isso o que ele faz de melhor. Ir embora. - Ele tem que fazê-lo, - Madison disse. - O Sole Regret ainda está em turnê.
  • 20. - Madi... - O lábio de Kennedy se projetou num beicinho infeliz. - Não faça isso comigo, Kennedy. Você sabe que eu o amo. Não há nada que possa fazer sobre isso. - Que tal não sair correndo toda vez que ele liga? Que tal lhe dizer que se não se comprometer com você, então vai terminar com ele? Que tal lembrar como ele era quando você o conheceu? Como poderia esquecer? - Ele está limpo agora. - Você de todas as pessoas deveria perceber o quão improvável é pra ele ficar desse jeito. Como conselheira licenciada no tratamento da dependência química, Madison estava bem ciente de como era comum para um viciado voltar a cair no mundo do abuso de drogas, mas nunca desistiu de nenhum de seus clientes - até mesmo o mais desesperado dos casos - e Adam não foi nenhuma exceção. Faria qualquer coisa para impedí-lo de cair no abismo do inferno sombrio em que o encontrou. - Agora ele está limpo, - Repetiu.
  • 21. Os braços de Kennedy escorregaram para a cintura de Madison, e ela deixou a cabeça cair de encontro ao ombro da irmã. - Quanto tempo ele vai ficar na cidade desta vez? O coração dela apertou no peito, sabendo como se sentiria triste quando tivesse que dizer adeus para ele de manhã. - Apenas uma noite. Nós estamos indo jantar antes do show e, então, depois ele prometeu passar um tempo sozinho comigo. Amanhã eles voltam pra Austin. Os braços de Kennedy se apertaram em torno dela. - Acho que vou ver você amanhã, então. Vamos montar este fim de semana. Isso deve animá-la um pouco. - Ela bufou. - E talvez papai largue do nosso pé sobre o quanto os cavalos precisam de exercício. Madison realmente devia visitar os pais com mais frequência. Eles moravam apenas a alguns quilômetros de distância na metade sul da fazenda que o pai tinha herdado dos avós de Madison. Seu pai havia presenteado as filhas com a antiga casa de fazenda onde tinha crescido para construir uma nova num lugar um pouco mais abaixo na estrada com grandes estábulos para os cavalos da raça Quarter Horse. Como viajar diariamente à Dallas para trabalhar deixava a vida agitada, Madison não
  • 22. tinha muito tempo para os passatempos que amava. Mesmo que ela e Kennedy vivessem na mesma casa, ambas estavam tão ocupadas com suas carreiras que raramente passavam um tempo juntas. Assim elas perderam suas longas e empoeiradas cavalgadas pelo campo. - Gostaria disso, - Madison disse. Virou-se para dar um abraço adequado na irmã. Sabia que Kennedy só queria que encontrasse um amor verdadeiro e duradouro. E Madison tinha encontrado alguém para amar. Infelizmente, Adam não era o tipo de homem que poderia ser amarrado - nem mesmo por uma ex-rainha do rodeio. O piso de madeira rangeu sob as botas quando Madison se afastou de Kennedy e verificou a aparência uma última vez. Arrancou um fiapo do vestido, alisou uma ruga e puxou a bainha da curta saia para se certificar de que tudo estava escondido. Normalmente não usava pequenos vestidos pretos sexy que mal cobriam sua bunda. Sentiu-se seminua nele. E safada. Do jeito que gostava de se sentir quando estava com Adam. Da maneira como nenhum outro homem jamais a fizera se sentir. - Você está linda, - Kennedy disse. - Sempre foi a mais bonita. Madison riu. Elas pareciam idênticas em todos os sentidos, exceto por uma pequena verruga no canto do olho esquerdo de Madison.
  • 23. - E você sempre foi a mais inteligente, Dra. Fairbanks. Kennedy tinha acabado de ganhar seu MD em psiquiatria. Ainda tinha anos de residência para concluir, mas Madison não poderia estar mais orgulhosa de sua irmã sete minutos mais nova. Era quase como se as realizações de Kennedy fossem as suas próprias. Elas compartilhavam mais do que parecia. Madison entendia porque Kennedy se opunha a ela ver Adam. Se fosse ela a largar tudo para passar uma única noite com um homem, Madison também teria tentado fazê-la ver a razão. Mas entender o conselho de Kennedy e seguí-lo eram duas coisas diferentes. - Isso é óbvio, - Kennedy disse. - Sou muito inteligente pra deixar um rockstar egoísta me levar pelo nariz. - Ele não me leva pelo nariz. - Madison fez uma careta para Kennedy, mas os pensamentos de volta em Adam logo a fizeram sorrir. - Seu poder sobre mim está um pouco mais para o sul. Se você já tivesse feito sexo com esse homem, iria entender. - Sempre poderia fingir ser você e descobrir o que estou perdendo. - Kennedy piscou para ela. Madison sentiu o sangue fugir do rosto, deixando-a um pouco tonta. Era ruim o suficiente que Adam, sem dúvida, dormisse com outras mulheres sem nome enquanto estava em turnê, mas se transasse sua
  • 24. própria irmã, ficaria devastada. - Você sabe que eu nunca faria isso com você, - Kennedy disse, seu sorriso de provocação desaparecendo. - Você sabe disso, né? - Bateu no braço dela com a mão. - Madison? Madison assentiu. - Agora, se o bonito baixista da banda quisesse me apresentar a sua psique, eu não recusaria. - Owen? - O lindo com um piercing no pau? - Kennedy sorriu e remexeu as sobrancelhas. O rosto de Madison inflamou. Não tinha certeza de por que compartilhou esse pedacinho de informação privilegiada com Kennedy. Tinha ficado tão chocada com a ideia que teve que dizer a alguém. - Isso é o que ouvi. - Tem certeza que não o viu? Você está vermelha como uma doida. Madison sacudiu a cabeça com veemência. Ouvira Adam brincando
  • 25. com Owen sobre isso, mas era tudo. Ficou com a curiosidade acusada, por isso fez um pesquisa na Internet para ver como era um pênis perfurado e descobriu que havia mais do que uma maneira de perfurar um pau. Uma vez que conseguiu tirar o queixo do chão e empurrar os olhos de volta para as órbitas, contou para Kennedy sobre Owen, que ele tinha, hum, um pau modificado. Sua irmã ficou um pouco obcecada com isso. - Poderia apresentá-la a ele. Se você quisesse. - Talvez, - Disse Kennedy. - Gostaria de saber o que leva um homem a fazer algo assim com o próprio corpo. Melanie gargalhou. Deveria ter sabido que Kennedy estaria mais interessada no estado mental de Owen do que em seus atributos físicos. Virou a cabeça para conferir as horas. O maldito relógio tinha marcado as horas avançando num ritmo lento durante todo o dia, agora inexplicavelmente tinham passado rápidos 15 minutos desde a última vez que olhou. Seu estômago se contraiu. - Tenho que sair. Vou chegar atrasada. Kennedy cruzou os braços sobre o peito e bateu os dedos contra seu antebraço.
  • 26. - Talvez você devesse deixar ele esperando dessa vez. Talvez. Mas a ideia de passar mais um momento longe dele fez seus olhos arderem com lágrimas não derramadas. Oh Deus, estou sendo tão ruim para ele. Sabia que era uma tola. O que poderia vir de um caso de amor unilateral com um rockstar? - Da próxima vez. - Correu para o corredor, que era decorado com fotos da família em molduras que não combinavam. Por força do hábito, beijou a ponta dos dedos e os apertou na foto da avó passando pela sala de jantar. Ainda sentia a presença da mal-humorada avó na antiga casa, era por isso que hesitava em ir morar na cidade. - Tchau, vovó. Não espere acordada. Na pequena cozinha arrumada, Madison pegou a bolsa e o pote contendo os biscoitos de gengibre que passou horas assando naquela manhã, antes de sair correndo pela porta dos fundos. - Me ligue se precisar de alguma coisa, - Kennedy gritou atrás dela. - Eu vou. Te amo! - Tinha certeza que Adam teria tudo de que poderia precisar batendo em seu peito musculoso. Não tinha esperanças de conseguir o que realmente queria dele, se contentar com o que ele mantinha nas calças não era uma grande dificuldade.
  • 27. Capítulo 3 Havia poucas coisas que faziam o coração de Adam retumbar como uma bateria num show de metal: a primeira era a alegria da multidão quando aparecia no palco, depois era assistir Madison Fairbanks entrar em um lugar, chamando atenção de qualquer criatura, parecendo ansiosa e perdida na entrada do restaurante, provocando o soar das sirenes de tornado no meio da noite, procurando por ele. Madison ainda não o tinha visto, o que lhe deu um momento para admirar sua inocente beleza. Usava um vestidinho preto que agarrava suas leves curvas e tinha um amplo decote que mostrava a pele bronzeada da garganta e do colo. As clavículas estavam visíveis. Ele tinha um coisa com clavículas. Será que tinha dito isso a ela? Devia ter, porque ela nunca o decepcionava. Sorriu ao vê-la vestindo suas sensuais botas pretas de cowboy. As partes íntimas dele se apertaram com boas lembranças dessas pernas ao redor dele e aquelas botas de montaria enroscadas em suas pernas. Mesmo sendo gastas e não combinando exatamente com o vestido elegante, eram perfeitas em Madison. O cabelo loiro escuro de Madison estava puxado por um grampo preto em sua nuca. Não podia esperar para soltar os fios sedosos e correr os dedos através deles. Provar seus doces lábios, sua pele, seu mel. Sentir seu perfume delicado, seu shampoo de frutas, a evidência almíscarada de sua excitação escorrendo de seu sexo. Os braços e pernas em volta dele, o
  • 28. toque tímido das mãos, as unhas se cravando nas suas costas e seu corpo nu debatendo-se contra o seu no orgasmo. Porra, tinha sentido falta dela. Adam tamborilou com os dedos na superfície da mesa, como se jogasse triple em seu relevo e esperou que sua namorada gostosa o avistasse. Um grupo que parecia estar indo assistir ao show - vestindo camisetas do Sole Regret com uma aura de antecipação - tinha entrado poucos minutos antes dela, e ele não quis chamar atenção para si. Estava contente por ter pedido a mesa no canto de trás. Tinha uma boa visão da entrada, mas as divisórias de vidro manchado na parte superior de cada reservado ofereciam bastante privacidade com os painéis que os envolviam. E a decoração também tornava difícil para Madison encontrá-lo. Aparentemente, ela não conseguia ouvir seu mantra telepático aqui, olhe aqui. Foda-se. Não podia esperar mais. Assim que abriu a boca para chamá- la, Madison disse algo para a hostress, que acenou com a cabeça em sua direção. Ela virou-se e deu um passo em sua direção. Seu coração pulou uma batida quando seu olhar localizou o dele, os olhos muito azuis brilharam e um sorriso acolhedor espalhou-se por seu rosto adorável. De todas as pessoas que conhecia, ela era a única que olhava para ele assim. A única. Abertamente mostrou-se como estava feliz em vê-lo, não porque era o guitarrista principal do Sole Regret, não porque ela poderia ganhar notoriedade ou presentes caros por associar-se com um rockstar, mas porque realmente gostava dele por quem ele era. Gostava do seu
  • 29. interior. Isso era totalmente desconcertante. Adam não tinha ideia do que ela vira nele. Quando se conheceram, estava no fundo do poço. Se recuperava no hospital de uma overdose quase fatal, parecia que estava no inferno. Se sentiu como um merda. Estava tão chateado com o mundo e todos nele que agiu como um completo idiota. Madison tinha falado com ele por horas, nunca criticando, nunca dando em cima dele, só conversando. E, mais importante, escutou. Não porque fazia parte de seu trabalho, mas como se não desse a mínima. Sobre ele, sobre seus problemas. Sua dor e raiva. Ela não banalizou nada disso. Ela era a única razão pela qual ainda tentava ficar limpo. O pensamento de desapontá-la rasgava-lhe por dentro. Segurando um recipiente plástico que esperava serem cookies, Madison apressou-se a sua mesa, suas botas sensuais estalando por todo o chão de ladrilhos. Caramba, ela arrebentava com essas botas. Suas longas pernas eram bem musculosas de anos de equitação. Vê-las fez com que a quisesse em seu colo. Montando-o. O sangue de Adam ferveu e inundou sua virilha. - Oh Deus, - Disse ela. - Estou trasada? Espero que não tenha esperado muito tempo. - Você chegou na hora certa, - Disse. - Cheguei cedo.
  • 30. Praticamente tinha pulado do ônibus e corrido até a limusine, mas ela não precisava saber disso. Ela achava que ele era legal. Madison se inclinou em direção a ele para oferecer um beijo, que aceitou de bom grado. Mmm. Ela era tão doce e pura. E tão facilmente corruptível. Moveu a mão para a parte de trás de sua cabeça enquanto persuadia os lábios dela para se entreabrirem com os seus, buscando o beijo profundo e íntimo que desejava. Sua língua roçou a dela, saboreando o sabor mentolado de sua boca. Ela produziu um gemido de saudade. Porra, ela era sensual. E tão inconsciente de sua sensualidade. Queria sair despertando isso nela de novo e de novo. Descobrir o que achava agradável - o que normalmente surpreendia os dois. Não demorou muito em revelar o lado safado dela e fazê-la buscar novas experiências. Adam deixou-se acreditar que ela mostrara seu lado escondido somente a ele, porque senão se sentiria obrigado a quebrar a cara dos outros, então suas bolas. E seus rostos novamente. - Senti falta de você, - Ela sussurrou quando ele se afastou. Seu coração aqueceu, e ele sorriu. Conhecia esse sentimento. - Você sentiu? Ela assentiu com a cabeça e segurou seu queixo, esfregando o polegar em sua bochecha, como se acarinhasse-o. Ela era a única pessoa que
  • 31. sempre o fazia se sentir valorizado. A única. Ela sustentou seu olhar quando perguntou, - Você tem cuidado de si? Sabia o que ela realmente estava pedindo. Você está limpo e sóbrio? - Na maior parte das vezes. Ela nivelou seus olhos nos dele com um olhar avaliador, e ele quis rastejar debaixo da mesa. - Você deveria me ligar quando começam esses impulsos, - Disse. Ele preferia ligar quando tinha diferentes impulsos. Ela tinha que estar doente de ouvir seus problemas. Madison colocou o recipiente na mesa, deslizou para dentro do reservado na frente dele e pegou ambas suas mãos nas dela. Ela era a pessoa mais carinhosa que já conhecera. Não entendia como lidava com isso sendo conselheira de abuso de substâncias. Tinha visto mais de um de seus clientes morrer de overdose. Tinham gritado com ela, amaldiçoado-a e até mesmo algumas vezes a golpeado. Alguns recusaram sua ajuda. Outros se aproveitaram de sua bondade infalível. Madison levou todas essas ocorrências como uma afronta pessoal, mas em vez de deixar-se
  • 32. destruir, usou-as como combustível. Sua força surpreendeu-o. - Fale, - Ela insistiu, prendendo seu olhar com o dela. Desviou os olhos para se concentrar nas mãos dela, que estavam segurando as suas de forma confiante, e abriu a boca para mentir. - Não tomei nada desde a última vez que te vi. Considerando que a última vez foi quando ela entrou no restaurante, isso era verdade. - De verdade? - Ela parecia tão feliz e orgulhosa que não conseguiu olhar nos olhos dela. Curtiu ficar de boa com um baseado no backstage na noite anterior - nada grave. Tecnicamente, nem sequer tinha ficado alto e tinha sido seu primeiro deslize nas últimas semanas. Então, porque se sentia como o maior perdedor do planeta? Porque tinha se deixado colocar para baixo. Voltando atrás na sua promessa de permanecer limpo. Não importava que tivesse sido forte quando o pai resplandeceu em sua vida há alguns meses como uma perturbação mental cintilante. Não tinha sido forte quando Rico produziu um baseado na última noite e tinha-o bajulado a fumar. Madison tinha feito
  • 33. tanto por ele - ainda fazia - e a única coisa que já pediu foi que ligasse se os desejos levassem a melhor sobre ele, para que pudessem falar sobre suas escolhas. Ainda não tinha sido capaz de manter essa promessa. Ela apertou sua mão. -Me diga a verdade, Adam. Não sabia qual era a sensação de se envergonhar, antes que tivesse conhecido Madison. Nem que era um sentimento para particularmente se preocupar. A culpa agarrou sua barriga como que para obrigá-lo a olhar para ela para que acreditasse nele. A última coisa que queria era que seus problemas se intrometessem em sua noite juntos. - Não há nada pra contar. Os olhos dela procuraram os dele - ela podia ver a mentira inofensiva por trás de seu olhar? - mas manteve-se firme e, eventualmente, a tensão foi drenada de seus ombros. Ela deu outro aperto em suas mãos. - Me preocupo com você, Adam. Por favor, seja bom consigo mesmo. Palavras que o inspiraram e esmagaram no mesmo fôlego. Voltou seu olhar para o teto, desejando que pudesse dizer que se
  • 34. preocupava com ela também, e que estava arrependido de ter decepcionado-a ao fumar dois baseados, mas as palavras ficaram presas na garganta. O que ela viu nele, afinal? Ela não percebia que era um filho da puta? Todos pareciam reconhecer isso. - Não se esqueça de me chamar se você precisar se esforçar. Posso ajudar. Ela já ajudará bastante. Podia lidar com isso daqui em adiante. - Você acabou, Conselheira? Não a convidei para jantar pra encher meu saco à noite toda. - Eu sei, - Ela disse em voz baixa, um rubor delicioso subindo por seu pescoço. - Prefiro que você me encha à noite toda. Um pico de desejo socou seu estômago. Ela sorriu delicadamente e pegou o menu. - Nós deveríamos provavelmente pedir em breve, - Disse ela, - Preciso ficar sozinha com você. O banheiro está livre? Agora ostentando uma ereção pulsante, Adam virou a cabeça para verificar o status de seu banheiro favorito. Mesmo à distância, podia ver
  • 35. que o pequeno cartaz acima da fechadura estava vermelho. Seu coração afundou em decepção. - Ocupado. - Pode me avisar quando ficar livre? - O olhar ardente que lhe deu poderia ter derretido ferro. Madison abriu o cardápio e se escondeu atrás dele para cobrir o sorriso diabólico que ele cobiçava tanto. Deus, amava passar seu tempo com ela. Pensava nela constantemente, mas não conseguia vê-la o suficiente. Desde que se tornaram íntimos, nem sequer tinha dormido com outras mulheres por aí. Nenhuma outra mulher o excitava da forma como Madison fazia ou o fez se sentir tão especial. Mas nunca poderia dizer isso a ela. Não precisava da dor de cabeça de um namoro permanente. Ou até mesmo de um relação semi-permanente. Assim desfrutava sempre que podia e fingia que não sentia falta dela como um louco quando estava na estrada. - Esses são para mim? - Perguntou. Acenou para o recipiente parado na ponta da mesa. Quase podia sentir o aroma das deliciosas guloseimas que esperava estivessem lá dentro. - Isso depende, - Ela disse. - Você vai se comportar hoje à noite? Ele levantou uma sobrancelha e ela riu.
  • 36. - Sim, são pra você, - Ela disse. Ele abriu o recipiente e inalou a aroma celestial de gengibre e açúcar mascavo. - Os caras vão morrer de inveja quando eu comer isso na frente deles. - Você pode dividir, - Madison disse, observando-o por cima do menu. - Há duas dúzias de cookies aí. - Sou muito egoísta pra dividir. Estes são meus. - Incapaz de resistir à tentação, Adam selecionou um cookie e fechou a tampa. Deu uma mordida e a mistura de melaço e especiarias derreteu na língua fazendo seus olhos rolarem para atrás na cabeça. - Oh Deus, Madison, você é tão boa para mim. Ela sorriu. - Sei como você pode me agradecer adequadamente. Banheiro? Ele verificou a porta. - Ainda ocupado. Um atendente de aparência atormentada colocou dois copos de água
  • 37. sobre a mesa. - Meu nome é James. Serei seu atendente esta noite. Vocês estão prontos para pedir? - Perguntou. Adam pegou o menu. - Vamos pedir algo rápido, - Disse à Madison. - Tenho uma passagem de som às seis e meia. - E o que você tem a fazer depois da passagem de som? - Ela perguntou. - Ficar com você. Capítulo 4 Madison tentou não olhar fixamente como Adam cortava seu panini, mas queria registrar na memória tudo sobre ele, assim quando ele estivesse na estrada poderia torturar-se imaginando o que estaria fazendo, com quem estaria fazendo.
  • 38. Seu cabelo grosso preto era cortado num estilo desgrenhado que emoldurava suas características masculinas e roçava a testa. O nariz era um pouco grande, o lábio inferior um pouco grosso, o queixo muito duro para ser considerado um modelo perfeito, mas lhe tirava o fôlego. Espessos cílios escuros emolduravam olhos cinza aço. Eram facilmente os olhos mais lindos em que já tinha se perdido, mas tinham a tendência de brilhar, como se estivessem procurando um motivo para tornarem-se furiosos. Se perguntou quantas pessoas tinham profundidade suficiente para enxergarem o passado de raiva dele. Ela não levou muito tempo para encontrar o lado bom nele. Aqueles olhos tempestuosos lindos sempre eram gentis quando olhavam para ela. Uma única covinha brincava no canto da boca, que só se manifestava quando ele abria um largo sorriso. Porque ele não distribuía sorrisos de forma regular, só os tinha visto algumas vezes. A infância de Adam tinha sido um completo desastre. Só a música o tinha impedido de desmoronar. Ele usava drogas porque tinha aprendido o exemplo com o pai, e os narcóticos se tornaram uma muleta para lidar com toda essa perturbação. Ela sabia de tudo isso porque finalmente tinha conseguido fazê-lo falar, e dizer tudo o que manteve guardado dentro de si por anos. Ele confiou a ela seus segredos. E não levaria essa confiança levianamente. Não podia negar que a vulnerabilidade de Adam, que escondia tão cuidadosamente atrás de seu exterior durão, era seu vício número um. Ele não deixava ninguém ver isso, mas ela conseguia
  • 39. enxergar seus pontos fracos. Sim, tinha um fraco pelo cara. Seus dedos coçaram para traçar as tatuagens no antebraço dele, para acariciar seus dedos talentosos, a confusão de correntes em torno de seu pescoço, puxá-lo para mais perto, para que pudesse beijá-lo com o desespero enlouquecedor que sentia cada vez que olhava para ele. Olhou por cima do ombro para o banheiro do outro lado. Precisava ficar sozinha com Adam - presa nele de uma forma que não poderia fazer em público. Quando estava prestes a informá-lo de que enfim o banheiro estava livre, alguém entrou e fechou a porta, trocando a fechadura para ocupado. Maldição. Com um suspiro, Madison voltou sua atenção para a mesa. Adam pegava pedaços de frango que tinha tirado de seu panini e enfiava-os na boca com os dedos. Até seus modos brutos a mesa a faziam sorrir. Um homem aprendia boas maneiras com a mãe. Se não soubesse que a mãe dele tinha fugido e deixado-o com um pai viciado em drogas quando tinha sete anos, teria imaginado que a mulher não tinha sido grande coisa em sua vida. Mas Madison queria estar na vida dele. Vê-lo esta noite firmou os sentimentos que esteve analisando por semanas. Não sentia simplesmente desejo ou afeição por Adam. Ela o amava. Sem dúvida. Mas será que ele seria capaz de amá-la?
  • 40. Ele parecia não saber que isso a estava comendo viva. Tirou sua atenção dos traços fantásticos de Adam e olhou para o prato revirando sua salada. Estava quase certa de que se lhe desse um ultimato, ele iria correr e nunca mais olhar para trás. Perderia-o para sempre. Apenas o pensamento de nunca mais vê-lo novamente abriu um abismo de profundo vazio no centro do seu peito. Antes que se tornassem íntimos - quando ele ainda estava em tratamento - perguntou como ele mantinha relações românticas enquanto estava na estrada. Ele respondeu que não precisava e nem queria um relacionamento. Estava satisfeito com o sexo. Namoros eram coisas complicadas e impossíveis de se manter. Impossível. Madison tentou se convencer de que era especial para ele. Que um namoro era possível. Talvez ele só precisasse de um tempo para perceber que só queria ela e que valia a pena as complicações. Poderia dar-lhe tempo. Poderia ser paciente com ele. Contanto que o tivesse quando estivesse em Dallas, poderia fazer funcionar. Covarde, acusou uma pequena voz na cabeça. Que sempre soava com Kennedy. Você sabe que vale mais que isso.
  • 41. Nunca tinha pensado que ia acabar em uma situação tão desesperadora. Nunca pensou que iria entregar de bom grado seu coração a alguém que particularmente não o queria. - Tudo bem? - Perguntou Adam. Levantou a vista da salada e assentiu. Apenas o vislumbre da covinha quando ele sorriu a deixou tonta. Ela sorriu abertamente, fazendo suas bochechas doerem. O coração ficou aliviado e pareceu flutuar no peito como um balão de hélio. Não queria desistir desse sentimento. Se tinha um vício, era Adam Taylor. - Você está quieta essa noite, - Ele disse. - No que está pensando tanto? - Ele rasgou um breadstick ao meio e colocou uma porção no prato. Ela hesitou. Conte para ele, Madison. - Sobre nós. Ele endureceu e endireitou-se na cadeira. - O que sobre nós?
  • 42. Ela praticamente podia vê-lo retraindo-se com a menção de compromisso. Recuar Madison. Recuar. Ela encolheu os ombros. - Estava pensando o pouco de sono que vamos ter durante essa noite. - Estou muito excitada. Ele riu. - Você parecia muito séria para alguém que estava pensando em transar. - Quando você está envolvido, levo muito a sério transar. O olhar de Adam fixou-se na garganta dela, e ele molhou os lábios. - Nada, - Disse ele. - O quê? - Isso é o que você pode planejar dormir essa noite. Ela riu. - Coisa boa que não tenho que trabalhar de manhã cedo. Madison deu uma mordida na picante salada Caesar, mastigando os
  • 43. crottons e alface como uma mulher com uma vingança contra o Império Romano. Não era culpa dele que sua relação girasse em torno de sexo. Não quando ela recusou todas as oportunidades que teve de dizer o que realmente queria. Hoje queria esquecer da necessidade de compromisso. Tinha-o aqui e agora. Ficariam o máximo de tempo juntos. E quando ele fosse embora de novo, ansiaria por ele até a próxima vez que pudesse vê- lo. Teve um impulso poderoso de bater a cabeça na mesa várias vezes. - Você vai ter uma pausa da turnê em breve? - Perguntou, esperando que não parecesse tão desesperada quanto se sentia. - Por quê? - Eu poderia tirar uma folga do trabalho e poderíamos passar alguns dias juntos. - Vamos ficar em turnê durante todo o verão, - Ele disse. Seu coração afundou. - Oh. - Mas da próxima vez que estivermos em Austin por alguns dias, vou
  • 44. visitá-la. - Estava pensando que eu poderia ir visitá-lo. Ofereceu-lhe um sorriso brilhante e esperançoso. - Não. Seu coração despencou para a altura dos joelhos agora. - Oh. - Poderíamos fazer uma viagem, - Ele sugeriu. A precaução do homem provocou desconfiança. - Por que você não quer que eu te visite? Evitando o olhar dela por estar olhando fixamente pro cardápio de sobremesas, ele encolheu os ombros. Imaginou uma esposa devotada e três filhos esperando por ele em Austin. - Você está escondendo algo de mim?
  • 45. Ele tirou seu olhar da foto de Tiramisú * do cardápio e sorriu para ela. - Sim, - Bufou. - Meu apartamento. - O que há de errado com ele? Ele encolheu os ombros. - Nada, até onde estou preocupado, mas é decorado com postêrs de gatas nuas. Ela riu. - Sei como é a forma feminina. Por acaso tenho uma. Com um brilho perverso nos olhos, ele lhe deu um olhar demorado. - Eu notei. * Tiramisú é uma sobremesa tipticamente italiana que consiste em camadas de pão-de- ló ou bolachas de champanhe, embebidas em café e vinho, licor de cacau, licor de amêndoa, entremeadas com o cremoso e macio queijo mascarpone, muito usado pela alta gastronomia por “dar liga” aos ingredientes de uma receita. O mascarpone não é nem doce nem salgado e para o tiramisú age como a parte cremosa do doce. Para finalizar a receita deve ser polvilhado com chocolate meio amargo.
  • 46. Como uma perita em ler as pessoas que tentavam esconder coisas dela, não podia ignorar sua hesitação em responder suas perguntas. - É esse realmente o motivo? Você não tem feito asneiras. Ele pegou a bebida e sorveu o refrigerante do copo quase vazio, a atenção voltada para o canudo. Ainda não olhando para ela, disse: - Esse é o verdadeiro motivo. - Você pode tirar as fotos se elas te envergonham. - Elas não me envergonham. Estava mais preocupado com você. Ele se preocupava com ela? Lembrou-se de não analisar cada palavra dele, procurando indicíos de que se importava. - Levei anos acumulando-os, - Ele disse. - Você acumula pornográfia? Suas sobrancelhas se juntaram, e ele balançou a cabeça. - Não é pornográfia, é arte.
  • 47. Imaginou que sua definição de arte e a dela eram tão diferentes como coelhos eram de tubarões-tigre. - Prometo que não vou me constranger, - Disse. - Gostaria de ver onde você mora. Ele enfim cravou seu olhar nela. - Você tem planos de virar paparazzi comigo? - Claro que não, - Disse. - Por que acha isso? Oh Deus, devia estar parecida com uma desesperada garota perseguidora. - Não digo as pessoas onde moro porque gosto de privacidade quando não estou em turnê. Preciso relaxar da loucura desse negócio. Além disso, um tempo sozinho me lembra que sou de fato só mais um grande perdedor cuja única qualidade que resta é apenas a de fazer sair som de seis cordas de aço. - Você é um talento incrível, mas há muito mais pra você do que a música, - Ela disse, pegando sua mão e apertando. - E você não é um perdedor. Mas é um virtuoso. Tem um bom coração, Adam.
  • 48. Ele riu. - Você, de verdade acredita nisso? - Eu acredito. Vejo isso. Ele sustentou seu olhar tempo suficiente para que a atenção fizesse seu batimento cardíaco acelerar. Oh Deus, esses olhos. Queria olhar para eles por eras. - Você está tentando virar minha cabeça, Madison Fairbanks? - Só se isso estiver funcionando. Ele levou a mão aos lábios e beijou-lhe os dedos. - Está funcionando. Você sempre sabe o que dizer. Então porque não disse o que realmente estava em sua mente? Olhou para ele, recolhendo sua coragem. - Acabou de comer? - Perguntou ele. Olhou para o prato quase cheio e depois para o banheiro ainda ocupado. Saia, pessoa.
  • 49. - Está na sua hora de ir? - Madison puxou o celular fora da bolsa e verificou as horas. - Ainda nem são seis horas. Olhou para ele e encontrou-o olhando para ela com olhos famintos. - Pensei que sua passagem de som fosse às seis e meia. - Não acho que vou fazê-la na hora certa. - O AAC * está a poucos minutos daqui, - Ela disse, apontando em direção da arena. - Vou levá-lo, sei as melhores rotas pra evitar o trânsito. - Não é por isso que vou chegar atrasado. Sua expressão estava totalmente em branco. Ilegível. No início das sessões de aconselhamento, ele sempre olhava para o mundo por trás desse muro, mas por que agora? - Tem algo errado? - Ela perguntou. - Apenas uma coisa em que posso pensar. * AAC - American Airlines Center é um estádio localizado próximo a Dallas - Texas (EUA). É a casa do time de beisebol da NBA, Dallas Mavericks e de hóquei no gelo da NHL Dallas Stars.
  • 50. Suas mãos deslizaram para os pulsos, os polegares descansando contra o ponto do pulso. Seu corpo reconheceu seu toque e isso a agradou. Apenas esse pequeno contato deixou suas terminações nervosas vibrando com entusiasmo e seus músculos derretendo em sinal de rendição. - O quê? - Ela perguntou. - Você ainda está em seu vestido. Ela sufocou uma forte gargalhada. Pelo menos uma vez. - Bem, o maldito banheiro parece que vai ficar ocupado à noite toda, e não vou remediar essa situação aqui na mesa. - É por isso que vamos nos atrasar. - Ele levantou a mão para um garçom que passava. - A conta, por favor. Capítulo 5 A banda alugou uma limusine para levá-los e buscá-los do hotel, mas como Adam tinha planejado monopolizar toda ela para si mesmo, os caras
  • 51. teriam que encontrar uma maneira diferente para chegar ao local. - Tem certeza que está tudo bem em deixar meu carro aqui? - Madison perguntou enquanto esperavam a longa limusine preta encostar na entrada em frente ao restaurante. - Se o rebocarem, vou pagar as taxas de apreensão. - Eu poderia simplesmente seguir a limusine até o estádio e … Ele a silenciou com um beijo. Quando se afastou, ela olhou-o com aquela expressão confiante, sensual que fez seu coração disparar e seu pau armar a barraca. - O carro vai ficar bem, Madi, - Sussurrou. Ela olhou para o empoeirado sedan azul pálido uma última vez e, em seguida, entrou no banco de trás da limusine. Adam enfiou na mão do motorista algumas centenas de dólares. - Dê algumas voltas por um tempo. O motorista acenou com a cabeça como se não soubesse por que Adam queria passar um tempo sozinho com a bela mulher esperando na parte de trás da limusine.
  • 52. - Sim, senhor. A que horas gostaria de chegar ao estádio? Estimou quanto tempo teria que estar atrasado para provocar o estouro de um vaso sanguíneo na cabeça de Shade. Provavelmente quinze minutos. - Um pouco antes das sete. - Sim, senhor. Suponho que você não deseja ser incomodado. - Você supõem corretamente, - Adam disse antes de entrar no banco de trás para o ar-condicionado com Madison. Ela estava inspecionado o minibar. Os copos tilintaram quando endireitou sua figura esguia e fechou-o batendo a porta. Ela tinha estado espionando? Suspeitava que estivesse escondendo drogas ou o quê? Ela estava agindo de modo estranho à noite toda. Pressentindo sua culpa, provavelmente adivinhou que tinha mentido sobre não usar nenhuma droga, ou talvez estava desconfiada sobre o motivo por recusar sua visita ao seu apartamento. Esperava que ela não pressionasse o problema. Não tinha certeza de como esconderia o companheiro que recentemente obtivera. Adam tinha prometido a Madison que seu pai estava fora de sua vida para sempre, e não queria que soubesse que não era capaz de enfrentar o homem dizendo-lhe para dar o fora. Ela não precisava saber disso. Madison achava que ele era forte.
  • 53. Adam colocou os cookies no banco e apontou para o minibar. - Gostaria de uma bebida? O motorista fechou a porta e eles foram banhados por uma suave luz do teto do carro. Ela balançou a cabeça, apertando as mãos no colo. - Bom, - Ele disse. - Estou muito impaciente pra te deixar beber de qualquer maneira. Estendeu a mão para ela e puxou-a contra seu corpo esbelto. Sempre ficava preocupado que era muito rude com ela. Sentia que deveria ser gentil, mas ela gostava de uma coisa bruta. Implorava por um tratamento grosseiro. Isso o excitava. Fazia-o louco de desejo. Envolveu a mão ao redor de seu cabelo na nuca e puxou a cabeça dela para trás para que pudesse chupar o pescoço e sua clavícula. - Adam, - Ela sussurrou, - Nós devemos fazer isso aqui? Ele deslizou as alças do vestido de seus ombros, revelando mais pele para banquetear-se. - Com certeza.
  • 54. Não tinha jeito dele fazer um show nessa noite em seu estado atual. Inferno, não iria mesmo fazer a passagem de som. Uma rapidinha na limusine para compensar a oportunidade perdida no banheiro do restaurante não era o ideal, mas não teriam muito tempo antes do show. Compensaria a falta de tempo mais tarde. Adoraria o corpo dela do jeito que deveria ser adorado. Daria-lhe todo o prazer que merecia, porque era a única coisa que tinha para oferecer. Deixou uma trilha de beijos desde a marca de nascença sob o olho esquerdo até a orelha dela. - Você já me deixou pronto pra explodir, - Disse. - Não consigo pensar em nada, a não ser em estar dentro de você. - Vinte e quatro horas por dia. Uma lufada de ar escapou dos lábios sensuais de Madison. - Sim. - Ela passou as mãos por baixo do vestido e deslizou a calcinha pelas coxas. - Tire-a. - Mulher, você me provoca além da razão. - Arrancou as botas pretas de cowboy e puxou a calcinha pelas pernas. Depois que jogou o pedaço de cetim cor de lavanda para o lado, passou as mãos por suas coxas, puxando a saia do vestido até a cintura. A bunda nua descansou contra a borda do assento de couro; As pernas estendidas pelo espaçoso piso.
  • 55. Adam ajoelhou-se entre as coxas dela e observou a visão de pele exposta. Ela estava completamente depilada. Na primeira vez que a tinha comido - em sua mesa de escritório - disse a ela que gostava de uma buceta lisa. Ela tinha ficado mortificada toda vez ele teve que parar para tirar pelos da língua. Na seguinte vez que a viu, ela havia feito depilação a brasileira. Tinha lhe confessado que se depilou antes da consulta, esperando que fosse ao seu escritório. Depois admitiu ter ficado fantasiando durante semanas como fodia com ela, não a tinha decepcionado. O escritório ficou um desastre completo depois deles terem trepado em todas as superfícies disponíveis. Um ano e abundantes fodas depois, ela ainda fazia seu sangue ferver. Olhou para as dobras femininas por um longo momento, a boca enchendo de água com antecipação. Tão doce. Tão pura. Só sua. Gravou a visão na memória, sabendo que teria muita inspiração na próxima vez que sentasse com o bloco de desenho e lápis de carvão. Gostava de desenhar o corpo dela de memória. Inesperadamente, as mãos de Madison deslocaram-se para cobrir a buceta, bloqueando a gloriosa visão de seu sexo. Tal beleza deveria ser celebrada, não escondida. Olhou para cima e encontrou-a corada, com o olhar fixo acima da cabeça dele. - Não olhe pra mim desse jeito, - Ela sussurrou. - É embaraçoso.
  • 56. - Por que é embaraçoso? É lindo. A coisa mais linda que Deus já criou. Tirou as mãos dela e manteve os joelhos afastados. Ela quase não resistiu. Com a atenção dele, sua buceta ficou mais vermelha, mais inchada, mais molhada. Fazê-la fazer coisas que normalmente não faria, sempre o excitavam. E vê-la nesse estado fez seu pau esticar o zíper da calça. Tinha que tê-la. Agora. Deslizou a braguilha e tirou o pau duro e latejante. - A única coisa que poderia ser mais bonita... - Esfregou a cabeça do pau nas quentes, dobras escorregadias, roçando o clitóris, provocando a abertura até que ela estremeceu. - … É vê-la preenchida comigo. Entrou alguns centímetros só para provar seu ponto de vista, mas se perdeu na sensação. Seus olhos fecharam. Maravilha. - Adam? Abriu os olhos, esperando encontrá-la mergulhada em prazer, mas encontrou-a mastigando a ponta do dedo, olhando-o incerta. - Relaxe, querida, - Sussurrou, deslizando as mãos pelos lábios vaginais com os polegares traçando ao longo dos ossos do quadril.
  • 57. Empurrou mais fundo e olhou para baixo para vê-la engolindo seu pau. Suas bolas se apertaram. Porra, não iria durar muito tempo. Não tinha certeza do que ela tinha que destruía seu controle habitual. Puxando para trás mergulhou mais fundo, observando seu corpo aceitá- lo. Amava como a carne dela ajustava-se a sua. Apreciava como seu corpo era projetado para dar prazer ao seu. Queria que ela sentisse como lhe dava prazer. Esfregou os dedos sobre seu clitóris para ajudá-la a gozar rapidamente. Mais tarde a provocaria. Tocaria. Agradaria. Mais tarde, agora, agora apenas queria trepar com ela. Quando retirou-se novamente, seu pau, deslizou com os sucos, revelando um centímetro de cada vez, em seguida, sua buceta engoliu-o quando empurrou para a frente de novo. Madison agarrou uma corrente no pescoço de Adam e puxou. - Adam! - Choramingou. Ele desviou o olhar de onde seus corpos estavam unidos com perfeição esplêndida. Ela não estava olhando para ele, seus olhos azuis horrorizados se concentravam na janela lateral. - Ele pode nos ver. Eles estavam parados no trânsito. O motorista no carro ao lado estava olhando diretamente para eles. Adam sabia que não havia nenhuma
  • 58. maneira que o homem pudesse ver através da tonalidade escura do vidro da limusine. - Ele não pode nos ver, querida. - Tem certeza? Adam mostrou o dedo do meio para o cara. A expressão curiosa do sujeito não se alterou. - Tenho certeza de que não pode, - Disse. Ela virou a cabeça para olhá-lo. - Você não está confortável fazendo isso aqui, não é? - Perguntou. - É só que ... me sinto muito exposta. Tudo aqui parece ser em público. Ele não considerava isso público, mas não queria que ela se sentisse desconfortável. Sabia que ela tinha problemas com demonstrações públicas de afeto. Provavelmente não queria que fotos íntimas dela com um cara como ele aparecessem nos tablóides. Não podia culpá-la. Mas quando estavam sozinhos - mesmo em um lugar como trancados no banheiro de um restaurante italiano - toda sua timidez desaparecia. Ela se tornava uma desinibida criatura sensual que queria experimentar tudo o
  • 59. que ele oferecia. As janelas deviam estar fazendo-a hesitar. Mesmo que ninguém pudesse vê-los, ela podia. - Baby, prometo que ninguém pode ver através dessas janelas. - Talvez se... - Ela puxou a saia para baixo para esconder a visão espetacular que ele estava desfrutando. Ele puxou o tecido de volta. - Seja cuidadosa, Madi. Você vai ter porra no vestido. Seus olhos se arregalaram. - Oh. Ela o empurrou. Gemeu quando seu pau caiu livre do delicioso corpo. - Sente, - Ela insistiu, batendo no banco ao lado dela. Esperava que não fosse fazê-lo gozar fora dela. Estava tão duro, que temia que poderia estourar a pele. Quando se instalou no assento ao lado dela, ela montou seu colo, de frente para ele. - Coloque-o dentro, - Ela sussurrou em seu ouvido. - Ninguém será capaz de ver que você está dentro de mim, debaixo da minha saia.
  • 60. Incluindo ele, um-maldito-afortunado. Não era estúpido o bastante para comentar que, mesmo que o espectador não pudesse realmente ver que estava sendo empalada por ele, ainda seria capaz de dizer o que estavam fazendo por baixo do vestido. Mas se ela estava mais confortável fazendo dessa forma, aceitaria o que pudesse receber. Poderia ver a ação entre seus corpos, depois do show, quando estariam sozinhos no quarto de hotel e ela se entregaria completamente a ele. - Posso fuder sua bunda depois? - Perguntou quando o escorregadio calor dela engolfou-o. Amava o jeito como ela correspondia ao levar um forte tapa na bunda. Tinha certeza que ela gostava mais de sexo anal do que vaginal. Isso me faz sentir rebelde, ela lhe sussurrou quando perguntou por que continuava pedindo que entrasse na sua porta dos fundos. Me faça sentir rebelde, Adam. Iria fazer. Madison estremeceu contra ele, seu pau enterrou até o fundo dentro dela. - Não fale sobre isso agora, - Ela implorou. - Quando você fala sobre isso, me faz querer e não podemos fazer isso aqui. - O que mais você quer, baby? O que me diz sobre quando falamos safadesas ao telefone? - Perguntou. - Quando ligo apenas pra dizer todas as
  • 61. coisas safadas que quero fazer com você? Te digo o quanto amo meter meu pau na sua bundinha quente até que você implore por mais? - Sabia a resposta, só gostava de vê-la perturbada. Isso o excitava. Assim como tudo sobre ela o excitava. O caminho mais rápido para levá-la a loucura era falar baixaria e tentar fazê-la responder. - Depois de desligar, fico na minha cama e me escondo debaixo das cobertas, - Ela sussurrou em seu ouvido. Com o rosto ardendo de vergonha contra o dele. - Nua? - Perguntou. Quando ela não respondeu, pressionou-a. - Você fica nua sob as cobertas, Madison? Me diga. Ela balançou a cabeça. - Com minha calcinha pra baixo. - Você usa o vibrador que comprei pra você? Fode forte o rabo com ele? - Lembrou-se de quando tinha dado a ela esse brinquedo e fez usá-la em si mesma, enquanto observava. Ela tinha ficado constrangida num primeiro momento, mas depois gozara com a ajuda dele. Deu um prazer tão bom para si mesma que ele gozou apenas olhando para ela. - Não, - Ela disse perto de sua orelha. - Comprei um vibrador maior. O
  • 62. pequeno que você comprou não era grosso o suficiente, não como seu pau. - Você gosta de um pau grande, Madison? Ela estremeceu como se o pensamento a levasse perto do orgasmo. Assentiu com a cabeça contro seu rosto. - Oh sim. Amo seu pau grande, duro na minha bunda. Nenhum desses brinquedos chega perto de ser tão bom como quando você faz. Você trepa tão bem. Com tanta força. Até que te sinto lá no fundo. - Ela gemeu. - Oh Deus, Adam, quero você lá agora. Caramba, ela o deixava quente. - Mais tarde. Prometo. Enterrou o rosto em seu pescoço, as mãos emaranhadas em sua saia. - Você tem que mover, baby. Preciso entrar dentro de você. Se não gozar logo, vou morrer. Ela beijou sua bochecha. - Você tem certeza que ninguém pode nos ver aqui.
  • 63. Ela verificou o tráfego pela janela traseira. - Tenho certeza. Ela começou a se mover. Levantou-se e caiu sobre seu colo, acariciando todo o comprimento sensibilizado do pênis com seu calor escorregadio. Era feita para ele. Seu corpo tinha que ter sido feito apenas para ele. Ela encaixava tão bem. Sentia-a tão bem. Queria olhá-la, tocá-la, saboreá-la, mas tudo o que podia fazer era agarrar-se ao vestido amassado em seus quadris e se deleitar com o prazer ondulando por sua carne. - Oh, Adam, - Ela sussurrou sem fôlego. - Que sensação incrívil. - Ela se moveu mais rápido, enterrando-o profundamente, montando-o tão forte quanto podia. Remexendo os quadris. Ela pressionou-o em seu interior deixando-o louco de prazer. Ele agarrou sua bunda, puxou separando as nadégas para atormentá-la. Ela agarrou seu cabelo, prendendo-o com as duas mãos. - Deus, sim. Enfie o dedo na minha bunda. - Mais tarde. -Por favor. Ele avançou com os dedos em sua abertura de trás, e ela se contorceu.
  • 64. Levantou-se e caiu sobre ele mais rápido. Mais rápido. Enfregando o clitóris contra ele a cada vez que se afundava. Seu prazer aumentou. Seu coração disparou. Ele lutou para não gozar, querendo que ela chegasse ao orgasmo antes dele se entregar a satisfação. Sabia que deslizando um dedo na bunda dela iria fazê-la gozar. Isso sempre fazia. Aproximou os dedos até onde ela queria. - Sim, Adam, - Ela ofegou. - Preciso disso. No instante em que a ponta do dedo roçou o buraco vazio, todo o corpo dela ficou rígido, arqueando-se para trás. Ele moveu os braços ao redor de suas costas para que ela não caísse e batesse a cabeça no console atrás dela. A quente buceta apertada apertou forte seu pau contraindo-se com espasmos enquanto ela gritava em extâse. Adam estava tão consumido pelo próprio prazer que não conseguiu manter os olhos abertos para ver a expressão dela quando gozou. Ela fazia a cara mais sexy quando era apanhada no meio de um orgasmo. Mais tarde. Ele a veria mais tarde. Agora, agora ele perdeu-se, chamando seu nome quando sua semente entrou em erupção dentro dela. Cada jorro de sêmen percorreu um forte estremecimento por seu corpo inteiro. Foda, ela sempre o fazia gozar com tanta força. Estava tão feliz que não tinha que usar preservativo com ela. Tão feliz que ela confiou nele quando prometeu mantê-la segura. Nunca iria quebrar essa confiança, porque estar dentro dela fazia-o alçar vôo - de
  • 65. corpo e alma. Não havia nada de tão emocionante como jorrar sua porra em seu pequeno corpo receptivo. Madison ficou mole, e caiu contra seu peito. Sua respiração quente e rápida agitando os cabelos caídos em seu pescoço. Ele inalou o cheiro dela - uma mistura de doces lírios, sexo e Madison. Deus, ele tinha sentido falta dela. A limosine balançou com a parada súbita, fazendo os dois caírem no chão. Adam caiu em cima de Madison entre o assento e o minibar. Instintivamente embalou-a em seus braços. - Desculpe, - Disse. - Você está bem? - Beijou suavemente sua clavícula. - Acho que sim. Você está em cima da minha perna. - Adam deslocou-se para que ela pudesse libertar a perna e, então, se esforçou para levantar do chão. Ainda lutando para respirar, Madison puxou-o para perto e enterrou o rosto no pescoço dele. - Espere, - ela disse, segurando-o com força, - Não se mexa ainda. Preciso desta parte.
  • 66. Ele relaxou e deixou-a segurá-lo. Nunca admitiria a ela o quanto precisava dessa parte também. Uma cacofonia de palmadas fortes veio do lado de fora do carro, seguidos pelos animados gritos que só podiam ser dos fãs. Seu tempo a sós com Madison tinha chegado ao fim. Por agora. Mas depois? Depois, ele tinha uma programação de fundir-a-cabeça reservado para ela. Adam beijou as faces coradas de Madison e ajudou-a a encontrar a calcinha. Ela se esforçou para colocá-la apressadamente e procurou as botas debaixo do banco da frente. - A vida de rockstar é uma aventura, - Ele brincou, enquanto a multidão do lado de fora se tornava ainda mais barulhenta. Com as mãos e os rostos pressionados contra as janelas, Madison encolheu -se contra o canto do assento. Adam recolocou as roupas e abotoou a calça. - Vou falar com eles por alguns minutos. Fique aqui e se esconda. Ela baixou o olhar para as mãos, que estavam apertadas no colo. Ele tocou seu rosto suave com os dedos. - Vamos continuar isso mais tarde, - Prometeu. - Vou te foder com tanta
  • 67. força na bunda que você não será capaz de andar. Gostaria disso? Ela mordeu o lábio e assentiu. Ele deslizou para o assento próximo à janela do passageiro e desceu uma fresta do vidro. - Ei, - Ele disse à multidão em torno do carro. A limusine estava do lado de fora do estádio, mas a multidão tinha adivinhado que alguém famoso estava dentro do carro. - Vocês estão aqui para ver o Sole Regret? - Oh meu Deus, é Adam Taylor, - Alguém gritou. A pequena multidão tornou-se enorme. Na segurança do carro fechado, Adam apertou mãos e deu autógrafos pela janela aberta. Ele estava feliz por ninguém ter notado Madison escondendo-se nas sombras em frente a ele. Tentou não chamar atenção para ela, mas a expressão perturbada dela enquanto olhava as mãos deixou-o perplexo. Ele teve que forçar-se a não perguntar o que estava errado. Ela não iria querer que todos ao redor do carro soubessem que estava com ele. Tinha que proteger sua reputação. Qualquer mulher flagrada com ele era automaticamente rotulada de vadia, e ele não seria capaz de viver consigo mesmo se ela se machucasse porque tinha nascido um idiota.
  • 68. Capítulo 6 Dentro do estádio, Madison ficou parada entre o equipamento de palco e observou Adam trabalhando com o técnico de som. Não havia muito retorno nos amplificadores, por isso estava levando muito mais tempo que o esperado para eles deixarem o equipamento pronto para o show. Uma pesada cortina preta bloqueava à vista do palco para os fãs, mas eles já estavam entrando no estádio pelo portão principal. No entanto, devem ter reconhecido que Adam era o guitarrista escondido, porque cada vez que ele tocava uma série de notas, eles irrompiam em aplausos animados. Madison às vezes esquecia que ele era famoso. Não necessariamente quando estavam fazendo sexo na limusine - quem fazia isso além de pessoas famosas, recém-casados com tesão ou um ocasional casal do baile de formatura - e o que dizer quando a limusine foi cercada de fãs e vinte e cinco seguranças tiveram que ser chamados para controlar a multidão, porém esses lembretes só a fizeram se sentir ainda mais em conflito sobre o status de seu relacionamento com Adam. Na limusine, ele fizera com que ela ficasse escondida da multidão, obviamente, não querendo que soubessem que estava com ele. Quando desembarcaram na porta de trás do estádio, ele a fez cobrir a cabeça com a jaqueta de um dos seguranças. O orgulho de Madison tinha levado uma surra, por ele não ter declarado publicamente que estavam juntos, mas não podia culpá-lo. Podia ter qualquer mulher que quisesse - certamente mulheres muito mais glamourosas, sexys e ricas do que Madison sempre
  • 69. desejou ser. Por que ele não podia fazer isso por ela? Sabia que gostava dela. Sabia que eles eram compatíveis sexualmente e que gostavam da companhia um do outro. Mas também sabia que no instante em que fizesse exigências e exigisse que fosse fiel a ela, ele iria embora. Talvez se fosse uma supermodelo ou uma atriz famosa, ele considerasse admitir que estavam envolvidos. Mas era apenas Madison Fairbanks, com aspirações comuns, um visual comum, uma vida comum. Nunca seria suficiente para ele. Mesmo assim, quanto mais conseguiria ficar num relacionamento onde era o único parceiro monogâmico? Talvez se sentisse melhor se encontrasse outro homem com quem vadiar na ausência de Adam. Rejeitou a ideia, assim que lhe ocorreu. Não tinha interesse em outros homens. Nenhum outro homem a fez arder, sentir saudades, ansiar e … amar. Ela teria que ter terminado completamente com ele antes de abrir as pernas para outro qualquer, que não fosse seu deus do rock inatingível. - Você está esperando pelo Adam? - Owen, o baixista da banda, perguntou. Não tinha percebido que ele estava de pé ao lado dela. Seu olhar automaticamente desceu para a virilha dele, como se ele fosse ter o pau perfurado pendurado para fora para ela ficar boquiabeta. Realmente desejava não saber sobre seu piercing escondido. - Hum..., - Ela bufou, irritada com seu comportamento grosseiro, e
  • 70. ergueu os olhos para ele. Eram de um azul lindo, que combinava bem com seu belo rosto, o cabelo castanho com um pouco de gel. - Sim. Ele não imaginou que levaria tanto tempo. - Caso contrário, provavelmente a teria escondido em algum camarim com um saco na cabeça, ou a feito esperar sozinha no hotel. - Algum roadie derrubou um monte de amplificadores quando estavam descarregando o caminhão, está tarde. Não conseguem descobrir qual ficou danificado. Eles soam muito bem individualmente, mas quando estão todos conectados à mesa de som, não captam o feedback. - Oh. Owen riu. - Parece que você se importa. - É interessante, - Ela disse. - Não sei muito sobre música. - Só como manter um guitarrista cativado. - Owen cutucou suas costelas com o cotovelo. Ela sentiu as faces esquentarem. - Não de verdade.
  • 71. - Ele gosta de você, sabe. Eu o conheço há quase dez anos. Ele nunca ficou interessado na mesma mulher por mais do que algumas semanas. Quanto tempo vocês estão se vendo? - Um ano. - Ela balançou a cabeça, porque isso fazia soar como se ele estivesse falando sério sobre ela. - Mas não nos vemos com frequência. - Ele nunca perde a chance de vê-la quando pode. Só é ocupado, certo? - Ele liga quando está na cidade. - E tarde da noite, quando quer falar safadezas. - Sim, ele gosta de você. Mas tenho que avisá-la. - Me avisar? Owen acenou com a cabeça. - Não o pressione. - Então não é uma boa ideia forçá-lo a me prometer seu amor eterno e acabar ficando sozinha? - Ela estava meio brincando e meio que querendo saber a resposta. - Não, - Ele disse, esticando a sílaba de uma forma exagerada.
  • 72. - Ele terminaria com você, se você sugerisse isso. É como ele age. - Estava com medo disso. Odeio que ele tenha tantas outras mulheres. - Só não pense nele com elas. O coração de Madison encolheu. Mordeu o lábio para impedir que tremesse. Owen tinha basicamente confirmado suas suspeitas: Adam dormia com outras além dela. Sabia que ele estava, mas vinha fazendo um bom trabalho tentando fingir que era só com ela. Algo quente escorreu pelo canto do olho. Ela removeu a irritante lágrima e se concentrou em respirar regularmente. Não queria explodir em torturantes soluços na frente de Owen. O que provaria que ela não tinha o que era necessário para ser a namorada de um rockstar. Porque, francamente, ela não tinha. - Oh merda, não pareça tão triste, querida, - Ele disse, acariciando suas costas. - Basta lembrar que as gatas não significam nada para ele. - Então porque ele se incomoda em dormir com elas? - Disse mais alto do que pretendia. Owen encolheu os ombros e coçou a cabeça. - Por conveniência?
  • 73. E isso era o que era para Adam também. Sua conveniência localizada em Dallas, Texas. - Desculpe-me, - Ela disse. - Preciso usar o banheiro. Assim não precisaria forçar os olhos a não derramarem lágrimas em público. Não conseguia mais fazer isso. Não importava o quanto o amasse, se ele não a amava de volta. Um caso unilateral de amor não seria o suficiente para ela. Nem mesmo com Adam Taylor. - Com certeza, - Owen disse, sua atenção já desviando para outra pessoa. Madison estava autorizada a circular pela area do backstage sem sofrer interferências. A segurança e a equipe a reconheceram. Alguns até mesmo ofereceram um aceno amigável em saudação, o que era desconcertante. Não percebiam que ela não era famosa o suficiente para estar ali? Encontrou o banheiro e se trancou em um reservado. Não se deixou desmoronar, só permitiu que algumas lágrimas caíssem. Não queria que ninguém soubesse que sequer tinha considerado chorar. Talvez se tivesse se interessado por Adam, porque ele era um lendário astro do rock, isso teria sido mais fácil, mas ela não o amava por isso. O amava a despeito disso. Antes de ter sido apresentada a banda e interagido com a cena que cercava sua vida profissional, ela pensava que a música fosse o trabalho de
  • 74. Adam. Mas era mais que isso. A música era vida dele. E ela não se encaixava nessa vida. Era diferente quando estavam a sós. Durante esses momentos, sentia-se ligada a ele, uma parte dele, e sentia que ele era uma parte dela, mas aqui, cercados pela equipe e a banda, os fãs, a imprensa e as outras centenas de pessoas que eram necessárias para administrar a carreira de Adam, sabia que seu relacionamento era uma ilusão. Não havia nenhum jeito de ficarem juntos de uma maneira normal. Nem sequer sabia se ele se lembrava como era ser normal. Assoou a nariz com papel higiênico e saiu do reservado. Olhou para o rosto no espelho, perguntando por que tinha que se apaixonar por alguém tão inacessível quanto Adam Taylor. Por que não podia ter sido por algum encanador legal? Ou um engenheiro civil? Não, teve que entregar o coração para um dos mais famosos guitarristas de rock do mundo. E sabia que nunca poderia tê-lo. Não inteiramente. Olhando para seu reflexo aflito no espelho, ela percebeu que a única forma para superar Adam seria romper seu caso. Parar com o vício. E teria que fazê-lo em breve; Não havia nenhum sentido em retardar o inevitável. Esta seria sua última noite juntos. E se certificaria de que fosse uma noite para relembrar, assim poderia valorizá-la para sempre. Com o coração pesado, Madison respirou fundo, endireitou a coluna e
  • 75. saiu do banheiro para encontrar Adam. Sabia que ele gostava quando mostrava seu lado rebelde e como não queria ser a única a se lembrar de sua última noite juntos, usaria isso como vantagem. Ele estaria ardendo no momento em que entrasse no palco em duas horas. O som da guitarra não preenchia mais o estádio, mas ela se dirigiu naquela direção de qualquer maneira. Não tinha certeza se ele estaria no camarim da banda ou no ônibus. Ou falando com uma ruiva linda com uma saia curta de couro. Madison deu uma parada abrupta, encarando a mulher. Perguntou-se quanto intimamente Adam a conhecia. Com certeza eles estiveram juntos. E a mulher com certeza estava sorrindo para ele num convite aberto. Apesar de Madison não poder ver o rosto de Adam, não havia dúvidas quanto a isso. Se o cabelo de roqueiro e todo o traje preto não a fizeram manter distância, a bunda gostosa dele não o faria. Madison moveu-se para ficar atrás dele. Você gosta de putas? Posso fingir ser uma vadia. Deslizou sua mão por sua bunda e apertou. Ele se virou. - Madison? - Ele disse, obviamente surpreso por ela ser a pessoa lhe dando um aperto na bunda em público. Provavelmente teria ficado menos surpreso se tivesse sido alguma mulher que ele não conhecia.
  • 76. - Você está ocupado? - Ela perguntou. - Fiquei me perguntando para onde você tinha ido, - ele disse. Olhou para a ruiva, que estava olhando carrancuda para Madison. Que pena ter atrapalhado seus planos, vadia, mas ele é meu hoje à noite. Madison estreitou os olhos para a mulher. Os olhos dela se estreitaram também. - Tive que ir ao banheiro, - Madison disse, com os olhos quase fechados de tão estreitados que estavam agora. - Espero que não tenha ficado muito solitário sem mim. O canto da boca da ruiva se ergueu. - Eu nunca deixaria isso acontecer, - Ela disse com um ronronar baixo e passou a palma da mão pelo braço musculoso de Adam. A não ser que apertasse as palpébras completamente fechadas, era fisicamente impossível para Madison estreitar mais os olhos, então pegou o outro braço de Adam e arrastou-o para longe da predadora. - Tem alguém no ônibus? - Perguntou a ele.
  • 77. Ele encolheu os ombros. - Não tenho certeza. Podemos ir verificar. - Acenou para a ruiva. - Mais tarde, hum... - Sarah. - Certo, - Ele disse. Madison forçou-se a não dar a Sarah um olhar presunçoso quando Adam pegou sua mão e levou-a para a parte de trás do estádio onde o ônibus da turnê estava estacionado. - Você não vai perguntar? - Ele disse enquanto caminhavam. - Perguntar o quê? - Como conheci aquela mulher. Pensei que você fosse arrancar os olhos dela lá há um minuto atrás. - Realmente não me importo como você a conheceu, - Ela disse, sua coluna estava tão rígida que ficou surpresa que não tivesse rachado com a tensão.
  • 78. Ele encolheu os ombros. - Se você diz assim. Madison agarrou a mão dele com mais força, era uma mentirosa. Queria saber como ele a conhecera. Se estava interessado nela. Se já tinha transado com ela. Ou se ela tinha chupado seu pau ou se ele a beijou como beijava ela, mas não era assunto seu. - Você transa com ela? - Falou e depois cobriu a boca com a mão livre. De onde diabos tinha vindo essa pergunta? - Não, - Ele disse simplesmente. - Você quer? - Quando eu tenho você aqui? - Ele beijou sua testa e apertou-lhe a mão. - Mas e se eu não estivesse aqui? - Isso seria diferente. E era por isso que tinha que lhe dizer adeus. Tecnicamente, eles poderiam continuar dessa forma - ela largando tudo para estar com ele
  • 79. quando estava na cidade e esses seriam os momentos que viveria com ele - mas não podia continuar assim para sempre. Lhe diria isso pela manhã. Não tinha certeza se ele se importaria. Uma fila de mulheres estaria esperando para tomar seu lugar no segundo que se afastasse. - Mas estou aqui, - Ela lembrou. - Exatamente. Madison ficou desapontada ao descobrir que o ônibus estava abarrotado com o resto da banda e algumas meninas que não se importavam em ser acariciadas. Uma das garotas mais jovem estava, obviamente muito bêbada e completamente de topless. Quando viu Adam de pé junto ao banco do motorista, cambaleou em sua direção. - Minha amiga apostou que eu não conseguiria que todos os membros da banda chupassem meus peitos. Sua vez! - Ela agarrou os seios com as duas mãos e ofereceu-os para Adam. - Alguém tire uma foto disso! Preciso de provas. Adam arqueou uma sobrancelha para ela. - Não, obrigado, doce. Em outro momento. - Vocês não são divertidos, - Declarou.
  • 80. - Vou chupá-los, - Ofereceu um cara que estava encharcado do que tinha que ser cerveja - cheirava a isso. - Não quero que você os chupe, Henry, - SureBet * disse. - Force, - Ela chamou quando viu o baterista da banda saindo do quarto na parte de trás do ônibus. - Você ainda não os chupou. O que está esperando? Ele deu uma olhada nela, voltou para o quarto e fechou a porta. - Não quero ir a um encontro com o irmão estranho da Katie, - Ela gemeu. - Por favooooooor, não me façam perder essa aposta. - Ela bateu o pé em agitação. - Vou chupar outra vez, - Owen ofereceu com um sorriso torto. Sentou- se ao lado do sempre-sem-camisa Kellen no sofá. - Tudo bem, - Ela correu para enfiar os peitos na cara dele e não pareceu se preocupar com a aposta quando a boca de Owen sugou seu mamilo. *SureBet são apostas esportivas, apostas sem riscos. São apenas formas diferentes de designar um mesmo sistema de jogo: a aposta segura. A aposta segura é uma combinação de apostas em que o jogador obtém lucros líquidos seja qual for o resultado final do evento, cobrindo todos os eventuais resultados da aposta.
  • 81. - Cuff, - Ela gemeu, agarrando um punhado dos longos cabelos escuros de Kellen e puxou-o contra o peito livre. - Chupe o outro. Madison ficou boquiaberta com os três. Não tinham vergonha? Era isso o que aparecia em volta dos rockstars? Criaturas sem-vergonha? Ela poderia ser uma sem-vergonha? Talvez. Olhou para Adam, sabendo que tinha decidido deixá-lo depois dessa noite, mas só o pensamento de esta ser sua última noite juntos roubava seu fôlego. Talvez pudesse tentar ser mais como a garota que estava tendo seus peitos chupados por dois caras ao mesmo tempo. Talvez isso fosse necessário para manter a atenção de Adam. Talvez se deixasse a decência um pouco de lado, ficaria bem com ele viver a vida de um rockstar e com ele trepando com outras enquanto ela permaneceria sua ficada de Dallas. Estava tão confusa que não podia ver direito. Tudo o que podia ver era o quanto o queria. - Você quer ficar aqui? - Ele perguntou. Armou-se de determinação e agarrou-o pela virilha, sabendo que corava até a raiz dos cabelos, não tinha controle sobre isso. Mas tinha controle sobre suas palavras.
  • 82. - A não ser que você queira que te chupe na frente de uma platéia, - Ela disse. Se forçou a olhá-lo e assim que sua mão parou de tremer, aumentou o aperto sobre a protuberância que crescia nas calças. - Adoraria que você me chupasse na frente de uma platéia, - Ele disse em voz baixa. Oh Deus. O que tinha feito? Nunca esperou que ele levasse a oferta a sério. Deslizou a mão até a fivela do cinto e, por um momento, quando olhou em seus suaves olhos cinzentos esqueceu-se de tudo, como se ele fosse a única pessoa na terra. De repente, queria chupá-lo na frente dos outros. Desatou o cinto, e então seus dedos se atrapalharam com a braguilha. Ele pegou sua mão. - Madison, o que há de errado? - Perguntou. - Você não está agindo como você mesma essa noite. Com o coração martelando, abriu o primeiro botão da calça jeans. - Não sei o que você quer dizer. Não é grande coisa. As mulheres não fazem isso por você o tempo todo? - Não o tempo todo.
  • 83. - Mas não é isso o que você quer? Uma puta que te faça gozar. Não havia a gentileza habitual nos olhos dele quando fez uma careta para ela. - Se eu quisesse isso, não estaria com você, estaria? - Você está comigo? - Ela disse em voz alta. - Sim, você me vê aqui, não é? - Sua voz elevou-se com raiva também. Ela já o tinha visto puto da vida, mas nunca tinha sido a causa disso. - O que quer de mim, Madison? Você está agindo de modo estranho. Ela se deu conta que suas vozes soaram altas quando o ônibus de repente ficou em silêncio. Olhou em volta do corpo de Adam para os outros ocupantes. Todo mundo estava olhando para eles. Pegou o olhar de Owen e ele deu uma sacudida quase imperceptível com a cabeça. Não o pressione. As palavras dele ressoaram alto e claro em sua cabeça. - Podemos ir a algum outro lugar e falar em particular? - Ela perguntou a Adam. - Tenho que estar no palco em meia hora. - Não vai demorar muito tempo, - Ela prometeu.
  • 84. - Tem alguém no camarim? - Adam perguntou ao vocalista, Shade, que assim como os outros estava assistindo a sua pequena discussão. - Se houver, chute-os pra fora, - Shade disse, olhando para Adam como se ele fosse o maior idiota que já tinha encontrado. Adam virou-se e desceu do ônibus. Como estava fechando o cinto, não segurou a mão de Madison enquanto caminhavam para o camarim. Se perguntou se ele não a tivesse parado, o que teria feito. Teria descaradamente chupado seu pau apenas chamar sua atenção? Realmente não sabia. Adam fez os dois membros da equipe sairem do camarim e trancou-se na sala com ela. Ela abriu a boca para falar - já tendo inventado a mentira perfeita para explicar seu comportamento - mas antes que pudesse começar, envolveu-a em seus braços e puxou-a contra ele enterrando o rosto em seu pescoço. - Você vai parar de me ver, não é? - Ele sussurrou. Ela estava tão atordoada que não pode negar imediatamente. - Por que, Madison? É porque eu estava conversando com outra mulher?
  • 85. - Conversando com outra mulher? Não, eu não iria parar de vê-lo por isso. O corpo dele relaxou com o alívio, e o coração dela encolheu. Se forçou a continuar. Fale de um vez, Madison. É a única maneira. - Mas esta vai ter que ser a nossa última noite juntos. Seu coração estava batendo tão forte que ameaçou pular do peito. Os braços dele se apertaram ao redor dela. - Não, - Ele disse asperamente. - Não vou deixar você ir. - Adam, não posso mais fazer isso. - Fazer o quê? - Sair com você. Preciso saber que você está comprometido comigo. E sei que você não quer estar. Ele afastou-se dela e olhou-a. - Como você sabe disso?
  • 86. - Bem, porque você é famoso e as mulheres ficam atrás de você e … - Elas vão sempre me perseguir, Madison. E quem poderia culpá-las? Olhou para ele, sabendo que não seria apenas sua última noite com ele. Esta seria a última vez que o veria. A última vez que ele a seguraria em seus braços. Owen tinha avisado a ela. Por que não tinha escutado? Tentando reunir forças para sair pela porta e manter um pingo de dignidade, ela baixou o olhar para seu peito e tomou uma respiração profunda e instável. Os cacos de seu coração partido atravessaram o pulmão, roubando seu fôlego. A camiseta preta de Adam turvou-se fora de foco por trás de lágrimas tolas. Fechou os olhos. Não chore. Não chore. Não. Adam agarrou-a pelos braços e a sacudiu. - Maldição, Madison, - Ele disse em um grunhido áspero. - Não vou deixá-las me pegar. Madison deixou escapar todo o ar dos pulmões e sua cabeça levantou procurando sinceridade em sua expressão. - Adam, você está dizendo... - Os pedaços de seu coração já estavam
  • 87. consertando. - Você estaria disposto a... - Madison, você é a única mulher que me importa. Se eu tiver que abrir mão da porra das garotas não dou a mínima, desde que esteja com você, quem você acha que vou escolher? Ela baixou os olhos para o peito dele novamente. - Não sei. Ele a soltou abruptamente e deu uma passo para trás. Ela se forçou a olhar para cima de novo. Não estava preparada para o olhar transtornado de angústia no rosto bonito. Ele balançou a cabeça. - Você realmente não sabe? Madison, pensei que você fosse a única pessoa que me entendia. - Eu tinha esperança. Desejei que você me escolhesse, mas não sabia, então eu... Eu estava apenas terminando com você de um vez sem forçá-lo a escolher. Meu coração não ia aguentar, se você não me escolhesse. Ele segurou seu cabelo com as duas mãos e puxou-a para mais perto.
  • 88. - É claro que eu escolheria você. Beijou-a com um profundo, rude beijo de punição que a deixou desorientada e sem fôlego. - Como você pode dúvidar de mim, Madison? Duvidar do seu valor? - Ele sussurrou contra seus lábios macios. - Você é muito melhor do que eu, baby. - Sua voz falhou. Ela balançou a cabeça. - Você pode ter qualquer mulher que quiser. - Isso não importa. Quero só você. Ela podia deixar-se acreditar nisso? Queria. Mas se confiasse nele de todo coração, não deixaria nada de fora, daria tudo a ele, e se ele a traísse... se agarrou nele, com medo de que fosse esmagar seu coração numa polpa. Adam soltou um mão de seu cabelo para esfregá-la por sua perna. A mão deslizando para cima sob a saia. Com um toque suave, mas firme. - Você acredita, Madison? Ela não tinha certeza. Nunca tivera essas inseguranças antes. Tinha que
  • 89. ser a fama dele que deixava essa sensação tão incerta sobre si mesma. E a traição. Não podia suportar a ideia dele segurando uma outra mulher assim. Tocando-a assim. Mas isso era ilusão? Ele provavelmente não pensava nisso dessa forma, mas mesmo que nunca tivessem um namoro de verdade, parecia que ele a traía. E que ela não era boa o suficiente para manter sua atenção. - Por que não sou o suficiente para você? - Ela disse, com os olhos cheios de lágrimas. - Por que você dorme com outras mulheres? - Baby, você é mais do que suficiente para mim. É só... tenho um desejo sexual saudável, - Ele disse. Ela riu sem entusiasmo, apertando os olhos e engoliu o nó na garganta. - Estou bem ciente disso. - Não achei que se importasse com as outras mulheres. Elas são um tipo de distração e você nunca disse nada sobre isso. Nós nunca concordamos que seríamos um casal exclusivo. Justamente. - Eu sei. Mas me importo, - Ela disse.
  • 90. Uma parte dela estava com medo de que ele corresse para longe dela, por isso apertou os dedos em sua camiseta. Não queria que ele fugisse e não queria parar de falar sério. Queria o que achava que ele estava oferecendo. Queria estar com ele. Queria acreditar que era possível. - A ideia de você com outra mulher é angustiante. Isso me deixou louca desde o nosso primeiro beijo. Suas sobrancelhas se uniram como se tivesse acabado de ter um pensamento perturbador. - Você esteve com outros homens desde a nossa primeira vez? Não. Deus, não. Só quero você, Adam. Só quero você. Não conseguiu pronunciar as palavras. Tentando se acalmar, baixou os olhos e respirou fundo. Tantas emoções estavam se agitando dentro dela que não conseguia decidir se ria ou chorava. - Quem diabos é ele? - Apertou seu cabelo e ele puxou seu pescoço para trás. Seu olhar raivoso fez a frequência cardíaca de Madison acelerar instantaneamente. Sim, precisava que ele fosse rude com ela agora. Todas as emoções que rodavam dentro dela eram demais para suportar. E a mão em sua bunda era deliciosa, assustadoramente perturbadora. - Você vai me bater se eu disser que abro minhas pernas para outro
  • 91. homem? - Perguntou. Porque Deus, ela precisava muito de uma boa surra forte agora. - Você fodeu com outro homem? - Ele rangeu os dentes contraindo um músculo em sua mandíbula forte. - Você fodeu outra mulher? - Ela retrucou. - Não tantas como no passado, - Ele disse defensivamente. Em outras palavras, sim, ele tinha fodido outra mulher. Ou, mais precisamente, outras mulheres. Ela odiava essa porra. - E com isso eu deveria me sentir melhor? Ele afrouxou o aperto em seus cabelos e alisou os longos fios para longe de seu rosto. Seus lábios roçaram sua testa com ternura. - Gostaria de não ter feito. Me desculpe, por te magoar. Não sabia que isso importava pra você. Eu deveria ter percebido, eu só... Sinto muito, baby. Dominada pela emoção, ela recuou. Não podia suportar que ele fosse carinhoso com ela. Não quando já estava tão perto das lágrimas.
  • 92. - Preciso que você me bata, Adam. Agora. Os olhos dele procuraram os dela por um momento, e então sua mão apertou seu cabelo novamente. - Eu nunca vou entender porque você gosta dessas coisas brutas, Madison. - Ele golpeou sua bunda com um estalo alto e sua buceta latejou de excitação. Algumas das pesadas emoções agitando-se pelo seu corpo separaram-se para dar lugar a uma luxúria primitiva. Era muito mais fácil lidar com esse sentimento. Oh, obrigada. - Eu, só gosto, de fazer rude com você, Adam. - Porque ele era o único homem que já a tinha feito sentir tantas emoções profundas e confusas. E o único que a fizera se sentir segura o suficiente com sua sexualidade para poder pedir por tal tratamento. - Com quantos homens você já fodeu, Madison? - Ele perguntou, sua mão estalando forte em sua bunda fazendo-a arder pela segunda vez. - Me diga.
  • 93. Ela gemeu, consciente da dor provocada pelo vazio em sua buceta que esfregava contra a coxa dele. - Em toda a minha vida? - Ela perguntou. Meio que gostando que ele estivesse com ciúmes, mesmo que não tivesse motivos para ter. - Desde que nos conhecemos. - Ele bateu novamente. Todo seu corpo tremeu com a necessidade. Ela se atrapalhou com o vestido quando empurrou a calcinha para baixo. Ela ficou presa nas coxas, mas não conseguia achar forças para se afastar dele. Queria ele enterrado dentro dela, enquanto batia nela. - Um, - Ela admitiu. - Apenas um. A palma da mão estalou de novo, e ela pensou que morreria se ele não a enchesse em breve. - Qual era o nome dele? - Adam, - Disse. - Seu nome era Adam Taylor. Ele parou com a mão apoiada numa nádega sensibilizada. Querendo
  • 94. que ele continuasse, ela choramingou. Os olhos de Adam se arregalaram e ele sacudiu a cabeça com espanto. - Eu sou o único? Lágrimas inundaram seus olhos e ela sacudiu a cabeça. Era um desastre emocional novamente. - Por favor, Adam, não me faça chorar. Preciso de você me fodendo e batendo ao mesmo tempo. Ele se moveu tão rápido que ela tropeçou. Em um instante, encontrava- se inclinada para frente no enconsto do sofá com a calcinha em torno dos joelhos e um grande pau buscando a entrada de sua buceta inchada. Ele avançou, preenchendo-a com um impulso profundo, duro. - Sempre tenho a melhor das intenções pra te possuir lentamente, fazendo amor de uma forma terna e acabo metendo em você feito um animal. - Seu pau se enterrou profundamente, ele bateu em sua bunda e ela gritou, contorcendo-se contra ele. - Por que assim, Madison? Por que você me provoca pra meter tão rude?
  • 95. - Eu gosto. - Ela gemeu, o rosto pressionado contra a almofada do sofá. - Gosto de você me fodendo, Adam. Ninguém jamais me fodeu com tanta força. Me bateu. Puxou meu cabelo. Me estapeou na bunda. Eu amo isso. Tudo isso. Não me faça implorar. Ele bateu em sua bunda de novo e ela choramingou. - Talvez eu goste de ouví-la implorar, querida. Talvez seja por isso que hesito e digo a mim mesmo que deveria tratá-la com cuidado. Porque sei que se eu possuí-la devagar, você vai implorar para ser fodida. Ela balançou os quadris contra ele, impaciente pelos profundos golpes fortes que desejava. Por que ele ainda estava se segurando? - Adam, - Ela sussurrou desesperadamente. - Por favor. - Por favor, o quê? - Mova-se. Ele esfregou sua bunda, que ainda estava ardendo de desejo por outro golpe. - Sua bunda está bem vermelha, - Ele disse. - Eu bati muito forte?
  • 96. Ele estava intencionalmente tentando levá-la a loucura? - Não, eu gosto disso. Quero que você me bata com força. E que me foda ainda mais forte. - Ela remexeu o quadril, esperando que ele captasse a dica. Finalmente, ele começou a estocar. Profunda e energicamente, como ela queria que fizesse. Quando sua mão espalmou sua bunda outra vez, ela choramingou, sua buceta apertando o pau. - Maldição, isso é bom, - ele disse. Esbofeteou uma parte ainda intocada da nádega quando ela o apertou de novo, a dor provocada pela ardência fazia seu músculos se contraírem automaticamente. Com alguns golpes das investidas dele, alcançou sua liberação tendo seus gritos amortecidos pelo sofá. - Deus, gostaria de ter algum lubrificante comigo. Quero muito castigar sua bunda agora. Ele esfregou seu buraco enrugado com o dedo, e ela gemeu. Não achou que fosse aguentar mais depois do orgasmo que experimentou, mas sua bunda de repente se sentiu desesperadamente vazia. Contorceu-se, tentando fazer seu dedo mergulhar dentro dela. Ela choramingou. - Por favor. Ponha na minha bunda.
  • 97. Ele saiu de dentro dela. Ela estava tonta por ter ficado curvada por tanto tempo, por isso demorou um momento para perceber que a suave, morna, coisa molhada que se esfregava contra sua bunda dolorida era a língua dele. Ele nunca tinha lambido-a ali antes. Suas pernas começaram a tremer quando um intenso prazer atravessou sua âmago. A rebelde imunda que espreitava sob suas ações reacendeu sua excitação num inferno de desejo. - Adam, - Ela chamou sem fôlego. - Oh Deus, isso é sempre a coisa mais gostosa. A língua dele mergulhou dentro dela e seus joelhos cederam. Ela agarrou o encosto do sofá para não descer até o chão. Ele trilhou beijos da fenda de sua bunda até a parte inferior das costas e voltou a fazer o caminho de volta. Ela o ouviu abrindo uma camisinha e sua buceta se apertou. Ele só usava camisinha quando fodia sua bunda. Oh, sim ela mal podia esperar. - Rápido, - Ela suplicou. Ele esfregou o pau por seus líquidos e molhou a entrada da bunda, então a cabeça do pau roçou o buraco escorrendo saliva. Ele esforçou-se para entrar. - Não está molhado o bastante, - Ele disse. - Mesmo com o lubrificante da camisinha.
  • 98. Ela não se importava. Se empurrou contra ele, fazendo-o entrar alguns centímetros. Adorou o preenchimento completo, uma sensação gostosa que fez um arrepio de calor percorrer sua pele quando ele escorregou para dentro de sua bunda receptiva. Até as solas dos pés formigaram conscientes com a invasão. - Está bom o bastante, - Ela afirmou. - Vai fundo. Ele enfiou os dedos dentro de sua buceta recolhendo porra para esfregar na junção entre seus corpos. Seu pau deslizou um centímetro mais fundo. - Você tem certeza? Ele ficava sempre muito preocupado que pudesse estar machucando-a. Como se ela fosse frágil. Que fosse quebrar. Supôs que deveria estar agradecida por ser tão cuidadoso, mas não precisava que ele fosse. Se quisesse que parasse, ela diria. Talvez fosse por isso que ele se continha. Por achar que não seria capaz de dizer não a ele, por ela nunca ter dito. Não foi porque não pudesse dizer ou estivesse com medo, mas porque nunca quis. - Vou dizer se precisar que você pare, - Ela disse ofegante. - Promete.
  • 99. Ela assentiu. Ele não meteu fundo como ela gostava, mas apenas puxou sua bunda contra ele com uma estocada rápida e ela se contorceu de encontro ao sofá em êxtase. Com cada estocada, ele avançava mais fundo. Fundo. Sim! Mais fundo, Adam. Não teve certeza se estava pensando isso ou pedindo em voz alta. Quando ele golpeou sua bunda inesperadamente, suas costas se arquearam e ela sentiu-o dentro dela ainda mais nitidamente. Oh! Endireitou as costas devagar firmando-se, cada estocada dele estimulava-a em um lugar diferente a medida que o ângulo da penetração mudava. - Deus, Madison, - Adam gemeu. Uma de suas mãos enroscou-se em seu cabelo e puxou-a para trás, a outra moveu-se para seu seio, amassando sua carne sensibilizada, puxando um mamilo tenso até quase fazê-lo doer tanto quanto sua buceta vazia. Não sabia por que isso a deixava tão excitada - ser preenchida por trás. Sua vagina contraindo-se com espasmos insatisfeitos precisando ser enchida. Sua bunda protestando pela invasão. A respiração quente de Adam saía em arfadas irregulares contra seu ombro. Ele estava quase chegando lá. Sua mão moveu-se de seu seio para o meio das coxas. A palma da mão pressionando seu clitóris; seus fortes,
  • 100. calejados dedos deslizaram por seu sexo, mergulhando de vez em quando em sua abertura molhada. - Venha comigo, baby, - Ele disse tremulamente, dando um puxão firme em seu cabelo. - Deixe vir. Ela deixou-se ir, apertando-se contra sua mão e seu pau quando alcançou a liberação. O prazer foi tão intenso que lágrimas encheram seus olhos. - Adam, - Sussurrou quando o corpo dele estremeceu atrás dela. Ele arfou irregularmente e exclamou uma série indistinguível de maldições e sílabas desarticuladas. Como pode pensar em seguir sem ter ele em sua vida? Sem ele seria incapaz de prosseguir. Figurativamente e, depois dessa forte foda maravilhosa na bunda, literalmente.
  • 101. Capítulo 7 Adam gozou segurado o cabelo de Madison e puxou seu corpo para mais perto, sua mão ainda passeando possessivamente por seu sexo. Acariciou seus lábios encharcados com dois dedos, extraindo ocasionais tremores de seu delicado corpo. Adorava que conseguisse dar a ela tal prazer. Adorava que ela se entregasse para ele. Amava ela. Nunca tinha sentido essa enorme necessidade de possuir uma mulher antes. Isso tinha que ser mais do que desejo. Mais do que carinho. Mais do que amizade. Mais até mesmo do que gratidão por tudo que ela tinha feito por ele. Um inferno de muito mais do que uma simples paixão. Não havia outra palavra para isso. Ele amava-a. Por que não tinha percebido isso até ela ter ameaçado deixá-lo? - Madison? - Murmurrou contra sua nuca suada. Seu braço apertou mais forte logo abaixo das costelas dela. - S-sim? Será que ela amava-o? Poderia uma mulher tão maravilhosa e inteiramente boa como Madison Fairbanks aguentar as merdas de alguém como ele? Adam puxou uma respiração profunda.
  • 102. - Eu am... Uma forte batida atingiu a porta do camarim. - Dez minutos, - Alguém falou do lado de fora. Madison ficou tensa e endireitou-se. Observá-la lutar para puxar a calcinha pelas coxas trêmulas quase parou seu coração. Ela parecia incapacidade de encarar seus olhos. Um rubor de vergonha surgindo em seu lindo rosto. Depois do show levaria-a para a cama, manteria seu corpo nu contra o dele pelo tempo que quisesse, possuiria-a suavemente, diria que a amava. Mil vezes. De mil maneiras. Dizendo. Mostrando. Amando-a. - Você é linda, - Ele disse, beijando seu ombro nu enquanto ela ajeitava o vestido nos lugares apropriados. Ela sorriu timidamente, e seu coração sentiu uma fisgada. Tinha sido tão ruim com ela. Seus olhos azuis iluminaram-se brevemente de satisfação e seu rubor aprofundou-se. - Obrigada.
  • 103. - Você quer assistir o show dessa noite? - Claro. Eu não iria perdê-lo. - Ela beijou sua bochecha. - Tem algum banheiro por aqui. Ou eu vou fazer você passar vergonha? - Ela deu um passo para o lado e encolheu-se. - Você está bem? - Nunca estive melhor, - Ela disse ofegante. Ele pousou uma mão na parte inferior de suas costas e levou-a para o banheiro. Ela trancou-se em um dos dois reservados enquanto ele tirava a camisinha e limpava-se na pia. Outra batida soou na porta do camarim. - Adam, você está aí? - Um minuto, - Ele berrou. - Madison, você está pronta? - Ele enfiou apressadamente seu recém lavado e ainda úmido pênis nas calças. - Vá indo na frente, - Ela disse. - Eu te alcanço.
  • 104. Ele queria ela em seus braços enquanto seguia para o backstage. Queria-a quando o show terminasse. Essa linda, maravilhosa, sexy-como- o-pecado mulher é minha. Você pode olhar - e ferver de inveja - mas nunca tocar. Desde que eles tinham se conhecido, ela somente se entregou para um homem. Ele. E isso iria continuar assim. Deveria saber que ela seria fiel a ele, apesar dele não ter pedido isso a ela. Isso deveria fazer seu peito inchar de orgulho? Talvez não, mas fez. - Eles não vão começar sem mim, - Ele disse, - Posso esperar alguns minutos. - Eu... hum... preciso de um pouco de privacidade. Ele riu. Como ela ainda podia acanhar-se depois das coisas que ele fez com seu corpo? - Ok, estou indo, mas quero ver você parada no meu canto do palco quando a primeira música terminar. - Estarei lá. Quando Adam chegou atrás do palco, toda a banda estava esperando nos bastidores. Seus olhares aguçados caíram sobre ele. Adam não se importava com merda nenhuma se estivessem irritados. Ele estava amando.
  • 105. Jack estendeu sua guitarra prata e prendeu o transmissor do retorno na parte de trás de seu cinto. - O show devia ter começado há cinco minutos, - Shade resmungou. - Não ouvi nenhuma música. - Sei que seu pau significa muito pra você, mas você precisa aprender a levar suas prioridades a sério. - Não me provoque, - Adam advertiu. Eles poderiam passar um único dia sem discutir? Sim, ele estava cinco minutos atrasados, e daí? Ele estava preocupado com Madison. Ela tinha se machucado. No futuro, certificaria- se de estar carregando lubrificante no bolso para quando a sexy e sempre disposta bunda dela estivesse ao alcance. Owen, que começava o show, sacudiu a cabeça para eles. - Nós vamos ficar aqui e escutar as duas vadias gritarem uma com a outra, ou posso começar? Adam enfiou o ponto do som numa orelha e um protetor na outra. - Qual é a da demora? - O chefe da equipe de som gritou em sua orelha.
  • 106. - Adam estava transando. Outra vez, - Shade disse. - Você sabe como ele é. Duas garotas por noite. Três. Quatro. Ele não resiste se tiver uma vagina. Como se ele pudesse falar. - Cala a boca, - Adam disse. Não tinha certeza se merecia essa reputação. Especialmente nos últimos meses. Um ano atrás? Sem dúvida. Fodia qualquer coisa que ficasse parada tempo suficiente para ele montá- la. Mas agora? Ele estava levando suas prioridades a sério. Ou tentando. Ninguém parecia notar seus esforços para ficar limpo e sóbrio ou para manter um namoro estável. Ele não era mais um garoto irresponsável. Seria ele mesmo capaz de viver sem os erros do passado? Madison parecia ser a única que enxergava quem ele estava se tornando. Todos os outros que estavam com ele há muito mais tempo atiravam-lhe pedras e prendiam-o no buraco que tinham escolhido para ele. Era mesmo possível escapar do buraco nesse ponto? - Vai, Owen, - Hawkeye, o outro engenheiro de som, disse no ponto. - Ou todos vão descobrir sobre isso. Owen entrou no palco, tocando um solo de baixo apoiado pela forte e pesada batida da bateria de Gabe. Adam arrancou uma palheta presa ao pescoço de sua guitarra. Coçou o
  • 107. naris com as costas de seu pulso e imediatamente, foi envolvido pelo cheiro de Madison. Inalou a essência dela profundamente em seus pulmões e combateu a vontade de lamber os dedos. Como poderia se concentrar no show com o doce cheiro de sua buceta em sua mão? - Seu fodido egoísta e irresponsável, - Shade murmurrou baixinho. Adam enrijeceu e baixou a mão para poder se concentrar em Shade. - Qual é o seu problema? - Você, Adam, - Shade disse, - Vamos rever seu comportamento nas últimas vinte e quatro horas sozinho. Fumou maconha no backstage antes de um show. Ele foi contando os crimes de Adam nos dedos. - Levou a limusine sem dizer a ninguém fazendo com que o resto de nós tivesse que procurar um táxi. Chegou trinta minutos atrasado para a passagem de som. Quase começou um tumulto na frente do estádio. E estava muito ocupado fodendo uma vadia para aparecer pro show na hora. Adam deu um soco nele. Encher seu saco era uma coisa; chamar Madison de vadia era ir longe demais. Infelizmente, Kellen colocou-se entre eles antes que Adam pudesse acertar o punho no rosto de Shade.
  • 108. - Agora não é hora pra isso, - Kellen disse, - Adam, essa é sua deixa. Foda-se o show. Adam queria arrebentar Shade de porrada. Simplesmente porque Adam queria passar um tempo com Madison às custas de suas outras responsabilidades não o fazia um irresponsável. Fazia? E mesmo que fizesse, por que Shade achava que era assunto seu? Adam não era responsabilidade de Shade. Que ele se fodesse. O coração de Adam retumbou com a batida que indicava a entrada de sua guitarra. Suas mãos encontraram as cordas familiares e começaram a tocar automaticamente. Já deveria estar no palco sob o refletor vermelho colocado em cima do pedal da guitarra. Se Shade parasse de meter seu nariz arrogante onde não era chamado isso não teria acontecido e o sangue de Adam não estaria fervendo, podendo ser capaz de se concentrar no que tinha que fazer. Tocando subiu os degraus do palco e fingiu que sua entrada fazia parte do show. A multidão não saberia a diferança. Quando o refletor banhou-o com uma aura carmesim, a multidão explodiu em gritos de entusiasmo. Sim,tente continuar esta banda sem mim, idiota. Shade cruzou o palco e parou no centro, soltando um grito de guerra que teria feito os espartanos tremerem. A multidão rugiu ainda mais alto. Filho da puta. Se Adam não amasse tanto a música do Sole Regret - já teria deixado a
  • 109. banda - e as besteiras de Shade - há muito tempo. Seus dedos voavam sobre as cordas perto do corpo da guitarra enquanto tocava um dos seus solos mais elaborados, Adam pegou o movimento no canto do palco. Virou sua cabeça para achar Madison assistindo-o com as mãos apertadas sobre o coração. Ele devia compor algo para ela. Se perguntou se ela gostaria disso. Perto do fim do solo levantou o braço da guitarra colocando-o perto do rosto e sentiu o cheiro dela em seus dedos de novo. Puxou uma profunda respiração em seus pulmões e seus olhos se fecharam. Misericórdia, ela cheirava a pecado coberto de mel. Relutante moveu a mão, levando um momento baixando a guitarra para descansar na frente de seu pau, repentinamente, atento. Não era a hora nem o lugar para despertar, mas não podia evitar. O cheiro dela fazia isso com ele. Tudo nela fazia isso com ele. O estádio explodiu em aplausos quando completou seu solo e deu um passo atrás da borda frontal do palco. Por mais barulhenta que a multidão estivesse, o único aplauso que fez seu coração baquear foi o punho de Madison jogado para o alto com entusiasmo. Ela nunca tinha aplaudido assim um de seus shows anteriores. Sempre ficava longe da agitação e tentava passar despercebida. Ele se perguntou sobre a súbita mudança dela. Ficou feliz por ela estar se divertindo, mas não tinha certeza se queria que ela mudasse. Ela era seu porto seguro assim como o vento nas velas do barco. Precisava saber se ela estaria com ele, mesmo quando não pudesse
  • 110. vê-la por semanas, às vezes meses, há não ser por poucos momentos. A música acabou, e Shade caminhou para a frente do palco, falando com a multidão como os vocalistas tendiam a fazer. - Como estamos nos sentindo hoje à noite, Dallas-Fort Worth? A multidão rugiu na hora. Adam olhou de relance para Madison. Ela ofereceu a ele um tímido aceno e então sorriu e baixou o olhar. Não podia ver a cor de seu rosto dessa distancia, mas sabia que ela estava corando. Ele adorava quando ela corava. Shade ainda estava tagarelando com a multidão. Ele poderia muito bem estar falando como um adulto no desenho animado Peanuts por tudo o que Adam ouviu. O pesado baque da bateria de Gabe tirou a atenção de Adam quando a próxima música começou. Ele realmente estava desconcentrado essa noite; precisava incrementar sua parte. Tinha fãs para entreter. Podia concentrar-se em entreter Madison em cerca de uma hora. Adam correu para a frente do palco perto de Shade faminto-por- atenção Silverton, e inclinou-se para frente para tocar um forte e pesado riff para um aglomerado de fãs no fosso na frete do palco. - Adam, você é um deus! - Alguém gritou.
  • 111. Ele sorriu. Você ouviu isso, Shade? Eles acham que eu sou um deus. - Eu amo você, Shade, - Outra pessoa gritou como uma alma penada com um megafone. Filho de uma puta. Adam observou os sorrisos divertidos nos rostos de várias pessoas na platéia e soube que Kellen estava zombando dele pelas suas costas. Ele fazia isso todo show. A multidão considerava isso hilário, assim Adam deixava passar. Sabia que Kellen nunca faria algo para prejudicar intencionalmente uma pessoa - bem, exceto talvez os amantes que amarrava na cama. Mas eles imploravam para receberem sua punição. Adam se perguntou se Madison iria gostar de algo parecido. Todos os indícios indicavam que inferno, sim. Shade postou-se na frente de Adam para assim ele poder cantar para os fãs que Adam estava favorecendo com sua atenção. Sério, cara? Adam rolou os olhos para Shade e correu para o lado oposto do palco, subindo em uma plataforma para tocar para o público sentado. Apontou sua guitarra para a multidão animada e eles gritaram com entusiasmo. Puxou o braço da guitarra para trás e empurrou-a para a frente de novo. Metado do estádio urrou na hora. Ele logo tinha-os cantando à vontade. E quando saltou para cima na ponta dos pés, eles saltaram junto.
  • 112. Uma onda de adrenalina atravessou seu corpo, e saltou junto com a batida. Sua audiência seguiu-o na hora, pulando para cima e para baixo com a música. Adam adorava essa interação com a multidão. Especialmente, uma tão ansiosa para seguir seu exemplo. Às vezes eles fracassavam com o público, mas a maioria de seus fãs se divertia como loucos. O público no outro lado do estádio começou a rugir, e Adam olhou até achar Shade em pé perto de Madison, que estava mal escondida fora do palco. Shade estava jogando seu punho no ar para fazer a outra metade da platéia pular com frenezi. E então a competição começou. Quem conseguiria fazer seu lado da platéia gritar mais alto, pular mais alto, ser mais louco? Owen e Kellen moveram-se para o centro do palco para agitar os integrantes da pláteia contorcendo-se no fosso. Os loucos filhos da puta sempre abalavam o acesso geral. Vários faziam mosh pulando da grade do fosso para o chão, e corpos estavam logo chocando-se uns nos outros num pandemônio absoluto. No final da segunda música, Adam já estava encharcado de suor. Sua camiseta grudava nas costas e seu cabelo no rosto. Enxugou as palmas das mãos nos jeans para que seus dedos não escorregassem nas cordas da guitarra quando tocasse a próxima música. Gostaria de dizer que sua metade do estádio estava mais agitada até agora, mas tinha que admitir toda multidão estava em alvoroço.
  • 113. Adam moveu-se para perto do microfone de Owen e gritou: - Vocês filhos da puta sabem como agitar! Pelo barulho que a multidão fez, eles obviamente concordavam. Shade ofereceu-lhe um sorriso. - O que você me diz, Adam? Está pronto para colocar seus dedos no fogo? Como vapor de água, a tensão entre eles evaporou. Nesse momento, tudo o que importava era a música que eles compartilhavam. - Light me, - Adam disse. A multidão rugiu aprovando quando Adam começou a introdução de “Light Me”. Pelo tempo que o resto da banda levou para entrar na música e ele dava a sua mão esquerda meio segundo de descanso, sentiu como se seus dedos estivessem em chamas. Adorava o desafio de tocar essa intro ao vivo. Só uma música com um solo longo de um minuto oferecia um grande teste para suas habilidades. Adam só tinha estado tão alto quando escreveu a letra de “Light Me”, ficou surpreso dele ter sido capaz de encontrar as cordas, mais ainda de ter composto sua obra mais inspirada na música. Se perguntou qual seria a magia que seria capaz de criar agora que estava
  • 114. sóbrio. Só tinha uma pessoa para agradecer pela bênção da sobriedade. Adam procurou por Madison nos bastidores e encontrou-a observando- o com uma adorável admiração. Preferia muito mais colocar esse olhar em seu rosto na cama, mas com quinze mil pessoas dando-lhe sua inteira atenção, na sua opinião, eram elas que mais importavam no momento. No final do show do Sole Regret, Adam estava superaquecido e suas roupas estavam encharcadas de suor. Apesar da quantidade de energia que tinha gasto, estava muito empolgado para estar cansado. Tinha energia de sobra e quando Madison deu vários passos em direção ao palco para poder envolver os braços em torno dele, sabia exatamente o que queria fazer para acabar com a força restante. Capítulo 8 Madison não se importou com a umidade na camiseta de Adam quando envolveu-o num abraço apertado e enterrou seu rosto no ombro dele. Não conseguiu evitar de lamber o suor salgado de seu pescoço. A guitarra enterrando-se em sua barriga só aumentou sua consciência sobre ele.
  • 115. Assistindo a performance de Adam e vendo quanto sua música significava para tantas pessoas encheu-a de orgulho. E preocupação. Não podia competir com a multidão ou sua música. Talvez pudesse roubá-lo de todo mundo e ficar com ele todo para si, mas não ganhava nada ficando no caminho de sua carreira musical. Não era certo agora fazer exigências que poderiam interferir com o prosseguimento de seu sucesso. Ela ainda podia dar tudo nesse relacionamento e esperar um pouco em troca? Será que nunca seria feliz com ele? Será que seria feliz sem ele? Seus braços apertaram, puxando-o ainda mais perto. Nunca tivera esses pensamentos confusos quando estavam sozinhos, apenas quando era confrontada com sua má reputação. E a fama fazia parte do que ele era. Teriam que se entender de alguma forma ou seu namoro nunca daria certo. - Preciso de um banho. - Ele esfregou o nariz contra sua orelha, sua respiração forçada agitando os cabelos de encontro a seu pescoço. - Quer se juntar a mim? Ela assentiu e segurou-o com força. - Vamos pro hotel. - Ele sussurrou em seu ouvido. - Mal posso esperar pra ficar sozinho com você. Posso sentir o cheiro da sua buceta por toda a minha mão esquerda. Todas as vezes que senti o cheiro dela, queria ferrar com o show e arrastar você para um canto isolado pra outra forte foda.
  • 116. Ela não sabia se comemorava ouvindo-o dizer o quanto a queria ou se devia se sentir culpada por tirar sua concentração no palco. Ele tinha um monte de pessoas que dependiam que desse o melhor de si em sua performance. - Desculpe, - Ela disse em seu peito. - Pelo quê? - Por tornar as coisas difíceis pra você. Ele afastou-se e pegou seu rosto com as duas mãos, inclinando sua cabeça para trás fazendo com que não tivesse escolha a não ser olhar em seus olhos. - Não tenho certeza do por quê você esta tão preocupada com isso, mas pode parar. Isso está começando a me irritar. - Ele não parecia nem um pouco zangado. Sorriu e beijou a ponta de seu nariz. - Não quero você preocupada com nada pelo resto da noite, exceto de que maneira vou querer fazer amor com você em seguida. Ela forçou suas preocupações a irem para o fundo da sua mente. Sabia que quando eles estivessem sozinhos todos os problemas que pesavam-lhe a mente não seriam sequer considerados. Ele tinha um jeito de fazê-la esquecer de tudo, menos do momento. Todo o mundo, menos dele.
  • 117. - Talvez a suíte do hotel tenha uma banheira feita para dois, - Ela sussurrou. - Baby, tanto quanto nos estamos preocupados, todas as banheiras são feitas para dois. Ele entregou seu equipamento para um roadie ansioso, pegou a mão de Madison e conduziu-a para a parte de trás do estádio, onde uma limusine esperava pela banda. Owen e Kellen já estavam dentro do carro. Owen tinha descoberto o pote de biscoitos de Adam e estava devorando-os um atrás do outro. Ele parecia alheio a jovem mulher puxando seu cinto. - Eu quero vê-lo, - Sua acompanhante disse. Ela tinha aberto o zíper e fizera sua mão deslizar pela braguilha antes mesmo de Madison e Adam sentarem-se no assento na frente deles. Adam pigarreou para ganhar a atenção de Owen e depois assentiu na direção de Madison com as sobrancelhas levantadas. Owen pegou as mãos da moça e puxou-as de dentro de suas calças. - Depois, - Ele disse, - Nós temos companhia. Aparentemente Kellen não contava como companhia. Madison
  • 118. percebeu que Owen teria se divertido muito mais se ela não tivesse aparecido. - Não me importo, - Ela disse. Na verdade, ela queria-o ver também - presumindo que a mulher esforçando-se para recolocar a mão na virilha de Owen estivesse interessada em seu piercing. - Esses são os meus biscoitos? - Adam gritou e arrancou o pote das mãos de Owen. Um único biscoito tinha sobrado. Adam enfiou-o na boca e então jogou o pote na cabeça de Owen. - Filho da puta, - Disse com a boca cheio de biscoito. - Eles estavam deliciosos. Sua namorada pode fazer mais pra você? - Owen disse num tom de provocação. - Sim, ela pode fazer mais pra mim. Não pra você. O fato de Adam não ter negado que ela era sua namorada deixou Madison sem ar. Ele pegou sua mão e deu-lhe um aperto encorajador. Será que ela aparentava estar surtando? Sentia-se como um cavalo nervoso sendo montado pela primeira vez. Era isso mesmo que estava acontecendo? Adam estava afirmando que ela era sua namorada? Publicamente? O que seria de sua vida se a mídia descobrisse que eles estavam namorando? Ela queria seu rosto estampado por toda a Internet e
  • 119. nas revistas? Queria que as fãs ciumentas descobrissem cada falha dela e insistissem que não era boa o bastante para a perfeição que era Adam Taylor? Estava pronta para isso? Não havia dúvidas que amava o homem, mas não tinha certeza se amava o rockstar. - Onde estão Force e Shade? - Adam perguntou. Esticando o pescoço para olhar pela janela. - Não gosta de ficar esperando pelos outros? - Owen perguntou. - Isso te chateia quando seus manos não valorizam seu tempo? Adam bufou e sacudiu a cabeça. - Não começa a me encher também. - Sobre o que eles estão falando? - Madison perguntou. - Shade ficou chateado porque eu cheguei cinco minutos atrasado pro show. - Adam rolou os olhos como se Shade fosse um imbecil sem consideração. - Você se atrasou por minha causa? - Madison perguntou. - Está tudo bem, - Adam disse. - Ele vai superar isso.
  • 120. - Oh uau, eu senti ele, Tags - A acompanhante de Owen disse. Ela tinha colocado toda a mão dentro da calça de Owen e estava movendo-a pela frente de seu jeans. - O que é que se sente quando está duro? Oh! Você o deixa quando está trepando? - Essa é a única razão para colocar um. É fantástico. Madison fez uma nota mental para dividir esse pedaçinho de informação com Kennedy. Sua irmã ficaria aliviada em saber que Owen tinha perfurado sua quinta extremidade por prazer e não por dor. A garota moveu a mão livre para a virilha de Kellen. Ele estava sentado ao lado de Owen, sem camisa e suado, seu longo cabelo preto estava grudando no peito nu. Um rubor aqueceu as maçãs do rosto forte fazendo- o parecer ainda mais pronunciado. - Você tem um também, Cuff? - Ela perguntou, acariciando-o através do jeans. - Posso sentí-lo? - Uh, não. - Kellen levantou a mão de sua virilha e deixou-a cair na coxa de Owen. Ela virou e então estendeu-se pela limusine em direção a Adam. Reconhecendo sua intenção, Madison deslizou para o colo de Adam, bloqueando a Miss Acariciadora de encontrar seu alvo. Madison fulminou
  • 121. a mulher ousada, cujo olhar levantou-se do bruscamente escondido colo de Adam para o rosto de Madison. - Adam tem um piercing no pau? - Ela perguntou. - Não é da sua conta, - Madison disse. - Tenho certeza que os dedos dele se movem muito rápido quando ele os mete lá em baixo, né? Você devia pedir pra ele tocar o solo de “Light Me” no seu clitóris. Isso deve fazer você gozar, tipo, em cinco segundos. - A fã assentiu para o colo de Madison, levantando e baixando suas sobrancelhas e então riu até resfolegar. Quando Madison apenas olhou-a como se ela tivesse escapado de um hospício de vagabundas, a Miss Acariciadora parou de rir e fez-se de boba. - Velha puritana. Madison empertigou-se. - Você está me dando nos nervos, - Owen disse, puxando a mão acariciante de sua calça, ajeitando-se discretamente e subindo o zíper. - Tchau agora. Ele inclinou-se para fora da porta e disse alguma coisa para um dos
  • 122. seguranças e, em um instante, a garota tinha ido embora. - Desde quando você se importa o quão irritante a garota é enquanto você está sendo agradado? - Kellen perguntou. - Madison não precisa ver alguém agindo assim, - Owen disse, - Ela é ... legal. Legal. Isso não parecia com um elogio. Madison enfrentou a mulher que sem dúvida queria passar um tempo com a banda e legal não era a primeira descrição que lhe veio a mente. Talvez fosse por isso que estava se sentindo tão fora de lugar. - Ela também faz os melhores biscoitos que já provei. - Owen acrescentou. Adam grunhiu e tentou chutá-lo, quase derrubando Madison no processo. O baterista, com seu moicano preto e vermelho, surpreendentes olhos verdes, sentou no banco ao lado de Owen. Se Adam estava úmido de suor, e Kellen estava molhado, então Gabe estava encharcado. Madison não sabia como Owen conseguia ficar com a aparência de alguém que tinha acabado de sair do salão de beleza. Ele não tinha um único fio de
  • 123. cabelo fora do lugar. - Ei, Gabe, cadê o Shade? - Adam perguntou. Agora que a Miss Groupie, que virou Miss Acariciadora, estava do lado de fora do carro e Adam estava fora de perigo de sofrer um assédio sexual, Madison tentou sair de seu colo. Ele envolveu os braços em torno dela para impedí-la de se mover. - Acho que ele está no telefone discutindo com a Tina de novo, - Gabe disse. - Ele pode fazer isso no hotel, - Adam disse. - Vamos lá. - Mantenha as calças, Adam, - Kellen disse. - Se você estivesse com essa mulher no colo, iria querer ficar com as calças? Madison corou. Não podia acreditar que ele tinha dito isso. - Bem, não. Já estaria sem as calças se estivesse na sua situação, - Kellen disse, - Mas talvez você não queira chatear o Shade mais do que você já chateou. Ele está tendo um péssimo dia.
  • 124. - Pelo que eu tenho certeza que ele me culpa, - Adam disse. - Assim como ele me culpa por tudo. Shade entrou no carro e sentou do lado de Adam, a porta se fechou. Alguém deu um tapa no teto do carro e este se moveu adiante. Shade ainda estava agarrado ao celular e não deu nem um olhar de relance para qualquer um deles, não que isso fosse fácil de dizer porque seu olhar estava sempre encoberto por um par de óculos escuros estilo aviador. Enquanto Owen descrevia entusiasticamente um sex club em San Antonio para Kellen, que parecia interessado, e para Gabe, que disse não, a mão de Adam continuou passeando debaixo da saia de Madison para acariciar a parte de dentro de sua coxa. Shade olhou pela janela escura e não disse uma palavra para ninguém. A necessidade de Madison para aconselhá-lo foi esmagadora. Estendeu a mão em sua direção e abriu a boca para lhe fazer uma pergunta, mas pensou melhor e franziu os lábios. - Vamos lá, Gabe, - Owen disse, - você vai se divertir. - Eu disse a você, - Ele falou, correndo um dedo ao longo da cabeça no limite de seu moicano. - Tenho essa coisa que estou começando com a Melanie. - Que coisa, - Owen perguntou com um sorriso malicioso. - Isso envolve baterias ou um gerador movido a gás?
  • 125. Franzindo as sobrancelhas, Gabe mordeu o lábio e acertou Owen com um soco na coxa. - Um relacionamento. Você sabe, compromisso? - Nunca ouvi falar disso, - Owen afirmou dando uma cotovelada nas costelas de Kellen. A atenção de Madison se voltou para Gabe. Ela nunca soube que algum dos cara da banda tivesse confiado em uma mulher sem que esta estivesse perto deles o ano inteiro para considerá-la íntima deles. Se Gabe conseguia, então talvez Adam pudesse sair com ele enquanto os outros três festejavam com as suas groupies. Ou quando fossem ao sex club. Ou para qualquer outra atividade que partilhassem na qual podia envolver uma indiscrição com o pau de Adam. Os olhos azuis de Owen relancearam para Adam e então imediatamente desviaram-se para Shade. Aparentemente ele sabia que não devia pedir para Adam na frente de Madison. - Você vai vir, não vai, Shade? Com o som de seu nome, Shade tirou sua concentração da rua escura fora do carro.
  • 126. - O quê? - Do clube que eu ouvi falar em San Antonio. Você vai vir, certo? - Sex Club? - Shade perguntou, como se isso fosse sua diversão mais comum. - Oh sim. - Quando? - Depois de amanhã. - Com exclusividade? - Shade perguntou. - Sim. - Estou dentro. Owen olhou para Adam de novo. Madison pôde imaginar que ele queria perguntar para Adam se ele iria, e ela queria ouvir a resposta de Adam. Será que ele ia a sex clubs com frequência? Fora de onde aprendeu a ser um amante tão incrível? Não tinha certeza do que acontecia num clube desses. Sexo, ela presumia, mas seria como um bordel, com todo tipo de orgia ou o quê?
  • 127. - O que se faz num sex club? - Madison perguntou para Owen. As coxas de Adam enrijeceram debaixo dela. Owen olhou nervosamente para Adam. Madison virou a cabeça e encontrou Adam lançando adagas de gelo com os olhos para o baixista. - Nada que interesse você, querida, - Owen disse. - Ou ao Adam, - Ele acrescentou com um aceno de mão. Claro que Adam nunca se interessaria por algo assim. Com certeza. Ela não seria dissuadida disso facilmente. - Você só faz sexo com estranhos na frente de todos? - Se isso for um de seus fetiches, - Kellen disse. O coração de Madison bateu num ritmo acelerado. - Esse é o seu? - Ela perguntou para ele, perdida em seus escuros olhos castanhos. O homem tinha uma indiscutível força neles. Ele não falava muito sobre si, mas ela estava sempre consciente dele. Owen chamava a atenção por sua interação sem fim, Kellen com sua simples presença. - Performance sexual? - Kellen balançou a cabeça. - Não
  • 128. particularmente. Isso é mais coisa do Adam. - Não diga isso pra ela, - Adam disse. - É capaz dela acreditar em você. Shade recostou-se no banco e deslizou a mão pelo joelho de Madison. - Acho que você devia vir junto pra San Antonio e juntar-se a nós, querida. Sempre me perguntei o que tinha em você que manteve o Adam interessado. Você parece muito sexo baunilha pra mim. O que você está escondendo por trás desse rostinho inocente? E debaixo dessa saia? Adam agarrou a mão de Shade e esmagou seus dedos. - Não toque nela. Shade riu entre os dentes. - Viram? Ele fica puto com tudo agora. Ei, Adam, o que ela tem de tão importante em todo caso? Ela tem uma boa cabeça ou o quê? Antes que ela pudesse dizer para Shade ir se fuder, Madison estava aterrizando no banco ao lado de Adam enquando ele tirava-a de seu colo e saltava em Shade. Em segundos, uma briga saia de controle dentro da limosine. Adam acertou uns bons socos antes que Shade conseguisse lançá-lo para o banco ao lado. Adam escorregou nas pernas de Kellen e
  • 129. Owen e voltou a se lançar de volta para Shade. Com o coração retumbando fora de controle, Madison agarrou a parte de trás da camiseta de Adam para tentar puxá-lo para longe de Shade. - Parem! Ela imediatamente encontrou-se estreitada de costas contra um peito duro com ambos os pulsos presos a seus lados. - Deixe-os lutar, - A profunda voz de Kellen soou em seu ouvido. - Isso está se desenvolvendo há semanas. Madison lutou para ficar livre, mas Kellen não era só mais forte, como parecia conhecer alguma técnica de imobilização para mantê-la facilmente presa. - Um deles vai se machucar, - Madison disse. Os socos rápidos como o fogo de Adam e Shade começaram a abrandar e tornando-se menos punitivos. Menos de um minuto depois, eles se separaram, lançando olhares ácidos um para o outro. Os óculos escuros de Shade estavam curvados e torcidos. O lábio superior de Adam estava sangrando. Uma marca vermelha escurecia a bochecha.
  • 130. - Estou cansado das suas merdas, Shade, - Adam berrou. - Estou cheio dessa porra. - O quê? Vai cair fora? - Shade retrucou. - Vá em frente. Saia. Então talvez nós possamos achar alguém para colocar no seu lugar que chegue a tempo pra passagem de som, que não consegue entender que essa porra é mais importante do que o desejo, que não seja um estúpido que fuma maconha no backstage enquanto está em liberdade condicional, e que não seja o maior babaca mal agradecido que eu conheço. O coração de Madison bateu com força no peito. O que Shade quis dizer com fumar maconha no backstage? Recentemente? Por que ele iria esconder algo assim dela? Por que ele iria mentir? E se ele estava mentindo sobre isso, como ela poderia acreditar em qualquer coisa que ele dissesse pra ela? - Sim, talvez eu vá, - Adam gritou. - Pelo menos eu não vou ter que aturar as reclamações de um egomaníaco como você. - Ninguém está saindo, - Kellen disse. - Vocês dois precisam parar de chatearem um ao outro de propósito. É criancice. Adam e Shade olharam boquiabertos de espanto para Kellen. - Caralho, é óbvio que vocês fazem isso. - Owen disse.
  • 131. Embora Adam e Shade não concordassem com nada, Owen e Kellen pareciam concordar em tudo. - Adam sabe o quanto Shade fica irritado quando chega atrasado, então qualquer oportunidade que ele tem de estar atrasado, ele aproveita. Adam baixou o olhar e olhou para os nós dos dedos avermelhados. - E Shade vai fazer qualquer coisa para conseguir que Adam se irrite. - Owen continuou. - Ele sabe que irrita Adam mexendo com sua garota, então o que ele faz? Mexe com a garota. - Talvez eu esteja genuinamente interessado nela, - Shade disse, sua profunda voz impaciente. Tirou os óculos escuros e enfiou-os no bolso. Tinha deslumbrantes olhos azuis escuros emoldurados por grossos cílios pretos. Havia todo tipo de emoções rodopiando em suas profundezas. Madison perguntou-se por que ele escondia esses lindos olhos atrás de óculos escuros todas às horas do dia e da noite. - Sim? - Adam perguntou. - Se você está tão interessado nela, qual é o nome dela? Shade encolheu os ombros e sacudiu a cabeça. - Como se eu me importasse.
  • 132. Owen soltou um forte suspiro. - Talvez esteja na hora de vocês dois pedirem desculpas. - Eu não preciso pedir desculpas pra ele, - Adam resmungou. - Por que porra eu ia pedir desculpas pra ele? - Shade berrou. Owen rolou os olhos e sacudiu a cabeça com aborrecimento. Gabe, que estava sentado bem na frente de Shade, levantou um pé e cutucou o joelho de Shade com o sapato. Gade deu a Shade um olhar penetrante, e ele afundou-se no banco para olhar pela janela de novo. Madison soltou a respiração que nem tinha percebido que estava segurando. A limusine reduziu e mudou de rua. Quando o carro parou junto ao meio fio do hotel, Shade saiu pela porta antes que o motorista pudesse abrí-la para ele. - Jacob, - Gabe chamou. - Espere. - Ele deslocou seu corpo longo e magro do banco e correu atrás de Shade. Madison pode ouvir Shade balbuciando baixinho para Gabe. - Eu vou matar ele.
  • 133. - Você sabe que é isso que ele faz, - Gabe disse. - Não deixe isso te atingir. As mãos de Kellen soltaram os pulsos de Madison, e ela atirou-se no banco da frente para tocar o lábio de Adam com o polegar. - Você não devia ter brigado. Alguém podia ter se ferido à sério. - Não comece, - Adam falou. Empurrou-a para o lado e saiu do carro. Ela hesitou. Deveria ir atrás dele? Ele parecia terrivelmente chateado, e ela não queria piorar as coisas. Estava bastante certa de que a animosidade entre Shade e Adam não era algo recente. - Vá falar com ele, ele escuta você. - Owen falou. - Talvez você possa ajudar ele a entender porque Shade tem ficado chateado com ele nos últimos quatro anos. Quatro anos. - Você sabe porquê? Ele encolheu os ombros. - Não.
  • 134. - Talvez eu devesse falar com Shade sobre isso. Não acho que Adam saiba qual é o problema. Kellen fez uma careta. - Não é uma boa ideia. Adam ficaria preocupado até o último fio de cabelo com você. Vá alegrá-lo um pouco. Você é a única que sempre faz ele sorrir. Ela não estava convencida de que faria Adam sorrir essa noite. Especialmente não quando tinha que tocar no assunto sobre fumar maconha. Que merda ele estava pensando? Se seu agente da condicional descobrisse sobre as drogas nem sua conselheira conseguiria mantê-lo fora da cadeia dessa vez. Ela tinha esperanças que Shade quisesse provocar Adam e ele não tivesse recaído - especialmente em um lugar onde ele pudesse ser pego tão facilmente - mas ela lembrava como o olhar de Adam parecera culpado durante o jantar quando perguntara como ele estava se saindo. Tinha ficado desconfiada, mas tinha decidido acreditar em sua palavra porque sabia que ele precisava da sua confiança como parte do tratamento. E ela precisava ampliar sua confiança porque amava ele. - Você vem? - Adam perguntou, olhando de volta para o carro, os olhos procurando-a no interior escuro. Seu coração pulou uma batida. Ela não tinha escolha senão confrontá-
  • 135. lo. Tinha a sensação que as coisas estavam indo de tensas para desastrosas, mas não podia deixar isso de lado. - Sim, - disse. Escorregou do banco e saiu para o ar quente da noite. Adam pegou seu pulso e guiou-a para a edifício. Ela teve dificuldade - suas botas estalando no piso - para acompanhá-lo. Ele não disse uma palavra a ela nem no lobby, nem no elevador ou no corredor. Por que estava chateado com ela? Ele destrancou a porta da suíte e entrou. Quando ela fez uma pausa para olhá-lo, ele evitou seu olhar e conduziu-a para dentro. A porta fechou e antes que ela pudesse virar, ele deu um passo para ela, envolveu seus braços ao redor de sua cintura e segurou-a como um homem afogado agarrado a um barco virado. Seu corpo inteiro tremia contra o dela. - Você está bem? - Ela perguntou depois de um momento. Acariciando os músculos tensos de seus antebraços. Ele soltou-a abruptamente e moveu-se no espaçoso quarto. - Porque eu não estaria?
  • 136. - Você parece aborrecido. - O vocalista da minha banda, que costumava ser meu melhor amigo, basicamente me disse que queria me sustituir. Por que eu estaria aborrecido? Sabia que ele estava sendo sarcástico, mas precisava perguntar para ele seriamente sobre essa questão com Shade. - Eu ficaria chateada, - Ela disse. - E magoada. - Não estou magoado, estou chateado. Não sei porque ele pensa que eu sou o único que precisa ser substituído. Talvez se ele não tentasse liderar a banda como um ditador no lugar de nos considerar todos como iguais, eu não sentisse a necessidade de tirar o couro narcissista dele. - Por isso você chega atrasado de propósito? - Não sempre. - Ele inspirou uma respiração profunda. - Conscientemente. - O que começou essa hostilidade entre vocês? Owen falou que Shade está puto com você à quatro anos. Deve ter sido algo muito grande. - Eu não me lembro, - Adam disse. Ele esfregou o rosto com as duas
  • 137. mãos. - Eu estava tendo uma fase difícil na época. Usando um monte de drogas. Não lembro muito de nada dessa época. Foram coisas pequenas e um bocado de desacordos, mas nada que pudesse dar uma razão para ele me odiar tanto assim. Quando nos começamos a banda nós éramos melhores amigos, mas agora? - Ele balanlou a cabeça. - Você já perguntou por que ele está com raiva de você? - Sim, eu pergunto qual é a porra do problema dele o tempo todo. Ela aproximou-se e colocou a mão suavemente em seu peito. O coração dele bateu forte contra a palma de sua mão. - Você já perguntou sem ser hostil? Adam afastou-se e afundou-se no sofá. - Não conseguimos interagir sem sermos hostis. - Exceto no palco. Por quase meia hora, ambos pareciam estar genuinamente satisfeitos na companhia um do outro.
  • 138. Com o olhar distante, Adam coçou a nuca. - Nós meio que nos perdemos no palco. - Mas no backstage os egos atrapalham. Adam sorriu. - Quais egos. Nós não temos egos. Madison riu abafado. - Oh não. Vocês dois são extremamente humildes. - Você já me viu ser humilde, - Ele disse, deslizando um braço em volta de sua cintura e direcionando-a para sentar em seu colo. - Ninguém mais consegue me enxergar assim. O que era provavelmente a razão de Shade encher o saco dele o tempo todo. - Eu gosto desse cara humilde, - Ela disse. - Mesmo?
  • 139. Ela assentiu. - Mas não do cara egoísta, - Ele falou. - Gosto desse cara também, mas ele não é tão adorável. Provavelmente por isso Shade lhe deu um soco na boca. - Não quero falar sobre Shade agora, - Adam disse, - Só quero me perder em você e esquecer toda essa merda. Ela virou-se de lado e encostou-se contra seu peito, aconchegando-se em seu calor. - Ele machucou seu rosto? - Não está tão ruim, - Ele soltou um risinho, - Ele não conseguiu me atingir direito com o balanço do carro, senão ele teria me mandado pro chão. - Espero que vocês dois façam as pazes, - Ela disse. - Acho que vocês se sentiriam melhor se falassem sobre essas coisas. - Talvez. - Ele ficou quieto por um longo momento. O único som no quarto vinha do zumbido do mini-frigobar e ocasionalmente de vozes no corredor. Ele afagou seu braço com a palma da mão enquanto refletia.
  • 140. - Vou falar com ele sem incitá-lo com uma briga. - Ele falou. - É só a atitude dele que me irrita. Madison poderia dizer que o sentimento era mútuo. - Tenho certeza que você pode encontrar uma maneira de conseguir chegar nele. E ela precisava encontrar uma maneira de chegar em Adam. Detestava atingí-lo com uma segunda confrontação agora, mas não podia ignorar o que Shade tinha dito dentro da limusine sobre Adam estar usando drogas. Eles tinham que enfrentar essa questão antes que o uso de droga se tornasse um abuso de droga. A diferença era um terreno escorregadio para um viciado; Não demorava muito para que a pessoa caísse para o outro lado. - Então você tem fumado maconha no backstage como rotina ou foi coisa de uma única vez? A mão continuou esfregando metodicamente seu braço nu. - Eu não es... - Não minta para mim, Adam. - Ela podia lidar com seus problemas, mas não com suas mentiras. Queria confiar nele - em tudo - mas não podia
  • 141. confiar num mentiroso. - Eu não ia mentir. Ia dizer que não disse a você, porque... não queria decepcioná-la. Isso me faz sentir culpado. Não gosto desse sentimento. - Você se sente culpado por me decepcionar? É por isso que trabalhou tão duro pra ficar limpo? - Sim. Ela se encolheu. Ele ainda tinha muito pelo que fazer. - Eu sou a única razão pela qual você luta contra o vício? - É uma razão boa o suficiente para mim. - Seus lábios roçaram seu cabelo. - Você é o melhor motivo que eu já encontrei. A mulher dentro dela gostou dessa dependência - desse vínculo entre eles - mas a conselheira sabia que não era saudável. - Adam, - Ela virou em seu colo e pôs as mãos em concha em seu rosto. Seus sentimentos por ele ameaçavam vir a superfície, fazendo seu peito doer e deixando sua voz rouca. - Baby, você precisa ficar limpo por você mesmo, não por mim. Você não vai recuperar-se totalmente dessa maneira. O que vai acontecer com você quando eu já não estiver mais na sua vida?
  • 142. Ele ficou imóvel, seus olhos nublando-se com dor ou raiva, ou uma mistura dos dois. - Você ainda está planejando me deixar? - Romper seria a coisa mais lógica a fazer, - Ela disse. Especialmente agora que sabia que ele tinha apegado-se a ela pelo motivo errado para combater seu vício. Seu olhar deslocou-se para sua testa, e ele sugou profundamente, uma respiração irregular em seu peito. “Porra”. Ela tocou com as pontas dos dedos seu queixo e esperou até seus tempestuosos olhos cinzentos focarem os seus. - Ás vezes uma garota tem que escutar seu coração em vez da cabeça. Porque mesmo que seu coração fosse cego e mudo, ainda era esperto o bastante para confundir sua cabeça com pensamentos constantes sobre Adam. Os braços dele se apertaram em torno dela. - O que o seu coração diz? Ela agarrou o tecido do vestido na frente do peito.
  • 143. - Meu coração diz que é por você que ele balança. Ele riu e pressionou um beijo em sua têmpora. - Mas sua cabeça não diz isso? - Não. Minha cabeça diz ele é encrenca. Ele riu. - Cabeça esperta. Sua mão deslizou sobre seu seio e apertou-o delicadamente. - Então o que o seu corpo diz? Uma corrente de excitação desceu por sua barriga quando seu seio intumesceu na mão dele. - Meu corpo solta gritos com seu embalo. Seu polegar deslizou para dentro das roupas dela e roçou o mamilo, esfregando-o até que ele enrugou e esticou contra seu toque enlouquecedor. Ela não conseguiu reprimir um gemido de desejo.
  • 144. - Isso são dois contra três. A maioria que manda. - Ele disse. Adam reclinou-a de costas no sofá e deslocou seus quadris para descansarem entre suas pernas. Suportando seu peso nos braços, olhou para ela com uma estranha expressão no rosto. - Madison? - Ele sussurrou. Ela não conseguiu encontrar a presença de espírito para responder - só pôde olhar para seu belo rosto com o pulso tamborilando freneticamente em seus ouvidos. Ele nunca tinha olhado para ela com esse nível de intensidade no passado. Não tinha certeza se o tamborilar frenético de seu coração poderia revelar a paixão por trás de seu olhar. - Tenho algo que preciso te dizer. Quero que você prometa que vai acreditar no que eu disser. Não questione minha palavras da maneira como você questiona tudo. - Eu não quest... - Shh, baby. Ouça e aceite. - Adam? - Vai acreditar, Madison. Prometa?
  • 145. - Ok. Prometo. Ele puxou uma profunda respiração. - Eu am... Uma batida forte na porta o interrompeu. Capítulo 9 Adam fechou os olhos e engoliu o que ia dizer. - Porra, - Ele rosnou, apertando as pálpebras o mais apertado possível. - Vou perder a cabeça de novo. Geralmente cheio de confiança, sua incapacidade para dizer três simples palavras - ou nem tão simples palavras - atordoaram seu coração. Verdade, nunca as tinha dito para ninguém em sua vida, mas soube que era amor o que sentia por Madison. Era mais do que gratidão por ela ter salvado sua vida, sua carreira e sua sanidade, ele a amava. Não pelo que tinha feito por ele ou poderia continuar fazendo, mas porque ela estava em
  • 146. seu coração. Ele não tinha percebido que esse órgão frágil tinha estado ausente por tanto tempo até que ela preencheu o buraco dentro do seu peito. E agora sempre que ela sequer sugerisse deixar seu coração de novo, ele não podia tolerar a dor. Isso agarrou-se a ele, no fundo de seu peito, ameaçando deixá-lo como o homem vazio que era antes de conhecê-la. Então por que não podia simplesmente dizer as palavras? Eu amo você, Madison. Porque talvez ela não as dissesse de volta. Uma segunda batida mais vigorosa sacudiu a porta. - Ei, Adam! - Alguém chamou do corredor. - Antes de você ficar completamente nu, eu tenho as suas coisas aqui. Talvez essa não fosse a melhor hora para dizer a ela. Até agora à noite dos dois não tinha sido o encontro romântico que ele tinha vislumbrado. A vida continuava chutando suas bolas. Adam estalou um beijo nos lábios de Madison e levantou-se do sófa. Escancarou a porta e arrancou suas malas de Jordan, que geralmente estava carregando uma cerveja. Sabendo que Jordan era um dos roadies mais incompetentes, Adam verificou as malas para se certificar de que as que lhe foram entregues eram as certas.
  • 147. - Obrigado. Jordan sorriu contente e abriu a boca para falar, mas Adam fechou a porta em sua cara antes que o rapaz pudesse dizer uma palavra. Esse pessoal não entendia que queria ficar sozinho com sua mulher? Porra, ele tinha que pendurar uma placa na porta ou o quê? Atirou as malas no chão e deu um passo na direção de Madison, talvez colocar uma placa fosse exatamente do que precisasse. Destacando Não perturbe como se fosse um bilhete dourado, abriu a porta e inclinou-se para fora. Jordan ainda estava parado ali, com um olhar mais confuso do que o habitual. Ele abriu a boca para falar outra vez, e Adam apontou para a placa antes de bater a porta com força na cara de Jordan pela segunda vez. Adam trancou-a e virou-se para a antessala do quarto. Madison continuava deitada no sofá, com um pé calçado com bota no chão, e o outro descansando no braço do sofá, e sua saia tinha subido apenas o suficiente para mostrar a junção entre as coxas. Sua calcinha precisava ser tirada. Então ele não precisaria dizer a ela sobre seus sentimentos, e não precisaria desfazer a decepção dela com ele, mas poderia dar-lhe prazer. Sabia isso com certeza. Cruzou o quarto e parou perto do sofá, admirando sua aparência desgrenhada e gravando-a na memória. - O que você estava dizendo antes de ser interrompido? - Ela perguntou. Seu coração disparou contra suas costelas.
  • 148. - Hum, por que você ainda está no seu vestido? E porque ele estava sendo tão covarde enquanto ficava com essa mulher? O que seria o pior que ela poderia fazer se ele confessasse seus sentimentos? Certo, ele nem queria imaginar as possibilidades. Madison ofereceu-lhe um sorriso sexy e levantou-se do sofá. Jogou os cabelos loiro escuros por cima de um ombro e virou de costas para ele. - Abra o zíper para mim. Quando seus dedos roçaram ao longo da coluna dela, sua macia pele sedosa aqueceu-se debaixo de seus dedos. Por fim, ela estava permitindo que ele fosse gentil com ela. Com o coração prestes a rebentar, Adam pressionou os lábios em sua nuca e trilhou beijos descendo por suas costas enquanto lentamente deslizava o zíper do vestido. O gemido dela fez suas bolas se contraírem e seu pau se erguer dentro do jeans. Descendo mais e mais ele foi - provando e experimentando sua doce pele ao longo de suas costas - até abrir completamente o zíper e estar ajoelhado atrás dela. Deslizou o vestido e este caiu, formando uma poça aos pés dela. Ela deu um passo para frente. Sua bunda deliciosa entrou em sua linha de visão, e ele não pode deixar suas mãos longe dela. Segurou o traseiro com ambas as mãos e apertou-o. Então se inclinou para a frente movendo seus lábios contra a pele lisa acima do elástico da calcinha.
  • 149. Quando ela deu outro passo, ele murmurou um protesto e escorregou suas mãos para a frente do quadril para mantê-la parada. Queria devorar sua bunda inteira. Sua sedosa, calcinha lavanda estava no caminho. Pegou a barra da peça entre os polegares e puxou o pedaço de cetim para baixo. Deixou a calcinha na altura das coxas enquanto beijava e lambia e apertava sua bunda. Evitou agradar seu rabo, sabendo que negando o que ela mais desejava faria-a querê-lo. Adorava que precisasse de tão pouco para fazê-la implorar. - Adam, - Ela disse sem fôlego. - Você já foi a um desses sex clubs de que Owen estava falando? O quê? Como ela podia estar pensando no que Owen tinha dito na limusine num momento como esse? Ele parou, perguntando-se o que deveria fazer em seguida para excitá-la. Acariciar sua bunda obviamente não estava provocando o que ele queria. - Quer que eu minta? - Não, não minta. Não precisa poupar meus sentimentos. Sei que você dormia com outras. Eu só queria saber se transar com elas é divertido. Podia dizer que ela ainda não confiava nele. Como poderia provar que não estava interessado em ninguém além dela?
  • 150. - Não vou mais dormir com ninguém, Madison. - Eu sei. Não quis dizer de agora em diante. Eu quis dizer antes. Você já foi a um monte de sex clubs? Como você faz para encontrar um? Eles não estão na lista telefônica, estão? O coração de Adam acelerou-se no peito. Ele tinha ido com frequência a esses clubes, e eles não eram o tipo de lugar que sua doce Madison deveria explorar por conta própria. - Você não está pensando em ir em um, está? Ela encolheu os ombros. - Só estou curiosa. O que se faz lá? - Depende. Ele pressionou uma mão contra suas costas e incitou-a a se dobrar para a frente. Passou a língua por seus grandes lábios, feliz em saber que ela ainda estava excitada, apesar de insistir em continuar falando. Perguntou- se como ela reagiria ao ser amordaçada. - Qual é sua parte favorita pra fazer nesses lugares? - Ela perguntou. Obviamente não iria deixar o assunto de lado.
  • 151. - Performance. - Performance? - Ela ficou completamente imóvel. - O quê você quer dizer? Ele sentou-se para trás sobre os calcanhares e suspirou. - Se eu explicar isso, você vai me deixar excitado. Está preparada para gozar comigo? - Sempre estou pronta para você. - Ela brincou. - Geralmente mais de uma vez. Sorrindo, ele acertou um tapa brincalhão em sua bunda. - Vou te dizer, - Disse, - Mas somente depois de você me dizer sua fantasia mais safada. Se eles fossem conversar durante o sexo, que essa conversa fosse suja. Quando seu pau ficava duro, seu cérebro não funcionava suficientemente bem para manter uma conversa sofisticada. - Nunca parei para pensar, - Ela disse, com o rosto repentinamente vermelho como uma beterraba. Girou a cabeça afastando o rosto do dele.
  • 152. Ele fez uma careta. Agora teria o desafio de arrancar sua fantasia suja de seus lábios relutantes. Gostava de desafios. Ajoelhando-se no chão atrás dela, estendeu e friccionou sua entrada de trás com dois dedos. - Aposto que envolve este buraco insaciável. A bunda dela apertou-se, e ela gemeu. - Sim. - O que vou fazer com ele, Madison? Lambê-lo? Você gosta disso, não gosta? - Sim, mas essa não é minha fantasia. - Diga-me qual é, e vou torná-la realidade. - Vou dizer, mas você não pode ficar bravo, - Ela suplicou. - Por quê eu ficaria bravo? Adoro te dar prazer. - Eu... - Ela engoliu e cobriu os olhos com as mãos. - Fantazio em ter dois paus me fodendo ao mesmo tempo. Dois paus. Mas ele não tinha dois paus. Como ele poderia...
  • 153. Fitou a bunda dela com espanto, tentando chegar a um termo para o fato de sua mulher querer ser fodida por dois homens. Depois de um momento, ela baixou as mãos e espiou por cima do ombro para ele. - Hum, me deixa explicar, - Ela disse com a voz trêmula. - Quando você fode minha bunda, eu quero você na minha buceta. E quando você está na minha buceta, eu quero você socando minha bunda. Ele não piscou ou olhou nos olhos dela. Sua mulher queria ser fodida por dois homens. Para ser duplamente penetrada. Ela prosseguiu. - Então eu pensei que talvez se tivesse os dois buracos preenchidos ao mesmo tempo... - Ela estremeceu e congelou por um instante, tão excitada por pensamentos de outra pessoa transando com ela que seu mel fluiu de seu sexo e molhou o interior de suas coxas. Não podia acreditar que não era o suficiente. - Esqueça que eu disse isso, - Ela falou. Ele tomou uma profunda respiração ofegante. - Você está falando sério? - Balbuciou, ainda lutando para aceitar a ideia
  • 154. em sua cabeça. E não havia nada no inferno que fizesse deixar outro homem tocar nela, mesmo se essa fantasia fizesse a buceta dela inchar e escorrer como se ele tivesse sugado seu clitóris por uma hora. - Esqueça que eu disse isso, - Ela repetiu. - Estou feliz que você me disse, mas meu amor, se outro homem tocar você, vou ter que quebrar a cara dele. E a cabeça. Os braços. Todos os dedos. A porra do pescoço. A sobrancelha dela arqueou-se em confusão. - Do que você está falando? - Eu quero tornar suas fantasias realidade, baby. Mas não tenho certeza de que posso lidar com isso se realizá-lo. Me deixa pensar sobre isso. Talvez Owen iria... - Owen? Espere. - Seus olhos arregalaram-se e as mãos voaram para cobrir sua boca escancarada. - Você não achou que eu quisesse dois paus reais ao mesmo tempo, não é? Não era isso o que ela tinha dito? - Oh Deus, não. Adam, Não posso nem pensar em estar com outro
  • 155. homem. Adam quase derreteu em uma poça de alívio no chão. - Me perguntava se você iria... - Ela cobriu a boca com uma mão de modo que ele mal ouviu seu pedido. - … vestir uma cinta para mim. Porra, ele usaria três cintas se isso a excitasse. Ela sacudiu a cabeça como se horrorizada com suas próprias palavras. - Esqueça o que eu disse, - Falou. - Talvez um plugin anal seja suficiente. Ele riu - não dela, mas de alívio - e ergueu-se de sua posição ajoelhada. Moldou o corpo dela contra o seu. - Você se tornou muito mais aberta desde nosso primeiro encontro. Duvido que você sabia o que era um plugin anal e agora está falando em usarmos um. E uma cinta? De onde veio isso, Madi? - Vi uma num catálogo quando fiz o pedido do meu vibrador de vinte centímetros. - Seu rosto enrubeceu intensamente. - Oh Deus, não posso acreditar que falei isso pra você.
  • 156. Maldição, se ela mantivesse uma aparência tão doce e perturbada enquanto dizia essas coisas safadas, ele certamente iria estourar o zíper de suas calças. - Você já tentou usá-lo em si mesma enquanto se masturba? - Ele perguntou. - Um vibrador em sua buceta e outro em sua bunda? Ela balançou a cabeça e, incapaz de olhá-lo nos olhos, falou enlaçando a corrente na base de seu pescoço. - Pensei em fazer isso, mas... eu gosto de tentar fazer as coisas pela primeira vez com você. Ele esmagou-a contra o peito e beijou sua testa. - Baby, gostaria de ter alguma coisa comigo para te dar o que você quer, mas não tenho. - Está tudo bem. Eu não devia ter... Apertou-a com mais força. - Sim, você devia ter. Estou feliz que me contou suas fantasias. E tantas quantas fossem, essa não era tão radical. Ele poderia dar isso a
  • 157. ela. Mas deixar outro homem tocá-la? Isso não iria acontecer. - Você me fez ficar safada, Adam Taylor. Ele sorriu, com seu coração aquecendo-se no peito. - Você está colocando a culpa disso em mim? Ela assentiu com a cabeça. - A culpa é sua por eu estar tão excitada o tempo todo. Não tinha nenhum problema em levar a culpa por isso. - Você devia assumir a responsabilidade por me fazer assim. - Hmm. - Ele olhou pensativo para o teto. - Pensei que já tínhamos estabelecido que sou um irresponsável. - Você tem que começar de algum lugar. - Você está certa. Tudo bem, tenho a completa responsabilidade pelo seu tesão e sua safadeza. Ela aconchegou-se em seu peito.
  • 158. - E o que você vai fazer a respeito disso? - Quando nos vermos na próxima semana, vou trazer uma surpresa, - Ele disse. - Você vai descobrir o que se sente ao ser fodida por dois paus. Ela afastou-o para olhá-lo, seus olhos iluminados com entusiasmo. Em seguida deu-lhe um abraço apertado. - Oh, eu amo você. - Sua respiração ficou presa e ela cobriu a boca em horror. - Eu não quis dizer isso. Seu coração, que esteve prestes a estourar de felicidade meio segundo antes, apertou-se no peito. - Você não quis? Ela sacudiu a cabeça. Mas ele tinha esperança. Porque ela não tinha dito que não quis dizer aquelas três palavras surpreendentes. Só que ela não tinha a intenção de dizê-las. - Isso seria tão ruim, - Ele falou. - Eu tentei dizer isso pra você à noite toda. Ela encarou-o com olhos arregalados e a boca aberta.
  • 159. - O q-quê? - Madison. - Ele pôs a mão em concha em seu rosto e olhou dentro de seus arregalados, olhos azuis. Diga, imbecil. Apenas diga. Ele engoliu em seco. - Madison? - Sua voz falhou. Ele deu um suspiro trêmulo. - Madison, eu amo você. Lágrimas afloraram nos olhos dela, e ela apertou-os fechados. O quê? O quê isso significava? Oh Deus, se ela o abandonasse depois dele ter encontrado coragem de dizer a ela que a amava, isso iria matá-lo. Capítulo 10 Tanta felicidade não podia ser verdadeira. O prazer fluiu por Madison da cabeça aos pés. - Oh Adam, eu te amo tanto! Ela esticou o corpo para ele, buscando sua boca para selar suas declarações. Beijou-o uma vez nos lábios. Uma vez no queixo. Repetidamente na base do pescoço entre as clavículas.
  • 160. - Eu te amo há tanto tempo. Ele envolveu os braços em torno dela e apertou-a contra o peito. - Por quê não me disse mais cedo? - Ele perguntou sem fôlego. - Porque... porque pensei que você não queria nada sério. - Aí você vai pensar de novo. Eu fiz alguma coisa pra te fazer pensar que não te adoro? Ela olhou-o, e pôde ver - adoração - em seus olhos. - Kennedy disse... - Eu não sou Kennedy. - Mas Owen me falou... Ele ergueu uma sobrancelha. Ela baixou o olhar. - Sei que estive com outro homem.
  • 161. - Não posso negar isso. Seu coração comprimiu-se na garganta até que pensou que iria sufocá- la. - Mas isso foi antes de eu perceber que amava você. - Ele disse. - Não conseguia entender porque estava perdendo o interesse no sexo. Não com você. - Ele acomodou seu cabelo atrás de uma orelha e gentilmente acariciou sua bochecha. - Quando você está por perto, tudo em que posso pensar é em sexo. Mas com qualquer outra mulher com quem estive não conseguiu fazer muito por mim. Minha performance foi - como posso dizer - miserável. Ela franziu as sobrancelhas, confusa. Ele corou e olhou por cima de sua cabeça. - Não todas às vezes, mas hum, não ficou duro. - Quer dizer que você não conseguiu ter uma ereção? - Ela achava que estar ereto e pronto era praticamente uma condição permanente para ele. Ele gargalhou. - Ei, cuidado com o meu ego, baby. Nos últimos meses não dormi com
  • 162. absolutamente ninguém. Estava sempre desejando que com quem eu estivesse fosse você e quando não era... - Encolheu-se. - Acho que minha cabeça de baixo percebia isso antes da cabeça de cima. Isso a fez se sentir um pouco melhor. - Não posso nem pensar em ficar com alguém além de você. Me senti assim desde a primeira vez que você fez amor comigo na minha mesa. Ele beijou a ponta do nariz dela. - Não sabia que tinha sentimentos tão fortes por mim, Madison. Foi bom que esperou para me dizer até eu ter entendido o que estava sentindo ou eu teria sido um idiota e terminado com você por estar me pressionando. - Eu estava com medo disso. - Seu coração deu um baque, porque precisava pressioná-lo agora. Tinha que colocar todas as suas condições na mesa. Deixaria ele saber exatamente o que ela queria. - Quero ficar com você, Adam. Não posso nem expressar o quanto quero ficar com você. Eu só... - Ela lambeu os lábios, de repente com sua boca incrivelmente seca. Seguiu adiante com o que tinha para falar. - Amo você, mas não posso ficar com alguém que dorme com outras ou mesmo que tenta dormir com outras. - Deus, era difícil pensar que podia ter que desistir dele quando tinha acabado de ouvir ele dizer as palavras que achava que ele nunca diria
  • 163. para ela. - Se você não pode ser só meu, não posso ficar com você dessa forma. Puxou uma profunda respiração e esperou. Ele olhou em seus olhos por segundos que pareceram vários dias. - Posso ser fiel a você, Madison. Eu vou ser. Isso nem mesmo vai ser um desafio. Acredita em mim? Como não poderia quando ele a olhava com tal promessa? E amor. Tomada pela emoção, piscou para conter as lágrimas. Adam a amava. Prometeu ser fiel a ela. E ele a amava. Ele amava ela. Ainda mais desconcertante, ela acreditava nele. Acreditava nele. Acreditava neles. Não o deixaria depois dessa noite. Ele era dela. Todo dela. - Eu acredito. Os olhos dele se arregalaram e então ele riu. - Agora nós não vamos ficar de frente um para o outro aqui.* * Adam brinca com a famosa frase do padre quando pede para os noivos fazerem os votos.
  • 164. Ela corou. - Não estava pensando em casamento do tipo eu aceito ou qualquer coisa. - Disse. - Eu quis dizer, acredito em você. Acredito que vai ser fiel. Acredito que nos podemos fazer que isso funcione. Ele apertou-a com força contra ele, fazendo com que mal pudesse respirar. - Nós vamos fazer isso funcionar. - Falou. - Nós temos que fazer. Não posso viver sem você. Com o rosto enterrado em seu peito forte, Madison inspirou seu cheiro, deixando-o entrar fundo em seus pulmões. Desejou que mais dele estivesse dentro dela. Desejou que tudo dele estivesse dentro dela. Queria estar o mais perto dele que fosse fisicamente possível. - Podemos tomar aquele banho agora? - Ela perguntou esperançosa. Ele riu e soltou-a apenas o bastante para olhar dentro de seus olhos. - Estou fedendo, não estou? Ela balançou a cabeça.
  • 165. - Não é por isso. Gosto de como você cheira. - Imaginou-o com sua pele tatuada toda exposta, e seus mamilos intumesceram em antecipação. - Apenas queria uma desculpa pra ficar nua com você. Ele sorriu e tocou a ponta de seu nariz com o dele. - Você não precisa de uma desculpa. Alcançou atrás dela e desabotoou seu sutiã com facilidade adquirida pela prática. Tirou a roupa de seu corpo e olhou para baixo para seus seios expostos. - Linda. Curvou-se e sugou um mamilo na boca quente, acariciando a ponta sensível com a língua. Ela afundou as mãos em seu grosso cabelo e deixou a cabeça pender para trás maravilhada. Ele soltou o mamilo com um som de sucção alto e voltou a atenção para o outro seio. Ondas de prazer percorreram seus seios, sua barriga trêmula e a junção entre suas coxas. Sua buceta apertou com necessidade. - Oh Deus, Adam, preciso do seu pau dentro de mim. - Mmm, - Ele murmurrou em torno de seu seio. Ela puxou a camisa dele até que ele soltou o mamilo latejante e se endireitou. Ajudou-a a
  • 166. remover as roupas úmidas de suor arremessando-as sobre o encosto do sofá. Madison fitou seu peito nu, traçando as grossas linhas escuras de suas tatuagens com a ponta dos dedos. Alguma coisa na tinta que decorava sua pele sempre fazia seu sangue bombear. - Adam? - Murmurrou. - Sim, baby? - Por que você ainda não está nu? Ele gargalhou. - Achei que você precisava conversar. - Falei. - Disse, alcançando seu cinto. - Mas agora preciso do que está aqui. Seus dedos tremeram quando afastou a calça e empurrou-a por seu quadril. Sua buceta contraiu-se com à visão de seu pau em riste. Quase não estava duro o suficiente para o que ela necessitava. Caiu de joelhos e tomou seu comprimento entre as mãos antes de acariciar a ponta sensível com a língua. Ele grunhiu e colocou as mãos na cabeça dela. Friccionar os polegares na parte inferior engrossou a ereção, Madison
  • 167. seguiu distribuindo beijos em volta da cabeça do pau. O quadril dele se movendo ritmicamente enquanto ela o atormentava. Deslizou lentamente a língua pela ponta e em seguida soprou uma lufada de ar quente sobre a umidade deixada para trás. Ela lambeu. Beijou. Esfregou. Não sugou de propósito. - Madison, - Ele sussurrou entrecortadamente. - Por favor. Tentou empurrar dentro de sua boca, mas ela virou a cabeça e seu pau roçou contra sua bochecha. Ela segurou-o com uma mão para que pudesse lamber e beijar uma trilha desde a base até a ponta levemente arrebitada. Ele aumentou o aperto em sua cabeça e direcionou-se para colocá-lo em sua boca. Ela resistiu. - Deus, Madison. Pare de brincar e chupe. Ela apertou as coxas, sua buceta tão inchada e dolorida que não aguentaria. Quando ele dizia coisas como essa para ela, isso só a excitava mais. Gentilmente com a ponta dos dedos, traçou as veias que se esticavam contra a pele de sua agora, completamente dura ereção. Tinha feito um bom trabalho, disse a si mesma. Circulou a grossa extensão com ambas as mãos e puxou gentilmente. Se perguntou quanto tempo levaria para fazê-lo gozar se só brincasse com ele assim. - Se você não parar de me provocar, vou te foder aqui no chão. - Ele
  • 168. falou com um grunhido perigoso. Espiou-o enquando lambia a parte de baixo de seu pau - devagar, numa dança sensual da base até a ponta. Ele tinha que saber que era disso que ela estava atrás. Queria tentá-lo para que perdesse o controle. Queria que ele a fodesse. Sustentando seu olhar, abriu bem a boca como se planejasse chupá-lo para dentro de si. Seu pau deu um espasmo de excitação. Fechou a boca vazia e sorriu diabólica. - Porra! Ele tombou-a no carpete entre o sofá e a mesa de café. Ofegando por ar e balbuciando contra seu seio, Adam atrapalhou-se com a calcinha em seu quadril por alguns segundos antes de ficar frustrado e apenas empurrá-la para o lado. Entrou nela com um impulso penetrante. Ela gritou, sua buceta se contraindo de prazer quando ele a tomou com rapidez, metendo seu pau com força e profundamente. - Sim, Adam, foda. Ela é gulosa e precisa ser fodida. As costas dela se arranharam no carpete conforme ele arremetia dentro dela com uma maior e maior força. As mãos dele se emaranharam em seu cabelo; Esfregou o rosto em seu pescoço; sua saliva molhando sua pele. Ela não tinha certeza se ele percebia com que força puxava seu cabelo ou batia em seu colo do útero com cada impulso profundo, mas Deus, amava
  • 169. isso. Envolveu as pernas em torno dele, suas botas se cravando em suas coxas, deixando-se levar. Eles investiam um contra o outro buscavam uma rápida satisfação. Suas respirações saindo ofegantes e ligeiras. Madison temeu que seu coração fosse explodir, ele batia tão forte. - Goze, - Adam exigiu. - Madison, goze. Ela obedeceu, com espasmos de intenso prazer contraindo no fundo de seu útero, em volta do pau dele, através de seu clitóris, subindo pela barriga e descendo pelas coxas. Ela gritou, suas costas arqueando do chão, cada músculo do corpo tenso de êxtase. Seus ombros apertados sob os dedos dele enquanto ele empurrava fundo uma última vez e estremecia com a liberação. Ele falou seu nome - podia até mesmo ter sussurrado palavras de amor contra sua garganta - enquanto derramava sua semente dentro dela. Respirando com dificuldade, ele desmoronou em cima dela, aninhando- a em seus braços segurou-a firme. - Maldição, Madison. - Ele disse sem fôlego. - Por que você tem que me deixar tão excitado que eu pulo em você como um animal? - Gosto disso, - Falou, apertando-o com gratidão.
  • 170. - Quero ser gentil com você, baby, e adorar seu corpo, mas sempre acabo fodendo você como um maníaco. Ela beijou seu ombro. - Prometo que vou deixar você ser gentil comigo no banho. - Disse. - Você é tão boa. Ela gargalhou. - Mas vou precisar de outro bom caralho duro mais tarde. Ele gemeu contra sua garganta. - Você ouviu essa boca suja? - Ele resmungou para si mesmo. - E ela parece tão enganadoramente doce e inocente. - E depois vou precisar que me segure de bruços para eu não me mover enquanto mete seu pau na minha bunda o mais fundo que puder. Ele se moveu para cobrir sua boca com uma mão. Ela podia sentir seu sexo em sua pele. Suas pálpebras tremeram quando seus músculos internos apertaram forte seu pau amolecido.
  • 171. - Pare de dizer coisas como essa. - Adam encarou-a com uma intensa expressão irritada. - É isso que me deixa tão excitado em primeiro lugar. Estava bem consciente disso; Gostava de deixá-lo excitado. Quando ele não conseguia manter as mãos longe dela ou seu pau fora dela, isso a fazia se sentir sexy. Irresistível. - Eu te amo. - Disse contra a mão dele. Sua expressão suavizou, e todo seu corpo derreteu-se de encontro ao dela. - Também te amo. Depois de um longo beijo que fez seus dedos dos pés se curvarem dentro das botas, ele saiu dela e colocou-se de pé. Tirou os sapatos e descartou o jeans, que tinha descido até os joelhos. Ele esticou os braços acima da cabeça, e ela admirou com um suspiro o torso magro, o peito sólido, os braços e coxas musculosos, e a deliciosa trilha de pelos do baixo ventre que chamou sua atenção para seu pau amolecido - ainda úmido com a sua essência. Talvez ela devesse se oferecer para lambê-la. Teria que fazê-lo ficar duro novamente? - Espero que a banheira tenha jatos, - Disse, alongando a cintura de um lado para o outro. - Estou ficando muito velho para fazer sexo quente e
  • 172. intenso no chão. Ela esperava que tivesse jatos por motivos diferentes. Ele se inclinou e ofereceu a mão para erguê-la. Não teria se importado em apreciar à vista por algumas horas a mais, mas um banho soava celestial. Lutou para ficar de pé e quando se moveu, descobriu que suas costas estavam deliciosamente esfoladas pelo atrito com o carpete. Não seria capaz de manter Adam longe de seus pensamentos por dias com esse lembrete em sua pele. Tirou as botas, mas deixou a calcinha na altura das coxas, e seguiu-o até o banheiro, ansiosa para ver o que ele tinha reservado para ela em seguida. Se perguntou quanto tempo levaria para seduzí-lo a fodê-la insensatamente de novo. Ele parecia determinado a ir devagar, o que significava que ela teria que mudar seu jogo. Capítulo 11 Adam abriu as torneiras e ajustou a temperatura da água. Com Madison na banheira com ele, provavelmente deveria ajustá-la para glacial para que pudesse manter seu juízo por mais do que dez segundos. As mãos dela
  • 173. deslizaram por sua bunda quando moveu-se para ficar atrás dele. Como no caso em questão. Quando a ponta do dedo pressionou em seu território só de saída, ele sacudiu-se para frente e girou para capturá-la em seus braços. - O que pensa que está fazendo? - Perguntou. - Retribuindo o favor. - Sorriu para ele esperançosamente. Ele não teve coragem para dizer-lhe que não gostava de ser penetrado. Nem sequer por seus pequenos dedos sexies. - Entre na banheira. Ela se contorceu para sair da calcinha e inclinou-se para conferir a água. Com a deliciosa bunda no ar, suas pernas estavam afastadas apenas o suficiente para lhe dar uma boa visão de seu prazer escondido. A mistura da porra dele e a essência de sua buceta. Jesus. Tinha sido essa a visão que ele há pouco tinha-lhe revelado? Não era de se admirar que tinha tentado enfiar um dedo em sua bunda. Ela não protestou nem um pouco quando ele seguiu seu exemplo. Tinha acabado de estar dentro dela, mas a visão de seu dedo penetrando seu traseiro fez seu pau levantar excitado novamente. E o sexy Oh que ela vocalizou antes de balançar para trás para levá-lo mais fundo formou um nó inegável de necessidade em seu baixo ventre. Sim, deveria ter colocado no frio.
  • 174. Libertou o dedo e deu uma pancada brincalhona na suave curva de seu bumbum. - Para dentro da banheira, Srta. Fairbanks. - Disse. - Você foi uma garota safada. - Se eu desobedeci, você vai me punir, Sr. Taylor? - Seus lábios contorceram-se sugestivamente. - Adorei quando você me estocou até que eu te fiz gozar da última vez. Lembrou a forma como sua buceta tinha contraído em volta de seu pau com cada golpe - como foda-stico se sentiu gozando com ela espremendo- o dentro dela tão apertado - mas estava determinado a ser gentil com ela desta vez. Mostraria que o sexo não seria grosseiro mas divertido e emocionante. - Não, não vou castigá-la por ser desobediente, Srta. Fairbanks. Vou entrar por primeiro, sei que você não vai resistir a se juntar a mim. Entrou na banheira e sentou na água com um suspiro de satisfação. Seu corpo cansado relaxou na água quente. Ligou os jatos e um ruído mecânico acompanhou a água batendo contra suas costas. Se afundou um pouco mais e fechou os olhos. Muito bom. Dentro de segundos, Madison juntou-se a ele, respingando seu peito ao
  • 175. se sentar no lado oposto da banheira. Quando o nível da água alcançou seus ombros, ela fechou as torneiras e sentou-se diante dele com as costas voltadas para seu peito, deixando, pelo menos, um palmo de distância entre eles. Sabia o que ela queria. Ela gostava que ele não pudesse manter as mãos longe dela. Uma vez que não queria desapontá-la, puxou suas costas contra ele e esperou que relaxasse antes de soltá-la. Ambos estavam acostumados a foder como coelhos sempre que estavam nus e na mira um do outro, por isso levou um momento para ela ficar mole contra ele e apenas desfrutar do calor reconfortante e dos jatos da Jacuzzi. O peso de seu corpo era maravilhoso contra seu peito e barriga. Ela parecia tão certa e real recostada contra ele, como se pertencesse exatamente a esse lugar. Adam não queria ficar sexualmente excitado agora, mas não podia parar que seu pau de encontrando ao traseiro dela fosse extremamente excitante. E dane-se se suas mãos não se importavam em mover-se para massagear suavemente os globos suaves dos seios dela. Seus dedos desobedientes não podiam deixar de brincar com seus mamilos quando esses bicos deliciosos endureciam em pontas apertadas contra as palmas de suas mãos. Não era totalmente culpa dele que não podia ficar perto dela por muito tempo sem querer provar todas as delícias do corpo que ela oferecia de tão bom grado para ele. - Adam? - Hmm, - Ele murmurrou, não bem certo de como era possível estar
  • 176. relaxado e excitado ao mesmo tempo. - Você vai me mostrar mais coisas safadas? Ele gemeu e roçou o nariz contra sua nuca logo atrás da orelha. - Que tipo de coisas safadas? - Todas. Quero experimentar tudo com você. - Eu não sei tudo. - Você sabe mais do que eu. E eu poderia observar algumas coisas e nós podemos testá-las. - Ela disse. Não podia ver seu rosto, mas sabia que estava corando. - Quero dizer, se você quiser. - Se eu fosse um homem apostador, e eu sou, colocaria todo o meu dinheiro em você sendo o pervertido sexual que sou. Ela deu risadinhas. - Vou fazer disso uma meta.
  • 177. Bom senhor, tinha criado uma monstra - uma muito doce e sexy monstra - que estava mais do que disposto a experimentar sexualmente, mas uma monstra do mesma jeito. Suas pontas dos dedos acariciaram suavemente o exterior das coxas debaixo da água quente. Cada centímetro dele estava consciente de cada centímetro dela. - O que acontece no sex club que você vai? - Ela perguntou. - Costumava ir, - Corrigiu. - Por que você continua perguntando sobre isso? Ela encolheu os ombros. - Você disse que gostava de performance, mas nunca explicou o que isso significa, então imaginei que teria que descobrir por mim mesma. Não absolutamente. Sabia como aqueles lugares eram, e não queria ela perto de um lugar como esse sozinha. - Ficaria feliz em levá-la. - Sem objeções por mim. Cada vez que você me mostra algo de novo, sou recompensada com orgasmos alucinantes. - Tem certeza? Isso exige platéia.
  • 178. Ela ficou imóvel. - Uma platéia? Ele já podia imaginá-la emaranhada nos lençóis no palco, suas coxas abertas, a boca dele empenhando-se fervorasamente para fazê-la gritar para todos aqueles que estivessem assistindo saberem com que força ele a fazia gozar. - Conheço um ótimo lugar em New Orleans, - Disse. - É razoavelmente exclusivo; Eles não deixam qualquer um participar. Tenho alguns dias de folga da turnê essa semana. Se você quiser ir, tenho certeza que consigo nos deixarem entrar. - O que tenho que fazer? - Nada. Me deixar te agradar. Me deixe fazer a performance. - Eu teria que ficar nua? Ele riu abafado. - Na maior parte do tempo. - E pessoas me veriam nua? Pessoas que eu não sei quem são?
  • 179. - Nós dois vamos usar máscaras. Ninguém vai saber quem é você, só eu. - Mas eu vou saber que sou eu. Ele beijou o topo da cabeça dela. - Tudo bem. Isso não é para todo mundo. Ela não disse nada por um longo momento, então imaginou que tivesse deixado a ideia de lado. Ele deveria ter sabido que era melhor. - Quero estar aberta a tentar coisas que você gosta Adam. Você está sempre disposto a me dar o que eu gosto. Você realmente gosta de fazer uma performance na frente de uma platéia? Ele riu baixinho. - Vamos apenas dizer que antes de te conhecer, esse era meu ato sexual favorito. - E agora? - Você é meu ato sexual favorito.
  • 180. - Então se realizar sua performance comigo... Todo seu corpo enrijeceu, respingando água pela banheira quando estendeu a mão para se apoiar na sólida porcelana. - Provavelmente iria gozar tão forte que minhas bolas seriam lançadas no espaço. Ela riu. - Nós não queremos que suas bolas acabem em órbita. - Você está certa. Isso não me soa agradável. - Mas quero ver o quão forte posso fazer você gozar, - Ela disse. - Vou fazer uma tentativa de performance. Próxima semana em New Orleans? - Sem pressão. - Ele disse. - Se eu mudar de ideia, posso voltar atrás, certo? - Claro, - Ele disse, mas tinha algumas ideias sobre como excitá-la para que não mudasse de ideia. Madison ficou sentada por vários minutos e ele deu-lhe tempo para
  • 181. pensar sobre isso. Não queria que ela sentisse que não poderia dizer as coisas para ele. Quando disse que não teria pressão, falava sério. - Ok, New Orleans, semana que vem. Estou dentro. - Ela soou como se tivesse acabado de concordar em assaltar um banco. - Me diga o que me espera. Ele teve que conter sua dança da vitória e procurou acalmar-se. - Não vou dizer. Quero que tenha uma surpresa. - Pressionou as mãos entre as coxas dela e forçou as pernas a se abrirem. - Mas sei que vai gostar disso, - Sussurrou em sua orelha. - Você vai gostar de estranhos assistindo você implorar para ser penetrada. Vai gostar quando eles assistirem você gozar. Acariciou seu clitóris, e ela se agitou na água. - A atenção deles vai deixar você tão quente. - Vou ficar envergonhada, - Ela falou. - Basta lembrar, sou o único que sabe quem você é. - Todo mundo usa máscaras? - Ela perguntou.
  • 182. - Exceto o diretor. - Ele sorriu maliciosamente. - Ele usa um capuz. - O quê? - Todo o corpo dela tremeu de encontro ao dele. - O que você quer dizer? Quem é o diretor? - Você vai descobrir na próxima semana. Não vou dizer mais nada. - Adam! Não me provoque. Diga-me o que vai acontecer. Mas ele tinha planos de provocá-la durante toda a semana com sugestões e mensagens só para no momento que chegassem no La petite Mort, ela estaria tão excitada com a ideia da performance que nem a questionaria. - Cada homem na sala vai ficar com ciúmes de mim por estar comendo essa buceta, - Sussurrou no ouvido dela. Curvou a mão e apertou-a, seus dedos deslizando entre suas dobras inchadas. - Vou te segurar bem aberta para eles poderem ver minha língua lambendo seu doce mel. Eles vão ver o quanto gosto de saboreá-la, e todos ficarão salivando para te provar, mas só eu posso fazer isso. Você é minha. Ela gemeu. - Quantos estarão assistindo?
  • 183. - Não saberemos até chegarmos lá. Podem ser alguns poucos ou algo em torno de trinta. E todos estarão com seus paus nas mãos quando eu terminar com você. Ela balançou o quadril, roçando seu monte contra sua mão. - Oh Deus, só pensar nisso está me deixando quente. Ele acariciou ritmicamente seu clitóris inchado debaixo d'água. Não estava pronto para fazer amor com ela ainda - realmente estava apreciando os jatos de água contra suas costas - mas amava que ela ficasse toda quente e incomodada fazendo planos para o futuro. Principalmente porque isso significava que tinham um futuro. Acariciou seu clitóris mais rápido - mais rápido - até ela movimentar o quadril e balançar seu monte contra sua mão enquanto gozava. Sua cabeça caindo contra seu ombro enquanto gritava em êxtase. - Você vai dar a todos os nossos espectadores uma ereção furiosa quando gozar assim toda sexy. - Isso certamente deixou seu pau duro. - Faça muito barulho para mim, Madison. Não se segure. Você tem que deixar nossa platéia saber o quanto eu te agradei. - Vai ser bem alto, - Ela disse sem fôlego. - Vou gritar se você quiser.
  • 184. Seu corpo amoleceu, e ele segurou-a contra seu peito, com o nariz enterrado em seu cabelo perfumado. Ela relaxou e deixou-o abraçá-la. Esse tinha sido seu desejo à noite toda - calma, tranquila proximidade. Não tinha nenhuma dúvida de que em breve ela o teria em um frenesi excitado de novo, mas por enquanto isso estava ótimo. Ás vezes era exatamente do que precisava. Sentaram-se por um longo tempo em silêncio. Suas pálpebras estavam caindo letargicamente quando ela perguntou. - Existem outros tipos de sex clubs? Ele riu. Sim, sua pequena monstra sexualmente curiosa iria tê-lo agarrando-a como um animal em tempo recorde. - Existem os que Kellen prefere. Ela inclinou a cabeça para olhá-lo por cima do ombro. - O que o Kellen faz nesses lugares? - O apelido dele não lhe deu um ideia? - Cuff? * Você não o chama assim porque ele usa todas aquelas braçadeiras de couro nos pulsos?
  • 185. * Cuff- significa algema, entre outras coisas. - É exatamente por isso que chamamos ele de Cuff. Ela olhou-o completamente perplexa - com a testa enrugada e os lábios franzidos. Apesar da aventureira e sexy mulher que era, ele adorava esses vislumbres de sua inocência. Ela estava perdendo um pouco de sua classe enquanto abria os olhos para experiências além do comum, mas duvidava que perderia sua pureza básica, e ele não queria que perdesse. - Ele gosta de amarrar as mulheres para que não possam resistir a todas as coisas sujas e pervertidas que fizer com seus corpos. - Sussurrou no ouvido dela. Madison estremeceu de encontro a ele. - Oh! Ele espanca-as? - Se pedirem com jeitinho. - Quero que você faça isso comigo. - Ela disse. Adam visualizou-a com os braços amarrados atrás das costas e suas pernas firmemente separadas de modo que sua deliciosa bunda e doce buceta estivessem expostos para seu prazer. Poderia lambê-la e chupá-la por horas, e ela não seria capaz de fugir ou tentá-lo a possuí-la
  • 186. rapidamente. Duvidava que fosse espancá-la de qualquer forma. Mesmo se ela pedisse com jeitinho. Mordiscou gentilmente sua orelha, como se o sangue não estivesse bombeando por seu pau com o pensamento de tê-la amarrada e à sua mercê. - Se é isso o que você quer. Ela assentiu ansiosamente. - Mas não hoje. Hoje à noite vou ser gentil com você. - Não tenho certeza se vou ser capaz de aguentar, Adam. - Por quê não? Ela puxou uma respiração profunda. - Porque... porque quando você é carinhoso comigo, eu fico tão dominada pela emoção que provavelmente vou cair em lágrimas. Seu coração contorceu-se desagradavelmente. Não estava certo de como reagiria se ela chorasse durante o sexo.
  • 187. - Lágrimas de alegria? - Sim, lágrimas de alegria. - Então está tudo bem. Vou beijá-las. Eu te amo. - Essas três palavras estavam se tornando mais fáceis de dizer, mas significavam um pouco mais para ele a cada momento. Madison virou o rosto para ele, ajoelhando-se entre suas coxas. Embalou seu rosto com as mãos e encostou o nariz no dele, seus olhos vagando fechados. - Isso é real. - Perguntou. - Sonhei com você me dizendo que me amava tantas vezes, que estou preocupada que esteja sonhando. Normalmente quando uma mulher dizia algo assim, ele pegava suas roupas e fugia pela porta, mas essa era Madison. Ela não iria machucá-lo. Por isso era certo amá-la. Certo dizer para ela. - Se você está sonhando, então vou sonhar também. - Falou. - Nunca disse a ninguém que eu os amava. Seus olhos se abriram, e ela ajustou-os para focarem-no. - Ninguém? Nem mesmo da família?
  • 188. - Ninguém. - Ele disse. Ela enlaçou os braços molhados em volta de seu pescoço e pressionou os seios em seu peito. - Então acho que você precisa dizer mais algumas vezes. Só assim você se acostuma com isso. Pense nisso como uma terapia. Ele sorriu. - Eu te amo. Os dedos dela enroscaram-se em seu cabelo. - De novo, - Sussurrou. - Eu te amo. - Era bom que ela soubesse. Podia dizer essas coisas quando estavam a sós. Não queria que os outros reconhecessem sua fraqueza, mas se ela soubesse, estava tudo bem. - De novo. - Eu te amo. Sua vez. Ela olhou intensamente dentro de seus olhos e disse.
  • 189. - Eu te amo. - Ela não desviou o olhar por vários momentos e, em seguida, disse do nada. - Me pergunto o que se sente quando tem um pau com um piercing esfregando dentro de si. - Mulher, - Ele disse, - É melhor parar de pensar em fazer sexo com a minha banda. Primeiro Kellen e agora Owen? - Oh, eu não estava pensando em fazer sexo com ninguém além de você. Embora seu pau estivesse bem escondido sob a agitação da água, não havia dúvida para onde ela estava dirigindo seu olhar aguçado. Suas bolas tentaram rastejar até sua cavidade pélvica. - Absolutamente não, Madison. Esticando o lábio inferior piscou seus sedutores olhos azuis para ele. - Com esse olhar você vai ganhar diamantes, baby, - Disse. - Mas não vou colocar um piercing no meu pau. Ela gargalhou. - Acho que vou ter que imaginar o que se sente, aposto que faz com que dar uns boquetes seja um desafio.
  • 190. Ele jogou a cabeça para trás e gargalhou. - Você vai ter que perguntar a uma das joguetes do Owen, eu nunca o masturbei. Ela sorriu torto. - Você nunca fez nada de excitante com outro cara? - Perguntou, esfregando os seios contra seu peito. Pelo amor de Deus, ela estava ficando excitada por pensar nele com outro cara? - Não, eu não fico com caras. - Você gostaria de me ver fazendo algo excitante com outra garota? Eita. O que diabos ele tinha acordado nessa mulher que estivera escondido? E por quê ficava tão feliz por ter corrompido sua inocência? - Algo como... - Beijos? - Ela tinha no rosto a mesma expressão que usava quando questionava-o numa sessão de aconselhamento - toda séria e atenta. - Sim, gostaria de ver você beijando outra garota.
  • 191. - Brincando com os seios uma da outra? - Cobriu os seios empinados e esfregou os polegares sobre os mamilos. - Lambendo-os? - Sua língua traçou o lábio superior, não de forma intencionalmente sedutora, mas como se estivesse imaginando a melhor forma de fazer isso em outra mulher. Bem vindo de volta, ereção furiosa. Onde você esteve nos últimos cinco minutos? - Isso seria excitante, - Ele disse, com a respiração acelerando pelo entusiasmo. Ela olhou para cima e pegou-o olhando para seus peitos. - Prefere assistir outra mulher me comendo ou eu comendo ela? As duas imagens passaram por sua mente, e encontrou uma que era mais fácil de responder. - Você comendo ela, assim posso foder você por trás enquanto assisto. A mão dela deslizou do seio para dentro da água. Não podia ver claramente o que estava fazendo, mas tinha certeza que ela estava explorando as dobras de seu sexo. - O mel de uma mulher tem o mesmo gosto da porra de um homem?
  • 192. Como diabos iria saber isso? Nunca tinha provado nem a própria porra, e certo como o inferno que nunca provou a de outro cara. - Acho que não é a mesma coisa. - Quero provar. O de mulher. - Sua mão saiu da água e ela colocou dois dedos molhados na boca. As tripas de Adam se contorceram e suas bolas ameaçaram explodir. - Não consegui provar. - Ela falou, fazendo beicinho. - Sei que minha buceta está bem molhadinha. Acho que a água lavou o mel dos meus dedos. Uma enxurrada inundou o chão do banheiro. Adam não tivera a intenção de agarrá-la colocando-a de costas na banheira. Sua intenção fora ser gentil pelo resto da noite, não encontrar o ponto liso e quente entre suas coxas e meter seu pau latejante de novo, de novo e de novo. Mas maldição, se continuasse provocando-o, o que diabos ela esperava? Sabia o que fazia com ele quando agia como uma doce e inocente, safada ao mesmo tempo. Ela se agarrou a ele enquanto mergulhava nela, gemendo seu incentivo ao se mover com ele. Quando a urgência cedeu o suficiente para ordenar seu pensamento, parou e franziu a testa para ela.
  • 193. Seus olhos se abriram. - Tem algo errado? - Você fez de propósito? - Ele acusou. - Fiz o quê? Pela primeira vez, ele não estava acreditando em seu olhar de inocência. - Agindo assim pra eu te agarrar de novo. Você sabe que quero ser gentil com você. Ela sorriu torto. - Então foi sexy quando eu provei meu mel? - Porra, mulher, você sabe que foi. - E está esperando que eu me desculpe por provocar você? - Você me manipulou. - Eu gostei do resultado, - Disse, seu sorrisso alargando-se. - Não pare.
  • 194. Não pretendia parar, só acalmar um pouco o movimento. Moveu o quadril lentamente, deslizando dentro dela. Suas pálpebras tremularam. Repetiu o movimento - mais profundo, mais amplo - segurando-a com força para dar impulso na água. Cada vez que retirava-se, um jato de água massageava seu pé e outro agitava um fluxo de água de encontro as suas bolas, encorajando-o a se mover mais rápido. Lutou contra o desejo, observando o rosto de Madison quando ela relaxou e deixou-o levá-la num ritmo lânguido. - Isso é tão bom, - Ela sussurrou, olhando em seus olhos. - Oh, Adam. Ele beijou seus lábios macios, continuando seu padrão de lentas, profundas, estocadas giradas. Dando-lhe tempo para se concentrar na sensação. Para sentir como perfeitamente seus corpos se uniam. Reconhecer seu amor por ela, que devia ser aparente em seu rosto e em cada movimento de seu corpo. A enormidade de seus sentimentos inchou seu peito. Estava começando a entender o que ela quis dizer sobre a necessidade de sempre se apressar, para que não houvesse tempo dessa conexão profunda sobrecarregar o prazer físico. Era tão perfeito sentí-la contra ele, envolvendo-o. Vendo-a tão molhada e sexy - o rosto corado, seios expostos, o cabelo flutuando como uma nuvem de seda negra na água. A cabeça inclinada um pouco mais para trás a cada vigorosa estocada. Sua boca abrindo um pouquinho mais a cada vez que se retirava. - Adam, acho... acho... que vou gozar logo. Oh Deus, fazer devagar é
  • 195. tãobom. Não pare. Estou quase. Ela continuou encorajando-o com palavras ofegantes enquanto a levava mais e mais alto. Seu corpo começou a tremer incontrolavelmente enquanto o orgasmo crescia. Enfim, a dominou. - Oh! Quando fechou os olhos em êxtase, ele falou. - Não feche os olhos. Com o corpo tenso e os pulmões ofegantes por ar, ela forçou os olhos a abrirem. - Eu te amo, Madison, - Sussurrou. - Consegue sentir? - Ele sentia - como se sua alma fosse flutuar para fora do peito até o céu. - S-sim. - Quando a primeira lágrima escorreu do canto do olho, pensou que de alguma forma tinha machucado-a. Na segunda, percebeu que aquelas eram as lágrimas de felicidade que ela estava preocupada em derramar. Assim como prometeu, afastou-as com beijos. Quando seu orgasmo abrandou, ela levantou a cabeça da banheira - uma torrente de água escorrendo de seu longo cabelo - e pressionou beijos em sua garganta e ombros.
  • 196. - Você estava certo, é tão bom, talvez melhor, quando não é rápido e rude. - Você não está me dizendo nada de novo. Eu sei fazer um ótimo sexo... - Vangloriou-se. - Com você. - Não conseguia nem imaginar em quantos pedaços os caras o rasgariam se o ouvissem dizendo isso. Mas aqui com ela, poderia ser tão repulsivamente sentimental quanto quissesse. Ali com ela, aparências não importavam. - Você está certo sobre isso também, - Ela disse, aconchegando o rosto na curva de seu pescoço. - O parceiro faz toda a diferença. Por quê diabos esperou tanto tempo para admitir que tinha sentimentos por ela? Perdeu meses que poderia tê-la amado e ser abertamente amado de volta. Beijou-a com toda a paixão que conseguiu reunir e em seguida, saiu de seu corpo antes que desmaiasse em cima dela se recostando contra a banheira. Madison fez um grande esforço para ordenar ao corpo que ajoelhasse entre suas pernas. - Você não gozou, não é? - Perguntou. Aparentemente ela não podia ver como seu pau estava duro debaixo da superfície da água.
  • 197. - Não. Só consigo algumas vezes por noite. Achei melhor economizar para mais tarde. - A última vez que passamos a noite juntos, você teve sete orgasmos. Ele riu. - Você contou? Ela assentiu. - E eu tive dez. - Tirou as mãos da água e mexeu todos os dez dedos para ele. - Não me admira que depois de ver você sempre dormi por dois dias. - E eu pude sentí-lo dentro de mim por dias. - Eu te deixei dolorida? Ela mordeu o lábio e assentiu. - Preciso dessa parte. Me faz sentir menos sua falta. - Respirou fundo. - Por pouco tempo.
  • 198. Seu pequeno cenho triste quebrou seu coração. Maldição. Agarrou seu pulso e puxou-a. Com um grito assustado, ela escorregou pela banheira e colidiu contra seu peito. Em vez de endireitar-se, derreteu contra ele, a cabeça apoiada em seu ombro e sua respiração quente soprando gentilmente a umidade de seu peito. Sua mão moveu-se para sua ereção, acariciando seu comprimento distraidamente. Seu toque suave não o faria gozar, mas certamente o manteria duro. -Madison, - falou, apreciando a relativa calma entre eles, mas a necessidade de compartilhar algo que estava escondendo dela. - Mmm? - Não fui exatamente verdadeiro com você mais cedo. Ela ficou rígida. - Você não me ama de verdade? - O quê? - Não podia acreditar que era essa a primeira coisa que ela tinha pensando sobre a qual ele fosse mentir. Inferno, isso era provavelmente a única coisa sobre a qual nunca mentiria. - Não. Não é sobre isso.
  • 199. - Não me importo com quaisquer das outras mentiras agora, desde que você me ame de verdade. - Que ruim, vou dizer de qualquer maneira. - Esfregou uma mão por seu braço. Sua pele lisa e úmida estava fria ao toque. Talvez devesse concentrar-se em mantê-la aquecida em vez de incomodá-la com seus problemas. - Menti sobre a razão pela qual não quero que você me visite em Austin. - A pornografia na parede? - Madison, não é pornografia. É minha arte. Minha, - Ele esclareceu. - Não comprei-a; Criei-a. - Você é um artista? - Ela afastou-se de seu peito para poder olhá-lo. - Por que você nunca me contou isso? - Ei, baby. - Ele disse em uma voz arrepiante de perseguidor. - Desenho e pinto retratos de mulheres nuas de memória. Quer vir ver minha coleção? - Sim, de verdade, quero ver seu trabalho, sendo garotas nuas ou não. - Seus olhos se iluminaram. - Você já me pintou? O calor do contrangimento espalhou-se por seu pescoço e rosto. Ele estava mesmo corando?
  • 200. - Sim, muito mais do que devia. Tenho pelo menos cinco pinturas só do seu seio esquerdo. - Mas não do direito? - Ela desceu os olhos para seus seios perfeitos. - O esquerdo é melhor ou algo assim? - Não, é que geralmente ele está na minha mão dominante. Ela riu. - Bem, agora que sei seu segredo, posso visitá-lo, certo? - Algum dia, - Levantara essa questão na conversa para dizer que seu pai havia se mudado de volta, mas aquele sentimento de não querer desapontá-la o fez hesitar. Decidiu que seria mais fácil se livrar do velho do que lembrar a Madison que não era tão forte quanto ela parecia pensar que era. - Mas não na próxima semana. Você e eu estaremos em New Orleans. Você esqueceu? - Como poderia esquecer? Fico me perguntando... enquanto você me come no clube, se eu deveria fazer isso? - Recostando-se contra seu peito, ela segurou os seios e beliscou seus mamilos, fazendo ficar duros e rosados. - Se eu brincar com meus peitos, será que a nossa platéia vai
  • 201. achar sexy? Ela estava totalmente dentro dele. Não conseguia nem imaginar que alguém não pensasse que sua Madison era a mulher mais sexy que existia. E ela era mesmo. Como ele teve tanta sorte? Ela ergueu os seios com ambas as mãos, pressionando-os um contra o outro como numa espanhola. - Ou fica mais sexy segurá-los juntos assim? Adam, difa-me o que parece mais quente. Jesus. Seu pau pulsou, protestando contra o maltrato dela. Cobriu seus seios e massageou-os rudemente. - Porra, mulher, por que você me provoca? Agora quero gozar tudo nos seus peitos. Ela brindou-o com uma profunda risada rouca. - Bem, o quê está impedindo você?
  • 202. Capítulo 12 Madison vestiu a camiseta que emprestou de Adam - um dia aprenderia a trazer uma bolsa de viagem quando tivesse um encontro com ele - e descansou de barriga para baixo na cama ao lado dele. Ele estava gloriosamente nu, o que tendia a fazer suas mãos vaguearem. Ainda o provocaria para jogá-la de costas e possuir seu corpo como ele sempre possuía sua alma, mas estava trabalhando nisso. Ele a fizera ficar toda quente e incomoda na banheira, acariciando seu pau dentro dos jatos pulsantes da Jaccuzi até ejacular por todo seu peito. Então insistira em lavar cada centímetro de seu corpo incentivando-a a retribuir o favor. Depois de excitá-la de novo, não se oferecera para aliviá- la. Em vez disso, decidira que era hora para mastigar ruidosamente petiscos e assistir tevê. Eles provaram o banquete colocado diante deles ao pé da cama - uma variedade de besteiras que Adam comprara na máquina automática do corredor enquanto ela secava o cabelo. Algum programa sobre tatuadores passava na tela plana, mas Madison não podia concentrar-se na tevê com o dedo do pé de Adam roçando seu pé e o braço descansando contra o seu. Tudo em que podia pensar - tudo em que era capaz de pensar - era nele. Pressionou a cabeça sobre seu ombro e fechou os olhos. Toda a ansiedade, solidão, ciúme e incerteza tinham valido a pena para experimentar esse momento perfeito. E teria muitos momentos perfeitos pelos quais ansiar.
  • 203. - Acho que você precisa de uma tatuagem, Madi, - Adam disse. Ao contrário dela, ele estava muito interessado no programa. Mastigou outro chips de sabor nacho e tortilla e lambeu o farelo de queijo laranja da ponta dos dedos. - Sou muito delicada pra fazer uma tatuagem. Ele riu. - Tanto quanto você é pra ser espancada? Você vai adorar. Vai ficar tão quente e incomodada que provavelmente vai pular em cima de mim na sala do tatuador. - Eu vou provavelmente pular em você na sala do tatuador mesmo sem qualquer provocação. Ele beijou-a com os lábios salgados. - Que tal um exercício? - Debruçou-se sobre a cama e pegou uma caneta na mesa ao lado. Segurando-a entre os dentes, voltou-se para ela e correu as mãos suavemente por sua pele enquanto levantava a camiseta revelando sua barriga. - Uma tela tão linda. - Disse, depositando um beijo no umbigo. - Acho que aqui. O que você quer como desenho, Srta Fairbanks?
  • 204. - Você faz tatuagens? Ele balançou a cabeça. - Não. Só gosto de desenhar. Que tal uma pequena buceta um pouco acima da sua buceta linda? Sua língua traçou a fenda no alto de suas coxas fazendo seu corpo estremecer. Não fora capaz de achar sua calcinha e tinha certeza que Adam escondera-a dela quando insistiu em vestir uma de suas camisetas limpas depois do banho. - Adam, - advertiu. - Você não acha que é um pouco grosseiro? Ele riu. - Completamente. - Destampou a caneta e desenhou uma linha curva do umbigo até seu sexo. Ela deu uma risada e se contorceu. - Isso faz cócegas. - Fique parada. - Ele falou.
  • 205. Ela tentou, mas a mão esticando a barriga com firmeza e a ponta da caneta esfregando-se na pele sensível causaram arrepios deixando seus mamilos duros e a buceta encharcada. A intensidade da expressão dele enquanto desenhava, com a língua pressionada no lábio superior, excitou-a além da conta. Ele estava com o mesmo ar de concentração de quando tocava um solo de guitarra. - Quente e incomodada ainda? - Ele perguntou relanceando para cima os lindos olhos cinzentos por um breve instante. Ela gemeu de forma afirmativa. - Posso sentir o cheiro da sua excitação. Está tornando difícil me concentrar. Afastou mais as pernas e ele a recompensou com um gemido de aprovação, deslizando a língua por seu clitóris inchado. - Isso não é justo, - Ele falou. - Você não sabe o que seu cheiro faz comigo. Ela sorriu e abriu mais as pernas. Levantou a cabeça dele e avistou o desenho quase acabado. Esperou talvez a figura em palitos de um gato, mas a imagem era espantosamente detalhada, tridimensional e realística.
  • 206. - Oh Adam, como você fez isso? - Bom, eu apenas tipo que apertei minha língua e então a deslizei pra cima e pra baixo, então... Ela gargalhou. - Não. Eu não quis dizer como você lambeu meu clitóris. Mas como você desenha de forma tão realista? É maravilhoso. Ele encolheu os ombros. - Não sei. É só algo que sempre fiz por diversão. Na maoir parte do tempo desenho mulheres nuas. E por algum motivo... animais. - Você é fantástico. Termine esse. - Assentiu em direção a sua barriga. - Por favor. Ele sorriu-lhe, obviamente satisfeito pelo elogio. - Certo. - Agora quero mesmo visitar seu canto para ver seus trabalhos de arte. - Carrego alguns comigo o tempo todo.
  • 207. - Mesmo. Estão na mala? Ele balançou a cabeça. - Na minha pele. - Você criou suas tatuagens? Ela deu um risinho quando ele traçou um lugar particularmente sensível a cócegas no púbis. - Criei o dragão nas minhas costas, mas não me tatuei, um tatuador de verdade fez o desenho. As tatuagens que cobriam seu braço do ombro ao pulso eram uma mistura indistinta, mas o que Adam desenhou pareciam reais. Ainda lembrava como ficou sem fôlego da primeira vez que viu a tatuagem que cobria a maior parte de suas costas. Não conseguia acreditar que ele a tinha desenhado. Teria apostado seu rim esquerdo que um artista profissional a fizera. O homem era definitivamente multitalentoso. - Você desejou seu dragão? Ele assentiu.
  • 208. - Também desenhei algumas das tatuagens dos caras da banda. Especialmente do Gabe. A fênix nas costas, a puma de um lado do peito e o lobo do outro. Criei o tubarão na panturrilha do Kellen e o garranhão no ombro, a cobra do Owen no... uh, região do quadril, e no Shade... Adam fez uma careta. - Qual o problema? - Nada. Ele só me irrita, em tudo. Ela levantou a mão para acariciar seu cabelo, que ainda estava úmido do banho. - Você precisa conversar com ele, querido. Tentar resolver as coisas. Sua carranca se aprofundou. Ela odiava vê-lo perturbado, queria que ele sorrisse mais. - Então estou supondo que você criou a tartaruga que Shade tem tatuada na bunda. As feições de Adam se suavizaram, e ele riu. - Shade não tem uma tartaruga na bunda.
  • 209. - Tem certeza? Pensei ter ouvido isso em algum lugar. Bem, então você desenhou uma borboleta na cintura dele? Ele gargalhou. - Não. - Hmm, talvez os beija-flores no peito. Ou o porquinho na barriga? - Ele deve ter algumas tatuagens novas que eu não vi. - Todas elas são adoráveis. - Madison disse, feliz por tê-lo feito rir. - O que você desenhou para ele? Adam suspirou. - Um leão. Está no peito dele, em cima do coração. - Adam lambeu o polegar e esfregou-o em sua barriga para corrigir um erro que tinha feito com a caneta. - Ele provavelmente quer que ela seja removida. - Dúvido disso. Tenho certeza que é especial pra ele. E ele estava carrancudo outra vez. Talvez fosse melhor deixar o mundo real do lado de fora. Odiaria chateá-lo agora e arruinar seu tempo limitado juntos.
  • 210. - Quase terminado? - Perguntou. - Tenho uma necessidade poderosa de chupar seu pau enquanto você usar essa língua em minha buceta linda. Ele deu um sorriso largo em retorno. - Oh sim? Ela assentiu. Ele atirou a caneta para o lado. - Tudo acabado. Ela apoiou-se nos cotovelos e admirou o gatinho peludo em sua cintura. Ele parecia olhá-la com um sorriso travesso. - Talvez eu precise de uma tatuagem. - Disse. - Então sua arte se tornaria uma parte permanente de mim. - Precisamos experimentar com mais desenhos primeiro. Então posso desenhar em você todas as vezes que eu quiser e nunca ficar sem uma tela. - Ele olhou-a. - Mas vou tirar uma foto desse antes de fazer você suar nele. Inclinou-se para fora da cama e procurou seu celular entre as roupas que descartara depois da ida até a máquina de venda automática. Ergueu-o
  • 211. bem alto e apontou a lente em seu desenho. Ela sabia que não havia como ele tirar uma foto sem incluir a área privada exposta logo abaixo. - Espera, - Disse. - Me deixa cobrir... Antes que pudesse posicionar as mãos, ele tirou a foto. Seu rosto ardeu. Tentou agarrar o celular, mas ele segurou-o acima de sua cabeça e olhou para a foto que tinha tirado. - Agora isso que é arte. - Falou. Sentia como se seu rosto fosse pegar fogo. - Por favor, deleta isso. Ele sorriu para ela. - Você está corando, Madi? - É embaraçoso. Alguém pode ver isso. - Você acha que eu deixaria alguém olhá-la além de mim? Não vou.
  • 212. Ela relaxou levemente. - Mas é melhor você se acostumar com as pessoas olhando para seu corpo se ainda quiser ir ao clube de sexo na semana que vem. - Mas eles não serão capazes de ver o meu rosto. Ele soltou um riso. - Não podem ver seu rosto nessa foto também. Ela supos que isso fosse verdade. - Posso ver? Ele mostrou-lhe a foto, que apenas era erótica onde sua virilha raspada ficava visível logo abaixo do desenho, mas era de bom gosto. Artística. Olhá-la fazia sua buceta latejar. - Isso meio que é quente, - Ela disse ofegante. - Meio? Isso está pegando fogo, baby. Deus, isso me deixa duro. Acomodou-se do seu lado e ela se concentrou na evidência de seu desejo por ela. Seu pau estava duro, e ela realmente tinha uma necessidade
  • 213. poderosa de chupá-lo. Rolou para o lado dele e mudou a direção da cabeça para levá-lo em sua boca, chupando forte e movendo a cabeça rápido pois queria provar sua porra. Quanto mais cedo, melhor. Ele agarrou seu quadril e deslocou-se para mais perto para que pudesse sugar seu clitóris e pincelar a língua sobre ele tão forte e rápido como ela estava fazendo nele. Quase explodiu instantaneamente, as ondas de prazer fazendo-a balançar contra seu rosto. Libertando-se de sua boca ele se inclinou para fora da cama para alcançar uma camisinha e um tubo de lubrificante. Sua bunda apertou em antecipação. Deus, sim! Mas... - Quero que você goze na minha boca. - Falou. - Eu vou, mas não ainda. Arrancando a camiseta preta enorme por sobre sua cabeça a pressionou de costas. Levantou suas pernas, descansando seus calcanhares nos ombros e colocou um travesseiro sob seu quadril. Entregou-lhe uma camisinha. - Abra-o. - Disse. - Rápido. Rosqueou a tampa do lubrificante com os dentes e espalhou-o por sua bunda contraída com a mão. Quando um dedo lambuzado deslizou dentro,
  • 214. ela estremeceu. - Rápido. - Ele suplicou. Seus dedos estavam tremendo tanto, que não conseguiu abrir o maldito pacote. - Não posso esperar. Preencheu sua buceta com uma única estocada profunda. Ajoelhando entre suas coxas, manteve suas pernas abertas e afastadas, movendo o quadril enquanto empurrava. Olhava enquanto a preenchia, o lábio inferior preso entre os dentes. Ela desejou que pudesse ver o que ele estava enxergando, que o fazia irromper num suor instantâneo, fazendo-o estremecer e soltar murmúrios sensuais de prazer encostado em sua garganta. - Gostaria que tivesse um espelho por cima da cama. - Ela disse. Ele fez uma pausa. - Vou instalar um na minha casa. Você precisa ver como sua buceta sexy fica com meu pau preenchendo-a. Ela gemeu, adorava quando ele dizia coisas como essa para ela. Tentou
  • 215. imaginar como algo que a fazia se sentir tão bem seria sob a perspectiva dele. - Espera. Acho... Ele alcançou o celular e antes que ela pudesse surtar com a porra, ele tirou uma foto. Estendeu-lhe o telefone e ela ficou de boca aberta com a visão de sua rosada e inchada buceta recheada com seu grosso membro. Bom Deus. - Deslumbrante, não é? - Ele perguntou, encontrando seus olhos por um momento antes de voltar seu olhar para onde seu pau estava mergulhando dentro dela. - É... é isso o que eles vão assistir no clube de sexo na semana que vem? - Isso e mais. Eu definitivamente quero que eles pressenciem você me levando por trás. Não são muitas performers que fazem ao vivo sexo anal. Seu buraco apertou-se. - Podemos ver outros fazendo isso? - Ela deu uma outra espiada na foto na tela e gemeu. - Se esse for seu fetiche. - Sorriu torto e piscou para ela. - É melhor
  • 216. você conseguir abrir essa camisinha se me quer lá atrás. - Deslizou um dedo dentro da sua bem lubrificada bunda. Ela soltou o celular e se atrapalhou com a embalagem da camisinha. Finalmente, foi capaz de abrir o pequeno pacote. Tentou colocá-la nele, mas ele ainda estava agarrando com firmeza suas pernas, ainda estava olhando para onde seus corpos estavam conectados. - Adam, - Ela murmurrou. - Solte-as. - Tudo bem, só me dê outro minuto. Seus movimentos tornaram-se mais vigorosos, sua respiração mais irregular. Justo quando ela pensou que ele estava deixando-se levar, ele puxou para fora, arfou desesperadamente por ar, seu corpo contraindo-se, seus olhos apertados bem fechados. - Oh Deus, - Disse. - Eu podia olhar pra isso por toda a vida. Ela estava perfeitamente bem com isso. - Eu te amo. - Ela disse. Ele abriu um olho e sorriu.
  • 217. - Também amo você. Onde está aquela camisinha. Ela tinha acidentalmente largado-a enquanto estava assistindo-o sair da visão de seus corpos unidos. O círculo de cor creme estava esparramado em seu peito. Soltando um riso abafado, ele recuperou a camisinha e remexeu-se entre suas pernas conforme desenrolava-a sobre seu comprimento. Com suas mãos, Madison manteve suas pernas para cima e afastadas enquanto ele se preparava. Pelo tempo que ele aplicou mais lubrificante, ela tremeu de antecipação. Ela se perguntava como duas partes dela, que estavam tão perto uma da outra e tão parecidas no formato, podiam ter uma sensação tão diferente quando preenchidas com ele. Ele empurrou de leve contra sua bunda e entrou nela lentamente, aplicando ainda mais lubrificante conforme penetrava mais fundo. Ela realmente não se preocupava com a dor produzida pela pouca lubrificação, mas adorava que ele se importasse com o conforto dela. Ele mergulhou dentro com pouca resistência. Enterrando as bolas fundo, ele parou. - Tudo bem? Ela assentiu. - Adoro isso.
  • 218. - Pensei que você podia estar muito sensível de mais cedo. - Me sinto ótima. Quero com força. - Segure suas pernas pra mim, tudo bem? Vou tentar algo. Me fala se quer que eu pare. Oh inferno sim. Ele nunca tinha desapontado-a quando tentava algo. Ela assentiu ansiosamente. Suas estocadas foram profundas e contínuas, e oh tão fortes. Ele tirou completamente algumas vezes levando-a a gemidos cheios de alegria. Sua buceta estava começando a protestar contra seu vazio. Fora por isso que pensou que ser preenchida por dois paus ao mesmo tempo seria tão espetacular. Já, sua vagina estava com ciúmes porque sua bunda estava ganhando toda a atenção. Adam escorregou dois dedos em seu vazio e empurrou-os para dentro e para fora no mesmo ritmo que estava empregando em sua bunda. - Oh Deus. - Ela gemeu. Outro dedo juntou-se aos dois primeiros. Ela gritou seu encorajamento, movendo-se contra ele para encontrar sua mão, seu pau. - Mais! - Ela exigiu.
  • 219. Ele girou a mão e preencheu-a mais. A maioria de seus dedos - os quatro por completo - mergulharam dentro e fora de sua apertada buceta. Ela espremeu seus dedos gulosamente, querendo ainda mais. Ela fugasmente esperava que ele colocasse o punho, mas antes que implorasse a ele para fazer isso, seu polegar roçou seu clitóris e ela explodiu em um milhão de pedaços de um êxtase ofuscante. Seu corpo ainda estava tenso com o orgasmo mais forte de sua vida quando ele saiu dela, retirou a camisinha e posicionou a cabeça de seu pau sobre seus lábios trêmulos. Ele se bombeou duas vezes e gozou, seus fluídos esguichando dentro de sua boca e por seu rosto. Ela estava respirando muito forte para chupar a cabeça de seu pau pulsante, mas esfregou-o com seus lábios trêrmulos, querendo dar-lhe, pelo menos, uma fração do prazer que ele lhe dera. Ele desabou na cama do lado dela. Madison endireitou suas pernas, sorridente porque ainda podia sentir que ele estivera dentro dela, em seu safado e molhado buraco. Ela lambeu sua porra salgada de seus lábios, satisfeita que ele tinha lembrado de dar a ela o que tinha pedido. - Porra, Madison. Você é muito quente para o seu próprio bem. - Ele gemeu. - Pro meu próprio bem. Ela nunca teve um homem chamando-a de quente antes. Linda. Doce. Bonitinha, talvez. Mas nunca de quente. Ela se contorceu na cama para
  • 220. que pudesse descansar a cabeça em seu estômago arfante e traçou a estreita faixa de pelos em sua cintura com um dedo. - Isso foi incrível. - Ela sussurrou. - Eu nunca gozei tão forte antes. - Fico contente em satisfazer você. - Eu não tinha dúvida. Você nunca me desapontou. Ele colocou uma mão atrás da cabeça dela e pressionou seu rosto contra ele. - Eu amo você, Madison Fairbanks. Desejo que essa noite nunca terminasse. Ela desejava isso também. Usando Adam como o travesseiro mais sexy que existia, Madison tinha quase caído no sono quando o telefone do quarto tocou e destruiu a tranquilidade do momento. Adam gemeu em protesto. - Não atenda, - Ele disse. - Provavelmente é o Shade. Ele não pode dormir a menos que me emputeça logo antes de dormir.
  • 221. - É quase duas da manhã. - Madison disse. - Pode ser uma emergência. Ela remexeu-se na cama e levantou o gancho. - Alô? - Oh, ei, baby. - Um homem disse com uma voz rouca de fumante. - Meu filho está por aí? - Acho que você discou o número errado. - Madison sabia do fato de Adam não se dar com o pai. Fora seu pai que tornara-o um viciado em drogas em primeiro lugar. - Esse não é o quarto de Adam Taylor? Sua testa enrugou-se. - Sim. É o quarto de Adam. - Bem, deixe-me falar com ele, - Ele disse bem alto. - Preciso dele para conseguir alguma coisa especial no seu caminho de casa. Adam sentou-se ao lado dela na cama. - Quem é? - Ele perguntou. Ela não tinha certeza de como era possível, mas...
  • 222. - É seu pai. Capítulo 13 Porra. Por que o velho tinha que estragar tudo? Não era o suficiente que seu pai tinha fugido de sua mãe, arruinando sua infância e apresentando- lhe drogas. Não, ele tinha que ligar para seu quarto de hotel ás duas horas da maldita madrugada e tornar conhecida sua indesejada existência para Madison. Ele tentou tanto se livrar do bastardo antes de Madison descobrir que o responsável por sua dependêndia química estava de volta a sua vida. - O que você quer? - Adam disse no telefone. - Cocaína. - Seu pai respondeu em sua voz de dois maços de cigarro por dia. - Eu não vou conseguir nada pra você. Nós já falamos sobre isso. - Não importava quantas vezes ele informasse seu pai de que estava limpo agora, o homem não acreditava nele. Ele pensava que Adam estava dando a volta nele.
  • 223. Seu pai estalou a língua. - De que adianta ter um filho rockstar se ele não compartilha suas fontes de droga de primeira com você? Adam não conseguia olhar para Madison, porque, embora ela dissesse que ele nunca desapontou-a, sabia que isso iria mudar. - Eu tenho que ir. - Adam disse. - Você vai estar em casa amanhã? - Sim. - Seu estômago retorceu-se em nós, Adam desligou. - Quando você ia me dizer que ele voltou para a sua vida? - Madison disse com sua voz calma e profissional. Maldição. Adam encolheu os ombros, desligou a tevê e apagou o abajur do seu lado da cama. - Vamos para a cama. Estou cansado. - Adam! - Estou tentando me livrar dele, certo? Me dê um descanso.
  • 224. - Eu não vou te dar um descanso. Ele é a verdadeira razão por você não querer que eu te visite em Austin? Ele afofou seu travesseiro e estendeu-se ao seu lado, de costas para ela. - Você não vai me ignorar, Adam. - Não havia calmo professionalismo em seu tom de voz agora. - Não quero falar sobre isso. - Você me disse que ele estava fora da sua vida. Você mentiu para mim sobre isso também? Como posso acreditar em alguma coisa que você diz? - Isso não era uma mentira. Ele estava fora da minha vida. Ele venho me visitar há alguns meses atrás e se hospedou na minha casa desde então. - Imitou a voz rouca do pai para dizer - Era hora de você ser bom para alguma coisa, rapaz. Vocês roqueiros tem acesso a todas as melhores drogas. Faça um favor pro seu papai e consiga um pouco da melhor cocaína. Faz muito tempo desde que cheiramos uma carreira juntos, filho. Vai ser como nos velhos tempos. - Então você tem usado drogas com o seu pai de novo? Ele não tinha, mas a culpa apertou seu estômago como se ele tivesse. Balançou a cabeça.
  • 225. - Não, mas ele tem drogas escondidas por toda a minha casa. Espero por Deus que a porra do meu agente da condicional não decida aparecer para uma visita. A única razão por eu não ter ficado um tempo na prisão ano passado foi porque concordei em ver você. Se eles acharem drogas na minha casa, vou passar um tempo atrás das grades com certeza. - Adam, você tem que se livrar dele. Adam rolou de costas e olhou para o teto. Ele ainda não conseguia olhá- la nos olhos. Não poderia lidar com o desapontamento que temia ver no olhar dela. Ou a desconfiança. - De preferência, sim. Na realidade, o homem faz o que diabos ele quer. Isso nunca vai mudar. - Eu posso tentar falar com ele. Ele não percebe quantos problemas pode causar a você? - Será que ele se importa, Madison? Um homem que injeta no seu filho de treze anos heroína como seu ritual de masculinidade se preocupa com algo além de alterar o estado da mente? - Adam havia caído em lágrimas a primeira vez que contou a Madison sobre seu décimo terceiro aniversário. E então xingou-a por ela ter feito isso. E então chorou novamente. Isso foi o primeiro passo para sua reabilitação e a primeira vez que ela abraçou-o. Talvez fora quando ele se apaixonara por ela.
  • 226. - Eu poderia aconselhá-lo enquanto você está na estrada. - Madison disse. - Você não seria o único a ser preso. Ele também seria. - Não quero ele na cadeia. Ir pra prisão já ajudou algum viciado? Ela simplesmente transforma as pessoas com vícios em criminosos com vícios. - Posso ajudá-lo da maneira como te ajudei, mas você é a minha prioridade. Temos que mantê-lo longe de você até que ele esteja limpo. Ele suspirou. - Madison, não quero que você se envolva. Isso é um assunto de família. - Isso é besteira! Ele não discutiu. Sabia que isso era besteira, mas não queria que ela se envolvesse. Ele tinha a situação sob controle. - Adam, - Ela falou. - Você tinha que saber se me contasse, eu me envolveria. É meu trabalho. Não, mais do que isso. - Ela deu um tapa na barriga dele. - É quem eu sou. Eu tenho que ajudar. - Mas isso não vai ajudar em nada, Madi. Para um viciado ficar limpo, ele tem que querer isso. E meu pai ama seu estilo de vida. - Amava-o mais
  • 227. do que sua esposa e seu filho. - Ás vezes temos que forçá-los a querer. Ele sacudiu a cabeça para ela. - Você não acredita realmente nisso. Você é muito inteligente para acreditar que pode forçá-lo. Ela soltou um suspiro pesado. - Você vai, pelo menos, me deixar falar com ele? Tentar argumentar com ele. Por sua causa. Adam esfregou a sobrancelha esquerda com o lado do dedo indicador. Ele sempre acabava com uma dor de cabeça no ponto atrás de sua sobrancelha esquerda quando estava estressado. - Vou falar com ele. - Ele falou. - E se ele não voltar à razão, eu vou deixar você tentar conquistar sua cooperação. Madison franziu seus lábios e depois assentiu. - Tudo bem. Confio que você vai fazer o tem que ser feito para tirá-lo da sua casa. Conheço alguns bons conselheiros em Austin. Se você quiser,
  • 228. eu poderia conseguir alguém... - Eu vou lidar com isso. Todo o corpo dela estava tenso enquanto ela lutava para manter a compostura. Adam sabia que estava matando-a deixá-lo fazer isso, mas ele também conhecia seu pai, e o homem nunca iria mudar. A melhor coisa seria fazê-lo sair. Se as ameaças não funcionassem, talvez subornos fizessem. Adam de repente, viu-se pressionado debaixo de Madison e envolto em seu abraço apertado. - Isso deve ser tão difícil para você, querido. - Ela sussurrou e beijou sua testa. - Sabia que você chegaria a um acordo de que ele tem que sair da sua vida para sempre. Você quer falar sobre isso? Ele inspirou fundo em seu pesado e dolorido peito. - Quando tiver acabado. Ela se apoiou nos braços e olhou para ele, balançado a cabeça em compreensão. - Tudo bem. Dia ou noite, vou estar aqui se você precisar de mim.
  • 229. Isso. Era por isso que ele a amava com cada partícula de sua existência. O que faria sem ela? Desejou ter dito a ela no instante que seu pai trouxe a escuridão para a porta de sua casa. Ele não tinha que passar por isso sozinho. Tinha Madison. A Madison que entendia ele. A Madison que tinha ajudado-o a encontrar seu caminho. Nunca tinha tido alguém a quem recorrer antes. Era ao mesmo tempo terrível e um alívio enorme perceber que ela estaria lá quando precisasse dela. - Como posso retribuir tudo o que você fez por mim? Ela beijou-o gentilmente e tirou o cabelo dos seus olhos. - Você já fez. Com três palavras. Isso basta. Ele atraiu-a contra ele e puxou os lençóis emaranhados para cobrir seus corpos entrelaçados. Ela desligou a lâmpada do seu lado da cama e aconchegou-se em seu peito. - Eu amo você. - Ela sussurrou na escuridão. Seu coração inchou. Se queria poder ouvir essas palavras da boca dela todas as noites antes de fechar os olhos. Ela estava certa - três palavras bastavam. Mas quando acariciou a mão para cima e para baixo na pele nua ao longo de sua coluna, percebeu que ainda não tinha tido o suficiente do corpo dela.
  • 230. - Isso é tão bom. - Ele falou. - Espero que você não esteja pensando em pegar no sono. Capítulo 14 Um barulho muito alto tirou Adam de um sono profundo. - Dê o fora da cama. - Shade berrou do corredor. - Nós vamos embora em uma hora. Você ainda está aí? Adam alcançou o corpo adormecido de Madison e colocou-a contra seu peito. Não, pensou. Não tem ninguém em casa. - Você não teve a merda de outra overdose, não é? Se você não abrir essa porta, vou chamar uma ambulância. - Vai lá deixar ele saber que você está bem. - Madison murmurrou. - Ele está preocupado com você. Adam revirou os olhos.
  • 231. - Sim, tenho certeza que é isso. Ele cambaleou para fora da cama, suas coxas, nádegas e parte inferior das costas protestando pelos exercícios extenuantes da noite anterior. Alongou-se enquanto atravessava o quarto do hotel, sem se preocupar em encontrar roupas no caminho para a porta. Escancarou-a ao abrí-la. - Você não viu a placa de não perturbe? - Já passa de meio-dia. - E daí? - E daí que estamos todos prontos para ir embora há horas. Todo mundo está esperando por você. Como de costume. Adam supôs que todos estivessem, mas ele não estava ansioso para passar uma noite em casa em Austin. - Sim, certo. Vou descer. - Ele fechou a porta e esfregou o rosto com as duas mãos. Não sabia ao certo há que horas tinha finalmente adormecido, mas lembrou-se do brilho alaranjado do amanhecer penetrando no quarto pelas frestas da cortina escura.
  • 232. - Ele disse que era depois de meio-dia? - Madison disse, endireitando- se no meio da cama e tentando focar o relógio na mesa de cabeceira. Com os cabelos emaranhados, mamilos vermelhos, lábios inchados, marcas nos seios onde ele sugou beijos, rímel preto escorrido em meias- luas debaixo de cada olho, Madison parecia positivamente bem fodida. Adam estava seriamente considerando adicionar outra marca nessa aparência. - Vou chegar atrasada no trabalho, - Ela disse quando esparramou-se de costas esgotada. Adam pisou na metade comida de um saco de batatas fritas. O plástico amassado e as batatas amassaram sob seu pé quando ele voltou para a cama. - Não sei como meu pau ainda está funcionando está manhã, mas ele gostaria muito de dar-lhe bom dia. Ela gemeu e jogou um travesseiro nele. - Não acho que posso abrir as pernas para aceitar seu bom dia. - Então vou dobrá-la sobre o encosto do sofá. Ela encolheu-se.
  • 233. - Nós temos que ir. Ele sabia que ela estava certa, mas isso não significava que tinha que aceitar que era hora de seu encontro com Madison acabar. Subiu na cama ao lado dela e puxou-a contra ele. - Só me deixa te abraçar por mais alguns minutos. - Ele murmurrou em seu cabelo. Ela aconchegou-se mais perto. Seus olhos se abriram e fecharam letargicamente. Um barulho muito alto despertou Adam algum tempo depois. - Por que você está demorando tanto? - Shade gritou do corredor. - Há outros pessoas no planeta também, sabe. O mundo inteiro não gira em torno de você. - Nós adormecemos de novo? - Madison disse com uma voz arrastada. - Que horas são? Adam inclinou a cabeça para trás e olhou para os números brilhantes do despertador.
  • 234. - Quatro para a uma. - Merda! - Madison lutou para sair do emaranhado de seus braços. Ele ajudou-a a se livrar do lençol embolado e observou-a tropeçar ao redor do quarto à procura de suas roupas. Ele sabia que a hesitação em seus passos era obra dele. Isso aí, brother. - Adam, se vista. - Jogou o jeans no seu rosto. Ela contorceu-se para pôr o sutiã no lugar e, em seguida, colocou o vestido por cima da cabeça. - Onde está minha calcinha? - Ela falou. Ele sorriu. Sabia certinho onde tinha colocado-as. Com as mãos nos quadris, um brilho desafiador no rosto, ela franziu os lábios para ele. - Não posso usar esse vestido sem calcinha. Tudo o que seria necessário é uma rajada de vento e... - Levantou a saia, e ele teve um vislumbre de seu sexo. Seu pau pulsou ganhando vida, chamando sua atenção.
  • 235. - Não se streva a ficar de pau duro, Adam Taylor. Tenho que estar no trabalho em 45 minutos, e toda a banda está esperando por você para que possam sair. - O que eu posso dizer? - Ele encolheu os ombros. - Você é uma distração digna. O canto da boca dela se contorceu com a sugestão de um sorriso, e suas bochechas se coloriram com um rubor muito sedutor. Adam ouviu o porta da suíte ser destrancada. - Obrigado, - Shade disse para a funcionária com um olhar de assédio. - Achei que ele estivesse morto ou algo tivesse acontecido. - Não estou morto. - Ele assegurou a funcionária, cujos olhos se arregalaram quando notou ele deitado na cama ostentando uma meia ereção. - Apenas pelado. A funconária engasgou, saindo apressada do quarto fechando a porta. - Sinto muito, Shade. - Madison falou, segurando a frente do vestido contra o peito com uma mão. - Nós acidentalmente caímos no sono. O olhar de Adam vagueou para o alto das coxas de Madison e para a
  • 236. sugestão de sua bunda deliciosa espreitando por baixo da saia. Ela estava certa sobre precisar da calcinha. Supôs que não poderia mais evitar o inevitável. Tinha que dizer adeus ao ponto brilhante em sua existência sombria, descobrir de uma vez por todas qual era a porra do problema de Shade e subornar seu pai a se mudar para Amsterdã. Ou talvez acabasse dormindo no ônibus da turnê essa noite e continuaria a praticar evitar o confronto. Adam puxou a calcinha cor de lavanda do bolso de sua calça jeans. Segurou-a por um dedo. - Procurando por isso, Madi? Ela virou-se em sua direção, arregalando os olhos quando viu o que ele estava oferecendo a ela. Corando furiosamente, ela pegou a pequena peça de sua mão e correu para o banheiro. - Você sabe, a única razão pela qual ficamos em Dallas na noite passada em vez de ir direto para Austin é que todos nós sabíamos o quanto você precisa ver aquela mulher. - Shade disse. A expressão de Adam se desfez. Eles sabiam. Como eles podiam saber? - Então você deveria ter me deixado aqui para eu mesmo encontrar o
  • 237. caminho de casa. Shade assentiu. - Sim, percebi isso agora. Continuo esperando que você aprenda a ter um pouco de consideração pelos outros, mas você é um caso perdido. Adam não se importava com o que Shade pensava dele. - Não preciso de um sermão. Obrigado. - O aniversário de Julie é hoje. Faltei a festa dela por causa de você. - Shade falou. O coração de Adam afundou na boca do estômago. Ele sabia o quanto Julie significava para Shade. - Eu não lembrei. - Adam disse. Shade não disse nada. Ele só deixou Adam sentado no centro da cama amarrotada, sentindo-se como o mais autocentrado idiota do planeta. Adam estava arrependido. Tão arrependido. Por quê ele não falou para Shade que estava arrependido antes que ele virasse as costas para ele de novo?
  • 238. Com as mãos trêmulas, Adam se vestiu. Reconheceu a ânsia rastejando ao longo de sua pele. Conhecia esse sentimento. Essa fome roendo. Essa necessidade de algo para anesticiar sua dor, seus problemas, suas preocupações. Seu pai teria qualquer substância que quisesse para alterar a mente esperando por ele em casa. Tudo o que tinha a fazer era pedir. Tomar. E poderia criar a ilusão de que tudo estava certo em seu mundo. Seria tão fácil. Tão familiar. Adam tomou fôlego, respirou fundo e se sentou na beirada da cama. Apertou as mãos juntas que ainda estavam tremendo e esforçou-se para encontrar ar. Lembrava do fascínio dessa ilusão tão bem. Vivendo em um mundo sem problemas. - Adam? - Madison chamou do banheiro. - Você poderia fechar o zíper pra mim? Um mundo sem luz. Tinha algo melhor do que a ilusão agora. Lembrou-se do olhar de Madison quando lhe disse que o amava ontem à noite. Como gozou com ele e para ele. Enquanto dormia confiante no círculo de seus braços. Como ele amava-a. Isso não fora ilusão. Adam se levantou da cama e foi para o banheiro. Madison estava de frente para o espelho com as costas expostas. Parou na porta e viu seu
  • 239. mundo olhando feio para a mancha em seu olho. Lambeu um dedo e esfregou-o sem adiantar nada. Uma paz caiu sobre ele, espalhando-se por seu peito com um calor suave. Esse sentimento não foi encontrado em um pílula ou um pó ou uma agulha. E todo esse sentimento era Madison quem estava provocando. Ela notou-o ali e sorriu para ele por cima do ombro. Com o coração na boca, sorriu de volta. - Está tudo bem? - Ela perguntou. Ele parou atrás dela e lentamente fechou seu vestido. - Sim, baby. Sei fazer isso. Ela encontrou seus olhos no espelho e, por um segundo, ele pensou que fosse chamá-lo de mentiroso e apontar como sua determinação poderia facilmente desmoronar. A facilidade com que a vida podia quebrá-lo em mil pedaços irregulares e atirá-lo de volta para o poço de desespero que ele conhecia tão bem. Ela sorriu ao invés disso. - Sei que sabe. Sua convicção nele deu-lhe força. Ele iria fazer as pazes com Shade, iria lidar com seu pai e não precisaria de drogas para fazê-lo passar por
  • 240. momentos difíceis. Elas não eram mais necessárias para anestesiar sua dor. Não quando já tinha felicidade. Madison Fairbanks estava na sua vida. Não era uma ilusão. Isso era real. Tudo estava certo no mundo dele, contanto que ele estivesse com ela. - É melhor torcer para o meu carro não ter sido rebocado na noite passada. - Ela disse. - Se eu me atrasar, vou ser demitida. Ele abraçou-a por trás espalmando as mãos em sua barriga. - Você poderia deixar esse trabalho e sair em turnê comigo como minha escrava sexual particular. Ela gargalhou. - Não me tente, Adam Taylor. Eu bem que poderia aceitar essa oferta. Ele sorriu. Agora havia um desafio que estava pronto para ganhar. Assim, como ele seduziria uma mestra sedutora? Pensaria em algo antes de vê-la novamente. Afinal, New Orleans estava a seis longos dias de distância.
  • 241. Agradecimentos Gostaria de agradecer a Beth Hill por sua paciência e habilidades de edição detalhadas. Ela ajudou-me a tornar esta história harmoniosa. Este não foi um livro fácil de elaborar. Também quero agradecer a todos os meus fãs pelo encorajamento e sua paciência enquanto editava e reeditava a história. A maioria deles sabe que sou uma provocadora incurável, mas até eu penso que a espera foi um toque sádico. Espero que você esteja gostando deste nova banda de rockstars safados. Shade é o próximo. Prepare-se. E, uma vez que recebo esta pergunta tão frequentemente, SIM, Gabe e Melanie de “Try Me” terão outro livro. Assim como Adam e Madison. Sobre a Autora Combinando sua paixão por romances e Rock'n'Roll, Olivia Cunning escreve romances eróticos baseados em músicos de rock. Criada ouvindo rock pesado, desde o berço, assistiu seu primeiro show dos Stix aos seis anos de idade e imediatamente se apaixonou pela música ao vivo. É
  • 242. conhecida por viajar mais de 1700 quilômetros só para ver sua banda favorita tocar. Quando era adolescente, descobriu sua segunda paixão, ficção romântica - primeiro lendo vorazmente romances eróticos e, em seguida escrevendo suas próprias histórias. Vendeu recentemente sua pá de neve e se mudou de Nebraska para Galveston, Texas. Em breve você vai ser capaz de encontrá-la na praia, com os pés na água e escrevendo sobre estrelas do rock rebeldes.