Revista Estilo Damha Nº 4
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Revista Estilo Damha Nº 4

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Revista da Damha Urbanizadora com muita informação e dicas de lazer. Especial Marília, entrevista com a cantora Gal Costa, ações do Programa Bairro Sustentável e muito mais.

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Revista Estilo Damha Nº 4 Revista Estilo Damha Nº 4 Document Transcript

  • 2 | Estilo Damha Abril | Maio 2013
  • Abril | Maio 2013 Estilo Damha | 3
  • 4 | Estilo Damha Abril | Maio 2013EspecialMarília (SP)0840Capa:Gal, a mutante voltouDamha News:Novidades e notícias da DamhaEconomia:Por que o planejamento financeiro falha?Gastronomia:Cozinhando para tocar a almaModa:O importante é manter o tomDia das Mães:O nascimento de uma mãeMúsica:Uma joia dos sentidosBairro Sustentável:Ações do programa nas comunidadesDamha Golf News:É hora de jogar golfeFaça o Bem:O resgate da autoestimaPET:Sol, água e muita segurançaVaral Cultural:Dicas e novidadesAconteceuEventos que marcaram os residenciais283135364656586672758488Índice78Arquitetura:Unindo o útil ao agradávelPerfil Morador:Paulo Coli62Condomínio:A arte nobre de viver em condomínio61
  • Abril | Maio 2013 Estilo Damha | 5ocê, que tem lido as edições anterio-res da nossa revista ESTILO DAMH­A,deve ter percebido as trans­­­­­for­­­maçõesconstantes que temos realizado nasua qualidade editorial. Essas transforma-ções são resultado do trabalho obstinado danossa equipe de marketing para colocar, aoseu alcance, uma revista mais gostosa de ler,com mais conteúdo e com belas reportagenssobre as cidades que, em breve, contarãocom empreendimentos DAMHA. Esse esfor-ço não é isolado. Ao contrário, ele é parte deum plano de comunicação de qualidade, delongo prazo, e com etapas importantes a sercumpridas pela nossa equipe.Agora, chegou o momento do anúncio oficialde mais uma dessas iniciativas, o início doprograma “DAMHA PARA VOCÊ”, um pro-grama previsto para durar um ano, períodono qual clientes, corretores, proprietários deimobiliárias, parceiros e outros interessadospoderão participar de várias atividades que,além de oferecer a oportunidade de conhe-cer melhor a DAMHA URBANIZADORA e asações que ela realiza, possibilita também queos participantes concorram a bons prêmios.No portal exclusivo, o www.damhaparavoce.com.br, será possível entender o regulamen-to do programa, fazer a inscrição, acompa-nhar os pontos conquistados e, é claro, saberquais prêmios o programa estará distribuindo.Outra boa notícia é o lançamento do websitevoltado à sustentabilidade. Desde o início deabril, ao acessar o site www.bairrosustentavel.com.br, você poderá conhecer, em detalhes,os trabalhos da ASSOCIAÇÃO BAIRRO SUS-TENTÁVEL, criada pela DAMHA URBANIZA-DORA em 2011 com o principal objetivo delevar às comunidades da região de abrangên-Vcia dos nossos empreendimentos projetos decunho sócio ambiental. Vários trabalhos degrande relevância já foram realizados desdeentão, com excelentes resultados para essascomunidades e para todos nós que atuamostransformando o futuro dos nossos clientes edas regiões onde existem os empreendimentosDAMHA. Quem visitar o site poderá, também,enviar comentários e sugestões diretamentepara a DAMHA URBANIZADORA.Nesta edição da ESTILO DAMHA, entrevista-mos a cantora Gal Costa e o talentoso pianis-ta e compositor Breno Ruiz.A passagem do Dia das Mães inspirou umamatéria com mães que contam as suas inse-guranças e conquistas.A moderna cidade de Marília, que muitoem breve contará com um empreendimentoDAMH­A, ganha destaque em nossas pági-nas por sua excelência educacional, seus te-souros arqueológicos e por sua reconhecidaqualidade de vida.Também é novidade desta edição uma novaseção, a DAMHA GOLF NEWS, na qual Hen-rique Fruet traz um pouco da história doDamh­a Golf Club e todas as notícias que cer-cam esse esporte. Além disso, estão presen-tes alguns colunistas que tratam de temasdo seu interesse. Estreamos, na coluna deEconomia, do consultor financeiro EduardoAmuri, que aborda de maneira clara e obje-tiva as razões pelas quais não conseguimos,por muitas vezes, levar com êxito o planeja-mento financeiro familiar adiante, e do advo-gado e especialista em condomínios MarcioRachkorsky, que descreve os benefícios edesafios de viver em um condomínio.Boa leitura e até a próxima edição!JOSÉ PARANHOSdiretor SuperintendenteDamha UrbanizadoraEDITORIAL Damha Para Você
  • 6 | Estilo Damha Abril | Maio 2013ExpedienteJosé ParanhosDiretor SuperintendenteDiretoresAkira WakaiAmauri Barbosa JuniorCarlos Eduardo Meyer FreireFernanda ToledoJuliana LiberatiLuiz LissnerNélio GalvãoPaulo MontiniRevista Estilo DamhaDaniele GloboEditoraDirlene Ribeiro MartinsRevisãoFotos: Associação Nikkey Marília,Catherine Ashmore (Disney),Décio Junior, Diretriz Educacional,Dirlene Ribeiro Martins, Elcio Correa,Filippe Araújo, Henrique Santos,Luiz Pires, Ligia Ferreira, MauroAbreu, Portal G1, Sergio Ferreira,Tati Zanichelli, Victor Grigas, VirnaSantolia e Wilson Morticelli.Foto Capa: Sesc São CarlosTextos: Editora 10 (Décio Junior,Dirlene Ribeiro Martins e MaríliaDominicci) e Henrique Fruet.Tiragem: 15 mil unidadesA revista Estilo Damha é uma publicaçãobimestral da Damha Urbanizadorae distribuída a todos os clientes emoradores dos empreendimentosda Damha Urbanizadora.São Carlos (SP) - Fone (16) 3413 4637SELO FSCQuem somos?A Damha Urbanizadora é uma empresa parte do Grupo En-calso Damha, conglomerado empresarial fundado em 1964, queatua nos seguintes segmentos: Engenharia Civil, Agronegócios,Shopping Center, Concessão de Rodovias, Energia e Empreen-dimentos Imobiliários.Presente no cenário nacional desde 1979, a Damha desen-volve e executa loteamentos fechados e condomínios residen-ciais, reconhecidos pela alta qualidade urbanística e construtiva.Em seus projetos, aplica o que há de melhor em conceito deurbanismo no País e infraestrutura qualificada, em perfeita har-monia com o meio ambiente. Ao projetar empreendimentos queintegram padrão diferenciado de moradia, lazer e segurança, aDamha transforma o cotidiano dos moradores e das cidades emque se insere.A Damha Urbanizadora conta atualmente com 47 empreendi-mentos e mais de 17 mil unidades comercializadas e está pre-sente em 14 Estados brasileiros, sendo que em seis deles – SãoPaulo, Minas Gerais, Sergipe, Maranhão, Mato Grosso do Sul eGoiás – com empreendimentos já implantados. Em 2012, obte-ve crescimento de 67%, alcançando um Valor Geral de Vendas(VGV) de R$ 585 milhões. O land bank total é de aproximada-mente 100 milhões de m².EXPEDIENTEAuditado pelaFale conosco:
  • Abril | Maio 2013 Estilo Damha | 7COLABORADORESMarcio RachkorskyAdvogado especializado em condomí­nios há mais de 20 anos, comentaris­tae apresentador da TV Globo / SP, ecomentarista da Rádio CBN, programaCondomínio Legal. Escreve tambémno caderno de Imóveis da Folha de S.Paulo, aos domingos. Atual presidenteda Assosindicos (Associação dosSíndicos do Estado de São Paulo). Du-rante alguns anos, atuou no Fantásticoda TV Globo, nos quadros Chame oSíndico e Reunião de Condomínio.OPINIÃO DOS LEITORES“Gostei muito da revista. O conteúdo é diversificadoe muito bem organizado. A qualidade das imagense da impressão também está perfeita.”Gabriel Zuanon – Arquiteto, Araraquara (SP)“Parabéns pela matéria ‘O Silêncio dos Inocentes’.Muito conscientizadora. O futuro é esse.”Nelma Favilla Lobo – Protetora da causaanimal, São Paulo (SP)“Vi a revista e gostei. Tem editoriais beminteressantes. Gostaria de ter um exemplaraqui comigo sempre.”Édila Lopez – 2m Gastronomia, Rio de Janeiro (RJ)“ Nunca vi uma revista com tanta qualidadegráfica e conteúdo.”Zé Coió – Jornalista, Feira de Santana (BA)Aquiles Nícolas KílarisTem 23 anos de experiência na áreade arquitetura e urbanismo. Seutrabalho inspira-se nas curvas, formassinuosas e integração com a natureza,dando origem a um estilo próprio decriação, o chamado “estilo Kílaris”.Participou das mostras Casa Cor,Campinas Decor e Casa Office,e é autor do livro Curvas naArquitetura Brasileira.Tati ZanichelliFormada em publicidade e propa-ganda, além de fotografia. Em seucurrículo estão eventos conhecidoscomo o festival João Rock 2011 eshows de grandes nomes da música,como Erasmo Carlos, Paula Fernan-des, Lenine, Arnaldo Antunes, ZecaBaleiro, Ana Carolina, Lulu Santos,Zélia Duncan entre outros. Seu traba-lho já foi publicado, entre outros, pelojornal O Estado de S. Paulo.Eduardo AmuriFormado em psicologia econômica,atua como consultor financeiro comfoco em planejamento, organização einvestimentos. Escreve sobre finançase comportamento no PapodeHomem(www.papodehomem.com.br) e noDinheirama (www.dinheirama.com).Mais detalhes sobre o trabalho podemser encontrados em seu site(www.amuri.com.br).Mônica ZaherFormada em Consultoria de Imagempor Ilana Berenholc, pioneira da profis-são no Brasil, fez também História daModa; Técnicas de Joalheria; GrandesNomes da Moda (todos na FAAP); entreoutros cursos nas áreas de marketing,moda, etiqueta e comportamento.Ex- presidente da Fundação de Arte eCultura do Município de Araraquara –FUNDART. Associada à AICI – Associa-tion of Image Consultants Internacional(chapter San Francisco, California).Fabiano HayasakiTrabalha como arquiteto na cidadede São José do Rio Preto. Entre osdiversos eventos de que participouestão o Salão Internacional de Designem Milão e mostras Casa Cor. Seutrabalho, reconhecido internacional-mente, inclui os prêmios Top of Mind2008, 2009, 2010 e 2011, DestaqueCasa Cor Hotel WTC, Prêmio Creade Arquitetura, Destaque Chicagoe Top Quality 2009 e 2010.Henrique FruetPaulistano, é um dos principais jorna-listas de golfe do país. Ele já escreveusobre o esporte para publicaçõescomo IstoÉ, Veja, Trip, Wish Report,Estadão e Viagem e Turismo. Atual-mente, edita o Blogolfe(blogolfe.com.br), primeiro blog degolfe do Brasil, e adora jogar noDamha Golf Club nas horas vagas.Frederico MattosSe autodefine como um psicólogoprovocador. Também é blogueiro(www.sobreavida.com.br) e autor dolivro Mães Que Amam Demais.FotosDivulgação
  • 8 | Estilo Damha Abril | Maio 2013Marília,municípioque desperta para o futuroe redescobre seu passado
  • Abril | Maio 2013 Estilo Damha | 9A cidade cujo nome é inspirado em obra de Tomás Antônio Gonzagase destaca pela excelência educacional, guarda tesouros milenares eé considerada uma das melhores cidades para se viver em todo o paísVista panorâmica da cidadeTexto: Décio JuniorFotoDécioJunior
  • 10 | Estilo Damha Abril | Maio 2013ão faz muito tempo. Não faz nem 100 anos. A história sedeu na década de 1920, quando Bento de Abreu Sam-paio Vidal, um importante produtor de café da regiãocentro-oeste de São Paulo, resolveu lotear suas terras.Homem com grande influência junto à direção da Compa-nhia Paulista de Estrada de Ferro, solicitou a construção deuma estação cuja inicial do nome seria a letra “M”, obedecen-do à ordem alfabética das estações que avançavam desde Pi-ratininga. Dr. Adolfo Pinto, chefe do escritório central da Com-panhia Paulista, ofereceu as seguintes opções: Marathona,Macau e Mogúncio, que foram rejeitadas pelo então deputadoSampaio Vidal.N
  • Abril | Maio 2013 Estilo Damha | 11Em uma viagem à Europa, o Senhor Vidal escolhe um livro nabiblioteca: Marilia de Dirceo – assim mesmo, em bom portuguêsarcaico –, de Tomás Antônio Gonzaga. No mesmo momento lem-brou que seria Marília o nome da estação e da nova cidade. Se-gundo os registros no Arquivo Público do município, SampaioVidal teria dito: “Pois nenhum outro começado por ‘M’ seria tãosonante e tão nosso”. Nascia, em 4 de abril de 1929, Marília, umacidade que guarda os registros de sua história no Arquivo Públicoda cidade e que oferece a oportunidade de pesquisa por meio decópias de documentos oficiais expedidos pelos poderes da épo-ca e de jornais que ao longo dos anos foram noticiando o desen-volvimento de um dos municípios mais ricos do interior paulista.FotoMauroAbreueLigiaFerreiraVista noturna da cidade
  • 12 | Estilo Damha Abril | Maio 2013café foi o grande responsável pelo desen-volvimento de boa parte do interior de SãoPaulo. Preocupadas em oferecer a seus fi-lhos uma educação de qualidade, as cida-des investiram na implantação de importantes centroseducacionais. Investimentos que fizeram com que al-gumas delas fossem chamadas de Athenas Paulista,entre elas, Marília.A rede de ensino público é composta por 51 esco-las municipais e 37 escolas estaduais. As Instituiçõesde Ensino Superior somam seis unidades, com des-taque para a UNIMAR, a UNESP e a Faculdade deMedicina de Marília (FANEMA).Instituição pública apontada como uma das me-lhores escolas médicas do país, a FANEMA utiliza oHospital das Clínicas para a formação de seus alu-nos e oferta de estágio para profissionais de outrasáreas da saúde, seja de nível superior ou técnico. Oprestígio acadêmico e profissional do HC de MaríliaUma cidade educadorafaz com que o hospital seja referência para outros 62municípios da região, o que coloca a cidade comoimportante receptor de recursos para a área de saú-de, distribuídos pelos governos federal e estadual.A UNIMAR é a instituição mais antiga de Marília.Começou suas atividades em 1938 com o curso deCiências Econômicas, que visava preparar os profis-sionais para atuarem no desenvolvimento comercial,industrial e agrícola. Hoje, a instituição oferece cursosde graduação, pós-graduação e de ensino a distân-cia nas áreas de Tecnologias, Humanas, Exatas, Saú-de e Agrária.A educação em Marília recebeu, do Ministério daEducação, uma pontuação média de 6.9 no Índice deDesenvolvimento da Educação Básica, o Ideb. Notaque ajudou o município a ser classificado como o 7ºmelhor para se viver em todo o país, de acordo comlevantamento feito pela Federação das Indústrias doEstado do Rio de Janeiro (FIRJAN).OReitoria da UnimarFotoDécioJunior
  • Abril | Maio 2013 Estilo Damha | 13O potencial do estudoagrário em MaríliaNão é só o comércio e a indústria que fa-zem a riqueza da região. As diferentes ati-vidades agrárias desenvolvidas em Maríliatornam a cidade uma referência para quemtrabalha no ramo. A UNIMAR mantém emtrês fazendas (Água Limpa, Jatobá e Ma-rília) importantes laboratórios. Além disso,a instituição tem intensificado os estudosagropecuários, como inseminação artificiale transferência de embriões de gado Neloree Holandês. Há sete anos a UNIMAR man-tém o rebanho leiteiro na Fazenda Experi-mental Marcello Mesquita, anexa ao cam-pus universitário. Um prestígio para Marília.CAPITAL NACIONALDO ALIMENTOA tradição na produção de alimentos fazcom que Marília seja referência em todo opaís. Dezenas de importantes empresasinstaladas desde o início do desenvolvi-mento do município geram uma estatísticaque impressiona. Marília produz cerca de384 mil toneladas de alimento por ano. Issosignifica mais de 900 milhões de reais emreceita bruta, 7 mil empregos diretos na in-dústria alimentícia e 15 mil indiretos. Maríliaexporta hoje seus produtos para os EstadosUnidos, Mercosul, Europa, Ásia e África.FotoDiretrizEducacionalFotoPortalG1
  • 14 | Estilo Damha Abril | Maio 2013O elo perdido paulistaRéplica em tamanho natural dopequeno crocodilo MariliasuchusFotosDécioJunior
  • Abril | Maio 2013 Estilo Damha | 15uem poderia imaginar que uma cidadecom apenas 83 anos, moderna, referênciaeconômica no Estado de São Paulo graçasàs grandes indústrias dos setores alimen-tícios, construção civil e agropecuária, pudesse es-conder, entre suas rochas, tesouros milenares. Lo-calizada no alto de um espigão, Marília oferece umavisão privilegiada da natureza que a cerca. Quemchega pela estrada de Bauru (SP-294 – Rodovia Co-mandante João Ribeiro de Barros), pode fazer umaparada no posto do mirante e desfrutar da bela vistaque a serra dos Agudos começa a oferecer. A paisa-gem permite-nos refletir. Eu, por exemplo, me ques-tionei se aquele vale teria sido inundado por águasem um passado longínquo na história do nosso pla-neta. Ao chegar à cidade, me surpreendi ainda maiscom a resposta que encontrei.Há milhões de anos, a região de Marília foi habita-da por dinossauros. Não se sabe ao certo quantos equais espécies viveram de fato por ali. Inserida numaregião conhecida como Bacia de Bauru, formada porrochas vulcânicas, arenitos e basalto, é fácil avistaros paredões de rocha nos vales que se formam naperiferia da cidade. Rochas que guardam tesourospré-históricos do período Cretáceo Superior, que, se-gundo os geólogos, correspondem a algo entre 65 e70 milhões de anos, final da era dos dinossauros.No início da década de 1990, o município entroudefinitivamente na rota de estudos e descobertas. Em1993, o pesquisador Willian Nava descobriu os primei-ros fósseis de uma espécie de crocodilo primitivo. Pes-quisadores da UNESP, da UFRJ, da UFRG, da UNB eda USP passaram a se interessar pela região e a cidadeentrou na rota dos paleontólogos do Brasil e do mundo.QPrimeiro fóssil encontrado na regiãoFíbula de um TitanossauroFotoDécioJuniorFotoDécioJunior
  • 16 | Estilo Damha Abril | Maio 2013Uma das maiores descobertas da paleontologiabrasileira aconteceu em Marília. Numa manhã deoutono, em 2009, o pesquisador Willian Nava, aoobservar rochas em um barranco às margens da ro-dovia Comandante João Ribeiro de Barros, encon-trou um marisco fóssil. Um pequeno sinal de que alipoderiam acontecer novas descobertas. Sozinho,ele começou uma pequena escavação e logo en-controu o que poderia ser uma vértebra de um di-O Titã de Marílianossauro. A descoberta fez com que esse “caçadorde dinossauros” passasse três meses escavando obarranco em busca de novos fósseis que, aos pou-cos, foram literalmente se projetando da rocha. Tra-balho recompensado, Nava descobriu um dos maiscompletos dinossauros do Brasil, um Titanossauro,animal herbívoro, com um longo pescoço e medidasque podem chegar a 15 m de comprimento e 5 mde altura.
  • Abril | Maio 2013 Estilo Damha | 17Do Titã de Marília, como ficou conhecido, foramdescobertas mais de 60 partes ósseas. Para isso,uma equipe formada por pesquisadores de importan-tes universidades brasileiras trabalharam durante trêsanos. Parte dos estudos foi custeada pelo ConselhoNacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológi-co (CNPq). Foi utilizado maquinário pesado para aremoção de mais de duas mil toneladas de rocha.Em 2013, a equipe deve elaborar novos projetospara obtenção de recursos e para prosseguir comas escavações. Os pesquisadores querem agoraencontrar o crânio do animal, que seria o segun-do no Brasil (o primeiro foi descoberto em MinasGerais). A motivação vem das peças já encontra-das, como o quadril, ossos das patas e vértebrasdorsais. Para a continuidade dos trabalhos, essaspartes entram num processo de restauro que podedurar anos. Mas a expectativa é que se consiga re-constituir o esqueleto e entender como era realmen-te o Titã de Marília.Um dos vales de Marília: lugar de tesouros milenaresFotoDécioJunior
  • 18 | Estilo Damha Abril | Maio 2013De bancário a caçador de dinossauros. Assim po-demos resumir a vida do jornalista e historiador WillianNava. Foi ele quem descobriu os primeiros vestígiosdo período Cretáceo no início da década de 1990.Diretor do Museu de Paleontologia de Marília, foi deletambém a descoberta de um dos mais completos di-nossauros do Brasil, o Titã de Marília.Como num verdadeiro roteiro de Spielberg, por aquium dinossauro pode estar em qualquer lugar sob osO caçador de dinossaurosnossos pés. Para encontrá-los, o professor Nava dádicas de como observar as rochas e os paredões dosItambés que se formam no Vale do Barbosa, locali-zado há pouco mais de 2 km do centro da cidade.Na serra de Avenca, cerca de 20 minutos do centro,as rochas soltas pelo chão podem guardar vestígiosjurássicos. O fascínio por esses tesouros pode nosprender nesses locais por horas. Quem sabe, numtropeço, um dinossauro. Para Nava, isso é possível.Willian Nava e suas descobertasFotoDécioJunior
  • Abril | Maio 2013 Estilo Damha | 19ÚTIL:Museu de Paleontologia de MaríliaAv. Sampaio Vidal, 245Agendamento: (14) 3402-6603Segunda a sexta-feira: 8 h às 17h30Sábado: 14 h às 18 hGratuitoForça para o turismoO business das grandes indústrias somado aos vales e às cachoeiras,que oferecem descanso e aventura a quem vem para Marília, sempreforam as fontes turísticas do município. Mas desde 2009, com a desco-berta dos fósseis do Titanossauro, turistas apaixonados pela paleonto-logia passaram a incluir a cidade como roteiro obrigatório. Até mesmo oescritor Walcyr Carrasco, que gravou por aqui cenas da novela Morde eAssopra (TV Globo), que trazia a paleontologia em seu enredo.Fachada do Museu de Paleontologia de MaríliaFotoDécioJunior
  • 20 | Estilo Damha Abril | Maio 2013Evelyn Sayuri Bonassi, miss NikkeyJapaoMarília abreo leque aosTexto: Décio JuniorFotoAssociaçãoNikkeyMarília
  • Abril | Maio 2013 Estilo Damha | 21“O Maru cruzou o mar lançado à sorte.O braço forte na lavoura trabalhou.”ssim cantava o refrão do samba-enredo daPorto da Pedra, escola de samba de SãoGonçalo (RJ), que em 2008 homenageouos 100 anos da imigração japonesa no Bra-sil. Os braços fortes dos japoneses trabalharam nalavoura de café em Marília e contribuíram para o de-senvolvimento do município.A comunidade nipônica na cidade é representa-da pela Associação Cultural e Esportiva Nikkey deMarília, que, por meio da Agência Internacional deCooperação do Japão (JICA), oferece uma escolamodelo de língua japonesa e conta com apoio parao desenvolvimento da prática do judô, do softbol edo beisebol, esporte que, aliás, tem dado orgulho aMarília. A cidade cedeu à seleção brasileira cinco jo-gadores para a disputa do mundial que aconteceuem março, no Japão. A expectativa era que o Brasilpassasse para a segunda fase enfrentando os donosda casa, China e Cuba.E não é a primeira vez que a comunidade japonesamariliense se destaca no esporte. O passado tam-bém é glorioso. Em 1952, nos jogos olímpicos de Hel-sinque, na Finlândia, o nadador Tetsuo Okamoto, quenasceu em Marília, em 1932, conquistou a primeiramedalha olímpica brasileira de natação, ao terminarem terceiro lugar na prova dos 1.500 metros livre. Ofeito era esperado, pois um ano antes, durante a pri-meira edição dos jogos Pan-Americanos, realizadosem Buenos Aires, Okamoto havia conquistado o ouronos 400 e nos 1.500 metros livres.Além da força e do destaque no esporte, a comu-nidade japonesa em Marília se mostra unida tambémna adoração religiosa, e os templos budistas da cida-de acabaram se tornando referência para comunida-des dos municípios vizinhos.No ano passado, o templo Honpa Hongwanji com-pletou 50 anos. Um dos mais suntuosos da cidade, aescadaria do templo nos leva ao salão de ofício, oude adoração. A música ambiente é um convite a per-manecer diante do belo altar, que traz a imagem deBuda cercada por velas, incensos e flores.O templo de Honpa HongwanjiFotosDécioJuniorA
  • 22 | Estilo Damha Abril | Maio 2013Há 11 anos Marília organiza uma das maiores fes-tas da colônia japonesa do interior do Estado de SãoPaulo, a Japan Fest, festival que oferece uma ver-dadeira oportunidade de mergulhar e viver a culturajaponesa. A música e a magia do taikô soam comoum convite para uma grande celebração. Danças tí-picas como Kabuki Buyou e Sarugaku recebem osconvidados num ambiente harmônico e ao mesmotempo festivo. As exposições de roupas, obras dearte e objetos da cultura japonesa atraem o olhar dequem passa pelos stands. Mas como essa festa é noBrasil, nada melhor do que reunir pessoas de todasas origens em um espaço privilegiado da casa, parasaborear as delícias da culinária japonesa.Um dos momentos mais aguardados da Japan Festé a escolha da miss Nikkey. No ano passado, quan-do o evento completou 10 anos, todas as vencedo-ras das edições anteriores foram homenageadas. Napassarela, uma seleção de 15 candidatas entre maisÚTIL:Japan Fest 2013De 4 a 7 de abrilLocal: Nikkey Clube de Maríliawww.nikkeymarilia.com.brA festa doSol Nascentede 90 moças inscritas. E, para os jurados, a respon-sabilidade de avaliar a elegância, a desenvoltura, asimpatia, o carisma e, claro, a beleza de cada umadelas. Entre as mais belas, a escolhida foi a estudan-te Evelyn Sayuri Bonassi, que não deixa dúvidas deque, ao visitar Marília, a beleza da cidade pode serestonteante.Centenas de pessoas prestigiam a Japan FestEvelyn Bonassi na escolha da Miss NikkeyFotoAssociaçãoNikkeyMarília
  • Abril | Maio 2013 Estilo Damha | 23Um roteiro por MaríliaTexto: Décio JuniorFotosDécioJuniorAzul, ligando Marília à região metropolitana da capitalPedalinhos no lago do Bosque Municipal
  • 24 | Estilo Damha Abril | Maio 2013Caminhada pela Rua das Esmeraldase o bosque são grandes atrações da cidadeÚTIL:Aeroporto Frank Miloye MilenkovichAv. Brigadeiro Eduardo Gomes, s/nFone: (14) 3433-4120Esmeralda ShoppingAv. das Esmeraldas, 701Fone: (14) 3453-1333www.esmeralda.com.brMarília ShoppingRua Tucunarés, 500Fone: (14) 3402-9500www.mariliashopping.com.brBosque Municipal“Rangel Pietraróia”Av. Brigadeiro Eduardo Gomes, s/nBiblioteca Municipal“João Mesquita Valença”Av. Sampaio Vidal, s/nFone: (14) 3454-7434Bar do PortuguêsRua Sete de Setembro, 387www.bardoportugues.com.brChaplin Gastronomiae EntretenimentoAv. República, 129www.chaplinmarilia.com.brÁgua Doce CachaçariaAv. Sampaio Vidal, 115-Awww.aguadoce.com.brFotosDécioJunior
  • Abril | Maio 2013 Estilo Damha | 25cidade de Marília guarda algumas curiosi-dades ligadas ao pioneirismo. Foi aqui que,em 1943, surgiu a Casa Bancária Almeida,que mais tarde passaria a se chamar Ban-co Brasileiro de Descontos, hoje conhecido comoBanco Bradesco.A maior empresa aérea do Brasil também nasceuaqui, com o nome de Táxi Aéreo Marília. E, para aten-der às mais de 70 jardineiras que partiam diariamentepara os municípios vizinhos, em 1938 a cidade crioua primeira estação rodoviária do país.Mas hoje se pode chegar a Marília de avião. Aempresa Azul/Trip mantém voos diários partindoe chegando de Campinas ao simpático aeroportoFrank Miloye Milenkovich, pioneiro da aviação lo-cal. Ao desembarcar na cidade, sugiro uma paradano Bosque Municipal. Ao lado do aeroporto, a ape-nas 7 minutos do centro, encontra-se uma reservade Mata Atlântica do interior, animais, pássaros eum lago com peixes, tartarugas e os tradicionaispedalinhos. Duas pistas (uma com 1.200 e outracom 1.700 metros de extensão) podem ser utiliza-das para caminhada e corrida.No centro da cidade, o comércio celebra o bom mo-mento econômico. Além disso, Marília conta com doisshopping centers que oferecem opções de compra,lazer e entretenimento.No fim do dia, o convite é para uma caminhadapela Rua das Esmeraldas, lugar de gente bonita echeia de disposição e saúde. À noite, a cidade semostra agitada. São dezenas de restaurantes e baresque reúnem um público pra lá de animado.Marília é realmente encantadora. E, depois dessavisita, peço licença para terminar esta reportagemcom uma despedida clássica, a de Tomás AntônioGonzaga em Marília de Dirceu:“(...) Desses teus olhos divinos,que, terno e sossegados,enchem de flores os pradosenchem de luzes os céus?Ah! não posso, não, não possodizer-te, meu bem, adeus! (...).”Noite agitada em MaríliaAFotoDécioJunior
  • 26 | Estilo Damha Abril | Maio 2013
  • Abril | Maio 2013 Estilo Damha | 27
  • 28 | Estilo Damha Abril | Maio 2013A MUTANTEVOLTOUTexto: Dirlene Ribeiro MartinsFotoTatiZanichelli
  • Abril | Maio 2013 Estilo Damha | 29década de 2000 caracterizou-se por umamudança radical nos parâmetros de difusãoda música, com a derrocada da indústria fo-nográfica. Além disso, o rádio cedeu para ainternet o posto de principal divulgador da boa músi-ca. Mas os anos 2000 também foram marcados porum vácuo, pois pela primeira vez, desde o final dosanos 1960, Gal Gosta deu um tempo em sua carreirae lançou um único e pouco divulgado disco de estú-dio, Hoje, em 2005.Nos anos 2010, as mudanças continuam evidentes,mas pelo menos uma delas nos garante que a ten-dência é boa. Em 2011, Gal Costa voltou a gravar,retomou os shows, e seu parceiro nessa empreitada éum amigo de longuíssima data.Idealizado e dirigido por Caetano Veloso, o álbumRecanto já coleciona prêmios, boas críticas e mostrao lado mutante e ousado da cantora. O disco tambémserviu de base para o DVD, gravado no final do anopassado no Theatro Net Rio, na capital fluminense, epara o show de mesmo nome. Em ambos, além dasmúsicas compostas por Caetano especialmente paraGal, foram incluídos alguns outros sucessos de suabem-sucedida carreira.AGal durante show no SESC São CarlosFotoTatiZanichelliRecanto é o trigésimo álbum de Gal Costa e, nele,a cantora se afasta um pouco de suas canções tradi-cionais de bossa e samba para experimentar o rocke a música eletrônica. Ainda assim, Gal e Caetanoacreditam que a grande paixão que ambos nutrempelo estilo ‘joãogilbertiano’ continua presente naobra. A carga de agressividade temática e estéticado disco e as canções nem um pouco recatadas sãocontrabalançadas pela tonalidade doce da baiana.Também os tons sombrios dão um toque tanto aoshow quanto às músicas novas, e um bom exemploé a faixa “Tudo dói”, em que a vida é retratada quasecomo um fardo. “Viver é um desastre que sucede a al-guns, nada temos sobre os não nenhuns”, ela canta.No final de março, Gal Costa esteve em São Car-los para uma apresentação no SESC e, por meio desua assessoria, concedeu entrevista à revista EstiloDamha.ESPECIAL CAPA
  • 30 | Estilo Damha Abril | Maio 2013“Ainda quero fazer muito mais”FotoTatiZanichelliEstilo Damha – Se havia ainda alguma dúvida, Re-canto é a comprovação definitiva da afinidade queexiste entre você e Caetano Veloso. De onde vemessa conexão tão forte?Gal Costa – Somos amigos há mais anos do queconsigo lembrar. Caetano é um dos músicos mais ma-ravilhosos deste mundo, um de meus compositorespreferidos. Trabalhar com ele é sempre uma honra,um prazer, um bom desafio...ED – Como foi a experiência de ficar você, Caetanoe Moreno (filho de Caetano e afilhado de Gal), só ostrês, gravando no estúdio Ilha dos Sapos, no Candeal?GC – Foram belos dias. Gravar Recanto foi umaexperiência única e engrandecedora. Era justamentedisso que eu precisava para minha vida e para minhacarreira. Sem Caetano e Moreno nada seria possível.ED – Caetano diz que, num primeiro momento,quando compôs a música “O menino”, pensou emseu filho Gabriel. E você, o que lhe veio à mente quan-do ouviu a canção pela primeira vez?GC – É uma canção linda. Fiquei muito comovidaquando a ouvi pela primeira vez. O fato de Caetanoter se inspirado nele me deixa muito feliz, foi lindo.ED – Já “Tudo dói” é uma canção particularmenteinstigante, é difícil passar ileso por ela. Como ela sooue soa para você?GC – Gosto muito dessa canção, talvez uma dasque mais gosto desse registro. Ela representa um uni-verso um tanto quanto João Gilberto, é completa. Ésobre aprendermos a entender o tempo em que ascoisas acontecem.ED – Você parece ser uma pessoa destemida, quenão tem medo de correr riscos, de mudar. Em algummomento, nesses seus mais de 40 anos de carreira,você se sentiu vacilar ou se sentiu insegura?GC – É bom ter uma carreira cheia de nuances. Sãotantos anos... Altos e baixos... Não tenho nenhum mo-mento específico de arrependimento ou vacilo. Tenhosorte em relação a isso.ED – Em uma entrevista, você definiu o repertóriodesse novo show como uma revisão de sua vida. Aque conclusão chegou?GC – Que ainda quero fazer muito mais.ESPECIAL CAPA
  • Abril | Maio 2013 Estilo Damha | 31DAMHA LEVA O GOLFEPARA DENTRO DAS ESCOLASDE SÃO CARLOS (SP)riado em 2012, o projeto, que faz parte daAcademia de Golfe Dr. Anwar Damha e con-ta com o apoio da Federação Paulista deGolfe, tem por objetivo ensinar as primeirasnoções da prática do golfe a crianças e adolescen-tes, levando o esporte até instituições de ensino deSão Carlos, onde o clube está localizado.O instrutor Ricardo Salinas, um dos poucos brasileiroscertificados pelo Programa de Qualificação da Associa-ção Brasileira dos Profissionais de Golfe, segue à frentedo projeto e, juntamente com sua equipe, guia os alunosatravés de um traçado de minigolfe e um driving range(área de treino), montados dentro da própria escola.Depois do primeiro contato com o esporte, o Damhaagenda uma visita dos alunos ao campo de golfe,onde recebem aulas práticas e teóricas numa das me-lhores áreas de treinamento de golfe do país.“Nessa idade, é muito importante mostrar às crian-ças que o golfe é um esporte muito divertido”, afirmaSalinas. “Nossa intenção é visitar de uma a duas es-colas por mês este ano”, completa o instrutor, cujaacademia é responsável pela premiada equipe juve-nil do Damha, que tem dominado os rankings brasilei-ros e estaduais da categoria.Por trás do projeto “Golfe nas Escolas” e da Aca-demia está toda a estrutura profissional do Damha,eleito pela revista americana Golf Digest o 4º melhorcampo para a prática do esporte no Brasil.“O desenvolvimento do golfe entre os jovens é abandeira principal do Damha Golf Club. Não medi-mos esforços para divulgar esse esporte maravilho-so entre crianças e adolescentes, que têm muito aaprender. O golfe proporciona noções de respeito eetiqueta e aumenta a concentração, além de ensinara lidar com as próprias frustrações e limites e a res-peitar a natureza e os adversários, além de muitosoutros benefícios”, diz Carlos Gonzalez, presidentedo Damha Golf Club.Programa “Golfe nas Escolas” visa difundir a práticado golfe entre crianças e jovens do interiorCrianças de São Carlos aprendem a jogar com o Projeto “Golfe nas Escolas”CFoto:Divulgação DAMHA NEWS
  • 32 | Estilo Damha Abril | Maio 2013DAMHA NEWSVITOR SANTOS ÉCONVIDADO PARAPARTICIPAR DECLÍNICA PARA ASOLIMPÍADAS 2016atrocinado pela Damha, Vitor tem se desta-cado cada vez mais em sua categoria, con-quistando seis medalhas – quatro de ouro eduas de prata – e um troféu de melhor per-formance no Campeonato Paulista de Natação, emdezembro 2012. Também obteve índice para partici-par do Campeonato Mundial de Natação Júnior e foiconvocado para integrar a Seleção Brasileira de Na-tação, que participou do Festival Olímpico da Juven-tude, na Austrália, e do Campeonato Sul-Americanode Natação, no Chile.Desde seus primeiros campeonatos, o nadador dePresidente Prudente sempre mostrou a que veio, der-rubando recordes e nadando abaixo dos melhorestempos alcançados por nadadores renomados, comoCesar Cielo, enquanto competiam na sua categoria.Aos 16 anos, Vitor, que é da equipe do Pinheiros, seprepara para disputar uma vaga nas olimpíadas doRio de Janeiro, em 2016, tendo sido convidado paraparticipar da primeira clínica preparatória para osjogos olímpicos, sob os cuidados da ConfederaçãoBrasileira de Desportos Aquáticos. “Apenas os me-lhores nadadores brasileiros foram convocados paraa clínica”, diz ele. “Além disso, ter a oportunidade deconviver com atletas como Cesar Cielo, Thiago Perei-ra e Gustavo Borges é inigualável.”REINALDO COLUCCI BRILHANO TRIATLO INTERNACIONALeinaldo já conquistou a medalha de ouro nosJogos Pan-Americanos de Guadalajara e naCopa do Mundo de Triatlo e foi o 1º coloca-do no Iron Man de Cingapura. Sua lista devitórias, medalhas e participações de destaque emcampeonatos é longa e impressiona. Apenas nos trêsprimeiros meses de 2013, o triatleta faturou o penta-campeonato no Triatlo Internacional de Santos, o 1ºlugar no Iron Man de Pucón (Chile) e o 3º lugar naMezatlan ITU Pan American Cup, no México.Sobre sua carreira, o atleta nascido em Descalvado(SP) afirma: “Hoje eu posso ter o prazer de dizer quesou um atleta realizado profissionalmente. Ao longodesses anos tenho obtido vários resultados expressi-vos em provas de alto nível ao redor do mundo, além,é claro, de ter representado o Brasil em duas olimpía­das e conquistado a medalha de ouro nos últimos Jo-gos Pan-Americanos. Apesar desse sentimento de re-alização, ainda estou longe de estar satisfeito, todosos dias quando acordo sou movido pelo desejo decontinuar melhorando e crescendo dentro do esporte.Meu maior objetivo agora é estar presente em maisuma olimpíada, desta vez em 2016, no Rio de Janei-ro, sem dúvida estarei brigando pelas medalhas. ADamha Urbanizadora tem me apoiado praticamentedesde os meus primeiros passos dentro do esporte.Hoje tenho o prazer de viver dentro de um dos con-domínios da Damha Urbanizadora (São Carlos/SP),e toda a minha família pode desfrutar dos privilégiose confortos que somente um empreendimento como nome Damha pode oferecer. Mesmo sem saber, aDamha me ajudou a realizar mais um sonho!”Atleta coleciona prêmios e é promessade vitória nas Olimpíadas 2016PRFoto:LuizPires/VipcommFoto:Divulgação
  • Abril | Maio 2013 Estilo Damha | 33NEWSDAMHA URBANIZADORA ENTREOS VENCEDORES DO TROFÉUPROFESSOR J. BARBOSA RODRIGUESDamha Urbanizadora, em conjunto com aSoma Comunicação Integrada, venceu acategoria “Datas Comemorativas”, do TroféuProfessor J. Barbosa Rodrigues, com anún-cio criado para parabenizar a cidade em seu aniversá-rio de 113 anos. Além disso, a peça recebeu o prêmio“Master”, o principal do evento.Simples e, ao mesmo tempo inovador, o anúncioprecisa ser levado à frente do espelho para ser lido.Muito mais que parabenizar a cidade, seu objetivoé fazer com que cada campo-grandense perceba--se parte da história e da celebração da data.“Agradecemos à organização do prêmio peloreconhecimento do trabalho desenvolvido pelaDamha Urbanizadora no sentido de valorizar aimportância de Campo Grande na expansão deseus negócios. Além da preocupação em oferecerempreendimentos do mais alto padrão, queremostambém fazer parte do dia a dia dos moradoreslocais e dessa forma poder comemorar juntos asconquistas e também as datas mais significativaspara a cidade”, analisa Paulo Montini, gerente demarketing da Damha.Parceria da Damha com a Soma Comunicação Integrada, emcomemoração ao 113º aniversário de Campo Grande, levatroféus nas categorias “Data Comemorativa” e “Master”.AAnúncio vencedor: mensagem refletida no espelhoFoto:Divulgação
  • 34 | Estilo Damha Abril | Maio 2013NOVIDADEVOCÊ FAZA DIFERENÇAesde o início de abril é possível acessar osite www.bairrosustentavel.com.br. No por-tal estão disponíveis informações e deta-lhes sobre o Programa Associação BairroSustentável, criado pela Damha Urbanizadora em2011, com o objetivo de promover o desenvolvimentoconjunto, por meio do apoio às iniciativas sociais, arequalificação urbana e a valorização social do indiví-duo, melhorando a autoestima e a qualidade de vidade todos os cidadãos envolvidos em suas ações.O trabalho realizado com as comunidades procuracompreender suas principais carências e potenciais.Uma vez descobertas as necessidades de cada local,parte-se para um estudo a fim de definir de que for-ma a empresa pode, no papel de parceira, atuar paratransformar o futuro daquela região. As ações já estãopresentes em cidades como Campo Grande (MS), Ara-raquara (SP), São Carlos (SP), Cidade Ocidental (GO),Barra dos Coqueiros (SE), São Luís (MA) e Feira de San-tana (BA) e devem ser levadas para outras localidadesonde há empreendimentos Damha.Além de conhecer as primeiras ações do projetoem cada cidade, o visitante do site pode acompanhara evolução das comunidades beneficiadas e enviarseus comentários, sugestões e críticas diretamentepara a Damha, por intermédio do formulário na pági-na principal.Junte-se a nós nesta iniciativa. Participe! Conheçamelhor o projeto que está mudando a vida de pesso-as em todo o Brasil.DDamha Urbanizadora inova mais uma veze lança website voltado à sustentabilidadePágina inicial do sitePrograma Associação Bairro Sustentável em SãoLuís (MA) proporcionando mais qualidade de vidaFoto:WilsonMorticelli
  • Abril | Maio 2013 Estilo Damha | 35ECONOMIAPOR QUE OPLANEJAMENTOFINANCEIRO FALHA?nalisamos com atenção nossas contas,separamos todos os gastos: os fixos e osvariáveis. Descobrimos nosso custo basemensal e realmente nos comprometemoscom ele, a ponto de sermos capazes de jurar que nospróximos meses não teremos problemas financeiros.Não faltará dinheiro, dizemos.Passam-se algumas semanas (meses, se tiver-mos sorte) e nos encontramos na mesma condição.Novamente ficamos sem entender. Já que o plane-jamento estava tão bem feito, o que falhou? Paraonde foi o dinheiro?O planejamento financeiro é matematicamente sim-ples, são sucessivas contas de adição e subtração.Apesar da simplicidade, planejar carece de algunscuidados vitais para que não nos frustremos logo nosprimeiros dias. Somos humanos, suscetíveis a falhas.Nossa motivação oscila e é realmente complexo lidarcom nossos turbilhões emocionais. Aceitemos.Podemos, entretanto, aprimorar nosso olhar, pla-nejar com mais inteligência, enxergar além do óbvio.Planejamento depende da previsibilidade, e é aquique vacilamos. Grande parte dos erros ocorre porqueconsideramos apenas os gastos fixos e os variáveis.Desprezamos uma categoria capciosa de gastos quetodos temos: os gastos sazonais. São gastos que nãoocorrem todos os meses, porém, com um pouco debom senso, são previsíveis. Exemplos típicos: IPVA, re-visão do carro, compras de Natal, presentes de aniver-sário do(a) parceiro(a), e por aí vai. A lista é extensa.Ignorá-los é fatal. Certamente virão, trazendo consi-go uma bagunça financeira que minará nosso ânimo efará com que deixemos a organização de lado, trazen-do frustração e certa descrença em todo o processo.Uma excelente maneira de contornar esse deslize éantever e agir de maneira proativa, tomando as réde-as da situação antes que os boletos ou parcelas che-guem. Vamos supor, por exemplo, que seu parceiro(a)faz aniversário daqui a 6 meses e que você desejapresenteá-lo(a) com passagens aéreas que custam600 reais. É uma ilusão pensar que o gasto de 600reais surgirá magicamente em 6 meses. Esse gastoestá acontecendo agora.Podemos assumir duas posturas: ou ignoramosesse gasto e esperamos até que chegue a datada compra das passagens, ou nos posicionamosacima disso e incluímos esse gasto em nosso pla-nejamento atual, sem cobranças formais, parcelasno cartão de crédito ou dor de cabeça. Podemos,por exemplo, separar 100 reais por mês em um en-velope ou em uma conta-poupança, criada exclu-sivamente para isso. Envelopes são especialmentebons, porque envolvem o simbolismo e a ação fí-sica, fundamentais para que o planejamento saiado papel.Desta forma, o mês do aniversário deixa de ser ummês pesado. Estaremos preparados para ele. Pode-mos considerar também que, com os 600 reais emmãos, à vista, nosso poder de negociação cresce. Éoutra vantagem.A mesma estratégia é facilmente aplicável para pe-ríodos tradicionalmente turbulentos, como, por exem-plo, o Natal. Já começamos o ano sabendo que no-vembro e dezembro são meses críticos. Por que nãonos prepararmos para ele? Por que não investirmosem um planejamento mais inteligente, para que pos-samos dedicar nosso foco e nosso potencial financei-ro ao que realmente importa?Apor Eduardo AmuriPlanejamento depende deprevisibilidade, e é aqui que vacilamosFoto:DivulgaçãoEduardo Amuri - Formado em psicologia econômica, escreve sobre finanças e comportamento também noPapodeHomem (www.papodehomem.com.br) e no Dinheirama (www.dinheirama.com).
  • 36 | Estilo Damha Abril | Maio 2013GASTRONOMIACOZINHANDO PARATOCAR A ALMATexto: Marília DominicciFoto:VirnaSantolia
  • Abril | Maio 2013 Estilo Damha | 37GASTRONOMIAárcio Moreira nasceu no Rio de Janeiro.Quinto filho numa geração de seis, sempresoube o que é ter de batalhar para conse-guir o que queria. “Meus pais sempre nosensinaram o valor do trabalho. Comecei a trabalharaos 12 anos e, ao mesmo tempo, tinha que me virarem casa. Posso dizer que aprendi a cozinhar olhandominha mãe e minhas irmãs no fogão”, conta ele, lem-brando a irmã Marluce que, apesar de maravilhosacozinheira, não chegou a seguir a profissão.Seu primeiro emprego foi em uma marcenaria e,até os 18 anos, quando se voluntariou para servir aMarinha do Brasil, nunca havia pensado em se tornarum chef. “Sempre gostei de ver o sorriso das pesso-as quando apresentava os pratos no quartel. Tambémgostava de fugir daquelas formaturas escaldantes nosol do Rio de Janeiro. Pensava que, se era para pas-sar calor, que fosse bem acompanhado por um peda-ço de picanha”, afirma, rindo. “Decidi realmente bus-car meu objetivo aos 26 anos, quando me casei comuma paulista e me mudei para São Paulo. Já me con-siderava velho, então tinha que correr atrás. Naquelaépoca – até parece que sou tão velho assim – falava--se muito em Emanuel Bassolei, Claude Troigros... éclaro que procurava me espelhar no trabalho deles,mas quem realmente me abriu as portas da gastro-nomia foi Bene Ricardo, a primeira chef de cozinhareconhecida e negra do Brasil. Ela foi uma mãe e umaprofessora pra mim.” Foi com ela que o, na época, as-pirante a cozinheiro começou a participar de eventos,feiras e congressos, aprimorando conhecimentos eenfrentando constantemente as próprias críticas. “Souinquieto. Nunca estou satisfeito com o que faço. Aindanão sei se é um defeito, mas me sinto bem assim.”Márcio enfatiza a necessidade constante de estudoe dedicação para sobreviver em qualquer carreira. “Agente não escolhe ser chef. Esse é o posto que te dão.Acredito que cozinhar é uma dádiva, e aqueles quefazem isso apenas para ganhar dinheiro não ficam,muito menos aqueles que acham que ser cozinheiroé sair em capa de revista. Nesta profissão, como emqualquer outra, é preciso muita dedicação e, princi-palmente, muito amor. Quando não estou bem, evito irpara a cozinha. É energia o que passamos para o ali-mento. Estamos falando de vida.” Por meio do projeto“Nossa Panela Brasil”, ele e sua equipe tentam plantarsementes que poderão mudar o rumo da gastronomiano país e atrair pes­soas que realmente amem cozi-nhar, já que considera que o maior desafio de traba-lhar nessa área é ter de conviver com pessoas quenão têm capacitação ou que acreditam que gastrono-mia é uma forma de ganhar dinheiro fácil. A cozinhaitinerante criada por ele é um incentivo ao reconheci-mento do valor da arte culinária e de sua profissão.MFoto:VirnaSantolia“Trabalhar com a Ana Maria me ajudou a pensar mais rápido, a ser mais criativo e a me preparar para a vida”
  • 38 | Estilo Damha Abril | Maio 2013Apesar de ter decidido se tornar um chef muitotempo depois, o carioca serviu sua primeira refeição“profissionalmente” aos 16 anos, durante uma festa navizinhança. “A rua onde morávamos era de moradoresantigos e todos pareciam uma família. Eram poucasas vezes em que, aos finais de semana, não acon-tecia uma festa. Em uma dessas ocasiões, uma vizi-nha queria comer um cozido – aquele famoso cozidoportuguês – e eu me prontifiquei. Já tinha visto minhamãe fazer e tentei reproduzir. Todos comeram e gosta-ram, e ainda ganhei uma gorjetinha. Esse, aliás, é meuprato favorito.” Depois do cozido vieram as culináriasitaliana, francesa e contemporânea, mas, atualmente,afirma, sua especialidade é a Cozinha da Alma. “Gos-to de cozinhar e tocar a alma das pessoas, fazê-laslembrar sentimentos guardados no fundo do cora-ção”, diz, e se declara apaixo-nado pela culinária brasileira.“Depois de anos viajando peloBrasil é impossível não dizerque minha preferência é pelanossa culinária. Acontece quea culinária brasileira é resultadode todas as outras, então, issoé o mesmo que dizer que souda culinária do mundo.”Em sete anos como Coordenador e Chef de Cozinhano programa Mais Você, Márcio diz que a experiênciade trabalhar com a apresentadora Ana Maria Braga foium divisor de águas em sua carreira, já que, até então,pensava em gastronomia como muitos pensam: foiegras, caviar, magret de pato, ou seja, um apanhado depratos e ingredientes caros e difíceis de trabalhar. Coi-sas que impressionam qualquer pessoa. Foi dentro dacozinha da Ana Maria que ele aprendeu a ver a belezadas receitas do dia a dia. “Lembro a primeira vez emque tive que preparar coxinha de galinha no progra-ma. Me arrepiei todo e ficava me perguntando por quetinha estudado tanto se era para preparar aquilo. Puroengano. Toda receita vem acompanhada de uma his-tória, e todas as histórias são carregadas de emoção.Hoje, gastronomia pra mim é muito mais que aquiloque vai no prato, é toda a emoção e o sentimento depreparar o alimento. Foi ali que aprendi a valorizar oser humano e os chefs de cozinha - mães, irmãs, etc. -,que, apesar de não conhecerem os termos técnicos,sabem bem o que fazem, administram suas cozinhascomo ninguém e merecem o título. Trabalhar com aAna Maria me ajudou a pensar mais rápido, ser maiscriativo, ter algumas respostas – além de perguntas –para oferecer. Me ajudou a me preparar para a vida.” Econtinua: “O programa sempre teve uma preocupaçãomuito grande em passar a verdade para o seu públicoe, confesso, não era fácil apresentar cinco receitas porsemana, cada uma mais diferente que a outra. Hajacriatividade! Foi essa dificuldade que me fez o chefque sou hoje”.Márcio Moreira recebeu com carinho o convite paraescrever a coluna Gastronomia & Vinhos da revistaEstilo Damha. “Nossa, é uma proposta e tanto! Melhoreu pensar... pensei! E aceito. Pretendo escrever sobretudo. Sobre comer na carroci-nha de cachorro-quente, o diaa dia dentro de uma cozinhaprofissional, as dificuldades ebelezas de ser um cozinheiro.Sobre o mundo dos vinhos e –por que não? – das cervejas,cachaças, cafés, drinks. Voufalar, principalmente, sobre asminhas peripécias gastronômi-cas, que são tantas que um dia poderiam virar livro.Enfim, quero escrever sobre tudo o que está relacio-nado ao maravilhoso mundo da gastronomia.”Carismático e bem-humorado, o chef – que afirmasempre que não é nenhum baú para guardar segre-dos – decide nos presentear com uma receita. “Quan-do planejo um prato, penso na versatilidade. Minhainspiração para esta receita surgiu do pudim de pãoda minha mãe. Não tem ninguém que faça melhor queela. Mãe é mãe, né! O que vou mostrar é um delicio-so pudim de pão, só que numa roupagem mais chi-que. Não tem quem resista a esta receita facílima depreparar.” E aproveita para fazer um convite: “Vejambem, estou no Rio de Janeiro, aqui pertinho. Venhamme fazer uma visita no Restaurante Empório GourmetShow, na Lagoa Rodrigo de Freitas, ou na nossa filial,no Cadeg. Será um prazer enorme recebê-los. E temum desconto especial para quem ler esta matéria.Vale ou não me fazer uma visita?”.GASTRONOMIAToda e qualquer receitavem acompanhada de umahistória. Toda história vemcarregada de emoção.“”
  • Abril | Maio 2013 Estilo Damha | 39GASTRONOMIAINGREDIENTESPara o ganache de chocolate branco:• ½ xícara de creme de leite fresco• ½ xícara de leite integral• Raspas da fava de ½ baunilha• 100 g de chocolate belga branco picadoPara a massa:• 1 croissant amanhecido picado• 1 colher de sopa de conhaque• 1 ovoPUDIM DE CROISSANTE CHOCOLATE BRANCO COMSORVETE DE PISTACHEMODO DE PREPAROGanache:Numa panela, aqueça o creme de leite, oleite e a baunilha até levantar fervura. Desli-gue o fogo e junte o chocolate branco, me-xendo até dissolver.Pudim:Pré-aqueça o forno a 180 graus. Numa ti-gela, adicione o ovo, 100 ml de ganachee o conhaque. Bata ligeiramente. Coloqueo croissant num ramequim e regue com amistura de ovo, ganache e conhaque. Dei-xe descansar por cerca de 10 minutos paraque o pão absorva o creme. Leve ao fornopor aproximadamente 20 minutos ou atédourar. Sirva com sorvete de pistache.Foto:VirnaSantolia
  • 40 | Estilo Damha Abril | Maio 2013DIA DAS MÃESMariana Ohata à espera de LuanaFotoArquivoPessoal
  • Abril | Maio 2013 Estilo Damha | 41DIA DAS MÃESO NASCIMENTODE UMA MÃEA chegada de um filho é sempre cercada de expectativas einseguranças, e, apesar de dizerem que “mãe é tudo igual”,cada uma tem um jeito particular de lidar com esse momento.“Quando nasce um bebê, nasce uma mãe.” Embora inspirado-ra, será que essa expressão é verdadeira? Será que a materni-dade é apenas uma questão hormonal e que a inspiração surgenaturalmente? Ou, talvez, fosse mais correto parodiar ThomasEdison e dizer que “é 99% transpiração”?Para esta edição, que coincide com maio, mês em que se co-memora o Dia das Mães, a revista Estilo Damha conversou comtrês mulheres que vivenciaram a maternidade em momentos e deformas diferentes, mas que são a comprovação de que, emboraa estreia no universo materno seja marcante, ser mãe é um contí-nuo errar e acertar, aprender e reaprender, desconstruir crençase preconceitos para dar lugar a um novo olhar.Texto: Dirlene Ribeiro Martins
  • 42 | Estilo Damha Abril | Maio 2013DIA DAS MÃESAo preencher o cadastro para adoção, a donade casa Elisabeth Oliveira Ferrão e o marido, Elias,manifestaram preferência por uma criança de até2 anos. Assim, quando a assistente social ligou edisse-lhes que havia uma menina de 5 anos na filapara ser adotada, o primeiro impulso do casal foirecusar, mas logo mudaram de ideia e decidiramconhecê-la. Nesse momento, conta Beth, ela já sesentia um pouco mãe, mas não imaginava o queestava por vir. O impacto que Amanda lhes causoufoi tão grande que eles chegaram ao meio-dia aoabrigo e às 16 horas já voltavam para São Carlos(SP), com a menina. “Assim que olhei já sabia queera ela”, relembra Beth. Porém, a alegria de voltarcom a menina nos braços foi seguida de muita in-segurança, pois sabia que a partir daquele instantea vida dela e do marido não seria mais a mesma.“Pensei: o que vou fazer agora? Será que sabereicuidar?”, relembra. E a adaptação não foi fácil, por-que Amanda, embora pequena, já tinha uma his-tória, alguns hábitos e uma mãe biológica que ainfluenciara a não querer ser adotada.O medo também acompanhou o nascimento deLuana, filha da ex-atleta olímpica e educadora físicaMariana Ohata. A gravidez aconteceu num momen-to bom, em 2010, quando Mariana havia deixado oesporte e estava construindo com o marido, o tria-tleta olímpico Reinaldo Colucci, a casa onde mo-ram atualmente, no Village Damha II, em São Car-los. Ainda assim, para alguém acostumada a viajarconstantemente, a estar sempre de malas prontasNO INÍCIO AINSEGURANÇAe a ser dona da própria vida, ter um bebê sob suaresponsabilidade foi, como ela mesmo diz, “um cho-que”. “Eu me vi presa a uma criança e me dei contade que a minha vida nunca mais seria a mesma”,relembra. Embora descreva a filha como um bebê“excelente”, Mariana teve depressão pós-parto, nãodormia, chorava diariamente e buscou a ajuda deum psicólogo.A experiência da terapeuta ocupacional Juliana Co-rullón foi mais tranquila. Acredita que nasceu comomãe assim que aninhou o filho Lucano, hoje com qua-se 2 anos, nos braços pela primeira vez. “A força damaternidade veio ali, ao perceber que ele parou dechorar ao ouvir minha voz e sentir meu cheiro”, con-ta. Mas Juliana, que é mestre em pediatria, especia-lista em desenvolvimento infantil e também blogueira(ela escreve no www.mammysico.blogsopt.com.br),reconhece que o processo durou cerca de um ano,período necessário para que ela lidasse melhor como incômodo causado por uma cesariana desnecessá-ria, entendesse sua nova rotina e para que mãe e filhose reconhecessem e aprendessem a se comunicar.“Durante o primeiro ano do Lucano, como ainda nãodecodificava todos os sinais dele, somado às muitasopiniões externas sobre como devia agir com o bebêe a enxurrada de hormônios que sofria pela amamen-tação, fiquei insegura se o estava entendendo direitoe se estava fazendo o que ele precisava, ou como de-veria fazer para acolhê-lo. Nesses momentos, lembroque, quanto mais eu titubeava, mais inseguro o Lucanoficava, eu tinha vontade de chorar, e ele chorava mais!”Foto:Divulgação
  • Abril | Maio 2013 Estilo Damha | 43DIA DAS MÃESBeth e os filhos Amanda, Paulo, Felipe (de verde) e Eric (no colo): “Se eu fosse mais nova, adotaria mais”Apesar das dificuldades iniciais, Amanda, hoje com14 anos, abriu caminho para que, depois dela, o ca-sal Beth e Elias adotasse mais três crianças: Paulo,9 anos, Felipe, 6 anos, e o recém-chegado Eric, de9 meses. Beth tinha uma empresa de comunicaçãovisual e, quando Amanda chegou, começou a traba-lhar meio período, com Paulo diminuiu um pouco maiso ritmo, até a chegada de Felipe, quando deixou aempresa. “Ele tinha paralisia cerebral, precisava fazerfisioterapia e tinha de ser carregado. Parei de traba-lhar, na época foi duro, mas faria tudo de novo”, conta.A insegurança inicial transformou-se em certeza deque a maternidade a tornou uma pessoa mais cen-trada: “Eu era uma pessoa rabugenta, impaciente,exigente com organização e horários, mas os quatroNADA DO QUE SE ARREPENDERfilhos me deixaram mais tranquila”. Porém, Beth reco-nhece uma preocupação, a de que os filhos soframqualquer tipo de discriminação, e lembra-se da ex-periência com o terceiro filho. “O Felipe, além de nãoandar, era pequeno demais para a idade dele. Ele so-nhava em ir para escola, porque acreditava que teriamuitos amigos, mas ele encontrou bastante dificulda-de. Ele falava ‘eu sou pequeno perto dos meus ami-gos, eu sou preto’, era difícil para ele entender”, relata.Beth confessa um único arrependimento, o de nãoter começado a adotar mais cedo: “As pessoas dizem‘vocês fizeram uma coisa muito boa pra essas crian-ças’, mas é o contrário, eles é que oferecem muitopra gente, muito carinho, a gente aprende muito comeles. Se eu fosse mais nova, adotaria mais”.Foto Dirlene Ribeiro Martins
  • 44 | Estilo Damha Abril | Maio 2013DIA DAS MÃESEmbora tenha sido difícil se adaptar àmaternidade, agora Mariana gosta de seupapel de mãe. “Tem mulher que nascepara ser mãe, tem mulher que aprende aser mãe, e eu estou nesse processo deaprendizado. Eu e Luana estamos emuma fase ótima, em que ela conversa, temsuas opiniões, agora é que estou curtindoo fato de ser mãe.”Ela se lembra de que leu muitos livrossobre maternidade e que eles não a aju-daram, pois não se identificava com asmães retratadas nas obras. “A psicólogaCom 10 anos, Mariana já participava do triatlo, jáviajava e sonhava em morar sozinha. Mudar-se paraSão Carlos (SP), para ela, foi uma realização. “Te-nho em minha cabeça que filho é para o mundo, atéporque eu fui assim. Você tem que educar, tem queacompanhar os passos do filho, mas uma hora ele vaidizer ‘tchau, mãe’. Quero que ela seja independente,e isso não quer dizer que a amo menos, é uma provade amor permitir que o filho siga o próprio caminho.”UM JEITOPRÓPRIODE SER MÃEQuando um filho nasce, também nasce uma mãe,ou seja, uma mulher dá nascimento a um novo papelno mundo. Uma boa mãe precisa das habilidadesque aquela mulher já havia desenvolvido em suavida pré-maternidade.As capacidades necessárias são a de se colocarno lugar do outro, a responsabilidade por si mesma, oautocuidado, a generosidade, o espírito de sacrifícioe, acima de tudo, uma personalidade consistente osuficiente para não tentar se fundir nos filhos.É essencial que aquela mulher tenha um conjuntode valores razoavelmente sólidos para transmitir al-guma coerência aos filhos. Nem todas as mulheressão suficientemente seguras de si para assumir essepapel. Se ela é do tipo que está sempre esperandoa opinião do marido antes de tomar uma decisão deemergência, provavelmente terá mais dificuldade deassumir a liderança que a maternidade exige. Diantedesse desafio são muitas as mulheres que recuam,mesmo que não admitam, pois levam a maternidadeainda como se fosse uma brincadeira de bonecas.Perante certas imagens de perfeição à moda anti-ga, não é raro as mulheres se frustrarem, já que seujeito de ser mãe teve de acompanhar o ritmo dos anos2000. A mulher de hoje, goste ou não, ainda chamapara si toda a responsabilidade pela educaçã­o dosNOVO PAPEL NO MUNDO Texto: Frederico Mattosfalou para eu jogar tudo fora, porque cada um é deum jeito, e eu é que tenho de saber qual é a melhormaneira de cuidar da minha filha.” Pelo tipo de vidaque levava, Mariana demorou para se imaginar comomãe e, quando decidiu ter um filho, o que lhe vinha àmente era aquela família tradicional, “toda bonitinha”.Mas, segundo ela, “foi tudo diferente, acho que souuma mãe legal, que anda de bicicleta, brincalhona, equero que a Luana me veja assim”.Mariana e a filha Luana: “É uma prova de amorpermitir que o filho siga o próprio caminho”FotoElcioCorrea
  • Abril | Maio 2013 Estilo Damha | 45DIA DAS MÃESJuliana e o filho Lucano: “Preciso estar atenta e presente, paraque meu filho tenha um exemplo coerente no qual se espelhar”Já Juliana acredita que a maternidade apenasacentuou uma transformação pessoal que já se pro-cessava desde que passou a estudar e a praticar obudismo. Hoje, ela, o marido, Antonio Alberto, e o filhomoram no Centro Budista de Viamão, próximo a Por-to Alegre (RS), onde a terapeuta também é diretorada Escola Caminho do Meio. Lucano funcionou comum espelho em que Juliana conseguia enxergar seuspróprios limites. “Fui percebendo o funcionamentodo meu filho e minhas respostas a ele, aprendendocom meu marido a me harmonizar como família e meapoderando da capacidade de ser mãe, segura comminhas escolhas como educadora. Então, percebique houve um momento em que me senti plena comomãe, e não mais insegura e emocionalmente frágil.”Quando mais nova, Juliana se imaginava comouma daquelas “mães italianas”, que fazem da casaum ninho reconfortante, que sempre têm um bolinhona mesa, que estão sempre alegres e prontas paraacolher. Essas expectativas geraram nela algumasfrustrações iniciais, pois era uma imagem de “per-feição” a que não podia corresponder. “Nós não es-tamos sempre alegres, não dá pra ter bolo na mesa,nem a casa organizada todos os dias. Então, a di-ferença é que estou aprendendo a relaxar e fazer oque precisa ser feito dentro do tempo que tenho. Senão consegui arrumar a casa, elegi prioridades, e aprimeira delas é brincar com meu filho e estar commeu marido”, declara.O filho também foi responsável por mudar a visão queJuliana tem do mundo e como ela se relaciona com elee com as pessoas. A educadora acredita que as crian-ças aprendem através dos exemplos que damos semperceber. “Meu mestre, Lama Padma Samten, explicaque elas aprendem ‘pelas costas’, ou seja, não é peloque dizemos a elas, mas pelo que fazemos o tempotodo (mesmo que elas não estejam vendo), pelos nos-sos hábitos, nossos trejeitos, nossos automatismos.Elas são nossos espelhos, então ter me tornado mãedeixou esse ensinamento vivo em mim, de que precisoestar atenta e presente, para que meu filho tenha umexemplo coerente no qual se espelhar!”APRENDIZADO“PELAS COSTAS”filhos e, com isso, se sobrecarrega e deixa várias ta-refas incompletas. Já não consegue suprir as expec-tativas que tinha de si em reproduzir modelos maistradicionais de uma mãe exclusivamente voltadapara o lar.Para algumas, a maternidade pode virar um pesa-delo, pois evidenciará o quão caoticamente conduziasua vida ou o quão inconsequentes eram suas es-colhas. Esse chamado pode despertar uma matriar-ca escondida debaixo da rebeldia de uma garotacontestadora e revelar uma mulher mais dona de si.Porém, nem sempre a transição é indolor e imediata,pois a natureza não dá saltos.Os embates entre o que acontece dentro de casae o que se passa no mundo é sempre uma prova defogo para sinalizar as negligências ou exageros. Aida para a escola remete a esse desafio e é uma faseem que muitas mães exercitam o desapego saudável.Esse filho que até então era seu começa a ganharasas próprias e voar. Dali para frente o voo é lindo eimprevisível, e cabe a cada mulher deixar que seusfilhos façam seus testes, assim como ela fez.A melhor mãe, a meu ver, é aquela que entendeuque precisaria ser uma pessoa melhor antes de tudo.Frederico Mattos é psicologo e autor do livro Mães Que Amam Demais.FotoArquivoPessoal
  • 46 | Estilo Damha Abril | Maio 2013MODALaranja na estampa proposta para o outono, comprovandoo mix de estações. É hora de acrescentar detalhes em tonsescuros e transformar o guarda-roupa.om a entrada do outono, que traz uma cli-ma mais ameno e possibilidades de novosares, a temperatura começa a cair e permi-tir uma mudança nas produções. Apesarda vontade de mudar cores, acessórios, tramas epadronagens, nosso guarda-roupa ainda mantém aluz do verão.Aí é que mora o segredo para não deixar a tal meia-estação acabar com a criatividade. Roupas com maistecido e composições com mais peças podem manteras cores das altas temperaturas e antecipar a cartelaO IMPORTANTE ÉMANTER O TOM!de inverno. Interessante é mixar o que é com o queserá, transformando um período supostamente mor-no em verdadeiro laboratório: mantenha a cartela deverão unida a uma base neutra. Laranjas e amarelosunidos aos tons de preto, marrom e nude transformamqualquer closet.Assim como o amarelo foi o novo rosa do verão – ese mantém!, o verde abre caminhos para compor aspropostas a partir de agora.Acrescente calçados mais pesados às produçõese você está pronta para antecipar o que vem por aí!C
  • Abril | Maio 2013 Estilo Damha | 47Animal print se mantémno inverno, com looktotal quebrado pela corno maxicolar.
  • 48 | Estilo Damha Abril | Maio 2013Body em veludo e saia emrenda, usada no verão. Scarpinpara “pesar” na produção.
  • Abril | Maio 2013 Estilo Damha | 49O brilho dourado casa bemcom estampas em tons escurose bota aberta na frente.
  • 50 | Estilo Damha Abril | Maio 2013Confortavelmente vestida para o dia a dia,com camisa em seda, jaqueta em linhão estiloChanel e body inteiriço. Nada em lã, mas nadavaporoso. Note os detalhes em couro.
  • Abril | Maio 2013 Estilo Damha | 51Estampa PIED-DE-POULE,usada com brilho e ankle bootem crochê: uma maneira demodernizar o clássico!
  • 52 | Estilo Damha Abril | Maio 2013Apesar do decote generoso, o bordadoem paetês e a bota transformam o vestidoem produção para dias de temperaturamais baixa. Ouro em alta!
  • Abril | Maio 2013 Estilo Damha | 53Transparência, mangaslongas e brilho no preto detodas as baladas...
  • 54 | Estilo Damha Abril | Maio 2013Estampa do animal na seda leve do vestidode mangas longas. Jovem, descontraídoe usável no dia a dia com oxford. A rendaaparece nos calçados da próxima estação.
  • Abril | Maio 2013 Estilo Damha | 55Shorts, casaqueto, oxford emaxicolar no novo tom daspassarelas: verde!Modelo: NAIARA MIRANDAFotos: HENRIQUE SANTOSProdução e texto: MÔNICA ZAHERCONSULTORIA DE IMAGEMColaboração: Helô BoutiqueAraraquara; Equilibrio Bento deAbreu e acervo Mônica Zaher.
  • 56 | Estilo Damha Abril | Maio 2013MÚSICAUma joiada músicabrasileiraParceiro de grandes nomes daMPB, Breno Ruiz já compôsmais de 70 músicas ao lado dePaulo César Pinheirole tem apenas 30 anos, mas histórias dequem já viveu 100. Sensível e amável, Bre-no Ruiz é a essência musical em forma degente. É a composição perfeita entre o ho-mem e o instrumento. Um talento raro. Monstro sagra-do da música brasileira e, se ainda não consagrado,é por causa do produto vil que nos é imposto diaria-mente pelo mercado.“Eu toco desde os 10 anos”, disse ele logo no iníciode nossa conversa, para ‘desformalizar’ a entrevis-ta, que aconteceu na sala do apartamento de umaamiga que temos em comum, no bairro Pacaem­bu,em São Paulo.Filho único, trouxe para si a responsabilidade decuidar da casa depois da separação dos pais, quan-do tinha 14 anos. E com um teclado, o que era pra serapenas um complemento, acabou sendo a principalfonte de renda da casa. “Mas eu não tinha paciênciapara o teclado. Meu sonho era tocar piano. E nossoprimeiro encontro se deu no colégio lá em Itapetinga.Eu matava aula para ficar tocando no salão nobre.”Mas, antes disso, já compunha suas próprias mú-sicas. Um dia, ao reger o coral de um centro espírita,conheceu Rafael Altério, padrinho de casamento eparceiro de Ivan Lins. Pensou: “Vou atrás desse carae vender uma música minha para o Ivan”. Com o tem-po descobriu que os atalhos não eram tão curtos.Mas os caminhos trilhados por Breno Ruiz fizeramcom que ele se tornasse parceiro de grandes nomesda música brasileira, como Tetê Espíndola, RenatoBraz, o próprio Ivan Lins e, talvez o principal deles,Paulo César Pinheiro.Sobreviver da música não é fácil. Aos 27 anos, jácom grandes composições, Breno entrou em crise pro-fissional e foi para Marília estudar medicina. Ou tentar.“Eu não quero morrer de fome. Não quero ter a mesmasina de Nelson Cavaquinho, de Van Gogh e de tan-tos outros gênios incompreendidos, até porque eu nãosou gênio. Eu faço uma música bonita, eu me emocio-no com a minha música, mas estou muito aquém dagenialidade. Por isso tentei fazer uma faculdade.”A medicina ficou no interior, assim como o interiorficou para trás na vida de Breno Ruiz. Hoje, morandoem São Paulo, ele divide a dedicação ao trabalho mu-sical com os estudos de psicologia. “Aprendi que nãodá para deixar a música.”A canção de Breno Ruiz é algo fora do nosso tempo.Talvez a mistura da música brasileira do início do sé-culo passado com a espiritualidade contemporâneadesse jovem, seja o segredo dessa receita. Quandocompõe, a música chega a ele. “Tudo o que se fazcom verdade, não tem como dar errado. É um SacroOfício. O momento de criar é sagrado, não tem outrapossibilidade.”ETexto: Décio JuniorFotoSergioFerreira
  • Abril | Maio 2013 Estilo Damha | 57MÚSICAParceria com Paulo César PinheiroUm dia, Breno descobriu que um dos sócios do te-atro Elis Regina, em São Bernardo do Campo (SP),era Paulo César Pinheiro, um dos maiores letristas daMPB, parceiro de Baden Powell, Lenine, Carlos Lyra,Clara Nunes e outros músicos brasileiros. Determina-do, conseguiu fazer com que sua música chegasseao ídolo. “Descobri que 90% do que eu gostava deouvir tinha o dedo de Paulo César Pinheiro. Então,como não deu certo com o Ivan Lins, quando eu tinha14 anos, tentei arriscar com o Paulinho.”Paulinho. A forma íntima com que Breno se refereao “poeta” foi construída ao longo de uma parceriarecente, mas que já rendeu mais de 70 canções. Nabiografia do compositor, intitulada A letra brasileira dePaulo César Pinheiro – uma jornada musical, escritapor Conceição Campos e publicada pela Casa daPalavra, Breno é citado ao lado de Tom Jobim, DoryCaymmi e Gal Costa. “Que medo”, brinca, surpreso.Breno inaugura a quinta geração de parceria deP. C. Pinheiro e retoma, de forma contemporânea, otrabalho que era feito com Pixinguinha e Tom Jobim.Breno Ruiz não é apenas um nome. É um talento.Sua música toca a alma. Faz arrepiar a pele e, con-fesso, me fez deixar cair algumas lágrimas duranteesta entrevista. E, se me permitem, usarei palavrasde Vinícius para descrever esse talento:(Ruiz) “Um bicho igual a mim, simples e humanoSabendo se mover e comoverE a disfarçar com o meu próprio engano.O amigo: um ser que a vida não explicaQue só se vai ao ver outro nascerE o espelho de minha alma multiplica.”(Trecho de Soneto do Amigo – Vinícius de Moraes)FotoSergioFerreira
  • 58 | Estilo Damha Abril | Maio 2013BAIRRO SUSTENTÁVELos dias 9 e 10 de março, a Damha Urbani-zadora promoveu o projeto de revitalizaçãourbana a Comunidade Vila São Francisco,em Feira de Santana (BA). A ação, divididaem etapas, incluiu a restauração do piso da praça dacomunidade, seguida pela estruturação e pintura daescola local e construção de um muro para separar aComunidade e a via de acesso ao empreendimento.O objetivo deste projeto é, além de garantir maiorsegurança aos moradores, atender a uma deman-da levantada pela população do bairro durante asreuniõe­s com a Associação Bairro Sustentável, quecomeçaram em janeiro de 2013, bem antes da che-gada do empreendimento à cidade. No diagnósticorealizado com a comunidade, observou-se grandenecessidade de revitalização urbana. Então, chegou--se ao formato da ação, apoiada pela Damha.Esta é mais uma iniciativa da Associação BairroSustentável e contou com a participação da equipeda ABS, Oficina da Sustentabilidade e moradores daComunidade São Francisco, que está localizada aaproximadamente 200 metros do residencial que seráimplantado na cidade.“Essa ação representa apenas o primeiro passona direção do atendimento às prioridades da áreade influência direta do empreendimento, que inclui aComunidade São Francisco, além de proporcionar odiálogo com a vizinhança e trazer benefícios ao dia adia dos moradores e alunos”, comenta Fernanda To-ledo, presidente da Associação.NCOMUNIDADE SÃO FRANCISCORECEBE AÇÃO DO PROJETOCiente da importância de seu papel no crescimento e desenvolvimento dosbairros próximos aos seus projetos, a Damha Urbanizadora criou o Programa“Associação Bairro Sustentável”, que tem por objetivo desenvolver oempreendimento e o entorno no qual ele foi inserido conjuntamente e de formasustentável, contribuindo com a qualidade de vida de toda a população.A atuação principal do programa é a requalificação e a valorização urbana.Participantes do mutirãoFoto Divulgação
  • Abril | Maio 2013 Estilo Damha | 59BAIRRO SUSTENTÁVELESCOLA GANHA HORTAE PROJETO DE DESCARTEDE RESÍDUOS RECICLÁVEISm 18 de março, a Damha Urbanizadora,por meio da Associação Bairro Sustentável,realizou mais um projeto para beneficiarcomunidades no entorno de seus empreen­dimentos: a instalação de uma horta e a criação deum espaço adequado para descarte de resíduos re-cicláveis e orgânicos na EMEF Luiz Roberto SalinasFortes, no Jardim Paraíso. O objetivo foi promover aintegração entre alunos, escola e comunidade, alémde incentivar o cultivo de alimentos orgânicos.A ação reuniu cerca de 800 alunos, pais e funcio-nários da escola. Os participantes foram auxiliadospor especialistas e aprenderam a criar e cuidar dahorta e também a cultivar hortaliças. Isto porque ocultivo de alimentos frescos e saudáveis reflete-sediretamente na melhoria da nutrição dos alunos. Elesterão a chance de aprender, na prática, algumas li-ções de sustentabilidade e informações sobre o cul-tivo de alimentos orgânicos. Além disso, criou-se umespaço para descarte de resíduos recicláveis, otimi-zando e organizando a coleta seletiva, além de umacomposteira que produzirá insumos de adubo paraa horta escolar.O projeto é mais uma iniciativa da Associação Bair-ro Sustentável, visando melhorar e promover o bemestar dos frequentadores da escola e promover a in-tegração da comunidade. Envolveram-se na ação aequipe da ABS, alunos, pais, funcionários da escola eprofissionais da Oficina da Sustentabilidade, empresaparceira da Damha Urbanizadora nas ações, que seiniciaram no dia 1 de março, com a visita ao local paraa avaliação do espaço disponível.“Estamos atuando como facilitadores, viabilizan-do a criação da horta escolar, propondo soluções,fornecendo todas as ferramentas e orientações ne-cessárias para que seja implantado o projeto”, dizFernanda Toledo, presidente da Associação BairroSustentável. “A ação também é uma boa oportunida-de de promover a colaboração entre alunos e escolacom a comunidade.”EAção da Associação Bairro Sustentável, da Damha Urbanizadora,movimenta escola em Araraquara (SP) para promover maiorintegração entre alunos e comunidade.Sementes e mãozinhas para cultivar a horta da escolaFotoDivulgação
  • 60 | Estilo Damha Abril | Maio 2013BAIRRO SUSTENTÁVEL“SUA CASA DECARA NOVA”os dias 6 e 7 de março, a Damha Urbaniza-dora promoveu na Vila dos Pescadores, emSão Luís (MA), mais uma etapa do processode revitalização das casas da comunidadelocalizada na Praia de Araçagy, Paço do Lumiar, vizi-nha ao empreendimento da empresa.A ação aconteceu em duas etapas: na noite do dia6, foi apresentado aos moradores da Vila o vídeo domutirão de pintura das casas realizado no mês deoutubro de 2012, além da exibição de um desenholonga metragem que levou mais entretenimento às fa-mílias do vilarejo. Já durante todo o dia 7, foi lançadoo projeto “Sua Casa de Cara Nova”, na residência deum dos moradores.O “Sua Casa de Cara Nova” apresentou uma oficinaministrada por especialistas em decoração e arqui-tetura, que ensinaram os moradores a organizaremsuas casas a partir de materiais reutilizados, comocaixotes de madeira e pneus, entre outros, criandoum ambiente mais agradável e com melhor qualida-de de vida. A partir de poucos recursos, mas muitacriatividade, o objetivo é que as pessoas sejam ca-pazes de transformar seus lares em ambientes maisagradáveis e que otimizem a organização do espaço.Foi mais uma ação da Associação Bairro Susten-tável, criada pela Damha para melhoria das comu-nidades do entorno. As arquitetas Fernanda Toledo(presidente da Associação) e Amanda Damha, alémda consultora em sustentabilidade Monica Picavêa,estiveram na capital maranhense para participar doprojeto e fornecer dicas aos participantes.“Essa ação representa a continuidade do nosso pro-jeto de revitalização da Vila, uma vez que, após tra-balharmos na parte externa das casas, participamosda reforma do interior também”, comenta FernandaToledo. “A apresentação do vídeo é importante, poisprocuramos contar um pouco da história da comuni-dade, resgatando seus valores e contribuindo para oaumento da autoestima. A iniciativa, além de promovero aspecto socioambiental e a revitalização do bairro,apresenta um aspecto muito importante para a comu-nidade, que é o de ser o ponto de partida para a trans-formação. Agora, com novas ações, queremos cadavez mais integrar o empreendimento ao entorno”.Desde 2012, a instituição já realizou ações que en-volveram um mutirão para revitalização das casas,com assentamento das madeiras e pintura e sessãode cinema na praia. As duas atividades contaramcom aproximadamente 50 pessoas.“Estamos gostando muito dessa ação que a Damhaestá fazendo com a gente aqui na Vila dos Pescado-res. Espero que realmente sirva para melhorar cadavez mais a nossa condição de vida. Vamos continuartrabalhando juntos para conseguir ainda mais bene-fícios”, comenta o Sr. José Reis, conhecido como ZéReis, morador da comunidade.NFotoWilsonMorticelliDamha Urbanizadora dá continuidade atrabalho iniciado em outubro de 2012 eincentiva qualidade de vida por meio dasustentabilidadeReutilização de materiais na decoração de ambientes
  • Abril | Maio 2013 Estilo Damha | 61condomínioepois de muito sacrifício para comprar,construir ou alugar uma casa ou aparta-mento, prepare-se para exercer uma novafunção em sua vida: a de condômino.O primeiro desafio é aprender a compartilhar es-paços e decisões com dezenas, centenas ou até mi-lhares de outras famílias, que têm hábitos, conceitos,manias e princípios extremamente diferentes.Morar em condomínio representa uma opção mo-derna, prática, segura e economicamente viável, so-bretudo nos grandes centros urbanos, o que por si sóexplica o atual boom imobiliário.Os condomínios são notáveis exemplos de socieda-des organizadas. Para neles viver, é preciso bom sen-so, espírito de grupo e respeito ao próximo, além dedisciplina e pleno atendimento às normas e regras deconvivência. Sem falar na responsabilidade de pagara quota condominial em dia, para não onerar o vizinho.Entretanto, o morador de condomínio deve se pre-parar para lidar com conflitos e debater questõescomplexas, como previsão orçamentária, contas, ba-rulho, vazamentos, festas, cachorros, vagas de gara-gem, inadimplência, segurança.Antes de efetivamente se mudar para um condomí-nio, é essencial preparar o espírito para a vida em co-munidade, assim como conversar muito com os filhossobre regras e respeito ao próximo.Ler atentamente a Convenção de Condomínio eo regulamento interno é um ótimo exercício parao condômino conhecer todos seus direitos, deve-res e obrigações, especialmente a forma de usare conservar as áreas e equipamentos comuns, aforma de administração do condomínio, as pena-lidades aos infratores, as proibições, as funçõesdos membros do corpo diretivo, os prazos paraconvocação de assembleias, o quorum necessáriopara deliberação e votação dos assuntos, as limi-tações de horário para festas, reformas e mudan-ças, as normas para manter animais domésticos, aforma de usar as garagens, entre outros assuntosrelevantes.Acima de tudo, quem opta por morar em condomí-nio precisa estar preparado para participar da vidacoletiva, fazendo críticas construtivas e colaborandopara o convívio harmonioso, equilibrado e pacíficoentre as famílias.dA nobre artede viver emcondomíniopor Marcio RachkorskyPara viver em condomínio,é preciso bom senso, espíritode grupo e respeito ao próximo.Foto:DivulgaçãoMarcio Rachkorsky - advogado especializado em condomínios há mais de 20 anos, comentarista eapresentador da TV Globo/SP e comentarista na Rádio CBN. Escreve também no caderno de Imóveisda Folha de São Paulo, aos domingos.
  • 62 | Estilo Damha Abril | Maio 2013PERFIL MORADORUM FILHO,UMA ÁRVOREE UM LIVROSÃO APENASO COMEÇOPaulo Coli é um dos mais bem-sucedidos empreendedoresdo país. Pai, marido e apaixonado pelo golfe, o empresárionos presenteia com uma história de vida que se misturacom a história da cidade que escolheu adotar como sua.aulo é apaixonado por esportes, um ladoaventureiro que ele afirma ter desde crian-ça. “Quando eu tinha 8 anos de idade haviauma brincadeira que se chamava ‘arqui-nho’. Você pegava um pneu e tinha que equilibraresse pneu e empurrar pela maior distância possível.Cheguei a empurrar o arquinho, por exemplo, de SãoJoão da Boa Vista a Águas da Prata”, conta o empre-sário que também já foi ciclista, participou do Rallydos Sertões, praticou trekking e fez uma viagem aoacampamento base do Everest.Filho de professores, nascido em São João daBoa Vista (SP), viveu parte da infância em Araras(SP). Na adolescência, mudou-se com os pais paraSão Paulo, onde morou em vários lugares, frequen-tou colégio de padres – ao que atribui seu lado“rebelde” – e iniciou seus estudos técnicos na ETILauro Gomes, em São Bernardo do Campo (SP).Foi nessa época que conheceu Fátima, sua esposa,quando ela tinha ainda 14 anos. “Conheci a Fátimanum ‘evento’ em que fui ser juiz de pista de corridade carrinhos de rolimã. A escola ficava no alto deum morro e, na entrada, tinha uma pista enorme.Era algo importante na região, a escola era muitogrande. Foi como nos conhecemos, no meio daque-la baderna.”PFotoArquivoPessoalEntevista à Marília Dominicci
  • Abril | Maio 2013 Estilo Damha | 63PERFIL MORADORFátima: “Nós temos um companheirismode 34 anos. Ficamos juntos tanto quanto possível”Depois disso vieram o curso de engenheirotecnólogo e, finalmente, a faculdade de Enge-nharia Industrial, a mudança para São Bernardodo Campo – onde começou a trabalhar para aBrastemp – e o casamento, que já dura 34 anos.Foram 14 anos na empresa e, ainda assim,Coli nunca deixou de lado o objetivo de cons-truir seu próprio negócio, chegando a investirem diversos segmentos – incluindo uma loja dediscos –, até que, em 1986, foi convidado a tra-balhar para a Clímax, empresa de São Carlos(SP) que, na época, buscava montar uma estru-tura de engenharia. A planta em que trabalhavafoi vendida para a Electrolux, e sua decisão denão acompanhar a empresa foi o que chamou aatenção do grupo Engemasa e deu início ao pro-jeto que veio, em 1994, a se tornar a Latina. Comdois anos de vida, sua curva de crescimento pe-dia maiores investimentos, e foi firmado contratocom o BNDES. “Um trabalho da nossa área demarketing mostra que a Latina, de 2002 a 2012,cresceu 300%, ou seja, tem tido um crescimentomuito legal.”Dizem que um homemtem que plantar umaárvore, ter um filho eescrever um livro. Já fiztudo isso e ainda estoulonge de parar“”FotoArquivoPessoalFotoArquivoPessoal
  • 64 | Estilo Damha Abril | Maio 2013PERFIL MORADOREstilo Damha – Considerando o impacto desseseventos sobre empresas, população e cofres públi-cos, qual a sua opinião a respeito da realização daCopa do Mundo (2014) no Brasil?Paulo Coli – Eu acho a Copa uma coisa muito le-gal, mas acredito que o país não esteja preparadopra isso. Não tem muito sentido, pra mim, investir bi-lhões em estádios de futebol que, um mês depois daCopa, não terão nenhuma finalidade a não ser rece-ber jogos de futebol aos quais irão, no máximo, umdécimo da capacidade do público do estádio. Porexemplo: o Brasil vai começar jogando em São Paulo,e vai jogar em um terço dos campos que estão sen-do construídos. É óbvio que o brasileiro, se puder, vaiacompanhar a seleção jogando nesses campos, mas,e os outros times? Quer dizer, será que um espanhol,um japonês, um italiano virá pro Brasil acompanhar aCopa do Mundo como se está imaginando?ED – Seguindo esse raciocínio, a Copa no Brasil se-ria algo como a Copa da África do Sul?PC – Conheço a África do Sul e, na minha opinião,a Copa aqui vai ser pior. Por quê? Lá os estádios sãopróximos. Imagine aqui: se um time tiver que jogarem Porto Alegre e em Recife e depois em Brasília, vaiser complicado pro time e pra quem for acompanhar.Você vai chegar a São Paulo pra ver um jogo, descerem Congonhas e pegar a Marginal pra ir pro estádioem Itaquera? Tem também a questão da segurança.Enfim, é uma coisa bacana, o Brasil é o país do fute-bol, mas me parece que isso não é uma prioridade.ED – Sua opinião a respeito das Olimpíadas (2016)é a mesma?PC – Quanto à Olimpíada, eu já penso diferente.São muitos esportes, e isso inspira qualquer garo-to. Se ele não quer nadar, vai correr, se não quercorrer, vai fazer outro esporte. É um evento locali-zado em uma única cidade, que é o Rio de Janeiro.Como o investimento é localizado, é um negócio lo-gisticamente mais adequado, um projeto que podeser muito mais organizado. Depois vem a Paraolim­píada, que é outro evento muito importante. São ou-tros muitos brasileiros que vão se projetar. Eu achoa Olimpíada, no geral, uma coisa bacana. Já quantoao futebol, eu tenho minhas dúvidas.Fátima, Coli e a filha Mayla com seu marido GuilhermeFotoArquivoPessoal
  • Abril | Maio 2013 Estilo Damha | 65ED – Sustentabilidade, hoje, é uma questão para serencarada a partir de qual ponto de vista? Qual é seu ali-nhamento e o alinhamento da Latina sobre o assunto?PC – Essa é uma questão estrutural. Na minha opi-nião, não faz mais sentido você não estar engajadoem projetos de sustentabilidade. Temos problemasclimáticos, de poluição e de infraestrutura. Isso é fato.Estivemos em Shangai algum tempo atrás e há umanévoa constante lá que é pura fumaça. É poluição.Se você parte da premissa de que fazer sua par-te, cuidar do seu ambiente, do seu lixo, é estar li-gado à sustentabilidade, vê que não é nada difícil.Sustentabilidade é um jeito de viver. As pessoas di-zem que no Brasil não se tem educação, mas é umprocesso lento.Quando eu era garoto, matar passarinho era diversãoe era algo incentivado. Hoje, as pessoas sabem quenão é assim, que é natureza e que você tem que cui-dar, proteger. As coisas estão evoluindo de uma formalegal. Não na velocidade que a gente quer, mas estão.A Latina tem políticas ligadas a cerca de 80 institui-ções da região. Estamos ajudando pequenas e gran-des ações, e 100% do que é produzido na empresa,de alguma forma, é reciclável. Se você produz algoque, quando descartado, poderá ser completamentereutilizado, então, está agindo dentro da cadeia desustentabilidade.PERFIL MORADORFotoArquivoPessoalED – Foi essa preocupação com a sustentabili-dade – além do campo de golfe – que trouxe suafamília para o Residencial Damha São Carlos?PC – O projeto Damha de urbanização é muito mo-derno, muito relacionado com o que as coisas deve-riam ser, ou serão, daqui a algum tempo. Você temespaço, tem segurança, tem lazer, tem atividades, epercebe as pessoas preocupadas com a poluição,com o paisagismo e a preservação.No campo de golfe, dá pra perceber uma preocu-pação muito grande com os animais que frequentamo campo, com a vegetação, com a manutenção docinturão verde. Eu acho que isso é ótimo, ainda maisestando ao lado de uma cidade que não nasceu comessa visão, com essa preocupação com a infraestru-tura. Você consegue melhorar aqui e, com isso, me-lhorar outros lugares também.Em 2005, fomos convidados por um amigo paraconhecer um empreendimento em que estavamconstruindo um campo de golfe. Eu, que já gos-tava um pouco, me encantei pela brincadeira. Ogolfe é um esporte curioso porque não tem idade.Um garoto de 10 anos pode jogar com um senhorde 80, eu já vi essa cena. Além do que, você nãojoga contra alguém, você joga contra o campo.Pode-se jogar sozinho, por exemplo, e ter a mes-ma qualidade.“É muito bom acordar de manhã, vir pra cá, encontrar os amigos. Cada partida dura mais oumenos 4 horas e meia. São 4 horas e meia de conversas, piadas, apostas, relacionamento”
  • 66 | Estilo Damha Abril | Maio 2013É hora dejogar golfe
  • Abril | Maio 2013 Estilo Damha | 67Damha Golf Club se firma como referêncianacional e abre suas portas para iniciantesterem um primeiro contato com o esporteque volta às Olimpíadas em 2016Texto: Henrique FruetFotoDivulgação
  • 68 | Estilo Damha Abril | Maio 2013DAMHA GOLF NEWSsilêncio só é quebrado pelo estridente can-to dos quero-queros. Há verde por todo olado. Árvores e flores de diversas espéciesajudam a compor o cenário bucólico, juntocom um ou outro tucano ou gavião que parece obser-var a cena de longe. De vez em quando, ouve-se umforte estampido, fruto do contato de um taco a 150km/h com uma bola branca de 42,67 mm de diâmetro.Ela voa por mais de 200 metros, em direção a umponto ao longe, onde se avista uma bandeira vermelhatremulando, indicando a localização de um buraco. É láque a bola irá repousar, depois de mais algumas taca-das, e assim sucessivamente por um total de 18 trajetosdiferentes que compõem um campo de golfe oficial – ou18 buracos, como se diz no jargão do esporte.Mesmo que você torça o nariz para o golfe e nuncatenha tido a curiosidade de conhecer a prática maisa fundo, não há como negar: esse é um dos esportesque mais propicia contato com a natureza. Propiciatambém a descoberta de qualidades que o golfistaaos poucos vai percebendo dentro de si, como poderde concentração e de superação, respeito a regras eaos parceiros de jogo e capacidade de se harmonizarcom a natureza, entre muitas outras vantagens (háestudos que chegam a afirmar que o golfe aumentaem cinco anos a expectativa de vida, entre outros be-nefícios à saúde).Natureza, por sinal, é o que não falta no Damha GolfClub, campo inaugurado na cidade paulista de SãoCarlos em 2006 pelo Grupo Encalso Damha. Ele é umadas principais atrações do Parque Eco Esportivo Da-mha, que reúne também represas, trilhas ecológicas,centro hípico, centro de treinamento de esportes diver-sos, como triatlo, e o Parque Eco Tecnológico.OFotoDivulgaçãoFoto aérea do Damha Golf Club
  • Abril | Maio 2013 Estilo Damha | 69DAMHA GOLF NEWSDr. Anwar, como é carinhosamente chamado pe-los funcionários e colaboradores, convidou Rossipara desenhar o campo em 2003, e fez questãode acompanhar de perto todos os detalhes, des-de o projeto do campo até o da suntuosa sede,erguida com madeira de tulhas de café adquiridasde fazendas centenárias da região. Rossi se es-forçou para sintetizar décadas de experiência emgolfe num só projeto. Nascido na Argentina, ele seconsidera brasileiro de coração. Começou a jogargolfe aos 5 anos. Aos 17, já era golfista profissionale, um ano depois, venceu seu primeiro torneio, oAberto do Uruguai – na época foi um dos profissio-nais mais jovens do mundo a vencer um torneio. “ODamha Golf Club é minha obra-prima. Coloquei látoda a experiência de uma vida toda jogando golfepelo mundo inteiro”, diz.O jovem Damha Golf Club se tornou em pouco temporeferência nacional e um dos principais do país. Paraser mais exato, o 4º melhor do Brasil, segundo a revistaamericana Golf Digest, a bíblia do esporte. Nada mal,ainda mais se levarmos em conta que o Brasil, em seusmais de 110 anos de golfe, possui mais de 115 campos.É impossível falar no Damha Golf Club sem citar doisnomes: Anwar Damha e Ricardo Rossi. O campo degolfe de São Carlos é fruto do sonho de ambos, quecolocaram boa parte de sua alma e de seus coraçõesno empreendimento. O Damha Golf Club é resultado demais de um século de experiência e excelência, se le-varmos em conta o tempo de atuação de cada um delesem suas respectivas áreas. Fundador do grupo Encalso,Anwar Damha é o idealizador do Damha Golf Club e doParque Eco Esportivo; já Rossi é um dos maiores golfis-tas que o Brasil já teve e foi o designer do campo.FotoDivulgaçãoO Club House é uma atração à parte
  • 70 | Estilo Damha Abril | Maio 2013A boa notícia é que essa maravilha de 70 hectaresprojetada por Rossi está disponível para quem quiserconhecê-la. O Damha Golf Club é um campo público,ou seja, é aberto a visitantes, diferentemente de clubesde golfe fechados, cujo acesso só é permitido a só-cios. Um almoço e jantar no refinado restaurante Tulha,que funciona na sede do clube, é um bom primeirocontato com a beleza do lugar. Mas não fique só nisso.Uma vez no Damha Golf Club, não deixe de falarcom os responsáveis pelo golfe para conhecer me-lhor a infraestrutura do local. Aproveite também paraagendar uma aula com o Antonio Araújo, o Peba, oucom o Ricardo Salinas, os dois profissionais do clube.Informe-se na secretaria, pois volta e meia o campoorganiza clínicas (aulas coletivas) gratuitas. E leveseus filhos, pois as crianças podem participar da Aca-demia de Golfe Dr. Anwar Damha, iniciativa inédita doclube para desenvolver o golfe entre jovens, que nãoDAMHA GOLF NEWSpagam nada para aprender tudo sobre o esporte.“Uma das características principais do Damha é serum clube aberto e receptivo. Queremos mostrar queo golfe é acessível e incentivar a sua prática. Poucosesportes permitem uma integração tão grande entreas pessoas e podem ser praticados pela família toda.Estamos de portas abertas para receber os iniciantes,ainda mais os moradores de condomínios Damha”,diz Carlos Gonzalez, presidente do Damha Golf Club.Essa é uma boa hora para ter um contato mais pró-ximo com o golfe, pois em 2016, no Rio de Janeiro, oesporte voltará a ser um esporte olímpico, após 112anos de ausência. Por conta disso, o golfe brasileirotem passado por enormes avanços, com a realizaçãode grandes torneios – muitos deles, aliás, realizadosno próprio Damha, que já recebeu eventos como oAberto do Brasil (principal competição profissionaldo país), Aberto de São Paulo, Brasileiro Juvenil,FotoDivulgaçãoCarlos Gonzalez, Barrichello e Álvaro Almeida
  • Abril | Maio 2013 Estilo Damha | 71ÚTIL:Damha Golf ClubParque Eco-Esportivo DamhaRod. SP 318 – km 234São Carlos, SPTel.: (16) 2106-6053www.dgc.com.brgolf@damha.com.brBrasileiro Sênior, a final sul-americana da Faldo Se-ries (circuito mundial juvenil) e etapas do CBG ProTour, o Circuito Brasileiro de Golfe.E por falar em torneio, a grande marca do clube é oAberto Damha Golf Club, torneio de maior importân-cia organizado pelo próprio campo e que chega em2013 à sua sétima edição. O campeonato, que é con-siderado o evento de golfe mais divertido e animadodo País, reúne golfistas de todo o Brasil, além de em-presários e celebridades, como o piloto Rubens Bar-richello e o ator Humberto Martins.Além de uma competição de excelente nível técnico,o Aberto Damha Golf Club realiza festas memoráveis,com apresentações musicais de diversos ritmos e es-tilos, que já incluíram orquestras sinfônicas, escolasde samba e um bom rock. Nessas horas, o canto dosquero-queros e o estampido das tacadas dão lugar anotas musicais que embalam muita diversão.DAMHA GOLF NEWSFotoDivulgaçãoCarnaval completo com bateriae porta-bandeira já foi atração no AbertoAgora que você já conhece nossahistória e trajetória nas próximasedições esta seção terá muitas no-vidades do golfe e de nosso clube.
  • 72 | Estilo Damha Abril | Maio 2013FAÇA O BEMO RESGATE DAAUTOESTIMAPeruca confeccionada pormeio da campanha “ArrecadarCabelo” busca recuperara autoestima de mulheresem tratamento de câncerCliente da Regis Beauty Center (Salão de SãoCarlos/SP) corta cabelo para campanhao caminho que muitos pacientes têm de tri-lhar para se recuperar de um câncer, a per-da de cabelos é especialmente dolorosa,principalmente para mulheres e crianças. Aalopecia, termo técnico para a queda dos cabelos,é um dos efeitos da quimioterapia e fator que mexediretamente com a autoestima das mulheres. Paramuitas delas, poder usar uma peruca é tão importan-te quanto o tratamento quimioterápico, pois enquantoeste último cuida do aspecto físico, a peruca lida como lado emocional num momento em que elas estãoespecialmente vulneráveis.Em São Carlos (SP), Márcia Abondancia teve suaatenção voltada para esse problema quando viu o ir-mão, Luiz, durante a formatura da faculdade, cortaras longas madeixas para doá-las ao Hospital AmaralCarvalho, de Jaú (SP). Márcia passava por um mo-mento delicado, pois, por conta de uma depressãoaguda, estava afastada do trabalho e tomando me-dicação contínua. Mesmo assim, o gesto do irmão aimpressionou e decidiu montar uma campanha, coma ajuda da imprensa, de amigos e familiares, para co-letar mais cabelo e mandar para o mesmo hospital.Essa decisão mudaria o rumo de sua vida, pois,como não conseguiu enviar todo o cabelo arrecada-do para Jaú, foi aconselhada a fazer um curso paracomeçar a confeccionar perucas e doá-las direta-mente às mulheres que delas precisam e não podemcomprar – o preço de uma peruca confeccionadacom cabelos naturais pode variar entre R$ 600 e R$9.000. “Naquela época não sabia sequer pregar umbotão em uma camisa, e as pessoas já começaram achegar a minha porta em busca das perucas”, relem-bra Márcia. “Não sei nem dizer direito de onde veio ainspiração, mas foram tentativas, erros e muitas lágri-mas até que a primeira peruca ficasse pronta.”Com a ajuda de profissionais cabeleireiros, a peru-ca é ajustada e cortada de acordo com a preferênciada pessoa que recebeu a peça. Recentemente, umasenhora evangélica de Araraquara (SP), foi agracia-da. Para essa mulher em especial, a queda do cabelofoi dramática, pois, segundo Márcia, “o cabelo, paraela, era como um véu”. A peruqueira se emociona aocontar a reação da mulher: “Ela começou a chorarquando a peruca foi colocada, pois ela já havia dei-xado de ir aos cultos de sua igreja por vergonha dacalvície. Não se morre apenas de câncer; a depres-são também mata”.NFotoRegisBeautyCenterTexto: Dirlene Ribeiro Martins
  • Abril | Maio 2013 Estilo Damha | 73FAÇA O BEMMárcia diz que às vezes se sente despreparadaemocionalmente para enfrentar algumas situações, eé o apoio de amigos, dos cabeleireiros e da imprensaque lhe dá forças para manter a campanha que levao nome de “Arrecadar Cabelos”. Entre aqueles comos quais pode contar estão os profissionais da Re-gis Beauty Center, de São Carlos, que sempre doamcaixas de cabelo. Michelle Santana, cabeleireira daRegis, diz que colocaram a campanha na página doFacebook do salão e que a causa é tão bem aceitaque muitas clientes, quando chegam, já dizem quequerem doar os cabelos. “E quando aparece umacliente que quer fazer uma mudança radical, que vaicortar bastante, eu explico a campanha e ela tambémacaba doando”, conta.Para que possa ser usado em uma peruca, o cortede cabelo deve ter 12 cm, no mínimo. Qualquer ca-belo pode ser aproveitado, mesmo que tenha quími-ca, tão comum hoje em dia. E são necessárias cer-ca de três “cabeças” para fazer uma peruca. Paraatender a todas as pessoas que a procuram, Márciajá chegou a entregar seis perucas em uma semana,e em épocas de festas a demanda aumenta.Sua maior dificuldade, hoje, é um espaço para po-der trabalhar. Atualmente, Márcia usa um canto dacozinha da casa onde moram o ex-marido e as filhas.Tem procurado ajuda em vários lugares, conversouinclusive com autoridades municipais para pedir-lhesuma sala em alguma creche próxima de sua casa,já que muitas vezes ela passa a noite trabalhando.Materiais também são necessários (ver box). “Umaagulha, uma linha, já são de grande ajuda”, diz.Outro problema é a mão de obra, escassa, e Már-cia se propõe a ensinar quem estiver interessadoem ajudar. “Se quiser vir aprender a fazer e de-pois ganhar dinheiro com isso, não tem problema,mas espero que também dedique um tempo paraconfeccionar para essas pessoas que não podempagar.” Já foi convidada a fazer perucas profissio-nalmente, mas teme que com isso saia do foco prin-cipal, que é o trabalho voluntário. “Não tem dinheiroque pague ver a felicidade no rosto das mulheresquando estão com a peruca nas mãos. Se eu tenhoum pagamento, é esse.”A FELICIDADE COMO PRÊMIOFoto Arquivo PessoalMomento de experimentar e ajustar a peruca
  • 74 | Estilo Damha Abril | Maio 2013DOAÇÕES:Em dinheiro podemser feitas no Itaú, na conta:0484-37476-4/500Mais informações:(16) 9961-7636, com MárciaFAÇA O BEMMATERIAIS PARA CONFECCIONAR PERUCAEnvoltórios de celofaneFitas de filamentoLápisPedaços de papel azulPoliésterRendas de algodãoTelas em forma de cabeçaou de madeira (bloco de peruca)Márcia costura peruca para doaçãoFotoDirleneRibeiroMartinsLaços finosAlfinetesPentes gigantes comlinhas de aço afiadasHacklesAgulhasLinhas de cordone pretasTesoura
  • Abril | Maio 2013 Estilo Damha | 75PETSOL, ÁGUA EMUITA SEGURANÇAurante uma brincadeira, ao perseguir umpássaro ou inseto, ao tentar beber ou recupe-rar um brinquedo, crianças e animais podemse desequilibrar e acabar dentro da piscina.Muitas pessoas acreditam que, porque sabem nadar,cães e gatos não terão problemas se isso acontecer,mas a realidade é bastante diferente. Grande partedos animais não está preparada anatomicamente parasuperar a distância que existe entre a linha d’agua e amargem da piscina sem algum tipo de ajuda.Piscinas construídas com degraus em plataforma,desde o fundo até a borda, são as mais seguras, umavez que fornecem apoio e facilitam a saída em casode acidente. Já aquelas que contam apenas com es-cadas verticais instaladas nas laterais exigem aten-ção redobrada.DFoto DivulgaçãoNum país como o Brasil, em que o calor está presente em todasas estações, nada mais gostoso do que ter uma piscina esperandodepois de um dia de trabalho, para as crianças se divertiremou para reunir os amigos no final de semana, mas...Texto: Marília Dominicci
  • 76 | Estilo Damha Abril | Maio 2013PETA border collie Sauza demonstra como utilizar a plataformaUma solução indispensável para quem utiliza esca-das verticais em piscinas, com ou sem cerceamento,são as plataformas e rampas de salvamento.São equipamentos projetados para serem instala-dos nos degraus verticais – plataforma Save Dog – oupresos a parafusos na margem – rampa “scraper” –quando não houver usuários na água. As estruturas,submersas poucos centímetros, permitem que os ani-mais se agarrem, subam e saiam da piscina sem sofrerdanos. Já as crianças podem se segurar e utilizá-lascomo flutuadores até que o socorro chegue.“A plataforma Save Dog é um produto único, criadoe desenvolvido por veterinário, com o intuito de redu-zir o risco de afogamento de cães, gatos e outras es-pécies de animais em piscinas residenciais. Mesmoque o dono não queira ou não deixe o animal entrarna piscina, ele pode cair acidentalmente. O mesmose aplica a animais silvestres que vivam próximos àresidência”, afirma Eduarto Teixeira, de Descalvado(SP), desenvolvedor da plataforma.Foto DivulgaçãoCães e gatos que gostam de nadar,assim como a shih tzu Mel, podemaproveitar a plataforma para brincar
  • Abril | Maio 2013 Estilo Damha | 77PETÚTIL:Save Dog(19) 3583-6053www.savedog.com.brPara evitar desidratação, leve sempre água potávele um recipiente onde seu pet possa beber.Se o chão está quente demais para você, provavel-mente também está para seu cão ou gato. Leve seuanimal de estimação para passear preferencialmenteantes das 10 horas ou após as 16 horas.Sapatos para cães e gatos podem ser encontradosfacilmente à venda, mas não devem ser utilizados otempo todo para evitar doenças na pele. São umaótima opção para evitar queimaduras de asfalto naspatas, mas apenas se seu bichinho de estimação nãoficar incomodado demais em estar na moda.Existem no mercado os chamados “anjos d’agua”,para serem utilizados como proteção complementar,mas não garantem a segurança do usuário caso nãohaja alguém pronto para realizar o resgate. São com-postos por um chip sensor, a ser utilizado pelo animalou criança, e um receptor, que soará um alarme casoo sensor entre em contato com a água.Tomadas as devidas precauções para evitar afoga-mentos, outra preocupação constante devem ser asqueimaduras solares.O uso de filtro solar é imprescindível para adultos,crianças e também para animais. A exposição des-protegida ao sol pode causar queimaduras, eritema,lesões e câncer de pele no seu pet, principalmentenos casos de animais albinos, de pele clara e compelagem rala ou tosada curta. Focinho e orelhas cos-tumam ser as regiões mais atingidas.Bloqueadores solares para animais são encontra-dos, com fator de proteção UVA/UVB 30 ou superior,nos melhores pet shops.Cuidados na hora do passeio também são fun-damentais.Foto Victor GrigasCãozinho com sapatilhas para proteção nas patas
  • 78 | Estilo Damha Abril | Maio 2013ARQUITETURATons neutros e iluminação bem localizada “ampliam” o espaço e compõeum ambiente agradável para trabalhar e passar o tempo. As curvas sãomarca registrada do arquitetoUNINDOO ÚTIL AOAGRADÁVELFotoDivulgação–projetodeAquilesNícolasKílarisTexto: Marília Dominicci
  • Abril | Maio 2013 Estilo Damha | 79ARQUITETURAntre as vantagens encontradas nesta opçãode trabalho estão: liberdade, um estilo devida mais saudável, alimentação regrada ede melhor qualidade, otimização do tempo,independência e economia. Ainda assim, trabalharem casa exige disciplina. O desafio é o home officefavorecer a convivência familiar e a produtividade semser afetado pela informalidade doméstica. Encontraro equilíbrio entre o conforto da vida pessoal e as de-mandas do trabalho é, além de possível, muito saudá-vel, mas é preciso definir um local adequado para osseus negócios. O ideal é selecionar o espaço para oescritório durante o planejamento do imóvel. No casode residências já construídas, a preferência deveráser um cômodo que não interfira no funcionamento dacasa e não seja utilizado como quarto de dormir. Mui-tas vezes, um mezanino pode ser uma solução esteti-camente agradável e bastante interessante.EO home office é uma tendência em crescimento entreprofissionais e empresas de diversos setores porqueaproxima o profissional e o pessoal, otimizando otrabalho e proporcionando qualidade de vida.Toda a simplicidade do branco e do preto ganham vida comcurvas e ângulos num espaço funcional e super cleanFoto Divulgação – projeto de Aquiles Nícolas Kílaris
  • 80 | Estilo Damha Abril | Maio 2013ARQUITETURAO capricho na escolha da iluminação, um projetoque valorize a funcionalidade e o conforto, móveisselecionados não apenas para decorar, mas paraenfatizar o fator ergonômico, e atenção extra coma ventilação devem ser prioridades ao planejar umhome office, como sugere o arquiteto Aquiles NicolasKilaris: “É importante que ele seja funcional, arejado,claro e aconchegante. Não podemos deixar de lado otripé: estética, funcionalidade e bem-estar”.As cores neutras e claras são perfeitas para esse tipode ambiente, principalmente quando o espaço é redu-zido. Além de não cansarem os olhos, dão impressãode amplitude; já cores escuras podem dar um aspectode sobriedade ao ambiente. Detalhes coloridos e re-vestimentos em pedra e tons de madeira, por sua vez,alegram o local e acrescentam uma sensação de acon-chego, enquanto o uso de espelhos e de peças em vi-dro e alumínio dá um toque de charme e modernidade.Caso não seja possível manter o escritório em umlocal exclusivo para essa finalidade, é recomendávelutilizar papéis de parede, revestimentos ou tintas decor diferenciada para delimitar o espaço de trabalhoe criar a ilusão de um ambiente à parte do restantedo cômodo. Para esses casos, divisórias de vidro oumadeira e portas corrediças são ótimas opções.Enquanto a escolha de determinados móveis de-pende da atividade profissional a ser desempenha-da, alguns itens são indispensáveis a qualquer áreade trabalho, como bancadas, cadeiras, gaveteirose armários. Os móveis podem variar entre madeira,Foto Divulgação – projeto de Aquiles Nícolas Kílaris
  • Abril | Maio 2013 Estilo Damha | 81ARQUITETURAmetai­s e sintéticos, adotando formas e cores que va-lorizam o ambiente. Se a opção for pelos tons neu-tros e pastéis, plantas, quadros e tapetes devem serutilizados para levar cor ao ambiente. As bancadasdevem ser, preferencialmente, de vidro ou madeira emontadas diante de janelas, se disponíveis. Opçõesem mármore ou granito, embora visualmente atraen-tes, são muito frias e podem causar desconforto.Tapetes soltos são mais fáceis de limpar e permitema troca sem muita movimentação e desperdício detempo. Paredes e móveis em tons pastéis pedem es-tampas e cores mais vivas, para energizar o ambien-te. Quadros devem ser utilizados sempre que possí-vel, e murais de recados, além de decorativos, sãoum modo de organizar as tarefas diárias e manter aordem. Quando houver local disponível, um sofá bemlocalizado ou poltronas reservadas como espaço deleitura são sempre opções a se considerar.A escolha das cadeiras deve receber atenção redo-brada, uma vez que quase todo o conforto do traba-lho depende da qualidade deste item. Costas e cabe-ça devem ficar completamente apoiados, mantendoa boa postura. A preferência deve sempre ser paracadeiras giratórias, reclináveis, com rodinhas, apoiopara os braços e regulagem de altura.Estantes e armários têm de aproveitar ao máximo oespaço das paredes sem comprometer a iluminaçãonatural do ambiente. Compartimentos, nichos, prate-leiras e gavetas bem distribuídos são um diferencialpara a qualidade de vida e rendimento do trabalho.FotoDivulgação–projetodeFabianoHayasaki
  • 82 | Estilo Damha Abril | Maio 2013ARQUITETURAEspelhos para ampliar e texturas para determinar o espaço destinado ao home officeIluminação e ventilação são pontos críticos nos pro-jetos de home office, e sua seleção e aproveitamentodevem ser criteriosos. A iluminação incandescente é amenos recomendável para esse tipo de ambiente por-que, além de gerar maior consumo de energia, as lâm-padas aquecem o espaço e cansam a visão. A melhoropção seria a luz fria fluorescente, de cor branca, e,para a leitura, luminárias de mesa com lâmpadas PL detom levemente amarelado. Para favorecer e aproveitar ailuminação natural sugere-se o uso de persianas, maispráticas, fáceis de limpar e disponíveis em uma infini-dade de cores e materiais, oferecendo ainda um mara-vilhoso resultado estético. Saídas e entradas de ar nãodevem ser obstruídas, favorecendo o conforto térmicodo ambiente, que pode ser otimizado com a utilizaçãode equipamentos de ar-condicionado, umidificadores eaquecedores, de acordo com a necessidade.Independentemente dos materiais, revestimentos oucores selecionadas para o seu home office, tenha emmente que o objetivo principal é o conforto. Afinal, em-bora esteja no trabalho, o objetivo é que você se sintaem casa e vivencie harmonia, em todos os sentidos.FotoDivulgação–projetodeFabianoHayasaki
  • Abril | Maio 2013 Estilo Damha | 83ÚTIL:AQUILES NÍCOLAS KÍLARISArquitetoRua Comendador TorlogoDauntre, 133 - Campinas, SP(19) 3462-3674(19) 3406-7173www.arquitetoaquiles.com.brARQUITETURACharme e modernidade para decorar e aproveitar ao máximo pequenos ambientesFABIANO HAYASAKIArquitetoRua Antônio de Godoy, 4496São José do Rio Preto, SP(17) 3233-1910www.fabianohayasaki.com.brFotoDivulgação–projetodeFabianoHayasaki
  • 84 | Estilo Damha Abril | Maio 2013Varal CulturalRei Leão“Minha dica vai para os amantes detea­tro. Começo recomendando o es-petáculo Corteo, do Cirque du Soleil,com artistas que desafiam a gravidadee nos inspiram a superar nossos limites.A próxima sugestão é O Mágico de Oz,de Charles Möeller e Claudio Botelho,considerados os reis dos musicais no Brasil. Essa peçaé um clássico a que todos devem assistir. Finalmente, ORei Leão, espetáculo já encenado em 15 paí­ses e vencedor de seis Prêmios Tony, égarantia de diversão para plateias detodas as idades.”Tais MazieroArquiteta e UrbanistaCHARLES DUHIGGO PODER DO HÁBITO“Este livro, baseado no estudo de di-versos artigos acadêmicos, entrevistascom cientistas e pesquisas, traz umargumento animador: a chave paraabandonar velhos hábitos e tornar oleitor uma pessoa mais produtiva, ca-paz de criar empresas revolucionárias,educar bem os filhos e ter sucesso emqualquer aspecto da vida.”Andreia BarbonGerente de ProjetosTHEATRE OF TRAGEDYAEGIS“Minha dica de música é o CD Aegis,da banda norueguesa Theatre of Tra-gedy, que faz um mix de heavy metalcom o lírico, com suas guitarras pesa-das e acordes característicos. Além disso, a vocalista LivCristine é considerada uma das mais belas vozes da músi-ca. Com suas letras poéticas e som marcante, Aegis é o 3º,e melhor, álbum da banda. Recomendo, emespecial, a faixa “Venus”, ideal para se ou-vir em qualquer lugar no volume máximo.”Roberto MassuciAnalista de ProjetosLER, VER e OUVIRDicas de quem faz parte do dia a dia da Damha.FotoCatherineAshmoreO terceiro filme da saga Homem deFerro ganha uma abordagem diferentedos dois primeiros filmes da série. Nahistória, Tony Stark tem sua vida pes-soal destruída e embarca em uma an-gustiante busca para encontrar os res-ponsáveis. Sem saída, Stark é deixadopara sobreviver por conta própria, con-fiando em seus instintos para protegeraqueles mais próximos a ele. Enquantobusca o caminho de volta, ele descobrea resposta para a pergunta que secre-tamente o atormentava: o homem faz aarmadura ou a armadura faz o homem?Elenco: Robert Downey Jr., Ben Kings-ley, Don Cheadle, Samuel L. Jackson,Gwyneth Paltrow, Jon Favrea­u, Guy Pe-arce e Rebecca HallHOMEM DEFERRO 3(ação)FotoDivulgação
  • Abril | Maio 2013 Estilo Damha | 85ROYAL OPERA HOUSEE THE METROPOLITAN HOUSEAO VIVO NOS CINEMASVaral CulturalMais uma vez, o Cinemark e a UCI trazem a belezada ópera para as salas de cinema de todo o país.Trata-se de espetáculos da Royal Opera House e daThe Metropolitan Opera, legendados em português eapresentados na íntegra, ao vivo, para os amantesda arte. Durante a temporada 2012/2013, já foramexibidas obras magníficas como “Alice no País dasMaravilhas”, “Carmen” e “Os Troianos”. Uma belíssi-ma iniciativa para aqueles que sonham em assistir agrandes produções. As atrações de abril e maio noCinemark são, respectivamente, a ópera “Fausto”, deCharles-François Gounod, e o ballet “La Fille Mal Gar-dée”, com coreografia de Frederick Ashton. Em abril,o UCI exibe a ópera “Giulio Cesare”, de Handel.FotoDivulgaçãoFoto Catherine AshmoreUM FINAL DE SEMANAEM HYDE PARK(Comédia)Chega às telas Um Final de Semana em Hyde Park. A história tratado relacionamento amoroso entre o presidente dos EUA, Franklin De-lano Roosevelt, e sua prima distante Margaret Stuckley, que aconteceem um final de semana de 1939, justamente quando o rei e a rainha daGrã-Bretanha visitam o país pela primeira vez na história, em missãooficial para pedir apoio contra as forças nazistas na iminente SegundaGuerra Mundial. No elenco estão: Bill Murray (indicado ao Globo deOuro pelo papel), Laura Linney e Olivia Williams, entre outros.Zezé é um garoto de 8 anos que, apesar de levado, tem um bomcoração. Sua vida é bem modesta, pelo fato de seu pai estar de-sempregado há bastante tempo, e ele tem o costume de engatarlongas conversas com um pé de laranja lima que fica no quintalde sua casa. Até que, um dia, conhece Portuga, um senhor quepassa a ajudá-lo e logo se torna seu melhor amigo. No elenco es-tão: João Guilherme Ávila, José de Abreu e Caco Ciocler.MEU PÉ DELARANJA LIMA(drama)FotoDivulgação
  • 86 | Estilo Damha Abril | Maio 2013Varal CulturalFotoDivulgaçãoA Espada na Pedra é o primeiro e mais famoso livro da saga dorei Arthur. Nesta obra, T. H. White apresenta a educação do meninoWart, que, ainda bebê, é entregue a Sir Ector, o tutor que o criarácomo um filho. Wart será guiado e ensinado pelo famoso mago Mer-lin, um dos personagens mais importantes e encantadores da obra,que o colocará em várias aventuras, transformando-o em animaise fazendo-o encontrar famosos personagens, como Robin Wood,o fora-da-lei, com quem enfrentará a rainha Morgana. A série deuorigem a todas as séries de literatura fantástica. O autor é precursordo gênero no mundo. Muitos outros autores, como George Martin eJ. K. Rowling, inspiraram-se em suas obras. Editora Hamelin.A ESPADA NA PEDRA:O ÚNICO E ETERNO REIvolume 1 – T. H. WHITEO ENIGMA DABORBOLETAKATE ELLISONO livro de estreia de Kate Ellison é um suspense brilhante so-bre uma garota cujo transtorno obsessivo-compulsivo a conduz porum caminho perigoso de segredos, mistério e assassinato, em quecada pista descoberta pode ser a última. Lo estava no lugar errado,mas na hora certa. Sua mania de vagar pelos bairros afastados deCleveland a colocou na cena de um crime. Ela ouviu disparos e osnoticiários confirmaram: uma garota chamada Shappire foi assassi-nada em sua casa, a tiros, e não havia suspeitos. Mas Lo tinha umtalismã, a borboleta de Shappire. Editora LeYa.A AUTO-ESTRADASTEPHEN KINGA Auto-estrada é um suspense psicológico que alia a marca consagra-da de Stephen King ao ponto de vista muito particular de seu alter ego,Richard Bachman. Publicado originalmente em 1981, aborda a transito-riedade da existência humana como causa do grande fracasso de umasociedade em amadurecimento. “O livro foi um esforço para dar sentidoà dolorosa morte da minha mãe, que faleceu um ano antes da publica-ção, vítima de um prolongado câncer. A doença a levou, embora tirandodela cada pedaço, e eu fui deixado em aflição e sofrimento, balançadopela aparente falta de sentido em todas as coisas. A Auto-estrada é umlivro que tenta profundamente parecer bom e encontrar algumas respos-tas para os mistérios que envolvem a dor nos seres humanos”, explicaKing. Editora Ponto de Leitura.FotoDivulgaçãoFotoDivulgação
  • Abril | Maio 2013 Estilo Damha | 87ACONTECEU
  • 88 | Estilo Damha Abril | Maio 2013ACONTECEUCONFRATERNIZAÇÃODOS PROPRIETÁRIOS DORESIDENCIAL DAMHA SERGIPEm 16 e 17 de março, a Damha Urbanizadora re-cebeu os proprietários do Residencial DamhaSergipe para um evento de confraternização noestande dentro do empreendimento. Além deproporcionar a interação entre os futuros moradores, foipossível acompanhar o andamento das obras no local.EFuturos moradores observam a belamaquete do empreendimentoResidencial conta com mais de 1 km de praia exclusivaFotosFilippeAraújoO evento contou com a presençade muitos proprietários
  • Abril | Maio 2013 Estilo Damha | 89INAUGURADO O CENTRODE CONVÍVIO SOCIAL DODAMHA III PRESIDENTE PRUDENTECentro de Convivência Social do Damha III Presidente Pru-dente conta com academia, piscina e sala de jantar, o quedeixa claro a preocupação da Damha Urbanizadora com aqualidade de seus empreendimentos. Inteiramente mobilia-do com móveis Saccaro, é um projeto tão agradável que a fabricantedecidiu fotografá-lo para ilustrar a próxima edição de sua revista.OProjeto mobiliado por uma das mais exclusivas fabricantes de móveis do BrasilConforto e requinte com vista para a piscinaAcademia completaFotos DivulgaçãoACONTECEUQue tal um almoço com a família?Design moderno e a mais alta qualidadena decoração
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