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36anormalidades musculoesqueléticas, preparando crianças e adolescentes paracuidar da sua própria saúde e bem estar. (MOUR...
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38e em membros superiores, além de causar deficiências circulatórias nos membrosinferiores. Para este autor, as cadeiras c...
39      Art. 3º O material que exceder o peso máximo permitido deverá ficarguardado em armários fechados individuais ou co...
40                                  CAPÍTULO IIIOBJETIVOS DA EDUCAÇÃO FÍSICA E METODOLOGIA A SER ADOTADA PARA             ...
413OBJETIVOS DA EDUCAÇÃO FÍSICA3.1 Objetivos Gerais De Educação Física No Ensino Fundamental       De acordo com os Parâme...
42      • reconhecer condições de trabalho que comprometam os processos decrescimento e desenvolvimento, não as aceitando ...
43      - Reconhecer na convivência e nas práticas, maneiras eficazes decrescimento coletivo, dialogando, refletindo e ado...
44      Em relação no que se dizem respeito ao Ensino Médio, os ParâmetrosCurriculares Nacionais nos afirmam que:         ...
45    um pratíssimo que nos remeta a velhas receitas ou regras imutáveis geradas    fora da escola.    3.3.1 Definições   ...
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47      Para a Pesagem das mochilas:Pode ser utilizada uma balança comum, de preferência que esteja adequadamentecalibrad...
483.4.3 Tratamento estatístico:      Após coletas dos dados, pode ser feita uma análise pela estatísticaparamétrica, anali...
49                             CONSIDERAÇÕES FINAIS       Hábitos posturais incorretos adotados na infância podem ser no f...
50                         REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASBACK, Cristina Mari Zanella; LIMA, Inês Alessandra Xavier. FISIOTERAP...
51NATOUR, Jamil.(Org). Coluna Vertebral: conhecimentos básicos. 2. Ed. SãoPaulo: ETCeterea, 2004.GIL, Antonio Carlos. Como...
52Educação Física) . Programa de Pós-Graduação em Ciência do Movimento Humano.UFSM, Santa Maria.MOURA, Bruna Morais de; FO...
53<http://www.scielosp.org/scielo.php?pid=S1415-790X2006000100011&script=sci_abstract&tlng=pt>. Acesso em: 12 mai. 2011.SA...
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Desvio postural e peso das mochilas de alunos do ensino fundamental

  1. 1. 0 CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO – NÍVEL ESPECIALIZAÇÃO – “Lato – Sensu” AÇÃO INTERDISCIPLINAR NO PROCESSO ENSINO/APRENDIZAGEM EM EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR DESVIO POSTURAL E PESO DAS MOCHILAS DE ALUNOS DO ENSINO FUNDAMENTALDAIANA PAULA DE ÁVILACONCORDIA-SC2012
  2. 2. 1 DAIANA PAULA DE ÁVILADESVIO POSTURAL E PESO DAS MOCHILAS DE ALUNOS DO ENSINO FUNDAMENTAL Monografia do Curso de Pós- Graduação apresentada as Faculdades Dom Bosco como parte dos requisitos para a obtenção do Título de Especialista na Ação Interdisciplinar no Processo Ensino- Aprendizagem em Educação Física Escolar. Orientador: Prof. Msc João Bet CONCORDIA-SC 2012
  3. 3. 2 DAIANA PAULA DE ÁVILA DESVIO POSTURAL E PESO DAS MOCHILAS DE ALUNOS DO ENSINO FUNDAMENTAL Monografia apresentada as Faculdades Dom Bosco e julgada adequada como parte dos requisitos para obtenção do título de especialização na Ação Interdisciplinar no Processo Ensino-Aprendizagem em Educação Física Escolar. Orientador: Prof. Msc João Bet.CONCÓRDIA-SC _____/________2012. NOTA:___ ________________ Orientador _______________________ Orientador do Curso CONCORDIA-SC 2012
  4. 4. 3 Dedicatória Dedico esta conquista aos meus pais Luiz e Rosani, a minha irmã Luana etodos que contribuíram de uma forma ou de outra para que mais esta etapa daminha formação pudesse ser concluída.
  5. 5. 4 Agradecimentos Agradeço em primeiro lugar aos meus pais por terem me dado a oportunidadede ser alguém de paz e bem no mundo, sempre dando carinho e educação, e emnenhum momento deixaram de me incentivar aos estudos. Agradeço ao professor João Bet pela dedicação e tolerância à orientaçãodeste trabalho, e também aos demais professores pelo conhecimento repassado eadquirido ao longo deste tempo. Agradeço aos amigos que me apoiaram e ajudaram sempre que possível, emespecial Luan, Jéssika, Lucas, Carla e Matheus.
  6. 6. 5“Só lutamos por aquilo que amamos, sóamamos aquilo que respeitamos, sórespeitamos aquilo que conhecemos.” (Adolf Hitler)
  7. 7. 6 DESVIO POSTURAL E PESO DAS MOCHILAS DE ALUNOS DO ENSINO FUNDAMENTAL Daiana Paula de Ávila1RESUMOA adolescência caracteriza-se por ser uma fase em que ocorre alteraçõessignificativas, repentinas e desordenadas, favorecendo o aparecimento ouacentuação dos desvios posturais, e hábitos corretos na infância são importantespara evitar sobrecargas normais em ossos em crescimento. E as posturasassumidas durante a fase escolar tornam-se permanentes durante a vida toda. Afunção primária da coluna vertebral é dotar o corpo de rigidez longitudinal,permitindo movimento entre suas partes. Secundariamente, constitui uma base firmepara sustentação de estruturas anatômicas contíguas, como costelas e músculosabdominais, permitindo a manutenção de cavidades corporais com forma e tamanhorelativamente constantes. Entre 7 e 12 anos, a postura da criança sofre grandetransformação na busca do equilíbrio compatível com as novas proporções do seucorpo. A escola e a família têm grande importância na construção e consolidação deconhecimento, capazes de atuar na prevenção de doenças, bem como emanormalidades músculo esqueléticas, preparando crianças e adolescentes paracuidar da sua própria saúde e bem estar. Um dos agravantes a incidências dedesvio postural é o peso das mochilas. O peso carregado é por muitas vezes maiordo que o indicado. sentido é importante que se detecte problemas para uma possívelsolução. Para tal existem profissionais e avaliações que podem ser realizadasperiodicamente nas escolas. Tendo este resultado, os profissionais de Educaçãofísica atuantes em escolas terão condições de incluir em seu planejamento ações epraticas para prevenir ou auxiliar no tratamento de tais doenças.Palavras-Chave: desvio, postura, Educação Física, mochilas.1 Acadêmica das Faculdades Dom Bosco do Curso de Pós-Graduação, Especialização “Lato – Sensu”em Ação Interdisciplinar no Processo Ensino/Aprendizagem.
  8. 8. 7 POSTURAL BIAS AND WEIGHT OF BACKPACKS FOR ELEMENTARY SCHOOL STUDENTS Daiana Paula de Ávila2ABSTRACTAdolescence is characterized by a phase in which significant changes occur, suddenand disorderly, favoring the emergence or intensification of postural deviations, andcorrect habits in childhood are important to prevent overloads in normal bone growth.And the positions taken during the school become permanent throughout life. Theprimary function of the spinal column is to provide longitudinal stiffness of the bodyallowing movement between the parts. Secondly, is a firm basis to support adjacentanatomical structures such as ribs and abdominal muscles, allowing the maintenanceof body cavities with relatively constant shape and size. Between 7 and 12 years, thechilds posture undergoes major transformation in search of equilibrium compatiblewith the new proportions of your body. The school and the family are of greatimportance in the construction and consolidation of knowledge, able to act in theprevention of diseases and abnormalities in skeletal muscle, preparing children fortheir own health care and wellness. One of aggravating the incidence of posturaldeviation is the weight of the backpacks. The load weight is many times greater thanthat indicated. sense it is important to detect a possible solution to problems. For thisthere are professionals and assessments can be conducted periodically in schools.Having this result, the physical education professionals working in schools will beable to include in their planning actions and practices to prevent or help treat suchdiseases.Key-words: deviation, posture, Physical Education, backpacks2 Academic of Faculdade Dom Bosco in the Course of Masters Degree, Broad Specialization " –LatuSensu " inaction Interdisciplinary in the Process Teach Learning.
  9. 9. 8 SUMÁRIOINTRODUÇÃO ............................................................................................................ 9CAPÍTULO I .............................................................................................................. 12CONTEXTOS DA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR ................................................. 12 1 CONTEXTOS DA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR ............................................ 13 1.1 Retrospectiva Histórica .................................................................................... 13 1.2 A Educação Física No Brasil ........................................................................... 17 1.3 A Atividade Física ou Prática Esportiva ........................................................... 17CAPÍTULO II ............................................................................................................. 20CONCEITOS E CONCEPÇÕES DO DESVIO POSTURAL ...................................... 20 2 CONCEITOS E CONCEPÇÕES DO DESVIO POSTURAL................................ 21 2.1 A Coluna Vertebral .......................................................................................... 21 2.1.1 Regiões da Coluna Vertebral ........................................................................ 22 2.1.2 Vértebras ...................................................................................................... 23 2.1.3 Inervação da Coluna Vertebral ..................................................................... 26 2.1.4 Biomecênica da Coluna Vertebral ................................................................ 26 2.1.5 Movimentos da Coluna Vertebral .................................................................. 27 2.2 Postura ............................................................................................................ 28 2.2.1 Postura e ambiente escolar .......................................................................... 29 2.3 Desvios Posturais ............................................................................................ 31 2.3.1 Escoliose, Cifose e Lordose ......................................................................... 32 2.3.2 Prevenção para desvios ............................................................................... 34 2.3.3 O professor de Educação Física na prevenção dos desvios posturais ......... 35 2.4 Dores Na Coluna ............................................................................................. 37 2.6 Ergonomia ....................................................................................................... 37 2.7 Peso Da Mochila .............................................................................................. 38CAPÍTULO III ............................................................................................................ 40 3 OBJETIVOS DA EDUCAÇÃO FÍSICA ................................................................ 41 3.1 Objetivos Gerais De Educação Física No Ensino Fundamental ...................... 41 3.2 Competências e habilidades a serem desenvolvidas no Ensino Médio em Educação Física de acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais: ............. 42 3.3 Proposta Curricular de Santa Catarina ............................................................ 44 3.4 Metodologia A Ser Adotada Para Avaliar Os Desvios Posturais ..................... 46 3.4.1 Etapas da aplicação da metodologia ............................................................ 46 Primeira etapa – devem ser convidados os alunos que se dispuserem a avaliação para participarem da amostra; ............................................................................... 46 Segunda etapa – deverá ser feita a coleta dos dados, avaliação postural e pesagem da mochila. ............................................................................................. 46 3.4.2 Instrumentos de coleta.................................................................................. 46 3.4.3 Tratamento estatístico: ................................................................................. 48CONSIDERAÇÕES FINAIS ...................................................................................... 49REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ......................................................................... 50
  10. 10. 9 INTRODUÇÃO A posição ereta bípede do homem resultou da evolução da espécie emmilhões de anos de seleção natural, segundo a concepção darwiniana, pela qual asespécies que apresentam variações favoráveis são preservadas e as queapresentam mudanças desfavoráveis tendem a ser destruídas. (KNOPLICH, 1989). As mudanças nos hábitos de vida do homem moderno, facilitadas peloavanço tecnológico, e a informatização globalizada, acabaram por predispor osindivíduos a problemas de coluna vertebral, já que a grande maioria passa muitotempo em uma mesma postura e de forma inativa (POLITANO, 2006). Estas mudanças de hábitos fazem parte também do cotidiano da criança e doadolescente que permanecem sentados por muitas horas na escola e nas atividadesde lazer típicas dos dias atuais – tais como uso de vídeo-games ou computadores, ecom certeza em uma postura inadequada. Gracioli e Gatti (2005), afirmam que no período escolar, as chances de sedesenvolverem alterações posturais são maiores, principalmente para os que eestão ingressando na 5ª série / 5º ano do ensino fundamental, devido as mudançasque estão acontecendo no desenvolvimento do corpo e a grande quantidade demateriais escolares que devem transportar para a escola. A forma como as crianças vivem, com excesso de tempo sentados (na escola,em casa e em outros cursos) podem contribuir para ampliar os desvios posturais.(GRACIOLI; GATTI, 2005).
  11. 11. 10 Os desvios de postura surgem cada vez mais cedo devido a má posturaadotada pelas crianças, quando na utilização de vídeo-games, TV, e inclusive doinadequado mobiliário escolar. As políticas públicas deveriam dar mais atenção a este fato, na maioria dasvezes os desvios tendem a piorar. É necessária uma avaliação ergonométrica paraum móvel adequado e juntamente com orientações sobre a postura adequada,buscar a prevenção de desvios (SCHMIT et al, 2009). Agravando estes fatores observa-se mochilas escolares excessivamentepesadas, situações potenciais que podem desencadear alterações na posturacorporal, fazendo surgir inúmeras alterações na coluna vertebral, comprometendo ascondições de saúde das crianças e dos adolescentes na fase escolar (BIAVA; LIMA,2009). Neste sentido é importante que se detecte problemas para uma possívelsolução. Para tal existem profissionais e avaliações que podem ser realizadasperiodicamente nas escolas. Tendo este resultado, os profissionais de Educaçãofísica atuantes em escolas terão condições de incluir em seu planejamento ações epraticas para prevenir ou auxiliar no tratamento de tais doenças. Em relação ao desvio postural como problema de saúde, Santos (2007)esclarece que é evidente que grande parte da população mundial sofre com doresnas costas devido a problemas posturais, muitos deles adquiridos na escola, pois afase escolar é de grande importância na formação da criança, mas também pode vira comprometer sua saúde, por exemplo, ao passar muito tempo sentado em posiçãoinadequada, poderá vir a desenvolver distúrbios posturais futuros. A detecçãoprecoce e prevenção desses problemas, juntamente com a orientação quanto à
  12. 12. 11postura correta e a melhor forma de se exercitar são indispensáveis, já que devido aboa flexibilidade a criança geralmente não apresenta dores. Em estudo feito por Mioranza (2007), em relação à quantidade de materialescolar conduzido, observaram que a grande maioria dos alunos (48%) conduziauma quantidade de material de 4,1 a 6 Kg e 33% dos alunos de 2,4 a 4,0 Kg eapenas 19% conduziam a quantidade inferior a 2,3 Kg, passando aos 10% o pesodas mochilas o que poderá trazer grandes prejuízos à coluna vertebral. Num estudo com escolares, Pinto e Lópes (2001), verificaram que dentre os205 alunos avaliados, 58,6% de desvios no dorso lombar. Em outro estudo realizado por Martelli e Traebert (2004), com uma amostrade 344 alunos, constatou-se que a prevalência de alterações posturais de colunaentre os escolares de Tangará, SC, foi de 28,2%. Os indivíduos mais baixos e commenor peso corporal apresentaram mais alterações posturais em relação aos seuscolegas mais altos e com maior peso corporal. Rego e Scartoni (2007) realizaram um estudo onde os resultados apontam aprevalência de dorsalgia na região da coluna vertebral e média de permanência naposição sentada de +/- 2h/dia, bem como o hábito de conduzir mochilas com pesoexcessivo. As alterações posturais de maior evidência detectadas foram à escoliosee o desnivelamento de espinha ilíaca anterior superior em 51% dos alunos. Contriet al apud Barbosa (2010), em estudo realizado, com escolares do 2º ao5º ano do Ensino Fundamental, destaca que eles são mantidos em sala de aula emposições incômodas e inadequadas por longos períodos durante o dia, de semanas,meses e anos, ficando suscetíveis a desenvolver padrões posturais não saudáveis.
  13. 13. 12 CAPÍTULO ICONTEXTOS DA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR A Educação Física enquanto componente curricular da Educação básica deve assumir então outra tarefa: introduzir e integrar o aluno na cultura corporal de movimento, formando o cidadão que vai produzi-la e transformá- la, instrumentalizando-o para usufruir do jogo, do esporte, das atividades rítmicas e dança, das ginásticas e práticas de aptidão física, em benefício da qualidade da vida (BETTI, 2002, p.75).
  14. 14. 131CONTEXTOS DA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR1.1 Retrospectiva Histórica Os povos primitivos tinham movimentos naturais para sua sobrevivência. Aexercitação intensa e os movimentos corporais diversos eram necessários para quepudessem exercer atividades como pescar, fugir de animais ferozes, caçar. Essetipo de movimento é a principal característica de atividade física praticada por eles. Por ser um povo nômade e ter habilidades essenciais à sua sobrevivência,os movimentos que executavam davam a eles força e vigor físico. Quandocomeçaram a viver de maneira sedentária, se fez necessário que dominassemtécnicas elementares de agricultura e domesticação de animais, o que foiimprescindível à nova forma de organização social. Quando o povo se tornou sedentário, alguns grupos já estabelecidospassaram a levar uma vida mais sedentária, começaram a perder os embates paraas hordas nômades possuidoras de maior resistência física. Quando os grupos sedentários perderam diversos embates, perceberam queprecisavam fazer algum tipo de atividade física organizada e constante, onde oobjetivo era se preparar para possíveis ataques futuros, e desse modo ostreinamentos passaram a ter finalidades específicas. Pode-se entender então quenesta época a Educação Física foi estabelecida como preparação para confrontos,tendo caráter militar e guerreiro. A efebia ateniense, que nasceu com a finalidade de preparar para a guerra,torna-se escola também intelectual; o ginásio, destinado aos exercícios físicos aserem praticados nus, torna-se também lugar de exercitações culturais, para os
  15. 15. 14filósofos. Os dois tipos de competição, as do corpo e as da mente andam juntas. Emseguida, paulatinamente, apesar de um período de euforia da ginástica entre osséculos II e III d. C., as exercitações intelectuais terão a prevalência e a antigaunidade entre físico e intelectual estará definitivamente perdida. (MANACORDA,2001, p. 69). A Educação Física sempre esteve presente na vida da grande maioria daspessoas, de um modo geral o movimento corporal por elas realizado. Porém hámuita discordância sobre Educação Física e Esporte. Oliveira (2004, p. 51) nosafirma que: Afinal, o que é Educação Física? O que não se discute é o seu compromisso em estudar o homem em movimento. O que também se aceita é a ginástica, o jogo, o esporte e a dança como instrumentos para cumprir os seus objetivos. Talvez o que esteja faltando seja a elaboração consciente e adequada desses objetivos. E mais, como desenvolver essas atividades. Não se discute, também, - independente do ângulo do observador, que a Educação Física existe em função do homem, enquanto ser individual e social. Nessa medida, é cultura no seu sentido mais amplo, fertilizando o campo de manifestações individuais e coletivas. É transmissora de cultura, mas pode ser acima de tudo, transformadora de cultura. Incorpora conhecimentos da Medicina, mas ninguém será capaz de considerar o professor de Educação Física como aquele que cura. No Brasil a história da Educação Física esteve ligada à política educacional,sendo que ao longo de sua história, contou com a contribuição de setoresdiferenciados da sociedade como os imigrantes e militares, em diferentes momentose partes do país, que com suas ações proporcionaram lazer, formação corporal edisciplina, utilizando jogos, exercícios físicos, recreações e competições. Compreendendo a historia da Educação Física, Souza Junior (2005)assegura que ela configura-se historicamente em quatro grandes momentos: oprimeiro caracterizado, por uma História dos ideários Pedagógicos, tendo como
  16. 16. 15grande proeminente Fernando de Azevedo (1960) e a obra “educação física: o que éo que tem sido e o que deveria ser”. O segundo momento configurado como História Oficial e episódica, tem emMarinho (1943), seu grande representante, com duas importantes obras:Contribuição para a história da Educação Física no Brasil (1943) e História Geral daEducação Física (1980). Essa história da educação Física faz estudos de longosperíodos a partir de documentos oficiais e coletados principalmente em um únicolocal: os arquivos da Biblioteca Nacional. No terceiro momento, a educação física se fundamenta na concepção deHistória Marxista, tendo como autor e como obra de maior destaque,respectivamente, Lino Castellani Filho, com o trabalho Educação Física no Brasil: Ahistória que não se conta (1988). Essa historiografia da Educação Física procurareescrever a história, a partir, principalmente, da identificação das relaçõessocioeconômicas, objetivando opor-se a uma narrativa que apenas descreve eagrupa os acontecimentos, procurando interpretar os fatos diante de um movimentode resistência da valorização da disciplina Educação Física nos currículos escolaresda época. Segundo Ferreira Neto (1995) “A história nessa perspectiva acontece e éescrita como expressão das relações sociais que, por sua vez, são consideradasreflexo do modo de produção da história da Educação e da Educação Física noBrasil” (1995, p. 26). Sousa Júnior (2005) destaca o quarto momento no qual os trabalhos sevoltam para uma perspectiva da Nova História, reconhecendo que toda atividadehumana tem história. Escrever sobre História, seja de um determinado tema, objeto,
  17. 17. 16tempo ou mesmo a partir de determinadas fontes, implica sempre um recorteintencional, principalmente em função da delimitação de um problema. Para Marinho (1980, p.17), a História é “o conhecimento do passado” quetem como objeto o “fato histórico” – compreendido como todo fato humano quepossa ser entendido numa relação de causa e efeito e repercuta na sociedade. Parao referido autor, o “método” consiste na ordenação e seriação dos dados de acordocom as leis estabelecidas a partir de uma cadeia causal. Considera ainda a Históriacomo “ciência moral”. Quanto às suas relações com a Educação Física, afirma que“a história da Educação Física traduziu o estudo dos principais sucessosrelacionados aos exercícios físicos, considerados no tempo e no espaço”. No quediz respeito à sua utilidade, o autor afirma: [...] uma consciência de si mesmo. De sua força, de sua originalidade, e, por isso é uma verdadeira memória coletiva, nos ensina o respeito pelo passado e nos fornece um poderoso estimulante para o futuro, trazendo com isso uma intenção ou contribuição de caráter nitidamente moral (MARINHO, 1980, p.17). Segundo Pagni (1995), a história da Educação Física vem se consolidandonos últimos anos como uma disciplina e como um dos possíveis campos depesquisa, assim como vem sendo objeto de debates. Diante do crescente interesseque a História da Educação Física vem suscitando, faz-se oportuno uma reflexãosobre a sua construção dentro do contexto social, como disciplina curricular e sobresua produção acadêmica. Pagni (1995) afirma que mais do que relatar e mapear as publicações sobre aHistória da Educação Física, é necessário problematizá-las diante de algumasquestões que afligem a atividade de pesquisa do historiador e a discussãohistoriográfica em geral.
  18. 18. 171.2 A Educação Física No Brasil A educação física no Brasil passou por diversos períodos que, por sua vez,possuíam inúmeras concepções relacionadas à função da própria educação física,da necessidade de evolução da formação do professor, bem como da maneira detrabalhar e ver a disciplina no contexto escolar. O desenvolvimento moral e ético, a inclusão social de crianças e jovensmarginalizados pelas barreiras sociais, culturais, religiosas, étnicas, deficiência ououtras discriminações podem ser proporcionados quando estes têm o acesso e aparticipação na Educação Física e no esporte. (JOSÉ LUIS DALLA COSTA, PORTOALEGRE 2008). No Brasil segundo a LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação), artigo 26, § 3º, a Educação Física, integrada à proposta pedagógica da escola, écomponente curricular obrigatório da educação básica, sendo sua prática facultativaao aluno maior de 30 anos, que tenha prole, que trabalhe mais de seis horas diárias,entre outras isenções. Assim sendo, em razão deste amparo legal, as atividadesnecessitam ser prazerosas a fim de efetivarmos a participação nas mesmas pelonosso público.1.3 A Atividade Física ou Prática Esportiva De acordo com TUBINO (1992), a atividade física ou prática esportiva é umdireito de todos. Atualmente, as dimensões sociais do esporte abrangem trêsformas de manifestação:
  19. 19. 18 Esporte-educação: vinculada a três áreas de atuação pedagógica:integração social, desenvolvimento psicomotor e atividades físicas educativas e temcomo referência cinco princípios educativos: participação, cooperação, educação,integração e a responsabilidade; O Esporte-participação apoia-se no lazer, no prazer lúdico e propicia aintegração social. Conhecido também como esporte popular ocorre em espaçoscom o comprometimento de favorecer apenas o prazer, a descontração e odivertimento para aqueles que o praticam; O Esporte-rendimento ou esporte-performance é pautado pelas regrasespecíficas de cada modalidade esportiva que dependem das confederaçõesnacionais e internacionais. O Ministério da Educação e do Desporto, através da Secretaria de EnsinoFundamental, inspirado no modelo educacional espanhol, mobilizou a partir de 1994um grupo de pesquisadores e professores no sentido de elaborar os ParâmetrosCurriculares Nacionais (Picuns). Em 1997, foram lançados os documentos referentesaos 1o e 2o ciclos (1ªa 4ª séries do Ensino Fundamental) e no ano de 1998 osrelativos aos 3o e 4o ciclos (5ªa 8ª séries), incluindo um documento específico paraa área da Educação Física (Brasil, 1998a). O CREF7 (2006, p.13), define Educação Física e alguns tópicos: O conjunto das atividades físicas e desportivas; A profissão constituída pelo conjunto dos graduados e demaishabilitados no Sistema CONFEF/CREF, que ministram atividades físicas e/oudesportivas;
  20. 20. 19 O comportamento curricular obrigatório em todos os níveis emodalidades do ensino básico; Área de estudo e/ou disciplina no ensino superior; O corpo de conhecimento, entendido como o conjunto de conceitos,teorias e procedimentos empregados para elucidar problemas teóricos e práticos,relacionados à esfera profissional e ao empreendimento científico, na áreaespecífica das atividades físicas, desportivo.
  21. 21. 20 CAPÍTULO IICONCEITOS E CONCEPÇÕES DO DESVIO POSTURAL [...] uma consciência de si mesmo. De sua força, de sua originalidade, e, por isso é uma verdadeira memória coletiva, nos ensina o respeito pelo passado e nos fornece um poderoso estimulante para o futuro, trazendo com isso uma intenção ou contribuição de caráter nitidamente moral (MARINHO, 1980, p.17).
  22. 22. 212CONCEITOS E CONCEPÇÕES DO DESVIO POSTURAL2.1 A Coluna Vertebral A coluna vertebral é uma série de ossos individuais – as vértebras – que aoserem articulados constituem o eixo central esquelético do corpo. A coluna vertebralé flexível porque as vértebras são móveis, mas a sua estabilidade dependeprincipalmente dos músculos e ligamentos. Embora seja uma entidade puramenteesquelética, do ponto de vista prático, quando nos referimos à “coluna vertebral”, naverdade estamos também nos referindo ao seu conteúdo e aos seus anexos, quesão os músculos, nervos e vasos com ela relacionados. Seu comprimento é deaproximadamente dois quintos da altura total do corpo. É constituída de 24 vértebrasmóveis pré-sacrais (7 cervicais, 12 torácicas e 5 lombares). As cinco vértebrasimediatamente abaixo das lombares estão fundidas no adulto para formar o sacro.As quatro vértebras mais inferiores também se fundem para formar o cóccix. Asvértebras tornam-se progressivamente maiores na direção inferior até o sacro,tornando-se a partir daí sucessivamente menores. (VASCONCELOS, 2004). A coluna vertebral possui funções de suporte, proteção e locomoção. A regiãocervical é muito móvel, enquanto a lombar é apenas suficientemente móvel,concentrando a maioria dos movimentos entre a quinta e vértebra lombar e aprimeira vértebra sacra. A região torácica, por outro lado, é menos móvel porque ascostelas estão conectadas ás suas vértebras correspondentes. As regiões maismóveis da coluna geralmente dão origem a mais problemas. (PETERSON;RENSTRÖM, 2002 p. 207).
  23. 23. 22 O movimento da coluna vertebral tem lugar graças à ação coordenada dosistema neuromuscular agonista que o produz e do agonista que o controla. O graude mobilidade é diferente segundo os distintos níveis de cada zona. Esta mobilidadetem lugar graças à ação coordenada de vários segmentos que na região dorsalestará limitada pela caixa torácica e em todo o tronco aumentada pela ação dovascolejamento pélvico. (PERICÉ; RIAMBAU; PALOMA, 1989).2.1.1 Regiões da Coluna Vertebral A coluna vertebral do adulto apresenta quatro curvaturas sagitais: cervical,torácica, lombar e sacral. As curvaturas torácica e sacral, convexas posteriormente,são denominadas primárias porque apresentam a mesma direção da colunavertebral fetal e decorrem da diferença de altura entre as partes anteriores eposteriores dos corpos vertebrais. As curvaturas cervical e lombar, côncavasposteriormente, formam-se após o nascimento e decorrem da diferença deespessura entre as partes anteriores e posteriores dos discos intervertebrais.(VASCONCELOS, 2004). Sendo assim, Vasconcelos (2004), define: I. Cervical: constitui o esqueleto axial do pescoço e suporte da cabeça. 2. Torácica: suporta a cavidade torácica. 3. Lombar: suporta a cavidade abdominal e permite mobilidade entre a partetorácica do tronco e a pelve. 4. Sacral: une a coluna vertebral à cintura pélvica.
  24. 24. 23 5. Coccigea: é uma estrutura rudimentar em humanos, mas possui função nosuporte do assoalho pélvico.2.1.2 Vértebras De acordo com Verderi (2008), todas as vértebras apresentam uma estruturabásica comum: um corpo e um arco, que limita o forame vertebral. Este, em virtudeda superposição das vértebras constitui o canal vertebral pelo qual passa a medulaespinhal. Vasconcelos (2004), afirma que apesar de as características anatômicasvertebrais poderem apresentar variações regionais na coluna vertebral, as vértebraspossuem morfologia básica monótona. Uma vértebra típica é constituída de umcorpo, um arco e processos vertebrais. Vasconcelos (2004), falando das partes da vértebra, destaca a típica: o Corpoe o Arco. O Corpo é a parte anterior da vértebra. Consiste basicamente de uma massacilíndrica de osso esponjoso, mas as bordas das superfícies superior e inferior sãocompostas de osso compacto. É o elemento vertebral que suporta carga. O Arco fica em posição posterior ao corpo. É composto dos pedículos direito eesquerdo e das lâminas direita e esquerda. Juntamente com a face posterior docorpo vertebral, forma as paredes do forame vertebral que envolve e protege amedula. O conjunto dos foramens vertebrais em toda a extensão da coluna forma ocanal vertebral. Vértebras Cervicais
  25. 25. 24 - O Atlas e o Áxis Verderi (2008) expõe sobre as vértebras cervicais: o atlas, a primeira vértebracervical, não apresenta corpo vertebral nem processo espinhoso, e seu forame éuma grande losango. A segunda vértebra cervical, o áxeis, é assim chamada porservir de eixo para a rotação do atlas com o crânio. Apresenta processo espinhosobifurcado, bífido, assemelhando-se às outras vértebras cervicais, que chamamosvértebras típicas. Não há orifício de conjugação entre o áxis e o atlas. Podemosdizer então que a primeira e a segunda vértebra são atípicas. -Terceira a sexta vértebras cervicais A partir da terceira vértebra, encontramos um corpo vertebral uniforme epequeno em relação ao arco posterior e ao orifício vertebral, este com formatriangular. Nas apófises transversais, podemos encontrar um orifício pelo qual passaa artéria vertebral. Os processos espinhosos são curtos e também se apresentambifurcados (VERDERI, 2008). - Sétima vértebra cervical A sétima vértebra, embora seja considerada vértebra típica, merece atençãoespecial, havendo certas características que a distinguem das outras. Seu processoespinhoso não é mais bifurcado, porém, mais longo que o das outras vértebrascervicais. Quando fletimos a cabeça, a sétima vértebra é facilmente palpável. Apartir da segunda vértebra cervical encontramos o disco intervertebral, quepossibilita ao pescoço os movimentos de flexão e extensão lateral. Esta, porém, élimitada pelos processos uncinados. (Verderi, 2008). Vértebras Torácicas Em número de doze, o tamanho delas permite diferenciar entre as cervicais eas lombares. Os corpos vertebrais são menores de T1 a T3 e vão aumentando até a
  26. 26. 25T12, onde adquirem características do corpo vertebral e do disco intervertebral dasvértebras lombares. Nessa região, temos forames vertebrais circulares, de certaforma pequenos e, também, temos a medula espinhal mais vulnerável a quaisquerlesões pelo estreitamento do canal vertebral, principalmente, de T4 a T9. Alémdisso, as vértebras torácicas possuem processos transversos maiores em relação àsoutras e duas semifacetas no corpo vertebral para a articulação das costelas. Asfacetas inclinam-se e, à medida que se aproximam da região lombar, vão adquirindocertas características. Nesse movimento, os processos espinhosos, muito longos,são dirigidos para trás e para baixo. (VERDERI, 2008). Em cada lado das vértebras torácicas, encontramos as costelas. De T1 a T7,as costelas verdadeiras (conectadas ao esterno pelas cartilagens costais); T8 a T10,as costelas falsas (unidas às cartilagens costais das costelas acima); T11 a T12,costelas flutuantes (não se conectam anteriormente ao esterno). (VERDERI, 2008). Vértebras lombares Em número de cinco, são as maiores. A altura do corpo vertebral favorece oorifício de conjugação entre um corpo e outro, possibilitando o contato da raiznervosa com o disco. Apresentam-se ligeiramente mais profundas na frente do queatrás. O arco posterior forma o forame vertebral, que possui espaço maior emrelação à região cervical e menor na torácica. Com forma triangular, é formado porpedículos, processos articulares e lâminas. As facetas articulares sãoperpendiculares; as lâminas, muito amplas; e os processos espinhosos, mais curtos.(VERDERI, 2008). Sacro - Constituição Geral
  27. 27. 26 O sacro é constituído inicialmente por cinco vértebras, que se fundem noadulto em um único osso em forma de cunha. Articula-se superiormente com aquinta vértebra lombar e lateralmente com os ossos do quadril (VASCONCELOS,2004). Cóccix Como o sacro, o cóccix possui forma de cunha e apresenta uma base, umápice, faces dorsal e pelvina e bordas laterais. Consiste de quatro vértebras,algumas vezes cinco e, ocasionalmente, três. A primeira possui dois cornos que searticulam com os cornos sacrais. (VASCONCELOS 2004).2.1.3 Inervação da Coluna Vertebral Os ramos meníngeos recorrentes (nervos sinuvertebrais ou de Lushka),emitidos pelos nervos espinhais logo que emergem do forame intervertebral, supremas meninges e seus vasos, mas também dão filamentos para estruturas articulares eligamentares adjacentes. A camada externa do ânulo fibroso dos discosintervertebrais parece receber filamentos desses nervos. A origem da chamada dordiscogênica ainda não é consensual na literatura. Os ramos mediais do ramo dorsaldos nervos espinhais inervam o periósteo externo, facetas articulares, músculos eligamentos vertebrais. (VASCONCELOS 2004).2.1.4 Biomecênica da Coluna Vertebral Para Vasconcellos (2004), a função primária da coluna vertebral é dotar ocorpo de rigidez longitudinal, permitindo movimento entre suas partes.
  28. 28. 27Secundariamente, constitui uma base firme para sustentação de estruturasanatômicas contíguas, como costelas e músculos abdominais, permitindo amanutenção de cavidades corporais com forma e tamanho relativamente constantes.Embora muitos textos assinalem que a proteção da medula espinal é uma funçãoprimária da coluna vertebral, tal assertiva não é correta. Sua função primária émusculoesquelética e mecânica, constituindo-se apenas como uma rota fortuita econveniente para a medula espinhal ganhar acesso a partes distantes do tronco edos membros. Biomecânica é a disciplina que descreve a operação do sistemamusculoesquelético e possui importante aplicação no estudo funcional da colunavertebral. Analisando a biomecânica, Vasconcellos (2004) aponta que a cinemática,descreve as amplitudes e os padrões de movimento da coluna vertebral e a cinéticaestuda as forças que causam e resistem a esses movimentos. Somente movimentoslimitados são possíveis entre vértebras adjacentes, mas a soma desses movimentosconfere considerável amplitude de mobilidade na coluna vertebral como um todo.Movimentos de flexão, extensão, lateralização, rotação e circundação são todospossíveis, sendo essas ações de maior amplitude nos segmentos cervical e lombarque no torácico. Isso ocorre porque os discos intervertebrais cervicais e lombaresapresentam maior espessura, não sofrem o efeito de contenção da caixa torácica,seus processos espinhosos são mais curtos e seus processos articularesapresentam forma e arranjo espacial diferente dos torácicos. A flexão é o maispronunciado movimento da coluna vertebral.2.1.5 Movimentos da Coluna Vertebral
  29. 29. 28 1. Plano sagital – Flexão – Extensão 2. Plano coronal – Lateralização direita – Lateralização esquerda 3. Plano longitudinal – Rotação ou circundação. (VASCONCELLOS, 2004).2.2 Postura Para COURY apud Delgado (2004), define postura como a posição que oindivíduo assume no espaço, em função de um equilíbrio estático ou dinâmico,usando para isso seu arcabouço osteomusculoesquelético no desempenho defunções. Destaca-se a definição de Knoplich (1989, p. 36), para postura corporal- “Apostura dinâmica é a posição que o corpo assume na preparação do próximomovimento. A posição de pé, estática, não seria uma verdadeira postura”. Postura envolve o conceito de balanço (equilíbrio), coordenaçãoneuromuscular e adaptação e deve ser aplicado a um determinado momentocorporal e para uma determinada circunstância - postura para andar, postura parajogar tênis ou dar a partida para uma disputa de natação. (KNOPLICH, 1989). Como afirma Knoplich (1989), a posição do corpo no espaço é a que dá umbom relacionamento entre as partes com o menor esforço, evitando a fadiga. É óbvioque, com isso, pode-se admitir que existam posturas melhores, mas uma ideal. Mas
  30. 30. 29esses padrões variam muito até os 10 anos de idade, quando as crianças estãoconstantemente testando novas maneiras de reagir à gravidade. Existem padrõesculturais e mentais que influem na postura. Para Back e Lima (2006), postura é o estado de equilíbrio dos músculos eossos, para proteção das demais estruturas do corpo humano de traumatismos, sejana posição em pé, sentada ou deitada. Um bom controle postural, com a solicitaçãode poucos músculos e baixo gasto de energia leva à boa postura. Neste sentido, o porte, a atitude e a pose, que são às vezes usados comosinônimos de postura são eventos transitórios e podem ser diferenciados. O portesignifica o modo de andar, a pose é a postura forçada para uma foto, ou até deexibicionismo, e a atitude postural está mais ligada com estados emocionais, taiscomo medo, cólera, euforia. (KNOPLICH, 1989). A postura no adulto é mais que estes itens. É um hábito permanente decolocar o corpo no espaço, posição a que o indivíduo sempre volta depois doexercício e do descanso. É característica do indivíduo e, provavelmente, depende da"imagem" que a própria pessoa faz do seu corpo. (KNOPLICH, 1989). De acordo com TribastoneapudMoura et al, (2009),“alguma posição incorretaassumida pelo indivíduo pode causar a expressão de esquemas motores errados eestes, por sua vez, a anunciação de movimentos incorretos.”.2.2.1 Postura e ambiente escolar Conforme aborda Moura, Fonseca e Paixão (2009), as crianças e osadolescentes passam em média de 4 a 6 horas no ambiente escolar e sentados deforma inadequada como aponta Moro (2000): as crianças sentam-se na maior parte
  31. 31. 30do tempo com o tronco flexionado e a maioria apresenta queixas na região dopescoço e da cabeça e utilizam o uso da mão sobre o queixo durante as atividadesna carteira escolar na tentativa de aliviar o peso da cabeça. Para Contriet al. apud Barbosa (2010), “é evidente que o meio escolar temgrande influência nas alterações posturais das crianças”. A postura sentada é a mais utilizada pelos alunos que ficam em média 4horas nesta posição. Isto acarreta uma sobrecarga nos músculos e articulações queformam a coluna vertebral, além de um aumento da pressão nos discosintervertebrais. Entre 7 e 12 anos, a postura da criança sofre grande transformação na buscado equilíbrio compatível com as novas proporções do seu corpo. As crianças na faseescolar podem apresentar problemas posturais, pois passam várias horas em umaposição sentada e, muitas vezes, em carteiras e cadeiras inadequadas a suaestatura. (PEREIRA; ÁVILA, 2004). Deste modo a postura mantida e os maus hábitos posturais podem influenciare alterar a morfologia de algumas estruturas ósseas, durante a infância e aadolescência. Estas alterações e esses hábitos posturais geram, na vida adulta,diversas complicações em níveis funcionais, ortopédicos, respiratórios e outros, alémde dores musculares devido a compensações do organismo (MORO 2000). Knoplich (1985) destaca que os hábitos posturais incorretos são adotadosdesde o ensino fundamental, são motivos de grandes preocupações, pois sãocrianças, e não adultos, o seu corpo está em fase de desenvolvimento e formação,onde se tornam mais susceptíveis a deformações nas estruturasmusculoesqueléticas, apresentando menor suportabilidade à carga.
  32. 32. 31 Para BACK (2006), “a escola apresenta-se como o local ideal para prevenir eorientar os escolares com relação aos desequilíbrios posturais, informando econscientizando a comunidade escolar sobre a importância da prevenção.”.2.3 Desvios Posturais O defeito postural é uma deformidade que surge inicialmente em crianças,cuja coluna está crescendo. O reconhecimento precoce desses defeitos resultará nadiminuição do número de cirurgias, da evolução para grandes deformidades e atémesmo da incapacidade física acentuada. Os programas de avaliação escolar e emcomunidades foram frequentes nos últimos anos e colaboraram muito na detecção eencaminhamento precoce para a confirmação dos defeitos posturais e tratamento(FERREIRA, 2004). Como diz Ferreira, (2004): as alterações posturais podem ser classificadasem: Vícios Posturais ou Atitudes Viciosas: O defeito está fora da coluna vertebral, situando-se na musculatura, no quadril ou nos membros inferiores. Tem como característica importante o fato de poder ser corrigido pela vontade do paciente. Defeitos Posturais: O defeito está na coluna. São alterações definitivas da postura que independem da vontade do paciente, só podendo ser corrigidas através de tratamento cirúrgico ou não cirúrgico (conservador). Estes defeitos podem apresentar-se compensados ou descompensados, sendo classificados em escoliose, cifose e lordose.
  33. 33. 32 Barbosa (2010) discorre que a definição de “boa” postura é a que melhorajusta o sistema músculo esquelético, equilibrando e distribuindo todo o esforço dasnossas atividades diárias, sobrecarregando da menor maneira possível cada uma desuas partes e a “má” postura aquela que gera compensações em diversos gruposmusculares, comprometendo as várias funções exercidas pelos mesmos. Segundo Kendall, McCreary e Provance (1995), a postura é definida como aposição que o corpo assume na preparação do próximo movimento. A boa postura éo estado de equilíbrio muscular e esquelético que protege as estruturas de suportedo corpo contra lesão ou deformidade progressiva, independentemente da atitudenas quais essas estruturas estejam trabalhando em repouso. A má postura é umarelação defeituosa entre várias partes do corpo, que produz uma maior tensão sobreas estruturas de suporte, sobre as quais ocorre um equilíbrio menos eficiente docorpo.2.3.1 Escoliose, Cifose e Lordose. Back; Lima (2006) compara os escolares de ambos os gêneros, e afirmamque as alterações posturais se apresentam em todas as idades, e não há diferençasignificativa entre meninos e meninas. Sendo assim, pode-se desenvolver em qualquer idade alguma alteraçãopostural, dentre as quais mencionaremos: Escoliose Devido aos maus hábitos posturais as pessoas estão sujeitas a deformidades,por vezes gerando alterações das curvas da coluna.
  34. 34. 33 Como descreve Ferreira, 2004: “Há três tipos básicos de deformidadevertebral: escoliose, cifose e lordose, cuja ocorrência pode ser simples oucombinada.”. A má postura geralmente é adquirida na infância e estende-se naadolescência, se não corrigida perdura até o final da vida adulta. Sendo assimVerderi 2008 pág. 33 define: O aumento da curvatura cifótica promove certas alterações anatômicas, comodorso curvo, gibosidade posterior, encurtamento vertebral, podendo haver déficitrespiratório, pela redução da capacidade de sustentação da coluna vertebral e,também, pela diminuição da expansibilidade torácica. A escoliose é um sintoma e não uma doença. Afirma (KNOPLICH, 2003) Pericé (1989, p. 100), propõe: “Denomina-se escoliose toda curva ou desviolateral da coluna vertebral”. Se existem curvas fisiológicas no plano anteroposteriorda coluna vertebral (a cifose torácica de convexidade dorsal e as lordoses cervical elombar, de convexidade ventral), qualquer curva vertebral pode ser consideradaanormal. A Escoliose Estrutural Idiopática É a mais frequente das escolioses,responsável por aproximadamente 80% de todos os casos. (FERREIRA 2004). Lordose A lordose é a curva que se observa no perfil de uma coluna vertebral, naconvexidade da região cervical e da região lombar. Mas o uso fez com que seassocie a ideia da lordose ao aumento da curva na região lombar. KNOPLICH 2003. Farfanapudknoplich demonstrou que a lordose lombar está diretamenterelacionada com a obliquidade pélvica, que deve estar em torno de 20 graus. Se elafor superior a esse valor haverá um aumento de lordose e haverá um
  35. 35. 34consequentedeslocamento do centro de gravidade e realinhamento de todas ascurvas para uma compensação. Harrison e colapud Knoplich 2003 correlacionaram com modelosbiomecânicos (matemáticos0 a lordose cervical e a lordose lombar). O centro degravidade da cabeça está localizado na sela túrcica e o centro de gravidade docorpo está na coluna lombar. Realizaram simulações alterando a curva da colunacervical e constataram que, quando a curva da cervical fica cifótica, as forças detensão sobre a lombar que agem sobre a margem vertebral anterior mudam (cercade 6 a 10 vezes mais intensas) para forças de compressão, dando origem aososteófitos. Cifose De acordo com Knoplich 2003, uma das deformidades mais negligenciadasno tratamento da coluna são as cifoses rotuladas de posturais da adolescência, masque podem ser sinal de alguma patologia mais complexa. Apresenta também o tipomais comum, que é a cifose postural, a qual é conhecida pela denominação dedorso curvo postural. Que e colapud Knoplich, 2003, evidenciam que as posições adotadas pelaspessoas ou os ângulos que as articulações assumem no espaço são confortáveispara o indivíduo, no período de tempo de um minuto, mas é inadequadas para aprópria estrutura da articulação em longo prazo, o que sempre ocasiona problemasfuturos.2.3.2 Prevenção para desvios
  36. 36. 35 É evidente que a escola e a família têm grande importância na construção econsolidação de conhecimento, capazes de atuar na prevenção de doenças, bemcomo em anormalidades músculoesqueléticas, preparando crianças e adolescentespara cuidar da sua própria saúde e bem estar. Sendo assim, o profissional capaz deatuar na prevenção (educador físico) e reabilitação (fisioterapeuta), têm o papel derepassar de forma simples algumas das diversas condutas profiláticas aos meiosfamiliar e escolar. (MOURA; FONSECA; PAIXÃO; 2009). De acordo com Knoplich (1986), os hábitos posturais incorretos, que sãoadotados desde o ensino fundamental, são motivos de grandes preocupações, poissão crianças, e não adultos, o seu corpo está em fase de desenvolvimento eformação, e por isso tornam mais susceptíveis a deformações nas estruturasmusculoesqueléticas, apresentando menor suportabilidade à carga. Assim o educador físico poderá orientar, e aplicar em suas aulas atividadesque ajudam na prevenção de possíveis desvios posturais. De acordo com Delgado (2004), a maneira correta de se sentar é com acabeça ereta, sentado sobre a musculatura isquiática, costas apoiadas no encostoda cadeira, estendendo delicadamente as partes posteriores das costas, levantandoo tórax, os ombros devem ser levados para trás e para baixo, de encontro aoencosto da cadeira. Deve-se evitar o colapso-caracterizado por uma curvaturatorácica exagerada e queda da cabeça.2.3.3 O professor de Educação Física na prevenção dos desvios posturais A escola e a família têm grande importância na construção e consolidação deconhecimento, capazes de atuar na prevenção de doenças, bem como em
  37. 37. 36anormalidades musculoesqueléticas, preparando crianças e adolescentes paracuidar da sua própria saúde e bem estar. (MOURA FONSECA E PAIXÃO, 2009). Nos currículos de formação de professores de Educação Física Escolar(Cursos de Licenciatura) fazem parte disciplinas como anatomia, cinesiologia,avaliação e medidas, fisiologia humana, fisiologia do exercício, aprendizagemmotora, antropologia, prática de ensino, metodologia de ensino, história, biologia,socorros de urgência, ginástica, natação, entre outras, é possível perceber que oprofessor de Educação Física Escolar é um profissional qualificado para lidar com osconteúdos aqui defendidos para o Ensino Fundamental, especialmente com relaçãoao conhecimento sobre o corpo, prevenção dos problemas posturais, aquisição denovos hábitos e reeducação motora de padrões posturais. (BARBOSA, 2010). Segundo Achourapud Moraes (2007), o educador físico pode proporexercícios de alongamento no próprio banco escolar para poder ser compensada asposturas inadequadas. Propõe ainda que a interrupção de determinada atividade aose experimentar já no ambiente escolar um estilo de vida mais ativo. Verderi (2008), a prevenção deve ser feita o quanto antes seja através deexercícios visando alongar e fortalecer a musculatura envolvida seja através daeliminação dos maus hábitos, através de orientação postural, ou ambos. Para Barbosa (2010), o professor de Educador Física Escolar, comprometidocom as questões posturais, deve ter uma participação mais ativa nos processosdecisórios da escola, participando da elaboração do Projeto Político Pedagógico,com a finalidade de incluir o tema ao plano de ensino, buscando o envolvimento detoda a comunidade escolar, sensibilizando-a para sua efetiva participação emprojetos e programas de conscientização sobre a importância da educação postural,assim como ele próprio a possui.
  38. 38. 37 Diante do que foi exposto até agora se pode entender que as aulas deeducação física se ministradas sem alguns cuidados podem contribuir para oagravamento desses desvios e futuras dores nas costas, o trabalho proposto peloprofissional de educação física deve vir de encontro às necessidades das criançascom que trabalha, já que exercícios feitos de forma inadequada provocam efeitoscontrários. O trabalho do profissional de educação física deve englobar também ainformação aos pais da ocorrência de desvios posturais em seus filhos, palestraseducativas, e o trabalho interdisciplinar com os demais professores. (SANTOS EAINHAGNE, 2007).2.4 Dores Na Coluna Por carregar peso demasiado em suas mochilas, os alunos por vezes sofremde dor na coluna. Isso pode prejudicar sua postura e futuramente agravandoproblemas na mesma. Knoplich, 1989 descreve a respeito que, há uma alteração nacoluna que é um escorregamento de vértebra; ela surge a partir dos 15 anos e ojovem apresenta dor semelhante à ciática. Um tumor benigno, muito raro, podecausar escoliose com dor; é caso que deve ser acompanhado pelo médico.2.6 Ergonomia Etimologicamente a palavra vem do grego erg (trabalho) e nomos (leis); istoé, ergonomia trata das leis que regem o trabalho. (KNOPLICH, 2003). De acordo com Carvalho apud Siqueira et al, cadeiras inadequadas induzema posturas erradas, que podem desencadear problemas na coluna lombar e cervical,
  39. 39. 38e em membros superiores, além de causar deficiências circulatórias nos membrosinferiores. Para este autor, as cadeiras com melhores qualidades ergonômicaspermitem a adaptação da cadeira ao aluno e não o inverso. Além disso, promovemalternância postural e ao mesmo tempo são capazes de evitar o desconforto daposição sentada por períodos mais longos.2.7 Peso Da Mochila Um dos agravantes a incidências de desvio postural é o peso das mochilas. Opeso carregado é por muitas vezes maior do que o indicado. De acordo com a lei 10.759 de 16 de junho, dispõe sobre o peso máximotolerável do material escolar transportado diariamente por alunos do Pré-Escolar e 1ºGrau da Rede Escolar Pública e Privada do Estado de Santa Catarina Art. 1º O peso máximo total do material escolar transportado diariamente poralunos do pré-escolar e 1º grau em mochilas, pastas e similares não poderáultrapassar: I - 5% do peso da criança do pré-escolar; II - 10% do peso do aluno do 1º grau. Art. 2º Caberá à escola, através de seus coordenadores, a definição domaterial Escolar a ser transportado diariamente.
  40. 40. 39 Art. 3º O material que exceder o peso máximo permitido deverá ficarguardado em armários fechados individuais ou coletivos. § 1º No caso dos armários coletivos será designado pela escola umresponsável Pela abertura do mesmo no início das aulas, e seu fechamento ao final dasmesmas. § 2º Não poderá ser feito nenhum tipo de cobrança pela guarda do material. Art. 4º O desrespeito ao limites de peso previsto nesta Lei implicará naatribuição das seguintes penalidades à escola transgressora: I - advertência; II - multa de 40 UFIRs por aluno com excesso de material escolar. Parágrafo único. No caso dos estabelecimentos públicos de ensino, a multapoderá ser substituída por punição ao coordenador responsável e à direção daescola nos termos do Estatuto dos Servidores Públicos Civis. Art. 5º É obrigatória à afixação das normas contidas nesta Lei em local visível Aos alunos, pais e docentes. Art. 6º A execução da presente Lei fica a cargo da Secretaria de Estado daEducação e do Desporto. Art. 7º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Art. 8º Revogam-se as disposições em contrário.
  41. 41. 40 CAPÍTULO IIIOBJETIVOS DA EDUCAÇÃO FÍSICA E METODOLOGIA A SER ADOTADA PARA AVALIAR OS DESVIOS POSTURAIS [...] a liberdade para o desenvolvimento de atividades intelectuais, religiosas, políticas, econômicas; a igualdade perante a lei, isto é, a igualdade civil já que individual ou socialmente não é possível; o direito natural do indivíduo à propriedade; a convicção de que cada pessoa tem aptidões e talentos próprios (individualismo) que podem e deve ser desenvolvidos ao Máximo e finalmente, a democracia como forma de governo mais adequada e a participação coletiva através de representantes de livre escolha de cada um (PORTO, 1987, p. 37).
  42. 42. 413OBJETIVOS DA EDUCAÇÃO FÍSICA3.1 Objetivos Gerais De Educação Física No Ensino Fundamental De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais (1997) espera-se queao final do ensino fundamental os alunos sejam capazes de: • participar de atividades corporais, estabelecendo relações equilibradas econstrutivas com os outros, reconhecendo e respeitando características físicas e dedesempenho de si próprio e dos outros, sem discriminar por característicaspessoais, físicas, sexuais ou sociais; • adotar atitudes de respeito mútuo, dignidade e solidariedade em situaçõeslúdicas e esportivas, repudiando qualquer espécie de violência; • conhecer, valorizar, respeitar e desfrutar da pluralidade de manifestações decultura corporal do Brasil e do mundo, percebendo-as como recurso valioso para aintegração entre pessoas e entre diferentes grupos sociais; • reconhecer-se como elemento integrante do ambiente, adotando hábitossaudáveis de higiene, alimentação e atividades corporais, relacionando-os com osefeitos sobre a própria saúde e de recuperação, manutenção e melhoria da saúdecoletiva; • solucionar problemas de ordem corporal em diferentes contextos, regulandoe dosando o esforço em um nível compatível com as possibilidades, considerandoque o aperfeiçoamento e o desenvolvimento das competências corporais decorremde perseverança e regularidade e devem ocorrer de modo saudável e equilibrado;
  43. 43. 42 • reconhecer condições de trabalho que comprometam os processos decrescimento e desenvolvimento, não as aceitando para si nem para os outros,reivindicando condições de vida dignas; • conhecer a diversidade de padrões de saúde, beleza e estética corporal queexistem nos diferentes grupos sociais, compreendendo sua inserção dentro dacultura em que são produzidos, analisando criticamente os padrões divulgados pelamídia e evitando o consumismo e o preconceito; • conhecer, organizar e interferir no espaço de forma autônoma, bem comoreivindicar locais adequados para promover atividades corporais de lazer,reconhecendo-as como uma necessidade básica do ser humano e um direito docidadão.3.2 Competências e habilidades a serem desenvolvidas no Ensino Médio emEducação Física de acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais: Representação e comunicação - Demonstrar autonomia na elaboração de atividades corporais, assim comocapacidade para discutir e modificar regras, reunindo elementos de váriasmanifestações de movimento e estabelecendo uma melhor utilização dosconhecimentos adquiridos sobre a cultura corporal. - Assumir uma postura ativa na prática das atividades físicas, e consciente daimportância delas na vida do cidadão. - Participar de atividades em grandes e pequenos grupos, compreendendo asdiferenças individuais e procurando colaborar para que o grupo possa atingir osobjetivos a que se propôs.
  44. 44. 43 - Reconhecer na convivência e nas práticas, maneiras eficazes decrescimento coletivo, dialogando, refletindo e adotando uma postura democráticasobre diferentes pontos de vista postos em debate. - Interessar-se pelo surgimento das múltiplas variações da atividade física,enquanto objeto de pesquisa e área de interesse social e de mercado de trabalhopromissor. Investigação e compreensão - Compreender o funcionamento do organismo humano de forma areconhecer e modificar as atividades corporais, valorizando-as como melhoria desuas aptidões físicas. - Desenvolver as noções conceituadas de esforço, intensidade e frequência,aplicando-as em suas práticas corporais. - Refletir sobre as informações específicas da cultura corporal, sendo capazde discerni-las e reinterpretá-las em bases científicas, adotando uma posturaautônoma, na seleção de atividades procedimentos para a manutenção ou aquisiçãode saúde. Contextualização sociocultural - Compreender as diferentes manifestações da cultura corporal,reconhecendo e valorizando as diferenças de desempenho, linguagem e expressão.
  45. 45. 44 Em relação no que se dizem respeito ao Ensino Médio, os ParâmetrosCurriculares Nacionais nos afirmam que: O presente documento não tem a intenção de indicar um único caminho a ser seguido pelos profissionais, mas propor, de maneira objetiva, formas de atuação que proporcionarão o desenvolvimento da totalidade dos alunos e não só o dos mais habilidosos. Aproximar o aluno do Ensino Médio novamente à Educação Física, de forma lúdica, educativa e contributiva para o processo de aprofundamento dos conhecimentos, é o objetivo do que aqui será exposto.3.3 Proposta Curricular de Santa Catarina De acordo com a Proposta Curricular de Santa Catarina, a Educação FísicaEscolar, por ser parte do conhecimento acumulado e transmitido às novas gerações,deve reunir o que for mais significativo ligado ao movimento humano, para servivida, compreendida e, via reelaboração, contribuir na formação do cidadão. Estecomponente curricular, portanto, é um direito de todos que passarem pela escola. Deste modo, alguns fatores devem ser mais bem considerados paraconsubstanciar tal intenção de formação, através da ação pedagógica. Sendo eles: A produção histórica do conhecimento – todos os temas da Educação Física Escolar devem serentendidos na perspectiva histórica. O desenvolvimento do aluno como ser social – independente de serem “mais ou menos dotado” (visão Inatista), todos os alunos são capazes de aprender a partir da mediação do professor e dos demais participantes do grupo. O movimento humano – é o que nos diz respeito. Orienta a ação do professor de Educação Física através das diferentes formas de manifestação. A seleção dos conteúdos e metodologias como meio educacional – Os conteúdos não devem ser trabalhados a partir de uma teorização abstrata ou de
  46. 46. 45 um pratíssimo que nos remeta a velhas receitas ou regras imutáveis geradas fora da escola. 3.3.1 Definições Corporeidade Se dá a definição de Corporeidade, pela Proposta Curricular de Santa Catarina como: A existência do homem no mundo e seu processo de humanização não é possível sem a presença corporal: o corpo ao se movimentar, expressa ideias, sentimentos, valores, emoções. Sendo assim, para compreendermos melhor a corporeidade também é necessário considerarmos o mundo do abstrato e das emoções, transcendendo, desta forma, a simples classificação e conceituação das ciência físicas e biológicas em relação ao corpo ou a mera mensuração, quantificação do movimento humano. Corporeidade é presença no mundo via corpo que sente, que pensa, que age, corpo que, ao expressar-se na história, traz suas marcas, desvelando- as. Temas da Educação Física: a) JOGO O jogo corriqueiramente é considerado uma atividade em que a criança seexercita e se distrai, de forma alegre e quase sempre prazerosa, proporcionandoliberação de energias acumuladas, além de contribuir para o desenvolvimento deaspectos importantes na formação da personalidade. O jogo nada mais é que a representação de fenômenos sociais e podemoscitar como exemplo o jogo de xadrez, que mostra claramente através de suas peçase movimentação, as relações de poder que aí se estabelecem. É no seu grupo socialque a criança aprende os jogos e práticas de uma época ou a utilização de objetosque perduram por muitas épocas. Por exemplo, a boneca pode trazer os significadospassados como também pode representar a projeção para o futuro, interpretandodiferentes papéis sociais.
  47. 47. 46 b) ESPORTE O esporte é um fenômeno social que exerce em homens e mulheres umaforte atração, independentemente de raça, sexo ou ideologia. Desde a antiguidade,sua prática está atrelada a “tempo livre” dos homens e mulheres, onde o lazer eraum privilégio de poucos abastados, e não dos trabalhadores, do campo ou dacidade, estabelecendo sutilmente a distinção de classes. Pois que utilizar o “tempolivre” para a prática de esportes significa ter, além de um tempo livre, condiçõesfinanceiras para tal. O esporte escolar tem um fim educativo. Portanto, é necessário sermoscríticos ao trabalhar a produção de seus valores, tais como: enfatizar sempre quenão jogamos contra, jogamos com; vitória e derrota são fatores interdependentes.Se quisermos uma sociedade igualitária, produzida no coletivo, deveremos trabalhara questão do vencer, e do perder, e não o princípio de apenas sobrepujar.3.4 Metodologia A Ser Adotada Para Avaliar Os Desvios Posturais3.4.1 Etapas da aplicação da metodologiaPrimeira etapa – devem ser convidados os alunos que se dispuserem a avaliaçãopara participarem da amostra;Segunda etapa – deverá ser feita a coleta dos dados, avaliação postural e pesagemda mochila.3.4.2 Instrumentos de coleta
  48. 48. 47 Para a Pesagem das mochilas:Pode ser utilizada uma balança comum, de preferência que esteja adequadamentecalibrada e com certificada com selo de qualidade do Inmetro Avaliação postural: feita através de um posturógrafo caseiro que pode serconfeccionado com os seguintes materiais: duas folhas de isopor, um pincel atômicoe uma régua. Onde devem ser feitas marcações de 5cm na extensão da largura e docomprimento das folhas de isopor, onde as linhas serão traçadas de uma lado aooutro (vertical e horizontal). O posturógrafo auxiliará na visualização dos desviosposturais.  Figura 1- posturógrafo caseiro Fonte: (Catablogandosaberes, Brasil) Os alunos devem ser avaliados em pé, na posição normal. Visualizando emtrês faces: vista posterior, vista lateral e vista frontal. Podem ser capturadas imagens dos alunos nas três faces, de modo que nãoserá mostrado sua identidade (utilizando tarja preta nos olhos). Com o auxílio de um acadêmico de fisioterapia será utilizado a ficha deavaliação de Liposcki, Rosa Neto e Savall, 2007 (ANEXO E), para a observação dosdesvios.
  49. 49. 483.4.3 Tratamento estatístico: Após coletas dos dados, pode ser feita uma análise pela estatísticaparamétrica, analisados individualmente e por media, e ser apresentados através detabelas e gráficos. Podendo ser assim encaminhado à um especialista, os alunos emque for contastado o desvio postural, também através dos gráficos é possível fazerum trabalho de conscientização com todos os alunos. Conforme a resolução 196 de outubro de 1996 feita pelo Plenário doConselho Nacional de Saúde, as pesquisas envolvendo seres humanos devematender às exigências éticas e científicas fundamentais. Sendo assim, para realizar apesquisa/coleta de dados, o profissional de Educação Física deve estar dentro daeticidade, e deve então: Realizar as avaliações posturais utilizando-se de uma sala iluminada localizada na própria escola, onde os alunos possam ser avaliados individualmente por meio da observação do nível de assimetrias, desvios e desníveis posturais. Desse modo, para a realização do exame físico específico, será solicitado aos alunos o uso de traje de banho – sunga para meninos e biquíni ou maiô para as meninas. Nesta ocasião deve haver sempre duas pessoas no local para a realização do exame. E não pode ser divulgado nenhum dado pessoal do aluno.
  50. 50. 49 CONSIDERAÇÕES FINAIS Hábitos posturais incorretos adotados na infância podem ser no futuroresultado de distúrbios da coluna vertebral, o diagnóstico precoce dos desvios dacoluna é fundamental, pois este período é o mais eficaz para qualquer intervençãosendo possível corrigir e realinhar alterações posturais. A Educação Física, por ser a disciplina que envolve corpo e mente, vemauxiliar e muito esta questão de desvio postural, principalmente através doprofissional de Educação Física, o professor, que ao fazer análises comparativas dedesvio postural em seus alunos pode estar prevenindo deformidades na coluna dosmesmos, sendo possível assim encaminhar os alunos que necessitarem à umespecialista e desta maneira, o desvio pode ser corrigido antes que se torneirreversível a correção. Entretanto, o papel do professor de Educação Física não deve ser apenas deidentificar os alunos com desvio postural, mas também o de alertar os alunos quantoas posições inadequadas, ao excesso de materiais nas mochilas escolares, sendoque mostrar os resultados da pesquisa para seus alunos também é uma maneira deprevenir futuros desvios posturais nos alunos, conscientizando-os. A coluna vertebral é um importante conjunto de ossos do corpo humano, eque na velhice é praticamente impossível fazer algum tipo de correção na mesma.Por isso é importante que o quanto antes os jovens e crianças entender aimportância de se cuidar da coluna, menor será o índice de problemas relacionadosà coluna irão ter.
  51. 51. 50 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASBACK, Cristina Mari Zanella; LIMA, Inês Alessandra Xavier. FISIOTERAPIA NAESCOLA: AVALIAÇÃO POSTURAL.Artigo original 2006 disponível em:<http://www.fisio-tb.unisul.br/Tccs/06b/cristinaback/artigocristina.pdf>. Acesso em: 01abr. 2011.BARBOSA ,Lydia Maria Furtado De Mendonça Guerreiro. EDUCAÇÃO FÍSICAESCOLAR COMO CONTRIBUIÇÃO PARA PREVENÇÃO DE PROBLEMASPOSTURAIS DA COLUNA VERTEBRAL. São Paulo, 2010. Monografia.Universidade Nove de JulhoBETTI, M. Educação Física Escolar: uma proposta de diretrizes pedagógicas.RevistaMackenzie de Educação Física e Esporte, v.1, n. 1, p.75, 2002.BIAVA, Jaqueline Maria Schiffl; LIMA, Dartel Ferrari de. EDUCAÇÃO POSTURALNA ESCOLA; UMA ABORDAGEM INTEGRADORA DO PROGRAMA DEDESENVOLVIMENTO EDUCACIONAL – PDE. Paraná 2009. Disponívelem:<http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/pde/arquivos/2371-8.pdf?PHPSESSID=2010012708223041>. Acesso em: 01 abr. 2011.BRASIL, Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as Diretrizes e Basesda Educação Nacional.BRASIL, Ministério de Educação e do Desporto. Parâmetros CurricularesNacionais: terceiro e quarto ciclos: Educação Física / Secretaria de EnsinoFundamental. Brasília: MEC/SEF, 1998a.CONSELHO NACIONAL DE SAÚDE. Resolução n. 196, de 10 de outubro de 1996.Dispõe sobre diretrizes e normas regulamentadoras sobre pesquisas envolvendoseres humanos. Bioética. 1996;4(2):15-25.COSTA, José Luis Dalla. A EDUCÇÃO FÍSICA NAS ESCOLAS PÚBLICAS DEENSINO FUNDAMENTAL DO MUNICÍPIO DE ERECHIM-RS. Porto Alegre, 2008.Dissertação de Mestrado. Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).DELGADO, Leonardo de Arruda. Análise Postural. São Luis, 2004. Licenciatura emEducação Física. UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO.FERREIRA NETO, Amarílio, ( org). Pesquisa histórica na Educação FísicaBrasileira. Vitória: UFES Centro de Educação Física e Desporto, 1996.FERREIRA, Wanda Heloisa Rodrigues. Escolioses e alterações Posturais. In:
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