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9.A construção do projeto político pedagógico da escola como prática de gestão - Prof. Dr. Paulo Gomes Lima
 

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Reflexão sobre a construção do projeto político pedagógico da escola como prática de gestão - Prof. Dr. Paulo Gomes Lima

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    9.A construção do projeto político pedagógico da escola como prática de gestão - Prof. Dr. Paulo Gomes Lima 9.A construção do projeto político pedagógico da escola como prática de gestão - Prof. Dr. Paulo Gomes Lima Presentation Transcript

    • A CONSTRUÇÃO DO PROJETOPOLÍTICO-PEDAGÓGICO DA ESCOLA COMO PRÁTICA DE GESTÃO Tema 09 Prof. Dr. Paulo Gomes Lima
    • Art. 3° - O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e osaber;III - pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas;IV - respeito à liberdade e apreço à tolerância;V - coexistência de instituições públicas e privadas de ensino;VI - gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais;VII - valorização do profissional da educação escolar;VIII - gestão democrática do ensino público, na forma desta Lei e da legislação dossistemas de ensino;IX - garantia de padrão de qualidade;X - valorização da experiência extra-escolar;XI - vinculação entre a educação escolar, o trabalho e as práticas sociais.
    • Art. 12. Os estabelecimentos de ensino, respeitadas as normas comuns e asdo seu sistema de ensino, terão a incumbência de: • elaborar e executar sua proposta pedagógica; I • articular-se com as famílias e a comunidade, criando processos de integração da sociedade IV
    • Art.14. Os sistemas de ensino definirão as normas dagestão democrática do ensino público na educação básica,de acordo com as suas peculiaridades e conforme osseguintes princípios:I - participação dos profissionais da educação naelaboração do projeto pedagógico da escola;II - participação das comunidades escolar e local emconselhos escolares ou equivalentes.
    • Freire (2001) nos deixa claro a imensa importância do P.P.P. quando este éconstruído com seriedade e pautado nas realidades da escola. A educaçãopassa a ser vista como um direito e o destino da escola como possível deintervenção reunindo: Métodos, processos, técnicas de ensino, materiais didáticos, que devem estar emcoerência com os objetivos, com a opção política, com a utopia, com o sonho, deque o projeto pedagógico está impregnado. (Freire, 2001 p.35)
    • Devolutivas sociais
    • Expressão dos valores, convicções e práticas educativas dos pares(escola, alunos, comunidade) e observâncias das finalidades daeducação.O projeto político-pedagógico resulta de práticas participativas.A elaboração do projeto político-pedagógico é um espaço deformação/práticas educativas – refletir e transformar a realidade.Grau de autonomia, para que por meio do planejamento dasatividades-meio, as atividades-fim possam ser atingidassatisfatoriamente.
    • Veiga, (2003, p. 23) ao propor a construção do Projeto PolíticoPedagógico, destaca três atos distintos, porém interdependentes comocaminhos necessários ao seu desenvolvimento, a saber: atosituacional, ato conceitual e ato operacional. Situacional: levantamento das questões a cerca dos desafios oferecidos pela realidade atual da sociedade Conceitual: concepções em torno da idéia de homem, sociedade e escola que se pretende construir, propiciando aos envolvidos neste processo uma reflexão em torno da educação a ser oferecida e para qual sociedade. Operacional: ações que viabilizarão o Projeto Político Pedagógico e a partir deste, papéis serão definidos e as prioridades elencadas.
    • FASES RECORRENTES01 Elaboração do plano de ação: organização e estruturação das atividades a serem realizadas: diretrizes, recursos, período de realização, responsáveis;02 Programação de estudos pedagógico-culturais: desenvolvimento de um programa de estudos onde os temas pedagógico-culturais, análise de documentos legais (LDB, PCN, etc.) serão debatidos para atualizar os participantes de maneira qualitativa;03 Estudo empírico e análise da realidade: sondagem e diagnóstico da realidade sociocultural da realidade da comunidade escolar e identificação das características, expectativas e demandas do coletivo;04 Formulação do projeto: de posse dos resultados da sondagem e do diagnóstico se definirá as diretrizes educacionais gerais, conteúdos, procedimentos, recursos e formas de avaliação do processo ensino-aprendizagem.05 Execução do projeto: desenvolvimento das ações previstas caracterizado pela flexibilidade e passível de modificações, quando necessário;06 Avaliação e aperfeiçoamento do projeto: a avaliação deverá ser efetuada constantemente pela coletividade escolar ao longo de sua execução e avaliação através de encontros periódicos para analisar os resultados obtidos em sua totalidade e o que necessita novas reformulações.
    • Questões Respostasa) Por que fazer ? É a justificativa, isto é, explicita-se o diagnóstico da situação atual cujas informações justificam iniciar uma ação planejada de melhoria;b) Para que fazer ? É a identificação dos efeitos esperados, dos resultados ou objetivos a atingir;c) O que fazer ? São as ações que serão desenvolvidas, o que se pretende fazer. Deve ser redigido de forma concisa, clara e objetiva;d) Com quem fazer ? Identificação de todos os atores que irão participar da construção do projeto (professores e especialistas) e dos parceiros que estão envolvidos com as ações da escola (pais, alunos, comunidade, etc.)
    • e) Como fazer ? Definição dos métodos técnicas e/ou procedimentos a serem utilizados para a realização das ações previstas. Exemplo: a) Na alfabetização será adotada a abordagem construtivista, b) Adoção de técnicas de trabalho em grupo, com ou sem monitoria, nas aulas de matemática da......série; etc.;f) Com o quê fazer ? Identificação dos recursos materiais, financeiros e didáticos que deverão ser utilizados na execução das ações;g) Quando fazer ? Organização temporal da execução das ações, abrangendo o calendário escolar e o cronograma de todos os eventos letivos, comemorações, festas, feiras, período para provas, recuperações, etc.;h) Onde fazer ? Definição de espaços dentro ou fora da escola, os quais serão utilizados para o desenvolvimento das ações do Projeto político-pedagógico.
    • Contextualização e caracterização da escolaAspectos sociais, econ., Condições físicas e Caracterização dos Histórico da escolaculturais, geográficos materiais elementos humanos Concepção de educação e de práticas pedagógicasConcepção de escola e perfil de formação e Princípios norteadores da ação didático-alunos pedagógica Diagnóstico da situação atualLevantamento e identificação de problemas e Definição de prioridadesnecessidades a atender Objetivos Estrutura e organização da gestãoAspectos organizacionais Aspectos administrativos Aspectos financeiros Proposta CurricularFund. Sociológicos, psic.. Cult. Epist. e Ped Organização curricular. (Obj., conteúdos...) Proposta de formação continuada de professores Proposta de trabalho com os pais, comunidade e escolas da mesa região geográfica Formas de avaliação do projeto
    • SUGESTÃO DE ESTRUTURAIntrodução III. Plano Anual de AtividadesI. Diagnóstico 1. Objetivos1. Caracterização da Escola 2. Prioridades2. Caracterização do Meio Social, 3. Metas/Ações Econômico e Cultural 4. Equipes de Trabalho3. Identificação de ProblemasII. Definição de Diretrizes IV. Implementação1. Fundamentos e concepções 1. Previsão e provisão de2. Dispositivos legais recursos3. Política Escola: 2. Acompanhamento e a) Gestão Assistência à Execução b) Atividades de Apoio 3. Avaliação 4. Currículo
    • Idéia de participação comunitária em Paulo Freire aponta, comodestaca Lima (2010) para a integração de múltiplas vozes, que porsua vez, constitui a dimensão de totalidade das aprendizagens dohomem, quer na escola da vida, quer na vida da/na escola ou noafrontamento de realidades promotoras de desigualdades e injustiçassociais. Este processo não sendo linear exige dos homens o viverjunto em ressignificação de valores, isto é, por meio doestabelecimento do que é importante e/ou prioritário para o grupohumano ou sociedade vão sendo eleitos os pressupostos queorientarão a prática social, bem como a noção de ética e moralidadeentre os sujeitos. Neste quadro a educação como ato político educana e para o engajamento, não simples representatividade.
    • BIBLIOGRAFIA BÁSICAAZEVEDO, J. M. L. de. A educação como política pública. Campinas: Autores Associados, 1997.BARROSO, João. Para uma abordagem teórica da administração escolar: a distinção entre “direcção” e “gestão”. In Revista Portuguesa de Educação, 8(1), P.33-56.Portugal/Universidade do Minho, 1995.BORDIGNON, Genuíno. Gestão da educação no município. São Paulo: Editora e Livraria Instituto Paulo Freire, 2009.BRASIL. Ministério da Administração Federal e da Reforma do Estado. Plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado, DF, 1995.BRESSER PEREIRA, Luiz Carlos. Economia brasileira: uma introdução crítica, 1998.CABRAL NETO, Antonio; CASTRO, Alda Maria Duarte Araújo; FRANÇA, Magna; QUEIROZ, Maria Aparecida de. (Orgs). Pontos e contrapontos da política educacional: umaleitura contextualizada de iniciativas governamentais. Brasília,DF: Liber Livro,2007.CORAGGIO, José Luis. Propostas do Banco Mundial para a educação: sentido oculto ou problemas de concepção? In: DE TOMMASI, L: WARDE, S. (orgs). O Banco Mundiale as políticas educacionais. São Paulo: Cortez, 1996.DOURADO, Luiz Fernandes; PARO, Vitor Henrique (Orgs.). Políticas públicas & educação básica. São Paulo: Xamã,2001.FERNANDES, M. “O currículo na pós-modernidade: dimensões a reconceptualizar”, Revista de Educação, Vol. IX, nº1, 2000, pp. 27-37, 2000.FERREIRA, Eliza Bartolozzi; OLIVEIRA, Dalila Andrade (Orgs.). Crise da escola e políticas educativas. Belo Horizonte: Autêntica, 2009.FREIRE Paulo. Pedagogia do indignação/cartas pedagógicas e outros escritos. São Paulo: UNESP,2000HOFLING, H. de M. Estado e políticas (sociais) públicas. In Cadernos Cedes, ano XXI, nº 55, novembro/2001, p. 30-41.LEITE, C. . “A flexibilização curricular na construção de uma escola mais democrática e mais inclusiva”, Território Educativo, n.º. 7, Maio, DREN, pp. 20-26, 2000a.LEITE, C. “A figura do „amigo crítico´ no assessoramento/desenvolvimento de escolas curricularmente inteligentes”, Actas do 5º Congresso da SPCE (no prelo).LIBÂNEO, JC.; OLIVEIRA, J.F.; TOSCHI, M.S. Educação Escolar: políticas, estrutura e organização. São Paulo: Cortez, 2008.MENDES, Rosa Emília de Araújo. Projeto político Pedagógico em favor da Escola. Revista AMAE educando. ed. 291. Belo Horizonte: maio 2000.MENDONÇA, Erasto. Gestão democrática: a intenção e o gesto. ANPED, 2000.MENESES, João Gualberto de Carvalho et. al. (Orgs.) Estrutura e funcionamento da educação básica. São Paulo: Pioneira, 2000.OLIVEIRA, D. A. Educação Básica: gestão do trabalho e da pobreza. Petrópolis, RJ: Vozes, 2000.PARO, Vitor Henrique. Escritos sobre educação. São Paulo: Xamã,2001.PARO, Vitor Henrique. Gestão Democrática da escola pública. 3ª ed.São Paulo:Ática,2003.PARO, Vitor Henrique.7.ed. Administração escolar: introdução crítica. São Paulo: Cortez, 1996.PEREIRA, Luis Carlos Bresser. Da administração pública burocrática à gerencial. Revista do Serviço Público, Ano 47, Volume 120, Nº 1, 1996.PONCE, Aníbal. Educação e Luta de classes.17ª ed.São Paulo:Cortez,2000.ROSENFIELD, Denis L. O que é democracia. 4ª ed. São Paulo: ed. Brasileira,1994. (Coleção primeiros passos)SANDER, Benno. Administração da educação no Brasil: genealogia do conhecimento. Brasília,DF: Liber Livro, 2007.SAVIANI, Dermeval. Plano de desenvolvimento da educação: análise crítica da política do MEC. Campinas,SP: Autores Associados, 2009.SHIROMA, Eneida Oto; MORAES, Maria Célia Marcondes de. Política educacional. 4.ed. Rio de Janeiro, RJ: Lamparina, 2007.SILVA, Maria Abádia da. Intervenção e consentimento: a política educacional do Banco Mundial. São Paulo: FAPESP, 2002.TEODORO, Antonio. Globalização e educação: políticas educacionais e novos modelos de governação. São Paulo: Cortez: Instituto Paulo Freire, 2003.VEIGA, Ilma Passos Alencastro; RESENDE. Lúcia Maria Gonçalves de. Escola: Espaço do Projeto Político Pedagógico. 7ª ed. Campinas: Papirus, 2003 (Coleção Magistério:Formação e trabalho pedagógico).VIANNA, Ilca Oliveira de Almeida. Planejamento Participativo na Escola: Um desafio ao Educador.São Paulo:EPU,1986 ( Temas básicos de educação e ensino)VIEIRA, Sofia Lerche. Educação Básica: política e gestão. Brasília,DF: Liber Livro, 2009.
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