Your SlideShare is downloading. ×
Artigo Aliança na Revista MundoPM
Artigo Aliança na Revista MundoPM
Artigo Aliança na Revista MundoPM
Artigo Aliança na Revista MundoPM
Artigo Aliança na Revista MundoPM
Artigo Aliança na Revista MundoPM
Upcoming SlideShare
Loading in...5
×

Thanks for flagging this SlideShare!

Oops! An error has occurred.

×
Saving this for later? Get the SlideShare app to save on your phone or tablet. Read anywhere, anytime – even offline.
Text the download link to your phone
Standard text messaging rates apply

Artigo Aliança na Revista MundoPM

495

Published on

Contratos Aliança: Solução para Projetos

Contratos Aliança: Solução para Projetos

Published in: Business
0 Comments
0 Likes
Statistics
Notes
  • Be the first to comment

  • Be the first to like this

No Downloads
Views
Total Views
495
On Slideshare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
0
Actions
Shares
0
Downloads
30
Comments
0
Likes
0
Embeds 0
No embeds

Report content
Flagged as inappropriate Flag as inappropriate
Flag as inappropriate

Select your reason for flagging this presentation as inappropriate.

Cancel
No notes for slide

Transcript

  • 1. , / il1111111 lílllilll ~ ílí r "" ""I ;1 I ~I I;1 I I I __1 I i /~.noz las/o3v.ooSz $H OV õN L oID;[ OONnw
  • 2. l~~Jtos-)sa- Contratos Alianca)s Solucão para ProjetOs , Brasile1ros?111 PAUL DlNSMORE, ALBERTO MUTTI, LUlZ ROCHA COMO CONSEGUIR RESULTADOS ÓTIMOS EM CONTRATOS QUE VISAM IMPLEMENTAR OBRAS DE INFRAESTRURAOU DE INSTALAÇÕES INDUSTRIAIS? ISTO É, COMO ASSEGURAR UM RESULTADO QUE GARANTA MELHOR CUSTO, PRAZO E QUALIDADE PARA OS CLIENTES E INVESTIDORES AO MESMO O TEMPOEM QUE PROMETE UM RETORNO ATRATIVO E JUSTO PARA OS FORNECEDORES E PRESTADORES DESERVIÇOS?SERÁ POSSÍVEL CHEGAR A ESSE IDEAL? OU SERÁ UMA BUSCA QUIXOTESCA E UTÓPICA? DE FATO,EXISTE UM MODELO PRATICADO NO EXTERIOR HÁ MAIS DE 20 ANOS QUE VISA PRODUZIR:) ESSERESULTADOIDEAL~CHAMA-SE CONTRATO EM ALIANÇA (ALLIANCE CONTRACT, OU ALLIANCING). o PROPÓSITO É CONSEGUIR IMPLEMENTAR PROJETOS QUE OTIMIZEM OS INTERESSES DO CLIENTE AO MESMOTEMPO EM QUE RESPEITAM OS INTERESSES DOS FORNECEDORES E PRESTADORES DE SERVIÇOS.:a Introdução O progressivo aumento dos custos de aliança revisou seu custo para 320 milhões e investimento levou a Business Roundtable o time ainda estimou que o projeto termina- O momento brasileiro exige resultados (associação dos CEOs de grandes firmas ria três meses antes do previsto. O custo final cada vez mais eficazes na implantação dos norte-americanas), a National Contract foi de apenas 290 milhões e o campo iniciou empreendimentos que fazem parte dos pla- Management Association (Associação Ame- sua produção seis meses antes do previsto. nos de investimentosdo país. É preciso desen- ricana de Gerenciamento de Contratos) e De acordo com John Martin, o gerente do volverprojetos com excelente qualidade, em o Construction Industry Institute, também projeto, "acreditamos que somente trabalhan- prazos muito menores e dentro dos limites nos Estados Unidos, a atuarem ao longo da do em estreito alinhamento com nossos con- orçamentários. Uma abordagem contratual década de 80 no desenvolvimento de novas tratados pudemos tomar o campo Andrew quevem sendo praticada e que visa atender a modelagens de contratação e interação que um sucesso. Atitudes e comportamentos fo- esteanseioé o chamado Contrato em Aliança. reduzissem o potencial de conflito entre ram identificados como aliados essenciais da A partir dos anos 70, iniciou-se a busca os envolvidos, dirigindo o foco de todos na temologia, os dois fundamentos capazes de por formas mais eficazes de contratação em busca por metas colegiadas. produzir resultados extraordinários"_ decorrência expressivo aumento de escala do Um bem documentado caso de sucesso As palavras de louvor de Martin realçam dosempreendimentos, isso associado à cres- com regime de aliança na área de óleo & gás as características especialmente sinérgicas centeexigênciapor mais produtividade, o que se deu no início dos anos 90, com a British desta forma de contratação. A aliança é uma demandaum enorme esforço de renovação e Petroleum (BP), no campo Andrew, no Mar espécie de sociedade virtual em que os alia- inovação investidores e seus contratados. dos do Norte. O campo, devido a sua maturida- dos são os acionistas. Assim, a responsabi- As partes envolvidas tiveram evidências de de, não tinha atrativos econômicos. O custo lidade pela condução do empreendimento é queo modelo usado para contratar a implan- estimado para o projeto no campo Andrew compartilhada entre as partes. taçãodeempreendimentos não propiciava in- era de 450 milhões de libras, muito acima do Um contrato em regime de aliança re- centivoà inovação,desviando o foco de fazer custo que produziria algum retomo econô- quer que as partes trabalhem sem atribui- o melhor para o negócio à transferência dos mico. Depois de selecionados sete fornece- ção de culpa, que ajam com integridade e riscosde uma parte para a outra. dores, o time acordou em um custo-alvo de procurem o que for melhor para o projeto. 373 milhões e o projeto teve autorização para Os participantes trabalham como um time ,nceitode aliança: como evoluiu continuar. Após três meses de seu início, a colaborativo tomando decisões conjuntas em Mundo Project Managemenl Agosto/Setembro 20U mundopm.com.br 31
  • 3. todas as questões relacionadas com as entre- - Inicio rápido: a facilidade de iniciar o varo a modelo aliança também redefine o gas do projeto. Todos os riscos do projeto são empreendimento sem fixar o escopo em relacionamento entre contratante e contra- compartilhados e gerenciados de forma con- definitivo resulta em terminar o empreendi- tado, que evolui para a formação conjunta junta através de arranjos de bônus e ônus. mento mais cedo, logo, iniciar as operações de uma nova organização, a Equipe Aliança, a que potencializa o sucesso da aliança é a mais cedo; responsável pela implantação do escopo sinergia que deve existir entre os aliados. - Remuneração justa: as bases e critérios da acordado. No Brasil, verifica-se a utilização dos remuneração são negociados previamente; Uma aliança é formada no início do contratos em Aliança desde os anos 90. Na - Performance superior: bem administra- processo de desenvolvimento da viabilida- época, a Camargo Corrêa atuou junto com a da, a aliança produz resultados superiores de técnica e econômica. A atuação conjun- Alcoa e a Montreal Engenharia para a Billi- em termos de custo, prazo e qualidade; ta, a partir deste momento, garante que o ton Metais na implantação de uma fábrica de - Empreendimentos críticos: aplicável em processo de construtibilidade (que assegura alumínio em São Luis do Maranhão. Logo empreendimentos de elevada complexida- a eficácia do processo de construção) seja após, a Norberto adebrecht desenvolveu a de, alto investimento e prazos exíguos; efetivamente implantado e sua contribuição implantação de plataformas e obras petro- - Ganha-ganha: proporciona resultados garanta a melhor relação custo-beneficio. químicas para a Conoco, Chevron e Shell, em que todos ganham; Uma questão crucial na formação da além de empreendimentos para a app. - Sinergia: há participação sinérgica das aliança é a sua governança. a modelo de Atualmente, a Vale está executando ou partes, com foco no melhor para o empre- governança deve garantir que o processo es- negociando a contratação em aliança: endimento; teja fundamentado em principios, clareza de - Norberto adebrecht atua para implantar: - Envolvimento: o cliente-proprietário papéis e na conformidade da equipe com as minas de carvão em Moçainbique, mina de participa da concepção, planejamento e exe- demandas acordadas entre as organizações potássio na Argentina, recuperação de 900 cução do projeto, sem necessidade de mon- aliadas. A governança garante que o projeto se krn da Ferrovia dos Carajás e Ferrovia Trans- tar uma equipe paralela de fiscalização. desenvolva para atender ao escopo acordado e Nordestina; busque a inovação e criação de valor, sempre - Camargo Corrêa atua para implantar Desvantagens em conformidade com as regras contratuais. mina de carvão em Moçambique, retroporto Na prática, a aliança é um aperfeiçoamen- e ramal ferroviário da Ponta da Madeira, em - Exige mudança cultural: há risco de for- to do clássico contrato de "custo mais taxa" São Luiz do Maranhão, ferrovia com 350 krn tes desentendimentos por falta de preparo no qual o contratado executa um escopo para na Patagônia, Argentina e construção e recu- das organizações e das pessoas; o cliente, presta contas e é reembolsado nas peração de 900 krn da ferrovia entre Moatize - As organizações devem abrir mão de regras do contrato. As diferenças residem em e Nacala, em Moçambique e Malawi) e padrões existentes: a premissa da aliança é estabelecer um processo para formar um flu- - Andrade Gutierrez atua para implantar a organização do tipo força-tarefa, com dele- xo de caixa neutro no contrato, acordar bônus porto de Nacala em Moçambique. gação de autoridade e com todos os recursos e penalidades para prazos e custos - estabele- Muitas empresas, investidores e negó- dedicados; cendo um acordo de preço e prazo teto na fase cios em andamento estão migrando seus - Exige governança eficaz: A governança de viabilidade, e de preço e prazo alvo obtidos modelos de contratos para o uso do conceito da aliança, em termos de comitês e conse- na fase de finalização do orçamento com pro- de alianças. lhos, precisa funcionar de fato para tomar gresso suficiente da engenharia detalhada - e decisões e resolver questões; formalizar o processo que regerá o direito do Vantagens e desvantagens da aliança - Exige mudança comportamental: pode contratado receber eventuais bônus ou pena- haver demora na aprendizagem de atitudes lidades. Como em todas as formas contratuais, e comportamentos diferentes dos pratica- Também peculiar à aliança, é a determi- a aliança apresenta vantagens e desvanta- dos em contratos tradicionais. nação de não permitir pleitos, fato que obri- gens. Cabe aos aliados, portanto, aproveitar ga os aliados a resolverem todas as questões os aspectos favoráveis e lidar inteligente- Como f1Uciona wn contrato aliança? dentro da estrutura de governança. mente com os aspectos negativos. Eis algu- A Figura 1 mostra de forma simplifica- mas características a favor e contra: A aliança permite que as partes, sempre da o conceito de aliança. a cliente escolhe o em conjunto, agreguem suas competên- contratado com base em competências ou Vantagens cias complementares, estabeleçam metas e relacionamentos anteriores. É desenvolvido compromissos com foco no que for o me- um acordo denominado Strategic Alliance - Risco compartilhado: os aliados admi- lhor para o negócio. a modelo aliança troca Agreement, que descreve o conceito aliança nistram os riscos em conjunto; comandar por cooperar, e fixar por incenti- e fixa a forma de governança que regerá os32 Mundo Project Management Agosto/Setembro 2011 mundopm.com.br
  • 4. entendimentos entre o aliado proprietário eos aliados prestadores de serviços. Para cadaempreendimento, desenvolve-se um acordocomplementar Project Alliance Agreement,que entra nos detalhes de como irá funcionara aliança no empreeendimento em questão. No funcionamento da aliança, o con-selho representa os aliados como o agentedeliberativo e estratégico, implanta as re-gras de govemança e define pendências edivergências não resolvidas no âmbito dagestão do empreendimento. O conselho Project Alliance Agreementtambém implanta o comitê da aliança, queatua como o agente que monitora e defineos aspectos de gestão para realizar eficientee eficazmente o escopo acordado. Figura 1: Estrutura de acordos aliança. O comitê é responsável por implantar o Função Atribulçõossistema de gestão do escopo, alocar a equi-pe e os recursos necessários para atender às - Decisões estratégicas de reação oontra<ual os • P,,:mover a fIIiança entre as empresasnecessidades operacionais, bem como cuidar iii Consclho Estratégico • Garantir a Roanzação do Projoto UJ da Aliança - Definir solução de con~érsias ":0 resolvidasda gestão das diferenças e divergências. A Fi·gura 2 apresenta um exemplo de funções e -AmmplY1hamento do Proje:o.atribuições ligadas aos Strategic Alliance Agre- Conselho Estratégico da fIIiança ·PremollJ r a Ali onçaement e do Project Alliance Agreement. ·Promowr solução de comUtes na Afança Cabe aos aliados buscar consenso sobreos pontos principais da aliança, como por Conselho Estratégico ~/mplantar a ANançaexemplo: da Niança -Implantar V/Ps os -Realizar o Projeto com Segu"",ça , Meta para preço e prazo acordados na iii -00109/1( Rosponsab.Mades às Equipes da Aliança 11.execução da engenharia de detalhamento,estabelecendo critérios de conformidade e -&sctAar o escopo dolegado Conscloo Estratégico -E""cuçâo das atividades de>prqel.o (dia a dia)definindo a metodologia de prêmios e pena- do Aliança ·Corquistar e superar suas metas de K P/s -Reportar Progresso e Contoonidadoslidades; - Processos de gestão da execução do escopo; Figura 2: Governança da Aliança. - Critérios de aceitação de entrega dos even-tos acordados e Todos são Busca de Sinergia - Acordo das taxas para overhead e lucro do CONFIANÇA MÚTUA Responsáveis pelo e Espírito dealiado contratado. Sucesso Equipe Esses parâmetros devem ser realistica- Transparênciamente construídos entre as pessoas nome- Livro Aberto Comp.artilhamentoadas pelos aliados com base nos princípios de Resultadosilustrados na Figura 3, princípios estes queincluem confiança mútua, transparência, __ o " , ••• , Não Atribuição de Culpa Melhor para o Projetocompartilhamento de resultados, não atri- ALIANÇAbuição de culpa, consenso, qualidade, prazo, Prazo Consensomelhor para o projeto e livro aberto. Na falta do necessário espírito de colabo- Qualidaderação, conflitos eventuais podem prejudicar Cordialidade no Conhecimentoo bom funcionamento da aliança. Outras Relacionamento Equalizadopossíveis causas de fracasso em regimes de Figura 3: Princípios de uma aliança.aliança são: Mundo Project Management Agosto/Setembro 2011 mundopm.com.br 33
  • 5. CONTRATOS ALIANÇA: SOLUÇAO PARA PROJETOS BRASILEIROS? - Desconhecer a tecnologia e o espírito de mudanças. Isso resulta em uma série de 4. Implementação das ações; contratos de aliança; reivindicações ao longo do contrato e, co- 5. Avaliação e ajustes. - Desconsiderar a convivência entre as mumente, um acúmulo de pleitos ao final Tipicamente, os eventos e ações po- culturas; do contrato que podem resultar em nego- dem incluir: - Faltade agilidade na solução de pendências; ciação, arbitragem ou ação judicial. - Seminário de partida do projeto; - Desconhecer abordagens de engenharia A consequência dessas posturas anta- - Seminário interno sobre conceito alian- de valor, construtibilidade e riscos; gônicas, criadas pela própria modalidade ça (cliente); - Ausência de diálogo, falta de alinhamen- de contratação, é um ambiente de descon- - Seminário interno sobre conceito alian- to e transparência; fiança, em função dos interesses conflitan- ça (contratado); - Falta de engajamento ou abandono da po- teso Independentemente da seriedade e - Workshop conjunto de integração sição de aliado. boa ética de ambos, fazem parte dos seus (aliança); respectivos DNAs duas características bas- - Workshop sobre forma de governança; o desafio da a1ian~a tante presentes: por parte do cliente, a pos- - Workshops sobre as políticas e procedi- no contexto brasileiro tura de fiscal, com questionamento forte mentos a seguir; de todo pleito do contatado. Por parte do - Ações de assessoria e coaching; No ambiente brasileiro de implantação de contratado, a postura de cavador de pleitos, - Capacitação comportamental e técnica empreendimentos, predorrrina há muitos anos visando reduzir seu risco e proteger seu das partes envolvidas e os contratos do tipo preço fixo, isto é, dado um lucro. - Desenvolvimento de equipes sinérgicas. escopo pré-definido pelo cliente-proprietário, O ambiente que vem reinando em con- o contratado deverá entregar os serviços, equi- tratos de construção de grandes empreen- Há outros fatores que influenciam o pamentos e produtos especificados dentro do dimentos é de desconfiança e de contenção grau de sucesso, ou não, de contratos em preço ofertado na proposta comercial. Nessa entre as partes interessadas. Já que a alian- aliança, em especial: modalidade, o cliente-proprietário pro=a ça exige ambiente de confiança, como fazer - O engajamento das organizações, que transferir o máximo de risco para o contratado. para dar certo? devem se preparar para entender e reco- Essa modalidade induz as partes contratantes a nhecer a aliança; assumirem posturas características para defen- Como vencer os desafios? - As atitudes e comportamentos da equi- der seus interesses respectivos: Já que confiança é requisito fundamen- pe que deverá agir dentro dos princípios - O cliente contratante tende a assumir tal para a aliança produzir os resultados es- propostos; uma postura de fiscalização e controle, já perados, cabe tomar providências concretas - O comportamento sinérgico e integra- que é importante assegurar que todo o es- para criar o ambiente desejado. Se as em- do entre as partes e copo contratado seja de fato entregue em presas e seus profissionais têm tradição em - A participação conjunta na formação do tempo e com boa qualidade. Na maioria atuar em cenários contenciosos provocados escopo. dos casos, o cliente contrata empresas ge- por contratações do tipo preço fixo, certa- A integração desejada não acontece renciadoras, ou de fiscalização de obras, mente persiste uma cultura dentro dessas apenas pela celebração de contrato. Ela só para garantir o bom cumprimento do con- empresas coerente com essa forma de agir. virá com a aplicação conjunta de esforço trato a preço fixo. Trata-se, portanto, da necessidade de contínuo das pessoas apoiadas pelas orga- - O contratado (empreiteiro ou prestador gerir a mudança de cultura em nível exe- nizações aliadas e atuando em consenso de serviço), por outro lado, busca maneiras cutivo, gerencial e profissional. Seria ilu- nos vários níveis de decisão. A atuação con- de reduzir os riscos inerentes a contratos sório imaginar que a simples leitura do junta identificará atitudes, comportamen- d~sse tipo, e também procura maximizar contrato complementada por uma palestra tos, processos e métodos visando: seu lucro. A forma clássica de conseguir e workshop seja suficiente para criar a cul- - Desenvolver uma cultura de confiança esse resultado é através da administração tura de confiança mútua necessária para mútua e no entendimento do outro; do escopo. Já que, inevitavelmente, haverá colher os frutos prometidos pela contrata- - Buscar consenso e foco no melhor para mudanças no escopo ao longo do contrato ção por aliança. É preciso, portanto, elabo- o projeto; (evolução tecnológica, mudança de espe- rar um projeto de mudança de cultura que - Estabelecer transparência, alinhamen- cificação, serviço não previsto, condições envolve as seguintes etapas: to e uma atuação pró-ativa e sinérgica; inesperadas, etc.) , o contratante docu- r. Avaliação de maturidade das organi- - Aprimorar a capacidade das pessoas de menta tudo que foge do escopo original zações em relação a contratos em aliança; interagirem em grupos multiculturais; e faz seu pleito (o chamado claim) para 2. Plano de mudança de cultura; - Estabelecer uma missão para a aliança ser recompensado pelos impactos dessas 3. Especificação de eventos e ações; com adesão irrestrita da equipe;34 MundoProjeclManagement Agosto/Setembro 20n mundopm.com.br
  • 6. rn;J~I.=tI:t.~-d - Alcançar resultados que serão compar- contratantes como Vale, CSN e Votorantim tos. Tais posturas são antagônicas e inspi-tilhados; estão executando e contratando em alian- ram um ambiente de desconfiança entre - Comprometer metas de custos, prazos, ça. As grandes construtoras, como Norber- as partes interessadas. Já que confiançaqualidade, saúde e segurança; e to Odebrecht, Camargo Corrêa e Andrade é o requisito fundamental para a aliança - Aprender em lidar com as diferenças. Gutierrez, dentre outras, vêm atuando jun- produzir os resultados esperados, cabe to a estes clientes-proprietários. tomar providências concretas para criar oConclusões A contratação em aliança apresenta ambiente desejado. vantagens e desvantagens. Cabe aos alia- Outros fatores que influenciam o o momento brasileiro exige resultados dos aproveitarem os aspectos favoráveis e grau de sucesso, ou não, dos contratoscada vez mais eficazes na implantação dos lidarem inteligentemente com os aspectos em aliança são o sistema de governançaempreendimentos. Portanto, é preciso rea- desfavoráveis. Tradicionalmente, os con- implementado; experiências anterioreslizar os projetos com excelente qualidade, tratos por preço fixo vêm criando como com essa forma contratual; competênciaem prazos muito menores e dentro dos li- cultura nas empresas ligadas a grandes técnica das equipes e o grau de engaja-mites orçamentários. A abordagem contra- empreendimentos: por parte do cliente- mento da alta administração das empre-tual que visa atender a essa necessidade é o proprietário, a postura de fiscal. Por parte sas aliadas na constituição e partida dacontrato em aliança. Atualmente no Brasil, do contratado, a postura de cavador de plei- aliança. MPM 111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111REFERÊNCIAS BIBLlOCRÁFICAS1- Brow, L. David (1982) Managing Conflict at Organizationallnter- Mechanism for Dynamic Projects, Lean Construction Journal Vo1.2. faces, Addison-Wesley ; 200S, p 67-792- Kneeland A. Godfrey jr. (199S) Partnering in Design and Construc- S- Wakefield, William (April, 1986) CICE: On the Road to Recovery, tion, MacGraw-Hill; Construction Dimensions3- Gene Slowiski & Matthew Sagal (2002) The Strongest Link: 6- Construction Dimensions (February, 1984) Slow Growth in Pro- Forging a Profitable Enduring Alliance. Sponsored by AMACON, ductivity, Construction Dimensions division of American Management Institute; 7- Castano, Alessandro(2008) Contratos Aliança em Empreendimen-4- Sakal, Matthew (200S) Project Alliancing: a Relational Contracting tos Industriais, Revista Mundo PM Paul Dinsmore é presidente da Dinsmore Associates Consultores, palestrante internacional e autor de 18 livros sobre gestão. Ele atua fortemente na comunidade profissional de gerenciamento de projetos no Brasil e no Exterior, onde recebeu a distinção de Fel/ow do Project Management Institute. ~ Alberto Mutti é consultor com mais de 30 anos de experiência como gerente e gerenciador de grandes construções, tendo atuado em posições de comando nos dois lados do negócio, como cliente e como construtor contratado. Vem assessorando tanto clientes quanto construtoras em empreendimentos de grande porte. â Luiz Rocha é diretor de projetos da Dinsmore Associates com vivências significativas em consultorias no Brasil e no exterior, atu- ando fortemente na área de óleo & gás. É vice-presidente da International Project Management Association (IPMA) no Brasil e autor de três livros e de artigos técnicos sobre gerenciamento de projetos. Mundo Projecl Managemenl Agosto/Setembro 2011 mundopm.com.br 35

×