O Narrador nesta obra de Mia Couto

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O narrador participante e o narrador não participante - abordagem que tem por base a obra de Mia Couto O BEIJO DA PALAVRINHA

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O Narrador nesta obra de Mia Couto

  1. 1. O NARRADOR nas obras de Voos em LP
  2. 3. , Mia Couto O Beijo da Palavrinha (2008) <ul><li>“ Era uma vez uma menina que nunca vira o mar. Chamava-se Maria Poeirinha. Ela e a sua família eram pobres, viviam numa aldeia tão interior que acreditavam que o rio que ali passava não tinha nem fim nem foz.” (p. 6) </li></ul><ul><li>“ Um certo dia, chegou à aldeia o Tio Jaime Litorânio, que achou grave que os seus familiares nunca tivessem conhecido os azuis do mar.” (p. 10) </li></ul>
  3. 4. Mia Couto O Beijo da Palavrinha (2008) <ul><li>Ao lermos os dois excertos concluímos que: </li></ul><ul><li>o narrador é </li></ul><ul><li>não participante </li></ul>
  4. 5. Mia Couto O Beijo da Palavrinha (2008) <ul><li>Um narrador não participante </li></ul><ul><li>não participa na história que conta; </li></ul><ul><li>não é uma personagem dessa história. </li></ul>
  5. 6. Mia Couto O Beijo da Palavrinha (2008) <ul><li>O texto muda em função do seu narrador. Um narrador participante não conta a história da mesma maneira que um narrador não participante. </li></ul>
  6. 7. Mia Couto O Beijo da Palavrinha (2008) <ul><li>Para conseguirmos perceber melhor o que muda no texto quando muda o tipo de narrador… transformámos o narrador não participante de Mia Couto, num narrador participante. A Maria Poeirinha ganhou destaque, ora vejam: </li></ul>
  7. 8. Mia Couto O Beijo da Palavrinha (2008) <ul><li>NARRADOR NÃO PARTICIPANTE </li></ul><ul><li>“ Era uma vez uma menina que nunca vira o mar. Chamava-se Maria Poeirinha. Ela e a sua família eram pobres, viviam numa aldeia tão interior que acreditavam que o rio que ali passava não tinha nem fim nem foz.” (p. 6) </li></ul><ul><li>NARRADOR PARTICIPANTE </li></ul><ul><li>Eu era uma menina que nunca vira o mar. Chamava-me Maria Poeirinha. Eu e a minha família éramos pobres, vivíamos numa aldeia tão interior que acreditávamos que o rio que ali passava não tinha nem fim nem foz. </li></ul>
  8. 9. Mia Couto O Beijo da Palavrinha (2008) <ul><li>  NARRADOR NÃO PARTICIPANTE </li></ul><ul><li>“ Um certo dia, chegou à aldeia o Tio Jaime Litorânio, que achou grave que os seus familiares nunca tivessem conhecido os azuis do mar.” (p. 10) </li></ul><ul><li>  NARRADOR PARTICIPANTE </li></ul><ul><li>Um certo dia, chegou à aldeia o Tio Jaime Litorânio, que achou grave que nós nunca tivéssemos conhecido os azuis do mar. </li></ul>
  9. 10. CONCLUSÕES <ul><li>Conseguimos com este exercício perceber melhor que o NARRADOR PARTICIPANTE: </li></ul><ul><li>está mais próximo do leitor; </li></ul><ul><li>parece trazer o leitor para dentro da história; </li></ul><ul><li>pode não ser imparcial, ou neutro, pois como é personagem da história pode apresentar o seu ponto de vista e deixar os outros pontos de vista para segundo plano. </li></ul>
  10. 11. <ul><li>Trabalho realizado </li></ul><ul><li>com a turma de 6º ano </li></ul><ul><li>da Secção Portuguesa do LI (2009/2010) </li></ul>

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