Dama e o unicornio (turma de 7º ano)

723 views
616 views

Published on

Trabalhos criativos em torno de uma tapeçaria medieval

Published in: Education
0 Comments
1 Like
Statistics
Notes
  • Be the first to comment

No Downloads
Views
Total views
723
On SlideShare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
0
Actions
Shares
0
Downloads
0
Comments
0
Likes
1
Embeds 0
No embeds

No notes for slide

Dama e o unicornio (turma de 7º ano)

  1. 1. Textos criativosDama e o unicórnio
  2. 2. A Dama e o Unicórnio eram amigas inseparáveis. Ela tinha encontrado o Unicórnio no seu castelo etinha ficado maravilhada com esse animal mítico. O Unicórnio também tinha ficado muito feliz porque aDama era a primeira a pessoa a ter-lhe dado atenção. A Dama impressionava-o com a sua beleza: lindoscabelos de ouro mantidos com tiaras de diamante, uma cara fina, uma pele doce como as rosas… Um dia, andavam a passear. Foram os dois até uma tenda no jardim. Era uma tenda em seda azul,ricamente decorada e plantada no meio de um pomar. Os pássaros voavam por cima dela como seestivessem a guardá-la. Quando entraram, sentaram-se num sofá de seda vermelha. O Unicórnio pôs-se aobservar o interior da tenda: estava decorado com tapeçarias, também de cor vermelha. No chão, coelhinhose cães passeavam livremente. Os móveis eram de madeira vermelha e certos espaços estavam tambémpintados de vermelho. A Dama pegou num coelho e chamou a aia para que lhe fosse buscar uns rebuçados. Depois, osdois começaram a falar. A Dama era filha de um rico senhor que adorava caçar e não se preocupava comela. O Unicórnio vinha de um país mágico, do mar, onde só viviam unicórnios. Mas ele tinha decidido irconhecer o mundo e os outros animais. Quando anoiteceu, a Dama ofereceu um quarto ao Unicórnio eambos foram-se deitar. Passaram-se várias semanas. O Unicórnio era muito mal recebido pelos habitantes das terras. Todospensavam que uma criatura assim só podia ter ligação com o demónio. Quando o viam, gritavam, fugiam eatiravam-lhe lixo e porcarias. Quando o pai da Dama voltou das suas caçadas, quis matá-lo para o oferecerao rei. A Dama foi obrigada a esconder o animal na cave onde o animal ficou tristíssimo. Só podia sair ànoite. Um dia, a Dama decidiu devolver o Unicórnio ao mar. Estavam ambos muito tristes, mas pensaramque era a melhor solução. Na tarde escolhida para se separem, a Dama e o Unicórnio chegaram à beira domar. O Unicórnio deu um passo em direção às ondas. Antes de desaparecer completamente da superfície daágua, voltou-se uma última vez e fez um movimento com o chifre para dizer adeus. Depois desapareceu. ADama voltou ao castelo a chorar a partida do seu amigo. Uma lágrima caiu no chão. A Dama olhou para ela,espantada: tinha a forma de um coração... leonor
  3. 3. No dia de Páscoa, Joana, a Dama, e o Unicórnio andavam a passear na floresta. Sentaram-se nochão e falaram horas e horas, como era hábito neles: - Olha lá para esta árvore! Não achas que é belíssima?- disse a Joana- Quando era pequena, vinhaquase todos os dias aqui, com o meu cavalito. - É mesmo linda! E parece ter um chifre, como eu! - Nunca tinha reparado! Uau ! Que belo chifre. - Já provaste morangos? - perguntou o Unicórnio, mudando completamente de assunto. - Não, o que é isso ? - É uma fruta de cor do sangue. É a minha fruta preferida. Prova! Eu tenho a certeza que vais adorarA Joana prova o morango que o seu amigo, o Unicórnio, lhe deu. E come logo de seguida mais três. - Que bom! Hum!De repente, ouvem um barulho que vem de um arbusto ao lado deles. - Devia ser algum coelho ou um macaco. - diz o Unicórnio. - É! Olha essa joaninha! São tão lisas as suas asas! Adoro tocá-las. - Realmente! Muito lisas! - diz o Unicórnio, tocando a joaninha.A aia da Joana chega entretanto com o seu órgão e toca para que repousassem ao som da música. Joanadeita-se ao lado do Unicórnio. - Cheiras a baunilha! - Obrigado. E tu cheiras a uma jovem virgem. - Ha, ha! - ri-se Joana. O Unicórnio ouve outro barulho, mas desta vez, era um tiro. Uns vassalos da Dama vinham matá-laporque consideravam que a Dama era uma bruxa por aceitar dar guarida no seu forte a "um monstro brancocom chifre". O Unicórnio levou a Joana até uma gruta onde costumava esconder-se, quando os animais operseguiam. Defendeu a Dama até morrer. Joana conseguiu entretanto fugir para um forte vizinho onde foimuito bem acolhida. Até lhe deram um esposo. Esse esposo deu-lhe um filho. A quem chamaram Morango,em honra do seu amigo Unicórnio, porque sem ele, nunca esse Morango teria nascido. vivid
  4. 4. No dia seguinte, a Dama foi ver o Unicórnio à sala de música. Ele estava feliz por não ser rejeitado pela Dama. - Olá,Unicórnio! Passaste uma boa noite? - Sim, obrigada Dama! - Unicórnio, não me chames Dama, o meu nome é Margarida! - Está bem, Margarida! - E se fôssemos passear na floresta? - Boa ideia, Margarida.Vamos! Estava um dia lindo, quente e claro. A floresta estava muito clara, ouviam-se no entanto os pássaros a gritar: - Mas, como é possível o monstro estar com a Dama Margarida?! Quando chegaram à floresta, o Unicórnio avistou o Macaco e o Leão. - Olha, Margarida, o Leão e o Macaco! - Ah, sim, anda, vamos ter com eles!Os dois amigos gritaram: - Oh...hé! Leão! Macaco! Os dois animais viraram-se e ficaram a aguardá-los. O Leão era bonzinho e muito carinhoso. Ele tinha um pelo muito grosso e fofo. OMacaco também era bom, mas era estranho, só gostava de cócegas! - Ahhh! Quem é este monstro?! - perguntaram o Macaco e o Leão. - Leão! Macaco! Parem, ele é meu amigo! – explicou a Dama. - Ah, então desculpa... O Unicórnio propôs à Margarida que se sentassem. Procuraram um espaço onde havia erva para o fazerem. Já sentados, a Margaridaacariciou o Unicórnio mas também o Leão para não haver ciúmes. O Unicórnio quis ver-se outra vez no espelho para compreender porque é que toda a gente o achava tão diferente, tão monstruoso. - Já sei...- anunciou de repente. - O quê? Já sabes o quê? - perguntou o Leão. - Já sei por que é que sou tão diferente dos outros cavalos. - Porquê? - interrogou-o a Margarida. - Porque tenho um chifre na cabeça... - Mas isso não faz mal! - disseram a Margarida, o Leão e o Macaco ao mesmo tempo.A Margarida levantou-se e foi até uma tenda para sair logo em seguida com rebuçados e amêndoas. Ouviu-se em seguida um papagaio achegar. Pousou num ramo e a Margarida ofereceu-lhe também amêndoas cobertas de mel!Todos estavam contentes, sobretudo o Unicórnio que conseguiu arranjar pela primeira vez amigos e não ser julgado injustamente pelosoutros animais. Passou a viver no Forte com a Margarida beneficiando do respeito de todos. melancia
  5. 5. Nessa manhã, a dama levantou-se com o unicórnio nos braços, o seusonho realizara-se. Ela passou toda noite assustada na perigosa floresta, para,de manhã, ver o ser que tanto queria. Mas já há dois dias que a dama não ia acasa, ela estava colada ao unicórnio. Muitas pessoas a foram procurar, masninguém a viu. A dama não queria despegar-se de um tão lindo unicórnio, quase seapaixonou por ele e ele também quase se apaixonou por ela. A dama decidiracriar uma pequena cabana no fundo do bosque para ali viver com ounicórnio. A vida seria muita mais fácil ali do que no castelo, onde tinha deser sempre perfeita em tudo o que fazia. Na cabana, não tinha com que seincomodar. Os dias eram quase todos iguais, sempre bons. Todos os dias selevantava perto do unicórnio, tomavam o pequeno-almoço juntos, iam fazercolheitas, depois ela penteava-o e colocava-o diante do espelho. Depois doalmoço, na parte tarde, ela cantava e tocava um instrumento para o unicórnioadormecer. Na parte da tarde também corriam entre as flores e cheiravam operfume de cada umas delas. Antes de jantar, a dama dava de comer aospássaros. E antes de adormecer, ela tocava no chifre do unicórnio para osentir melhor. Assim vivia uma linda vida com o unicórnio dos seus sonhos. Mas paraisso teve de desaparecer do castelo e nunca mais voltar! candy
  6. 6. Na Idade Média, dizia-se que se as mulheres dormissem na profunda floresta,no dia seguinte apareceria um Unicórnio ao lado delas. Um Unicórnio chamado Jacinto, sempre que via animais, estes diziam-lhepara se ir embora porque o Jacinto era feio e estranho. Desesperado por ninguémgostar dele, Jacinto encontrou uma fortaleza onde vivia uma princesa que queriatomar conta dele. O Unicórnio ficou surpreendido porque só ela queria travaramizade com ele. O Jacinto era o animal preferido da princesa, e ela queriarepresentar os cinco sentidos em tapeçarias. Certo dia, Jacinto galopando pela floresta, encontrou uma Unicórnia queestava cheia de sangue na perna. Foi então ver a princesa para lhe dizer, com gestos,que havia uma Unicórnia ferida no bosque. A princesa foi com o Jacinto ver o que éque ela tinha. O Unicórnio disse havia gente que a queria matar. A princesa tomou adecisão de levar a Unicórnia com eles para a fortaleza. Resolveu então pedir ao reiajuda. Quando o rei chegou, ele estava furioso pelo facto da princesa ter adotadodois Unicórnios! A princesa disse que eles se iriam embora depois da Unicórniaestar curada! O rei-pai disse-lhe que estava de acordo. Na manhã seguinte, a princesa disse aos Unicórnios que deviam fugir porcausa do pai porque se não o fizessem o rei iria matá-los! Eles fugiram do castelo,com imensa tristeza por se irem embora! Fugiram para muito, muito longe da casada princesa e encontraram um espaço para viver tranquilamente. Tiveram bebés edeixaram de ter problemas com os homens Viveram muitos tranquilos para o restoda vida ! juju
  7. 7. A Dama e o Unicórnio tornaram-se grandes amigos, pareciam até irmãos. O Unicórnio também fezamizade com os macacos, os coelhos, os cavalos que viviam no castelo da Dama. Ele decidiu ficar comeles, e formaram uma família grande e unida. Porém, um dia, o Unicórnio descobriu que todas as pessoas pensavam que os unicórnios eramanimais selvagens, e que só uma rapariga pura podia ser amiga deles. O Unicórnio ficou furioso ao saberque algumas pessoas (as que não eram suas amigas) ainda achavam que ele era um monstro. Ele ficou tãofurioso que derrubou mesas, cadeiras, estantes e foi correndo para a floresta. A Dama decidiu ir buscá-lo, eaos que a queriam impedir, disse: - Eu sou a Dama deste castelo, então decido o que quero fazer!Assim disse e assim fez. Passou a noite na floresta, à procura do Unicórnio. Acabou por adormecer, já anoite ia bem alta quando acordou. A sua cabeça repousava em cima do peito do Unicórnio. Ele disse paraela, com uma voz triste: - Você não deveria ter vindo para a floresta.Ao que a Dama respondeu: -Eu queria que você voltasse, e também queria dizer-lhe que não importa o que os outros pensam devocê, porque você ficará para sempre o meu Unicórnio! -Verdade? -Claro que é verdade, eu nunca digo mentiras.Fizeram então coroas de cravos e de rosas para todos os animais, e aproveitaram para respirar o perfumedas flores. Aproveitaram também esse momento tranquilo para comer os pêssegos que tinham vistonalgumas árvores, para ouvir o canto dos pássaros, para observar a linda natureza que respirava na floresta.Aproveitaram finalmente para tocar nas lindas espécies de flores muito raras que tinham descoberto juntos.Ao fim do dia, voltaram para o Forte da Dama. Foram muito bem recebidos e brincaram todos juntos: aDama, o Unicórnio, os macacos, os coelhos, os cavalos... Brincaram à apanhada e às escondidas. A partir desse dia, o Unicórnio viveu sempre em paz e em harmonia com todos os outros animais.Ficaram felizes até ao fim dos tempos! op
  8. 8. Depois de se terem encontrado, a Dama e o Unicórnio tornaram-se nos melhores amigos do mundo.Faziam tudo juntos. Num dado momento, o leão, o cão e o coelho, ficaram furiosos porque a Dama já não osia visitar, por causa do Unicórnio. Então decidiram matar o Unicórnio. Dentro do seu castelo, a Dama, que sechamava Teodora, passava o tempo a brincar com o Unicórnio. Sentiam-se muito próximos um do outro,porque tinham sempre as mesmas ideias, para as brincadeiras. A Dama estava tão próxima dele que até lhedeu um nome: Bernardo. Teodora, certo dia, propôs a Bernardo fazerem uma corrida, e ele aceitou logo. Saíram juntos docastelo e Teodora disse: -Bernardo, eu faço a corrida contigo, mas a cavalo, porque senão já sei que vou perder. -Está bem. - respondeu Bernardo - Eu vou correr a pé. -Vamos começar no castelo e vamos acabar na floresta! - explicou Teodora. - Sim, assim vamos divertir-nos muito a correr! - respondeu Bernardo.Os dois prepararam-se e começaram a correr. Entretanto, os animais todos furiosos e invejosos de Bernardo,reuniram-se para terem uma conversa sobre o que iam fazer a Bernardo. Decidiram esperá-lo para o matarcom uma faca, que tinham encontrado no chão. Quando Bernardo e Teodora terminaram a corrida, ganha por Bernardo, Teodora disse: - E se fôssemos comer no jardim, porque esta corrida abriu-me o apetite? -Sim! - respondeu Bernardo cheio de fome. - Vamos comer.Então os dois amigos foram comer no jardim, servidos pela aia, que os serviu. Depois foram brincar, mirar-seao espelho. Também deram grãos aos pássaros, e por fim foram descansar. Depois de terem descansado,Bernardo foi ao jardim e Teodora foi à cozinha. Os animais ao verem Bernardo sair do castelo, rodearam-no.Teodora viu e saiu do castelo. Perguntou aos animais: -Porque é que vocês querem matar o Bernardo? -Porque já não gostas de nós! - responderam eles magoados.E a conversa foi continuando até terem esclarecido o assunto. Bernardo quase a chorar foi ver Teodora paralhe agradecer o que fizera por ele, e todos os animais foram pedir desculpas a Bernardo. Este perdoou e todosse tornaram amigos até morrerem. trato
  9. 9. A dama e o unicórnio estão no jardim do castelo em companhia dos outros animais da dama, a divertirem-se num dia de sol. Mas o que ninguém sabe é que a dama tem de lhes comunicar uma fantástica notícia . - Que lindo dia! - exclama o leão. - Que doces maravilhosos! - acrescenta o macaco. - Até se ouvem os pássaros! - diz o cão. - As flores cheiram tão bem... - ronrona o gato. - E sem esquecer esta erva macia. - lembra o unicórnio.Os amigos e a dama passam um dia feliz entre passeios, doces, conversas, jogos e risos. No final do dia, à beira dachaminé, a dama estava a pentear-se enquanto o macaco narrava a sua vida anterior com os trovadores, os ursos eos outros macacos. No meio da narração, a dama interrompe-o, o que nunca fazia , e anuncia-lhes: - Na minha última viagem à Corte de Carlos VII encontrei uma criatura como tu, unicórnio. Exatamentecomo tu, mas o pelo branco tinha reflexos rosados e o teu pelo tem reflexos azulados. Estava ainda molhadaporque saía do mar. - Não acredito que exista outra criatura horrorosa como o unicórnio! - cacarejou a galinha que não gostavadele. - Eu sim. O fundo do mar está cheio de peixes gigantes com um dente enorme e ao chegarem à terrametamorfoseiam-se em unicórnios, como eu, mas ninguém arrisca a vida ao chegar perto da margem. - respondeu,com um ar sonhador o unicórnio. - Quer dizer que tu és um peixe ?!- perguntaram gritando incrédulos o cão e o gato. - Eu era assim! Agora não posso transformar-me de novo num peixe... Eu gostava de encontrar esse outrounicórnio, para ele não ficar tão triste como eu! - exclamou com um ar nostálgico o unicórnio. - Nós resolveremos isso amanhã. – disse a dama bocejando. - Será feito de acordo com a sua vontade! - murmurou o leão. No dia seguinte, no jardim, debaixo de um abrigo ricamente decorado, os companheiros combinam aexpedição pelo litoral. Assim, a dama e os animais partem à procura do segundo unicórnio que provavelmenteandaria triste, sozinho e perdido. nc
  10. 10. Ontem, eu encontrei uma Dama muito bela. Ela me acolheu com muita gentileza. Mas agora não seise eu fico ou se vou embora e passo a viver sozinho... Ela me propôs que passasse um dia inteiro com elapara depois me decidir. O dia começou muito bem, fomos para a sala, ficamos a conversar durante muito tempo. Depoisfomos dar um passeio pelo parque. Sentamo-nos num campo cheio de flores e a Dama fez uma coroa comflores. Quando ela terminou, eu sentei perto dela e ela começou a fazer-me festinhas. Depois de duas outrês horas, voltamos ao castelo. A Dama me levou para uma sala onde eu já tinha ido: era a sala onde haviao orgão portátil e onde ela tinha tocado música para mim na véspera. Ela tocou órgão muito bem, como setivesse feito isso a vida inteira! Fomos almoçar no parque, pegava numas balas e as dava aos seus pássaroscom muito amor e doçura. Almoçamos todos juntos, conversamos muito mas eu sempre estava comdúvidas, não sabia se ia ficar ou se ia partir... Meditei durante muito tempo. A Dama viu que eu estava arefletir muito e falou: - Porque pensas tanto? - Porque tenho um problema na cabeça! - Então, vamos fazer algo para resolver isso? Paras de pensar nisso! -Tudo bem...Fomos depois para um lago e ficamos lá durante bastante tempo. Quando vi um animal a beber a água dolago, lembrei-me do dia anterior e em como era triste ser rejeitado por todo o mundo. Então tomei a minhadecisão! Decidi o que queria fazer: queria ficar com a Dama! Lembrei-me da primeira vez em que nostínhamos encontrado: quando ela me mostrou um espelho com o meu reflexo nele e todos os animaistinham ficado com medo de mim. Então, decidi ficar com a Dama. md
  11. 11. Algumas semanas mais tarde, o Unicórnio e a Dama tornaram-se inseparáveis e os outrosanimais aperceberam-se que ela tomava mais conta do Unicórnio do que deles. Prepararam então umplano para separar o Unicórnio da Dama Eleonor para ela voltar a tomar mais conta deles. Todas as manhãs, Eleonor punha o Unicórnio diante do espelho, porque o Unicórnio nãogostava de se mirar. Para acalmar o Unicórnio ela fazia-lhe festinhas. À tarde iam os dois dar umavolta sozinhos. Mas certo dia chegou que não foi igual aos outros, pois os outros animaisacompanharam-nos nesse passeio. Quando o Unicórnio e a Eleonor adormeceram, os animais puseram o plano deles em ação:levaram a Dama Eleonor para o palácio e deixaram o Unicórnio perdido na floresta. Quando oUnicórnio acordou, apercebeu-se que estava sozinho e pensou que a Dama Eleonor já não gostavadele. Entretanto, no forte, a Dama Eleonor acordou, na cama dela, e foi logo à procura do Unicórnio,mas não o encontrou. Como estava tão triste fechou-se no seu quarto e não saiu durante alguns dias. Numa tarde, os animais foram ao quarto dela, e descobriram que ela tinha fugido na direção dafloresta cheia de perigos. Os animais foram à procura dela, mas sem sucesso e regressaram para oforte muito tristes. A Eleonor ficou na floresta um dia. O Unicórnio sentira o cheiro dos cabelos daDama e então foi à procura dela. Encontrou-a adormecida e acabou por se deitar ao pé dela. Quando aDama Eleonor acordou, viu o Unicórnio. Os dois abraçaram-se e começaram a falar: - Porque me deixaste? - perguntou o Unicórnio . - Não te deixei! Quando acordei estava na minha cama. - disse Eleonor – essa é a verdade!Depois de muito conversarem, Eleonor e o Unicórnio regressaram para o castelo, para junto dosanimais que ficaram muito contentes e pediram desculpas ao Unicórnio. Ele aceitou-as. A partir dessedia viveram todos no forte muito contentes e sem inveja do Unicórnio. laranja
  12. 12. A Dama e o Unicórnio Sofia nasceu numa família muito rica, nobre e poderosa. Ela tinha quase tudo o que queria: uma escrava, muitos brinquedos, etc. Mas as duas coisas que Sofia mais queria possuir, não podia tê-las. A jovem queria ter liberdade para ir à floresta, o que era muito perigoso, e queria andar a cavalo, mas uma mulher não andava a cavalo! Aos dezoito anos, Sofia decidiu cumprir um dos seus sonhos: ir à floresta. Durante a noite, quando toda a gente estava adormecida, ela foi descobrir a floresta. Na floresta profunda, a jovem viu, a dado momento, algo a mexer. Não podia voltar atrás, pois o caminho parecia mudar cada vez que passava nele. Tentou ficar acordada toda a noite, mas, exausta com a caminhada, acabou por adormecer. Quando acordou, um cavalo branco estava inclinado ao lado dela. Ela levantou-se e apercebeu-se que era um unicórnio. Espantada, montou-o e o unicórnio começou a fazer-lhe visitar a floresta. Passados alguns dia, Sofia decidiu voltar a casa. Quando chegou, a família não teve tempo para se espantar com o animal, pois o pai estava a morrer. Quando o pai morreu, Sofia ficou toda a vida no palácio, com o seu unicórnio, a tocar musica e a pentear o seu animal. ft
  13. 13. Depois de terem conversado a Dama foi dormir porque já era tarde e o Unicórnio também foi deitar-se. Quandoacordaram no dia seguinte, estavam juntinhos e o Unicórnio perguntou à Dama: - Mas qual é o seu nome? - O meu nome é Ana e tu? - perguntou a Dama. - Que bonito. O meu é Mário!Enquanto eles conversavam, uma aia preparava o pequeno-almoço. Ana e Mário foram comer e depois quiseram fazer um bolo: - Eu vou buscar os ingredientes! - disse a Ana. - Eu vou esquentar o forno! - disse Mário.Quando o Mário foi esquentar o forno, o Macaco chegou à cozinha e disse: - Que animal és tu? És estranho! - Eu sou um Unicórnio e me chamo Mário. – disse o Mário. - Que feio tu és! O que vais fazer? - perguntou o Macaco. -Vou esquentar o forno. – falou o Mário. -Não te vais queimar? - perguntou o Macaco.Mário esquentou o forno sem escutar o Macaco, tocou no forno e se queimou. Depois fizeram o bolo. Retiraram-no do fornoquando ouviram tocar o temporisador. Acharam que o bolo estava muito cheiroso e viram que era enorme. Provaram-no eacharam-no uma delícia: - Mmmmmm... este bolo está delicioso! - disse o Mário. - E tão cheiroso! - exclamou Ana. - Só que eu toquei e está muito quente! - falou o Mário. - E tu já viste como ele é enorme? - perguntou Ana. - Sim e quero comê-lo todo! - disse o Mário. - É melhor não! Senão vais ficar com dores de barriga! - aconselhou a Ana.Mas mesmo assim, apesar do conselho da Dama, Mário comeu todo o bolo e no dia seguinte teve muita dor de barriga: - Tens razão! Estou com muita dor de barriga. Agora todo o fim de semana fazem um bolo juntos e o Mário escuta com mais atenção o que lhe dizem e nunca mais sequeimou… nem teve dor de barriga! morango
  14. 14. Fazia dois meses que a Dama e o Unicórnio se tinha encontrado. Desde então oUnicórnio vivia no castelo . - Já recebi as tapeçarias que tinha mandado fazer sobre o nosso encontro. Estãomaravilhosas, mas não vou pô-las ainda no castelo. Este calor é infernal , não achas? -pergunta a Dama ao Unicórnio amigo. - Não, eu gosto, pois faz-me lembrar-me a praia onde nasci, onde há todo o tipo decriaturas como sereias... -Sereias ?! Eu adorava ver uma ! -Aceito, eu posso levar-te a ver uma que vive na praia, a dois passos do castelo!A Dama e o unicórnio dirigiram-se então para a praia onde passaram a tarde inteira a procurada sereia, ate que : - Olha, está ali uma! Olha , Unicórnio! – exclamava correndo na direção da sereia. - Anne, não ! – gritava o Unicórnio – É perigoso para um ser humano aproximar-setanto de uma sereia !Anne não ligou ao que o Unicórnio lhe dizia, e continuou a correr para a sereia comoque encantada pelo seu canto maquiavélico. A Dama atirou-se ao mar para tentar tocar-lhesem que o Unicórnio tivesse tempo para a impedir, acabando por afogar-se. No momento doafogamento, pela cabeça da Dama passaram todos os momentos que tinha passado comUnicórnio. Este desesperado, acabou por atirar-se ao mar de onde nunca mais voltou a sair. A única prova da amizade entre ambos é a tapeçaria que a jovem tinha mandado fazer eque hoje esta exposta no museu da Idade Média, em Paris. miss.mary0089
  15. 15. Era uma vez um Unicórnio que encontrou uma princesa. A princesa gostou muito do Unicórnioporque era diferente dos outros animais; então, para se lembrar desse animal maravilhoso toda a vida,decidiu mandar fazer tapeçarias que a representariam com o Unicórnio… Esta princesa era muito rica, tinha um castelo só para ela, empregados e guardas também… Entãomandou fazer as suas tapeçarias em Bruxelas, a cidade onde se faziam as melhores tapeçarias do mundo, naIdade Média. Nas tapeçarias queria representar a vida, e por isso escolheu os cincos sentidos. Quando játinha as tapeçarias, apercebeu-se que o Unicórnio não era muito feliz, fechado com os outros animais nocastelo. Mas a princesa não queria que o Unicórnio partisse para a floresta, queria encomendar ainda outrastapeçarias… Decidiu mandar fazer uma grande tapeçaria que representaria a separação entre ela e oUnicórnio… Queria representar a razão. Na tapeçaria, apareceria a arrumar as suas coisas como se fosseembora e deixasse o Unicórnio… Vai deixar o Unicórnio em liberdade, não vais ser má para com ele,obrigando-o a viver fechado no seu castelo! O Unicórnio ficou feliz por partir e por poder viver de novo emliberdade. Estava no entanto um bocadinho triste porque a princesa sempre o tinha tratado muito bem… Porisso decidiu ir visitá-la todos os domingos. A princesa ficou tão feliz com a decisão do Unicórnio quedecidiu também organizar um grande banquete todos os domingos, para receber o Unicórnio com todos osoutros animais. O Unicórnio passou de novo a viver na floresta e os outros animais deixaram de ter medo dele epassaram a venerá-lo como se fosse um deus. Todos os domingos, tal como prometido, ia ao castelo, aogrande banquete organizado pela princesa. O Unicórnio maravilhoso, magnífico e belíssimo passou a serum animal apreciado pelos outros animais. Toda gente queria vê-lo, mas tal encontro ficava reservado aumas quantas pessoas privilegiadas. Apenas a princesa e os cortesãos viviam maravilhosos domingos queficaram perpetuados até hoje em seis tapeçarias medievais. aa
  16. 16. Depois de ter descoberto que tinha cincos sentidos, o Unicórno brinca com eles.Com o gosto, ele passa o seu tempo a comer tudo o que quer e quando quer.Com o tato, ele brinca com todos os animais acariciando-os e depois batendo-lhes.Com o olfato, ele cheira toda a comida para depois dar a cheirar, as coisas mais desagradáveis ao nariz dosoutros.Com o ouvido, ele escuta todas as discussões e vai contar tudo o que ouviu a quem quiser ouvir.Com a vista, ele vê as pessoas levantarem-se todas as manhãs com novos botões na cabeça e depois vaidizê-lo por todo o lado para que se troce dos que têm botões.Depois de três semanas a rir e brincar com os seus sentidos, a Dama resolve vir falar com o Unicórnio:- Porque é que incomodas as pessoas com os teus sentidos?- Pelo prazer de brincar e rir!- Os cincos sentidos não são feitos para isso. Se tu comes muito, vais terminar por parecer uma baleia. Sebates muito nas pessoas, mais tarde são elas que vão começar a bater-te. Se metes a má comida no nariz dosoutros, eles vão fazer-te a mesma coisa. Se escutas as discussões privadas, os outros já não vão confiar emti. Se troças dos botões dos outros, elas vão acabar por troçar dos teus.-Ah! Já compreendi que não devo continuar!- Muito bem! Agora deixo-te em paz. Depois dessa conversa, o Unicórnio deixou de incomodar e os outros começaram a viver em paz. gogo
  17. 17. lolita
  18. 18. Trabalhos realizados pelos alunos da turma de 7º ano (2011-2012) da Secção Portuguesado Liceu Internacional de Saint-Germain-en- Laye (França)

×