2012 09-05-boletim

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Greve termina, mas, luta continua!

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2012 09-05-boletim

  1. 1. 5 de setembro de 2012 BOLETIM SEMANAL Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário e do Ministério Público da União no Filiado à CUT/FENAJUFE Distrito Federal a greve termina, mas a luta continua!A assembleia geral dos tos de vista conflitantes. Mas o qui pra frente poderemos muito servidores do Judiciário resultado foi tranquilo, com uma mais”, disse o coordenador geral e do Ministério Público votação esmagadora pelo encer- do Sindjus, Jailton Assis. Ele lem-decidiu na última terça-feira, ramento da greve. brou que a nossa categoria será4, por amplíssima maioria, A proposta foi votada junto a única que terá 15% de reajusteencerrar a greve que começou com a decisão de se convocar em janeiro de 2013, além de ou-no dia 1º de agosto. A catego- atos públicos no Congresso Na- tros 9% no início de 2014 e maisria permanece em estado de cional para a fiscalizar e garantir 9% no início de 2015.greve para garantir o cumpri- o cumprimento do acordo obti- As manifestações do Sindjusmento do acordo feito entre o do nas negociações entre o Judi- no Legislativo ainda não têmJudiciário e o Executivo. ciário e Executivo. data marcada, mas começam no Em clima de muita tensão, “Conseguimos vencer a po- momento do chamado “esforçocom debates acirrados, os re- lítica do governo de reajuste concentrado”, em que os parla-presentantes da categoria zero. Nosso objetivo era maior, mentares votarão matérias an-puderam defender seus pon- mas tivemos duas vitórias, e da- tes das eleições de outubro.
  2. 2. veja aqui Como fi
  3. 3. iCará seu reajuste
  4. 4. Categoria comemora a vitória evidente Na assembleia da última terça- Houve colegas que não entraram carreira, de tal de maneira que o re--feira, a maioria dos servidores do em greve até com a desculpa de que ajuste, ao final de três anos, ficasseJudiciário e do MPU responderam tudo já estaria “combinado” com em 33%. Essa foi a nossa segundaà dúvida dos fura-greves e dos que o Supremo e o Palácio do Planalto. vitória, ainda insatisfatória. No-acham que greve é um fim e não um Ainda assim o movimento cresceu vamente cobrado pelo Sindjus e ameio: nós conquistamos, sim, uma nos piquetes, nas marchas e nos ar- Fenajufe, o presidente do Supremovitória importante com o reajuste rastões solidários, obtendo o apoio declarou que essa complementa-dos 33%. Foi uma vitória parcial, que quase unânime da categoria em vá- ção, já aceita pelos negociadores doainda precisa ser consolidada no rios locais de trabalho. governo, era o seu limite.Congresso Nacional. Mas foi uma O fato é que, diante de nossa Diante desse quadro, tínhamosvitória evidente. greve, juntamente com a paralisa- duas possibilidades. Aceitar o rea- Sem reajuste há seis anos, nosso ob- ção das mais importantes catego- juste, encerrar a greve e continuarjetivo máximo era conseguir o reajuste rias dos servidores do Executivo, o a luta para garantir no Congresso ade 56%, colocando um fim à política do governo Dilma foi obrigado a aban- sua consolidação, ou manter a grevereajuste zero do governo federal. donar a política do reajuste zero. indefinidamente, na esperança de De início, avaliamos que o cená- Essa foi nossa primeira vitória. melhorar o índice proposto até che-rio deste ano seria mais favorável O governo ofereceu aos servi- gar aos 56%. Como no samba, a ca-do que no ano passado, a começar dores do Judiciário e do Ministério tegoria ponderou: “Com que roupa”?pelo fato de que, diferentemente do Público da União os mesmos 15,8% Isto é, que força teríamos para fazerministro Cezar Peluso, o atual presi- concedidos aos demais servidores. a segunda opção, sabendo que a pro-dente do Supremo, ministro Carlos Era muito pouco, como denuncia- posta encaminhada pelo SupremoAyres Britto, se dispôs a levar em ram os diretores do Sindjus. Afinal, ao Ministério do Planejamento nãoconta as nossas reivindicações no esse índice não levava em conta que incluía a previsão orçamentária paraencaminhamento da proposta do muitos servidores do Executivo ha- cobrir esse último índice?orçamento do Judiciário ao Ministé- viam tido reajustes há três ou dois De maneira madura, realista, ario do Planejamento. Para assegurar anos, e que a nossa última reposi- maioria de nossos colegas fizeramque ele manteria essa disposição, ção foi dada há seis anos! Os 15,8% a primeira opção, preferindo o cer-decidimos promover a greve, saben- não cobririam nem a metade da in- to ao duvidoso. E agora comemora,do que quanto mais forte, ousada e flação acumulada nesse período. com justa razão, a vitória obtidamassiva, mais chance teríamos de Nas negociações com o Sindjus depois de 34 dias de uma greve queconquistar a vitória. Daí o mote da e a Fenajufe, o ministro Ayres Brit- tinha um objetivo claro e que, comocampanha: “Se você aderir, os pla- to assumiu um novo compromisso, numa história bem amarrada, tevenos passam”! de complementar a proposta do go- começo, meio e fim. Infelizmente, nem toda a cate- verno, elevando a GAJ de 50% paragoria compreendeu essa estratégia. 100% e reduzindo dois padrões da A luta continua! Chance de magistrados terem mais do que os 15,8% de reajuste é quase nula Ficou decidido em reunião entre os presidentes dos Tribunais Superiores que os magistrados devem acei- tar o índice de 15,8% (5% em janeiro de 2013, 5% em janeiro de 2014, 5% em janeiro de 2015) oferecido pelo Poder Executivo, porém, mantendo as negociações para obter uma eventual nova revisão.  Assim como aconteceu com a nossa categoria, a proposta não atendeu aos pleitos da magistratura, que exigia um reajuste de 28,86%, ou seja, a soma dos índices dos projetos anteriores com aquele que foi encami- nhado no dia 30 de agosto (14,79% + 4,8% + 7,12%). De acordo com o assessor parlamentar Antônio Augusto Queiroz, o projeto de lei dos ministros sofre do mesmo mal dos que foram para o Congresso Nacional sem acordo: falta de orçamento.  Segundo Queiroz, a intenção dos magistrados de enviar a nova proposta de reajuste é de marcar posição. “A chance de aprovar esse projeto está  perto de zero. Não há no Congresso clima para alterar as negocia- ções já feitas", explicou o assessor parlamentar. SINDJUS • Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário e do Ministério Público da União no DF • (61) 3212-2613 • www.sindjusdf.org.br

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